All language subtitles for Smilin.Through.1941.Frank.Borzage

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Original subtitles

"O AMOR QUE N�O MORREU"

SESSENTA ANOS DE NOSSA AMADA RAINHA

JUBILEU DE DIAMANTE

Deus de nossos pais, j� conhecido h� muito tempo

Agrade�o por todos os que voltaram vivos

Temos o cora��o alegre e esperamos que todos os outros milh�es voltem

Deus, a esperan�a de viver de novo

Sim, vamos esquecer

Sim, vamos esquecer

Am�m, am�m.

John, todos eles vieram.

Deve estar acontecendo em todas as igrejas do pa�s.

Imagino que sim.

Dizem que em Londres, que 2 milh�es de pessoas...

assistiram o protesto contra a guerra em St Paul.

- Boa tarde. - Boa tarde.

Ouvir o Sr. Harding n�o parece conveniente para a igreja.

Mas o Sr. Keepling a escreveu especialmente para o jubileu.

Quando a Inglaterra ver� outro dia assim?

Sessenta anos com nossa rainha.

Sem d�vida.

- Boa tarde. - Boa tarde.

N�o gosto de anivers�rios, Owen.

- N�o esqueci, John. - A maioria esqueceu.

Este � um dia ruim para ele, vig�rio.

MOON YEAN CLARE

NASCID A EM 1854 MORTA EM 1868, 23 ANOS

Moonyean! Moonyean! Outro ano que se foi.

John! John!

Se eu conhecesse o caminho at� voc�.

Estou sempre perto, quando precisa de mim, querido.

Seja paciente, querido.

Esses anos foram s� momentos.

Os anos que ainda precisamos esperar...

ser�o igualmente curtos.

Sir John!

Moonyean! Moonyean!

Sir John, o vig�rio est� aqui.

Por que precisa?

Est� bem. N�o � culpa sua.

Eu lhe disse que nenhum bem vir�...

de toda esta medita��o e imagina��o.

Receio ser um caso perdido, Helen.

- Ol�, Owen. - John.

Veio por sua vingan�a por ontem � noite?

Est�o comemorando o jubileu na vila.

Discursos e fogos de artif�cio. Por que n�o vai?

N�o, obrigado.

Desculpe, gostar�amos de t�-lo, mas...

Por que n�o diz?

Talvez alguns de n�s desej�ssemos que...

vivesse mais no presente e n�o s� com suas lembran�as.

H� horas que a sinto muito perto de mim.

Eu acredito nisto, independente do que os outros pensem.

Por que n�o acreditaria?

Tenho m�s not�cias de Arden.

A irm� de Moonyean e seu marido se afogaram...

ao navegar na ba�a de Dublin.

Que terr�vel! Quando isso aconteceu?

No m�s passado.

Eu n�o sabia. Por que ningu�m me contou?

Eu acabo de saber.

Sinto muito. Havia uma crian�a.

O que aconteceu com ela?

� isso, John. Deixaram-na sem nada.

- Temos que fazer algo j�. - Foi o que eu pensei.

Que acha de t�-la aqui com voc�?

- Aqui? Aqui nesta casa? - Por que n�o?

Imposs�vel.

- Nunca daria certo. - N�o tenho tanta certeza.

N�o tenho certeza de que uma crian�a n�o faria muito bem.

La lhe dar algo em que pensar, fora voc� mesmo.

Ora, Owen, devia parar de me dar serm�es.

Lamento que pense assim, John.

Acho que est� cometendo um grave erro. Boa noite.

Boa noite. Se a crian�a precisar de algum dinheiro...

- pode contar comigo. - Obrigado.

Entendo.

Bem, venha c�. Vamos! Vamos!

- Como se chama? - Kathleen. E voc�?

John. Como vai?

Como vai?

- Quantos anos tem? - Farei cinco em agosto.

- E voc�? - Eu?

Sou um pouco mais velho que isso.

N�o quer se sentar?

Quem lhe trouxe da Irlanda, Kathleen?

Eu vim sozinha.

Eu tinha uma grande etiqueta no vestido.

O tio Owen mandou me buscar.

Ah, sim. Foi isso. Tio Owen mandou busc�-la.

Posso servir?

Gostaria que lhe mostrasse fotos bonitas num livro?

N�o, obrigada.

N�o tenho chocolates, mas posso lhe dar...

- um copo de leite? - N�o, obrigada.

Acho que vou indo agora.

Para o tio Owen, eu imagino.

Vou ficar com ele no ver�o...

depois vou para casa, para os meus pais.

Devia me visitar, �s vezes.

N�o acho que gosto muito do senhor.

Ora, neste caso, vamos lev�-la ao tio Owen.

Imagino que ele esteja atr�s daquela porta.

Poderia gostar mais do senhor, se o conhecesse melhor.

� muita gentileza sua.

Tem gente que melhora, depois que se conhece mais.

Tio Owen tem um piano.

Gostaria de aprender a tocar piano?

- Eu sei tocar piano. - Eu n�o acredito.

Eu n�o digo mentiras. N�o fale que digo mentiras.

N�o estou dizendo isso. Sei que n�o. Desculpe.

Perguntei ao padre e sei que toca muito bem.

Eu lhe mostraria, se me pedisse.

Ningu�m toca este piano h� muitos anos.

Venha.

Assim, d�-me isso.

Eu conhe�o esta m�sica. Se sabe a letra, canta para mim?

N�o seria pedir demais?

