Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Legendas: Luís Filipe Bernardes
GENTE DIFERENTE
Onde está aquele maldito cinto?
Taxi! Taxi!
Trinity School, Rua 91, entre Columbus e Amsterdam.
Mudei de ideia. Siga aquele Porche.
Anda, vai!
Pega o sinal!
Acho que ele vai encostar.
Andre...
Seu marido?
Minha filha.
Grace?
Pensei que tinha já tinha ido trabalhar no seu artigo.
Mudei a reserva. Parto amanhã.
Não quer vir comigo? Faltaria um dia de aula.
Nunca me chamou pra te acompanhar num artigo.
Este é especial.
É para a série que estou escrevendo para a Cosmopolitan...
...sobre famílias, artigos sobre árvores genealógicas.
"Roots" pra maioria branca?
Este é sobre a nossa família.
Lembra do irmão do seu avô que foi para Louisiana...
e que se tornou um bandido? É fabuloso.
Tem que dar uma boa história. Assim, como te envolve de certa forma...
Tudo bem.
Tudo bem?
Tá certo, eu vou.
Não precisa ir se não te interessa.
Não tenho nada programado.
Escuta, meu bem,
sempre pode falar comigo.
Eu sei.
Onde posso encontrar um barco para Sullivantown?
- Não tem barco pra lá. - Já devem ter construído uma estrada...
- Não tem nenhuma estrada. - Não tem?
- Não. - Nem nenhuma cidade.
Nenhuma cidade?
Nunca chegou a ser uma cidade, só um entreposto de especiarias.
Oi, Larry!
Olá, eu sou Diana Sullivan, da revista Cosmopolitan.
Procuro uns parentes meus. Joe Sullivan é meu tio.
Com certeza um de vocês terá todo prazer...
...de levar a Sra. Sullivan para encontrar seus parentes.
Eu que não me meto naquele buraco. Por que não vai você, Larry?
Não vou deixar que aqueles loucos estourem meus miolos.
- Me desculpe o mau jeito... - Eles fazem isso? Estourar miolos e tal?
O problema é que...
...a maioria do pessoal lá nos pântanos é cajun.
Gente pacífica.
- Então as histórias são exageradas. - Bem, é que...
Os Sullivan são dos poucos que não são cajuns.
Aí é diferente.
Diria que eles são meio... tímidos.
Tímidos? Do que vocês estão falando?
O que quero dizer é que eles são... meio selvagens.
- Falou... - É isso aí.
Bem, são minha família, para o bem ou para o mal.
Gostaria de vê-los se puder.
Encoste aí! Encoste um momento, senhor.
- Oi, pessoal. - Olá.
Tudo bem, Jake? O que leva aí, Jake?
O que você acha?
Onde estão as armadilhas, Jake?
Acha que vou te contar onde escondi minhas armadilhas, é?
Dia desses aquela gente acaba te matando, Jake.
Não vai achar tão engraçado.
Grandes merdas!
Já matei uma porrada de gente no Vietnam. Acha que esses caipiras me assustam?
Pesca predatória. Só dá pra prendê-los em flagrante.
Não esqueça meu presente!
Isso é fabuloso!
# Louisiana, só a uma milha de Texarcana #
# E dos nossos velhos campos de algodão #
- É aqui que moram os Sullivans? - Não, fica a uma hora daqui.
O Henry as levará até lá.
Por que você não nos leva?
Não se preocupe.
Henry conhece o caminho.
Odeio pegar as pessoas de surpresa deste jeito.
Espero que eles não nos achem grosseiros...
...chegando sem avisar.
- Eles sabem que estão indo. - Sabem? Como?
Olhe ali!
Não estou vendo nada.
Você não vê eles, eles é que te veem.
- Não é melhor pegarmos nossas coisas? - Acho que não.
- Você espera? - Me pagaram pra isso.
Sra. Sullivan? Você é a Sra. Sullivan?
Só vim fazer umas perguntas. Não vou demorar.
O fisco tá mandando cada gente engraçada este ano.
Não sou do fisco. Sou Diana Sullivan e esta é minha filha, Grace.
Joe Sullivan era meu tio-avô. Sério.
Ninguém vai nos tirar daqui!
