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Original subtitles

O CIA é o melhor instituto de culinária do mundo.

Há mais de 75 anos

que os chefes mais lendários da América vêm aqui para aperfeiçoar a sua arte,

guiados pelos melhores professores do mundo.

É a Harvard da culinária.

O CIA é o maior centro de formação para chefes na história do mundo.

Agora, pela primeira vez,

o CIA convidou os melhores jovens chefes da América

para competir num concurso culinário único

para encontrar um chefe que defina a sua geração.

Chefe, onde estamos?

- No CIA. - Sim.

Formaram-se nos melhores restaurantes do mundo…

Trabalhei em mais de 11 restaurantes com estrelas Michelin.

Tornei-me subchefe aos 23 anos.

Estou pronta para ser a chefe da próxima geração

e isto seria o catalisador para me levar lá.

Estou pronto para competir. Vamos. Quero cozinhar.

… e traçaram jornadas únicas para o sucesso.

Não frequentei a escola de culinária.

Aos 16 anos, a minha mãe ofereceu-me uma aula de como usar facas como prenda

numa mercearia de luxo.

Devo ser o melhor ex-aluno deles.

Isto é de loucos.

Nunca vi um lugar assim na minha vida.

É incrível.

Estes são 21 jovens chefes talentosos prontos para a grandeza.

Acredito que sou um mágico.

Há mil anos, os cozinheiros eram considerados alquimistas.

Há uma mística, um mistério e uma bela magia por trás do que fazemos.

Parece Hogwarts para cozinheiros.

Dentro da reais cozinhas do CIA,

serão submetidos a uma série de testes extenuantes.

- Põe num prato. Acabou. É isso. - Sim, chefe.

É mais do que uma competição.

É uma oportunidade de deixar a sua marca no Culinary Institute of America

e estabelecerem o seu nome como o chefe da nova geração.

SALÃO FARQUHARSON

Meu Deus.

Parece a Basílica de São Pedro.

Isto é aterrador.

Chefes, bem-vindos ao lendário Culinary Institute of America.

Sou a Olivia Culpo e vou estar com vocês nesta viagem culinária.

Sim!

Esperam-vos 21 dias de testes intensos

nas mãos dos professores mais exigentes do mundo.

Vamos exigir muito de vocês

e vigiar-vos bem de perto.

Sim, chefe.

Boa resposta.

Tenho o coração acelerado.

Os jurados são ambos ex-alunos de renome do Culinary Institute of America.

A chefe premiada, autora e empresária, Kelsey Barnard Clark.

E o master sommelier, Carlton McCoy.

Com o contributo dos professores, vão decidir quem fica e quem não fica.

Se ganharem este concurso,

ganharão um prémio que pode mudar a vossa vida, meio milhão de dólares.

Eu sei.

É o maior prémio na história dos programas culinários.

Meu Deus, vou chorar.

Meu Deus. Tantos zeros.

Não estava preparada.

Ser chefe é muito intenso.

São muitas horas.

Por falar em mudança de vida em tão tenra idade…

Nem consigo imaginar.

Mas antes de competirem, têm de fazer um exame de admissão.

Vão competir numa tradição única do CIA.

Preparem-se, chefes.

Vamos dividir-vos em equipas,

cada uma com o nome de um chefe lendário com fortes raízes no CIA.

Da Alicia à Nikki, serão a Casa de Bourdain.

Está no papo.

Do Sam S. ao Khan, são a Casa de Child.

- Fantástico. Sim. - Entusiasmante!

Do Zach à Courtney, serão a Casa de Bocuse.

- Gosto dessa. Gosto muito dessa. - Sim.

Cada casa deve criar uma ementa de sete pratos

inspirada pelo vosso lendário chefe.

Cada um ficará responsável por um prato,

mas todos os pratos da vossa casa devem fazer sentido juntos.

- Sem dúvida. - Sim, chefe.

Só os melhores chefes que cumpram os mais altos padrões

tanto de dotes culinários como de caráter vão passar no teste de hoje.

Agora, estão aqui 21,

mas apenas 12 de vocês avançarão na competição.

Meu Deus.

Metade de vocês vai partir sem sequer desfazer as malas.

Só…

Isto é intenso.

Deixei o meu emprego para vir fazer isto

e posso ir para casa com base num prato.

É enervante, meu.

Também vão ser avaliados pelos professores do CIA.

