Afrikaans
Akan
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Os licoperdons!
Quando os licoperdons chegam, o Inverno frio está quase no fim.
Sao os licoperdons a pairar e o Inverno a passar.
Vou apanhar o melhor.
- Ciccio, vamos a beira-mar. - Olhem para aquele, ali!
Na nossa cidade, os licoperdons e a Primavera chegam juntos.
Sao os licoperdons que andam por aí.
Esvoaçam para aqui e para acolá.
Pairam sobre o cemitério, onde todos descansam em paz.
Pairam sobre a beira-mar e sobre os alemães...
que não sentem o frio.
A deriva, a deriva...
Rodopiando.
Rodopiando, rodopiando...
A deriva, a deriva, a deriva!
Sou o mais novo de 14 filhos. Quando nasci,
o meu pai já estava farto, por isso, chamou-me "Definitivo".
Se ele se tivesse fartado antes, haveria menos um tagarela.
- Boa noite. - Boa noite.
Vemo-nos na praça.
Vim buscar a minha Irma. É muito cedo?
A tua Irma está aqui.
Oh, Fiorella! Já terminei. Entra...
Se é por causa daquilo, é melhor eu me acalmar.
Este ano, a fogueira tem mais 1 metro e 20 que no ano passado.
Esses sapatos são meus!
Vais a fogueira, esta noite? Que vais tocar?
Compus um tema novinho em folha.
Vou dar-vos uma amostra.
É ímpar! Não conhece rival!
- Bravo, Gradisca! - Fora daqui!
Pai, vamos vê-los a acender a
fogueira e, depois, eu levo-o a casa.
O médico diz que deve deitar-se cedo.
O médico é um parvo. Deito-me quando bem entender.
Ainda acaba no hospital, e, desta vez, deixo-o lá.
Estúpidos! Cretinos!
Venham comprar ao Biscein.
Deixem-me passar! Esse é o meu lugar!
Seus imbecis!
Deixem-me passar! Escutem só esta...
Um pai cuida de 100 filhos, mas 100 filhos...
não cuidam de um pai. Essa é que é essa.
- Quero lançar um foguete. - Ficas aqui, quietinho!
Ei, Giudizio, apanha!
Quero, posso e mando! Viva o Giudizio!
Volpina, fizeste amor, hoje?
Ouve, quantos atendeste?
Aposto que até embeberias uma pila no café da manha.
Aqui está ela!
És a maior, Gradisca. A Greta Garbo nem te faz sombra.
Vamos para ali.
Raios partam!
Ronald Coleman, estamos aqui!
Giudizio, põe também esta cadeira.
Queima esta também. Mete-a no cimo.
Mete lá a bruxa velha.
Seu patife, enfio-te a cadeira pela garganta abaixo. Leva-a para casa!
A bruxa velha!
A bruxa velha está aqui.
Deixem-me casar com ela antes que a queimem.
- Para onde estás a olhar, palhaço? - Não estou a olhar. Na verdade...
Pará!
Não olhes, senão, ficas todo excitado.
Foguetes! Tragam os foguetes!
Vamos acender a fogueira e queimar a velha...
Vamos queimar a bruxa velha! Acendam a fogueira!
E com esta fogueira, bruxa Tao velha, levas contigo o gélido frio.
É Primavera!
- Mas não tenho fósforos. - Tem o teu amado, querida.
Aqui tens.
Vamos queimar a bruxa velha!
Viva o Giudizio!
Quero, posso e mando!
- Onde está a escada? - Queres a escada?
A sério? Toma.
Dá-ma cá.
- Estou a queimar-me! - Toma.
Dá-me a escada. A escada!
Na América, vi fogueiras com mais de 100 metros.
- Quando é que estiveste lá? - Os meus pais são americanos.
Eu parto-te as pernas!
Deviam ouvir o que o meu pai faz com o rabo!
Viva a Primavera!
Sim, mas é o Inverno que está a morrer
e a Primavera que está a chegar.
Já sinto a Primavera a minha volta!
Cumprimentos, conde. Cumprimentos, Irma.
- Cumprimentos, condessazinha. - Obrigado.
Bebe um pouco, faz-te bem. Até a tua tia está a beber. Vês?
Não!
Porque? Não, não, não!
O bom e velho Lallo! Ninguém diria que tens 60 anos.
Olha para isto! O teu irmão é um verdadeiro imbecil!
É jovem!
Vejam o tigre da Malásia a saltar!
- Quase aterraste no teto! - Vais levar uma lambada!
- Olha o sapato dele. - O salto soltou-se.
Agora, tens de passar sem ele.
Onde se meteu o outro grande inútil?
Ciccio, atira o grande ao fogo!
Que raio estás a fazer? Vai para a cama! Ponho-te num colégio interno.
Aqui está o Scureza, o peido de Corpolo!
Bravo, Scureza! Bravo!
Scureza de Corpolo!
Dou-te chutos no cu até ficar em carne viva!
As origens desta cidade perdem-se na névoa dos tempos.
No museu municipal há utensílios de pedra...
- Felicidades. - Cumprimentos.
Que datam da era pré-histórica.
Eu mesmo encontrei algumas pinturas antiquíssimas,
nas grutas dos terrenos do Conde Lovignano.
Seja como for, a primeira data certa é 268 a. C...
quando isto se tornou uma colónia romana e o início da Via Emília.
Sr. Advogado!
Isto é muito característico do espírito destas gentes...
que tem sangue romano e celta nas veias.
Tem uma natureza exuberante, generosa e persistente.
Desde o poeta divino Dante a Pascoli e a D'annunzio,
foram muitas as mentes geniais que louvaram esta terra,
enquanto inúmeros filhos seus contribuíram enormemente...
para a arte, a ciência, a religião e a política...
Quem és tu? És muito esperto, mas cobarde de mais para te mostrares.
Va lá, mostra-te! Eu explico-te tudo cara a cara.
- Sr. Advogado! - Está bem, está bem...
Senhores!
Silencio!
Vamos todos para os nossos lugares?
Se insiste, diretor.
Mas eu nunca fico bem em fotografias.
Rapazes lá atrás, subam para cima do banco!
- Que foi agora, De Santis? - Não fui eu, senhor!
Aldina!
Belaria, olha, pareces tu.
- Que se passa? - Gigliozzi! Senta-te.
Não se mexam, por favor.
Não se mexam. Assim mesmo... Já está!
- Que é isto? - Uma pedra.
- Sim, mas o que é? - Eu sei, é para uma funda.
É um testículo de elefante?
Eu digo o que é. É um pêndulo.
De certeza que todos conhecem o relógio de pêndulo.
- E como faz? - Tiquetaque...
Para onde se retirou Tibério quando deixou a chefia do Império?
Para Capri. Sim...
- O assassínio de Agripina? - 69 d.C.
Por que me deu uma má nota? Não foi em 69?
- Foi em 59 d.C. - De certeza?
Ainda perguntas? Foi em 59 d.C.!
Irra! Eu sabia que era.
