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Original subtitles

Muitos historiadores defendem que a lei Smoot-Hawley Tariff

causou a Grande Depressão. Mas será que causou?

A tua aula é uma bosta!

Achas que preciso disto? Dava aulas na Universidade Bedford!

Universidade Bedford!

Conseguiste recompor-te numa semana. E eu preocupado contigo.

Sou professor substituto numa universidade pública

e, à noite, bebo líquido de cigarro eletrónico.

Continuas a fazer a tua cena.

Arruinaste a minha vida!

O Dr. Cobell, meu ídolo e mentor, nem fala comigo!

Lamento imenso.

Mudando de assunto, o Hancock e o Adams desapareceram.

Achei que iam regressar, mas preciso que me ajudes a encontrá-los.

- E daí? - Não vai influenciar a História?

Dan, ouve o que te vou dizer.

Estás a tentar apontar para mim? Estás muito longe.

Dan, ouve o que te vou dizer.

Odeio envergonhar-te... Foi demais. Fica a meio.

- Dan... - Isso mesmo.

Por tua culpa, não tenho trabalho e estou cego.

O meu apartamento está de pantanas e o meu carro foi destruído.

E ando ansioso por te dizer das boas.

- Caramba... - Por isso, é com grande prazer

que posso finalmente dizer...

... vai-te lixar.

Muito bem. Diz-me das boas.

Era isso. Vai-te lixar. Era o que queria dizer.

- O que estás a fazer? - Inventário.

Temos 762 bolas de gelado. Faltam-nos três.

Deve ter sido mais um ataque do fantasma do gelado.

Que assustador.

Como correu tudo com o Chris? Perdoou-te?

Não. Está mesmo chateado comigo.

Não o via assim desde que discutimos se o Tupac ainda estava vivo.

Têm os dois razão. Ele continua vivo na sua música.

Desta vez compreendo o Chris. Arruinei-lhe a vida.

Isso é mau. Muito marado.

Tenho um plano para lhe devolver o trabalho.

Mas também tenho de encontrar o Hancock e o Adams.

Sabes que os posso encontrar, não sabes?

- Como? - Como caço animais. Com vestígios.

- O que são vestígios? - Pegadas, saliva,

urina, fezes. - É uma boa ideia nojenta.

Porque não me disseste antes que podias fazer isso?

Não sei. Estava à espera que perguntasses.

Estou habituada a precisar de autorização para tudo.

Se tiveres uma boa ideia, vai em frente.

Li num artigo que a Mindy Kaling diz que é melhor pedir perdão

do que pedir autorização.

Mindy Kaling...

Bem, cá vou eu recolher fezes.

- Adeusinho. - Adeusinho.

Ponto para ganhar, reitor.

Diga à sua assistente que pode voltar do almoço.

Isso queria o doutor.

Não posso ter uma assistente por razões que não posso discutir.

Vamos lá.

- Belo efeito! - Revi jogos da Jennifer Capriati.

Gosto mais da Lindsay Davenport.

- Sabatini! - Sales!

- Graff! - Venus!

É o seu funeral, Cobell.

Ponto, partida e vitória.

Nada mau para quem tem um parafuso no tornozelo.

Acha mesmo?

- Água? - Não, não toco nisso.

- Dr. Cobell. - Dan, Dan, o homem do ofício...

- Tira o lixo como ninguém. - ... que faz chichi no lixo.

- Parem! - Chichi no lixo.

Dr. Cobell, encontrei um artefacto e gostava que o visse.

Bem, muitas descobertas são feitas por um Zé-Ninguém.

Venha. Ajude-me a procurar a minha lupa gigante.

- É um botão. - Vale alguma coisa?

- Por que está aqui? - Chris Parish é o meu melhor amigo.

- Ele sabe disso? - Vai saber.

Quando o convencer a devolver-lhe o trabalho.

E porque farei isso?

Porque se se meter neste saco comigo

vou realizar todos os seus sonhos mais loucos.

Obrigado, mas já fiz sexo hoje.

Desculpe. Devia ter dito que este saco é uma máquina do tempo.

Não é preciso mentir só porque foi rejeitado.

Dr. Cobell, conhecia o meu pai, o Lester. Certo?

