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Senhoras e senhores!
E agora o �nico ato desse tipo no mundo, executado sem rede.
O maior desafio da morte em corda bamba.
Gaspar, o Grande!
ESPET�CULO DE SANGUE
D�-me os livros dos recibos, Dorando.
Suas m�os est�o tremendo.
M�nica, como pode ficar sentada a� nessa calma
conferindo recibos depois daquela cat�strofe horr�vel?
Como pode ter tanto sangue frio?
Realista � a palavra!
Foi bom eu ter assumido o controle depois do que aconteceu.
Se dependesse de voc�, ter�amos o p�nico em nossas m�os.
Sim. � uma coisa boa voc� ser desumana.
Estamos administrando um circo. N�o uma escola de charme.
E o mais importante � que a plat�ia deve ser distra�da.
- Sim. O show tem que continuar. - Sempre.
N�o importa o pre�o pra voc�?
Mmm... � como na guerra.
Tropas s�o substitu�veis.
Tanto os soldados como os generais. Substitu�veis!
Voc� est� dizendo isso para mim?
Voc� acha que pode se virar sem mim?
Ainda n�o.
E se eu insistir?
Estou farto. S� o que quer fazer � comprar meu n�mero.
Eu n�o estou pronta ainda.
Voc� sabe muito bem que n�o posso pagar para voc� sair.
Voc� ter� que esperar.
Ou�a, eu quero sair agora.
Estou indo embora.
Oh, voc� � uma s�rdida e miser�vel maquina de somar.
O que quer fazer? Arruinar meu circo?
E tem a aud�cia de...
Entre!
- Sra. Rivers? - Sim.
Sou o Detetive Sargento Hutchins.
Este � o Detetive Constable Bradford.
Como posso ajud�-los, senhores?
Bem, primeiro devo dizer-lhe que nada do equipamento de Gaspar
deve ser removido ou tocado at� que seja examinado por nossos peritos.
Claro.
Agora, tenho algumas perguntas.
Quem construiu a aparelhagem usada no espet�culo?
Ele mesmo com o grupo de constru��es.
- Mais algu�m a manejava? - No circo todos fazem isso.
Ele sempre a examinava pessoalmente.
Se o senhor quiser, eu posso lhe dar os nomes dos ajudantes.
Bem, vamos precisar mais do que isso.
Por favor, re�na todos os seus artistas e ajudantes
�s 10 horas de amanh� para perguntas de rotina.
Sim, claro!
Compreende que esta investiga��o pode durar alguns dias?
E at� l� ningu�m pode deixar o circo.
Ningu�m.
Boa noite.
Boa noite.
Bem, Dorando. Voc� ouviu a lei.
Ningu�m sai.
N�o fique t�o deprimido. Eu ainda preciso de voc�.
Voc� sempre vence, n�o �, M�nica?
Se voc� tivesse um c�rebro na cabe�a veria que vence tamb�m!
Como assim?
Bem, at� agora tivemos uma temporada fraca.
E agora com o acidente e toda essa publicidade,
vamos ter grandes bilheterias.
As pessoas t�m uma curiosidade m�rbida sobre a morte.
Especialmente, quanto �s mortes violentas.
� por isso que estou certa, que o circo estar� lotado amanh� � noite,
Com as pessoas torcendo para que se repita o espet�culo de ontem.
Isso realmente excita voc�.
Eu n�o a tinha visto animada assim desde que come�amos a turn�.
Pobre Dorando.
Por que voc� est� sempre t�o deprimido?
O que posso fazer para anim�-lo?
Sabe de uma coisa? Posso at� deixar que me acompanhe hoje � noite.
Mas primeiro, h� algumas coisinhas que precisa providenciar.
Eu quero que voc� pegue fotografias de Gaspar
e mande para os jornais. Para enfeitar a hist�ria.
Depois quero que telegrafe para todas as ag�ncias de Londres, Paris e Berlim.
Quero um n�mero espetacular em substitui��o.
Mas isso vai me tomar a noite.
Qual a diferen�a? Eu tenho o sono leve...
Eu tenho um n�mero equestre, Os Gorraras, que considero sensacional!
A �ltima vez que eles se apresentaram,
dois de seus cavalos cairam mortos na arena, de velhice.
E quanto, aos Fabulosos Glen?
Eles ainda s�o os melhores ciclistas acr�batas no seu ramo.
Quando s�brios, o que n�o � frequente.
Olha, eu n�o perco o meu tempo com esses veteranos fracassados.
Alguns s�o mais velhos que meus elefantes e t�m o dobro das rugas.
Eu quero coisas novas. Caras jovens com n�meros sensacionais!
Eu gostaria de falar com voc�, Sra. Rivers.
- Sobre o qu�? - Meu n�mero.
- Frank Hawkins � o meu nome. - Nunca ouvi falar de voc�.
Bem, sou novo deste lado do mundo.
Mas ouvi voc� dizer a eles
que voc� queria algo novo e excitante.
- E voc�, � claro, preenche isso? - � claro que sim!
Voc� n�o tem um agente?
Eu prefiro cuidar de mim mesmo.
Veja, Bruno, que temos um n�mero duplo:
Agente e artista, reunidos em um s�.
Depois que ver meu ato concordarar� comigo.
Eu devo concordar que n�o � do tipo t�mido! O que faz?
- Corda bamba! - Isso � que � sorte!
Certamente sabe o que aconteceu com o �ltimo que t�nhamos, Gaspar, o Grande!
Eu vi o n�mero dele ontem � noite. Ficou dependurado.
Deixe a gra�a para o Bruno e o resto dos palha�os.
Eu n�o tenho tempo para suas piadas l�gubres.
Apenas me d� os detalhes de seu n�mero.
- Corda bamba, 60 p�s acima... - J� sei, acima de uma rede de seguran�a.
N�o, nem tanto!
Por que n�o v� o n�mero pessoalmente?
Um s� espet�culo. E depois decide.
E se eu gostar? Quanto?
Eu deixo o dinheiro a seu crit�rio.
Veja meu n�mero hoje � noite. Se achar que n�o merece dinheiro alto,
bem, este lugar est� cheio de sa�das.
Nesses termos faremos neg�cios.
Sr. Hawkins!
Est� com muita pressa, Sr. Hawkins?
Eu n�o gosto de ser abordado, principalmente por estranhos.
Bem, j� deixaremos de ser estranhos. Meu nome � Harrison Liston.
Eu sou especializado na representa��o de n�meros de circo e novidades.
N�o me interessa o que voc� faz.
- Nunca nos vimos antes. - Mas eu o conhe�o, Sr. Hawkins.
- Que diabos voc� quer? - Eu quero te ajudar.
Eu vi o senhor vender seu n�mero ainda h� pouco.
Formid�vel, Sr. Hawkins. Formid�vel! At� certo ponto.
At� estragar seu caso deixando o dinheiro a cargo de M�nica Rivers.
Eu cuido de meus pr�prios neg�cios. Agora por que n�o cuida de sua vida?
Voc� precisa de mim de outras maneiras.
Afinal, o senhor � um estrangeiro neste pa�s.
Eu posso... amaciar alguns detalhes inc�modos.
Olha, eu n�o quero nada de voc�.
Por que n�o me deixa em paz?
