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Original subtitles

A FILHA DA PECADORA

VMD

Chuckawalla, 8 quil�metros.

Dentro de uns minutos estaremos bebendo...

um par de cervejas grandes e frias.

O deserto...

devolveria pessoalmente aos �ndios.

Quando chegar na ponte, pare.

Halverson disse que nos esperaria na cidade. Talvez n�o o vejamos.

Quando chegar na ponte, pare.

-N�o dever�amos voltar aqui. -Cuide dos teus assuntos.

-N�o acertaram. -Por que n�o faz uma foto?

Cale-se! J� tenho uma foto... Na cabe�a.

Por favor, tenho pressa.

De r� e a deixe passar.

-Voc� percebeu, Johnny? -Sim, percebi.

-Paula, se sup�e que... -Onde est� Fritzi?

Em casa, esta tarde n�o veio. Sabe que...?

-N�o, e n�o chame para dizer. -N�o.

Ol�.

Olhando?

Sim, mas n�o gostamos do que vemos. � muito barato.

-Deveria te dar uma multa por isso. -Valeria a pena.

Como pularam. Como duas galinhas.

Poderia t�-las matado.

Seria em defesa pr�pria. Estavam me apunhalando.

Ainda leva um cravado nas costas.

Venha, vou retirar.

-Te alegra de me ver? -N�o em especial.

Eu tamb�m me alegro em te ver. Vamos tomar um trago.

O que h� de novo em Chuckawalla?

-Delitos ou piadas? -Tem alguma diferen�a?

-Depende de onde esteja sentado. -Sempre foi assim.

-Por que voltou? -A cidade grande me d� medo.

Sou uma garota do interior.

Veio ficar quanto tempo, Paula?

-Muito tempo, acho. -O que pensa tua m�e?

Me d� um cigarro.

J� sou adulta. Me permitem brincar com f�sforos.

-Ola, Sr. Bendix. -Hanson... Tom Hanson.

-Tem boa mem�ria. -Algumas coisas me lembro bem.

-Acho que nunca esqueci voc�. -Vai se hospedar aqui?

-No Rancho Halverson. -Neg�cios?

Policiais. Todos s�o iguais.

Uns faladores. Sempre fazendo perguntas.

-Estava falando com ele. -Eu estou respondendo.

-Vai indagar sobre Halverson. -Policiais. Todos s�o iguais.

Dizia...

Perguntava se estava aqui a neg�cios.

N�o. N�o � por isso. S� vim ao deserto.

-Como se chama? -Me chamo Paula. Paula Haller.

Que seja formal. Paula, Sr. Bendix.

Nos vimos... na ponte de entrada da cidade.

-Prazer. -Halverson n�o pode esperar.

Deixou as chaves.

Est� bem. Vamos. Haller... Paula Haller.

-Quem �? -Um homem muito importante.

Um jogador.

E como o conhece?

Nos vimos na mesma ponte fazem alguns anos.

-� muito bonito. -Depende de onde esteja sentado.

Sempre foi assim.

Acho melhor ir ver Fritzi. Adeus.

Adeus.

-Te arranco os dentes! -Calma, Pat.

-Ola, Tom. -Um delinq�ente desesperado?

� um dos trabalhadores. Gastou a grana e jogou um tijolo numa janela.

Mais grave ainda. Destrui��o de uma propriedade p�blica.

Tudo � p�blico em Chuckawalla. Todos somos donos de tudo.

Ah, deixa, Tom. Este � dur�o. N�o quer me dar seu nome.

N�o diga. Estamos juntos nisso.

N�o falaremos at� que nos traga um advogado.

-N�o sei por que te ag�ento, Tom. -Nem eu.

A �nica maneira de tratar com eles � ati�ando...

-at� que aprendam quem manda. -Sim, Pat.

-Vou colocar na geladeira. -Est� bem.

-Amanha vai domar um cavalo? -Vou tentar.

-Est� louco. -Sou assim.

Ah, sim, sabia que veio dizer algo.

-Eddie Bendix est� na cidade. -Sim?

-Est� hospedado no Rancho Halverson. -Por qu�?

N�o disse. Pensei que lhe diria.

N�o se preocupe com isso, Pat. N�o tem nada que ele queira...

Oh, sim?

-Ola, Srta. Paula. -Ola, Rosa. Como est�?

-Sua m�e quer te ver. -Diga que j� des�o.

Sabe quem est� aqui. Mike chamou de Purple Sage.

Paula... Paula, venha aqui.

Me pediu para inform�-la assim que chegasse.

Paula...

Paula, meu bem. Ia subir sem me cumprimentar?

Ola, Fritzi. Ola, juiz. Foi uma viagem longa.

Estava cansada e queria tomar um banho.

Voc� est� muito bonita, meu bem. Inclusive estando cansada.

-N�o �, juiz? N�o est� linda? -Est� maravilhosa.

Sente-se, meu bem. Me d� um beijo, eh?

-Com licen�a, senhoras, j� vou. -N�o, juiz, quero que fique.

Para que? Para ditar senten�a?

� r�pida, certo, juiz? G�nio vivo, decis�es r�pidas.

-Um tra�o familiar. -Juiz, sabe que n�o sou assim.

Nunca tomo decis�es r�pidas. Penso muito tempo nas coisas.

S� ajo rapidamente.

-Est� bem, m�e, diga-me. -Agora pouco era Fritzi.

Me chamou Fritzi amavelmente. Agora sou " m�e" .

Quando n�o pode tirar nada, sou " m�e" .

E diz com dureza.

Acho que em situa��es como esta ningu�m ganha nada se aborrecendo.

Meu conselho...

Ser� exatamente o que Fritzi quer que diga.

-Bom, isso � verdade. -Tem um car�ter fraco, juiz.

Sim, isso descobri faz muito tempo.

-Est� bem. Por que esta vez? -Pelo mesmo motivo.

Este � o quinto col�gio.

N�o mudaria nada ainda que fossem cinq�enta.

-Ent�o ser�o cinq�enta. -N�o, n�o ser�o.

Por que � diferente a todos os demais?

Se refere a sua filha.

Nasceu para ir a um col�gio para senhoritas... � snob.

A vi na rua agora pouco. ia com sua esposa.

-Ambas me deixaram sem jeito. -Falarei com ela.

O que vai dizer?

Que n�o h� diferen�a alguma entre n�s.

Que voc� � um s�cio de Fritzi?

Que ganha dinheiro do mesmo modo que ela,...

s� que a voc� te pagam sem que vejam como segui sendo respeit�vel?

-N�o fale assim. O juiz... -Juiz!

Inclusive o titulo � falso.

Est� tentando ser agrad�vel. Disse que falar� com ela.

Est� falando com ela desde quando tinha 8 anos.

-Mas j� n�o tem oito anos. -N�o, Quando tinha, chorava.

-Mas j� n�o chora. -N�o, agora sou como voc�, Fritzi.

-Pare�o contigo a cada dia. -Tal pai , tal filho.

-Duas encantadoras... -Ah, cale-se!

J� posso subir, m�e?

Olha, meu bem, n�o quero discutir contigo.

-Sabe que n�o quero. -Posso?

Sim, pode.

-Me d� uma bebida, Berle. -Querida...

Me d� uma bebida.

-Al�. � o xerife. -Fale voc� com ele.

Claro. Ola, Pat. Fritzi n�o se encontra muito bem.

Pediu para que fale contigo.

Sim. Claro, Pat.

Pediu para te dizer que Eddie Bendix est� na cidade.

Eddie Bendix?

Sim, parece que alugou o Rancho Halverson.

Parece que estar� aqui por uma temporada.

-Eddie Bendix. -� um velho amigo seu, n�o, Fritzi?

Fala como se n�o soubesse. A Pat disse por que veio?

Falou para perguntar para voc�.

Diga que tamb�m n�o sei. Adeus, Berle.

-Gostaria de esclarecer minha filha. -Adeus.

-N�o pegou a bebida. -N�o se arrebentar�.

-Paula. -Sim, m�e.

Vem aqui, meu bem.

Me alegro de que esteja em casa. Me alegro muito.

Obrigada, Fritzi. Muito obrigada.

Diga-me, meu bem, por que foi desta vez?

