All language subtitles for Awake The Life of Yogananda (2014)

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Original subtitles

Eu estava consciente no ventre da minha m�e.

A sentir os movimentos no corpo dela.

Consciente da minha pr�pria condi��o de impot�ncia.

Eu n�o sou este conjunto f�sico de ossos.

�s vezes, dissipava-se a escurid�o do ventre

e eu era visitado pela luz.

Por um lado, queria expressar-me como ser humano,

mas, por outro lado, n�o queria.

Por sentir que eu era Esp�rito.

Eu vejo nos bastidores.

O homem vis�vel � uma sombra.

Assim que altero o meu estado de consci�ncia, vejo tudo,

tal como se fosse um filme.

Lembro-me perfeitamente da excita��o de conhecer o Swami Yogananda.

Nele, tudo vinha do cora��o.

Ele era estranho, parecia uma mulher, com o cabelo comprido.

Recordo-me dos poderosos olhos dele.

Causava enorme agita��o.

Lembro-me da primeira vez que ouvi a voz do Yogananda.

Tinha um disco, acho que da SRF.

Pu-lo a tocar e n�o sabia o que esperar.

E, depois, um explosivo e poderoso:

"Eu, Paramahansa Yogananda, estou a cantar.

Cantem comigo. "Fiquei...

Eu, Paramahansa Yogananda, estou a rezar.

Rezem comigo.

Aben�oa-me, para que, com o despertar da aurora...

eu possa fazer despertar todas as almas com a minha...

... e lev�-las at� V�s.

Ele n�o tentava cantar bem,

nem entreter as pessoas.

Ele estava a cantar para Deus. Era t�o poderoso.

Quando fui � �ndia, estive com o Ravi Shankar.

Ele deu-me o livro Autobiografia de um Iogue.

Olhei simplesmente para a capa

e ele penetrou-me com o olhar.

Nem consigo imaginar... Se n�o o tivesse lido,

provavelmente n�o teria uma vida. A s�rio.

Sim, talvez tivesse batido a bota.

Ou talvez fosse uma pessoa horr�vel,

com uma vida sem sentido.

Deu sentido � minha vida.

Parece que o Steve Jobs tinha um �nico livro no iPad dele.

Vejam bem que esse livro era Autobiografia de um Iogue.

Autobiografia de um Iogue

O ioga tornou-se, para muitos, uma coisa que se faz com o corpo.

Mas os iogues nunca ensinaram isso.

O m�todo como o Yogananda ensinava o ioga,

era o de usar o corpo, pois temos um corpo,

mas tudo estava de facto na mente.

Em expandir a consci�ncia.

Quem sou eu? Quem �s tu?

Porque viemos a esta Terra como humanos?

�, de facto, bastante f�cil perdermo-nos na complexidade da vida.

Enquanto humanos, somos conflituosos.

Um dos nossos aspetos mais profundos...

... � as nossas vidas fazerem apenas sentido no mist�rio.

Yogananda deu-nos um vocabul�rio sobre o esp�rito humano...

... afastado de dogmas, doutrinas e rituais.

Seja de que tradi��o se fosse, hindu, mu�ulmana, crist�, judaica,

o Yogananda tra�ava uma via interior de liga��o � nossa pr�pria divindade.

Enterrado durante a Idade M�dia,

o Kriya Yoga foi repescado para o homem contempor�neo,

pelo iogue imortal Mahavatar Babaji.

Babaji instru�ra Lahiri Mahasaya

a ensinar o Kriya Yoga aos outros.

A transmiss�o da antiga ci�ncia, de guru para disc�pulo.

Ignorado pela sociedade em geral,

um grande renascimento espiritual teve in�cio num canto remoto de Benares.

Como a fragr�ncia das flores n�o pode ser suprimida,

os devotos de toda a �ndia come�aram a procurar

o n�ctar divino deste mestre liberto.

Dia ap�s dia, o guru iniciava um ou dois devotos

no Kriya Yoga, a ci�ncia da medita��o.

Logo quando se casaram,

os meus pais tornaram-se disc�pulos.

Lahiri Mahasaya previra o meu nascimento

e que, atrav�s deste corpo,

muitos receber�o a ilumina��o espiritual da �ndia.

Ele dissera: "A mensagem do ioga dar� a volta ao globo."

Contribuir� para criar uma irmandade de homens.

Mas quando ouvi a palavra "guru", fiquei assustado.

Eu sabia o que significava aquela responsabilidade.

O grande fardo dele ser� o de representante

desta tradi��o de 5000 anos.

Trata-se de um homem com saber intuitivo.

Poderes i�guicos extraordin�rios.

E ele conseguia pressentir acontecimentos d�cadas antes de ocorrerem.

Mas os ensinamentos dele suscitaram controv�rsia.

Ele viria a ser posto em causa

e tudo aquilo por que trabalhara se esfumaria.

Todas as almas est�o numa viagem.

As pessoas est�o em n�veis diferentes da viagem.

Em peregrina��o pela �ndia, na peugada de Yogananda

Acho que todos acreditamos

que a vida � mais do que o que vivemos todos os dias.

Yogananda � aquilo a que eu designaria um prod�gio espiritual.

Um g�nio espiritual.

Isso significa que tinha acesso a um dom�nio...

... da consci�ncia, ao qual a maioria n�o acede.

Tal como os g�nios da matem�tica,

explorava um territ�rio muito mais vasto, no dom�nio espiritual.

Por vezes, mergulhava na consci�ncia do meu verdadeiro esp�rito.

Tinha mem�rias n�tidas de uma vida distante,

na qual tinha sido um iogue entre as neves dos Himalaias.

Ele tamb�m tinha vis�es do guru dele.

Ao longo dos anos, surgiram m�sticos com um conhecimento especial

que nos ajuda a compreender o nosso lugar no universo.

Yogananda nasceu no dealbar da era at�mica,

quando os f�sicos modernos deitaram por terra as nossas cren�as mais b�sicas

acerca da natureza da realidade,

abrindo caminho para que um ensinamento antigo e oculto

fosse recebido por muitos.

Desde a sua inf�ncia que Yogananda tinha ouvido de santos e videntes

que levaria esses ensinamentos para o Ocidente.

Mas ele pensava: "Como � isso poss�vel?"

Era at� absurdo,

porque ele mal falava ingl�s.

Yogananda tem 27 anos

Um dia, a minha mente apartou-se de Ranchi.

Fui at� � despensa meditar

e entrei em �xtase.

Am�rica.

Estas pessoas s�o, decerto, americanas.

� assustador para a mente. Deve ter pensado logo: "Meu Deus."

Imaginem ter na vossa vida uma mensagem t�o forte

que nos altera totalmente a vida, a dado momento.

Escola "Como Viver" de Yogananda em Ranchi

E, � �poca, ele estava l� h� cerca de tr�s anos.

