All language subtitles for reluktika

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Sou a prova viva do "mais vale tarde do que nunca".

Até há uns anos, a minha vida era estável,

previsível e reconfortantemente repetitiva.

Mas as minhas recentes aventuras mudaram isso tudo.

Então, o que se segue, para mim?

Agora que sou visto como uma espécie de viajante,

desafiei-me a completar a minha própria lista de desejos…

LISTA DE DESEJOS

… antes de bater a bota.

Fiz muita pesquisa,

mantive a mente aberta…

AVENTURAS NA AMAZÓNIA

Quem faz caminhadas na Amazónia?

… e consegui fazer a minha lista.

Vejam bem isto.

Bem-vindos a Londres!

Nunca me senti mais turista.

Estas são algumas das melhores…

… experiências únicas de viagem que podemos ter.

Não leve isto a mal, mas este é um transporte horrível.

Isto sai da lista de desejos.

- É a primeira vez que venho à Irlanda. - Eu já cá tinha estado, claro.

- Sim. Uma vez. - Uma ou duas vezes.

- Uma vez. - Uma vez.

Se devem ser únicas no meu tempo de vida,

já é outra questão.

Mas gosto de pensar

que estou mais ousado…

Custa a crer que estou mesmo aqui.

… um pouco mais corajoso…

Que defesa!

Claro que trabalho bem sob pressão.

… portanto, esta pode ser a minha viagem mais memorável, até à data.

Embebedar-se com o Príncipe William estava na sua lista?

- Isso é a lista. - É, não é?

O VIAJANTE RELUTANTE, COM EUGENE LEVY

LISTA DE DESEJOS

Este autocarro vermelho vai do lado errado da estrada,

e isso só pode significar uma coisa:

estou em Inglaterra.

Muito bem, amigos. Bem-vindos a Londres.

Estão todos felizes por cá estarem?

Fantástico.

Nunca me senti mais turista.

Há muitas razões para sermos fãs da capital do Reino Unido,

mas, no meu caso, há uma que se destaca:

a monarquia.

Na verdade, nunca explorei a vertente real disso,

e é isso que torna emocionante esta visita a Londres.

Nós, os canadianos, somos membros da Commonwealth britânica.

Quando eu era um moço novo, começávamos sempre o dia de escola

a fazer, claro, o juramento de lealdade

e, depois, cantávamos o hino de Inglaterra.

Toda a minha vida, sempre foi uma relação à distância,

portanto, nesta experiência da lista de desejos,

vou passar alguns dias…

TELEFONE

… a ver melhor tudo o que for ligado à realeza.

Do lado direito, temos a Catedral de São Paulo.

O Príncipe Carlos e a Lady Diana casaram-se na catedral em 1981.

E aqui estamos na Abadia de Westminster.

É aqui que acontecem todas as coroações.

Agora temos o Palácio de Buckingham do vosso lado esquerdo.

É a residência oficial de Sua Alteza, o Rei Carlos III.

Isto é realeza. Estamos a olhar para ela.

Basta olharmos à volta.

Nunca vi uma vedação decorada com tanto ouro.

Aquela pode bem ser a varanda mais famosa do mundo.

Não é grande coisa, mas, para eles, é um lar.

Agrada-me ser tratado como um rei,

portanto, vou ficar hospedado a cinco minutos do palácio,

no único hotel do mundo a receber um alvará real de hospitalidade.

- Sr. Levy. - Olá.

Bem-vindo ao The Goring. Estamos encantados por recebê-lo.

Bem, este hotel é absolutamente belo.

Desde 1910, todos os monarcas britânicos reinantes visitaram o hotel.

Impressionante.

Deixe-me levá-lo até à suite real.

Claro.

Em 2011,

uma senhora chamada Catherine Middleton ficou na mesma suite,

na véspera de se casar com o Príncipe William.

Eugene, deixe-me apresentar-lhe o Oliver, o seu empregado.

Sr. Levy, é um prazer conhecê-lo.

É um prazer, Oliver.

- Gosto disto. - Faça o favor.

Obrigado.

É encantador e muito elegante.

Aqui estamos.

Este é o quarto principal.

Posso ajudá-lo em mais alguma coisa?

Acho que é tudo, por agora. Obrigado.

Adoraria ter sido uma mosca nestas paredes na véspera do grande casamento.

Algo me diz que Catherine não é do tipo de fazer uma festa extravagante, sabem?

Acho que não se pôs a atirar coisas da varanda.

Vou beber um chazinho.

Estou a sentir-me muito, muito britânico.

Vou pôr isto aqui para que o meu empregado trate do resto.

Sim.

- Sr. Levy. - Oliver.

Tenho correspondência para si.

Obrigado.

SR. EUGENE LEVY

Kensington Palace, e há um W na insígnia.

Sabiam disto? Certo.

"Caro Eugene." Escrito à mão.

Isto é uma loucura. Céus.

"Ouvi dizer que as suas viagens o trouxeram ao Reino Unido

e queria saber se gostaria de ver o Castelo de Windsor."