Como eu disse... posso amaciar alguns detalhes inc�modos
como... a sua situa��o trabalhista.
Afinal, Sr. Hawkins, n�o vai querer que as autoridades da Inglaterra
saibam o que aconteceu no Canad�, n�o �, Sr. Hawkins?
Nem as dificuldades com as leis trabalhistas.
Est� bem. Est� bem!
Nunca mais chegue perto de mim.
E agora, � meu privil�gio especial
apresentar este dem�nio da corda bamba,
O Magn�fico Hawkins!
Senhoras e senhores,
v�o assistir ao �nico n�mero desse g�nero
no mundo inteiro.
O Magn�fico Hawkins apresent�-se sem rede
a 60 p�s acima das baionetas de a�o
e usando uma venda nos olhos.
Ele desafia a morte a cada passo.
E agora chamo a aten��o de todos para a arena bem abaixo do arame.
Senhoras e senhores,
em seu passeio da morte,
O Magn�fico Hawkins!.
Aqui est� o seu contrato.
Obrigado, Sr. Dorando.
Eu espero que as cl�usulas estejam � seu gosto.
Saiba no entanto, Sr. Hawkins,
que este sal�rio tira um pouco de cada artista deste circo.
Voc� � mais velho do que eu, Sr. Dorando.
Mas sei que concorda que s� obtemos o que merecemos.
Nem mais, nem menos.
Pode guardar suas tiradas para voc� mesmo.
E sobre a minha caravana particular?
- A Sra. Rivers me prometeu que... - N�o me interessa o que ela prometeu.
Nos neg�cios do circo, minha decis�o � final.
Al�m disso, n�o precisamos ter um carro extra na caravana.
A menos que queira ficar com o meu.
N�o, obrigado. N�o � t�o confort�vel quanto o meu.
Obrigado, por deix�-lo comigo.
Na pr�xima turn�, se ainda estiver conosco e continuar um sucesso,
Vamos pensar em sua caravana particular.
Talvez eu n�o tenha que esperar tanto.
Hei, o meu nome � Hawkins! I-N-S, Frank Hawkins!
Fica bonito, n�o?
N�o fique empolgado, meu filho.
Eu j� pintei muitos nomes nesses carros
E j� apaguei muitos tamb�m.
Eu ia terminar a pintura do seu nome... Se a tinta desse.
E agora, senhoras e senhores,
O Circo Rivers apresenta o maior n�mero de elefantes do mundo.
E agora, Jody, o Elefante Maravilha.
Pesando mais de cinco toneladas,
vai passar sobre seis mo�as deitadas no ch�o da arena.
� bem melhor que na cantina.
Dev�amos jantar sempre juntos.
Eu estou louco por voc�, M�nica.
- Eu gosto de voc�, Frank. - S� isso?
Por que deveria ser mais?
Voc� ainda � um estranho para mim.
Na verdade, eu sei muito pouco sobre voc�.
Voc�... Bem, voc� n�o fala muito sobre seu passado.
Porque s� me interessa o futuro,
nosso futuro.
Ah, Ah! N�o t�o depressa, Frank!
Eu gosto de voc�, Frank. Mas vamos devagar.
Por que n�o? Do que voc� tem medo?
H� muito tempo atr�s...
Um dia eu te conto esta hist�ria.
H� muito tempo perdi a capacidade de amar.
Vamos aproveitar o que temos hoje.
Tornar esta vida louca do circo mais suport�vel!
M�nica, voc� sabe mesmo fugir de um assunto.
Se voc� quiser que eu soletre pra voc�, vou fazer:
Para mim, o que temos n�o � mais importante que um cart�o de felicita��es.
E �s vezes, n�o muito dispendioso.
Farei com que mude de id�ia.
- Voc� vai tentar e fracassar. - Por qu�?
- Excesso de obst�culos. - Como Dorando?
Ele � apenas meu parceiro de neg�cios.
Bem, eu odeio esse velho devasso!
Ele n�o larga de voc�. E o que faz lhe vigiando o tempo todo...
- Isso cheira a ci�mes. - Pare!
� isso que quero dizer.
Voc� fica todo esquentado e estraga tudo.
Agora olhe, Frank.
O que fa�o com minha vida � assunto exclusivo meu.
Vou me lembrar disso.
E agora...
Eu preciso dormir.
Eu tamb�m. Boa noite M�nica.
Sra. Rivers, Sra. Rivers.
Espere um minuto, Bruno.
Sra. Rivers. Venha depressa. Algo terr�vel aconteceu.
� o Sr. Dorando.
Ou�am-me todos voc�s. Eu sei o choque terr�vel que tiveram.
Mas n�o adianta nada permanecerem aqui.
Por favor. Voltem para a cama.
Por favor.
Voltem a dormir!
Esse � o rem�dio dela para tudo. Como se f�ssemos crian�as.
Se me ouvirem, n�o vamos nos recolher.
Ainda n�o.
Est� bem claro que h� um assassino � solta neste circo.
E ningu�m est� seguro at� que ele seja pego.
Eu estou apavorada.
Depois de ver isso, estou com tanto medo que ou�o meus ossos tremerem.
At� eu admito.
Pela primeira vez na vida, meus nervos me incomodam.
Eu sou mais forte que dois cavalos.
Todos sabem que quando dobro uma barra de ferro com meus dentes,
isso � real. Ferro!
Mas eu n�o posso lutar, contra o que n�o vejo.
Exatamente!
� por isso que temos que descobrir quem est� por tr�s desses assassinatos.
Assassinatos?
Voc� n�o acha que a morte de Gaspar foi um acidente, n�o �?
S� um tolo acreditaria nisso.
Quem � voc�? O chefe da pol�cia?
Bem, o que sabe sobre o caso?
� verdade! � melhor fazermos o que a Sra. Rivers disse:
Irmos para a cama. Deixem o trabalho da pol�cia para a pol�cia.
E o divertimento para n�s.
Voc�! N�o arriscaria o pesco�o nem para salvar sua m�e.
- Oh, por que n�o se cala?
Olhe para ela. Mal pode esperar para voltar para a caravana
e pra sua garrafa de bebida.
Quem voc� pensa que �?
Por que voc�s dois n�o v�o correndo se meter nos carros?
Mas eu n�o tenho medo de vir pra fora e dizer
que todos sabemos que M�nica Rivers n�o perde o sono por causa desses assassinatos.
Eu mesmo ouvi ela dizer que o crime era bom para os neg�cios.
Ent�o, isto n�o nos diz que est� por tr�s deles?
Eu pergunto: Quando tivemos essas lota��es esgotadas?
O circo nunca fez t�o bons neg�cios!
Eu digo pra voc�s que ela est� envolvida nisso tudo.
Matilda voc� est� louca! � uma maluca, uma lun�tica.
Eu tamb�m acho.
Todos n�s sabemos que n�o pode ser a Sra. Rivers.
Fale por voc� mesmo. Todos sabemos que � um escravo dela.
Ou�am, cada um deve ter sua chance de falar.
Voc�! Voc� que se diz clarividente. Voc� adivinha o futuro.
Quem voc� diz que � o respons�vel?
Sobre esses crimes? Deixe-me em paz. Eu n�o sei nada!
Tudo que te interessa � ler palmas das m�os.
- Por que voc� n�o fala? - Sim, isso � urgente!
