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Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Vamos.
Vamos.
Vamos, vamos, vamos... Sim!
Olá. Sou o Professor Chris Parish do departamento de História.
Sim, sei quem é. Falámos umas dez vezes.
A minha sala de aula está um forno
e mandei várias mensagens para baixar o aquecimento.
Desculpe, adorava poder ajudá-lo... mas são 17h.
- São 15h. - Aquele relógio diz 17h.
Adiantou aquele relógio. Não são as horas que quer que sejam.
De certa maneira são.
Bem... baixe o aquecimento ou faço com que seja despedido.
Força, amigo. Muitos outros já tentaram.
Vemo-nos segunda. Vou viajar.
Adeusinho.
"Sou professor de História. Vou fazer com que o despeçam.
"Acha que a minha sala está quente?"
Não sei, não é da minha conta!
CIDADE DE LEXINGTON POPULAÇÃO 31 100
CIDADE DE LEXINGTON POPULAÇÃO 768
Ainda bem que vieste à cidade.
Nunca me diverti tanto na Festa das Colheitas.
Sou obcecado pela colheita, Deborah.
Mostras-me aquela dança que ensinaste a toda a gente?
O Bartman? É muito simples.
Para frente, para trás. Faz o Bartman.
Alto! Quem está aí?
- Alto para os bons senhores. - Não, são soldados britânicos.
Está bem. Eu trato disto.
- Vamos falar de mano para... - Dá-me uma razão para não te matar.
Temos presunto.
Meu Deus.
Nunca vi um com os meus olhos. É lindo.
Vamos embora.
Estes soldados aprecem e levam os melhores presuntos de uma mulher.
O mundo está doido.
Quando chegaram os soldados britânicos?
- A noite passada. - A noite passada?
E ninguém andou num cavalo a gritar: "Os britânicos estão a chegar!"
- Não. - Não?
E o rei? As pessoas odeiam o rei, certo?
A última vez que vim cá falava-se de uma Revolução Americana,
isso diz-te alguma coisa?
É por isto que te amo.
Quem mais falaria de política com uma mulher?
Deborah, tenho de ir.
Creio que tenho de resolver algo muito importante.
Que lugar é esse para onde sempre vais?
Para o infinito.
Para o infinito e mais além.
- Adeusinho. - Adeusinho.
Que homem incrivelmente misterioso.
- O que estás a comer? - Peixe e batatas fritas.
Peixe e batatas fritas? É o que comem os britânicos.
Meu Deus...
John Hancock mostrou imensa coragem. Como?
Ao assinar com uma letra tão grande a "Declaração da Independência".
Seria como usar o nome verdadeiro nos comentários da Internet.
A História não é feita por pessoas notáveis.
É feita por pessoas pouco notáveis a fazer coisas notáveis.
Como é que vão fazer História hoje?
Desculpe.
Chris. Chris!
Tenho questões sobre Massachusetts colonial. É urgente.
Questões urgentes sobre Massachusetts colonial?
Sim!
O que teria acontecido sem o aviso de Paul Revere?
A maré permitiria aos colonos surpreender os britânicos.
Chá... Café não, chá.
- Tem de ir já a minha casa. - Estou tão ocupado...
Tenho de lhe mostrar uns artefactos.
São coisas coloniais. Vai passar-se.
- Está tudo na garagem. - Não vou à sua garagem!
Tem um monte de esquilos mortos na bancada!
Foram uma prenda da minha namorada.
Eu vou à garagem, mas só se me der uma faca.
Porque se tentar alguma coisa, eu esfaqueio-o.
É justo.
Prepare-se para se passar da cabeça.
Um saco de desporto muito grande?
É uma máquina do tempo.
Visito o passado aos fins de semana. Às vezes às terças.
Entre. Eu corro o fecho.
Nem pensar. Não.
Porque não?
Que história começa com um tipo num saco de desporto numa garagem
e tem um final feliz?
A nossa história! A que começa agora!
Algo estragou a Revolução Americana. Deve ter visto alterações.
Que mudanças?
O miúdo a comer peixe e batatas fritas.
O Starbucks faz publicidade ao chá?
Muito bem... É doido.
Então como é que tenho esta tralha colonial?
