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nossa miss�o se reduz em apoiar a infantaria.
Meu Deus, isso � Stalingrado.
Debaixo daqueles escombros h� uns 10 mil mortos.
2.000 soldados de todo tipo est�o aqui,
mas s�o in�teis porque faz semanas que n�o recebemos muni��o.
O Linkmann tem que aprovar cada disparo.
Temos umas 12 por soldado. Depois disso, acabou.
- O que estar�o pensando? - O mesmo nos perguntamos.
Est� com frio. N�o tem roupas de inverno?
N�o. O que os russos n�o conseguirem, o frio conseguir�.
Fuhrmann, pegue o meu casaco.
- N�o posso aceitar. - N�o diga bobagem. Tenho outro.
Esvaziamos um acampamento de abastecimento.
Bem.
E agora vemos para a linha de observa��o avan�ada.
De dia n�o chegar� vivo, cada metro quadrado est� sob fogo inimigo.
Mas posso te levar l� quando escurecer.
Vamos!
- Alto! A senha! - Quietos.
- Sommerschmidt? - Sim, tenente.
Ol�, meu tenente.
Sargento Konowsky com dois observadores avan�ados. Sem novidades.
Obrigado, Konowsky.
Este � o nosso novo chefe de bateria, o tenente Wisse.
- Sargento Konowsky. - Ol�, meu tenente.
- O cabo Kr�mer. - Ol�, como vai?
Estou repartindo a ra��o di�ria.
Parece escassa.
Os russos destru�ram nossa comida, n�o sobrou sequer uma salsicha.
- Trouxeram algo para comer? - Infelizmente n�o.
- Mas um cigarro eu posso te dar. - Isso � maravilhoso. Muito obrigado.
Perceberam que temos visita. Mas o teto aguenta.
Qual � a situa��o?
Dos dois lados, temos a infantaria protegendo o cruzamento das ruas.
Nas casas l� da frente, os russos est�o nos andares de cima.
No subsolo os nossos est�o como inquilinos. Ou ao contr�rio.
No mesmo edif�cio? � imposs�vel.
Em Stalingrado tudo � poss�vel.
�s vezes, a frente est� na vertical, numa casa.
Havia um banheiro onde ia todas as manh�s e. . .
sentava e pensava em nossos problemas. Um dia fui
e encontrei um russo. Com o pouco russo que sei, eu disse:
�Vamos, rapaz, saia.�
E quando saia, ele se virou e disse:
�Os prussianos nem sequer te deixam cagar em paz!�
Konowsky, acho que � brincadeira.
- Eu juro, tenente. - Posso ver o posto avan�ado?
- Sim, eu vou na frente. - Fuhrmann, fique aqui.
Konowsky.
Sim, tamb�m vimos.
Sim, claro, estamos todos no mesmo barco.
Est� feito, tenente.
Outra pergunta. Tem alguma coisa para comer?
N�o? � uma pena.
Desligo.
� o tenente da infantaria.
Os russos t�m dois tanques e um canh�o antia�reo.
E ent�o?
Esta � uma posi��o chave, daqui se pode controlar o cruzamento.
Temos que defender, aqui perto fica o novo quartel do Paulus.
- Eu n�o sabia. - Um lindo buraco.
Com �gua corrente, mas sem paredes.
Ligue para a bateria e diga que esta noite ficaremos aqui.
�s suas ordens.
Os russos atacam.
Konowsky, ligue-me com o major Linkmann.
Tem que autorizar alguns disparos da nossa bateria.
Acabei de falar com aquela se��o.
A resposta foi um sonoro n�o, nem uma granada.
Dizem que n�o devemos dar tanta import�ncia.
- Fizeram alvo no por�o! - Vou ver.
Tenente, fique aqui!
- Est� cheio de franco-atiradores. - Serei cuidadoso.
- Gerd, tivemos sorte novamente. - Tanques russos e infantaria.
Schmidt, saia com uma metralhadora.
Fuhrmann e Kr�mer, cubram a retaguarda. Venham.
Sim.
Schmidt, � direita!
Merda!
Kr�mer, l�!
Esse n�s pegamos.
Vamos!
Mexa-se!
Anda!
O tiro podia ter sa�do pela culatra.
� um exagero daquele Linkmann, n�o permitir nem um tiro. . .
Sem o canh�o antia�reo n�o ter�amos conseguido.
Eu trouxe um amigo, est� um pouco maltratado.
Aqui n�o fazemos prisioneiros.
- Dos dois lados. - N�o comigo, Konowsky.