Que eu ia ver, claro.

"Se estiver livre amanhã, às 10 horas,

porque não aparece no castelo para uma visita privada? Adoraria vê-lo.

Melhores cumprimentos, William."

Certo. Muito bem.

Do Príncipe de Gales. O futuro rei.

Bem, estou a ficar com calor. Sinto-me a ficar corado.

Certo.

"Adoraria vê-lo." Adoraria vê-lo.

Isto é mesmo, mesmo incrível.

Estar neste quarto era o mais perto que eu pensava estar de alguém da realeza.

Há aqui outro bilhete.

"Encontramo-nos no Quadrângulo, no Castelo de Windsor, às 10 horas."

"Traje: adequado para passear o cão."

Parece que Catherine não foi a única a ficar hospedada neste quarto,

antes de um encontro enervante com o Príncipe William.

Acho que isto pede algo mais forte do que chá.

Sim. Olá, Oliver. Gostaria de pedir um vodca martíni.

E, se fosse possível, uns biscoitos para cão.

Obrigado. Adeus.

Estou entusiasmado com o dia de amanhã

e por passar algum tempo com o homem que será o próximo rei de Inglaterra.

Alguém que tantos de nós vimos crescer.

A mãe dele, a Princesa Diana, e o pai, o então Príncipe Carlos.

São imagens das quais me lembro.

Em especial, as imagens com a mãe dele.

Todos os marcos importantes dele,

os momentos de tristeza,

e as ocasiões enternecedoras.

O dia do casamento de William e Catherine foi um verdadeiro espetáculo.

Toda a gente viu e toda a gente estava encantada com eles.

Foi quase uma versão de Hollywood do que um casal real deveria ser.

Aquele é o William que julgamos conhecer,

mas não sei se o conhecemos verdadeiramente.

Felizmente, amanhã, vou poder descobrir.

Eugene, aqui tem.

Chamámos um belo carro para o levar a Windsor, portanto…

Serve.

Vai ser um dia divertido.

Para chegar ao castelo, devo fazer 35 km para oeste de Londres.

Adoraria descobrir como é ser membro da realeza.

Como será a vida, dentro das paredes do palácio?

Como é um dia de trabalho? Será uma coisa das 9 às 17 horas?

Bem, já saímos mesmo da cidade

e entrámos na zona de campo inglesa.

E é lindíssima.

Windsor situa-se na margem do Rio Tamisa.

É muito peculiar.

Será que os cidadãos de Windsor se sentem especiais

por serem vizinhos da realeza?

Sabem quem vive do outro lado da rua? O rei.

Céus. Ali está. Vejam bem isto.

Aqui… praticamente na cidade. Mesmo do outro lado da rua.

Eis o castelo.

Por incrível que pareça, este castelo foi construído há quase mil anos.

É o castelo mais antigo continuamente ocupado do mundo.

Pensem em toda a gente que já andou por aqui a divertir-se, ao longo dos anos,

todos os reis e rainhas.

Henrique VIII, a Rainha Vitória… Viveram aqui 40 monarcas.

É uma loucura.

Estou a sentir algumas palpitações, mas está tudo bem,

e o dia está perfeito.

Estão a cair uns pingos de chuva, e não podia ser mais inglês.

Obrigado.

Bem, até agora, tudo bem.

Eu cheguei a horas.

Já sei que ele não é pontual.

E não pensem que não vou falar nisso.

Estou muito entusiasmado.

Lembrete: as listas de desejos são tudo menos previsíveis.

Eugene, bom dia.

Vossa Alteza.

Prazer em vê-lo.

Não era nada disto que eu esperava.

- Este é o seu meio de transporte? - Sim, por aqui.

- No castelo? - Sim.

A minha fasquia para a aventura é muito baixa,

portanto, nunca andei de trotineta.

É ótima para andar por aqui. E é divertida.

- Mas é bom vê-lo. - Igualmente.

- É um prazer recebê-lo. - É a sua casa?

- Sim. Não no castelo. - Quero dizer…

Nós vivemos mais abaixo, fora do castelo.

O meu pai passa aqui muito tempo, mas não vivemos no castelo.

Usamos o castelo para o trabalho e para reuniões,

- e para recebermos pessoas. - Certo.

Como estou sempre atrasado, achei que, assim, chegaria a horas.

Mas continuo atrasado, Eugene.

Vejo que sim.

Consegui furar um pneu, esta manhã, o que tem piada.

Por isso é que vinha a subir tão devagar.

Talvez deixe passar a pontualidade dele, só desta vez.

Soube que cá estava e pensei que seria bom recebê-lo.

Eu era fã dos seus primeiros filmes.

Os American Pie foram…

Sim, receio bem ser dessa geração.

Tenho de perguntar. Com quem viu o American Pie?

Com amigos meus.

- Foram um sucesso. - Os seus amigos?

Ele gosta dos meus filmes. Estamos a começar bem.

