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EDIF�CIO MIL�NIO, NOVA IORQUE
102 ANDARES
73 ELEVADORES
Muito bem. Hora do espect�culo.
A moeda � minha. V� l�...
Isto � um regalo.
- Deixa-me ver. - D�-me outra moeda.
Deus seja louvado por fazer beb�s assim.
- Ela est� nua? - Est� a tirar o soutien.
Ena, preciso de um telesc�pio maior.
- D�-me outra moeda. - � a �ltima.
Est� a tirar as cuecas.
S�o duas.
- Duas cuecas? - Duas mulheres, imbecil.
V�o fazer-lhe um broche. As duas.
- Deixa-me ver. Deixa-me ver. - Est� bem. Est� bem.
Despacha-te, est� a come�ar a chover.
- Onde est�o elas? Merda. - Mexeste o telesc�pio.
Em que andar �?
Est�s muito alto. Mais para a esquerda.
J� as encontrei.
Merda. D�-me uma moeda.
- N�o tenho mais moedas. - Merda, merda, merda.
- � isso mesmo. Usa a imagina��o. - 65, responde, por favor.
65 a responder. Fala o Andy. Que se passa?
Onde est�o, 65?
Estamos no observat�rio, no 86�andar.
N�o vos conseguimos ver. Verifica a c�mara.
J� vi. Algum parvalh�o colocou um saco de pl�stico por cima.
Malditos turistas.
J� me conseguem ver?
J�, obrigado.
- Estavam a ver as prostitutas. - Deve ser 5� Feira. O tempo passa...
- Da pr�xima vez traz mais moedas. - Da pr�xima vez tamb�m quero ver.
Este foi dos grandes. Algum estrago?
- N�o, parece estar tudo bem. - Espero que tenhas raz�o.
Daqui vamos para o 66�andar. T�m uma grande colec��o de v�deos suecos.
- E n�o me refiro ao lngmar Bergman. - Quem � o lngmar Bergman?
� um actor, est�pido. Espera a�. Tenho de ir mijar.
- Entrou em "Casablanca". - Pois foi.
P�ra com isso!
Portas de merda.
Se digo para ficarem abertas, voc�s ficam abertas.
- Que diabo fizeste? - N�o sei...
Olha para a tua lanterna. Bateste em quem?
Foi o elevador...
- Cuidado. - Tu � que tens de ter cuidado.
Um dia destes enveneno o teu donut.
- Vens ou n�o? - Claro.
A tua m�e deve ter comido muita carne vermelha quando estava gr�vida.
Foi o elevador... N�o se pode ser mais est�pido.
Estou?
Ol�, Jeff.
O que est�s a fazer a�?
N�o conseguiste chegar � porta?
Roubaram-me as chaves. N�o as encontro em lado nenhum.
As tuas chaves? As do porta-chaves do Porsche?
Essas.
- Despacha-te. J� estamos atrasados. - Onde as encontraste?
Nem imaginas o tempo que perdi � procura delas.
Pelo menos dois minutos, de certeza. Mexe-te. Partimos em dois minutos.
Estou a ir.
Vou passar o limite de velocidade. Mais r�pido que um rel�mpago.
Volto j�.
Est�s com p�ssimo aspecto. E tamb�m cheiras pessimamente.
- Deve ser do after-shave. - Discutiram outra vez?
Porque pensas que estamos sempre a discutir?
� s� um palpite.
Onde vamos?
Para a "village". Hoje s� temos testes de rotina.
Que excitante...
Devias agradecer-me por te ter arranjado este emprego.
E agrade�o.
S� acho que estes primeiros meses n�o t�m sido muito excitantes.
Se fosse a ti, n�o me queixava.
Quando me disseste que tinha chegado a altura de subir na vida,
nunca pensei que estivesses a falar em andar de elevador.
Se n�o gostas, despede-te.
Volta a ser reparador de m�quinas de bebidas.
Pronto... A minha cabeca est� a estourar.
Eu gosto disto. Porque achas que n�o gosto deste emprego?
� a minha reputa��o que est� em jogo. N�o facas merda.
N�o faco. Juro solenemente.
Vou ser o mec�nico de elevadores do ano em tua honra.
S�o 08.45, hora da actualiza��o do tempo e do tr�nsito.
Houve inunda��es em Brooklyn devido �s fortes chuvadas.
O tr�fego no Aeroporto Kennedy teve atrasos de mais de uma hora,
devido a uma falha no radar.
A causa da falha ainda n�o foi descoberta.
Est� a decorrer uma investiga��o.
Os meteorologistas dizem que houve muitos rel�mpagos ontem � noite.
Toma, querida.
D�-me a m�o. Cuidado.
Obrigado.
Carrega. Carrega no bot�o.
Bom dia.
Obrigado por me terem substitu�do. Estava muito tr�nsito.
Tudo bem. Tinha mesmo de esperar. A minha mulher tem aulas pr�-parto.
- Pois �, vem a� um pequeno Freddie. - Est� na 32� semana.
Inspirem... Expirem.
Bem devagar.
Por hoje � tudo. Encontramo-nos todas para a semana.
Ele tem dado imensos pontap�s, esta semana.
Parece o pai dele.
Ainda bem que esse j� n�o est� por perto.
� a gravidez mais calma que tive. Passa o dia a dormir.
Tens a certeza de que est�s gr�vida?
Acho que sim. A n�o ser que seja um tumor muito grande.
�s mesmo m�. �s incr�vel.
V� l�, meninas! Toca a andar.
N�o estou ansiosa pelo dia do parto.
Pensa naquelas mulheres no meio do nada, sem ajuda nenhuma.
Pois �, n�s somos as sortudas.
- Est� a ir muito depressa, n�o est�? - Isto � normal?
Temos um problema.
- � o elevador expresso, outra vez. - Outra vez, como?
Deve haver algum problema com as luzes.
� a terceira vez esta semana mas depois nunca � nada.
J� p�ra de piscar.
Tens a certeza? A minha mulher vem sempre nos expressos.
Acredita.
Deixem-me telefonar � manuten��o, s� para ter a certeza.
N�o vos disse?
Gastam milh�es nos elevadores e nem compram uma l�mpada decente.
O que se passou?
- Estamos encravadas. - Eu disse que �amos muito depressa.
- Est�o todas bem? - Acho que torci o tornozelo.
- Carrega no alarme. - Estou? N�o tem linha.
- Que estranho... N�o tenho rede. - O que vamos fazer?
Vamos ter calma.
Eles j� sabem que estamos encravadas.
O teu marido trabalha c�, n�o �?
Sim. Ele j� nos tira daqui. N�o se preocupem.
Parecem maricas a jogar.
Esses tipos d�o mau nome ao basquetebol.
Ganham ao Knicks com os olhos fechados e uma m�o atr�s das costas.
Fala o Duane.
O qu�?
Qual?
N�o, aqui n�o diz nada.
Entre o 21�e o 22; Est� bem.
- O que foi? - Devem ter arranjado a luz.
- Est� a ficar muito calor. - N�o h� ar.
Socorro! Algu�m nos ajude. Estamos encravadas.
Tens a certeza de que eles sabem que estamos aqui?
Claro que sim. N�o te preocupes.
Estamos no 22; Desligaram a electricidade?
Estamos a desligar agora.
Est� desligada. Sistema interno accionado.
Vamos abrir as portas agora.
A minha mulher veio naquele elevador.
N�o te preocupes, a manutenc�o vai tir�-las de l�.
- Tens a certeza de que � esta chave? - Entra, n�o entra?
- Entra, mas n�o funciona. - �...
N�o me digas que foi o que a minha mulher disse ontem.
- Isto parece uma sauna. - H� algo de errado.
Tirem-nos daqui. Algu�m a� fora! Tirem-me daqui.
- N�o vale a pena. Ningu�m te ouve. - Quero sair. Deixem-me sair.
Se isto n�o chamar a atenc�o deles...
Desliguem a merda do alarme.
- Desliguem. - N�o consigo.
- Meu Deus... - Meu Deus...
N�o.
Duane, � o Tim.
- Temos um problema com as portas. - Que tipo de problema?
Est�o empenadas, n�o sei. Tenho de pensarnoutra solu��o.
