Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Justiça, justiça, justiça!
Companheiros…
nossa companheira Consuelo Hernández Méndez tomará a palavra…
Socorro, abra a porta!
Coque.
Vizinhas, por favor!
Não sentem o cheiro?
Vão nos sufocar com a fumaça.
Vizinhas, por favor!
Não sentem o cheiro?
Socorro, compre uma torradeira?
Todos os dias tenho que acordar com cheiro de pão queimado!
Não sentem o cheiro?
Sabe que dia é hoje?
Não estou falando disso.
Hoje é aniversário do Coque.
Não sentem o cheiro? Desliguem isso!
- Para isso tem telefone. - Miguel, não é da sua conta.
Não é da sua conta, Miguel.
Pelo amor de Deus!
A discussão é com Socorro. Socorrito!
Minha casa está cheia de fumaça.
Parece que tem neblina no meu apartamento.
Cala a boca, sua baleia!
Ou subo aí e calo você!
O que prefere?
Baleia…
NÃO NOS MOVERÃO
Filho da mãe.
Cai fora, gato de merda!
Droga de animal.
Vamos ver…
Merda.
- Te peguei? - Sidarta!
Não me assuste assim.
Cuidado, quase desfigurou meu rosto.
Já está bastante desfigurado com esse brinco de viado.
Qual o problema? Está na moda.
Olha…
Então, conforme prometi.
Então?
- Não acredito. - O quê?
Quantas vezes eu disse que precisam assinar ao lado dos depoimentos?
Colado?
Ao lado.
Aqui, no pé do depoimento.
- Meus cigarros. - O que acha?
O Sr. Goyo disse que não vai vender mais fiado.
E por que isso?
Ele diz que você já deve muito.
Compro lá há 30 anos.
Mas ele vai ver só.
Mas tudo bem, vou ter que fumar uma destas porcarias.
Peraí…
é o último, o da boa sorte.
- E se algo acontecer comigo? - Não queira saber.
Tudo bem.
Para você não dizer que não a mimo.
Pronto.
Vou nessa, mas primeiro vou ver um vazamento no tanque de água.
Antes que eu esqueça…
Hoje às 17h, você tem um encontro com meus primos.
Cuide da Claudia.
É meio torpe, mas é gente boa.
- Vou recebê-los bem. - Muito obrigado.
- Já volto… - Peraí…
- Aonde vai? - Vou ver o tanque de água.
Estou meio esquecido hoje.
Estão casados com comunhão de bens?
Sim.
Certo.
Então temos que ir…
Não, vocês têm que ir ao cartório de registros públicos
e trazer uma cópia da escritura.
Como está em nome de vocês dois,
precisamos endossá-la com o nome da mãe de Claudia.
E você fala para o cara que te enganou,
que a casa não é mais sua, e você não pode pagar.
E vamos ver o que ele diz.
Se ele recusar,
simplesmente não pagamos.
E se ficar com raiva e não quiser devolver as escrituras?
Porra nenhuma.
É claro que vai devolver.
Caso contrário,
mandamos uns tiras dar uma surra nele.
E olha…
ele devolve as escrituras rapidinho.
Doutora, sendo assim…
não precisamos pagar, né?
Quer dizer, se dermos a surra nele, como você falou.
Não queira bancar o esperto.
Ou eu mesma dou a surra em você.
Não estou brincando!
Da mesma forma que recebeu o dinheiro, tem que pagar.
Gastou tudo, não foi?
É o que diz a lei de retaliação.
A lei de quê?
Mas quanto vai custar tudo isso?
Porque a gente não tem tudo isso…
Cláudia, eu disse que ia cobrar de você?
Bem, não.
E você?
Também não, certo? Então?
Por que continuam insistindo?
Muito obrigada, doutora.
Não imagina como somos gratos.
Não conseguíamos nem dormir.
Meus jovens…
ninguém tem o direito de tirar o que é de vocês por direito.
Nós nos adiantamos às suas boas notícias
e tomamos a liberdade de trazer este presentinho.
Amassou um pouco no ônibus, mas…
Obrigado, “duoutora”.
Você está bem?
Não gosta de bolo?
Experimente, está gostoso,
é de baunilha francesa.
Hoje é o aniversário do meu irmão.
Ah, então…
leve para ele.
Meu irmão está morto.
Sentimos muito, doutora, não queríamos chatear você.
Vamos.
Não se preocupe, estamos de saída.
Faremos contato quando tivermos os documentos.