Nenhum fisco, nenhum Parques Nacionais ou sei lá o quê.
- Nenhuma Sociedade Audubon... - Olha aqui..
Tome, veja... Uma foto de tio Joe e meu avô.
Vocês são ianques. Não existe Sullivan ianque.
Mas há.
- Não existe. Joe me disse. - Custa olhar a foto?
Joe não tinha uma marca de nascença na mão direita parecendo um coelho?
Cabra!
Me dá aqui!
O menor é Joe. O outro é meu avô Michael.
O que você quer?
Só queríamos falar da família.
Mãe, não vai dar certo Isso é ridículo!
Mãe, ela não quer falar com você.
Onde vão com tanta pressa?
Parece que ela vai falar...
Henry, pode ir. Volta pra pegar elas daqui a uns dias.
Paulie, pega as malas delas.
- Ela não quer falar com a gente. - Grace...
Olha essa casa! Não quero ficar aqui, mãe!
Vem cá, senta aqui comigo!
- Vem... vamos, Grace. - Mãe...
- Deixa eu limpar isso... titica de galinha... - Esse é meu filho Paulie, meu e do Joe.
Não se assuste com ele. Não é muito bom da cabeça.
- Oh, eu sinto muito. - Sente muito...
Deus fez ele assim e não sente nem um pouco.
É seu filho com Joe? Parece tão jovem pra ter sido mulher dele.
Eu fui e sou mulher do Joe.
Me tomou como sua segunda mulher quando eu tinha 12 anos.
Depois que Jessie e as crianças morreram queimadas atrás da capela ali.
Não vejo nenhuma capela.
Pudera, ela pegou fogo. A cidade toda pegou fogo há 20 anos.
Você é bem esquisita. De onde disse que é? Baltimore?
Nova York.
- É sua filha? - Sim, é a Grace.
- Não é de muitas falas. - É o que você pensa.
Oi!
Essa daí também não. Minha nora, Candy.
- Bonita sua mulher, hein? - Não é minha.
- É o meu caçula, Tommy. - Onde ele está?
- No galpão. - Por que está gritando?
- Não consegue sair. - Por que não o ajuda?
Botei ele lá. Por que iria soltar?
Mãe! Tô com fome!
Vamos entrar!
Que foi que seu irmão fez?
Paulie tem um parafuso a menos, não entende?
Quanto ao Tommy, sabe qual é o problema dele?
Memória. Esquece quem é seu pai.
Mãe!
Fiquem à vontade.
Mas que trabalho fascinante!
Meu Deus!
Parece uma combinação de Grant Wood, Grandma Moses e Salvador Dali!
Olha isso!
É o Joe.
Mas claro...
Mandamos pintar assim, olhando direto pra gente.
Pra não nos esquecermos dele nas nossas fraquezas.
- É muito funcional. - A gente gosta.
Esse lugar é dele.
Todo dia agradecemos a Joe. Tudo que temos devemos a ele.
Disse que o lugar é dele, ele se senta aí todo dia.
É dele.
Podemos ajudar?
Não vejo como.
Esse deve ser meu lugar...
Está ótimo.
Baixem as cabeças.
Agradecemos ao Senhor por esta comida e pela nossa saúde.
E Joe, sei que está vendo esses seus parentes que vieram nos visitar.
- Dizem que são de Baltimore. - Nova York.
Ianques são ianques, mas são bem-vindos mesmo assim. Amém.
- Amém. - Amém.
Amém.
Está delicioso!
Sopa de tartaruga.
Já tive uma tartaruga...
Não é esta.
Oh, meu Deus!
Meu Deus! Tem duas cabeças!
- Incrível! - Estão brigando!
- Estão pulando. - Não sabem pra que lado ir.
- Tenho que fotografar isso... - Que bizarro.
- Que estranho. - Vira ela pra cá.
- Que tristeza... - Nem tanto.
Nunca vi uma coisa dessas antes das petroleiras chegarem.
Foi aí que começou.
Mãe! Vem cá!
- Duas cabeças... - Com licença.
Tá vendo isso? É a terceira vez esta semana.
Roubaram meus caranguejos, meus peixes, tudo.
Espera que eu faça o quê, mãe?
Têm aqueles barcos enormes, aparecem à noite.