- Tens a chave certa? - Claro que tenho a chave certa .
Merda...
- Est�s louco? - A minha mulher est� a�. Gr�vida.
Est� tudo sob controlo. N�o � preciso entrar em p�nico.
N�o estou a entrar em p�nico. Sai da frente.
D�-me o machado.
Mas que merda...?
Tim, est� a descer.
Com licenca.
Duane, fala o Tim.
O elevador est� a descer. Pensei que tinhas desligado a electricidade.
E desliguei.
N�o sei o que se est� a passar. Vou avisar o seguran�a da entrada.
Entendido, o elevador expresso. Pagamos um caf� a toda a gente.
Com licenca.
- Aqui est�. - Obrigado, Peggy.
- Algum problema, senhor? - Bem pode diz�-lo. Que est� a fazer?
- Qual � o problema? - Tr�s hamburgers a 24 d�lares?
Acha que sou assim t�o est�pido que n�o dava por nada?
Desculpe. Foi engano. Don, temos um problema na caixa registadora.
A caixa registadora, o tanas! Est� a tentar enganar-me.
Foi engano. Ela j� pediu desculpa. N�o � preciso falar assim.
- O que tens tu a ver com isto? - Acho que est� a exagerar.
- N�o faz mal, Mark. - Cala a boca, seu atrasado.
O que foi que disse?
N�o ouviste? Deves ser um atrasado surdo.
- Voc� fala demais. - Anda, Mark. Isto est� a arrefecer.
- P�e-te a milhas, cretino. - Anda, vamos.
Est� aqui a sua conta. O caf� � oferta da casa.
Porque me impediste? Eu podia bem com ele.
Aquele tipo � maior do que tu.
- Ele precisava de uma li��o. - J� n�o estamos nos Marines, Mark.
- N�o podemos bater em toda a gente. - E a "Tempestade no Deserto"?
Lut�mos com tipos pequenos com sapatos grandes.
- Nisso somos bons. - Da pr�xima vez n�o te metas.
- Eu cuido de mim, j� sou grandinho. - Como queiras, amigo.
Quando eu quiser uma opini�o, vou ter contigo � jaula.
J� chega. Ultrapassaste os limites. Espero que tenhas seguro.
Eu n�o preciso de seguro. Tu � que precisas.
- Porque n�o me ajudaste? - Pensei que j� eras grandinho.
Est�s bem?
Ouco um zumbido na cabeca
parece mesmo...
- O meu telefone. - Eu trago-te uma aspirina.
Fala o Jeff.
Est� bem.
- Temos uma emerg�ncia. - Tudo bem. Foi buscar uma aspirina.
- N�o �s tu, � no Edif�cio Mil�nio. - O qu�?
Aquele edif�cio grande. � dos pr�dios mais emblem�ticos de Nova lorque.
- J� sei. � muito alto, n�o �? - Os arranha-c�us costumam ser.
Levanta-te. Espero que n�o te tenhas esquecido de como se anda.
Chip!
- O que foi? - O meu computador est� esquisito.
Como eu quando te convidei para sair?
- Pior. - Imposs�vel.
- Parece ser um v�rus. - Agora n�o.
- Acaba com o sacana, est� bem? - Vou tentar. Deixa-me ver.
A cadeira est� quentinha...
� o mais pr�ximo que vais estar.
Queres caf�?
N�o, obrigado, j� me sinto uma m�quina de cappuccino.
- Eu vou beber um. - Est� bem.
- Miss Evans! - Sim?
- Est� com sorte. V� at� ao Mil�nio. - Que aconteceu?
O elevador encravou e umas mulheres passaram mal.
E o artigo sobre o voto das mulheres?
- Quando foi isso? - Em 1918.
- Est� um pouco datado, n�o est�? - Sim, mas...
N�o h� "mas" nem meio "mas". Quero 400 palavras at� �s 18.00.
Com muito sumo...
Fa�o chichi por cima.
O que aconteceu, Barney?
Um grupo de mulheres ficou encravado num elevador.
Esta deve ser a �ltima. Coitada.
Onde est� o meu beb�?
- Havia beb�s? - Quando entraram n�o.
- Onde vai? - Como se chama, minha senhora?
Pode falar comigo. Sou enfermeira.
� rapaz ou rapariga?
Se n�o se porta bem, deixo de lhe fazer favores.
Calma, s� estou a trabalhar.
- Deram � luz? - Duas delas. Nem imagina a porcaria.
Passou-se algo com o ar-condicionado. Com o calor quase que sufocaram.
- Imposs�vel. - Elas estavam muito p�lidas.
Aqui est� o homem que procuram.
Ol�, sou o Dunkis, chefe da manutenc�o.
- Foi horr�vel o que aconteceu. - N�o temos culpa dos nascimentos.
Claro que n�o. Foi Deus que decidiu dar vida num elevador encravado.
Sou respons�vel por p�r os elevadores a funcionar rapidamente.
- Onde � que ficou encravado? - Entre o 21�e o 22;
- N�o consegui abrir as portas. - Mas desceu sozinho?
Sim. Depois de desligarmos a electricidade.
N�o vos costumamos chamar quando eles encravam.
Estamos treinados para estas coisas. Tirar as pessoas, p�-los a funcionar.
Na maior parte das vezes � apenas um fus�vel ou algo assim.
- O ar-condicionado parece funcionar. - Tamb�m reparei nisso.
Espero que tenham uma explica��o. Vai custar-nos uma fortuna,
mesmo que elas n�o nos processem. E v�o processar...
Estes senhores s�o da empresa dos elevadores.
Milligan, sou o gerente.
Qual � o veredicto?
Quando estar� o elevador operacional?
Dentro de pouco tempo. Menos de uma hora.
Que seja o mais depressa poss�vel. Quero um relat�rio at� ao fim do dia.
Claro.
- Tipo simp�tico... - Percebo o problema dele.
Estes elevadores levam mais de 30 mil pessoas por dia.
Perde-se muito dinheiro quando n�o funcionam.
Vamos trabalhar antes que descontem do nosso ordenado.
O Tim leva-vos at� � sala das m�quinas.
- Tudo bem, vamos l�. Vens, Mark? - Sim.
Credo, isto � mesmo alto.
- N�o me digas que tens vertigens! - Tenho.
Mas n�o disse nada no formul�rio de candidatura.
- Falc�es? - Foi a C�mara. Para matar os pombos.
Adoram isto. Por causa das caldeiras.
C� estamos.
Foi horr�vel o que aconteceu com o vosso colega, o tipo polaco.
- O Kowalski. - Nem queria acreditar.
Era um tipo t�o alegre e foi suicidar-se daquela maneira...
Mostra que n�o conhecemos bem as pessoas.
Pois �.
N�o percebo muito de computadores,
mas houve muitos rel�mpagos ontem � noite. Quatro acertaram.
Acha que foi um rel�mpago que atingiu a unidade de controlo?
� poss�vel, n�o �? O Aeroporto fechou durante duas horas.
Estamos a lidar com a tecnologia mais avancada.
Campos electrost�ticos ou radia��es que estragam computadores destes
s�o coisas do passado.
- Voc�s � que s�o os peritos. - E isso mesmo.
Vou deixar-vos. Se precisarem de alguma coisa, liguem para o 1 12.
Est� bem. Obrigado.
Ofendeste-o.
Claro. Ningu�m me diz o que fazer ou o que procurar.
Ele n�o pode ter raz�o quanto aos rel�mpagos?
� pouco prov�vel, mas mesmo que tivesse, n�o o vamos admitir.
Somos os peritos, n�o somos?
Elevadores expressos, Banco G... C� est�.
Verifica o elevador. Ar-condicionado, alarme, portas e cabos.
Tamb�m posso ver o cadastro criminal.
Eu verifico o motor auxiliar e isto aqui.
Vemo-nos l� em baixo.
Vou j�.
AVARIADO
Espero que n�o queiras passar a� o resto da tarde.
N�o sei o que se passou.
- N�o encontro nada. - V�o ficar contentes por saber isso.
- O que � isto? - Uma corrente de ar.
Corrente de ar?
N�o � como os pr�dios de 20 ou 30 andares que conheces.
Tem mais de 300 metros de altura.
Pode haver diferen�as de temperatura de mais de um grau.