O Castelo de Windsor estava na minha lista de desejos.

- Ainda bem. - Eu ia comprar um bilhete

e fazer a visita guiada, mas, depois, recebi o seu convite.

Talvez tenha de fazer essa visita. A minha é horrível!

Quem precisa de um bilhete?

Se quer saber de História, não sou a pessoa certa.

Vamos entrar e dar uma vista de olhos?

- Adoraria. - Fantástico. Ótimo.

Mostro-lhe o que se passa no castelo.

- Vamos. - Vou encostar isto.

Um príncipe de trotineta.

Parece que ele não teme as novas tendências.

Por aqui e, depois, subimos as escadas.

- Como sabe para onde vai? - Nem sempre sei.

Este castelo tem mais de mil divisões,

portanto, não posso perder William de vista.

Por aqui, Eugene.

Mesmo para uma residência real,

este castelo tem verdadeiras peças de colecionador.

É uma sala incrível.

Ou aquilo a que os Windsor chamam "relíquias de família".

- Céus. - É a sala de visitas do rei.

E continua muito semelhante ao que era, há muitos anos.

Claro, algumas coisas mudaram e foram recuperadas e remodeladas,

mas tem sido muito bem conservada.

Mas achei que era um bom lugar para ver lá para fora,

porque, daqui, podemos ver… podemos ver os jardins muito melhor.

Além disso, ali temos a Universidade de Eton,

- que eu frequentei. - Sim.

O edifício grande é a capela.

Que idade tinha quando esteve em Eton?

Dos 13 aos 18 anos.

Mas estava a poucos quilómetros dos meus avós.

Então, aparecia, vindo de Eton…

Às vezes, ao fim de semana, ou se conseguisse escapulir à noite,

quando não se passava nada.

Aparecia para beber um chá com ela porque ela tinha os melhores chás.

Portanto, tratavam-me bem.

Eu vinha conversar com ela, ver como ela estava.

Aparecia para a ver e saber como ela estava.

Falávamos sobre coisas de família, talvez algum trabalho,

às vezes, sobre o que se passava.

Mas mais para contar as histórias daquilo que eu andava a fazer.

E tinham uma ótima relação?

Sim, muito boa.

Os meus avós eram de outra geração.

Quando éramos mais novos,

era mais difícil ter uma relação próxima porque era tudo mais formal.

Mas, à medida que eles e eu envelhecemos, a relação melhorou.

Penso que a minha relação com os meus avós ficou muito melhor

quando eles passaram dos 80 anos.

Quando eles descontraíram mais um pouco.

O meu avô era muito divertido e, às vezes, sem querer.

- Às vezes, era por acaso. - Certo.

Mas nós ríamo-nos muito,

e ele tinha um ótimo sentido de humor, tal como a minha avó.

Mas era o meu avô, sem dúvida, que dava origem a umas gargalhadas.

E foram tempos de felicidade.

Sempre houve aconchego. Sempre houve uma gargalhada.

Sempre houve um ambiente familiar.

E os meus avós adoravam ter a família com eles,

portanto, diziam-nos para aparecer e ficar aqui.

- Também os fazia rir? - Sim.

O timing era crucial. E sobre quem era também.

Portanto, tínhamos de escolher os momentos para os fazer rir.

Aí está um público que me deixaria nervoso.

Mas, sendo eu mesmo avô,

quero que o meu neto se lembre de mim pelas gargalhadas.

Tem saudades da sua avó?

Tenho, sim. Tenho saudades da minha avó e do meu avô.

Sim, foi uma grande mudança.

Pensamos no facto de eles já não estarem aqui connosco.

Ainda mais em Windsor. Para mim, Windsor é ela.

Adorava cá estar. Passava aqui a maior parte do tempo.

Enquanto faço esta visita guiada, tento garantir que a faço

como ela gostaria que o Eugene visse o castelo.

Ela tinha cá os cavalos. Eram importantes, para ela.

Por isso é que ela adorava cá estar.

- Ela montava muito, aqui? - Sim, montava.

Ela punha um… Ela punha um lenço na cabeça.

Raramente usava capacete, só quando ficou mais velha.

- Usava só um lenço. - Eu sei. É uma imagem

- que temos bem presente, certo? - Sim.

As pessoas que usam o castelo viam-na quase diariamente.

Não era nada de especial a Rainha passar a cavalo, de repente,

ou ser vista a andar a pé.

Ela ia passear os cães ou andar a cavalo, portanto…

Bem, eu só não entendo como é que isso alguma vez poderia ser

- uma coisa normal, mas… - Bem…

Para as pessoas que vivem e que usam o castelo,

é quase natural vê-los a toda a hora.

Deve ter sido maravilhoso de ver.

Se ela está lá em cima a olhar para o seu castelo preferido,

deve estar a pensar quem será este tipo canadiano.

Achei que podíamos parar aqui e ver este quadro da minha avó.

É um quadro grande e maravilhoso.

Ela posou para bastantes quadros.