Devia pensar que era o trabalho da sua vida.

Eu fundara uma escola que seguia os ideais educativos dos Rishi,

cujos ashrams nas florestas tinham sido outrora a fonte da aprendizagem.

Superar a inquietude do corpo e da mente,

por t�cnicas de concentra��o, dava resultados impressionantes.

Em peregrina��o em Ranchi

Fundou uma Escola "Como Viver", eram bom haver Escolas "Como Viver".

Aprendemos gram�tica, matem�tica e ci�ncias.

Mas tamb�m h� que aprender a viver.

Um, dois, tr�s, quatro, cinco.

Escola "Como Viver" Fundada por Yogananda

Um, dois, tr�s, quatro, cinco.

O amor conquista tudo.

O amor conquista tudo. Muito bem.

Ele tem paix�o pelo pa�s dele.

� respeitado pela sua comunidade, v� a sua vis�o manifestar-se

em as crian�as aprenderem a arte e a ci�ncia do ioga.

Ele est� ali e, de repente,

toma consci�ncia de que tem de deixar tudo.

Deus vai levar-me para a Am�rica.

Ele nunca quis vir para a Am�rica.

N�o fazia, de todo, parte do sonho dele.

"Deixem-me ir para os Himalaias e viver l� numa gruta.

"L� posso fazer o bem. Posso rezar pelas pessoas."

Mas o mestre disse-lhe: "N�o."

"Tens de ir para o Ocidente. Vai para a Am�rica."

Escorreram-me l�grimas dos olhos ao olhar uma �ltima vez

para os rapazinhos e os solarengos hectares de Ranchi.

Eu sabia que, da� em diante, vagaria por terras distantes.

Chegada ao Porto de Boston, 1920.

Que sozinho me sentia aqui.

N�o conhecia vivalma.

Tinha ouvido muitas hist�rias sobre o Ocidente materialista,

uma terra muito diferente da �ndia.

Sair � rua era uma experi�ncia algo atemorizante.

O meu estranho trajar provocava o gozo dos rapazes e apupos.

Que � aquilo?

Havia mi�dos que lhe atiravam pedras,

que lhe chamavam nomes.

Chamaram-lhe m�gico a dada altura, encantador de serpentes.

Em 1920, muitos americanos n�o estavam ainda acostumados a ter por c� judeus.

E eis que surge um swami de pele escura

em vestes cor de laranja e turbante.

Vi an�ncios de cachorros-quentes.

Na minha imagina��o, vi c�es numa picadora de carne.

E pensei: "Meu Deus.

Porque me trouxeste � terra em que as pessoas comem c�es?"

O Yogananda chegou aos Estados Unidos...

... ap�s a Primeira Guerra Mundial. O mundo era diferente.

Foi uma �poca muito forte.

Deu-se um irromper...

... da liberdade.

Liberdade sexual, liberdade de express�o.

Os limites da realidade conhecida estavam a ser estilha�ados e transpostos.

T�nhamos a revolu��o de Einstein,

a florescer rumo � f�sica qu�ntica.

E tornou-se claro que o mundo n�o era aquilo que parecia.

Os fil�sofos ocidentais falam da morte de Deus.

RELIGI�O CONDENADA, ASSEVERA FREUD

Afirma que Est� na Fase de Dar Caminho � Ci�ncia.

E ele afirma que n�o se trata da morte de Deus,

mas da reconceptualiza��o do Divino.

� significativo que a primeira palestra de Yogananda na Am�rica

se chamasse "A Ci�ncia da Religi�o".

N�o Hindu�smo, porque usar terminologia religiosa,

nas mentes dos povos ocidentais, lhe teria fechado as portas.

Mas, a Autorrealiza��o?

O ioga? Esses s�o universais.

A coluna e o c�rebro s�o os altares de Deus.

� a� que a eletricidade de Deus flui, penetrando no sistema nervoso,

para o mundo

e que os far�is dos sentidos se direcionam para o exterior.

Mas quando reverterem os far�is,

por meio do Kriya Yoga

e se concentrarem na coluna,

ir�o contemplar o Criador.

� o que ensina a Autorrealiza��o.

A t�cnica de medita��o

que recarrega a bateria do corpo com energia c�smica.

Pois n�o � um credo nem um dogma,

mas uma ci�ncia...

... da alma e do esp�rito.

Como a alma descendeu da consci�ncia c�smica

para a Terra, corpo e sentidos

� o objeto deste trabalho.

Imaginem ouvir que Deus est� na nossa coluna.

Em 1920.

Era radical.

Era uma explica��o audaz...

... de aonde ir para sentir Deus.

Para mim,

Deus continua a ser um pouco insond�vel.

Ela est� em tudo. Ela est� em todos.

Querem chamar-Lhe energia, tudo bem.

Yogananda via a Autorrealiza��o como uma ci�ncia.

Via o Kriya Yoga como uma ci�ncia.

A religi�o tem uma conota��o pesada,

mas ci�ncia significa fazer parte de um processo cient�fico.

� algo emp�rico, � poss�vel testar.

E a nossa pr�pria pr�tica espiritual e autorrealiza��o

� o processo cient�fico.

Um indiv�duo � uma esp�cie de pacote organizado de consci�ncia...

... que integra um oceano maior de consci�ncia.

Pelo facto de meditarmos e penetrarmos mais no nosso interior,

como no ioga,

a nossa consci�ncia interior associa-se a essa consci�ncia superior.

N�o teria sido poss�vel explicar a um ocidental

os ensinamentos de Yogananda antes do s�culo XX.

� que n�o havia vocabul�rio para tal.

O corpo, aparentemente s�lido,

� composto por �tomos em espiral, prot�es e eletr�es.

E estes s�o compostos por energia.

A mat�ria b�sica da cria��o.

O corpo tem um potencial de vastid�o e omnipresen�a.

Para mim, esta Terra n�o passa de um filme.

Tal como o foco de um projetor de filmes.

Tudo � composto por sombras e luzes.

� isso que somos. Luzes e sombras do Senhor.

Nada mais do que isso.

Existe um prop�sito.

Chegar ao foco.

Mas, muitas vezes, as portas da perce��o, n�o se abrem com o intelecto.

Algo de muito forte tem de acontecer para nos retirar da nossa zona de conforto.

Yogananda tem 11 anos

Foi numa meia-noite em Bareilly...

Estava a dormir junto ao meu pai.

Despertei com um sobressalto peculiar.

Quando tinha cerca de 11 anos,

ele e o pai estavam no norte da �ndia.

A fam�lia estava temporariamente separada

e a m�e dele tinha ido a Calcut�

preparar o casamento do irm�o mais velho.

Mal sabiam eles

que ela tinha contra�do c�lera asi�tica.