Ent�o conte. O que as estrelas, suas folhas de ch�,
e sua bola de cristal dizem?
Me dizem para eu cuidar da minha vida.
Voc� n�o � s� uma farsante, mas tamb�m uma covarde!
Compreendem? Temos que pegar o caso em nossas pr�prias m�os
e parar com essas mortes antes que assassinem a todos, um por um.
E digo mais uma vez: � a patroa!
Ouvem os le�es? Farejam sangue.
S�o muito sens�veis.
Ontem � noite estavam inquietos.
Ahh! Antes de nos entusiarmar-mos, deixe-me fazer umas perguntas.
- Voc�, Emil! - Mas por que eu?
Vou refrescar sua mem�ria.
Ano passado, na Berlim Ocidental contou-me que Dorando lhe prometeu um aumento.
E da�?
Mas ele nunca lhe deu o aumento. Ent�o, guardava rancor contra ele.
Eu n�o iria matar por dinheiro!
- N�o? - Eu n�o faria isso.
Voc� sempre passeia sozinho � noite.
Sim, � verdade. Eu mesmo j� vi.
Ent�o podia ter sido voc�.
O que faz andando sempre sozinho no meio da noite?
Eu vou respirar ar puro.
Ar puro? Quem acredita nisso?
Voc� me disse que odiava Dorando.
E voc�, Romy, uma vez me disse que odiava Gaspar poque ele zombava de sua barba.
Talvez tenha sido voc�!
Imbecil! Como eu poderia cometer um crime?
Sou a pessoa mais f�cil de ser identificada aqui no circo.
Qualquer um v� minha barba antes de me ver.
Mas voc�! Eu te ouvi amea�ar o Gaspar por se meter com sua esposa.
� verdade. Avisei para se afastar.
Olhe, eu posso ser todo pele e ossos, mas ainda posso usar uma arma.
De qualquer forma, ela me deixou. N�o aguentou os hematomas.
Sim... ainda acho que foi voc�...
Chega! Chega todo mundo!
N�o conseguiremos nada lutando entre n�s.
Acreditem em mim. A culpada � a patroa!
Est� certa! N�o conseguir�o nada, ponto.
Sua ordin�ria! Sua ingrata miser�vel!
Recolhi voc� e seu amante, Lazlo, quando morriam de fome.
Adiantei dinheiro para o seu n�mero e tiveram �xito.
E como voc� me paga? Dizendo mentiras pelas minhas costas?
- Voc� n�o pode nos amendontrar. Eu ainda digo... - Calada, ou corto sua l�ngua!
Consigo uma d�zia de n�meros como o seu.
E voc�s! Se n�o fosse por mim, morriam todos de fome.
- Estamos com medo! - E nervosos!
Eu sei... o que voc�s s�o.
Olhe, deixem que eu me preocupe.
Agora, voltem para suas caravanas.
Estamos com a matin� de amanh� toda vendida e quero um grande espet�culo.
Lazlo!
Eu dou a voc� o benef�cio da d�vida.
Digamos que voc� deixou-se levar.
Mas aquela boca mole da Matilda
� melhor voc� control�-la. Obrigue-a a calar-se!
Ou cancelo seu n�mero e boto os dois na rua.
Ah! Mandou me chamar, comiss�rio?
Brooks, detesto estragar sua figura,
mas ter� que remover esta flor da lapela.
- Voc� sabe que sou al�rgico ao p�len. - Desculpe, senhor.
Diga-me, superintendente, quando ainda era um garotinho,
Voc� j� quis fugir e junt�r-se ao circo?
N�o, senhor. Em absoluto.
Eu tive uma vida muito feliz com o amor dos meus pais
mais uma mesada generosa de duas tias amorosas.
Bem, poupe-me dos detalhes porque voc� acabou de entrar para o circo.
Para o circo? Posso perguntar em que fun��o?
Bem, certamente n�o ser� como artista. Quero que v� � Liverpool.
- O Circo Rivers? - Exatamente!
Fico feliz em saber que anda lendo algo mais do que p�ginas sociais.
Bem, acho que sou como a maioria das pessoas, senhor.
Ler sobre esses crimes me d� arrepios.
Sim, mas sua tarefa � imped�-los.
Agora � um pouco tarde para isso, n�o?
Pelo menos para o Sr. Dorando com aquele prego cravado na cabe�a.
Eu vi uma fotos bem horr�veis l� embaixo.
Senhor, entendi que... iam trazer uns suspeitos at� aqui.
Que suspeitos? O assassino n�o deixou nenhuma pista.
De qualquer forma, Brooks, voc� tem que ca�ar um animal sevagem, no seu ambiente nativo.
Voc� n�o tira um tigre na selva da �sia
- para mat�-lo no Hyde Park. - Concordo, senhor.
A pol�cia local descobriu alguma coisa?
Nada. Pelo relat�rio deles, o assassino deve ter usado luvas especiais.
E o terreno em volta foi pisado
por gente demais para se conseguir alguma pegada.
Este circo � propenso a acidentes demais, n�o?
Se bem me lembro,l� aconteceu outra morte horr�vel!
Mmm...Este caso tamb�m est� na minha agenda.
Tr�s semanas atr�s em Leeds, um grande astro deles,
um virtuoso da corda bamba, chamado Gaspar, o Grande,
Morreu enforcado por sua pr�pria corda que se rompeu sob seus p�s.
Isso foi um acidente?
Bem, a morte do segundo homem faz com que a primeira pare�a um assassinato, n�o?
Dentro de uma hora posso partir, senhor.
Antes de partir superintendente, aceite um conselho paternal.
- Estou pronto para ouvir, senhor. - Este terno que voc� est� usando
parece novo e muito caro.
- � um Savile Row? - Claro.
E sapatos sob medida. Vestir-se bem � um fetiche para voc�.
- Certo, senhor. Eu n�o bebo, n�o jogo... - Eu sei, sua maior peocupa��o,
al�m de seu trabalho, � vestir-se com eleg�ncia.
- Sim, senhor. Seu conselho? - S� isso.
Deixe suas roupas caras em caixas � prova de tra�as.
Voc� achar� neste circo um ambiente um tanto desarrumado.
Brooks, concentre-se em seu trabalho. Voc� � o homem certo para isso.
� por isso que estou deixando voc� lidar com isso sozinho.
H� mais uma cidade em seu intiner�rio antes deles chegarem aqui em Londres.
Fique de olho neles.
Muito bonito!
Voc� tem n�s nos dedos.
Use-os da pr�xima vez que entrar na minha caravana.
Desculpe, mas como pode ver, estou com as m�os ocupadas.
Por que voc� n�o se sente em casa?
Obrigada. Pensei que poderia gostar de um pouco de companhia.
Ent�o, eu trouxe uma garrafa.
Eu n�o bebo.
Nesse caso, me assista beber.
- Voc� faz disso um h�bito? - Beber?
Entrar nas caravanas de homens � meia-noite.
S� se eu gostar deles.
Eu fico lisonjeado,mas voc� poderia esperar por um convite.
Bem, percebi que voc� � do tipo reservado, Frank.
A mulher tem que provocar voc�. Por isso estou aqui.
E agora que voc� me pegou?
Isso n�o � um pouco perigoso?
N�o te preocupa se Lazlo descobrir?