Deixa ele ir.
Fuhrmann, diga para ir com os seus.
Alto!
Pelo menos deixe o saco.
Venha aqui.
Vamos, saia.
Veja isso.
Veja o que os russos levam na mochila.
Veja isso.
Peixe,
p�o,
manteiga. . .
e. . . barra de milho.
Isto sim � comida.
E o que n�s temos? Fome.
O que fazemos nesta parte do mundo?
Que os russos queiram nos expulsar, eu entendo.
Para isso lutam at� oper�rios de f�bricas, mulheres e crian�as.
N�s n�o perdemos nada aqui.
Tenente, vem um negociador com uma bandeira branca.
O comandante russo
quer agradecer por devolverem o prisioneiro.
Em troca, ele me libertou.
Prop�e meia hora de cessar-fogo
para que ambos os lados possam retirar seus feridos.
- Essa uma boa ideia. - Vou com ele ao chefe da Infantaria.
Venha.
Durante esses trinta miser�veis minutos
ocorreu um epis�dio
que tanto os alem�es como os russos testemunharam mas ocultaram.
O tempo acabou.
Acabou o espet�culo.
Em 10 de janeiro de 1943,
depois de Hitler ter recusado a capitula��o
e ordenar lutar at� a �ltima bala,
o ex�rcito russo ataca com mais for�a para romper o cerco.
O 6� Ex�rcito oferece uma resist�ncia desesperada.
Claro que vou recuar a frente.
Sim, contra as ordens!
Entenda de uma vez,
os russos romperam o cerco em tr�s frentes.
N�o tem ningu�m para controlar esse homem?
Um ex�rcito ser� massacrado aqui!
Os russos s�o fortes o suficiente para romper o cerco em v�rios pontos,
inclusive tomaram o nosso �ltimo aeroporto.
Estou ciente. Ainda temos Gumrak e Stalingradsky.
- N�o servem para nada. - Cale-se.
Isso � derrotismo puro, o F�hrer sabe o que faz.
O F�hrer tamb�m n�o pode evitar o caos que se instalou.
Venha voc� mesmo � frente e veja a situa��o.
De 16 canh�es restam 4. Sem muni��o, sem alimentos.
Hoje nos levaram mais 30 homens para formar tropas de assalto.
Devemos nos preparar mesmo para a luta de infantaria.
Basta, Wisse.
Somos artilheiros e permanecemos junto aos nossos canh�es.
Claro que precisamos de muni��es e alimentos.
H� suficiente no aeroporto de Gumrak.
V� at� l� e arranje o que precisamos.
E n�o ouse voltar sem nada.
E onde o encontrarei quando voltar, major?
Aqui, � claro.
O que insinua?
Enviaram para Stalingrad nossos �ltimos quatro canh�es.
- O Fuhrmann � o �nico oficial l�. - E ent�o?
N�o seria melhor irmos para Stalingrado e voc�
- enviar outro para Gumrak? - N�o permito me dar conselhos,
ainda estou no comando aqui. V� embora.
V� para Gumrak.
Veja isso.
De quantas calorias precisa um homem adulto?
Bem, em tempo de paz, 3.500.
E o que temos aqui?
Uma fatia de p�o de centeio e uma rodela de salsicha
transparente. E com isso temos que aguentar 30� abaixo de zero.
N�o fique nervoso, estamos todos iguais.
N�o aguento mais, N�o quero ser parte disto!
Konowsky! Est� louco?
Ou�a, vou recolher isso
- e voc� vai comer. - O que acontece aqui?
Nada, o sargento est� ficando louco de fome.
J� estou melhor.
Vamos at� Gumrak tentar arranjar mantimentos e muni��o.
Finalmente uma boa not�cia, tenente.
Poderemos comer a vontade, encher bem a barriga.
Ol�, B�se.
Ent�o, o que o m�dico disse?
� pneumonia, n�o pode fazer nada.
Posso ir com voc�?
Tenho que voltar para as tropas de assalto.
Com pneumonia? Est� louco? Fique onde est�, homem.
- Ent�o morrerei de fome. - Como?
Acabam de chegar instru��es que a partir de hoje
os alimentos s� ser�o distribu�dos entre as tropas de assalto.
General, o padre Busch.
- Disse que o chamou. - Certo.
- Mande entrar. - �s suas ordens, general.
Padre.
Por favor.
Me disse por telefone que era urgente. O que acontece?
General, � sobre a ordem de dar alimentos
- s� para as tropas de assalto. - Sim.
