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"Regresso a Bangkok"
3.� EPIS�DIO
Sente-se, por favor.
Quando ficarei livre?
Sente-se. Fa�a exatamente o que lhe � dito.
Sente-se!
A melhor coisa para voc� � cooperar. Entendeu?
Sim.
Uma menina como voc�... tem muita hero�na...
Agora este homem
e eu, queremos saber quem � o seu passador.
Fornecedor? Eu n�o sei.
N�o sabe.
Todas as semanas venho aqui passar $100.000 de coca�na
... e n�o me lembro. N�o � not�vel?
Para dizer alguma coisa.
Torne-se extremamente agitada.
Eu estava com um homem,
Arkie Ragan.
Ele era um fot�grafo. Ele deu-me uma pasta com o dispositivo.
N�o � verdade.
Sim, � verdade.
Ele n�o acredita.
Nenhum dos dois.
Ele est� dizer que mente, o que est� na mala, que est� na c�mera... � seu.
Eu respondo, n�o �?
- N�o � de voc�? - Sim.
Vamos come�ar de novo.
Pergunto onde comprou as drogas.
Eu disse-lhe, ofereceram-me a mala. E n�o sabia nada mais...
... at� vir aqui.
N�o estamos na Austr�lia.
Pode mant�-la aqui sete dias sem ver ou falar com algu�m.
Eu quero algu�m da embaixada, por favor.
Eles est�o todos no campo de golfe.
Voc� tem de agradecer a este homem e a mim.
Agora tem duas alternativas.
No.1 - Voc� pode alegar o art.66, para a posse.
E para esse, � a vida.
Ou voc� pode alegar o art. 65, para o tr�fego.
E � a pena de morte.
N�o tem como escapar. Sem amnistia.
� somente a morte.
E se for condenada, voc� morre com certeza.
Estou s� a tentar ajudar. Entendeu?
Tudo que eu quero � alguma informa��o e que diga que � culpada.
Como recompensa, vai para uma pris�o melhor.
Tudo depende de voc�.
N�o, eu n�o vou dizer que sou culpada.
Acha que aqui � melhor recorrer a advogados...
para defend�-la... Voc� � �nica.
E o j�ri... s�o apenas tr�s...
Que tipo de pa�s � este? N�o h� j�ri?
� um pa�s, com leis justas.
Tinha que vir aqui
e trazer degrada��o e deprava��o.
Por tantos anos de estadia aqui, comecei a concordar com eles.
Reconhe�a que voc� � culpada.
N�o!
Voc� � uma puta de merda.
Relat�rio.
Idiota.
Tamb�m foi observado.
N�o entendo.
Se fosse na Austr�lia seria escrita em tailand�s?
N�o.
O que est� a acontecer?
Voc� vai ser revistada.
Eu j� fui revistada.
N�o completamente.
Para cima da cama, por favor. Para cima.
Fique deitada.
Por favor, n�o!
Magoa!
Abra as pernas.
Arkie, Arkie!
Ei, tu! Lavar.
N�o, eu n�o quero.
N�o, h� regras aqui. Lavar-se!
N�o. Pare, largue-me.
Lavar agora!
Esta merda � para voc�!
Voc� n�o quer lavar? Bem. Tome.
O pol�cia australiano disse-lhe?
Sim.
- E disse o que aconteceu? - Como voc� foi presa, sim.
Disse sobre a mala?
Foi um presente que eu recebi de um homem chamado...
Miss Stanton, desculpe-me, Esta n�o � minha �rea...
- Que quer dizer com a "sua �rea"? - Vamo-nos sentar?
N�s cuidamos de problemas comerciais. � praticamente da fam�lia.
Ao longo dos anos, temos a reputa��o constru�da sobre contrata��o,
especialmente entre o governo tailand�s e empresas estrangeiras.
- Mas conhece a lei tailandesa. - Sim, claro.
- E entende o sistema? - Muito bem.
Ent�o, qual � o problema, Mr. Carlisle?
- Eu disse-lhe. - N�o. Deu-me uma desculpa, foi s�.
� porque s�o drogas.
N�o quer envolver a empresa em tal coisa, certo?
Em parte, eu fui abordado v�rias vezes e tenho evitado esses casos.
Mesmo se a pessoa � inocente?
Por outro lado, n�o ajuda ningu�m, nem o seu caso, nem a minha fama,
para ser um advogado branco a defender um cliente branco.