Todos os dias de dan�a

Todos os sons das gaitas de fole

Todos no planeta

Todas as can��es que posso cantar para voc�

Quando as vozes se re�nem tocam os sons da noite

E quando isso acontece

� meu desejo

Tudo cheio de sonhos

Que enchem meu cora��o de l�grimas

J� houve algo t�o doce n�o sei se h� mais

Nesta terra t�o feliz dever� haver mais alegria

Benditos os brinquedos no minuto que brincamos de novo

O cora��o feliz de alegria e riso

Trazendo a alegria a todos

Toda a can��o � sobre este lindo sonho

Enche meu cora��o de l�grimas

Todos os dias das dan�as descontra�das

Todos os sons das gaitas de fole

Essa � uma hora de alegria

Toda a noite

Como nossa jovem can��o

- Obrigado, minha querida. - Obrigada, tio John.

Obrigada por todos esses anos.

Tenho um presente para voc� este ano.

Achei-o entre minhas coisas.

Lindo.

Deixe-me ver.

� dela?

Sabe? Est� a cada ano mais parecida com ela.

Tio John, n�o podia ter me dado nada...

que eu gostaria mais de ter. Nada no mundo.

� uma coisa antiga. Foi da tatarav� dela.

- Cabe? - Coloque-o!

Tenho certeza que cabe, minha querida.

- N�o quer? - N�o, n�o.

Imagino que fez mudan�as, meu amigo.

- Acha? - N�o confio em voc�.

Coube perfeitamente, querido.

- Olhe. - Excelente.

Deve ser a cem milhas daqui.

Com o vento da Fran�a? Sim.

Devem ser as armas de Sailiant Leap.

Srta. Kathleen. Seu namorado vem aqui.

Ele n�o � meu namorado.

De qualquer modo, est� de uniforme, e n�o gosto dele.

Pobre Willy.

- Podiam ir para Macintosh. - N�o num dia como estes.

Ol�, Willy.

Aquele jovem n�o parece estar muito esperan�oso.

Ora, se n�o for Willy, ser� um outro.

Eu vou perd�-la um dia destes.

- John, fez uma coisa bonita. - Jogue, jogue.

Fez uma coisa bonita, dando-lhe o anel de Moonyean.

Sabe, garota, quando sentir o mesmo que eu...

O que eu sinto � que estou molhada.

Certo. O sujeito �...

- E com frio. - Certo.

Todos devem se casar.

Nunca atinge duas vezes no mesmo lugar.

William, n�o podemos ficar aqui.

- Fa�a alguma coisa. - Certo.

- Esta � a casa dos Wayne. - Eu sei.

- Por qu�? - Eu quero me exercitar.

N�o h� ningu�m a� h� 50 anos.

Vai haver duas pessoas, em 50 segundos.

- Voc� e eu? - Sim.

BENJ. WAYNE CONSTRU�D A EM 1684

Acenda o f�sforo, Willy. Est� muito escuro.

Isso � assustadoramente ilegal.

Sim, assustadoramente.

� ador�vel. Acenda a lareira.

- N�o � um pouco... - Sim, n�o �?

Olha a poeira.

Acenda a lareira, vamos pegar pneumonia.

Certo, sim.

Ser� que as toras est�o secas?

H� 50 anos que n�o se acende uma lareira.

Por que n�o vem aqui e se aquece? Est� tremendo.

N�o disse que n�o queria pegar pneumonia?

N�o � por isso que estou tremendo, � esta sala.

Esta sala? Precisa de uma boa limpeza.

Sabe, as pessoas n�o saem e deixam a casa assim.

Por que os Waynes n�o a limparam um pouco?

Deixaram as coisas sobre a mesa e nem puseram a cadeia no lugar.

Est� seco.

Quem tomou este drinque j� est� no t�mulo.

"Times, 14 de junho, 1868."

Jeremy Wayne, nobre, selo de Londres...

13 de junho, 1868.

N�o quer mudar de id�ia, e vamos embora.

Olha o retrato dele, � bonito. Tem fogo em seus olhos.

Kath, eu vim esta manh� para lhe dizer algo.

O jornal da manh� aberto, a bebida meio terminada.

Chicote de montagem no ch�o. As roupas no ch�o.

Por que a cadeira teria sido derrubada?

O rel�gio. Olhe. Parou.

Claro que parou. N�o podia estar funcionando.

Ele podia nos contar o que aconteceu em 14 de junho de 1868.

As pessoas tinham medo de vir a esta casa.

Algo aconteceu aqui.

Algo estranho. Terr�vel. Rom�ntico.

Falando em rom�ntico, quero que se case comigo.

N�o de novo, hoje.

Fechou a porta e fugiu para sempre.

- H� uma maldi��o na casa. - Ent�o, n�o v�o voltar.

Oh, n�o. As persianas est�o abertas.

Seja como for, � mal-assombrada.

- S� a madeira. - Claro.

- Vamos sair daqui. - Vamos.

Acha que � uma carruagem de verdade?

Como vai?

Como vai?

Como vai?

- Tempo terr�vel, n�o? - Assustador.

Sim, assustador.

Terr�vel.

Foi pego na tempestade, suponho.

Sim, sim.

Sim.

Desculpe ficar fazendo perguntas. Mas est�o hospedados aqui?

- Por Deus, n�o. - Estava chovendo muito.

Est�vamos debaixo de uma �rvore, e um raio atingiu a do lado.

Sim, chovia muito.

Por isso ficaram t�o molhados.

Invadimos a casa, para fugir da tempestade.

Bem, eu gostaria que aqui fosse mais confort�vel.

- Ao menos acenderam a lareira. - Obrigado, eu fa�o isso.

Obrigado.

Receio que tenha pegado uma gripe.

Gostaria de lhe oferecer algo quente para beber.

Com licen�a.

Vamos embora daqui.

N�o. Ainda n�o.

Achei a coisa certa para voc�. Porto velho.

Olhe.

- 1847. - 47?

Foi o melhor que pude achar.

Dev�amos nos apresentar.

- Meu nome � Aimley. - Prazer em conhec�-lo.

Como vai?

