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♪ (música suave)
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"A vida é uma vida, mas a vida é uma vida."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
[música]
- Ah, olha o barato, você tem que ir, porque você não gosta de ir, né?
Vocês forem achar até que eu vou... pode até ser que eu vou com você.
- Onde você foi?
- Ah, eu fui com o meu pai. Nossa, o meu pai morri, ele me... nossa.
Meu Deus do céu. Tchau. Tchau.
[música]
Eu espero que vocês tenham um bom dia. Se não, vocês vão virar um asilo.
Eu espero que você seja jovem, senão você vai virar um asilo.
Foi alugado esta semana. Tem informações que é um diretor de vendas.
Desquitado.
Eu não sei se eu vou conseguir.
Eu espero que você seja jovem, senão você vai virar um asilo.
Foi alugada esta semana. Tem informações que é um diretor de vendas.
Desquitado.
Hum, estava uma delícia, Maria. Lá foi o meu regime, viu?
A senhora está me esperando. Tchau, pai.
Tchau.
Tchau, querida.
Tchau.
Não volte tarde, não.
Tchau.
Tchau.
Tchau.
Tchau.
Não volte tarde, hein?
E agora?
Agora?
Eu tenho uma reunião, umas quatro horas e...
Acho que dá tempo pra uma descansadinha.
Nós?
Tem mais alguém?
Olha que gato, estou gamada no cara e ele nem me dá bola.
Mas ele sabe.
Ah, não sei.
- Não sei. - Vamos lá pra casa, que é difícil de me telefonar.
- Quero saber se o Claudio já pediu um namoro. - Vamos.
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"A vida é uma vida, mas a vida é uma vida."
"A vida é uma vida, mas a vida é uma vida."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
"A vida é uma vida, mas a vida é uma vida."
"O que é isso?"
"Aquele que não quer ser um homem, é um homem que quer ser um homem."
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
♪ (música de suspense)
Fique à vontade que eu vou ver se meus pais estão em casa.
- Oi, Maria. Tudo bem? - Tudo bem.
- Tem suco? - Tem na geladeira.
- Oi, Maria. Tudo bem? - Tudo bem.
- Oi, Maria. Tudo bem? - Tudo bem.
Sabe amor, precisamos variar. Já estou sentindo muita falta deles.
Que pena que a Sandra e o Mário se mudaram, né?
Mas você não está me traindo.
(risos)
Só quando você estiver junto.
Foi mesmo uma pena que eles tivessem se mudado.
- Eu vou tomar um banho. - Tá.
- A Mônica está demorando, vou até o quarto dela. - Não faça barulho que o Dr. Ricardo está dormindo.
- Teu pai veio me dar uma bronca. - Por quê?
Desculpe, Sônia. Eu não sabia que havia gente em casa.
Você já é uma moça.
O que você viu não é um bicho de sete cabeças.
Acalme-se.
- Vem, vamos até meu quarto. - Isso, vai.
- Que agitação é essa? O que houve? - Nada.
- A Sônia viu uma barata. - Barata? Ai, que horror!
Maria!
Tem uma barata nessa casa, Maria, por favor!
- Acontece que com isso não para mais de vazar a água. - Não é aquele?
- É sim. - É.
- Dr. Ricardo. - Pois não?
Esse é o Sr. Bruno, quer falar com o senhor.
- Como vai? - Olá.
- Eu sou o novo inquilino do 102. - O senhor é o síndico, não?
- Sou. - É que eu estou com problema de vazamento na minha cozinha.
Não, se eu queira desculpar, eu tenho uma reunião e já estou atrasado.
Mas podemos conversar à noite no meu apartamento.
- Às oito está bem? - Está bem.
- Foi um prazer. - Foi um prazer, foi meu.
- Fique à vontade que a Dona Anita já vem. - Obrigado.
Olá! Olá! Olá! Olá! Olá! Olá! Olá! Olá! Olá! Olá! Olá! Olá!
Você... é o nosso novo vizinho, não é?
- Sou. - Ah, queira sentar-se, por favor.
O Ricardo não demora. Ele está no banho.
Você está com problema de encanamento, não é?
Pois é.
É. Vazamento não acontece somente no banho.
