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Obi, vamos ancorar aqui.
A VINGAN�A DO MONSTRO DA LAGOA NEGRA
Vamos passar aqui a noite, Nardo.
Iremos para a Lagoa Negra amanh�. Agora prepararei algo para jantar.
- O que temos esta noite? - Surpresa. Os restos de ontem.
Daria qualquer coisa por uma grande cerveja fria.
Ou por uma pequena "ruiva".
Homem Anf�bio, monstro pr�-hist�rico. Talvez n�o exista tal ser.
Encontre-o, senhor, que eu capturo-o.
N�o fica bem a uma institui��o conservadora como o Ocean Harbor...
propagar esta hist�ria e n�o conseguir provas.
Se voc� � inteligente, n�o devia se preocupar com isso.
Se h� um Homem Anf�bio, n�s vamos captur�-lo.
Se ele for falso,
o patr�o perde o seu posto.
George.
- Ei, Lucas. - Sim, sr. Johnson?
Ah, � um crocodilo.
Pensava que podia ser a outra coisa?
Oh, n�o, aquilo que procura poderia partir esse em dois.
Sabe, �s vezes penso que todos os norte americanos s�o doidos.
Se isso est� morto, ter� perdido o seu dinheiro.
Se est� vivo, talvez se arrependam.
Sim? N�o h� aqui nenhum peixe vivo com o qual n�o possa lidar.
Quem � que lhe disse que era um peixe?
Que figura.
Isto � uma sauna. Ser� que aqui nunca fica mais fresco?
Nunca. Quer regressar? Estou ao seu servi�o.
N�o at� termos apanhado o...o que quer que seja.
Ent�o � que vamos regressar.
N�o ter� descanso at� estar no aqu�rio do Ocean Harbor.
Porque � que quer apanh�-lo?
Para que as pessoas possam contemplar o "homem-peixe"?
Para apresentar a uns cientistas loucos?
� por isso que arriscam as vidas?
Quem � que falou em arriscar as nossas vidas?
� um trabalho. Um trabalho t�cnico.
Ent�o, talvez tenha um livro...
que diga como faz�-lo?
- Escute, n�o lhe pagamos para gozar. - N�o estou a gozar.
Amanh� chegamos � lagoa.
Voc� ir� mergulhar na �gua.
N�o ser� um momento para falar,
por isso � melhor falarmos agora, certo?
De acordo, venha.
No ano passado vim a este sitio com um grupo de cientistas.
Todos valentes e altamente qualificados.
No fim, cinco pessoas morreram.
O Homem Anf�bio ainda est� aqui.
- Vinham equipados para captur�-lo? - N�o.
Bem, n�s viemos.
Queria perguntar-lhe uma coisa.
N�o sou uma pessoa muito instru�da.
Esse Homem Anf�bio,
essa coisa que vi com os meus pr�prios olhos,
Isso n�o me parecia nada do nosso mundo.
Deveria ter morrido muito antes do homem nascer.
Mas ainda existe. Porqu�?
Bem, tentarei explicar.
�s vezes, algumas esp�cies ficam isoladas no tempo.
Se as condi��es forem adequadas, eles reproduzem-se sem mudan�a...
saltando um cap�tulo da evolu��o.
No passado, deve ter sido um importante elo...
entre a vida marinha e a terrestre.
� poss�vel que tenha sido assim.
Bem, � tudo t�o simples como isso.
Eu digo-lhe o que acho.
Esta fera existe porque � mais forte do que...
aquilo a que voc�s chamam evolu��o.
Nele reside algum tipo de for�a vital, algum dem�nio...
que o tem mantido vivo por milh�es de s�culos.
N�o se render� facilmente...
ante uns fracos, como voc� e eu.
� isso que voc�s est�o a tentar ca�ar.
Pensem nisso.
Boas noites, cavalheiros.
Bem.
E este, meninos, foi o nosso conto de fadas desta noite.
Joe, ele poder� ter raz�o.
Na Florida...
achas que esperam que n�s...
percamos as nossas vidas por isto?
Talvez n�o dever�amos ter vindo.
- Querem jogar �s cartas? - N�o.
N�o, acho que tentarei dormir um pouco.
- Devias fazer o mesmo. - Dormirei bem.
N�o tenho imagina��o.
- Solta a �ncora. - Sim, capit�o.
Nardo, traz a rede.
Abaixa a rede. Mais.