Ele sonhou essa noite que a m�e tinha ido ter com ele.

As fr�geis cortinas abriram-se e vi o amado vulto da minha m�e.

"Venham j� para Calcut�, se me querem ver."

A figura espectral desapareceu.

A M�e est� a morrer.

Ca� num estado de quase apatia.

Chegou um telegrama.

Ela tinha morrido em poucas horas.

Que prop�sito tinha servido isto?

Os consoladores olhos negros dela

tinham sido o meu ref�gio

nas fr�volas desditas da inf�ncia.

Adeus, meu filho.

A m�e c�smica ir� proteger-te.

Sou eu quem tem olhado por ti,

vida ap�s vida,

na ternura de muitas m�es.

V� no meu olhar os dois olhos negros.

Os lindos olhos perdidos que procuras.

Em crian�a, costumava sonhar

que um tigre me partia a perna de noite.

A minha m�e entrava a correr com uma vela e dizia:

"Est�s a sonhar.

Onde est� partido?"

E eu depois ria-me.

Desde essa altura, tive o cuidado,

at� em sonhos,

de separar o irreal do real.

Uma vez transposta aquela porta, o mundo dele jamais seria o mesmo.

Mas levaria tempo e muitas provas,

at� que ele despertasse totalmente para esta nova realidade.

Misericordiosa M�e do universo,

ensinai-me V�s, por meio de vis�es, ou de um guru por V�s enviado.

Esperava encontrar, entre as neves dos Himalaias,

o Mestre cujo rosto muitas vezes me aparecia em vis�es.

Procurei bem em meu redor, numa dessas excurs�es que fazia,

o rosto do guru que me estava destinado.

Certo dia, limpei o meu rosto choroso

e dirigi-me a um mercado distante, em Benares.

Algo me disse que olhasse para tr�s.

Yogananda tem 17 anos

Tinha-o visto em sonhos.

O rosto era o que eu tinha visto em mil vis�es.

Com uma promessa que eu n�o compreendia inteiramente.

Tinha-o conhecido muito antes de o ter encontrado nesta vida.

Era ele.

Era o meu Mestre.

Ele disse: "Tenho estado � espera."

Um verdadeiro guru surge para te guiar at� ti mesmo. N�o at� ele.

Estamos realmente capacitados para isso, n�o s� para as nossas limita��es.

O caminho espiritual � tudo menos f�cil.

Exige a desconstru��o de aspetos da nossa pessoa.

O meu guru n�o era suborn�vel, nem pelo amor.

Passam dez anos na ermida do meu Mestre...

O egotismo empedernido � dif�cil de extirpar, exceto grosseiramente.

Este tratamento de remo��o do ego era dif�cil de suportar.

Por vezes senti que, metaforicamente, ele estava a detetar e a arrancar

cada dente podre que eu tinha na boca.

Muitos mestres dir-vos-�o que acreditem e depois cerrem os olhos da raz�o.

O meu guru disse: "Quero que mantenhas os olhos da raz�o abertos.

Para al�m desses, abrir-te-ei o olho da sabedoria."

Para mim, o ioga � liberdade.

O estado de n�o precisar de nada � ioga.

Tornamo-nos um com a paz, tornamo-nos um com a alegria,

tornamo-nos um com o amor.

Percebemos que essa � a nossa verdadeira natureza.

Foi incans�vel o labor do meu Mestre,

para que o rapaz Mukunda se transformasse no monge Yogananda.

Tr�s anos felizes se passaram em Boston, em circunst�ncias humildes.

Eu dava palestras ao p�blico, aulas e discursos em clubes, faculdades, igrejas

e grupos de todas as denomina��es.

Yogananda levou alguns anos a perceber que n�o estava no s�tio certo

para esta mensagem se expandir mesmo.

HOLLYWOODL�NDIA

Em 1925, Yogananda chega a Los Angeles

e, na primeira noite, segundo o L.A. Times,

mais de 6000 pessoas foram � palestra.

� o dobro da capacidade do audit�rio.

Los Angeles � a nova fronteira. � um local de possibilidades,

de um novo come�o.

As ideias da espiritualidade asi�tica penetraram na Costa Oeste,

de uma forma que n�o tinha acontecido na Costa Leste.

As pessoas v�m a LA em busca de algo.

Existe � partida uma mentalidade de quem busca.

Yogananda d� uma s�rie de sete noites de palestras

no Audit�rio Filarm�nico de LA.

As pessoas v�o s� para ver o espet�culo

e, por ele ser ex�tico, entreter e ser um excelente orador.

E, depois, h� quem acabe por ficar

e descobrir que os ensinamentos dele s�o mesmo poderosos

e que ele � um excelente ve�culo da mensagem.

Ele conhecia o poder da iniciativa.

SERVI�O VIA A�REA EUA

Ele n�o esperou que ningu�m publicasse esta sabedoria.

Enviava as aulas por correio.

As encomendas postais eram uma novidade � �poca.

Era o equivalente a enviar hoje um mailing eletr�nico.

O que Yogananda fez de profundo para os americanos

foi falar da possibilidade de se ter uma rela��o pessoal com o Divino.

Eu era um homem totalmente frustrado.

Achei que o dinheiro me podia dar felicidade.

Mas nada parecia satisfazer-me.

Estava c�tico, tal como os demais.

Sente-se direito, omoplatas juntas.

Queixo paralelo ao ch�o.

Concentre-se no ponto entre as sobrancelhas.

O centro do pensamento, da vontade...

... e da concentra��o.

E diga, uma e outra vez, ''Revela-Te"...

...como alegria, sabedoria e perce��o espiritual.

Diga, repetidamente: ''Revela-Te."

James Lynn era um industrial abastado.

Acabou por se tornar um devoto muito pr�ximo

e um importante benem�rito do trabalho de Yogananda por todo o pa�s.

Muitos que iam �s aulas dele chegavam-se � frente com cheques,

tentando manter Yogananda em L.A..

E ele viu tanto entusiasmo, que achou que era o local para fundar um centro.

Quando vi o enorme edif�cio no cume do Monte Washington,

reconheci-o de imediato.

E ele viu que era ali.

Tornou-se a sede do seu trabalho.

Yogananda chamou-lhe "a Casa Branca espiritual".

Era um local onde dava aulas e tinha at� quartos para arrendar,

com o prop�sito de criar uma comunidade espiritual.

O primeiro evento ali, ainda antes de adquirir a propriedade...

... foi uma Cerim�nia de Ressurrei��o Pascal.

O Verdadeiro Cristianismo perdeu-se e foi esquecido.

Aquilo que os Antigos ensinaram na �ndia perdeu-se e foi esquecido.

Ambos deviam renascer como uma autoestrada para o Infinito.

Uma das chaves da popularidade do Yogananda na Am�rica

era o seu amor e afeto por Jesus.