- Não é? - Não é.
- Você está com problema de encanamento, não é? - Sim.
- Você está com problema de encanamento, não é? - Sim.
- Você está com problema de encanamento, não é? - Sim.
É. Vazamento não acontece somente no seu prédio.
Uma amiga minha tem o mesmo problema no edifício que ela mora.
- Olá. Boa noite. - Como vai?
Desculpe por hoje à tarde. É que realmente estava com pressa.
Tanta verdade que acabei chegando atrasado.
Dr. Ricardo.
O jantar está servido.
Você já jantou?
Não, mas não se preocupem comigo.
Na mesa trocaremos ideias.
Vamos? Maria é uma ótima cozinha.
- Por favor. - Vamos.
- Não, não. - Não, não.
[Música]
Percebi o jeito que você olhou. Gostou dele?
E você? Não vai querê-lo só pra você, não é?
- Quer uma carona? - Só.
Não, não, não. Eu não tenho nada.
"E eu tive que vender tudo pra partilhar os bens."
"Como advogado, se precisar de ajuda, conte comigo."
"Obrigado."
"O Dom Gastão lá pra edifício."
"E olha que é desquitado."
"Preciso conhecê-lo. Você me apresenta?"
"Ah, sim."
"O D. Gastão lá pra edifício."
"E olha que é desquitado."
"Preciso conhecê-lo. Você me apresenta?"
"O D. Gastão lá pra edifício."
"E olha que é desquitado."
- Você me apresenta? - Se você me apresenta, eu vou desaparecer, em casa.
Quando a gente ia chegando em casa, ele pagou o meu alô. De repente eu percebi que ele é.
- Que gatão! Quem é? - Não sei.
A primeira vez que vejo, deve ser novo no prédio.
- Se for, quer conhecer. - Eu primeiro.
Não é?
Ele é muito simpático, não é?
E se eu te convidasse para um jantar?
E a Mônica?
Ela não disse que ia dormir fora hoje?
Então, vai, vai. Liga.
Eu já vim vir de cassete. É assim que eu te mostro.
- Então vai, vai. Liga. - Eu já vim ver de cassete, é assim que eu te mostro.
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
♪ (música de suspense)
[silêncio]
[silêncio]
- Ah...
[silêncio]
Assim nós ficamos mais descontraídos.
[silêncio]
- E Ricardo?
- O Ricardo tá no banho.
[silêncio]
Me diz, você é casado?
- Desquitado.
[risos]
Não deu certo.
Ela era muito antiquada e tinha um temperamento muito forte.
[risos]
- É, imagino.
Mas aqui somos todos liberais.
Acompanhamos os tempos.
♪ (música de suspense)
[risos]
- Como vai, Bruno?
- Bem, é que eu... - Não se preocupe.
Eu acho que dá tempo pra um drink antes do jantar, né, Betinho?
- É, é claro, querido.
♪
- Ah... - Estava ótimo.
Olha, a comida por aqui...
- Hum... - Uma delícia.
[risos]
- Por aqui, madame. - Obrigada, cavalheiro.
[risos]
- Por aqui, madame.
[risos]
- Que tal jogamos barato? - Pra mim tá bom, mas...
- O que jogamos? - Que tal um jogo de...
- Carta menor. - Carta menor?
- Eu não conheço. - Que jogo é esse?
[risos]
- O mais azarado fica sem as roupas.
- Você não é apuretano, ou é?
♪
- Você é primeiro.
- Dez.
- Seis.
- Três.
[risos]
- Olha aí, pessoal, mas não vai ficar bem.
- Pode tirar, você perdeu. E se não tirar?
- É isso aí, se não tirar, nós vamos tirar, hein?
- Não está bem.
[risos]
[risos]
- Yahoo!
"O que é que você quer? O que é que você quer? O que é que você quer?"
"A vida é uma vida, mas a vida é uma vida."
"A vida é uma vida, mas a vida é uma vida."
"O que é que você quer? O que é que você quer?"
"A vida é uma vida, mas a vida é uma vida."
"O que é que você quer? O que é que você quer?"
"A minha vida é a minha. Eu não quero mais morrer."
"O que é que você quer? O que é que você quer?"