Pelos motivos habituais. De onde �?

Quem s�o seus pais? Ao que se dedicam?

-E voc� sempre diz? -N�o quer que minta, certo?

-Por que n�o? -N�o me envergonho de voc�.

-Quer que me envergonhe? -N�o.

-Fritzi, sou mais velha que elas. -Voc� acha que �.

S�o crian�as. N�o sabem o que querem.

-E voc� sim? -Sim.

-Se importaria em me dizer? -Vou ficar aqui.

-E fazer o que? -Trabalhar contigo no Purple Sage.

Escuta, se algum dia se aproximar desse lugar, te...

Voltei a explodir. Depois falamos disso, eh, meu bem?

-Falaremos agora. -Est� bem. Se quiser.

A resposta � n�o. N�o � o que tenho em mente para voc�.

E o que tem em mente para mim, Fritzi?

-Como te passou essa id�ia? -Diga.

Diga voc�.

Est� bem. Porque isso � o que voc� faz.

Trabalhava numa f�brica de seda, em Patterson Nova Jersey.

Ganhava oito d�lares por semana. N�o gostaria.

Tinha um par de sapatos e um vestido.

Meu pai era um b�bado e minha m�e n�o se importava.

Para mim foi uma sa�da, mas para voc�...

As pessoas te procuram. Fazem o que diz.

-E � o que voc� quer? -� o que quero.

Est� louca, meu bem.

Viria a mim chorando no primeiro sinal de perigo.

-Fa�a a prova e veja se � assim. -Deixa para l�. Eu sei.

Se acontecesse algo, me diga e resolvo como sempre fa�o.

N�o, desta vez n�o resolver� nada.

� minha vida e vou viver ao meu modo.

-Eddie... -Sim?

Tem que deix�-lo. Tem que tira-lo de sua mente.

Sabe como?

Provavelmente est� l� atr�s. Quer que a procure?

N�o tem pressa. Vejamos como vai fazer.

-Apostem. -N�o tem mais apostas.

Boa noite, Sr. Bendix.

J� saem.

Ao sete, n�o.

Sete. Perdeu.

-Ol�, Sr. Bendix. Johnny. -Ol�, Chuck.

-Mude os dados. -� uma piada, n�o?

Vamos. Me d� os dados.

Bom, tudo � seu tempo. Obrigado. L� v�o.

-Apostem, por favor. -O ponto est� em oito.

O ponto est� em oito. Bom, amigos.

-Desculpe. -Espere, Sr. Bendix.

-Sinto, Srta. Paula. -� dinheiro legal.

Nessa mesa n�o �. Quer que me despe�am, certo?

N�o te despedir�o, Chuck. Sabe muito sobre ela.

Sinto. Essas s�o suas ordens.

-Tome, Srta. Haller. Lance-os por mim. -Obrigada.

Bom. L� v�o. Seis. Seis e oito.

Um seis e um dois. Ganhou.

Deixe o dinheiro. Siga jogando, Srta. Haller.

Tentem a sorte outra vez. Assim. Tudo ao seu tempo. L� vai.

-Onze. Os dados est�o quentes. -Deixe l� o dinheiro. Me traz sorte.

Onze. Isso � o que tem na mesa. Um momento, enquanto pagam.

-L� vai. Tudo ao seu tempo. -L� vai outra vez.

L� vai. Assim.

-Seis. O ponto est� em seis. -O ponto est� em seis.

Apostem, por favor. L� vai outra vez. Tudo ao seu tempo.

E ganhou, superando.

-� a terceira vez. Que sorte. -L� vai outra vez.

Tudo ao seu tempo.

N�o sabia que tinha tanto talento, Paula.

-� algo natural em mim. -Ol�, Fritzi.

-Ol�, Eddie. -Falei o que queria.

-Pedi que jogasse por mim. -Me disseram.

Alguma obje��o?

-O mesmo Johnny de sempre. -Para voc� ser� uma grande perda.

-Posso suportar. -Me d� os dados, Chuck.

L� vai. Bom, tudo ao seu tempo.

Um as e um dois. Perdeu.

-Continua sendo muito bom, certo? -Sou perfeito, Chuck.

J� o fiz.

N�o diga bobagens. S� um idiota faria isso.

Quero uma bebida e conversar um pouco com voc�.

Ter� tudo no meu escrit�rio. E te verei em casa.

Adeus, afortunada. J� nos veremos.

Tem um escrit�rio muito bonito.

Por que n�o? Vivo aqui, praticamente.

-E uma filha muito bonita. -E uma filha muito bonita.

-Por qu�? -Pelos bons tempos.

-O que tiveram de bom? -Nada.

Isso n�o � verdade. As pessoas eram boas. Eram valente. Como teu marido.

Meu marido...

-N�o voltou a casar, Fritzi. -N�o. E voc�?

-N�o. Se deu bem s�. -N�o tanto. Gente de pouco interesse.

Mineiros, trabalhadores da ferrovia, vaqueiros acabados.

-Voc� sim se deu bem. -Sim. Me dei bem.

-Era de se esperar de um homem como voc�. -Isso n�o tem import�ncia.

-A tua filha... Gosta de jogo. -O que acontece?

-Leva no sangue. -Como a seu pai.

-Mostra a ela uns dados... -N�o se parece com voc�.

-Pensei que queria falar. -Me lembra algu�m que conheci.

A mim tamb�m. A principio logo a vi melhor...

Ningu�m te perguntou. Est� bem. Falemos agora.

Hoje me visitou o xerife.

-Sim? -N�o gostei.

-N�o gostam de ningu�m. -Separe-o.

-Eu? -N�o brinque comigo.

-� um homem teu. -Por qu�?

Porque estou dizendo.

-Ou talvez pelos velhos tempos. -Te devo algo dos velhos tempos?

N�o, mas n�o quero que ningu�m me incomode.

-Calma, Eddie. Talvez n�o haja... -Cale-se!

-O que acontece, Eddie? -N�o gosto que me enganem.

Est� bem. Eu o mandei.

Desculpem. Pensei que tinha ido.

- Disse que nos ver�amos em casa. -Estava te esperando.

Quero ir para casa com voc�.

-Te espero l� fora. -Certo. Terminei.

S� mais uma coisa.

Falou que me fez todas essas perguntas?

-Quais? -Sobre minha esposa, o acidente.

-Sobre como morreu. -N�o, eu n�o fui.

-Deve ter sido id�ia tua. -Pois esta � a minha.

N�o volte a fazer. Nunca.

N�o pode me culpar. Chega assim na cidade...

Disse ao policial mais jovem, que vim aqui para estar s�.

Comentam que te expulsaram de Las Vegas.

Quando Eddie quiser voltar ao seu posto, voltar�.

N�o sei o que pensar. Tenho tudo bem esquematizado.

Talvez queira vir � cidade.

Talvez queira voltar a jogar por centavos tamb�m.

N�o quero nada de voc�. N�o quero nada de ningu�m.

-S� quero que me deixem em paz. -Igual como me deixou?

Assim � como foi, Fritzi. Desde...

Assim � como foi. Fa�a o que te digo, Fritzi.

N�o procure problema.

Claro que se parece. Olhe-a agora.

Como fala comigo, m�e. � como ele fala para voc�.

Fa�a o que te digo, Fritzi.

-Vai para casa. -Sim, m�e.

-Ol�, Hank. -Ol�, Paula.

Cuidado, rapaz.

Assegura de molest�-lo l� embaixo, Tom.

-Vamos, Tom! -Estou preparado, rapazes.

-Prenda-o, Tommy. -Vamos, Tom!

Mantenha-se nele, Tom. Muito bom, Tom! Vamos!

-Est� bem? -Sim.

Quem se quebrou, Tom? Voc� ou o cavalo?

3 tentativas mais e o cavalo monta em mim.

-Ah, sim? -Deixe em paz.

Paula, espera. Nenhum de voc�s, vaqueiros de farm�cia,

s�o capazes de montar como ele.

-Vou ao barrac�o. -N�o, deixe-o em paz.

Quando acontece algo assim, n�o quer ningu�m perto. Nem eu.

-Era t�o bom realmente, Pat? -Nunca te falei?

-Tom n�o fala muito de si mesmo. -Era o melhor.