Mr Carlisle, isto provavelmente � pior do que voc� imagina.
Para eles era a minha mala. Eu transportava-a.
Est�o a tentar culpar algu�m.
Preciso de ajuda, Mr. Carlisle. Preciso da melhor ajuda poss�vel.
Conhe�o sete advogados especialistas na lei criminal.
- Tailand�s? - Sim, o melhor.
N�o. Eu n�o quero tailand�s.
- Isso � rid�culo. - Eu sei que soa rid�culo.
Mas eu preciso de algu�m que me compreenda, que acredite em mim, e lute por mim.
Isso � o trabalho de qualquer advogado, a luta pelo cliente.
Meu tio disse que a fam�lia Stanton trabalhou com a sua companhia durante anos.
Sim.
Se fosse outro membro da fam�lia, um mais leg�timo do que eu,
voc� n�o teria hesitado, n�o �? Voc� aceitava.
N�o era?
Vou perguntar-lhe uma coisa.
- Voc� � culpada? - Juro que sou inocente.
Eu n�o sabia nada do que estava na mala. Eu confiava nele.
Ser� uma tarefa dif�cil e eu espero ser vencida.
Quanto tempo voc� acha que tem para pensar sobre isso?
O mais breve poss�vel.
Bem.
- Pode fazer-me uma coisa? - O qu�?
Consegue ter acesso � minha bagagem?
Se eu disser que sou seu advogado, acho que sim, por qu�?
Eu quero ver o meu pai.
- Ah! Eu j� lhe disse... - Eu sei que voc� n�o quer discutir isto comigo outra vez.
Mas, na minha bagagem h� um jornal, que eu posso dar-lhe e que ir� convenc�-lo.
- N�o vejo no que possa contribuir... - Pertencia � minha m�e.
Faz isso, por favor?
Sim, certo. Se eu puder...
E diga-lhe... que � tudo o que me resta.
Eu n�o posso imaginar o que essas fotografias lhe tragam de m�gico.
Bem, era uma vez...
um homem insensato e uma mulher bonita...
E ele aparentemente ficou destru�do.
E, no fim, nunca nenhum deles viveu feliz.
Lamento. O que vamos fazer?
Eles querem que ela se declare culpada para n�o ser acusada de tr�fico,
caso em que a senten�a morte � obrigat�ria.
- � culpada? - Claro que n�o.
� t�o culpada como os seus olhos.
Eu devia v�-la, n�o devia?
- Por qu�? - Porque � minha filha.
- N�o pensava assim no outro dia. - Eu n�o tinha visto isto no outro dia.
- Voc� pensa que � filha? - Porque n�o?
Se tiv�ssemos continuado pod�amos ter ido mais longe, certo?
N�o me refiro a voc�, mas a ela. Depositou muita esperan�a em voc�.
E para me ver, estou a decepcion�-lo, n�o �? O que � realmente necess�rio, Richard?
Estou apenas a ser honesto, s� isso.
�s vezes, a honestidade pode ser usada como uma desculpa para a crueldade.
Estou a tentar proteg�-la.
Uma fun��o que um pai talvez fa�a melhor.
E come�a por sentar-se e julgar-me. Mas � bem metida, essa sua sa�da, bem metida.
- Ent�o voc� vai? - Oh, eu vou.
S� n�o vou dizer que sou seu pai. Vou dizer que sou... um advogado.
Digo que o meu parceiro me enviou, Richard Carlisle.
Eu disse que n�s n�o tratamos de casos criminais.
Eu vou dizer que reconsideramos. Voc� tem um caso para breve?
N�o, n�o tenho.
- Bill Worthington. - Onde est� o Sr. Carlisle?
Foi ideia do Richard eu vir aqui. Ele queria que a conhecesse.
Eu acho que fui clara! Eu n�o quero outro advogado.
N�o est� a entender. Estou aqui em nome dele.
Desculpe. Eu percebo...
Portanto, trabalha para o Sr. Carlisle?
N�o, n�o realmente. N�o posso dizer que trabalho para ele.
H� mais de um parceiro.
Em que posso ajudar, Senhor Worthington?
Trouxe-lhe algumas coisas.
Ch�... Pequeno-almo�o Ingl�s, n�o suporto comida chinesa.
Pastilhas de vitamina...
Sopa em lata...