Que que eu posso fazer?
- Não eleve a voz para sua mãe. - Desculpe...
Quanto aos predadores, você precisa encontrar aquele...
A caminho daqui encontramos um homem num barco cheio de caranguejos.
Acho que era um predador.
- Quem é essa? - Veio de Baltimore.
Esse é meu mais velho, Mark.
- Como ele era? - Era grandão, tinha a voz meio rouca.
- Se chamava Jake. - Isso, Jake.
- Mas não dá pra provar, claro. - É ele mesmo. Um forasteiro.
Assim que apareceu deu problema.
- Você pode resolver isso. - Como?
Pensa no que teu pai teria feito.
E faça!
- A polícia não pode... - Melhor entrar. Tua sopa vai esfriar.
- Já vamos. - Eu entendo.
Tudo bem, vamos nos sentar.
- Quem são? - Meus avós, Melrose e Sam.
- Ela tem seu queixo. - É irlandesa.
- Bonita. - Esse é o Joe.
Não valia nada.
- Joe de novo! - Bonitão...
- Tá reconhecendo essa? - Você era tão bonitinha!
- Naquela época talvez. Mudei muito... - Quem não muda?
Mark...
Posso saber quem é esse?
Meu filho que morreu.
Por que está...?
É um pecador. Fugiu pra cidade. Pra mim está morto.
- Então está aqui perto? - Está morto, só isso.
- Nunca mais o viu? - Cavou a própria sepultura, que fique lá.
- Isso é ridículo! - Mas é assim que é.
- Ou nos aceita ou não. - Ele não aceitou!
Mas é seu filho!
Ele precisa do seu carinho e apoio.
Vocês, gente da cidade, são todos mornos como água pra lavar louça.
Isso não ajuda ninguém.
Como assim?
Não pode ser quente e fria. Tem que ser ou um ou o outro.
Ou quente ou fria, só isso!
- Paulie, vem cá. - Espera.
Tão selvagem.
Nossa, parece até um dinossauro.
Podemos entrar aqui?
É o lugar do Joe.
Joe costumava ficar aqui.
Por quê?
Um dia ele se desentendeu com Carter Atkins.
Joe estava com a espingarda dele... Adivinhe o resto.
Joe matou o cara.
Deu uma encrenca danada.
Porque a mulher de Carter não era de deixar barato...
e mandou o xerife atrás de Joe.
Não desistiam, embora soubessem que era perda de tempo.
E Joe continuou fugindo.
Só o via nos domingos quando trazia comida pra ele... aqui.
Então você sabia onde ele estava.
Todo mundo sabia onde ele estava, só não sabiam quando estaria lá.
Menos eu.
Ele me procurava todo domingo.
Até parar de vir.
Eu esperava aqui até ver sua lanterna acender.
- O que aconteceu? - Ele nunca mais apareceu.
Voltei aqui todo domingo durante um ano.
Até que também parei.
Engraçado...
Você tem um filho vivo que tem como morto...
...e um marido morto que tem como vivo.
As coisas são como são, só isso...
Só isso.
Oi!
- Que troço é esse na tua cabeça? - Nunca viram um walkman?
Toma...
Não, tudo bem... escuta... escuta.
Pronto... agora relaxa!
É Elvis Costello.
Legal!
Não percebe que estamos ouvindo.
Oi!
Também quer experimentar, querido?
Não!
Experimenta você!
Vocês nunca saem daqui?
Mamãe diz que lá fora é um inferno de perdição.
Já vi como é na cidade.
Aposto que sairiam se não fosse pelo medo de sua mãe.
Quer dizer, eu entendo. Minha mãe também é um saco.
Não para de pegar no pé.
E a sua... Dá vontade de esganar a velha!
Vai se arrepender do que disse!
Meu pai está te olhando. Ele ouviu.
Peraí... Isso é muito doido.
Ele não está morto?
Por que vocês não acordam? Vivem como escravos.
Sabe que existem países como a Suécia...
onde filhos podem processar os pais que ferram com suas vidas?
E ficam aqui com medo de um pai morto.
- Quem você disse que estava cantando? - Você, volta pra casa, ouviu? Já!
Não, tudo bem.
Cruz credo!