-O que aconteceu -Estava lutando com um novilho.

Escorregou. E agora esta todo quebrado por dentro.

N�o est� pensando em voltar ao rodeio realmente, certo?

Continuamente. E eu te digo: Muito bem, volte.

Nunca poder� ser t�o bom como antes.

Uma vez que um homem � campe�o, ser segundo n�o serve.

Provavelmente esteja a� com uma dor que te come por dentro.

Para um homem como Tom, o melhor � ter um pequeno rancho,

como ele fala sempre.

-Acho que j� pode falar com ele. -Obrigada, Pat.

-Est� melhor? -Sim.

No que pensa, Tom?

Em que eu j� n�o tenho o que precisa ter para isso.

-Eu acho que voc� tem. -Fala por falar. N�o sabe.

Te conhe�o.

Obrigado. Gosta de montar?

-Acha que deveria montar? -Claro. R�pido.

Eu tamb�m.

Uma vista bonita.

Sim, pode ver Chuckawalla... Se quer.

Se quer.

Continua bravo?

Cavalgando passou um pouco.

-A mim tamb�m. -Fritzi?

Ontem a noite discutimos outra vez. Me deu uma bofetada.

-O que voc� fez? Devolveu? -Ah, cale-se.

-Me calo. -Me ama muito, Tom.

S� que n�o me entende.

-Eu tamb�m. -Voc� tamb�m o que?

Te amo.

Isso eu sei. N�o sei o que quero... Ao menos ainda.

Acho que sei.

Procura o que eu conseguia no rodeio.

A emo��o que a gente diga: � uma pessoa muito especial.

Gostaria de voltar a conseguir isso.

Mas talvez consiga que s� te diga uma pessoa.

Uma bonita vista. Se pode ver Chuckawalla.

-Sim, e a neve nas montanhas. -E fuma�a que sai de uma chamin�.

� o Rancho Bar Triangle. Queria compr�-lo um dia.

-A que distancia est� daqui? -De 13 a 16 quil�metros.

-Bem depois do Halverson. -O Halverson.

-Onde se alojou Eddie Bendix. -Sim.

Ontem a noite eu o vi. Foi ao Purple Sage.

� um homem estranho.

-D� muita import�ncia. -Conheceu sua esposa?

S� a vi depois de morta.

Cheguei 10 minutos depois que aconteceu.

Passou atrav�s da prote��o. Uma massa sangrenta. Era...

-Como era? -Era uma mulher bonita.

Imagino que sim. Um acidente horr�vel...

Sim, um acidente. Isso � o que consta no relat�rio.

Nunca entendi por que Bendix dirigia outro carro.

-N�o te agrada. -Acho que n�o � bom, e voc�

-D� muita import�ncia. -Talvez.

-Vamos de volta -Claro.

Rosa...

Rosa!

-J� terminoui? -N�o, senhora.

Leva isso daqui.

Direi a um dos rapazes que te traga o carro rancho.

-Adeus, Paula. -Adeus, Tom.

Est� bem, Fritzi. Voc� ganhou. N�o devia falar o que lhe falei.

N�o quero ganhar assim.

Nunca tinha te batido. Nem quando era crian�a.

-Talvez deveria ter feito. -Talvez.

N�o sei, Paula. N�o consigo que me entenda.

-Eu acho que � o contrario. -Pode ser.

Acho que � in�til falar para que volte ao col�gio.

-� in�til. -Est� bem. N�o falaremos disso.

-Com quem voc� foi montar hoje? -Com Tom.

- � um belo rapaz. -Sei que �.

-Gosta? -Gosto.

Tenho que ir a Los Angeles � neg�cio.

Talvez seja uma boa id�ia que me acompanhe.

-E que compre alguma roupa nova. -N�o preciso.

As mulheres sempre precisam de roupas novas.

Posso comprar para voc�.

Pode comprar qualquer coisa, certo, Fritzi?

Quase qualquer coisa. Sairemos pela manha.

O que me diz, meu bem? Nos divertiremos.

Se promete dizer aos jovens que sou sua irm�.

-Assim a concorr�ncia seria esmagadora. -Sua irm� mais velha.

-De acordo. Trato feito. -Sobe, vista-se e jantaremos juntas.

Tire esse cheiro de cavalo. Usa meu perfume. Tem bastante.

N�o consigo te colocar num col�gio nem te tirar do est�bulo.

Gosto dos est�bulos.

Ol�, Pat. Fritzi.

Diga ao Tom que v� a Purple Sage � noite. Quero falar com ele.

Certo.

Sim?

-Ol�, Fritzi. -Ol�, Tom. Sente.

Pat disse que queria me ver.

-Quer uma bebida? -N�o, obrigado.

Deixa de se comportar como se fosse te arruinar.

Se tivesse dez anos menos...

Mas como n�o tenho, pode me chamar de m�e.

Certo, mam�e.

Tom Hanson. Tem 28 anos, e � de Waco, Texas.

Foi vaqueiro, ent�o passou 4 anos...

indo pelos currais do pa�s participando de rodeios.

Os m�dicos dizem que se voltar a montar morrer�.

Se Pat n�o te desse trabalho como ajudante, passaria apuros.

Se tivesse dinheiro, compraria um rancho. Mas n�o tem. Certo?

Me vacinaram quando tinha 9 anos.

Omitiram isso no certificado.

Contratei uma ag�ncia de detetive. Se importa?

Te disseram o que aconteceu na noite que me embriaguei em Cheyenne?

N�o, n�o me falaram nada sobre isso.

Espero que o informativo tenha sa�do caro.

Sim. Qualquer coisa que quizer de verdade sai caro.

O que voc� quer dizer?

Descobri que � honrado e valente. Isso me agrada.

� correto e tem experi�ncia.

Quando diz que quer ficar em um rancho, acredito.

Mas paguei para estar segura.

At� agora, parece um mal investimento.

Por isso te chamei hoje. Para saber.

Pergunta por que insisto que Paula saia daqui.

-Nunca tinha pensado nisso. -Tem 19 anos. Uma mulher.

N�o tem mais amigos nessa cidade do que meus s�cios.

N�o � culpa sua. Acho que � minha.

De todo modo, tenho um problema.

Perguntava se j� tinha percebido.

-Gostaria de casar com Paula? -Vamos avan�ando.

Por isso contratou os detetives?

E protegerei meu investimento com mais capital.

Se casa com Paula, ter� teu rancho.

Melhor e com mais gado que qualquer um pudesse comprar...

- ainda que trabalhando at� os 90 anos. -E Paula o que acha?

Gosta de gado e de cavalos. Gosta do deserto.

Esse � um dos motivos pelos quais o escolhi.

Quais s�o os outros?

Muito bem. Estamos 10 anos aqui.

Nunca nos aceitaram na cidade realmente. N�o que me importe.

Nem me relacionaria com eles.

Mas aceitaram voc�. J� � algo.

E se ela se casar contigo, com o tempo, aceitar�o a Paula.

-Ter� amigos. -Entendo. Algo mais?

Uma coisa mais. Te vi com ela. J� est� apaixonado por ela.

-Com isso j� ficou tudo claro, n�o? -Para mim, est�.

-Onde est� Paula agora? -Em casa. Por qu�?

-Gostaria de falar com ela. -Muito bem. E aproveito a carona.

-Paula, est� acordada? -Sim.

Desce. Tom est� comigo. Quer falar com voc�.

J� vou.

-Vou deitar. Estou cansada. -Quero que fique.

Eu? Por qu�?

O que est� acontecendo?

Fritzi e eu estamos preparando uma comemora��o... relacionada com voc�.

-Tom! -Paula, quer se casar comigo?

Fritzi me ofereceu um rancho, grande, se me caso contigo.

Quero saber que possibilidade tenho.

-Paula, eu... -O que diz?

Muito obrigada, Tom,...

mas n�o acho que estarei aqui muito tempo para aceitar tua oferta.

-Talvez em outra oportunidade. -Paula!

Por que cometeu essa estupidez?

Se quero um rancho, eu consigo.

E se quero casar com ela esse � um problema meu.

-Voc� a colocou contra mim. -Sempre a manipula.

Um dia qualquer vai afast�-la da tua vida.