Isso significa que os 50.000 feridos
que est�o nos por�es de Stalingrad morrer�o.
Por que diz para mim?
Desconhe�o esta ordem, nunca assinaria uma coisa dessas.
Percorri todos os postos e ningu�m sabe nada sobre isso.
Mas algu�m tem que ser o respons�vel por essa ordem desumana.
N�o sei quem deu.
Mas deixa eu dizer outra coisa:
Nenhuma guerra � humana. Mas somos soldados.
Mesmo voc� usa uniforme.
N�o � poss�vel testemunhar esse sofrimento por muito tempo.
Estou surpreso, padre.
A Igreja reza pela nossa vit�ria.
Mas quando essa vit�ria requer v�timas, voc� diz: �N�o pode ser.�
Que sentido faz isto?
A Igreja reza pela vit�ria dos justos e essa guerra n�o � justa.
Cuidado com os seus coment�rios,
poderia ser preso por alta trai��o.
Aqui as pessoas morrem por nada, seu sacrif�cio n�o tem sentido.
Padre Busch,
o tempo vai dizer quem de n�s tem raz�o.
Nosso sacrif�cio em Stalingrado � uma necessidade militar.
Como poderia viver sem estar convencido disso?
N�o seria uma trag�dia se essa convic��o fosse falsa?
V� com Deus, meu general.
- O que fazem aqui? - Buscamos alimentos e muni��o.
Deve ser piada. Ficaram loucos? Querem muni��o?
Por semanas n�o recebemos nada. Sabem o que podemos dar?
Livros de salmos, sacos de pimenta, 2.000 fotos do F�hrer,
infelizmente sem moldura, porque tivemos que queimar.
- Bem, mas e sobre a comida? - Nunca ouvi nada mais est�pido.
N�o h� comida, aqui estamos no fim do mundo!
E a�, senhores, levam a �ltima caixa que havia neste maldito cerco!
Dentro de uma hora, os russos estar�o aqui, est� tudo arruinado!
O que? N�o h� nada para comer?
Olhe estes corpos: 200 libras. Estas m�quinas s�o pesadas,
tem necessidade de engraxar para funcionar.
Senhores, tem que encher
de p�o, manteiga, ovos, carne. . .
- Muita carne, batatas. . . - Agora quer nos enlouquecer.
S�o idiotas se acham que isso vai continuar assim!
ldiotas!
Konowski!
Deixe-me sair!
- Ei, espere! - Fique aqui!
Tenho que ir!
Deixe-me sair! Eu quero subir!
Konowsky! Seja razo�vel!
Deixe-me sair! Afastem!
Konowsky, n�o fa�a bobagens!
Volte, deve ficar aqui.
� apenas para feridos graves. Estamos sobrecarregados.
Estou seriamente ferido. . . camarada.
- Voc� tem que recuar. - Como vamos voltar para casa?
Saia!
Abre a porta!
O que eu fiz, porcos?
Konowsky.
Eu vi, a cauda do avi�o partiu o seu pesco�o.
R�pido, depressa.
O que esteve fazendo todo esse tempo?
Est�vamos em Gumrak, como bem sabe.
- O Konowsky est� morto. - Cumpriu as minhas ordens?
Para sua informa��o, n�o valeu nada.
N�o h� comida nem muni��o.
Como?
Jovem, acho que voc� � um fracasso.
Enquanto foi passear em Gumrak, isto aqui foi um inferno.
Perdemos soldados e tenho que me deslocar para Stalingrado.
- O aconteceu com o Fuhrmann? - Morto, desaparecido, sei l�.
Recebemos a ordem de organizar uma tropa de assalto,
- Voc� se encarregar� disso. - E de onde tiro os homens?
N�o me importo de onde retire.
Peneira o hospital militar
e pegue os vagabundos e os covardes.
Se est�o todos l�, o que a Pol�cia Militar faz?
- Isso � trabalho deles, diabos! - Pare com a choradeira.
Vamos, � uma ordem.
E leve tamb�m o Kr�mer. . . e o B�se.
- Ali�s, n�o est� fazendo nada. - O B�se est� doente,
tem pneumonia.
O B�se ir� com voc�.
N�o quero discutir com voc�, n�o estamos numa creche.
E n�o me venha com desculpas esfarrapadas,
� hora de fazer algo �til.
Isso ainda � importante?
Naquela noite, toda Stalingrado
estava em chamas, de um lado ao outro.
Naquela noite, o Hermann G�ring
comemorava o 10� anivers�rio da tomada do poder.