Neste momento ele est� na cama, roncando...
Ali�s, � tudo que ele faz na cama.
Por mais que eu queira, querida,
vou ter que lhe mostrar a porta
e lhe desejar boa noite.
Qual � o problema, Frank? N�o gosta de mim?
Eu te acho muito atraente.
S� que est� vendendo seu charme na cama errada.
Voc� n�o diria isso para M�nica Rivers.
O que diabos ela tem a ver com voc�?
N�o precisa ser t�o rude, Frank.
Eu estava apenas tentando ser am�vel.
Pois eu espero que represente melhor em cena do que aqui.
Bem melhor, lhe garanto.
Voc� quer me derrubar, Matilda. Realmente voc� quer.
Entendi! Voc� n�o est� preocupado que Lazlo descubra, est�?
O que voc� quer dizer?
� de M�nica que voc� tem medo.
Deve estar brincando. Por que me preocuparia com ela?
Eu sei tudo sobre voc� e ela.
- Quem se importa? - Eu me importo, por sua causa.
Bem, muito gentil de sua parte.
Ela � perigosa, Frank. Muito perigosa.
Voc� pode pensar que vai durar para sempre, mas est� errado.
- Lembre-se de Dorando. - Onde quer chegar?
Ele tamb�m pensava que era o �nico na vida dela
e quando ela n�o o quis mais, se livrou dele.
� melhor ter cuidado com a l�ngua, Matilda. Ou vai se meter em encrenca.
Eu n�o me importo. Eu n�o tenho medo da M�nica e ela sabe disso.
Eu digo que ela matou Dorando. E um dia vou provar.
- Voc� � louca! - Sou? Apenas lembre-se do que eu disse.
E da pr�xima vez que ela abra�ar voc�, certifique-se
de que suas m�os amorosas n�o est�o segurando um punhal.
Voc� � uma linguaruda. Saia daqui. Fora!
Ohhh!
Matilda, querida! Tome mais cuidado para n�o cair assim.
Vai danificar seu c�rebro. Ah!Ah!
Sua vaca! Vou te ensinar a rir de mim.
- Oh! Oh! - Oh, voc�...
Wanda!
Wanda!
Sua vaca!
E voc�! Voc� tamb�m ter� o seu.
Encrenqueira! Tudo o que faz � criar problemas.
Espere at� eu te levar para a caravana.
... E agora vamos tocar o novo sucesso do Kenny Gleen Group!
Uma festa e tanto! Voc� gostou?
Do que est� falando, M�nica? N�o me venha com id�ias erradas.
Id�ias erradas?
S� porque voc� est� entretendo uma mulher em sua caravana
no meio da noite vestido assim?
Agora, use a cabe�a. N�o pensa que a convidei, pensa?
- Sim! - Voc� est� errada.
Matilda, apareceu aqui no vag�o sem ser convidada e a mandei embora.
Depois de duas horas!
Imediatamente! Foi por isso toda a confus�o.
- Por qu�? - Por que o qu�?
Bem, certamente voc� n�o � nenhum santo,
E... ela � atraente de certo modo vulgar!
Por que a expulsou?
Ela come�ou a falar demais.
Sobre mim?
Ela � louca.
Ela acha que voc� assassinou Dorando.
E voc�? O que pensa?
Confie em mim, M�nica.
- Dizem que isso d� sorte. - Espero que esteja certo.
Mesmo assim, no futuro, vou olhar por onde ando.
J� veio a um circo antes?
Na plat�ia. Uma vez ou outra.
Foi o que pensei. Voc� n�o parece um homem de circo.
E um homem do circo nunca teria pisado em coisas de elefantes.
Sim, certo. Vou tentar evitar que aconte�a de novo.
Est� procurando alguma coisa?
Sim. Na verdade estou. Quem sabe pode me ajudar?
- Procuro pela Sra. Rivers. - Por qu�?
- Me perdoa? - N�o � mais um rep�rter, �?
N�o, n�o. N�o sou rep�rter.
Disseram-nos para correr com eles se aparecer algum.
- Vou lev�-lo at� a Sra. Rivers. - Obrigado.
Ficou surpreso, hein?
Ningu�m nota a diferen�a quando estou atr�s dessa porta.
Fa�o isso o tempo todo. Venha.
Qual � o seu nome? Bem, vou ter que apresent�-lo, n�o?
N�o posso simplesmente te botar para dentro.
N�o, claro que n�o. Sou o Detetive Superintendente Brooks.
- Voc� � um detetive? - Uh-Huh!
Mas j� tivemos v�rios detetives por aqui. Pensei que isso tivesse acabado.
Eu sou da Scotland Yard.
- Entre!
Sra. Rivers, tem um homem � sua procura. Detetive Superintendente Brooks.
Fa��-o entrar, Bruno.
Ele � da Scotland Yard!
- Bom dia, Sra. Rivers. - Bom dia.
- Bruno? - Sim?
- Quem � aquele? - Voc� gostaria de saber, n�o �?
- Foi por isso que eu te perguntei. - Mas eu n�o vou dizer.
� confidencial.
N�o me venha com isso.
Voc� n�o sabe quem ele �. � s� um moleque de recados.
Eu, um moleque de recados.
Eu n�o sei nada, n�o?
Eu sei sim, viu?
Ele � um detetive da Scotland Yard, viu!
Um detetive superintendente.
Desculpa, Bruno. voc� sabia mesmo, n�o �?
Todos esses interrogat�rios s�o mesmo necess�rios?
Eu j� contei para a pol�cia local tudo que eu sabia.
E eles chamaram a Scotland Yard, Sra. Rivers.
Voc� concordar� que ainda existem algumas �reas que precisam ser esclarecidas.
Como quem � o assassino, por exemplo.
Sim, claro.
Bem, qualquer coisa direi ao senhor.
H� quanto tempo Alberto Dorando era seu s�cio?
- Sete anos. - Em que fun��o?
- Gerente de neg�cios. - Apenas gerente de neg�cios?
O que voc� quer dizer?
Bem, �s vezes acontece que
quando duas pessoas trabalham juntas por sete anos
possa surgir mais que uma amizade comercial.
Bem, naturalmente como sabe, nos tornamos bons amigos.
Amigos �ntimos?
Se o que o senhor est� tentando descobrir era se eu dormia com Dorando,
a resposta � n�o.
Me desculpe se fa�o essas perguntas, Sra. Rivers.
Mas compreende que n�o podemos descartar um motivo sexual para o assassinato.
O Sr. Dorando tinha algum interesse financeiro no circo?
Absolutamente nenhum.
Eu sou a propriet�ria exclusiva do Circo Rivers.
Ele pertence � minha fam�lia h� 50 anos.
E os neg�cios sempre foram bem sucedidos?
N�o, n�o...
N�o h� nada de certo no mundo dos espet�culos.
N�s comemos caviar e tamb�m comemos serragem.
Mas eu soube que desde a morte de Gaspar os neg�cios aumentaram.
� verdade.
Ent�o n�o seria correto dizer, Sra. Rivers,
que o circo, sem falar na senhora,
ganhou financeiramente com a morte de Gaspar?
O que voc� est� insinuando?
Eu n�o estou insinuando nada.
Estou tentando apenas estabelecer alguns fatos.