Dás comigo em doido. Volta para o teu lugar.
Que fiz? Por que não podia ser em 69?
"Para breve está o dia em que uma Itália renovada..."
irá para o campo de combate em seu próprio nome...
"sem que defenda o seu solo por outros com as suas armas..."
universal, enquanto espírito encarnado no estado...
e só pode entrar na verdadeira natureza da igreja.
De um demiurgo, que impôs a ordem aos
membros do estado e da igreja...
exigindo uma dura disciplina e o direito de intervir...
em todos os aspetos da vida individual.
Ele é o Filho escolhido por Deus...
porque tem o mesmo poder que o Pai.
Depois, há o Espírito Santo para ser colocado no mesmo nível...
que o Pai e o Filho. Entendido?
É por isso que Deus é um e é também uma trindade.
- Hoje, vou falar do grande Giotto. - Cujos tomates ficaram num oito!
Sabem, meninos e meninas...
por que é Giotto Tao importante na pintura italiana?
Eu digo-vos. Porque inventou a perspetiva.
A perspetiva.
Professora, posso sair da sala? O Bobo deu um pum malcheiroso!
Que dizes?
És maluco! Não é verdade. Nunca me peido.
- Peidas, sim! - Mentira!
Alboino...
assinou o tratado de paz. Gigliozzi! Rua!
Aqui está... Não é difícil. Resolve-o.
Gordimi...
Por que paraste? Las muito bem.
Que querias fazer?
- De-me uma pista. - Passa-mo.
Pensa por um instante. 9X mais a raiz quadrada de 3K.
Mas é Tao óbvio!
Chega-te para lá. Que gatafunhos são estes? Que fizeste?
Vamos faze-lo em conjunto. Que está escrito aqui?
Que é isto aqui escrito? Saber ler, ao menos?
- Mas eu... - Caluda!
9X mais a raiz quadrada de 3K...
Aqui está a solução.
1 X é igual a 140.
- Ficou claro? - Sim.
Que foi que fizeste? Enlouqueceste?
Contínuo! Contínuo!
- O grego é lindo, não é? - Pode crer.
- É Tao musical, não achas? - Sim...
Emarpszamen! Repete...
- Silencio! Pouco barulho, meninos! - Não sou capaz.
- Tenta de novo. - Fazia a amabilidade...?
- Diz-me, meu caro. - Podia ouvi-lo de novo, por favor?
Claro, sem duvida. Escuta... Emarpszamen.
Cuidado com a língua.
Tem de bater aqui, contra o palato...
e, depois, deita-lo cá para fora.
Experimenta.
- Silencio! - Não sou capaz.
Vá lá, tenta mais uma vez.
Ouviu? O grego é Tao difícil.
Como pôs a língua?
Assim, não. Entre os dentes.
- Assim? - Está quase.
Isso mesmo.
- Volta já para o teu lugar! - Por pouco não consegui.
- Quem vem lá? - É o Ciccio.
É o Ciccio!
- Deixem-me fumar. - Só uma passa.
É verdade que a Aldina rasgou o poema que lhe escreveste?
Escrevi-lhe outro!
Como uma gentil donzela Tu me surges, Aldina bela.
E todo o teu esplendor Faz bater o meu coração com ardor.
- Está agradável, lá fora. - Prefiro a mãe da Aldina.
Gostaria de saber quem está na praia, esta manha.
Fu Manchu!
Volpina!
Volpina!
Vem cá!
Que estás aqui a fazer?
- Que queres? - Perdi o meu gato.
Ah, sim?
Aqui não há gato nenhum. Comporta-te e vai para casa.
Está calor, não está? Vocês não tem calor?
Olha para esta...
Vá lá, vai para casa. Não há nenhum gato aqui.
Chefe, o parvalhão escreveu outro poema.
Quando escreves todos estes poemas?
Parvalhão, vem cá... Diz lá o teu poema.
Sim, vamos ouvi-lo.
- Como se chama? - "Tijolos."
- Bonito... - O meu avo assentava tijolos.
O meu pai assentava tijolos.
Eu também assento tijolos Mas não vejo a minha casa. E tu?
- Bravo! - Muito bem!
Certo. Por que não? Percebo o que dizes.
É verdade. Mas eu também já fui pobre...
e fui trabalhando até me tornar capataz.
Não se pode ter tudo de uma vez!
É preciso ter paciência, é preciso trabalhar.
Trabalhando, consegue-se. Trabalhem.
Não estamos a trabalhar?
Já chega!
- Não se bebe antes da sopa. - Mas tenho sede!
- Não se bebe! - Onde está isso escrito?
Rebenta com o estômago. Li-o no jornal.
- Guarde as mãos para si! - Falta ali uma colher.
- Está quente, Lallino? - Um pouco.
- Eu quero muita, mãe. - Terás a tua parte.
Queres mais um pouco, Lallo? Ainda há aqui um resto.
- Está boa de sal? - Sim, avo.
- Gina, dá-lhe um pouco. - Ele já comeu.
O pai do meu pai era conhecido por "Carnica".
Viveu até aos 107 e ainda tinha pujança!
- E daí? - E daí...
quando eu era miúdo, ensinou-me que temos de comer as 11 da manha,
antes de o Sol nos queimar a cabeça e as quatro da tarde.
Caso contrário, é só veneno que acaba
aqui e entra no nosso organismo.
- Não comes? - Não!
Que fizeram vocês a vossa mãe?
- Nada! - Nada, pai.
Eles não me fizeram nada.
Raios partam! Uma pessoa acorda as quatro da manha,
trabalha todo o dia como um mouro.
E quando volta a casa para comer uma côdea, só encontra trombas!
Assim, deixas de ver as trombas.
Senhora, está na hora de tirar o panelão do lume.
Sim...
- É Tao pesado! - Que se passa?
Nada!
- Por que não comes? - Não quero!
- Por que não? - Porque não me apetece!
- Fechem a porta. Está frio. - Já fecho.
Ainda estou convalescente.
- Quem será a esta hora? - Eu é que sei?
- Vou abrir, Sr. Aurélio? - Sim, vai.
Acha que o meu rabo é a pia de água benta?
Fico sempre com frango agarrado aos dentes.
- Pai, vou tirar mais um pedaço. - Quietinho!
- Só uma asa. - Sirvo-to eu.
Diz-me, Miranda, puseste-lhe hortelã?
Não, não é hortelã. É salva.
Mas percebeste que tem um sabor diferente, não é?
O Lallino tem um paladar apurado.
Gina! Quem raio é?
- Então? - É o Sr. Biondi.
- Estava a comer! - Não é primo do bispo?
- É para mim! Para mim! - Que se passa? Estão rotos?
Devem pensar que não vos alimento!
Olhe, tio!
- Se o teu pai te vê... - Grande coisa!
Tio, faca aquele truque para nós. Vá lá, só uma vez.
Olha, Titta!
Que maravilha!
- É difícil, não é? - Bem, sabes como é...
Bom vinho, o Sangiovese.
