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Um dois! Um dois! Um dois!
Um dois! Um dois! Um dois!
"Mas da forma como perseguiste este ato
N�o feches a mente, nem deixes que a pequena alma contribua
Contra alguma coisa que leve a pequena m�e ao c�u
E para aqueles espinhos que carrega em seu peito
Que a picam e ferem"
Sil�ncio. V� l�, vamos l�, acalmem-se, pessoal, v� l�.
D�em uma oportunidade ao McArdle.
A vossa poesia � uma coisa que voc�s podem usar em excesso.
Acho que esta sala nunca teve um bando de jovens t�o n�o po�ticos.
nos dez anos em que estive aqui.
H� muita coisa er�tica em Shakespeare.
N�o precisa da tua ajuda.
"Ent�o, adeus para sempre
O pirilampo mostra que a manh� est� a chegar
E esconde o seu aparente fogo
Adeus, adeus, adeus recorda-me"
E o fantasma desaparece.
O pequeno belo rapaz.
E Hamlet deixado sozinho no parapeito diz...
Banks?
Muito bem, sil�ncio agora.
"� ex�rcito do c�u! � terra! O que mais?
E hei-de unir-me ao inferno?
Espera, espera, meu cora��o
E voc�s, meus nervos, crescem devagar
Mas fortemente me suportam"
DIRETOR
Sr. Reis, eu sou o Padre Mozian.
Est� atrasado.
Eu liguei-lhe a noite passada, Jennings. Vou tentar novamente hoje.
E por que � que voc�s fazem coisas parvas como essas?
Foi s� uma brincadeira, Sr. Dobbs.
E a brincadeira apanhou-te. Agora, olha...
se voc�s tivessem decorado o meu quadro com desenhos obscenos,
estavam tramados comigo, tamb�m.
Sim, mas voc� n�o me teria expulsado.
Bem, tu n�o foste expulso ainda.
D�-lhe tempo. Ele � mesmo capaz de o fazer.
O Lash � bem capaz de ganhar algo com isto.
N�o o chame de "Lash." � Sr. Malley para voc�.
Mas � verdade, senhor. Ele adora ver-nos suar.
Tem de haver algo de errado com um homem assim.
- Todos os rapazes o dizem. - N�o me importa o que os rapazes dizem.
Agora ouve-me, Jennigs.
O que foi, Medley?
- Hora de praticar basquetebol, senhor. - Agora? Quem est� a supervisionar?
O Padre DiGangi.
Jennings j� vai chegar, Medley. Voc� vai com ele.
Preciso da bola, senhor.
Bem, d�-lhe a bola.
Pronto, Medley. J� tem a bola.
O que se passa com voc�s ultimamente?
- Tenho de ir, senhor. - O qu�?
Est� bem, Jennings. Vou fazer o que posso.
- Mas lembra-te. Sem promessas. - Sim, senhor. Obrigado.
Jennings?
Padre Penny, trabalhando na hora do almo�o. Admir�vel.
Mild detesta dizer o "Pai Nosso" para pequenas mentes sujas.
As respostas do teste da semana passada s�o inacredit�veis.
Um dos nossos rapazes, o Travis.
"As c�lulas reprodutivas masculinas s�o formadas nos �rg�os,
conhecidos como tomates."
Sim. � aquela altura do ano. O longo esfor�o antes das f�rias de inverno.
� sempre aquela altura do ano.
Dores de barriga como costume, George?
A dor infelizmente, n�o � na barriga, mas sim no �nus.
George, n�o querias realmente p�r
15 alunos na deten��o o per�odo passado, ou querias?
- Todos eles est�o prescritos? - Est�o todos aqui.
Ent�o 15 eram. Cada um deles, tem um assassino no cora��o.
35 alunos na deten��o numa semana. Grades est� a cair. Que se passa com eles?
Eles sempre d�o tudo antes das f�rias, Padre.
- � a forma deles descontra�rem. - � assim que � chamado?
Jo, tens reparado neles entre as aulas,
na escadaria, no gin�sio depois das aulas.
H� mi�dos a magoarem-se todos os dias.
Tu perguntas-lhes, "Como � que aconteceu?"
E eles olham para ti, e apenas encolhem os ombros.
Nos meus anos aqui, nunca vi uma situa��o que o colarinho n�o controlasse.
Bem, devemos estar a ficar muito moles com eles hoje em dia.
Costumava amedrontar um mi�do envi�-lo para a deten��o, agora...
alguns acho que s� est�o � espera que caia em cima deles.
- Caf�, Padre? - Como?
Mais tarde. Obrigado, Jo. Tenho coisas a fazer ainda.
Padre Griffin e a sua estranha efici�ncia.
Quase me esquecia, tens companhia.
Companhia?
Ele est� a espera na sala de entrada, um dos teus rapazes.
O'Donnel outra vez, aposto.
Sabes, de repente este semestre,
O'Donnel meteu na cabe�a que o St. Charles deve ser tornado
numa institui��o co-educacional. Ele est� mesmo empenhado nisso.
Tr�s confer�ncias ao almo�o nos �ltimos tr�s dias.
- Reis! - Sr. Reis.
Ent�o � Sr. Reis, certo?
Contratas os mais novos e logo pensam
que t�m licen�a para vir chatear os mais velhos.
Bem, este aqui n�o. N�o com o Sr. Dobbs...
que sem ele n�o estarias aqui.
- N�o estou certo? - Sim.
- Sim, o qu�? - Sim, senhor.
- Sim, o qu�, senhor? - Sim, Sr. Dobbs, senhor.
Paul.
Como vieste? Autocarro?
Boleia.
Vamos tentar com o Padre Penny. Anda.
- 950. - Para p�r os rapazes no eixo, Padre?
Algo para os p�r de volta no bom caminho.
Padre Penny, Paul Reis, o nosso novo professor de gin�stica.
- As minhas condol�ncias. - N�o.
O Padre Penny, entre muitas das suas grandes realiza��es,
� um dos nossos melhores jogadores de lacrosse.
S� naquelas ocasi�es em que o meu vestido n�o est� a ser lavado.
- Jerome. - Que foi?
Paul Reis, o nosso novo instrutor de gin�stica.
- Como est�, senhor? - Um dos meus alunos.
- Lembraste do Sr. Malley? - Claro, Latim 2.
- Latim 2B. - 2B, Certo.
Gostei de o ver de novo, Reis.
Jerome.
Posso falar contigo a s�s, por favor?
A enfermeira da minha m�e sai do servi�o em 15 minutos.
Isto n�o demora. � sobre o Jennings.
Jerome, eu sei que n�o � comigo, mas se puderes pegar
- um pouco mais leve com o rapaz. - Tens toda a raz�o, Dobbs.
N�o � contigo. Estavas a falar com ele � uns momentos atr�s.
- Porqu�? - O rapaz est� com medo.
Foi uma chamada de telefone inocente. Uma brincadeira de adolescentes.
Mas sem raz�o para crucificar o rapaz.
Vais deixar passar, n�o vais?
Eu faria pior se deixasse passar.
Jennings � um bom rapaz. Um bocado imprudente, admito.
Mas certamente n�o houve uma real inten��o maldosa.
Real?
Surreal?
O que est�s a fazer � muito comovente, Dobbs. Sempre �.
Mas isto n�o te diz respeito a ti.
Eu n�o iria interferir com o que tu fazes com a turma s�nior, tu sabes disso.
Mas o Jennigs ainda � j�nior.
Agora, se tu n�o cuidares dos juniores, quem o far�?
Est�s determinado em falar com o Director acerca dele.
� a primeira coisa amanh� de manh�.