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
- Ricardo...
Nós... nós podíamos convidar o Bruno.
Ele fica no nosso apartamento?
- Vamos lá, Bruno.
Assim você faz novas amizades.
Ótimo.
Saímos amanhã cedo.
Tchau.
- Você vai adorar o parceiro.
- Ótimo, cá estamos.
(Risos)
Bruno, esta é minha filha, Mônica.
- Oi. - Muito prazer.
E esta é Elisa, sua amiga.
- Tudo bem? - Como vai?
♪ (música suave)
♪ (música suave)
- Oi. - Oi.
- Esse é o Bruno, nosso vizinho.
- Oi. - Oi, tudo bem?
- O Ricardo está ali.
- Ah, eu vou até lá falar com ele.
- Com licença, com licença.
- Esse negócio de especulação imobiliária...
- Isso não é uma intenção, isso é fazer até acabar.
- Deixa eu apresentar aqui um amigo.
É o Bruno.
Esse aqui é o Ivo.
- Esse aqui é o Roberto. - Muito prazer.
- O Bruno é diretor de venda da Franeck.
- Ah, da Franeck?
Ah, já ouvi falar muito dessa intenção.
- Tudo bem, vamos tomar uma caipirinha?
Rapaz, isso é bom. - Ô, perdida.
(risos)
- É ele? - É.
- Ai, que gato. Dá vontade de dar uma mordida nele.
- Larga esse cascada.
(risos)
- Vamos.
- E então, Bruno?
Vamos deixar pro dia?
É que senti ciúmes...
imaginando você com a Silvia.
Ciúmes, Ricardo?
Por favor, Bruno, não me recuse.
Não me recuse, Bruno.
O que é isso, Ricardo?
Vai com calma.
O que é que há? Fique calmo, eu tô aqui.
- Gostou do passeio, Bruno? - Uhum.
Bruno, sobre aquele problema,
amanhã vou empenhar-me no caso.
- Minhas amigas acharam gato. - É? E você?
Os relatórios são insaboráveis. Você precisa melhorar.
Se não tiverem contente, se arrumem em outro lugar.
E aí, como é que andam as mulheres?
Rapaz, me mudei pro paraíso.
Opa, lá vem a Lúcia.
Tchau. Tchau.
- Oi. - Oi.
- Você é tão diferente comigo. - Estou passando por uma fase difícil.
Faz dias que você não me telefona.
Acabou, Lúcia.
Como assim? Você disse que me amava.
De repente me diz que tudo acabou?
- Outra mulher? - Pode ser.
Me esquece, tá?
Bruno!
[música suave]
- Oi, como vai? - Oi, tudo bem?
Mônica, você ainda não respondeu aquela pergunta de ontem.
- Qual? - A do carro.
Então, eu sou ou não sou um gatão?
- Ah... - Hã?
[Risos]
[Som de campainha]
Posso?
Uhum, mas depois eu quero o meu beijo.
E o Ricardo?
O Ricardo ainda não chegou.
E a Mônica saiu.
e agora, se eu ganho meu beijo?
Um beijo.
Um carinho.
E a sobremesa.
Eu quero a Mônica.
Você é louco, Bruno?
Mas ela já é uma mocinha.
Eu trato essa menina como se fosse minha filha.
Apesar de sermos liberais, isso nunca.
E se o Ricardo souber, eu não quero nem pensar.
Bruno, ele ama essa filha, eu acho que é até mais do que eu.
E se eu conseguir convencê-lo?
É melhor você se trocar, o Ricardo tá pra chegar.
Bruno, tem reunião às dez.
Mas hoje não é dia de reunião.
Você está sabendo alguma coisa?
Não.
Bem, senhores, vamos ao assunto as vendas.
Segundo o último relatório, deixou muito a desejar.
E por decisão superior, optamos pela renovação dos departamentos.
Senhor Bruno, eu queria dizer-lhe que...
Estou despedido.
Nossa, ele é tão estranho.
O que tem com ele?
Não sei.
Senhor Bruno.
O que aconteceu?
Está doente?
Não.
Não é nada.
Isso pariu.
Com licença.
E aí, vem lá, ele está realmente estranho.
