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ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO.
CRIANÇAS E ANIMAIS FORAM FILMADOS SEGUINDO OS PROTOCOLOS DE SEGURANÇA.
BASEADA NA SÉRIE "A LOUVA-A-DEUS" PRODUZIDA POR JEAN NAINCHRICK
16 DE FEVEREIRO DE 2002
SALA DE INTERROGATÓRIO DELEGACIA DE WOONGSAN
Nos conhecemos no hospital, não foi?
Eu tinha ido examinar o corpo do Song Byeong-cheol.
Todos que estavam no local do crime tinham uma expressão de terror no rosto.
Mas…
havia uma moça com um brilho no olhar
observando a cena do crime.
Em frente à casa de banho e em frente ao Condomínio Sataek,
você estava lá
com o mesmo olhar.
Fiquei pensando…
no motivo.
Então é só especulação.
Por isso comecei a te seguir por aí.
Sério?
Encontraram uma presilha parecida com a que você sempre usava
na cena do crime.
Cadê a sua?
Você perdeu?
Durante uma ronda,
você viu um homem batendo na esposa.
Isso é comum por aqui.
Aí você segurou o homem e ajudou a pobre mulher.
Depois disso,
continuou sua ronda, se recusando a ir embora.
Trim, trim.
Era sempre assim.
Não tinha o que fazer?
Ou só queria fazer hora?
Por quê?
Fiquei curiosa.
Queria saber como você era.
Continuei te observando de longe.
A condição envolvendo meu filho é a mais importante.
Quero que troque o nome e o sobrenome dele.
Isso é ilógico.
E não tenho poder pra isso.
Então passe pra quem tem poder.
Perdi na praia.
E, detetive Choi, essas presilhas
vendem na Loja da Mimi, perto do mercado.
Exatamente as mesmas.
O preço varia conforme o tamanho.
E mais uma coisa.
Preciso que cuide do Jeong-ho, meu filho,
até ele virar adulto.
Como é?
"A compaixão natural do ser humano."
O ser humano consegue se solidarizar com um completo estranho,
movido por um senso de piedade.
É o que dizem.
Quero que ensine isso ao Jeong-ho.
Me ajude
a transformá-lo
em alguém como você.
Eu estava…
Desculpa.
Pensei que a mãe dele tinha morrido.
Pensou certo.
Pra ele, eu morri.
Já se passaram seis horas.
Ela estava atrás do Seo Gu-wan.
Como a Jeong I-shin soube daquele hospital?
Ela já esteve lá e me conhece bem.
Acho que ela imaginou que eu o esconderia lá.
Seo Gu-wan!
Como fui tão burro?
Nunca imaginei que ela soubesse dirigir.
Droga!
Como é possível que eu a conheça tão pouco?
Se ela tiver matado o Seo,
ela fugiu da cena do crime e se escondeu em algum lugar.
Pra onde ela pode ter ido?
O carro foi encontrado a 1km do local do acidente.
A câmera estava sem o cartão de memória.
Ele foi dado como roubado
perto do Hospital Gwanghyeon Jeil, às 22h de ontem.
Está com fome? Posso fazer uma torrada…
Jung-yeon.
- Oi, Su-yeol. - Pra trás.
A serial killer supostamente morta está vivinha e solta por aí.
E se isso resultar em mais uma vítima?
Em mais um crime?
Vá atrás dela agora!
O que está fazendo?
O que faz aqui?
Não fale assim.
Ela me contou tudo.
Ela sabe que eu te abandonei
e que fiquei escondida depois de usar o acidente de ônibus
e a lápide pra forjar minha morte.
É.
Eu contei tudo pra ela.
O que veio fazer aqui?
- Ela não é ninguém. - Quis conhecer sua companheira.
Obrigada por vir, sogra.
- Su-yeol, é melhor conversar sentado. - Não.
Ela já vai embora. Não é?
Vamos.
Su-yeol, não.
Ela precisa ir, Jung-yeon.
Preciso.
É melhor ir.
Espere, sogra…
Vá.
Tudo certo, chefe? Está com uma cara péssima.
Tenho um anúncio.
Desça.
Devagar.
Devo um pedido de desculpas a todos vocês.
