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Original subtitles

72 HORAS ANTES

Estou em sarilhos. Preciso da tua ajuda.

Por favor.

Esme. Temos uma coisa para te contar.

Meu Deus. Engravidaste-a?

- Não. - Não!

- Somos amigos. - Sim.

A Rani vai ficar connosco uns tempos.

- O FBI anda atrás de ti? - Não, eu...

Tive uma discussão com os meus pais.

Disse que não queria ir para Oxford e parti.

E pensaste logo em vir cá, visto que temos tanto espaço?

- Vá lá, Es. Devemos-lhe. - Talvez. Mas não fica na minha cama.

Podes ficar com a minha cama.

Não, não posso expulsar-te da tua própria cama.

- Ou podem partilhar. - Não.

Não, eu... Eu fico aqui.

Certo. Põe-te à vontade.

- Vou cozinhar. Queres comer? - Adoraria.

- Eu vejo-te - Desculpa, vês-me?

A tentar saltar aos boxers do meu irmão.

Não quero saltar em nada do teu irmão. Saí de casa, Es.

- Ouve, Ran. - Sim?

- Pronta para provares isto? - Céus.

Receita da minha avó.

- Estás pronta? - Sim.

- Céus, é fantástico! - Sim?

- Sim. - De certeza?

Sim. Devias abrir um restaurante ou isso. É tão delicioso.

- Sim, talvez abra. - Devias comer num primeiro.

- Já comi em restaurantes. - Só dos que têm fotos no menu.

Não tens mais nada para fazer?

"É fantástico! Devias abrir um restaurante!"

- Eu não disse assim. - Disseste mesmo assim.

- Não, não disse! - Disseste.

- Não. - Disseste.

Olá, senhora. Viemos para filmar o anúncio.

- Para as redes sociais. - Pensei que era na quarta-feira.

- Hoje é quarta-feira. - Ótimo.

O que foi? Foi um aniversário.

Steve, desculpa. Esta é a Lesley.

- Sei que falaram ao telefone. - Olá.

Achas-me estúpido para esconder o dinheiro no quarto, Frank?

- Farias isso? - Provaste o que querias, Tommy,

mas paremos de brincar.

Em que vai um adolescente gastar esse dinheiro todo? Pornografia?

Porque pagaria pornografia?

- É grátis na Internet. - É?

Não devias esconder o dinheiro no sótão, Frank. Foi preguiçoso.

Para dar-te uma lição, vou pagar a hipoteca da mãe.

Não podes entrar no banco e entregá-lo assim.

- Tens de lavá-lo primeiro. - Limpar as impressões digitais?

Deves ter ouvido falar de lavar dinheiro

para parecer que o ganhaste de forma legítima.

O que te ensinam na escola?

- Como se lava dinheiro? - Trocando-o.

Empresas de fachada em offshores. Os casinos servem.

- Porquê? - Entramos num casino,

compramos fichas com o dinheiro. Jogas algum tempo,

trocas as fichas e és pago com um cheque.

Agora, o dinheiro já parece lucros legítimos.

- Está bem, levo-o a um casino. - Ótimo.

Espera até teres 18 anos, daqui a dois anos.

Ou podemos dividir o dinheiro justamente. Digamos, 80-20.

Não te devolverei o dinheiro. Mas toma o teu bilhete para o Rio.

Sabemos que não amas a mãe, não me amas a mim nem à Holly.

A tua pulseira sai amanhã. Toma e vai-te embora.

Adorava fazer bebidas com gás na infância.

Esta máquina de refrigerantes faz-me voltar aos oito anos de idade.

Escolha o sabor que quiser.

E pronto. Caralho do gás!

Foda-se! Ficou bem, querida?

Não sei se o cliente gostará

que chame ao produto a palavra C.

- Quer ligar para confirmar? - Podemos tentar de novo?

A sério?

Esta máquina de refrigerantes faz-me recordar os oito anos de idade.

Delicioso!

- Acho que conseguimos. - Sim.

Mas havia um homem nu na imagem. Podemos repetir?

- Não, essa foi muito boa. - Sim.

Mas não sei se o cliente gostará

de um anúncio para crianças com o pénis de um homem.

- Apaguem com efeitos digitais - O orçamento não dá.