- Mas n�o vai abrir. - Vou fazer o poss�vel.

Bem, n�o � sua propriedade.

Boa quest�o. Trato dela depois.

Percebe que isso vale 3 ou 4 libras a garrafa?

Deve ser muito bom.

- Sentar� aqui, participar� disto? - Estou pensando em fazer isso.

Aqui estamos.

Pouquinho para mim, por favor.

- Minha parceira no crime. - Obrigada.

- N�o vai beber? - Certamente que n�o.

- Que tal um brinde? - Eu sei de um.

"Este � para a sua sa�de e sua honra e para a sa�de...

de todos os seus descendentes. Grandes ou pequenos."

Que beleza de brinde.

� um brinde irland�s, e o melhor que conhe�o.

Que continue t�o jovem e bonita...

at� o dia do Ju�zo Final.

E nunca esque�a do homem que o desejou.

Fico pensando, ao v�-lo, n�o nos conhecemos antes?

N�o, infelizmente n�o. Eu n�o teria me esquecido.

- � irland�s, tamb�m? - Poderia ser, se a vir bastante.

Mas se n�o � irland�s, � americano.

Como sabe disto?

Pelo modo com que disse: "Prazer em conhec�-la".

Como devia ter dito?

Se quer dizer como eu disse, disse: "Como est� passando?"

Como est� passando?

N�o vamos nos preocupar com isso.

Penso no que tenho perdido nestes anos, n�o bebendo o Porto.

Acho que est� cometendo um erro, Willy.

N�o acho que esteja.

Sente-se, meu velho. Sente-se, por favor.

Diga, o que est� fazendo na Inglaterra?

- Eu vim para me alistar. - N�o � sua guerra.

Sou meio ingl�s e um pouco � um pouco.

Gosto disto.

Acho que isso � um esc�ndalo, mas ele n�o vai se incomodar.

Quem?

O dono, Jeremy Wayne.

N�o � uma figura rom�ntica?

Genial.

Gosto daquele olhar diab�lico; voc�, n�o?

- Voc� � parecido com... - � o meu pai.

Seu pai?

Sou Kenneth Wayne.

Ora, isso � romance.

Est� me dizendo?

Agora, vou fazer outro brinde.

Oh, n�o, j� disse o bastante.

Qual � o nome da can��o que tocava, quando entrei?

"Beba Somente Comigo, com Seus Olhos."

Que Eu lhe Prometerei os Meus.

Vamos, termine-a!

Eu deixo um beijo dentro do cart�o

E n�o vou pedir vinho

Beba somente comigo com seus olhos

Ser� uma bebida divina

Mas seus olhos parecem um n�ctar

Eu n�o mudaria por nada

Eu lhe prometerei meus olhos

Tanto que toque em voc�

Cedendo a esperan�as

Que o frio n�o o resseque

Mas apesar de que isso traga

Uma certa alegria para mim

Isso � trazido

E significa, eu juro

O p�r-do-sol � mandado

Por voc�

Achei que disse que era dif�cil. � uma moleza.

Um rev�s tempor�rio. D�-me o remo, sim?

� um bom sandu�che, voc� que fez?

N�o, mas ajudei.

Vai dar uma boa esposa.

Repita, por favor?

Ouvem-se os avi�es, hoje.

Sim, os ventos v�m daquela dire��o.

Sabe, s� falta uma coisa neste piquenique.

N�o h� formigas, na Inglaterra?

Tinha na Irlanda, mas n�o mandaram not�cias.

O qu�?

Quer abrir isso, por favor?

O que tinha na Irlanda?

- N�o vou voltar a isso. - Isso o qu�?

Sobre a pron�ncia americana e inglesa.

Voc� diz formiga de outro jeito.

Ora, fico contente em v�-la.

E ficaria contente que n�o rastejasse para mim.

Agora nosso piquenique est� completo.

Estar� quando eu conseguir abrir isso.

Tem algu�m por perto.

Como vai?

Conheceu a Srta. O'Hara, imagino.

Claro, como vai?

Quer uma azeitona?

Desculpe, tem um abridor de garrafas com voc�?

Ele n�o � da Am�rica, sabe?

Sim, mas eu adoro aqui.

Sua vida simples e as garotas bonitas.

Na verdade, tem uma garota t�o diferente das que conheci.

Veja isso. Voc�s, ingleses, s�o muito rudes.

N�o quando nos conhece.

- N�o? - N�o.

Passe para mim o pote de ch�.

O pote de ch�!

Quando as aves da noite s�o escondidas no ver�o

Na cidade as procuram

Todas aquelas noites s�o cheias de enamorados perdidos

Murmurando as palavras

Que mandei para voc�

� uma raz�o para dar

Um pequeno beijo

Uma noite que traz um mundo de sonhos

Eu tremo de noite

Com as estrelas acima de mim

� a �nica palavra que diz que me ama

Um enamorado na plan�cie

Eu lhe daria toda minha vida

Enquanto est� longe e as estrelas em cima

A noite � sua no inverno

Do amor

A nossa querida Kathleen chegou cedo da cantina.

Kathleen.

Owen, querido. Levante-se de tr�s desta mesa. Quero ver tudo.

Cal�as e tudo.

Ele impressiona, o vig�rio.

Se os alem�es pudessem v�-lo agora.

Ele parece t�o rid�culo quanto eu esperava.

Regulamentos do rei. Vai para a Corte Marcial, se n�o usar.

Faz voc� parecer 20 anos mais jovem.

N�o dever�amos fazer um brinde para os militares da igreja?

Em honra ao novo uniforme.

Eu quero um, por favor.

Nunca vi a garota tocar no Porto, antes.

Ao mais querido capel�o do ex�rcito de Sua Majestade.

- Muito gentil de sua parte. - Owen.

Que safra � esta?

Porto, 96. O que entende de safras?

