All language subtitles for My Son Jeffrey The Dahmer Family Tapes - S01E04 - Discovered

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Original subtitles

Eu tinha um amigo que me ligou e me disse

que a cidade havia encontrado alguns cad�veres.

Eles pensaram que havia um assassino em s�rie

� solta em Milwaukee, nessa �rea.

Ele est� sendo chamado de "O Assassino Canibal".

A pol�cia diz ter certeza de que ele matou

pelo menos 11 pessoas e, possivelmente, at� 18.

O assassino em s�rie confesso, Jeffrey Dahmer, ir� aparecer

na corte hoje.

Quando vi o Jeffrey Dahmer, eu tive dor de est�mago,

porque eu sabia que estava na frente do mal.

Eu estava olhando o mal na cara.

Eu pensei: "Este homem foi a pessoa

que matou o meu irm�o e todas aquelas pessoas?

Ele?".

Eu devia ter ficado com Deus,

eu tentei, falhei, e criei um holocausto.

Eu vi o Satan�s com toda a clareza.

Eu vi mesmo.

Eu vi o rosto dele.

ESSAS GRAVA��ES S�O ENTRE JEFFREY DAHMER

E O SEU PAI, LIONEL

ELAS NUNCA FORAM REVELADAS AO P�BLICO

Lembra que na cadeia eu comecei a lhe dar

livros sobre a ci�ncia e a cria��o?

Por que voc� come�ou a ficar interessado nisso?

Eu achava que n�o havia esperan�a.

Para mim, nada fazia sentido,

enquanto eu fazia aquilo.

Lionel Dahmer era extremamente religioso.

Sabe, eu realmente sinto que fiquei muito,

muito mais pr�ximo de voc�

nesses �ltimos tempos.

Ele queria que o Jeffrey fosse salvo

e que vivesse o cristianismo como ele vivia.

Eu acho que agora estamos na mesma vibra��o.

� dif�cil imaginar a vida ap�s a morte, Jeff.

Mas essa � a nossa �nica chance de chegar bem l�.

Sim.

Nada � t�o grande que n�o possa ser perdoado.

Sim.

Deus perdoaria qualquer coisa.

MEU FILHO JEFFREY: AS GRAVA��ES DA FAM�LIA DAHMER

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EPIS�DIO QUATRO: DESCOBERTO

Lembra aquela noite de segunda-feira,

no dia 22 de julho de 1991?

Sim, o que tem?

DIA 22 DE JULHO, 1991

Uma descoberta macabra em Milwaukee hoje,

partes mutiladas de corpos foram encontradas

no apartamento de um homem.

Na noite em que Jeffrey Dahmer foi preso,

eu ouvi uma batida na porta.

Uma batida da pol�cia.

Voc�s sabem como a pol�cia bate.

Eu olhei pelo olho m�gico e vi dois policiais.

Eu abri a porta e perguntei: "Ele est� bem?".

Desculpe a minha linguagem, mas ele disse:

"Sim, aquele desgra�ado est� bem".

E eu disse: "O que ele fez?",

e ele disse: "Voc� ter� que sair do seu apartamento.

N�s encontramos produtos qu�micos perigosos,

voc� precisa sair agora".

A pol�cia foi levada a este apartamento na zona oeste

por um homem algemado em um dos pulsos.

Ele disse � pol�cia que foi sequestrado

no come�o da noite.

Lembra aquela noite com Tracy Edwards?

- Voc� n�o se lembra de nada? - N�o me lembro.

Eu fui avisado de que dois policiais

que estavam no Distrito Tr�s, na �rea da 25 com a Kilburn,

foram parados por um homem algemado em um dos pulsos.

Esse homem era Tracy Edwards.

Ele foi convidado ao apartamento de algu�m,

para o apartamento 213,

ele se sentiu inc�modo com o que aconteceu l�.

Eu estava olhando para o aqu�rio,

de repente, ele me algemou e colocou uma faca no meu peito.

Ele disse que se eu n�o fizesse o que ele dissesse,

ele ia me matar.

E isso me assustou.

Ele tirou a faca de mim por um momento

e eu sabia que era hora de reagir, sabe?

Se eu n�o me arriscasse, eu nunca ia sair de l�.

Tracy Edwards saiu correndo, ele queria tirar a algema.