- Não acredito! - Em quê?
Essa gente. É tudo maluco! Podemos ir embora?
São esquisitos mesmo. Mas Henry só voltará daqui a dois dias.
Estou descobrindo coisas fantásticas sobre o Joe. Que peça!
- Esse artigo vai arrasar. - E o garoto trancado no galpão?
Faz parte da história. A ignorância, a superstição.
Talvez nossa presença aqui possa ajudar um pouco, ensinando alguma coisa.
Não acredito.
- Parece a África do Sul. - Não é assim...
- A mulher é uma feitora. - Não exagera.
- Nem sabem o que é diversão. - Talvez a diversão deles seja simples.
A diversão deles é idiota!
A sua forma, sem dúvida, é mais sofisticada.
Deu pra entender?
Sair com um homem de 40 anos é sofisticado o suficiente?
Que relação é essa entre você e Andre?
Que escolha a sua! Que atrevimento!
- Um cara ardiloso, falso, desonesto... - Você bem que gostava de foder com ele!
Anda, eu sei de tudo.
Ele me contou. Dividimos tudo.
Inclusive as drogas, estou enganada?
- Está me espionando. - Estava procurando meu cinto.
- Tá certo! - Escuta aqui, mocinha!
Sinto muito, só quero ajudá-la a se cuidar.
Minha opinião sobre você nunca esteve mais baixa.
Toma. Pega.
Leva!
Isso é uma responsabilidade sua. Você que jogue fora.
Como vou saber se não tem mais escondido por aí?
Não jogue a responsabilidade pra cima de mim.
- Por favor, pega. - Não, não.
E a próxima vez?
Tem que aprender a viver alguém te policiando.
Você é livre!
Quer dizer que sou livre.
Livre.
Posso fazer o que quiser.
Vou acabar me matando aqui.
Vou te contar um segredo.
Quando era menina eu também queria ir sair daqui.
Mas Joe não admitia.
Mas aí aconteceu uma coisa. Comecei a ter meus filhos.
Quando se vê o mundo com um bebê dentro de você, tudo fica diferente.
Mas não entende? Nós todos podíamos morar longe daqui!
Podíamos ir pra cidade.
Se Mark trabalhasse numa plataforma poderíamos ter um carro...
- Poderíamos ter eletricidade... - É aqui que estou...
...e aqui vou morrer.
Mas... não tem nada pra fazer aqui!
Não tem rádio...
Não tem televisão.
Odeio isso aqui.
Tá certo, pode ir à cidade.
Primeiro filho sempre dá medo. Vá tê-lo na cidade.
Depois volta direto pra cá.
Sei que não me tiraria o prazer de um neto.
Que foi? Te dei minha palavra!
Tá bem, compro uma tevê.
O que foi agora? Já disse que compro uma tevê.
Vai ligar como?
Deus ajuda.
Deus deve ter esquecido este lugar.
Preciso de algum tipo de diversão...
Você nunca tirará meu filho de mim!
Nunca tirará meu neto desta casa!
- Nunca, ouviu? - Hm-hmm.
Vem cá!
É, você, vem cá! Anda, não vou te morder.
Tem alguém por perto?
Certo... Me dá aquela chave ali?
- A chave pendurada ali. - Ah, falou...
- Vamos! - Aonde vamos?
Vou te mostrar.
Melhor que valha a pena.
- É tão longe. - Não é, não.
É, sim.
- Essa é a parte mais difícil. - Ai, Deus!
Segura na árvore pra descer.
- Conseguiu? - Sim.
Senta.
- Toma. - Não.
- Obrigado por me tirar de lá. - Não foi nada.
- Posso te arranjar alguma coisa pra comer? - Não estou com fome.
Como é que suporta ficar lá trancado feito um animal?
- Não sou animal. - Não foi isso que eu disse.
- Não quer morar na cidade? - Não.
Bem... você tem namorada?
Não preciso de namorada.
- Melhor me trancar de volta no galpão. - Por quê?
Não quero que minha mãe fique zangada.
Pai?
Quieto!
Não precisa ficar bonito, já tem uma mulher.
Passa a tesoura.
- Vou matar aquele Jake! - Segura a cabeça dele.
Mais fácil ele vir matar você.