Jerome, como um favor.
A ti?
Ao rapaz.
N�o sejas rid�culo.
Olha! Que achaste do Padre Penny?
- �ptimo. - Espera at� veres o seu quarto.
Ele pr�prio o pintou o m�s passado. A irmandade ainda n�o se recuperou.
H� uma ou duas coisas que acho que queres dar uma olhadela primeiro.
Professor.
De certeza? Poderia jurar que te sentaste ali.
N�o, na fila a seguir.
Bem, estou admirado. Quem se sentava a tua frente?
Rearden. E o Kominski mesmo atr�s de mim.
O Kominski e eu �ramos sempre mandados para a deten��o.
- Eu era totalmente inocente. - Claro.
Essa primeira classe j�nior, n�o sei como consegui lidar com voc�s.
Sentado nessa cadeira � dez anos atr�s, nunca imaginavas que voltarias aqui
- um dia como professor, pois n�o? - Nunca imaginei que me ia graduar.
Queres ouvir algo maluco, Jo?
Sabes quando est�vamos na sala da faculdade
e o Malley entrou, eu pensei logo que ele me ia enviar para a deten��o.
D� para acreditar? Quer dizer, � suposto eu ser um professor.
- E ainda estava com medo do Lash. - Paul.
Acho que aprendeste algum Latim com o Sr. Malley.
Claro. Aprendi algum Ingl�s tamb�m. E n�o foi t�o doloroso.
Isso porque eu sou o maior da faculdade, adorado por todos os rapazes.
Anda l�, vamos sair daqui antes que deixe cair
l�grimas nost�lgicas sobre a mob�lia.
Pode ser que tenhas de esperar um bocado por esta sala.
N�o te preocupes. Eu tenho a turma j�nior reservada para ti.
Estou a escolher tudo a dedo para o meu protegido, n�o te esque�as disso.
S� que antes de poderes entrar, eu tenho de sair.
N�o est� definido tu tomares conta da turma s�nior no pr�ximo ano?
Sim, era suposto eu pegar nela agora.
- Pensei que o Malley ia se reformar. - Voluntariamente reformado aos 60.
Ele ensinou aqui durante 30 anos, mas � uma escolha que cabe a ele.
Dele e s� dele.
Exactamente como tu deixaste. As mesmas...
portas de vaiv�m letais,
o mesmo aroma pungente... � toda tua, a partir de amanh� de manh�.
Vou gostar disso.
Ainda �s igualmente bom nas barras paralelas como costumavas.
- O meu tempo j� passou. - Pois, aposto que sim.
Anda, Paul, desce l� baixo e faz as tuas coisas. Anda.
Bonito!
Este s�tio precisa de muito mais disto. Muito mais mesmo.
Professores que inspirem por dar o exemplo.
- Mais? - Mais!
N�o � suposto os rapazes estarem nos vesti�rios a esta hora, acho?
- N�o sem supervis�o, porqu�? - Ei, algu�m est� a lutar l�!
Ei! Anda c�!
Deixa-me ver a tua m�o. Anda, est� tudo bem. N�o te vou magoar.
Calma. Vou ter de ver. Lamento, est� bem.
Consegues mexer?
Pronto, vamos fazer um Raio-X. Vai ficar tudo bem.
N�o gra�as aos teus amigos. Isso � certo.
Sou Paul Reis, novo professor de gin�stica. Como te chamas?
Eu vou descobrir nos pr�ximos dias, por isso...
- Travis. - E o nome deles?
Anda l�.
Qual o nome deles, Travis?
Eu n�o sei, senhor.
Bem, tu sabes o nome de todos os mi�dos nesta escola, n�o sabes?
- Sim? - Sim, senhor.
Ent�o, d�-me o nome dos rapazes que tentaram partir a tua m�o.
Eu n�o sei, Senhor. Eu n�o os vi.
Travis, o Sr. Reis est� a tentar ajudar-te e tamb�m est� a ser muito paciente.
Eu n�o vi quem eles eram.
Acaba de me contar sobre o teu lapso de raz�o.
O meu lapso de raz�o?
O impulso equivocado que te trouxe de volta aqui.
Isso. Depois de quatro anos de sistema p�blico escolar,
decidi que o tinha com o ensino.
N�o devemos voltar atr�s nas decis�es sens�veis.
N�o, o problema � que realmente gosto de ensinar, de trabalhar com crian�as.
Ent�o pensaste, "Que s�tio melhor que a minha velha escola?"
- Seguindo a tua l�gica... - Aceitaram-me, logo ali.
Treta.
Era uma �ptima escola quando andei c�.
Um brinde ao passado.
Nenhuma escola consegue mudar tanto em nove anos.
Esta mudou, desde que este mandato come�ou.
Houve seis acidentes com estudantes nos �ltimos dois meses.
Seis.
Nenhum morto ou permanentemente mutilado at� agora.
Mas a� est� um bom...
estado de progresso de viol�ncia
um padr�o discern�vel de viol�ncia.
Que tipo de padr�o?
Rapazes atr�s de outros com nenhuma outra inten��o
sen�o causar dor f�sica.
A m�xima dor f�sica.
Claro, como o Padre Mozian n�o
o reconheceu como sendo um problema,
n�o temos nada com que nos preocuparmos.
Mas ele n�o deu de todo nenhuma explica��o?
Os rapazes est�o sempre agitados nesta altura do ano.
Tu n�o vais nessa.
Eu n�o tenho a certeza que � s� alguma coisa entre os mi�dos.
O que mais pode ser?
N�o sei. Talvez a pr�pria escola em si.
Talvez haja alguma presen�a por perto
que envenena o corpo dos estudantes, que os torna furiosos.
Sim.
Porque ligou a esta hora, Dobbs, o que foi?
O Jennings pediu-lhe que interviesse?
Estou a ver.
Estou a ver, voc� s� quer chegar aos factos.
Bem, n�o vai consegui-los atrav�s de mim.
Fique fora disto.
O Jennings vai reportar ao director sem a sua interfer�ncia.
E Dobbs, pode dizer aos seus rapazes que se estes ass�dios continuam...
Est� tudo bem, Sra. Carter.
Eu disse que est� tudo bem.
E por favor...
n�o deixe a minha m�e sozinha a n�o ser que seja absolutamente necess�rio.
Como est� o correio esta manh�, George?
O costume, pedidos de aut�grafos,
p�ginas do meu novo ros�rio, coisas desse tipo.
Nenhuma proposta de casamento hoje?
Sim, est� aqui uma da Madre Superiora, em Trenton,
deseja que casemos, nos mudemos para Las Vegas e abramos uma escola para strippers.
- Bom dia. - O que foi?
- Eu s� disse bom dia, s� isso. - Sim.
Bom dia.
Estou � espera, Travis.
N�o tenho a certeza, senhor.
Aparentemente j� vai � algum tempo.
Acabe isso.
"Similar � alma...
� o fiel viajante"
- � isso, Travis? - Sim, senhor.
Completamente errado.
Tudo bem.
Shea?
Tenta tu.
"Confia como a alma... Nunca retorna uma vez que vai."
"Confia como a alma Nunca retorna uma vez que vai."
A tua pr�pria tradu��o, Shea?
Sim, senhor.
Nesse caso n�o deve ter dificuldade em analis�-lo para n�s.
Analis�-lo, senhor?
Analisar, Sr. Shea.
Divida a frase em partes,
explicando a forma e fun��o gramatical, e inter-rela��o
de cada parte. Temos vindo a fazer isso durante dois anos.
Prossiga.
"Simil", preposi��o. Significa "igual".
"Anima", nome. Significa "alma".