Ô, Ricardo, como é que está o caso do Bruno?
Preciso falar com ele.
Necessito de mais dados.
Eu acho que aconteceu alguma coisa.
Como assim?
É, parecia estar doente.
Doente?
Eu vou perguntar se o porteiro ouviu.
- Tudo bem. - Tire o telefone depois.
Eu vou perguntar se o porteiro ouviu.
- Tudo bem. - Tenha o telefone depois.
- Boa noite, Sônia. - Tchau.
Ninguém atende.
Eu vou perguntar se o porteiro ouviu.
- Tudo bem. - Te telefone depois, tá?
Ô, Mônica, o Bruno conversou com você a algum assunto diferente?
O que, por exemplo?
Nada, não. Esquece.
O porteiro também não ouviu.
Você vai ter que ir para casa.
Deve ser bobagem, Ricardo.
Amanhã você fala com ele.
Alô?
Por favor, Sr. Bruno.
Como? Não trabalha mais?
Como? Não trabalha mais?
Sabe onde posso encontrá-lo?
Não, não. Obrigado.
Oi.
Oi.
Por que me chamou?
Preciso saber o que está acontecendo na empresa.
A tua irmã não me disse nada.
Por que?
Recebi uma intimação.
Houve uma reunião e disseram que teve desfalque.
Sumiu dinheiro.
Foi você?
Foi.
Você precisa resolver.
Estão falando até em prisão?
Por que você fez isso?
Foste da minha irmã.
Só te amo.
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
- Isso é tudo que aí mesmo, ampoupamos.
♪ (música suave)
- Na semana que vem eu te devolvo, tá bem?
- Você sabia que isso era pro nosso casamento?
♪ (música suave)
- Bom dia, seu Francisco. - Bom dia.
- O senhor tem visto o Bruno? - Ele viajou.
- Viajou? - Hum.
- Não disse pra onde ir, nem se vai demorar? - Não disse não, senhor.
- Hum, obrigado. - De nada.
♪ (música suave)
- Olha, Elisa!
- Oi, pessoal. - Oi.
- E o Galan, já voltou de viagem? - Ainda não.
- Saco! Há semanas que esse cara sumiu e vocês só falam nele?
O que esse cara tem que eu não tenho?
- Ele é lindo e tem um físico maravilhoso. É isso aí.
- Ê...
Se quiserem, eu posso fazer vocês esquecerem o cara.
- Ah, deixa de bobagem. Vamos lá, volta.
- Vamos.
♪ (música suave)
- É hoje!
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (música suave)
- Cheira, me leva da casa!
- Tá bom, saco!
(sons de carro)
♪ (música suave)
- Anitta?
Você sabe que o Bruno está com o aluguel atrasado?
- Será que o Bruno foi embora pra sempre?
Tô sentindo tanta falta dele.
E você, não?
- Confesso que eu também.
Se eu soubesse onde ele está.
♪ (música suave)
- Podemos entrar com adeus, Corpus.
- Perfeitamente, com licença.
Alô?
- Oi, amor.
- Voltou.
(risos)
- Ora.
- Vou ter um bandido.
Abandonou seus amigos.
- Não é bem assim.
E então, Bruno, como foram as viagens?
- É, bom, tentei várias propostas, mas não deu certo.
(risos)
- Bruno, você tem uns compromissos atrasados.
- Não se preocupe comigo.
Eu logo, logo, pago tudo.
- Se precisar de um empréstimo?
- Não, obrigado.
Pra conter as despesas, eu estou pensando em me mudar.
- Bem, é...
Bruno, eu e a Anitta achamos que podemos dar uma mãozinha aí.
Depois, quando você puder...
- Ah, não, nada disso.
E depois, eu não estou tão mal assim.
- Que isso, Bruno, vai!
Não seja tão orgulhoso.
- Isso mesmo.
Nada de orgulho.
Olha, eu não sei se poderei devolver tão cedo.
(risos)
E amanhã ainda vamos ver um carro pra você.
- Mas isso é muita gentileza.
Olha, quando o milagre é demais, o santo desconfia.
- Basta ser fiel.
- Olha, pessoal, olha só quem está chegando.
- Como é que é, Toma?
