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Prontos?
Decapitem o Rei.
-Puxem. -Puxem-no para baixo.
-Puxem. -Puxem-no para baixo, Moicanos.
Abaixo com o Rei.
Acabemos com o bastardo.
-Ajudem-me. Vá lá, ajudem-me. -Estás seguro. Estás seguro.
Façam força. Façam força.
-Puxem. -Está a vir.
Puxem. Puxem. Puxem.
Revolução
Um palavra muito falada aqui.
-Desmembrem-no. -Bastardo.
Para o rio.
Para o rio.
Vamos afogá-lo. Vamos.
Vamos afogue-mos o bastardo.
É tudo sobre o derrube do Rei...
...e o barulho das comemorações...
...no dia em que eu e o meu Ned chegámos a Nova York.
Apaga o fogo. Força, filho.
O meu rapaz pergunta...
...o que é isto.
Não sei.
Enorme ruído de lutas...
...para tornar o nosso negócio de peles uma complicação.
Com toda a certeza,
pensámos Ned eu. A minha Kaitlyn e os nossos dois bebés levados pela febre...
... nesse ano estavam no fundo do meu coração...
... viajando comigo cada milha.
Brilhante como uma moeda nova, este Ned.
Como a mãe, paz à sua alma.
Os seus olhos são iguais aos da mãe.
Rápidos e astutos.
Ela disse-lhe mais do que a mim.
Ela foi capaz. Oh, minha Katie.
-Como o querem hoje? -Abaixo o Rei.
Vá lá, Donzelas. Querem beijar o Rei alemão, George?
-Rato sujo. -Apanhem-no. Apanhem-no.
Não sou conservador. Não.
Não sei nadar, não!
- Abaixo a monarquia! - Abaixo o Rei George!
Leia a Declaração de Independência.
Daisy, não estrague o nosso lindo passeio.
-Liberdade ou morte. -Tome.
Bom papel para enrolar os cabelos, escumalha!
A última coisa que preciso é de uma dor de cabeça.
Dayse McConnahay Daisy, não se atreva!
- Preciso sair. - Maldita menina.
Modere a sua língua.
Leia a declaração.
Basta de rei!
Liberdade ou morte! Basta de Rei!
Olá, linda, sobe aqui com a gente.
Liberdade ou morte! Basta de Rei!
- Atire esse porco ao mar! - Para o inferno com os ingleses!
Deixe-me passar.
Ei, você.
O exército precisa do seu barco para afastar os britânicos.
O meu barco?
Eu não posso.
Cidadão, é seu dever dar-nos o barco.
Vamos, Ned.
- Seja patriota. - Agarrem o barco!
Agarrem o barco!
Saiam! Saiam do meu barco!
Ned!
Minhas coisas, não.
- Soltem o meu filho. - Soltem-me.
Soltem o meu filho.
Viva o patriota!
Dê-lhe um recibo.
Qual é o seu nome?
O seu nome?
Dobb.
Tom Dobb.
Dobb, leve isso a Wall Street. Se quer dinheiro pelo barco...
- ...fale com o comissário. - Com quem?
Joe McConnahay. Vocês, vigiem o barco.
- Leia-me isso, Ned. - Barco e suprimentos...
70 dólares.
Vamos.
- Não temos dinheiro, pai. - Não, não temos.
Onde vamos dormir?
Mas ele continua a perguntar os "comos" e os porquês.
Eles não querem mais um Rei, tanto quanto percebo.
É tudo o que consigo entender disto.
Espera aqui.
Não saias daí.
VOLUNTÁRIOS PRECISAM-SE
GUERRA PELA LIBERDADE
Cidadãos, não há dinheiro. Foi usado para a guerra.
Esses recibos foram emitidos pelo Tesouro dos EUA.
Serão trocados por mercadorias.
- Duas semanas. - Dentro de duas semanas.
Quando a guerra for vencida e os britânicos, estejam longe.
Receberão dentro de duas semanas.
E com juros. Palavra do Sr. McConnahay.
Um homem em quem confiam.
Ele disse que estes recibos valem mais do que ouro...
São o futuro do vosso país.
O nosso país!
Dentro de duas semanas. Agora, vão.
Há cinco xelins, repito...
Cinco xelins neste tambor.
Muito bem... Que tal você, jovem?
- Eu posso tocar no tambor? - O quê?
- Tocar o tambor. - Se podes tocar o tambor?
Claro que podes. Vai pegar os seus cinco xelins.
Certo, vamos lá.
Abram a porta!
-Acho que as mulheres não devem lutar. - Eu vou.
Certo. Em sentido.
Esquerda volver.
- Ned, o teu pai. - O que estás a fazer aqui?
- O que esta a acontecer? - Cinco xelins, pai. Para si.
E 150 hectares de terra após a guerra.
- O que fizeste, Ned? - Eu alistei-me, pai.
- Não, não fizeste isso. - Onde o está a levar?
É o meu filho.
Tome os seus cinco xelins. Foi um equívoco.
Aonde pensa que vai, senhor?
Volte imediatamente.
- O que significa isto? - Descobri que ele se alistou.
- Exactamente. - Mas é um equívoco.
- Algum equívoco, cabo? - Eu reconheço o rapaz.
- Mostre-lhe. - Está na lista.
Eu sou o seu pai, e ele não se alistou.
- E se ele, se alistou. - Eu não dei permissão.
Não importa, ele já assinou o livro.
Apague o nome e pronto.
Detenham esse homem.
- Não podem levá-lo. - Todos eles tem pais.
E eles estão dispostos a lutar contra a tirania. Pergunte-lhe.
Muito bem, a andar.
- Não é a sua guerra. - Companhia em frente!
Não podem obrigá-lo.
Espere, sargento...
Você deve ter uma família.
A minha esposa e os meus outros filhos morreram, só o tenho a ele.