Est� bom. O americano est� a descansar.
Fixa bem a rede, Joe,
assim conseguimos fechar a entrada.
Bem, vamos.
Com um fato desses, vai ficar indefeso como um beb�.
O beb� nasceu neste fato.
Ele sempre soube cuidar dele.
Agora � diferente, meu amigo.
- Como vai isso? - O Lucas n�o tem medo, certo?
Sobe-me, George! Sobe-me!
- Tragam-no! Ele est� em perigo! - Os cabos enrolaram-se!
Joe! Joe, est�s bem? Joe!
Ele est� a�? Joe, consegues ouvir-me?
Ei, olhem. Est� a subir.
Continuem a puxar. R�pido!
Depressa!
- Est� a arrancar a mangueira do ar! - Traz a espingarda!
R�pido, dispara! Dispara!
Subam-no pela escada!
Ajudem-no a subir! Tragam-no para o conv�s!
Oh, est� ferido.
Olhem para esse fato. Est� destro�ado.
Cuidado com os seus p�s, Obi.
Levem-no para ali e sentem-no. T�o r�pido como possam.
Olhem, est� a sangrar bastante.
Vou tirar-lhe este capacete.
- Acertaste-lhe? - Talvez, mas ainda bem que n�o te apanhou.
- Puxa o pino, Lucas. - Est� bem. Fa�o isso.
Espero que n�o fa�a explodir o meu barco, sr. Johnson.
Como a minha esposa, n�o � grande coisa, mas � tudo o que eu tenho.
N�o se preocupe. H� dinamite suficiente nestes bid�es...
para atordoar qualquer coisa que surja � superf�cie.
Se essa coisa continuar viva, isto vai cuidar dela.
- Voltemos ao "Rita". - Est� bem.
Com calma, certo?
- Preparado? - Aqui vai.
Bem, n�o h� sinal dela.
Talvez tenhamos sorte e est� morta, hein?
- Est� ali! - O qu�? Onde?
Meu deus, tens raz�o. Est� ali.
Vamos, Lucas, vamos apanh�-lo.
Nunca tenho sorte.
Amarra-o bem.
Esta � a primeira foto da fant�stica descoberta, do Rio de Janeiro.
A criatura est� em coma.
Tem estado assim desde a sua captura, num lago do Amazonas.
Agora est�o a lev�-la para o famoso Ocean�rio Ocean Harbor da Florida...
onde os profissionais esperam poder reanim�-lo.
O transporte da criatura requereu alguns cuidados.
S� pode sobreviver fora de �gua por poucos minutos.
A captura do Homem Anf�bio � o maior evento cient�fico
desde a explos�o da bomba at�mica.
Informa��es mais detalhadas s�o ansiosamente esperadas...
em institutos e universidades de todo o mundo.
Neal, isto � maravilhoso.
Conseguiste belas cores brilhantes, para algu�m de quatro anos.
Acho que isto � suficientemente bom para poderes ensinar aos teus amigos.
Certo, a aula acabou.
Agora volta-te, Neal. Volta-te.
D� a volta. Senta-te. Muito bem.
Abre a boca.
Esse � o meu rapaz.
Est� bem. Tapa os olhos. Tapa os olhos.
Bom rapaz.
Agora levanta-te. Levanta-te.
Agora p�e os bra�os por cima da cabe�a e estica-te. Oh, bom rapaz.
- Bons dias, Srta. Abott. - Bons dias, Dr. Ferguson.
Bom dia, Neal. Vem c� ver-me.
- Como est� ele a responder? - Muito bem.
Neal, o que pensas do nosso trabalho?
N�o te adianta dar graxa.
� fascinante.
� t�o inteligente como um menino.
Bom, t�o inteligente como um menino de dois ou tr�s anos.
Certo, mas lembra-te
que tentamos encontrar qual � a diferen�a entre...
a intelig�ncia de um macaco e a de um ser humano.
Ao ritmo que avan�a, pergunto-me por vezes se h� alguma diferen�a.
- Doc, pode chegar aqui? - Claro.
Vem comigo, meu menino.
Doc, n�o disse que entre os animais inferiores...
n�o h� inimigos naturais desde que estejam sempre bem alimentados?
- Sim, algo como isso. - Pode ser que seja assim, Doc,
mas havia aqui quatro ratos h� pouco. Agora s� restam tr�s.