Com saudades aí do papazinho aqui, ou não, hein?
- Que foi, cara?
Ganhou uma loteria?
- Muito mais que isso, malandro.
Eu estou morando em um marém, cara.
- Cabe mais um ar.
- Vai com calma, com calma.
Quando eu conquistar todas, eu convido vocês, tá bem?
(risos)
- Ô, caçona, uma rodada aqui pra todo mundo.
(risos)
Eu pago, hein?
Eu pago.
Viva!
- Seu pai está?
- Só mamãe.
- Quem é, Mônica?
- É Bruno.
- Ah, eu já estou indo.
- Que horas você sai do colégio?
- Às 11.
- Ótimo, ótimo.
- Oi, Bruno.
- Oi.
Eu recebi o seu recado, você queria falar comigo?
- É, nós vamos passar o fim de semana na praia e você não quer ir com a gente?
- Não.
Com você eu vou até o inferno.
(risos)
- Ih, mas esse cara é tão babaca, mas tão babaca que não dá nem vontade de sair
com ele.
- Oi.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não, eu só queria falar com você.
- Tchau.
- Tchau.
- É importante?
- No caminho eu conto, está bem?
- Acabou.
- Você está com medo de mim?
O senhor não queria falar comigo, o que é então?
- Então chega mais pertinho de mim.
- Ah, vem, não precisa ter medo.
- Ah, vem, vem mais perto.
- Não, seu Bruno, não fica bem, o que o senhor quer de mim?
- Ah, o senhor está lá no céu, me trata por vocês, está bem?
Vem.
- Não, não, não, não, não, não, não, não, não.
- Por favor, seu Bruno, me leve para casa.
- Está bem.
E a Mônica?
- Ela chegou da escola, se trancou no quarto e não quer sair.
- Namorado?
- É, só pode ser, né?
Vamos jantar.
- Uhum.
- Uhum.
- Alô?
Sim, pode completar.
Sim.
Como?
Delegacia?
Por que?
Ah, não, não, não, não, não, não, não, não.
Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
não, não, não, não, não, não, não, não, não.
- Vem cá.
- Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
Não, não, não, não, não, não.
Ah, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,
Não vai, Lucy. Vamos dormir.
Não.
[música]
Esse ficou lindo em você. Bem mesmo.
Ai, eu gostaria tanto que o Ricardo estivesse aqui para opinar.
Quando é que ele volta?
Ai, ele disse que ia demorar.
Há dez dias ele viajou.
[música]
"A minha filha está com a minha filha."
"O que é isso?"
- O que é isso? - O que é isso?
- O que é isso? - O que é isso?
- O que é isso? - O que é isso?
- O que é isso? - O que é isso?
- O que é isso? - O que é isso?
- O que é isso? - O que é isso?
- O que é isso? - O que é isso?
- O que é isso? - O que é isso?
- O que é isso? - Cadê a Mônica?
[música de suspense]
Mas o que é isso?
Cadê a Mônica?
Eu vou chamá-la.
A senhora me desculpe, mas eu não sei como aconteceu.
- Sabe, eu... - Me deixe soz com ela.
Ah, sim, claro. Com licença.
- Você fala? - Sim, eu falo.
- O que está acontecendo? - O que está acontecendo?
- O que está acontecendo? - O que está acontecendo?
Você fala? Ou eu?
Mônica, eu já fui jovem como você.
Não se preocupe, eu não vou dizer nada para o seu pai.
Mas tome cuidado.
Eu tenho uma certa responsabilidade por você.
Olha, se você quiser, eu posso ser sua confidante.
Não aconteceu nada. Além daquilo que você viu.
Tudo bem.
- Então, voltamos a ser amigas? - Sim.
Voltamos a ser amigas?
- O que? - O que?
"Aquele que não quer ser um homem, não quer ser um homem."
- O que é isso? - O que é isso?
♪ (música suave)
♪ (música suave)
♪ (cantando) Lá, Mertá, lá, lá, lá, lá, lá...
- Nossa! Dona Anitta, que felicidade! - Nossa! Dona Anitta, que felicidade!
- Aconteceu algo de bom? - Bom!
- Foi boníssima, Maria! (risos)
♪ (música suave)
- O Ricardo está aí? - Não.