É para o Instagram. Outra vez, por favor?

Quem compra estas coisas?

Quem já bebeu uma Coca-Cola e pensou,

"Gosto disso, mas queria estar mais envolvido no processo de fabrico"?

Mais uma vez, para dar sorte?

Adorava fazer bebidas com gás na infância

e esta máquina de refrigerantes faz-me recordar os meus 6 anos,

o ano em que a minha mãe se suicidou.

- Entra, sacana! - Acho que meteu mal.

Acho que está bom.

O seu modelo de produção é o elo mais fraco. É antiquado.

Identifiquei formas de subir a rentabilidade,

mas envolverá uma reformulação radical dos processos.

O modo como fazemos as coisas cá é igual há 40 anos.

O seu filho negociou uma possível parceria com um concorrente,

a Hilgard Auto Frictions. - Ele sabe que prefiro morrer

a fazer negócios com Graham Hilgard.

Dado o estado das suas finanças, é uma ideia que devia considerar.

Lesley, certo? Posso falar a sós com o meu filho por um momento?

Solucionadores de problemas?

Mais um dos teus grandes planos. Como ficar com dinheiro roubado.

É perita em melhorias empresariais.

Diz que uma empresa como a nossa, que não progride, está a regredir.

Ela tem razão. Há aqui um elo fraco.

Mas não é o modelo de produção.

Recusam-se a pagar-me pelo anúncio!

Sim. Como embaixadora da marca,

o teu contrato proíbe comentários ou conduta ofensivos.

- Eu cumpri. - Destruíste a máquina

e insultaste-a! - Era defeituosa.

Segure o elevador, por favor!

- É a senhora que te disse. - Aquela de quem gostas?

- Sim, o que faço? - Sê tu mesmo.

- Obrigada, Greg. -De nada. Para que piso?

- Trabalhamos no mesmo piso. - Pois.

Fazes bem em vir de bicicleta, é muito saudável.

Não, é má ideia.

Suo tanto, preciso de outro duche.

Sim. Não queiras apanhar candidíase.

Não.

Por causa de usar roupa transpirada o dia todo.

Pode criar condições húmidas nas virilhas.

Levando a uma acumulação de fungos na cavidade vaginal.

- Até logo. - Até logo.

Sedutor. Muito sedutor.

Obrigado, Greg.

Que querido. Trouxeste-lhe roupa da lavandaria?

É um quid pro quo.

Ele ajuda-me e eu não o mando para a prisão.

É um brincalhão. Ignora-o.

Vá lá, Greg, quando vais convidar a Anne-Marie?

A Anne-Marie? Seu grande garanhão.

Não vou convidar. É contra as regras.

Cheira-me a romance no trabalho.

Isso é o aftershave do Greg. "Solitário, de Paco Rabanne."

É romântico uma mulher do trabalho como próxima esposa.

A próxima mulher dele é um vigarista letão a fingir que é manequim.

E o anúncio?

- Tens de ser paga. - Processamo-los.

Não podes processá-los. O teu pai congelou-te a mesada.

- Desde quando? -Desde que lhe estragaste o relvado.

Por amor de Deus! É apenas erva, vai voltar a crescer.

O Banco do Papá está fechado.

- Tens de cortar nas despesas. - Porquê?

Porque gastas como uma louca!

Contas de bares, contas de restaurantes.

Compraste roupa, malas e uma cama de gato ortopédica!

Uma prancha de skate Gucci?

- Dois fatos de mergulho! - Um é formal.

- Seis mil no Uber Eats! - Durante um ano, é aceitável!

Só em Agosto! 480 libras em leituras de tarô!

Não vou cortar a Madame Orion. Ela vê coisas.

Ela viu que vais à falência até ao Natal?

Não, não viu.

Está bem, livra-te dela. Vou tentar reduzir as despesas.

Entretanto...

- O que decides fazer? - Ir à cozinha fazer-me chá e tostas.

Espalha a geleia bem até às pontas, desta vez.

Nem acredito que ele faz isso por ti. Que querido.

Não é?

Isto chama-se o teste do apito.

Testa a capacidade aeróbica dos PCSO em formação, como eu.

- O que é um PCSO? - Um Agente de Apoio à Comunidade.

