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INSACI�VEL

-Uma moeda? -Perd�o, n�o tenho nenhum trocado.

Preciso de aIgo para comer. Por favor.

-Bem. Espere, vou trazer-lhe aIgo. -Claro.

Estarei no escrit�rio. Me chamo Sammy.

N�o... Mam�e. N�o vai conhec�-la.

Confie em m�m. N�o vai gostar.

N�o, n�o � uma puta. Por�m pega como se o fosse.

O sexo mais sujo imagin�vel. Isso responde sua pergunta?

Aposto que sim.

-O que voc� tem? -Acho gra�a que repreenda sua m�e.

Sim, � engra�ado.

A diferen�a entre voc�s: fen�menos do sub�rbio branco.

Digo, a quem enganam? Sapatos bolados, fio dentaI.

Al�m de materiaI para goIpear.

Como se tivessem vindo por esta outra merda e n�o s� pela revista.

Vou dizer-lhes que peguem esta merda e a levem.

Voltem aqui em cima, paguem sua cole��o de ere��o e saiam, sim?

Venderei a revista mas n�o a outra merda. Sabem por que?

Porque � mentira. E o meu � a verdade. Vem? Adiante.

Adiante.

''N�o esconda a verdade de voc�''.

-Nietzsche disse isso. -Na verdade creio que foi Shakespeare.

- � o mesmo, Harry. Pode crer nisso? -Que tem?

-Sa� com um cachorro quente esta noite. -Surpresa, surpresa.

D� medo, n�o?

N�o que o bairro j� tenha sido seguro, por�m isso amedronta.

Cuidado. N�o estou gostando.

-Aproveite seu cachorro. -Nos vemos.

Ou�a, Sammy, voc� est� a�?

Se est� tentando me assustar, est� indo bem.

Vou deixar isto aqui.

Venha quando quiser.

Caralho!

Assim que de verdade viu como lhe arrancava a cabe�a?

Sim.

Justo antes de voc� desmaiar?

Me hiper-ventilei. � diferente.

Vou cham�-lo se tiver mais perguntas...Senhor Balbo.

Est� me acreditando, n�o �?

Uma bonita mulher com caninos salta tr�s andares e rompe uma janela

com a cabe�a de um vagabundo.

E logo desaparece na noite.

Sim. Chame-me se recordar aIgo mais.

Tr�s p�ginas de cobertura. E n�o mencionam voc�.

Estou lhe dizendo que estive l�.

-Estava bem? -Notavelmente.

Como... selvagem.

-Quase feroz. -Feroz?

Como um animaI selvagem

-esteve virando a casaca. -N�o seja descarado.

Olha, vi o cara. Comprei um hot-dog na sua tenda.

Fui eu quem chamou a poI�cia. Fui eu quem chamou a pol�cia.

Ent�o por que n�o falou?

Disse que foi uma chamada an�nima.

Se encontrou o corpo, por que n�o falou?

-N�o sei. -N�o sabe? Ele n�o sabe.

Eu sim. � porque � um mentiroso.

Provavelmente viu a boIa e pensou em nos impressionar.

Ficamos seus amigos. Nunca serei seu amigo, Balbo.

Coisas que diria um sem-vergonha. Coisas que diria uma ducha vaginaI.

Quer saber? Por que n�o vai � �rea de descarga

para tratar de convencer a um desses neandertais de sua hist�ria?

Com certeza, aIgum acreditar� em voc�. Eu, n�o.

Querem saber? Vou mijar.

-Vou mijar. -Boa sorte.

Voc� � um sem-vergonha.

-N�o � uma �rea de n�o fumantes? -Chame um policial.

O homic�dio passa. Uma das vantagens. Tamb�m os forenses, mas n�o o usam.

-Por que falamos disto? -Vi o jornal pela manh� e...

-n�o vi nenhuma men��o. -Se preocupa com seus quinze minutos de fama?

N�o, senhor. S� esperava ver aIgo sobre a garota.

Fiz um favor pra voc�, Sr. Balbo. Se os meios se inteirarem de que acredita

ter visto um vampiro, converteriam seu mundo em um circo,

e cada louco do pa�s acamparia fora da sua porta.

Est� vendo isto?

Arrancaram sua cabe�a do corpo. Mostre-me uma mulher que possa fazer isso.

Nem uma fisicocuIturista t�pica.

Tenho uma teoria a respeito: A cabe�a e o pesco�o muito traumatizados

escondem a mordida, assim que a poI�cia,

sem ofend�-lo,

procura uma besta psicopata

em vez da verdadeira assassina. A� � onde est�, assim...

Eu tamb�m tenho uma teoria. Quer ouvi-la?

-Voc� � um louco do caralho. -Ent�o voc�...

Digo que sua declara��o

ainda � imposs�vel. HabituaImente isso quer dizer que aIgu�m mente

e encontrei o meu homem. Por�m quando leva tanto nisto como eu,

surge um instinto.

Quando vejo uma testemunha, fa�o uma prova mental:

Me perguntoo: ''� o assassino?

Sim? N�o? Talvez?''

E n�o...

Assim que o que na reaIidade quer dizer � que n�o tenho as caracter�sticas...

-para ser um assassino. -Assim �. E se eu fosse voc�,

me consideraria afortunado.

-7, 22. -Oh, sim.

� estranho como a pol�cia diz que n�o tem pistas.

-Digo, viu quem foi, n�o? -N�o sei.

-Pensei que disse que uma garota. -Sim, n�o estou seguro.

Estava escuro e foi repentino...

Parece cansado.

Est� dormindo o suficiente?

Minha nova namorada est� me matando.

E tem irm�s?

Em s�rio, olhe. Tenho um trabalho de merda e um apartamentinho e n�o falamos.

N�o lhe mando fIores e parece n�o se importar. S� quer sexo.

� como se o necessitasse para respirar.

E... que � isso?

Isto? N�o sei, o tenho desde alguns dias. N�o recordo.

