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Original subtitles

- Quantos? - Mesa para dois.

- Encontrar algu�m especial? - Muito especial.

Que lindo! Ent�o vamos. Vamos sentar.

Uau, algumas pessoas s�o t�o grosseiras!

N�o se preocupe. Nosso melhor lugar.

Pode dar uma olhada enquanto limpo tudo.

Com licen�a.

Eu estou bonito?

- Acho que est� elegante. - Obrigado.

UMA MENTE EXCEPCIONAL

Vamos, pessoal.

Ludo est� chegando. O caf� est� pronto.

Vejo que herdou meu olhar cr�tico.

Achei que s� Ava, que adora waffles, tinha esse olhar. Fique sabendo.

- Waffles. - Um deles adora. N�o sei bem.

- Quente, quente. - Tome.

O que � isso?

Um projeto meu, agora que temos grana sobrando.

Talvez uma ajuda de meio per�odo.

- Eu recomendo esta. - �?

Joga laser tag, boa vis�o perif�rica, reflexos r�pidos.

Bom pra quando Chloe andar.

Acho que escolheu por ela ser bonita, mas est� escondendo bem.

Eu conhe�o. Era do �ltimo ano quando fui caloura.

- O que sabe dela? - Sei l�. Veteranos ignoram calouros.

Veja as redes sociais dela.

Queria algu�m por meio per�odo.

Certo. De volta ao trabalho em tempo integral hoje.

� isso a�. E, enquanto eu estiver l�,

quero saber que voc�s est�o bem aqui.

Ludo precisava de apoio, eu consegui. Ent�o digam do que precisam.

- Ainda queria ir ao necrot�rio. - Adorei a ideia.

Mostre que troca a fralda da Chloe

sem desmaiar com o fedor, a� vamos pro formalde�do.

E voc�, Ava?

Adoraria ter not�cias do meu pai.

Est� tudo bem.

Sei que n�o p�de falar com a Tenente Soto,

mas, voc� voltando, ela pode ter not�cias.

Vou dar uma olhada nisso.

Mas agora precisam de mim numa cena de crime. Assuma.

Pode mant�-los vivos at� Ludo vir?

- Te amo. Fui. - Te amo.

- Me pague o que for pagar pra ela. - Claro.

Mande a fatura para o financeiro, est� bem?

- Tchau. - Tchau.

- O que ela quer dizer com financeiro� - Eu entendi.

CENA DO CRIME N�O PASSE

O nome da v�tima � Nathan Gould, 46 anos.

O endere�o na habilita��o o coloca aqui.

A gar�onete o achou atr�s dessas lixeiras com um saco na cabe�a.

Grana e cart�es aqui.

Celular tamb�m. N�o parece roubo. Talvez algo mais pessoal?

Ele vai sobreviver?

J� estava em parada card�aca. Sem pulso nem respira��o.

A pulsa��o voltou, mas a consci�ncia n�o.

O ventilador respira por ele.

Pode ter morte cerebral.

Podem dizer mais no hospital.

N�o sabemos quanto tempo ficou sem oxig�nio.

A sorte finalmente pode ter acabado.

Finalmente? Conhece?

Nathan era contumaz. Andou conosco mais de uma vez.

Hist�rico de les�es suspeitas.

- Suspeitas? - Disse que caiu e quebrou a perna.

Antes disso, queimou a m�o no fog�o. Sempre dizia que era desajeitado.

Mas acha que outra pessoa ajudou?

Nathan � legal.

Espero que achem o culpado.

Uma gar�onete o achou?

�, est� abalada, mas pode dar algumas respostas.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

Estava t�o nervoso. Disse que ia encontrar algu�m especial.

Coitado.

Ele se sentou aqui?

Eu fui pegar material de limpeza.

A� sa� e achei que ele tinha ido.

Encontrei a caneta e subi a rua atr�s dele.

A� as coisas ficaram agitadas, e me esqueci de limpar.

Que bom!

Karadec, olha isso.

J� se derramou bebida numa destas mesas?

N�o me lembro de ter feito.

Claro, voc� usa roupa de prote��o se come algo farelento.

Mas imagine um segundo

que voc� � um cara normal comendo algo normal.

L� est� voc�, tomando uma bebidinha num dia quente de ver�o

quando derrama tudo na mesa.