Podes ter a certeza de que pode haver tempestades l� em cima.
Para a pr�xima, trago o meu guarda-chuva.
- Vamos dizer-lhes que o podem ligar. - Vou buscar o meu colete.
- Que lhes vamos dizer? - Que est� tudo bem.
Eles v�o querer saber porque ficou encravado.
Para os satisfazer, digo-lhes que um dos bot�es precisava de �leo.
- Merda. - O que foi?
- Deixei cair a minha carteira. - Despacha-te.
- E precisava? - O qu�?
- Um dos bot�es precisava de �leo? - N�o. Mas n�o podemos dizer
que n�o sabemos. Contamos uma hist�ria para ficarem satisfeitos.
Tens muito que aprender. V� l�, vamos embora. Tens tudo?
Chaves, cart�es de cr�dito, preservativos...
Tenho tudo.
- Ainda tens tempo de comprar flores. - Flores? Que flores?
Obrigado, Tracy. Tenho a certeza de que fez um bom trabalho.
Espero que a sua mulher goste, Sr. Faith.
Acho que vai estar demasiado ocupada com os convidados para reparar.
N�o a culpe. N�o � todos os dias que se faz 25 anos de casados.
Com a lavagem s�o 66,50 d�lares. Obrigada.
� uma pena que seja o seu �ltimo dia. Gosto muito da sua companhia.
- Vou ter saudades suas. - Eu tamb�m vou ter saudades suas.
- Posso v�-la pela �ltima vez? - Claro.
- Acho que j� viu o suficiente. - A Tracy � t�o bonita.
Aqui tem o seu cart�o de cr�dito e o seu recibo.
Obrigado, Tracy.
- Boa-sorte para o novo emprego. - Tenha uma boa festa de anivers�rio.
Terei, obrigado. Vamos embora, Buster.
- Cabelo verde? Est�s louca? - � o que aquele tarado merece.
Foi r�pido. Anda, Buster.
Tenho a certeza que carreguei no bot�o certo.
Acho que vamos ter companhia, Buster.
Est� a� algu�m?
Ol�...
Parece que n�o.
Vamos embora, ou qu�?
Maldito elevador. Vamos, Buster, vamos num dos outros.
Mas que coisa...
Tamb�m acho.
Finalmente.
Vamos embora, Buster. N�o te ponhas tamb�m com coisas.
A GER�NCIA PEDE DESCULPAS PELO INC�MODO
- Estou? Sou eu, o Mark. - Mark?
- Est�s boa? - Estou. Porque est�s a telefonar?
Queria pedir desculpas.
Ontem � noite disse coisas que n�o devia.
Agora estou ocupada.
- S� queria pedir desculpas. - N�o podes telefonar mais tarde?
Comprei-te flores.
Porqu�?
Quero fazer as pazes.
Mark...
- Abre a porta. - Abro a porta?
Estou � porta de tua casa. No corredor.
- Est�s onde? - Surpresa, n�o �?
Meu Deus, Mark... N�o posso...
V� l�, n�o me deixes � espera. J� pedi desculpas.
Toma.
- Mark, n�o devias ter vindo. - Eu sei, mas...
Porque n�o est�s vestida? Estavas a dormir?
Desculpem.
- Sinto muito, Mark. - Claro, tudo bem...
Tudo o que eu disse antes era a brincar.
Falamos depois.
Que mal fiz eu? Olhem para mim. Sou um tipo decente.
Esquece essa cabra. Ela n�o te merece.
- Ela � tua irm�. - Meia-irm�. Da metade que engana.
� �bvio que n�o � o teu dia de sorte.
Podes ter a certeza, e nem vou falar do que se passou no Edif�cio Mil�nio,
porque tu est�s gr�vida. - O Jeff contou-me. Que horror.
Esta manh� queixavas-te que este emprego era chato.
Retiro o que disse. Empregada! Vamos beber outro copo.
- N�o bebeste j� o suficiente, Mark? - E depois? Eu estou bem.
Embebedares-te n�o resolve nada. S� te faz ficar mal-disposto amanh�.
E ent�o? Amanh� � Sexta-feira. � o nosso dia de folga.
- Amanh� estamos de piquete. - E o que eu chamo um dia de folga.
Se houver uma emerg�ncia, chamam-nos. N�o te quero l� b�bado.
Sa�de! � excitante vida de um mec�nico de elevadores.
- Oh, Bolas! - O que foi?
- Tropecei. - Olha o que est�s a fazer.
- Porque n�o acendemos as luzes? - N�o podemos estar aqui, seu palerma.
Toma. � melhor provares. Pode estar envenenado.
Envenenado?
N�o queremos que o Conselho de Administra��o morra amanh�, certo?
Porque haveria algu�m de envenenar isto?
- N�o envenenaram. Estou a brincar. - Est�s?
65, respondam, por favor.
65, fala o Andy. O que se passa?
- Onde est�o, 65? - Estamos no 44�andar.
Um dos elevadores expresso est� a subir.
N�o somos n�s. Ser�o as empregadas de limpeza?
N�o h� equipas de limpeza nessa parte do edif�cio.
- Os escrit�rios est�o todos fechados. - Em que andar � que est�?
Passou o 24�e continua a subir.
Vamos dar uma vista de olhos.
Vamos l�.
- Achas que s�o ladr�es? - Continua a subir.
Deve ser algum parvo que se esqueceu de avisar a recep��o.
- Parou no vosso andar. - Estamos a chegar.
As portas abriram-se... N�o saiu ningu�m.
Cuidado. N�o vimos ningu�m a sair.
Merda. Merda.
- Olha para onde vais. - Desculpa, eu...
Parou no 40:
Entendido. Vamos pelas escadas.
- Ainda est� no 40? - Correcto.
As portas abriram. Est� l� dentro.
- Querem refor�os? - N�o, n�s tratamos disto.
V� o que est�s a fazer. N�o o assustes outra vez.
- Merda. - Eu n�o fiz nada.
Est� de novo a subir.
Isso vejo eu.
N�o est�o a gozar connosco, pois n�o? N�o tem gra�a nenhuma.
N�o estamos. Parou no 44;
N�o vou correr para cima e para baixo como um i�-i�.
A minha lanterna.
Macacos me mordam...
Cuidado.
N�o te chegues muito � frente.
N�o gosto nada disto, Andy.
- Deus meu... - O que foi?
- Est� ali um c�o... - Um c�o? De que ra�a?
Sei l� de que ra�a. Que raio de pergunta � essa?
Ajuda-me! Bolas, tira-me daqui.
Tenta rodar a cabeca e pux�-la para fora.
- N�o sou o Houdini. - Quem � o Houdini?
- 65, o que est�o a fazer? - Ele est� preso entre as portas.
- Preso entre as portas? - N�o � melhor mandar reforcos?
Merda, o elevador...
- Meu Deus, o elevador est� a descer. - O qu�? Andy!
Parou, Gary.
- Queres que... - Onde est�s? Gary?
Ajuda-me! Faz alguma coisa!
Os tr�s elevadores expresso est�o fechados desde hoje de manh�,
o que deixou centenas de turistas � porta do edif�cio.
A comunica��o social n�o pode entrar, s� quem trabalha no edif�cio.
A Pol�cia n�o disse nada sobre a causa dos tr�gicos acidentes,
que tiraram a vida a um visitante e a um seguran�a.
Rumores n�o confirmados levam a crer que existe um c�o entre as v�timas.
Voltaremos � emiss�o quando tivermos mais informa��es.
Tina Bradley, TNC News, em directo do Edif�cio Mil�nio.
N�o gosto de elevadores.
Na verdade, odeio-os. Tudo o que for menos de 10 andares, vou a p�.
Esta cidade deve cans�-lo muito.
Sabe quantas pessoas ficam encravadas em elevadores por ano?
N�o sei. Cem? Duzentas? Mil?
Um milh�o 832 mil. Todos os anos. S�o os factos.
Acho que � cedo demais para dizer que � um problema mec�nico.
Nunca tivemos problemas com estes elevadores.
Que sorte.
As pessoas caem no po�o do elevador, ou ficam com membros presos.
N�o sai na primeira p�gina. E por isso que nunca se l� nada.