-E quando acontecer, n�o ser� bonito. -Precisa de mim.

N�o poderia afast�-la ainda que quisesse. Por isso voltou para casa.

N�o me abandonar� nunca.

Apaguem essa luz!

O que faz aqui sozinha de noite?

-O que voc� faz? -Vamos. saia.

-Ouviu dizer para ir embora, -Sim.

-O que quer de mim? -Nada.

� bonito conhecer algu�m que n�o quer nada.

-Foi aqui onde aconteceu, certo? -Onde aconteceu o que?

-O acidente. Sei tudo sobre isso. -Quem te disse?

-Tom. Eu perguntei. -Por qu�?

S� queria saber.

Por que n�o foi quando pedi para ir?

-Porque queria te conhecer melhor. -N�o fale mentira, certo?

-Ouvi dizer que voc� tamb�m n�o. -Me agrada.

� uma mo�a diferente, mas me agrada.

Obrigada. Posso te levar a algum lugar?

Seria genial. Poderia levar-me ao Rancho Halverson.

Tudo bem.

O policial com quem estava hoje...

O que te disse quando perguntou quem eu era?

Nada. Olha, conhe�o os policiais.

O que e disse?

Me disse para n�o me interessar por voc�.

N�o est� levando em conta, certo?

N�o.

Sabe onde voc� est� se metendo?

Porque se voc� n�o sair agora mesmo, vai ficar sabendo.

� voc�, Eddie?

Afaste-se dessa luz poderiam te matar como uma pomba.

De onde voc� vem? N�o ouvi voc� sair.

-N�o sabia. Achei que... -Entre na casa, Johnny.

-Saia daqui. Deixe-o em paz. -Entre na casa!

Tem raz�o. Talvez seja melhor voc� ir.

-E talvez seja melhor que n�o volte. -Por que n�o?

Porque n�o sou o homem apropriado para voc�.

Perder� o ju�zo. Desejar� n�o ter me visto nunca.

-Lembre-se do que falei. -Lembrarei.

Colocou as malas no carro, e quando vi que realmente ia,...

perguntei se queria que dissesse algo, mas n�o respondeu.

-Entrou no carro e se foi. -Est� bem, Rosa. Ela voltar�.

Sim, senhora.

-Voltou logo? -Sim, m�e.

-N�o conseguiu ir embora, certo? -N�o, m�e.

Sim, m�e. N�o, m�e.

O que aconteceu, meu bem?

O que aconteceu? � o modo que falei antes? Sinto.

N�o, �... N�o sei, Fritzi. Eu...

O que?

N�o posso explicar. De repente, comecei a chorar. Isso � tudo.

Deve ter sido pela tempestade.

Quando menina tinha medo das tempestades. Tinha que dormir contigo.

-J� est� bem? -Sim, estou bem.

-Se quiser... -N�o, estou bem.

Claro. Amanh� iremos a Los Angeles fazer compras, ver um espet�culo...

Acho que n�o quero. Voc� tem que ir?

-Sim. N�o quer que eu v�? -N�o.

Quer dizer... N�o sei o que quero dizer.

A tempestade est� passando. Agora poder� dormir.

-Boa noite, meu bem. -Boa noite, Fritzi.

Quer mais caf�, Eddie? Eu o trago.

Se est� bem aqui. Devo estar ficando velho.

Sentado ao sol...

� o que deve fazer. Descanso, sol.

Em breve, estar� preparado para qualquer coisa.

Vamos a Los Angeles, pegamos os meninos...

Deve estar saturado de bancar o enfermeiro comigo.

Ficamos muito tempo juntos.

Oi!

-Ol�, garota. -Ol�.

Quer um caf�? Traga tr�s x�caras, Johnny.

-Lembra do Johnny? -Sim, lembro.

Tenho que pedir desculpa pelo modo que falei ontem a noite.

Como quer?

-Estranha ter que pedir desculpa... -Trabalho isso... gradualmente.

-Pegue os caf�s. -Desculpe. Tenho maus modos.

-Chegou bem em casa? -Sim, cheguei bem em casa.

-Sente-se. -Obrigada.

-O que me conta? -O que quer dizer?

-Como vive? O que faz? -N�o fa�o muito.

-Gosta de viver aqui? -Estou acostumada.

Minha m�e me trouxe aqui quando era uma menina.

Viemos de Nova Jersey. Meu pai era contrabandista.

-O mataram. N�o lembro. -Eu sim.

-Voc� o conheceu? -Sim. Faz�amos a mesma coisa.

-Conhecia Fritzi? -Faz muito tempo.

Tive um bar clandestino depois... da morte de teu pai.

-Diga, como era Fritzi ent�o? -N�o a conhecia muito bem.

N�o combina muito com ela, certo?

Certo, deixe. N�o � assunto meu.

-Mas � assunto seu. -N�o cometa esse erro, garota.

N�o pretendia dizer isso. N�o queria te comprometer...

N�o. N�o ganhar� nada com isso.

N�o vim aqui para ganhar nada, nem para que me repreendam.

-Ningu�m esta te repreendendo. -E ningu�m me repreender�.

Acho que n�o me agrada seu tipo de hospitalidade, Sr. Bendix.

Um momento...

Pode manipular Johnny, se ele gosta. Mas eu n�o.

-Nem voc�, nem ningu�m. -Calma. Espere.

Vim aqui sem ser convidada, e posso ir do mesmo modo.

-Ol�, noiva juvenil. -Ola, Tom.

-Aborrecida comigo? -Claro que n�o.

-Fez o �nica coisa que podia fazer. -N�o estou certo.

Sempre quis um rancho. N�o sei como cozinha.

-Uma soda? -Sim, por favor.

-Deveria ter aceito a oferta. -Por qu�?

O que fazia no Rancho Halverson na outra noite

-Cuidando de meus assuntos. -Eu tamb�m.

Patrulhando pela estrada perto da ponte estadual.

Bem quando saia da estrada particular e ia para a cidade.

-N�o volte l�. -Eh, um momento, Tom.

Falo s�rio, Paula.

Quando trata com algu�m como Bendix,...

n�o recolha tuas coisas e v� para casa.

-Estou te falando para se afastar dali. -O que tem que ver com voc�?

Ou mudou de id�ia sobre querer o rancho?

Depois desse coment�rio,...

deveria permitir que se envolva at� o pesco�o.

Mas vou te dizer algo que deve saber.

N�o posso te impedir.

Me encarregaram do caso de Bendix.

E dai?

Levaram um cad�ver na cabe�a do partido.

-Eu vi, e tenho boa mem�ria. -Algu�m que conhecia?

N�o, n�o era ningu�m.

Mas a primeira vez que te vi, lembrei tudo outra vez.

Tentei te falar na colina. Parece com ela.

-Pare�o... -Igualzinha a ela.

Entendo.

Obrigada, Tom. Obrigada por um bom favor.

Pago as sodas.

-Ol�, Paula. -Ol�, Eddie.

Estive esperando que voltasse.

-Eddie... -Sim?

-Agora sei algo que antes n�o sabia. -Eu tamb�m sei algo.

Senti sua falta. Me surpreendeu. Sobe.

Depois de como me tratou Johnny e voc�, acho que n�o deveria.

Tudo bem. Sei que estava enganado. Sinto. Agora, entre no carro.

-Acho que n�o quer, amigo. -N�o creio que seja assunto teu.

Sabe, tem gra�a.

Deseja que aconte�a algo, e de repente est� na sua frente.

-Por exemplo? -Te quebrar o nariz.

-Saiam. -Des�am do carro.

-Escute, vagabundo... -Eddie, quieto.

Por que n�o pergunta a garota?

-Quer ir com ele, Paula? -Sim.

Vou consertar uma cerca.

Sei por que voc� se comportou assim no outro dia.

-Por que me tocou... -Sim?

Pare�o com ela, certo? Pare�o muito.

N�o gosto de mulheres bonitas.

Ser� melhor agora que n�o fique muito tempo.

Est� bem, se voc� diz.

N�o pode dizer, certo?

Entra. Te mostrarei a casa.

-Quem faz o trabalho de casa? -Johnny.

Johnny... Um pouco descuidado, n�o?