Nada mal, para um vinho novo.

Novo o qu�? O que � isso?

Criticando meu 96. N�o vai tomar mais dele.

N�o quis dizer que n�o � bom, mas n�o se compara...

- com o 47. - 47?

E o que sabe do melhor Porto do �ltimo s�culo?

Tomei um copo dele na �ltima tarde.

Quem lhe deu?

Um homem que conheci com Willy.

Que homem?

Eu gostaria de conhecer um homem que tem um 47.

Fale logo.

Paramos na velha casa, para fugir da tempestade.

- Que casa? - Uma velha casa vazia.

Continue, eu sinto uma hist�ria nisso.

N�o h� porque fazer um mist�rio.

Fomos � velha casa dos Wayne.

- � casa dos Wayne? - Sim.

E enquanto est�vamos l�, o dono chegou, da Am�rica.

Jeremy Wayne est� aqui?

N�o, tio John. Jeremy Wayne est� morto.

Morto?

Era o filho dele. Veio para c� para se alistar.

Morto?

Tio John, o que foi?

Tio John! Tio John!

O que foi isso? O que Jeremy Wayne fez?

- N�o posso lhe dizer. - Mas em nome de Deus...

� seu desejo. Tente esquecer.

�? Como posso? Precisa me contar.

- N�o posso. - Ent�o vou perguntar para ele.

N�o fa�a isso. N�o sabe como ir� mago�-lo.

Tio John, lamento se disse algo que o magoasse.

Esse jovem, esse Wayne, est� no ex�rcito?

Sim, est� acampado perto daqui.

N�o falemos nele, querido.

Prefiro que n�o volte a v�-lo.

Por que n�o posso v�-lo? � muito gentil.

Acho que gostaria dele. N�s nos tornamos amigos.

- Amigos? - Sim, estou certa de que...

Calada! D�-me nojo.

Prometa nunca mais v�-lo.

Mas n�o posso prometer isso. Quero v�-lo de novo.

Por que n�o posso?

Est� apaixonada por ele?

Est�? Responda-me.

N�o sei.

Mas se estiver apaixonada por ele...

Eu n�o sei. Mas ele n�o est� apaixonado por mim.

Ao menos, nunca disse nada.

Mas n�o posso imaginar n�o poder voltar a v�-lo.

Desculpe, tio John. N�o posso evitar.

N�o posso!

Ou�a, minha filha.

Vou lhe contar algo que devia saber h� muito tempo.

� culpa minha, imagino. Mas esperava nunca ter que contar.

Esperava n�o ter que reviver isso de novo.

Foi h� quase 50 anos, mas vejo como se fosse ontem.

Esse jardim, numa noite de junho.

O mesmo perfume de rosas no ar.

Agita��o, gente indo e vindo. E da sala de estar...

o som de uma orquestra.

Era a noite anterior ao nosso casamento.

Lembro de tudo t�o claramente.

A casa estava cheia de gente.

Owen!

Owen, onde andou?

Sim, que tipo de melhor amigo voc� �?

N�o merecem isso. Seu casamento n�o merece.

Eu sei disso. Eu sei disso. Mas � tarde demais agora.

Ele n�o disse coisa com coisa a noite toda.

Pode culp�-lo?

Para dizer a verdade, nem eu.

Nunca estive t�o feliz.

- Moonyean! - Com licen�a.

- Posso falar com voc�? - Sim, claro que pode.

- Aceita um drinque? - N�o, obrigado.

Eu vi Jeremy Wayne fora do Georgian Dragon.

- � mesmo? Por que n�o o trouxe? - Estava mal. Andou bebendo.

Est� com dificuldades de aceitar. Coitado. N�o posso culp�-lo.

Ele � um cara selvagem. Estou preocupado.

Fez amea�as vagas contra voc�.

Sabe o que � isso. O conhaque do Georgian Dragon.

Abra teu cora��o ao meu amor

Abra teu cora��o ao meu amor

Abra teu cora��o ao meu amor

Can��o ador�vel.

O Sr. Wayne est� no jardim. Eu prometi lhe dizer...

mas eu n�o iria v�-lo em seu lugar.

Obrigada, Helen.

Ele est� fora de si. Vou chamar sir John.

N�o. Eu cuido dele.

Jerry, sabia que n�o deixaria que me casasse...

sem vir me desejar alegria.

- O que foi, Jerry? - Sabe o que �.

Por que n�o entra? N�s o est�vamos esperando.

- N�o. N�o estavam. - Jerry, por favor, n�o.

Vai mesmo casar-se com ele amanh�?

N�o vamos falar nisso outra vez, vamos?

Foi combinado entre nossas fam�lias que �amos nos casar.

Foi entendido por todos.

Mas n�o precisa ser o fim de nossa amizade.

Nada pode terminar com isso.

Amanh� estar� nos bra�os dele. Esse homem com quem vai casar.

Que direito ele tinha de tir�-la de mim?

Por que ele � melhor que eu? O que h� de errado em mim?

Nada, Jerry. Nada, nada.

� porque eu bebo? Bebo porque sou infeliz.

Sou infeliz por sua causa.

Mas o homem que vai tir�-la de mim, n�o vai viver!

O homem que vai tir�-la de mim n�o vai viver!

Jerry! Jerry!

Eu vou me casar com John, amanh�.

Vou me casar com ele, porque o amo.

Eu o amo, desde o momento em que o vi. Sempre o amarei.

Porque ele significa tudo que � lindo, bom e verdadeiro.

E ainda que n�o fosse assim...

eu ainda assim o amaria.

Jerry!

Moonyean!

A� est�. Boa noite, madame.

Se n�o estiver muito ocupada amanh� � tarde...

que tal casar-se comigo?

O que foi, querida? Algum problema?

N�o, nada.