Os filhos lutam porque os pais não estão a lutar. Quer vê-lo?
- Assine o livro. - Pai.
Quieto! Faça isso novamente e eu mata-o. Ouviu?
Se o quiser ver novamente, assine o livro.
É isso, assine o livro.
Assine aqui.
Bastardo!
Segurem-no.
- Assine na linha. - Bastardo.
Modere a sua língua.
Excelente.
Sr. Dobb, os seus cinco xelins.
Agora, é um membro do Exército dos Estados Unidos.
Leiam a declaração de Jefferson.
-Leiam a Declaração da Independência. -Um mosquete, duas mechas.
-Um corno com pólvora. -Não se preocupem.
Um mosquete...
Meio copo de ervilhas. - Duas mechas.
Sim, apenas meio copo.
Agora que se alistaram um pedaço de peixe seco.
Mantenha-ma seca, mantenham-na seca.
Lutámos toda uma vida; para nascer
para ficarmos vivos, combatemos a natureza, para termos comida e calor.
combatemos as nossa falhas para sermos homens decentes.
e agora lutar a guerra de outros,
que não entendo nem percebo o motivo.
Raios Ned. Tudo por tocar um tambor.
Há liberdade nesse mosquetes, rapazes.
-Amamos-vos. -Rezamos por vós, homens.
-Deus esteja com todos vós. -Pela liberdade.
-Amo-te. -Liberdade.
Abaixo o rei.
Olho as fazes das mulheres para ver um aviso.
Um espelho da minha Katie, que nos foi levada.
Eu jamais tinha estado com
outra mulher
completamente esquecidas.
Liberdade ou morte.
Adeus.
Liberdade ou morte. Liberdade ou morte.
-Liberdade ou morte. -Victoria.
Boa sorte.
Liberdade. Para a independência.
Amamos-vos.
Presta atenção.
Quando chegarmos...
Se nos perdermos uns dos outros...
fica perto dos oficiais, entendeste-me?
Eles nunca correm riscos. Fica com os oficiais.
E tem cuidado, ouviste?
Este é o recibo do nosso barco.
Toma. Guarda dentro da tua bota.
Coragem, homens. Estamos a lutar por uma causa justa.
Deus vai-nos proteger.
A nossa vida vai mudar numa direcção estranha.
Chegar no meu barco para negociar peles e couros...
e sair num barco de guerra para lutar por uma palavra que chamam liberdade....
a qual desconheço, nem nunca tive na minha vida...
e de que me pergunto a necessidade.
Os ingleses estão a chegar.
Saiam de Nova Iorque.
Leiam a declaração de Washington.
Saiam de Nova Iorque.
Os ingleses estão a chegar.
Daisy McConnahay é loucura sair de casa.
- Leva-me contigo. - A mãe disse para não sairmos.
- Mãe... - Aonde achas que vais?
O que é isto? Não vais para a rua novamente.
- Sabe o que está a acontecer? - Eu sei muito bem.
Há loucos pelas ruas, Daisy.
- Eu proíbo-te de sair desta casa! - Eu sinto muito.
Vais acabar por ser estuprada.
Não seja tão vulgar, Betsy.
Eu ajudo.
Dr. Sloane?
- Dr. Sloane? - Mas, o que está a fazer aqui?
Volte para a casa da sua mãe.
- Eu trouxe comida. - Deixe-a aí e volte para casa Daisy.
Dêem-me qualquer coisa para um torniquete!
Segure aqui rapariga.
Os morros de Brooklyn mostram a a terrível força do exército inglês.
E este homem chamado Washington.
Todos nós debaixo do seu comando sofremos um penosa derrota.
Pernas e membros espalhados pelos campos floridos.
Eu e o Ned antes sequer de usar a arma...
...estávamos no caminho das correntes e estilhaços mortais.
De novo, esta rapariga?
-A sua cara pressagia algo estranho. -Sim.
Porque aparece sem mais nem menos?
O que pode querer de nós?
Causa-me desconforto.
Há alguma propósito nisto?
-Tome. -Obrigado.
Participaram da batalha? Deve ter sido horrível.
Deus, está ferido.
Espere...
Deixe-me ajudá-lo, deite-se.
Como foi estar lá?
Pode-me contar?
-A luta? -Sim!
Quer saber? Porque quer saber?
Por favor.
Nós... estávamos daquele lado...
nos pântanos... debaixo dos morros de Brooklyn.
Era manhã cedo... estávamos a lutar...
começaram a disparar...
e os nossos homens caiam, levando tiros.
- Viu os britânicos? - Não vimos ninguém.
Eles usaram pedaços de correntes.
Lançaram os pedaços de correntes e estilhaços com os canhões.
Que cortaram os nossos homens... Cortaram-nos ao meio.
Foi a minha primeira batalha.
- Você é tão corajoso. - Fica abaixado.
Dorme, filho.
Lutaram pela nossa causa...
A minha causa era ficar perto do meu rapaz. Somente.
Ela não sabe nada sobre mim.
Ela parecia um pouco perdida.
Um tristeza profunda nela fizeram-me dar-lhe umas palavras de conforto...
... as que consegui arranjar.
-Levantem-se. Vamos. -Mexam-se, já disse. Mexam-se.
Será que ficaram surdos?
-Vá lá, pessoal. -Voltem para lá.
-Vamos. -Venham.
-Em formação marchem, bastardos. -Vermes.
-Voltem para o muro -Ponham-se de pé.
Em formação!
Formem! Marchem.
-Ponham-se em fila e sigam este homens. -Vamos. De pé.
Mexam-se. Voltem para a fila.
Ser um americanos nesta luta desigual é ser um cordeiro para o matador.
Um esquilo irado a combater um leão.
Deus está do nosso lado.
Vem, meu filho. Fica perto de mim.
- Deus te ajude. - Amem.