Os policiais n�o conseguiram tir�-la,

e eventualmente, eles levaram Tracy Edwards at� o apartamento.

A pessoa que morava l� permitiu que eles entrassem,

e conforme eles conversavam, um dos policiais observou

algumas fotos de Polaroid.

Nas fotos de Polaroid havia o que pareciam ser

seres humanos mortos, e naquele momento,

ele decidiu chamar o delegado.

N�s batemos na porta,

havia um homem no ch�o,

algemado, com a cara no ch�o,

eu olhei na cara dele e perguntei:

"O que eu posso fazer por voc�?".

E a sua resposta, eu me lembro at� hoje. Foi:

"Tire esse policial de cima de mim".

E eu olhei para o policial,

e ele disse: "Veja dentro da geladeira".

Eu vi uma cabe�a humana em uma caixa de papel�o

na parte de baixo da geladeira.

Eu me lembro de fechar a porta da geladeira,

me virar para o policial

e dizer: "N�o saia de cima dele".

Ele tem 31 anos de idade, seu nome � Jeff Dahmer,

ele parece um homem calmo, uma pessoa normal,

ele trabalhava � noite na F�brica de Chocolate Ambrosia

aqui na cidade, e trabalha l� h� seis anos,

at� que, segundo nossas fontes,

ele foi despedido na semana passada.

Eu gostava dele como meu vizinho.

Mas ele come�ou a me evitar,

eu batia na porta, ele n�o me deixava entrar,

ele n�o abria, ent�o eu o deixei em paz,

eu parei.

Eu pensava que ele era uma v�tima.

Ent�o eu fui at� l�,

e comecei a conversar com o policial.

Eu fui amig�vel, e ele parecia precisar

de algu�m para conversar.

Ent�o eu fiquei l�, e conversando com ele,

eu soube que ele tinha sido o policial

que encontrou a cabe�a na geladeira.

Ele disse que gritou como uma garotinha.

E ele era um cara grande, que parecia jogador de futebol.

Sim, ele disse que isso o fez gritar.

Na primeira visita em pessoa que eu fiz.

- Lembra? Na cadeia? - Sim.

O que voc�...

Voc� se lembra de pensar algo em particular?

N�o, eu passei a semana toda entorpecido.

- Bem entorpecido, n�o? - Sim, o entorpecimento

era a minha emo��o principal, eu acho.

Era uma noite quente e �mida de julho,

e a uma da manh�, minha filha me acordou,

dizendo que recebeu uma liga��o e que um policial s� lhe disse

que encontrou uma cabe�a em uma geladeira.

Eu sou o Dr. Jeffrey Jentzen,

eu sou patologista forense,

e me tornei o principal m�dico-legista

do Condado de Milwaukee em 1987.

Durante a minha carreira, eu sempre fui c�tico

a respeito de certas observa��es da pol�cia,

ent�o, conforme eu me vestia,

eu devia estar pensando o que isso podia ser

al�m do que eles estavam me dizendo.

Eu fui at� a cena, mas eu n�o esperava ver

o que eu vi quando cheguei l�.

Em um homic�dio t�pico,

os policiais ficam por ali,

conversando sobre suas f�rias, ou sobre um jogo de futebol,

ou sobre o que eles v�o fazer depois do trabalho,

mas nesse caso, dava para ver

que eles estavam perturbados,

tentando entender o que tinham visto.

Quando eu abri a porta da geladeira

e vi a cabe�a l�,

que j� estava um pouco deteriorada,

eu sabia que esse seria um caso forense bem bizarro.

E dentro do congelador, havia partes

do que pareciam ser cora��es humanos

nos sacos pl�sticos,

e longos peda�os de tecido muscular

que pareciam ser bifes, ou algo comprado

em um supermercado.

E n�o havia nenhuma outra comida na casa.

E ent�o, n�s fomos at� o quarto dele,

e o colch�o estava encharcado de sangue seco.

Tamb�m tinha uma garrafa de �ter

e uma garrafa de clorof�rmio,

anest�sicos muito potentes e t�xicos.

Tinha tamb�m um barril azul grande de pl�stico,

que eu diria que tinha ao redor de 250 litros.

Eu o movi ele era pesado,

e tinha l�quido dentro, dava para sentir

que havia muito l�quido dentro do barril.