Algo que eu disse, ou fiz? Se fiz, n�o foi por mal.

John, querido, abrace-me.

- � algo do casamento? - N�o.

N�o est� infeliz, est�?

Como poderia estar infeliz hoje?

Vamos!

Algumas vezes, fico com medo.

Como fomos nos conhecer?

Eu sei. E pensar que h� milh�es de pessoas no mundo.

Vai ser bom ficar nesta casa. S� n�s dois.

Querido, est� tudo bem.

- Gosta do meu anel? - � uma beleza, n�o?

Foi da minha tatarav�.

Vamos treinar.

Com este anel, caso-me com voc�.

Muito bom, n�o?

Talvez eu pratique deixar cair umas vezes.

N�o tem nada de dif�cil em se casar.

Eu posso fazer de olhos fechados.

Com este anel, caso-me com voc�.

O que est� fazendo?

� t�o maravilhoso. Abrir meus olhos e ver voc�.

Querido.

Valsa, acredito, Srta. Clare?

H� uma pequena estrada marrom

Que faz suas curvas no morro

At� um pequeno casebre branco perto do mar

H� uma pequeno campo verde

no qual eu espero

Enquanto esses dois olhos azuis

Sorriem verdadeiramente para mim

Para mim

H� umas manchas cinzas no castanho do cabelo

H� prata no meu tamb�m, eu vejo

Mas nesses longos anos,

Quando as nuvens trouxeram as l�grimas,

Esses dois olhos azuis

Continuaram sorrindo verdadeiramente para mim

CONVITE DE CASAMENTO PARA JEREMY WAYNE

At� logo!

Aceita este homem como seu leg�timo esposo...

para viver com ele, conforme os mandamentos de Deus...

no estado sagrado do matrim�nio?

Vai obedecer-lhe, servir-lhe, am�-lo e honr�-lo...

na doen�a e na sa�de, ignorando os outros...

ficando apenas com ele, at� que a morte os separe?

Sim.

Aceita esta mulher...

Jerry!

O que significa isso?

N�o vai fazer uma cena no meu casamento!

N�o haver� casamento!

Ele est� b�bado, louco.

Saia daqui!

Nunca ir� t�-la!

Algu�m o detenha!

Doutor?

John, d�i aqui.

Fa�a parar.

- Voc� est� bem? - Sim, claro, querido.

Eu vou? Isso �?

N�o � nada, querida.

John, onde est� a alian�a?

Querido, querido, n�o fique triste.

Nosso amor nunca poder� morrer.

Moonyean.

Eu vou esper�-lo.

E se precisar de mim...

arranjarei um modo de voltar para voc�.

Espere para ver.

John...

n�o � uma pena?

E, para mim, tamb�m foi o fim.

Ela jazia branca e parada em meus bra�os.

Ela estava morta.

Tudo pelo o que eu vivera havia ido embora.

Era o fim.

Eu voltei sozinho para esta casa.

Toda alegre, com flores para ela.

Sentei-me sozinho, onde estou sentado agora.

- A noite toda. - Pobre querido.

Depois disso, sentei aqui muitas vezes.

Quando tenho problemas ou tristezas, venho aqui.

� aqui que ela volta para mim. Ano ap�s ano, ela volta.

Sempre.

Sempre que precisei dela, ela estava aqui a meu lado.

- Aqui, neste jardim. - Eu sei, eu entendo.

Kathleen, hoje me disse que Jeremy estava morto.

- Lamento n�o t�-lo matado. - Tio John!

Depois da pol�cia desistir da busca...

eu o rastreei por metade dos portos da Am�rica do Sul.

Por anos, eu o cacei em meus sonhos.

Eu o matei, em meus sonhos.

Agora, ele est� morto.

E seu filho...

seu filho...

Deve me prometer n�o ter nada a ver com aquele homem.

- Nunca? - Nunca.

CANTINA DOS SERVI�OS UNIDOS

H� uma longa noite de espera

Era a terra de seus sonhos

Onde a noite � alegre

H� canto

E a lua brilha

H� uma longa noite de espera

At� que todos os meus sonhos se realizem

At� o dia em que eu parta

Naquela longa trilha

Com voc�

H� uma longa noite de espera

Era a terra de meus sonhos

Onde a noite � alegre

H� canto

E a lua brilha

H� uma longa noite de espera

At� que todos os meus sonhos se realizem

At� o dia em que eu parta

Naquela longa trilha

Com voc�

Kathleen.

Desculpe, n�o posso falar com voc�.

Espere, preciso falar com voc�.

Eu preciso saber mais do que o que me contou em sua carta.

Muito mais.

Venha comigo. Tentarei lhe dizer.

A coisa estava toda errada mesmo, j� que vou para a Fran�a.

Fora que mal nos conhecemos.

Isso mesmo.

Estas coisas de rapaz pobre com mo�a rica...

tamb�m nunca d�o certo.

Sim, foi melhor descobrir isso agora antes que...

Mas � uma pena...

porque poder�amos...

- Sim. - Sim.

Bem, foi bom conhec�-la, mo�a...

Se um dia estiver em Clifford...

Clifford. Parece t�o distante.

Eu prometi.

Eu sei. Desculpe.

- Adeus, Ken. - Adeus.

- N�o parecemos estar... - N�o parecemos.

Se estivermos apaixonados...

N�o podemos estar, podemos?

N�o devemos nos ver. Ou devemos?

N�o estaria certo. Mas eu vou mesmo para a Fran�a.

- Seria mais f�cil se n�o... - N�o sei se seria.

N�o podemos. N�o somos crian�as.

Isso mesmo. Temos que usar a cabe�a.

Bem?

� um jogo f�cil. Adormece depois de cada jogada.

N�o estava dormindo.

Mesmo se estivesse, eu poderia venc�-lo.