- Ei, levamos o bolo? - Vamos logo.
MINHA MÃE É A LEI
Quem é?
Doutora Socorro Castellanos?
Quem deseja?
Meu nome é Fernando Benítez Tenho uma encomenda para você.
Doutora Socorro Castellanos?
Sim, eu já disse.
Certo, desculpe.
Meu pai tinha esse pacote
que fora devolvido antes.
Quem é seu pai?
Não posso receber um pacote de alguém que não conheço…
Meu pai é o Sr. Benitez.
Benitez de quê?
Giovanni Benítez.
Giovanni.
O que houve com ele?
Faleceu.
Tome, por favor.
Desculpe-me.
Obrigado.
1969...
“Juan Agúndez”.
SOLDADO
Olá, já chegaram?
Sim, exaustos, mas chegamos.
Essas escadas do mal…
- Cansam mais do que qualquer coisa… - Eu trouxe o mais pesado.
E não tenho culpa que o elevador não funcione.
Se alguém pagasse o que deveria, não estaríamos assim.
Mãe, andou fumando de novo?
- Ajude-me a desfazer as malas. - O que é isso?
Fazendo ioga de novo?
Sim, fazendo ioga e checando os arquivos.
Você tomou seus comprimidos?
Sim.
Quantas vezes tenho que ligar para o médico esta semana…
O que aconteceu?
- Desmaiou de novo? - Não.
Estou bem.
Jorge fica assim porque…
é a maneira dele de mostrar que se importa.
Você sabe como ele é.
Lucía, coloco o frango no macarrão?
Descanse e me chame se precisar de alguma coisa.
- Se precisar, me chame. - Coloco o frango no macarrão?
Estou indo!
Maldito!
Soco?
Soco, você está bem?
Suas mãos estão geladas.
Quer que a acompanhe ao seu quarto para descansar?
Primeiro foi o meu pai…
depois a minha mãe.
Como assim?
Os dois morreram sozinhos em um hospital.
Foi depois do que aconteceu com o Coque.
Aquele filho da puta…
primeiro matou o meu irmão…
e depois matou os meus pais.
Eu não entendo…
Dê-me o telefone e me deixe sozinha.
Preciso da sua ajuda com algo muito importante.
Às 10h, no local de sempre.
Meu irmão saiu…
e nunca mais voltou.
O governo assassinou muitos jovens…
aqui embaixo, na praça…
incluindo meu irmão Coque.
Desde que foi morto,
jurei fazer justiça.
Naquela época,
era muito perigoso buscar informações.
Então fiquei amiga de um funcionário do governo.
Ele me deu a foto que você está vendo.
Mas não sabíamos o nome do militar.
A opressão continuou
e Giovanni…
perdeu toda a comunicação,
a silenciou.
Nunca mais soube dele,
mas nunca o esqueci.
Fiquei esperando o nome desse militar…
Juan Agúndez.
O que vai fazer?
Vai processá-lo para ele ir preso?
A justiça neste país é para ricos, para quem tem poder.
A reparação do dano,
pela vida de uma pessoa perante a lei,
equivale a 1.400 salários-mínimos.
Algo em torno de 200.000 pesos.
Você acha que isso repara a dor?
O que causou esse crime?
Não.
A retribuição exata do que foi perdido,
olho por olho…
É isso que é justo.
Preciso que você me ajude
a encontrar esse militar…
e vingar o meu irmão.
Eu não faço mais essas coisas.
Lembre-se que tenho minhas filhas em casa.
Sidarta,
quem salvou você de ir preso?
Foi você.
Só quero saber se este militar,
Juan Agúndez,
ainda está vivo.
Descobrir seu endereço,
e depois agimos.
Então é só conseguir o endereço, certo?
Alô?
- Minha filha, como vai? - Olá...
Que honra.
Escute...
tenho uma dúvida
sobre um artigo
da lei de amparo.
Acho que é seis…
- O sex… - Calma.
Está engasgando-se com o “sex”?
Porque você não quer.
Dr. Candiani de Celis…
Depois de 40 anos, quer bancar o garanhão?
Bem, nem sei se consegue mais.
Olha essa língua…
Mas não me distraia, senão acabo esquecendo.
Era sobre um livro de reparação de danos.
“Os Danos Civis e sua Reparação”.
Isso mesmo.
Então, agora…
vou ter que procurar nos meus livros.
Deve estar ao lado
da 1ª edição da “Constituição de 1917”.