- Civis. - Tipo professor substituto,

mas com menos autoridade.

Não é verdade. Somos uma presença tranquilizadora na rua

e enfrentamos o comportamento antissocial,

trabalhando junto com a Polícia. - A polícia a sério.

- Podem prender alguém? - Não.

- Trazem algemas? - Não.

- Podem investigar um crime? - Não.

- Podem usar tasers? - Se tiverem perguntas, pesquisem.

- Merda. - Tu ainda és novito.

Onde esconde um adolescente algo para os pais não encontrarem?

A minha mãe é drogada, ela é que me escondia coisas.

A primeira vez que roubei algo,

tive medo de ser descoberta pelos meus pais e nem levei para casa.

- Onde escondeste? - No meu cacifo. Na escola.

- Certo. - Reparem como o som...

... está cada vez mais próximo,

mas o meu ritmo não abrandou.

Tenho de comprar um chapéu?

- Precisas de chapéu? - Para o vosso casamento.

- O quê? Não! Somos só amigos. - Que vivem juntos.

- O quê? Como amantes? - Não. Colegas de casa. É temporário.

A minha mãe trouxe o namorado temporariamente para casa, dizia ela,

e há meses que o Trevor deixa o WC a feder.

Pronto. Quem quer fazer o teste do apito?

- Não é preciso, obrigado. - Está bem.

Boa sorte com as doenças cardíacas.

Pronto, de volta ao trabalho.

Ainda têm muitas horas para gastar.

Vocês os dois. Venham cá.

Como formandos de PCSO,

aquilo com a tua irmã é a última vez que fecho os olhos.

Mais problemas com vocês e deixo de ser boazinha.

Se se sentem puxados para o lado negro, falem comigo. Sim?

Acreditem ou não, eu já fui rebelde com um namorado sensual como tu.

- Ele não é meu namorado. - O Massimo era o mais giro do liceu.

Todos tinham inveja. Diziam, "Diane,

como sacaste um gajo tão bom?"

Três palavras, carisma e sidra.

O Massimo tinha um mantra.

"Vive depressa, morre jovem, deixa um cadáver bonito." Assim foi.

- O Massimo morreu? - Sim. Conduzia um carro roubado.

Foi perseguido pela Polícia e bateu num edifício.

Um andaime atravessou-lhe a cabeça.

Ele não deixou um cadáver bonito.

Mas aquilo acordou-me e dei uma volta de 360 graus à minha vida.

- Isso não te deixa onde começaste? - Não, eu não.

Estou a pagar adiantado, a dar-vos uma segunda oportunidade.

O resto da vossa vida começa aqui e agora.

Sim? Depois de apanharem a merda do cão.

Greg, o que fazes? Ele está a ameaçar matar-nos!

- Pensei que estava a brincar. - Anda atrás do dinheiro?

Que dinheiro?

Quando roubei a linha,

também roubei dinheiro. - Porque não me contaste?

Para não te envolver.

Fui seguida por homens com machados. Já estou envolvida.

Espera, roubaste o dinheiro?

- Pensei que era teu. - Porquê?

- Por seres traficante de droga? - Porquê?

Por ser negro?

Tinha milhares de libras num saco!

E ameaçou-me. Com uma arma a sério. Não só com os dedos.

Não digo que não seja criminoso, mas porquê traficante?

Porque não pode ser evasão fiscal, ou fraude de arte?

Andaste a pintar Vermeers falsos?

Onde arranjaste centenas de milhares de libras?

Um traficante de droga.

Cabrão de merda! Roubaste dinheiro a um traficante?

Vamos acabar no deserto a cavar sepulturas!

- Não há desertos em Inglaterra. - Minehead Beach.

Eu disse-te que era dinheiro sujo.

- Mas aceitaste, não foi? - Aceitaste-o?

- Não sou só eu. Eles também. - Então, devolve o dinheiro. Que foi?

Nós gastámo-lo.

Já gastaram centenas de milhares de libras?

- Eu não. - Um de nós não é um completo idiota.

- O meu neto roubou a minha parte. - Retiro o meu último comentário.

- Também o gastaste? - Não me deram dinheiro.

Só me chantagearam para lavá-lo.

O que significa isso? Tirar as impressões digitais?

Lavam-no para parecer que foi ganho legalmente.