N�o tenho visto muito Kathleen.

Ningu�m tem. A cantina a mant�m ocupada.

A cantina?

Ol�, Kathleen, como foi o concerto?

O concerto? Oh, muito bem.

Estou um pouco cansada. Com licen�a. Boa noite.

- Boa noite, tio John. - Boa noite, minha querida.

Parece muito feliz. Ou estou imaginando coisas?

Jovens acham qualquer felicidade nestes dias.

N�o � esta a quest�o.

Outro Kenneth Wayne especial?

Na semana passada comeu seis.

- Comi? - O que h� com voc�?

- Est� apaixonado? - Apaixonado, eu?

Como sabe o que sente uma pessoa apaixonada?

Porque eu estou apaixonada.

Est�, querida?

- Kathleen? - Sim, querido.

Vamos partir.

- Quando, querido? - Hoje � noite.

Firme, querida.

Como podem? N�o treinou o bastante.

Acho que precisam de mais homens.

Kathleen, n�o. Por favor.

Eu vou voltar, voc� sabe.

Ken, quanto tempo tem?

Vamos a South Hampton hoje � noite...

e cruzamos amanh� � noite.

N�o pode tirar uma licen�a, antes de zarpar?

S� por algo muito especial.

Ken, leve-me com voc� hoje � noite.

Pensou, querida?

Ser�o s� umas poucas horas, e eu estaria deixando voc�...

e eu... posso n�o voltar.

Dev�amos ter essas horas. Ia me ajudar a esperar.

E se for tudo o que tivermos...

iria me ajudar a viver. Eu teria sido sua esposa.

Minha esposa.

Ken, volte ao acampamento. Consiga a licen�a...

at� amanh� no barco. Diga que vai se casar.

Eu ponho umas coisas na mala e voc� vem me buscar.

- Certo. - Vamos guardar isso.

Espere! E seu tio? O que vai dizer a ele?

Vou lhe dizer a verdade. Agora eu preciso.

Espero que entenda.

Eu s� entendo uma coisa sobre um Wayne...

a qualidade de sua ra�a n�o � digna de rem�dios.

Por isso seu pai tirou a vida de uma pessoa...

e arruinou a vida de outra. Ele n�o tomou seu rem�dio.

N�o tem o direito de colocar isso assim.

Kenneth, eu vou com voc�, como prometi.

Se ela se casar com voc�, se tornar sua esposa...

na hora em que est� partindo e n�o voltar mais...

estar� destruindo a vida dela por umas horas.

Porque eu nunca a perdoarei.

Espero voltar e faz�-la feliz.

Se ele prometeu, ele pode cuidar de voc�.

� minha �ltima palavra! N�o irei mud�-la.

Vamos, Kenneth.

� nossa �ltima meia hora e a desperdi�amos em discuss�o.

Querida, eu n�o posso sair do pa�s e deix�-la sem nada.

N�o posso fazer isso.

Bem, eu n�o posso for��-lo a ficar, mas n�o me convenceu.

Bem, mas se n�o me quer.

Querida, querida, eu...

Ken, tem raz�o. Sabia disto o tempo todo.

- Fui superficial. - N�o, n�o foi.

Acompanha-me at� a esta��o?

Acho que n�o consigo. Toda aquela gente.

Tenho medo de envergonh�-lo.

Receio que ela n�o volte.

Ela n�o pode ter feito isso comigo. Se ela ousar...

Kathleen.

E ent�o?

Ele n�o se casou comigo, por causa de sua amea�a.

Agora, ela pode nunca voltar.

Se Deus � justo, ele nunca voltar�.

Kathleen!

John, o que deu em voc�? V� atr�s dela.

Implore que ela o perdoe, se conseguir.

- Eu n�o pedi seu conselho. - Mas estou dando.

O rapaz que deseja que morra � um �timo sujeito.

Eu o encontrei v�rias vezes. � um dos melhores.

Ent�o, est� do lado dele, tamb�m.

Estou do lado de Kathleen, e voc� est� errado.

- Maldosamente. - Pode ser, mas sou leal a ela...

que � o melhor que sei fazer. E serei assim at� o fim.

E quem paga o pre�o de sua lealdade?

Deve pensar nos vivos, como nos mortos.

Se � assim que sente, n�s dois n�o podemos continuar...

como antes.

- Fala s�rio? - Nunca falei t�o s�rio.

Quer sacrificar todo sentimento humano decente...

a uma lembran�a amarga, que deveria ser esquecida?

J� disse o bastante, Owen!

- Foram �timos anos, John. - Disse minha �ltima palavra!

Moonyean, Moonyean, onde est�?

John, n�o posso chegar a voc�...

seu �dio est� entre n�s.

Preciso de voc�, deve vir.

Se conseguisse alcan��-lo, se pudesse faz�-lo entender.

Eles se amam, como nos amamos, h� muito tempo.

Ele pode nunca voltar.

Se construir uma barreira entre os que se amam...

ficar� entre sua alma e a minha, por toda a eternidade.

Amado, n�o pode me ouvir?

Se n�o tirar esse �dio de seu cora��o...

e se n�o corrigir esse erro, nunca poder� vir a mim.

Nunca. Nunca.

Por que me desertou?

Quatro anos se passaram desde que esta sina come�ou.

Mas Deus, em sua infinita sabedoria...

permitiu que viesse a seu povo.

Depois de passarmos pelo vale da sombra...

ele permitiu que o sol da vit�ria brilhasse...

entre as escuras nuvens da derrota...

que ficaram tanto tempo sobre n�s.

E humildemente oramos para que nos d� a paz gloriosa...

com honra e dignidade que, com sua infinita miseric�rdia...

parece estar pr�xima. Am�m.

H� um servi�o l� dentro.

N�o deveria haver, senhor. N�o � domingo.