� melhor ir dizer isso aos jornalistas que est�o l� em baixo.
Este � muito mais espectacular.
As decapita��es n�o s�o frequentes. Isso prende a aten��o das pessoas.
A Seguran�a disse que havia algu�m no edif�cio. Descobriram provas disso?
Tentei falar com o seguran�a que viu o acidente.
Mas ele est� em estado de choque, n�o diz coisa com coisa.
Os m�dicos n�o fazem ideia de quando vai conseguir falar.
� poss�vel que tenha estado uma pessoa n�o autorizada no edif�cio.
Quem seria? O homem invis�vel?
Vimos a cassete e n�o se v� ningu�m, nem a entrar nem a sair do elevador.
Mas um elevador n�o anda sozinho, pois n�o?
Isso parece claro. N�o sou perito no comportamento dos elevadores
mas n�o estaria algu�m a brincar com os comandos?
Um dos nossos empregados?
A Pol�cia n�o encontrou vest�gios de um intruso.
Est� fora de quest�o. Os seguran�as de servico s�o de confianca.
- Trabalham connosco h� anos. - Se acha que sim...
E os mec�nicos dos elevadores? Quando teremos um relat�rio?
Deve estar quase. Est�o c� desde manh� cedo.
J� acabou?
- Por enquanto. - Trouxe-lhe um caf�.
- Obrigado. - E verdade o que eles est�o a dizer?
- O qu�? - Que h� mais mortes nos elevadores
do que em acidentes de avia��o? - N�o sei.
Um tio meu ficou encravado durante nove horas.
Ele e mais oito pessoas. Tiveram de mijar e cagar num canto.
Um deles ficou mal-disposto e vomitou aquilo tudo.
O meu tio disse que morria primeiro do cheiro do que da fome.
Que tem o caf�?
Est� bem?
- Eu estou, o meu est�mago � que n�o. - Qual � o problema?
- Uma noite de borga. - Como a do elevador?
Quem � o seu alfaiate?
- Encolhe com a lavagem. - E jornalista, n�o �?
Sou. Jennifer Evans, "Morning Post". Ao seu dispor.
Tipos como voc� fazem tudo por uma hist�ria.
N�o sou um tipo.
Merda. V� dar uma curva.
Diga-me s� o que se passa com o elevador.
N�o se passa nada com o elevador.
Um tipo caiu no po�o, outro foi decapitado,
eu n�o diria que n�o se passa nada. - Todos temos os nosso dias maus.
E aquelas gr�vidas de ontem? Tamb�m tiveram um dia mau?
Os elevadores gostam de matar pessoas.
De cada dez pessoas que entram, apenas nove saem.
Deixe-se de brincadeiras.
N�o quero dizer nada e n�o posso dizer nada.
D�-me s� alguns factos. Quer dinheiro?
Limpe a retrete, est� bem?
De certeza que n�o viu ningu�m?
- A senhora! - � ela.
- Estou com ele. - N�o a conheco.
Estivemos juntos na casa-de-banho.
Pois, mas agora pode voltar a sair pelo esgoto.
Ele violou-me.
Senhor agente, prenda esse homem.
Tem bom gosto.
Encontraste alguma coisa?
As portas trabalham �s mil maravilhas. N�o entendo.
Aqui tamb�m. Est� tudo bem no computador. Vi tudo duas vezes.
Talvez me tenha escapado alguma coisa.
- �s vezes n�o se v� o �bvio. - N�o te escapou nada.
� daquelas coisas. � como os avi�es que caem sem se saber porqu�.
Isso tamb�m me preocupa.
P�ra de te preocupar, faz-te mal ao corac�o.
Vamos l� a baixo dizer-lhes o que eles querem ouvir.
Deixem-me ver se percebi.
Dizem que n�o se passa nada com os elevadores,
e que as pessoas podem andar neles.
� isso mesmo. Verific�mos tudo e n�o encontr�mos nenhum problema.
- Tenente? - N�o vou discutir com os peritos.
Quando acabarmos a investiga��o, saberemos mais sobre os acidentes.
N�o h� objec��es � reabertura dos elevadores.
Se achasse que era perigoso, n�o hesitaria em objectar.
Ainda bem, Tenente.
Estes senhores convenceram-me de que � perfeitamente seguro.
Exacto. � o nosso diagn�stico.
- Neste momento. - Neste momento?
Fizemos tudo o que pod�amos, tendo em conta o tempo que t�nhamos.
Ele quer dizer que podemos sempre fazer uma inspec��o geral.
Ou seja, entrar no po�o e examinar tudo.
- Como a que fizeram h� tr�s meses? - Exactamente.
Tivemos de fechar os elevadores durante uma semana inteira.
Essas coisas demoram tempo.
Mas como fizemos uma h� tr�s meses, isso n�o ser� necess�rio.
Fechar os elevadores por uma semana seria um desastre financeiro.
Trabalham 15 mil pessoas neste edif�cio.
- Sem falar nos turistas. - Como eu disse, n�o � uma op��o.
Pois n�o.
Dunkis, ponha os elevadores a funcionar.
- Est�s louco? - O que foi?
O Sr. �lcool deixa-te muito falador.
Uma inspec��o geral, ver o po�o todo. Sabes quanto custa isso?
Morreram pessoas, Jeff. At� parece que n�o te importas.
- Gostava de saber o que se passou. - A pol�cia que descubra.
N�o acredito que um cego force as portas do elevador
para se suicidar com o c�o.
Porque n�o? Era o que eu faria, se tivesse o cabelo verde.
O seguran�a n�o tinha o cabelo verde.
Como � poss�vel que tenha ficado com a cabe�a presa entre as portas?
H� dispositivos de seguran�a para evitar coisas destas.
Pois h�, e estavam todos bem quando os verifiquei hoje.
- E as mulheres de ontem? - Qual � a rela��o?
Arranjaste isto tudo porque me queixei que o trabalho era chato.
Mark, n�o sei porque estas coisas aconteceram.
Talvez seja s� uma coincid�ncia. S� sei que n�o � nada connosco.
N�o vou deixar que eles nos culpem.
Tamb�m vamos falar de seguran�a.
A tecnologia de hoje tanto pode ser uma b�n��o, como uma maldi��o.
Temos convidados no est�dio,
e os telespectadores podem telefonar para fazerperguntas.
Marcia, teve uma m� experi�ncia com elevadores, n�o foi?
Foi.
Depois do intervalo vai contar-nos essa experi�ncia
e tamb�m a raz�o porque ainda sente saudades do seu pai.
- Vejam s� quem aqui est�! - Ei, Mark!
- Que tal � ser-se famoso? - D�s-me um aut�grafo?
- O que se passa? - N�o leste o jornal?
Que jornal?
Mark, o Mitchell quer falar contigo no gabinete dele. J�.
"O elevador teve um dia mau,
"disse um dos mec�nicos "com ar assustado.
"Um em cada dez passageiros "n�o sai vivo dos elevadores."
S�o palavras tuas?
- Talvez. - Est�s louco?
Que coisa t�o est�pida para se dizer.
- Foi uma piada. N�o era a s�rio. - Hoje de manh� ningu�m se riu.
Pelo menos n�o no meu telefone.
Pass�mos anos a dizer que os elevadores eram seguros.
T�m de ser. Vivemos num mundo vertical.
Se n�o podemos confiar nos elevadores, confiamos em qu�?
N�o preciso de hist�rias destas.
Nem de ter a Pol�cia atr�s de mim a fazer perguntas sobre ti.
- Sobre mim? - Eles tamb�m l�em os jornais.
N�o seria a primeira vez que um tipo faz algo assim
para ter a fotografia no jornal. - Isso � rid�culo.
- Sou suspeito? - Eles querem saber tudo sobre ti.
Mas que sei eu?
Trabalhas aqui h� seis meses e n�o tive nenhuma queixa...
- At� hoje. - Desculpe.
N�o os podemos culpar por seguirem todas as pistas.
Se pensam que tenho alguma coisa a ver com isto, est�o a perder tempo.
N�o te vou despedir, Mark, se bem que pensei nisso esta manh�.
Mas tenho de confiar no Jeff.
Seja por que raz�o for, ele p�e as m�os no fogo por ti.
A �ltima coisa que quero � arranjar problemas ao Jeff.