Aprontem os oficiais.
Coragem, homens.
Não passam de animais. Seres inferiores.
- Major? - Pronto, senhor.
Pelo Rei e pelo nosso país! Entendido?
Deus está do vosso lado. Sejam corajosos.
Vocês são o melhor regimento do mundo.
Aumente o alcance, capitão.
Em frente!
Cabeça erguida.
Mantenham a formação.
Preparem-se, homens.
Não atirem ainda.
Aguentem quietos, rapazes!
Á minha ordem. Fogo.
Regimento...
Pare!
Tomar posição!
Apontar!
A primeira linha... Fogo!
Segunda linha... Fogo!
Recuem!
Vocês são americanos! Voltem e lutem!
Não recuem!
Empunhar armas!
Apresentar baionetas!
Para o centro!
Marcha acelerada!
Mantenham a formação!
Recuem, homens.
Vamos, Ned.
É um massacre!
Voltem, não recuem!
Ned!
Vamos!
Fujam!
Para atrás.
Pai?
Pai?
Ned... salta!
Regimento...
Voltar ao posto.
- O exército que foi para o norte. - Que se lixem!
- Nós devemo-nos encontrar com eles. - Não, não temos.
Vamos para casa.
Acabou-se para nós.
Esta guerra acabou para nós.
Vem.
O que vamos fazer, pai?
Não sei, meu filho.
Voltar para Nova Iorque. Trabalhar na fábrica de cordas.
- Desapareçam. - Cabeças levantadas, rapazes.
Voltem para casa.
Atentos à confusão. Tenham os olhos bem abertos.
Vem aqui, ratazana.
N. York não está como a deixámos.
É agora completamente inglesa, cheia de cerimónias e de soldados.
O trono enche cada rua e alameda.
Eles que se intitulavam o exército continental...
...quebraram como um ramo seco.
- Estamos convosco rapazes, descansem. - Sim, os "Mohawks" estão convosco.
- Estamos convosco. - Derrotamo-los na próxima.
Ali atrás.
Tome, uma bebida.
Obrigado, menina.
- Tu também, meu bravo rapaz. Bebe. - Obrigado.
É o Merle do tambor. Ele não nos viu.
- Toma, bebe. - Merle.
- Ned. - Volte para a fila já.
Não vai mudar nada.
Mexam-se, mexam-se. Cabo, coloque-os na fila,
- Bem vindos. Bem vindos a N. York. - Tem cuidado, Ned.
Declaração.
Embora o Congresso, ao qual os americanos enganados...
...se recusam a opor...
...ao restabelecimento de um governo constitucional nestas províncias...
-...tenha desacreditado o propósito... - Pára. Fica ali.
- Merle sou eu. - Ned vai-te embora!
Cala-te, rapaz, nada de falas.
Onde estão os teus rebeldes, Daisy?
- Fugiram como covardes? - É o pai com o general.
...dos desenganados Americanos...
- Betsy, achas que o vamos conhecer? - Ele e a nata do exército Inglês
caíram aos nossos pés.
- Deus, vocês dão-me nojo. - O Rei está determinado...
a rever, pessoalmente, as suas ordens que resultam em...
uma restrição da liberdade legislativa das colónias...
e de aceitar a revisão dos actos...
com os quais os seus súbditos se sentem prejudicados.
Recomendamos, então aos insurrectos...
que reflictam sobre a vossa situação actual e as vossas expectativas...
para assim poderem julgar por si mesmos...
... se é mais consistente com a sua honra e felicidade...
...sacrificar as suas vidas...
... ou voltar à sua vassalagem aceitando a bênção da paz...
...de acordo com os verdadeiros princípios da constituição.
pronunciado em N. York, a 19 de Setembro de 1776...
Fugiu?
Todos fugimos, todos fugiram.
Fugiram!
Era fugir ou ser preso. Preferi fugir.
Pensei que não iria fugir, Sr. Dobb.
Não é a minha luta.
Isto não é a minha luta.
Ela assustava-me com a convicção em que acreditava num soldado de um conto de fadas.
Eu queria dizer-lho e ver-me livre dela.
E no entanto ela paralisava-me a língua.
- Tu tens de ter cuidado, ouviste? - Sim pai.
- Atenção, Ned. Não olhes paras eles. - Sim, pai.
Olá, soldadinho.
Não pares.
Continua.
Nós que combatemos somos agora criminosos...
...a debandar como ratos para salvar a nossa pele.
Renegados, rebeldes traidores, era como nos chamavam.
Esta palavra liberdade veio para nos manietar e escravizar.
Olhe aqui. Deixe-me mostrar-lhe.
Deixe-me mostrar-lhe os lados. São lindos. Lindos.
E estas ondas são tão vivas. Pierre, tão consistentemente ondulados.
Daisy.
Meu Deus, mamã, o que se passa aqui?
Daisy antes de começares. Não! Eu não tenho paciência, nem tempo.
Olha, toma isto. Esta é tua. Agora, mexe-te.
Hoje será uma noite especial. É a grande chance das tuas irmãs.
Não estragues tudo. Mais pó de arroz.
Quieta, Amy. Mais pó de arroz.
Que malas são essas?
De dois oficiais que o general nos pediu para hospedar.
Lord Hampton e Lord Darling.
Eles são nobres, Daisy. E são os dois solteiros.
Hampton é o sobrinho do senhor Poppy Hessup...
que parece muito próximo da Rainha.
Sim, um bom partido.
Não vou discutir, eu sei a tua opinião a esse respeito.
Mas esta noite, guarda-a para ti.
Este é o teu vestido. Veste-o.
E tenta, pelo menos hoje...
comportar-te respeitosamente como membro desta família.
Basta.
E como vais subir, limpa o quarto dos panfletos revolucionários.
Como quiser.
Voilà, madame.