A bebida escorre pelas frestas e cai na sua cal�a desprotegida.

N�o!

Eu sei.

E esses derramamentos uniformes?

Pelo ch�o, pelas cadeiras.

N�o tinha ningu�m sentado.

Foi tudo encenado. Algu�m sabia que ele viria

e queria que ele ficasse fora.

A que horas voc� o sentou? E quando o achou?

Acho que ele chegou umas 19h45.

Certo, e como voc� achou o corpo?

- Ouvi patos. - Patos?

Grasnando em algum lugar do beco.

Fui ver o que era e�

�o encontrei.

Acho que isso � tudo.

Se tivermos mais perguntas, avisamos.

Certo.

O qu�?

Achei que faria uma an�lise ampla

do padr�o migrat�rio dos patos daqui.

- Voc� pensou isso? - Sim.

Poderia, mas seria in�til. N�o havia patos l�.

Viu sinais de patos? N�o tinha coc�.

Patos s� fazem coc�.

Sei l� o que ela ouviu, mas n�o foram patos.

Certo, esquece os patos.

A v�tima morava aqui perto.

Se os m�dicos sabiam que algu�m o feria, vamos descobrir.

AN�LISE DE BEISEBOL

Bem, livros de estat�sticas dos jogadores, tabelas de times.

Nathan Gould adorava esportes.

- Ah, �? Qual � o time dele? - Me diga.

Eu? Nem sei qual � o esporte favorito dele.

J� vasculhei tudo.

N�o tem bon� de beisebol, camisa, nem fl�mula na parede.

Este lugar � louco.

Se um obcecado por estat�sticas curtisse esportes,

sabe como seria isto aqui?

Tipo uma loja de est�dio.

Mas tamb�m vi a pilha de contas vencidas, um esporte com que�

AN�NCIO DE COLE��ES

�estou habituada.

Nathan estava prestes a ter tudo desligado.

N�o acha que ele amava esportes, mas sim jogo.

E n�o acho que jogo retribu�a, o que explica

todas as les�es misteriosas que os param�dicos citaram.

Nathan tinha atrasado suas d�vidas, e pro tipo de gente que faz pior

do que s� cortar a �gua.

O que acha que �?

Pode ser uma conta banc�ria, senha, n�mero de telefone internacional.

Os caras assustadores de quem falou,

cobradores de d�vidas, sabem endere�os?

Somos legais. Poderia ter batido na porta.

Ligue pra tenente! Pe�a refor�o!

Vai!

- Voc� est� bem? - Estou.

Aqui � a Tenente Soto.

Deixe seu recado. Retorno assim que puder.

Ei! Policiais!

De bru�os! De bru�os!

M�os para tr�s!

Sim.

"Marco Deleon".

O amigo te largou r�pido, Marco. Magoou?

- Ele n�o � meu amigo. - N�o ap�s essa fa�anha.

Marco quer dizer que s�o s� parceiros de neg�cio, n�o?

Olha s�, encontrei algo.

Eis a nossa teoria, Marco.

Voc� e seu s�cio trabalham para quem Nathan Gould devia.

E voc� ou algu�m que trabalha pro seu chefe

enfiou a cabe�a do Nathan num saco.

Ele segue vivo, mas n�o deve sobreviver.

Como Nathan n�o vai pagar as d�vidas,

seu chefe mandou voc� pegar o que podia em objetos roubados.

� por a�?

Algo mais no bolso? Arma, um frasco de algo injet�vel?

N�o. Por qu�? O que est� pensando?

Que podemos ter julgado mal o amigo Marco.

E, se eu estiver certa,

voc� vai querer nos apresentar ao seu chefe.

BARBEARIA

Oi, Ray, viemos perguntar sobre Nathan Gould.

N�o falo com policiais.

Legal, n�o sou policial.

E eu n�o odiaria se ele n�o falasse.

Minha nossa! � o WhisperShoe Ultra?

Embaralhador de cartas el�trico. S�o legais demais.

Todas as mesas t�m um desses?

Com certeza. Ah, queria que meu filho estivesse aqui.

Ele est� passando por uma fase dif�cil.

Outro dia, ele me fez ver um v�deo do YouTube

com detalhes sobre essa m�quina.

N�o � bem aleat�rio?

