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Original subtitles

Antes do mundo acabar,

eu conseguia encontrar qualquer coisa ou pessoa,

em qualquer lugar.

Não me quero gabar,

mas alguns chamavam-me o maior caçador de tesouros do mundo.

Não havia nada que eu não conseguisse encontrar.

Passava a maior parte do meu tempo debaixo de água.

A encontrar coisas que tinham estado perdidas durante séculos.

O meu trabalho era solitário.

Pesquisar e depois lançar-me nas minhas missões.

Mas gostava disso assim.

Controlava o meu próprio destino sem ninguém a quem prestar contas.

Mas tudo isso mudou...

quando a erupção solar aconteceu.

O mundo foi mergulhado na escuridão e no caos.

Toda a eletrónica moderna ficou frita.

A maioria das coisas deixou de funcionar.

As pessoas pensaram que os governos iam assumir o controlo e resolver as coisas.

Desejos em vão.

Senhores da guerra tomaram o controlo dos governos locais...

e governam grandes partes da Europa.

6 ANOS DEPOIS

Achavam que tudo ia correr bem.

Eu sabia melhor, claro.

Cidades a definhar transformaram-se em cemitérios.

O dinheiro tornou-se inútil.

Medicamentos e combustível, não havia por onde se ver.

E as doenças alastraram.

Acho que estava mais preparado para isto.

Eu era um sobrevivente.

E depressa voltei a fazer o que sempre fiz.

Encontrar coisas.

Excepto que agora, o mundo era um lugar muito mais perigoso.

LONDRES, INGLATERRA

Demasiado fácil.

O...

G...

I...

E...

A...

A... G...

A...

G...

A, G, O, D...

A... D... G... I...

O...

Adágio.

Lindo.

Está bem.

Muito bem, os homens de azul estão de volta.

Olá, amigo.

O que é que estás a fazer aqui em cima?

Espera um bocado...

Vocês não são polícias a sério, pois não?

Que se passa?

O que tens na mala?

Não sei, um violino ou um violoncelo.

Não sei bem a diferença.

- Tocas? - Dá cá.

Não, não queres isto.

Mas eu dou-te o que está aqui dentro.

Lava a boca com chumbinho.

Não vais conseguir apanhar-nos a todos.

Não, isso é verdade.

Só a ti.

E a ti.

E a ti.

Provavelmente vou apanhar-te.

E definitivamente... tu.

Agarrem-no, rapazes.

Raios.

Carga moldada.

Porque é que tenho de vir até aqui?

- Então? - Conseguisate?

Sim, exatamente onde disseste.

Enviei vários gajos mas vieram todos de mãos a abanar.

Alguns nem regressaram.

Stradivarius, período Bresciano, 1690 a 1700.

Lindo.

O rei Augusto tem outro trabalho para ti.

Ele é rei agora?

A monarquia é o caminho mais estável para restaurar a normalidade.

Ele quer ver-te.

Quase morri a ir buscar isso para Sua Alteza, por isso...

Não, obrigado.

- Vou para casa, trabalhar no barco. - Ele está disposto a compensar-te.

Generosamente.

O suficiente para o barco dos teus sonhos.

Onde é o trabalho?

- Do outro lado do Canal. - Foi bom fazer negócio convosco.

Pensa nisto, Jake.

Pode ser um novo começo.

Se quiser um novo começo, não tenho de dar um tiro na cabeça para isso.

Levamos-te lá em segurança.

Lá só há doença, senhores da guerra e EDM...

Não, obrigado. Mas foi bom ver-te.

- Jake! - Estás incrível.

E adoro o fato.

Recusou.

Prefere trabalhar no barco.

Acreditas?

É uma tragédia, porra.

É melhor oferecer ao Jake uma proposta...

Que ele não possa recusar.

Então, amigo?

Aí estás tu.

Sim...

Trouxe-te...

Teriyaki de manga, o teu favorito.

Sim.

Bom rapaz.

Bom rapaz.

Que te parece, rapaz?

Sim.

Certo...

O óleo perfeito.

Sim.

Não dispares!

O que estás a fazer aqui?