"Anima", primeira declina��o,
ablativo, singular, feminino?
Isto � um curso de latim, senhores.
Nenhuma destas classes de entretenimento Ingl�s
onde voc�s chegam v�o atingir a rir das piadas do professor.
Continue.
Est, o verbo em breve,
terceira pessoa do singular...
Presente do indicativo?
Fidet.
Desculpe.
"Fides", verbo.
Terceira conjuga��o, partic�pio presente.
Um rapaz, que traduziu o prov�rbio correctamente,
tem a aud�cia de definir fides como um verbo... � uma fraude.
Sente-se.
Banks.
Banks?
"Fides" nome, quinta declina��o,
nominativo, singular, feminino, "confian�a".
At� que enfim. Obrigado, Banks.
Fides, confian�a, uma palavra abusada, senhores.
Adicionem isto ao trabalho de casa.
Ir�o declinar fides na sua forma nominativa atrav�s da ablativa,
singular e plural, construindo uma frase original para cada forma.
Memorizem tamb�m
os prov�rbios de 22 a 27 de Publilius Syrus
e preparem-se para passar cada um deles correctamente.
Ok, � isso.
Calma. Tudo bem, parem com isso. Parem com isso.
Parem com isso. Muito bem, Banks. Olha, agora, se quiseres passar o teu homem,
tens de o enganar e ir e mover-te o mais r�pido que puderes.
Est�s a ver, agora, quero mostrar-te uma coisa.
Muito bem. Eu deixei o meu cron�metro l� em cima. Aqui est� o vosso novo chefe.
Muito bem, rapazes, agora, fa�am lances livres
durante cinco minutos. Eu volto j�, est� bem?
Menos tempo nisso.
- Como v�o as coisas? - Bem.
- Quem est� com os mi�dos? - Banks.
Eu n�o os deixava sem supervis�o.
Vou buscar o meu cron�metro. Volto j� para l�.
Sr. Malley.
- Reis. - Est�...
Costumam jogar t�o tarde?
Ocasionalmente.
O meu primeiro dia aqui e j� me apanharam a fazer turnos duplos.
A treinar a equipa de basquetebol.
- O primeiro dia foi tranquilo? - Sim.
Sim. Os mi�dos s�o fant�sticos.
Achou-os fant�sticos?
At� agora.
Claro, voc� pr�prio n�o � muito mais velho, n�o �?
Desculpe.
E sobre o Jennings, Jerome?
Ele foi suspenso.
Quanto tempo vai estar fora?
Indefinidamente.
Jerome, estou a pedir que seja mais brando com os rapazes para bem deles e seu.
Ou o qu�?
Os rapazes v�o deixar de me amar se n�o fizer?
N�o me v�o encher de beijos?
Dar-me grandes abra�os quando me reformar.
Eu n�o me vou reformar, Dobbs, apesar das suas falsas esperan�as.
Pelo contr�rio. Na verdade, por causa deles.
Dobbs, vou sofrer se passar pela humilha��o de partilhar
esta sala consigo num espect�culo di�rio de pat�tico homem de meia idade...
Muito bem, agora, Jerome. J� chega.
- ...o carinho de rapazes adolescentes. - J� chega.
Assim degradante, eu n�o serei ministrado por si sob minha responsabilidade.
N�o vou deixar que me diga o que posso ou n�o fazer.
Bom, c�us. Onde raio est� o Reis? N�o est� l� em baixo?
Ajudem!
Algu�m me ajude!
- Deixa-me ver. - Desapare�a daqui!
Ainda n�o sabemos, Sra. Banks.
O Sr. Dobbs e o Sr. Reis estou com ele no hospital.
Posso ligar-lhe depois...
- Quem s�o estes... - Sim, ligo.
Como est� ele?
� um rapaz corajoso.
Mas temo que v� perder um olho.
Perder um olho?
O aconteceu l� em baixo, Reis?
N�o sei.
Eu estava l�. Eu vi o que aconteceu mas juro que n�o entendo.
Quando cheguei, estavam a jogar dodge ball
pensei que estavam s� a passar tempo.
Deixou-os sozinhos?
Para ir buscar o cron�metro. Deixei-o na sala de professores.
N�o foi tanto tempo, padre. N�o mais que um minuto.
- Continue. - No momento, eu tinha com ele...
oito, nove deles em cima dele e estavam
a espanc�-lo, a agarr�-lo,
a bater-lhe no rosto...
Eu gritei!
E depois esses outros mi�dos vieram. Eles...
Agarraram-me.
Seguraram-me enquanto os outros estavam com ele...
Eu ouvi um deles.
Algu�m gritou:
"Segurem esse sacana." E depois bati num deles.
Dois deles, acho eu.
Fui ter com o Banks.
E o Banks...
quando cheguei at� ele, ele...
Eu n�o entendo isto. Ele...
Ele atirou-se contra a parede,
e gritou: "N�o, sou eu."
Ele estava a tentar fugir de mim. Ele estava a afastar-me.
At� que finalmente eu... Eu agarrei-o.
Levantei-o.
E ele n�o se mexeu. Os outros mi�dos apenas
recuaram.
E eu comecei
a carreg�-lo.
N�o sabia para onde lev�-lo.
Fez o que podia. Ningu�m poderia ter feito mais.
Ele estava a debater-se comigo, Jo. Juro. Ele n�o queria que eu os parasse.
V� l�, Paul, isso n�o faz sentido. Eu conhe�o estes rapazes.
- Eu vi... - O que tu viste foi uma luta de mi�dos.
N�o, o rapaz obviamente queria ser magoado.
Tem havido outros incidentes aqui nas �ltimas semanas.
Cada vez mais violentos e sem sentido.
S�o todos estes? S�o todos estes nomes?
- Sim. - O que vai fazer a estes rapazes?
N�o sei. Posso expulsar 11 rapazes?
� metade de uma turma.
Paul, Jo,
Padre DiGangi, Padre Penny,
senhores, � tudo por agora, obrigado.
N�o quero que eles v�o �s aulas amanh� de manh�.
Mantenha-os no seu escrit�rio at� que eu esteja pronto para falar.
- Sim, Frank. - Jerome?
Queria dar-lhe uma palavra antes que v�.
Venha at� ao escrit�rio.
Jerome, sobre o Jennings,
que diz de o deixarmos voltar na quinta?
A suspens�o era para ser indefinida.
Isso foi antes deste incidente.
E agora vamos deix�-lo voltar na quinta?
Porqu� esperar tanto? Dois dias?
V� l�, Jerome. O rapaz n�o pode ser assim t�o mau.
Eu vi os registos dele e n�o houve nada s�rio antes disto.
Tem os seus protectores, de certeza.
Perdoe-me, Padre.
Mas este tipo de clem�ncia tem de voltar a chegar aos rapazes.
Entendo. Talvez este tipo de clem�ncia seja o que precisamos neste momento.
Como t�m estado consigo na aula ultimamente? Os rapazes?
Temo que os meus alunos n�o se prestem a uma longa an�lise.
Eles podem passar mais tempo no seu latim e menos com os seus penteados.
Essa n�o � realmente a quest�o, �?
Jerome, est�s ciente do que tem vindo a acontecer nas aulas?
As brincadeiras nas aulas tornaram-se mais do que brincadeiras.
Mais do que desafios de adolesc�ncia.
O que eles est�o a fazer � deliberado e violento.
Porqu�?
N�o fa�o ideia, Padre.
Jerome, n�s temos de tentar entender o que est� a conduzir estes rapazes.
Talvez at� alterar os nossos m�todos por um tempo.
Eu sou muito duro com eles, � isso?