N�s identificamos 11 pessoas.

Quando eu estava na cena,

eu senti uma arrepiante sensa��o

de que esse � o rosto do mal.

Os vizinhos descrevem o suspeito

como estranho e solit�rio.

Eu pensei que ele colecionava lixo velho ou algo assim.

Eu n�o sabia muito dele, eu o vi poucas vezes,

e sempre que eu o via, ele parecia ser meio doido.

Eles tamb�m disseram que ouviam serras

de dia e de noite.

E, � claro, hoje a pol�cia esteve dentro do pr�dio

removendo mais coisas.

Eles encontraram recipientes com �cido

e um barril de 250 litros de conte�do desconhecido.

Todos n�s est�vamos l� muito surpresos

com o que estava acontecendo, era inacredit�vel.

Era inacredit�vel.

Como voc� teria passado o resto da noite

se a pol�cia n�o tivesse vindo?

Enchendo o...

O barril azul de �cido.

Com 72 litros de �cido.

O Tracy n�o estaria mais aqui, n�o �?

Isso explicava o fedor que sent�amos,

explicava as roupas que est�vamos encontrando,

que pareciam roupas boas, jogadas no lixo,

isso explicava tantas d�vidas

das pessoas que moravam l�, que, o que voc� podia dizer?

Ele me enganou, ele enganou a todos n�s.

O Jeff era a pessoa com quem eu conversava,

que era o meu vizinho, sabe?

E Jeffrey Dahmer era um homicida

e um assassino em s�rie.

Meu nome � Rita Isbell.

N�o.

Isso vai ser doloroso. Isso vai ser doloroso...

Para mim.

N�s n�o estamos rezando apenas pela fam�lia Lindsey.

Sim!

- Mas por todas as fam�lias. - Sim!

Muitos cora��es est�o quebrados hoje.

Sim!

Errol Scott Lindsey

Ele era terr�vel.

Ele era terr�vel.

Ele era terr�vel.

Ele era o meu beb� e eu o amava muito.

Ele tinha acabado de fazer 19 anos.

Ele saiu de casa no dia sete de abril,

e o Errol tinha entrado em uma briga, como sempre,

e...

A minha irm� ficou brava com ele e disse para ele ir embora.

Estava fazendo calor, ele n�o levou um casaco

nem nada quando saiu.

Mas nos dias seguintes, nevou, e ele ainda n�o apareceu.

Ele ia fazer uma c�pia de uma chave

no dia sete de abril, que era um domingo.

E...

No caminho de volta, ele simplesmente sumiu.

Aqui nessa �rea. N�o o vimos desde ent�o.

Dahmer estava parado dentro da loja do chaveiro,

e ele abordou o meu irm�o.

"Que tal ganhar um dinheiro extra

fazendo um trabalho estranho?".

E o meu irm�o disse: "Claro, deixe-me fazer uma chave",

e ele disse: "Voc� precisa vir ao meu apartamento comigo

para saber os detalhes".

Foi assim que aconteceu.

Ent�o, aquele tempo todo, ele estava bem ao nosso lado.

Ele errou quando o Dahmer ofereceu uma cerveja.

Ele a abriu, e as p�lulas j� estavam amassadas.

Ele serviu a cerveja e deu para o meu irm�o.

Ele deve ter bebido tudo.

J� aprendeu a enrolar cigarros?

Sim, eu fiquei bom nisso.

- Sim? Fica bem apertado? - Sim.

E eu tenho um bolador de acr�lico

que fazem cigarros perfeitos, assim n�o preciso fazer � m�o.

S� que se fica apertado demais,

- n�o d� para... - Tragar.

Sim, para tragar.

- Sim. - Requer um pouco de pr�tica,

mas eu j� sou bom nisso.

Essa foi a minha grande conquista aqui.

POL�CIA DE MILWAUKEE

A primeira coisa que o Dahmer me disse foi:

"Me mate pelo que eu fiz".

"Eu quero morrer".

O meu nome � Dennis Murphy,

e eu era um dos detetives

que entrevistaram Jeffrey Dahmer em 1991.

Depois que ele me disse que eu devia mat�-lo

pelo que ele fez,

eu percebi que talvez ele quisesse falar nisso,

e talvez n�o.