O rei enviou-me.

Se é sobre o trabalho, diz-lhe que não o quero.

Diz-lhe tu.

Ele está à tua espera na sucata.

Ajudas-me a descer?

Jake.

Anda, senta-te.

Senta-te, vamos falar.

Faz-me a vontade.

Diz-me, como o fazes?

Fazer o quê?

Eu contrato dezenas para fazer o que tu fazes,

mas pareces ser o único...

que encontra coisas que outros não conseguem.

É uma habilidade especial ou um dom?

Por falar em dons, o Stradivarius...

Está além de nós.

É tão divino.

A música...

faz um homem crescido chorar.

Talvez devesses começar com comida e água limpa

antes de começares a compor uma sinfonia.

Achas que não trabalhamos no problema da falta de comida, Jake?

Diz isso o homem com a boca cheia de bife.

Sou pescatariano.

Achas que resolver esta merda é fácil?

Não é tão simples quanto estalar os dedos e voltar a ligar as luzes.

Toda a maldita infraestrutura está destruída.

Estamos a estafar-nos todos os dias para reconstruir isto desde a base,

apesar dos esforços de pessoas que tentam impedir-nos, como o general Volkov.

Certo. O tipo que não saberia o que é cultura nem que ela lhe bateisse na cara.

É um agente do caos.

Preferia ver o mundo arder e governar as cinzas.

E tu vês-te de forma diferente.

Cínico.

Acredita quando te digo, Jake,

este não é o trabalho que eu queria.

Quando a erupção solar aconteceu, perdemos a nossa humanidade.

Viste o que as pessoas fizeram na escuridão.

Ninguém antecipou que o mundo arderia

tão depressa como ardeu.

As pessoas entraram em pânico.

Alguns tornaram-se bárbaros.

Pois, sorte a tua.

Essas torres de marfim que estás a erguer,

vão manter os bárbaros à distância e vocês estarão seguros.

Nem toda a gente é desenrascada como tu, Jake.

Eles não têm as tuas competências nem a tua fibra para sobreviver neste novo mundo.

Precisam de proteção.

Sem estas muralhas,

muito mais teriam sido dizimados.

E os que estão fora da muralha? E os que se escondem?

- Também os vais deixar entrar? - Todos são bem-vindos, Jake.

Mesmo tu.

A ministro Fuentes diz-me que relutaste em atravessar o Canal.

Não estou relutante. Sou completamente contra.

Talvez seja porque ainda não viste o panorama geral.

Não quero ver o panorama geral.

O panorama geral é feio e cruel.

Não...

Nem tudo.

Estamos a passar muito tempo a restaurá-la à sua beleza original.

Serás um homem livre, Jake.

Sem encargos.

Sem prestar contas a ninguém.

E tudo o que preciso é do vento.

Parto e deixo a merda para trás.

O povo e eu queremos o nosso mundo de volta, Jake.

E o que é que eu ia andar a caçar para ti desta vez?

A Mona.

A Mona Lisa?

Em toda a sua glória, caralho.

Lamento dar-te más notícias, Alteza,

mas Paris foi uma das primeiras cidades a arder.

Com toda a certeza.

Claro.

Mas há algo que talvez não saibas.

Quando a erupção aconteceu,

o governo francês evacuou todos os seus tesouros nacionais

para um depósito secreto.

Tudo, desde arte fina até ao trono de porcelana do Presidente.

Como hei-de lá chegar?

O avião do rei pilotado pelo piloto do rei.

Depois eu fico com o barco.

Com todos os recursos e comida de que precisas.

Porra, até te dou um título.

Se a Fuentes é a Ministra da Defesa, e...

e tu és o Rei,

o que é que eu seria?

O Cabrão da Apropriação Cultural.

Então, amigo.

Sim.

Não demoro muito, amigo.

Volto antes que dês por isso.

Como estás?

Bem.

E tu?

Acho que isto é uma ideia muito má.

Parece que sais sempre a ganhar.

Se saio sempre a ganhar, porque estou a ir para o pior sítio do planeta?

Deixei comida e água de sobra para o Smoke.

Mas prometes que, se eu não voltar, cuidas dele?

