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LA PORTA ROSSA S01E06
- N�o pode acreditar. - No entanto, acredito.
Claro que acredito! 30.000 euros!
Eu levo dois anos para ganhar tudo isso.
Por outro lado, ele?
Talvez ganhou s� com uma informa��o.
- N�o, Zagaria? - Era um idiota, mas corrupto...
Nunca diria isso?
Sim, claro que diria.
Nosso bom...
- Posso? - Sim, Lorenzi, venha.
Ou�am bem. Agora entraremos na jaula dos le�es.
Ningu�m deve abrir a boca, somente eu.
Depois da coletiva de imprensa
cuidaremos de quem d� estas informa��es ao jornais.
Juro que se o acho, ser� o fim do
seu trabalho aqui. Suma da minha vista.
Os fatos Rambelli, olhe para os fatos.
Um: o celular do Mexicano, algu�m
ligou daqui para avisar que eu estava chegando.
Dois: sai a not�cia de que um de n�s est� envolvido em corrup��o
e tr�s, encontram 30 mil euros na minha casa. Est� claro, n�o?
O informante se sentiu encurralado
e escondeu o dinheiro em minha casa.
Assim, a suspeita recai sobre quem n�o pode mais se defender.
O maldito que fez essa obra de arte...
certamente � quem me matou.
- O que aconteceu? - O g�nio do meu filho
n�o bastou se afundar em Trieste.
- Agora se afundou na Eslov�nia. - Quanto perdeu? - 80.000 euros.
O que esperamos?
- Seu bosta! - Onde est� o garoto?
Papai, eles me pegaram. Esses merdas me ferraram.
O que voc� esperava?
Juro, pai. N�o tenho mais nada a ver com essas pessoas.
Tem coragem de continuar falando?
V� para casa. V� embora.
- Gostaria que fosse como ele? - Deveria agradec�-lo.
Salvou sua vida esta noite. V�, j� fez o bastante por hoje.
N�o sei o que fazer com esse garoto.
Desde que Tiziana n�o est� mais, n�o consigo segur�-lo.
De qualquer forma, obrigado.
De qu�? Com tudo que voc� fez por mim.
Agora posso te pagar.
- Bom. Posso? - Sim.
Olha, eu... vou embora.
Venho busc�-la depois da escola. Leva tempo para chegar l�.
- Mas ela sabe que vamos? - Sim, claro.
- O que disse? - N�o disse nada.
- N�o tenha muitas ilus�es. - Certo, falarei com ela.
Leve algum abrigo porque faz frio l�.
- Olhe a previs�o do tempo. - Est� bem.
Merda!
Desculpe, mas tenho pouco tempo, porque...
- Hoje tem a coletiva de imprensa... - Eu sei.
Voc� vem?
N�o acho que seja necess�rio.
Acha que � verdade?
N�o sei mais no que acreditar.
Por isso a procurei.
Leonardo se encontrava com outra mulher.
Voc� sabia?
� ela...
A reconhece?
Acho que Rambelli e Lorenzi n�o querem me dizer a verdade.
Por isso queria falar com voc�, de mulher para mulher.
Eu...
Eu no entanto, nunca a vi.
Uma noite, ap�s a morte de Leo, recebi um telefonema an�nimo.
- Eu acho que era ela. - O que ela disse?
Que estou em perigo e que n�o devo confiar em ningu�m.
O nome dela � Helena. As iniciais s�o HC.
Diz alguma coisa para voc�?
� a �ltima pessoa que ligou para o celular dele.
Como voc� descobriu?
Fiz uma pequena investiga��o.
A partir daqui eu quero entender o resto.
Sinto muito n�o poder ajudar porque eu...
Al�m disso, tenho que sair porque se chego atrasada,
Rambelli me esfola viva.
Leonardo falava bem de voc�.
N�o fazia isso sobre outras pessoas.
Obrigada por ter vindo.
Bom dia!
Bom dia, senhores. Desculpem. � hora de come�ar. Obrigado.
Ent�o, existem alguns rumores sobre os �ltimos acontecimentos.
De minha parte, posso dizer que
o Judici�rio em colabora��o com a Pol�cia Estadual
est�o fazendo o poss�vel para esclarecer os fatos.
Para descobrir a verdade.
N�o tenho mais nada a acrescentar...
passo a palavra ao vice-inspetor. Obrigado.
Na verdade, esta coletiva de imprensa � para comunicar...
que n�o h� nada para comunicar.