Faz um belo dia. Deixe que entre.

Gosto da luz do sol no seu lugar. L� fora.

Sim, tem raz�o. Est� um pouco descuidado.

Johnny est� um pouco atrasado com os pratos.

Sim.

-Dorme sem fazer barulho, certo? -Tem boa vista.

Sim, durmo sem fazer barulho. Me encolho como um gatinho.

-Pode ajudar. -Muito bem.

-S�o carregadores. -Eu sei.

Temi que pudesse jog�-los na chamin�.

Est� armado?

A escova est� no arm�rio da cozinha, se quiser.

-Sinto. -N�o tem import�ncia.

� uma estranha combina��o.

Reconhece um carregador autom�tico e arruma a casa seriamente.

Est� muito bonita esvaziando esses cinzeiros.

Tem gra�a as mulheres. Nunca se metem debaixo da pele...

at� que as tenham em casa, onde se v� como funcionam.

N�o deveria fazer isso, crian�a.

Quando me der conta, ficarei sem emprego.

N�o se preocupe. Me encarregarei de que receba tua pens�o.

Paula, vamos sair e respirar ar fresco.

Isso � o que gosto, Eddie. Estar s� no deserto.

Com a Artem�sia e o c�u. Aqui ningu�m te olha com desprezo.

Sim. � bonito.

N�o gosta como eu. Vejo na tua cara.

Como se estivesse pensando em outra coisa.

Em que estava pensando?

Em casas de bairro e ruelas.

Eddie, o que era antes de te conhecer?

Um tipo duro.

N�o, faz muito tempo. Inclusive antes de conhecer Johnny.

Um rapaz, como voc�.

-Onde morava quando era crian�a? -No Brooklin. Ninth Ward.

-Como era? -N�o sei. Como qualquer outro garoto.

N�o...

-Quando conheceu Johnny? -Tinha sua idade. Talvez um ano a mais.

Estava numa cafeteria, em Times Square,...

isso as 2 da manh�, num s�bado.

Eu estava duro. Ele tinha uns d�lares.

E acabou pagando meus ovos com presunto.

E depois?

Naquela noite fui para casa com ele.

Tinham fechado a porta e n�o tinha onde dormir.

Sua m�e tinha uma pens�o no Bronx.

E haviam muitos quartos vazios.

Ficamos juntos desde ent�o.

Como se...?

Como me met� neste mundo? Que import�ncia tem?

Atrav�s de Johnny. Nova York, Nevada...

Ficamos juntos muito tempo. Muito, muito tempo.

Onde voc� a conheceu?

-Em Nova York? Em Nevada? -�ngela?

A conheci em Las Vegas. Que diferen�a faz?

-Nenhuma. -Quer saber se era feliz com ela?

Sim.

Fala dela, como se ainda estivesse viva.

Sinto.

-J� tem muita press�o na minha vida. -N�o te pressionava.

Calma. Esta vez n�o me referi a voc�.

-Eddie! Vem comer? -Sim. Ponha mesa para tr�s.

-Para tr�s? -Sim. Ainda mora aqui.

N�o estava certo.

N�o te agrado. N�o tem porque agradar.

N�o tem porque escolher os meus amigos. Venha, vamos entrar.

Paula?

Paula?

Lembra de mim? Sou sua m�e.

-Ol�, Fritzi. Quando chegou? -Ontem � noite, tarde.

-Achei que estaria dormindo. -Sim, estava.

Parece que n�o ficou contente em me ver.

S� estou surpresa.

N�o achei que voltasse at� amanh�.

Est� bem, linda. Bonita, vi�osa e viva.

Gosto de te ver arrumada. Onde vai?

Onde? N�o sei. Dar um passeio de carro.

Quem sabe vai passar o dia em Las Vegas.

-N�o vai tomar caf�? -N�o tenho apetite.

N�o v�. Fazem dias que n�o te vejo. Sente.

Diga onde esteve, que fez...

-Diga. -Adeus, Fritzi.

Um momento. Paula...

Diga. Sim, Mike. Irei dentro de um instante. Pode me esperar.

-Como termina? -N�o sei.

Olharei na �ltima p�gina.

Tem um final feliz.

Sempre tem. Se apaixonam. Se casam.

-Este termina quando se apaixonam. -Sim?

-Isso � o que diz. -Leia.

Muito bem.

N�o fizeram falta palavras. Seus olhos disseram o que queria saber.

Que estava apaixonada por ele. A pegou em seus bra�os.

Tudo bem. Feche a porta.

Est� uma noite de c�o.

-Vai dormir? -Sim.

N�o receia que a estrada inunde?

A tempestade est� acalmando. N�o acho que haja inunda��es.

-Continua chovendo. -N�o nas montanhas.

� de onde vem toda a �gua.

O leito do rio subiu quase um metro.

O que acontece? Tem medo de se afogar?

Se a estrada inunda, hoje n�o ir� para casa.

-Ent�o poder� ficar aqui. -Claro que sim.

E ao amanhecer, todos os policiais do deserto estar�o batendo na porta.

Fala muito.

N�o falo o suficiente. Se acha que vou deixar que perca a cabe�a...

� mais prov�vel que perca a sua.

-E voc� aonde vai? -Para casa.

-Tire o casaco. -Johnny tem raz�o. Se inunda...

-Aqui Johnny n�o d� ordens. -Est� bem, Eddie.

N�o pretendia dar ordem alguma. S� quero evitar confus�o.

Tire o casaco!

Ouviu o que disse Eddie. Quer que fique.

-N�o se parece nada com ela. -Isso importa?

-Algo foi mal em algum lugar, garota. -Mal?

N�o estou certo de poder arrumar sem voc�.

-Infringi alguma lei? -Nenhuma que esteja no c�digo.

Por que me deteve? � parte do seu trabalho?

Vou de um lugar a outro.

Te falei outro dia na frente da farm�cia, Paula.

-N�o te escutei. O que vai fazer? -Diga voc�.

Sempre pode dizer a Fritzi.

Sempre achei que para domar um potro,...

tinha que prend�-lo com uma corda comprida, mas come�o a duvidar.

Acho que te dei toda a corda que podia te dar.

-Que voc� vai me dar? -Eu.

Est� parecendo Fritzi. Deveria se unir a ela.

-Talvez o fa�a. -Assim ambos poder�o dirigir minha vida.

Voc� pode fazer? Sabe o que faz?

Sim. Sei o que fa�o.

-Mas por qu�? -Porque � o que sinto.

Mas um homem como Bendix, um vil delinq�ente...

N�o � diferente de Fritzi. S� que � mais bonito.

E mais importante. E mais forte.

-E isso � importante? -Para mim, �.

Ent�o n�o tem mais o que falar. Fritzi est� no Sage?

-Sim, acho que foi a Las Vegas. -Ser� melhor ir para casa.

-A estrada est� mal. Se me seguir... -Obrigada. Poderei chegar em casa.

-Sei o caminho. Adeus, Tom. -Adeus.

Entre.

A gan�ncia do pecado...

S�o muito altas. Mas voc� n�o sabe. Como est� hoje, bobo?

-Molhado e sedento. -Bebe?

-E fumo. -Mas n�o anda com garotas?

N�o gosto que me paguem por isso. Gosto de continuar como um amador.

Lembra que te presenteei com um cinto no Natal.

-Vai contra o regulamento. -Acertarei com Pat.

O que quer? Por que veio me ver?

Isso � o que estou tratando de saber.

-Quer que eu diga? -Chute.

Pensou melhor e quer que volte a te fazer a oferta.

Mas n�o tem coragem de falar.

N�o � diferente das demais pessoas dessa cidade.

Quer tua parte, mas quer amarrada com um la�o rosa.

-Por isso veio aqui? -Sim.

-Pode ser. -Est� bem. Por que veio?

S� vim para entrar no calor. A boba � voc�, Fritzi.

Tom. Por que veio aqui?

Seja pelo que for, eu vou resolver.

Ol�, Johnny.

-Eddie j� se levantou? -N�o, est� dormindo.

Se importa que me sente aqui e olhe?

Por mim tudo bem.

-Johnny. -Sim?

O que quer da vida? Todos queremos algo.

Dinheiro, amor, viajar, um negocio pr�prio...