Não tenho mais ninguém a quem pedir.

Não acho que o Smoke goste muito de mim.

Não tenho a certeza se confia em ti.

Bem, tenta não morrer.

Garante que volto.

Sempre.

Tira o fôlego, não tira?

Sim, ela resolve isto.

Vamos voar nisso?

Sim.

É seguro?

- Tecnicamente, não... - Tem buracos de bala.

Aqueles?

Não, esses são da semana passada.

Pequeno encontro com os rapazes.

O rei está à espera.

Não te atrases.

Vamos largar-te à cobertura da escuridão.

Agora, o ponto de inserção é aqui.

Fora desta pequena aldeia.

Segundo a nossa informação, foi limpa de rebeldes.

Depois, vais saltar um pouco para norte até Saint-Quentin.

É uma cidade sob ocupação.

Por isso tens de entrar silenciosamente.

Como um sussurro.

Como um rato bebé.

Agora, direges-te para o centro da cidade.

E o nosso liai‌son rebelde vai encontrar-te aí.

Centro da cidade.

É uma área enorme.

Como é que os encontro?

Não te preocupes com isso. Eles vão encontrar-te.

Agora, tudo é muito secreto.

Só quem precisa de saber.

Sim, eu preciso de saber.

Saber o quê?

Tenho de saber como raio vou sair de lá.

Os rebeldes contactam-me quando tiveres a Mona em mãos.

Certo?

E eu largarei o equipamento para uma evacuação aérea,

três horas depois.

Três horas.

Tudo bem?

Sabes, aquele avião tem buracos.

Nunca tinha reparado.

Descolar...

22:00.

Meu homem.

Aqui está.

Pronto para ir?

Todos os cintos estão partidos.

Não vale a pena, amigo.

Uma tira de nylon não vai ajudar se isto cair, pois não?

Certo. Vamos lá.

Merda...

O que é isso?

Merda...

- Está tudo bem? - Sim.

Só a fazer umas contas...

Não tenho a certeza se esse indicador está a funcionar bem.

Ou é isso, ou vamos ficar sem combustível a meio caminho.

Portanto...

É melhor pôr o paraquedas por precaução.

Sim.

Puxo aqui para abrir o paraquedas?

Espera.

Nunca fizeste isto?

Não.

Amador...

Sim.

É esse o cordel que puxas.

Quando o puxo?

Não sei, de preferência antes de bateres no chão.

Relaxa.

Dorme uma sesta ou qualquer coisa.

Levo-nos pela rota panorâmica, sim?

Relaxa.

É isso!

Um pequeno rendezvous com os rapazes do Volkov.

Vamos lá!

Bem-vindo a França, amigo!

Faço o seguinte, vou atravessar isto a voar.

Por isso equipa-te.

Provavelmente vais ter de saltar um pouco mais cedo.

Percebido.

Mais cinco minutos até o objetivo, amigo.

Muito bem.

Vou baixar até 1200 metros e tens de saltar.

- Certo? - Percebido.

Vamos lá.

Corda vermelha, certo?

- Assim que eu abrir... - Sim?

Sabia que isto era uma má ideia.

Vá lá...

Tens de ir!

Merda!

Sim...

Isto é mesmo uma má ideia.

Fica onde estás!

Fogo no buraco!

Abriga-te!

Adeus e boa sorte. Estão à tua espera.

Saint-Quentin fica a oeste!

AMIENS, FRANÇA

Vira-te e mostra-me a tua puta de cabeça!

Próximo.

Senta-te já, caralho.

Um adversário digno é difícil de encontrar.

Este jogo ensinou-me tantas coisas.

Mas a lição mais importante

é respeitar um adversário forte.

No chão!

Sabes, aprendi a jogar quando estava preso.

E a prisão, por natureza,

é uma arena de gladiadores.

Um desafio atrás do outro, uma luta constante por poder.

No início, foi aterrador.

Quando descobri o xadrez,

descobri algo que me mudou a vida.

Jogar contra aqueles que eram melhores do que eu

tornou-me melhor.

