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Original subtitles

OS ANDROIDES TÊM HEMORROIDAS ELÉTRICAS?

ÓLEO DE ROBÔ ANTIQUADO DA MÃE

HORA DE HIPNOSE EM MASSA

Comida de Solteiro

APARTAMENTOS BRAÇOS DE ROBÔ

Podem fazer pouco barulho?

O quê? Agora, ele tem um vizinho maluco?

Bender, talvez devesses sair mais.

Não. Talvez vocês devessem sair mais.

Talvez devêssemos.

Adoraria experimentar o novo restaurante caro do Elzar.

Diz-se que é muito caro.

Não sei. Parece caro.

Vá lá. Assim, poderei vestir aquela camisolinha caveada preta.

Vão, mas é

CARTEIRA POR Elzar FINANCIAMENTO DISPONÍVEL

Olá. Temos uma reserva em nome de Fry?

Sim. Já têm alguém na vossa mesa.

Alguém?

Miúda, sou a alma da festa!

Decidi que tinham razão. Preciso de sair mais.

Que bom para ti.

Vejam tantas celebridades.

A Rainha dos Yonkers, o Robô Bilionário

e o nomeado para um Emmy, o Calculon.

Sou um ator exigente, então, quero pedir o que não está na ementa.

Sim, senhor. A ementa do que não está na ementa.

Não vejo nada inconveniente o suficiente.

É tudo gente importante.

Então? Não queremos que reparem em nós aqui.

Não repararam em nós?

Os Robôs da Máfia!

Não tão alto. Somos criminosos.

Vocês querem que rale trufa fresca por cima disso?

- Talvez. Quanto custa? - Preço de mercado.

Bem, não me parece muito mau.

Por isso o dizemos assim.

- Obrigada, mas não queremos. - Graças a Deus!

Não faz mal. O seu amigo disse que ficaria com a sua.

Faltou-lhe um sítio.

Céus, malta! Nem sequer tenho paladar

e isto é incrível. Têm de provar.

- O que eles pediram está na ementa? - Sim.

Caramba!

Seja qual for o preço, valeu a pena.

A conta é de 83 dólares pela comida.

Parece-me razoável.

Mais 5000 dólares e dez cêntimos pela trufa.

O que dá um total de algo como 30 mil dólares.

Chiça, Fry! Não sabia que eras tão generoso.

Mas não posso pagar isso.

Não? Bem, então, vai ter de lavar pratos durante um mês.

Ninguém quer ver isso.

Não há forma mais interessante de resolver isto?

Há, sim.

Nós, os Robôs da Máfia, vamos pagar a conta do Fry.

Mas um dia, daqui a muitos anos, iremos pedir um favor em troca.

Combinado! Daqui a muitos anos? Posso morrer antes disso.

Sim. Ou por essa altura.

Meu, aquela trufa. Era indescritível.

Foi assim que a descrevi.

O que era? Ovos? Frutos secos?

Não sei, mas tudo aquilo que meti à boca

sem saber o que era, era do melhor.

- É um fungo, seus palermas. - O doutor é que é.

Um raro fungo subterrâneo,

cujo sabor único deriva de moléculas complexas,

que irei agora descrever ao pormenor.

Estou tão aborrecido que até dói.

Espere lá. Quando eu era miúda,

o assistente do meu mordomo mostrava-me filmes educativos para miúdos ricos.

KAVIAR PARA MIÚDOS

Não.

Quero dizer, sim!

TRUFAS! O pequeno fungo que é muito CARO!

Este é o Neville. O Neville está a desfrutar de uma trufa fresca.

O que é uma trufa, afinal?

Por amor de Deus! É o teu nono filme. Nunca sabes patavina.

Porque te deram este emprego?

Porque és meu pai.

Sabes, Neville, as trufas são verdadeiras iguarias

originárias das quintas infestadas de camponeses de França e Itália.

Mas, para as encontrar, é preciso ter nariz para elas.

Ou devo dizer "penca"?

Olha, papá, é um suíno imundo!

E o seu porco de confiança.

Felizmente, devido à colheita excessiva, as trufas tornaram-se raras e caras,

apenas ao alcance das melhores famílias.