Eu n�o sei o que �, mas a Sra. disse que � bom.
Leite em p�...
Comida.
Sim e... um bolo de frutas.
Mando sempre vir um por ano.
Mas demora sempre muito a vir por correio.
Est� bom, mas eu penso que n�o v�o dar permiss�o para essas coisas aqui.
Tudo bem. N�s vamos resolver isso.
Mr. Carlisle fica com o caso?
- Est� a considerar. - Por qu�? Qual � o problema?
Ele � cauteloso, muito... um homem competitivo e...
- N�o gosta de perder. - � muito encorajador... Nem eu!
Especialmente se a minha vida est� em jogo.
Isto me leva para um problema, receio...
Carlisle quer saber se decidiu dar-se como inocente.
Claro que sou, eu n�o fiz nada.
Veja, se insiste em declarar-se inocente,
ser� acusada de tr�fico o que leva � pena de morte.
Por outro lado, se voc� se declarar culpada,
vai dar ao Juiz uma desculpa para a clem�ncia...
� apenas uma maneira de salvar e... a sua vida.
N�o entendo, Senhor Worthington.
Eu sempre pensei que a verdade � sagrada.
Eu acho que � uma comodidade que pode ser alterada t�o facilmente,
para adaptar a est�pida da lei.
Coloquei apenas uma pergunta, foi s�.
E a resposta � que eu sou inocente.
Diga-lhe que a Mr Carlisle Tenho a inten��o de alegar inoc�ncia,
independentemente de ser penalizada ou n�o.
Sim, eu vou, eu... vou.
H� mais alguma coisa?
N�o.
Deixe-me perguntar-lhe uma coisa.
Tem algum problema de bebida?
� sempre assim t�o rude?
S� quando a minha vida est� nas m�os dos outros.
Eu bebia alguma coisa antes, sim, mas eu acho que j� n�o � um problema.
- Apenas um pouco, � s�. - Eu espero que seja assim, Senhor Worthington.
Sim. Bem...
eu vou recomendar pegar no caso.
N�o haver� nenhuma discuss�o, vai declarar-se inocente.
- Concorda? - Espero que sim.
Nem que seja para lembrar que a verdade n�o pode ser alterada como se fosse uma comodidade.
Foi essa a express�o, n�o foi?
Obrigado.
E pela comida...
Tudo bem...
Sabe se o meu pai foi contatado?
Pedi a Mr. Carlisle para lhe dar um jornal.
Vou tentar descobrir.
N�o h� nada espec�fico para este projeto s� gostaria que os contratos estivessem no
escrit�rio pela manh�.
- Richard ela � inocente. - Sim, j� lhe tinha dito isso.
Sim, mas n�o me disse que era jovem e "estranha" e muito direta.
Deus, faz-me lembrar o meu pai.
As mesmas coisas, a mesma rispidez, n�o compromete...
Olhe, tem de aceitar isto, Richard.
- N�o tenho necessidade disso. - Oh, acha que sim?
- V� para casa. Eu chamo-a. - Sim, senhor.
Levou 4 gera��es para a fam�lia construir alguma coisa aqui.
Se eu vou l� para defender uma rapariga branca Esta firma ser� caluniada por outros.
Advogados brancos para clientes brancos.
E em breve vai acreditar que somos como aqueles malucos do clube.
Tudo bem, eu acho...
E isso n�o � suficiente... Para que serve isso?
Droga e gan�ncia, nada mais.
E as pessoas que t�m de fazer neg�cios todos os dias? N�o s�o budistas, por Deus!
N�o posso deixar de pensar, onde est� o lucro nisso.
Ela � inocente!
E se algumas pessoas v�o prov�-lo, ser� um lucro aceit�vel.
Para alguns membros, e n�o para mim, � isso?
E agora Hal, irei dizer-lhe aquilo que eu estou a pensar.
Acima de tudo, sou um advogado.
Se n�o usar a lei para defender uma pessoa inocente,
n�o significa nada, certo?
Ent�o eu acho que seria melhor faz�-lo.
Seria melhor para defender e apoiar as consequ�ncias.
E se n�s... Seria bom faz�-lo juntos.
Voc� devia colocar-se de joelhos para agradecer
esta segunda oportunidade.
Na maioria das vezes sou um imbecil a dizer alguma coisa e a mover-me.
Bem, Hal, abrace-me quando n�s ganharmos.