O meu trabalho era fazer com que ele falasse

e conseguir o m�ximo de informa��es poss�vel.

Ent�o tivemos que pensar em uma forma de fazer

com que ele falasse conosco, e n�s usamos caf� e cigarros.

Ele tinha o h�bito de fumar,

ent�o quando demos os cigarros,

dissemos que quer�amos agrad�-lo

e que ele podia nos agradecer dando-nos informa��es.

E isso funcionou.

A confiss�o dada � pol�cia horas ap�s sua pris�o,

inclui os seus assassinatos e o que ele fez

com os corpos das suas v�timas.

Eu s� queria ligar para ver como voc� estava,

eu sei que voc� deve ter tido um dia dif�cil hoje, n�o?

Bem, n�s passamos quatro horas preparando documentos.

S�rio? Parece trabalho duro.

Sim, e � mesmo.

Dahmer tamb�m revela mais

sobre os seus motivos para matar suas v�timas.

Ele disse � pol�cia que era

"porque ele queria ficar com elas".

Ele disse que ficou com os cr�nios

dos mais bonitos porque n�o queria perd�-los.

- Precisou revisar tudo e... - Ver se estava tudo certo.

- Sim. - E se n�o estiver,

eles fazem algumas altera��es.

� incr�vel que voc� se lembre, sabe?

Sim.

Para n�s, isso era uma oportunidade �nica

como patologistas forenses,

porque n�s t�nhamos contato direto

com um assassino cooperativo

e se v�ssemos algo estranho, pod�amos ligar para os detetives

na central na pol�cia,

para que eles perguntassem ao Dahmer

o que n�s est�vamos vendo, e ele nos dava essa informa��o.

Bem, quando n�s encontramos os cr�nios,

n�s notamos que, em alguns deles,

havia buracos que tinham sido furados.

Em um dos casos, havia uma cabe�a intacta,

e eu observei um buraco de furadeira.

Dava para ver uma marca no tecido

que parecia de uma agulha entrando no tecido do c�rebro.

Dahmer injetou o que vimos na cena,

basicamente cloro e outros materiais c�usticos,

dentro do c�rebro.

Ent�o n�s conclu�mos,

baseado na distribui��o irregular,

que isso havia sido injetado

quando as v�timas ainda estavam vivas.

Ele admitiu que estava tentando

fazer uma lobotomia nesses indiv�duos

para que eles se tornassem "escravos sexuais zumbis",

nas palavras dele.

O meu irm�o foi um

dos que tiveram a cabe�a perfurada

e o �cido jogado dentro para virar um "zumbi".

E o meu irm�o acordou,

e disse que estava com dor de cabe�a,

ent�o ele o desmaiou de novo.

Dessa vez, ele simplesmente o estrangulou.

Ele precisou mat�-lo.

Ele precisou mat�-lo.

Ent�o, ele o estrangulou,

o esquartejou,

derreteu a pele dele,

e ficou com as partes que ele queria.

Foi isso que aconteceu com ele.

Lembra quando eu fui te visitar pessoalmente?

- Lembra, na pris�o? - Sim.

Eu comecei a lhe dar livros sobre ci�ncia e cria��o.

- Sim. - Como voc� come�ou a ficar

interessado nisso?

Antes, eu estava envolvido com o trabalho,

e no fim de semana, eu n�o pensei nisso.

Eu sentia que n�o tinha sentido.

Para que eu leria isso, fazendo o que eu estava fazendo?

Sim.

Eu sei.

Mas nada, nada mesmo, � t�o grande

que n�o possa ser perdoado.

Sim.

Deus perdoaria qualquer coisa.

Para mim, a hist�ria do Jeffrey Dahmer

� uma hist�ria que toca na quest�o da f� em Deus.

Eu venho pregando desde 1970

para a Igreja de Cristo.

E em 1994, eu recebi uma liga��o de um amigo meu

que trabalhava em Milwaukee, dizendo que um prisioneiro

queria ser batizado, e perguntando se pod�amos

achar algu�m para batiz�-lo, e eu disse: "Claro,

eu nunca batizei ningu�m em uma pris�o,

mas me diga qual � o nome do prisioneiro".

E ele disse: "Talvez seja melhor se sentar.

O nome dele � Jeffrey Dahmer."