Porque espero que fa�am algum trabalho, at� que pensem.
Jerome...
est�s aqui h� mais tempo do que eu e isso coloca-me numa posi��o estranha.
- Bem, claro que �s o director. - Pois sou.
Muito bem.
Tudo em ordem.
Jerome, quero que facilites mais a estes rapazes.
N�o.
- Jerome. - N�o.
E isso � definitivo?
� definitivo.
Jerome, receio que n�o seja definitivo.
O que pensas que tenho feito a estes rapazes?
Tenho leccionado aqui durante 30 anos.
Os meus alunos sempre foram importantes para mim,
e ter-me-ia reformado e acabado com isto
se n�o fossem importantes.
Tenho grande respeito por ti como professor.
E n�o sou amigo deles. N�o irei tolerar pregui�a nem estupidez
mas n�o sou um ogre.
N�o � o que o Dobbs faz de mim.
N�o � o que o Dobbs faz de si que me preocupa.
� o que os rapazes fazem de si. � o que rabiscam nas paredes.
- O que est� escrito nas mesas deles. - N�o me interessa o que est� escrito
- nas paredes da casa de banho. - Talvez devesse saber disso.
A obscenidade, a maldade em rela��o a si nesta escola.
Estou ciente da maldade. Tomei consci�ncia disso.
Tomou mesmo?
Est� mesmo ciente disso?
O que � isso?
Um papel que os rapazes estavam a passar.
N�o estou interessado em pap�is.
Leia, por favor.
- Onde arranjou isto? - N�o importa.
Tenho o direito de saber de onde veio essa porcaria.
N�o importa. O que importa � que t�m havido outros pap�is
Mais agressivos que esse, todos contra si.
Nenhum dos outros professores.
Lamento tudo isto, Jerome.
Mas h� 200 rapazes nesta escola, e mais do que qualquer um de voc�s,
eles s�o responsabilidade minha.
Enquanto eles estiverem aqui connosco, n�s somos mais do que professores deles.
Somos mais como pais.
Ele tamb�m chegou at� si, n�o foi?
Quem?
Ele � a maldade, ele � a obscenidade.
O Dobbs escreveu esse bilhete.
Jerome...
O Dobbs � o escritor de bilhetes, o que telefona,
Dobbs, que manda presentes pelo correio...
Ele quer acabar comigo, por isso est� a fazer isto.
- Ele quer a turma s�nior para ele. - Isso � insano, Jerome.
Tenho visto a forma como reagem a si.
Eu sei o que os rapazes pensam de si.
Eles reagem da forma que ele os ensinou. Todo aquele charme,
toda aquela simpatia ao servi�o da mediocridade.
Mas n�o vai ficar com a turma s�nior, custe o que custar. Vou negar-lhe isso.
N�o h� nomes, ir� observar. Ele disse-lhe que conseguiu isto dos rapazes.
- Foi ele que escreveu isso. - N�o, Jerome.
Eu tirei a nota dos rapazes.
Est�s a mentir. A mentir!
Ele escreveu isso e trouxe at� ti, tu sabes que sim.
- Est�s a mentir? - N�o.
- Mentira! - Chega, Jerome!
Dr. Irving Simms.
Dr. Irving Simms, preciso na recep��o.
Est�o aqui visitas para ti. Dois dos teus professores.
Ei, como est�s, Freddy?
Dr. McCready...
Dr. McCready preciso na neurocirurgia.
Eu falei com a tua m�e.
Ela quer te tirar de l�.
Eu pedi para ela n�o o fazer.
Freddy, que foi isto tudo?
O que aconteceu ontem?
Sr. Reis disse que n�o os tentaste parar. Que os deixaste baterem-te.
N�o posso acreditar que n�o tenhas dado luta.
Freddy, o que aconteceu no gin�sio ontem? Quero saber.
Eu n�o sei, senhor.
Ent�o, anda l�, Freddy. � com o Sr. Dobbs que est�s a falar.
N�o o perfeito na disciplina.
Deixaste eles te baterem?
Porqu�?
Porque os deixaste, Freddy?
Tinhas medo deles, foi por isso?
Bem, ent�o...
H� algum...
Algum tipo de acordo entre voc�s todos?
Que tipo de acordo, Freddy?
Por favor n�o me pe�a para lhe dizer mais nada. Eu n�o posso. N�o vou.
Mas tu tens de me dizer mais.
N�o fujas de mim, n�o do Sr. Dobbs.
Volta e olha para mim.
O que � que voc�s est�o a fazer aqui? Porque � que continuam a me seguir?
Jerome, eu estou aqui � cerca de uma hora.
Eu vi o Freddy Banks esta tarde.
E os outros rapazes tamb�m.
Sim, �s um grande conforto para todos os rapazes.
Tento ser.
Eu lembro-me na escola, h� anos atr�s,
eu lembro-me de as irm�s dizerem que Deus em pessoa estava presente no altar,
sempre que aquela luzinha vermelha estava a arder.
Eu costumava pensar, e se o vento entrar pela Igreja...
e encontrar aquela luz?
N�o havia mais Deus.
Jerome...
podemos falar...
calmamente por uma vez?
N�o quero falar contigo, Dobbs. Deixa-me em paz.
Voc�s foram bem claros, n�o foram?
Fomos?
Ou tu vais entrar aqui amanh� outra vez, e vai ser a mesma press�o.
O mesmo para os rapazes.
Eles s�o crian�as, Jerome.
E eu sou um professor. Nada mais do que isso.
Esta escola � a minha vida. Eu perten�o aqui.
Todos n�s sabemos disso.
E estamos preocupados.
O Director, o Padre Griffin, todos n�s.
� pelos teus rapazes, eu sei.
O Director deixou isso muito claro. T�o claro como tu deixaste isso para ele.
Eu nunca lhe disse uma palavra contra ti.
Eu n�o esperava a verdade de ti, Dobbs.
Nem sequer aqui.
O �dio...
o �dio entre n�s.
� porque eu vejo atrav�s da tua postura?
As tuas roupas desportivas, o teu gosto pelo cacifo,
porque eu sei como a tua vida � vazia e med�ocre, e tu odeias-me por isso.
Eu n�o te odeio, Jerome.
Mas eu acho que te odeio a ti.
Est� bem, Dobbs.
Se isto finalmente vai destruir um de n�s, ent�o vamos deixar que assim seja.
Um de n�s.
- A minha m�e est� muito doente. - Eu sei, Jerome.
Eu sei que andas muito tenso.
Ela est� a morrer. E eu n�o posso fazer nada.
Se eu...
alinhar contigo, se eu tentar...
vais ter pelo menos alguma piedade com ela?
Claro, eu tenho pena dela.
Sabes do que estou a falar, n�o sabes?
N�o, acho que n�o.
Algu�m lhe tem telefonado durante o dia quando eu n�o estou.
Chamadas terr�veis. Mentiras terr�veis acerca de mim.
Por favor, Dobbs.
Mais n�o.
Pela sa�de dela, Dobbs, mais n�o.
Frank!
- Eu agrade�o pela ajuda, Shea. - N�o � nada, senhor.
Est� a� tudo?
Est� certo.
Vamos separar os azuis e contar o resto. Devem ser 30.
Shea?
Quero que sejas franco comigo agora.
O que aconteceu na capela ontem?
Eu n�o sei nada acerca disso, senhor. Eu n�o estava l�.
Eu n�o disse que estavas e tamb�m n�o quero nomes.
S� quero saber...
porque profanariam os rapazes a sua pr�pria capela?
Voc� n�o vai querer saber, senhor.
Shea, que est� a fazer aqui?