Creio que estou esgotado. An�mico ou aIgo parecido.

Continua em Roosevelt, aquele lugar com as velhas escadas de inc�ndios?

Sim, por que?

Me cortam o cabo, melhor ainda subo con uns nachos e cervejas para aprender.

-Deixe de foder. -N�o, em s�rio.

Procurar vampiros.

N�o, vampiras. Mulheres.

A maior parte do folclore diz que as vampiras descendem dos s�cubos,

dem�nias que visitavam os homens pela noite e os possuiam sexualmente.

Isto lhes sugava toda a for�a vital.

As v�timas de s�cubos em geral apareciam p�lidas e distra�das,

sua condi��o piorava gradualmente at� que morriam.

Caralho. Caralho!

Caralho, caralho, caralho!

Sim senhora mas o diamante interior da pestana

precisa combinar com a do cachimbo. Obrigado Tina.

Assim �, o di�metro da broca da pestana precisa especificar-se ao..

Senhora? Senhora? Ol�? Ol�?

Me encanta a cara Balbo. Que fazia? Tirando melecas com feij�o.

N�o vai responder-me? N�o tem vontade de uma discuss�o geniosa, eh?

Muito esgotado pelo sexo selvagem de ontem � noite, � isso?

Escute Chet, sabe por que tem esse arranh�o na cara?

N�o Javi, mas suponho que vai nos dizer.

Isso mesmo. Porque pode arranhar sua cara mas n�o as costas.

Houve outro assassinato no seu bairro ontem � noite.

-Um logista chamado Ronnie Klein. - Que?

-Que, o conhece? -Sim, ele disse..

Digo, j� sabem, sobre a loja.

E acha que foi sua pequena chupa-sangue quem o matou?

Sim, acho que sim.

Muito bem, Balbo.

Ok.

-Loper. -Detetive, fala Harry Balbo.

Olhe, tem que fazer algo. S�o da pol�cia.

Ao menos levar-me para identificar fotos.

Digo, admitamos, ningu�m est� a salvo enquanto ande solta.

Algu�m tem que fazer algo. Algu�m tem que acreditar em mim.

Olhe Sr. Balbo, j� passamos por isto. Que tenha um bom dia.

H� um vampiro... de ca�a em meu bairro.

Ningu�m acredita em mim, e...

n�o sei o que fazer.

-Cyndi. -Ol�, Harry.

-Sinto incomod�-lo mas... -a lixeira se congelou de novo.

-Sim. -Estou tentando que o caseiro a troque, mas

creio que est� esperando que voc� morra. Maldito avaro.

-N�o, sinto muito. -N�o � sua cuIpa. Estou indo.

N�o se preocupe, OS VAMPIROS N�O EXISTEM.

Me d� um segundo. Tenho que responder um email.

-Claro, s� passe quando terminar. -Ok.

-S� meta e tire at� que afroxe. -Tentarei como diz,

-mas n�o funciona. -� certo, tente.

Por�m nunca parece funcionar, e logo p�e esta cara:

''Preciso que Harry venha e o meta e o tire''.

Harry, por que n�o fica para o jantar? H� consertado a lixeira muitas vezes.

-O m�nimo que posso fazer � aliment�-lo. -Sim, eu ficaria, mas

-estou fazendo algo... -Ah, sim. O email.

-Sim, mas na pr�xima vez. -Claro.

Voc� � um perdedor.

''Parece como um pervertido que procura brincar com os vampiros''.

N�o, n�o um pervertido. N�o um pervertido.

H� um vampiro matando gente

em meu... como se escreve?

Bairro. Vamos.

Vamos. Me arranhou a cara.

Inclusive provou meu sangue.

E a�?

EST� FODIDO!

Pelo menos acredita em mim.

E o que acha que devo fazer?

''Deve ach�-la e mat�-la''. N�o.

N�o. Isso � assassinato.

Cometer um assassinato? Se quiser det�-la, n�o h� outra maneira.

N�o o farei.

Ir� faz�-lo quando se der conta de que n�o h� outra op��o.

''Uma vez que um vampiro prova o sangue de um homem, mulher ou crian�a...

regressa por essa pessoa

para lhe tirar at� a �ltima gota de vida''.

''Como um perdiguero atr�s da pista, um vampiro, literaImente de um pa�s a outro

at� o fim do mundo''. Caralho.

Caralho. Vamos, ajude-me.

-Ajude-me. -N�o posso.

Farei o que quiser.

N�o posso.

Por que dem�nios n�o?

Por que dem�nios n�o?

Porque sou parapl�gico.

A �nica pessoa que pode me ajudar � um maldito paral�tico.

Durante o dia, � virtualmente inofensiva.

''Deve achar onde dorme e cravar uma estaca em seu cora��o''.

''Contra a tradi��o popular, isso n�o a matar�.

S� a imobilizar� enquanto lhe corte a cabe�a''. N�o.

Como encontr�-la?

''Um mapa do lugar exato. Seja muito espec�fico.''

Sua vida depende disso.

Que � isso, irm�o?

Sempre pat�tico. O homem pestana do ano, par�nteses, regi�o quatro.

Por que n�o pode ser somente o homem pestana do ano?

Bem, e as outras regi�es?

Se n�o fosse pelos par�nteses, s� haveria uma e pronto.

Igual e um tipo em Texas. Com todo esse petr�leo e g�s?

Com o par�nteses, podemos competir.

N�o s� um cabide, Har.

Minha puta vida � pat�tica.

Fala StrickIand da 3D.

Meu reservado est� me inundando de merda.

Assim que, a menos que pense em trocar-me de apartamento, vennha consertar isto.

-Quem �? -O porteiro.

Abaixe-se.

-O que? -Abaixe-se para que possa v�-lo.

Assim est� bem?

-Chamei esta manh� �s dez. -N�o fa�o isto o tempo todo.

Nem sequer me pagam, s� me descontam da renda...

-Assim que trabalha no seu apartamento? -Se pode dizer.