-O que voc� quer? -Por que quer saber?

Por curiosidade. Sempre esta com Eddie.

Parece que sempre esta com ele.

Mas tem que ter algo de voc� afastar-se dele

O que voc� quer para voc� mesmo?

Por que deveria haver algo de mim que n�o seja Eddie?

Duas pessoas n�o podem se encaixar numa s� vida.

-Voc� acha que sim. -E se retira... ou se casa?

-N�o se retirar�, nem se casar�. -Se casou uma vez.

E n�o deu certo.

-Voc� a conheceu? A �ngela... -Sim, tamb�m morei com eles.

Conheci Eddie Bendix muito antes que conhecesse �ngela.

E conhecerei muito tempo depois.

E o conhecerei muito tempo depois que for daqui.

Eddie Bendix est� perdendo o tempo num cemit�rio de cactos.

Quer estar aqui.

As vezes, n�o sabemos o que queremos.

Ficamos louco um tempo, mas logo passa.

-As vezes n�o. -Eu n�o contaria com isso.

-Algum dia te deixar�. Voc� sabe. -N�o me deixar�. Sou muito �til.

-O que quer dizer? -Por que n�o pergunta a ele?

-Johnny... -Sim?

-Johnny, sejamos amigos. -� piada?

-Ei, voc�s! O que aconteceu? -Estamos conversando.

-Do que? -De voc�.

Vai querer caf�.

Tudo bem, Eddie.

O que acontece, garota?

Johnny disse que logo ir�o do deserto. Os dois.

Est� pressionando, eh? Faz muito bem.

-� verdade? -N�o tinha pensado nisso.

Est� tratando que nos desentendamos. Me odeia.

Esquece.

Eddie, se me ama, se desfa�a dele.

Sabe como cruzar a linha, certo?

N�o fui eu quem tra�ou a linha. Foi ele.

Te amo. Estou apaixonada por voc�.

� poss�vel que Johnny n�o goste disso.

-E voc�? -Come�o a gostar do deserto.

Come�o a gostar de tudo sobre o deserto.

Quando nos iremos do deserto, Eddie?

O que te preocupa?

Se n�o voltarmos logo, ser� dif�cil entrar no jogo.

Teu nome ainda significa algo,...

mas se sai depois de uma m� sorte...

Continua.

Voc� e eu sabemos que n�o foi por medo.

Uma m� sorte como a sua qualquer um pode ter.

Alguns rapazes podem ficar nervosos esperando em Los Angeles.

Podem pensar que talvez esteja nervoso por come�ar de novo.

Como disse, voc� e eu sabemos que isso n�o � certo.

Claro, s� falei para te lembrar

Quando temos que cuidar de nossa reputa��o.

Levamos 15 anos para criar. N�o queremos perder tudo agora.

E em dois anos podemos ter o melhor negocio de jogo de todo o pa�s.

Tem tudo para conseguir. Aspecto, personalidade, contatos...

Acabou, Johnny. Todo isso acabou. Te deixo.

-Ser� uma piada... -N�o. Te deixo.

Vou ficar aqui, no deserto.

Te d� medo voltar, certo, Eddie?

Voc� n�o acredita nisso realmente, certo, Johnny?

-E eu? -Me encarrego de voc�.

Como? Me dando um rel�gio de ouro?

� um bom detalhe. N�o havia pensado.

-Eddie... -Te darei tua parte.

V� quando quiser.

Est� bem, Eddie. Como quiser. S� que eu tamb�m n�o irei.

Ficarei aqui contigo.

Nem pensar, Johnny. Quero que voc� v�.

Chuckawall, dois, tr�s.

Achei que tinha ido.

-Vai ao Sage? -N�o.

-N�o est� bem? -Estou bem.

-Vou dar uma volta na cidade. -Eu acho que n�o.

Sabe escolher, certo?

-Certo? Responde. -Sim, Fritzi. Sei escolher.

� s� isso que voc� tem para dizer?

O que quer que diga? Tudo bem?

N�o sei como soube, mas � verdade.

Por qu�?

N�o sei por que. Estou apaixonada por ele.

N�o pode estar apaixonada por ele. N�o sabe nada sobre o amor.

N�o sei nada de nada, segundo voc�.

N�o sabe nada sobre Eddie Bendix, se soubesse...

-Se eu soubesse...? -N�o � bom.

Sabe o que tive que passar para poder te criar?

-J� me disse. -N�o, n�o te disse.

Acha que gosto de viver aqui?

Acha que gosto de Pat, do juiz, e dos mineiros b�bados?

Depois da morte de teu pai, soube que tinha algo mal nos pulm�es.

N�o queria viver, mas vivi...

S� por voc�. Porque queria te dar algo que nunca tive.

-E n�o era Eddie Bendix. -Fritzi, estas coisas acontecem.

Tamb�m se impedem.

Escuta, Paula, n�o voltar� a ver Eddie Bendix.

E se pensa sair por essa porta,...

ser� melhor que saiba que pegarei o telefone e chamarei o xerife.

E darei uma ordem de pris�o contra ele.

-Acusando do que? -N�o se preocupe por isso.

Pat far� exatamente o que lhe dizer. E voc� tamb�m.

Fritzi, conta comigo... Est� me esperando.

-Vai esperar muito tempo. -Vir� aqui me pegar.

-Espero que venha. -Fritzi, deixe-me cham�-lo pelo telefone.

N�o pode deix�-lo esperando sem saber...

Saber�. E quando saiba, sair� da cidade rapidamente.

-N�o ir�, -Eu digo que ir�.

E digo que n�o o veja, n�o o chame, nem se ponha em contato com ele.

-Antes prefiro te ver morta. -Isso eu acredito.

N�o de a ordem para prend�-lo. Vou para meu quarto.

E ficar� no teu quarto at� que ele saia da cidade.

J� fazem alguns dias.

N�o pode t�-la trancada para sempre.

-Ir� embora quando ver que isso � serio. -Eu n�o estaria t�o seguro.

� teimoso.

Al�... Al�, sou Paula.

Eddie? � voc�, Eddie?

� voc�, Johnny? Quero falar com Eddie, por favor.

Sou Paula. N�o posso falar muito tempo.

Me ouve?

Sai daqui!

Me deixa entrar. Tenho que falar com Eddie.

N�o quer te ver. Sai daqui ou te mato.

Juro que te mato ai onde est�.

-N�o ouvi um carro? -Sim, errou de casa.

Sim? Estava dormindo.

Chamou?

N�o, estive em casa todo o tempo.

-Tenho uma enxaqueca terr�vel. -Bebeu muito.

-Sim. Deveria ter chamado. -Escute, Eddie, me escute...

Para de pensar nela. Est� fazendo um papel rid�culo.

Tem trabalho em Las Vegas. Um grande trabalho.

O correto seria voltar l�. Agora. Isso � importante.

-Acha que deveria fazer isso? -Sim estou certo.

Mas n�o farei. Vou na cidade averiguar que � o que pretende.

-Est� louco? -Talvez...

-Ningu�m me faz de idiota... -Eddie, esquece. Deixa.

Eddie, n�o pode ir da cidade.

Fritzi manda nesta zona. Mandar� o xerife te prender.

-Continue. N�o est� me falando tudo. -A que se refere?

O que fez para que Paula n�o voltasse?

-Eddie, est� muito enganado. -Vou verificar na cidade.

Eddie, n�o fa�a isso.

-Como chegou isso aqui? -N�o sei.

Deve ter ca�do da mulher que errou de casa...

Esta luva � de Paula.

-Tem muitas luvas de pele por a�. -N�o com suas iniciais.

Por que se foi daqui? Por qu�? -Te direi...

-Diga-me. -S� pretendia...

-Sim...? -Ol�, Sr. Bendix.

-Est� procurando confus�o, certo? -Olha, tenho pressa.

-Me d� uma multa e vou embora. -Desce.

Disse que aceito a multa. O que mais quer? Um aut�grafo?

Ou um pouco de dinheiro?

Desce.

Um momento. Est� se excedendo.

Sei que est� ansioso para ir e lamento ter que fazer isso.

Deveria ter um pouco mais de respeito pela lei.

N�o se importa de ter me ofendido.