As crianças cá não aprendem isso?

Nem acredito que só eu é que não sabia.

- Não és a única. - De que estão a falar?

- Lavandaria. - Fixe.

Não sei se conhecem o movimento do sol,

mas amanhã à noite é o solstício.

Por isso, vou para o Ergo e quero-vos lá, está bem?

- A Diane vai. - Não sentiremos falta.

As bebidas são por minha conta, sem desculpas. Vamos à antiguidade.

O que vamos fazer?

- Podíamos ir lá tomar um copo. - Não é o clube, o traficante!

Já ouviram falar de uma burla chamada Sasquatch Patsy?

- Não. - O que vos ensinam na escola?

- As minhas chaves desapareceram. - Viste no teu saco?

- Não estão lá. - Rapaz.

E nos bolsos?

Porque estão sempre no último sítio onde procuramos?

Porque paramos de procurar quando encontramos.

O avô vai levar-te à escola hoje, dá-me um abraço.

Ou não. E aprende muito.

- Adeus. - Adeus.

- Adeus. - Obrigado. Aprende muito.

Lesley! Marcámos uma reunião?

Sente-se, Sr. Halloran.

- Adeus, avô. - Tem um ótimo dia.

O seu pai decidiu que a Halloran e Filho

venderá uma participação minoritária à Hilgard.

Aleluia. Finalmente viste a luz, pai.

O seu pai continuará a ser CEO, mas haverá otimização da equipa.

Vim dizer-lhe que este é o seu último dia de trabalho.

O quê? O que disse ela? Estás a despedir-me?

O seu pai acha que é para o bem de todos

que você saia da Halloran e Filho.

Afastar-me da Halloran e Filho? Eu sou o filho!

- É vital que não torne isto pessoal. - Ai sim? Está bem.

Tudo bem, porque também sou diretor, por isso, não podes fazer isto.

Os acionistas maioritários podem destituir um diretor,

ao abrigo dos artigos da empresa.

- Eu contratei-a! - Sou empregada pela empresa.

O que estás a fazer? Que se passa? Isto é de loucos.

- Que fazes? Sou teu filho! - Está a tornar isto pessoal.

- Cale-se! - Não grites a uma mulher.

Desculpa. Desculpe. Eu... Porque estás a fazer isto?

Obriguei-te a entrar no negócio da família. Mas isto não é para ti.

Culpo-me a mim mesmo. Não leves a peito. São só negócios.

- Senhor! Posso fazer uma pergunta? - Sim?

Como se paga uma hipoteca?

Pões isto na reciclagem?

- Sim. - És assim tão burro?

- Isto não se pode reciclar. - É cartão.

Cheio de gordura e queijo.

Não viste o vídeo no YouTube que te enviei sobre isto?

É por vadios como tu que o planeta está a morrer.

Porque não lavaste o meu carro como te disse?

- Não sou teu assistente. - Não.

Um assistente teria iniciativa e um diploma.

Vai pôr isto no lixo certo.

E a porta abre para dentro, lembra-te de não bateres na cara.

Que raio fazes aqui?

- Trago uma oferta de paz. - É o dinheiro que roubaste?

- Não, é ele. - Olá.

É bom voltar a ver-te.

Porque trazes este otário à minha casa?

- Um pouco rude. - É advogado.

- Tenho advogado. - Mas o seu advogado

deve levar 150 libras à hora.

Quando for a tribunal por tê-lo enviado

ao serviço comunitário, terá uma conta de £10 mil.

Mas os serviços dele serão gratuitos,

se nos entendermos e trabalharmos juntos.

- Em quê? - Afastar o Reitor de nós.

O que me impede de levar-te ao Reitor agora?

Posso responder a essa? Se algo nos acontecer,

os meus associados contactarão o Reitor

e explicar-lhe-ão como tentou... Como era?

Como tentou fodê-lo com a própria pila.

Algo que acho que ele não gostará.

Adivinhem quem voltou.

Outra vez, não!

Como contacto o Reitor? Como o contacto?

Tens tomates, disso não tenho dúvidas.

Obrigado. Significa muito, vindo de ti.

- Sim? - Uma pessoa quer falar contigo.

- Ele tem uma à minha cabeça! - Quem fala?