Est� a ajudar-me, Padre.
- Onde � a tua pr�xima aula? - Biblioteca.
- J� acabou com ele, Sr. Dobbs? - N�o sei.
- J� acabei, Shea? - Sim, senhor.
Tens a certeza?
Ent�o, pousa estes na secret�ria no 1C. Deixa os outros. Eu levo-os.
Shea... Tr�s minutos.
Tens tr�s minutos para entregar estes livros e voltar para a aula.
Lamento mas tenho mais m�s noticias, Jo.
Todas as messes e servi�os desta escola est�o canceladas at� nova ordem.
Ali�s, a escola em si
vai fechar todos os dias, 15 minutos depois do �ltimo per�odo.
Vais fechar os mi�dos fora do edif�cio?
Fechando Deus fora do edif�cio?
Qualquer rapaz encontrado neste edif�cio depois das 3:15 est� suspenso.
Padre, n�o houve nenhuma reuni�o sobre isto. Eu n�o fui consultado.
Jo, Frank � o Director. � desta forma que ele quer lidar com a situa��o.
Lamento.
AMBUL�NCIA
Ela vai estar mais confort�vel no hospital.
Estiveste com ela o m�ximo de tempo que podias.
Ol�?
S� um minuto.
� o Padre Griffin.
Sim?
N�o, a ambul�ncia acabou de sair.
Sim, talvez mais tarde esta manh�.
Tiro folga os pr�ximos dias?
Isso � muito am�vel da sua parte Padre Mozian, muito atencioso,
muito am�vel. Agrade�a-lhe por mim, por favor.
N�o, n�o � preciso ir buscar o meu correio
aqui para a casa. N�o h� mesmo necessidade
Asseguro-lhes que irei passar a� e levant�-lo eu mesmo.
N�o.
Mais uma vez obrigado.
Onde est�?
Onde est�?
Sr. Malley?
Onde est� o Dobbs?
- Ele... - Onde est� o Dobbs?
Acabou de sair para dar a aula.
Hora de estar com os seus rapazes.
Espl�ndido.
Posso...
Posso ajud�-lo com alguma coisa?
Ele tem algo meu. O seu amigo, Sr. Dobbs, fazia parte da piada?
A piada � que ele nem sequer se importa.
� algo que ele me enviou em primeiro lugar.
- Ele deu e depois tirou. - N�o entendo.
N�o �s tu um dos seus rapazes?
Eu achei que ele inclu�a os seus rapazes em todos os seus segredos.
Ou ser� que ele guarda a revista do departamento s� para ele?
- Revistas? - A mant�-lo no escuro, Sr. Reis.
Tu, o seu mais antigo e devoto protegido.
Bem, da pr�xima vez que falarem...
pergunta-lhe,
porque se d� ao trabalho de me enviar essas revistas fascinantes,
se ele...
Est� bem? Est� bem?
- Sim, estou bem. - Levanta-te.
Bem.
Prefiro me sentar na minha cadeira.
Estou bem. Estou bem.
Posso ir buscar-lhe algum caf�?
Ir� faz�-lo sentir melhor.
Um teste?
Uma composi��o de C�sar.
C�sar...
Deves lembrar-te do c�rebro que eu era a Latim.
E aqui estamos n�s passados dez anos, a trabalhar como colegas.
E...
Tenho medo de ti.
Medo de mim?
Ainda.
Porque n�o, sou...
assustador, uma figura amea�adora.
Lash, o mostro insens�vel, Lash, o...
pedagogo s�dico e tenho a certeza...
que tudo isto deve estar fresco na tua mem�ria por uma certa festa de � uns dias.
Ok, eu vou-me embora. Vou te deixar tomar o caf� em paz.
N�o, espera.
Vais passar a maior parte do teu tempo livre aqui, n�o vais?
Aqui ou no gin�sio.
Era uma...
aula est�pida, n�o era, Jerome 2B?
- A pior. - Sim, a pior.
Eu tenho um recorte de jornal algures, era a tua 2B, n�o era?
Sim.
Voc�s rapazes deixaram-na na minha secret�ria para mim.
Tu n�o ficaste muito contente com isso.
Tenho de procurar por esse recorte de jornal algures, para algo...
acerca...
Um aluno esfaquear o seu professor?
Lembro-me de me ter sentido vagamente amea�ado na altura.
Fez-nos ajoelhar a todos no corredor.
- Fiz? - 40 minutos.
Algo a ver com o cat�logo de inf�mias do Lash.
Eu imagino que esse � o tipo de lembran�as
que t�m quando voc�s rapazes se juntam, n�o �?
- Algo do g�nero. - Eles mant�m contacto?
�s vezes.
- Dwyer, ainda o vez? - N�o, n�o desde a gradua��o.
Unhas sujas.
Um homem de primeira, um dos melhores eu ainda ensinei e...
- Peter Jackman? - Ele ainda est� no semin�rio.
Ainda deve saber um pouco de Latim actualmente.
Foi o Jackman que deixou aquele recorte na minha secret�ria.
- Sabias disso. - N�o, n�o na altura.
Eu recebi um cart�o de natal dele uma vez com um apontamento.
�s vezes eu tenho not�cias de voc�s, passado uns tempos.
Mais do que deves pensar.
N�o sei porque guardo tudo isto.
Recortes de jornal e cart�es de natal, mas...
Talvez seja reconfortante,
um dia para
pegar nestes bocados todos do passado e p�-los no ch�o para indicar o caminho,
atrav�s de um labirinto.
E talvez...
desenhar o curso de uma vida e ver o que
estava ali todo o tempo, fechado numa...
gaveta.
Estudante esfaqueia professor.
Se eu te magoei ou a algum dos rapazes, pe�o desculpa.
� assim que eu sou. � a... �nica coisa que sei ser.
N�o, n�o atendas. Eu vou falar com ele.
Talvez seja melhor.
Estou sim?
Paul Reis.
- Jerome. - N�o.
Est� no hospital.
Sim.
Sim, est� bem.
Sim.
Obrigado.
Jerome?
Vai!
Estavam a tentar me ligar para casa.
Eu disse-lhes para me ligarem para l�.
Ele ficaria t�o feliz.
Ele ficaria t�o feliz por ouvir isso por causa dele...
Eu n�o estava sequer com ela.
Isso deve faz�-lo t�o feliz.
A faltar ao ponto alto da reuni�o do corpo docente... Booze.
Queres?
- Se todo o mundo ainda estiver l�. - Todos excepto moi.
Sorte a tua seres um professor novo. N�o seres convidado para as
messes negras especiais.
L'Chaim!
Prost!
Skoal!
E talvez possamos sobreviver a este banho de sangue assustador.
Padre Penny.
Dan�ar sobre as ru�nas.
Muito bom.
Obrigado. Nunca se sabe onde uma reforma lit�rgica nos pode levar.
George?
Voc� j� pensou em saltar o muro?
Todo o tempo.
Estava s� a brincar.
Eu n�o.
� cat�lico mas tu �s.
A sua santidade est� a se tornar rapidamente para mim um grande mist�rio.
Se soubesses o que est� a acontecer aqui, mudavas a concep��o imaculada.
Tu realmente passavas o muro, n�o passavas?
Eu fiz votos.
Posso utilizar os sanit�rios?
Os urin�is l� de baixo, t�m fios suspeitos a correr depois das descargas.
Eu devo explodir de boas maneiras ou nem por isso.
N�o escrevas nas paredes.
Eu deixo isso para o j� existente dedo que mexe.
Que se passa?
Os mi�dos est�o no edif�cio.
Passa das 10:00.