Sim, bastantes. Sim.

Era uma coisa de que ela gostava?

Acho que ela achava que fazia parte das funções.

Parte do papel é marcar historicamente aqueles momentos.

E acho que ela preferia ser pintada do que ser fotografada.

Também não gosto de fotografias.

Acho que ficaria bem num quadro a óleo, Eugene.

- Bastante bem. - Adoraria mandar fazer um quadro,

só para tentar captar quem… quem eu realmente sou.

Em vez de riscarmos, estamos a acrescentar coisas à sua lista de desejos.

Ela era uma mulher impressionante.

E veja os trajes enormes que ela tinha de usar.

O manto é muito pesado. É muito quente, mas pesa bastante.

Poderia tê-lo usado na trotineta.

Talvez me desse jeito. Acho que viria a esvoaçar ao vento.

Vamos por aqui.

Passámos muitas das distinções para esta sala,

que, como pode ver, é espetacular.

Eu não ia falar disto, mas ele falou nas distinções, portanto…

Bem, já que falamos em investiduras,

tornei-me Membro da Ordem do Canadá,

e, recentemente, fui promovido a Companheiro da Ordem.

E, sabe,

talvez queira usar isso como tema de conversa

- ao jantar, esta noite. - Claro, Eugene. Vou falar disso.

Gostaria de ser mais promovido?

- É isso? - Este é o nível mais alto.

- Sim, é… - Não está a tentar obter

- outro momento da sua lista? - Sim.

Pode haver outra promoção,

- mas não enquanto eu for vivo. - Entendido.

É tudo mesmo espetacular.

Esta é a minha primeira visita ao castelo.

Fazemos isto a todos. Visitas personalizadas a todo o lado.

O Salão de São Jorge. É um dos meus lugares preferidos, aqui.

Eu e os meus primos, a família, jogávamos aqui à apanhada,

neste salão, e fazíamos jogos.

Lembro-me de não ter os tapetes.

E havia alguns sítios onde tínhamos de ter cuidado

para evitar farpas enormes nos dedos.

O chão antigo era de carvalho e era muito velho.

- Era só um soalho? - Sim, de carvalho muito escuro.

Portanto, quando andávamos a correr,

mais tarde ou mais cedo, ficávamos com farpas enormes.

Toda a gente dizia: "Parem!"

Havia sempre alguém com uma farpa enfiada no pé.

Agora, é mais fácil. Os meus filhos não sabem a sorte que têm.

Têm um tapete enorme. Podem correr sem ficar com farpas.

Às vezes, vimos ao final do dia e brincamos à apanhada.

Com ou sem farpas,

a casa de infância de toda a gente tem uma história para contar,

mas esta tem mais do que a maioria.

Alguma vez se sente assoberbado

pela grandiosa história deste lugar?

Dito assim, sinto que tenho de dizer que sim.

Certo.

Não me sinto assoberbado pela história. Por outras coisas, sim. Não pela história.

Se não tivermos cuidado, a história pode ser um peso

e uma âncora à nossa volta, e sentimo-nos sufocados por ela,

e demasiado limitados por ela.

E eu acho que é importante viver para o aqui e o agora.

Mas também acho que, se estivermos demasiado ligados à história,

não podemos ter qualquer flexibilidade

porque nos preocupamos que as peças se movam demasiado.

Assim, não haverá qualquer mudança.

E eu gosto de alguma mudança.

Acho que o que está a dizer é que quer abrir…

Quero questionar mais as coisas.

- Isso. - É o que estou a dizer.

Acho muito importante mantermos a tradição,

e a tradição tem um papel muito importante,

mas, às vezes, olhamos para ela e pensamos:

"Isto ainda faz sentido? Ainda é o correto?

Ainda agimos e temos o maior impacto que podemos ter?"

O que quero dizer é que gosto de questionar as coisas.

Se não é a história que o assoberba, há alguma coisa que o faça?

Acho que me sinto assoberbado por tudo o que tem que ver com a família.

Qualquer preocupação no lado ligado à família.

Isso faz-me sentir assoberbado.

Mas, no que diz respeito à função e a essas coisas,

não me sinto muito assoberbado por isso.

Pelo menos, não agora.

Quando era mais novo, houve momentos que me assoberbaram.

Do género: "Vamos mesmo fazer isto?

- Vai acontecer?" - Sim.

Mas, com o tempo e com a idade,

acho que me sinto mais tranquilo em relação a essa faceta

e penso: "Bem, consigo fazer aquilo."

Mesmo as complicações que surgem, nada disso me deixa assoberbado.

Quando tem que ver com a família e isso, aí, sim, sinto-me assoberbado.

E acho que acontece com a maioria porque é algo mais pessoal,

tem que ver com emoções e com o perturbar de um ritmo,

de certa forma.

Não esperava conversar com William como se ele fosse um tipo comum.

Mas aquilo que percebo é que, apesar da grandiosidade,

este castelo é um lar, na verdade,

e a história famosa que aqui aconteceu é a história da família dele.