Saiam todos.

Agora!

O que aconteceu?

Essas m�quinas de embaralhar n�o s�o t�o aleat�rias assim.

N�o �, Ray?

E aquela em particular, WhisperShoe Ultra, n�o � aleat�ria mesmo.

De modo que uma casa sem reputa��o poderia us�-la pra aumentar as chances.

N�o � algo que Ray quer que saia por a�.

Voc� tem coragem. Tenho que admitir.

Vir aqui, fazer acusa��es.

Na real, Ray, voc� ouviu errado.

Gra�as � colega aqui, estamos quase certos

do seu n�o envolvimento no ataque ao Sr. Gould.

N�o no de hoje, pelo menos.

�, quando pegamos Marco com a seringa vazia,

notamos que ele ia injetar uma bolha de ar na veia do Nathan.

Ent�o, se Marco foi l� para matar Nathan,

voc� e seu pessoal n�o atacaram Nathan antes.

N�o � ir�nico?

Mandar um cara cometer um assassinato prova que voc� n�o o cometeu.

Mandar essa para a Alanis, n�o �?

Mas isso me faz pensar:

por que voc� mandou Marco com uma seringa vazia?

Injetar uma bolha de ar na veia de algu�m

faria a morte parecer por causas naturais, certo?

Mas algu�m como voc�, que mexe com reputa��o,

iria querer dar um recado com a morte dele.

A menos que voc� tivesse como lucrar com a morte de Nathan,

mas s� se parecesse que n�o o matou.

E 185004606? Esse n�mero soa familiar?

Soa. Soou familiar, viu?

O n�mero que vimos na casa do Nathan era do documento do Ray.

Antes do sistema aleat�rio atual,

os documentos eram emitidos com base no estado

onde o candidato morava e quando o requerimento chegou.

Eu consigo adivinhar a sua idade,

mesmo com seus dez anos de vida dura.

E gra�as �quela foto sua marchando no desfile da Mummers,

um evento da Filad�lfia, acho que voc� � da Pensilv�nia.

Ambas batem com o n�mero que achamos,

mas isso levanta a quest�o:

por que Nathan Gould teria o documento do seu agiota?

Como voc� odeia falar com policiais, eu respondo essa.

� preciso ter o documento e, muitas vezes, um tabeli�o,

o que explica a mancha,

para torn�-lo o benefici�rio do seu seguro de vida.

Ou seja, Ray, voc� for�ou Nathan Gould a torn�-lo o benefici�rio

do seguro dele como forma de pagar os empr�stimos.

E como voc� ama trapa�a, mandou Marco garantir o recebimento.

Eu n�o forcei Nathan a fazer nada. Foi ideia dele.

S�rio? Pode elaborar?

Estou sentindo que ele n�o pode.

Para saber quem mais � louco o bastante pra matar Nathan,

temos que ver qual nome saiu da ap�lice.

At� mais, Ray.

11� DELEGACIA DE POL�CIA

Jessica, este � o antigo formul�rio da ap�lice de seguro de vida do seu pai.

N�s pedimos para a seguradora.

Semanas atr�s, US$ 100.000 seriam seus quando seu pai morresse.

Imaginamos sua sensa��o quando ele mudou.

� a primeira vez que ou�o que meu pai tinha um seguro de vida,

mais ainda em meu nome.

Sinceramente, estou surpresa.

Ele n�o era bom com dinheiro.

Voc�s pareciam n�o ser pr�ximos.

Mam�e o largou quando eu tinha oito anos por causa dos h�bitos de jogo, eu acho.

- Onde est� sua m�e? - Denver, com meu padrasto.

Voltei para c� pra trabalhar depois da formatura.

Tentei manter contato com meu pai ao longo dos anos,

mas ele n�o respondia.

At� que, h� uns meses, ele entrou em contato, do nada.

Ele disse que iria embora em breve e que queria acertar as coisas.

Nos vimos mais nos �ltimos meses do que em d�cadas.

Jessica, quando atacaram seu pai, havia um broche numa caixa de presentes.

Uma joaninha. Significa algo para voc�?

Ele me chamava de joaninha quando eu era pequena.

Ele dizia que eu era fofa e dava sorte.

Aqui est�.

Bem, se o presente era pra voc�,

era voc� que seu pai esperava ver.