H� muitos debates sobre a quest�o do batismo,

algumas pessoas acham que isso � importante,

algumas pessoas acham que isso n�o � importante.

Algumas perguntas surgiram na minha mente.

Por que ele quer ser batizado?

O que ele acha que o batismo ir� fazer?

Qual � a esperan�a dele?

Eu nunca estive em uma pris�o antes,

eu nunca fiz esse tipo de coisa no meu minist�rio.

Ent�o, eu fui � pris�o e fiquei bem surpreendido

quando fui levado at� uma sala,

uma sala de tr�s metros por tr�s metros e meio

com uma mesa no meio, e com cadeiras pela sala.

Rapidamente, Jeffrey Dahmer apareceu.

Ele fechou a porta, apertou a minha m�o

e se sentou de frente para mim.

Eu comecei a conversa dizendo:

"Ouvi que voc� quer ser batizado".

Surpreendentemente, ele come�ou a citar as Escrituras para mim,

passagens que eu conhecia sobre o batismo.

Me diga, o que voc� esteve lendo, Jeff?

Eu estou lendo aquele livro b�blico de ci�ncias,

estudando-o, e o Apocalipse, verso por verso.

� incr�vel. Realmente incr�vel.

Fala sobre o arrebatamento, sobre as tribula��es.

Sim.

Sabe, voc� tem mais...

conhecimentos sobre isso do que eu.

- � mesmo? - Sim.

Eu passo a maior parte do tempo lendo G�nesis.

Quando definimos a data para realizar o batismo,

eu queria algo profundo o suficiente

para que o seu corpo pudesse ser submergido na �gua.

Eu liguei para o pastor, e ele disse:

"N�s temos uma banheira".

Era uma banheira com hidromassagem

usada para presos que machucavam as costas

fazendo alguma coisa.

N�s fomos at� o lugar, o Jeffrey foi at� a banheira,

e eu disse a minha f�rmula batismal.

"Eu lhe batizo em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo

para o perd�o dos pecados".

E eu empurrei a sua cabe�a sob a �gua.

Quando ele saiu da �gua, eu disse:

"Bem-vindo � fam�lia de Deus".

Eu vou lhe dizer uma coisa, se algu�m me dissesse

que eu passaria as noites de s�bado

lendo uma b�blia de estudo...

Sim.

- Sim. - Eu nunca teria acreditado.

Tem raz�o, foi a �nica forma de lhe levar at� esse ponto,

- desse jeito, n�o �? - Era a �nica forma.

- Suponho que sim. - N�o teria acontecido

de nenhuma outra maneira, com certeza.

Com a sua mentalidade de antes.

- Sim. N�o teria acontecido. - Sim.

Eu sei.

� assim que acontece,

isso tamb�m me faz me ajoelhar �s vezes,

quando eu estou agindo errado.

Sim.

- Sim. - Eu volto a rezar para Ele,

digo os meus pensamentos para Ele

e sinto que estou sendo guiado.

E eu tenho a voc� para agradecer,

porque eu nunca teria tido interesse nisso de outro modo.

Isso significa muito para mim.

Eu sinto que me aproximei muito mais de voc�

- nesses �ltimos tempos. - Sim.

Eu acho que n�s estamos na mesma vibra��o agora.

- Voc� acha? - Sim, eu acho. Eu concordo.

CORTE DE MILWAUKEE

O assassino em s�rie Jeffrey Dahmer

ir� alegar insanidade na sua defesa.

Ele confessou ter matado e esquartejado 17 pessoas

desde 1978.

O advogado de Dahmer diz que ele n�o pode ser

legalmente responsabilizado pelos crimes,

mas o advogado distrital diz que a defesa ter� que provar

que Dahmer � insano.

Eu n�o tinha nenhuma d�vida

de que Jeffrey Dahmer seria declarado culpado.

Ent�o, na nossa primeira reuni�o,

eu disse: "Jeffrey, o que voc� quer de mim?".

E ele disse: "Eu sei que fiz mal � muita gente.

Tem algo que eu possa fazer para mudar isso?",

e eu disse: "N�o. J� est� feito."

E eu disse: "Milwaukee � um lugar maravilhoso, Jeffrey,

mas agora, est� com um olho roxo.

As pessoas n�o entendem o que aconteceu,

nem por que isso aconteceu.

Infelizmente, n�o tem muito que voc� possa fazer a respeito.