- É o Reitor? - Quem quer saber?

O tipo que roubou o dinheiro.

- Tens uns grandes tomates. - Sim?

É o que me têm dito.

És a pior coisa que ocorreu ao meu negócio desde a Covid.

-O que queres? - Só estou a dizer

para retirar os cães de ataque. - Não estão juntos?

Não. Eu trabalho sozinho.

Sabes, eu vou encontrar-te.

Soubeste o que aconteceu ao soldado chamado Spider?

Soube que foi parar ao hospital. Foste tu?

Sim, fui eu.

O mesmo se aplica a todos os que tentarem falar comigo.

Mas, como prova de boa-fé, vou deixar a linha aqui.

Sim? Para recolheres quando quiseres.

- Diz-lhe que está aqui. - Está aqui. Ele diz a verdade.

Não terás mais problemas comigo, se eu não tiver problemas contigo.

- Temos acordo? - Sim.

- Obrigado. - Fecha os olhos.

- O quê? - Fecha a merda dos olhos!

Não precisas de fazer isto! Não fiz nada de mal!

Eu não pedi isto, meu!

Acabei de adotar um cão! Por favor, não faças isso.

Obrigado.

- És um homem livre, Frank. - Sim.

Podes ir embora quando quiseres.

Sim, mas o avô vai ficar cá connosco, não vais, pai?

- É verdade. - Para sempre!

Como gostarias de passar a primeira noite de liberdade, pai?

Queres rolo de carne?

- É o teu favorito, certo? - Isso seria ótimo.

Mas sonhei em sentar-me num bar com um copo de cerveja fresca.

E se eu fosse dar uma volta molhar as amígdalas?

Parece-me bem, eu não sei fazer rolo de carne.

Adeus.

Entendido.

Mãe. O que fazes aqui?

Esqueceste-te do Sr. Mimos.

- Não consegues dormir sem ele. - Consigo, sim.

- Então, é aqui que vives agora? - Sim.

Pensei que vivias com um rapaz.

Não estou a viver com um rapaz, só fico aqui até...

Até o quê?

Todos dissemos coisas sem intenção.

Mas eu e o teu pai estamos dispostos a ultrapassar tudo.

Porque não voltas para casa?

Podes terminar os estudos e vais para Oxford.

Quantas vezes tenho de dizer que não quero ir para Oxford?

- Não percebo porquê! - É o teu sonho!

- Não é o meu sonho, mãe. - O que vais fazer com a tua vida?

Arranjar um emprego de treta

e vir todas as noites para esta espelunca?

Isto era o nosso hábito.

À sexta à noite, trazíamos comida e víamos o Graham Norton.

Vem para casa.

Obrigada por trazeres o Sr. Mimos.

- Como correu? - Sim. Está tudo bem.

- A sério? - Completamente.

- Graças a Deus. - O que fazes aqui?

- Pensei em vir ao clube. - Sim?

Sim! É sexta-feira à noite!

Que mais hei de fazer? Ficar em casa a ver o Graham Norton?

Parem tudo! Vieste! Olá!

Vá lá, vamos entrar.

Toma conta dela, sim? É a primeira vez dela.

Estão atrasados! Estou aqui deste as 19h00!

As pessoas não vêm aos clubes tão cedo.

Já vi. Passei uma hora a vê-los a raspar pastilha da pista.

- Não, obrigada, não bebo álcool. - Porquê? É por seres muçulmana?

- Não sou muçulmana. - Não? Porque não bebes álcool?

Nenhum amigo meu vai para a cova sem provar champanhe. Bebe!

- É espumante. - É a sua alcunha.

Obrigado, Gabby.

- Acho que gosto de champanhe. - Boa!

Grande G! Olá!

- Champanhe? - Saúde.

- Bem, saúde a todos! - Saúde.

Façam as vossas apostas.

Catorze. Dezoito. Onze.

Olá.

Obrigada.

Não, querida.

Tomaste a tua primeira bebida, não corras antes de andar.

Sim, o que quiseres, põe na minha conta.

Prometeste que ias cortar nos gastos.

São meus amigos!

- Greg, é a tua colega do trabalho? - Pois é, sim!

- Ela vem aí. - O que faço?

- Sê fixe e diz olá. - Ora viva!