Lester, Lester, o professor de Física?

Sim! Era um grande homem e um génio.

Realmente ele tinha indicado que tinha feito uma descoberta...

Mas não pode ser.

O poder de viajar no tempo?

É uma verdadeira máquina do tempo.

Se vier comigo, levo-o onde quiser em qualquer momento da História.

História...

Que farda é essa?

Quero voltar à Times Square no Dia VJ em 1945.

E beijar as raparigas.

Está bem, mas fique a saber que vai ter a mesma idade que tem agora.

Isso é problema delas, não meu.

Beijinho, beijinho...

Não temos de nos tocar para a máquina funcionar.

É do entusiasmo.

As pessoas beijavam melhor em 1945.

Usavam menos língua.

O que aconteceu aos beijos sem língua?

O meu coração!

Dr. Cobell, sei que é novo no saco,

mas fique calado, por favor.

Dr. Cobell?

Parem a máquina!

Meu Deus. Morreu. O mentor e ídolo do Chris morreu.

Está morto num fato de marinheiro e a culpa é minha.

Concentra-te, Dan.

O que estaria o Chris a gritar para eu fazer se estivesse aqui?

Voltar atrás no tempo e impedir o Cobell de entrar na mala.

Dr. Cobell, vou aparecer aqui e implorar que viaje no tempo comigo.

Faça o que fizer, não...

Estão a brincar comigo.

Dr. Cobell, afaste-se de mim ou este será o senhor.

Por favor! O saco já é pesado que chegue.

Não morra!

Desta vez tive culpa.

Dr. Cobell, leia este recado.

Vai explicar tudo.

Parece que é o meu destino.

O quê? Não!

Conheço este cheiro...

Casa a mais? Alguém tem uma casa a mais?

Alguém tem uma casa a mais?

Samuel Adams, é o senhor?

- Parece estar às portas da morte. - Deborah Revere...

Como passeias sem autorização? Onde está o Dan?

- Não preciso de autorização. - Ela não precisa de autorização.

- Se vai dar-me sermões, vou embora. - Não, não, não. Deb.

Desculpa!

Sabes que digo maluquices quando tenho fome.

O que lhe aconteceu?

Estava no bar e queria dançar um pouco em cima do balcão.

Mas uma festa de despedida de solteira opôs-se à ideia.

É claro que se sucedeu uma luta e eu sofri graves ferimentos.

Deram-lhe um trapo sujo e uma garrafa de uísque para se limpar?

Não. Por causa de algo chamado "Obama's Care" fui para um hospital.

Tive de levar pontos e parece que tenho escorbuto.

As pessoas desta época são obcecadas por citrinos!

Então, deram-me uma conta enorme.

Tenho vivido na rua desde aí.

O que estás a fazer?

A cortar a comida.

Prendes a comida com o pequeno tridente

para fazer os golpes da pequena espada mais eficazes!

Isso é brilhante, Deb!

Acho que está a simplificar, mas basicamente é isso.

Um tubo que suga? Deb, és uma mulher bem culta.

Ficaria grato se me ensinasses tudo o que sabes.

Eu ensino. Mas tenho de encontrar o Hancock.

- Perdi-lhe o rasto em Cambridge. - Eu sei.

Ele agora toma banho.

Mostra-me o tubo de sugar outra vez.

Não tenho um desses.

Muito bem. Pronto?

Leve o seu tempo.

Deixe os olhos habituarem-se.

Consigo ver!

Consigo ver!

Graças a Deus. Obrigada!

Não. Nem pensar.

Vende! Nunca vi um mercado tão mau!

Marcus, fala o J-Man. Compra. Nunca vi altura melhor. Muito bem.

Faço isto todos os dias.

E snifo linhas de cocaína na minha máquina de remo.

É a minha vida.

Como é que chegou a um escritório tão luxuoso tão rapidamente?

Enquanto o Sam fazia figura de urso no bar,

eu vi um cavalheiro com uma camisola de Harvard.

- Estava sozinho com a camisola? - Sim.

É o que as pessoas que andaram em Harvard fazem.

Adiante, começámos a falar

e descobrimos que ambos somos da turma do ano de 63.

De séculos diferentes, claro.