Ele pusera Jesus no altar da sua linhagem e ao lado de Krishna.

Afirmou ser isto que Jesus representava de facto para n�s:

"Eis quem s�o." Eis a vossa capacidade

de abertura ao mist�rio divino

como nunca julgaram poss�vel.

As pessoas n�o se apercebem de que Jesus � reverenciado na �ndia.

S� que � considerado ou uma encarna��o de Deus

ou, no m�nimo dos m�nimos, um iogue supremo.

O valor do ensinamento de Yogananda era ele partir da perspetiva

de que h� uma oportunidade universal

de compreendermos quem somos.

O que � v�lido para Jesus � tamb�m v�lido para todos n�s.

N�o se trata de todo de religi�o, trata-se do que subjaz � religi�o.

Medita��o. Meditem. Era o que ele dizia.

Medita��o � a palavra-chave.

O ioga �, afinal, um sistema filos�fico.

Muitos praticam ioga para estarem em forma.

N�o foi criado para esculpir abdominais, mesmo sendo um belo efeito colateral.

Foi de facto criado para compreendermos Deus.

O Kriya Yoga � a ci�ncia da realiza��o divina atrav�s da medita��o.

Yogananda ensinou o Hatha Yoga como modo de prepara��o para a medita��o.

Tamb�m desenvolveu um sistema de exerc�cios energizantes.

Os exerc�cios de tens�o...

... carregam o corpo com a corrente vital do universo.

A energia,

distribu�da por igual no corpo,

� o que impede o surgimento de doen�as.

N�o h� que ter medo de germes.

Se o corpo estiver eletrizado,

estes ser�o eletrocutados.

Tudo o que faz afeta o seu c�rebro.

Tensionando os m�sculos, estar� a ativar os lobos frontais.

Reduzir as hormonas do stress no c�rebro faz baixar a press�o sangu�nea

e o ritmo card�aco, preparando a mente para tudo...

... o que v� fazer.

O Kriya Yoga ensina que a coluna aloja uns instrumentos de perce��o superior,

adormecidos na maioria das pessoas.

Extraindo essa energia e direcionando-a por meio de concentra��o

� coluna e ao c�rebro,

Yogananda disse que era poss�vel despertar esses instrumentos de perce��o divina.

O mundo f�sico n�o � a realidade suprema.

Quando temos um sonho � noite, parece tudo muito real enquanto sonhamos.

E, quando acordamos, vemos a realidade em que nos encontramos

e dizemos: "Pronto, era apenas um sonho."

Quando as pessoas t�m experi�ncias m�sticas, dizem:

"Esta � a derradeira realidade, isto parece mais real.

E tudo o resto n�o �, de facto, a verdadeira realidade."

Sintam as correntes vitais subirem e descerem pela coluna.

Com o dom�nio das correntes vitais inteligentes do sistema nervoso central,

o corpo e o c�rebro podem ser purificados.

Subir e descer pela coluna,

sentindo os centros e entoando mentalmente "Aum".

Caro Guruji, absorvi tanto.

Tentarei manter tudo dentro de mim e beneficiar disso.

A Autorrealiza��o ajudou a minha carreira.

Ajudou-me a pensar muito pouco em mim

e a deixar o grande Esp�rito fluir atrav�s de mim.

TELEGRAMA WESTERN UNION

DE: Swami Yogananda, Los Angeles

PARA: Swami Dhirananda, Boston

Caro Swami Dhirananda...

A nossa exist�ncia aqui depende do �xito de Los Angeles.

Precisamos de ti.

Mount Washington precisava de algu�m que estivesse � frente,

enquanto o Guruji viajava pelos Estados Unidos,

a dar palestras e aulas.

Ele trouxe um dos seus amigos mais queridos.

Era um professor muito capaz.

Era muito apreciado.

N�o tenho palavras para expressar o quanto ele me ajudou

a prosseguir o meu trabalho educativo na �ndia e em Boston.

Prosseguiu com �xito o trabalho

na escola de Ranchi, durante a minha aus�ncia da �ndia.

Este era o amigo dele de inf�ncia, de Calcut�.

Acho que, em rapazes, nenhum deles achou que as fam�lias compreendessem

os seus anseios espirituais.

Dhirananda disse que lhe era at� imposs�vel meditar

em casa da sua fam�lia.

Yogananda deixava, ent�o, que se escondesse no s�t�o dele

e passava-lhe comida �s escondidas, ap�s as refei��es.

M�STICO DO LESTE DA �NDIA ESTRELAS EM DIGRESS�O

Os anos 1920 foram um per�odo de viagens quase intermin�veis para ele.

Ele visitava todas as grandes cidades dos Estados Unidos,

onde as pessoas contactavam pela primeira vez com a filosofia do ioga.

N�o h� percursor do Yogananda.

Cabe-lhe fazer algo totalmente novo, que nunca ningu�m fizera.

Sem trilho a seguir.

Outros gurus vieram.

O Swami Vivekananda, que o Yogananda muito respeitava,

tinha c� estado e criado a Vedanta Society na d�cada de 1890.

Mas ficou apenas alguns anos.

Yogananda foi o primeiro grande guru

a ter impacto em todo o pa�s e a adotar realmente a Am�rica como lar.

Na Am�rica, todos est�o ocupados.

Se corre constantemente atr�s dos afazeres,

n�o lhe restar� tempo para a felicidade.

As li��es abrangiam tudo.

Desde como obter �xito na vida,

magnetizar ou atrair a sua alma g�mea.

Criar abund�ncia, estar em harmonia com todos,

encontrar a felicidade.

TRAZ SEGREDO DA JUVENTUDE

Uma Li��o de Super-Realiza��o Suprema

Voc�s n�o dormem devidamente.

O vosso subconsciente preocupa-se com contas por pagar

e permite que o vosso sono seja perturbado

pelos filmes mentais dos sonhos.

Fechando os olhos e descontraindo internamente,

posso manter-me a dormir v�rias noites.

Abrindo os olhos e recarregando o corpo,

posso manter-me desperto v�rios dias.

A for�a de vontade �, pois, absolutamente necess�ria ao progresso espiritual.

A VONTADE HUMANA � O D�NAMO DA EXIST�NCIA

Yogananda definia assim a for�a de vontade:

"A vontade � o que transforma o pensamento em energia."

�ltima Palestra Gratuita do Swami Yogananda

"Pede a seis homens que fa�am fila com as m�os nas costas uns dos outros...

... tra�ando uma linha em toda a plataforma.

O Swamiji disse: 'O primeiro que ponha as m�os no meu est�mago.'

Com apenas um leve estic�o do corpo

e uma breve proje��o do est�mago,

o Swamiji catapultou os seis homens para o outro lado do palco."

Qual � a chave do sucesso? O poder da concentra��o.