Agora, � verdade ou n�o?
Pode pensar em algu�m...
Por que voc� n�o vem para dentro?
Eu tenho certeza que vai achar mais quente e mais confort�vel.
Superintendente Brooks, permita que eu lhe apresente Frank Hawkins.
Ah, sim! Claro. Voc� assumiu o lugar de Gaspar, o Grande,
n�o foi, Sr. Hawkins? Oportunamente,
o que eu ia perguntar a Sra. Rivers era:
Voc� poderia pensar em algu�m
que se benefiaciasse com essas duas mortes?
Voc� n�o descarta nenhum suspeito, n�o �, superintendente?
Bem, para sua informa��o,
eu n�o estava nem perto do circo quando Gaspar foi assassinado.
- Onde estava ent�o? - Num trem.
- Num trem! - Viajando at� Leeds
para ver a Sra. Rivers e pedir um emprego.
Isso � um pouco estranho, n�o? Voc� veio ver sobre um emprego
num circo que j� tem o n�mero de corda bamba.
Algu�m pode provar que voc� estava no trem?
Ent�o n�o h� provas de que voc� n�o viajou no dia anterior?
Por que eu mentiria?
Quem mexeu na aparelhagem de Gaspar, Sr. Hawkins,
conhecia todos os detalhes.
Sabia exatamente o que fazer e como fazer.
E ele poderia ter subido para o alto da tenda para fazer o servi�o.
Bem, acontece que n�o fui eu. Qualquer um podia ter subido l�.
� verdade.
Qualquer homem, mulher ou crian�a deste circo
foi treinado para subir em cordas e escadas.
Quando a lona � erguida todo mundo ajuda.
Sim!
Agora, se voc� j� terminou com suas perguntas
e decidiu n�o me prender, eu irei.
Tenho que me preparar para a matin�.
S� mais uma pergunta, Sr. Hawkins.
Na noite em que Dorando foi morto, onde voc� estava?
Em meu vag�o. Dormindo.
Suponho, que n�o haja testemunha para isso, ou h�?
Eu estava sozinho.
Onde estava, Sra. Rivers?
Eu... eu estava aqui.
Eu n�o sabia de nada at� Bruno bater na porta e me acordar.
Certo, Sr. Hawkins. Por ora � s�.
E n�o fa�a nenhuma viagem para longe do circo por enquanto.
Ainda vai precisar de mim? Eu tamb�m tenho matin�.
Isso � tudo. Obrigado, Sra. Rivers. Por enquanto.
Vai ficar aqui por muito tempo?
At� pegar o assassino,
e isso me leva ao meu pedido final.
Tem algum lugar onde eu possa ficar? Aqui no terreno do circo?
Oh, n�o. Dispomos de pouco espa�o.
H� um lugar. A caravana de Dorando.
Voc� tem as chaves?
Obrigado, Sra. Rivers.
E agora, senhoras e senhores,
apresento-lhe Phyllis Allen e seus poodles inteligentes.
- Est� atrasado. - Sinto muito. Posso te ver mais tarde?
- Estou muito ocupada. - Preciso falar com voc�.
Olha, eu tenho um milh�o de coisas para fazer.
A folha de pagamentos tem que ser feita, contas a pagar. Desculpe, estou sem tempo.
Ent�o precisa achar tempo. Preciso falar com voc�.
Sorria. � sua vez!
Bruno, voc� pode entrar agora, por favor?
- O que disse a ele? - Meus l�bios est�o selados.
Meus l�bios est�o selados! Seu saco de ossos est�pido!
Bem, vou te dizer uma coisa: Os meus n�o est�o!
Diga-me, Bruno, quando ouviu os gritos e a como��o,
O que voc� fez?
Corri o mais r�pido que pude e chamei a Sra. Rivers.
Ela estava dormindo, ent�o?
Oh, sim! Acredito que sim porque eu bati na porta umas cinco ou seis vezes.
Onde estava quando voc� ouviu os gritos?
Eu estava voltando da cantina para o meu vag�o.
Eu sempre fa�o um lanche noturno.
Voc� viu ou ouviu alguma coisa de natureza suspeita?
- Antes de ouvir os gritos? - N�o, senhor.
Bruno, voc� deve circular muito por aqui.
Voc� poderia pensar num motivo
para algu�m querer matar Dorando?
N�o, n�o. Realmente ele era um gerente muito bom.
Eu sempre conseguia um adiantamento com ele quando estava curto.
Hum! hum!
- Quero dizer, curto de dinheiro. - Sim, � claro.
Voc� chamou Dorando de gerente.
N�o era ele tamb�m um dos donos?
N�o, acho que n�o.
Bem, muito obrigado Bruno. � tudo por agora.
Agora n�o esque�a. Se voc� vir ou ouvir alguma coisa
que possa ajudar a resolver este crime,
- Voc� vai me contar, tudo bem? - Sim, superintendente.
Quer entrar agora, por favor... Madame?
E o que voc� disse a ele? Ou seus l�bios est�o selados tamb�m?
Quando voc� lida com a lei, voc� deve ter cuidado e dignidade,
ambos os quais se encontram al�m de sua capacidade.
Eu te disse que estava ocupada.
Eu n�o tenho tempo para bisbilhoteiros.
Eu vou te dizer uma coisa, M�nica,
Voc� representou muito bem para este detetive.
Eu representei? E voc� ent�o?
Voc� disse a ele que estava dentro de um trem na noite da morte de Gaspar.
Isso mesmo. Eu estava.
Bem, ent�o por que disse na primeira vez que nos encontramos
que viu Gaspar morto?
Eu s� estava brincando.
Voc� n�o lembra? Me pediu para n�o fazer piadas com a situa��o.
Mas e voc�?
N�o me disse que Dorando era seu s�cio?
No entanto, disse ao superintendente
que voc� era a propriet�ria absoluta.
Que diabos isso tem a ver com voc�?
Com voc� um homem nunca sabe onde est�.
Primeiro voc� se abre, mas depois recua.
Eu sei que voc� gosta de deixar os homens confusos.
Bem, isso pode ter funcionado com o Dorando. Mas comigo, n�o!
Voc� tem Dorando na cabe�a.
Ele era apenas meu gerente e nada mais.
- Oh, eu sei o que ele era... - N�o sabe de nada!
M�nica, voc� est� fazendo um jogo perigoso.
Toda mentira � uma armadilha.
Quando Dorando foi morto, ouvi voc� dizer que estava dormindo.
Bem, eu estava na cama.
Quem poderia saber disso melhor que voc�?
Bem, depois que me despachou,
deve ter sido sua sombra, que vi correndo para a caravana de Dorando.
Voc� est� louco!
N�o negue. Eu vi voc�.
Frank, o que realmente voc� quer?
Eu quero uma parte no seu circo.
Digamos, a quota que Dorando possu�a eu quero.
Ah! Ah! Ah! Finalmente voc� se revelou!
Eu quero que sejamos parceiros. Verdadeiros parceiros.
- Ent�o quer uma parte no meu circo, huh? - Certo, � isso.
Tudo bem, frank. Voc� ter�!
Entre.
- �ngela! - Ol�!
Srta. Burrows?
Lamentavelmente, Sra. Rivers, tive que trazer sua filha de volta
e entreg�-la em sua porta.
