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Mano, tens de atender o telefone!
Todd?
Meu...
Está bem, Todd.
Olá. Preciso de ajuda. Preciso de uma ambulância.
O meu irmão não está a respirar.
Não, não, ele não está... não está a reagir.
Está inconsciente. Eu...
Eu não sei. Não sei. Eu só...
Encontrei-o assim. Há qualquer coisa errada.
BOM RAPAZ
Vai buscar. Vai buscar.
Isso. Busca!
Então, amigo? Para onde estás a olhar?
Quem é o meu melhor amigo? És tu? És tu?
És tão fofo! Até podia morrer!
Parvo!
És tão querido!
O quê? Muito assustador para ti?
Indy! Anda lá!
Não há nada aí!
Olha quem está aqui!
Está aqui o meu melhor amigo. Olha para ele. Olha para ele.
Olha para este grande rapaz.
É o papá?
Quem é?
Está livre!
Os rapazes estão de volta!
Está bem.
Não. Fica aqui, rapaz.
Fica. Senta.
Bom rapaz. Fica.
Olá, mana. Pergunta rápida.
Todd, o que raio se passa?
Nada.
Estou no teu apartamento vazio neste momento.
Sim. Foi por isso que liguei.
Decidi sair da cidade por uns dias.
Sabes onde é que o avô escondeu a chave do portão?
Estás na casa do avô?!
Sabes onde ele escondeu a chave ou não?
Estás maluco?!
De certeza que o médico não disse que isto era boa ideia!
Deram-me alta, não foi?
Para ires para casa, idiota!
Não podes simplesmente ir para onde te apetecer!
As chaves, Vera. Onde estão as chaves?
- Porquê a casa do avô? - Porque não?
Exactamente. Está livre. Não incomodo ninguém.
Precisava de uma pausa. Isto pode fazer-me bem.
Encontrei-as!
Tens de ficar por perto, caso algo corra mal.
Tenho de ir. Liga-me quando te acalmares.
Espera, espera! Diz-me só que estás bem...
Já chega...
Vamos.
Vai haver muito para limpar
por causa do mau tempo nos próximos dias.
Pelo menos quinta e sexta devem ser mais secas.
Mais chuva chega na sexta à noite...
Anda, amigo. Vamos lá.
Anda lá, medricas.
Não é assim tão mau.
Anda, companheiro.
Vens ou não?
Aí está! Pronto.
Por aqui. Anda lá.
Anda, rapaz.
Está bem.
Bem-vindo a casa.
Eu sei!
Mas sempre é melhor que o hospital, não?
Espera aqui.
O quê? Mas que...
Está bem.
Sim...
Cheira mesmo mal cá em baixo.
Ainda bem que não tenho o teu nariz.
Anda, rapaz.
Então, há quanto tempo andavas a planear isto?
Planear? Não planeei nada. Não foi nada de especial, Vera.
- A luz vermelha está acesa. - Apenas queria sair.
Pois, faz todo o sentido.
A casa assombrada da família é um ótimo sítio para relaxar.
Não é bem como eu me lembrava.
Sim. Mais assustadora?
Não exatamente. É só que...
Pensas "casa na floresta" e parece tão tranquilo.
Espera. Isso é o Indy?
Não. Um filme antigo.
O avô está a brincar com o Bandit.
Lembras-te desse cão?
Mais ou menos.
Mas o avô não tinha montes de cães?
Tinha, mas eles fugiam todos.
O Indy, por outro lado, nunca sai do meu lado.
Nem consigo ir à casa de banho sozinho.
Não me digas isso. Dispenso saber.
O avô tinha montes destas cassetes VHS.
Maioritariamente isto e filmes de terror manhosos.
Acho que estava a gravar por cima deles.
Qual é o sentido de fazer filmes caseiros se vives sozinho?
Não faço ideia.
Consegues perceber se há algo errado com ele?
Errado com quem?
Com o avô. Na gravação.
Nada. Parece feliz.
Bem, era assim que a geração do avô o fazia, não é?
Fingir um sorriso,
mesmo quando se está a apodrecer por dentro, certo?
Acho que viver numa casa assombrada te distrai.
A casa não é assombrada, Vera.