Vão estar a ver tudo o que fazem

e dar feedback aos jurados.

Professores, levem-nos daqui.

Meninos, vamos.

Equipa Bocuse.

- Temo por eles. - Estaria apavorado.

Vai ser um banho de sangue.

Vamos.

O primeiro teste basear-se-á diretamente em algo que fazemos aqui no campus,

que permite aos jovens chefes competirem entre si.

É uma audição.

Vamos.

Vamos. Temos de nos mexer.

Este é o pior tipo de desafio.

É o maior enigma de querer fazer a tua comida,

de querer mostrar a personalidade e sobressair.

Mas estás numa equipa e também tens de garantir que trabalham juntos.

Estás sempre dividido em duas direções diferentes.

Bem-vindos. Aqui estamos nós.

Vistam as vossas jalecas e aventais.

Vou reparar primeiro na vossa aparência,

pois a vossa comida reflete isso.

- Como estão, equipa Bourdain? - Ótimos, chefe.

Anthony Bourdain é um contador de histórias icónico,

um viajante do mundo, alguém ousado, espirituoso e pouco convencional.

Ele arrisca.

Logo, deem o vosso melhor. Deem-me essa paixão. Quero ver isso.

Sim, chefe.

Digam-me que vai ser o capitão da equipa.

Eu voluntario-me.

Lidero uma equipa que produz uma ementa de degustação de nove pratos

todos os dias.

Se quiseres, recuem, mas fico feliz por liderar.

- Concordamos? - Sim, chefe.

Sou subchefe num restaurante em Manhattan chamado Per Se.

Não quero soar pomposo,

mas o Per Se é conhecido por ser um dos melhores restaurantes do mundo.

Passo 80 horas por semana todas as semanas

a melhorar os dotes que me vão levar ao sucesso aqui.

Para tentar homenagear o chefe Bourdain, temos de ser nova-iorquinos,

temos de ser franceses e temos de ser individualistas.

Vou fazer aguachile.

Estou a pensar em fazer pato.

Todos puderam dizer: "Gostaria de fazer isto."

Vou fazer massa fresca.

Eu faço um peixe semicozido. Alguém quer fazer uma sobremesa?

- Eu posso fazer. - Podes?

Respeito muito isso.

Pensei numa mousse. É só bater um pouco de ar.

- Vamos elevá-la - Leve…

Mousse? A mousse é o truque?

Uma vez definido, começou tudo a andar.

Desinfetem os vossos postos, tábuas e cabeças para baixo, vamos.

Oui, chefe.

- Têm duas horas. - Está bem.

Começa agora.

- Sim. - Vamos.

- Chefe, posso mover este carrinho? - Claro.

Este espaço agora é vosso. Preparem a vossa estação.

- Está bem. - Vamos, malta. Já tenho.

Vejam as quantidades. São oito convidados e uma ementa de sete pratos.

- Sim, chefe. - Percebido.

Hoje, esta cozinha é o vosso recreio.

O tema de hoje basear-se-á na vossa casa, a Casa de Bocuse.

Paul Bocuse foi um inovador na sua cozinha,

por isso, hoje vamos inovar.

Vão escolher um líder de equipa.

Sim, chefe.

Bocuse queria inovar novas técnicas e sabores.

Desde que o façamos, honraremos o seu nome.

- Nomeio o Joaquín. - Também te nomeio.

- Não te importas? - Não.

- Sr. Bocuse. - O nosso tipo.

Sou ex-aluno do CIA.

Estudei muito o chefe Paul Bocuse

e a sua forma de cozinhar, enquanto aluno aqui.

Anseio por encarar o desafio.

Alguém quer trabalhar com comida crua sem ser eu?

- Sim, queres fazê-lo? - Sim.

Não conhecemos os palatos uns dos outros.

Adorava fazer massa.

Precisas de ajuda? É a minha praia.

Não, mas se é a tua praia…

Faço-o diariamente.

Faz tu então. Eu trato da sobremesa.

Está bem.

A estratégia que temos para representar Paul Bocuse

é sermos o mais inovadores e criativos possíveis.

Quero fazer o peixe.

Posso fazer o peito de pato chamuscado.

Existe esta confiança de que somos os melhores dos melhores

e sabemos o que fazemos.

Três, dois, um, Bocuse!

O vosso tempo começa agora.

- Vão. - Vamos!