No estado atual da investiga��o n�o existe nenhum elemento...
que permita conectar o delegado Cagliostro...
com qualquer organiza��o criminosa.
E tendo conhecido pessoalmente o delegado...
posso excluir categoricamente...
qualquer ato de corrup��o.
Portanto, qualquer informa��o
que apare�a publicada na m�dia...
al�m dos fatos, ser�o consideradas especula��es.
Ent�o, como explica o dinheiro encontrado na casa do delegado?
� verdade que houve telefonemas entre a delegacia e o Mexicano?
A verdade � que a pol�cia est� podre!
Desculpe, para que jornal voc� escreve?
Percebe o que est� dizendo? Quer ser processado?
N�o ameace e responda �s perguntas.
Se voc� acha que vou ceder �s provoca��es...
- est� perdendo tempo. - A coletiva terminou.
- At� logo - Corrup��o e boca calada.
Est� convencido da inoc�ncia de Cagliostro, n�o?
Naturalmente n�o direi isso na frente dos outros.
Mas admito que tamb�m come�o a duvidar.
- Oi - Prazer em v�-la de novo. - N�o tomarei muito tempo.
Preciso de uma informa��o. Alguma vez viu meu marido...
- com esta mulher? - Eu vejo muitas pessoas.
Acho que seria conveniente se esfor�ar um pouco mais.
Se eu quisesse, poderia fechar este lugar...
e voc� perderia seu emprego. Fui convincente o suficiente?
Seu marido veio com uma mulher.
Mas n�o com a da foto. Temos grava��es.
Nestes casos, podem ser �teis.
� como ir a um primeiro encontro, mas com a m�e.
Eu n�o sei o que dizer.
Vai dizer o que pensar naquele momento.
Quem sabe que ideia ela teria de mim!
Eu pensaria que � muito bonita.
Amanh� devo tocar em um lugar.
- Se voc� quiser vir... - Sim.
- Te esperam. - Sim, mas se n�o voltar tarde
ficarei encantada. Obrigada.
Tchau.
Esta � a mulher que vi com seu marido.
Senhora, se sente bem? Vou buscar um copo de �gua.
Voc� se divertiu?
A mulher tra�da que vem confiar em voc�!
Vamos, diga algo.
- Sinto muito. - Sinto muito, vagabunda?
Tem coragem de dizer que sente muito?
Sabiam que tinham uma merda no escrit�rio?
- H� quanto tempo? - Basta. - N�o me toque! Fale!
- Olhe para mim, vagabunda. - Anna, o que est� fazendo?
Deus!
Perdoem-me, � s� uma hist�ria banal de trai��o.
- Perdoem-me. - Venha. - N�o sei...
Vamos trabalhar, pessoal!
Mariani, venha ao meu escrit�rio, por favor.
Mariani, me escute.
Suas hist�rias pessoais n�o me interessam.
Eu lhe chamei porque Ragusa me informou de sua investiga��o
que aparentemente n�o produziu resultados.
Os policiais n�o gostam dos colegas que os investigam.
Eu sugiro umas f�rias antes que lhe deem outra tarefa.
Posso usar o esc�ndalo de Anna para justificar sua aus�ncia.
- Isso � tudo. - Eu queria... - Mariani.
Est� suspensa do servi�o.
Fora.
Que filho da puta!
Anna, eu...
n�o � para justificar...
mas �s vezes na vida cometemos erros.
A pessoa sabe que est� errada
e jura n�o continuar... mas cai de novo.
N�o sabe como seguir...
Sim, mas a hist�ria das informa��es e os 30 mil euros
a streep Stella. O que mais devo justificar?
Tem raz�o.
- Mas n�o deve pensar que Leo... - Sabe o que eu penso?
Que Leo foi o maior erro da minha vida.
N�o, n�o deve dizer isso... n�o � justo.
Entendo que �s vezes acreditamos que n�o h� mais esperan�a.
Em momentos como este... Posso te levar para um lugar?
Confia em mim?
Mais uma hora de curvas e chegamos.
Que tipo de pessoa ela �?
� dif�cil descrev�-la em duas palavras.
Sempre foi... extravagante.
- Estranha. - Por qu�? Em que sentido?
Se perdia continuamente, sempre com a cabe�a em outro lugar.
Nunca sabia o que esperar.
Os av�s nunca entenderam o que acontecia com ela.
- Honestamente, nem eu. - Como assim?
Nunca podia confiar nela nem nas coisas mais simples...
Nem mesmo quando cresceu.
- O que voc� quer dizer? - Eu quero dizer...