E aqui… é a Sala da Lanterna.

A armadura de Henrique VIII,

e acho-lhe piada porque ele não era muito grande.

Tem uma grande presença histórica e é rodeado por uma grande narrativa,

mas não era um homem muito alto. E era redondinho.

- Gostava de uma boa refeição. - Sim.

- Adorava uma boa refeição. - Um bocado de veado, provavelmente.

- Sem dúvida. - Penso nas pessoas

que andaram por estes corredores.

Henrique VIII, Ricardo IIIsabel I.

Devem ser a única família que não precisa de ir a um programa de genealogia

para saber mais sobre a vossa árvore genealógica.

Eu acho que preciso de umas aulas de história, Eugene.

Isso até me dava jeito.

O meu filho George é melhor do que eu a História, e confirmo as datas com ele.

Por falar em datas,

esta sala será sempre conhecida por uma data em especial.

Pode ver ali a placa que assinala onde o incêndio começou no castelo.

Foi dia 20 de novembro de 1992, e eu ainda me lembro.

Estava a jantar em casa com a minha mãe, em Gloucestershire.

E vi o meu pai na televisão com os meus avós,

a tirarem tudo do castelo. Na altura, deu nos noticiários todos.

- Então, estava a ver? - Sim. Vimos enquanto acontecia.

- Sim. Eu devia… - Pela televisão?

- Foi em 1992. Eu tinha dez anos. - Foi difícil de perceber…

Víamos e não entendíamos.

E, na televisão, parece que é um filme,

- nem parece real, portanto… - Exato.

- Mas reconheceu a sua família. - Sim, aquelas pessoas,

a fazer coisas que, certamente, terão sido difíceis de fazer.

- E o incêndio destruiu… - Isto tudo.

- Isto tudo… - E aquilo tudo,

o Salão de São Jorge.

O telhado desapareceu.

As paredes também ficaram muito danificadas.

O telhado caiu todo.

Lembro-me de ver as notícias e ver a sua avó, a Rainha Isabel,

que estava no jardim…

Sim, a minha avó, o meu avô, o meu pai também veio,

e acho que as minhas tias e tios também vieram.

E todos fizeram parte da equipa, como uma corrente humana,

a tirar coisas do castelo o mais depressa possível.

Infelizmente, sei que a sua casa também foi gravemente afetada, há pouco tempo,

nos incêndios.

É verdade. Perdemos uma casa nos incêndios da Califórnia, este ano.

Lamento sabê-lo.

De certa forma, foi como um filme de terror.

Houve a ordem de evacuação. Arrumámos as coisas para sair.

Umas três horas depois, talvez, soube que não restava nada.

Nós estávamos a ver, aqui. Os ventos pareciam…

- Assustadores. - Os ventos foram quase

- de 160 km/h, naquela noite. - Pois.

Lamento por si e por todos os que perderam as suas casas.

Os incêndios… são muito emotivos, não acha?

Tanto faz que aconteçam num castelo

ou numa cabana…

- O sofrimento está lá. - Sim, claro.

Mas, para mim, esta é uma história muito otimista,

ao ver o que pode ser reconstruído. É incrível, sabe?

Nas primeiras semanas, quem passava aqui, olhava para tudo e dizia: "Como?"

E: "Nunca mais será reconstruído." E, agora, veja bem.

Também lhe quero mostrar os jardins.

Vamos por aqui?

Há alguém lá fora que quero que conheça.

E, por alguém, ele quer dizer a cadela.

Enquanto ele foi buscar a cadelita dele,

eu fui autorizado a vaguear por ali.

Bem, a isto é que eu chamo uma visita guiada, está bem?

Isto é uma coisa que não vemos lá no meu país.

Esta estrutura grandiosa é uma galeria de arte, é um museu,

mas também é a casa da família real.

Nunca tinha sido capaz de entrar em contacto com a história

da forma como o consegui fazer aqui, no Castelo de Windsor.

E, como se as coisas não pudessem ficar mais surreais,

vamos passear a cadela nos jardins privados.

Não sei bem se a cadela dele tem algum título ou…

Linda menina.

- Quem é ela? - É a Orla.

- Orla? - Sim.

- Diz olá. - Olá, querida.

- Meu Deus. Olha só para ti. - Linda menina.

Linda menina.

- Tão querida. - Para baixo. Linda menina.

Ela pensava que não ia sair,

e agora está muito entusiasmada.

Sim.

- Bem, vê só o que tenho aqui. - Linda menina.

- Uns biscoitos para a Orla. - Muito bom.

Vamos ver se ela gosta Ela pode aceitá-los da sua mão.

- Talvez… Tente. - Acha? Assim está bom?

Ela pode rejeitá-los. Há 50% de hipóteses. Vamos ver o que acontece.

Vamos ver. Orla!

- Gostas! Aí tem. - O que achas?

Meu Deus.

Está a correr bem. Está a fazer-lhe o olhar

de: "Alimente-me, por favor."