Na minha opini�o, o rato n.� quatro est� no est�mago desse gato.
Tens certeza de ter alimentado todos esta manh�?
Claro, alimento-os sempre...
Como � que ele veio para aqui?
Clete! Esta � a mais importante descoberta...
desde que encontraram o "homem de Pequim".
O que foi, Mac? Desenterraram alguma loira natural?
Capturaram aquela coisa que o Dr. Reed viu no ano passado.
Est�s a gozar.
Sabes o que penso?
Acho que devias de pensar em ir ao Ocean Harbor.
N�o ter�s nenhum problema. Eles conhecem o teu trabalho aqui.
Clete, poderias ser o primeiro homem a estudar cientificamente...
uma criatura que, pelas leis da natureza
deveria estar morta h� 250 milh�es de anos atr�s.
Onde vais?
Pedir ao reitor uma permiss�o para me ausenta. Que mais?
- Joe! Johnson! - Como est�o, Lou, sr. Foster?
Melhor que nunca, Joe.
O pa�s inteiro fala do que capturaram.
A s�rio? Ent�o acho que mere�o um aumento.
Mereces.
Ouvi dizer que tinhas sido ferido?
S�o s� uns arranh�es. Vamos j� traz�-lo.
Bem, vamos l� abaixo, rapazes.
Agora mantenham-no direito. Guia-o at� ali, suavemente.
Cuidado para que a cabe�a n�o bata nessa sali�ncia ali.
Certo. Passem-no lentamente.
Baixem um pouco.
Est� bem...Est� bem, levem-no.
Cuidado com essa borda.
Ponham-no suavemente a�.
Isso.
Bem, puxem.
Continuem, rapazes.
Continuem. A direito por aqui.
- Tudo pronto, George. - Continuem.
Levantem-no um pouco.
Subam mais um pouco.
Bem...esperem. Agora para baixo.
Isso, p�ra. P�ra.
Est� bem.
Lamento ter que lhe dar m�s noticias, sr. Foster.
- O Homem Anf�bio? - Sim. Est� em coma desde a captura.
- Mas ainda est� vivo? - Sim, por pouco.
Olha, Joe, n�o podes fazer-me isso.
Homens, mulheres e mi�dos do mundo esperam para ver o Homem Anf�bio.
Os hot�is est�o cheios, num raio de 80 Km. .
Trouxe a r�dio, a televis�o...
Louie, um discurso agora n�o � uma boa ideia.
Vamos met�-lo no tanque e veremos o que acontece.
- Vem, vamos, Mac. - Est� bem, Joe.
Ponham-no ao mesmo n�vel.
Suponho que podemos descrever isto, senhoras e senhores,
como a entrada oficial da criatura no s�culo XX.
Viver� aqui, no Ocean Harbor, se sobreviver,
E ir� converter-se num objecto de estudos cient�ficos.
A pergunta � saber se Joe Hayes, o homem que capturou a criatura,
ser� capaz de tir�-la do seu estado de coma.
Neste momento ele est� � espera, sozinho no seu tanque.
Aparentemente n�o mostra sinais de medo ao estender os seus bra�os.
Suavemente. Baixa-o um pouco.
- J� o tenho. - Bem, baixa-o um pouco.
Certo, p�ra.
- Consegue tir�-lo, Joe. - Sim. Posso.
Est� bem.
Suam a grua.
Rapazes, olhem s�.
Olhem para essa coisa.
- Ele vai acordar? - N�o sabemos.
Desculpe, senhor.
Srta. Dobson, posso falar consigo? Senhoras e senhores,
Tenho aqui a Srta. Helen Dobson.
Uma das mais belas damas que j� tive o prazer de entrevistar.
A Srta. Dobson formada em ci�ncias na Universidade Belmont do Texas e...
Bem, talvez seja melhor deixar ser ela a explicar.
O que a traz ao ocean�rio, Srta. Dobson?
Estou aqui para recolher material para a minha tese de doutoramento.
- Estudo ictiologia. - Ictiologia?
� uma palavra dif�cil de entender. Pode explicar-nos?
- A ictiologia � o estudo dos peixes. - Compreendo.
Soube que o Joe Hayes...
submergiu o Homem Anf�bio na �gua...
e que est� a andar � sua volta.
Isso parece um pouco estranho. H� alguma raz�o particular para isso?
Bem, � assim que se reanimam os tubar�es e outros grandes peixes.