Que tosse de cachorro é essa.
Meu filho veio aqui
e abriu todas as janelas por causa da fumaça
e jogou fora todos os meus cigarros.
E cismou de querer me levar para o hospital.
Candiani, diga ao seu filho para te respeitar.
- Não se deixe dominar, Candiani. - Não, prefiro morrer.
E a gente já sabe
que se põe um pé num hospital…
Põe os dois num caixão.
Preciso de um favor.
Você não tem um amigo,
um médico…
que tranquilize um pouco meu filho?
- Estou farto dele. - Deixe-me pensar.
Sim, acho que sim…
Vou procurar e te falo.
Tudo bem.
- Se me pegarem, vão mandar a… - Chega, Sidarta.
Nós temos um combinado, mas…
Não disse a eles que estava procurando por Teresa Molina Paz?
Cheguei lá e desde o início ficaram me olhando feio e tal…
Ela não trabalha mais lá,
o responsável é um tal de Huerta.
Esse idiota que não sabe de nada é o responsável pelas cópias?
Perderam a vergonha.
Acho que com mais grana liberam as cópias.
Esse porco precisa de grana e mais alguma coisa.
Você não vai querer que eu bote um vestido…
Minha prima Viviana tem uns bem sexys.
Olá.
Olá.
Só vim deixar as coisas…
Oi, querida, como foi?
Ótimo, lindo, como sempre.
Mais um capítulo maravilhoso do mundo das escadas de salto
e o elevador que não funciona.
Ninguém conserta, ninguém se importa.
Ei…
Você tem um vestido…
chamativo?
Chamativo como?
É que...
Uns clientes precisam de cópias urgentes
para uma fiança concedida.
Por que eu te explico se você não entende?
Preciso que amanhã você vá ao cartório buscar umas cópias.
Amanhã?
Amanhã eu trabalho, Soco.
Não posso.
Você levará no máximo uma hora.
Senão essas pessoas…
perderão sua casa.
Como assim?
- Que coisa horrível. - Sim.
- É um assunto muito difícil… - Vou tentar…
Não sei, talvez remanejar meu dia…
Eu fico grata. Obrigada, meu bem.
Amanhã eu te explico.
- Apenas… - Só preciso ver…
Talvez possa…
Oi, querida.
Oi.
Dia difícil no escritório?
Pediram alterações no meu currículo
e fiquei o dia inteiro nisso.
Meus pés estão doendo muito.
No meu caso é o pescoço e os ombros.
Não perguntei como foi a entrevista.
Qual?
Como qual? A que arrumei para você.
Não brinca, era sério?
Lu…
Lu!
- Estou farta de viver aqui. - O que quer que eu faça?
Estou desempregado, não tenho nada.
- Você nem foi à entrevista. - Sou jornalista...
não motorista de Uber.
Vá embora.
Vamos, Lu.
Sinto muito.
Olha…
Pressinto que vou conseguir esse emprego, é questão de semanas.
Tive boa química com eles.
Assim que eu conseguir, nos recuperamos, poupamos
e em alguns meses vamos embora daqui.
Alguns meses?
Sabe há quanto tempo falamos em meses?
Já faz um ano e meio.
Um ano e meio, Jorge.
Sim, eu sei…
Eu sei.
Prometo que…
Vamos embora daqui, mas preciso de algo.
Preciso que confie em mim.
Sério.
Você é…
você é meu sustento.
Nós viemos aqui para criar algo
e não posso fazê-lo sozinho,
porque quero fazer isso com você.
Você é tudo para mim, sabe?
Meu mar, meu sol, minha terra…
- Você é muito cafona, muito ruim… - Minha noite de amor…
Muito ruim. Parece novela mexicana.
Sério?
- Não cante, por favor… - Estou falando sério.
Eu juro.
Estou falando sério.
Já chega, Soco.
Isso é demais.
Temos que ter certeza de que o truque de mágica funcione.
Primeiro,
atraímos a atenção para onde queremos.
Então tiramos o chapéu.
O truque é o seguinte…
Você cobre a foto, então você sou eu.
E antes que eles percebam e você peça as cópias…
você tira o coelho.
Isto é para as cópias?
Tem muito. Quanto tem aqui?
23.000 pesos.
Achei que seus clientes não tinham dinheiro, mas…
Conseguimos uma ajuda.
Mas lembre-se…
Não diga nada ao Jorge, e nem a sua tia fantasmagórica.
A rivalidade de vocês é verdadeira, não?