Algu�m atirou isto para a porta.
Encantador.
Porque est�o eles aqui? O que � que eles querem?
Eu n�o sei se reparaste, mas h� decididamente
um cheiro a enxofre no ar.
Esta pode ter sido a maneira errada para eu partir.
Mas eu acredito em Deus.
E acredito em Satan�s.
Agora, eu acredito que vou buscar outra bebida.
Se te poder dar um pequeno conselho de despedida, divide.
Se tens de ser professor, se um em outro lugar.
S� n�o nesta escola. Em qualquer outro lado menos aqui.
Jo.
N�o fiques...
Bem, estou feliz que tenhas poupado aquele.
Eles v�o arruinar esta escola
com aqueles robes pretos.
A forma como est�o a entrar em p�nico.
Que se passa com a tua m�o?
Cortei-me.
Senta-te.
Sorte a tua, o Doutor passou por aqui.
Vais-te sentar?
J� remendei m�os cortadas, joelhos,
cotovelos, cal�as...
Tenho-o feito ao longo dos anos.
Como lidas-te com isso?
Jo...
Eu fi-lo de prop�sito.
Como assim? Fizeste de prop�sito?
Eu n�o sei, eu...
Eu senti que se me magoasse a mim pr�prio,
me cortasse deliberadamente.
Que se passa, Paul? Que tens esta noite?
N�o � s� esta noite.
Jo, desde que cheguei a esta escola,
tudo parece de pernas para o ar.
Primeiro, Banks...
E aquela coisa na capela.
At� o Malley parece diferente.
Jo, ele mencionou algo sobre si...
dar-lhe algo, ou enviar-lhe algo e depois pegar novamente de volta.
Revista... ele n�o foi muito claro.
est�s a falar da revista que tenho lhe enviado com as imagens pornogr�ficas?
Mas o que t�m elas?
De que se queixa ele agora?
A subscri��o est� a acabar e ele tem medo que n�o renovemos a tempo?
Durante anos ouvi acusa��es como essas.
E cada ano, cada m�s, elas ficam mais doentias,
sujas e nojentas.
Eu envio-lhe fotos porcas.
Eu roubo coisas dele.
Eu viro os rapazes contra ele.
Eu matei a m�e dele, tu sabes.
Ela n�o morreu de cancro. Eu perseguia at� a morte
com chamadas abusivas.
Queres dizer, as chamas, as revistas, nada disso realmente aconteceu?
Eu n�o sei nada acerca das revistas dele!
Os rapazes telefonaram-lhe para casa algumas vezes.
Escrevem notas acerca dele, e passam pelas turmas.
Est�o em cima dele. Querem-no fora.
Deve ser a �nica coisa boa que vai sair disto tudo.
Mas ele n�o vai chegar a outro dos meus rapazes, isso digo-te eu.
Como assim "Chegar a ele"?
Quer dizer, influenci�-los... Aban�-los.
Eles v�o para a classe s�nior, ok.
Na altura em que ele acaba, metade deles t�m a cabe�a revirada.
Eles n�o saem daqui para ir para um mundo
onde as pessoas contam a raz�o, ou as regras ou falam Latim.
Eles precisam de um homem que os guie.
Algu�m que deixe algum ar aqui.
Eu n�o vou deixar um paran�ico arruinar a vida dos meus rapazes.
Este lugar assusta-me imenso, Jo.
Vamos, agora, n�o te juntes � brigada de p�nico.
Este lugar vai ficar bem.
� somente uma escola por amor de Deus.
Eu sei que � s� uma escola. Eu andei aqui.
Posso te levar l� baixo, e te mostrar o meu antigo cacifo,
a minha secret�ria, mas mudou, n�o � mais a mesma.
Alguma coisa est� a vir para aqui. Jo, os rapazes est�o aqui.
Os rapazes? Aqui?
Porque est�o eles aqui? Est�o a procura de qu�?
- N�o est� ningu�m no edif�cio. - Eles est�o.
Eles acabaram de atirar isto � porta.
Mas tu viste-os?
N�o.
Eu saberia se eles estivessem aqui. Vamos.
Shea, Jennings, McArdle?
Bassman?
Blake?
Curran?
DeLeo?
Enright?
Harnett?
Keeney?
Kearney?
Landis?
Martin?
Stoddard?
Tapkin?
Uzzo?
Velloni?
Weeks?
E Paul Vincent Reis.
Ingl�s 2D.
E ele � o �nico aqui.
Sabes, eu ensinei mais de mil mi�dos aqui.
Sabias disso?
Mil duzentos e vinte seis rapazes.
Filhos de outros homens.
Eu sempre valorizei isso... o afecto de todos esses rapazes.
A sua amizade...
Anos dela.
Tu conheces-me, voc�s rapazes.
S�o voc�s...
Em voc�s confio, n�o em mim.
Voc�s...
Todos voc�s rapazes.
E o que tu v�s...
tudo o que todos os rapazes viram em mim...
isso deve ser o que eu sou.
Na verdade, n�o �?
E n�o h� nada aqui para te assustar.
Que a alma dela, e as almas de todos os fi�is defuntos,
e pela miseric�rdia de Deus,
descansem em paz. �men.
Jerome, porque voltou t�o cedo?
Dissemos-lhe para ficar fora a semana toda.
N�o, estes tr�s dias foram suficientes.
Voc� foi uma grande ajuda para mim ontem, Padre, no funeral.
Eu tinha esperan�a que mais... padres viessem.
- V� para casa agora, Jerome. - N�o, n�o posso, Padre.
- Tenho uma aula. - N�o acho que seja por isso.
Eu agora estou bem. Obrigado.
Frank, o Jerome Malley est� aqui.
Eu sei, Bill. Eu vi-o pela janela.
Parece horr�vel.
- Tenha calma com ele, sim? - S� desejaria poder.
O Padre Brooke ainda est� l� em baixo?
N�o me parece.
Tente sair com ele.
Diga-lhe que Malley est� a dar a aula. N�o � preciso uma cena em frente aos rapazes.
- Bill? - Sim, Frank.
Outra reuni�o da faculdade esta tarde. Certifica-te que � anunciada.
Sim, Frank.
Muito bem, senhores.
Como correram as coisas na minha aus�ncia?
Quem foi o...
sortudo que me substituiu?
O Padre Brooke, senhor.
Sim.
Paciente, um homem bondoso o Padre Brooke.
O estava o Padre Brooke a tentar ensinar-lhes?
Cicero, senhor.
S� Cicero. Nenhuma dessas m�ximas excelentes do Publilius Syrus?
- N�o, senhor. - Publilius Syrus.
Algu�m se recorda disso?
Algu�m se recorda do que significa?
Shea?
Confia como a alma... nunca retorna uma vez que parte.
Uma vez que vai...
Parte... vai...
Algu�m corajoso o suficiente para dar o seu melhor em latim?
Sheppard.
Vamos l�, Sheppard. Eu ajudarei se for necess�rio.
Eu poderia muito bem ler-lhe isto da minha carta ao Arcebispo.
"Perguntou e se acontecem mais incidentes?
A nossa esperan�a, claro, � que n�o aconte�am mais.
Certamente todos os nossos esfor�os apontam nessa direc��o.
Contudo...
provem os eventos o nosso erro...
um encerramento da escola para o restante do mandato
teria de ser tomado como uma verdadeira possibilidade."
O restante do mandato?
Padre, isso poderia significar o fim desta escola.
Bem, em face de tudo o que tem acontecido, o que quer que eu fa�a, Jo?
Que lute para manter esta escola aberta custe o que custar.
Descubra o que h� de errado... e corrija-o.