Eu vou, acredite, eu vou.
Lembre-se, este n�o � o processo, apenas uma audi�ncia.
Voc� s� ouve a acusa��o.
O que � isso?
Vamos declar�-la inocente.
Quem �?
� a nova tradutora.
- Trabalha para eles? - N�o, n�s contrat�mo-la.
� nossa tradutora.
Pedi para voc�.
Porque "� agente federal e o juiz vai decidir se permanece nesta pris�o".
Vai ser levada para outra pris�o,
Clong Choi, Yad Lao, ou talvez, Lung Jao.
- Lung Jao � pior, n�o �? - Sim, assim �.
Uma vez que a � importante participar para n�o ofender os ju�zes.
S�o superiores. N�o olhe, n�o aponte
e se lhe for pedido para falar, tente n�o levantar a voz.
Fa�a o que fizer n�o cruze os tornozelos.
- Por qu�? - Para eles � um insulto.
Mantenha a calma.
Katrina Stanton.
Katrina Stanton acusada sob a sec��o 65, art. 12,
por causa da exporta��o de 2,4 kg de hero�na.
A puni��o para este crime � a senten�a de morte...
Honor�vel Tribunal pe�o que o acusado seja libertado at� ao in�cio do processo.
Vou assegurar que n�o haja qualquer tentativa para deixar a Tail�ndia.
A gravidade do crime pro�be isso...
O que aconteceu?
N�o estabeleceu uma data para o julgamento.
- Qual foi a acusa��o? - Sec��o 65, Tr�fico.
- Meu Deus! - Voc� est� inocente. N�s vamos ganhar.
- Para onde vou? - Long Jao.
Voc� entrou em contato com o meu pai?
E eu n�o colocaria esperan�a nele. Seja corajosa.
D�-me o dinheiro, podes comprar mais tarde.
Tu.
Pega no uniforme.
Vem comigo.
Este � o teu lugar.
Cheira a merda.
Chamas Bangkok Hilton, eu chamo Pharaon Heaven.
� um grande dia para mim. N�o haver� outro igual.
Qualquer um vai prosperar
Meu nome � Stanton, Kat Stanton.
Eu n�o me importo saber quem �.
N�o te preocupes com ela. Fica sempre assim quando falo com Omul Aurit.
Eu sou Astra.
- Queres? - N�o.
O que fizeste. J� sei porque perdeste.
Querias ir com 2 kg?
N�o fui eu. Montaram-me uma armadilha.
- Um passador? - Sim.
- Milagre lixado, n�o �? - O qu�?
Parecias inocente. Isto porque acreditas, � claro.
- E tu por que � que est�s aqui? - Pelo mesmo que tu.
Mas admito.
Mas eu estou presa por 7 kg.
O idiota do advogado disse que tinha de dizer que eram para mim.
Foi o suficiente para um ex�rcito inteiro.
Queria arranjar dinheiro, lady.
Queria comprar uma casa, roupas bonitas...
Seguir sem problemas num cruzeiro.
Nunca mais na vida irei viajar num navio.
...e os que temos aqui.
Hor�rio de fogo.
Ouve, tens 20 d�lares?
Por qu�?
S� facem o ghidu�ie.
- Mas estamos fechadas! - Claro que estamos! � por isso que pagas $20.
Como chegaste aqui? Roubaste os meus �culos?
Australiana...
Por favor, sente-se.
Eu vim aqui por causa do caso, senhor. Entrei com esse caso.
Estou aqui para objetar as acusa��es.
N�o h� justifica��o para a acusa��o de tr�fico.
A acusa��o teria de alegar a sec��o 66, para a posse.
A sec��o 65 � dirigida aos traficantes de hero�na e "cart�is".
� por isso que a senten�a de morte � obrigat�ria.
Mas a legisla��o n�o � intencional para ser usada contra um jovem
que foi enganada a carregar uma mala com os seus pertences.
Major, eu admiro a sua determina��o contra o tr�fico de drogas,
mas n�o � custa do meu cliente.
- Mulher branca, advogado branco. - Isto � um insulto.
- Adeus. - Adeus, Mr. Carlisle.
- Como foi? - Bastante mau.
O que � que ele disse?
No final, concordou considerar.
Ele disse que devo consultar v�rios departamentos.
- Quais s�o as chances? - Honestamente, n�o muito grandes.