Vamos ficar aqui a noite toda.
Desculpas-me, posso interromper?
Daisy, que estás a fazer?
Betsy, de certeza que não te importas de o partilhar com a tua Daisy.
Que pequenas tão encantadoras.
O que estás a fazer? Também quero um.
Um para ti.
Puta!
Maldita puta yankee!
As suas filhas são prostitutas, senhora, todas elas!
Prostitutas! Henry!
Idiotas! Miseráveis!
Nenhum Inglês...
entra no meu quarto! Asquerosos!
Assassinos!
Eu odeio-os!
Eu odeio, o meu pai e a minha mãe!
Daisy.
Não.
Bem, espero que estejas satisfeita.
Ouviste o que te chamou?
Cadela Yankee.
Prostituta.
Não importa no que acreditas, Daisy... sempre te amaremos.
O teu pai e eu.
Tínhamos outros planos para ti.
Mas nunca antes...
me deste motivos para me envergonhar de ti.
Não é justo!
Isso não é justo!
Mas depois do que fizeste esta noite...
Sabes o que pensamos, Daisy.
Não podes pertencer a esta família ...
e combater para o outro lado.
- Eu sei. - Tens que escolher.
Eu já fiz isso.
Primavera cinco meses depois
Corram!
Soltem esse porco! Retornem!
- É o nosso jantar! - Rouba uma arma!
- Tenho uma granada! - Corram! Corram!
Sinto que o Ned cresce sem o meu controlo.
- Para a carroça. - Calma. Calma.
Vejo-o poucas vezes também.
e dói fundo ver a doçura da sua juventude...
... ser perdida nesta guerra maléfica.
Vá lá, saiamos daqui.
Estou sozinho e solitário sem ele.
- Roubámos um porco. - Excelente!
- Escapou-se, deixei-o escapar. - Deixaste-o escapar?
O Dick roubou uma granada para nós, moicanos.
Vamos fazer explodir o refeitório.
Não, não vais, e não és um moicano.
Agora sou, juntei ao gangue.
Que estás a falar? Queres morrer?
Não, o Dick vai fazer explodir a granada.
Só entraremos para tirar comida.
Mas qual comida, Ned? Trabalho, para pagar a tua comida!
- Não é para mim é para o Merle. - Não me importa para quem é.
Não és um moicano e não vais roubar nada, ouviste?
- Sim, eu vou. - Não, não vais.
- Eu faço o que eu quero. - Ned espera. Ei.
Viste os corpos a boiar no rio? Não viste?
O que achas que eles eram? Eram crianças como tu.
- É isso o que queres? - Aqui!
- Saia da frente! - Anda!
Bem, creio que nós encontrámos um outro candidato.
Você mesmo.
Você está em forma?
Parece estar em forma. Bem em forma!
E as pernas? São fortes? Levante-lhe as pernas, cabo.
Eleve as pernas, vamos Vamos, a exercitar!
- Cima, cima, cima. - Esquerda, direita, esquerda...
Mãos para cima... Cima, cima....
Está bem já chega.
Você e o Clowski carreguem o tipo.
O que estão a olhar?
Estes, Yankees ignorantes...
é o boneco. É para os oficiais.
Eles querem caçar raposas antes de irem para a guerra.
Mas, aqui não há raposas.
Diria que... vocês as comeram.
Assim, vocês pararam a caça.
Usando este esfinge horrível...
do velho George Washington.
Mas, nem pensem em fugir.
Porque acabaríamos, por os agarrar
e os enforcaríamos.
Entendido? Vamos, cabo.
Bem, Duas moedas para cada um. Uma agora e outra depois.
Agora, vamos lá, preguiçosos! Vamos!
- Dá-me um saco. - Não lhe vou dar nada!
Baixou a cabeça para eles!
- Foi para te proteger. - Eu sei-me cuidar.
- Você é que não sabe. - Não me fales assim.
"Você fugiu, eu fui arrastado."
Cuidado, fique com os oficiais, eles não correm risco!
Ei, volta! Aonde pensa que vai?
Aonde pensa que vai?
O que disse?
A insultar um oficial? Sabe que eu posso...
Vamos depressa, leve-os para fora! Rápido com isso!
Leve-os para o campo. Vamos, andando.
- São estes os homens, sargento? - Sim, senhor.
Bem, ponha-lhes o cheiro.
- Não ouviram? Vamos lá. - Nós estamos a pagar bem.
Queremos divertir-nos, por isso... mereçam o pagamento.
- Sargento... coloque-os a correr. - Sim, senhor.
Este é o passe para cruzar as nossas linhas. A andar!
Vamos. A andar!
Dá-lhes uma boa vantagem.
Esperemos!
Eu aposto que o grandalhão não vai aguentar.
É o pequeno que é perigoso.
- Pare! - Não estão muito longe!
É o ribeiro!
Devemos molhar o boneco!
Água, não!
Estamos perto.
Corte a corda!
Isso fede!
- Eu não me importo! - Eles vão-te apanhar!
- Tens o cheiro em ti. - Não me importo.
Será que perderam o rasto?
Nada aqui em baixo.
Coisa estranha e cruel morrer caçador de animais como modo de vida...
... e agora ser o animal caçado.
Tudo pelo desporto dos Reis.
Eu engoli a honra para sobreviver pelo meu Ned.
- Dividir e governar, é?
Quê?
Bem apanhemos o que foge com a raposa.
Vá lá, bastardos.
Chamem os cães!
Deus, não pode ser!
Olhem, o pobre do George Washington!
Ele parece estar em apuros!
Você está-se apegando a ele?
Temos de poupá-lo do seu sofrimento.
Assim termina o sonho americano.
Vamos lá.
...vale da sombra da morte nenhum mal temerás...
pois perto de mim. O teu bastão e o teu cajado confortam-me.