Tudo começou quando éramos pequenas.
Ela sempre foi sádica.
Ela pode parecer doce, que não mata uma mosca…
Ela sempre foi uma vadia.
Batia com cinto em mim e no meu irmão.
Sério?
E olha como são as coisas…
Desde que o santo do marido dela morreu,
eu dou abrigo.
E ela me paga não falando comigo.
Igual a uma criança.
E já faz muito tempo, antes de vocês chegarem.
Agora parece mais…
Uma puta?
Mais sexy.
As coisas que precisamos fazer para conseguir um pouco de justiça, não?
Mas sempre conseguimos, querida.
Aqui… com cuidado.
Isso aqui eu sei.
Tiramos isso aqui…
Mas o que está fazendo, idiota?
É para ver se a câmara está enferrujada
e se o percussor ainda funciona.
Olha...
Veja sempre se tem balas na câmara, senão não funciona.
Isso aqui está úmido.
Não funcionam mais.
Deixe-me ver as outras.
Que outras?
- Não tem mais balas? - Não.
Você vai pra guerra sem fuzil.
Então arrume.
Manuseie com cuidado, porque era do meu pai.
Já estou acabando.
Olhe.
Soco…
Olá.
Como vai?
Desculpe, deixo as coisas na mesa?
- Sim. - OK.
- Por que ficou me abraçando? - Para ela não perceber.
- Já acabou com isso aqui? - Sim, está pronto.
Então vá embora!
Você não vai acreditar no que acabei de ver.
Fui ao quarto da sua mãe…
Sabe o rapaz da manutenção que está com ela o tempo todo?
Mas estavam na cama, entende?
Na cama, os dois juntos, coladinhos…
Que estranho. Você acha que…
pode haver algo entre eles?
Acho que seria bom para a sua mãe, mas…
não acredito que haja algo entre eles, será?
Estavam muito sorrateiros.
Está ouvindo o que estou falando?
É engraçado.
Já são as quartas de final.
Por que não está assistindo ao jogo?
Dá um tempo, não quero falar, Lucía.
O que houve?
Esses idiotas…
Quem eles pensam que são?
Acham que vou ficar implorando?
Vão para o inferno.
Enfiem o trabalho no cu.
Foi o que aconteceu.
Querido, sinto muito.
Há outras opções…
Vamos ficar bem, ainda temos nossas economias.
Não, emprestei para minha mãe.
O quê?
Ela pediu para uns exames de pressão e análises, sei lá…
Emprestou a ela 20.000 pesos?
Ei…
Agúndez…
Agúndez, Agúndez…
Alô?
Você tem como anotar?
- Estado do México, Naucalpan… - Naucalpan, barra pesada!
Então, com as informações que me deu, cheguei a um prédio…
e ninguém o conhecia.
Como não?
Não com esse nome, mas havia uma conta de luz
com o mesmo endereço sob o nome…
José Juan Antonio Agúndez.
E fiquei pensando e tal…
pensando...
Era ele, mas queria ter certeza para você não ficar brava,
pois você é muito intensa.
E então?
Então, fiquei lá um bom tempo…
Depois eu conto como entrei no prédio.
Foi bem tenso, fiz uns lances, mas quando entrei, vasculhei o lixo.
E fiquei lá vasculhando e tal.
Só tinha sujeira, comida, fraldas… Essa criança não é normal.
Então encontrei um envelope do exército.
É de três meses atrás.
Foi emitido recentemente, tipo correspondência de banco.
Conseguimos.
E agora?
Ein?
Temos que pegar esse filho da mãe.
E você quer que eu faça isso?
Eu quero ajudar você e tal…
Meu filho, só te peço para voltar ao prédio onde você pegou isso…
O gato!
EU, SOCORRO
É você?
Coque?
Ou ele te mandou?
As boas notícias devem ser comemoradas.
Pelo seu retorno, Coque,
seu estranho retorno.
Mas não posso te chamar assim. Vão dizer que estou louca.
Como vou te chamar?
Coquita.
Gostou?
Minha Coquita, tão bonita
Que me traz felicidade
Minha Coquita, tão bonita
A mais linda do lugar
Saúde!
Dance comigo também Isso me traz felicidade
Minha Coquita, tão bonita
A mais linda do lugar
Alô?
Minha garota…
desculpe minha voz…
Quase não consigo mais falar.
Não bote tanto gelo em suas bebidas.
Meu filho pegou meus exames.
Não sei se os leu ou não, mas está mais calmo.