Acho que o governo estabeleceu uma linha. Ficou farto de tr�fico de drogas e corrup��o
- Quer um u�sque? - N�o agora. Talvez mais tarde.
Desculpe-me...
Esta � a lei da Tail�ndia e n�s temos de aplic�-la e arriscar as consequ�ncias.
Com o tempo vai ser muito dif�cil mudar a acusa��o.
Ser� que voc� executava uma jovem branca e, especialmente, com metralhadoras?
- � um aviso muito eloquente. - Acho que sim.
- E o que n�s fazemos? - Nada.
Vamos esperar que o senso comum prevale�a.
No entanto, voc� deve preparar a defesa. N�o h� espa�o para erro.
O que voc� acha disso? Voc� disse que era um bom advogado comercial.
Oh boa, aqui na Tail�ndia onde o sistema "transcende-me".
Mas eu n�o vou ser muito bom na frente do j�ri.
- Hoje pode ser Flam Bloyd. - Sim, ou Arogan, n�o sei.
Se me der uma hora eu falo com ele.
E um bom advogado judicial.
- Aplicando os termos da lei. - Exatamente.
!Juntando ao processo criminal estou confiante que farei um bom trabalho.
O que vai fazer?
Se n�o for contra, eu gostaria de fazer um trabalho de "pernas".
Deixa-me ser o seu j�nior?
Por onde come�amos?
J� est� tudo arranjado. A primeira entrevista � amanh�.
- Em Jao Long? - Sim, vamos. Eu vou...
- Quer ir ao clube? - N�o, provavelmente vou para casa.
Estive a pensar... Talvez fosse melhor amanh� ir � pris�o.
H� muitas coisas que pode fazer aqui.
- O qu�? - Talvez voc� v� fazer melhor.
N�o podemos passar mais um dia se voc� continuar a mentir-me.
- O qu�, Hal? - Eu estive preso durante a guerra.
- Em Jao Long? - Tinha um nome diferente, ent�o, nome japon�s.
Eu nunca mais l� voltei em 40 anos.
Meu pai n�o me disse que era um prisioneiro.
Mas disse-me que voc� caiu em desgra�a.
- Pode-me dizer o resto? - N�o muito.
Pelo amor de Deus, Hal, � a execu��o de uma rapariga que est� em causa,
e diz-me que n�o consegue entrar no edif�cio?
Voc� precisa fazer mais do que isso.
Se voc� n�o quer ir l� amanh� de manh�
voc� precisa dizer-me exatamente o que aconteceu. Espero que seja bom.
Gosto muito deste local.
A �ltima coisa que meu pai queria era voltar aqui...
Era s� pela Corte Marcial mas deixei a Inglaterra para sempre.
Ele disse que eu morresse em Bangkok.
Voc� sabe que frase foi invocada?
N�o.
Ele disse que um c�o volta sempre ao seu v�mito
Foi isto que ele disse.
Quando a guerra terminou eu fui representante militar na embaixada aqui.
Algu�m da fam�lia � que foi o embaixador, n�o foi?
Meu av�, alguns anos antes. Eu suspeito que alguns bons anos.
Eu n�o nasci para ser soldado. Nem prisioneiro.
Mas a vida � assim.
Em 45, havia muitas doen�as na pris�o. Tifoide, c�lera, subnutri��o.
Muitos tentaram fugir.
Os japoneses deixaram bem claro desde o in�cio.
Se algum fugisse, dois seriam mortas.
Eu disse-lhes que isso n�o podia ser assim. Eles responderam que apenas estavam a fazer o seu trabalho.
Eu ordenei... Lutaram comigo.
Em �ltima an�lise, n�o havia escolha a n�o ser ir para o Jap�o.
Eles foram presos e executados no mesmo dia.
Isso � uma coisa que eu nunca vou esquecer.
Eram jovens, eram... muito jovens.
E eu tamb�m, suponho, era t�o jovem.
Eu n�o posso voltar l�, Richard, a s�rio que n�o posso.
- Ent�o temos um problema. - Mas eu ainda posso ajudar.
Sinto muito, Hal, Eu n�o acho que deva envolver-se.
� claro que vou envolver-me, � minha filha!
N�o volte atr�s agora, Hal! V� l� amanh� de manh�.
Isso � consigo.
Traduzido por M.I.F.M.P.H., com o apoio de subt�tulos em Romeno
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