Mas se dissermos a verdade sobre o que aconteceu,

ajudaremos muito a limpar a reputa��o de Milwaukee.

Essa seria uma boa, n�o uma m� a��o.

Ent�o, vamos fazer isso."

Dahmer, voc� foi acusado de homic�dio intencional

em primeiro grau,

cuja puni��o � a pris�o perp�tua,

- voc� entende isso? - Sim, senhor.

Dahmer queria morrer.

Eu sei disso

porque ele ficou muito decepcionado quando soube

que Winsconsin n�o tinha mais a pena de morte.

Quando ele se declarou culpado, agora era a minha vez de provar

que ele sofria de uma doen�a mental.

O argumento de Gerry Boyle era bem simples.

Era basicamente: "Vejam s� quantas coisas horr�veis

esse cara fez, como ele pode n�o ser louco?".

Ele tomava banhos

com dois cad�veres

que estavam l� com cloro e desinfetantes.

Mas o argumento do promotor era:

"Ele mentiu, ele escondeu, ele sabia o que estava fazendo,

ele sabia distinguir o certo do errado".

Ou�am isso.

Ele disse que antes de sair de noite,

ele normalmente sabia se estava ou n�o planejando

cometer um homic�dio.

Ent�o, antes de sair, ele preparava as drogas,

amassando-as,

e deixando-as em um copo no balc�o da sua cozinha.

O que o Dahmer fez nesses assassinatos �...

Ele realmente planejava tudo.

� dif�cil, no mundo psiqui�trico,

encontrar uma pessoa capaz de planejar.

Isso sugeriria que a pessoa tem uma doen�a mental.

Voc� tem a aten��o de muita gente.

Ent�o, talvez isso seja uma ferramenta

- que Ele est� utilizando. - Sim.

Voc� n�o sabe quais s�o os planos Dele. Mas saber�.

As emo��es flu�ram sem restri��es

na Corte de Milwaukee hoje, quando o assassino confesso

Jeffrey Dahmer foi sentenciado.

Antes da senten�a,

Dahmer e as fam�lias de suas v�timas

tiveram sua vez de falar.

Eu estava l� sentada, ouvindo os gritos de todos,

e isso me deu dor de est�mago.

Felizmente para voc�, Winsconsin n�o lhe pede

o que voc� tirou.

Mas voc� s� pode dar uma coisa.

Eu n�o sou a favor da pena de morte,

mas voc� � o candidato perfeito.

Isso n�o era o suficiente para mim.

Como algu�m podia subir l�

e ficar t�o comportado?

Eu n�o preciso de um microfone, o meu nome � Rita Isbell...

Senhora, precisa falar para todos.

Meu nome � Rita Isbell

e eu sou a irm� mais velha de Errol Lindsey.

Jeff, qualquer que seja o seu nome, Satan�s.

Eu sabia o que ia dizer, mas quando vi a cara dele...

Eu estou brava. � assim que uma pessoa age

quando est� fora de controle.

Eu nunca quero ver a minha m�e passando por isso de novo!

Nunca, Jeffrey!

E quanto mais eu falava, mais brava eu ficava.

Sim. E eu pensei no meu irm�o.

Eu estava na frente do mal. Eu estava olhando o mal na cara.

Jeffrey, eu te odeio, desgra�ado!

Eu te odeio! Isso � estar fora de controle!

Eu vi Satan�s com toda clareza.

Eu vi.

N�o mexa comigo, Jeffrey, eu vou te matar,

maldi��o, olhe para mim, desgra�ado!

Eu vou te matar! Eu vou te matar, desgra�ado!

Eu nunca senti nada assim na minha vida antes.

Eu nunca fiquei t�o brava com algu�m.

Ele n�o olhou para mim.

Ele n�o p�s os �culos de prop�sito,

porque ele n�o queria ver os nossos rostos.

O que voc� fez com o meu irm�o?

N�o precisam me puxar.

Fique calma, est� tudo bem.

Jeffrey n�o demonstrou absolutamente nenhuma emo��o

quando est�vamos chegando ao final do julgamento.

Ele parecia uma est�tua.

Agora, acabou.

Isso n�o foi uma tentativa de ficar livre.

Eu nunca quis a liberdade. Francamente, eu queria morrer.