Ele tem raz�o, �s um bom mec�nico.
Faz o teu trabalho, como o Jeff.
Ele veio para c� h� dois anos, fartou-se de trabalhar,
� leal � empresa e acredita no que est� a fazer.
Um tipo assim pode subir nesta empresa. Percebeste?
- Farei o poss�vel. - Espero que sim.
Vamos considerar isto um erro, que n�o se voltar� a repetir.
N�o se repetir�. Prometo.
Murphy?
- N�o vou trabalhar com o Jeff? - Sabes ler, n�o sabes?
- Mas porqu�? - Ele deve ter outro trabalho.
O Murphy precisa de ajuda. Faz o que te mandam.
Certo.
- Ol�, Mark. Hoje somos colegas. - J� sei.
- Ainda bem que n�o foste despedido. - Quase fui promovido.
Foste mesmo, agora trabalhas para mim.
O Jeff voltou a estacionar no lugar dele?
- Quem � aquele tipo? - N�o sabes?
� o Steinberg, o palerma do alem�o da Pesquisa.
Palerma porqu�?
Acham que est�o acima de n�s s� porque n�s fazemos o trabalho sujo,
enquanto eles se divertem nos laborat�rios limpinhos
a brincar com os computadores.
- Parece que algu�m errou a voca��o. - Eles ganham muito melhor do que n�s.
- Mas n�s divertimo-nos mais, n�o �? - �.
Aquele Kowalski... matou-se como?
Deu um tiro na cabe�a, no carro ao p� do rio.
Pegou fogo a ele pr�prio e ao carro. Porqu�?
Ele n�o trabalhava nos elevadores do Edif�cio Mil�nio?
Trabalhava. Ele e o Jeff.
Achas que teve alguma coisa a ver com os acidentes?
N�o.
Vamos l� embora. Temos um dia cheio de trabalho.
Onde vamos?
- Ao Harlem. - Exactamente.
- O que acham que est�o a fazer? - Vai � merda, p�.
Ganhei-te.
Enganaste-te no caminho, ou qu�?
Meu Deus! Merda! Merda!
Janet, est�s linda como sempre.
Ol�, Murphy. Quem � o teu amigo?
� o Mark, o meu colega de hoje.
Qual � a especialidade de hoje? Para al�m do teu sorriso, � claro.
- Costeletas de porco. - O que t�m de especial?
- Sentei-me nelas durante duas horas. - Assim n�o resisto. Queres, Mark?
chocou contra umajanela e sofreu uma queda mortal de 86 andares.
O tr�nsito ficou cortado durante meia hora.
A Pol�cia disse � TNC que o suic�dio nada tem a ver com o que se passou
na semana passada. - Vamos comer ou n�o?
- D�-me as chaves da carrinha. - Deixaste l� alguma coisa?
Janet, j� estou com saudades tuas. Mark!
Mark, n�o estamos aqui a fazer nada.
O senhor desculpe mas ningu�m pode entrar no edif�cio.
- Sou da empresa dos elevadores. - Espere l� fora, por favor.
- O que aconteceu? - N�o estou autorizada a dizer.
Est�o a fazer uma declara��o � imprensa.
- Onde? - Saia, por favor.
Vamos embora. Estou cheio de fome.
Vamos tentar perceber, antes de mais, como foi possivel
que a v�tima conseguisse partir um vidro com 12mm de espessura.
Se encontrarmos vest�gios de neglig�ncia na seguran�a,
informaremos imediatamente a comiss�o de seguran�a do edif�cio.
Tenente, h� ind�cios de sabotagem?
At� agora, nada aponta nessa direc��o mas a investiga��o vai prosseguir.
H� alguma liga��o com os incidentes anteriores?
N�o. Essa teoria n�o tem fundamentos.
Desculpa. Eu n�o fa�o os cabe�alhos. Fizeram asneira, a culpa n�o � minha.
- Escreveste a hist�ria. - Sim, mas os computadores avariam-se
e acontecem coisas estranhas. - Como ter a pol�cia atr�s de mim.
- A Pol�cia? - Sou suspeito por causa do artigo.
Desculpa. N�o queria que isso acontecesse.
S� escrevi o que tu disseste.
N�o voltes a faz�-lo. Est� bem?
- Est� bem. - O que se passou aqui?
Um tipo matou-se. Atirou-se de uma janela do 86�andar.
- Suic�dio? - � o que a Pol�cia acha.
N�o vais transformar isto numa hist�ria de terror, pois n�o?
S� quero saber a verdade.
- N�o acreditas em mim? - N�o.
S� estou a tentar ganhar o meu sustento. A vida j� � dif�cil.
Deixa-me de fora disso.
- Da minha vida? - Da tua hist�ria.
J� podemos ir embora? N�o quero arranjar problemas.
Est� bem. Estou pronto. Toma.
Boa tarde, Sr. Milligan. Os convidados japoneses j� chegaram.
Japoneses, japoneses... Made-os entrar, est� bem?
Quais s�o os estragos, Benson?
N�o podemos abrir o 86�andar ao p�blico.
S� amanh�, na melhor das hip�teses.
Boa... E que mais?
Telefonaram da Parker, Miles e Baker por causa do escrit�rio do 91�andar.
- Quem � que telefonou? - O Miles.
- Assinam hoje os contratos, certo? - Era suposto ser assim, mas...
... eles cancelaram. - Cancelaram? Porqu�?
Estes malditos elevadores...
Calados, seus anormais. N�o me lixem a vida.
S�o todos uns miser�veis.
N�o vale a pena, a maioria de voc�s n�o se safa.
Se n�o forem atropelados por um carro, n�o beberem uma garrafa de lex�via,
nem incendiarem o vosso quarto, acabar�o metidos na droga
ou a vender o corpo em hot�is rascas. Seja qual for o futuro, sacaninhas
ele n�o vos pertence. Podem ter a certeza.
Algum de voc�s viu a Mary Jane?
Que bando de atrasados.
Mary Jane!
Mary Jane!
- Boa tarde, Sr. Milligan. Como est�? - Est� � procura de algu�m, llsa?
De uma das criancas. Estamos a brincar �s escondidas.
O que se passa contigo para estares a gritar dessa maneira?
- O que foi que fizeste? - Meu Deus! Ela est� bem?
Est�. Estava s� a brincar, j� sabe como s�o as crian�as.
Vamos ter com os teus amigos?
Anda, Mary Jane. Mi�da parva.
Criancas...
Agora, vou mostrar-vos a sala de exerc�cios.
Est� equipada com tudo o que precisam. Certo?
Podemos ir pelas escadas, s�o apenas dois andares.
Mais vale come�armos j� a fazer exerc�cio. Venham comigo.
Merda!
- Que grande taco. - Mas que merda...
A campainha n�o toca, n�o h� luz. N�o tens o nome na porta.
�s uma testemunha protegida?
Deviam proteger-me de jornalistas matreiras. Mas n�o est�o a conseguir.
- O que queres? - Quero entrar.
- Interrompo alguma coisa? - N�o.
- Estavas nas redondezas? - Mais ou menos.
- Gostas de m�sica? - Gosto de "jukeboxes".
Mas o que � uma "jukebox" sem m�sica?
Deixa-me adivinhar. Uma vida sem amor?
Eu sabia que eras rom�ntico.
- O que � isso? - Gostas de filmes?
S� pornogr�ficos.
N�o te preocupes. Cortei as partes chatas.
- Podemos usar o teu v�deo? - Sim.
- Roubaste a cassete? - Foi um empr�stimo.
- Reconheces? - O Edif�cio Mil�nio. A garagem.
- Certo. - � o tipo que se suicidou.
N�o gosto dessas taradices. N�o gosto de ver pessoas a morrer.
Observa bem. Olha, a� v�m eles.
Est�o a fazer uma corrida.
Agora � outra c�mara. Fiz um apanhado de v�rias cassetes.
Este carro quase que o atropela.
- A porta do elevador abre... - Ele entra...
Quase se atira l� para dentro.
Esta � uma das c�maras do observat�rio.
L� vai ele.
Tens a grava��o do suic�dio. Se venderes isto �s televis�es,
ainda ganhas umas massas. - N�o viste.