♪ (música suave)
- E a Mônica? - Foi comprar um bikini com a Sony.
♪ (música suave)
- Ué! Mas a Maria está aí. - É?
♪ (música suave)
- Vou te contar. Foi uma delícia.
♪ (música suave)
- Oi, Mônica.
- Você viu quem está aqui?
- Mônica! Você fica pra jantar?
- É um pedido ou uma logem?
- Os dois.
♪ (música suave)
- É melhor você vir comigo. - Desse jeito não posso discutir.
♪ (música suave)
- O que você está pensando?
- Eu quero a menina. - Não, Bruno. Por favor!
- Eu quero e agora. Só assim vocês me terão por completo.
- E se o Ricardo souber, Bruno? - Ah, Ricardo, Ricardo!
Faz direitinho o que eu mandar que tudo vai dar certo, até com o Ricardo.
- Não, não vai dar certo, Bruno. Por favor!
- Ela é sua amiga agora, não?
♪ (música suave)
♪ (música suave)
- Mônica, o Bruno quer falar com você.
♪ (música suave)
- Nós estamos assistindo um filme. Não quer vir com a gente?
- Não gosto desses tipos de filmes.
- Olha, eu também quero ser teu amigo. Vamos conversar?
♪ (música suave)
- Mãe! - Calma, querida. Ele só vai te fazer um carinho.
♪ (música suave)
- Não! Não! Não! Não!
- Mônica, quietinha.
♪ (música suave)
- Quietinha. - Não!
♪ (música suave)
- Ai! Não! Ai! Não! Não! Ai, mãe!
- Relaxa. - Não! Não! Não!
♪ (música suave)
- Só na segunda, querido?
♪ (música suave)
- Tá bom, querido. Um beijo grande.
♪ (música suave)
- O seu pai chega na segunda-feira, Mônica.
♪ (música suave)
- Não está contente?
♪ (música suave)
- Aquela prova foi bem fácil, ó. - Oi.
♪ (música suave)
- Oi. Não vai apresentar amigo?
- Esta é Fernanda. - Tudo bem?
- Vamos. - Tchau, Fernanda.
- Tchau. - Tchau.
- Tchau. - Tchau.
- Tchau. - Tchau.
♪ (música suave)
- Atenção, todos os passageiros do pôr 159.9 a base.
Botadores dos ficha-feiras queiram dirigir-se ao pôr 159.9 e boa viagem.
- Saudade. - Eu também.
- E a Mônica? - Ela tem prova hoje.
- Novidades? - Não, muitas.
- Ele não é mais o mesmo. - Tem certeza, amor?
- Você vai ver, ele está diferente.
♪ (música suave)
- Como é que é? Não vai me dar um abraço?
♪ (música suave)
♪ (música suave)
- Você e Sônia são muito amigas, não? - Somos.
- E vocês se falam sobre sexo? - Às vezes.
♪ (música suave)
- Eu quero que você me apresente a ela. - Não faça mal a ela.
♪ (música suave)
- Ela já soltou a... - Já?
♪ (música suave)
- E aí? - E as odalistas do Areia?
- É na hora de apresentar, né, cara? - Bom, já que a galera aqui insiste,
eu vou preparar uma festa, está bem?
- Fala aí. - Ô, garçom, mais uma rodada.
♪ (música suave)
- A Mônica anda tão calada, estranha, assustada.
- Ah, deve ser o namorado dela, meu amor.
Eu acho que eles andaram brigando.
- Ah, não liga, Ricardo, logo, logo eles estão aí sorrindo novamente.
É a idade.
- Bem, eu vou dar uma volta.
♪ (música suave)
- Oi, Elisa, tudo bem? - Oi, a Mônica está aí?
- Ué, eu pensei que ela estivesse num grupinho com vocês?
- Não, faz dias que não a vejo, essa semana nem foi alta.
- Não foi? - Não, tchau.
♪ (música suave)
- Onde é que você foi, Ricardo? Eu estava demorando.
- Não, nada, encontrei uns amigos.
Você conhece o namorado de Mônica?
- Conheço. Bom, pode ser o Alexandre do Zé, sei lá porquê.