Posso saber por que n�o foi?

Eu fui, ele que n�o.

Voc� estava no Dudley Market em Venice por volta das 7h45?

N�o, estava esperando por ele no Ground Wire, em Toluca Lake.

Foi onde marcamos.

Obrigado, Jessica. Nos falamos.

- A filha de Nathan Gould? - �, Jessica.

Estamos vendo o �libi, mas n�o � suspeita.

O que tem a�?

Vi que o hotel em frente tinha c�meras de seguran�a.

A tenente queria que eu checasse e visse se pegou algo, mas n�o.

Algo interessante?

Nathan e a filha foram distantes a maior parte da vida.

Ele a procurou recentemente e se reconciliou. Iam se ver,

mas foram parar em caf�s diferentes.

Estamos matutando.

Ela citou que ele disse que planejava se afastar um pouco.

Reservou passagens ou quartos de hotel que nos diriam para onde ia?

Vi extratos da conta e do cart�o. Nada sobre planos de viagem.

Isso � estranho.

Tinha uma assinatura de ra��o que cancelou h� algumas semanas.

Viu sinais de cachorro na casa dele?

N�o.

Pode ser que tenha morrido,

mas e se ele o deu? Faria muito mais sentido.

Continue.

Nathan se reconciliou com a filha,

com quem n�o tinha contato havia anos.

Ele paga as d�vidas com um agiota ao transferir a ap�lice, n�?

E a� diz � filha que vai embora,

apesar de n�o haver provas disso.

Junte isso com o cachorro,

e acho que esse homem planejava se matar.

Sumir por um tempo significa isso.

A� algu�m decide matar o cara quando ele decide se matar.

Mas por qu�?

- N�o tinham Stevia. - Tudo bem.

- Nem leite de aveia. - Menos bem.

E achei que n�o ia querer o descafeinado.

A� pegou �gua quente.

Del�cia.

� a chefe de transplantes discutindo doa��o de �rg�os.

- A morte cerebral � oficial? - Sim.

Que hora, hein?

A coitada finalmente se reconcilia com o pai.

Voc� est� bem?

Parece um pouco quieta para o seu feitio.

Ava pediu not�cias do pai dela.

Ainda n�o falou do Arthur?

N�o.

At� eu ouvi que ela quer ser tida como adulta.

Que tal acreditar?

Acha que ele ia tirar a pr�pria vida?

Voc� n�o sabia?

Emmett, o cachorro dele.

Papai pediu para cuidar dele enquanto ele viajava.

Mas por que ele queria morrer?

� s� uma teoria, mas achamos que ele vinha protegendo voc�.

Seu pai devia pra agiotas. Eles seguiriam ferrando-o.

Provavelmente seria bem pior.

Sabendo como essa gente �, talvez amea�aram pegar voc�.

Ent�o, ao mudar a ap�lice dele e propor acabar com a pr�pria vida,

ele garantiria que voc� n�o pagaria.

Seu pai era �ntimo de algu�m com quem discutiria isso?

Eu� Mal t�nhamos passado a nos conhecer de novo.

N�o sei o suficiente sobre a vida dele para dizer.

Seu pai sabia da sua gravidez?

Como voc� sabia?

O cheiro est� te enlouquecendo.

Tem bolacha de sal na bolsa, e voc� tem ch� de gengibre.

J� passei por isso.

Parab�ns.

Contei na �ltima vez que nos vimos.

E ele ficou t�o animado.

Brincamos sobre como � divertido ir muito ao m�dico.

Foi a �nica coisa que nos uniu.

Ele falou das les�es?

Les�es? N�o.

Ele s� citou consultas com cardiologista.

Disse que fez uma s�rie de exames recentemente.

- Ele mencionou algum sintoma espec�fico? - N�o, muito pelo contr�rio.

Ele fez de tudo para eu saber que estava tudo bem.

Por que algu�m s�o faria tantos exames?

�NIBUS ESCOLAR PARE QUANDO LUZES PISCAREM

Chegamos 20 minutos antes. Nem vi.

�, estou impressionada. N�o sei como fizemos.

Gostei disso.

Posso ficar sozinho no laborat�rio hidrop�nico.

- Tchau, te amo. - At�, bom dia.

As alegrias de ser um nerd.