O outro está aqui, muito bem guardado.
É um presente pelo seu mau comportamento.
Escute...
Seu assistente me disse que localizaram o militar.
Como vocês o encontraram?
Depois eu te conto.
Estamos perto, Candiani,
mas precisaremos de artilharia pesada.
Sidarta, você já conhece, está voltando atrás.
Mas...
Não sei quem mais pode ajudar.
Por que não dá uma olhada nos seus contatos do Molinito?
Você trabalhava para um juiz, não?
Pepe.
Pepe Cortés.
Você é amigo do contador do escritório dele, certo?
Me arrume o contato.
Ok, mas tome muito cuidado.
Esse juiz
não está do lado da lei.
E quem está, Candiani?
Ele é muito misterioso.
Quase nunca sai de casa, exceto para ir ao mercado.
Aqui está o itinerário que você pediu.
Ignore isto aqui, eu errei.
Coloquei uma caveira para sabermos como chegar.
E a informação de ontem?
Ontem foi a festa de 15 anos da minha sobrinha Maruca.
Ela parecia uma piñata.
Eu tive que ir, senão…
Isto não é um jogo, Sidarta!
Temos que ter muito cuidado nesta etapa.
E pare de se vestir como um ladrão.
Parece mais suspeito do que um deputado.
A polícia vai te pegar.
Não quer voltar para a prisão, quer?
- Não, doutora. - "Não, doutora..."
Então você fique esperto.
Vou arrumar um contato
para te ajudar na próxima etapa.
A aventura.
Que aventura?
O sequestro, certo?
Não diga sequestro.
A palavra-chave é aventura.
A aventura.
A aventura, certo.
Assim que tiver o contato, passo para você.
Enquanto isso, descubra…
qual é o melhor momento para capturar o militar.
Acho que às 21h ele sai para comprar cigarros.
- O infeliz fuma? - Sim...
fuma a mesma marca que você.
Me ajuda.
Oi, minha filha.
Vá embora.
Você está fumando.
- Jorge vai ficar bravo. - Jorge não está aqui.
O que houve?
Não quero falar agora.
Ei…
eu...
posso pegar um?
São mentolados, certo?
Sim.
Garrafa aberta…
garrafa morta.
Já se adaptou ao clima de festa.
Claro!
Igual à sua mãe.
Saúde!
A ela!
Essa canção, essa canção…
minha mãe adorava.
Mas ouça.
O refrão é pura bobagem.
Imagino que sua mãe te ensinou, não?
Sim, eu me lembro.
É um bom exercício.
O único que eu gosto.
Vamos, vem…
Venha se exercitar.
Você está bem?
- Quer um pouco de água? - Não…
Senão, baixa minha pressão.
Não damos mais conta
dessas festas de escola.
Você não, mas eu estou.
Você tinha que me ver dançando.
Eu adorava dançar, adorava.
Meus namorados…
chegavam a falar comigo… "Vamos conversar…"
E eu dizia “não”…
- e continuava dançando. - Como assim namorados?
Tinha quantos namorados?
De todas as cores e sabores.
Você é terrível.
Alemães, italianos…
E acabei me casando com o pior.
Mas você teve o Jorge.
Sim.
Soco, ouvi você conversando com esse rapaz…
Sidarta, certo?
É sobre o favor que você me pediu outro dia?
Meus avós…
foram revolucionários contra a ditadura argentina.
Minha mãe me contou que…
um dia eles saíram de casa e…
nunca mais voltaram.
Para ela foi uma dor tão grande,
uma carga tão pesada,
que ela nunca conseguiu esquecer.
É um pecado esquecer aqueles que perdemos…
e temos de fazer justiça a eles.
Por que você estava chorando?
Estou grávida.
- Mas isso é… - Não sei se vou ficar com ele.
Porque Jorge…
está preso a muitas coisas.
Está preso a você.
Não digo isso de uma maneira ruim, mas não pode deixar de ser seu filho.
- Simplesmente… - Olha, Jorge…
desde pequeno foi muito sensível.
Nem quis ir para uma entrevista de emprego que arrumei para ele.
Gastou todas as minhas economias, todo o meu dinheiro.
Ele jogou tudo no ralo.
Não se importa com nada. Ele é um filho da puta.
Desculpe.
Agora você está muito sensível.
É normal…
pelo que você está passando.
Eu também passei por isso.
Mãe…
- Mãe, você sabe onde está… - Oi, filho.