E como esta criatura tem guelras, est�o a usar o mesmo m�todo.
Ao andar, a �gua entra para a sua boca...
e passa pelas guelras.
Quando a �gua passa por elas,
os vasos sangu�neos expelem di�xido de carbono
e recolhem o oxig�nio dissolvido na �gua...
-...que sai dos peixes atrav�s das br�nquias. - Entendo.
Bem, acha que isso vai funcionar neste caso em particular?
- N�o sou adivinha. - Obrigado pela informa��o, srta. Dobson.
O que achas, Joe?
Ainda n�o sei o que dizer, Lou.
- H� quanto tempo "andas" com a coisa? - Cerca de duas horas.
Bela forma de ganhar a vida.
O seu bra�o Eu vi-o. Ele mexeu-se.
Aten��o. Ele come�a a mexer-se.
- Porque n�o sais? - Preparem as cordas.
- Quero sair assim que ele acordar. - Estamos prontos, Joe.
Tragam a c�mara aqui, r�pido!
Ele vai sair do tanque!
- Preparem a rede. Pode ser precisa. - Quando quiseres!
Preparem esses arp�es, rapazes.
Antes que ele mate algu�m!
Cuidado!
- Joe, ele est� a sair de l�! - Cuidado, Joe.
D�-me isso.
Tem cuidado!
Joe!
Ele vai pux�-lo!
Preparem a rede!
Lancem a rede! Lancem a rede!
Tr�-lo para aqui, Joe.
Ok, j� o apanhei.
- Apertem bem as cordas! - Est� bem! Est� bem.
Sai da� antes que ele se solte de novo.
Senhoras e senhores, os nossos t�cnicos do Ocean Harbor...
v�o mudar o Homem Anf�bio do tanque provis�rio para o permanente.
O Sr. Joe Hayes comanda a opera��o. Abram o port�o.
Correu tudo bem?
Espera que eles saiam do tanque. N�o quero arriscar.
Certo.
- Espero que a corrente aguente. - N�o te preocupes.
Bem-vindos, senhoras e senhoras ao Ocean Harbor,
ao primeiro dia de exibi��o p�blica do famoso Homem Anf�bio.
Sugerimos que aproveitem tudo o que o parque oce�nico oferece.
Depois de verem o Homem Anf�bio, continuem para outros o verem.
D�em uma oportunidade aos outros.
Os nossos guias ter�o prazer em responder �s vossas perguntas,
enquanto v�em as maravilhas das profundezas.
Em breve o Homem Anf�bio ser� alimentado.
A sua dieta ainda est� a ser estudada pelos cientistas.
Constataram que a criatura recusa comer...
os peixes que nadam � sua volta dentro do tanque.
� uma sorte encontr�-la aqui.
Olhe, n�o sou desses especialistas...
que n�o sabem apreciar o trabalho dos outros.
Penso, pessoalmente, que estamos super especializados.
Porque temos profissionais...
que se concentram na sec��o inferior da orelha esquerda de um esp�cimen.
Devo dizer-lhe que conhe�o algo do seu trabalho.
Fiquei impressionada quando soube que viria.
Voc� n�o � como eu esperava.
Fico feliz por a ter decepcionado.
Ele n�o � muito educado, hein?
- Vamos sair da multid�o. - Est� bem.
Tem planos para o jantar desta noite?
- N�o perde tempo, n�o �? - S� tenho duas semanas.
Mas voc� veio aqui para trabalhar.
N�o h� nada como combinar o trabalho e o prazer.
Vou come�ar de novo.
Srta. Dobson, est� livre para jantar esta noite?
Bem, n�o tinha pensado nisso, senhor.
Ent�o, est� decidido. Onde est� alojada?
- No Star Motel. - Genial. Eu tamb�m.
Ei, professor!
Esperem!
Oh, j� temia isto.
Esse Joe Hayes � um aut�ntico lobo.
Evite-o. Ser� dif�cil, mas � poss�vel.
Mas, n�o vai esper�-lo?
O qu�? E deixar o "Sr. Am�rica" roubar o meu pastel?
O que foi, velhote? Est�s cansado?
N�o devia andar t�o depressa com esses "cr�nios". N�o aguentam.
J� sabe, muito c�rebro, mas pouca resist�ncia.
- � bom ver-te, Clete. Soube que estava c�. - A ti tamb�m.
- Ent�o ficas por duas semanas? - Sim, � isso mesmo.