Oh, por favor n�o fique com raiva. Eu posso explicar.
Com li�en�a, querida. Sr. Hawkins, como pode ver...
Uma visita inesperada de minha filha e da diretora de sua escola.
Claro. Podemos resolver nosso neg�cios a qualquer momento.
E agora Srta. Burrows, o que realmente aconteceu?
- Por favor mam�e, me escute primeiro. - Fique quieta.
Voc� sempre teve jeito para criar problemas.
Sim, Sra. Rivers. Resumiu tudo: Problemas.
�ngela resiste a toda supervis�o disciplinar,
e isto � algo que n�o podemos tolerar.
Como sabe, a nossa conceituada escola
representa a constru��o do car�ter, educa��o e boa cria��o.
Nossa reputa��o remonta 75 anos....
Eu conhe�o bem sua escola e reputa��o, Srta. Burrows.
� por isso que matriculei �ngela. Agora, o que foi exatamente que ela fez?
Quebrou todas as regras. Recusou-se a estudar.
N�o tem nenhuma obedi�ncia.
Eu mesma j� a peguei fumando cigarros.
Imitando suas professoras de uma maneira nada lisongeira.
Al�m de fumar cigarros e algumas brincadeiras inofensivas,
o que mais ela fez?
Ela perturba a moral das alunas.
- Bastante, bastante angustiante. - O que quer dizer?
Em certa ocasi�o, ela encheu sua cama com travesseiros,
amarrotou os cobertores de forma que parecia que ela estava dormindo.
E onde ela estava?
Mais tarde, foi encontrada em um arm�rio dando risadas.
Foi apenas uma piada.
Voc� colocou a escola inteira em alvoro�o procurando por voc�.
Se voc� estava tendo problemas com �ngela, por que n�o me procurou antes?
Sra. Rivers, � muito dif�cil de encontr�-la.
Seu circo est� em constante movimento.
Qual � a posi��o agora?
Sua filha foi expulsa pelo conselho disciplinar da escola.
Eu sinto muito, Sra. Rivers.
N�s tentamos, mas falhamos.
�ngela agora � responsabilidade sua.
Espero que tenha mais sorte. Boa tarde.
Bom dia.
�ngela.
�ngela, o que fa�o com voc�?
Apenas me deixe ficar aqui.
Eu simplesmente n�o aguentava ficar longe de voc� e do circo.
Eu queria que voc� tivesse uma boa educa��o,
que conhecesse pessoas de fora do mundo do circo
e fizesse outras amizades.
Eu n�o consegui. Eu simplesmente n�o perten�o a esse grupo.
Vindo de um circo, eu era diferente das outras garotas.
Elas fizeram eu me sentir exclu�da. Ningu�m queria ser minha amiga.
Voc� � t�o boa quanto elas.
Eu era diferente.
E nos feriados, quando os pais das outras meninas vinham visit�-las,
- Onde voc� estava? - Eu sinto muito, �ngela.
- Eu tentei sair, mas... - Eu sei. Voc� estava muito ocupada.
Eu estava sozinha e infeliz.
Eu s� queria morrer.
Eu n�o tinha ningu�m.
Eu sei.
Por favor, n�o me mande embora de novo.
Deixe-me ficar aqui com voc�. Com o circo. Eu perten�o a este lugar.
Afinal, est� no meu sangue. Como est� no seu.
Oh, querida! Voc� certamente escolheu uma p�ssima hora.
Voc� leu, � claro,
sobre as coisas terr�veis que aconteceram aqui.
Eu sei. � horr�vel.
Eu tive pesadelos pensando no que poderia acontecer com a senhora.
Posso ficar?
Tudo bem, vamos tentar por um tempo.
Eu vou encontrar um lugar para voc� dormir e ent�o
amanh� vamos encontrar algo para voc� fazer.
E eu quero dizer trabalho.
Trabalho duro.
Obrigado.
Voc� vai ver. Vou trabalhar muito.
- E um tomate, por favor. - Certo.
� �ngela.
Bruno! Mmm.Ol�. Romy! Mmm.
Que bom ver voc�. Sua barba est� linda.
� o meu novo shampoo. � um sucesso!
- Quando voc� voltou, �ngela? - Hoje.
- Quanto tempo vai ficar? - Para sempre, eu espero.
- Mas e seus estudos? - Eu deixei a escola.
- �ngela querida. - Oh, ol�, Matilda!
Ouvi voc� dizer que largou a escola.
Sim. Mam�e, me deu um emprego no circo.
Que pena que teve que voltar num momento como esse
em que temos um assassino entre n�s.
Matilda querida, est� na nossa hora.
Boa noite, �ngela. Tente n�o se preocupar muito.
Afinal, voc� n�o tem motivos para ter medo.
O que ela quis dizer com isso?
N�o preste aten��o ao que Matilda tem a dizer.
Eu n�o, mas ela sempre foi uma encrenqueira.
Eu n�o entendo por que a mant�m aqui.
Eles t�m um bom n�mero.
Mas talvez eu tenha que me livrar deles se Matilda continuar causando problemas.
Caf� para mim.
Eu tenho certeza que voc� ficar� muito bem no vag�o das mo�as.
Oh, claro que vou. Boa-noite.
�ngela?
Oh! Desculpe.
Boa noite.
Boa noite, querida.
Bruno!
Eu espero n�o ter te assustado, Sra. Rivers.
Voc� seu louco, quase me mata de medo.
- Eu n�o queria isso. - Voc� n�o queria isso!
Eu estava no meu vag�o, depois de ter acompanhado Romy.
- E eu vi a senhora sair da cantina. - E ent�o me seguiu...
nas sombras da noite como Jack, o Estripador.
Eu n�o quis te assustar.
Eu s� queria falar com a senhora sobre uma coisa.
N�o seja rid�culo, a esta hora da noite. V� dormir!
Senhoras e senhores, agora eu lhes apresento Ingemar, o Destemido.
Matilda!
Deixei instru��es para voc�
para que se apresentasse em minha caravana antes de seu n�mero.
- Eu estava descansando. - N�o s� voc�.
Sua l�ngua venenosa tamb�m sempre ocupada, como de costume.
E soube tamb�m que voc� andou falando fora de hora com o superintendente.
Ele me perguntou se eu sabia de alguma coisa ou vi alguma coisa.
Ent�o eu sa� imediatamente e disse a ele que suspeitava de voc�.
Minha m�e j� tem trabalho demais em suas m�os, cuidando do circo,
sem precisar que lhe criem mais problemas.
�ngela, querida, voc� � uma menina muito meiga, mas s�rio, isso n�o � de sua conta.
Sra. Rivers, � minha tarefa, caso necess�rio,
interrogar todos que possam estar envolvidos.
Claro, eu interroguei Matilda, como fiz com a senhora e com os outros.
Eu n�o estou reclamando disso,
mas eu simplesmente n�o quero ningu�m em meu circo
enchendo voc�, com um pacote de mentiras.
Voc� est� pronta, Matilda querida?
Senhoras e senhores, voc�s v�o testemunhar
um dos mais perigosos e mistificadores atos
j� realizados em qualquer canto.
Diante de seus olhos, Lazlo, o Incompar�vel
ir� serrar uma mulher ao meio.