N�o sei o que fazer, mas vou me virar.

Ava.

Que tal esperar um pouco?

Precisamos conversar.

Ent�o, h� pelo menos algumas semanas, meu pai morava em Nevada?

Segundo esse tal Arthur.

Ele disse h� quanto tempo morava l�?

N�o.

E tudo que sabemos sobre Arthur � que ele � paisagista?

Acho que sim.

Sei que n�o � muita informa��o, e vamos seguir procurando.

Eu n�o queria contar t�o cedo.

N�o queria que tivesse esperan�as ou se frustrasse.

N�o, quero que me conte tudo.

Sei que quer. E eu ouvi, por isso estava contando.

Preciso trabalhar.

- Voc� est� bem? - Sim, estou.

Mesmo? Posso dizer que n�o vou.

- N�o, m�e, beleza. - Voc� vai matar aula�

Estou bem.

- Certo. Te amo. - Te amo.

Sabe o caminho pra escola?

Sim, m�e, eu ligo o Waze.

Oi. Daphne, est� com o celular do Nathan?

Sim, os t�cnicos destravaram.

Ele recebeu um e-mail na v�spera que seria da filha Jessica

mudando o encontro para 7h45 em Venice.

- J� sei, n�o � o e-mail dela. - Chequei, � falso.

Isso explica por que eles foram a caf�s diferentes.

Quem fez isso queria Nathan ali sozinho.

Como Nathan e Jessica tinham acabado de reatar,

ele talvez nem viu que era um e-mail desconhecido.

Morgan, o que houve?

Tem um alarme no telefone do Nathan para 8h01

e o toque � um som de pato.

Foi o que a gar�onete ouviu.

O assassino queria que algu�m achasse o corpo umas 8h.

Tempo suficiente para garantir a morte cerebral

e garantindo a viabilidade dos �rg�os.

Acho que mataram Nathan Gould por causa do cora��o.

Roubado de novo, chame a pol�cia.

Bem na hora. A pol�cia est� aqui.

Desculpa, n�o vi voc�s.

Falou algo sobre ser roubado?

Ele estava brincando.

Roubam coisas do �nibus quando estamos em chamada,

ainda mais agora, com a falta de drogas.

Voc� s� registra, mas n�o � a controlada.

Essa � trancada.

- N�o � a controlada, certo? - Albuterol. Rem�dio para asma.

Temos mais em casa.

Podemos ajudar em algo?

Temos perguntas sobre Nathan Gould.

Talvez expliquem a cronologia.

Claro, pode mandar.

Ligaram para 911 por volta de 8h01 ou 8h02, correto?

Sim. Logo ap�s iniciar o expediente �s 8:00.

E quanto tempo depois voc�s chegaram?

Uns cinco minutos. O caf� � perto.

E talvez mais tr�s minutos para recuperar os batimentos.

Uma �ltima pergunta. � dif�cil.

Quanto tempo a v�tima fica inconsciente para garantir morte cerebral?

Onze minutos, mais ou menos.

Obrigado.

Oi, amor, s� pra saber como voc� est�.

Voc� tinha raz�o.

Claro que tinha.

E deveria pensar em estocar albuterol.

Parece que andam roubando.

Acho que estou bem, mas valeu.

Onde est� Soto?

Ficou no hospital para mais perguntas.

Tudo foi feito para Gould ser o doador perfeito.

Foram ao menos 11 minutos inconsciente.

Tenho pensado. Acho que tem mais.

Nathan estava envolvido.

O exame card�aco. Ele estava vendo se o cora��o estava bem.

J� sab�amos que ele queria se matar.

Nathan tinha combinado doar o cora��o.

Mas a� descobriu que ia ser av�,

mudou de ideia, e foi preciso mat�-lo.

Inacredit�vel.

- Est� tudo bem? - Sim.

N�o vai tocar a buzina antiga, vai?

Mais de um toque novo por caso?

Acho que n�o. Seria um exagero.

� justo, porque parece que sim. A pergunta �:

"Para quem vai o cora��o dele?" Achando, pegamos o assassino.

Com licen�a. Oi, eu trabalho com a pol�cia.

Vi voc� falando com Jessica Gould sobre os �rg�os do pai dela.

- Sim, lembro de voc�. - �.