-Posso lhe perguntar o que faz? -Acaba de faz�-lo.

-E n�o, n�o pode.

Que acha se...

-L� atr�s. -Muito bem.

Temos uma queixa no apartamento 18C de Carlos.

Na verdade n�o posso consert�-lo. Necessito chamar um profissional.

N�o ser�... o cara da p�gina web?

O que... que est� fazendo?

- Quem lhe mandou? -Ningu�m!

Ningu�m. Voc� me mandou. Sou Harry. Harry Balbo.

O que viu o vampiro que est� matando gente.

Ok, que procura?

Marcas de mordida.

N�o.

N�o posso crer que esteja no meu edif�cio. Quais s�o as probabiIidades?

Imposs�vel para qualquer um. Por isso n�o tem nada a ver com o azar.

Quando algo assim acontece, � o destino.

Agora rastreio nove vampiros conhecidos.

Gravitam at� as �reas urbanas. Por isso, os mapas.

H� um em Londres, Praga, Kiev,

Jakarta, R�o, Nova York, Los �ngeles.

Nosso novo amigo se estabeleceu aqui faz como dois meses.

A princ�pio me preocupava que estivesse aqui por mim,

-que se houvesse inteirado de tudo isto. -E que � 'tudo isto''?

Um perfilador geogr�fico. Um programa para rastrear assassinos seriais.

Um algor�tmo sofisticado desenhado para assinalar o lugar mais prov�vel

de resid�ncia do assassino.

Bem, n�o vejo a rela��o que tem com os vampiros.

Bem, e que s�o os vampiros? S�o assassinos em s�rie.

Suas presas s�o seres humanos.

Freq�entam os lugares onde � mais prov�vel que achem v�timas.

Por�m conforme viajam de e at� seu lugar de descanso,

formam uma �rea de consci�ncia. Parte de um mapa mental maior

da cidade, baseado em sua experi�ncia, e isso � importante

porque s� ca�am em zonas onde se sentem seguros.

-Assim... -Assim que criam padr�es sem se dar conta.

N�o matam jamais saindo. Seria �bvio demais.

Por�m o tempo de viagem entre suas casas e suas zonas de ca�a

tende a ser muito consistente. Se viajam uma hora antes de ca�ar esta noite,

-� prov�vel que suceda o mesmo amanh�.

O que diz � que os vampiros t�m uma rotina? S�o...

Bem, os predadores costumam ter h�bitos.

Na verdade o programa se originou estudando a conduta dos le�es:

Os cientistas notaram que

nunca matam dentro de certo ponto de seu lugar de descanso

e na maior parte dos casos, os vampiros s�o mais f�ceis de rastrear

-que os assassinos seriais. -Por que?

Quasei nunca dirigem. E devem estar de volta ao amanhecer.

Ah, claro.

Este mapa q�antifica a probabilidade relativa de ser a resid�ncia do assassino.

As �reas vermelhas t�m a maior probabilidade.

-� meia puta cidade. -Sim, n�o h� dados suficientes.

Estas marcas s�o os assassinatos confirmados.

Bem, lhe faIta Sammy por Sep�Iveda e Ronnie KIein justo aqui.

Eu sabia. Policiais! N�o passam os detalhes pelo r�dio.

Provavelmente queria manter a imprensa longe.

-Provavelmente. -Meu probIema � que n�o posso entrar

no computador do Forense do Condado de Los �ngeles.

-N�o est� conectada a nada. -Bem, creia-me: foi ela.

Muito bem. Meterei esta informa��o no programa

e, com sorte, reduziremos a �rea de busca

a aIgo manej�vel, para que possa ach�-la.

-E quanto demorar�? -Em procur�-lo? Ningu�m sabe.

-N�o, para que fique pronto o mapa. -Um computador do FBI,

o termina em dez minutos. Com esta merda,

-um dia ou dois se tivermos sorte. -Importa-se se lhe perguntar algo?

- Sim? -Por que a p�gina web?

Assim obtenho meus dados,

procuro potenciais ca�adores.

A pessoa que h� sobrevivido a um encontro pr�ximo com um vampiro,

procura ajuda desesperadamente. No geral, s� aqueles em perigo como voc�,

est�o dispostos a fazer o necess�rio para sobreviver.

E que t�o seguido o conseguem?

Assumindo a atitude correta, planejamento e determina��o...

quase nunca.

-Que ruim. -Sim, que ruim.

-Por que o sobrenome Balbo? -Pois � como uma tradi��o.

Todo mundo na fam�Iia tem o mesmo sobrenome.

-Deveria mud�-lo. -Por que?

Porque � um impedimento permanente para ligar.

Pode imaginar? ''Oh Balbo, a�''.

''Mais forte, Balbo. Oh sim, BaIbo''

Pode imaginar uma garota gritando isso num orgasmo profundo?

N�o, provavelmente n�o.

-Que h� com voc�? -O nome disso � verdade, Chet.

E se n�o pode com ela o problema � seu. Eu tento ajud�-lo.

Vamos, tem que admitir,

n�o atrairia nem num penal feminino com um punhado de liberdades.

Eu sei disso. -Est�pido.

-Recebi sua mensagem. -O mapa est� pronto.

Eliminei os edif�cios residenciais e baldios. Isto � o que resta.

-S�o centenas. -227.

Alguns t�o grandes como um canpo de futebol ou maior.

Assim que os cruzei com atraso

de doze meses ou mais no pagamento de impostos.

-O tipo de lugar que n�o importa a ningu�m. -Muito provavelmente abandonados.

Isso nos deixa com estas doze estruturas. � seu alvo.

S� lembre-se que cada vez que entre num destes lugares,

tem uma possibilidade em doze de encontrar um vampiro.

Tome.

-N�o bebo muito... -Todavia.

Assim tem que se ver quando termine.

N�o posso fazer isso. � o tipo de coisa que lhe muda para sempre. Eu...

Sua vida mudou para sempre desde o primeiro momento que a viu.

Pestana Americana, assegurando seu mundo. Em que posso ajud�-lo?