E, eventualmente, a caça da trufa saiu do planeta

para aquela vastidão de espaço conhecida como "A Cintura de Trufas",

onde os aventureiros procuram pelas suas fortunas.

Fortunas? Sempre quis ter umas dessas.

Continuem, campónios, e um dia serão ricos.

Só não venham para o nosso bairro.

A sério.

Soube que o Neville morreu a ingerir Peta Zetas e Coca-Cola.

Au revoir, baguetes de carne.

Vou para a Cintura de Trufas em busca da minha, digamos, "fortuninie".

Não é assim que se diz.

É assim que eu digo!

E já o achava mal-educado antes de ser francês.

Bonjour, mon senhor.

De onde raio é suposto seres?

- De França? - Nunca ouvi falar.

França?

- Oui, França. - Adoro esse lugar.

Então, posso ficar com o seu porco?

Arranja um porco teu!

E este é um porco falante.

Aqui, todos eles conseguem falar.

Foram geneticamente criados

para que nos possam dizer onde estão as trufas.

- Posso ficar com eles ou não? - Não!

Não entendo. Os franceses são sempre tão simpáticos.

A seguir, outro modificado porco falante.

LEILÃO DE PORCOS

- Fixe! - A 800 dólares?

Oitocentos dólares.

Não ouvi isso. Vou aumentar o aparelho auditivo.

Muito bem, repita essa licitação, mas não muito alto.

Oitocentos dólares!

Oitocentos. Vendido ao último tipo aqui que ainda não tinha comprado um porco.

Também quero um porco de trufas, mas deixei a carteira nas outras pernas.

O senhor está com sorte.

Resta-me um porco que é tão mau que lhe pago para que mo leve.

VENDIDO

Vou ser vendido.

Que é aquilo, um gerbilo depilado?

Inicio a licitação com um dólar negativo.

Um dólar negativo, aceita? Não, subo para dois negativos.

Dois negativos, dá-me isso? Não. E cinco negativos?

Não sei. É muito minorca.

Subo a 20 negativos. A 20 negativos, 20 negativos. Vendido!

Muito bem! Vou chamar-te Jambone.

Um nome? Como nos filmes.

Certo, Jambone, torna-me rico.

- Cheira-te a dinheiro? - A trufas, é?

Pois. Esqueci-me do passo intermédio.

Toca a trabalhar, abre essa penca.

Mas, Sr. Bender, tem de tapar o meu nariz.

Porquê? Gostas de coisas estranhas?

Para eu não comer as trufas.

Elas cheiram tão bem. Quero muito, muito comer uma trufa.

Não posso comer uma trufa, então, não como. Tape-mo!

Pronto. Enfia o focinho na terra e começa a snifar,

enquanto aprecio a paisagem rústica.

Mal lhe chamaria de rústica. O que é isto?

A procura de iguarias não é para os mais fracos.

Basta! Ninguém cospe no meu equipamento.

Eles podem ter uma carrinha grande e à maneira, mas eu tenho...

Bolas! Não tenho nada. Vá! Vamos à procura das trufas.

Meu...

Conseguimos, Jambone. Somos uma grande equipa.

CARTEL DA TRUFA CÂMBIO DE FUNGOS

Chiça!

Bom dia, senhor. Espero que tenha muito dinheiro, pois eu tenho isto.

Chiça, é uma maravilha! Deixe-me cheirá-la.

É uma bela cifra.

Sim, senhor.

O Cartel da Trufa dá-lhe 3000 das boas por ela.

Quanto é isso em dólares?

À taxa atual, 3000.

Conseguimos, Jambone! Sou rico e também estás aqui!

Espere lá, o Cartel tira uma parte.

Só dez das boas?

Podemos comprar uma trufa!

É inútil, Jambone. Vou voltar para a Terra.

Levar-te-ia comigo, mas não quero.

Mas, Bender, os ricos precisam de trufas.

O que vão ralar nas suas entradas?

Eles que ralem bolo.

Espere! Cheira-me um cheiro.

São trufas! Nunca cheirei tantas.

Que bom! É outro asteroide de trufas. São todos iguais.

Não é bem. Aquele ali é mais diferente do que todos os outros.

- Qual? - Este.

- Aquele? - Aquele.

É o asteroide mais remoto de toda a cintura,

mas quem foi lá nunca mais voltou.