É uma tabela de preços de correio de 1775.
- Pois. - Olhe para a data!
O que está a fazer? Não faça isso!
Está a comer o papel?
Não me importa! Arranjo mais tralha dessa!
E isto? Este cachimbo colonial clássico?
Meu Deus! Pare!
- Dan, isso é precioso. - E este relógio?
- O que está a fazer? - Ofereço-lhe a oportunidade
de começar a Revolução Americana.
Se houver 0,00001 por cento de hipóteses de estar certo,
não deve a si mesmo descobri-lo?
Isto é tão estúpido.
- O que está aos meus pés? - Presunto.
Podes trocar bocados por favores.
No século XVIII o presunto é como heroína coberta de diamante.
- É mesmo a sério? - Não percebo a tua falta de fôlego.
Não correste até ao passado. Viemos deitados.
Esqueci-me de dizer que o passado cheira a cocó
porque o há por todo o lado.
Isto é incrível!
O quê? O alcoólico a comer abóbora?
Não, meu. Nós estamos no passado!
- Inventaste as viagens no tempo. - Sim.
Bem, mais ou menos.
De qualquer das maneiras, bem-vindo a 21 de abril de 1775.
Só para que saibas, acho que os de vermelho são britânicos.
Isto é mau. A Revolução Americana devia ter começado há dois dias.
- O que tens feito aqui? - Não sei. Coisas.
Portanto... recompõe isto.
Os Pais Fundadores costumavam juntar-se na Taberna Buckman.
- Conheço a Taberna Tavern! - Sim?
A última vez que vim cá apanhei lá uma piela. Gostas de folia?
Sou conhecido por beber dois ou três copinhos de vinho branco.
Meu Deus. Isto vai ser uma seca.
- Estamos perto da Taberna Buckman? - Sim. Vou só ver a minha namorada.
- Namoras com alguém do passado? - Eu disse que era popular aqui.
Temos de começar a Revolução Americana!
Ainda não aconteceu. Que mal faz esperar mais dez minutos?
Importas-te de me dar privacidade? Não quero que te veja.
- Ela estar mesmo a chegar. - Para onde devo ir?
Não sei, é um bosque. Arranja uma toca!
Daniel!
- Daniel. - Deborah.
- Tive saudades. - Eu também.
- Aqui tens. - O que é isto?
Uma prenda. Não é nada demais.
Pensei no frio que devias passar e fiz-te um chapéu.
- Experimenta. - Sim...
- Muito bem. - Meti-me na carcaça de uma ursa
e matei o urso quando ele se excitou.
Não te trouxe nada, mas escrevi-te outra canção.
Todas as noites nos meus sonhos
Eu vejo-te, eu sinto-te
É assim que sei Que perduras
Perto, longe...
- Quem és tu? - Deborah, este é...
... o Kwee-Kwag.
Ele vai para norte e eu estou a ajudá-lo.
- Olá. - Olá.
O Kwee-Kwag é das Índias Ocidentais por isso só sabe dizer "olá".
Então deve falar holandês. Kwee-Kwag...
O Kwee-Kwag foi atropelado por um grupo de mulas à solta
e ficou um pouco estranho.
Então... Como é que falas holandês? É incrível.
Tu é que és incrível.
Ajudar este mentecapto a chegar à liberdade.
Tenho de ir. Os meus pais vão procurar-me.
- Adeusinho. - Adeusinho.
Não gozes com o "adeusinho". Sabes como são os casais...
- O que andas a fazer? - O que foi?
Viajas para o passado e finges que és a Céline Dion masculina?
Não! São pessoas da era colonial, não conhecem melhor.
Às vezes uso coisas do futuro para que gostem de mim aqui.
Extremamente patético.
A Taberna Buckman.
Se a Revolução começou aqui, só temos de a reiniciar, certo?
Céus, estão aqui alguns dos Pais Fundadores!
É o James Swan, o Joseph Warren e o William Dawes.
Vou fazer um discurso que vai levar a uma revolta.
Já passei muito tempo aqui. Não sei se te vão ouvir.
Acho que consigo.
- Perdão, cavalheiros... - Escravo!
Escravo! Quem trouxe um escravo?