Não? Ninguém consegue viver aí mais de umas semanas.
- O avô conseguiu. - Sim, e isso matou-o.
Olha... promete-me que ao primeiro sinal de recaída,
vais meter-te no carro e voltas.
Prometo. Mas o centro de reabilitação garantiu-me...
Está bem.
Porra!
Então, amigo?
O que se passa?
Anda lá. Vamos.
Anda.
Anda, anda.
O que foi?
Sim, eu sei. É assustador.
Está aqui toda a minha família enterrada.
Anda.
Morreram quase todos jovens.
Fica aí, rapaz.
Aqui, rapaz.
O que é que estás a fazer aqui fora?
Desculpe?
Devia ter mais cuidado.
É época de caça à raposa.
Tenho armadilhas e laços por toda esta floresta.
O senhor é o Sr. Downs?
É bom ver-te crescido.
Quanto tempo vais ficar connosco aqui no campo?
Bem, indefinidamente. Deixei o meu apartamento antigo.
Fiquei com a casa do avô.
Vais ficar naquela casa?
- Sim. Porquê? - Nada.
Rezo por ti, depois de tudo,
pelo modo como o teu avô morreu.
Bem, vamos fazê-la nossa.
Só tenho de limpar tudo e pôr a eletricidade a funcionar.
Tenho um gerador antigo, se precisares.
Moro ali em baixo. Aparece se precisares de ajuda.
O teu avô também andava por aqui com o cão.
Depois de encontrarmos o corpo, nunca achámos o cão.
Estou louco?
É agradável aqui, não é?
Não é?
Indy? Não é?
Pois. Tu percebes.
Muito bem.
Tens a certeza de que sabes montar isto?
A eletricidade em casas antigas é complicada.
Sim. Sei o que faço. Obrigado, ainda assim.
Está bem.
Certifica-te de a pores a funcionar antes que chegue o mau tempo.
Não é muito seguro com chuva.
Sim. Sem problema. Boa noite.
Cuida-te!
Só por curiosidade,
notaste o Indy a agir de forma estranha ultimamente?
O que queres dizer?
Tipo a ser estranho...
Tipo a olhar para o nada ou a farejar algo que não encontra.
Outra vez.
- Vera... - Estou a falar a sério, está bem?
Tu é que andas sempre a dizer que ele não te larga,
por isso fui pesquisar e...
Parece que anda à procura de algo que tu não vês ou que não existe?
Queres dizer... ser um cão?
Acredita, não há nada errado com o Indy.
Todd, não me preocupo com o Indy.
Preocupo-me é contigo.
Está bem? Eles... Eles usam cães para detetar imensas coisas agora.
Sim, eu sei. Tipo bombas, cocaína.
Sim, ou, tipo, problemas médicos.
A sério. Os narizes dos cães são muito sensíveis.
- Jesus Cristo. - Detetam coisas que os testes não apanham.
E até os médicos têm usado cães...
Porra.
Então?
Para com isso!
Não há nada lá fora.
Nada disso, está bem?
Anda. Seu pateta...
Anda.
Durante incontáveis séculos, a humanidade viveu no escuro.
Mas não estava sozinha.
Em cavernas por todo o mundo,
vemos provas da parceria mais bem-sucedida
entre duas espécies neste planeta.
Com sentidos mais apurados que os dos humanos,
os cães protegiam os habitantes das cavernas dos perigos ocultos
e alertavam para a presença de predadores.
A humanidade deixou as cavernas,
mas a escuridão ainda nos persegue.
Posso ajudar-te?
Queres um bocado?
Os companheiros cedem a esta perdição primordial.
Nada mau.
Devagar, rapaz. Anda por aqui.
Sim, sim, sim...
Como está o meu rapaz?
Grande, forte.
Amigo, amigo, amigo...
Quem é o rapaz bonito? Um grande rapaz bonito!
Anda lá...
Boa. Bom rapaz.
O quê? Qual é o teu problema?
Amigo. Larga isso. Anda lá, Indy.
Anda. Hora do pequeno-almoço.
Indy! Pequeno-almoço!
Está bem, senta.
Boa.
Pronto, Indy. Tudo bem?