E se n�o conseguirmos descobrir, o que tem causado tudo isto?
Ent�o s� quer dizer que n�o procur�mos o suficiente.
Jerome, nunca esper�vamos v�-lo aqui esta semana.
Eu sei que tem sido muito am�vel, Padre, mas � melhor assim.
As suas aulas t�m sido asseguradas.
- N�o h� necessidade disso. - Padre Brooke foi transferido
para o segundo ano de latim, tratei da sua aula de grego.
Nunca tive outro professore a dar as minhas aulas uma semana sem mim.
Tr�s dias sem mim e j� esqueceram tudo.
No momento essa n�o � a maior preocupa��o.
Se isto continua a ser uma escola, deveria ser.
As novas atribui��es s�o permanentes, Jerome.
- Permanentes? - Sim, permanentes.
Jerome...
isto � muito doloroso para mim.
Por favor, n�o h� necessidade,
eu pensei sobre isso, e claro, tem raz�o. Alterarei o meu m�todo.
Se me der apenas algum tempo para ordenar os meus pensamentos.
Explicarei que posso rever o curso,
- podemos discutir... - N�o h� nada para discutir.
Eu sei o que passou estes �ltimos dias.
N�o, n�o sabe. N�o me diria isto agora
se for verdade, eu...
N�o serei dispensado. Farei o que disser.
Irei contra aquilo em que acredito mas n�o serei dispensado
n�o por algo do qual n�o sou respons�vel. N�o desta escola.
E por favor, n�o agora.
Irei mudar os meus m�todos.
Isto est� dirigido a si.
Sabe o que isto �?
- Sim. - J� os recebeu antes?
Na minha casa, sim.
Duas vezes.
Revistas destas.
Est� a ensinar rapazes jovens, Jerome.
O que quer que haja na minha vida,
nunca o trouxe para esta escola.
Bem, receio que agora tenha chegado � escola.
E muito.
Jerome, est� pronto para uma reforma volunt�ria
at� ao in�cio do ano. Reforma com pens�o completa.
Se se demitir agora,
desista da sua posi��o voluntariamente a partir de hoje,
torno este contrato de reforma v�lido.
Sinto muito, Jerome.
Entende a minha posi��o.
Sim, claro.
N�o, n�o posso.
- Jerome... - N�o posso.
Desde que estas imagens...
me s�o enviadas, deliberadamente para mim.
- Lhe s�o enviadas. - Sim, eu n�o tinha nada com isto.
Estavam dirigidas a si. Voc� envolveu a escola. A todos n�s.
Mas t�m sido enviadas, n�o entende?
- Podiam ser para si. Para qualquer um. - Enviadas por quem, Jerome?
Dobbs.
Ele � o mal por tr�s de tudo isto. Ele est� a for�ar-me, e eu disse-lhe.
Ent�o, ele n�o tem a turma s�nior para lidar com isto.
Bem, foi uma turma que lhe neguei enquanto permaneci aqui.
Ele � o mal nesta escola. � dele que se devem livrar.
Receio que n�o possa mais ouvi-lo.
Ele enviou essas fotos para minha casa.
Ele ligou � minha m�e e contou-lhe mentiras terr�veis sobre mim e depois...
e quando acabou com ela, quando ela estava a morrer, ent�o...
enviou as revistas para a escola.
Acredita em mim, n�o acredita, Padre?
- N�o, Jerome. - Mas � a verdade.
Acho que seria melhor deixar esta escola o mais r�pido poss�vel.
- Melhor para quem? - Para todos n�s.
Melhor para mim? Ele est� a destruir-me.
Ele est� a us�-lo para me destruir.
- N�o pode ganhar t�o facilmente, certo? - Lamento, Jerome.
Espere, voc� � um padre. Acima de tudo, � um padre. Esta � a sua igreja.
Se eu me ajoelhar, acredita em mim?
- J� chega. Por favor. - Se me humilhar perante si?
Por favor.
N�o, confesso-me a si. Ent�o vai ter de acreditar em mim.
- Aben�oe-me, Padre. Aben�oe-me, Padre. - Eu disse que j� chega.
Mas voc� � um padre.
N�o pode negar uma confiss�o, n�o se for um padre.
O seu contrato com esta escola terminou.
E eu pro�bo-o, absolutamente pro�bo-o de ir ter com esses rapazes.
Jerome? O que se passa? Jerome, venha at� � sala dos professores.
- Tenho uma aula. - Est� bem, venha.
N�o pode ir l� agora nesse estado. Entre e sente-se um pouco.
- Tenho uma aula. - Jerome, tudo bem, mais tarde.
Nada me vai deter. N�o vou deix�-lo ensinar. A turma � minha.
- Quem est� a tentar det�-lo? - � um padre acima de tudo mas se eu...
Se eu lhe tivesse explicado tudo, quando a minha mente estava um pouco mais clara,
quando conseguia pensar mais claramente, ent�o ele...
- Ent�o ia acreditar. - Jerome, n�o consigo acompanhar.
E n�o estou a perceber o que est� a dizer.
Quem est� a tentar impedi-lo
- de ensinar a sua turma? - Dobbs.
Aquela revista que ele roubou da minha mala.
Aquela que me enviou com essas imagens horr�veis,
ele trouxe-a ao Padre Mozian.
O meu contrato com a escola terminou.
Jerome...
Eu j� volto.
...e a excel�ncia do seu trabalho para St. Charles...
O seu sal�rio pelo resto do contrato,
bem como os benef�cios da pens�o
que ele com certeza desde que...
Sim?
Posso falar consigo um momento, Padre?
Preferia que esperasse at� esta tarde, Reis,
a n�o ser que seja algo muito urgente.
N�o pode esperar at� esta tarde, Padre.
- Muito bem. Entre, Reis. - Obrigado.
S� por um momento.
Acabe a carta e digite-a.
Aqui a data deve ser antes do primeiro par�grafo.
Sim?
Padre, � verdade que Jerome Malley foi demitido a partir de hoje?
Ele disse-lhe?
Sim, � verdade.
N�o se pode fazer nada? Qualquer que seja o estado emocional dele, agora...
- Ele est� c� h� tanto tempo. - A decis�o � definitiva.
Eu sei que tem acusado pessoas de lhe fazerem coisas terr�veis.
Mas dar-lhe tempo, acha que tudo isso vai passar?
- Sim, acho! - E isto?
Ir� isto passar tamb�m?
Vou dizer-lhe o mesmo que disse ao Jo Dobbs quando me trouxe isto,
"Eu tenho 200 rapazes para cuidar na minha escola.
E o bem-estar deles est� acima de tudo.
- De tudo e de todos." - O Jo trouxe-lhe isto?
E implorou como voc� est� a fazer agora.
Eu n�o preciso que me recordem das capacidades dele como professor,
Eu fiz o que tinha de ser feito.
Quando lhe trouxe isto, onde o encontrou?
N�o sei onde arranjou. Isso importa? Gra�as a Deus, ele encontrou.
H� decis�es que por vezes t�m de ser tomadas, Reis.
Decis�es dolorosas que v�o al�m da amizade,
bondade, at� mesmo compaix�o.
O Jo compreende isso.
Espero que tamb�m entenda.
Jerome?
- Eu tentei. - Tentou?
Tentou o qu�?
Preciso de um momento a s�s consigo.
Tudo o que tiver para dizer, Paul, pode diz�-lo aqui.
O Jerome e eu n�o temos segredos.
V�, o que foi?
Eu sei sobre a revista, Jo.
Estou a ver.
Encheu-te a cabe�a com as mesmas velhas mentiras, n�o foi?
