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Anteriormente em "Making History"...
Questões urgentes sobre Massachusetts colonial.
Questões urgentes sobre Massachusetts colonial?
É uma máquina do tempo.
Vou ao passado aos fins de semana. Às vezes às terças.
- A sério? - Sim.
Algo estragou a Revolução Americana.
Vou fazer um discurso que vai levar a uma revolta.
Mostrem-me o dinheiro!
A tua namorada é filha do Paul Revere?
És amigo do Sam Hancock e de John Adams, os Pais Fundadores?
Voltem para 2016 e deixem-me aqui.
"Chris Parish, morto na batalha de Lexington a 24 de abril de 1775."
Isso é amanhã.
Adoro Filadélfia.
Têm aquele bife com queijo de Filadélfia!
Num pão...
John Hancock, Sam Adams.
- Sim. - Mostrem-me o dinheiro!
Tu disseste-o e agora digo-o eu.
- Tenho notícias dos britânicos... - Cristo, és obcecado.
Queres mesmo fazer isto?
Da última vez essa tua história estragou o ambiente.
- Estragaste tudo, irmão. - Têm de reunir toda a gente...
- Espera, Chris. - Parece que é algo importante.
É muito importante!
- Mas não tens uma peruca... - Assim não parece importante.
Entendes o nosso dilema, Chris?
Não tens cabelo, homem.
- Pareces um rato bebé. - Pensa num rato bebé.
Nu, cego, sai do ninho feito de cabelo e paus
e vem falar com homens num bar! - Tem razão.
E imagina isso com um rato adulto e com pelo
erguido nas patas traseiras, com um colete e meias
a falar de uma maneira madura. - É bom que te sentes e escutes.
Silêncio. Silêncio, por favor.
Boa peruca. Vou ouvir o que tem a dizer.
Desculpa só termos ficado no futuro uns segundos.
Eu compreendo.
A tua honra não te permitiria deixar o Chris para trás.
Sim, a honra.
Sem dúvida.
E não queria ver aquela estátua todos os dias.
Viste os olhos? Causam pesadelos.
Aquele vislumbre do futuro foi arrebatador.
A estátua do Chris, um edifício
e aquele milagroso papel reluzente.
Era um papel de pastilha elástica.
Foi a coisa mais incrível que já vi.
Se gostaste, espera até veres o resto do lixo.
Vamos buscar o Chris antes que ele se mate.
Revolução.
Conhecemos a palavra, mas que razões se podem ter para fazer uma?
Alguém? Paul Revere.
Quando alguém é mau... Quando alguém magoa outra pessoa.
Boa! Sim! Ouviram todos a resposta do Paul?
Quando alguém magoa alguém.
Como, por exemplo, os britânicos terem morto a tua filha.
- O quê? - Eles mataram a tua filha.
Que maneira horrível de dar essa notícia.
Eu gostei. É direto e a vida continua.
A Elizabeth está morta?
Não é a Elizabeth, é a Deborah.
Que desgraça.
Onde está a vossa noção de orgulho? A vossa noção de liberdade?
Pronto, está bem. Fazemos assim.
Vamos formar um comité para considerar uma revolução.
Esse comité reunir-se-á daqui a duas semanas.
- Daqui a duas semanas não posso. - Já tenho coisas marcadas.
Já vos tinha avisado há duas semanas, portanto não se chateiem.
Está acordado. Vamos reunir-nos daqui a um ano.
Oiçam-me! Temos de fazer isto agora.
Estamos todos aqui e ninguém parece estar ocupado.
- Não sejas desagradável, Chris. - Estou a tentar ajudar!
Os britânicos vão encontrar os canhões escondidos!
- Sabem dos nossos canhões? - Sim!
Vão levar todas as vossas armas.
- Vêm pelas nossas armas? - O quê?
Meu Deus... Estou na América.
Sim!
Os britânicos vêm tirar-vos as armas!
Morrerei pelo meu direito de matar outros para me defender.
Se nos levarem as armas
como vamos lutar contras as pessoas que nos querem levar as armas?
A arma é minha! É minha!
A arma é minha!
Minha pequena arma...
O comité que vá para o Inferno. Vamos revoltar-nos!
Por fim, estas colónias americanas
serão realmente livres!
Sim!
Chris! Chris, aqui atrás!
Como estás, Chris?
Paul, é a tua filha Deborah. Está viva e aqui.
Parece que sim.
És um mentiroso!