- Bom, não? - Sim!
- Onde estiveste ontem a noite? - Eu?
Tio, os americanos estavam a tentar entrar em território Comanche...
e construíram uma ponte para a via-férrea, mas os índios...
atiraram-lhes setas lá do alto. Foi um massacre, pai!
Que andaste a fazer, delinquente?
Que aconteceu agora?
- Eu não fiz nada! - Pará!
Aurélio, deixa-o!
Vem cá! Mando-te para o hospital, se te apanho!
- Aurélio, as pessoas estão a ver. - Bom dia.
A partir de amanha, não há escola nem mesada.
Ele começa a trabalhar comigo!
- Mas tem de me pagar! - Com um martelo na cara!
Tens de me dizer de quem é filho este monte de esterco!
Com a idade dele, eu já trabalhava há três anos!
Sim, já sei... E dava todo o dinheiro a avó.
- Tu... - Já chega!
- Venham ambos comer! - Sim.
Bom dia.
Toda a gente na cidade se ri de nós, até os galos.
- Na minha casa, faço o que quero! - Escutem Deus Todo-Poderoso!
Dá-me o prato do teu irmão! Dá-me cá o prato!
- Larga esse prato. - Que foi que ele fez?
Eu mostro-te o que ele fez.
Que fez ele? Que fez ele?
Diz-me, senão, aperto-te o pescoço!
Não sei, mãe!
Como não sabes?
Este é o chapéu do Sr. Biondi. Esteve no cinema, ontem a noite.
Cheira-o. Sabes quem fez isto?
Aquele destrambelhado do teu filho!
Custou-me três notas!
Não foi ele, foram os delinquentes com quem anda.
Raios! É sempre a mesma história! Não podes tomar partido dele!
Está a ficar cada vez pior!
Sao uma parelha de criminosos! Foi a mãe que não soube educá-los!
Está bem, então, educa-os tu! Vamos ver como te sais!
Já não aguento mais! Dou em louca! Estou a enlouquecer!
Mas eu mato-vos! Mato-vos a todos!
Pois...
Deito estricnina na sopa.
É isso que faço, um dia destes!
Não deitas nada estricnina na sopa.
Ai isso é que deito!
Um, dois, três...
Ah, sim? Mas mato-me a mim primeiro!
- Neste instante! - Ótimo!
- Desta vez, é a sério. - Não! Eu mato-me primeiro!
Tio, olha para o pai!
Por que me acontece tudo a mim? Que mal fiz eu?
Raios partam!
- Magoou-se? - Que fazes estatelado no chão?
- Olha, foge desta se conseguires! - O chapéu, não!
Boa noite, senhor diretor.
- Olha a Gradisca! - Onde?
Ali!
Se der permissão ao arcebispo
para vender santinhos nas escolas,
acho que nós os dois podemos chegar a um acordo.
Quando passa "The Vale Of Love" com Gary Cooper?
- Para a semana, querida. - Muito obrigada.
Quando levas o teu principezinho para a cama?
Ainda te lavo a língua com sabão!
Não acreditas?
Ordinarão!
Desanda daqui, Giudizio!
Foi Tao lindo e chorei tanto!
Românico, século XIII: Em condições perfeitas.
Janela de mainel... Desculpem, continuo mais tarde.
Lallo, lê o telegrama que o Pena Branca recebeu de Estocolmo.
"Vem imediatamente. Não posso viver sem ti. Inge."
É aquela das dentuças, do Verão passado?
E vais? Deve estar frio lá, agora.
Se lhes enfiasse uma bala entre os olhos, chamar-me-iam assassino.
Atirá-los-ia para o meio da cal viva.
Ponham-se daqui para fora!
- E a minha mãe? - Não trocaria a mãe pela dentuça.
Olha as novas meninas do bordel.
Olhem!
Veem aquela de chapéu?
Dão-me boleia?
Aqui estou eu!
Tenho o direito sagrado a um lugar ao sol...
Era um homem jeitoso, parecido com o Wallace Beery.
Lembram-se? Com aquela barba, parecia um duque francês.
Que grande carga!
Scureza!
Boa noite, Rei Vitorio. Boa noite a todos!
Este é o Monumento da Vitória, que visitávamos todos os dias.
Também sonhava com ele.
- Vou-me embora, mãe. - Boa confissão.
Se bebeste água, não podes comungar.
Pode beber-se água. Não se pode é comer.
Nem beber água. E diz-lhe que és um delinquente.
Que fazes os teus pais zangarem-se.
Sim...
- Que respondes mal. - Sim...
E que blasfemas. Tudo, entendes?
- Adeus, mãe. - Tudo!
Quem é o primeiro?
- Não te confessas desde quando? - Desde o Natal.
- Francamente... Vais a missa? - Quando tive papeira, não.
- Respeitas os teus pais? - Sim.
Não é assim! Flores brancas de um lado e amarelas do outro.
Não é tudo igual. É uma questão de estética.
Eu entendo.
Então, respeitas os teus pais.
Sem duvida, mas eles não me respeitam. Dão-me carolos.
Deve ser porque os irritas. Contas mentiras?
- Tem de ser. - Desejas o que não te pertence?
As flores pequenas nos jarros pequenos.
Que desejas tu?
O meu amigo Bragger tem uma gabardina com muitas fivelas...
como a que usa o detetive nos filmes de William Powell-Myrna Loy.
Cometes atos impuros? Tocas-te?
Sabes que Sao Luís chora quando te tocas?
Chora a vontade, que eu não te digo se o faço...
senão, contas ao meu pai. Porque? Tu não te tocas?
Como é possível não nos tocarmos a ver aquela tabaqueira...
Tao bem fornecida como é, a dizer:
De exportação?
E a professora de Matemática, que parece um leão?
Minha Nossa Senhora...
Como é possível não nos tocarmos quando ela nos olha daquele modo?
E que achas que vimos ver no Dia de Santo António,
quando abençoas os animais? Os rabos das ovelhas?
Olindo! Tenho um pneu vazio! Passas-me a bomba?
Pronto... Veem como ele me olha? Como posso falar-lhe da Volpina...
e daquela vez em que ela me pediu para lhe arranjar a bicicleta?
Sabia que se davam beijos assim, com as línguas as voltas?
Eu é que faço as perguntas, não tu. Continua.
Depois, há a Gradisca. No Verão...
vi-a entrar no cinema.
Porque... Sabem...
sou doido pela Gradisca.
Quero uma mulher como ela.
Ela estava sozinha.
Estava ali, a minha frente...
Mudava de lugar.
Mudava outra vez de lugar...
mais uma vez...
E finalmente...
Que procuras?
Fiquei ali como um pateta.
Quis que a terra me engolisse.
Mas o Padre Balosa não entende estas coisas.
Como tinha de lhe dizer alguma coisa...
respondi que me toquei uma vez, só ao de leve...
e que me arrependi imediatamente.
Ele ficou satisfeito.
Mandou-me rezar três pais-nossos, um ave-maria e deixou-me ir.