Meditamos para alcan�ar poderes de concentra��o.

Ele controlava o cora��o e fazia parar a pulsa��o.

Os m�dicos vinham apressados verificar-lhe o pulso,

estava a morrer, n�o tinha pulso.

E, nessa altura, ele pr�prio regressava � vida.

Todos os seres humanos no mundo t�m um poder sobrenatural.

Mas t�-lo nada significa se n�o se souber como o usar.

O ioga combina as for�as f�sicas, mentais e espirituais.

O Bikram tem de ter controlo absoluto ou corre o risco de ser empalado.

L� vai ele.

Conseguiu! E o Iogue Bikram est� bem.

Mas antes de o usar, ter� de o realizar.

Da� a designa��o de Yogananda de Autorrealiza��o.

H� que realizar esse poder:

poder sobrenatural, c�smico, f�sico, mental, espiritual.

SWAMI ENSINA "ARTE DE VIVER"

N�o se fiem nas minhas palavras.

Apliquem estas t�cnicas e descubram voc�s mesmos.

Aqui estava um m�stico pequeno, castanho,

de um pa�s em que poucos americanos tinham estado e muito menos lido a respeito.

E ele aqui est� a passar a mensagem dele com tanta for�a,

por via da comunica��o pessoal, a pessoas que o iam ver.

O mais importante � criar um templo no nosso interior,

onde somos sacerdotes no templo da nossa pr�pria alma.

Quando algu�m est� em medita��o profunda, h� altera��es no c�rebro.

Vimos em tomografias altera��es

das v�rias zonas do c�rebro que se tornam mais ativas.

Durante a Medita��o Base - Medita��o

Aquilo que verificamos numa sess�o de medita��o

� uma redu��o consider�vel de atividade

na zona do c�rebro que normalmente nos ajuda a criar uma no��o de eu

e da nossa orienta��o no espa�o e no tempo.

Bloqueando gradualmente a atividade nessa zona,

bloqueia-se a capacidade de criar a no��o de eu

que nos distingue do resto do mundo.

E come�a a sentir-se uma sensa��o de uni�o profunda ou unicidade

com tudo no mundo.

Sou f�sica e sou m�dica.

Passei anos entre o departamento de f�sica de Harvard

e a Faculdade de Medicina de Harvard.

� ir de um lado ao outro do Rio Charles, mas n�o se falam.

Em crian�a, tendo estado exposta a coisas como a filosofia v�dica,

ao crescer no Mississippi rural...

fiquei inspirada pela cren�a profunda

de que h� uma unidade subjacente � natureza,

suscet�vel de unir estas �reas distintas.

E isso levou-me a querer combinar os dois mundos da f�sica e da biomedicina.

A f�sica, a nossa f�sica do �ltimo s�culo, ainda n�o se entendeu com a vida,

os sistemas vivos e coisas como a consci�ncia.

Aquilo que Yogananda escreveu apela muito ao apetite cient�fico.

Ele estava empenhado em aproximar

a tecnologia, a efici�ncia material

e o racioc�nio cient�fico do Ocidente,

da antiga sabedoria espiritual do Oriente,

criando um enquadramento unificado e uma abordagem integrada

� vida biol�gica neste planeta.

Esta Semana - Na Capital da Na��o Onde Ir e o Que Fazer

Em Washington, aconteceu uma coisa not�vel.

S�bio Visita Coolidge PRESIDENTE SA�DA SWAMI YOGANANDA

Ele atra�a as maiores audi�ncias que um palestrante j� atra�ra na cidade.

Congressistas, senadores, ju�zes,

foi at� convidado a ir � Casa Branca pelo Presidente Coolidge.

Mas um rude alerta aguardava Yogananda quando estava em Washington,

que faz parte do sul da Am�rica.

Na capital do pa�s, disseram-me que apenas as pessoas brancas poderiam

frequentar as aulas.

Isso surpreendeu-me bastante.

Desafiei a situa��o,

criando um centro afro-americano de ioga, para ensinar os meus irm�os negros.

A ilus�o c�smica arma-nos sempre ciladas, devido � nossa ignor�ncia.

Ku Klux Klan Marcha em Washington

O movimento dos direitos civis estava ainda a d�cadas de dist�ncia...

GANDHI DETIDO POR REBELI�O

... e foi at� inspirado por uma revolu��o que despontava na �ndia.

Muitas pessoas n�o se d�o conta que o Gandhi era um iogue

e que estava a aplicar princ�pios do ioga, como a n�o viol�ncia, numa escala maci�a.

O pr�prio Yogananda era um apoiante declarado de Gandhi

e falava dele e do seu movimento em Harvard.

TODA A �NDIA CONSIDERA GANDHI UM SEGUNDO CRISTO - SWAMI YOGANANDA

Por isso, foi parar a uma lista de vigil�ncia do governo e vigiavam-no.

Algu�m associado � �ndia e algu�m especificamente associado

ao Mahatma Gandhi seria uma pessoa de interesse...

... para o governo americano.

Porque s�o as pessoas atra�das por este mestre pag�o?

O que faz ele � porta fechada?

Estar�o a tentar depor tamb�m o nosso governo?

Havia literalmente...

A INVAS�O PAG� por Mabel Potter Daggett

... uma guerra contra o ioga na imprensa.

"CONTROLO DO AMOR" ENSINADO AQUI EM CULTO

Rebentou um enorme esc�ndalo

quando se soube que Swami Dhirananda, o bra�o direito de Yogananda,

dava aulas privadas a uma mulher casada.

E o marido dela...

MARIDO EM F�RIA ESMURRA ADJUNTO

... descobriu, invadiu Monte Washington e armou uma zaragata.

Escrevia-se tratados loucos, havia boatos, todo o tipo de alega��es,

n�o s� sobre o Yogananda, mas sobre os outros swamis e professores de ioga...

CULTO DO AMOR COLORIDO SEDUZ MUITAS MULHERES

... que se tratava de um culto do amor que corrompia as mulheres americanas.

HIP�TESE DE LI��ES A JOVENS EST� A SER INVESTIGADA

Despertar a Kundalini, "For�a da Serpente"

Yogananda falava em a pessoa dominar a sua sexualidade,

os seus �mpetos. Autodisciplina.

Mas isso era muitas vezes mal interpretado como uma coisa escandalosa.

MULHERES AMERICANAS V�TIMAS DO MISTICISMO HINDU

Havia uma esp�cie de paranoia

por parte dos maridos e das autoridades,

de que n�o se podia confiar as nossas mulheres aos estrangeiros de pele escura.

Pode ler-se nas entrelinhas qual era o verdadeiro problema.

Estava-se numa �poca em que as leis da miscigena��o...

... o proibiam na Am�rica, se fosse branco,

de casar com um homem ou mulher de pele escura.