Olá!

Está bom. O que fazes aqui?

- Despedida de solteira. - Sim. Não, é...

- Está calor aqui, não está? - Sim, um pouco.

Espero que não crie humidade entre as pernas

que leve à acumulação de fungos na cavidade vaginal.

Certo, sim! Lembras-te quando estávamos no elevador

e eu falei da passareca dela, ou...

Posso fazer-te uma pergunta embaraçosa?

Está bem.

- Podemos tirar uma foto com a Gabby? - Sim, um momento.

A Anne Marie e as amigas podem tirar uma foto contigo?

Ela deve pensar que eu e tu namoramos.

Acho que não, querido.

Acho que sim. Mostras que não somos um casal?

- Olá. Sou a Gabby, sou lésbica. - Está bem. Olá outra vez.

Tiro uma foto contigo, mas fazes-me um favor em troca?

Claro, o quê?

Sais com o meu amigo platónico, Greg?

Não tens de fazer isso, se não quiseres.

Vamos lá.

- Ela está aqui! - Olá, Gabby!

Sorriam todas!

Ele chegou, finalmente.

Onde estiveste? Estão todos aqui.

Dão-me licença por um instante?

Suponho que tenha ido lavar as mãos.

O que faço em vez de ir para Oxford?

Teoricamente, posso fazer tudo.

Mas o homem não é senão o seu projeto.

Jean-Paul Sartre.

Com grande poder vem grande responsabilidade. Homem-Aranha.

Exato. Há tanta coisa que ainda não fiz. Nem senti.

Não contes a ninguém, mas ainda sou virgem.

Entendido.

Não, não. Não preciso disso.

Eu tinha essa atitude e apanhei súper gonorreia. À frente e atrás.

- Não vou fazer sexo esta noite. -Porquê? Por seres muçulmana?

- Não sou muçulmana. - Não? Então, do que estás à espera?

- Não sei. - Há muitos tipos aqui.

Algum deles faz o teu pito abanar?

Sim. Sim.

- Aquele é giro. - Sim?

Sim, não é mau.

Gostas de relações sexuais com mulheres?

- Sim. - Ótimo.

Quero avisar-te que estamos ambas disponíveis sexualmente, está bem?

Não faço oral ao saco, chuva dourada nem anal inverso.

Tudo o resto está disponível.

No entanto, a minha amiga é nova no mercado.

Quero que seja tratada com cuidado e respeito, está bem?

E tenho o número direto da Inspetora Lucy Haines,

da Polícia de Bristol e Avon. Qualquer brincadeira, seja o que for,

e serás acusado em toda a extensão da lei. Entendido?

- Entendido? - Sim, senhora.

Ótimo. Ficaremos aqui, se quiseres festa. Vai.

Não vos imaginava adeptos de clubes.

- Tinha de sair de casa. - Tinha de sair do apartamento.

Obrigado. Gabby, posso pôr na tua conta?

- Sim, força. - Perfeito. Brilhante.

Pode dar-me mais duas?

- Conheces estas pessoas? - Greg, já te disse, são meus amigos.

- Como se chama ele? - James. Não, Jason. Jeremy?

Começa por J. Julian. Chama-se Julian.

- Desculpe, como se chama? - Roy.

Onde queres chegar?

Será possível que não sejam teus amigos?

Então, porque estão aqui?

Porque são interesseiros. A mamar na teta da Gabby.

Se algum amigo anda a mamar-me a teta és tu, Sr. 150 libras à hora.

Não sou amigo, sou advogado. É diferente.

- Não és meu amigo? - Claro que sou teu amigo.

Arranjei a saída com a Anne-Marie pensando que és meu amiga.

Normalmente, não ajudo os meus funcionários a terem sexo.

Não te pedi isso.

Vamos poupar já na despesa, sim? Estás despedido!

- Gabby, vá lá! - Menos um crava a mamar-me na teta.

- Estás contente? - Não falas a sério.

Muito a sério! Vá, sai daqui, crava.

Não preciso do teu dinheiro! Vai, crava. Obrigada e boa noite!

LUCY HAINES INSPETORA DA POLÍCIA

DR. JEKYLL E MS. HYDE

Merda.

- Como correu? - Fiz o que disseste

e ele pareceu acreditar. Vai resultar?