Não consegue amarrar nem o próprio barco.
Se puder ajudar de alguma maneira.
Certo, irei à polícia com você.
Nada de xerife!
Aguenta aí, é o último.
- Deus...! - Fica firme.
- Cacete! - Tá doendo?
Tem que pôr um fim a essa violência. Vocês têm direito a proteção policial.
Não entende que posso ajudar. Sou da Cosmopolitan.
Será que não entende? A imprensa!
A polícia não vai querer que escreva que não estão fazendo seu trabalho.
Pode soltar. Terminei.
Candy, acaba o curativo.
Se Joe estivesse aqui...
...Jake não estaria armando armadilhas. Não se meteria com a gente.
Agora é diferente.
Toma! Vai aprendendo!
O que aconteceu?
Deve ter doído pra cacete.
Sabe... é muito rude não responder.
Bem...
Tenho uma coisa que vai dar um jeito em você.
Não me amarro em pílulas.
Não é pílula. É um pó mágico que acaba com qualquer dor.
Por que me olha desse jeito?
Ruth! O xerife já pode falar com você.
Ruth... Ruth Sullivan, Candy Sullivan.
- Foi o Jake Wilson. - Espera aí, Sra. Sullivan.
Tem número de série ou registro dessas armadilhas?
Ou qualquer outra identificação... nome?
Foi o Jake Wilson.
Sei que suspeita do Sr. Wilson, mas sua prima aqui...
diz que seu filho não chegou a ver seu agressor no escuro.
Foi o Jake.
Entendo como se sente,
mas legalmente não tenho como registrar uma queixa.
Já volto.
Ruth... Ruth!
Estou falando com ele. Pelo menos me dá alguma pista!
Preciso resolver uma coisa.
Toma isso. Pega e compra uma tevê.
Daquelas a bateria.
Louvado seja Deus!
- Ruth, volta mais tarde... - Te encontro no cais!
Todos saíram.
Que tal entrar? Você é magrinha.
- Pra quê? - Ah... sei lá.
Talvez te beije... assim.
Como é que... Não...
- Não pensei que fosse entrar. - Por que está sussurrando?
Se Mark vê a gente aqui, ele mata a gente.
- Acha que devo sair? - Não.
Está bem...
Bem...
Quer me beijar?
Então?
- Você sabe como? - Sei...
Tive uma ideia genial. Realmente genial.
- Tá a fim de se divertir? - Estou.
Falou...
- Sei que você não sabe o que é isso. - É?
- É cocaína. - É...
- É que tenho um irmão mais velho. - Onde?
Mora na cidade.
Minha mãe não deixa eu falar o nome dele.
- Como ele se chama? - Michael.
Melhor encontrar um atendente.
Onde foi que Ruth teve que ir tão apressada?
Deve ter ido matar o Jake.
- O quê? - Jake.
- Posso te ajudar? - Onde está o Jake Wilson?
Não tem como errar.
Mostra esses peitinhos!
Você é Jake Wilson?
Isso é alguma piada?
Você é o Jake...
...ou não é.
- Então? - Sou.
Ainda bem que sabe.
Põe tua mão direita aí em cima!
Não tenho o dia todo.
- Agora manda tua mãe dar os pontos! - Eu te mato, Sullivan!
Puta merda, me larga! Eu te mato, caralho!
"Virão dias em que os teus inimigos construirão trincheiras contra ti!"
Ela atirou em mim! Chame uma ambulância!
Eu te mato, Sullivan, filha da puta!
"Também lançarão por terra a ti e teus filhos!"
"Não deixarão pedra sobre pedra porque não reconheceste..."
"...não conheceste o tempo de tua visitação"...
Abaixe-se!
Mike, pra baixo!
Mãe!
- Ei, é minha mãe! Solta ela! - Não sou mãe dele, não sou mãe dele!
- Larga ela! - Não sou mãe dele!
Não sou mãe dele!
Fui eu. Coloca as algemas e me leva daqui!
- Fui eu. - Pô, solta ela.
Mãe, o que está fazendo?
- Ele é maluco de pedra. - Caras, isso é problema de família.
- Ela atirou no cara! - Isso mesmo!
Puta merda, eu pego ela!
- Puta merda... - Vamos te levar pro hospital.