Gostaria de pensar que é porque morreram em agonia.

- Porque gosta de pensar isso? - Porque sou psicótico.

Agora, ouça-me bem.

Pode haver uma fortuna em trufas ali,

mas não valerá nada se morrer

e se os busardos lhe picarem... Ali vão eles.

Isto é muito confortável.

Meu, este lugar é lindo.

Aquele velho estranho não sabia do que falava.

Então, o que estás a fazer? A divertir-te? Para com isso!

Mas o solo é tão fofo.

Sim. Sinto pertencer aqui.

Isso é ótimo, mas isso não me aproxima

do mundo exclusivo de ter um iate.

- Vamos caçar trufas. - Mas onde? Não há árvores.

As trufas precisam delas, Bender.

Não há árvores? Mas prometeste-me uma fortuna incrível.

Vou-me embora.

Volta a subir aqui para cima!

Esta coisa toda é uma grande bola de árvores.

Temos de arranjar maneira de descer até às raízes onde estão as trufas.

Claro! Em queda livre. Porque não pensei nisso?

A gravidade é baixa. Podemos retomar os gritos quando estivermos perto do chão.

Pronto, agora.

Perfeito! Procura lá por trufas

enquanto me queixo do tempo que demoras.

- Encontrei uma. - Já?

Vou queixar-me da rapidez.

Esta é tão grande. Vai ser difícil queixar-me disto.

Mas vou tentar.

Aqui está outra. E outra.

Vou precisar do meu saquinho.

- Adoro-te, Jambone. - Eu também o adoro, Sr. Bender.

Cala-te, porquinho. Eu sei.

Pessoal, está na altura de aceitar o facto

de que talvez nunca mais vejamos o Bender.

- Pronto. - Posso usar a cadeira dele?

Esta caixa de maçãs tem muitas lascas.

Nem pensar.

Essa cadeira foi honrada pelo rabo do Bender.

Guardemo-la como uma relíquia para quem fizer peregrinação em sua honra.

Se vieram para ver a cadeira, são dez dólares.

Não viemos ver a cadeira.

Espere lá, chefe, é uma cadeira bonita.

Se gostas assim tanto da cadeira, bato-te na cabeça com ela!

Rapazes, por favor.

Viemos em assuntos criminais para cobrar o favor que o Fry nos deve.

Disse que isso só seria daqui a muitos anos.

Percebi que as pessoas se preocupam menos assim.

Quem precisa dos nervos?

É um assassino silencioso.

Sim, sou rico! Tão rico que nunca mais terei de trabalhar.

Mas tu terás. Voltaremos diariamente

até que essa tua penca fique gasta até ao osso.

Não tem osso. É desossada.

Gasta até ao coto, então.

Tu percebeste-me. Agora, anda lá.

Temos de levar isto à superfície.

Vou trepar. É na boa.

Porque acham as pessoas que este lugar é tão perigoso?

Se cair, lembra-me de não aterrar num daqueles espetos.

Um bicho-pau!

Um segundo bicho-pau.

Sr. Bender, lembre-se de não cair no espeto.

Porque é que estes monstros parecem ser outra coisa?

Talvez para se esconderem de um monstro pior?

A minha trotineta! Estamos salvos!

Sim. Nada entre nós e a liberdade, exceto estas folhas normais.

E este monstro.

É um dragão de folhas!

Talvez seja um monstro simpático.

Para! Para de saborear o meu amigo.

Olá.

- Bender? - Fry!

Fry, esperava que viesses para te poder dizer o quão rico sou.

Aquele saco todo está cheio de trufas.

- Entrega as trufas. - Que trufas?

Ouviu aquilo, chefe?

Ele disse: "Que trufas?"

Não é o tipo de coisa que um gajo com trufas diria.

Clamps, confisca aquele saco.

Mesmo que não tenha trufas, é um saco bonito.

Vou usar as minhas pinças.

Como souberam que estávamos aqui?

Somos o Cartel da Trufa. Todo o Cartel da Trufa.

Temos meios sofisticados de reunir informação.

Fui eu. Eu disse-lhes.

Agora, podem devolver-me a roupa?

Escolha da Máfia - TRUFAS RARAS UMA TONELADA

Fry, bem-haja pelo uso da vossa nave de entregas.