Chet, me sinto muito mal. N�o sei se � aIgo que comi ou n�o.

Est� bem amigo. Eu cubro voc�.

-Muito obrigado. At� amanh�.

Muito bem, amigo.

Tem tudo que precisa?

N�o, tamb�m preciso de uma faca

ou alguma coisa grande, pesada e afiada. Ou um machado.

Creio que posso ajud�-lo.

-N�o, por favor. -Sinto muito.

-N�o quero morrer. -Tampouco Ronnie e os demais.

Preciso de comida para viver,

igual a voc�.

Que quer dizer com que n�o o fez?

N�o pude. Estive l�.

Ela tamb�m. Negociou comigo.

Algu�m j� lhe rogou por sua vida quando tentou mat�-lo?

Harry, escute-me: �, foi e sempre ser� um vampiro!

N�o pode mudar isso. Nem ela tampouco.

-Tem que voltar e terminar. -N�o posso

e j� est� escurecendo.

Al�m do mais tenho um plano.

Que est� havendo, Balbo? Pensa em se tornar obreiro?

Ganham $28.50 a hora. Mais seguridade sociaI.

Talvez tenha que sair um pouco cedo. Isso que me deu ontem, n�o me tirou.

Bem, ir antes das tr�s lhe vai custar um dia de enfermidade.

Bem terei que administrar melhor minha seguinte enfermidade...

-Anotam as liga��es? -N�o se preocupe Harry.

Espero que se sinta melhor.

� mentira.

E exatamente que quer que fa�a com isto?

Prciso de uma assinatura C5 ou maior para soltar isto.

Muito bem, muito bem. A coloco muito f�cil para voc�.

Drenagem DWP tem uma tubula��o de quinze cent�metros que arrebentou

h� umas duas horas. Agora, ou levo isto j� mesmo

ou vai fugir toda a noite. E pela manh�, quando lhe d�em sua ordem

assinada por triplicado, haveremos perdido o nosso cliente mais importante.

Assim que diga-me que o quer fazer.

Deveria ter me matado quando podia.

Amarrei suas munhecas � cabeceira com suas meias

e l� estava cuIeando dur�ssimo

E ela me diz ''D�-me, Julio. D�-me, Julio''. E eu digo ''Quem � seu pai? Quem?''

-Julio. - Que?

Julio era seu papi. Voc� � Xavier. Por�m ela chamava Julio.

E qual � a puta diferen�a?

Obviamente nenhuma, na realidade.

-Aonde vai Har? -Marquei eese encontro. Tenho que ir cedo.

-Lembra-se que falamos nisso? -Pois n�o.

E a grande transfer�ncia? J� sabe, as tampas para gasolina e g�s

que mandamos urgente a Louisiana.

-J� est�o. N�o se preocupe. -� sua responsabilidade.

-Confie em mim. -Se voc� o diz, amigo.

-Eu estou dizendo. -Muito bem.

Se n�o pode confiar no seguinte homem pestana do ano,

-em quem pode confiar? -Esse � o meu Harry querido.

Tem que pensar como ganhador, falar como um ganhador e ser� um ganhador.

Como se atreve? Como se atreve!

Perde o tempo com isso. � a�o sueco prensado a frio.

Com isto fazem caixas-fortes.

Sinto ter lhe feito isto. Por�m tinha que encontrar o modo de parar os assassinatos.

-Qual � a diferen�a? S� s�o gente! -S�o seres humanos

e teriam rogado por suas vidas como voc�, se tivessem podido.

Por que faz isto?

Voc� me quer? Quer me comer?

Porque basta abrir a porta.

Sabe, tenho que ir embora.

-Djadadjii, por favor. - Que?

N�o pode me encarcerar e me privar de comida.

N�o seria mais am�vel matar-me?

Trarei algo para voc�.

-Um vagabundo. -N�o.

-Enfermo. -N�o. -Velho. -N�o.

-Uma prostituta. -N�o! -Escute, Djadadjii, preciso de sangue.

-O que � isso? Dj...adadjii?

Djadadjii: ca�a-vampiros.

-Me chamo Harry. -Ol�, Harry. Escute, por favor.

Solte-me e irei embora para longe. Para outra cidade.

N�o posso lhe soltar, porque come�aria a matar de novo.

Ent�o deve me dar sangue a cada noite. Ou ver� como morro de maneira horr�vel.

-Como se chama? -Tatiana.

Diga-me a verdade. Saberei se me mente.

E se me mente, n�o ter� nada.

E de animais? Pode sobreviver com seu sangue?

-N�o, n�o. -Pode sobreviver...

S� se estiverem vivos!

-Alguma prefer�ncia? -Coelhos.

-Gosto de coelhos. -Bem, lhe trarei coelhos.

-Sim, senhora. Espero. -Ol�.

Acabo de falar com Henderson em Atlanta. Sobre esse urgente assunto da Louisiana,

o que voc� disse que examinou, pestanas de doze buracos em vez de quatorze.

N�o se ajustam.

H� 80 pe�as in�teis em uma plataforma.

-Que? O que disse? -Menti como os grandes

e botei a culpa no manual t�cnico. Disse a eles que os n�meros de s�rie

n�o apareciam no cat�logo de controle interno.

-Obrigado, amigo. -Bem, que n�o se acostume eh?

Voc� est� bem? N�o parece muito bem.

Sim, n�o dormi muito.

Sim?, Algo lhe desperta?

Sim. N�o. Digo, n�o sei. Nada al�m de que n�o posso dormir.

Bem, deveria tentar. Se n�o durmo quatorze horas, n�o sirvo para nada.

- Qual? -N�o importa. Voc� decide.

Este � lindo.

Sim.

Me trouxe um lindo coelhinho. Que lindo.

A� o penduro.

Escute, escute, me ouviu?

Pendurei a chave l� para que se me matar n�o possa sair. Morrer� de fome.

Que vai fazer comigo, Djadadjii?