Vamos esperar no t�xi e vamos pegar as coisas.

Terra dos que t�m esperan�a

Teremos o que ansiamos

Sofremos por nossos amados

Eu sonho que voltem

Depois desta longa noite

Meu sonho venceu

A verdade est� aqui

Seu nome ser� lembrado

Da� a gl�ria que vem

M�e dos livres

N�s a adoraremos

Nascemos de voc�

Enquanto seu esp�rito se ergue

Seu nome seja aben�oado

Deus todo-poderoso

Traz todos de volta

Deus, todo-poderoso

Leve-me para esta terra

Seu nome ser� lembrado

Da� a gl�ria que vem

M�e dos livres

N�s a adoraremos

Nascemos de voc�

Enquanto seu esp�rito se ergue

Seu nome seja aben�oado

Deus todo-poderoso

Traz todos de volta

Perd�o, senhores?

- Trabalha aqui? - Sou o sacrist�o, senhor.

Talvez possa me ajudar.

Mandaram-me aqui de Tom Fort.

� uma quest�o de prova de t�tulo.

O agente do estado quer o certificado de nascimento...

- Do meu pai. - Temos se ele nasceu aqui.

Nasceu em 1844. O nome � Jeremy Wayne.

Terei prazer em procurar e lhe dar uma transcri��o.

Fa�a agora, estou com pressa.

Se puder esperar, eu arrumo.

Obrigado, eu espero.

Estou bem. Estou bem.

- Kenneth Wayne. - Ol�, padre.

Espere l� fora, Charles.

Estou contente em v�-lo de volta e como capit�o!

Espl�ndido.

Eu vim aqui obter a escritura da velha casa.

Vou vend�-la.

Voltar para a cidade. Zarpo para a Am�rica amanh�.

Mas Kathleen... vai v�-la, n�o?

Pare�o um homem que quer ver uma mulher?

Diga-lhe que me apaixonei por uma garota qualquer.

Diga qualquer coisa.

Ela o espera h� tr�s anos. Por que n�o quer v�-la?

Porque ainda estou apaixonado por ela.

D�-me uma garrafa!

Aqui, senhor.

- Tem certeza de que � um 47? - � o que diz o r�tulo.

Sirva-me um copo e um para voc�.

N�o posso tomar a liberdade, senhor.

Um copo de cerveja seria o melhor.

Vai encontrar minhas roupas no meu quarto.

- Guarde tudo e traga logo. - Muito bem, senhor.

Ken! Ken!

Ken! Ken!

N�o � voc�. N�o pode ser.

Mas �. Isso �...

Querido, eu n�o posso acreditar.

Querido, meu doce. Ter meus bra�os ao redor de voc�.

Eu esperei tanto, querido.

Olhe para voc�. Queria n�o chorar assim.

N�o fica bem.

Est� feliz em me ver? N�o disse isso.

Eu n�o lhe dei a chance de dizer.

Claro que estou feliz em v�-la.

Claro que est�. Que pergunta tola.

Tenho tanto a perguntar.

Por que n�o escreveu?

Pensei que estivesse doente ou ferido.

- Est� bem, n�o? - Claro, estou �timo.

Mas por que n�o escreveu? Deixe pra l�.

Vamos esquecer disso.

Voc� est� aqui, n�o? � isso que importa.

Como sabia que eu estava aqui?

Vi a luz acesa, ao voltar da cantina.

Eu corri at� aqui.

Sabia que devia ser voc�. Quem mais poderia ser?

- Quando voltou? - Correu at� aqui?

Acha que viria andando?

Que tal sentarmos?

Ken, quando voltou? Agora, � claro...

sen�o teria me avisado.

Por que parou de escrever? Aquelas cartas maravilhosas.

Depois nada, nada por tr�s meses. N�o importa.

Achei que n�o podia escrever, que tinham arrancado seu bra�o.

Mas n�o o perdeu.

Quanto tempo vai ficar? Vai ter que voltar...

mas n�o vamos falar disso agora.

Mas quanto tempo vai ficar, uma semana?

Duas semanas! Diga-me que s�o duas semanas!

Bem, eu espero que a guerra tenha terminado para mim agora.

O qu�? N�o tem que voltar?

- Ent�o foi ferido. - N�o.

Ent�o, eu n�o entendo.

� dif�cil de explicar, talvez n�o entenda.

Eu sou americano.

Quer entrar no Ex�rcito americano?

Voltou para me buscar?

N�o � muito divertido l�, ratos, lama e coisas do tipo.

E j� chega.

Sabe, eu tinha a lei do meu lado.

Como americano, eles tinham que me liberar.

Tem certeza que quer ir para a Am�rica?

No trem das 22h00 hoje � noite.

E o barco de manh�. Foi sorte conseguir uma passagem.

Bem, ent�o n�o h� raz�o para n�o podermos...

Eu arrumo um emprego l�. Vou trabalhar.

N�o me fale sobre o tio John e seu dinheiro.

Foi t�o mau naquela noite.

Devia ter me deixado ir com voc�.

N�o teria gostado de l�.

O que est� dizendo?

Gostaria de qualquer lugar do mundo com voc�.

Aqui � seu lar. Gosta daqui.

Bem e da�?

Tudo bem. Tudo bem.

Eu estava certo quando a fiz voltar para seu tio.

A prop�sito, como est� seu tio?

Ele n�o mudou em rela��o a voc�, nem eu.

N�o mudou?

Ainda acalentando aquela antiga tristeza?

Isso n�o far� a menor diferen�a entre n�s, querido.

Deve ser �timo ser assim. Amar uma mulher toda a sua vida.

Deve ser.

Bem e o resto?

Como vai Willy? Foi transferido, est� bem?

Sim, escreve �s vezes.

Isso � bom.

Willy � o cara certo.