- Ela está indo à escola?
- Que eu saiba todos os dias.
Mas porquê todas essas perguntas?
- Oh, nada, nada. Acabou a parte.
♪ (música suave)
- Acho que é totalmente legal, tem certeza que eles estão viajando?
- Sei lá, com o meu partilho.
♪ (música suave)
- Desculpe, seu Bruno, eu pensei que...
- Não tenho o que desculpar, está tudo bem.
- Não, seu Bruno. Não, seu Bruno, por favor, não.
Não, seu Bruno.
- Vem cá, hein.
♪ (música suave)
- Não. - Está tudo bem.
Pode ficar tranquila.
♪ (música suave)
Não.
Não.
Não.
Não, não.
- Não. - Não.
Não.
- Vamos, vamos. - Não.
- Não. - Por favor.
Estão achucados.
♪ (música triste)
- Ai! Ai!
♪ (música triste)
- Um pouco espelho. - Não, por favor...
- Ai...
♪ (música triste)
- Ai...
♪ (música triste)
♪ (música triste)
- Elisa?
- Já volto.
♪ (música triste)
- Elisa, você sabe quem é o namorado da Mônica?
- Bem, eu...
- Por favor, me conte. Eu só quero ajudar a Mônica.
Por favor, não esconda. Eu proveito que vai ser um segredo nosso.
- É o Bruno.
♪ (música triste)
- Bruno?
O que mais você sabe?
- Não sei se é verdade, mas...
ouvi um comentário que Mônica é lita?
Bem...
e quando você está viajando, o Bruno sempre é buscá-la na escola.
É só esquecer.
♪ (música triste)
Posso ir?
♪ (música triste)
♪ (música triste)
Faz dias que você está desse jeito.
O que você tem?
- Nada. Só muito trabalho.
- Ahm...
Meu bem, eu vou ter uma reunião com uma amiga.
A Mônica vai comigo. O jantar eu deixo pronto.
Tá?
- Que amiga?
- Ah, é uma amiga nova. Você não conhece ainda.
♪ (música melancólica)
♪ (música triste)
♪ (música melancólica)
♪ (música triste)
♪ (música triste)
♪ (música melancólica)
♪ (música triste)
♪ (música triste)
♪ (música melancólica)
♪ (música triste)
(som de campainha)
♪ (música triste)
- Pois não?
- O Bruno está...
- Ele está ocupado.
- Pô, que isso?
♪ (música triste)
- Ricardo!
♪ (música triste)
- Seu filho da puta!
Tommy! - Meu pai!
♪ (música triste)
♪ (música triste)
- Por que, Bruno?
Você não tinha tudo o que queria.
Tudo!
Vem então, Ricardo, mostra-se como você é melhor do que as mulheres.
- Bruno! - Que nada esse cara me enche o saco!
♪ (música triste)
- Ricardo!
♪ (música triste)
- Ricardo!
♪ (música triste)
- E o Ricardo, Maria? - Está lá.
♪ (música triste)
- Ricardo, vamos conversar.
Guarde isso.
♪ (música triste)
Você me induziu a tudo isso.
Eu só tinha 18 anos, eu não sabia nada da vida.
Você me pedia, queria que eu te entendesse.
Eu entendi e aceitei.
Você me entregou para outros homens, Ricardo.
Você fez eu gostar de tudo isso.
♪ (música triste)
- Você vai achar que eu sou a única culpada?
- Como isso foi? O que aconteceu?
Eu queria uma vida diferente para você.
Por que isso foi acontecer, Mônica?
♪ (música triste)
- Fá, que é tudo isso?
Começar tudo de novo?
♪ (música triste)
Fá!
♪ (música triste)
(barulho de rádio)
(barulho de água)
(barulho do barulho de água)
(barulho de água)
- Ah, a Betty voltou.
- Epa!
- Que que é, veio dar uma de macho?
- Ah, veio me matar.
- Então atira.
Atira, atira, vai seu foxo!
- Ai meu Deus, Ricardo, o que é isso?
♪ (música triste)
- Circulando, com licença.
- Com licença.
O senhor está preso.
- Fui eu que atirei, fui eu.
♪ (música triste)
[Música de encerramento]
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