Que pena! N�o poder� aproveitar as coisas boas da vida.
- Onde vais jantar hoje? - Bem, eu...
Lamento, Joe. Ela acaba de aceitar ir jantar comigo hoje, certo?
Eu... Bem, sim.
Oh, mas pode vir tamb�m se quiser, Joe.
N�o obrigado. Darei uma chance ao professor.
N�o tiro vantagem de novatos.
At� logo.
Senhoras e senhores, apresento-lhes Flippy,
o golfinho amestrado
Flippy aprendeu a devolver objectos ao instrutor.
Agora, para terminar, Flippy i�ar� a bandeira.
Onde tens estado, pequeno?
Acho melhor apresent�-los Professor, este � o Chris.
O meu �nico amor e amigo favorito.
Prazer em conhec�-lo, Senhor.
Est� tudo bem, ele n�o morde.
Vamos, rapaz.
� um belo c�o.
- Viaja sempre contigo? - N�o, n�o.
Ele segue-me desde algumas semanas.
Eu observo os golfinhos...
E ele faz-me companhia, n�o � assim, rapaz?
Se Flippy fizer mais progressos, s� lhe faltar� falar.
Ele fala correctamente.
N�s n�o somos � suficientemente inteligentes para entend�-lo.
- Ol�. - Ol�.
- Achas que Cris � mais inteligente que Flippy? - Duvido.
Os golfinhos t�m o c�rebro maior e bem mais desenvolvido.
Ali�s, a sua intelig�ncia est� entre a do chimpanz� e a do c�o.
E o Homem Anf�bio? Qu�o inteligente � ele?
Bem, isto � o que eu vim descobrir.
Como s�o os seus reflexos. O seu comportamento.
A sua capacidade de aprender. A sua resposta a est�mulos.
Oh, isso parece ser emocionante. Espero ser capaz de ajudar.
Bem. Tenho a certeza que far� o seu melhor.
Aqui vamos n�s.
Certo, mais uma vez! Outra vez.
Bem, Flippy, agora podes voltar � tua resid�ncia privada, e obrigado.
Testando. Um, dois, tr�s, quatro.
Testando. Um, dois, tr�s, quatro.
Testando. Um, dois, tr�s, quatro.
Testando. Um, dois, tr�s, quatro.
Testando. Um, dois, tr�s, quatro.
O altifalante deve estar a funcionar. Ele est� a reagir.
Certifica-te que os microfones estejam bem fixados.
- Mantenham o volume alto. - Sim, senhor.
O mais importante � n�s n�o nos distrairmos.
Oh, n�o se preocupe com isso.
Se algo correr mal, suba imediatamente, entendido?
Certo, vamos.
Odeio usar isto...
mas acho que n�o temos outra escolha.
Bem, vamos repetir mais uma vez.
Temos que esperar o momento adequado...
e s� ent�o mandas a jaula de comida para o seu alcance.
Quando ele tentar apanh�-la, gritas "pare!" ao microfone.
Ele n�o saber� o que significa...
E eu irei condicion�-lo com choques do arp�o el�ctrico. Entendido?
Certo.
Bob, passa-me isto quando eu entrar na �gua, certo?
A� vem ele. Cuidado, Clete.
Esta foi a li��o n�mero um.
Ele sabe que o arp�o magoa.
- Solte a caixa e fica contra a parede. - Certo
Est� intimidado pelo arp�o. � melhor tentar atrair a aten��o dele.
- Mexa a tampa, Helen. - Est� bem.
Para tr�s, Helen! A� vem ele!
- Agora! - Pare!
P�ra!
P�ra!
P�ra!
Ele aprende depressa. Tentamos novamente?
N�o. Foi o suficiente por agora. Vamos levar a jaula.
A partir de agora, seremos os �nicos a aliment�-lo.
Foi �ptimo. Agora � melhor que tires o equipamento.
Lembre-se, temos um encontro hoje � noite.
Ol�.
N�o me importo com o que dizem os humoristas
Homens demoram mais a vestir-se. Tem mais para vestir.
- Como est� ele? - Bem.
- Vamos sair daqui. - Est� bem.
- Aqui est� o sedativo, professor. - Bom.
Demora pelo menos cinco minutos a fazer efeito.
- Ficar� d�cil como um beb�. - Espero que sim.
Que cientista! Tem pena de sedar um peixe.