Tamb�m falou de Stalingrado.
. . . para comemorar o anivers�rio do dia em que. . .
chegamos ao poder.
O F�hrer n�o pode prescindir de n�s. . .
Bem, o que est� fazendo aqui?
Tenho ordens para tirar os vagabundos daqui.
Os vagabundos. . . Bem, procure.
Foi provocada uma crise.
Como sempre,
ele est� no seu posto para intervir. . .
pessoalmente. . .
- O que faz aqui? - N�o est� ferido.
Traz um pouco de comida? Medicamentos?
Desculpe, n�o temos nada.
Mas. . . trago um doente. Talvez pudesse. . .
N�o seja rid�culo, olhe � sua volta!
E nos 800 abrigos de Stalingrado � igual.
Morrem sem ajuda! N�o h� nada para fazer!
Isto � o fim.
O F�hrer conseguiu
entrar para nossa hist�ria como o maior alem�o
de todos os tempos.
Ele tem mantido somente
com sua for�a
a Frente Oriental. . .
- Eles falam e n�s morremos! - Cale-se!
Cumpro ordens.
Se amanh� algu�m fraquejar,
pense em Stalingrado, . . .
Passe-me essa guimba.
. . . onde os soldados lutam com o mesmo hero�smo. . .
- Eu tamb�m. - . . . que lutaram. . .
- . . . na Gr�cia, . . . - N�o precisa, vai morrer logo.
. . . no desfiladeiro de Term�pilas, onde Leonidas,
com 300 espartanos,
n�o abandonou nem recuou
at� que o �ltimo homem caiu.
Por isso, est� escrito:
"Viajante, se vai para Esparta. . ."
Fuhrmann!
O major Linkmann, j� lhe disse que os soldados. . .
- Os soldados. . . - Fuhrmann!
- Tem que traz�-los de volta. - Velho amigo.
Voc�. . .
Ah, � voc�, Gerd. Logo iremos para casa.
Hoje dizemos. . .
Finalmente tocarei de novo,
dar concertos. . . M�sica.
. . . para demonstrar o que � o verdadeiro hero�smo.
L� pagaram com suas vidas
a fidelidade ao F�hrer.
- Desligue isso. - � obrigat�rio ouvir o discurso.
E assim, a partir de agora podem dizer:
"Viajante se vai � Alemanha,
anuncia l� que nos viu jazer em Stalingrado
como manda o dever''.
Sim, o soldado est� l� para morrer.
E se conseguir voltar,
Ser� para dizer: "Eu tive sorte novamente".
Quanto tempo vai falar besteiras?
Dentro de 1.000 anos falar�o o nome de Stalingrado
com venera��o.
Estou dizendo pela �ltima vez, desligue este aparelho.
Tenho ordens para fazer ouvir o discurso de G�ering.
Fora!
- Informarei isso. - Fa�a.
E diga ao seu marechal do Reich que n�o permitimos esse. . .
tipo de discurso!
Desculpa, mas at� os padres t�m suas limita��es.
N�s tamb�m somos homens.
Bem, encontrou o que queria?
N�o, aqui n�o h� vagabundos.
Padre.
Kr�mer, agora!
Ria, eu contei uma piada.
Venha.
Quando abrir aquela porta l�, v� em frente.
Os alem�es est�o l�. N�o diga nada.
- Katja. - N�o fa�a isso.
N�o podemos ser amigos, somente inimigos.
O que esta guerra fez conosco?
Agora v�, cada segundo que passa pode ser tarde demais.
Vai.
Obrigado, Katja.
Kr�mer, n�o atire!
Gra�as a Deus, meu tenente. Pensamos que estava morto.
Voc�s retornaram em seguran�a?
Voltei sozinho, o B�se morreu.
B�se. . .
O Linkmann est� no seu abrigo?
Sim, n�o p�s o nariz de fora uma �nica vez.
Isso � jeito de entrar aqui?
Ou ser� que n�o tem for�as?
O B�se tamb�m caiu.
Ent�o? Espero que tenha feito o seu dever.
N�o,
se esqueceu de cuspir na cara dele.
Voc� perdeu o ju�zo? Como ousa falar assim?
Tamb�m abandonou o Fuhrmann.
Linkmann,
voc� n�o � nenhum superior,
mas um porco covarde.
Mais uma palavra e eu atiro!
V� em frente.
Por todos os lemas e palavras de ordem que acreditei:
- dispare. - � meu �ltimo aviso!
Se tem coragem, saia l� fora comigo e lute conosco.
E morra. . . como eles.