- O qu�? - Eu tamb�m levei tempo para reparar.
O que foi que n�o vi?
Olha para os tempos.
Est�s a ver os tempos?
36:12.
Esta � a c�mara do 86�andar. Olha para os tempos.
- N�o � poss�vel. - Foi o que eu pensei.
Entre o fecho das portas na garagem e a abertura no 86�andar...
- 2 segundos. - Precisamente 1 ,8 segundos.
- � um problema com os tempos. - N�o, t�m todos o mesmo impulso.
N�o � poss�vel.
- Ele demora 40 segundos a chegar l�. - 42. Cronometrei esta tarde.
O tipo demorou mais tempo a descer do que a subir.
Podes ter a certeza. Que grande merda.
Ainda achas que n�o se passa nada com os elevadores?
- � melhor esperares aqui. - Porqu�?
- Ele odeia jornalistas. - Tu tamb�m odiavas,
mas agora estamos a trabalharjuntos. - Continuo a achar que devias esperar.
Aquele � o teu amigo?
- � ele. - Vamos l�.
Jeff!
- O que fazes aqui? - J� n�o atendes o telefone?
N�o est�vamos em casa.
- Quem � ela? - � a Jennifer do "Morning Post".
- Sou jornalista. - O que est�s a fazer? Meu Deus!
Aquele artigo esta manh�... Est�s a lixar tudo.
Tens de ver esta cassete.
Que cassete? N�o tenho tempo para essas tretas.
Tens de ver isto, Jeff. � sobre os elevadores do Edif�cio Mil�nio.
Isto est� a tornar-se numa obsess�o para ti.
Porque est�s a fazer isto? Porque te importas com isto?
Tu sabes o que se passa com os elevadores. Conta-me.
- Sou teu amigo. S� quero ajudar. - Pois podes parar.
� melhor irem-se embora, os dois. N�o quero que se metam em encrencas.
- Que encrencas? - V�o-se embora.
V� l�, Jeff, s� razo�vel.
- Ele � sempre assim? - N�o, isto nem parece dele.
Mildred... O que se passa?
Hoje levou-me a jantar a um restaurante caro.
S� l� t�nhamos estado uma vez,
quando ele me pediu em casamento.
Na v�spera de voc�s participarem na "Tempestade no Deserto".
Acho que o elevador est� assombrado.
Porque n�o? Daria uma bela primeira p�gina.
Manhattan era uma col�nia �ndia no s�culo XVll.
� poss�vel que o Edif�cio Mil�nio esteja sobre um cemit�rio �ndio.
Os antepassados �ndios est�o a assombrar-nos.
Ou ent�o, pode ser uma fuga de radiac�o de uma f�brica nuclear.
- O Stephen King est� em apuros. - Ainda n�o sugeriste nada.
- O que vou escrever? - Combin�mos que n�o escrevias nada,
por enquanto. - Combin�mos ajudar-nos mutuamente.
Mas o teu amigo do ex�rcito n�o foi muito �til.
- Marines. N�s �ramos Marines. - N�o interessa.
- Voc�s s�o muito amigos? - Devo-lhe muito.
N�o sei o que se passa com ele. Mas tenho um mau pressentimento.
Tamb�m eu. No est�mago.
- Preciso de comida. - Isso podemos resolver.
Vamos l� ver se eu percebi.
Os elevadores t�m uma parte mec�nica e uma parte electr�nica.
A parte electr�nica certifica-se de que n�o v�o todos
para o mesmo andar ao mesmo tempo.
Regula as portas, o ar-condicionado, a velocidade e por a� adiante.
Exactamente. � o c�rebro do aparelho.
- E o Steinberg? Qual � o papel dele? - Ele concebeu a parte electr�nica.
- Fez merda? - N�o sei.
- Que tipo de homem � ele? - N�o o conheco.
N�o transformes isto numa experi�ncia maluca de um cientista. Isso � f�cil.
Temos de analisar todas as op��es.
E este? Max Steinberg.
N�o, chocou contra uma �rvore em 1986.
- Estamos a perder tempo. - Ajudava saber o nome pr�prio dele.
Mesmo assim. Descobrimos onze Johns.
N�o sei porqu�, mas acho que ele n�o se chama John.
- Como se chama, ent�o? - G�nther.
G�nther?
"G�nther Steinberg, formou-se em Harvard
e juntou-se � equipa de investiga��o do Professor Malcom McKenzie
nas lnd�strias Kodelt." Ser� ele? - Pode ser. N�o tem fotografia?
N�o. Vamos tentar em Harvard.
� ele. Vinte anos mais novo.
"Estudou ci�ncias computacionais, biom�dicas e engenharia.
Formou-se em 1977 com louvores, dois anos antes do previsto."
- O melhor da turma. - � o que parece.
- O que s�o as lnd�strias Kodelt? - N�o sei. Vamos ver.
Suborno, uso ilegal de dinheiro p�blicos...
- N�o � uma empresa muito boa. - N�o falam no Steinberg.
A empresa abriu fal�ncia em 1994.
- O que era aquilo. Volta para tr�s. - O qu�?
- � ele, n�o �? - Tu � que sabes.
- � ele. - Natal de 1989.
Forte Benning, Georgia. Trabalhou para o ex�rcito?
N�o parece ser uma festa.
- Ol�, Jennifer. - Ol�, Chip.
O Russel gostou daquilo do suic�dio, principalmente da "torre da morte".
- Deixei-te de fora. Este � o Mark. - Chip.
Ind�strias Kodelt. Gostas de m�sseis teleguiados?
Conhece-los? O Chip sabe tudo sobre computadores.
Estava-se mesmo a ver.
Fizeram um sistema de computadores para o ex�rcito. Para m�sseis ou isso.
- Foram � fal�ncia. - N�o me surpreende.
Fizeram merda com os bio chips.
- O que � isso? - Chips feitos de tecido vivo.
Fizeram um computador com c�rebro de golfinho, ou algo parecido.
- Resultou? - J� me lembro.
Ficou descontrolado, parecia que tinha vontade pr�pria.
E o mais estranho � que parecia que os chips se reproduziam.
O computador crescia e comportava-se como um ser vivo.
- Est�s a gozar... - N�o, deve estar por aqui.
- O que lhe aconteceu? - N�o sei.
Deve ter-se suicidado ou ter tido um ataque de cora��o.
Coitadinho.
Conheces um homem chamado Steinberg?
- Acho que n�o. Quem �? - Trabalhou para eles.
- N�o encontro nada sobre ele. - Posso tentar, se quiseres.
Tem alguma coisa que ver com os elevadores?
Talvez.
Faco isso mais tarde.
Para mim o caso � simples.
O Steinberg fez merda com os bio chips e eles despediram-no.
Conseguiu um emprego no ex�rcito e voltou a fazer merda,
despediram-no e ele foi parar � empresa de elevadores.
- Que grande incompetente. - Mas ele n�o desistiu.
Fez experi�ncia com o computador do elevador. Algo correu mal.
A m�quina tem vontade pr�pria, e est� a vingar-se da humanidade.
Uma m�quina n�o pode ter vontade pr�pria, � uma coisa morta.
- � f�cil saber quem tem raz�o. - Como?
O computador est� na sala das m�quinas, n�o est�?
N�o, esquece... N�o vamos entrar � socapa no Edif�cio Mil�nio.
Est�s com medo que eu tenha raz�o, n�o est�s?
As m�quinas e os computadores n�o se reproduzem...
- J� viste dois chips a fazer sexo? - Vira aqui � direita.
H� uma primeira vez para tudo. Porque temos de ser os �nicos?
- N�s n�o. - O qu�?
- N�s n�o fazemos sexo. - Mas podemos, se quisermos.
- Hoje n�o, estou um pouco cansado. - N�o te estava a convidar...
...estava s� a argumentar. - E claro... E claro que sim.
- � aqui. - Certo.
- Adeus. - Adeus.
Bom dia, Sr. Milligan.
Estou?
Que tal foi a tua noite de ontem?
O qu�?
Quando?
Vou j� para a�.
Obrigada pela actualiza��o do caso, sargento Mallory.
O inspectorMcBain vai continuar a fazera sua declarac�o.
Depois disso teremos tempo para perguntas. Tenente.