J� sabem para onde vai o cora��o dele?

Desculpa, eu n�o saberia.

Voc� n�o coordena os transplantes?

E � do comit�, certo?

�, o "Comit� de Deus".

Voc�s decidem quem vive e quem morre.

Se n�o puderem responder, quem pode?

Eu�

Eu quis dizer que n�o sei de cabe�a.

Marquem uma hora comigo, e eu procuro para voc�s.

Est� bem?

Tiveram sorte?

N�o sabia que um cora��o assustaria tanto,

mas a mulher parecia com medo.

Assim como o cirurgi�o.

Sinto que est�o se protegendo.

Como se algu�m influente os mantivesse quietos.

Porque talvez queiram o cora��o.

Soube que Jessica Gould autorizou, ent�o v�o desligar os aparelhos amanh�.

- A� tiram os �rg�os. - Se for isso

e algu�m estiver for�ando o hospital a dar o cora��o�

Seria bom descobrir quem.

Al�?

O qu�? Onde ela est�?

J� estou indo.

Ava foi presa.

O que aconteceu?

Voc� est� bem?

As algemas, por favor.

N�o posso. O dono a flagrou vandalizando o im�vel.

- Ava, � um dos murais do seu pai. - Sim, eu sei.

- Querida, eu sinto muito. - Me deixe em paz, est� bem?

Est� bem. O que acontece agora?

Vamos lev�-la.

N�o, isso n�o � necess�rio, n�o �?

O pai dela que pintou. � assunto familiar. Eu cuido disso.

Diga isso pro dono. Ele quer prestar queixa.

� aquele ali? Que tal? Eu falo com ele,

n�s garantimos que a mo�a volta,

limpa a bagun�a, e a� esquecemos isso.

- Sem papelada. - Perd�o, detetive.

Se ela quisesse mesmo limpar, j� podia ter feito antes.

Vamos, de p�.

Largue a minha filha. N�o ponha as m�os�

Eu sei que est� tudo bem!

- Senhora! - E n�o me chame de senhora.

Senhora, n�o. N�o preciso disso.

O que preciso � que voc� entenda que fichar uma garota de 15 anos

por causa de tinta � uma insanidade.

Estamos todos de acordo? � tinta!

- Ava� - Podemos n�o fazer isso aqui?

Por causa dela?

Ava, aquela mulher tem seus pr�prios problemas.

Sem ofensas.

Sim.

- Obrigado, Gina. - Nada.

"Trate como adulta", ele disse.

De nada?

Oi.

Desculpa.

Ah, cara, venha c�.

Desculpa.

Eu estraguei tudo.

�s vezes esque�o que h� hora certa pra dar informa��es importantes

e h� hora errada, que � antes de mand�-la pra escola.

N�o foi isso.

Sei que falei que queria saber tudo, mas eu estava errada.

Isso � bem pior do que n�o saber.

Como assim?

Meu pai estava vivo esse tempo todo, vivendo a vida em outro estado.

E, Com tudo que voc� tem descoberto,

me permiti acreditar que ele se importava, que n�o nos abandonou.

Ainda creio nisso.

- Como? - Eu sei quem seu pai era,

e ainda n�o ouvimos o lado dele da hist�ria.

Talvez haja um motivo para ele ter ficado longe.

Minha vida toda?

N�o consigo imaginar qual seria esse motivo,

mas uma coisa eu sei:

ele amava voc� mais do que tudo no mundo.

Certo.

Sabe, estou trabalhando num caso

em que um pai estava afastado da filha,

e, quando ele voltou,

s� queria saber de consertar tudo.

E � disso que se trata?

Em parte.

Estou procurando algu�m que precisa de um cora��o.

Algu�m poderoso o bastante para intimidar um hospital inteiro.

Ent�o pensei em come�ar com os maiores doadores.

Esses caras.

Voc� est� diante da nata da filantropia de Los Angeles.

E este aqui?

Carson Wood. Um grande produtor, parece.

Esta foto n�o era daquela estreia. Viu quem est� atr�s dele?

Vi.

Meu Deus! M�e, voc� mora numa caverna?

Ela � atriz, est� em toda parte.

- Certo. - Certo.

Houve um problema por causa deste vestido.

Ela insultou o estilista,

e eles discutiram por semanas, mas faz mais de um ano.