Ele apanhou-o.
- Vamos. - Certo.
Ei, para que � isso?
Bem...
a cada segundo, milh�es de impulsos el�ctricos...
saltam de uma c�lula do c�rebro para outra...
guiando os nossos estados de humor e as nossas decis�es..
Olhe, esses cabos no Homem Anf�bio...
captam esses impulsos e registaram-nos num gr�fico.
Sim
Aprender�amos mais se a criatura estivesse acordada.
Bem, querida, todos sabem que o c�rebro p�ra quando dormirmos.
N�o mais do que o cora��o
As ondas cerebrais ficam irregulares como as dos loucos.
Ent�o sou louco quando durmo?
N�o mais do que quando est� acordado.
O seu sangue cont�m 10% menos de gl�bulos vermelhos que o humano.
Estrutura n�o nuclear.
N�o h� nenhuma rela��o com o das amostras dos outros peixes.
Incr�vel.
Cada teste, cada reac��o... revela que � quase humano.
J� de volta, rapaz?
Pareces o meu irm�o mais pequeno sempre a querer ganhar uma moeda.
Ali.
O que foi, mi�do, est�s cansado?
Tu n�o estarias?
Aqui, rapaz. Tr�-lo.
Tr�-lo, rapaz. Tr�-lo.
Que figur�o...
� bom fugir um pouco, apanhar um pouco de sol,
como as outras pessoas.
Estranhas palavras para uma cientista dedicada.
Esqueceste-te da tua miss�o de vida?
Em breve vou embora. Sentirei a tua falta.
�s vezes, pergunto-me como � que me envolvi nisto tudo.
Na ci�ncia. Nos peixes. Na Ictiologia.
Onde � que isso me levar�...? Como pessoa, quero eu dizer.
A maioria das raparigas que se licenciaram comigo no instituto...
- j� est�o casadas e t�m filhos - � isso o que queres?
N�o sei. A s�rio que n�o sei.
- Mas deve... - E tu o que queres?
Bem, para mim � diferente,
- Sou homem e n�o preciso escolher. - Mas eu, sim?
- � dif�cil para as raparigas. - N�o digo que � justo...
- Mas � um facto. - N�o me parece justo.
Mas n�o disseste o que queres. O que mais queres, quero dizer.
Gostava de saber antes de partir.
Tu �s importante para mim.
A s�rio?
Oh, c�o, �s inoportuno.
Calma.
- Assustaste-me. - Desculpa.
Sabe, �s vezes tenho pena dele.
Est� t�o s�. � o �nico de sua esp�cie.
� como um �rf�o do tempo.
Sim, tenho pensado nele.
Nas tuas imers�es no tanque. � muito arriscado. Demasiado.
Dormiria melhor se o deixasses para o Joe e para mim.
Mas, eu n�o ajudei?
N�o se trata disso. � que..
Bem, � que ele � t�o imprevis�vel.
- Se algo acontecer... - N�o vai acontecer nada.
N�o achas que est�s a exagerar?
Ele est� preso e tu tens o arp�o el�ctrico.
- Queres ouvir-me? Resta-te pouco tempo para estar aqui...
e usar o Joe podia atrasar-te.
- Mexe a bola. - O �ltimo choque foi forte. Ele tem medo.
N�o faz mal. Tenta novamente.
Cuidado, Helen. Cuidado.
P�ra.
Incr�vel. Demorei tr�s semanas para ensinar isso a um chimpanz�.
Vamos tentar outra vez.
Est� bem?
Est� bem, professor.
Vamos.
Vamos. Vamos.
Cuidado, Helen. N�o se chegue t�o perto.
Vamos.
Helen! Recua, Helen!
P�ra! Clete! Clete!
Clete!
Saia, Helen! Saia!
Clete! Helen, afaste-se.
Clete!
Para.
P�ra.
P�ra.
- O que aconteceu, Clete? Est�s bem? - Sim, estou.
Lou, vem c� r�pido e ajuda a Helen.
- Voc� est� bem, Helen. - Sim.
Ele est� furioso, sa�am daqui!
Olhem, partiu as correntes!
Afastem-se! Para tr�s! Afastem-se! Afastem-se!
Joe!
� uma emerg�ncia. O Homem Anf�bio escapou!
Por favor! Por favor, abandonem o parque oce�nico!
Saiam todos!
O Homem Anf�bio escapou do seu tanque.