Wisse, ou�a de uma vez, perdeu o ju�zo.
Seja razo�vel. Temos que aguentar juntos, devemos. . .
Sim, devemos pegar o carro e fugir. � isso que quer dizer?
Mas desta vez � tarde demais,
os russos est�o a tr�s quadras.
Morrer? N�o.
Eu n�o.
V� COM ESTE DOCUMENTO ATRAV�S DA FRENTE.
Para todos os que passam para o Ex�rcito Vermelho ter�o garantia de vida. . .
Vou me deitar, n�o aguento mais.
�s suas ordens.
- O que ocorre? - Algo se move l�.
- J� est�o na casa da esquina. - Sim, mais uma mudan�a de posi��es.
- Veja isso. N�o posso crer nisto. - O major com um pano branco.
Aquele n�o � o nosso major, mas um desertor e traidor.
A destrui��o do nosso ex�rcito agora n�o pode parar.
Lutamos com muita bravura,
mas agora unidades inteiras se rendem com seus comandantes.
Muitos dos nossos oficiais preferiram o suic�dio.
Ningu�m cumpre ordens.
- Portanto, � o fim. - Sim, senhor.
- O que foi? - Acaba de chegar esta mensagem.
� do quartel general do F�hrer.
Foi promovido a marechal de campo.
Agrade�o a delicadeza
de n�o me parabenizar pela promo��o.
Ambos sabemos que � um convite de Hitler para o meu suic�dio.
Mas n�o lhe darei esse prazer.
N�o vou aceitar o r�tulo do culpado general Paulus.
Outros o far�o.
Acreditei firmemente nas suas promessas de ajuda ao 6� Ex�rcito.
Mentiram para n�s, Fried.
Mas podemos estar de consci�ncia tranquila se nos convencermos
que a nossa luta aqui teve algum sentido
- para o bem maior. - Eu tamb�m pensei assim.
Mas neste momento n�o sei em quem acreditar.
N�o consigo tirar da cabe�a
que foram cometidos erros terr�veis.
Nossos tamb�m.
Mas � tarde demais para exames de consci�ncia.
Me ponha em contato com os russos, suspenderei os combates.
�s suas ordens, marechal.
Venham todos aqui.
A luta acabou.
A divis�o capitulou.
Nosso chefe, o general von Markuart,
cometeu suic�dio.
Agora vou lev�-los ao ponto de encontro.
Larguem as armas, j� cumpriram o vosso dever.
E um pouco mais que isso.
N�o sei se algum dia algu�m vai agradecer.
N�o importa.
Venha, Kr�mer.
10.000 homens reuniram-se l�
e outros 10.000 se juntar�o.
Estavam cansados, exaustos,
destru�dos e queimados, como os edif�cios � sua volta.
Bem, senhores, j� chegamos.
Por enquanto, fiquem aqui.
Venha Kr�mer, vamos ver como seguimos.
Ol�, tenente Wisse.
- Pelo amor de Deus, general. - Sim, sim,
- n�o consegui fugir. - N�s cuidaremos de voc�.
Obrigado, Wisse, mas n�o se preocupe.
Claro que tentaremos.
Kr�mer, tentaremos organizar algo.
Pegamos voc� aqui.
N�o, n�o. Acreditem em mim, Paulus � o verdadeiro culpado.
Ontem era o exemplo de militar e hoje o culpado.
N�o se deixem enganar.
Culpados s�o todos aqueles que podiam ter impedido isto
e participaram disso.
Mas voc�s, com seus grandes planos, n�o abriram a boca.
Obedecemos e exigimos obedi�ncia. � isso o que aconteceu.
Esse foi o �ltimo carro.
Agora podem cuidar um pouco da sua gente.
"Em Stalingrado j� n�o h� luta.
H� apenas n�voa e fuma�a vermelha.
O marechal de campo Paulus se rendeu aos russos.
Com ele, 26 generais
e mais de 90.000 homens foram detidos".
O 6� Ex�rcito morreu, F�hrer.
Deixa de ret�rica, Zeisler.
H� apenas um ex�rcito. Forme um novo.
� quase t�o bom quanto aquela granja. S� faltam as salsichas.
Sim.
Ent�o j� disse que arrebentaria a m�quina.
E assim aconteceu: alto e com uma grande explos�o.
Parecia muito inocente.
Apenas jovem.
O que ser� de n�s, padre?
Eu n�o sei.
Mas teremos tempo para descobrir.
Talvez venhamos a aprender com tudo isto.
Ou talvez n�o.
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