Antes de mim, preparaste a mesa na presença dos meus opressores.
Unges a minha cabeça com óleo e o meu copo transborda.
Felicidade e amor acompanham-me todos os dias da minha vida.
A minha casa é a casa do Senhor para sempre... e tudo o mais.
Ámen.
- Todos estão mortos, Bill. - Eles estão a dormir, Ben.
- Só a dormir. - Num leito arranjado.
Adormecidos pela espada.
- Eu vou ser o próximo. - Não, tens a protecção divina.
- Como você. - E como ele.
Não há guerra sem tocadores de tambor. Consiga outros.
Ben!
Bom.
Muito bom.
Pára, Ned!
Você é bom.
Vou-te conseguir um tambor.
Se me traíres, eu arranco-te os olhos.
Cabo! Este também.
Vamos, rapaz, de pé! Hoje, tiveste sorte.
- Vamos! - Vamos!
Tranquilos.
Preparem-se!
Regimento!
É apenas uma criança!
- Eu imploro-lhe! - Para trás!
Fique calma!
Vocês viram o Tom Dobb?
O Tom Dobb trabalha aqui?
Cinco, aposto cinco!
Eu aposto cinco!
- Cinco, eu quero cinco! - Aposto quatro!
Apostas, senhora?
- Olha, é Daisy! - Aonde?
- Lá dentro! - Podem soltá-los!
É o seu filho... Eles levaram o seu filho.
Vi os ingleses levarem-no esta tarde.
Deixei-o afastar-se demasiado de mim.
Tudo o que fora estava agora afastado de mim.
Eles marcharam para o norte.
Desapareceu. Perdemos.
Ó, Tom.
Eu encontro-o, Katie, Juro.
Deus, dá-me forças.
Tom o que faz?
Conseguirei um barco.
Mas não tem armas.
Obrigado por me dizer.
Podíamos ter conversado...
Que Deus vos salve, Tom e Ned.
Posto nr 3 vai com o 12.
- Entendido. - Sargento mor.
O Meritíssimo necessita de um menino... para polir as suas botas.
Entrem.
Passem, passem!
Olá, Ben.
Á, um rapaz novo.
Bem...
Tu.
Vem.
Verme!
- Sargento Mor! - Sr.?
Para o canhão com ele.
Sim, senhor.
Vem.
Vocês podem ver isto.
Rapazes!
Fedelho.
Vejam o que nos arranjaram!
Tirem-lhe as botas.
Adivinha quem me apanhou desta vez.
- Cristo, ele é um rapazito. - Levantem-no.
Segurem-no quieto.
Deixem-no em paz.
Sigam-me.
Por favor.
Ben, vai para a cama!
Estás a fazer batota, Jesse?
Vá lá, não leves a noite toda, baixa uma carta.
- Caramba, olha para isto. - Que é que tens?
Ganhei-te de novo.
Ned, sou eu!
Deus, o que te fizeram?
Ned... agora estás a salvo.
Eu cuidarei de ti.
E solto-te.
Leve o Merle também, pai. Ele ajudou-me. Por favor.
Leve o Merle.
Podes andar? Vem, eu carrego-te.
Por favor leve o Merle. Ele tentou ajudar-me.
Vamos.
Ó não, onde está? O que me deram para passar.
Está aqui a coroa.
- Eles magoaram-me, pai. - Eu sei, meu filho.
Calma...
Está tudo bem.
Estás comigo.
Ben.
Ben.
Ben.
Onde é que eles estão, rapaz?
Eu sei que tu sabes, Ben. Onde estão eles?
- Foram levados. - Quem os levou?
- Um homem levou-os. - E não deste o alarme?
Eu não quis...
Não quis, pensei que gostava mais dele que de mim.
Ben, Ben. Eu sempre gostei de ti.
Podes ir.
- Pike? - Sr.?
Venha cá.
A minha faca.
Entendeu?
Vou dá-la a quem os traga de volta os meus rapazes.
Pode ir.
Senhor.
Ned... tens de ficar acordado, filho.
Tens de ficar acordado.
Espera!
Por ali, vai lá.
Como ficar em segurança agora?
Como deixar este lugar?
Eu conheci-o bem em tempos de paz quando aqui caçava...
...mas agora é escarpado, montanhoso é terra inimiga.
Olhe, senhor.
Chamo-me Tonti. Você é inglês?
Americano.
Eu odeio os Ingleses.
Eu odeio os iroqueses. Eles matam os hurons.
O meu pai é francês...
a minha mãe foi uma huron.
Um homem que mata o meu inimigo...
é meu amigo.
Veio-me um sentimento de parentesco e igualdade com estes homens pintados.
Os nativos deste país...
... que tentam ficar onde pertencem e o que são.
Recorda-me os meus primeiros anos.
considerado um jovem ignorante pelos meus companheiros nesta novas terras...
... vendido por umas poucas moedas do reino e um papel escrito...
...obrigando-me a ser um trabalhador para ter cama e comida...
... até chegar à idade em que o papel me desobriga.
E a memória de como me sentia parecido com os escravos negros nesses dias.
Embora esses coitados não fossem pagos nem tivessem um termo escrito de libertação.
Essas coisas do passado...
...tinham saído quase completamente da minha cabeça...
... agora voltavam-me em torrente.
Tens de ficar acordado, filho.
Pai?
Eu estou aqui, Ned. Estou contigo.
Estou a ter um pesadelo.
- Eu estou a afogar-me, pai. - Não, não estás.
Não, não estás.
Toma as minhas mãos e agarra-as como se fossem cordas.
Eu não te vou deixar afogares-te, não deixarei.
Estás a ouvir a minha voz?
Eu quero falar contigo, eu quero falar sobre a tua mãe.
Lembras-te dela? Fala-me dela.
O que te lembras dela?
O seu cheiro. Tão bom.
- De como me tratava. - Ela amava-te muito.