Ele poderia amar algu�m por toda a vida.

Kenneth, por que est� falando assim?

Relembrando. N�s nos divertimos muito, n�o?

Lembra quando nos conhecemos nesta sala?

Uma ta�a de Porto. Eu cantei para voc�.

Foi mesmo.

Lembra da noite em que eu estava partindo para a Fran�a?

Como nos sentimos mal? Era amor ou n�o?

Levamos a s�rio aquele nosso caso.

Pena que fomos � guerra e tivemos que crescer.

O que est� dizendo? O que est� tentando fazer?

O que isso significa? O que lhe aconteceu?

- Eu fui para a guerra. - Eu sei, estive esperando-o!

Porque o amava, e pensava que me amava e me queria.

Kathleen, n�o vamos... n�o vamos...

Quando a coisa acaba, acaba.

Acabou. Entendo, acabou.

Ent�o, por que voltou?

Queria ter certeza de que n�o me amava?

Espero que tenha certeza agora.

Espero que tenha esquecido nosso pequeno...

Esque�a que o amava, que esperei por voc�.

Que teria esperado por voc� toda a minha vida.

- Eu mudei! - Sim, claro.

Claro que mudou.

Desculpe, Ken...

n�o queria me atirar em cima de voc� assim.

N�o queria constrang�-lo.

Eu fui uma idiota, tendo certeza de que...

N�o h� mais nada a dizer, a n�o ser adeus.

Adeus, Ken.

Sir John, o vig�rio espera v�-lo.

- E o que ele quer? - Ele est� no est�dio.

Tome.

- Owen. - John, tenho algo a lhe dizer.

Diga que est� do meu lado de novo...

e esqueceremos estes tr�s anos.

Sim, depois que fizer a coisa certa.

N�o veio admitir que estava errado?

Ent�o n�o tenho nada a lhe dizer.

Eu tenho algo a lhe dizer. Kenneth Wayne est� aqui.

Est� gravemente ferido e parte � noite para os EUA.

Por que me diz isso?

Porque ele nem acha justo ver Kathleen.

O que ele acha justo ou injusto n�o me interessa.

Ele ainda a ama. Diga-lhe que lamenta.

� in�til continuar esta discuss�o.

John, quando ela morreu, disse que o esperaria...

at� que fosse se encontrar com ela.

Se Deus for justo, voc� nunca a ver�.

Kathleen, onde esteve?

Voc� viu Kenneth Wayne? Viu-o?

N�o tenho certeza.

- Fui � casa dele... - Acha que ele...

Daria tudo para n�o ter ido.

A cabe�a dele est� confusa.

N�o, n�o fisicamente. N�o sei o que pensar.

Parece ter esquecido que um dia...

Eu n�o sei o que pensar.

Ele terminou tudo?

Bem, talvez seja melhor. Vai superar, minha querida.

Voc� n�o superou.

Mas n�o � a mesma coisa. Sabia que era amado.

Tinha certeza. Tinha aquela lembran�a.

Eu n�o tenho nada. Achava que tinha certeza, mas...

agora n�o tenho nada.

Seu trem parte �s 22h00. Quisera que j� tivesse ido.

N�o posso evitar esperar pelas coisas mais loucas.

Que ele parasse na entrada e voltasse para mim.

Entrasse nesta sala.

N�o entende isso, entende?

Sim, eu entendo.

As pequenas coisas s�o as que doem mais.

Costum�vamos rir.

"Coitada", ele dizia. "Algo a perturba, querida?"

N�o adianta. Eu o amo.

Sou uma tola, sem orgulho.

Eu o amo independente do que tenha feito.

Se tivesse morrido, eu o amaria minha vida toda.

Sempre.

Como voc� a amou.

Kathleen, minha filha, ou�a. Ele est� gravemente ferido.

N�o achou justo contar a voc�.

Achou que se casaria com ele por piedade.

Owen o viu.

Ele vai embora, sabe? O trem parte �s 22h00.

Este rel�gio est� certo?

Eu espero...

Eu adoraria que pudesse voltar aqui de novo...

e traz�-lo com voc�.

Tio John, vamos cuidar dos dois, n�o, querido?

Meu doce.

Owen! Owen!

V� ficar com o tio John. R�pido!

Ande logo!

Sir John, o vig�rio est� aqui.

John, mandou me chamar?

N�o mandei cham�-lo.

- Kathleen me disse... - Ela lhe disse?

Aonde ela foi?

Achava que tivesse lhe contado.

Ela pediu para vir ficar com voc�.

- Onde est� Kathleen? - A caminho da esta��o.

E vai voltar para casa.

- Eles v�o voltar para casa. - Eles?

- Ouviu o que eu disse. - Entendo.

- Bem, eu vou indo. - N�o quer jogar?

- J� que est� aqui. - � uma boa id�ia.

Esqueci do xadrez.

Esqueceu mais do que imagina.

Tome.

Eu joguei com os brancos na �ltima vez.

Sua jogada.

John...

eu sei de algu�m que est� muito feliz com o que fez hoje.

Sim. Ela est� feliz.

Eu sei.

Bem...

Bom e velho John.

Moonyean, finalmente veio ficar comigo.

N�o, voc� que veio a mim. Estava t�o sozinha sem voc�.

Quase criei o maior transtorno. Estou ficando muito velho.

Velho, John, voc�?

- Meu rosto est� enrugado. - N�o vejo rugas.

Estou encurvado e fraco.

Est� ereto e alto como um jovem.

Voc� me v� assim?

Olhe l�.

Isso � a morte?

- N�o � nada, �? - Nada.

N�o � tolice ter medo dela?

H� uma pequeno campo verde

no qual eu espero

Enquanto esses dois olhos azuis

Sorriem verdadeiramente

Para mim

LEGENDAS: jmedeiros17

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