Três pais-nossos, um ave-maria e absolvo-te dos teus pecados.
Tu tocas-te?
Olha para essas olheiras!
Tocas-te. Tocas-te, sim.
Sim, só uma vez, na garagem.
Está quieto!
- Porque? - Sempre a tocar-me...
- Jean Harlow! - Gradisca!
As mamas da tabaqueira!
- A rapariga do circo! - Qual delas?
- Aquela na rede! - Aldina!
Não. A Aldina é minha! Rebento-te as trombas!
- Pelotão, em sentido! - Pelotão...
em sentido!
- Pelotão, em sentido! - Pelotão, em sentido!
Ali está ele! Ali está ele!
Camaradas!
Saúdem o Duce!
A saudação da Roma Imperial...
que nos indica...
o rumo do destino da Itália fascista.
Deixem-me tocar-lhe! Quero tocar-lhe!
Viva o Duce! O maravilhoso Duce!
Temos 1200 Jovens Fascistas, 3000 Jovens Italianas...
e 4000 Filhos da Loba. Somos um só coração fascista,
mas a obra no litoral tem de ser apressada.
É maravilhoso este entusiasmo que nos
faz jovens e antigos ao mesmo tempo.
Jovens porque o fascismo rejuvenesceu o nosso sangue,
com ideais luminosos antiquíssimos.
A única coisa que posso dizer é isto: Mussolini tem tomates assim!
Hoje, 21 de Abril, comemoramos o
nascimento de Roma, a cidade eterna.
Que significa? Significa que temos de respeitar os monumentos,
as ruínas que a cidade de Roma nos deixou.
É aquilo que ando a fazer, apesar de ser incomodado de noite.
Por que não conseguimos nós ver, neste dia glorioso e soalheiro,
que o Sol italiano, a que ninguém consegue aplicar sanções,
é um sinal divino de que o céu está do nosso lado?
Miranda?
- Quem fechou o portão? - Fui eu!
- Porque? - Sabes porque.
Vem cá abri-lo.
Escuta a barulheira que fazem na praça desde esta manha.
- Abre. Tenho muito que fazer. - Tu vais ficar em casa.
Tira isto. Se eu quiser ficar viúva, eu mesma te mato.
Estrangulo-te com o lenço.
Achas que tenho medo dos camisas negras parasitas?
Dá-me a chave. Vá lá...
Dá-me a chave! Miranda!
Raios partam!
Mas por que é que sempre que há manifestações destes estupores...
eu tenho de ficar em casa? É o cumulo!
Um, dois...
três, quatro...
cinco, seis...
sete, oito.
Jovens rijos como rochas.
Sim, sim, rijos como rochas.
Um, dois, três, quatro...
cinco, seis, sete.
Viva o Duce!
Viva o Duce! Viva o Duce!
Jovem Fascista, Ciccio Marconi...
desejas casar-te com a Jovem Italiana, Aldina Cordini?
E tu, Jovem Italiana, Aldina Cordini...
desejas casar-te com o Jovem Fascista, Ciccio Marconi?
Muito bem, Ciccio! Viva o Ciccio!
Camaradas, falam em trabalho e pão,
mas não seria melhor pão e um copo de vinho?
- Um Fernet. - Um café!
- Um Fernet! - Uma gasosa.
Ao nosso camarada, o federal! Três vivas!
Uma jogada difícil.
Uma jogada difícil.
Uma jogada difícil, Sua Excelência.
Não gostaria de jogar contra ele.
- Quem apagou as luzes? - Attilio, acende uma vela.
Acende a vela.
Está um gramofone a tocar lá fora.
Está um gramofone a tocar lá fora.
- Que estás para aí a dizer? - Está um gramofone a tocar.
Silencio!
É a "Internacional"!
- Que é? - É o hino dos subversivos.
- Onde está? De onde vem? - Onde te escondes?
É inacreditável!
Seu cobarde! Cobarde! Mostra-te, cobarde!
Aguardamos as suas ordens!
Vão todos para casa!
Fechem as janelas!
Tu aí, fecha a janela!
- Para dentro! - Para casa!
Que fazes aí? Depressa! Para casa!
Ele está ali em cima!
- Anda, vamos para casa. - Ele está na torre do sino!
As armas! As armas!
As armas, somos fascistas O terror dos comunistas.
Somos membros do Partido Fascista.
A causa seguiremos até a morte E em combate daremos o melhor.
DEUS PÁTRIA FAMÍLIA
Podes ir.
Podes ir para casa. Vês? Os fascistas não são assim Tao maus.
Não te fizemos mal. Não te tocámos nem num cabelo.
Por pouco não te pagávamos um café.
Boa noite, jovem...
Tragam-no cá.
Tira o chapéu.
Desculpe, é um hábito. Até em casa...
Não sabia que era obrigatória.
Não percebo nada de política.
Senta-te.
Então, não percebes nada de política...
Então, por que te ouviram dizer:
"Se Mussolini continua por este caminho, eu não sei"?
Que queres dizer com "eu não sei"?
Bem...
eu nunca disse tal coisa.
Só costumo falar do meu trabalho.
Talvez eu tenha dito que não sei nada de política, como funciona.
- Falta de fé no fascismo? - Não, porque?
- Ou propaganda subversiva? - Não, não há motivo.
E também não sabes nada do gramofone?
O gramofone?
Não te armes em esperto! Responde!
Eu estava a dormir. Acordaram-me. Nem tive tempo de por a gravata.
A gravata ou o lenço de anarquista?
Sinceramente, a esta hora...
"A esta hora!"A esta hora!"
Grandes imbecis! A testarem a nossa paciência assim!
Tem de brindar ao fascismo.
Por que temos de rachar-vos a cabeça
para que compreendam que o fascismo...
quer proteger-vos, restituir-vos a dignidade e a coragem?
Para o inferno, animais ignorantes!
Bebe.
- Isto é óleo de ricínio. - Não o bebes?
Não, não bebo. Por que haveria de beber? Que foi que eu fiz?
Que fazes? Larga-me! Que estão a fazer?
Porta-te bem... Abre a boca.
Abre a boca. Vá lá, não me irrites.
Bebe tudo, que te faz bem. Bebe...
Olha o estado de um homem daquela idade. Que vergonha!
Que estás a fazer? Vomitas-me nos sapatos?
É isto que nos entristece,
esta recusa em compreender.
Porque?
- Os miúdos tomam para as doenças. - Porque, pergunto.
Vá lá, bebe mais. Põe-te as ideias em ordem!
- Hão-de pagar por isto. - Manda-nos a conta.
Santo Deus, são duas da manha!
Aurélio!
Que aconteceu?
Não me dás ouvidos!
Vais ver...
Levanta-te.
Seca-te.
Não apanhes frio.
- Pai! - Vai para a cama.
Vai para a cama!
Credo, que fedor, pai!
Se a pessoa que bufou é aquela que eu penso...
é bom que mude até de continente,
porque eu arranco-lhe as entranhas! Arranco-lhe os tomates!