PRENDI A JEONG. INDO COM ELA PARA A CASA.
Agora ficou feliz.
Investiu em bitcoin? Em ações?
Se tivesse investido, ainda estaria de cara fechada.
Verdade.
O quê?
Falou que queria se desculpar.
É que…
Sei que vocês queriam que a detetive Kim fosse líder de equipe há muito tempo.
Também achei que seria o ideal pra gente,
e eu ia promovê-la,
mas não deu certo.
Acho que nunca pedi desculpas oficialmente por isso.
Quando encerrarmos o caso, volto a esse assunto.
Sei que podem estar decepcionados,
mas peço que apoiem o capitão Cha por enquanto.
É só isso.
Andropausa.
Ai, chefe…
Espere.
Obrigada.
E desculpa.
Está preocupado com a Jung-yeon?
Matou o Seo Gu-wan
e depois apareceu na minha casa?
O Seo Gu-wan
está morto?
Vai fingir que não sabe?
Você fugiu, roubou um carro e foi pra minha casa.
O horário e a rota batem.
Soube que não quer ter filho.
Por quê?
Tem medo de que puxe a mim?
Quero saber da morte do Seo Gu-wan.
Como foi? Por que o matou?
Só resolveu passar por cima dele?
Ele te ameaçou. Isso justifica a morte, assim como a do seu pai.
Você…
também quer me ver morto, né?
Você…
é igualzinho à sua mãe.
Você matou o Seo Gu-wan?
Me diga.
Como se sente?
Está triste que ele morreu?
Sente pena dele?
Ou talvez…
Não ficou nem um pouco aliviado?
Agora,
você está seguro.
Droga.
O que ela disse?
Ela não admitiu nada.
Ninguém viu quem dirigia o carro.
Ela sabe que não tem prova.
Mesmo assim, conseguimos pegá-la.
Pode ir pra casa.
Senhor.
Eu…
sou parecido?
Com quem?
Com ela.
De onde tirou isso?
É claro que não.
Su-yeol…
Se for sobre a Jeong I-shin, não quero saber.
É sobre você.
Às vezes, você chama a sua mãe dormindo.
Sabe disso, né?
Esse pesadelo é recorrente.
Não parecia pesadelo.
Parecia que sentia saudades dela.
Deite aí.
Durma.
Descanse.
Amanhã tem mais bandidos pra pegar.
PARA: CHA SU-YEOL
- Ele morreu? - Não. Está falando.
Chamamos a polícia? Pare de gravar.
Podem usar o vídeo como prova.
Estou com medo. Vamos embora.
Quer falar disso enquanto ele ainda nem esfriou?
E se outra pessoa morrer antes?
O que a gente faz?
Ei.
O que foi agora?
Droga.
Deixa pra lá.
O método mencionado no webtoon dele é igual ao método do crime.
Ele idolatra a Louva-a-Deus. Vamos liberá-lo assim?
Pense na imagem que isso passa.
Esquece o interrogatório.
Nem vimos a cara dele direito.
Ele e o Sr. Choi estão sempre juntos, fazendo o que bem entendem.
O que podemos fazer?
Ele tem um álibi irrefutável.
Vai deixar assim mesmo?
Quer que eu me jogue na frente do carro?
Falei do imbecil do capitão Cha.
Cuidado com a boca.
Nossa…
Por que tanta seriedade agora? Viraram amigos?
A mamãe está bem?
Não posso falar.
Sabe como é minha situação.
Mas uma coisa me deixou curioso.
Você não lembra mesmo?
De quando íamos à praia com ela quando éramos pequenos?
Não.
Sério?
Fiquei triste.
Muito triste.
Pronto.
Saúde.
Seus favoritos bem aqui, Ji-an.
Você tem trabalhado muito. Coma bastante pra recarregar.
Obrigada por me dar tanta comida gostosa.
Mas qual é o motivo? Liberaram o Park Min-jae.
Você ficou meio preguiçosa desde que virou sargento.
Quem é solto é sempre inocente?
Já podemos tirá-lo do caso?
Investigue melhor.
Histórico de navegação, redes sociais e os aplicativos dele. Olhe tudo.
Aposto que está escondendo algo.