E fui eu emprestar-te a minha peruca favorita!
Tenho de parar de confiar em perucas.
Pensei que estavas morta.
Também fico feliz de o ver, pai.
Assim já podes lavar-me a roupa.
E...
... o chapéu.
O meu pai era um idiota, mas nunca vi algo tão mau.
Não lhe ligues.
Em breve estaremos no futuro a viver juntos
e nada que ele possa dizer vai mudar isso.
O que estão a fazer?
Devia estar a remediar a Revolução Americana
e vocês deviam estar no futuro!
Sabes o que estamos a fazer? A salvar-te a vida.
Esse sou eu? Como é que morri?
Tinha uma placa atrás
que dizia que foste atingido por duas bolas de canhão.
- Morri na Batalha de Lexington. - Morreste no dia a seguir.
Engasgaste-te com uma noz.
Os britânicos estão aqui e os colonos estão aqui.
- Temos de os levar a batalhar. - É fácil.
Dizemos ao George Washington para dar ordens às tropas para...
- Por que apontas? - Estou a lançar ideias.
Nunca lançaste ideias?
Uma pessoa começa uma ideia e a outra...
- Termina a ideia? - Isso mesmo.
A coisa mais prestável que podes fazer é parar de ajudar.
O quê? Então faço o quê? Tenho tanto para oferecer à equipa.
Tenho coragem e sou muito ágil.
Quando a batalha começar vou ficar doido.
Tomei uma decisão.
- Não vou lavar a roupa do meu pai! - Força, rapariga!
Depois de ver o futuro não posso ignorar este preconceito.
- Estiveste lá uns três segundos. - Não julgues.
Depois ver aquele papel de pastilha
soube que qualquer sociedade que faça dois sabores diferentes
como menta e chocolate
é mais tolerante do que poderia imaginar.
Temos de fazer esta revolução
para que as mulheres do futuro sintam a liberdade que senti
naqueles curtos momentos.
Voltarás a sentir isso, meu amor. Prometo.
Daniel...
Pessoal.
Pessoal! Há algo que não mudou nos americanos.
Passam-se se tentarem tirar-lhes as armas.
Por isso, vamos tentar levar os britânicos
levar as armas dos colonos.
Sim. Não percebi.
Para que os colonos se passem e comecem a revolução.
Já percebi!
Vou de Boston até aos outros burgos
para avisar os outros colonos.
Usarei a roupa do meu pai para parecer um homem
para acreditarem em mim. - Eu cairia numa coisa dessas.
Perfeito. Diz aos colonos para defender as armas
e nós fazemos os britânicos vir atrás delas.
Nem sempre tenho a ideia,
mas costumo ter a ideia que nos leva à ideia.
Lançámos boas ideias.
- És tão incrível. - Nem fazes ideia.
- Não é fixe ter salvado a tua vida? - Sim, e já te agradeci nove vezes.
Sim, mas salvei a tua vida.
Meu Deus! Isso é ótimo.
Mas, por agora, vamos focar-nos na revolução.
Muito fixe.
Continuo sem saber onde vai entrar aqui o doido.
Os teus pais faziam o jogo do silêncio contigo?
- Sim, eu era péssimo. - É a oportunidade de te redimires.
Quando formos capturados fica calado.
- Fica calado! - Não sejas desagradável, Chris.
Olá. Podem vir connosco, por favor?
Davey, quem são estes homens?
Encontrámo-los perto do acampamento.
Dizem que são espiões da Coroa.
Serão mesmo?
Tenente-coronel Francis Smith, é uma honra conhecê-lo.
E quem é ao certo o senhor?
O meu nome é Jason Bourne.
O Governo fez de mim a máquina de matar perfeita até passar a alvo.
Deixa-te disso!
E como sabiam onde encontrar o nosso acampamento?
O general Gage pediu que nos infiltrássemos junto dos colonos
e viemos entregar o relatório.
O general Gage?
Bem, ninguém me avisou.
É típico do Gage, não é?
Tem andado descontrolado.
- E têm algo que relatar? - Temos.
Os colonos estão a juntar armas num celeiro perto de Lexington.
Armas? Quantas armas?
- Um milhar. - Tipo um milhão.
Meu Deus...
Que obsessão é esta que têm por armas?
Dizem que é para defesa.
Mas se isso for verdade, porquê tantas armas?
Faz-me crer que as pretendem usar contra nós.
Já disseram que é para caçar,
mas a caça é com arco e flecha.