Traidor filho da mãe!
O Grand Hotel. Eu chamo ao Grand Hotel a "Velha Senhora".
Venho cá todos os anos para sugar o néctar do amor.
Dou ternura e desejo ternura.
Sou o único da cidade a frequentar o Grand Hotel.
Dizem que a Gradisca já cá esteve.
Foi devido a essa altamente improvável aventura...
que começaram a chamar-lhe Gradisca.
O nome verdadeiro dela é Ninola. Mas dizem que, há três anos...
numa noite de Inverno... Não nos deixes ficar mal, Ninola!
O príncipe é um homem bem-parecido, sabias?
Se ele te parecer contente, fala-lhe dos trabalhos no porto.
Basta uma palavra dele para tudo avançar.
Se bem-educada, fala um italiano correto.
É um príncipe a sério, não é um imbecil qualquer.
Além disso, é uma grande ocasião também para ti. O porto...
Sr. Príncipe, senhor...
Gradisca. Disponha.
Foi assim que a Ninola passou a ser Gradisca.
Não creio que haja muita verdade nesta história.
Nem em tudo o que o Biscein conta.
É um mentiroso compulsivo. Inventa uma nova todos os dias.
Devem saber que, há dois anos, chegou um emir com 30 concubinas.
Eu estava lá. Vi-o chegar.
Baldassar.
Que é? Ainda partes a câmara!
O emir trancava os 30 quartos todas as noites.
É verdade, mas o resto da história do.
Biscein tem muitas incongruências.
O pateta afirma que nessa precisa noite...
Feijões! Azeitonas! Sementes de melão torradas!
Aqui estou eu! Aqui estou eu, meninas!
Anda, Biscein!
Anda, Biscein!
Anda, Biscein!
Santo Deus, tantas!
Sim! Sim!
Todas no papo. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete...
Afirma que, sem fazer distinção entre as bonitas e as feias...
28 ficaram no papo, nessa noite!
Tio? Tio? Tio!
És polaca? É que só as polacas tem este fogo nos olhos.
Comandante! Senhoras!
Então, deves ser checa.
Porque só as checas tem este fogo nos olhos.
Eu sei italiano.
Boa noite.
- Tio! Tio! - Fora! Saiam daqui!
O idiota do empregado...
Idiota! Idiota! Idiota!
- Já viu o mar? - O mar?
Venha dar um passeio comigo. Vamos!
Leopardi escreveu poesia. Conhece Leopardi?
Não, é a primeira vez que venho cá.
Dante Alighieri está aqui. Leopardi está aqui, ou até aqui!
Excelente!
Saúde!
Lallo, como correu?
Como havia de correr? Com as alemãs nunca tive problemas.
Está caidinha por mim.
E para prová-lo, ofereceu-me a intimidade posterior.
Tio! Tio!
O tio Teo era irmão do meu pai.
No Verão, íamos buscá-lo todos os meses para dar uma volta.
Tio! Ele vem aí, pai.
Vem aí...
Olá, tio.
- Como estás, Teo? - Ele está feliz, mãe.
- Está com boa cara. - Sim, está com boa cara.
- Deixa-me passar. - Cuidado com o degrau.
Aqui está ele.
- Olá, tio! Como estás? - E tu, como estás?
Estou bem. Ando na escola.
Adivinha aonde te levamos hoje? A comer passatelli na quinta!
O meu irmão fica contente?
E, olha, o pai também veio. Sim...
O meu belo filhinho... Dá um beijo ao pai.
- Está melhor, não? - Está normal.
Olha como está crescido... Anda no 5º ano.
Teo, como está?
O Tino apanhou uma bebedeira.
- Como está, Teo? - Estou bom. Estou muito melhor.
- Mãe, os pastéis. - Estão aqui.
Tio, a mãe trouxe-te pastéis.
Voltamos antes de anoitecer.
- Tome, aceite um charuto. - Obrigado.
Senta-te aqui, ao lado do pai.
Don Pazzaglia ainda está vivo?
Don Pazzaglia morreu há 10 anos.
Já faleceu há muito tempo!
- Estava vivo no ano passado. - Esse era Don Amedeo.
- Também morreu? - Não, Don Amedeo ainda está vivo.
Exatamente, era o que eu dizia.
Vi-o no ano passado, com uma jarra de flores.
Caminhava, caminhava... Aonde iria ele?
O Teo, quando tinha oito anos, era muito inteligente.
Não é para te ofender, Aurélio,
mas o Teo era muito mais esperto que tu, na escola.
- Era esperto a tudo. - Sim, não me custa nada admiti-lo.
É a verdade. Ainda hoje o é.
Gostas de estar connosco, Teo?
Tio, o mar é ali. Olha, é uma risca azul.
- Pai, posso conduzir o cavalo? - Não.
Então, que faço aqui? Vá lá, deixa-me conduzi-lo.
Era a primeira vez que um cavalo seria conduzido por um burro.
Não é mais rápido por ali?
É uma estrada péssima, cheia de buracos que engoliriam a carroça.
- Que se passa? Algum problema? - Deixa-o.
Por que trazes isso no bolso?
As pedras.
- Mas elas pesam, não? - Mas as pedras são muito bonitas.
Sim! Pará, Tino! Pará, para...
- Que disse ele? - Que foi?
- O Teo tem de ir aliviar-se. - Se está aflito...
Cuidado ao desceres.
- Tu também? - Sim. Porque?
Não se demorem, avo, pois tenho fome.
O pai do meu pai costumava dizer:
"Se em forma queres ficar, muito vais ter de mijar!
Se queres ser são, mija tantas vezes como um cão."
Que verde! Que maravilha, Teo!
- Quantos anos tem essa égua? - Três anos e dois meses.
Tem apenas um vício. Não suporta o apito dos comboios.
Quando estou de serviço a estação, vejo-me grego para a manter quieta.
- Que vai dar-lhe para comer? - Um prato de cappelletti.
Que fizeste? Não desapertaste as calcas?
Pai! O tio mijou nas calcas!
Caramba!
Dizem que é normal.
Não desapertou as calcas.
Esqueceu-se.
É verdade! Daqui, o mar parece uma risca azul. Uma longa risca.
- Tio, mijaste nas calcas! - Calado.
Ele não abriu a braguilha.
Não tem importância. Pode mudar de roupa na quinta.
Titta!
Vem cá, senão, atiro-me para baixo das rodas!
Aí sentado, seu criminoso!
Até hoje comemos bem!
Vão todos ver a fonte.
Eu e o meu filho Teo ficamos aqui, a beber um belo copo de vinho.
De bom grado, mas só mais um copo.
Sabem o que vou fazer? Vou dormir a sesta.
Ótimo. A sombra, faz-te bem.
O ovo é lindo, não é, Teo?
Eu também sou assim. Quando vejo um ovo, fico horas a olhar para ele.
Pergunto-me como consegue a natureza
fazer coisas Tao perfeitas.
Foi Deus quem fez a natureza, não um ignorante como tu.