Conhece meu sexto sentido. Ele está apitando agora.
O capitão Cha sabe disso?
É, o capitão Cha…
Poxa, Ji-an…
Sua linda!
Não faz assim. Me dá uma força.
Por favor.
GRÁFICA SEONGSIN
Vai, pode descer.
Fala sério…
Me trouxe até aqui porque queria falar algo.
Você…
ainda é o principal suspeito.
Precisa me avisar caso resolva se mudar ou viajar pra longe.
Mudou de assunto, né?
Fica tranquilo.
Não vou contar a ninguém sobre você e a mamãe.
Minha agência ia falir se eu não fosse esperto.
Que policial é esse que leva o suspeito pra casa após interrogar?
Eu sei que foi pra me ajudar.
Mano,
lembra do meu pai, né?
Ele batia em mim quando eu era criança.
Mas um dia acordei…
e era eu quem batia nele.
O tempo é assustador.
O homem que antes me aterrorizava
agora precisa dos meus cuidados.
Talvez a mamãe
também esteja precisando dos seus cuidados.
Já faz muito tempo.
Só estou dizendo.
Quando ela…
estava lá…
naquela noite.
Acha que ela estava lá
pra matar seu pai por você?
Ela falou isso?
Não foi assim.
Ela matou porque quis, só isso.
Ela queria matar, mas não podia sair por aí
matando qualquer um.
Por isso procurava gente ruim.
E se justifica
dizendo que eles mereciam morrer.
Ela fazia isso por ela, não por você.
Então…
esqueça essa mulher.
Não consigo ver desse jeito.
Vou embora. Saia do carro.
Poxa, mano. Por favor…
Ela te amava muito.
Por que não aceita isso?
Por que finge que isso nunca existiu?
Não importa o que ela fez.
Ela ainda é sua mãe.
Saia.
Droga.
Vocês dois são iguais.
Ei.
Repete.
Você também está se justificando.
Faz questão de demonizar a mamãe.
Esqueceu quantos ela matou?
Ela não era assim comigo!
Nem com você.
Mano,
seja sincero.
Você sentiu saudade dela.
Por que não admite?
Porque sentir saudade dela só traz mais sofrimento.
Por isso finge que não está nem aí. Quem pintou ela de vilã foi você.
Mas quer saber?
Isso que é se justificar.
Quem se justifica é você, não ela.
Você falou um monte de merda.
E daí que ela é minha mãe?
Quer dizer que ela pode sair matando,
e eu sou obrigado a gostar dela só por ser minha mãe?
Sou?
Isso é ser humano?
Toma jeito na vida.
Ouviu?
Para de idolatrar essa assassina nojenta…
e vai viver uma vida normal.
Prendam quem matou meu filho! Só sabem torrar o dinheiro público!
Meu Deus!
Vamos logo.
Que baderna…
O caso pode acabar indo pra central.
A Jeong I-shin
só aceitou ajudar com o capitão Cha.
- Se outra equipe assumir… - O que tem ela?
Depois do sufoco que passei pra trazê-la, nem um retrato falado você conseguiu.
Preciso mostrar resultado pros chefes também.
Se outra equipe entrar, mais gente vai saber da situação dela.
Nos dê mais um tempo.
Ninguém entende melhor o imitador do que ela.
Não volte de mãos vazias.
Obrigado, senhor.
O assassino sabe até que a Jeong I-shin matou o marido.
Nem a polícia sabia disso.
Será que o Seo Gu-wan?
Ele parecia suspeitar,
mas, como não deixou mais registros, acho que ele não sabia muita coisa.
Se ele soubesse de tudo,
teria ao menos colocado a foto do meu pai lá.
Quem será?
Como sabem os detalhes dos crimes da Jeong I-shin?
Deve ser alguém a quem ela contou sobre o passado.
Já vi com a Prisão de Anwon.
Só o Seo teve contato com ela.
E as únicas pessoas com quem ela se comunicou
nos últimos 23 anos foram você e o Seo Gu-wan.
Então alguém mais devia saber a verdade.
O primeiro assassinato, o marido.
Quem mais poderia saber disso?
Teve a psiquiatra que a avaliou assim que ela foi presa.