Ser� melhor que venha comigo para falar sobre isso.

-J� est� s�brio? -Como disse?

Quando digo a um b�bado que des�a do carro, espero que o fa�a.

Nada de bobagens.

-Quem est� b�bado? -Voc�.

Vamos, ande. Mostre que est� s�brio.

Olhe, tenho que sair daqui.

N�o sei o que quer, mas se � dinheiro, darei.

-Isso me cheira a suborno. -O que quer?

Nada. Gosto de conhecer pessoas importantes.

Est� fudido por causa de Paula. E desconta em mim.

-Cale-se! Disse para se calar! -� um idiota!

Prenda ela tamb�m! Esse � outro modo de prend�-la.

N�o preciso de grandes desculpas.

Fa�a r�pido. Porque vou para sua casa e vou lev�-la daqui.

-Sim? -Esta noite.

-E tem certeza que ela ir� com voc�.? -Estou certo.

Sim, imagino que ir�.

Bendix, me escute, e me escute bem.

-Esta n�o vai terminar como a outra. -N�o sei do que est� falando.

Aquela noite eu te vi tenho boa mem�ria.

Aquela vez se livrou porque ningu�m pode provar nada.

E posso arrumar as coisas.

Mas esta vez n�o importar� que arrume.

Porque verificarei onde est� e o pegarei.

-Acabou o serm�o, policial de merda? -N�o.

Para que se lembre.

Me lembrarei.

Ent�o foi l� de qualquer maneira, apesar do que lhe disse.

-Sim. -Entre.

N�o devia ter feito isso, Paula. Levou meu carro.

Sente.

-Ficou l� todo esse tempo? -N�o, sai faz uma hora.

-Onde estava ent�o? -Dirigindo por a�.

Suponho que sabe o que isto significa.

N�o voltarei a v�-lo. Prometo, se quiser.

E ele tamb�m n�o ir�. Pat o deter� pela manh�.

Deixe-o em paz. Farei o que disse.

Quem �?

� Bendix.

O que aconteceu?

-Seu ajudante se chama Hanson? -Sim.

Se eu fosse voc�, desejaria que n�o fosse mais seu ajudante.

-Infringiu a lei. -Voc� � muito lerdo. Se desfa�a dele.

-Quero v�-lo fora quando estiver pronto. -E eu, que saia da minha casa.

Sim, em seguida.

Pegue seu casaco. Vamos casar.

-Eddie... -Sim ou n�o?

Pegarei o casaco.

Prenda-o, Pat. Prenda-o agora.

Tenho que ter uma ordem. A lei � a lei.

Ent�o prenda-o por suspeita.

Comentou que poderia abrir de novo o caso de sua esposa.

-Novas provas... -Nunca disse isso.

-N�o sabe quando se render? -N�o.

Esse homem � um imbecil. Sabe quem eu sou.

N�o posso.

Fez muitas coisas que n�o podia fazer. Agora far� uma a mais.

-Estou preparada. -Paula...

-� in�til. -Paula, meu bem...

N�o sou uma crian�a. Sei o que quero.

Ou�a-me. N�o � bom para voc�. Ele � um delinq�ente...

-Vamos, garota. -Um vil delinq�ente!

Olha, tento ser am�vel. Sou da fam�lia.

-Ent�o pegue algu�m como voc�. -Como voc�?

-Ela o procurou. -Ah, sim?

Mas � certo, � como ele, e eu tamb�m, porque sou sua filha.

N�o sou uma simples colegial.

Meu bem, n�o sabe como vai ser...

Como voc� pode saber o que sinto quando estou com ele?

Sei mais sobre isso do que voc� acredita.

Est� bem. Pedirei amavelmente. Deixe-a em paz.

-N�o posso. -O que quer...

Ela � o que quero.

Olha, Fritzi, tentarei fazer com que entenda.

Um homem est� s�. Est� s� toda a vida, e passa toda a vida procurando n�o estar s�.

-Vamos. -Eddie!

-Eddie, quero falar a s�s com voc�. -O que for falar, fale na minha frente.

Ou�a, O conheci quando estava come�ando. Ele e eu...

Sim, Fritzi?

Trabalhava para seu pai.

Foi quando come�ou a trair o mundo.

O conhece bem, Fritzi?

Cr� que � importante, hein?

-Mas n�o �. -Quanto o conheceu?

O suficiente para saber que ele n�o � bom para voc�.

Adiante, Fritzi, diga.

-Acha que n�o tenho valor? -Acho que n�o mudar� nada. Vamos.

N�o. Um momento.

Quero saber o que houve entre voc� e Eddie.

Est� bem. Me desejava como deseja voc� agora.

Sim, tamb�m prometeu casar-se comigo.

Bom, j� sabe. � suficiente.

N�o. N�o, n�o � suficiente. Para mim n�o �.

Diga o resto. Diga como te abandonei.

Claro que direi.

Descobriu que tinha que vir aqui, para o deserto.

Isso significava dinheiro e m�dico, e muitos anos talvez.

e me abandonou, igual far� com voc� quando j� n�o for mais necess�ria.

Essa � a sua vers�o...

lgual ao que abandonou em tudo o que houve em sua vida. Pelo mesmo motivo.

N�o acredita, certo? N�o acredita numa s� palavra do que falei.

N�o, n�o acredito.

Acho que n�o te deteria diante de nada para evitar que fosse com ele.

-Quer que te diga por que? -N�o.

E agora saiam daqui. Todos os dois.

Fritzi...

Se foram. Dezenove anos...

Teria feito por voc�, Fritzi... se pudesse.

Dezenove anos. Como isso.

-Onde vamos? -Las Vegas.

-Logo voltaremos aqui... -Espero n�o voltar a ver este lugar.

O que te fez mudar de id�ia? Tom?

-Cale-se. -Falei com essa inten��o.

Sei o que queria dizer. N�o volte a dizer jamais.

N�o me fale assim, Eddie. Vou ser sua esposa.

Luta contra o resto do mundo, se for necess�rio, mas n�o comigo.

Sinto, garota. Estou um pouco nervoso.

-N�o tem import�ncia. -O que h� entre voc� e ele?

-Quem? -O policial. Tom.

-Estou aqui contigo, Eddie. -Isso n�o significa nada.

O que tem na cabe�a? No que est� pensando?

Acha que � poss�vel que tenha cometido um erro?

-N�o, n�o acho. -Ningu�m me abandona.

Eddie, cuidado!

-Leve-me contigo. -Afaste-se ou te corto as m�os.

N�o pode me deixar aqui, no deserto.

Vamos, fora.

Ao menos leve-me para Las Vegas. Aqui ficarei louco.

Eddie, leve-o onde possa pegar um trem.

N�o deixemos para atr�s nenhum cabo solto.

Sim, pode por fogo no rancho para que eu pague por isso.

-Entre, cabo solto. -Tenho uma mala no acostamento.

Ent�o pegue-a!

-Espero que nunca termine comigo. -N�o?

N�o. Detestaria que me deixasse sozinha, a noite no deserto.

N�o te iria mal ter isso presente.

Pode pagar a viagem. Dirige.

Me d� um.

N�o tenho mais. Pare no pr�ximo lugar que encontrar.

Volto j�.

Assim que ganhou a sorte grande, hein?

Ganhei, Johnny?

Ent�o, o que voc� vai fazer. Vai se casar com ele.

Ele n�o se aposentou, e voc� sabe disso.

-Eu sei. Me disse que ia voltar -N�o escuta nada.

Est� furioso porque Tom Hanson bateu nele.

Sim? V� o que acontece quando eu n�o estou?

-Esquecer�. -Apostamos algo?

Aqui est�o eles. N�o pe�o muito essa marca, mas sabia que tinha.

O que aconteceu? Johnny falou algo?

-Um caf�, por favor. -Sim, eu tamb�m estou com fome.

Olha, vamos estar aqui toda a noite...

Est� bem, levaremos uns hamburgu�s.

Vamos l� para tr�s. Vamos.

O que acontece, amigo? N�o somos bons o bastante para voc�?

N�o somos seu tipo?

-Disse se n�o somos seu tipo. -N�o, n�o s�o.

N�o gostei como disse...

-Sente-se e cale-se. -Era s� uma piada.