S�rio?

Olha s�!

E voc� se achava bem diferente de mim.

- Primeiro, fomos presas juntas� - Certo.

- Podemos checar esse cara? - Sim.

Vamos ver.

Est� aqui.

Velho.

Velho.

- Tudo velho. - � velho mesmo.

Se voc� estiver certa, esse cara n�o � visto em p�blico h� meses,

mas posta fotos antigas como se fossem recentes.

- Suspeito. - Pode ser mais que isso.

Talvez esteja escondendo que est� doente.

- Tudo bem com Morgan? - Sim.

Teve que ir � escola da Ava para ver um lance de faltas.

O que houve?

Apareceu quando Carson Wood ia saindo.

Sugeri esperar, o pessoal dele chiou.

A� decidiu barrar a entrada.

- A coisa est� ficando tensa. - Entendi.

Carson Wood.

Karadec e Forrester, LAPD. Podemos fazer perguntas?

Se forem sair da minha garagem, podem perguntar.

Sejam r�pidos.

O nome Nathan Gould significa algo?

E deveria?

Uma v�tima. Estamos investigando.

Nunca ouvi falar.

Ali�s, n�o sei se viram,

mas estou indo fazer um transplante de cora��o.

N�o vou sair por a� matando gente.

J� que mencionou, um dos motivos de estarmos aqui

� ver se est� atr�s de um cora��o.

Achamos que Sr. Gould morreu pro dele ficar dispon�vel.

Quanto a mat�-lo, voc� poderia contratar.

Isso, n�o discuto.

Ei, Karadec.

O GPS � pro aeroporto, n�o pro St. Clair.

Voc� pressionou o Hospital St. Clair para encabe�ar a lista, Sr. Wood?

Talvez sim, talvez n�o. N�o importa.

Tem um cora��o melhor me esperando em Utah.

Ent�o n�o quer o cora��o de Nathan Gould?

� o do St. Clair?

O m�dico disse que n�o era compat�vel. Coisa t�cnica, n�o � minha praia.

E, se isso encerra nosso assunto, agrade�o se sa�rem da frente

Tempo � tudo que n�o tenho.

Ei, e a escola?

Eu o convenci de que 30 minutos numa cela

podem ser uma deten��o, mas n�o liguei por isso.

Soto mandou recado. O Hospital St. Clair ligou.

Sim, j� sabemos.

Carson Wood nem precisava do cora��o do Nathan.

Devolveram ao sistema?

Teriam devolvido, mas foi roubado.

- Como roubam um cora��o? - Queremos saber.

O hospital disse que a remo��o correu bem.

Tiraram o cora��o, empacotaram.

A� devia ter ido a outro hospital.

Mas perderam o rastro.

Algu�m que sabia de tudo interceptou o cora��o na sa�da.

Ainda n�o vimos nada nas c�meras, mas estamos procurando.

Quanto tempo pode passar entre remover e p�r um cora��o?

Pelo hospital, seis horas no m�ximo, e duas j� foram.

Ent�o � o tempo que temos.

Algu�m importante pro assassino vai receber um cora��o.

Nossa melhor chance de achar o assassino � enquanto a pessoa segue internada.

O paciente estando salvo, o cara pode sumir.

Parecia que a coordenadora estava escondendo as coisas.

Vamos traz�-la para uma conversa.

Sem a press�o do Wood, ela pode ser mais acess�vel.

Estou come�ando a achar que deveria ter um advogado.

Boa op��o, j� que podemos te acusar de obstruir a investiga��o.

Podem te demitir. Um advogado � uma boa.

Mas a verdade � que n�o queremos ir atr�s de voc�.

Queremos o assassino de Nathan Gould agora.

Se nos ajudar, estamos inclinados a esquecer seu papel nisso.

Meu papel nisso?

N�o tive escolha.

Sem um cora��o para o Sr. Wood, ele cortaria milh�es em financiamento.

� dinheiro que usamos para salvar in�meras vidas.

N�o estamos aqui para julgar.

Certo.

Acreditamos que, a certa altura, Nathan e seu assassino cooperaram.

Digamos que Carson Wood n�o interferiu. Pra quem o cora��o iria?

Nathan Gould deixou uma doa��o direta.

Ele especificou para quem o cora��o iria.