Minnie, pega umas latas de lixo e limpa isso.
- Então você é Michael Sullivan. - E daí, porra?
Margo! Pega uma vassoura e começa a varrer essa merda.
- Ei, pode ir saindo. Estamos fechados. - Por quê, Mike, o que aconteceu?
Minha mãe esteve aqui. Se manda!
Tua mãe? Pô vamos vazar logo daqui.
- Quem é você? - Nem sei onde começar.
Pra começar, sou sua prima, Diana... Diana Sullivan.
Sou repórter da Cosmopolitan. Mas não tenho tempo pra conversa.
Preciso ir ajudar sua mãe.
A culpa foi minha... Ela nunca teria... Estou me sentindo péssima.
- Vamos, sente-se... Vou te servir um... - Não posso voltar mais tarde?
- Manda dois copos aí. - Agora não dá, não dá...
- É agora ou nunca, falou? - Sua mãe...
Deixa ela descansar umas horas na cadeia!
Porra, olha só pro lugar.
Nunca me disseram que eu tinha uma prima como você.
Também é de Nova York?
O que te traz a este paraíso perdido?
Acredite se quiser, estou escrevendo um artigo sobre a família.
Ah, é? Legal.
Na verdade comecei falando do seu pai. Sua mãe me falou muito dele.
- Sério? O que ela disse? - Bastante.
Minha mãe te contou...
que esse homem costumava pendurá-la de cabeça pra baixo quando se embriagava?
Isso ela não conta pra ninguém.
Chamo isso de loucura. Minha mãe é totalmente pirada. Todos eles são.
Eu tive sorte porque eu... sou normal.
Sou normal, tá certo? Normal.
- Isso que você falou do seu pai... - Não quero falar disso agora.
Olha só pra esse lugar!
Cristo!
Só três clientes aqui se divertindo e a casa acaba como um teatro de guerra!
Ei consegui sair, só isso!
Você é independente... tem seu negócio.
Isso... Independente... livre...
Lembre-se de escrever isso!
Saí correndo!
- Louie, Louie, vem, vem...! - Ei, espera, espera!
- Tem certeza? - Sim.
Tem certeza mesmo?
Estão no galpão. Estão fazendo que nem cachorro e cadela e ele...
Vamos.
Que que vocês...?
Só queria falar com ela...
Você não têm modos nenhum.
Vou ter que entrar aí e te arrastar pra fora.
Paul, pega a chave.
Escuta, Mark. Fica frio.
Fica frio. Você também, Paul.
Que tal eu te dar uma coisa especial?
Uma coisa que faria você se sentir super bem.
Como aquilo que falei antes. Poderíamos festejar e ninguém ficaria sabendo.
- O quê... o quê... do que ela está falando? - Calma, Paul, menos!
Anda!
- Muito bem. Somos todos adultos, certo? - Certo.
Podemos fazer o que bem entendermos, certo?
Certo? Podemos cuidar de nós mesmos, certo?
Vem cá... Você nunca experimentou isso, não é?
- Chega aqui! - Cristo! Faça alguma coisa!
- Vamos! - Tenta algo diferente uma vez na vida!
Pronto?
Não, pela boca, não!
Pelo nariz. Inspira. Respira fundo.
- Mark, olha o que eu descobri! - Olha o que eu descobri!
- Já volto. Ai, meu Deus... - Traz um pouco de mel?
- Não esquece a colher! - Falou!
Ele quer mel!
Vamos saindo, pessoal! Vamos festejar!
Vem brincar com a gente, Mark!
Volta aqui!
Ficou doidão, cara!
Paulie, olha!
Volta aqui!
Vamos, Mark, vem!
Oi!
Me ajuda a abrir isso... não estou conseguindo.
Não sei por que são tão duros com teu irmão.
Ele é muito sensível.
Era só você e sua mãe, sei lá... terem uma conversa com ele...
...talvez pudessem conhecê-lo melhor.
- Ainda tem daquele bagulho branco? - Já tomou bastante.
- Anda... - Mark, para. Mark, para, por favor!
Mark, não! Mark, não!
Não! Tommy!
Mark, larga ela!
Tommy!
Não!
Não! Não!
Não, não! Tommy!