Vou mudar-me pela segunda vez.

Estou a suar, meu.

- Estão todos bem? - Sim, chefe!

Nós conseguimos, miúdos e miúdas.

- Qual é o conceito da Julia? - Diversão.

- Diversão. - Boa.

- Simples. - Preciso.

Preciso.

Ela desmistificou a cozinha francesa e fê-lo de uma forma muito divertida.

Lembrem-se desse conceito.

Preciso de um líder do grupo.

- Levantaste logo a mão. Porquê? - Certo, Peter.

Lidero diariamente uma equipa de 20 cozinheiros maravilhosos.

- Concordam todos que seja o Peter? - Sim.

Sim, chefe.

- Não parece. - Confio em ti!

Vamos esclarecer. Não escolhemos um líder.

O Peter elegeu-se a si próprio e estabeleceu uma ditadura.

Mas é o primeiro dia. Não quero ser líder.

Se não confiam em mim, falem agora. Vamos.

Se têm medo de liderar, têm medo de ser chefes.

E eu não tenho medo de nada disso.

- Estamos bem? - Sim, chefe.

Vai ser clássico, simples, francês, divertido.

Como capitão da equipa, quero que a ementa seja coesa.

Quero mesmo que seja algo de que a Julia se orgulharia.

Vou cortar tomate em oblíquo.

Ia fazer uma salada de ervas com vinagrete de maracujá.

Quero mesmo que seja algo de que os jurados gostem muito.

Vou fazer a tarte de lima para sobremesa. Vai ser fenomenal.

Tenho as receitas. Deixem comigo.

Vou começar.

Vou ajudar nos preparativos quando isso estiver a andar.

Muito bem, malta, o relógio começa agora!

- Sim, chefe. - Sim, chefe.

- Estão todos bem? - Sinto-me muito bem.

Respirem fundo e apreciem este momento.

Vamos cozinhar comida deliciosa. Vamos.

CASA DE BOURDAIN

Ouçam todos. Temos uma hora e dez minutos.

Sim, chefe.

- Estás bem? - Está tudo bem.

Boa.

Há entusiasmo, com certeza.

Precisam de cortar algo para além da cebola?

Vou até ao fim. Será o meu recheio da massa.

Quero que a equipa saiba que as expetativas estão muito altas.

Estou pronta.

Mas que há apoio, caso precisarem de algo.

Só têm de o dizer.

- Alguém pode pôr sal em cada mesa? - Sim, chefe.

Vamos lá.

- Orgulhem-me. Não gosto de perder. Sim? - Sim, chefe.

- Vamos lá. - Oui, chefe.

Sou a chefe Ro. Veterana do Exército há seis anos.

Trabalhei em restaurantes com estrelas Michelin, catering, hotéis.

E sou a primeira mulher negra a ensinar culinária no CIA.

- Vamos focar-nos. - Chefe!

- Quero ver técnica, sim? - Sim, chefe.

És pasteleira? Esta precisão…

Não, quero garantir que todos…

- Está lindo. Perpendicular. - Obrigada.

Estou a fazer pepino recheado,

que são prensados com sumo de morango.

Estou, sem dúvida, a trazer a minha cultura espanhola.

Nasci em Espanha, vim para os EUA aos seis anos.

E voltei para Espanha para estudar culinária.

Há boas formações aqui.

Aos 18 anos, os meus pais deixaram de me dar dinheiro

porque queriam que eu aprendesse como era o mundo real,

para me poder tornar independente.

E trabalhei sempre enquanto estudava.

Tive três empregos ao mesmo tempo para poder pagar a escola de culinária.

Agora trabalho em restaurantes com estrelas Michelin.

Apesar de ter sido duro no início, trouxe-me ao ponto onde estou.

- É bom que ganhem, sim? - Sim, chefe!

Casa de Bourdain.

- Sim! - Sim, chefe.

Temos aqui uma grande personalidade.

Meti-me em grandes sarilhos, logo, sei o que não fazer.

No liceu, meti-me em sarilhos por acionar um extintor.

E fui expulso das equipas desportivas.

Isto está a ficar estranho.

Gosto.

Só tinha a cozinha. Acreditem ou não, o CIA aceitou-me.

Aposto que acharam que já não me veriam.

Mas não. Voltei.

Este é um pão de ló rápido e fácil com mousse de chocolate e framboesa.

Em camadas, sabem?