Ainda bem que Boston não mudou.
Ezekiel, já falámos sobre isto.
Desculpe.
Impostos sem representação...
Chato.
Quanto tempo devemos viver a ser pisados pelo rei George?
Estás a falar do nosso rei!
Usa algo de um filme.
É sexta-feira, não têm trabalho nem o que fazer.
Um filme de brancos.
Mostrem-me o dinheiro.
Mostrem-me o dinheiro.
Mostrem-me o dinheiro!
Mostrem-me o dinheiro!
Mostrem-me o dinheiro!
Mostrem-me o dinheiro!
Mostrem-me o dinheiro!
Mostrem o dinheiro a alguém!
Dinheiro!
Deem-me o dinheiro!
Ezekiel, mostra-me o dinheiro!
- Mostra-me o dinheiro! - Mostra-me o dinheiro, Dan.
- O que se passou aqui? - Estamos em 1775.
Devíamos falar com os meus amigos John e Sam.
Parecem ser importantes por aqui.
Estás a falar de John Hancock e Sam Adams?
Pois é...
Mostra-me o dinheiro!
Não sei porque gosto disso, mas gosto.
Ouviram falar de alguma coisa sobre lutar contra britânicos?
Há um mês não se falava de outra coisa,
mas o Paul Revere desapareceu do mapa.
Não o vejo há semanas.
- Deve estar morto. - Morto?
Pode ser uma bênção.
Nas nossas reuniões ele não parava de falar
até concordarmos em fazer o que ele dissesse.
Adiante. Querem provar a nova cerveja do Sam?
Claro! Obrigado.
Gostas?
É muito boa...
A sério? Achas que é boa?
Acabaste de beber de um penico!
- Meu Deus! - Não te preocupes. Já caímos todos.
Eles são os melhores!
General, diga-me. É verdade que tem andado...
... a cortejar Deborah Revere, seu gato astuto?
A tua namorada é a filha do Paul Revere?
Não!
O que vão fazer esta noite?
Os religiosos reúnem-se nos bosques para uma orgia satânica
que negamos de manhã.
Bem, vou a passo lento até ao riacho,
beber um pouco da água fresca, contrair um parasita
e fazer diarreia até mais não.
Como foste um idiota e namoras com a filha do Paul Revere,
agora temos de o voltar a colocar no lugar.
Aqui vai um pouco da sua história.
- O seu pai era um francês... - Entendido.
- É o Paul Revere. - Eu sei. Tira uma selfie.
Sim?
Ele queria dizer... Diz-lhe.
Nós somos boa gente comum e normal
que quer declarar guerra aos britânicos e pensámos...
Os britânicos?
Fazem ideia de como está a minha vida?
Não.
- Aquilo é estanho? - Acordei que a minha filha casaria
com um ferreiro por bastante dinheiro.
Depois descobri que anda a encontrar-se com um... vilão.
- A sua filha deve ser... - O que sabes sobre a minha filha?
Presunto?
Os britânicos esperam até encontrar e matar o pretendente da Deborah
com esta arma que tenho andado a forjar.
Que porreiro! Devia arranjar uma patente.
Se mudar de ideias, sou o Tom Cruise e ele é o Magic Johnson.
Somos os Blues Brothers.
Vamos manter a comunicação aberta... Adeus!
Não são irmãos.
- Tens de acabar com ela. - Estás doido?
O Paul Revere quer matar-te.
Isto é uma piada para ti?
Brincas com a história mundial para poderes ter uma namorada.
Ela não é apenas uma namorada. Estou apaixonado por ela.
A Deborah é uma mulher brilhante e inteligente
que é tratada como lixo em 1775.
Tu engana-la com a banda sonora do "Titanic".
Uso essas coisas para me ajudar a dizer-lhe quão especial é
quando não tenho palavras.
Tenho uma namorada incrível em 1775.
Em 2016 sou um enorme falhanço.
Não és um falhanço. Inventaste as viagens no espaço!
Quanto muito, és o homem mais inteligente do mundo.
Eu não inventei propriamente as viagens no tempo.
- Encontrei. - Qual é a diferença?
Encontrei-a no meio dos pertences do meu pai depois de ele falecer.
Devia ter percebido.
