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Dizem que a pobreza amea�a � democracia.
Mas ningu�m diz que a democracia
cultiva e alimenta a pobreza.
Enquanto escrevo estas palavras,
metade do pa�s j� vive ou beira a pobreza.
A pobreza afeta zonas urbanas e rurais.
N�o conhe�o as cidades, mas conhe�o
a cidade rural onde vivi a vida inteira.
E tudo foi por �gua abaixo.
Ent�o jurei fazer a minha parte,
da �nica forma que conhe�o,
para erradicar esse problema.
Esse problema que s� cresce.
Sabia que o termo "grafologia"
foi criado em 1870 por um franc�s chamado Jean Michon?
Sempre me pergunto o que ele pensaria
se visse minha letra. Talvez se aposentasse.
O DEM�NIO DO ALASCA
BASEADO EM FATOS REAIS
N�o tenho dinheiro.
- Se quiser cigarro, isso � problema seu. - Vamos l�, cara.
Todos precisamos comer.
Est� bem, eu...
te chupo.
Por um cigarro?
N�o. Por isso, quero o ma�o inteiro.
Voc� entendeu errado.
Calma. Pegue leve, foi mal.
Estou bem. S� n�o sou gay e voc� est� sendo escroto.
Vai se danar, ent�o.
Espera...
Vai embora? Tem escova de dentes?
Tenho, sim.
Sabe que a escova serve para tirar restos de comida da boca, certo?
Eu sei. Mais ou menos.
Quando foi a �ltima vez que comeu?
Venha aqui.
O qu�?
Aqui.
N�o consigo ver isso.
Todos devem comer. Falei s�rio.
- O que est� dizendo? - Tenho um trabalho.
Invas�o simples. Ia fazer sozinho,
mas talvez eu n�o durma tranquilo se fizer isso.
- N�o, obrigado. - E sua escova?
- Ent�o farei sozinho. - N�o vai, n�o.
O que tenho de fazer?
Simples. Chame algu�m, fique de vigia comigo
e ajude a carregar as coisas.
S� isso?
S� isso.
� por aqui.
Tem certeza de que n�o estar�o em casa?
Esse caso vai levar semanas.
Sei os hor�rios deles de cor.
� bom que valha a pena.
Tenho ficha criminal.
Se algu�m nos vir...
Posso acabar na cadeia.
Ningu�m ser� pego.
S� fiquem atentos e n�o fa�am barulho.
Anda logo, cara.
Est� quase.
Melhor acender a luz.
N�o queria n�o ser pego?
Pense, idiota. Sem luz.
Fique perto de mim.
Vai ficar tudo bem.
Minha antiga escola � aqui perto.
O que � isso, afinal?
Voc�s dois.
V� se foder.
Como eu disse,
ia fazer minha parte da �nica forma que conhecia,
ia ajudar a erradicar essa sujeira crescente.
Bate nele, bate! Voc� � uma aberra��o, Alex.
- Perdedor. - Odeio voc�. Perdedor.
Filhinho da mam�e.
Sabia que a porta estava destrancada?
Leve-os ao banheiro
e o resto eu resolvo, meu bem.
Quando foi a �ltima vez que comeu?
Tem que comer
se quiser crescer forte e saud�vel, meu bem.
A� est� ele.
T�o bonito.
Vou preparar algo para voc� comer.
Fiz de novo.
Mas eles n�o eram ningu�m.
Ningu�m vai notar, ningu�m vai sentir falta.
E eu vou cuidar disso, como da outra vez,
porque m�es cuidam de seus filhos,
sempre.
Os dias e noites come�aram a se confundir.
Semanas viraram meses.
� um inverno sem fim e minha sede de sangue
s� cresce e se torna insaci�vel,
cada vez mais inst�vel.
Mas n�o me preocupo,
porque tenho a mam�e.
M�es cuidam dos filhos, meu bem.
Sempre.
Certo!
Trouxe algo do trabalho para animar voc�.
Alex, � t�o bom ver voc� sorrindo assim.
Meu chefe disse que a esposa o esfaqueou mais de 30 vezes com a mesma faca de bife.
Este �ngulo est� ainda melhor.
Que bom que isso alegra voc�, meu bem.
Agora me diga, por que fazem isso com voc�?