Vai dar uma curva! Então, até já.
Conto consigo, pai.
Menghino, a que distancia fica...?
A que distancia fica essa fonte?
Olha, tio... Estou a hipnotizá-lo.
Oliva!
Oliva, está aqui um sapo! Parece-se com Don Balosa!
Voa, meu lindo!
- Como é? - Uma delícia.
E não provoca ressaca.
- Vamos po-lo aqui. - Boa ideia.
Larga essa pedra!
Seu malandreco!
Não passas de um delinquente!
- Pai! - Que queres?
O tio Teo subiu a uma árvore!
- Que dizes? Que berra para ali? - Não entendo.
O tio subiu a uma árvore!
Quero uma mulher!
Quero uma mulher!
Quero uma mulher!
Mas onde é que vou arranjar-te uma mulher, meu filho?
- A que mulher se refere? - O teu tio está lá em cima.
Quero uma mulher!
Ali está ele, pai!
Tio, há ninhos aí em cima?
Vá, Teo... Desce antes que te magoes.
Que fazes aí? Vai buscar uma escada!
É assim que fica de olho nele? Como foi ele parar lá acima?
Eu vou lá buscá-lo.
Dou-te uma marretada que te enfio no chão!
Quero uma mulher!
Como foi ele ali parar? Se cair, fica todo esmigalhado.
- Drama? - Como foi isto acontecer?
Estávamos a beber um copo com o Tino, quando de repente...
Nem sequer o vi. Trepou por ali como um gato.
Que fazes? A atirar pedras ao teu velho pai!
Teo, desce daí. Já chega!
Eu mato-me! Raios partam!
Então, Aurélio... Não fiques assim.
Desce, Teo, o teu irmão está zangado!
Não sejas tolo. Desce!
Quero uma mulher!
É uma necessidade bastante normal. Ele tem 42 anos!
- Sim, mas ele vai cair. - Quando eu tinha 42...
Estou a dizer-te!
Já chega. Desce daí!
- Desce daí, Teo! - Não te esqueças do ninho, tio!
O Menghino vai subir.
Agora vou eu subir, mas não me atires nada.
Levamos uns pássaros...
- Que é isto? - Dói!
- Queres matar-nos a todos? - Agora, subo eu.
Sim, senhor! Se me atirares alguma, ajustas contas comigo.
Que pontaria!
Este tipo é um assassino! Que alguém te de um murro nos tomates!
Quero uma mulher!
Sou um parvalhão! Sou um parvalhão!
Vamos para casa.
Tino, arreia o cavalo. Vamos para casa!
Vá lá, vamos para casa. Todos para casa!
Vai deixa-lo ali em cima?
Vou! Arreia o cavalo! Vamos embora!
- Como queira. - Pai! Titta!
Chama a tua mãe! Onde está a tua mãe?
- Vais deixa-lo lá em cima? - Fica lá bem.
- Vamos! Quero ir para casa. - Mas ele é meu filho!
- Aurélio, escuta-me... - Quero uma mulher!
Teo, estás a ver? Vamos embora. Desce daí!
- Pai, vamos! - Mas ele é doente.
Estamos só a fingir. Depressa!
Ouve, Aurélio... Põe-me lá em cima. Eu falo com ele.
Eu trago-o para baixo, verás.
Toda a gente! Subam para a carroça.
- Mas, Aurélio... - Estamos de partida. Entrem...
Teo, que fazes? Vais ficar aqui?
Nós vamos embora. É tarde.
Está a escurecer. Quem te leva de volta?
Queres ficar aí em cima? Então, está bem. Adeus.
Talvez possamos assusta-lo com uma espingarda.
Desce daí!
Teo, Nossa Senhora! Mas tu desces daí, ou não?
Olha, nós vamos embora. Vamos!
- Teo, desce daí! Teo! - Adeus, tio!
- Quero uma mulher! - O tio ainda nos mata, hoje.
Vá, saltem todos daí! Saiam imediatamente! Sem perguntas!
Por que choras?
Tino, corre até ao hospital e chama os enfermeiros.
E volta imediatamente, senão, atiro-me para o poço!
Mas por que choras? É uma comédia! É uma palhaçada!
Quero uma mulher!
Escuta-o só, Miranda. Pobre rapaz...
Sente-se melhor?
Quero uma mulher!
- Pai? Pai! - Já chega!
- Que queres? - Achas que vá chamar a Volpina?
Pai, olha!
Mãe, já chegaram.
- Boa noite, doutor. - Que aconteceu?
- Ele está no cimo da árvore. - Belo lugar. Ar fresco.
- Isto é tudo vosso? - Que diz? É só uma casita.
- Está lá em cima há cinco horas! - Onde?
Lá em cima. Não se vê, está no meio das folhas.
- Que lhe fizeram? - Nada.
Pós-se aos gritos e a atirar pedras.
Espero que ele não fique assim toda a vida.
Uma freira Ana! Mãe!
Será mau para ele e pior para nós.
Calma, senhor, ela trata de tudo.
Estava a apanhar ar?
É ela quem vai subir?
Desce daí! Não estou para aturar estes jogos parvos!
Céus, olhem para isto! Ela fe-lo descer.
Ela fe-lo descer, e ele está todo contente.
Teo? Teo?
Aqui está ele.
Então, andaste novamente a fazer das tuas?
Não... Então, que fazias lá em cima?
Contava quantas figueiras há nesta época.
Vá para casa, vá para cá... Levem-no para casa.
Há dias em que está normal, e outros
em que não está. Como todos nós.
- Adeus, tio. - Oh, Titta... Porta-te bem.
Vê-se a casa de Gigino, lá do alto.
Há muito tempo que não o vejo.
Entre as 11 horas e meia-noite. Sim, com o barco do Caghetta.
Tem 30 pisos de altura e 16 chaminés.
Imagina o que poderia fazer um pirata com um barco assim.
Vem cá! Chama o teu filho, sim?
Onde está o Ronald Coleman? Não o vejo.
É a Gradisca! Gradisca!
Viva a Gradisca! Viva a Gradisca!
Chegou o barco a vapor.
Subam a bordo.
Severino!
Aonde vai toda esta gente?
Aonde vai esta gente?
Hoje é um dia muito importante para o país, para a pátria...
- Estamos de partida! - Aqui estou!
Se me deixa cair, paga-me um vestido novo.
Gostaria de contar-vos, mas não posso...
porque ainda é apenas uma suspeita.
Basta, Giudizio!
- A quantos quilómetros será? - Oito.
Mas, graças a Galileu, parecer-nos-ao 400 metros.
Maravilha!
Sr. Advogado, quanto pesará?
Duas vezes e meia o peso do Grand Hotel.
Mais o Arco de Augusto!
- No mar... - Vais tu, rainha do mar.
Tu passas e o teu destino.
Seguirei nas ondas.
Observando a esteira resplandecente.
Aproxima-te da tua mãe. E senhora, chegue-se para o seu filho.
Caramba, rapazes! A água está um gelo!