Só vi progresso quando as minhas capacidades foram postas à prova,

e é por isso que vos exijo...

que joguem o melhor que conseguem.

Tu nem sabes jogar, pois não?

Próximo.

Volkov.

Uma das nossas armas pesadas disparou contra um avião há uma hora.

- Que tipo? - Monomotor.

Provavelmente um Antonov.

Um paraquedas.

Avisem todas as gangues,

todos os informadores, todos os soldados.

Mil balas para quem encontrar o nosso visitante.

E preparem o comboio.

A que distância está ele?

Oitenta quilómetros. Foi visto perto de Saint-Quentin.

Pára aí!

Anda, mexe-te!

Para onde é que vais?

Trá-lo para aqui!

Silêncio!

Silêncio!

Eu disse, chega!

O que é que estão a fazer?

Silêncio!

Quietos!

As rações serão distribuídas

aos cidadãos leais às 16h00.

O recolher obrigatório mantém-se.

Quem desobedecer às regras do general Volkov

sofrerá castigo imediato e severo.

Não!

O espetáculo acabou.

Saiam da praça.

Então!

Então?

Olá, pessoal.

Larga a mala.

Malta, não quero problemas.

Larga a mala.

Estás morto!

Deixa-me adivinhar, és o meu contacto.

Bravo, és um génio.

- Jake? - Sim.

Podia ter tratado daquele tipo.

De nada.

Se estiveste aqui o tempo todo, porque não intervieste mais cedo?

Precisava de ver se conseguias lidar com o que vem aí.

Sei cuidar de mim.

Sou a Drea. Segue-me.

Que nojo.

Agora que limpei a tua asneira,

vamos andando porque virão à procura daqueles tipos.

Tens alguma cena por cortar gargantas?

O meu pai era talhante. Anda.

Nada estranho, claro.

Mantém os olhos baixos.

- É este o tipo? - É este.

Está a sangrar.

Devíamos tratar disso.

- Bem-vindo. - Obrigado.

Queres comer alguma coisa?

- Não. - Beber, talvez?

Não, obrigado.

Padre, com todo o respeito,

acabei de voar para uma zona de guerra,

saltei de um avião pela primeira vez,

quase fui esmagado por um tanque,

fui atacado por soldados enquanto ela assistia.

Portanto, agora só quero chegar onde tenho de ir.

Se me puder apontar o caminho certo,

eu sigo o meu caminho.

A paciência é uma virtude, meu filho.

Primeiro o mais importante.

O Dom e a Lulu descobriram este mapa.

Foram executados há pouco na praça da cidade.

Lamento, Drea.

Que descansem em paz no amor infinito de Deus.

Por aqui.

Força.

Entra.

É disto que estava a falar.

Mais de mil cavalos.

- À prova de balas, também. - Lindo.

Sim, claro.

"Sou-willy?"

Souilly.

Território dos Wraiths.

Eles comem os mortos.

O quê?

É só... má sorte.

O que é isso?

Pode ser uma cifra.

Vou preparar a carrinha.

- Tratas dos ferimentos dele. - Sim, claro.

Vem comigo.

Gostas?

O mural.

Sim. Sim.

É bom ver um pouco de beleza no meio de tanta fealdade.

És mesmo tão bom como o August diz?

O que é que ele diz?

Bem, que és o melhor dele.

"Dele?"

Sim. Não, eu...

não sou uma das "posses" do August.

Bem, o August tem muito poder,

mesmo aqui.

Isto? Não tenho nada para anestesiar.

- Estás pronto? - Sim.

Muito bem...

Bem, para mim a confiança vale mais do que o poder.

Não confio no August.

Então porque estás aqui?

Também me pergunto o mesmo.

Como toda a gente, o August tem alguma coisa que queres.

Uma das suas posses?

Sim.

Sim. E tu?

Eu? Eu só...

só estou aqui para garantir que chegas do ponto A ao ponto B,

basicamente.

Merda. Vamos.

Cerquem a igreja!

Assegurem a área! Vamos lá!

Cubram a entrada!

Padre?

Nem consigo dizer o quão importante é chegares lá primeiro.

- Não vens connosco? - Não.