Estou a arriscar muito,

sendo a primeira ronda de todas.

Fazendo sobremesas quando não é o meu forte.

Quando me formei do Culinary Institute of America,

fui ao Instagram e mandei mensagem aos jogadores dos Jets, os meus favoritos.

- Sabe bem? - Sim, está bom.

Agora sou chefe privado dos New York Jets e dos New York Red Bulls.

Quero provar que posso voltar e competir com os melhores.

Que este pesadelo se transforme num sonho.

Devia usar um pouco disto para a gordura de pato.

Já fizeste pato?

- Sim. - Está bem.

Estou a fazer um corte ligeiro.

Está bem.

Só para as cinco especiarias absorverem alguns dos sabores.

- Qual é a tua história? - Sou da Guiana Francesa.

Nigeriano.

- Espero sabores ousados de ti. - Oui, chefe.

Sou atleta, por isso, sou naturalmente competitivo.

Isso tornou-me

num perfecionista na forma como quero que os meus pratos sejam executados.

Além disso, tenho PHDA incapacitante, logo, isso também vai estar presente.

- Pensa na gestão do tempo. - Sim, chefe.

Javauneeka, o que achas de coar o tomate

para não…

- Para não vazar. - Ir para todo o lado.

- Boa ideia. - Certo.

Geralmente, tártaro é carne de vaca crua bem cortada em cubos,

mas acho muito divertido. que o meu prato seja vegetariano,

acho que é ousado da minha parte.

Mas isso segue a ideia de Anthony Bourdain.

Vou fritá-los assim para ter aquela crocância.

Deixei a minha família e a minha filha para estar aqui,

logo, todos os componentes do prato têm de ser perfeitos.

É um grande sacrifício.

Ter sempre a minha filha em mente é algo que me motiva.

Isso tem bom aspeto. Bela beringela.

Tenho o doudou dela, pelo menos, tenho uma parte dela comigo.

É tão fofo.

Malta, vou tirar estas espinhas do meu robalo.

Demoro cinco minutos. Alguém vá a seguir.

- Eu vou. - Sim, chefe.

Queria arranjar o peixe. Demonstra alguns dotes.

A minha cozinha é sobretudo cozinha francesa,

mas não estou limitado a isso.

Usar a minha cozinha para me conectar a diferentes perspetivas é emocionante.

Pronto para ser curado para me poder focar no meu molho e nos meus purés.

Para ser sincero, liderar uma equipa neste primeiro desafio,

é muito corajoso porque tens de ser supercompetente.

O que diferencia um cozinheiro de um chefe

é a capacidade de criar uma visão e executá-la consistentemente.

Têm de ter algo único a dizer.

Isso é a nova geração de chefes.

- Trinta minutos, sim? - Chefe!

Hoje, pedimos a alguns dos maiores nomes do mundo culinário para se juntarem a nós.

E são ex-alunos.

Vamos lá.

Vão eliminar rapidamente quem não vai sobreviver a isto.

Não há como não ficar nervoso ao chegar a esta mesa.

Bem-vindos de volta ao CIA.

- Obrigado. - Muito obrigada.

É bom estar de volta. Muitas boas recordações.

Isto não mudou nada. Era aqui que comíamos todas as refeições.

Adoro vir cá.

Não podia estar onde estou, acho, sem o CIA.

- Sim. - Sim.

- Vinte minutos para acabar. - Sim, chefe.

Certo, chefe. Momento da verdade.

Sim, meu. Sim.

Muito bom!

Malta, quem está preocupado?

Estou muito nervosa.

Sinto-me stressada.

Acabei de perceber que talvez o meu pepino não fique bonito.

A forma como foi prensado misturou as cores.

Sinceramente, não sei como vamos apresentar isto aos jurados,

e metade de nós pode ir embora.

Um prato pode estragar tudo.

Não gosto do aspeto.

Temos mais pepino?

- Não. - Só isso?

Podemos reutilizar este pepino para outra coisa.

Podemos usar isto como recheio, talvez.

Vamos usar ananás para o amuse-bouche.

- Ia dizer… - Vou cozer sobre madeira.

Vamos grelhar bem.

Vais fazer a mesma mistura de queijo creme.

Mete-a no saco de confeiteiro.

Vamos pôr em tábuas de ananás grelhado.

Depois, vamos guarnecer com um molho de pepino marinado.

- Sim, fantástico. - Gosto disso.