Isso serviu para contar ao mundo

que eu n�o fiz isso por motivos de �dio,

eu n�o odiava ningu�m,

eu me sinto t�o mal pelo que fiz

�quelas pobres fam�lias,

e eu entendo que o �dio delas � justo.

Eu sei que o meu tempo na pris�o ser� terr�vel,

mas eu mere�o o que quer que aconte�a,

por causa do que eu fiz.

Obrigado, merit�ssimo, eu estou pronto para a senten�a,

que eu sei que ser� a m�xima.

Eu pe�o que n�o tenha nenhuma considera��o.

Jeffrey Dahmer foi enviado

a uma pris�o de seguran�a m�xima,

a Institui��o Correcional de Columbia,

em Portage, Winsconsin.

Ele foi declarado s�o em todas as acusa��es,

e ele foi sentenciado a 941 anos atr�s das grades.

N�s n�o soubemos muito dele.

Ele n�o...

N�o interagia muito na pris�o, porque estava na solit�ria.

Dahmer era t�o quieto na pris�o quanto ele era na vida.

"Me deixem em paz, n�o me incomodem",

ele ficava na dele.

Depois que eu batizei o Jeff,

ele me disse que eu nunca mais o veria de novo.

Eu recebi uma carta de Lionel Dahmer,

dizendo: "Por favor, n�o abandone o meu filho".

Ent�o eu respondi ao Lionel dizendo:

"Eu n�o vou desistir do seu filho,

eu tenho um compromisso com ele".

Eu acho que essa quest�o do abandono

tem a ver com uma necessidade b�sica que ele teve na sua vida.

Eu acho que se tentarmos explicar

por que ele fez as coisas que ele fez,

isso � uma grande parte da hist�ria.

Ele me disse uma vez:

"Eu realmente sinto remorso pelos crimes que eu cometi.

Eu acho que o Estado deveria ter me matado."

E eu disse: "Eu concordo, talvez voc� devesse

ter recebido a pena de morte, esses crimes merecem a morte".

JEFFREY DAHMER VAI PARA O C�U, SEGUNDO PASTOR

Ele disse: "Agora que eu sou crist�o,

eu estou pecando ao continuar vivo?".

O fato dele ter me feito essa pergunta

� para mim um indicador de que ele sinceramente

quer servir a Deus.

Eu acho que � disso que se trata o seu batismo,

ele queria lavar os seus pecados,

e eu acredito que Deus aceitou isso

e o perdoou.

B�BLIA SAGRADA

Ent�o, voc� est� me dizendo que s� porque foi pego

e foi para a cadeia voc� encontrou a Deus?

De repente, voc� est� salvo?

Batizado e cheio do Esp�rito Santo?

Eu n�o sei como isso funciona,

no sentido de ser perdoado por Deus.

Eu nem me lembro se ele se desculpou para as fam�lias.

Eu n�o me lembro, e se ele se desculpou,

entrou por uma orelha e saiu pela outra.

Jeff, me diga.

Voc� pensou em se suicidar de verdade de novo?

- Ou voc�...? - N�o, n�o pensei.

Certo, n�o pense nisso, tire isso da sua cabe�a.

Isso n�o vai resolver nada, s� criar� um problema maior

- para voc� depois da morte. - Sim.

� dif�cil imaginar a vida ap�s a morte, Jeff.

- Essa � nossa �nica chance. - Sim.

E voc� vai fazer alguma coisa.

Ele tem algo em mente para voc�,

mas voc� ainda n�o sabe o qu�.

Eu ou�o muito isso das pessoas que escrevem cartas.

Mas eu me pergunto se n�o � apenas

um desejo delas, sabe?

Bem, em junho de 94,

eu fui a algumas institui��es correcionais,

e para a pris�o onde Dahmer estava.

E quando eu falei com o Jeff, ele me disse que sabia

que se ele voltasse para a vida em sociedade,

ele seria morto.

Ele disse que encontrou o Senhor,

que foi batizado,

que ele viu a luz,

e que ele ainda queria morrer pelo que ele fez.

Essa era a �nica forma de pagar pelos seus pecados.

Sabe quanto tempo falta para voc� sair da solit�ria?

N�o, isso depende do juiz.

Eu n�o fa�o ideia. N�o posso fazer predi��es.