- Tem mais algum? - N�o, meu bem.
Fique tranquilo. Vou trazer algu�m do trabalho, quando puder.
Meu bem, preciso de advogados para poder trabalhar sem ser descoberta.
Agora, hora de dormir.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
MERCEARIA CROW CREEK
Caindo em um buraco escuro Ser� que posso salvar minha alma?
Veneno no ar que respiramos
Este amor me p�e de joelhos
Fica at� o fim amargo Solid�o...
Mas que droga.
Estou farto desse lixo das ruas.
Esvazie os bolsos, sua verme.
- N�o fiz nada. - Esvazie os bolsos agora.
- Viu s�? - N�o se atreva a bater nela.
Deixe que eu pago o que ela pegou.
Mas ela � ladra.
As coisas est�o dif�ceis. Eu pago. E se ela levar minhas compras,
j� vai me ajudar bastante.
Moro aqui perto.
Voc� s� vai incentivar essas delinquentes
a voltar aqui e roubar de novo.
Como eu disse, todos est�o passando por dificuldades.
Inclusive voc� e sua loja, creio eu.
N�o est�?
Ent�o, vai aceitar meu dinheiro?
Era o meu �ltimo dinheiro.
Alex, arrume um emprego ou vai passar fome.
J� estou fazendo tudo por voc�.
Mas voc� vai ter que se ajudar.
E tamb�m vai ter que ajudar a mim, meu bem.
Vou preparar algo para n�s.
N�o. Coma voc�.
Voc� est� crescendo e precisa se alimentar.
Agora preciso ir.
Volto em alguns dias para ver como est�.
Boa noite, meu bem.
Separei as articula��es,
dos bra�os, das pernas...
Mesmo sendo pequena,
usei todas as panelas que tinha.
Jeffrey Dahmer comia cora��o, b�ceps,
f�gado e carne das pernas das v�timas.
Mas eu n�o tive esse luxo, droga.
Comemos tudo que conseguimos.
Pr�ncipe Philip disse que canibalismo
� uma solu��o radical e realista para a superpopula��o.
Pode parecer algo extremo,
mas canibalismo n�o era estranho
� realeza, que comia carne humana at� o fim do s�culo XVIII.
Philip estava certo,
e eu n�o preciso de nobreza para seguir sua causa.
Acho que tenho meias aqui.
Tenho, sim.
- Quanto custa? - Um d�lar.
Tenho s� uma moeda.
Volte com mais tr�s.
Vamos, cara. Meus p�s est�o gelando.
H� outras formas de eu...
Desculpe. N�o foi minha inten��o.
- Posso resolver de outro jeito. - S� n�o aqui.
Beleza. Escolha o lugar.
- Meu nome �... - N�o quero saber.
S�o s� neg�cios. Nada pessoal.
Certo. Estou pronta.
- Onde est� o Peter? - N�o sei.
N�o o vejo desde o roubo.
Talvez tenha conseguido fugir.
- Dane-se isso. - Calma.
Voc� acha que � melhor que n�s,
acha que somos toscos e burros,
mas n�o somos.
E eu sei quem voc� � de verdade.
Eu sei o que voc� �.
- Vamos. - N�o v�, Patricia.
Falo s�rio. Tem algo estranho nele.
Tenho abrigo e comida.
Ou fique aqui no frio.
- N�o v�. - Estou com frio.
Lugar agrad�vel.
N�o precisa fingir.
Eu sei exatamente como � este lugar.
Est� aquecido. E pelo menos voc� tem um apartamento.
� verdade.
Nunca pensei desse jeito.
Vamos resolver isso logo?
Onde voc� quer?
Depois.
Primeiro, coma.
O qu�?
O ensopado est� pronto.
Melhor resolvermos logo isso, e eu vou embora.
Tenho bastante.
Ensopado.
Pode comer o quanto quiser.
Quando foi a �ltima vez que comeu algo quente?
Est� bom, n�o est�?
Sim. Est� muito bom.
Agrade�o.
Voc� n�o vai comer?
Agora n�o.
Talvez mais tarde.
Gosto da sua companhia.
Gostei dos seus brincos.
Minha m�e me deu.
Onde ela est� agora?
N�o sei.
Por que n�o a procurou?
N�s...
n�o nos falamos.