Também o amava a si?
Ela morreu.
Foi a febre, Ned.
Matou homens, mulheres e deixou milhares doentes.
Também matou a tua irmã e o teu irmão James.
E a Ann, lembras-te?
Lembro-me, pai.
Calma! Aguenta firme!
Calma, meu filho!
Pai!
Eu estou aqui contigo!
Estou aqui!
Estou aqui!
Morde, Ned, morde!
Isso, Ned.
Calma, Ned... estão a terminar.
Isso, filho.
Pai...
salvou-me.
Pai.
- Eu pensei que era um cobarde. - Eu sei, Ned... Eu sei.
- Mas você não é cobarde. - Não, eu não sou.
Mas já fui, Ned.
Estás a sofrer por minha culpa. A culpa foi minha.
- Pai... - Eu, preciso muito de ti.
És meu filho, és tudo o que eu tenho.
Pai... eu estou-me a afogar...
Não te entregues... não desistas...
Porra, Ned, não desistas!
Não sentes? Eu estou a embalar-te!
Como quando eras um bebé!
Eu estou a embalar-te!
Estamos num rio?
- Eu estou a embalar-te. - Sou eu, Ned.
Eu estou a embalar-te... como quando eras um bebé.
Para onde vamos, pai?
Nós estamos a ir...
para um lugar... um lugar novo.
Que lugar é esse?
É um lugar diferente.
- Conte-me como é. - Eu vou-te dizer.
Eu vou-te contar.
Vamos para um lugar...
onde ninguém mandará em nós.
Onde não há ninguém melhor do que nós.
Onde podemos expressar as nossas opiniões...
e ir-mos para onde quisermos.
Onde ninguém nos vai tratar como cães na lama.
Olharei à minha volta, Ned... e verei todos os tipos de pessoas.
Homens, mulheres...
todos com as famílias, como a minha.
E vamos viver juntos como irmãos e irmãs....
e vamos construir uma casa.
Uma casa... onde poderemos dormir em segurança.
Já chegámos lá?
Estamos quase, Ned.
Tu vais conseguir, Ned.
Eu disse palavras ao Ned que não sabia possuir.
E agora com elas ditas, sinto-me novo.
E há um novo propósito nesta luta desigual e sangrenta.
Consigo ver agora o que me separou o Ned de mim neste últimos meses.
Ele sabia no fundo dele que esta terra de nascimento era Casa.
Cuffy, a bandeira.
Pare.
Onde está o seu passe?
- Aqui. - Tudo bem.
Obrigado.
Vá, vamos. Arranquem.
Vá lá, vão.
- Eu também quero algum. - Ei, esperem por mim.
- Milho. - Milho.
Comida.
Venham, comida.
- A comida chegou. - Olá, amigas.
Sargento.
Trouxeram tabaco?
- Sim, trouxemos algum tabaco. - Vamos, não parem!
- Que trouxeram mais? - Charlie, a comida chegou!
Trouxemos... 2 porcos, 2 carneiros...
- 2 barris de peixes... - Certo.
E todo o queijo que encontrámos.
Também trouxemos camomila e um pouco de iodo para o médico.
Capitão Cray, já estamos a descarregar, senhor.
Preciso da sua ajuda. Devemos levar uns homens para o hospital.
- Sargento. - Sim, minha senhora.
- Estes homens estão a morrer. - Por isso têm de ir.
O general não quer ninguém a morrer em Valley Forge.
- Ponha-os na carroça, sargento. - Sim, senhor!
Cabo, traga as macas!
Enfaixem este homem! Eu quero-o, pronto para partir!
Conheço-a!
A princesa de Nova Iorque não viria para a guerra.
- Mas agora estou aqui. - É verdade.
Lembro-me de si.
- Tinha um namorado. - Bill morreu em Trenton.
- É o seu filho? - Sim e estou grávida do Jack.
Daisy?
Daisy.
Sou eu, o Ned.
Deus estás vivo!
E como cresceste, olhem-me isto!
Meu Deus! olha para ti andas com um rifle.
Agora somos batedores.
Batedores?
- O teu pai, Ned? - Lá em cima nas cabanas.
Pai, olhe quem está aqui.
O que é que tenho para lhe dizer?
Esta mulher que tomei como uma fantasia a brincar às guerras.
Mas ainda assim no acesso das batalhas aparece suave e a sorrir...
...como um anjo enviado.
Eu rezei por si, Tom.
Rezei tanto por si.
Emagreceu. É a vida de soldado.
Venha. Está gelada.
Não é grande coisa, mas...
É sopa de abóbora.
Está meio aguada, mas é quente.
- Tenho sal. - Tem sal?
Que bom.
Sente-se.
Os seus pés devem estar congelados.
Pelos céus como emanam luz os seus olhos cansados.
Agora é índio?
- Esta bem nascida York Joana de Arc de N. York... - Sou batedor.
...abdicando de todo o conforto para chegar até nós por esta lama...
... uma e outra vez com o firme propósito da liberdade.
Tome.
Pensei que nunca mais o veria.
Diga-me, o que aconteceu consigo?
Cuffy e eu fugimos de Nova Iorque para Filadélfia.
E juntámo-nos lá à guerrilha.
Começámos a contrabandear alimentos, roupas...
mosquetes, pólvora.
- E aprendi a navegar. - Aprendeu?
Sim, em Chesapeake.
Veste um casaco de capitão.
O Capitão Stanhope deu-mo.
Olhe para as minhas mãos.
- Veja como estão ásperas. - E cheias de feridas.
Das cordas.
De tanto velejar.
- Como as minhas. - Sim.
Onde vou encontrar as palavras? A coragem para lhe dizer?
Agora eu posso velejar consigo, John.
Sério, Daisy?
Sim, posso.
Se quiserem, há mais.
Pai, a carroça chegou!