- E funciona. - Sim.

Meu Deus…

Ela é sobrinha de outro cão nosso, o Lupo,

que perdemos no confinamento.

- Estava lá quando aconteceu? - Estávamos todos.

- Foi muito triste, sim. - Lamento.

- Ela já gosta de si. - Pois, agora, já gosta de mim.

Já está… está no topo da lista.

- William, e estes aviões? - Sim.

O Aeroporto de Heathrow é muito perto daqui.

É muito perto. Não é nada longe, para aquele lado.

- Não pode fazer nada sobre aquilo? - Não legalmente!

Bem, tem uns canhões, aqui.

Temos canhões, mas não sei se é o melhor conselho.

Os guias ouvem as histórias mais engraçadas.

Uma vez, contaram-nos…

Não digo de onde eram os turistas,

mas estavam a andar pelo castelo e a dizer:

"Este sítio é incrível,

mas porque construíram o castelo tão perto do Aeroporto de Heathrow?"

Essa afirmação está no topo das coisas ditas por turistas no Castelo de Windsor.

Achei que podia gostar.

Sei que não conheço bem a história, mas isto é outro nível.

Nunca pensei que observar aviões fosse algo que a realeza fizesse.

Como é um dia de trabalho para si? Diria que é das 9 às 17 horas?

- Não. - Certo.

Não funciona bem assim, mas tento manter-me fiel

aos horários da escola, se possível.

Na maioria dos dias, vamos levar e buscar os miúdos à escola.

Acertar no equilíbrio do trabalho e da vida familiar é muito importante.

Para mim, o que é mais importante é a família.

E tudo é pensado para o futuro.

Se não dermos aos miúdos, agora,

um lar feliz, saudável e estável,

sinto que, mais tarde, eles vão ter problemas e dificuldades.

Portanto, tem que ver com garantir que cuidamos das nossas famílias

e dos nossos filhos de uma forma que é melhor para o futuro deles.

Essa importância de ter uma vida familiar relativamente normal

acho que começou consigo e com a sua mãe.

Sim. É importante que esse ambiente seja criado em casa.

Temos de ter o aconchego, a sensação de segurança e de amor.

Tudo isso tem de estar presente, e tudo fez parte da minha infância.

Eu tinha oito anos quando os meus pais se separaram, portanto, durou pouco.

Mas temos de pegar nisso e… e aprender com isso,

e tentamos garantir que não cometemos os mesmos erros dos nossos pais.

É igual para todos. Quero fazer o melhor para os meus filhos,

mas sei que os dramas e o stresse,

quando somos pequenos, afetam-nos quando crescemos.

Como também sou pai,

entendo bem a sensação de só querermos fazer o melhor pelos nossos filhos.

O que faz quando está em casa?

- Durmo. - A sério?

Com três crianças pequenas, dormir é muito importante na minha vida.

Agora, felizmente,

já têm uma idade em que dormem bastante bem, se não estiverem doentes.

Isso dá-nos algum alívio,

mas ter três filhos pequenos que acordam a qualquer hora da noite,

é muito cansativo, como qualquer pai lhe dirá.

Sentam-se todos juntos para jantar?

- Sim, claro. Sem dúvida. - Sim?

Sim, sentamo-nos e conversamos. É muito importante.

Os nossos filhos não têm telemóveis, e somos rígidos nisso.

- Isso é muito interessante. - Sim.

Se os vossos filhos não têm telemóveis com que brincar,

brincam com o quê? O que gostam eles de fazer?

O Louis adora o trampolim.

Está obcecado com o trampolim, e a Charlotte também gosta bastante.

Pelo que vejo, andam aos saltos no trampolim

a bater um no outro, na maior parte do tempo.

Parece que há uma certa arte nisso.

A Charlotte pratica netball e dança ballet.

É importante mantê-los ocupados com desportos e atividades ao ar livre.

Estão a aprender instrumentos musicais, mas não sei se teremos muito sucesso.

O George adora futebol e hóquei.

- O William também gosta de futebol? - Sim, Eugene.

- Então… - Espere, e qual é a sua equipa?

O Aston Villa.

Já ouviu falar? O Tom Hanks é um grande adepto.

Talvez saiba por causa disso.

Talvez seja por aí.

Adoro a história que o Tom conta sobre começar a apoiar o Aston Villa.

Quando procurou uma equipa para apoiar,

achou que as palavras Aston Villa soavam a um sítio agradável e cheio de sol.

Na verdade, se ele for a Birmingham, não tem muito sol.

Mas, se é suficientemente boa para o Tom Hanks e o Príncipe William,

é suficientemente boa para mim.

É oficial. Agora, sou um adepto do Aston Villa.

E, claramente, isso é digno de ser celebrado.

Se quiser beber algo, podemos ir a um pub.

- Mostro-lhe Windsor. - Um pub?

Adoraria. Não me importava nada de beber uma cerveja.

Embebedar-se num pub de Windsor com o Príncipe William estava na lista?