Não... não! Deus...
Não! Deus... não!
Grace! Grace, corre, corre!
Volta aqui! Esse barco está furado!
Corre, Grace, corre! Mark, eu te mato!
Volta aqui!
Te mato! Mark, eu te mato!
Grace!
Grace!
Grace!
"Pois o homem que se diz infalível, que não tem pecado, que seja o escolhido."
"Pois sabemos que muitos são os que se ajoelham e invocam o nome de Maria:"
"'Oh, quão bendita é a mãe de Deus!' Pois eu vos digo...
...que ao lerem as Escrituras após o nascimento de Cristo, com relação a Maria...
"verão que se louva ao Senhor e a Deus,
"...mas nunca a Maria.
"Onde fica Maria quando oramos, e onde fica o Pai divino quando oramos?"
Ruth, tenho que falar com você sobre isso. Sobre Joe.
Como ele te tratava. Michael me contou.
Michael te contou...
Por que não leva sua família pra longe daqui?
Acredita mesmo nessa história de fantasma no pântano?
Eu não acredito... eu sei!
Mãe! Ele estuprou ela. Ela teve que fugir.
Não estuprei. Ela estava lá dentro com ele.
Sei o que eles estavam fazendo. Paulie viu... vem cá, Paulie.
- Não! - Ela deu uma revista pornô pra ele, mãe.
- Juro que não fiz nada! - Do que está falando? Cadê minha filha?
Mark.
Tommy tava com ela no galpão. Estavam fazendo pouca vergonha. Eu vi!
Mentiroso!
Ela é minha namorada. Você machucou ela.
- O que ele está dizendo...? - Vá lá pra dentro!
Quero saber! Onde ela está?
Cadê a Grace? Onde ela está?
- Fugiu quando ela e Mark estavam brincando. - Meu Deus... Grace!
Grace! Grace! Grace! Grace!
Quero saber o que aconteceu aqui. Quero saber!
Mãe, foi ela. Me deu uma droga e fiquei doidão.
- O que ela estava fazendo no galpão? - Não entendeu? Ele estuprou ela!
Não! Eu beijei ela! Aí ela me arranhou feito um gato selvagem.
Mas ela entrou ali com o Tommy, deu drogas pra ele...
...e foram até o fim. Pergunta pra ele.
Já pensou no que seu pai faria com você por isso?
Por favor, me escuta!
- Ela foi pro pântano! - Teu pai estaria uma fúria!
Foda-se meu pai! Está morto, não entende?
Morreu há 15 anos e já apodreceu lá no pântano!
Mãe, mãe... O que ela está falando de papai?
Mãe, o que ela está falando de papai?
- Pai, ele não quis dizer nada. - Não ouça o que ele diz!
Retire o que disse, Tommy!
O canalha está enterrado debaixo de uma tonelada de merda!
- Para com isso! - Está morto, morto, morto!
- E você é uma velha idiota! - Tommy, cala a boca!
Paulie, pega a chave a abre o galpão.
Grace!
Mark...
Quero que entre e ensine seu irmão...
a ter mais respeito!
- Filho da puta! - Pode vir!
Pode vir, vou te matar!
Quero te matar, seu filho da puta! Seu canalha!
Vamos, entra aqui! Me enfrenta!
Vem, acabo com você!
Eu te mato! Não fale assim do meu pai!
Está morto!
Está morto.
Está morto... Meu pai está morto.
Meu pai...
Está morto... Meu pai... meu pai está morto.
- Não diga isso! - Ele está morto...
Morto! Morto!
Chega...
Mãe, ele tá me matando! Mãe!
Já disse que chega!
Ela desapareceu. Me ajude! Por favor, me ajude!
Pegue água e bandagens.
Já.
Meu bebê...
Grace!
Mãe!
Mãe!
- Grace! - Mãe!
- Grace! - Mãe!
Grace! Grace!
Mãe, vem!
Por favor... mãe!
- Aqui. - Minha filhinha!
Não deve ter muita coisa boa pra falar da gente...
...na tua revista.
Escuta, quero dizer uma coisa.
Quero te contar como ele era...
Joe.
Quero te contar como o odiava.
Era pior do que Michael falou.
Eu é que vivia no inferno de Joe. Eu e meu Paul.