Eles ficarão bem no hospital em Yellow Springs!
- Até à volta! - A sua carroça está pronta!
Cuffy, este é o Tom.
- Tom esta é a Cuffy. - Muito prazer.
Espera tenho algo para ti.
Eu sou a Bella. O meu pai é Israel Davis, o artilheiro.
- Eu vou ficar com ele. - Prazer, o meu nome é Ned.
- O prazer é todo meu, Ned. - Isto vai aquecê-lo.
- Olha as minhas coisas. - Só um momento pai.
- Está a coxear. - Não é nada.
- Está magoado? - Fui capturado, e o meu pai salvou-me.
Vai voltar para a Filadélfia depois de os levar?
Não sei, vou para onde me mandarem.
- Onde vai estar? - Não sei.
Eu...
Serei batedor todo o Inverno, e depois disso, não sei.
Os índios querem voltar para as famílias. Não sei o que farei.
Deu nomes aos cavalos?
Sim, este é o "Veloz", o este é o "Relâmpago".
Não a posso deixar ir sem lhe dizer ou perguntar.
Deus, dá-me palavras para lhe mostrar o meu coração.
Rápido, antes que ela se vá.
Não pode vir!
- Será o marinheiro de quem ela fala?
- Esse capitão Stanhope? - O tipo que lhe deu o casaco.
O capitão. Que a ensinou a velejar?
- Sim, ensinou. - É bom velejador?
Sim, é.
- Está em Filadélfia agora?
- Não. - É o mais longe que vais, batedor.
- Vai casar com ele?
Não!
Só caso consigo, Tom Dobb! Só consigo!
À carga.
Virem a carroça.
- Segura-te, Cuffy. - Mais rápido, estão-nos a ganhar.
- Eles aproximam-se. Mais depressa. - Não, vão.
Mais depressa.
Daisy McConnahay.
Sua cabra traidora.
Para a frente.
Bem feito, meu senhor.
Esta traidora.
Aqui vão as noticias!
- Chegam noticias de uma Victoria iminente. - Os Franceses juntaram-se à nossa causa.
Mas as saudades de Daisy ensombram a felicidade que devia sentir.
A nobre Daisy.
Melhor em espírito, bondade e coragem.
Sempre nos meus pensamentos.
Será que vive? Estará ferida?
Morta?
Não me sai da memória.
Abala-me o coração.
Dizem que há registos de toda a gente aqui.
Dos mortos, dos desaparecidos.
Alguma vez pensaste em fazer isto?
-Não. - Casados há três dias.
Não consigo acreditar.
- Dêem-lhe o canto. - Quero só assinar esta carta.
Pai, espero por si aqui, certo?
Tenho de trabalhar bastante nisto, penso eu
- Estou a ver. Está bem, obrigado. - Não, não.
John Jeffries, do 3º de artilharia.
Procuro uma pessoa ferida em Valley Forge, ou morta, não sei.
Ela vinha para aqui por isso talvez tenham um registo dela.
-Nome, Daisy McConnahay. Bem, O livro é este.
Esta marca aqui, significa que está morta.
Não sei ler, não sei ler.
- Qual é o nome outra vez? -Daisy McConnahay.
Olá.
O que pensas?
- De quê? - Dos Ingleses.
Deixaram este lugar numa lástima.
O Congresso só se reúne, se eu me encarregar de tudo.
O Congresso? Dizem que lutam muito.
Bem, eu...
não acho que...
- Não está na lista? - Não.
O Sr. Rittenhouse fez isto. "Esta é a terra e esta é a lua."
- Qual é a distância entre elas? - 320 mil km.
Não parece tão longe.
- Como tens a certeza? - Eu estudei em Harvard.
Vês como os planetas giram?
Cada um faz uma rotação ao redor do sol
Jefferson disse que essa é a ideia em relação à América.
Uma revolução. A nova fase.
- E então? - Não há registo dela.
Longa vida a Washington!
Longa vida a Washington!
Dizem que vamos para o norte atirar os britânicos ao mar.
- A guerra vai acabar em 2 semanas. - Excelente, estou farto.
Não encho a barriga há um mês.
- Frente marche. - Adeus.
- Adeus adeus. - Companhia nr 1.
- Frente marche. - Adeus. Adeus, querido.
Adeus.
- Eu amo-te. - Fico à tua espera.
E assim como tudo neste mundo...
... como a terra ela própria dá uma volta inteira...
...eu testemunho o Ned ser como eu já fora...
... escolher uma raparigas para casar, ter uma esposa.
- Deus te abençoe, Ned. - O nome dela é Bella...
... com quem ele vê e se dá...
-...ela é aquela. - voltem para os canhões.
Estas coisas na guerra são repentinas assim como os caminhos do coração.
- Obrigado, Sr.. - Deus vos abençoe a todos.
- Precisas de algo? - Eu amo-te, Ned.
Com a ajuda do céu lá em cima ele sobreviverá estes últimos dias de guerra...
...e começar uma família nesta terra de liberdade.
começar uma vida paternal como eu já fiz com alegrias e infortúnios...
...as preocupações e sonhos.
Uma vitória iminente e a promessa dos últimos dias da guerra deram lugar...
...tornaram-se meses e a mais...
...até marcharmos sobre Yorktown com as armas ainda fumegantes e a disparar.
Que adivinho ou vidente poderia ter imaginado ou acreditado...
...que o derrotado exército continental que éramos 5 anos atrás...
... estaria hoje ás portas do que os generais proclamam de vitória.
Escorracem esses Britânicos.
Fogo.
Maqueiro.
Fogo.
Levantem-se.
Mais para a direita, pai.
Mais para a direita.
Vê-os?
Na mira.
- Aonde lhe vai acertar? - No ombro.
Belo tiro.
Não vejo com o fumo.
Pai... Pai, é ele.