Guarda a casa.
Agora não, companheiro.
Podes ir deitar-te algures?
Disse que agora não...
Disse agora não, amigo.
Dá-me um minuto.
Sai daqui, caralho!
Silêncio!
Fica.
Vai. Sobe as escadas.
Está bem. Onde é que eu ia?...
Toda a taxidermia...
deixo à minha filha, a vegetariana.
E, ao meu neto, Todd...
Tudo o resto.
Seis gerações...
de uma família viveram nesta casa.
Viveram e morreram.
Acho que sou o próximo.
Nunca devia ter vindo para aqui.
Ainda vens cá este fim de semana?
Quando é que combinámos isso?
Sabes, achei que podia ser...
Achaste o quê?
Achei que seria bom.
Queres ver como estou.
Bem, não é isso que as irmãs fazem?
Eu só quero ajudar.
Podes parar?
Não estou a tentar chatear-te. Só...
Só quero ter a certeza de que estás bem.
- Estás cheia de treta. - O quê?
Posso ter um dia em que não seja um paciente?
- Consegues ajudar-me nisso? - Não estou a tentar que...
Porque sempre que ligas... e ligas o tempo todo...
Fico aqui sentado, à espera,
para ver quando é que achas que falámos o suficiente
para poderes fazer uma das tuas perguntas idiotas.
Sabes que mais? Talvez isto ajude.
Poupo-te o trabalho de perguntares nas tuas próximas dez chamadas.
Estou bem. Estou ótimo.
Não há problema nenhum. E vou ficar.
- Desculpa... está bem... - Não, não estás arrependida. Cala-te.
É isso que eu quero. Cala-te.
Nova regra. Até eu ter uma crise, tu deixas-me em paz.
Achas que consegues lidar com isso?
- Sim. - Ótimo...
Corre!
Indy?
Indy?
Onde estás?
Indy?
Anda lá.
Indy!
Indy? Estás cá em baixo, rapaz?
Olá?
Indy?
Como é que tu...
Mas que raio?
Anda lá, Houdini.
Está bem. Não te mexas, amigo.
Está quase.
Cheiras a morte.
Não, não, não...
Desculpa, já é tarde demais.
O que queres dizer?
Talvez se tivesses vindo mais cedo, antes de avançar.
Então estás a rejeitar-me porque estou demasiado doente?
Os ensaios clínicos têm requisitos de entrada rigorosos.
Isso é treta.
Nem tratam metade das pessoas que dizem que tratam.
E se funcionar em mim, então funciona de certeza, não é?
Porque é que estás a tentar rejeitar alguém que quer ser a tua cobaia?
- Desculpa. As coisas não funcionam assim. - Porra!
O que estás a fazer aí, Todd?
Nada! Nada...
Espera. Na verdade...
Sabes se cresce hissopo por aqui?
Raiz de madressilva. Ando a recolher essas coisas.
Não. Desculpa. Nunca ouvi falar disso.
Tudo bem. Tudo bem.
Hei de descobrir.
Descobre mais para lá, porque estás a chegar
muito perto do sítio onde pus armadilhas para raposas.
Cuida-te, rapaz!
Tem cuidado por aqui, amigo.
Está bem...
Vou passar. Está bem.
Agora concentrar...
Perfeito.
Para o canto noroeste.
E pronto... é isso.
Para onde estás a olhar, rapaz?
Está tudo bem.
É só o vento lá fora.
Dorme.
Desculpa, amigo.
Hoje não.
Olá?!
Olá?
Está tudo bem, rapaz.
Porra!
Não! Ficas aí!
Merda.
Fica...
Disse-te para ficares.
Não...
Fica aqui.
Quem está aí?
Indy!
Desculpa, rapaz.
Como é que voltaste aqui?
Anda lá.
Anda cá. Anda cá.
O que é que se passa?
O que é que tens?
O que é que tens?
O que aconteceu?
Como é que fizeste isto?
Como é que subiste até cá acima?
És um bom cão.
Não...
Amigo, não me podes salvar.
Tens de ficar aqui.
Meu Deus...
Olá!
Olá!
Certo. Anda lá, Indy.
Vamos lá, Indy.
BOM RAPAZ
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