Senhoras e senhores,
agora que j� tiveram o prazer de me conhecer,
deixe-me apresentar minha linda e corajosa assistente, Matilda.
Talvez ela seja ing�nua demais para ter medo
ou talvez confie em mim completamente.
De qualquer forma, toda vez que ela entra nesta caixa
ela sussurra em meus ouvidos: "Lazlo, minha vida est� em suas m�os."
E acreditem em mim, � verdade!
E agora, eu preciso da ajuda de dois cavalheiros da plat�ia.
Posso ter alguns volunt�rios?
Obrigado, cavalheiro. Er... voc� senhor e voc� senhor!
Obrigado, Obrigado. Obrigado!
Agora eu pe�o que digam com sinceridade para a plat�ia.
- Eu j� vi algum de voc�s antes? - N�o.
Em outras palvras, voc�s s�o completos estranhos para mim.
Sim, est� correto.
Queiram ter a gentileza de abrir esta caixa por cima e na frente?
Matilda, voc� seria bastante audaz para entrar aqui dentro?
Voc� podem observar, senhoras e senhores,
que ela ocupa todo o comprimento interno.
Agora, diante da plat�ia,
fechem as tampas da caixa.
Obrigado. Obrigado.
Des�am a serra.
Querem examinar a l�mina da serra?
Ent�o, veja senhor, dois volunt�rios da plat�ia abriram a caixa,
Matida subiu para dentro. A caixa foi fechada.
A serra rotativa foi trazida aqui para o meio e aplicada ao centro da caixa.
Agora neste ponto, Matilda deveria ter pressionado esta mola aqui.
Oh, o que isso faz?
Ele opera essa armadilha na plataforma,
o que lhe permitia afundar sua se��o do meio.
Embora sua cabe�a e seus p�s ainda estivessem expostos,
seu corpo estava fora do caminho e livre do perigo.
Bem, o que deu errado?
O mecanismo n�o funcionou.
Dois parafusos foram removidos das dobradi�as aqui.
A armadilha n�o funcionou e ela n�o pode afundar seu corpo.
E antes que ela pudesse dar um sinal a Lazlo, estava tudo terminado.
Ent�o n�o poderia ser um acidente.
Definitivamente n�o.
Voc� interrogou Lazlo?
Bem, ele est� em estado de choque e sob pesados sedativos.
O m�dico s� me permitiu ficar tr�s minutos com ele.
Mas pelo que ele diz e por seu curr�culo,
ele j� realiza este truque h� onze anos sem contratempos.
� seu costume inspecionar a caixa pessoalmente antes de cada apresenta��o.
- Ele fez isso ontem � noite? - Ele jura que sim.
- Voc� suspeita de algu�m? - N�o faltam suspeitos, senhor.
Come�ando pela Sra. Rivers.
Eu ouvi ela brigando com Matilda ontem � noite.
Um pouco antes da infeliz entrar neste ata�de.
Elas se odiavam.
O suficiente para matar?
Seu carro est� aqui para lev�-lo ao aeroporto, senhor.
Obrigado. J� estou indo.
O que sabe sobre a Sra. Rivers?
- O marido dela foi assassinado h� seis anos. - Assassinado?
Sim, ele era um trapezista aqui no circo.
Houve um acidente, e...
Este circo tem um hist�rico de mortes violentas.
Eu verifiquei com a pol�cia local onde o acidente aconteceu.
Eles dizem que foi um caso claro de morte acidental.
No entanto, n�o acho que a Sra. Rivers sofreu por muito tempo
porque logo depois ela desprezou sua vi�vez
e assumiu Dorando. Agora est� envolvida com Frank Hawkins.
� s�rio?
Acho que n�o. Ela � muito fria.
Tenho certeza que n�o deixa sua vida amorosa atrapalhar sua carreira.
Seu principal objetivo � dirigir um circo de sucesso.
N�o h� d�vida que essas mortes deram ao circo um glamour m�rbido.
Os recentes retornos de bilheteria t�m sido espetaculares.
Fale-me sobre este homem que mencionou, Frank Hawkins.
Ele tamb�m deve ser bem vigiado. Investiguei o seu passado.
Descobri que ele matou um homem em Toronto, no Canad�, h� dois anos.
- Oh? - No inqu�rito o veredicto foi
homic�dio justific�vel. Defesa Pr�pria.
H� alguma evid�ncia que o ligue ao que aconteceu na �ltima noite?
- N�o, nada mesmo. - E sobre Lazlo?
Agora isso � um quebra-cabe�a.
Embora n�o fosse formalmente casados e Matida tivesse seus flertes,
eles pareciam formar um casal feliz.
E ainda assim descobri que Lazlo tem jogado fora seus ganhos conjuntos.
Talvez eles discutam por isso.
Eu ainda n�o tive tempo de verificar isso.
Talvez uma maneira de descobrir tudo sobre todos eles � fechando o circo.
Er... se eu posso sugerir, nesta fase n�o ganhamos nada fazendo isso.
Feche o circo e todos os meus suspeitos escapam.
Assim, todos eles permanecem juntos debaixo dos meus olhos.
Tudo bem, Brooks. Eu irei junto com voc�. Voc� precisa de ajuda?
Eu prefiro trabalhar sozinho.
Muito bem. � s� quest�o de mais dois dias
antes do circo chegar em Londres. Cuide de tudo.
Tudo certo, motorista. Vejo voc� em Londres.
M�nica, voc� j� decidiu sobre a minha parte?
Depois de nossa estr�ia em Londres, farei meu advogado redigir um contrato.
Mas do modo como me sinto neste momento, s� vamos dividir problemas.
Frank, tenho pensado em me desfazer do circo.
Me livrar disso tudo.
Voc� n�o pode fazer isso. E por mais dif�cil que estejam as coisas,
voc� precisa se controlar.
Eu n�o posso evitar. Estou muito nervosa.
Eu n�o sou feita de pedra.
Veja, os olhos de todos est�o em voc�, M�nica.
A forma como voc� age afeta a todos.
Eu sempre admirei a maneira segura como voc� conduz as coisas.
Bem, est� se tornando pior do que eu posso suportar,
com a pol�cia me envolvendo, os aristas assustados e reclamando,
e suspeitando uns dos outros.
Se voc� desmoronar,
tudo que constru�u com trabalho duro ir� tamb�m desmoronar.
Sabe, pela primeira vez n�o � o suficiente.
Este circo est� amaldi�oado.
Est� se tornando um pesadelo.
Eu fico imaginando e pensando quem ser� o pr�ximo.
O que est� acontecendo aqui?
Mam�e!
Gustavo vai me usar em seu n�mero.
Desculpe-me se minha faca a assustou, Sra. Rivers.
Assustada? Estou furiosa!
Quem lhe deu o direito de tomar decis�es por aqui?
Onde est� Wanda, sua parceira habitual?
Ela est� bebendo novamente. N�o h� como par�-la.
Est� cada vez mais perigoso trabalhar com ela.
Sem uma parceira de confian�a eu terei que cancelar ou...
N�o t�o r�pido.
Ent�o o que fa�o? �ngela se ofereceu como volunt�ria.
Eu considerei uma grande sorte.
- Eu queria te surpreender. - E conseguiu!
Eu quero trabalhar. Combinamos isso.
Talvez n�o seja m� id�ia.