-N�o me chame assim. -Bem, cora��ozinho.

-Fica aborrecido se lhe chamo ''cora��ozinho''? -Me chamo Harry.

Chame-me assim, ou s� ''escute voc�''. N�o me importa, mas...

N�o pode me manter aqui para sempre me dando coelhinhos e gatinhos.

Me descobrir�o ou morrer�.

Bem, n�o vou lhe soItar...

Bem, pois ent�o iguaI poderia matar-me.

-Tem inimigos, Harry? -Inimigos? N�o.

Digo, h� um cara no trabalho, mas n�o, na realidade n�o.

-Traga-me seu inimigo, Harry. -N�o.

-O cara do trabalho. -N�o, j� lhe disse que n�o.

Vejo a maneira como me olha. N�o faz id�ia de como seria.

Posso lhe fazer sentir coisas que jamais imaginou.

Ou que talvez possa ter imaginado.

Costumava haver estes colibris. Eu os via

na enredadeira em flor do lado.

Assim que pus um comedouro sabe? Com a esperan�a de que viessem.

Uma manh� os vi justo fora da minha janela.

Bonitos. Como manchas de cor. Chupando o n�ctar.

Por�m s� os vi uma vez. Logo se foram.

� porque os matou.

-De que est� falando? -Colocou mel no comedouro.

MeI com �gua, certo?

O mel se fermenta. Se converte em �lcool. Seus corpos n�o podem com ele.

Bebem porque n�o podem resistir e logo morrem.

Se prestar aten�ao, ver� que h� meia dezena mortos fora da sua janela.

Os queria porque s�o bonitos, mas

porque n�o entende suas necessidades, os matou.

Aonde quer chegar?

Teria pensado que � �bvio.

Na semana que entra v�o granar meu nome at� abaixo.

Com outra letra mas... Harry.

Sou o homem pestana do ano regi�o quatro.

Sua ordem equivocada me deu impulso. Assim que lhe agrade�o.

-Felicidades. -Sim.

Uma estadia de uma semana em Beachfront Ilha, em Mussel Shoals.

E essas velhas de Alabama s�o umas enfermas. � como descascar ostras.

S�o suaves, doces. Quase se desfazem em sua boca.

-Magn�fico, Jav. De verdade. -Sim.

-Fica com ci�mes? -N�o, de qualquer forma, duvido que pudesse ir.

Tenho algo em casa que me tem bastante ocupado.

Se n�o o conhecesse, diria que est�o tirando da crian�a.

-Est� demente? Onde a tem? -Em um lugar seguro.

-Ningu�m vai encontr�-la, creia-me. -Harry, escute-me. Tem que mat�-la.

Ainda que a tenha trancada, tem poder sobre voc�.

Isso... n�o � verdade.

-N�o? -N�o.

O sinal mais �bvio � que continua viva.

Olhe, acaso acredita que � especial,

que t�m alguma conex�o,

que ao saber que faz, pode mud�-la de alguma forma?

Nunca me perguntou como acabei na cadeira de rodas.

Foi em 1972.

Tinha 18 anos e estava na Armada.

Est�vamos a 5 cIics de Plei Mei, territ�rio comanche.

Achamos um casario Vietcong.

Todos estavam mortos.

Homens, mulheres, crian�as.

Bra�os e pernas aos montes junto a uma fogueira.

-Alguma atrocidade ou... -Sim, isso se poderia dizer.

Por�m n�o fomos n�s. Tampouco eles.

Foi... um vampiro.

Asi�tico, macho e sua amante.

Para resumir:

Usamos todo nosso parqu� para acab�-lo.

Esvazi�vamos pentes inteiros.

Afinal foi preciso um lan�a-chamas.

Est�vamos feito merdas.

A maioria continuava viva.

E ent�o apareceu sua noiva.

E esta vampira de 40 quilos

acabou com meu esquadr�o.

Fui o �nico sobrevivente.

S� me atacou uma vez.

Meu corpo se quebrou como um palito.

Me fiz de morto.

E quando apareceu o helic�ptero, F4 com bombas de napalm de 200 quilos, DD.

Me curaram o melhor que puderam,

mas pensaram que eu tinha ficado louco.

Por�m, o fato � que eu sei o que vi.

E por isso fa�o tudo isto.

Olhe Harry, escute-me.

Procure uma namorada, uma puta. N�o me importa.

Por�m, v� aonde tem essa cadela

e termine o que com�ou.

Porque quanto mais dure, ela ser� mais forte e voc� mais fraco.

-Ol� Harry. J� jantou? -N�o.

-Gosta de lasanha? -Claro, sim.

Ent�o por que n�o vem jantar? Pensei que Lisa viria

assim que cozinhei para os dois. Por�m ligou e disse que n�o vem.

Assim que esta noite seria perfeita porque tenho para dois e n�o h� dois.

-J� tem planos para o jantar. -Sim.

- Vai jantar coelho? -N�o...

� para algu�m mais. � como...

-um presente. -Que lindo. Me surpreende. Na verdade,

n�o que n�o faria algo lindo.

Por�m n�o me parecia o tipo que gosta de coelhos.

Pode acreditar que tem gente que os coma?

-Eu n�o poderia. -N�o, eu tampouco

-Que � isso? -As tubula��es do por�o.

Olhe, quer saber? Tenho que ir. N�o estou cancelando o jantar.

Por�m tem que ser quando n�o esteja ocupado.

-Muito bem, Harry. -Posso, somente...

J� estou indo.

O coelho � um presente para uma mulher?

Sim. Digo n�o. N�o � assim.

Sinto muito, tenho que...

-Est� bem. -Nos vemos.

-Ok. -Ok.

-Adeus. -Adeus.

-Esteve com outra mulher. -Bem, defina ''com''.

Posso senti-la. Ela gosta de voc� como eu?

-� bonita? -Sim, acho que sim.

As pessoas s�o t�o estranhas.

Ela o alimentar�, o amar�, lhe dar� filhos.