�s vezes nos dava medo.
- Gostaria de ficar sozinha. - Te espero aqui.
- Bom dia. - Bom dia, padre. - Posso? - Sim, claro.
- Estou gr�vida. - � algo lindo.
- N�o em meu caso. - Entendo que seja uma situa��o dif�cil.
N�o � somente pela morte do meu marido.
� por causa de tudo que est� vindo � luz sobre ele.
Sim, ouvi as not�cias. Sinto muito.
Al�m da suspeita de corrup��o...
me tra�a com uma colega
e com uma prostituta.
Talvez com mais algu�m, quem sabe?
Eu me sinto t�o humilhada.
Est�pida.
O homem que amava se tornou um estranho.
Eu gostaria de apagar qualquer lembran�a dele.
Tudo.
Inclusive seu filho.
Se veio a mim, certamente n�o � para pedir minha permiss�o.
Voc� fala de amor. O que � mais aut�ntico
esse erro ou o amor que os unia?
N�o sei, padre.
Estou muito mal.
Sim, estou vendo.
Mas agora se sofre tanto � porque o amava muito.
Veja...
Em um casal, os erros nunca s�o cometidos por apenas um.
Eu acho que voc� deveria buscar pelo seu marido.
- Buscar? - Sim, assim pode reencontr�-lo.
Se o reencontr�-lo, sentir� ainda mais sua perda.
Mas isso vai ajud�-la a estar em paz com o passado.
- N�o sei se tenho for�a, padre. - Tente.
Oi.
- Olha a boquinha dele. - Sim, parece a Beatrice.
- Quer a sua mam�e. - Tenho fome. - Tem fome?
Ent�o vamos fazer um lanche, amor.
- Deixa comigo. - Obrigada.
Algu�m mais tem fome por aqui.
Por que seu marido n�o veio?
Est� no meio de uma investiga��o.
Vir� em breve.
Ele se preocupa mais com o trabalho do que com voc�.
- Pai, n�o quero estragar este lindo dia. - Isto eu lhe digo.
Ele n�o gosta destas situa��es
porque n�o se importa em ter uma fam�lia.
Sorte sua que sabe tudo.
Ent�o ficarei feliz em ter mais netos.
Ele perguntou se voc� quer filhos?
Aposto que se voc� estivesse gr�vida, ele n�o gostaria nada.
Eu n�o sou um grande especialista em viagens.
- Para quando �? - Para mim e minha mulher.
- A lua de mel. - Que bonito! Se casam?
Na realidade j� estamos casados.
- Faz quatro horas que espero. - Um seguimento.
Um seguimento?
Em que trabalho? Na pol�cia. Os policiais fazem seguimentos.
Sim, n�o me trate como uma cretina.
O problema � que voc� tem seguimentos toda noite.
H� algo que n�o sei?
Ent�o, vemos um filme?
- Voc� vai ficar comigo? - N�o.
- N�o vou ficar com voc�. - Estou gr�vida.
Mas que bela rea��o.
Deveria me abra�ar, me beijar. Tem cara de funeral.
Tem certeza?
Que porra de pergunta � essa?
Pode me explicar o que fazemos juntos eu e voc�?
Nunca seremos uma fam�lia, n�o conversamos.
Nos vemos um pouco de vez em quando.
Sim, transamos bem. Mas s� isso n�o me basta.
- Sabe que n�o � f�cil para mim. - N�o � f�cil?
Mas agora se...
- Se est�... - Se est�.
N�o est�, n�o estou gr�vida.
Est� feliz agora? Voc� se sente aliviado?
O problema � que com voc� s� funcionam as emboscadas.
Meu pai tem raz�o quando diz que voc� � um ego�sta de merda.
V�o se foder, voc� e seu pai! V�o se foder!
Sou um inimigo para voc� me tratar assim?
N�o sou como voc�s, certo? N�o consigo, n�o sou digno.
� isso.
Terminou?
Confi�vel a previs�o do tempo, n�o?
Quer que paremos?
Chegamos at� aqui, vamos em frente.
Vejo que est� cansada.
Cuidado!
- Melhor voltarmos ao hotel. - Sim.
Quero ir para casa.
N�o ficamos bem todos esses anos?
Por que devemos complicar nossas vidas agora?
Talvez n�o valha a pena.
Tenho medo.
- Sra. Mayer? - Sim.
- Nos conhecemos? - Sou a m�e de Ambra Raspadori.
A garota que encontraram morta.
Sim, lembro disso.