As velhas acusa��es...
Tudo de errado na vida dele � Jo Dobbs.
Bem, olhe para ele.
Olhe para o suor a escorrer-lhe. Olhe para o rosto dele.
Ele n�o pertence a esta escola.
N�o pertence a nenhuma escola. Jerome, arruma os teus livros...
Pare!
Estive com o Padre Mozian e ele mostrou-me a revista que voc� lhe trouxe.
Lamento que o tenha feito.
- Porque me mentiu, Jo? - Para o poupar, por isso.
Essa foi a �nica raz�o.
Voc� conta a algu�m, que conta a outra pessoa,
e de repente toda a escola sabe disso.
Para que serviu isso?
Eu n�o quero magoar o homem.
Sim, mas roubaste-lhe aquilo.
Tu viste a revista.
O porcaria pervertida daquela revista, daquelas fotografias.
O que quer que eu tenha feito, foi para proteger os rapazes.
Para expor o que j� l� estava.
E � tudo, Paul.
Eu juro.
Dem�nio.
A destruir-me a mim, a destruir a escola.
Envenenando tudo � volta dele.
Tu... olha para ti.
Tu acreditas nele.
Ele j� te voltou a ganhar.
Assim como fez com tudo o resto.
Desta vez...
N�o vou deixar-te vencer.
Finalmente vou dar-te o que sempre quiseste.
A mim...
� a �nica forma, n�o �?
Tamb�m te vou destruir a ti.
Sr. Dobbs...
- Jerome... - N�o.
Deixe-o ir.
Jerome...
Jerome!
Jerome...
Jerome!
Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Jo...
Onde est� o Jo?
Jo?
Jo Dobbs, onde est�s tu?
Jo?
Vem c�, v� o que fizeste!
Bem, a maior parte do meu trabalho tem sido com juniores e seniores.
N�o.
Entendo perfeitamente a sua situa��o.
Bem, estarei l� na segunda, Padre.
N�o... Na segunda est� bem.
Tenho a certeza que arranjaremos uma solu��o.
Claro.
Obrigado novamente.
� o Padre Lyons de St. Bruno.
Ele ouviu dizer que �amos encerrar.
Ele ofereceu-me a turma do segundo ano para o pr�ximo mandato.
Julgo que poder� ter uma vaga para ti.
O teu pr�prio livro de turma, Jo.
Com os dados de todos os rapazes de quem tu tanto gostas.
Abre-o.
Ingl�s. Vira a p�gina.
Matem�tica.
Biologia.
Latim... presen�as de latim.
Travis... McArdle...
Banks...
Qualquer um que fosse bom na turma do Malley tinha de ser castigado, n�o �, Jo?
Poderias ir ao hospital
e segurar a m�o do Banks sabendo do que ele estava a falar.
Ele sabia desde o in�cio o que se estava a passar e n�o tentou impedir.
Eles estavam a magoar-se a si pr�prios...
Mutilando-se...
Mas tudo bem.
Tudo estava bem desde que ajudasse a livrar-te do Malley.
Deixaste que se magoassem, os teus pr�prios rapazes, Jo, os teus juniores.
Tu infectaste os teus rapazes com tanto do teu �dio.
Tu envenenaste a escola.
Achas que sabes o que os meus rapazes sentem por mim?
Tu n�o sabes.
Vens comigo at� � minha sala e ver�s.
Est�s surpreendido por c� estarem? Porqu�?
S� porque a escola fechou oficialmente?
Eles est�o aqui.
� minha espera.
Se eu dissesse aos meus rapazes para me encontrarem na torre do sino de madrugada,
eles estariam l� de madrugada.
Vem.
V� l�.
Companheiros...
Todos voc�s.
Obrigado.
Downey, Jennings, McArdle.
Sheppard, todos voc�s.
V�o fechar-nos a escola, rapazes.
V�o fechar a escola ao melhor grupo de crian�as
a quem tive o privil�gio de ensinar nos dez anos que aqui estive.
Todos voc�s sabem o que aconteceu aqui esta manh�.
N�o sei se algum de voc�s de facto viu.
Espero que nenhum tenha visto.
Foi uma trag�dia horr�vel.
Um homem doente...
...um homem que devia ter sido poupado das press�es do ensino
foi em vez disso encorajado a ficar
at� as coisas se tornarem demasiado para ele.
E fez aquilo que acabou por fazer.
E por isso...
as pessoas que administram este lugar,
decidiram que a �nica coisa a fazer � encerrar esta escola.
N�o perguntaram a eles pr�prios onde erraram.
N�o perguntaram a eles pr�prios o que poderia melhorar por aqui.
Nem sequer quiseram encarar o facto de uma coisa boa
ter resultado disto esta manh�.
Que a pessoa respons�vel pela viol�ncia, pelo �dio,
o conflito que corrompia esta escola...
agora partiu.
Eles n�o querem saber disso, n�o.
S� querem saber da rapidez com que vos conseguem meter em comboios e autocarros,
para que consigam fechar este lugar.
Sabem o que eu digo disso?
Digo que se n�o confiam em crian�as, n�o se tornem professores.
Se t�m medo de crian�as,
saiam da administra��o de escolas.
Porque isso � uma coisa que eu sempre tive em voc�s.
E nunca se perdeu, nem por um momento...
confian�a.
S�o voc�s... voc�s acima de todos em quem sempre confiei.
E irei sempre continuar a confiar.
N�o lhes toquem.
N�o lhes toquem. Deixem-nos em paz.
N�o se deixem levar pelas mentiras deles.
Toda essa conversa sobre... confiar em voc�s...
cuidar de voc�s... S� h� uma pessoa que se preocupa com isso,
� o Jo Dobbs!
Sabem o que ele est� a dizer aos vossos ouvidos,
"Confia em mim!
N�o fa�as perguntas. Apenas fazes o que eu te disser para fazer.
Odeia quem eu disser que odeies.
E vou amar-te como amo todos os rapazes que me obedecem."
E ele ama-vos tanto...
Sim.
Ele ama-vos tanto,
que vos deixa mutilarem-se sem levantar um dedo.
Preocupa-se tanto, que est� disposto a destruir as vossas vidas.
As vossas almas...
com vista a acabar com um homem inocente.
Um bom professor...
que sabia...
Jo Dobbs era o mal... mal, ele era o mal!
Diz-lhes aonde vais, Jo. Fala-lhes sobre St. Bruno.
O �ptimo emprego que arranjaste j� na pr�xima semana.
Ele est� a abandonar-vos.
Voc�s fizeram todo o trabalho sujo por ele...
E est� a abandonar-vos.
Uma vez que a confian�a acaba, acabou, n�o �, rapazes?
Wilson...
qual � aquela express�o de que nos estavas a falar, que aprendeste em latim?
Confia... como a alma...
nunca retorna uma vez que vai.
Lindo.
Um sentimento profundo, Sr. Wilson. Profund�ssimo.
Podemos ouvi-la em latim, Sr. Sheppard?
Tradu��o inglesa mais uma vez, turma.
Confia, como a alma, nunca retorna uma vez que vai.
Uma palavra muito abusada, a palavra "confian�a."
N�o diria, Sr. Reis?
Acha que pode impedir-me de dizer a estes rapazes o que �.
Engana-se.
- A confian�a dele... - Este homem n�o quer saber de voc�s.
N�s confiamos.
- Cale-se! Cale-se! - Eles confiam.
Mais uma vez, todos.
Ele est� a usar-vos!
Eu confio.
Ele est� a usar-vos!
Tu confias.
Ele confia.
N�s confiamos.
V�s confiais.
Eles confiam!
O FIM
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