Tenho os tomates encarquilhados como dois feijões secos.
- Vieste a nadar da praia? - De onde haveria de ser?
Estilo livre.
Quero dançar contigo.
A noite inteira assim...
No terceiro dia, fui para lá com o meu bote, assobiei como sempre,
e apareceu um golfinho.
Pós a cabeça sobre o bote, olhou para mim e disse: "Mama!"
Deixa-te disso!
É verdade. Os golfinhos são
inteligentes. Até o dentista o disse.
Olhem a quantidade delas...
Milhões e milhões e milhões de estrelas.
Caramba, pessoal...
Pergunto-me como raio é que tudo aquilo fica no lugar.
Porque, para nós, é muito fácil.
Para erigir um edifício, é uma questão de tijolos e de tempo,
mas ali em cima, Santo Deus, onde se põem os alicerces?
Não são apenas decorações, sabem?
Miranda? Estás a dormir?
Responde...
- Tens frio? Queres o casaco? - O quê?
- Toma, veste-o. - Não quero.
Vá, põe-o a volta dos ombros, senão, constipas-te e queixas-te.
Vamos ficar aqui muito mais? É uma hora.
Sei lá... Disseram que era por volta da meia-noite.
Mesmo que chegue tarde, sempre vem da América.
- Vão-se todos mas é lixar! - Que amigo...
Ele desejou-te felicidades.
Eu iludia-me sempre, mas nunca dava em nada.
E agora...
- Sabes quantos anos tenho? - 52?
Não tenho vergonha de dizer a verdade.
Na verdade, acrescento sempre uns anos.
- Tenho 30. - Que surpresa, querida.
- Ainda não perdi a esperança. - Pensei que tinhas 27 ou 28.
Quero um daqueles encontros longos, que duram toda a vida.
Quero família, filhos, marido...
para conversar ao serão, ao jantar, talvez...
e para fazer amor de vez em quando, porque isso também é importante.
Mas o sentimento talvez conte mais que o amor.
Eu tenho tanto sentimento dentro de mim.
Mas a quem o dou? Quem é que o quer?
Por que choras? Olhem para esta pateta, a chorar.
Ela chora porque é uma rapariga delicada e sensível. Sim...
Estou aqui eu!
É isso. Os homens são todos iguais!
Não chores, querida.
- Ali está! - Pai! Pai!
O Rex! O Rex!
Viva o Rex! A maior obra do regime!
Como representante do Podesta, desejo-vos boa viagem!
Viva a Itália!
- Venham comprar no Biscein! - Como é?
Como é?
Como é? Como é?
Adeus!
Olhem!
Olhem para isto...
Não se vê nada!
Vou seguir o muro.
O último nevoeiro assim foi em 1922.
Cuidado! Pará! Está aqui um homem!
Caramba! É inacreditável!
Gina!
Gina!
Onde estou eu?
Parece que não estou em lado nenhum.
Se a morte é assim...
não é grande coisa.
Desapareceu tudo. As pessoas, as árvores...
os pássaros no céu, o vinho...
Vai levar!
Tino!
Perdi-me. Não encontro a minha casa. Onde estou?
Onde está? Está em frente a sua casa.
É ali.
Obrigado!
- Para onde vais com este nevoeiro? - Para a escola. Adeus, avo.
Imaginem...
Estive na Noruega.
Duas mulheres.
Norueguesas lindas e enormes!
Feijões, azeitonas, sementes de melão torradas!
Ei!
Está aberto aqui, podemos passar.
O último é maricas!
Naso, por aqui. Vem cá ver...
Olhem!
Que lindo!
Onde estás, meu amor?
- Número 25! Varzi, és Deus! - É o Brilliperi!
- Era o número 18. - 18? Campari!
Aldina, sabes quem era?
- Sabemos, era o Campari. - Conhecemo-lo na corrida de Monza.
CHEGADA
Aldina!
- Lallo! - Aonde vais?
Tem cuidado, Lallo!
- Que é? - Uma orelha.
Olhem, é uma orelha!
- Está fechado. - Posso entrar, menina?
- Boa noite. - Que desejas?
Um cigarro.
- Posso ajudá-la? - Está quieto, que não és capaz.
Como não sou capaz?
Consigo levantar 80 quilos. Uma vez, até peguei no meu pai.
Essa é para rir!
- Por que não? Quanto pesa você? - Não sei.
- Aposto que também pegava em si. - Ah, sim?
Vamos lá ver...
- Olhe que sou capaz. - Vamos ver...
Ainda caio!
Larga-me, seu tolo! Põe-me no chão!
- Consegui! - És forte!
Viu? Vou pegar em si mais uma vez.
- Não acredito. - Olhe...
Já chega!
Larga-me.
- Porque eu sempre... - Já te mandei parar.
Pensei que era... Que fazes? Ainda me deixas cair!
Seu doido! Põe-me no chão! De morte!
És mesmo doido, sabias?
Vê quantas vezes o fiz?
Sim... Sim, meu querido...
Vem cá... Também és bonitinho, sabias?
Faz-me enlouquecer. Faz-me enlouquecer só um pouco.
- Que devo fazer? - Chupa! Chupa!
Vá lá...
Podes ficar com esta também.
Não sopres! Chupa!
- Assim está bem? - Não, não...
Meu amor... Meu amor...
Tens de chupar, estúpido!
- Que estás a fazer? - Não...
- Não consigo respirar! - Deixa-me em paz!
Vai-te embora. Tenho de fechar a loja.
Que querias, afinal? Um cigarro?
Obrigado.
- Não consigo. - Sai da frente.
- Vá, vai-te embora... - Boa noite.
Vá, bebe... Faz-te bem.
- Está quente! - Tem de ser assim.
Está ali uma mosca.
- Onde está? - Está ali. Acolá.
Estava ali.
A única casa que tem moscas no Inverno.
Como foi contigo e com o pai?
- O quê? - Conheceram-se, apaixonaram-se
e casaram-se?
Mas que conversa é esta? Afinal, quem se lembra?
O teu pai não é homem de muitas falas.
Ele era operário em Saludecio...
e a minha família, que tinha algum dinheiro, não o via com bons olhos.
Na verdade... Bem...
Acabámos por fugir de casa sem dizer uma palavra a ninguém.
Quando é que deram o primeiro beijo?
Mas que raio de pergunta é essa?
Aliás, nem sequer sei se alguma vez o demos.
Da primeira vez que nos vimos, ele levantou o chapéu, mais nada.
Era o máximo que se podia fazer.
No nosso tempo não era como agora, que fazem tudo e mais alguma coisa.
- Mas eu não faço nada, mãe! - Tapa-te, que estás todo suado.
Que queres tu? Ainda usas calções.
Então, arranja-me calcas comprimidas, como aquele ali.
A quem te referes? Gina!
Ela não quer mais bilhetinhos.
- Perguntei: "Porque?" - Pega na bicicleta...
e pede ao médico para vir antes. Sim, senhora.
Peca-lhe para a examinar. Estou ralada.