Deu-me este trabalho e alguma cocaína

e agora sou rico.

É o sonho americano.

Mas abandonou o seu amigo.

Não, vejo-o todos os dias.

Ele e os amigos banqueiros passam por mim

e pagam-me para lutar com outros vagabundos.

Deb, já viste lutas de vagabundos? É incrivelmente divertido!

- E é o que merece por ser pobre. - Chega!

A sociedade moderna mudou-o tanto.

Ainda bem. Adoro o meu novo "eu".

Jonathan Hammercock, ao seu dispor.

Gostava de poder voltar a ser quem era.

Este mundo moderno despedaçou-me.

- Seu lixo pobre. - Olhe para ele.

Era o seu melhor amigo há dois dias!

Devia ajudá-lo.

Ajudá-lo? Porquê?

Não fez nada para me ajudar. Não é um argumento racional!

É um argumento emocional!

Emoções?

Nos tempos modernos o que importa é o que cada um sente.

E neste momento o Sam Adams sente-se mal.

- O que se passa com o seu nariz? - Não sei.

Deve ser da cocaína.

Fico triste pelo meu amigo estar triste.

Não estou a chorar!

Fico comovido com a simpatia do meu amigo.

Também não estou a chorar.

Deborah, o teu conhecimento sobre sentimentos

mudou completamente a minha perspetiva do mundo.

- Continuo sem estar a chorar! - Já nem vale a pena dizer!

É evidente que nenhum de nós está a chorar!

- Estou. - Boas notícias!

Encontrei o Hancock e o Adams e querem voltar para 1775.

Diz ao Dan que digo olá.

- Que bom, Deb! - Não precisei de autorização.

Que novidades me contas?

Nada de especial.

- Diz ao Dan que digo olá. - Força. É um pedido simples.

Que maravilha. Vemo-nos em breve.

- Adeusinho. - Adeusinho.

Que raios, Deb?

Deb... Por que é que os trouxeste?

Não tenho qualquer interesse nestes otários.

Eles querem dizer-te uma coisa.

Chris, agora percebemos-te.

És uma pessoa e as pessoas têm sentimentos.

Antes de fazer alguma coisa devemos perguntar a nós mesmos:

"Será que isto vai magoar os sentimentos do Chris?"

Ou: "Será que isto deixará o Chris cego dos dois olhos?"

Era bom que tivessem aprendido mais cedo.

- É tudo trabalho da Deb. - Ela é muito sábia.

Muito mais que o Dan. Ensinou-me a usar um garfo.

Eu não sabia disso. Isso magoa-me os sentimentos.

Estou a ouvir-te e quero que te sintas melhor.

Por isso, sugiro que vamos todos comer um gelado.

Isso deixar-me-ia feliz.

Chris, vou perguntar a tua opinião. Gelado?

Claro...

Fiz gelado de rum com passas. Está no congelador.

Se o fores buscar, eu vigio-os. Porque eles são doidos.

Importas-te, Chris?

Despacha-te. Mal posso esperar por ter geladinho na barriguinha.

É um pouco passivo da tua parte não o ires buscar, Chris.

Sinto raiva a vir de ti, Chris, mas não te estás a expressar.

Estás a projetar a tua raiva em nós e isso não é justo.

- Não é justo, Chris! - Não é justo, Chris!

Está bem.

- Meu Deus! - Não queria que soubesses assim.

Tiraste o penso!

Céus...

O que é isto? O que se passou?

Disse ao Cobell que o levava onde quisesse na História

se te devolvesse o trabalho.

Entrou no saco comigo e teve um ataque cardíaco e morreu.

Mas porque é que há tantos?

Continuei a voltar atrás no tempo para impedir que acontecesse,

mas não parou de acontecer.

Ainda há algum T.A. Cobell vivo?

Não.

Séneca disse que a morte é uma simples recolocação.

- É uma boa maneira de ver. - Por isso, vamos metê-los no lixo.

O quê? Não! O Dr. Cobell era tudo para mim.

Merece um funeral digno.

Vamos levar seis cadáveres iguais a uma funerária?

- Vamos ser presos! - Primeiro vamos cortar os corpos.

Nada de cortar!