Andrew, boa liderança. Boa forma de dar a volta.

Estou a recomeçar.

Mas não há muito tempo. Tenho de me apressar.

- Está tudo bem. Acontece, certo? - Oui, chefe!

O Andrew está a revelar-se um bom líder e só tenho de agradecer.

Não desanimes. Temos dez minutos.

- Está bem. - Estamos na reta final.

Sim, chefe.

Preciso de mais um.

É muita pressão ser o primeiro a sair, define o tom.

Isto tem de ser limpo.

- É a tua oportunidade. - Sim, chefe.

Acho que é um risco, mas acho divertido.

Cuidado ao andar, por favor.

Espero que os jurados também vejam a criatividade nisto.

- Olá. - Olá.

Hoje, apresento um bife tártaro

com alguma beringela crocante, algum manjericão,

e um pouco de óleo de manjericão e salsa.

Ouvi dizer que tens uma filha de três anos.

Sim!

O que significa para ti estares aqui? Sei que é difícil estar longe deles.

Nunca estive tanto tempo sem falar com ela. Tem sido difícil.

Mas quero mostrar-lhe como pegar na vida e vivê-la.

Algo fora da zona de conforto.

Ela vai ficar orgulhosa de ver isto um dia.

Muito obrigada.

- Obrigada. - Ora essa.

O manjericão está muito delicioso.

É inteligente.

Está saboroso.

E o tártaro de tomate não é inovador,

mas são as pequenas técnicas simples que ela usou para dar a sensação de carne.

- Correto. - É um prato vegano.

A representar Anthony Bourdain.

- Sim, concordo. - Isso é rebeldia.

- Olá. - Olá, chefe.

- Olá. - Olá a todos. Tudo bem?

Fiz um aguachile de melancia, kampachi curado,

e melancia em conserva escondida ali.

Desfrutem. Obrigada.

O aguachile da Javauneeka está muito bom!

Fatias de melancia em conserva escondidas entre os peixes rosa.

Não sabe qual é qual até dar uma dentada.

Isto é um pouco genial.

O prato que preparei hoje

é agnolotti de cogumelos com milho doce e amoras.

Obrigada.

Para mim, a massa é meio gomosa.

Se errares a textura da massa, é uma espécie de fiasco.

Acho que foi como se estivéssemos a subir

e, depois, foi…

London, a tua pele está muito bonita.

- Queres tirar? - Sim.

- Sam, emprestas-me isso? - Sim. Claro.

Raspa com a faca mais lisa.

O meu pato tem mais cor do que eu queria.

Tens mel ou molho para cobrir?

- Sim. - Vai cobrir tudo.

Raspa o máximo que puderes. Ainda vai ficar crocante.

A gestão do tempo é a minha criptonite, mas não vou desistir.

O lado bom é que está crocante.

Estou a gostar um pouco do chamuscado.

- Andrew. - Chefe!

Quero que comeces a mover as coisas para aqui.

Queres pôr taças?

Este peixe parece estar cozinhado na perfeição.

Sempre foi muito importante para mim

estar no auge de tudo o que decidi fazer.

O sensato é estar no melhor restaurante e trabalhar para as melhores pessoas.

Bonito.

- Muito bem. - Sou o Andrew Sargent.

Sou subchefe num restaurante em Manhattan.

Onde trabalhas?

Trabalho num restaurante em Manhattan, o Per Se.

- Esse. - A minha antiga casa.

Levei tanta porrada nesse restaurante.

Todos levam.

- Sim. Mas a experiência é das melhores. - Oui, chefe.

Temos robalo grelhado na frigideira,

funcho e escabeche, beurre blanc, e muhammara de noz e pimenta piquillo.

Como líder da equipa, como achas que a tua equipa se saiu?

Estivemos muito bem.

Quero que esteja tudo correto, tecnicamente.

Facilitam muito o trabalho do líder quando cozinham assim,

logo, é um prazer.

Muito obrigada.

Obrigado.

O peixe estava incrivelmente bem cozinhado para um cozinheiro tão novo.

Que execução magistral, certo?

Tudo neste prato está tecnicamente impecável.

A minha única crítica a este prato é que é muito Per Se.

Extremamente Per Se.

Do restaurante onde trabalha.

E não digo que ele não seja criativo.

Mas acho que o desafio dele será mostrar-nos quem é.

Como estão?