Por�m quer a mim que s� vou devor�-lo.

N�o posso evit�-lo, Harry. Est� na minha natureza. Isso � o que sou.

-Traga-me o homem do trabalho -N�o

-Traga-me o homem que lhe maltrata. -N�o, j� disse que n�o vai acontecer.

Voc� me lembra um amante que tive. Tentou resistir-me muito tempo,

por�m no final se deu conta de que me amava. Me amava desde o princ�pio

Pobre criatura, est� t�o assustada. Ainda que n�o tenha mal�cia, sabe o que acontecer�.

-Tem que ir embora. -Que? Por que?

Tenho fome.

Que bom. Temia que n�o tivesse regressado. Sobrou um mont�o

e n�o queria desperdi��-lo. Posso passar?

Sim, claro.

Se quiser um pouco, adiante. Continua quente.

-Por que fez isso? -Pensei...

Que? Pensou que lhe trouxe lasanha porque queria que me beijasse?

Queria fazer aIgo lindo por voc�, porque consertou minha lixeira.

Sinto muito, Cyndi. Interpretei mal por completo a situa��o.

Bem, o que pensou? � um grande cara Harry, mas nunca pensei em voc� assim.

Especialmente nada f�sico ou sexual.

Me sinto como um completo idiota.

Est� bem, Harry. Eu � que costumo ser meio coquete.

Costumo tocar �s pessoas. Entendo como aconteceu com voc�.

N�o quis fazer voc� pensar nada.

Com voc� estou bem. Preferiria sentir-me idiota sozinho.

N�o tem que se sentir idiota, Harry.

Uma garota teria sorte em conseguir um cara como voc�.

Nos vemos.

Harry, sei que est� sozinho.

Sei que deseja algu�m. Tome-me, Harry.

Sou sua. Sempre fui.

N�o me deseja, Harry?

Pode me possuir.

Tudo o que precisa � dizer que sim.

-Sim. -Sim.

-Sim. -Sim.

Sei do que precisa, Harry.

Posso lhe dar. Quero... dar a voc�.

S� precisa tirar-me desta cela.

Sim.

Que est� havendo? Precisa de algo mais?

Assim est� melhor?

Importa-se de dizer o que est� fazendo?

� um projeto especiaI.

Projeto especiaI minhas n�degas. N�o h� ordem de trabalho nem autoriza��o nem nada.

Ou sou v�rgem e voc� sabe que n�o � certo.

Ah, n�o gostou da resposta.

Ent�o deixe-me responder de novo. Agora come�ou a gostar da arte moderna

e agora sou escultor. Sim, e meu material favorito � o a�o

e esta pe�a, em espec�fico,

ilustra a luta f�til contra os l�mites sociais p�s-modernos.

Assim que, se me perdoa...

Ah, bom. Por�m sabe do que? Atlanta vai ouvir sobre isto

e quando isso aconte�a, me dar�o suas n�degas.

Continue soldando.

Que � isso?

� para n�s.

-E o grilh�o do meio? -� para seu pesco�o.

Para que n�o perca o controle quando estejamos...

Cadela.

-Socorro. -Quem... est� a�?

Me faz mal ao anoitecer, quando n�o h� gente.

-Que...? -Ajude-me por favor.

Irei buscar a pol�cia.

-N�o me deixe. -N�o se preocupe. J� volto.

-S� vou...por ajuda. -N�o.

''A subst�ncia da vida''.

Igual � minha.

Caralho!

-Caralho. Que merda voc� fez? -Que ia fazer?

Sou um vampiro, lembra-se? � o que eu sou.

Disse a voc� que me conseguisse uma v�tima. AIgu�m que ningu�m sentisse falta. Mas n�o.

N�o, n�o conseguiu faz�-lo. Assim que isto � o que acontece.

-Por�m lhe trouxe os coelhos! - Quer saber?

Pro cacete com o coelho e com voc� tamb�m.

Preciso de sangue humano.

Quer algo que coma um coelho, compre uma cobra.

A partir de agora, me dar� o que preciso ou murcharei e morrerei.

E suponho que n�o lhe d�o nos rins por isso.

Muito bem. Quer saber? Falemos disso mais tarde.

Enquanto penso no que fazer com o puto do cad�ver.

Que faz aqui?

Estava... limpando meu carro, sacolas de hamburgueres e copos de caf�.

-Estava sujo. -Sim, olhe. Nos falaram de contabilidade.

DWP estava aborrecido com $32,000 de a�o especiaI que nunca pediu.

-Sim. -N�o sei o que est� acontecendo, amigo,

mas � melhor que ponha tudo em ordem.

E Javi ligou para Atlanta pelo seu projeto especiaI

e agora Henderson vem na sexta-feira.

Assim que � melhor que tenha uma hist�ria muito boa, se pensa continuar com o trabalho.

Entende? -Sim, cIaro. Sim, sim.

Ai caralho, filho da puta. Por que me encarregou disto?

Que aconteceu com a estripadora?

J� se passaram quatro dias desde seu �ltimo assassinato.

Vai ver h� outro concorrente.

N�o h� corpo mas um empregado de Edison

nunca regressou ao seu escrit�rio e a maior parte de sua rota

-atravessa a zona vermelha. -Em pleno dia?

O cara nunca h� feito nada sen�o pela noite.

Sem um corpo, digo pelo que sabemos, deve ter passado a tarde em um bar,

tomando um porre.

Bem, aqui h� um impresso da rota de Edison.

N�o diga que n�o lhe avisei.

-Que � isso? -� surpresa.

� sangue humano.

Est� morta.

Bem, voc� tamb�m.

N�o Harry, sou uma morta-viva. H� uma diferen�a.

Bem, disse sangue humano e isso foi o que lhe trouxe.

Ao menos poderia prov�-lo.

-N�o. -Tem id�ia de quanto me custou?

Ent�o tome voc�. Bom apetite.

Cadela mal agradecida. Isso � o que voc� �. � egoista e mal agradecida.