Cada um tem o seu caminho para a salvação.

O meu é comprar-vos algum tempo.

E o vosso é ter fé na vossa coragem.

Agora o sítio todo está em cerco.

O Volkov tem um tanque em cada esquina.

Têm de passar pela velha fábrica

e chegar à estrada oriental.

Porra. Adoro esta parte.

- Deus vos acompanhe. - Obrigado, padre.

Toda a gente dentro da igreja...

saiam imediatamente com as mãos no ar, caralho!

Pergunto-me quem será.

Ora bem, saiam, onde quer que estejam.

Está bem.

Obrigada.

Mal posso esperar para ver o que vem a seguir.

Boa noite, senhores.

À votre santé.

Sabemos quem é.

Sabemos o que se passa aqui.

Já não pode esconder-se, padre.

Não tenho nada a esconder.

Deus vê tudo.

Onde estão os outros?

Outros?

Não há mais ninguém. Só eu.

A única coisa que vão encontrar aqui é a obra do Senhor.

A igreja está fechada neste momento, mas são bem-vindos a entrar

se quiserem confessar os vossos pecados.

Sou ateu.

Pois claro.

Talvez seja melhor assim.

Porque a absolvição exige consciência moral

e o desejo de ser melhor.

Qualidades que claramente não possuis.

Porque és parte da escuridão que cobre este mundo de dor.

E não vencerás.

Pelo que vou fazer agora, que Deus me perdoe.

Não te mexas!

Sai do veículo!

Quero citar o Apocalipse 3:57.

Não devia estar excitado.

Estás a afogar o motor. Não o afogues.

Não estou a afogá-lo!

Filho da mãe!

Um padre, porra.

Claramente um padre do caraças!

- Estavas a afogá-lo. - Não estava.

Estavas sim.

- Aperta o cinto. - Já está.

Adoro esta música.

Arrebentem a porra da porta!

Agora!

Estás a ir na direção errada!

Porra! Porra!

Segura-te!

Vão atrás deles! Vão!

Acabámos de saltar por cima de um tanque?

Saltámos por cima de um tanque.

Merda, é um posto de controlo.

- Não dá para contornar. - Pois não. Vamos por cima.

Mas que...?

Merda, é mesmo à prova de balas.

Disparem!

Direita! Direita!

- Para onde? - Aquele túnel!

- Merda! - Anda, vai!

Tanque!

Quantos tanques é que este tipo tem?

- Jake! - Merda.

Estão em todo o lado.

Eu trato disto.

- À direita! À direita! - Não estou preocupado com eles.

Estou preocupado com aquilo!

Vira à esquerda! Esquerda, esquerda!

- Tanque! - Eu sei.

- Jake! - Eu sei.

- Jake! - Eu sei!

Maldito August!

"Vai buscar a merda da Mona Lisa

"em toda a sua maldita glória.

"E torno-te o Cabrão da Apropriação Cultural!"

Vai-te foder, August!

Rei, o caraças!

Que notícias trazem os nossos amigos rebeldes?

O Jake e a Drea estão a caminho da base militar de Souilly,

onde devem concluir a missão.

Infelizmente,

o padre Samson morreu a lutar pela causa.

E que causa nobre é.

Que descanse em paz.

Majestade.

Posso fazer-te uma pergunta?

Diz.

Que raio se passa para estarem dispostos

a morrer para me ajudar a apanhar este quadro?

Que te importa?

Vais receber a tua parte de qualquer forma, certo?

Não percebo. Quer dizer...

É uma obra linda,

mas isto tudo é demais.

Bem,

alguns gostam de quadros, outros de barcos à vela.

August...

Lamento muito pelo Padre Samson.

Conhecia-o há muito, muito tempo.

Muito antes das erupções solares.

Fez um grande sacrifício pela causa.

Pois, era exatamente isso que eu dizia.

Tudo isto por um quadro?

Não faz sentido.

É o Volkov.

O que é que ele tem a ver com a Mona Lisa?

O Volkov também procura o cofre,

e se o encontrar antes de nós, fica com tudo o que lá estiver.

Puseram lá muito mais do que arte.