Bem, isso é a lista.

- É a lista? - Sim, é a própria lista.

Seria algo extraordinário.

Ele pode ser da realeza, mas não deixa de ser britânico.

Era uma questão de tempo até acabarmos por ir a um pub.

Vê aquela foto do Concorde a sobrevoar o castelo?

- Sim. - É impressionante.

Venha por aqui, Eugene.

Posso oferecer-lhe uma bebida?

Sim. Pode, sim.

- O que quer? - Pode, sim. O que quero?

- Quero uma Guinness. - Uma Guinness?

- Uma cidra. - Doce ou seca?

- Doce, por favor. - Doce.

Obrigado.

Sabe quantos pubs havia em St. Andrews, a universidade que frequentei na Escócia?

- Quantos pubs havia na cidade? - Na cidade.

Vou dizer 35.

Nada mau. Eram 45.

A missão era passar pelos 45 numa noite,

mas ninguém… Bem, alguém deve ter conseguido.

Ninguém do meu grupo.

É uma verdadeira façanha, 45 pubs.

- Muito obrigado. - Obrigado.

Venha, vamos sentar-nos aqui. Eu fico daquele lado.

- Sim, sento-me aqui. - Sim.

- Sim. - Orla, fica debaixo da mesa.

Porta-te bem. Certo.

- Um brinde ao Castelo de Windsor. - Um prazer conhecê-lo.

Ao Castelo de Windsor, exato.

Passa muito tempo a falar

sobre a sua família e sobre como é uma prioridade, certo?

No último ano, a sua esposa e o seu pai adoeceram.

Antes de mais, como estão, agora?

Sim, as coisas estão bem.

Está tudo a progredir bem, e essas são boas notícias.

Mas, sim, foi…

Diria que 2024 foi o ano mais difícil que eu já tive.

Tentar encontrar o equilíbrio entre proteger os miúdos,

a Catherine,

o meu pai, que precisa de ser protegido, mas que já tem idade para o fazer sozinho…

Mas é importante que a minha família se sinta protegida

e que tenha o espaço para processar tudo o que aconteceu no último ano.

E foi complicado tentar fazer isso e manter as minhas funções.

Mas nós… Todos nós enfrentamos alguns desafios.

E é importante continuarmos… a seguir em frente.

Portanto… E gosto do que faço, mas há certos aspetos disso,

tal como os média, a especulação e o escrutínio,

que tornam o que faço um pouco mais difícil.

Temos de tentar garantir que nada disso supere ou se intrometa

em certas áreas em que apenas precisamos de algum espaço,

- e alguma paz e tranquilidade. - Não pode só dizer: "Pausa."

E também é importante porque, se não houver cuidado,

podem meter-se tanto na vida de alguém que começam a desvirtuar as coisas.

Quando era miúdo, vi isso acontecer com os meus pais,

e os média eram tão insaciáveis, na altura.

É difícil imaginar isso agora, mas, na altura, eram insaciáveis.

Queriam todos os pormenores

que pudessem obter, e estavam em tudo e em todo o lado.

Sabiam coisas. Estavam em todo o lado.

E, se permitirmos isso, os danos que pode causar à vida familiar

são algo que prometi que nunca aconteceria à minha família.

Portanto, traço um limite muito claro

sobre até onde podem ir e, quem ultrapassar o limite,

será travado por mim.

Mas também compreendo que, no meu papel, haja interesse,

temos de trabalhar com os média.

Portanto, temos de ter uma relação adulta com os média.

É preciso saber qual é o limite e o que estamos dispostos a tolerar.

Esse foi um dos aspetos mais difíceis deste ano,

para além da própria doença,

que já é algo horrível com o qual lidar.

- E Catherine está em remissão? - Sim.

- Sim, está. É uma boa notícia. - É uma notícia maravilhosa.

Como é que isso afetou as crianças, se posso perguntar?

Cada um tem as suas formas de lidar com estas coisas.

As crianças estão sempre a aprender e a adaptar-se.

Tentamos garantir que elas sentem a segurança de que precisam.

E somos uma família aberta.

Falamos sobre as coisas que nos incomodam e nos preocupam.

Mas nunca sabemos bem que repercussões poderá ter.

É importante estarmos presentes uns para os outros

e tranquilizar as crianças dizendo que tudo correrá bem.

Certo.

Quando eu era miúdo, e estamos a falar de há…

- Um par de anos. - … um par de anos.

Nós fomos a primeira família do bairro a ter um televisor,

e eu lembro-me de ver a coroação da sua avó.

Um dia, o William será Rei de Inglaterra. Costuma pensar nisso?

Não é algo em que pense quando acordo de manhã

porque, para mim, ser autêntico e ser eu mesmo,

ser uma pessoa genuína, é o que me motiva.

Depois, podem acrescentar outros rótulos

e outros papéis, por cima disso.

Mas, se eu não for fiel a mim mesmo e àquilo que defendo e em que acredito,

então, não interessa quem somos. Isso perde-se.