Isso n�o � melhor do que a rua?
Se fosse s� minha m�e, sim. Mas...
� complicado.
Entendo.
Entende?
Sim. Entendo.
Continue comendo, por favor.
Vai ficar excitado logo?
S� pare.
Obrigada.
Desculpe.
Minha boca estava doendo.
Podemos acender as luzes?
Ol�?
O que foi isso?
Fala algo. Est� me assustando.
Por favor, eu...
S� quero ir embora.
Ol�?
N�o.
N�o.
N�o. S� quero ir embora, por favor.
N�o.
N�o.
N�o, por favor.
Melhor assim, n�o �?
E n�s respiramos
- Tem que continuar assim. - Faz voc� me amar
� um prazer que nunca acaba
Solid�o que nunca se cura
Perseguindo sombras � noite
V�cios queimam intensamente
Fugir do seu toque
Foi um v�cio forte demais
Mam�e diz que vou perder o controle
Ent�o seu pesco�o consome minha alma
B�bado de voc�, n�o consigo me limpar
O dia e a amante s�o um sonho
Garrafas vazias, vidro quebrado
Volte. Volte para mim.
A� est� voc�.
Boa menina.
Voc� � uma boa menina.
Fui internado aos 18 anos.
Enquanto eu estava l�,
um paciente enfiou um pino de a�o na ponta do meu p�nis,
tentando me tornar mais viril.
Tem certeza?
Teve o efeito contr�rio, claro.
Como ela acabou de perceber...
Mas eu ainda sabia como resolver, se precisasse.
Perseguindo sombras � noite
V�cios queimam intensamente
S�o lindos.
Obrigada, meu bem.
Que gesto mais doce.
N�o vai anotar nada?
Olha, garoto, voc� n�o me deu nada.
Eles n�o voltaram.
Ele claramente fez algo.
E o primeiro?
- Peter. - Isso, Peter.
Disse que ele foi com o cara ajudar em um roubo.
Certo?
Talvez n�o queira ser achado.
Ele n�o sumiria assim.
Voc� n�o sabe o nome do homem,
nem o sobrenome dos seus amigos,
ent�o n�o posso abrir um boletim de desaparecidos.
Sabe quantos jovens somem todo ano?
Mais de dois milh�es, s� nos EUA.
E isso � anual.
Quer dizer o qu�?
Que meus amigos s� s�o estat�stica?
N�o. Quero dizer que se n�o me der mais informa��es,
sobrenomes, um endere�o, qualquer pista,
n�o sei como poderei ajudar voc�.
Eu...
sinto muito.
Vou buscar mais caf�
e algo na m�quina para voc�.
N�o precisa se incomodar.
Volte se tiver qualquer informa��o.
Pergunte por mim diretamente.
Se for me matar, que seja r�pido.
Assim n�o teria gra�a, teria?
Porra.
N�o. Por favor.
Est� bem, garoto?
Estou. Apenas me ajude a levantar.
N�o, voc� caiu feio.
- Vou chamar ajuda. - N�o. Apenas me levante, por favor.
Vamos.
Tem certeza de que n�o prefere uma cama quente no hospital?
Foi o que imaginei.
Fique aqui. Vou buscar ajuda.
Dahmer acertou em algo,
certos cortes de carne s�o mais macios.
Partes musculosas s�o duras demais, s� servem para ensopado.
Mas logo descobri que n�degas e seios eram macios para grelhar,
como corte nobre de boi,
melhor servido ao ponto.
Quem j� comeu carne humana diz que lembra mais porco do que boi.
Na Polin�sia, os canibais a chamavam de porco longo.
Fritz Haarmann, serial killer,
vendia carne humana nos mercados como carne de porco,
no in�cio do s�culo XX.
O canibal Armin Meiwes dizia
que carne humana tem gosto de porco,
s� que mais amarga e forte.
No livro "Jungle Ways",
William Buehler Seabrook relatou como cozinhou e comeu carne humana,
dizendo que era mais firme que vitela nobre,
um pouco fibrosa, mas ainda agrad�vel de comer.
Temos um problema.
Ent�o resolva.
Droga.
Vamos l�!
Perfeito. Isso mesmo. Obrigado.
N�o achei que lia muito, Peter.
Peter Thomas Lamb.
N�o.