Evacuem a �rea!
Mam�!
Para os carros! N�o se aproximem da praia!
Ele provavelmente est� a ir directamente para a �gua.
Passaram quatro dias desde que o Homem Anf�bio fugiu.
Informa��es situam a criatura tanto ao norte, em Norfolk, Virg�nia...
como no sul, nomeadamente no Panam�.
Mas especialistas acreditam que ele esteja morto ou de volta ao Amazonas.
Vamos, parem com isso.
N�o fizemos nada de errado.
�ptimo. � hora de irem para casa.
- Vamos, desapare�am! - Est� bem, seu guarda
Como quiser.
Helen! Est�s bem?
Helen!
Chris?
Helen, est�s bem?
Helen!
- Quem �? - � o Clete. Onde est� o Chris?
Deixei-o no quarto. N�o est� a�?
N�o. Ouvi-o a uivar.
- J� vou sair. - Vou procurar l� fora.
Chris? Vem c�, rapaz.
Aqui, Chris!
Aqui, garoto!
Aqui, Chris.
- Algum sinal dele? - N�o.
Onde � que ele se poderia ter metido.
N�o te preocupes. Deve estar a ca�ar algum coelho.
Vai voltar pela manh�. Vamos.
Que bom que amanh� vais comigo.
Podemos subir o rio e jantar em Jacksonville.
O meu avi�o s� sai � meia-noite.
e podemos dan�ar um pouco, se quiseres.
Oh, isso parece ser maravilhoso.
- Sentir�s a minha falta? - Ser�o tr�s longos meses.
- Adeus, Helen. - Adeus, Clete. Adeus.
- Adeus, George. E obrigado. - Boa viagem.
- Desculpa pelo que aconteceu. - Adeus.
Adeus, rapazes.
N�o te preocupes com o Chris.
Ele n�o � de desaparecer assim.
Ele vai estar � tua espera quando voltares a casa.
Espero que sim.
Sou sentimental demais para uma cientista.
Continua assim.
Vamos aproveitar a viagem.
De certeza que n�o h� nada que possa fazer para ajudar?
Est� tudo verificado, s� que n�o funciona.
- Bem, avise se precisar. - Certo.
- Pronta? - Claro.
Vamos.
Ei, est� quieta.
Queres brincar? J� vais ver.
Queres apanhar a minha perna, �?
Para um professor, certamente tens maneiras de caloiro.
Professor, voltem aqui! Est� a funcionar.
A divers�o acabou.
- Divertiu-se? - Sim, foi maravilhoso.
- � melhor irmos. - Est� bem.
Est� quente, vamos sair.
Est� bem.
Bem, o "pr�ncipe encantado" desaparece � meia-noite,
e n�o poderei v�-lo por tr�s meses.
Talvez possa escapar daqui algum fim de semana destes.
Poderia tamb�m arruinar-me, esse � o meu estilo.
Sabes, os cientistas s�o engra�ados...
Sondamos, medimos e dissecamos.
Inventamos luzes sem calor,
pesamos c�lios de lagartas,
Mas ao tratar-se de algo importante, somos est�pidos como homens das cavernas
- Importante? - Como o amor.
Fazemos o mundo girar, mas o que sabemos do amor?
� um facto? � qu�mico? � el�ctrico?
Uma vez perdi a cabe�a pelo capit�o da equipe de futebol do instituto.
Procurei no dicion�rio.
E o amor, segundo Webster,
"� um forte v�nculo pessoal induzido por compreens�o m�tua".
J� ouviste tamanha tolice?
N�o sei.
Algumas coisas deveriam continuar sem serem conhecidas.
Acho que um poeta disse:
"o amor � um mist�rio tal, que o conhe�o mal,
"Quando penso ter entendido, mais me vejo perdido".
Helen!
- Socorro! - Helen!
O que foi isso?
N�o sei.
Helen!
O Homem Anf�bio sequestrou uma mulher em Lobster House...
perto do molho Nove.
Molho nove. Unidades um, sete, alerta no molho nove.
Somos n�s.
Helen!
Homem ao mar junto da b�ia!
Por aqui! Aqui!
67... temos um 67.
Esvaziem as ruas. Mandem todos para a casa.
Os carros de pol�cia em servi�o devem ir para o cais.
O Homem Anf�bio anda � solta em Jacksonville...
depois de sequestrar a srta. Helen Dobson, uma cientista.