Um mosquete dispara uma bala por minuto.
É uma máquina de matar em massa!
Talvez entre querer ter uma arma e comprar uma arma
possa haver um período de espera.
Não lhes quero tirar as armas,
mas terem tantas armas faz-me pensar que tenho de as tirar!
Como posso saber se não são da escumalha dos colonos?
Não falam o inglês do Rei.
Estamos tão infiltrados que nos esquecemos do sotaque.
A única coisa que sei é que sou uma arma humana.
Tenente, sei que não pedi permissão para falar,
mas o meu instinto diz-me que este Chris sabe o que diz.
Mas, Davey, tu és um cético.
Eu sei, tenente. Mas tenho um bom pressentimento.
Apostaria a minha reputação na boa palavra do Chris.
Nunca ouvi o Davey dizer isso sobre ninguém.
- Criaram uma relação forte. - Muito bem!
Amanhã de manhã vamos marchar até Lexington
e vamos retirar-lhes as armas!
Meu soberano, será possível marcharmos por volta ao meio-dia
para que não seja muito cedo?
Vai ser cedo.
Muito cedo.
Os britânicos vêm aí!
E querem levar as vossas armas!
Os britânicos vêm aí!
Os britânicos vêm aí!
E querem levar as vossas armas!
Se o Paul o diz, então deve ser verdade.
Vamos defender as nossas armas!
Os britânicos vêm aí!
O Paul perdeu muito peso. Agora sinto-me gordo.
Vou à despensa.
Muito bem, Chris. O que gostas mais de Chaucer?
- "O Conto dos Miller's"! - Meu Deus! Eu também!
- Também leste? - Não.
Muito bem.
Davey, obrigado por nos apoiares há pouco.
Ora essa. Vi logo que eras um bom homem.
Foi por isso que não te bati.
- Mas este... - Tenta outra vez.
Tenta outra vez enquanto olho...
Obrigado. Há algum tempo que o quero calar.
Mais uma tentativa.
O meu médico disse-me que não posso ter mais contusões.
Ele deve ter dito que não devias, não que é impossível.
Chá para o meu espião favorito.
Ora com certeza!
Espera. Também metes o leite primeiro no chá?
- Claro, ajuda a ter... - A temperatura certa.
Mas que raio se passa aqui?
- O que foi isto? - É dar mais cinco.
Adoro!
Aos rapazes do leite primeiro.
Agora e para sempre!
Tenho de aturar dois totós.
Meu amor, pareces doente.
- Foste torturado? - Sim.
Obrigaram-nos a acordar super cedo.
Isto é incrível.
A Batalha de Lexington.
O momento em que os EUA nasceram.
Se é uma batalha por que não oiço tiros?
Jamais levarão as nossas armas!
Por que é que precisam de tantas armas?
Porque temos de vos impedir de as levarem!
Não planeámos levá-las até terem demasiadas!
Então tínhamos razão em tê-las!
Parem, cavalheiros. Deve haver uma solução racional.
Talvez ambas as partes possam ceder e criar leis para as armas.
Tem uma excelente peruca.
Vá lá, Davey. Deixa a História acontecer.
- Quem é o Davey? - Quem vai afastar o Chris de mim.
Por exemplo, se uma pessoa é taralhouca da cabeça
não devia poder ter uma arma.
Não quero ter esta conversa à frente das armas!
Sim, vamos escolher um sítio longe das armas.
Sei o que tenho de fazer.
Tenho de dar o tiro que mudará o mundo.
- Deixa-me ser eu. Quero ser eu. - Não mereces isto.
Ainda não fiz nada. Estou aborrecido.
- Estás a ser infantil! - Não estou! Ainda não fiz nada!
Estão a disparar as armas!
Querem levar as nossas armas com as armas deles!
Dois, um, disparem!
- Consegui. - Consegui.
- Eu é que consegui. - Não, fui eu.
- Estás a brincar? Fui eu. - Claro que fui eu.
- Mudei a História. - Deborah, quem disparou?
O Chris.
Preparar! Disparar!
A revolução começou e os EUA nasceram.
- Parece-me boa altura para irmos. - Espera, isto não está certo.
- Os britânicos estão a vencer. - Disparar!
Trouxe o meu povo até aqui para morrerem.
Nem pensar!
- Sem dúvida que é culpa do Chris. - Não.
- As mortes são culpa dele. - Tenho de ajudar.
- Ou morrer a tentar. - Espera!