Vou dormir.
Obrigada.
Eu precisava disso.
- Se for por dinheiro, eu posso… - Não, quem dera fosse dinheiro.
Lucía…
- Eu falei para fumarmos… - Não defenda.
Lu!
Alô?
Meritíssimo.
Como vai a sua dessistível sabedoria?
Desculpe, irresistível.
Com o tempo,
agora que meu filho me deixou em paz,
comecei a pensar
se tivemos pouco tempo
ou muito tempo,
se...
em outra vida,
teremos outra chance…
Ou é só isso, termina aqui e tudo foi inútil.
Olha…
Pare de filosofar, doutor.
Você acha que a vida te recompensou como merecia?
Porque eu fui uma pessoa justa,
nunca dei satisfação para ninguém,
morei sozinho por escolha
e pensei que isso me daria paz,
mas não aconteceu.
Então…
lembrei de você.
Você veio à minha mente, como tantas outras vezes,
mas não era minha intenção.
E por que isso, Candiani?
Assuntos pendentes,
pendentes…
inúteis.
Você sempre me repreendia quando…
deixava as coisas para última hora.
E olhe para você, professor.
Você nunca me chamou de professor.
Você sempre foi…
alguém especial para mim.
Não sei…
Não me faça falar bobagens.
Falando em pendências…
Eu…
queria te dizer…
que você…
O quê?
Eu te ligo mais tarde
e te passo o número do Pepe.
Sim.
Minha garota…
cuide bem de você, por favor.
Você também, Candiani.
Já chega.
Se botar essas porcarias no meu lugar de novo,
enfio esta torrada queimada em você, onde der.
“Querida Soco,
sinto muito por me despedir assim,
mas se eu tivesse te encontrado,
com certeza você teria me dissuadido dessa ideia.
Para que arriscar?
Acho que fui injusta em só culpar o Jorge pelo que aconteceu
e pelo que estou sentindo…
pois eu também fui cega às suas necessidades e seu processo.
Exigi algo que ele não podia me dar,
mas eu precisava muito.
Uma nova vida, outro país…
Olha...
Quando você ler isto, estarei voltando para a Argentina.
Peço que não conte nada sobre a gravidez para Jorge.
Quando eu melhorar, eu mesma conto.
Da minha parte, não vou contar nada a ele sobre seu plano.
Acho que minha mãe ia querer saber o que aconteceu com meus avós.
Embora não sei se isso teria causado mais sofrimento.
E a vida não foi feita para sofrer nem para vadiar, como você dizia.
Deixo você, porque não posso dizer mais nada sem meu coração se partir.
Obrigada por ser minha mãe mexicana.
Com amor, Lucía.”
Como mostra o gráfico, 50% se aplica…
45% não se aplica.
Espere, estou recebendo uma ligação.
Alô?
Quem fala? Não estou ouvindo.
Olá, Pepe, tudo bem?
Quem está falando?
Não estou ouvindo.
Socorro, a advogada Socorro Castellanos,
meu querido surdo juiz Cortés.
E aí, querida Coco?
Beleza? O que você conta?
Você sabe, muito trabalho.
Não quero te incomodar, mas…
preciso de um favor.
Claro, o que precisa?
Preciso do número de telefone do irmão do Vaquero.
Para que você precisa?
É um assunto particular, Pepe.
Olha, Soco…
Não posso te passar esse contato, porque vai me comprometer.
Bem, meritíssimo…
você me obriga a entregar ao Ministério Público
uns arquivos que você me deu para guardar
quando fazia negócios com o governo.
Eles eram do governo, certo?
Que isso, Soco…
Você está me ameaçando?
Não, Pepe.
Só estou te pedindo um favor,
como o que você me pediu anos atrás.
Tudo bem, vou te passar.
Mas deixe-me lembrá-la de algo que você me disse faz tempo:
que quando ultrapassam certos limites…
não tem volta.
O número, por favor, Sr. juiz.
Magistrado, Soco.
Agora sou magistrado.
Ela percebeu que não havia nada aqui.
Por isso ela foi embora.
Cadela.
Eu nunca vou ser como ele…
como esse cara morto.
Você me deu o nome de um morto.
Fala sério.
Jorge…
Cala a boca e levante-se.
Mas eu não…
Eu sabia…
Você queria que eu fosse como ele.
Mas nem pensar.
Me perdoe.
Vamos embora.