Pensa-se que o monstro possa estar � ca�a e que pode atacar outras pessoas.
A pol�cia pediu-nos para avisar todos os cidad�os...
para permanecerem em casa at� ao pr�ximo aviso.
Aconselham que mantenham todas as luzes acesas...
porque parece que a criatura n�o suporta luzes brilhantes.
Ent�o eu disse para o meu pai: "Porque ficar na escola?
"Tu nunca o terminaste e safaste-te bem."
N�o consegues emprego sem diploma. Foi o que o meu pai disse.
"Um diploma do instituto usa-se como uma licenciatura da universidade."
Ele dizia... Hei!
O que � aquilo?
Parece um corpo... afogado que tenha sido arrastado para a praia.
- Acho melhor... - Sim...
- Ela est� bem? - Est� viva.
N�o! N�o!
Carro 24� a den�ncia da �rea 78 � incorrecta.
Entendido? � incorrecta.
O Homem Anf�bio n�o foi visto nessa �rea.
- Deve estar a ir para o Brasil. - Sim.
Dois corpos foram encontrados nas margens do rio St. John.
Carro 19, investigar corpos perto de um carro em Point Diego.
Pode ser ele! Vamos!
V� s� isso!
H� outro ali.
Olhem!
Todas as equipes de emerg�ncia foram para Point Diego,
onde encontraram os corpos de dois estudantes, v�timas do Homem Anf�bio.
At� agora n�o h� sinal da Srta. Helen Dobson,
a jovem cientista raptada pelo monstro.
O seu namorado, o Professor Clete Ferguson, tem ajudado nas buscas.
O departamento de pol�cia chamou-me para retransmitir esta mensagem.
Os cami�es e as equipas da defesa civil devem apresentar-se em Point Diego.
Muito bem, homens, prestem aten��o.
Quero que verifiquem a praia e os arredores cuidadosamente,
mas sob nenhuma circunst�ncia nenhum de voc�s investiga...
arbustos, ru�nas ou outro tipos de esconderijos...
sem estarem acompanhados por um guarda armado.
Os cami�es v�o andar em ambas as direc��es...
e descarregar�o o material a mil metros um dos outros.
Todos t�m lanternas.
Verifiquem se est�o a funcionar.
Vamos, liguem-nas.
Bem.
Se virem o monstro, chamem o l�der do grupo.
Ele dar� o sinal e o professor e eu iremos para l�, assim que pudermos.
Posso dizer algo aos homens, Capit�o?
O Professor Ferguson vai falar.
Quero repetir o que o Capit�o j� disse.
N�o se arrisquem.
Esta criatura que estamos a ca�ar � inteligente.
Selvagem, cruel, perigosa. T�o forte como dez de n�s.
Dois homens perderam a vida esta noite.
Uma rapariga est� desaparecida.
Quero encontrar a rapariga viva mais que qualquer outra coisa no mundo,
mas n�o quero que ningu�m arrisque a vida inutilmente.
Lembrem-se que esta criatura s� pode estar fora de �gua apenas uns minutos.
Isso limita a nossa busca a uma margem estreita ao largo do rio.
Por favor, sigam � letra as ordens do Capit�o.
Assim que virem o Homem Anf�bio, avisem o seu chefe de grupo...
E este disparar� a pistola sinalizadora.
� tudo, senhores. Vamos come�ar.
P�ra!
Joe, gira o foco para tr�s. Acho que vi alguma coisa.
Tudo o que tu quiseres, Mac.
P�ra.
Sei que vi algo.
Eu n�o vejo bem, mas esse n�o � o Homem Anf�bio, Bob.
N�o � nenhum tronco � deriva, Buster.
Vou dar uma olhadela.
Algum de voc�s quer vir comigo?
Joe, mant�m esse foco assim como est�.
De acordo. Se encontrares algo, faz sinal.
Sim.
Meu Deus!
Nem uma pulga poderia passar por aqui, professor.
Ei, encontraram-no. Mexam-se, rapazes.
Lembrem-se das vossas instru��es.
O professor est� no comando a partir de agora.
Receber�o as ordens dele.
Vai ali! Cuidado com a rapariga! N�o disparem!
P�ra!
P�ra!
Socorro! P�ra!
P�ra!
P�ra!
Vem at� mim lentamente.
N�o fa�as movimentos bruscos.
Calma. N�o disparem.
Calma. Isso.
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