A tua dívida aos Robôs da Máfia foi paga.

Um dia, poderás pedir-nos um favor.

Fazemos à vez. É boa educação.

Tão, tão bonito.

Vou rebolar pela última vez antes de irmos.

Pelo menos, tive um momento de alegria numa vida de escravidão.

Para onde nos levará a caça às trufas?

A lado nenhum. És livre, Jambone.

Vou libertar-te dessa prisão ao nariz.

A sério? Posso ficar aqui neste paraíso?

- E saltitar e brincar? - Limita-te a brincar.

Obrigado, Sr. Bender. É a pessoa mais gentil que já conheci.

A sério? Isso é horrível.

Para de soluçar, Bender. É hora de ir.

Tens sido um bom amigo, Jambone. Quero que fiques com isto.

Roubei-a antes.

Podes finalmente provar uma.

São melhores do que podes imaginar com esse teu cérebro minúsculo.

Sabe, Bender, passei a minha vida a caçar trufas.

Três semanas inteiras.

Tudo o que queria era provar uma.

Porém, percebi que são um mero símbolo da minha escravidão.

- Respeito isso, mas come-a. - Não, rejeito essa trufa de sangue.

Rejeito todo o sistema opressivo que existe para que snobes ricos

possam devorar na pia da gula.

Vá lá, tu mereceste-a!

Nunca mais te irei respeitar se não comeres este fungo.

- Não comerei. - Come!

- Não. - Sim!

Tudo bem. Se é assim tão importante para ti.

E?

É boa. Obrigado. Muito boa.

Adeus, velho porco.

- Bender, queres ajudar-nos? - Nem pensar!

10.o Prémios Gulosos ANUAL E JANTAR DE TRUFAS DE 45 PRATOS

3025 Gulosos

Bem-vindos ao 10.o Prémios Gulosos Anual.

Antes de darmos o último Guloso e de iniciarmos o jantar,

vamos levantar o copo de vinho

em memória dos honrados gulosos que perdemos, no ano passado.

Em Memória De

Esófago perfurado por pedaço pontiagudo de torrada

Robbin Baskins - Dor de Cabeça Após Comer um Gelado

MONSTRO DAS BOLACHAS Diabetes

Em Memória De

Estou assoberbado

pela antecipação!

Pelo seu trabalho incansável em dar fondue aos mais saciados,

o Prémio Guloso vai para...

"10.o Prémios Gulosos"

... o Hedonismobot!

Obrigado, caros gulosos.

Se consegui comer mais, foi porque não cedi às barrigas dos gigantes.

Estaria em falta se não agradecesse à comida

por ser tão deliciosa.

E agora, se me derem licença, tenho de estar nos Prémios Perversão.

Foi o nosso espetáculo, malta. Tragam lá as trufas!

Que comece a gula.

Jambone?

Sim. Sou eu.

O que aconteceu?

Não me devias ter dado aquela trufa, Bender.

Depois de a experimentar, não tive hipóteses.

Como fui modificado, passei a desejá-las.

Antes de partirem, saltei para a caixa de trufas.

Creio que nunca mais saltarei para lado nenhum.

O senhor enoja-me. Algo que é difícil de fazer. Bravo!

Espero que estejam todos orgulhosos.

Trabalhei a minha vida toda para satisfazer a vossa gula nojenta.

Desprezei a vossa laia.

Mas, agora, olhem para mim!

É difícil não olhar.

Sou o maior guloso que alguma vez houve.

Diz-lhes, Jambone.

Isto é tudo muito emocionante, mas o que vamos comer?

Poderei sugerir um suculento porco alimentado a trufas?

Foge, Jambone!

Corre como o vento!

Pousai os talheres, pois ninguém magoará este porco.

Aqui o Jambone é tão bom guloso como qualquer um de nós.

E, se comermos um dos nossos,

então, não seremos melhores do que aquela gente magra.

Mesmo a minha consciência atrofiada não me permitirá aceitar este prémio

quando um guloso desta magnitude se verga perante mim.

Sr. Jambone, entrego humildemente

o Prémio Guloso do Ano a si.

Obrigado. É uma profunda honra e vergonha.

É o meu rapaz!

Tradução: João Braga

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