Voc� disse que sabe o que sou.
Ent�o diga. O que sou eu?
O esgoto...
tem...
M�e?
M�e?
Estou no seu quarto.
O que faz no meu quarto?
Por que isso n�o foi limpo?
Alex?
O jantar est� pronto.
Na cozinha russa, cozinha-se em caldo com legumes,
especiarias e temperos. N�o tinha nada disso.
Ent�o usei o caldo do nosso ensopado.
Depois, tira-se a pele, fatia e serve-se frio como entrada.
Que cheiro tem esta comida?
Chique, n�o?
Sua av� fazia o melhor sakuska.
Voc� sabia?
Obrigada.
Delicioso.
Sabe...
Levei um susto na ponte.
E como voc� est� ficando descuidado,
n�o limpando o que faz,
estou come�ando a me preocupar, Alex.
Mas como voc� disse,
eles n�o s�o ningu�m.
Ningu�m vai sentir falta ou notar a aus�ncia deles.
S�o apenas ovelhas perdidas.
E quanto ao poss�vel problema?
A ovelha encontrou um lobo,
e o lobo garantiu o sil�ncio.
Sua av� teria ficado muito impressionada com isso.
Estamos ficando sem comida.
O que acha?
Ningu�m viu, nem ouviu nada?
Se viram, n�o disseram.
Escute, detetive...
Trabalho aqui h� quase dois anos.
- Essas pessoas n�o s�o gente. S�o animais. - Sabe...
Mataram um garoto ali dentro.
Eu entendo.
Mas foi outro deles que fez isso.
Por algo t�o banal quanto um cigarro perdido.
Acho que est� perdendo tempo.
Amanh� haver� outro caso.
- O que acha? - N�o.
Invejosa.
Falando s�rio, se quisermos aguentar at� voltarmos,
precisamos comprar cerveja.
- Como? V�o nos reconhecer. - S�rio? Aqui?
- Este lugar � t�o... - Eu sei.
N�o acredito que minha m�e seguiu aquele idiota at� aqui.
Nem eu.
Achei aquele idiota meio bonito.
O qu�?
- Nojenta. - Eu lido bem com isso.
Tenho certeza de que seu padrasto tamb�m.
Que nojo. Pode me fazer um favor?
Tente n�o engravidar nestas f�rias. Valeu.
N�o seja rid�cula.
Voc� sabe melhor do que ningu�m que n�o engravida se engolir.
- Nem sei por que falo com voc�. - Porque me ama.
Voc� falar do meu padrasto � muito ador�vel.
- Como est�o as coisas? Tudo certo? - Sim. Obrigada.
Vou precisar ver um documento com foto.
O qu�? N�o parecemos ter 21 anos?
Sinto muito, � a lei.
Se n�o for comprar nada, pare de vir aqui, camarada.
Certo, nesse caso, quero um frasco de anti�cido.
Algo que comi n�o caiu bem.
- Desculpe, meninas. - N�o pode esperar a sua vez, seu tarado?
Jesus, Trish, cale a boca.
Tudo bem. Pode passar na frente.
Que bom que se entenderam.
S�o 75 centavos.
Cora��o de batom, amor acorrenta
Entregue como uma f� real
Ningu�m sabe o que parece
Agora flui rio abaixo
E se pagarmos o dobro por isso?
- Sinto muito, mas... - Deve haver algo que possamos fazer.
- Ele tem, tipo, 100 anos. - Vai querer a cerveja ou n�o?
Meninas, n�o posso perder a loja.
Essa � minha cerveja preferida.
Estava mesmo pensando em comprar.
Voc� � uma santa.
Amantes nos viram rir e chorar
Amor t�o puro, parecia um passeio
Certo.
Obrigada por ajudarem com as compras.
Imagina. Era o m�nimo que pod�amos fazer.
- �, imagina. - Fica logo ali, prometo.
Obrigada de novo pela cerveja.
J� tive a idade de voc�s. Lembro como era.
Certo, mas onde estamos, afinal?
- Est� fedendo e meus bra�os doem. - Estamos quase l�.
Ali�s, nunca vi voc�s por aqui.
- Mudaram-se recentemente? - Para c�? Deus me livre.
Meu padrasto foi transferido para c� para trabalhar.
Minha m�e veio junto.