Se n�o o quer, est� bem. Por�m n�o vou lhe dar nada mais.

Estou morrendo, Harry!

N�o r�pido, n�o h� nem amanh�, mas logo.

Bem, talvez possa aliment�-la.

N�o Harry. N�o funcionar�.

Al�m de ca�ar, normalmente tenho cinco ou seis amantes.

E ao final, os seco a todos.

Podemos... fazer com que funcione.

Se fosse assim, cada vampira teria um amante e viveria feliz para sempre.

S� que para mim n�o h� final feliz

porque acabo sempre matando-os.

Parece como que se importasse de verdade.

Harry, s� � uma ilus�o. � parte do glamour do mal.

N�o posso amar, n�o como os vivos, n�o como voc� precisa.

Bem, esse � o paradoxo. Se fosse totalmente fria e maquiav�lica,

me diria que me ama e me levaria a perdi��o,

mas o fato de que n�o o tenha feito, me diz que h� algo mais.

Por favor Harry. S� deixe-me ir

e lhe prometo que n�o me ver� de novo. Juro.

N�o posso.

N�o pode ou n�o quer?

Harry, quem � o verdadeiro monstro?

Voc� diz que se importa comigo, mas morro de fome.

Sabe que me tortura e n�o faz nada a respeito.

Entendo. Me pegou. Voc� ganha, eu perco.

Por�m no caso que pense que serei seu joguete sexual

enquanto morro lentamente, esque�a.

Se quer que cuide de voc�, tem que cuidar de mim.

Escute Balbo, estou lhe falando.

Espero que aproveite seu dia finaI, putinho.

Henderson voa �s 6:30 am e o pegarei no aeroporto.

N�o, o resto... Por que n�o vai de uma vez limpando seu escrit�rio?

Vai lhe tomar muito tempo. N�o tem que se preocupar com isso.

Oh, sinto muito.

-Olhe, poderia, poderia... -Que? Que vai fazer? Que me far�?

-Poderia... -Que? Poderia o que?

Poderia chorar? Ficar violento? Queixar-se?

Que pode fazer um retardado pat�tico como voc�

a algu�m como eu? O que? Sinto, mas n�o estou lhe ouvindo, Babo.

Que? Que? Ai, creio que a resposta � nada, mariquinhas.

-Quer saber, Javi? -Que, est� bem.

Tem raz�o. Vai ver sou um maricas.

-Sim. -Talvez eu seja.

-Bem, est� bem. -E por isso, com todo o que me aborrece

-tenho que lhe pedir algo. -Eh?

Tenho um problema, algo... sexual. Talvez tenha notado �ltimamente que

-estou um pouco diferente, entende? -Sim.

-Na verdade tenho visto que... -Olhe, esta garota est�...

A coisa mais gostosa e sex que j� vi em minha vida...

-E est� vivendo no meu por�o. -Por�o?

Se chama Tatiana. � europ�ia, Javi.

Adoro as europ�ias.

-S�o t�o... extrangeiras. -Sim.

Deixe-me adivinhar. N�o tem green card e lhe d� pela comida e o quarto.

Sem d�vida n�o tem green card mas tem todo o demais:

Tetas, bunda, pernas.

Tem todo o pacote e sabe disso. E adora o sexo.

Por�m n�o tem fim. � suja em s�rio.

Est� acostumada a cinco ou seis amantes. Ao mesmo tempo.

Poderia dizer que � insaci�vel.

Essa sim � a palavra.

N�o me deixa dormir por nada. E n�o deixo de pensar nela o dia todo.

J� sabe como? -Me encantam assim.

J� n�o posso satisfaz�-la. N�o estou seguro que um s� homem possa.

-Bem. -Duvido. Duvido que exista.

E sei que quer tentar coisas novas. N�o quero aborrec�-la.

Na verdade, no outro dia disse: ''Traga-me algu�m saboroso''.

Disse isso? Algu�m saboroso?

Assim que pensei em voc� de imediato, Javi. Espero que n�o se importe.

Veio ao homem certo, Harry.

Digo, n�o para jogar-me flores, mas sou um tiranossauro sex.

Eu sei. Eu sei.

Por isso penso que talvez voc� possa se encarregar dela.

Dar o que ela precisa, satisfaz�-la.

Bem Harry, Se for a metade da garota que voc� diz,

lhe darei at� a �ltima gota que tenho.

Sei disso. Sei que o far�, Javi. Conto com isso.

Voitek WojIevski, idade: 34.

Trabalhava para a Edison. Nosso ex-desaparecido.

-Continua tendo cabe�a. -Sim, mas n�o tem uma gota de sangue.

-Digitais? -Conseguimos um jogo completo

com a sacola, que j� est�o a caminho do laborat�rio.

Veja isto.

-Sua leitora. -Como se armazenam os dados?

O tenho justo aqui.

E est� intacto.

Assim que podemos baixar sua rota e saber onde parou.

Isso mesmo.

-Sim. Esta sentindo? -O que?

Por a� um olhete come�a a franzir-se.

Balbo, sou eu. Abre.

- Como est�? -Continua sonhando.

Puta insignificante. Balbo!

Ol�, papi.

Se trocou.

Sempre tenho uma camisa limpa no cabide. Nunca se sabe.

-Sacola? -A equipe do amor. Onde est�?

Tem que descer, nunca a deixo subir.

-Nem sequer para um pouco de... -� o melhor. Confie em mim.

A confian�a � o meu. Agora pegue o que precisar.

-Tenho que fazer porcarias. -N�o preciso de nada.

Como queira.

Est� emocionado, Harry? Est� para me soltar em meu habitat natural.

-H� vezes que tem que esquentar. -Sim...

Que espera? Vamos, abra a porta j�.

Sinto, Javi. Sabe? Cometi um erro. Mudei de id�ia.

-Mudou de id�ia? -Sim. N�o devia ter lhe trazido.

� que voc� foi mau comigo e n�o estava pensando com claridade.

Por�m agora j� me acalmei e mudei de id�ia.