- Tenho uma ideia. - Tens?
Sim.
As armas estão no celeiro, certo?
- Explosivos e armas. - Sim.
É como um jogo. Temos de atrair os britânicos ao celeiro...
E rebentar com eles! - Sim! Atirámos ideias!
Há um canhão enterrado algures. Isto pode resultar.
Mas os colonos têm de retirar-se do celeiro.
Retirar? Jamais o farão. São pessoas de Boston.
São palermas barulhentos de pele queimada
que preferem morrer a perder.
Também sou de Boston.
A única coisa pior do que morrer e perder
seria não morrer e depois vencer.
E é isso que pretendo que jamais me "tenha acontecido".
Ele tem uma contusão.
E parece-me que já deve ter tido bastantes.
Doidos!
Mas não afetou a sua genialidade.
Disparar!
- Pausa! - Esperem! É o Daniel!
- Pausa! - E corre como um cobarde.
Pausa!
Retirar! Retirar! Vão matar-vos!
O que estão a fazer?
- Estão a retirar-se? - Parece que sim, tenente.
É um massacre! Vão matar-vos!
- É o Jason Bourne? - Parece que sim, tenente.
Retirar! Corram!
Para um homem adulto perder a dignidade e compostura
a gritar como uma criança...
O inimigo deve ser terrível demais para enfrentar!
Retirar! Retirar! Retirar!
Vamos rebaixar-nos como o Dan!
Não disparem!
- Davey. - Chris! O inimigo vai retirar-se!
A vitória é nossa! Sabia que estava certo sobre ti.
Preciso que metas o máximo de soldados ali e protejas as armas.
É para já!
Rapazes, vamos entrar.
Ouviram o Chris. Entrem tantos quanto couberem.
E aconteça o que acontecer não entres ali, Davey.
Está bem. Depois vamos beber um chá, amigo do leite primeiro!
Leite primeiro para sempre!
- Davey? - Chris?
Davey, não!
Não!
Davey!
Pode ter sobrevivido.
Uma enorme vitória!
Esta batalha vai dar início a uma grande revolução.
E se vamos formar uma nova nação
devemos garantir o acesso a armas a toda a gente sem restrições!
Paul, obrigado.
Não sou o Paul.
Está na hora de saberem que uma mulher vos guiou à batalha!
Que vergonha!
Bem, parece que não é suficiente.
Todos dirão que fui eu que os levei à batalha!
Três vivas ao Paul Revere!
O herói da Revolução!
Isso não é justo!
Não ligues aos palermas. Nós sabemos a verdade.
Não. Tenho de o enfrentar. Pai!
É um mentiroso e um palerma!
Minha menina,
estás a envergonhar a nossa família com essa atitude.
Volta para imediatamente para casa onde ficas de castigo.
Não! Jamais!
Vou procurar a minha liberdade como mulher independente.
Lava a tua própria roupa.
Não tens culpa, Paul.
Esta nova geração é tão egoísta!
Os jovens de hoje em dia endoideceram.
Ela disse mesmo aquilo? Fui só eu que ouvi?
Foste incrível. Jamais enfrentaria o meu pai assim.
- Estou muito orgulhoso de ti. - Estou orgulhosa de ti
por mostrares a tua cobardia em público.
Foste tão corajoso. É por isso que te amo.
Não tens medo de mostrar os sentimentos,
nem os que te deviam envergonhar.
Vens envergonhar-te de mim no futuro?
Adoraria.
Davey...
Não sabia que o nosso primeiro leite primeiro seria o último.
Seu fingido. Conheceste-o por um dia.
Bem, vamos ver se salvámos os EUA.
Desculpe.
O que acha da cultura britânica?
O que importa? Estamos nos EUA, paspalho.
Sim! Conseguimos! Estamos de volta.
Chris, lamento que tenhas perdido o teu amigo.
Foi muito triste.
Mas foi uma experiência que nunca vou esquecer.
- Obrigado por me levarem convosco. - Até à próxima, amigo.
Claro.
- Chris. - Sim.
Adoro-te.
Bem, estamos no futuro. O que queres fazer?
Andar nas nuvens.
Falar com um fantasma e escavar um túnel até ao centro da Terra.
Melhor do que isso.
Sabes o que é piza?
- E a máquina do tempo? - Pomos umas folhas por cima.
O bom de ser um saco é que não temos de ter cuidado.
Tradução e Legendagem André Bernardes / MOVIOLA
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