Mora com os dois?
N�o, fazemos faculdade. Viemos s� passar as f�rias.
Vieram para c� nas f�rias?
- Por isso queriam tanto a cerveja. - Pensei o mesmo.
Sabe de algum lugar aqui que nos sirva?
N�o. N�o sei, n�o.
Caramba...
Voc�s j� ajudaram bastante.
Posso levar o resto.
- N�o seja boba. - O que est� fazendo?
Ela disse que pode levar, Vicki.
Est� tudo bem, de verdade. Posso sim.
N�o. As sacolas est�o pesadas. Vamos levar.
Deveriam estar se divertindo,
- n�o carregando compras. - Espere. Voc� fez um favor enorme.
Vamos levar at� sua porta.
Est� bem.
Meninas, me fa�am mais um favor, por favor.
Sejam o mais discretas poss�vel.
Certo, aqui.
Vou pegar minha chave, - e voc�s deixam as compras aqui, certo?
- Bem aqui. - Certo.
- E depois podem ir. - Com prazer.
- Obrigada a voc�s. - N�s � que agradecemos.
- Tenha um bom dia. - Voc� tamb�m.
- Tudo bem. - Achei que fosse voc�.
Est� sentindo esse cheiro?
Quem s�o suas amigas?
Elas s� me ajudaram com as compras.
Que gentileza das duas.
- Querem dar uma tragada? - Com certeza.
- Fiquem com isso. - Tenho mais l� dentro.
Ali�s,
sabe algum lugar aqui que nos sirva?
- Sirva voc�s? - �lcool.
- � que somos menores e... - Menores por pouco, muito pouco.
E isso aqui n�o vai durar muito.
Talvez algum lugar com comida? Estou faminta.
- Sim. - Est�o perguntando � pessoa errada.
Tenho comido mais em casa ultimamente.
Mas podem entrar. Fa�o um rango
e fumo com voc�s.
- N�o, Trish, n�o. - Sim. Vamos.
Vamos!
Voc� devia experimentar isso.
Sabia que um cirurgi�o chin�s usava cannabis
como anest�sico no ano 140 d.C.?
Ele misturava cannabis com vinho
e dava aos pacientes antes da cirurgia.
Por favor,
deixe-nos ir.
Por favor, deixe-nos ir.
A palavra chinesa para anestesia � mat-sui.
Significa, literalmente, "intoxica��o por cannabis".
Vai se arrepender de n�o fumar.
- N�o. - Tudo bem.
Ent�o, como quiser.
Por que est� fazendo isso?
Por qu�?
Por tantos motivos.
Mas o �nico que devia importar para voc� � porque eu posso.
Por favor, s� quero ir para casa.
N�o quero morrer aqui. Por favor.
Por sorte, ainda falta muito
para voc� morrer.
N�o encoste em mim.
Hora de acordar sua amiga.
- Hora de acordar. - N�o toque nela.
- Vicki? - N�o.
Meu Deus.
N�o.
- N�o. - N�o toque nela.
Por favor. N�o.
N�o!
N�o. Pare.
Por favor!
Estou aqui.
N�o.
N�o!
Fique longe dela. Por favor. N�o.
N�o. Por favor. Pare.
Sabia que o "orbitoclaste" foi criado em 1948
pelo Dr. Walter Freeman?
O conceito � bem simples.
Enfia-se pela �rbita ocular at� o lobo frontal.
Isso desconecta o tecido cerebral entre o c�rtex pr�-frontal e o t�lamo.
Dizem que ele fez mais de 3.500 procedimentos,
ou ao menos ajudou neles.
E ele entrava e sa�a em menos de 10 minutos.
Esse � o meu primeiro, ent�o quis ir devagar.
Assim a gente aproveita mais.
Trish.
Trisha.
Trisha, por favor, acorde.
Acorde, Trisha. Por favor.
Por favor, Trisha, acorde.
Socorro.
Socorro.
Trisha. Calma, Trish. Ele pode voltar.
Pare.
Espere.
Olhe para mim. Trisha, estou aqui.
Olhe para mim. Ele vai voltar.
Voc� tem que parar.
Cale a boca. N�o. Pare. Por favor.
Alex, essas duas...
Voc� sabe que n�o s�o como as outras, n�o �?