Ou seja, a mistura das ra�as era ilegal nessa �poca.

Este casamento � simb�lico

da quebra de barreiras

entre o caucasiano castanho da �ndia

e o caucasiano branco da Am�rica.

Aum.

Se os americanos abertos o reverenciavam, j� as ideias n�o ortodoxas dele

suscitavam realmente a ira dos americanos mais conservadores.

Quando se deslocou ao Sul Profundo, as coisas atingiram um pico.

MIAMI DAILY NEWS SWAMI MANDADO EMBORA

"O Swami foi aconselhado a deixar Miami por seguran�a.

Os maridos de mais de 200 mulheres de Miami

preparavam-se, digamos, para 'ca�ar o Hindu'."

Os apoiantes dele invadiram a C�mara

e, durante a audi��o, o Chefe de Pol�cia Quigg

alegou que Yogananda o tentara hipnotizar.

HINDU CONTESTA PROIBI��O DE DISCURSAR

SWAMI PERDE CAUSA

O facto de j� n�o convidarem Yogananda a receber as chaves de v�rias cidades.

Ter deixado de ser convidado a falar a diferentes congrega��es religiosas.

Estou a passar pela prova mais dura da minha vida.

Julguem por v�s mesmos a forma como os jornais mentem.

De volta a Los Angeles, o promotor p�blico acabou por ilibar Yogananda

e Monte Washington de qualquer delito.

INQU�RITO A CULTO INCONCLUSIVO

Mas o mal j� estava feito.

Queixa de "Culto do Amor" Hindu Falsa Sem Provas

Os frutos de uma vida inteira de servi�o � Humanidade

reduzidos a cinzas pelos esfor�os impiedosos da imprensa sensacionalista.

Todos estes incidentes culminaram numa rutura

entre Yogananda e Dhirananda.

Dhirananda partiu

e criou outra organiza��o n�o distante do Monte Washington.

Muitos dos alunos seguiram Dhirananda, porque Yogananda tinha estado

em digress�o pelo pa�s no �ltimo ano.

A separa��o final deu-se um par de anos mais tarde,

quando Dhirananda deixou totalmente a Ordem dos Swamis

e desposou uma das suas alunas de Los Angeles.

Depois, processou Yogananda pela sua parte no trabalho que tinham feito juntos.

SWAMIS ACUSAM-SE EM BATALHA JUDICIAL

Rutura Entre 2 Swamis Ap�s Amizade de 45 Anos

Parto para o M�xico com o cora��o pesado,

distancio-me de tudo, para poder consagrar-me inteiramente a Deus.

M�e Divina,

liberta-me, deixa-me regressar � �ndia, para a� Vos servir, n�o aqui,

onde h� amargura, ang�stia e frustra��o

e ningu�m que escute a tua mensagem.

Em peregrina��o pela �ndia

Nas mais funestas horas de Yogananda, havia um s� lugar para onde ia.

Sempre para o interior de si.

Chamamos-lhe Deus, sede da quietude.

Muitas vezes me tentei afastar destas responsabilidades com organiza��es.

Mas, de cada vez, a Divina M�e vem e puxa-me pela orelha dizendo: "Regressa."

E ele afirmou: "Quando ouvi essa resposta, chorei.

E soube que tinha de regressar.

Sabia que era o que Deus queria de mim."

O afastamento sob pretexto de ren�ncia

ou desapego � o caminho f�cil.

Revela mais fibra espiritual viver uma vida piedosa na selva da civiliza��o.

Eu amo todos.

Mesmo os que se arvoram meus inimigos.

Pois eu vejo-Vos em todos os seres.

Irei reconstruir esta organiza��o do nada.

Tal como fiz quando cheguei da �ndia em 1920.

Com essa f� renovada

e a determina��o de que n�o desistiria,

ainda que tanto o testassem e que quisesse ir embora,

come�ou a atrair disc�pulos.

CENTRO EDUCATIVO DE MONTE WASHINGTON

Um deles era eu.

Cheguei em 1931. Muitos outros jovens chegaram.

Havia pessoas mais velhas, vivia aqui gente de todas as idades.

Yogananda atra�ra sempre devotos de todos os estratos sociais.

Reputados empres�rios, ju�zes, advogados, at� jornalistas implac�veis.

Mas em in�cios da d�cada de 1930, algo muito diferente come�ava.

Um pequeno grupo fulcral de devotos falou com Yogananda para que os aceitasse

numa via mon�stica de total ren�ncia.

Para dedicarem totalmente as suas vidas a seguir os ensinamentos dele

e a procurar Deus por esta via da medita��o Kriya Yoga.

James Lynn, o abastado empres�rio, era um deles.

E ele viria a tornar-se um iogue bastante avan�ado

e a fazer votos mon�sticos, tal como os outros.

Assim, atrav�s do Yogananda,

esta antiga ordem mon�stica de swamis da �ndia enraizou-se na Am�rica.

Come�ava agora a pr�tica.

Eu nada sabia de ren�ncia.

Os novos monges faziam votos rigorosos, como os do pr�prio Yogananda,

de humildade, celibato, obedi�ncia e lealdade.

Os estudantes leigos de Yogananda tinham outros desafios.

Eu estava l� h� umas seis ou sete semanas e disse:

"Guruji, toda a minha vida ouvi: n�o podes, n�o deves, n�o fazes.

S�o estas as normas dos ensinamentos religiosos que ouvi

na minha fam�lia."

"O que quero que me explique �: o que posso fazer?"

Ele disse: "Bem, fuma?"

E eu respondi: "Sim." E ele: "Pode continuar."

"Bebe?"

"�lcool?" Eu: "Sim." E ele: "Pode continuar."

"Aprecia

o sexo oposto de forma prom�scua?"

"Sim." "Bem, pode continuar."

Ripostei: "Um momento.

Est� a dizer que eu posso vir aqui para este monte,

para este local bom, com estas pessoas maravilhosas, disc�pulos seus,

os devotos e os irm�os daqui, estudar estes ensinamentos

e voltar l� para baixo e fazer tudo isso?"

"Sem d�vida.

Mas n�o lhe prometo que, se continuar a estudar os ensinamentos,

n�o lhe passe o desejo de fazer essas coisas."

Exercer repetidamente uma a��o cria um padr�o mental

que provoca a forma��o de vias el�tricas subtis para o c�rebro,

um pouco como os sulcos de um disco de vinil.

A sua vida acompanha esses sulcos que criou no c�rebro.

Parece que Yogananda falava de neuroplasticidade,

quase 50 anos antes de os m�dicos ocidentais se interessarem por ela.

Dizia que a pr�tica regular do Kriya

podia reconfigurar o c�rebro e ajudar a suprimir h�bitos indesejados.

Tenho pilhas do livro Autobiografia de um Iogue

espalhadas pela casa

e estou sempre a d�-lo �s pessoas.