Vai lá...
Só mando bilhetes quando me apetece.
Sim, sim...
Para África! Torno-me médico e vou para África!
Está a nevar lá fora! Está a nevar!
- É verdade! Está a nevar! - Que lindo!
Professor Fighetta, vá levar!
Se continuar assim, ficaremos uns dias sem aulas.
As montanhas estão todas brancas!
Vamos ver a neve no mar!
É aguada, não se acumula.
Vão-se embora! Desapareçam!
Não se mexa. Os pardais!
- Boa noite. - Espera. Eu vou contigo.
Depressa!
Titta! Olha como ela cai!
Vamos abrir a janela.
Que linda!
Também quero!
Ainda Neva! Há quatro dias que esta porcaria não para de cair!
Este será recordado como "o ano do nevão".
Desde a era glacial...
que não nevava Tao abundantemente na nossa cidade.
Um metro e noven...
Deve ter sido um miúdo e não aquela pessoa.
Como dizia, foram exceção os seguintes anos:
1541,1694...
1728, 1888...
quando, estranhamente, nevou a 13 de Julho...
Vai-te lixar, estupor!
Onde é que ela...?
Como está a tua mãe?
Está melhorzinha.
Ainda está internada, mas já está fora de perigo.
Ainda bem, coitadinha... Manda-lhe cumprimentos meus, quando a vires.
A tua mãe é bondosa.
Trazia-me sempre uma sopa...
e um copo de vinho. É bondosa.
Bom dia.
Mãe!
Olá, Miranda.
Como te sentes?
- Trouxe-te umas flores. - Obrigada. Como estás?
Olá, Aurélio. Sao lindas!
Estive um pouco a janela, mas vou voltar para a cama.
Hoje, sinto-me melhor. Mas que cor Tao bonita...
- Tens calor com isto, mãe? - Obrigada.
- Já comeram? - Sim.
Ainda acabo estúpido!
Há um belo jardinzinho, aqui. Não sabia.
Parece todo florido, na neve.
Mãe, ainda Neva.
De certa forma, tens sorte, Miranda,
pois com um tempo destes, está-se bem é na cama.
Coitado, está cansado, quando volta.
- Trabalha o dia todo. - Sim, mãe.
Não deves responder. Já és um homenzinho.
Não atirem gelo! Magoa!
Toma esta, Ovo!
Com tanta neve e tanto vento, batem a porta com que atrevimento?
Idiota! Não!
Estúpido!
- Pará! Não! - Arremesso difícil, excelência!
- Desta vez, acerto-te! - Gradisca!
Toma lá, Gradisca!
Não! Na Gradisca, não! Não!
Vocês são fortes!
Deixem a Gradisca em paz!
Basta! Desisto!
- A Gradisca fugiu! - Gradisca, vem cá!
Se me partirem a vitrina, mato-vos a todos!
Quem é?
- Que é isto? - Não sei.
Olhem, é o pavão do conde!
Olhem! Está ali!
Está a descer.
Apanhamo-lo, rapazes?
Que parvalhão!
Não entendo. Que aconteceu?
Eu explico-lhe no carro.
Porque no carro? Aonde vamos?
Para perto. Para a quinta da tia Zaira.
Chegou um parente da América que quer cumprimenta-lo.
Se quer cumprimentar-me, por que não vem ele cá?
E quem é esse parente, afinal?
Olá.
A tia morreu.
Coragem... Coragem...
Titta, não...
Não facas isso. Titta, abre!
- Abre. - Não, não abro!
Lallo! Ele desmaiou.
Pai, o tio sente-se mal.
Então, levem-no ao bordel.
Faz o sinal da cruz, pai.
- Como te sentes agora? - Melhor.
- Mirandinha! - Não fiques assim. Coragem...
Todos em fila. Onde estão os órfãos?
Pará com isso!
- Viva o noivo e a noiva! - Viva!
Dá-me o teu braço, Naso.
Deixem passar! Deixem passar! Tenho o peito cheio de leite!
Neste dia cheio de palha, desejando que vivam...
muito felizes em Battipaglia.
Quando estás bêbedo, até rimas!
A Gradisca casa-se e vai-se embora!
Pedimos-te desculpa pelas vezes que te irritámos
e temos pena que te vás embora.
Sentiremos muito a tua falta!
- Viva os noivos! - Viva!
As palavras são de prata e o silencio é de ouro.
Que o amor deste casal seja sempre um tesouro.
- Onde está a noiva? - Ali.
A nossa Gradisca vai partir porque encontrou o Gary Cooper dela.
Gary Cooper é um vaqueiro e o Matteo é um guarda,
mas o amor é que interessa. Felicidades, Gradisca!
Viva os noivos!
Hoje coroaram o vosso sonho de amor.
Agora, tem um alegre dever, o de ter muitos filhos.
Pela vossa família, pela igreja e pela pátria!
Agora, que estamos com companhia, ninguém sai daqui de barriga vazia!
Fotografia! Fotografia!
Agora, vamos tirar uma bela fotografia.
- Um espelho! - Todos para trás da noiva.
Vai ser uma fotografia e peras!
É linda, a nossa Ninola! Por que estás a chorar? És doida?
- Não estou a chorar. - Aproximem-se mais.
O guarda tem de chegar-se para trás.
Fora!
Capta a luz.
- Não se mexam! - Está a chover.
Um grande sorriso. Assim, assim... Já está!
Mais outra.
Não caias para cima dela, seu bêbedo!
Também quero abraça-la.
Está a ficar escuro, aí. Venham todos para o sol.
Sigam-me. Aqui. É um bom lugar.
Juntem-se. A noiva ao centro e o noivo daquele lado.
Fiz outro poema, que é assim:
Apesar de o mundo estar cheio De coisas bonitas.
Cheio de cidades que são belas Até mais que esta.
Umas gotas de água só te fazem bem. Assim, tomas banho.
Levanta-te!
Já parou de chover. Podes sentar-te.
Senta-te. Toca!
- Noiva molhada, noiva abençoada. - É o mesmo mar, Ninola...
que se estende daqui a nossa Battipaglia, portanto...
- Viva Itália! - Viva!
Obrigada!
Obrigada.
Como poderás viver
Tao longe da nossa cidade?
Adeusinho! Vão para casa. Adeus!
- O Biscein despede-se. - Comi quatro tigelas de sopa,
dois frangos, um quilo e meio de salsichas e uma vela.
Naso!
Naso, vou para casa!
Espera por mim! Também vou!
Espera por mim, idiota!
O meu ramo! Espera!
Adeus! Adoro-vos!
- A Gradisca está a ir-se embora! - Está de partida!
- Adeus, Gradisca! - Adeus!
- Adeus, Gradisca! Adeus! - Adeus!
Lallo...
olha!
Isso é meu!
Os licoperdons!
- Titta! - Naso!
Onde está o Titta?
Vamos pescar para o porto?
O Titta já se foi embora há muito tempo.
Sub-titulação: SDI Media Group
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.