Bom, amigos, todos a bordo.

-O que fez foi cruel. -Ningu�m pediu para abrir a boca.

Suponha que Johnny n�o tivesse a arma.

Eddie sempre tem um as... uma arma, eu.

Tem uma grande t�cnica para acalmar os engra�adinhos.

Me lembro quando o croupier do Twenty-One

quis brincar com �ngela com cartas marcadas.

Lembra, Eddie?

Uma semana depois, sua vi�va recebeu dois mil d�lares.

Entrega especial. Tinha filhos, Eddie? N�o lembro.

-O que pretende com isso? -Nada. � verdade, n�o?

V� embora daqui! Saia daqui!

-N�o, quero que fique. -Por que?

-Quero que me fale. -Do que?

-De voc�. -Tal como sou, assim me aceitar�.

Aqui acaba sua viagem. O resto do caminho faremos s�s.

N�o, j� me deixou muitas vezes s� a noite.

Est� ficando mon�tono.

Fiquei com voc� tempo demais para seguir sozinho.

Ent�o se mate.

-N�o tenho por que. -O que quer dizer?

Est� a salvo enquanto me importar com o que lhe acontece.

Mas j� n�o me importo. Ou me leva junto ou...

-O que? -Eu falo.

-Sobre o que? -Sobre �ngela.

-Direi o que aconteceu realmente. -Canalha traidor...

Senta, Eddie.

Disse para sentar.

E voc�.

Vou te dizer umas coisas sobre Eddie Bendix.

Sobre Eddie Bendix e eu.

Paula, tudo o que disser, dir� por que est� ferido e que vou abandon�-lo.

-Continue, Johnny. -N�o vou repetir.

Se esqueceu, Eddie...

Eddie � um cara muito inteligente. Elegante, com classe.

S� tem um defeito. Nunca soube pagar pelo que faz.

E � a� que eu entro. Eu paguei por ele.

Fritzi disse algo parecido.

Juntos iriamos ser importante. Planejei durante 15 anos.

-Levou tua parte. -Segure a minha m�o.

Tamb�m levei a culpa.

Algu�m tinha que levar, e esse fui eu. Um ano numa pris�o federal.

-Era o combinado. -Claro que era.

Se tivesse ido teria cantado.

E estaria acabado para o pessoal de Nevada.

-Paula me escute... -Ou�o ele.

E logo est� com os irm�os Rocco.

Se lembra, Eddie?

Entrei no carro e sai rapidamente fingindo que era voc�.

E voc� saiu pela porta dos fundos.

Logo est� num cassino no barco, no Golfo do M�xico.

Sim, quase consegui, at� a sua chegada.

Ainda acha que ele est� apaixonado por voc�.

Acho que sim.

Homens como ele n�o se apaixonam.

S�o apaixonados pela sua pr�pria pele.

S� te aceitou para evitar fazer o que te disse que tinha que fazer.

N�o podia ficar s�. N�o pode fazer nada s�.

�ngela descobriu.

N�o era mais que um idiota no circuito das moedas.

Achou que ia triunfar.

Estavam dois meses casados quando descobriu. lgual a voc� agora.

N�o teve tanta sorte como voc�.

-Sorte? -Sim. N�o podia deix�-lo.

Sabia demais. Nomes, datas, lugares, pessoas...

Que tipo de homem � o Eddie realmente?

O trabalho que eu fazia para ele... O trabalho sujo.

-Johnny, seu bra�o forte. -O falastr�o. Foi voc� quem disse.

Disse que podia confiar nela. Era a tua esposa, n�o?

Como confio nessa garota. Ou n�o deveria?

Acho que n�o quero saber mais nada.

Vai ouvir at� que eu tenha terrminado. �ngela era agrad�vel e normal.

N�o podia suportar mais do que voc� est� suportando agora.

Ele a estava sufocando.

Pegou o carro e foi para Los Angeles.

S� que quando soube o suficiente, j� sabia demais.

Pegamos o carro grande e a seguimos.

A alcan�amos na ponte, nas redondezas de Chuckawalla.

-Voc� foi culpado, me obrigou. -Sim. Te obriguei.

Nem sequer � capaz de amarrar os sapatos.

-Um momento, Johnny. N�o estou entendendo. -Explicarei.

Quando a alcan�amos, ela se negou a parar. Eddie desceu.

Ele queria deix�-la seguir. Eu lhe disse que a obrigasse a parar.

Que jog�-la para fora da estrada. N�o adiantou.

E ent�o falei firme. Disse: Vire o volante.

-E ent�o...? -Ele virou.

Eu n�o a matei. S� queria det�-la. A id�ia foi dele. Voc� ouviu.

Ouvi.

-Eu n�o a matei. N�o fui eu. -Sim, foi voc�.

-N�o, foi ele. Eu tinha que seguir. -Mas voc� seguiu com ele.

-Ningu�m tinha que fazer nada. -Voc� n�o entende?

Voc� n�o entende. Nem sequer v�. Por isso � t�o horr�vel.

Eu te deixo aqui, Eddie. Aqui � onde eu des�o.

-N�o, n�o �. -N�o vale a pena. N�o aconteceu nunca.

-Sim, aconteceu. -N�o.

Nunca te vi como realmente �.

Sim, tem gra�a, n�o �?

A gente pensa que v� Eddie, mas todos esses anos...

o que viram realmente fui eu.

Eu sou Eddie Bendix.

Por que nunca se apaixonam por mim as mulheres?

Fique a�! Eu deveria ter esperado por isso.

Isso � o que voc� esteve comendo todos esses anos.

S� quando soube o suficiente, j� sabia demais.

Pegamos o carro grande e a seguimos.

Eddie nunca soube pagar. Sempre paguei por ele.

�ngela era una mulher agrad�vel e normal.

N�o podia suportar mais do que voc� esta suportando agora.

N�o podia deix�-lo. Ela sabia demais.

Nomes, datas, lugares, pessoas.

Homens como Eddie n�o se apaixonam.

S�o apaixonados pela pr�pria pele.

Me disse que podia confiar nela. Era sua esposa, n�o �?

Como confio nessa garota. Ou n�o deveria confiar?

Eddie caiu. N�o teve valor.

Ent�o falei firme.

Vire o volante!

Aqui � Hanson. Enviem uma ambul�ncia para a ponte de Chuckawalla.

E diga a Fritzi Haller que venha aqui.

-Est� bem, Paula? -Sim, estou bem.

Ser� melhor ficar aqui.

-Ol�, Fritzi. -Est� bem?

-Sim, estou bem, -Orgulhosa de voc� mesma?

N�o.

O que aconteceu antes do acidente? Te deixou?

-Nos deixamos. -N�o quer falar disso?

-Melhor n�o. -Est� bem, meu bem.

Pode vir trabalhar comigo em Purple Sage.

O m�nimo que posso fazer � te ensinar a ganhar dinheiro.

E a guard�-lo, uma vez que o tenha. E como conhecer um farsante.

N�o, obrigada, Fritzi. Acho que n�o quero.

Continua apaixonada por ele?

Eddie Bendix n�o existe. Nunca existiu.

Tudo o que achei que ele era, era Johnny quem realmente era.

Entendi ao contrario desde o come�o.

Est� morto.

Poderia ter sido eu se voc� n�o tivesse aparecido.

Uma corda comprida disse. Foi quase por demais longa.

-Seria melhor ir para casa. -Agora n�o, Fritzi, por favor.

N�o vai fugir?

-N�o voltarei a fugir nunca de nada. -Eu a levarei para casa.

Boa noite, Tom. Boa noite, meu bem.

Boa noite, m�e.

Sempre me chama de m�e quando quer algo.

Quero algo. Que me de um beijo.

-Jamais acertaram. -Algum dia o far�o.

Algumas coisas jamais se acertam.

Isso n�o acredito, e voc� tamb�m n�o. Certo, Paula?

N�o sei, Tom. Realmente n�o sei.

Isso � o que eu queria ouvir voc� dizer.

Uma bonita vista. Se pode ver Chuckawalla.

-E o Bar Triangulo mais al�m. -Voc� quer.

Quero. Me parece bonito.

-Depende de onde esta sentada. -E de quem est� sentado contigo.

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