E quando o Sr. Wood nos pressionou para encontrar um cora��o,

o comit� e eu invalidamos a diretiva do Sr. Gould.

- Que nome constava na doa��o direta? - N�o sei.

Apaguei os registros do sistema hospitalar.

Apagou o nome do destinat�rio e nem se lembra de quem era?

N�o � que eu n�o me lembre.

Eu sequer olhei.

� algo em que n�o quero pensar.

O nome ainda deve estar na lista de transplante, n�o?

Sim.

� a informa��o que tivemos da coordenadora?

- O banco de dados? - �.

Todos que aguardam um cora��o no sudoeste dos EUA.

�timo, porque esse s� � vi�vel por mais duas horas.

Como vamos limitar?

ATENDENDO

N�o. Certo.

Este, este e este vivem longe demais para pegar o cora��o a tempo.

Estes t�m o tipo sangu�neo errado.

Como, num cora��o compat�vel, o tamanho do corpo � crucial,

voc� est� fora, voc� tamb�m e voc� est� bem fora.

- Pronto. - Bom trabalho, Morgan.

- Podemos falar com cada hospital� - N�o, n�o precisamos.

Preciso ver uma coisa, mas, se estiver certa,

sei onde achar o assassino.

Rosemary Caferri, 70 anos, Hospital Eaton, insufici�ncia card�aca.

- Vai receber o cora��o. - Como sabe?

Porque foi a �nica que sobrou que dizia que tomava albuterol.

Os param�dicos disseram que roubavam albuterol por falta dele.

N�o duvido que faltassem drogas,

mas n�o estavam roubando albuterol. Um dos param�dicos, sim, pra m�e dele.

- � o que tinha que checar. - Isso.

Caferri era o sobrenome do segundo marido dela.

O primeiro marido era Bishop, como um dos param�dicos, Christopher Bishop.

Ele � filho de Rosemary.

Ele e Nathan se conheciam devido �s les�es de Nathan.

Devem ter falado dos problemas.

Quando Nathan decidiu se matar, ofereceu o cora��o pra m�e de Christopher.

Mas Nathan mudou de ideia.

Ou seja, Christopher teve que resolver isso.

Ele arrumou as mesas sujas para Nathan se sentar onde ele queria

e depois arrastou o corpo pro beco.

E p�s um alarme para garantir que achariam Nathan na hora certa.

Isso explica onde e quando.

Perto o bastante dos bombeiros para ele poder chegar

antes da liga��o e ter �libi.

E sabia que era o param�dico que atenderia a liga��o.

Tudo isso para salvar a m�e.

Vou mandar deterem Christopher e avisarem o Hospital Eaton.

Vamos barr�-la de pegar o cora��o, n�o?

Eu n�o fazia ideia, juro.

S� me disseram que um cora��o estava dispon�vel.

Ele sabe que voc� sabe?

Ele deixou o cora��o junto com a papelada dizendo que era para voc� e foi embora.

A doa��o do Sr. Gould continuava arquivada aqui.

O hospital mandou recado pra Christopher e o mandou voltar, o que ele fez.

Ele est� sob cust�dia.

Ele vai para a pris�o, n�o �?

Voc� vai me deixar v�-lo?

Por favor.

Minha equipe vai traz�-lo.

Obrigada.

Voc� vai voltar � lista de espera por outro cora��o.

Eu n�o�

Agora n�o me importo com o cora��o.

Nossa!

Meu menino lindo!

Oi, m�e.

Oi, querido. Venha c�.

Desculpa.

Eu sinto muito. Me desculpe.

- Eu te amo muito. - Tamb�m te amo.

Eu tentei, eu tentei.

Os t�cnicos j� terminaram. Acho que seu pai queria te dar.

Na verdade, ele j� me deu um igual.

Acho que ele queria dar para ela.

Posso perguntar?

Seu pai sempre foi ausente, e voc� o aceitou.

Como conseguiu?

Minha m�e me criou assim, acho.

Se cuide.

Angela Lee, 17 anos, defeito cong�nito.

Foi piorando. Os m�dicos n�o conseguiram consertar.

Ela pegou o cora��o.

Obrigada.

At� amanh�, Gillory.

Baseado na s�rie francesa.

Legenda Rafael Rodrigues

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