Comida, mantimentos, armas.

É por isso que precisamos de ti para...

- Para vos pôr lá dentro. - Voilà.

Certo.

Se chegarmos antes dele, ficam com as armas,

o August com o quadro e eu com o meu barco?

Exatamente.

- Jake? - Sim, diz.

Olha, aconteça o que acontecer,

espero que consigas o que procuras.

Fiz-te este barco.

Obrigado. É lindo.

A minha avó ensinou-me a fazer origami.

Costumávamos fazer muitos

e deixá-los por aí para alguém encontrar.

Também sei fazer uma bomba

grande o suficiente para destruir um tanque.

Bem, não é tão bonito,

mas infelizmente é mais útil hoje em dia.

- Pois. - Está bem.

Vamos andando.

Estamos a aproximar-nos da cidade, Volkov.

Ótimo.

SAINT-QUENTIN, FRANÇA

O que aconteceu ao teu ombro?

Fomos apanhados em desvantagem, senhor.

Em menor número e mal armados.

Por um velho padre?

Um padre, pois sim.

Havia outros, senhor.

Quantos?

Dois.

Mas tinham uma grande carrinha.

Uma carrinha voadora, caralho.

E tu só tinhas um tanque e vinte homens.

Apanharam-nos de surpresa, senhor.

Surgiram do nada.

Um brutamontes e uma rapariga...

numa carrinha a caminho de leste.

Mais alguma coisa?

Apanhámos o padre.

Senhor, ainda posso ser útil.

Não precisa de me matar.

Não vou matar-te.

Não...

Tenho todos os informadores de olhos bem abertos.

Vamos encontrá-los em breve.

Eu sei.

Eu sei.

SOUILLY, FRANÇA

"Sou-willy."

Souilly.

Se há um cofre nesta base, está num destes edifícios.

Raios partam...

Estás bem?

Não, não estou nada bem. Isto é território dos Wraiths.

Este lugar dá-me arrepios.

Que raio é um Wraith?

Antes das erupções,

eram reclusos de uma prisão de alta segurança.

São canibais, percebeste?

Esses tipos. Comem o que matam.

Então, vamos entrar e sair o mais rápido possível.

Bem, alguém sabe que estamos aqui.

Pois. Anda.

Espera um segundo.

Merde! Chegámos tarde demais.

Esta porta não foi arrombada há pouco.

Sem buracos de bala, sem danos.

Não parece que tenham tentado defender-se.

O mais provável é que tenham tirado tudo daqui

e levado para um local mais seguro.

Onde arranjaste esse mapa?

No apartamento do comandante da base em Paris.

General Stéphane Matteau.

Vamos dar uma vista de olhos.

Parece que tentaram resistir aqui.

Stéphane Matteau. É ele.

Bem, se evacuaram, o comandante teria deixado registos disso.

Sim.

Encontra-o.

Voilà.

Isto está em francês.

Pois, pois.

Certo.

"Confrontos, canal de água rebentado,

"dois e meio desaparecidos,

"os batedores relatam que os Wraiths estão a reunir-se,

"fogo na linha da serra.

"Eles estão a vir.

"Evacuar todos os valores

"para 48 graus por 58."

Quarenta e oito por cinquenta...

Voilà. Aqui mesmo.

Nem pensar.

- O que foi? - É demasiado conveniente.

Ele nunca deixaria isto aqui para qualquer um encontrar.

- É uma distração. - Achas?

Sim. Ele teria codificado isto, de certeza.

Merde. E agora o que fazemos?

Anda, despacha-te.

Sim, é uma cifra.

Lê-me as letras correspondentes,

- por ordem, começa pelas duas últimas. - Pronto?

48, 34, 58, 05, 57, 35.

"IMSERH."

- Isso quer dizer alguma coisa? - Nada.

Os Wraiths. Estão aqui.

Anda. Temos de nos despachar.

Dá-me só um minuto.

Temos de ir!

"SIMSERHOF."

Ouvrage du Simserhof.

É um forte na Linha Maginot.

Deve ficar algures... Voilà.

Simserhof. Vamos!

Jake!