Encaro os meus papéis e responsabilidades muito a sério, mas é importante,

como lhe disse há pouco, não sentir que isso nos comanda.

Nós é que os comandamos.

Sentirá a mesma coisa sobre o seu filho,

- quando ele for rei? - Sim.

É uma pergunta interessante e muito importante.

Há muitas coisas em que pensar, nessa matéria.

Claro, quero criar um mundo no qual o meu filho se orgulhe do que fazemos,

e um mundo e um cargo que tenha mesmo um impacto positivo na vida das pessoas.

E sempre com a ressalva…

Espero que não voltemos a algumas das práticas do passado

com as quais eu e o Harry tivemos de crescer.

E farei todos os possíveis para garantir que não regredimos, nesse aspeto.

Parece que a monarquia

vai tomar uma direção ligeiramente diferente.

Acho que podemos dizer que a mudança está na minha agenda.

Mudança para melhor.

E eu dou valor a isso e aprecio a mudança. Não a temo.

É o que me entusiasma. A ideia de poder introduzir algumas mudanças.

Nada de muito radical, mas mudanças que penso que devem acontecer.

Pela minha experiência,

as perspetivas de vida são muitas vezes moldadas pelas adversidades.

Já ouviu a expressão:

"Se não tivermos saúde, não temos nada."

No final de contas, a saúde é o mais importante de tudo.

As pessoas não pensam nisso, especialmente os mais jovens.

- Na ideia da saúde, certo? - Sim.

Quando temos uma certa idade, achamos que nada pode acontecer.

E, quando acontece, ganhamos uma nova perspetiva sobre as coisas.

Sem dúvida. E eu era culpado disso mesmo.

Nós tínhamos tido muita sorte.

Há muito tempo que não tínhamos muitas doenças na família.

Os meus avós viveram até terem 90 e muitos anos.

- Portanto… - Sim.

Eles eram…

Eram a imagem da boa condição física, do estoicismo e da resiliência.

Portanto, enquanto família, temos tido muita sorte.

Mas acho que… Sim, quando percebemos, de repente,

que o tapete, o tapete metafórico, pode ser puxado

de debaixo dos nossos pés, de repente…

Podemos pensar: "Não nos vai acontecer. Nós estamos bem."

Acho que todos temos uma visão otimista. Temos de ser otimistas.

Mas quando nos acontece…

… sim, aquilo que sentimos…

… não são coisas nada boas.

Sim.

Está otimista?

Estou otimista. Por norma, sou bastante otimista,

especialmente perto de alguém como o Eugene.

A vida também tem de nos pôr à prova

e pode ser um desafio, às vezes,

mas conseguir superar as provas é o que faz de nós as pessoas que somos.

Eu estou muito orgulhoso da minha mulher e do meu pai

pela forma como superaram o último ano. Os meus filhos também foram incríveis.

Bem, espero que os outros príncipes com quem me cruzar sejam tão simpáticos,

abertos e humanos como o William.

Agora, há príncipes em todo o lado. É muito comum.

Vai encontrar alguns.

Foi muito agradável conversar consigo, Eugene, e mostrar-lhe Windsor.

- Foi muito divertido. - Pois foi. Obrigado.

Sabem aquilo que me surpreendeu, hoje?

Todos nos preocupamos com o mesmo.

Trabalho, saúde, família.

E isso é verdade, até para um futuro rei.

Mas antes de deixar os passeios em Windsor e os pubs com príncipes,

há um último lugar que eu quero visitar.

É na Capela de São Jorge que se encontram os jazigos

dos avós de William, a Rainha Isabel II e o Príncipe Filipe.

Nunca me esquecerei daquela imagem desoladora

da falecida rainha no funeral do marido.

Agora, aqui estou eu, sentado nos mesmos bancos, após um dia extraordinário.

Fiquei muito impressionado com o Príncipe de Gales.

Passamos algumas horas encantadoras.

Eu não sei o que esperava, sabem, de alguém da realeza.

A monarquia sempre foi tão formal.

Mas, com William, não temos nada essa sensação.

Ele é um pai que vai trabalhar

e, depois, volta para casa e janta com os filhos.

Há uma normalidade nisso que me surpreendeu.

Na verdade, até me apanhou desprevenido.

Ele foi tão humilde. Muito engraçado e muito inteligente.

Sinceramente, foi divertido conviver com ele.

Espero que, quando William for rei,

eu ainda esteja por cá para dizer ao meu neto:

"Estás a ver aquele senhor com a coroa? Já bebi uma cerveja com ele."

E, no que toca a desejos das listas…

Este vai ser difícil de superar.

Quase completamente impossível…

… mas vamos tentar.

A seguir, na minha lista de desejos…

Fale-me da tendência K.

- Coreia! - Sim!

Encontrei o meu irmão perdido!

Este aparelho vai rejuvenescer a sua pele.

Pareço ter 35 anos.

Caramba.

E voltamos já a seguir.

Legendas: Cláudia Nobre

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.