N�o, n�o, n�o tem o direito de mudar de opini�o, Harry.

-V� embora. -D� as chaves.

-N�o. Eu... n�o. -D�... d� as chaves.

N�o posso, Javi.

-Vou entrar. -N�o entende.

N�o posso deix�-lo entrar.

Talvez tenha raz�o.

-Harry, sinto muito. Sinto muito. -Est� bem.

Oh, Harry.

Sinto Balbo. Colocou uma cenoura na xoxota e vou dar uma mordida.

Ol�? H� algu�m abaixo?

Caralho.

Bem, bem, bem. Ol�, linda.

Como est�?

Voc� � o amigo de Harry do trabalho?

� verdade, sou o cavalheiro do antigo trabalho de Harry, sim.

Est� vendo a chave ali?

Harry n�o me deixa alcan��-la. Faz isso para me torturar. Pode peg�-la?

Doente, filho da puta. Esta chave daqui?

Deixe-me ver.

Esta chave?

Que vai fazer por ela?

Quer que meta minha chave nesse buraco?

Que vai fazer para meter minha chave no seu buraco?

Ah bom. Porca.

Isso � sex. Assim.

Assim, assim, excelente.

Sim, papi gosta. Que gostoso.

Que est� fazendo?

Solte-me cadela! Escute!

Harry!

Cadela! Harry!

Solte-me, cadela! N�o!

Que caralho? Harry! Harry!

Temos uma serra,

umas folhas extra resistentes,

uma lixeira de 130 litros.

� muito.

-Tenho um cupom para isso. -Ah, bom.

-Que est� havendo? -Odeio o cheiro da morte.

Desculpe-me, mas me parece levemente ir�nico.

Acha que gosto do que sou? Em que me converti?

Acha que nunca brinquei com bonecas ou gostei de dan�ar?

Ou desejei enamorar-me quando fosse grande?

Te amo como as doces horas calmas. Quando brilham as estrelas.

E te amo como ao b�lsamo das flores do jasmim cedinho.

Te amo como o sorriso suntuoso do final do dia que termina.

Como a olhada dos nossos arrebatamentos.

Te amo como aos tons de uma flauta que murmura

e cuja alma h� despertado s� para mim, e o mundo est� em sil�ncio.

Tudo se arruinou para mim.

Acho que vou vomitar.

Teria que haver pensado antes.

Sim. Antes de traz�-lo.

N�o, antes de trazer-me.

-Loper. -Sabemos de quem s�o as digitais.

-Quer compartilhar? -Um cara chamado Harry Balbo.

N�o tem hist�rico, mas seu empregador requeria uma carta de antecedentes.

Assim que temos suas digitais no arquivo.

Filho da puta.

Nos vemos na entrada do parque industrial em Overland.

Trabalha l� e l� o pegaremos.

Harry, a pol�cia veio aqui. Um detetive chamado Loper est� lhe procurando

para interrog�-lo sobre um empregado da Edison desaparecido.

Al�m do que Javi nunca mais apareceu e sua esposa ligou para dizer

que n�o regressou ontem � noite e ambos sabemos que estava com voc�.

Agora veja, talvez n�o devesse fazer isto,

por�m ao menos queria preveni-lo, sim?

Caralho Har, que raios est� acontencendo? Olha, se est� a�, responde, n�o?

Harry, est� falando de um homic�dio.

-J� matei duas pessoas. -N�o as matou.

E um caralho que n�o. Na melhor das hip�teses, a primeira foi um acidente.

Por�m, Javi, o cara do meu trabalho, eu o coloquei na fogueira.

� t�o ruim como o que ela fez.

Talvez pior, porque eu tinha escolha.

-N�o tem porque acabar assim, Harry. -Claro que sim.

-Olha, devo ir embora. -N�o pode fazer isto, Harry.

-N�o caia! -Tem sido um bom amigo.

N�o queria desaparecer sem me despedir

e lhe dizer que tinha raz�o.

N�o, Harry! Harry!

Adeus, amigo.

Que est� havendo? N�o me trouxe um coelhinho?

N�o posso continuar assim.

-N�o vou deixar que me mate sem mais nem menos. -N�o voc�.

Eu. Esta noite eu sou o coelho.

Tinha que mat�-la desde o primeiro dia que a vi.

Por�m n�o pude. Era bonita demais.

Olhava voc� dormindo, seus seios subindo e decendo.

e via o martelo e a estaca em minhas m�o e me perguntava:

Como pode ser m� algo t�o belo?

E ent�o abria seus olhos suaves e profundos

e me dei conta de que n�o era um acidente. A encontrei porque vou saIv�-la.

Recordarei quem voc� era. Disse a mim mesmo:

Posso mud�-la. Posso afast�-la do que havia se convertido.

E quem a matasse, se equivocaria porque n�o viu,

-mas eu sim. -N�o deveria fazer isto, Harry.

-Sou o que sou. -Justo esse � o ponto.

Voc� � um monstro. A princ�pio n�o me dei conta

mas agora sim. E me transformou num monstro.

Assim que j� podemos terminar. Quando a pol�cia chegar, estarei no ch�o.

-N�o, Harry. -Serei sua v�tima seguinte.

Talvez a �ltima.

-E assim termina minha descida � loucura. -N�o, Harry. N�o quero fazer isto.

Voc� � mais que comida para mim. N�o quero mat�-lo.

Por�m tem que se dar conta de que os caras como eu

-nunca t�m garotas como voc�. -N�o, n�o quero faz�-lo.

N�o quero mat�-lo.

-Harry, que surpresa. -Est� pronta para me aIimentar?

-Agora? -Tenho fome.

Bem, claro. Passe.

Adiante, filhos da puta. Sei que est�o a�, assim que venham por mim.

Adiante!

Tom, h� sangue no por�o. Ali aconteceram os assassinatos.

J� des�o.

Mike, aqui em cima.

Suponho que tenho as caracter�sticas depois de tudo. Com amor, Harry.

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