Estou a falar a sério, temos de ir.

Moulin 2, daqui Moulin 1.

Moulin 2, recebes?

Daqui Moulin 2.

A localização da Joconde é o Ouvrage du Simserhof.

Repito.

A localização da Joconde é o Ouvrage du Simserhof.

Recebido, Moulin 1.

Podemos ter uma equipa em Simserhof às 14h00.

Repito. Podemos ter uma equipa em Simserhof às 14h00.

Recebido, Moulin 2. Moulin 1, termina.

Voilà.

Vamos! Vamos!

Limpa o perímetro!

Mexam-se!

Uma carrinha voadora, pois sim!

Volkov, veja.

Quarenta e oito, cinquenta e oito...

Vamos para a Base Aérea de Nancy.

Não, não vamos.

Vamos para o Simserhof.

E vamos conhecer uma senhora muito especial.

Diz ao maquinista que vamos pela rota da ponte.

Entendido.

Bem, acho que ele quer a recompensa.

Mil balas.

Quantas achas que ele merece?

- Três. - Concordo.

SIMSERHOF, FRANÇA

Sem teclado, sem interface, sem scanner biométrico.

Sem maçaneta.

Há uma câmara ali.

E outra ali.

Tiveram de alimentar isto com energia de alguma forma.

Olha.

Algo ainda está ligado.

Sim.

Talvez não.

Isto está a funcionar.

Deve estar a receber energia dos painéis solares.

- Alguma coisa? - Sim.

Esse zumbido faz parte do sistema de filtragem de ar do cofre.

Certo, é por aqui que entramos.

Moulin 1, o Volkov está a caminho de vocês.

A 80 quilómetros. Repito, a 80 quilómetros.

Moulin 1. Recebido.

Estão perto.

Estas escadas devem levar-me até ao poço de ventilação.

Se eu conseguir entrar aqui, descer por este eixo

e seguir por este conduto de ar,

isso deve levar-me diretamente ao cofre.

Está bem.

Se a ventoinha estiver operacional, vamos ter de a desligar.

E depois?

Logo se vê.

Vamos a isso.

Lembras-te daquela estrada de serviço que vimos?

Aposto que leva aos painéis solares.

Vou destruí-los.

Certo, mãos à obra.

Isto vai ter de servir.

Isto é uma má ideia...

Merda.

Merda...

Merde!

Merda.

Merda.

Está inundado.

Vai-te foder, August. Eu sabia que isto era uma má ideia.

Ministro das Apropriações Culturais, que grande treta.

Jake?

Jake!

Porra, eu sabia.

Jake!

Jake!

Estás bem? Jake!

Isto é o que chamas ajudar pessoas?

Queria ter-te contado,

mas o August disse que não ajudarias se soubesses.

Tens toda a razão.

Os EUA fizeram duas bombas atómicas para lançar sobre o Japão,

Fat Man e Little Boy.

Mas havia uma terceira,

reservada para Moscovo,

caso o Exército Vermelho não parasse na Manchúria.

A Mona Lisa.

Essa bomba foi feita para viajar longas distâncias,

por isso tinha um sistema de segurança.

Sem este tampão inserido, a bomba não pode ser detonada.

Então o August fica com a bomba e tu com o resto?

O August não quer usar a bomba.

Só quer mantê-la fora do alcance do Volkov.

E acreditas nele?

Que escolha tenho?

Tinhas uma escolha.

- Podias ter-me mantido fora disto. - Mas acabariam por encontrá-la.

E tu sabes disso, Jake.

Confio no August só um bocadinho mais do que confio no Volkov.

São ambos parte da mesma hipocrisia.

Confiei em ti, Drea.

Olha...

Pode ser tarde demais para mim e para a vida que queria.

Mas talvez, só talvez...

ao travar o Volkov,

alguém possa ter essa hipótese.

E quantos têm de morrer enquanto tentas travá-lo?

Jake, espera!

Anda lá, fica e luta connosco.

Não percebes que os Volkovs deste mundo,

eles vencem quando as pessoas boas não fazem nada?

Eles vencem na mesma.

Jake! Jake!

Jake!