Eu cuidava do caso da sua filha, depois meu marido se foi...
Sinto muito por seu marido.
Mas seu marido era policial...
sabia que fazia um trabalho perigoso.
Minha filha era s� uma garota...
que a todos � muito c�modo considerar
como uma morta viciada em drogas.
Mas ela n�o era viciada.
As verifica��es necess�rias ser�o feitas, senhora.
Compreendo que seja dif�cil para voc�,
mas este n�o � o lugar nem o momento.
Voc� tem uma posi��o importante, tem que descobrir a verdade.
Se neste momento voc�
n�o se considera capaz de cuidar do caso
deixe o caso para um colega,
n�o me impe�a de descobrir a verdade
sobre a morte da minha filha.
Cuidarei do caso da sua filha o quanto antes. Com licen�a.
Voc� n�o tem filhos, certo?
Se tivesse, n�o se comportaria assim.
Pronto, est� chegando.
- Oi, Eleonora. - Faz tempo que esperam?
N�o, chegamos agora.
Minha casa fica a dois passos daqui.
O que querem saber?
Tente dizer a Vanessa o que aconteceu naquela noite.
Est�vamos em um povoado no pa�s de Dragan.
Oi, amor.
Seu pai.
Est�vamos reformando a casa para n�s.
Ent�o, uma noite... eu estava sob efeito
de psicof�rmacos, n�o entendia nada...
Cometi um erro...
Onde est� a menina? Onde est�?
Houve um inc�ndio.
Dragan, seu pai, conseguiu te salvar.
Estou indo, amor.
Dragan morreu e voc� e eu nos salvamos.
Nunca pude e nem queria cuidar de voc�.
Agora que me liberaram, nada mudou.
Ainda sou a mesma.
Por que sempre me disse que eu n�o estava l�?
- Para proteg�-la. - Por que me fez acreditar que estava morta?
Sou uma pessoa perigosa. Sempre fui e sempre serei.
Para voc�, estou morta.
Nevou esta noite, tenho que voltar ao trabalho.
Tem que limpar as ruas.
Quem era o homem ruivo?
N�o sei o que voc� est� falando.
Ent�o � verdade.
Oi.
Sim, eu sei o que voc� est� pensando.
Que era melhor ficar em casa. Mas n�o � assim.
Voc� � muito teimosa, eu te conhe�o...
Ficar aqui me ajuda, preciso pensar em outra coisas.
Embora n�o funcione.
Quanto mais tento n�o pensar nele, mais presente eu o tenho.
Por exemplo, o caso de Ambra Raspadori.
Lembra do que Leonardo disse no dia em que foi morta?
Disse que o corpo n�o deveria estar l�, que havia sido movido.
As an�lises confirmam que ele estava certo.
Se tinha raz�o, demonstraremos.
Com calma.
Tenho que lhe dizer.
Uma mulher como voc�... N�o merecia...
� dif�cil acertar contas com seus pr�prios erros, n�o?
Como sabe o que penso?
Eu tamb�m passei por isso, cometi muitos erros.
Que v� tudo para o inferno.
Isto � um inferno. Vemos as consequ�ncias de nossos erros
sem poder fazer nada para remedi�-los.
Uma tortura.
Talvez eu esteja aqui porque n�o merecia ir.
N�o podemos ser punidos pelos erros.
Por qu�?
Porque os erros n�o s�o uma exce��o,
s�o a pr�pria ess�ncia da exist�ncia.
Se viv�ssemos cem vezes, acha que os erros diminuiriam?
Confie em mim, se multiplicariam.
�s vezes acho que deveria ter atravessado aquela porta.
E voc�? O que viu? Por que est� aqui?
Quase todo mundo fica por um motivo preciso, como voc�.
Mas depois,
vendo que a vida continua
a maioria se perde.
Voc� acha que � importante...
mas voc� morre e percebe que os outros continuam sem voc�.
E voc� fica cada vez mais emba�ado,
como uma folha de papel transparente.
Muitos acabam esquecendo at� por que ficaram aqui.
Eles acabam se tornando nisso...
a merda de uma nuvem
Mas voc� est� aqui pela sua mulher.
Anna me odeia.
Ela tem raz�o. Tive a sorte de encontr�-la e n�o fiz...
mais que negligenci�-la, desapont�-la, mentir para ela.
� normal que pense o pior de mim.
Fa�a ela mudar de ideia.
Ela deve saber que houve um momento
em que tentou faz�-la feliz.
- Agora � tarde. - N�o.