Ela estava viajando.
A psiquiatra?
Está sugerindo que ela contou sobre a Jeong pra alguém?
Quebrou o sigilo médico-paciente?
Mesmo assim, a legislação…
Sei lá. Nunca vão liberar esse mandado.
Vamos falar com ela.
E o mandado?
Espere.
Su-yeol.
ESTÚDIO DE CERÂMICA RAYEON
Oi, Min-jae.
Olá.
Veio ver a Ah-ra?
- Isso. - Quer tomar um chá?
Não precisa. Obrigado.
Um cara estranho no trabalho de duas moças?
Não ia pegar bem.
Entre. Está frio.
Espere, Min-jae.
Oi.
Quando o Su-yeol era pequeno, como era a relação dele com a mãe?
Uma relação normal de mãe e filho.
Do tipo que se amavam e se protegiam?
Isso.
Eles eram assim.
Pareciam felizes.
Algo assim.
- Vou indo. - Tudo bem.
CLÍNICA MIND LOVE
Seria uma pista importante pra nós.
A Jeong I-shin já chegou a falar sobre matar o marido?
Imagino que saiba do juramento que os médicos fazem.
É, eu sei, mas…
isso é muito importante pra gente.
Se por acaso chegou a comentar com alguém…
Meus pacientes estão esperando.
Trouxe um mandado?
Então, é que…
- Então acho que terminamos. - Estou com dor! Está doendo!
Não se preocupe. Às vezes, isso acontece.
Entendi.
- Com licença. - Eu ia adivinhar que ia passar mal?
Srta. Park.
Srta. Park, ele é paciente nosso?
- Como o senhor se chama? - Estou com muita dor!
REGISTROS DE TERAPIA
Por que quer saber meu nome?
Isso é uma informação pessoal!
Assim não dá.
Chame a segurança agora. E a polícia, se precisar.
O senhor precisa dizer o que está sentindo.
Minha cabeça vai explodir.
Está doendo demais!
Pelo visto, preciso voltar com a documentação certa.
Ai, Deus!
Dei um show mesmo.
Se tivesse enrolado mais, eu teria copiado tudo.
A segurança apareceu lá.
Imagina a cena que seria se eles me pegassem.
Mandou bem.
Tomara que tenha algo útil.
Parece que a Jeong I-shin falou da primeira morte.
Até que foi por impulso.
Mas não podemos obrigar a médica falar pra quem contou.
Não vão expedir mandado pra isso.
Também temos que pensar na possibilidade de que alguém roubou esses dados.
- Deixa eu ver. - Claro.
- Senhor. - Oi.
Acha isso certo?
Como assim?
Só nós dois investigando assim.
Será que não é melhor
contar tudo sobre a Jeong I-shin pra equipe e pedir ajuda?
Acha que vão ajudar o capitão depois de mentir esse tempo todo?
É cavar a própria cova.
Não é só você que sofre.
Está difícil pra todo mundo.
Todo mundo.
Uma hora vão descobrir tudo.
Quando isso acontecer,
lembre que a detetive Kim é uma excelente policial.
Ela sabe comandar a equipe.
Sei que fará um bom trabalho.
Termina com ela falando da infância.
Senhor!
O que é isso?
A mãe da I-shin…
Ou seja, sua avó materna.
Aqui diz que a Jeong I-shin viu a mãe morrendo.
IGREJA JUSIN
SOJU
Naquela noite…
Mãe!
…nossa casa pegou fogo.
A mãe dela não conseguiu sair.
Quando ouviu a mãe pedir socorro,
ela tentou entrar pra salvá-la.
Eu estava com medo.
Muito medo.
Tudo que fiz
foi segurar firme a menina e não deixar que pulasse no fogo.
Eu a segurei com todas as minhas forças.
"Não posso te perder também."
Era só isso que eu pensava.
Ela…
me arranhava e se debatia aos gritos.
Depois desse dia,
ela se fechou pra mim.
Talvez ver aquilo acontecer com a mãe
tenha sido o que a levou a cometer aquelas atrocidades.
A culpa é toda minha.
Se eu tivesse me jogado no meio do fogo e morrido junto com a mãe dela,
todas aquelas pessoas inocentes não teriam…
Se controle.