O suspeito foi encontrado num dos elevadores expresso.
Estamos convencidos de que o falecido esteve envolvido
nos acidentes com os elevadores no Edif�cio Mil�nio.
Apesar de termos a certeza de que apanhamos o nosso homem,
quero sublinhar que a investiga��o ainda est� a decorrer.
� poss�vel que sejam feitas mais detenc�es.
Podem fazer as vossas perguntas.
Jerry Seltzer, "Washington Reporter".
- � o Steinberg. - Eu sei.
Os elevadores s�o seguros?
O Sr. Mitchell pode responder.
Como j� disse, os elevadores s�o um meio de transporte seguro.
A seguran�a �, e sempre foi, a nossa prioridade.
N�o haver� mais acidentes destes no futuro.
Susan Whittaker, BCT. Qual foi o motivo do assassino?
Estamos a investigar isso.
Temos um bilhete que foi enviado � administra��o do Edif�cio,
e que s� pode ser classificado como um bilhete de chantagem.
Est�o a gozar...
Talvez tenha sido apenas uma quest�o de dinheiro.
Por outro lado, pod�amos estar a lidar com um louco.
Como j� disse anterirmente, temos um relat�rio psiqui�trico
que descreve o falecido como sendo uma pessoa mentalmente perturbada.
- � mentira! Est�o a inventar tudo. - Jennifer Evans, "Morning Post".
O "Morning Post". Ser�, sem d�vida, uma das perguntas mais relevantes.
- Esta � para o Sr. Steinberg. - N�o, por favor.
S� lhe quero perguntar sobre os bio chips.
- A sua pergunta, Sra. Evans? - Queria perguntar ao Sr. Steinberg...
Qual � o seu jornal preferido?
Posso dizer, com toda a certeza, que n�o � o seu.
Acho que todos concordamos, Sr. Steinberg.
H� mais alguma pergunta com interesse?
Marie-Ann Holland, "Animal World".
Os nossos leitores est�o interessados no c�o que morreu.
Finalmente, uma pergunta s�ria...
- Envergonhaste-me. - O que achas que ele ia responder?
"Sim, Sra. Evans, pus l� os chips.
Foi por isso que os elevadores mararam." Deixa-te de coisas.
O teu amigo vai ficar para a Hist�ria como o Assassino do Mil�nio.
Ele � o bode expiat�rio. N�o se v�o safar. O Jeff n�o era assassino.
O que estava ele a fazer perto do elevador a meio da noite?
- � suspeito, n�o �? - Devia ter as suas raz�es.
- E a carta de chantagem? - Muito conveniente.
Tal comoo relat�rio psiqui�trico. E tudo mentira.
- Uma fachada? - N�o � o primeiro.
- O primeiro qu�? - O Kowalski tamb�m morreu.
- Quem � o Kowalski? - O colega do Jeff.
N�o o conheci. Trabalhavam juntos nos elevadores.
Encontraram-no ao p� do rio morto e queimado dentro do carro.
- A Pol�cia diz que foi suic�dio. - E foi?
Come�o a achar que n�o. Se calhar sabia demais e afastaram-no.
- Porque n�o me disseste antes? - N�o pensei que fosse importante.
Mas acho que � coincid�ncia a mais.
Estavas com medo que eu escrevesse sobre isso. N�o confias em mim.
N�o h� muitas pessoas no mundo em quem eu possa confiar.
- Mais vale confiar em ti. - � um comeco.
Viraram a nossa casa de cabe�a para baixo.
O que procuravam?
Procuravam ind�cios que provassem a sua culpa.
Levaram todas as coisas pessoais.
At� as cartas que ele me escreveu quando namor�vamos.
Est�o loucos.
N�o v�o conseguir provar nada, porque n�o h� nada para provar.
N�o sei o que se passava com ele.
Andava muito estranho.
- Onde foi ele ontem? - N�o me disse.
- Telefonou algu�m, ele ficou nervoso. - Quem telefonou?
- Aquele tipo alem�o. - O Steinberg.
- N�o foi ele. Sabes isso, n�o sabes? - Sei, Mildred. Lamento.
Quando o Gerry morreu, ele ficou passado.
- Quem � o Gerry? - O Kowalski.
Trabalharam juntos durante mais de dois anos.
� ele.
Quem diria que eles iriam morrer da mesma maneira?
Como assim? O Kowalski morreu no carro.
N�o morreu, n�o.
Deve ser aqui. N�mero 66.
� aqui.
N�o est� em casa. Esperamos?
Se calhar, est� de f�rias. N�o atendeu o telefone.
- O que est�s a fazer? - O que te parece?
A isso chama-se arrombamento.
Eu chamo "jornalismo de investiga��o".
Ol�, Sra. Kowalski. Est� em casa?
N�o podemos fazer isto, Jennifer.
Ol�... Est� algu�m em casa?
Olha para isto.
Aquele � o Kowalski.
Olha para isto tudo...
� assustador.
Ol�... Sra. Kowalski?
Toc�mos � campainha. A porta estava aberta.
- Tem de ter cuidado com isso... - S�o amigos do meu marido?
Eu sou colega, n�o conheci o Gerry pessoalmente...
Era um bom homem, n�o merecia morrer.
Como morreu ele, Sra. Kowalski?
- Mataram-no! - Quem � que o matou?
Disseram que foi um acidente, mas eu sei que n�o foi.
- O que aconteceu? - Durante tr�s dias,
deixaram-no a sangrar no interior daquele edif�cio.
Ainda l� est�. O esp�rito dele n�o nos deixou.
S� encontrar� paz quando se conseguir vingar.
Ele disse-lhe o que se passava com o elevador?
Os que sabem v�o acabar por morrer. N�o se brinca com o pr�prio diabo...
- Acho que n�o vai dizer mais nada. - Podemos fazer mais uma pergunta?
- Vamos. - N�o queres saber quem o matou?
J� tenho um bom palpite.
Ainda n�o acabou! Vai ser pior! Muito pior.
Com licenca! Com licenca!
Segurem a porta, por favor.
Segurem a porta, por favor.
- N�o parou. - N�o parou no meu andar.
- Carregou no bot�o? - Claro que carreguei.
O que se passa? Tenho de sair aqui.
Estamos a ir mais depressa. Isto � normal?
Anne, carregaste no bot�o com muita forca.
Fa�am-no parar. Por favor, fa�am-no parar.
- Meu Deus! - Vou vomitar!
Senhoras e senhores, o Presidente dos Estados Unidos.
Caros americanos,
esta tarde, um dos edif�cios mais emblem�ticos do pa�s,
o Edif�cio Mil�nio, foi cen�rio de um acto de terror violento.
Garanto ao povo americano que n�o descansaremos
enquanto os respons�veis n�o forem descobertos, presos e condenados.
J� tom�mos medidas decisivas para que isto n�o volte a acontecer.
O FBI est� no terreno a trabalhar com a Pol�cia de Nova lorque.
Durante a investiga��o, o edif�cio e a �rea circundante
estar�o fechados ao p�blico.
A nossa solidariedade vai para as fam�lias das v�timas.
S�o incidentes como este que testam a fibra do povo americano.
Era isto que querias?
O caos... Toda a cidade, todo o pa�s em rebuli�o?
- Que foi? Um pequeno percal�o... - Um pequeno percal�o?
Um pequeno percal�o? Morreram dois dos meus melhores homens.
Vamos encarar a realidade. N�o consegues controlar aquela coisa.
Consigo, sim. Posso resolver tudo.
S� preciso de mais tempo. Confia em mim.
Nenhum avanco na Hist�ria da Humanidade
foi feito sem sacrif�cios. Pensa nos benef�cios para a Humanidade.
Pode mudar a maneira como trabalham, como pensam.
Pode ser um novo Renascimento para a ra�a humana.
- Sabias onde te estavas a meter. - Mentiste-me o tempo todo.
Meu Deus, todos aqueles segredos...
A baz�fia com os amigos que tinhas no Ex�rcito...
Fiz uma pequena investiga��o. Pois, sim.
Foste expulso, depois do falhan�o rotundo.
O projecto foi oficialmente declarado morto.
Fui um parvo por acreditar em ti.
- Isto pode tornar-te rico. - Que se lixe o dinheiro.