POR FALTA DE PAGAMENTO USE AS ESCADAS
Então o pessoal da manutenção do elevador voltou…
e ficaram bem aqui…
e mostrei o papelzinho que você me deu.
No início, não queriam ir embora, mas eu fiquei aqui…
E usei o que você me falou, sobre o "estoicimismo".
- Estoicismo. - Isso, "estoimicismo".
E eu disse “Vamos responsabilizá-los por invasão de domicílio.”
E foram embora.
E minha encomenda?
Somente cinco?
Quantas você precisa?
Esse é o número do contato que vai ajudar.
Ele é irmão do Vaquero.
Basta combinar quanto e como será feito.
Saiba que estou preocupado com você.
A coisa vai ficar feia.
E você não anda bem de saúde, com todo respeito…
Vamos todos morrer.
A única diferença é que…
eu sei como.
Não diga isso, doutora.
Não quero que nada aconteça com você.
Você me ajudou muito.
Você foi a única que me ajudou para não ir preso.
Você me deu esse trampo.
Mesmo quando minha família não se importava mais comigo.
Você é dura comigo às vezes,
mas sei que é pelo meu bem, para eu ficar esperto.
Até voltei para a escola.
Eu só queria…
Não ria de mim.
Mas gostaria de ser seu “estadiário” um dia.
Conhecedor das leis e tudo mais.
Quero que você sinta orgulho de mim.
A vida é tão irônica…
De todas as pessoas que conheço,
você é o único que realmente me entende.
E não sei se isso me deixa feliz ou triste.
Doutora…
O que significa “irônico”?
Ah, estou brincando.
Mãe,
tem alguém te procurando.
Quem?
Não sei, entrou sozinho.
Estou indo.
A esta hora?
Nem narcotraficantes,
nem estupradores,
nem assassinos.
Não era assim, doutora?
A vida dá voltas.
Com tudo o que aconteceu, sempre respeitei sua integridade.
Só passei para dar um oi.
Para avisar que seu pedido já está em andamento,
e para lembrá-la de nosso adiantamento…
para fazer a coisa certa, sabe?
Boa noite, doutora.
Mãe!
- Estou indo embora. - Estou indo, espere!
Ei!
Ainda faltam coisas aqui.
Sim, patrão, estamos subindo. Espere sentado.
- “Faltam coisas”. - Idiota.
Não deu pra arrumar alguém mais mané?
A grana só deu para isso.
Ninguém quer vir com o elevador quebrado.
Agora que você já tem sua casa…
não vai procurar a Lucía?
Não sei, vou ver.
Posso deixar isso aqui?
Depois passo pelo resto.
- Posso botar… - Não, não cabe.
- Não pesa. - Não, está tudo bem.
- Eu te ajudo. - Não, mãe. Sério.
- Pode descer… - Não, mãe, não.
Não.
Preciso ir embora.
Desculpe.
Não sei o que você está fazendo, nem o que pretende fazer,
mas, por favor, prometa que isso…
que está planejando, você não vai fazer.
Eu prometo.
Sei que você não vai fazer, mas obrigado.
E tome seus comprimidos,
por favor.
Sim?
Estou indo.
O que foi?
Sente falta do Jorge?
DEVOLVER AO REMETENTE
Foi você…
Foi você!
Abra!
Maldita!
Você sabia, sempre soube!
Você vai ver…
Se você não abrir,
eu vou abrir.
Doutora,
já sabe que sou muito honesta com você.
Se dependesse de mim, emprestaria para você na hora,
mas tenho compromisso com outras pessoas…
que pedem para eu reter bens,
coisas materiais.
Mas já que é para você…
esse documento resolve.
Como você sabe, não cobro impostos nem sobretaxas…
Só dê o dinheiro ao Sidarta.
Você pegou o dinheiro?
Sim...
Já dei o dinheiro para o irmão do Vaquero.
Ele vai nos encontrar às 23h no armazém 35 do mercado Iztapalapa.
Acho que vou parar por aqui.
Venha me buscar às 21h30.
Doutora…
- Doutora. - Sidarta?
O que houve?
- Me desculpe… - Por que ainda não chegou?
- Queria ajudar, mas não vou arriscar. - Onde você está?
Não estou entendendo nada.
Filho da mãe.
O que está fazendo com a arma do papai?
É sobre a morte do Coque?
Por que está tão obcecada?
- Deixe-o descansar em paz… - Todo mundo esqueceu dele, menos eu.
Você já perdeu tantas coisas.
Perdeu seu filho, sua nora…
Não vou deixar você sair!