Então a gente vira serial killer quando a mãe morre num acidente?
- E eu? - Não foi isso que eu quis dizer.
Eu lembro.
No dia em que ela foi presa,
eu estava sozinho na delegacia.
Você deve ser o Jeong-ho.
Eu sou seu avô materno.
Um senhor que eu nunca tinha visto
chegou e me abraçou.
Eu fiz isso?
Fui criado
pelo senhor e pelo Sr. Choi.
Jeong Hyun-nam e Choi Jung-ho.
Vocês dois são meus pais.
Não quero.
- Não consigo. - Está tudo bem.
Não vou sair do seu lado.
Vamos lá. Não é difícil.
- Capitão. - Oi.
Acabou de chegar pro senhor.
O que é?
Não sei.
PARA: CHA SU-YEOL
É um app de namoro chamado Amor.
O Park Min-jae usa esse app.
Ele segue uma moça chamada Jo-i, e ela o segue de volta.
Isso é ela mesmo?
Parecem imagens feitas por IA.
Pode ser outra pessoa ou até um homem.
O que tem ela?
Veja os seguidores.
Ela seguiu outros de volta.
O Jeong Won-sik, a primeira vítima,
o Kang Su-cheol, o Yoo Si-hyeon e até o Kim Hyeon-u, todos a seguiam.
Não acredito. Pegamos o miserável.
- Achamos a ligação. Isso… - O que é?
É…
- Seus teimosos… - Espere um pouco.
Está praticamente resolvido. É só achar o dono do perfil e prender.
Vai entregar ao capitão de mão beijada?
Você perdeu o juízo?
É um caso de homicídio.
Já falta união aqui, e ainda quer dividir a equipe?
Não disse que ele escondia algo?
Pessoal.
Têm que ver isto.
- Como veio parar aqui? - Mandaram pelo correio.
Quando a segurança liberou, levei pro capitão.
O celular era do Kim Hyeon-u, a vítima do rio Nodu.
Miserável.
NÚMERO PRIVADO
CONECTANDO…
Alô?
Passe o celular pra ela. Você me entende, né?
Não estou ouvindo bem. Pode falar mais alto?
Não invente gracinha. Ligo depois.
FALHA NA CONEXÃO
"Ela"? Do que estão falando?
Então…
Capitão.
Capitão Cha, posso falar com você?
Precisamos conversar.
Que palhaçada é essa?
A gente tem cara de idiota?
Vocês vivem de cochicho pelos cantos.
Se somos uma equipe, conversem aqui.
Não faça isso. Depois explico tudo.
- Capitão Cha. - Espere.
A Jeong I-shin…
está ajudando na investigação.
- Capitão Cha. - Sr. Choi!
Agora a gente precisa se unir.
A pessoa quer falar diretamente com ela.
Podemos descobrir algo.
É a nossa chance de pegar o culpado.
Se formos sozinhos, vamos perder essa chance.
Então todas as informações do capitão Cha até agora…
O comissário pediu sigilo.
Me desculpem.
Sei que pedir desculpa não resolve.
Depois de esconder essas informações, agora precisa da nossa ajuda?
E ainda se acha capitão? Que merda…
Soube desde o dia em que te vi…
Deixa pra lá.
Boa sorte pros dois.
E aí? Vão ficar aqui aguentando desaforo?
Era só isso?
- A Jeong I-shin… - Fui eu.
Eu o mandei fazer isso.
Podem me xingar.
Ninguém pode saber que estamos com a Louva-a-Deus.
Se isso vazar pra imprensa, acabou pra todo mundo.
Sei que estão chateados, mas primeiro vamos pegar o culpado.
Não me ouviu, Sr. Cha?
Perguntei se está escondendo algo mais.
Não, não estou.
É um app de namoro.
As quatro vítimas seguiam o perfil de uma moça chamada Jo-i.
- Detetive Kim. - Calado.
Droga.
Estamos invadindo a conta.
É provável que a próxima vítima seja um seguidor dela.
Detetive Kim…
obrigado.
Finalmente vamos conhecê-la, a famosa Louva-a-Deus.