Talvez n�o possa fazer muito, mas alguma coisa sim.
N�o devo te ensinar nada.
Em certos casos, voc� pode trapacear.
Oi.
Vim para retirar as coisas. Aposto que voc� n�o sabia.
Voc� foi promovida?
Voc� tamb�m vai se meter?
Em uma coisa voc� tinha raz�o, Cagliostro n�o era o informante.
- Como assim? - Eu o conhecia bem.
Idiota, arrogante, esperto, filho da puta, mas n�o corrupto.
Eu colocaria minha m�o no fogo.
Eu tamb�m queria lhe dizer algo.
Sinto muito pelo que aconteceu entre n�s.
N�o foi nada. Uma transa gr�tis nunca se recusa.
Est� bem, eu mere�o.
Vamos tomar algo? Eu convido.
Voc� � um encanto, mas estou cansado e tenho muito trabalho.
Boa sorte.
Scalisi. Cinco minutos e venha.
Est� bem.
Leonardo se encontrava com outra mulher.
Voc� a reconhece?
Por que n�o saiu ao terra�o? N�o viu o sinal?
N�o tenho vontade.
- Obrigado pelas boas vindas... - N�o tenho vontade!
Merda.
� verdade, voc� foi ver sua m�e.
Como foi?
Me tratou como se n�o existisse
porque n�o importo nada para ela.
Entendo voc�.
Claro que entende, n�o est� nem a� tamb�m.
Me procura s� quando precisa de alguma coisa.
N�o. Entendo porque tamb�m fui abandonado.
Cresci em um orfanato.
Nunca conheci meus pais.
Agora todos d�o as costas para mim.
Est� diante de um especialista em abandono.
- V�? Uma coisa em comum. - Voc� tem uma m�e.
Pensava que estava morta e n�o est�.
N�o sabe como ir�o as coisas.
Somos n�s que decidimos as coisas
que importam, e quem nos importa.
Olhe para mim, por exemplo.
Nunca me importei com o que as pessoas pensavam de mim.
N�o me importava vivo, imagine agora.
Mas agora realmente n�o tenho mais nada.
S� quero que Anna n�o se lembre de mim como um lixo.
Eu n�o tenho muito tempo.
A �nica que realmente pode me ajudar � voc�.
Voc� � um idiota.
Estou aqui.
- N�o abre. - Chame Stentler. � uma velhinha, abre em seguida.
Terceiro andar.
Fa�a o que eu disser, vai dar tudo certo.
Aqui temos uma chave de emerg�ncia.
- Muito arrumado. - A revista...
�s vezes, os policiais s�o piores que os ladr�es.
- Ent�o morava aqui? - Sim.
- Bonito. - Obrigado.
- Estes? Eram seus? - Sim.
- Por que mudos? - N�o gosto de fofocas. Ande logo.
- Calma. - Sim, desculpe.
Veja como meus companheiros s�o uns g�nios.
Eles removeram tudo sem encontrar o que precisam.
Coloque sua m�o no vaso.
Bem. Agora Pavese, p�gina 29. Vamos.
Ponha tudo l� dentro.
Deixe de um jeito que d� para ver bem os bilhetes...
Certo, Vanessa?
Agora coloque em cima da c�moda sobre os outros livros.
Perfeito, vamos.
O que foi?
Por que voc� e Anna terminaram?
- N�o se amavam? - N�o terminamos.
�s vezes sabe o que tem que fazer para ser feliz...
e faz tudo ao contr�rio.
Tudo ao contr�rio.
Agora desligue tudo e vamos embora.
- Depressa, Anna est� chegando. - Foi bloqueado. - Acalme-se.
D� um empurr�o e vai funcionar.
- N�o est� for�ada. - O qu�?
O desgra�ado que me ferrou entrou com a chave. Vamos.
Quem mais sabia da chave? Eu, Anna e...
Anna.
N�o, n�o pode ser, n�o pode ser...
Anna, � Rambelli.
Nas investiga��es, como na vida...
para descobrir a verdade, em certos casos
temos que olhar as coisas com outra vis�o.
Temos que esquecer nossas certezas.
Certo.
N�o � uma coisa f�cil...
Mas em certos casos � necess�rio fazer.
N�o podemos prever o que vai acontecer.
Podemos trope�ar em verdades agrad�veis...
que nos fazem felizes.
Outras vezes questionamos nossas escolhas novamente.
Tudo o que fizemos, acreditando que era justo.
E aceitar que est�vamos errados.
Que porra est� fazendo?
legendas @drcaio
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