- Sasquatch Patsy, nunca falha. - Vais a algum lado?

Tenho o voo cedo para o Rio. De Janeiro.

Vais-te embora?

Sim. Tenho umas horas livres, depois vou para o Aeroporto de Heathrow.

Avisas-me quando chegar o meu táxi?

- Sim, claro. - Só mais um favor.

- Entrega isto à minha filha. - O que é isso?

São 1000 libras. Cinquenta para ti, pelo incómodo.

Podias ter-lho dado antes de partires.

Prefiro a chamada despedida digna.

Sair de fininho, sem confusão.

Não é da minha conta, mas se partires sem te despedires,

não tens medo que a tua filha te odeie por isso?

Sim, tens razão.

Não é da tua conta.

Frank, vieste! Olá! Vem dançar comigo!

- Estás bêbeda? - Sim, e adoro.

Gabs, disse-te para cuidares dela. Está bêbeda!

- Não a ouviste? Ela adora! - Adoro!

Diane. Olha para ti, Diane!

Sim! Boa!

- Pode pagar a conta? - Sim, claro. Espere.

Obrigada.

- Foi recusado. - O quê?

Também não foi aceite.

Pessoal, acho que o meu pai cancelou os meus cartões de crédito.

Alguém tem dinheiro?

- Desculpa, querida. - Não, lamento.

De certeza?

Foda-se. Merda. O meu pai é um idiota.

- Deixe-me pagar isto. - Obrigada.

Frank, és um anjo! Obrigada! Quem me dera que fosses meu pai.

Quem abandona a própria filha à uma da manhã? Céus. Cretino.

Qual é o nosso?

- Por aqui. Vá lá. Por aqui. - Está bem.

Estou concentrada no carro.

Calma. Está tudo bem. Não é preciso discutirem.

Todos teremos vez.

Vamos tirar à sorte para ver quem vai primeiro.

Precisamos de uma palavra de segurança.

Vai para o aeroporto de Heathrow. É isso, amigo?

Amigo? Para onde quer ir?

- Gentil senhor, eu gosto de si. - Calma.

Meu Deus...

Acho que devias dormir sozinha, Rani.

Não me parece. Acho que devíamos dormir juntos.

- Boa noite, Rani. - Olha. Tanto espaço. Volta.

ORDEM DE DESPEJO

Pai! Seu grande pulha, monte de merda!

Filho da mãe, idiota! Merda!

Onde está o dinheiro, Frank?

Sei que o achaste. O que lhe fizeste?

- Pai, estás a chegar agora? - Desculpa, perdi a noção do tempo.

Sinceramente, comecei a temer que nos tivesses deixado de novo.

Não, Margie! Estou aqui para ficar.

Aliás, está na hora de começar a contribuir aqui.

E se eu começasse por pagar a tua hipoteca?

Desculpa, isso é muito querido, mas nem uma multa podes pagar.

Sim?

Onde arranjaste tanto dinheiro?

Pela primeira vez na vida, vou ser sincero.

Ganhei-o. No casino.

Frank!

- Estás bêbeda. - Não, não estou.

- É o que os bêbedos dizem. - Não, estou sóbria. Juro.

- É o Rafael ou o Donatello? - Sim, é o Donnie.

- Das Tartarugas Ninja. Que foi? - Está bem.

- O que foi? Não me julgues. - Está tudo bem.

- Sabes que são ondulados. - Sim. Muito ondulados.

- Espera. Queres mesmo fazer isto? - Sim.

Tens a certeza?

Sim.

- Onde arranjaste isso? - A Diane.

Por favor, não fales da Diane agora!

O meu pai mudou as fechaduras e não tenho onde dormir.

Eu sei que tens um quarto livre.

Não, não estive perto de incendiar o apartamento.

Acendi velas e fui a Ibiza.

Olá. É do telemóvel da Izzy?

Meu Deus! Porque está ela no hospital?

Pedras na vesícula?

Não aceitas partilhar o apartamento,

mas aceitas partilhar a minha cocaína?

Se a Izzy está no hospital, o apartamento dela está vazio hoje?

Olá. É a Gabby Penrose-Howe. Dormimos juntos na Passagem de Ano.