Dan, trouxeste-me aqui e perguntaste o que devias fazer.
Eis o que deves fazer.
Acaba com a Deborah e resolve a confusão egoísta que criaste.
- Sou egoísta? - Sim!
És professor de História. Trouxe-te de volta no tempo.
Nem me agradeceste!
Agradecer pelo quê?
Até agora vomitei, atiraram-me um machado à cabeça,
fui tratado como um escravo
e bebi a urina do John Hancock!
Ele é o meu ídolo, Dan!
O meu número um!
E bebi a urina do homem que era o meu número um!
Ficas a saber que não devia ser toda do John Hancock.
Acho que todos contribuíram.
És melhor tratado do que eu nesta época.
E sei de uma casa que devíamos ver.
- Custa cinco dólares. - Não me posso comprometer agora.
Que compromisso?
Anda por aí uma gripe. Será uma sorte se sobrevivermos ao inverno.
Devias casar com o ferreiro Gish.
É um bom homem. Oferece estabilidade e vários tipos de aço.
É um palerma!
Já o vi desafiar um saco de milho para um duelo.
- E não venceu esse duelo? - Não.
Por que fazes isto?
Não acreditarias se te contasse.
Mereço tentar.
Isto vai parecer uma loucura.
Venho do futuro.
Venho mesmo. Venho do futuro.
2016.
Estava cansado e sozinho lá e vivia na sombra do meu pai,
por isso arranjei forma de viajar no tempo
e tentei ser outra pessoa noutros lugares até te conhecer.
Mas infelizmente a nossa relação mudou algumas coisas na História.
Isto parte-me o coração.
Podes não acreditar em mim.
Eu acredito em ti.
- Acreditas? - Sim!
Agora tudo faz sentido!
A tua linguagem peculiar e maravilhosas canções.
O facto de acreditares no que digo e que os outros não
sobre as mulheres serem iguais e merecerem oportunidades.
Estás muito à frente do teu tempo.
Já aconteceu! No futuro, as mulheres podem morrer na guerra!
Que maravilha!
É fantástico.
Não imagino a minha vida sem ti.
És atencioso, carinhoso, sensível e quase feminino
de uma maneira que os homens de 1775 não se permitem ser.
E sabes sempre o que dizer.
Deborah, tu completas-me.
Sou teu desde o olá.
Sou teu desde o olá, Deborah!
Larga-a, seu canalha!
- Kwee-Kwag! - Passa-se algo!
Larguem-me!
Calado!
Dan, Deborah, ajudem-me!
Vão matá-lo! Temos de resgatá-lo.
Sim. Parece que sim.
Ajudem-me! Alguém me ajude!
- Estão a fugir! - Vamos apanhá-los mais à frente!
Dan! Ajuda-me!
Eu amo-te, Jeremy.
- Uma mulher? - Sim, uma mulher!
Não fiques chocado!
Sim, foge, seu porco sexista!
Meu Deus...
Adoro-te, Deborah. Como eu te adoro, Deborah.
- Foste incrível! - Desamarra-me.
É um milagre. O Kwee-Kwag consegue falar.
Deborah, ele não se chama Kwee-Kwag. É o meu amigo Chris de 2016.
Veio ajudar-me a resolver a confusão.
Em 2016 os negros e os brancos são amigos.
- Sim! - Não, de todo.
- Não achas? - Tenho um plano.
Voltem para 2016 e deixem-me aqui.
Porquê?
Vou começar a Revolução Americana.
Posso sair desta época miserável.
Deborah, achas que estás pronta?
Não sou nada especial no futuro.
Não imagino ninguém em qualquer época mais especial do que tu.
Guardem isso para o saco de desporto, está bem?
Peço desculpa, Dan.
Julguei-te mal.
Estava certo sobre ti, Chris. Podes ajudar a salvar a História.
Leva isto contigo.
- O que é isto? - Erva.
Faz sentido. Adeus.
Pronta para ir para o futuro?
- Cheira tão bem aqui. - Cheira?
Onde vais? Espera.
"Chris Parish, morto na batalha de Lexington a 24 de abril de 1775."
Isso é amanhã.
Tradução e Legendagem André Bernardes / MOVIOLA
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