KIM NA-HEE
Vamos lá.
Hyuk, pega meu casaco?
Sim, senhor.
Espere.
Não dava pra pegar o meu também?
É um imprestável mesmo.
Ele está confiante.
Acha que nunca será pego.
No começo, ele imitava seu modus operandi,
mas agora começou a dar o toque dele,
como espelhos,
pra causar mais dor nas vítimas e exibir a violência dele.
Vaidade e arrogância.
Desperte isso nele pra ele vacilar.
Isso mesmo.
Grandes mentes pensam igual.
E a Jo-i?
O app é de fora, então está demorando um pouco.
Logo termina.
Sra. Jeong.
Ele vai ligar.
É sua chance de compensar,
pelo menos um pouco, pelos seus crimes.
PARK MIN-JAE
GRÁFICA SEONGSIN
Que surpresa! Achei que não quisesse mais saber de mim.
Aqui é o Choi Jung-ho. Já nos conhecemos.
Você usa um app chamado Amor, não usa?
Uso.
Por acaso,
já conversou com uma moça chamada Jo-i?
Jo-i?
Sim, ela disse que adorava meu webtoon.
Mas nunca a vi pessoalmente.
Se ela falar com você, nos avise imediatamente.
Principalmente se for encontrá-la.
Mas por quê?
Calma aí.
Tem a ver com o caso, né?
Espera aí.
Fale pro Su-yeol que, se ele quiser falar comigo,
ele mesmo ligue da próxima vez.
Tudo bem.
O que ele falou?
Pra você mesmo ligar da próxima vez.
Estão ligando.
Quero ver seu rosto.
Preciso confirmar que é mesmo a Jeong I-shin.
Muito prazer, Sra. Jeong.
Por que está me imitando?
Só quero que mais gente saiba o que você fez.
Não acha divertido?
O espelho foi um detalhe legal.
Eu só pensava em torturar e matar todos eles.
Mas você fez eles verem tudo até o fim.
Parece que você tem plateia.
Estou usando um conversor de frequência. Não vão me rastrear.
E agora? Não pode acabar assim.
Hoje.
Quando a cena final acabar, a vida dele também acaba.
Que inveja.
Faz tempo que não provo isso.
Você é a inspiração por trás de tudo, Louva-a-Deus.
CHAMADA ENCERRADA
Espere. Ele falou "cena final".
"Cena final."
Isso lembra alguma coisa?
Filmes, peças. Uma apresentação.
Veja a profissão dos seguidores da Jo-i.
KIM SEO-JUN
Kim Seo-jun, um dos seguidores, é cantor de ópera.
Tosca. É hoje, no Centro de Artes de Gwangju.
Vamos.
Não é isso.
Está fácil demais. Ele deve ter algum truque.
Temos que verificar tudo, por menor que seja.
E sei que a Jo-i vai ficar atenta com tanta gente por perto.
Ele não liga pra isso.
Tem que pensar como a Jo-i. É assim que vai pegá-lo.
Ou então…
pode pensar como eu.
TOSCA, DE PUCCINI - INGRESSOS
Hyuk, fique na entrada.
O resto fica de olho nos artistas.
Sim, senhor.
Vamos.
SCARPIA, BARÍTONO KIM SEO-JUN
O que eu faço?
Ajudo o Su-yeol ou não?
Beleza.
Jo-i…
Olá.
Por favor, leia.
HÁ QUANTO TEMPO
CAMARIM DE "CAVARADOSSI" LEE SA-YA
Com licença. Sou da polícia.
Me atualize.
O corredor dos bastidores está seguro.
Acesso restrito do camarim à entrada.
Escaneando a plateia. Até agora, nada.
O segundo ato está acabando.
O Kim Seo-jun não entra no 3º ato.
Daqui a pouco, vão esfaqueá-lo.
Trabalhando no meu webtoon.
Mesmo que ninguém leia. Enviar.
EU LEIO. NÃO SOU GENTE? ACHA QUE SOU IA?
Desculpa.
Talvez.
O QUÊ?
Como vou saber se não estiver aqui na minha frente?
O app pode estar usando IA pra atrair mais assinantes.
Faz sentido pra mim.
Vai, morde a isca.