Porquê cortá-los quando podem ser levados em balões?

Ele tem razão. Nunca procuram no céu.

Talvez o que importe não seja o local onde são enterrados,

mas sim quando os enterramos.

Chris, em compensação pelo teu eterno perdão

podes enterrar os teus falecidos mentores no meu terreno,

em 1775.

Mas, John, não pode ser onde vais meter a piscina.

Sim, Sam.

Graças à lição da Deb,

vou abdicar da minha piscina pelo nosso amigo Chris.

Empatia e compaixão.

É a pessoa que o Jonathan Hammercock é.

Lá se vai o meu verão.

É o último. O último Cobell.

Preparei umas palavras.

Tiveste tempo para isso?

Cavei mais do que tu? Sinto que cavei mais do que tu.

- Dan... - Desculpa.

Dr. Cobell...

... era muito mais que um mentor para mim.

Depois de ser excluído pelo meu intelecto numa secundária

que só apreciava jogadores de futebol americano

o doutor mostrou-me que a sala de aula

é o meu estádio de futebol.

- E estou sempre no ecrã gigante. - Ámen.

Cultivou o meu conhecimento e viu potencial em mim

quando ninguém mais viu.

É "poppers"?

Ambos ensinámos História,

mas fez-me perceber

o quanto a História me pode ensinar.

História...

Adeus, meu mentor.

Meu confidente.

Ídolo.

Académico.

Amigo.

T.A. Cobell. Tay Cobell.

Ele chamava-se Taco Bell?

- Sabias? - O quê?

Já tinhas reparado? O que estás a fazer?

Desculpa! Não estou a faltar ao respeito.

É que eu adoro fast food!

Tem calma!

Peço imensa desculpa!

Sei que estás chateado comigo. Só queria ajudar!

- Deixa-me. - Chris, sei que estás chateado,

mas ele tinha 85 anos. Devia ter problemas cardíacos.

Ele era a chave para o meu futuro!

Sem ele não tenho esperanças de ter uma carreira académica.

Não queres ouvir isto agora, mas darias um grande detetive.

Quero ir para casa, Dan.

Nem tens de fazer testes. Estalas os dedos e és detetive.

Tenho tanta fome. Parece que cavei cinco covas.

Não acredito que o Dr. Cobell morreu.

Podes visitar a campa dele sempre que quiseres, Chris.

Obrigado, mas depois de nos livrarmos deste último cadáver

não quero voltar a falar disto. - Não sejas desagradável, Chris.

Muito bem, Adams e Hammercock.

Hora de voltar ao passado.

Antes de irmos, quero agradecer...

... à Deb.

Estávamos perdidos física e emocionalmente.

Mas agora entendemos perfeitamente as emoções humanas.

No início odiava-vos,

mas agora vejo que não são maus de todo.

E prometo que assim que voltarmos à nossa época

vamos lutar com paixão para que a América tenha compaixão.

E como vais ficar no presente,

vais colher imediatamente os frutos no nosso trabalho emocional.

Até loguinho... por agora.

Vou ver as notícias para ver o que mudou no mundo.

O que é que mudou? Tudo?

- Nada. - Eles não fizeram o que prometeram.

Isso mesmo. Primeiro o rabo.

Com calma.

Calma... Já está.

Sei que é assim que queria ser recordado.

Desculpa por tudo isto.

Só fui ter com o Cobell para te ajudar.

Quem diria que as viagens no tempo seriam tão desastrosas?

Eu não diria.

Ele disse alguma coisa sobre mim antes de falecer?

Falou principalmente em beijos.

- E depois disso... - Sim?

Ele disse que gostava muito de ti e que tinha orgulho em ti.

E que eras o filho que ele nunca teve.

Obrigado.

Por que é que estás a chorar?

Porque... somos melhores amigos outra vez.

E deve haver uma vaga para ti no Departamento de História.

Tens razão. Anda cá.

- Desculpa, meu. - Não faz mal.

Mas quero falar contigo sobre uma coisa.

Juro que o Tupac tem um centro para cães perto da minha casa.

- Deve ser outro tipo negro. - Isso é racista.

Não, não é.

Tradução e Legendagem André Bernardes / MOVIOLA

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