Meu Paulie que ele estragou.
Ele estragou meu filhinho.
Numa noite em que achei que até Deus tinha nos esquecido.
A enchente rompeu a barragem e arrastou todas as casas.
Foi em 1966.
Estava grávida de Paulie, pra lá de doente, apavorada.
Joe entrou no quarto e me arrancou da cama pelos cabelos.
Disse que se não saísse pra ajudar, todos nós morreríamos.
Mas eu achava que já estava morrendo.
Implorei de joelhos. Implorei como nunca implorei...
...pois não conseguia mais andar nem me curvar.
Daí ele me levantou com uma mão...
...e eu vi seu punho coberto de lama.
E ele apontou para aqui...
Foi aqui que ele me bateu.
E bateu de novo.
E juro por Deus que ouvi uma coisa se soltar.
Ouvi uma coisa estalar.
Ele me arrastou pra fora... e eu trabalhei.
Trabalhei contra a água,
não porque tivesse medo da enchente mas dele.
E o odiei.
Odiei ele!
Como ele pôde fazer uma coisa dessas?
Porque não teria havido nenhum bebê...
...não haveria nenhum filho.
Nenhum de nós, nada, se ele não tivesse feito aquilo.
Ele nunca foi um homem morno.
Era quente ou frio.
Por isso ele nos salvou.
Nos salvou a todos.
Agora volte pra casa...
...e escreva isso.
Não vou escrever nada.
Eu o vi...
...ontem à noite... lá... Joe.
O pântano faz a pessoa ver... o que ela quer ver.
Jacarés comem mesmo gente?
- Vou sair de casa... - O quê?
Vou morar com Andre. Ele vive me pedindo.
Não... não!
Tá dando uma de durona? Faço o que quiser, esqueceu?
- Grace... - Estou ocupada!
- Grace, abra essa porta! - Estou ocupada! Me deixa em paz!
Grace!
Merda! O que está fazendo? Faço o que quiser.
- Sou livre! - Não, agora acabou.
Sua merda, sou livre!
Eu sou a mãe, você a filha! Não está pronta pra liberdade!
Sabe o que vou fazer? Te internar. Junto com outros viciados pra se reabilitar!
- Com licença, está tudo bem? - Sim!
Chora! Pode chorar! Bastante.
E enquanto estiver lá...
alugarei uma casa...
...um quarto, um lugar qualquer de onde possa ver os portões.
Ou vê-la em horários de visita. Um minuto, uma hora, o tempo que for.
E quando sair, te abraçarei.
Um abraço tão forte,
tão apertado que ninguém mais tirará você de mim.
Ninguém vai te magoar, porque você é minha, minha filhinha.
Minha Grace, minha Grace.
Eis a surpresa atrás da porta número 1, que se abre pra mostrar um bacon.
Bacon de $50 fatiado e defumado em chicória.
Escuta aqui... Ele não pode entrar assim e tratar minha mulher desse jeito.
Mãe, ele foi embora. Diz pra ele que não pode fazer isso.
Michael...
Quem você pensa que é vindo aqui dar ordens?
Fugiu pra cidade há 12 anos!
Eu que fiquei aqui trabalhando!
Cuidei de mamãe e esses dois garotos.
Sou o homem da casa!
Não é verdade, mãe?
Olha só pra vocês... meus filhos.
Meus bebês.
Não é bom continuarmos assim.
Antes talvez, mas agora não.
Tommy, se você quiser ir, vai.
Ouviu, pode ir. Qualquer um de vocês.
Candy, Mark, Paulie, querem ir embora? Podem ir.
Quem tem que ficar sou eu.
Pensam que não sei que vão embora quando o Senhor me chamar?
Mãe, eu não quero ir. Não me faça ir.
Você ficará sempre comigo. Não se preocupe.
E não façam mais o que fazem por causa do teu pai.
Você ainda ama a gente?
Ah, sim, ainda amo vocês.
Sempre amei...
e sempre amarei.
Mas sempre preciso aprender como.
" Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; "
" quem dera foras frio ou quente."
" Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, "
" vomitar-te-ei da minha boca. "
Apocalipse 3:15-16
Legendas: Luís Filipe Bernardes
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.