O quê?
Ele vai fazer na frente de todo mundo?
A Louva-a-Deus não é assim.
- Mas… - Tem uma vida em risco.
Não temos escolha.
Tem acesso ao palco?
Oi, sou da polícia.
Vou só ver uma coisa.
Bom trabalho aí.
COMO PROVO MINHA INOCÊNCIA?
Venha aqui.
SÉRIO? É ASSIM QUE VAI SER?
Você disse que adorava meu trabalho.
É sua chance de ser a primeira a ler o final do meu webtoon.
Vai, morde a isca.
Protejam o Kim Seo-jun.
Vamos para um intervalo de 20 minutos.
O espetáculo volta em exatos 20 minutos.
Aproveitem o intervalo e voltem aos seus lugares.
Fiquem de olho na hora para não atrasar o espetáculo.
Aonde o Kim Seo-jun foi?
Cadê ele?
Ele sumiu.
Quem liga?
O quê?
Cadê o Kim Seo-jun?
Ele estava aqui, mas sumiu.
O Kim não entra no 3º ato. Vamos nos espalhar e procurá-lo.
Capitão, ele saiu às pressas, nem tirou a maquiagem,
só colocou uma máscara.
Não achamos em lugar nenhum.
SOMENTE PESSOAL AUTORIZADO
Boa!
QUAL É O SEU ENDEREÇO?
HYEON-RO, 68, SEOYEON-DONG, NAMGWANG-GU, GWANGJU
TE VEJO EM UMA HORA
Isso!
Eu sou um gênio.
PARK MIN-JAE
Nunca atende quando preciso.
Estacionamento externo.
Kim Seo-jun localizado. Venham.
Kim Seo-jun!
Pare!
Pare!
A JO-I ESTÁ VINDO PRA CÁ. VEM PEGAR ELA.
Ei!
Você me pegou. Eu me rendo.
O quê?
O que é isso?
FIZ EXATAMENTE COMO A JEONG I-SHIN. QUERO O MESMO TRATAMENTO.
O que está rolando?
Vamos levar isso.
Vamos aprender a lição.
Sr. Kim Seo-jun, está preso por uso e posse de drogas ilícitas.
A JO-I ESTÁ VINDO PRA CÁ. VEM PEGAR ELA.
GRÁFICA SEONGSIN
Naquela época…
por que não me contou?
Sobre seu marido.
O poço.
Sua primeira morte.
Você não perguntou.
Além dos cinco que descobriram,
você nunca perguntou mais nada,
como se isso fosse invadir minha privacidade.
Soube que foi atrás
do Park Eon-bae,
pai do Park Min-jae, pra matá-lo.
Só não sei…
o que vim fazendo esse tempo todo.
Me diga.
O que mais tem? Quantos mais existem?
Sei que é tarde…
mas vou perguntar.
Sr. Choi, até hoje, confia demais nas pessoas.
Esse é o seu problema.
Na época, você também quis me ajudar.
Eu lembro.
O Park Eon-bae.
Você queria mesmo matá-lo?
Aquele menino vivia na nossa casa.
O Min-jae.
O Park Min-jae.
Quando ele estava com fome, eu dava comida.
Quando estava sujo, eu dava banho.
Até brincava com ele.
Mas parecia que ele sempre queria mais.
Min-jae!
Aqui é a detetive Kim Na-hee.
- Preciso de uma ambulância. - Min-jae!
Min-jae.
Min-jae, acorda.
Quem fez isso com você?
Min-jae!
Min-jae!
Mano…
Min-jae, acorda.
Chega em cinco minutos.
Você não pode morrer.
Acorda!
Acorda, Min-jae!
Por favor, me ajude.
Vou pensar como a Jeong I-shin e agir como ela.
Olá.
É o Kang Yeong-ho.
Queimaram o nariz dele e depois ele sangrou até morrer.
Conhece essa música?
Ele até assobiou a música de 23 anos atrás.
A vítima já está em perigo.
Ele vai acabar morrendo!
Perder pessoas vai ser inevitável até pegar o culpado.
Não precisamos de um capitão que não liga se a vítima morre ou não.
Vá embora.
Legendas: Beatriz Medeiros
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