Certo, olha para isto.

Esta estrada leva a Calais.

O August tem uma equipa lá.

Estarão à espera para transportar a Mona Lisa pelo canal.

Percebeste?

Agora isto...

Guarda-o muito bem.

Boa sorte, pessoal.

Não é a tua luta, Jake.

Não é a tua luta.

Volkov! Volkov!

E ali está ela.

General, o tampão de segurança.

Engraçado, não é?

Trancaram-nos em jaulas como escória do mundo,

condenados a nunca mais ver a luz.

Mas depois a luz libertou-nos.

E agora governamos o mundo deles.

Marchamos para Calais.

Pegamos no resto depois. Vamos!

Avançar!

Drea?

Drea!

Drea...

- Estás a ouvir-me? - Sim.

Pois, tinhas razão.

Foi tudo em vão.

Não devias ter voltado.

Desculpa ter-te mentido.

Desculpa ter-te arrastado para isto.

Não me arrastaste para nada.

Tu tiraste-me de lá.

Mas temos de recuperar aquela bomba.

É tarde demais, Jake.

Disseste que sabias fazer uma bomba

grande o suficiente para destruir um tanque, certo?

- E um comboio? - Jake...

O comboio está a caminho da cidade. Para lá chegar, tem de atravessar a ponte.

Tudo o que tenho de fazer é recuperar o tampão

e garantir que o comboio não pára. Tu só tens de destruir a ponte.

Só isso?

Olha...

Conseguimos fazer isto.

Mas se é para o fazer, tem de ser agora.

- Está bem, pronta? - Sim.

Vamos. Anda.

Consegues andar?

- Sim. - Certo.

Liga o motor. Já volto.

Está bem.

Vamos!

O que estavas a fazer lá atrás?

Porque é que estamos a ir tão devagar?

Está escuro e com pouca visibilidade. Tenho de ir devagar.

Quando estivermos na reta depois da ponte, vou poder acelerar.

Ele não vai gostar disso.

Estou a fazer o melhor que posso!

Idiota.

Vamos ter uma pequena janela de oportunidade.

Eu sei.

- Temos de chegar à frente deles. - Sim.

Aí está.

- Vira à direita na bifurcação. - Está bem.

Apaga as luzes.

Então?

Há preocupação com a visibilidade.

Não me lembro de ter dado ordem para se preocuparem.

Não deu.

Mas o maquinista garante que está a fazer o melhor possível.

O melhor dele?

Acho que ele se subestima.

Acho que tens razão.

Acho que só precisa de uma ajudinha para atingir o seu potencial.

Tal como tu.

Xeque-mate.

Outra vez.

Vou devagar porque transportamos uma bomba ató...

Esse é o teu potencial máximo.

Deixa-me na passagem elevada.

Chega àquela ponte.

Então?

Algumas pessoas só precisam de um empurrãozinho.

É isso que procuras?

Ali está ela e ela não vai a lado nenhum...

A Mona Lisa é minha!

A Mona Lisa está fora do teu alcance.

Não vim pela bomba.

Então o que és tu?

O assassino do August?

Não.

Sou a distração.

Bela barba.

Merda!

Xeque-mate.

Jake?

Jake?

Jake!

Jake!

O que se passa?

- Estás bem? - Sim, estou bem.

- E tu, estás bem? - Estou.

Adivinha?

O quê?

- Consegui isto. - Jake!

Jesus, Jake.

Pareces ter sido mastigado, digerido e cagado pela máquina de guerra.

Sim, soa certo.

E a tua maldita Mona Lisa está no fundo de uma ravina.

Não sei em que estado está,

mas não pode ser detonada sem isto.

Porra.

Tenho de arranjar um novo Cabrão da Apropriação Cultural.

Ou não.

Podias simplesmente...

Deixá-la descansar em paz.

Não, Jake.

Não és ingénuo ao ponto de acreditar

que já não há mais Volkovs no mundo.

Não.

Só espero que tu não sejas um deles.

Bem, acho que é altura de ires navegar, Jake.

Aproveita o teu barquinho.

Tenho um reino para construir e governar.

Legendas: Nisbgui

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