Quando as pessoas precisam de reconfigura��o.

Digo: "Leia isto."

N�o se trata de supress�o, trata-se de transmuta��o.

Redirecionar, nisso consiste a ci�ncia do ioga. Em redirecionar a nossa energia.

Em criar novos padr�es de pensamento, novos padr�es de vida emocional.

Quando ele nos penetrava com o olhar, estava a mudar-nos.

Dizia que quando olhava para n�s...

... alterava-nos os neur�nios.

E alterava.

Come�ava a entrar nos meus pensamentos e sentimentos interiores,

talvez coisas em que eu vacilasse um pouco.

Dissecava-me ao n�vel mais profundo em que estivera.

Sentia-me como que a ser talhado...

... num ser �nfimo, quase do tamanho de uma formiga.

E recordo-me de, literalmente, j� n�o aguentar mais.

De humanamente, emocionalmente

n�o aguentar. Estava a sofrer. Estava a chorar.

Ele aproximava-se e dava-me um grande abra�o.

Dizia: "Dei-te o meu amor incondicional.

N�o te co�bas de o aceitar."

� uma amizade e um amor que...

Ele aceitava-nos como �ramos e dava-nos tudo o que pud�ssemos aceitar.

Existe apenas um fino v�u de �ter entre o mundo e o meu guru.

Ele assombra-me dia e noite.

"Regressa � �ndia.

Tens de regressar. Faz o esfor�o supremo."

Transpondo 16 000 km no piscar de um olho,

a mensagem dele penetrou o meu ser, como o raio de um rel�mpago.

Passei 15 anos a espalhar os ensinamentos do meu guru na Am�rica.

Agora, volta a chamar-me.

Depar�mo-nos � chegada com uma enorme multid�o reunida para nos saudar.

N�o estava preparado para a magnitude do acolhimento.

Interrompemos a viagem a meio do continente, para ver o Mahatma Gandhi.

Ap�s animadas discuss�es, fez aulas de Kriya e exerc�cios de recarga.

Fiquei tocado pelo seu esp�rito curioso.

Quando n�s rez�vamos juntos, o local parecia estar cheio de Deus.

O Mestre mal podia esperar...

VOZ DE RICHARD WRIGHT Secret�rio de Yogananda

... pela visita ao mestre.

Foi indiscrit�vel

o encontro entre os dois.

O mestre ajoelhou-se, tocou os p�s do Sri Yukteswar Giri.

Yukteswar Giri dava as boas-vindas ao seu filho triunfante.

Uma calma benigna surgiu s� de ver o meu guru.

Tranquilamente sentado a seu lado,

sentia a generosidade dele jorrar pacificamente sobre o meu ser.

H� muito que ansiara por essa atmosfera espiritual.

Passa-se dia e noite com multid�es loucas e famintas por Deus.

� maravilhoso trabalhar entre pessoas que dispensam indu��o a serem espirituais.

As grutas dos Himalaias chamam-me.

E sou acolhido pelas cavidades card�acas das pessoas.

Mas, para alguns disc�pulos amados do Monte Washington,

n�o me sinto atra�do a voltar � Am�rica.

Deambularia pelo Jamuna em que Krishna tocou a sua flauta da Eternidade

e jamais visitaria os confins da vida material.

PARA: Swami Yogananda Vem j� ao Ashram de Puri.

O Le�o de Bengala desapareceu.

O corpo que emanara sabedoria omnipresente "jazia sem vida ante mim, jocoso".

Mestre meu,

porque me deixaste?

O Senhor mostra-me, que onde quer que esteja,

� o meu lar.

O meu lar � no comboio.

Depois, ser� no hotel.

E, depois, no barco.

Como posso abandonar o meu lar?

Est� em toda a parte.

Quando o Sri Yukteswar enviou Yogananda na sua primeira miss�o para a Am�rica,

foi logo a seguir � Primeira Guerra Mundial,

supostamente, a guerra que acabaria com todas as guerras.

Agora, as tens�es aqueciam na Europa e na �sia

e Yogananda via que pod�amos estar a entrar num per�odo de ainda maior terror.

A necessidade dos ensinamentos era mais urgente do que nunca.

Quando regressei da �ndia...

os meus disc�pulos surpreenderam-me com uma ermida junto ao mar.

Ap�s a morte do guru dele, algo nele mudou.

Estava a viver uns estados profundos de consci�ncia.

Os olhos tornaram-se v�treos. Ele... retirou-se.

E simplesmente desapareceu.

Muitas vezes, preocupava-nos, aos mais jovens.

O cora��o dele parecia parar de bater.

Ele tinha-nos instru�do que, sempre que entrasse em samadhi,

era poss�vel traz�-lo de volta entoando-lhe "Aum" no ouvido direito.

E eu pensei: "Isto � algo distinto." Isto era um pouco assustador.

O meu guru vai agora estar sempre

neste estado?

Estaria sempre temerosa

de me aproximar dele da mesma forma.

O meu corpo tornou-se como a pedra

e eu mantinha-me plenamente consciente,

e tudo era Luz.

E era a partir dessa consci�ncia

que ele retirava os escritos,

as verdades e experi�ncias profundas.

Insistia constantemente que eu

registasse os pensamentos dele,

compreendesse o que significavam.

Posso agora fazer muito mais para chegar

aos outros com a minha escrita.

Autobiografia de um Iogue foi a primeira mem�ria de um aut�ntico santo indiano.

Era o que ele sentia pessoalmente quanto � sua devo��o pelos gurus dele

e o que estes lhe tinham dado.

Mas n�o foi a �nica coisa que Yogananda escreveu.

Yogananda produziu um volume liter�rio incr�vel.

Todas as manh�s, fazia-nos trazer uma m�quina de escrever e uma mesa

e p�-la no escrit�rio dele.

Permanecia acordado � 01:00 ou 02:00 da manh�, a escrever.

Escrevia ou ditava noite e dia.

E datilograf�vamos o dia todo.

Ficava totalmente absorvido.

Passar-se-iam horas.

Toda a consci�ncia dele ficava absorvida pela conclus�o da sua escrita.

E havia um sentido de urg�ncia,

como que uma vertigem,

uma vertigem da nossa disciplina, do nosso treino.

E ele n�o escrevia apenas, constru�a templos,

fundava Col�nias da Irmandade,

encorajava as pessoas a viverem juntas em comunidades espirituais.

Autorrealiza��o Igreja de Todas as Religi�es

Ent�o, em 1945, quando estava a escrever a Autobiografia,

lan��mos a primeira bomba at�mica.

Poucas pessoas choraram.

A maioria ficou em sil�ncio.

Lembrei-me do verso da Escritura Hindu Bhagavad Gita:

"Tornei-me agora a morte,

a destruidora de mundos."