Bem, com Lazlo e Matilda fora
certamente voc� vai precisar de um n�mero de Gustavo.
Oh, deixe que eu fa�a.
Voc� n�o est� mentindo sobre Wanda?
Veja por si mesma. Hoje ela mal consegue trabalhar.
Quanto ao futuro, deixo voc� tomar a decis�o.
Certo.
Trato dos detalhes com voc� mais tarde.
E eu quero ver este n�mero, antes da estr�ia em Londres.
Obrigado.
Apenas um aviso, querida.
Os perigos do n�mero n�o
se comparam aos perigos do pr�prio Gustavo.
Ele se julga uma mistura de Dom Juan com Casanova.
Voc� me lisonjeia, Sra. Rivers.
Mas acredite em mim, que nada disso passou pela minha cabe�a.
Conserve-a assim!
Voc� est� linda, Romy.
Eu sempre me visto bem para a grande festa.
Eu me lembro como estava no ano passado.
Brilhou absoluta.
Uma coisa que gosto quando chegamos em Londres
s�o as celebra��es que a Sra. Rivers nos d�.
Tudo que voc� conseguir comer e tudo que voc� conseguir beber.
Sim, podemos esquecer todos nossos problemas
e concentrar em se divertir.
Bem, o que estamos esperando? Vamos!
M�nica. Desculpe-me.
Para voc�. Espero que afaste o mau agouro.
Brindemos a isso!
Voc� fez muito bem em n�o cancelar a festa.
Todos est�o se divertindo.
Quando as pessoas est�o com problemas, d�-lhes uma grande festa.
Sabe, a Revolu��o Francesa poderia ter sido evitada
se Louis XVI tivesse feito isso.
N�o se esque�a do que aconteceu com Maria Antonieta.
Mas eu tenho voc� para me proteger.
E agora senhoras e senhores, uma grande surpresa.
Um n�mero musical criado por nosso pr�prio grupo.
Se for a um baile de m�scaras
E te apaixonares pelo teu parceiro
Pode ser eu
Se solavancos na noite
Te assustarem
Pode ser eu
Somos pessoas simples
N�o � uma brincadeira
Olha para tua esposa, rapaz
Pode muito bem ser eu
Se for num encontro �s cegas
V� e jogue com o destino
E pode ser eu
Se caminhando no parque
Ouvir uma voz na escurid�o
Pode ser eu
Se arrisque
Encontre um romance
Em quarenta anos, rapaz
Pode muito bem ser eu
A beleza � uma coisa passageira
Desaparece como uma lua no c�u
Decida-se
A beleza � uma coisa passageira
Mas � uma mentira
Caminhando at� ao altar
Sorria para mim
E pode ser voc�
Os anjos v�o cantar
Quando eu passear pelo caminho
E pode ser voc�
N�o se levante
N�o v� embora
Eu quero um parceiro
E pode ser voc�
Eu quero um parceiro
E pode ser...
Voc�?
- Voc� poderia dan�ar comigo? - Eu adoraria.
M�nica, n�o quero te pressionar, querida, mas...
voc� falou com seu advogado?
Est� tudo acertado.
Voc� ter� 25% do circo e 100% de mim.
... e na �ltima parte de nossas f�rias
visitaremos, Copenhague, Berlim e Madrid.
Eu te ajudarei a escolher novos n�meros para a pr�xima temporada.
Ser� maravilhoso!
Eles formam um lindo casal.
Eu acho ela velha demais para ele.
Bem, acho que ele n�o pensa assim e isso � o que importa.
Sua m�e nunca envelhecer�.
Ela tem o dom da eterna juventude.
Estou faminta.
- Voc� me traz alguma coisa pra comer? - Claro.
�ngela, voc� n�o est� dan�ando.
Voc� n�o est� se divertindo?
Voc� parece divertir-se por toda a fam�lia.
Ah, e h� alguma coisa errada nisso?
Eu ouvi quais s�o seus planos com seu namorado Frank.
Eu esperava que pud�ssemos ir embora quando a temporada terminar.
Apenas n�s duas.
�ngela, posso lembr�-la que foi voc� que tomou a decis�o de ficar aqui?
Sim, quis ficar porque eu ainda esperava ter uma m�e.
Mas � engra�ado que todas as lembran�as que eu tenho de m�e s�o de professoras
e de outras pessoas que me criaram.
Eu fui desviada de um lugar para outro,
como uma bagagem com o endere�o errado colado nela.
Mas certamente, nunca lhe faltou nada.
N�o, exceto aquilo de que mais precisava.
Voc�.
Posso me juntar a voc�?
Por favor.
Superintendente...
Eu espero que voc� esteja ciente de que ainda estamos todos nervosos
e sob tremenda tens�o.
Eu tenho uma sensa��o estranha de que o assassino vai atacar a qualquer momento.
Isso � bastante compreens�vel, especialmente em um lugar como um circo,
onde todos t�m liberdade de movimentos.
Dois elementos governam um crime: Motivo e oportunidade.
Aqui h� toda a esp�cie de oportunidade.
E quanto aos motivos? � preciso uma raz�o para matar.
Claro. Alguns s�o �bvios, n�o s�o? Como lucro imediato e vingan�a.
Alguns s�o estranhos, s�tis, dif�ceis de definir.
Que provid�ncias voc� tomou para a estr�ia de amanh� � noite?
Eu vou te mostrar, Sra. Rivers.
Com instru��es especiais do Comiss�rio Dalby,
sua noite de estr�ia ser� coberta assim:
N�s vamos ter homens da Scotland Yard
estacionados em todo o terreno em pontos estrat�gicos.
Nas jaulas dos animais,
na linha dos vag�es,
nas cantinas
e em todas sa�das e entradas.
E claro, teremos homens misturando-se com a plat�ia
e tamb�m nos bastidores.
Acredite, Sra. Rivers, que todas as precau��es poss�veis
para prevenir que algu�m ou alguma coisa perturbem o espet�culo, foram tomadas.
Mas seus homens nos bastidores, eles n�o v�o...
Voc� est� pronta, �ngela?
Eu posso garantir isso.
Boa sorte.
Para os dois.
Senhoras e senhores!
� com muito prazer que apresento
a primeira apari��o juntos, de �ngela e Gustavo.
Dois artistas incompar�veis com nervos de a�o.
E agora um ato espetacular
que tem emocionado o p�blico em toda nossa temporada.
Senhoras e senhores, � meu privil�gio especial
trazer para voc�s aquele que desafia a morte,
O Magn�fico Hawkins!
E agora, senhoras e senhores,
O Magn�fico Hawkins ir� realizar
um dos feitos mais incr�veis j� vistos na arena de um circo.
Ele ficar� numa cadeira enquanto se equilibra num fio
60 p�s acima das baionetas de a�o.
Eu tive que mat�-lo.
Eu tive que matar todos eles.
Eu tinha que destruir seu circo.
Ele matou meu pai e agora estava tirando voc� de mim.
Matar! Matar! Matar! � s� o que desejo dentro de mim!
Mam�e, eu te dei uma �ltima chance,
mas agora voc� se voltou contra mim.
Eu tenho que te matar!
�ngela! �ngela!
Tirem esses cabos do caminho.
SUBTITLES BY POWERHOUSE FILMS LTD TRADU��O: AQUILES ALVES
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