T�m casa, pais, v�o para a faculdade.
Escute, querido.
As pessoas v�o sentir falta delas.
Logo algu�m vai come�ar a procur�-las.
Pelo menos me diga que j� terminou com elas,
para que eu possa sumir com os corpos.
As duas j� est�o mortas?
Certo. Eu tentei.
Vou para casa.
Volto para ver como est� em alguns dias.
E quando eu voltar,
quero que tenha terminado com elas. Com as duas.
Mesmo contra a vontade da minha m�e,
eu n�o terminaria com elas.
Pelo menos, n�o t�o cedo.
O que est� fazendo?
O que � isso?
N�o.
Por favor, n�o.
Se eu fizer isso,
vou fazer com calma.
Vou prolongar
por minutos,
horas,
dias.
N�o consigo fazer isso.
N�o consigo.
Ela � sua amiga. Est� sofrendo.
N�o quer ajud�-la? Acabar com o sofrimento?
Ela n�o sabe onde est�.
Fa�a isso.
N�o posso.
- N�o posso fazer isso. - Fa�a.
- Vai se danar. - Tudo bem.
N�o.
Eu fa�o.
Eu...
Feche bem direitinho.
Pronto.
Muito bem.
Est� �timo.
Voc� est� indo bem.
Voc� est� indo muito bem.
Essa � minha garota.
Voc� est� indo muito bem.
Richard Ramirez disse uma vez
que todos temos o poder de matar,
mas a maioria tem medo de usar.
Quem n�o tem medo, domina a vida.
Humanos saud�veis vivem at� 45 dias sem comer.
E v�o a extremos impens�veis para sobreviver.
Quase sem limites.
Voc� foi bem.
Alguns sobreviventes do voo 571 do Uruguai
compararam isso � comunh�o para se justificarem.
Outros citaram Jo�o 15:13.
"Ningu�m tem amor maior que este.
Dar a vida por seus amigos."
N�o me importava com a justificativa dela.
- PRIMAVERA - 23 DIAS DEPOIS - S� queria ver ela fazer.
Acham que os romanos inventaram a cura de carnes.
Na verdade, roubei dos gregos.
� o nitrato do sal que mant�m a carne rosada.
Vamos logo. A luz est� acabando.
Com essa �gua, vai levar mais de um dia.
Droga.
Aqui.
Coma.
Est� bom, n�o est�?
Temos bastante disso. Em alguns dias, cozinho o bra�o.
Voc� vai adorar.
S� podemos usar um bra�o. O outro tem tatuagem.
Jeffrey Dahmer comeu algu�m com tatuagem
e disse que a tinta deixou o gosto horr�vel.
"Coma alho", diziam, para espantar vampiros.
Fa�a tatuagem para espantar canibais.
Oi, querido. Como est� indo?
Achei que j� teria enjoado dessa a�.
Ela n�o � como as outras.
Algu�m vai procur�-la.
Ent�o, precisa terminar isso,
antes que custe caro
para voc� e para mim.
Est� ouvindo, querido? Ouviu isso?
- Sim, mam�e. - Entendeu? Entendeu mesmo?
Sim, mam�e.
Ela vai nos matar. Voc� sabe disso.
Voc� ouviu. Precisamos fazer algo.
N�s dois.
Vou fazer algo.
Obrigada.
Obrigado.
Voc� me trouxe clareza.
M�es sempre cuidam dos filhos.
Sempre.
Pronto, querido. Ele n�o pode se mexer.
- E agora, mam�e? - Agora?
Se dependesse de mim, teria ideias.
Mas a resposta �: o que voc� quiser.
Ent�o, por onde voc� quer come�ar?
Voc� consegue.
Querido, tem que fazer isso.
Pense no que ele fez com voc� e comigo,
e deixe a raiva te dominar.
Fa�a isso, querido.
�timo. Est� feito, querido.
Agora solte m�os e p�s e leve-o ao banheiro.
N�o sei quando come�ou.
Acho que foi ontem � noite.
Mas piorou desde que liguei.
Deve estar vindo do vizinho de cima.
Vou verificar.
E o que fa�o aqui enquanto isso?
Depois de resolver o vazamento, avaliamos os danos.
Mas acho que, no m�nimo,
v�o ter que refazer o teto todo.
Certo. E quanto tempo levaria isso?