Sim. Ningu�m lhe disse nada?

N�o, eles dizem uma coisa, e no final,

eles mudam, ent�o o que eles dizem por aqui

- n�o � confi�vel. - Sim.

- N�o deveria demorar muito. - N�o?

- Espero que n�o. - Certo, eu te amo.

- Eu tamb�m. - N�o perca o �nimo,

continue lendo, pensando e rezando.

- Certo? - Certo.

- Certo. - Tchau.

Tchau.

Um dos assassinos em s�rie mais not�rios

da hist�ria dos EUA teve um fim terr�vel hoje.

Jeffrey Dahmer, o homem que estrangulou

e esquartejou 17 homens

foi atacado e morto em uma pris�o de Winsconsin.

Jeffrey Dahmer sabia que quando ele voltasse

para a popula��o geral, ele n�o viveria muito tempo.

Ele estava limpando um banheiro e Christopher Scarver,

outro presidi�rio na pris�o de Columbia pegou um haltere,

entrou no banheiro

e espancou Jeffrey Dahmer at� a morte.

Ele desejava morrer desde que eu o conheci,

e ele n�o tinha coragem de causar isso,

apesar de ter tentado algumas vezes sem sucesso,

ent�o eu imaginei que seria uma quest�o de tempo

at� que ele estivesse na situa��o

na qual ele esteve hoje e fosse morto.

Eu acho que ele sabia qual seria o seu futuro.

Era o seu fim.

Algu�m iria peg�-lo,

porque tem muita gente louca nas pris�es,

e matar o Jeffrey Dahmer

era algo que ganharia o respeito de todos.

Eu soube como a cena do crime estava,

quando ele foi assassinado.

Tinha uma marca sangrenta da sua m�o,

quase como se ele estivesse tentando desenhar

a palma da sua m�o na parede.

N�o foi surpreendente saber que ele n�o tinha resistido.

Eu sinto muito a falta dele, no �ltimo ano,

ele mudou completamente.

Caramba.

Eu imagino que n�o tenha um dia no qual o Lionel Dahmer

n�o fique pensando no que ele poderia ter feito,

no que ele deveria ter feito, em como as coisas acabaram,

e isso � triste para todo mundo naquela fam�lia.

As crian�as n�o v�m com um manual que diz

como elas devem ser criadas.

Todos n�s cometemos erros. Todos n�s cometemos erros.

Ele devia ter sido protegido.

Ele estava preso para cumprir uma senten�a,

que ele n�o p�de cumprir porque a sua vida foi tirada.

E algu�m o amava.

Do mesmo jeito que algu�m amava as suas v�timas.

O que ele merece?

O que ele recebeu.

O que ele recebeu.

Eu poderia ter dito que eu estou triste, mas...

Eu n�o sinto nada. Eu estou entorpecida agora.

Eu queria que ele tivesse ficado vivo e sofrido.

Isso o teria matado mais do que qualquer coisa.

Sendo ego�sta, eu gostaria que ele

sentisse a dor que todos n�s sentimos.

Assim, parece que...

que algu�m lhe deu uma sa�da f�cil.

Eu ainda n�o compreendo, at� hoje, o que ele fez.

Eu certamente n�o podia compreender aos 18 anos,

e eu ainda acho dif�cil acreditar

que qualquer ser humano possa fazer isso com algu�m.

Conforme eu crescia, e pensava em tudo isso,

imaginava o que pode ter acontecido

com aqueles jovens...

Isso me deixa arrasado.

Jeff Dahmer nunca sair� dos cantos escuros

das nossas mentes.

N�o tem como se livrar de algu�m assim,

n�o tem como bloquear e decidir n�o pensar nele.

Ele sempre estar� l�.

O lembrete mais vis�vel do pesadelo mais horr�vel

de Milwaukee est� sendo demolido.

Muita gente acreditava

que o dem�nio estava naquele lugar,

e eles n�o queriam que aquele lugar continuasse existindo.

As pessoas de Milwaukee n�o queriam

ser lembradas todos os dias

das trag�dias terr�veis que ocorreram

naquela rua e naquele pr�dio.

As v�timas de Dahmer n�o puderam se despedir

das suas fam�lia.

Eles n�o puderam crescer, n�o puderam se tornar

o que eles pensavam que poderiam ser.

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