Se eu cair, n�o caio sozinho.
Quero que acabes j� com isto.
N�o sei se consigo...
Ouve-me bem, seu sacana. Criaste este monstro.
Agora mata-o.
Vamos!
Afastem as pessoas do edif�cio!
- Apanha o plano. - J� o tenho.
Sigam, por favor.
- De certeza que queres fazer isto? - Eu sabia que tinhas medo.
- N�o est�s a ver o que eu vejo. - Mant�m-te calma.
- N�o podemos contar o que sabemos? - N�o confio neles.
Se falsificaram o relat�rio psiqui�trico do Jeff
far�o tudo para encobrir isto. - Baixa-te.
Boa noite, minha senhora. Qual � o assunto?
Venho entregar material para a investiga��o.
- Passe e fale com o controlo. - Obrigada.
- Foi canja. - Eu disse-te.
Merda, n�o vamos conseguir.
- Calma, j� entr�mos. - S� se foi na merda.
Mostre-nos a sua identificac�o.
Venho entregar material. Aquele elevador est� mesmo marado.
- Este M � de qu�, Sra. Newman? - Martha...
Sou da empresa dos elevadores. Estou l� h� anos.
- Verifica isto. - Sim, senhor.
O que tem l� atr�s?
Coisas... para elevadores...
- Saia do carro, por favor. - Est� a brincar? Est� a chover.
- Vou estragar o penteado. - Saia e abra o porta-bagagens.
Merda...
- N�o encontra a chave certa? - Tem de ser uma destas.
S� um segundo.
Jenn, � o Chip. Interrompo alguma coisa?
N�o, n�o... � da empresa.
Fiz o que me pediste.
Sim.
Estes chips de computador feitos com tecido vivo...
- Sim, a merda dos chips. - Ainda est�o a fazer experi�ncias.
- Estou a ouvir. - Mas j� n�o est�o a usar golfinhos...
Est�s a gozar.
Tens de ter cuidado, isto � muito esquisito.
- A m�quina j� n�o � m�quina. - O que disseste? Onde est�s?
Minha senhora.
Ainda est�s a�?
Falei com a empresa, est� tudo bem.
Por n�s n�o est�. Levem-na l� para dentro.
Revistem a carrinha.
A carrinha est� limpa.
Um, dois... tr�s e quatro.
- M�sseis Stinger? - Os l�bios tamb�m t�m avi�es.
- N�o acreditas nisso, pois n�o? - O Presidente acredita.
- Acho que tudo isto � um exagero. - E h� 10 anos nas Twin Towers?
- Isto vai para o telhado? - Para o 86; o observat�rio.
- De certeza que o elevador � seguro? - Reza para que sim. Eu n�o vou.
- S�o os �ltimos? - S�o. Podem subir.
- Cumprimentos ao Bin Laden. - Est� bem.
- Quem � esta, sargento? - Tentou entrar sem identificac�o.
- Quem � a senhora? - Uma mec�nica de elevadores.
- E eu sou o Ursinho Puf. - Sabia que j� o tinha visto antes.
Telefonem ao meu chefe. Tenho mais que fazer na minha folga.
Deve ter, deve.
- Est� tudo bem? - Sim.
Estes dois v�o para o telhado.
- S� dois? - � preciso mais?
- N�o, chega por uma noite. - D�-me a tua m�o.
- Trouxeram muitas munic�es. - Est�o � espera de um batalh�o?
Ponham a� que n�s vimos buscar depois.
Vamos embora.
- T�m caf�? - Caf�, cerveja, Whiskey, "strippers".
- Assim, temos o que defender. - Para isso n�o � preciso um Stinger.
Ponham-nos aqui.
- S� mais um. - Ponho-os aqui?
- V� o que est�s a fazer. - Calma.
Um dos elevadores expresso foi activado.
� imposs�vel. O sistema foi todo desligado.
Estamos todos em posi��o. C�mbio.
Anda. Por aqui.
O elevador.
Eu disse-te, est�o todos desligados.
- Est� a descer. - 61 , responde, por favor.
Fal�mos com a empresa de elevadores. A carrinha foi roubada.
- N�o mandaram ningu�m. - Quem � a senhora?
- J� disse, � um mal-entendido. - Um dos elevadores est� a descer.
- Tranquem-na. - O qu�?
- Bravo 6, responda, por favor. - Bravo 6.
H� algu�m no elevador expresso, no 29�andar.
Vamos!
V� l�, poupem-me...
Cuidado, l�bios.
- Porra. - Calma, estava a brincar.
N�o... V� l�. O que est�o a fazer?
V� l�, por favor... Bolas!
O que se passa? Quem est� a andar de elevador?
- N�o sabemos. - Est� outra vez a subir.
- A electricidade n�o estava cortada? - Estava...
Porra!
- Ligaram a electricidade. - Como assim? Quem � que a ligou?
N�o sei, devem ser os tipos que est�o no po�o do elevador.
N�o me digas que h� terroristas dentro do edif�cio.
- Est� no 62�andar. - Mandem uma equipa l� a cima. J�!
Despachem-se.
Grande merda!
Vamos embora daqui!
- Est� pronto. - Afastem-se!
Vai explodir!
Est� limpo!
- Meu Deus! - O que � isto?
- O que � isto? - Est� vivo!
- Mas que merda � esta? - Sai! J�!
O que se est� a passar?
Mas que raio...? E de loucos!
O que � isto? Um espect�culo de luzes?
Identifique-se.
Desculpe, pode passar. Deixem-no passar.
Vamos l�! Olhos abertos!
Bravo 10, negativo. N�o vejo nada por causa do fumo.
- Controlem a �rea, sargento. - Entendido.
O senhor desculpe. Pode identificar-se?
Macacos me mordam...
Bravo 1 , responda.
- Bravo 1 . - Quem acabou de entrar?
O nome dele � Steinberg. Tinha uma autorizac�o total.
- Total? - Afirmativo. Algum problema?
N�o, n�o. Fizeste bem.
- Se calhar, n�o s�o terroristas. - Espero que sim.
- Capit�o, fala bravo 9. - O que se passa?
Temos um problema. Desapareceu um dos m�sseis Stinger.
- Disseste que tinha desaparecido? - Afimativo, meu capit�o.
- O elevador de carga parou no 65; - Eu vou l� a cima.
Quem est� a usar aquele elevador?
Por favor...
Pouse isso.
Eu disse para pousar!
Pare!
M�os para cima.
N�o seja louca.
� uma menina t�o pequenina... N�o vai disparar.
- D�-me a arma. - Estou a falar a s�rio.
- Est�s bem? - Sim...
- Obrigado. - De nada.
O que est�s a fazer? J� o tenho controlado.
- N�o � para ele. - N�o pode...
� todo o meu trabalho...
� a minha vida... o futuro...
Fique onde est�. Cara no ch�o! J�!
Recuem todos. Eu mato-a.
- N�o seja parvo. Largue a arma. - Juro que a mato.
Largue a arma, G�nther. J� morreram muitas pessoas.
- Quem � voc�? N�o o conhe�o. - Acabou-se G�nther, largue a arma.
Mark!
Afastem-se. D�em-lhes espa�o.
Sorriam.
- Ficou boa. - Obrigado por tudo.
- Foi um prazer. - V� com calma.
- Podem ter a certeza. - Mando-vos uma c�pia.
- Obrigada. - Quero o negativo.
- Isso � mesmo teu. - Sou um homem prevenido.
Ainda n�o confias em mim. N�o falei nos chips, pois n�o?
- Tamb�m ningu�m iria acreditar. - Os terroristas tamb�m vendem bem.
Como "A Torre do Terror", o grande cabe�alho?
O Russel achou que sim. Promoveu-me a editora dos casos s�rdidos.
- Deves estar muito satisfeita. - Estou.
- Que vais fazer agora? - Arranjar um emprego decente.
Aquilo dos elevadores n�o � para mim. N�o gosto muito das alturas.
- O que se passa? - Meu...
Carregaste do bot�o de emerg�ncia. O que est�s a fazer?
Estava a pensar nisto h� muito tempo.
- Queres mesmo fazer isto? - Acredita, n�o te vou deixar cair.
Tradu��o e Legendagem CRISTBET, LDA
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