Neste lugar? Ter� sorte se um dia fizerem.
Est� brincando?
Eu procuraria outro lugar
e arranjaria um balde maior. Isso vai apodrecer. Boa sorte.
Droga.
- Boa tarde, senhora. - Oi.
Boa tarde. Manuten��o.
Oi, � da manuten��o. Abra a porta.
Socorro!
Socorro.
Socorro!
Socorro!
Socorro.
Droga.
Pelo amor de Deus.
Sabe que o contrato pro�be corrente extra na porta, n�o sabe?
Meu Deus, o que...
- Jesus! Me assustou. - Desculpe, � que...
Est� tudo bem?
Estou verificando um vazamento. Est� sentindo o cheiro?
Sim. Est� horr�vel. Est� assim faz um tempo. Moro ao lado.
Sabe se eles est�o em casa?
- O que est� fazendo? - � melhor n�o entrar a�.
Confie em mim.
- � casado? - Sou.
- Tem filhos? - Tenho.
Ent�o v� embora agora, se quiser v�-los de novo.
V�, se ainda quiser v�-los.
- Certo. - Est� bem?
- Entendeu? - Sim.
- Entendeu mesmo? - Sim!
- Sim? - Sim. Obrigado. Tchau.
Acabou, querido.
Est� feito.
Mat�-lo n�o faria nada, al�m de...
adiar o inevit�vel.
M�es sempre cuidam dos filhos.
Lembra?
Escute com aten��o.
N�o temos muito tempo.
Socorro!
- � ali. - Deixe conosco.
Essa porta.
Bem ali. Frente e lado esquerdo, Jones.
- Pol�cia. Abra a porta. - Um minuto. J� vou abrir.
Senhora, abra essa porta agora.
Se n�o abrir, vamos arrombar.
N�o ser� necess�rio.
J� vou.
Morei nas ruas onde ca�ava,
entre as ovelhas que costumava ca�ar,
por tr�s dias e tr�s noites ap�s prenderem mam�e.
E ent�o, de repente,
tudo terminou.
Animais mostram os dentes para lutarem e se protegerem.
� um s�mbolo de agress�o, hostilidade, dom�nio.
Um aviso de que podem arrancar sua garganta.
Quero que pense nisso
quando eu sorrir.
NOVOKUZNETSK, R�SSIA - LYUDMILA SPESIVTSEV FOI PRESA EM 27 DE OUTUBRO DE 1996.
TR�S DIAS ANTES DE ALEXANDER. ELA FOI CONDENADA A 13 ANOS
DE PRIS�O POR ENVOLVIMENTO NOS ASSASSINATOS MACABROS.
ELA FOI LIBERTADA EM 2008.
ALEXANDER NIKOLAYEVICH SPESIVTSEV, O ESTRIPADOR DA SIB�RIA, FOI PRESO
EM 30 DE OUTUBRO DE 1996.
FOI CONDENADO POR 4 HOMIC�DIOS, MAS CONFESSOU 19,
E A POL�CIA SUSPEITA QUE TENHA MATADO MAIS DE 80 PESSOAS DESDE 1991.
EM SUA CASA, FORAM ACHADAS 80 ROUPAS ENSANGUENTADAS,
CERCA DE 40 JOIAS E FOTOS DE PESSOAS N�O IDENTIFICADAS,
POSSIVELMENTE V�TIMAS NUNCA IDENTIFICADAS.
NO JULGAMENTO, FOI CONSIDERADO INIMPUT�VEL E FOI INTERNADO
NO HOSPITAL REGIONAL DE KAMYSHIN, ONDE J� TINHA ESTADO INTERNADO
AOS 18 ANOS, POR TR�S ANOS, AP�S TORTURAR E MATAR SUA NAMORADA EM 1988.
A �LTIMA V�TIMA E �NICA TESTEMUNHA VIVA DE SPESIVTSEV, OLGA GALTSEVA, DE 15 ANOS,
MORREU NO DIA SEGUINTE AP�S SER ENCONTRADA.
ALEXANDER FOI LIBERTO EM 2022.
EM MEM�RIA DE STEPHEN DURHAM
TRADU��O: EDUARDO ORMENEZE EMPRESA: ENCRIPTA
O DEM�NIO DO ALASCA
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