H� cerca de cem anos, Einstein deu-nos um enquadramento

que mudou radicalmente a f�sica moderna...

... que p�s a energia e a mat�ria numa esp�cie de plano equivalente.

Vamos ter de alargar a linguagem da f�sica

para lidarmos n�o s� com a mat�ria e a energia,

mas com a mat�ria, a energia e, porventura at�, a consci�ncia.

A mente humana pode e tem de libertar dentro de si

energias superiores �s das pedras e dos metais.

Sob pena de o gigante at�mico, de novo deflagrado,

se abater sobre o mundo com destrui��o insana.

A assim conhecida ci�ncia moderna, assenta no que se designa de cis�o sujeito-objeto.

Eu sou o sujeito e existe o universo.

Ao passo que a espiritualidade alega haver uma consci�ncia que inclui o sujeito

e o objeto.

Da consci�ncia decorre tudo, incluindo o c�rebro.

Fomos educados para pensar

que a mente � uma coisa que est� aqui, algures no nosso c�rebro.

Na realidade, a mente � omnipresente.

H� quem tenha defendido que a consci�ncia habita cada c�lula do nosso corpo.

A �nica forma que temos de perceber realmente

a natureza da consci�ncia e o que �,

� explorando-a de fora para dentro e de dentro para fora.

A ilus�o � a cren�a de que h� alguma coisa fora de n�s.

Mas a nossa felicidade n�o radica em nada que se situe fora de n�s.

No interior, onde o observador observa toda a loucura,

como que s� a rir-se.

Procurem o observador no interior e liguem-se ao observador.

E depois fiquem despertos.

Os ensinamentos hindus que Yogananda representava n�o eram fugas.

Eram m�todos de adapta��o...

... a estes tumultos e mudan�as...

LIBERDADE

... porque lembram �s pessoas que somos mais do que a personalidade

e os pap�is que desempenhamos

e o corpo que habitamos.

Quando estou na alma,

sei que...

... nada � importante na Terra.

Nada mesmo.

S� o Amor � importante.

Se queremos alterar esse tipo de circunst�ncias,

para termos hip�teses de sobreviver, a mudan�a tem de ser de dentro para fora.

Um homem que se reformou,

reformar� milhares.

Yogananda via que, se n�o houvesse forma de chegar �s massas

com esta mensagem de viv�ncia do esp�rito em cada ser humano,

o mundo n�o sobreviveria � transi��o para a era at�mica.

Naquela altura, lideravam a funda��o para atualizarem os ensinamentos.

Para poderem criar de facto uma transforma��o a um n�vel coletivo,

no mundo, n�o apenas na floresta.

Essa floresta est� aqui agora. � maior e n�o para de aumentar.

Se n�o praticamos aqui os ensinamentos, n�o restar� floresta alguma.

A Autobiografia foi um portal,

foi uma prepara��o para milh�es de pessoas.

Quer acabassem por tornar-se praticantes de Kriya Yoga ou n�o,

Yogananda foi um portal para qualquer que fosse a via que encontraram.

Cerim�nia F�nebre de Steve Jobs

� sa�da da cerim�nia f�nebre do Steve,

entregaram-nos um exemplar do livro de Yogananda.

A �ltima mensagem do Steve para n�s foi: "Atualizem-se."

Essa foi a mensagem do Yogananda.

Ele encorajava-nos sempre...

... a pensarmos tamb�m em n�s

como uma part�cula no planeta,

e, por outro lado, nas nossas potencialidades infinitas.

T�nhamos a alma eterna em n�s.

Conseguiremos operar em simult�neo com a consci�ncia

de reconhecer, com humildade, os limitados confins da nossa vida humana

bem como as nossas potencialidades infinitas como almas?

Temos uma no��o muito limitada da nossa capacidade, como seres humanos...

... de superar doen�as, de superar a pobreza

e de permitir, assim, que esse poder comece a transformar o mundo.

15 de agosto de 1947

Independ�ncia da �ndia

Quando o Embaixador da �ndia visitou Los Angeles pela primeira vez,

o Yogananda ficou muito feliz que este representante da �ndia livre,

liberta do jugo colonial, tivesse vindo a Los Angeles

e teve oportunidade de o ir honrar.

Foi organizado um banquete para receber o embaixador

e, Yogananda, sendo um dos indianos mais conhecidos da comunidade,

foi convidado a dar uma das suas palestras naquela noite.

Na noite anterior,

�amos no corredor, quando ele se voltou e me disse:

"Em apenas uma quest�o de horas

terei partido."

Eu estava l�, quando o Mestre se levantou para falar.

Ele sempre dissera: "Quando morrer, quero que seja

a falar da minha Am�rica e da minha �ndia."

"Liberta-me, pois, Senhor, do cativeiro do corpo,

para que eu possa mostrar aos outros como se podem libertar."

... l�tus, beleza c�nica e s�bios, os vossos largos port�es est�o abertos,

para acolher os verdadeiros filhos de Deus, ao longo de todas as eras.

Onde o Ganges, bosques, grutas dos Himalaias

e os homens sonham Deus,

fui consagrado, o meu corpo tocou esse relvado.

Concluiu dizendo: "Fui consagrado; o meu corpo tocou esse relvado"

e, depois, caiu por terra.

Ao ajoelhar-me sobre o corpo dele,

uma for�a tremenda penetrou neste corpo,

com a seguinte mensagem para a minha alma:

"Desta vez, n�o podes cham�-lo de volta."

Na tradu��o iogue h� uma pr�tica sagrada

de saber quando se ir� deixar o corpo.

A consci�ncia desloca-se, assim, para um espa�o mais vasto.

O m�dico disse que tinha sido ataque card�aco.

Observa o espet�culo do universo,

mas n�o te deixes por ele absorver.

Contemplo a vida e a morte como as vagas que surgem e quebram no mar.

Eu sou o oceano da consci�ncia.

Um guru n�o pode ser um velhinho numa manta

ou um tipo com vestes.

Pode parecer isso,

porque a "condi��o de guru" pode ser viver nesse corpo algum tempo,

que interage connosco pois temos um la�o c�rmico com esse ser,

mas esse ser, se de facto for um guru,

n�o se identifica de todo com o estar nesse corpo.

Perguntei a um santo na �ndia, ap�s a morte de Maharaj-ji:

"Como posso estar mais perto do meu guru?"

Ele olhou-me como se eu fosse louco

e disse: "O teu guru � o que est� a olhar agora mesmo pelos teus olhos."

Absorvam isso por agora.

Tudo � Brahma.

Tudo � Esp�rito.

Tudo � Luz.

PROFUNDA GRATID�O A PARAMAHANSA YOGANANDA

E A TODOS OS MESTRES QUE NOS AJUDAM A DESPERTAR

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