Sei que disse que ligava e não liguei, mas estou a ligar agora.

Queres dormir comigo outra vez? Liga-me quando ouvires isto. Adeus!

Olá, é a Lady Gabriella Penrose-Howe. Conhecemo-nos no clube.

Não tens um sofá para eu dormir hoje?

Não, vi o teu nome no recibo.

Sim, está sob "Gorjeta Sugerida."

Talvez te lembres, dei-ta por inteiro, em dinheiro.

- Estás bem? - Sim. Já sou uma mulher do mundo.

Perguntas qual o motivo de tanto alarido?

Na verdade, estou a pensar que valeu a pena esperar.

- Obrigado por seres... - Obrigado.

Foda-se! Foda-se!

Esme. O que fazes na rua tão tarde? São quatro da manhã!

Esme, são quatro...

Não!

- Olá. - Tinhas razão. Não tenho amigos.

Não tenho mais para onde ir.

- Então, é melhor entrares. - Obrigada.

Já me apontaram uma arma à cara duas vezes. Outra vez, não.

Quero limpar-me, reabilitação e proteção de testemunhas.

Diz-nos o que sabes.

Só falo quando tiver imunidade e uma casa.

E quero ir para um sítio bonito, no campo, com vacas e merdas assim.

Não podemos pedir campos e merdas a menos que nos dês algo.

Como os homens que estavam na tua casa.

Já ouviram falar de alguém chamado o Reitor?

Pensei que eram inspetores!

Então? Fala-nos do Reitor.

O Reitor tem linhas até Bristol.

Há anos que põe miúdos locais a trabalhar para ele.

Pelo que ouvi, é um selvagem. Um psicopata a sério.

Alguém quer chá?

És o Ben, porteiro de uma discoteca.

E tu és a Rani, um génio com uma bolsa para Oxford.

Eu sei quem és. Sei onde moras. Sei tudo sobre ti.

Sabes quem eu sou?

Não? Sou a pessoa a quem roubaste essa enorme quantia de dinheiro.

De alguma forma, presumiste que eu não descobriria.

- Nunca roubámos nada. - Ele tem razão.

Em vez de eu vos acusar e vocês negarem,

porque não trago a minha testemunha principal?

O que estás a fazer? Traíste-me, sacana?

O que esperavas? Tratas-me como lixo. Não respeitas um homem.

É por causa da caixa de piza? Não é reciclável estando suja.

Não é só isso. És arraia miúda.

Não há progressão de carreira contigo. Bati no teto.

Sim? Bateste com a cabeça no teto

quando voaste da vagina da tua mãe.

- Por isso é que és tão burro! - Calma!

Relaxa. Está bem? Senta-te.

Levanta os pés.

Biscoito?

Odeio ladrões. Sabem porquê? Porque são preguiçosos.

Um homem de negócios como eu trabalha anos a construir um pé-de-meia.

E um otário que prefere ficar sentado do que trabalhar um dia a sério

pensa que pode chegar e levar tudo?

A única coisa que odeio mais que ladrões

são os bufos. Os bufos são como putas.

Abrem a boca a toda a gente pelo preço certo.

- Partiste-me a perna! - Sim, eu sei.

- Partiste-me a perna. - Eu sei!

Preciso de ir ao hospital!

- Fica a 20 minutos a pé! - Como vou com a perna partida?

Muito lentamente, imagino. Baza daqui, bufo!

Para que não haja surpresas, vou ser muito claro.

- Um de vocês não sairá daqui vivo. - Não há necessidade disso, mano.

Há necessidade disso, mano, pois tenho de dar um exemplo.

Para! Nós devolvemos o dinheiro!

- Nós devolvemos! - Tarde demais.

- Devolvemos isso e mais! - Mais? Mais?

- Por favor, não pode matá-lo! - Não estou interessado.

- Que foi? - Nós lavamo-lo.

- Lavamos. - Como farão isso?

- Conheço um advogado manhoso. - Um advogado manhoso?

Borraste-te porque me cheira a treta?

Não são tretas! Por favor, dê-nos oito semanas.

Oito semanas? Como farão isso em oito semanas?

Porque eu sou um génio com uma bolsa para Oxford.

Gengibre?

Legendas: Pedro Ribeiro Iyuno-SDI Group

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