Veja ali na ponta da trincheira.
É aquele Inglês nojento.
Estou a vê-lo, Ned.
- Estou a vê-lo. - Quem é ele?
O sargento Inglês.
O que está a fazer?
Está a ir para a praia.
Directo para o nosso observador.
Aumentar o alcance.
Abram caminho.
Endireitem.
Empurrem. Empurrem.
3ª bateria.
Mantenham as cabeças baixas.
Fogo.
- Ned, estás bem? - Volto já.
Tudo livre pai, todos mortos.
Que descansemos em pastagens verdejantes.
Não me deixes, meu filho.
- Ele guiou-me pelas águas calmas... - Estou morto.
...e restaurou a minha alma.
Não estás morto, filho. Não me deixes.
Tens a sorte dos tamborileiros. Não me deixes.
Sê bravo, filho. Sê bravo.
Ele guia-me por águas calmas.
Ele restaurou a minha alma. Ele guia-me pelos caminhos da rectidão.
Pelo amor do seu nome.
Sim, caminharei pelo vale das sombra dos mortos...
... Não sentirei o mal, pois estais comigo.
Tu Deus e os Anjos confortai-me.
Vou matá-lo, pai.
Fá-lo, Ned.
Não me deixes, filho. Não me deixes.
Não.
Não vou fazê-lo.
Fiquei extremamente reconfortado saber...
...que não matava um inimigo desarmado e a rezar, cara a cara.
Evoluíra de rapaz para homem neste longo caminho de ódio e matança...
...que teria feito muitos combatentes selvagens e indignos desse nome.
Nós os certos ou os errados somos todos feitos do mesmo,
... com mentes e almas...
...esperanças e sonhos.
Melhor voltarmos para casa.
Vamos.
Vamos.
Vamos, companheiro. Vamos, filho.
Vá lá. Cima, cima, vamos.
E duas bandeiras.
Uma de rendição, a outra de tiras e estrelas...
...reclamando um novo, país independente.
Orgulhou-me o coração vê-lo.
O fim desta guerra.
a crueldade, a tristeza, terminadas.
E por estranho que pareça dizê-lo...
... a erva que piso parece-me diferente.
Olho para o céu...
...e vejo o fumo da guerra a dissipar-se com o vento.
E todos os que sofreram estão agora no limiar de um novo horizonte.
E eu com eles.
Dois para si, são 20 dólares. Tudo bem, seguinte.
Vá lá, não tenho o dia todo.
Barco e suprimentos, 1.776. Faz um pouco de tempo, não?
Certo. Dez, vinte, trinta...
Quarenta... pronto. Seguinte.
- Espere, e o resto? - Que resto?
- São 70 dólares. - A antiga moeda perdeu valor.
É pegar ou largar. Mexa-se.
- Não me empurre. - Estou muito ocupado.
- E os 150 acres? - Do que é que está a reclamar?
Estou só a perguntar. E os 150 acres que me prometeram?
Escute, tem 2 braços e 2 pernas. Agora, vá-se embora.
- Tire as mãos. - Você está a estorvar.
Estou a fazer-lhe uma pergunta.
E os 150 acres que me prometeram?
O Congresso vendeu-os aos especuladores...
- ...para pagar as dívidas de guerra. - Eu sou a dívida de guerra!
Este papel aqui é uma dívida de guerra.
- Nós todos somos dividas de guerra - Vá ao Congresso...
- Vá ao Congresso e queixe-se. - Mas é você que aqui está.
- Eu não quero conversas. Seguinte. - Aonde está o Congresso?
- O Congresso vem para cá. - Quando?
- Quando? - Eles estão a vir.
- Quando? - Raios disse que eles estão a vir.
- Raios para si. - Desapareça daqui!
- Nós lutámos por algo e vencemos. - Você acha que eu não lutei?
- Tira-o de nós e vamos lutar de novo. - Não estou a tirar nada.
Vá reclamar no Congresso...
- Recebeu o dinheiro? - Só me deram 40 dólares.
- Só isso? - Só valia isso.
- E os 150 acres? - Venderam-nos aos especuladores.
Tudo?
E agora?
Vai até ao Hudson até à trilha dos Moicanos...
e continua até onde puderes.
Tonti disse que há lá muita terra livre.
Vai fazer o que sempre sonhaste.
- Então não vem comigo -Não posso, Ned.
É melhor eu ficar aqui.
É melhor para mim aqui. Ajusta-se a mim.
Eu posso aprender a ler.
É o que eu quero, Ned. É isso que quero.
Vou sentir a sua falta, pai.
Vou sentir muito a sua falta.
Toma isto.
Eu não preciso disto tudo.
A Bella vai precisar mais do que uma vaca magra.
Cuide-se.
Que Deus te proteja.
- Não te esqueças dos toques. - Não se preocupe.
Adeus, Tom.
- Tem muitos filhos, Ned. - Não o decepcionarei, pai.
- Fala-lhes sobre mim. - Falarei.
- Sobre como nós lutámos. - Contarei, pai.
Conta-lhes quão longe chegámos.
Vejo a minha família perdida em todos à minha frente.
Sinto a Kaitlyn nos jovens alegres, libertos do que sofreram aqui.
Eu vejo também nessas faces resplandecentes...
...os olhos brilhantes, ternos e gentis de Daisy McConnahay.
Muitos de terra diferentes, exilados ou fugidos...
... à procura de respeito e liberdade de expressão, que agora têm uma casa...
... em que como um ou todos, têm uma voz que pode ser ouvida.
Não mais divididos entre os reles e os privilegiados.
Mas iguais em chances e oportunidades.
E todas as crianças das crianças por vir, conhecerão estas palavra; Revolução.
E o que significa...
...e nunca abandonarão o desejo de a proteger.
--- Tradução e sincronização Fernando Neiva ---
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