Deixe-me passar.
Se não sair, faço você sair.
Calma, não faça nenhuma besteira.
Não… Não!
Se você sair por essa porta, não vai mudar nada.
Socorro!
Socorro!
Aonde gostaria que a levasse, senhora?
Senhora, aonde devo levá-la?
O que você pretende?
Aí está o porco.
Apenas se apresse,
ele pode morrer antes.
Você não vai ficar?
Você ainda está aí?
Já disse que não tenho muito…
mas dou o que eu tiver.
Não tenho ninguém para pedir emprestado.
Você é Juan Antonio Agúndez.
Número do cartão 900-651-325.
- Sim, e daí? - E daí?
Você vai descobrir… Abra seus olhos.
Abra!
Olha aqui!
Você o reconhece?
Este é você.
Não.
E esse garoto que você está torturando…
é meu irmão.
Esse não sou eu.
- Olha, infeliz! - Não sou eu!
Eu nunca vi essa foto, senhora.
Mas eu vi!
Eu vi!
Vejo ela há 50 anos, imbecil!
E você vai pagar!
Foi você!
Você o matou!
Foi você!
Coque…
Senhora…
Senhora, pode me dizer seu nome?
- Socorro. - Muito bem, Socorro.
Você está bem.
Você teve uma queda de pressão.
Está tomando algum medicamento?
Sim.
Às vezes eu tomo…
e às vezes não, às vezes muito…
Acho que me fizeram mal.
Bom, não se preocupe, dona Socorro.
O importante é que já está estável.
Daqui a pouco volta para casa.
Não esqueça de tomar esse remédio para controlar sua pressão.
São 2 comprimidos a cada 8 horas, não mais.
E vou pedir uma tomografia do crânio com contraste.
Isso aqui vale para os dois, ok?
Precisamos ter certeza de que não tem um coágulo no cérebro.
Não se preocupe.
Vamos cuidar da sua memória.
Certo, dona Socorro?
- Aqui está. - Obrigada.
Por que você me ajudou?
Não sou o cara da foto…
mas eu estive lá.
Não me lembro de muita coisa.
Mas havia muita gente…
que corria por toda parte
e o tenente gritava… "Atire!
Atire!"
E eu atirava.
Nunca tinha feito isso antes.
Eu era um garoto…
como eles.
Mas você os matou.
Se existisse justiça, você estaria na prisão, com outros.
Mas chegará sua hora…
e seu julgamento…
assim como para todos.
O que houve?
O que aconteceu?
Caí.
Mas já fui para o hospital.
Você está bem?
Sim, sim.
Diga-me que não fez nenhuma bobagem.
Diga que não fez nenhuma bobagem, por favor.
Não aconteceu nada.
Olha.
Queria te mostrar isto.
Não lembra quem é ela?
Tem cara de nojo.
A tia Concha.
Concha, concha…
Uma figura.
Que esteja na glória de Deus.
Que culpa tem Deus?
Você se lembra desta?
Coque e eu.
Olhe o cabelo dele.
Pensei que você o tivesse esquecido.
Me dá um cigarro?
Me deixa ver a foto?
Como suportou ver essa foto por tanto tempo?
Sempre quis que meu pai fizesse algo.
Mas você fez.
Lembra-se do que aconteceu naquela noite?
Ele vestia calças de veludo.
E esses panfletos,
droga de panfletos.
Ele me perguntou…
se os tinha visto e eu disse que não.
Pedi para que fosse embora e nos deixasse em paz.
Ele me disse algo que não consegui ouvir.
Então os tiros começaram…
Havia vidro quebrado.
Lembro que faltou energia.
E ele…
batia e batia na porta.
Eu não queria abrir, pois tinha medo.
Como sabia que era ele?
Não sei, mas era ele.
Eu só queria que nos deixasse em paz.
Eu não queria que o matassem.
Você era uma criança.
Não havia nada que pudesse fazer.
Ninguém pôde fazer nada para ajudá-lo.
Ninguém.
Uma das lembranças que tenho na minha memória…
E não sei por que,
mas é a melodia da música que ele sempre cantava na época.
Você se lembra?
Você não deve ter comido nada, né?
Não
Não
Não nos moverão
Não
Não
Não nos moverão
Como a rocha
Contra o muro
Não nos moverão
Olha toda essa fumaça.
Acabei queimando isso aqui.
Mas só um pouquinho.
Então?
Realmente estão muito queimados?
Não.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.