- Fazes-me um favor? - Sim.

Reaquece-os rapidamente. Isto é gordura de pato só por cima.

Tive de dar a volta, meu. Tive de…

Fazer com que resultasse.

Vamos acabar com sal Maldon e pimenta preta e coentros.

Acrescentar a gordura de pato deu-lhe brilho.

Deu-lhe um bom brilho para fixar a cor.

Não estava perfeito, mas estava bom o suficiente para ser apresentado.

Não estou confiante com o meu empratamento, mas…

- Boa forma de superar. - Obrigado, chefe.

Estar aqui provou algo a mim mesmo.

Sou muito duro comigo mesmo.

Raios, vou emocionar-me.

- Olá a todos. - Olá, chefe.

Temos aqui um pato com cinco especiarias, chutney de manga e pimenta,

e fiz um molho de trufa.

Finalizei com óleo de estragão. Espero que gostem.

- Muito obrigada. - Obrigado.

- Um bom dia. - Obrigado.

Acho que é um ótimo esforço. Acho que é o pato está tenro.

O chutney com isto, as cinco especiarias… A pele crocante está muito boa.

Parece uma espécie de estilo francês clássico,

este pato de pele crocante.

Provamos e é uma explosão das especiarias das Índias Ocidentais.

Do tipo: "De onde veio isto?"

Bourdain percorreu o mundo, logo, tem o mundo a seus pés.

De todos os pratos que comemos até agora, vimos técnica.

Para mim, o London é a primeira pessoa em que penso: "Isto é a marca dele".

Com sorte, ficas outro dia.

- Está bem? - Com sorte.

Sempre que empratarmos, vamos garantir que temos limas frescas.

- Sim. - Vamos acabar com raspas frescas.

E um pouco de flor de sal ou Maldon.

- Certo, perfeito. Obrigada, chef. - Tudo bem?

Sim, estou só nervosa.

Sim. Estamos todos nervosos.

Temos um ananás grelhado,

um pouco de pepino prensado em sumo de morango e um creme de leitelho.

Como foi a experiência com a equipa, com o líder?

A equipa foi incrível.

Estou feliz por ter o meu líder e toda a minha equipa a ajudar-me.

Sim? Fantástico.

Acho que é um prato muito maduro para alguém tão jovem.

Isto está muito bom.

A caramelização dos ananases.

Sim!

Voltemos ao quão difícil é a simplicidade.

Ela deu-nos pepino, ananás e leitelho.

- Mas está tão equilibrado. - Sim.

É para observar a Alicia?

- Acho que sim. - Sem dúvida.

A chegar.

- Queres no meio? - Sim, mete em pratinhos.

Lindo.

Fazer esta sobremesa foi um grande tiro no escuro.

Corri um grande risco. Acho que é o que Anthony Bourdain teria feito.

E acho que consegui.

Está ótimo.

- A framboesa. - Gostas?

Estava um pouco preocupada contigo.

- Estou orgulhosa. Boa forma de superar. - Agradeço.

Se procuram um novo Anthony Bourdain, estou disponível.

- Olá. - Olá.

Obrigado.

Muito bem, temos aqui uma mousse de framboesa e chocolate

com um bolo de azeite virgem extra,

um coulis de framboesa, e amêndoas amanteigadas por cima.

Decidiste fazer a sobremesa? Ou…

Decidi. Ninguém queria fazer. Ninguém estava virado para aí.

Pensei: “Vou arriscar pela equipa. Vai ser divertido. Porque não, certo?"

- Obrigado, Sidney. - És mesmo divertido.

Obrigado. Desfrutem. Espero que esteja tudo bom.

O eco daqui é bom.

Ele é tão fofo. Adoro-o tanto.

Hilariante.

Este pão de ló com azeite é perfeito.

Esta mousse é perfeita. Este chantilly é perfeito.

Não é muito doce. Está equilibrado.

O Sr. Diversão acabou de nos dar a coisa mais suave daqui.

Acertou em cheio.

A nível técnico, achei esta equipa mesmo boa.

Bum! Aqui está.

É assim que se faz.

Equipa Bourdain!

Casa de Bourdain, que tal?

A Casa de Bourdain claramente planeou o que iam a fazer.

Entenderam a pessoa, o tema.

Senti que combinaram.

E foi uma maravilhosa refeição de sete pratos.

Sim. Pagaria por esta refeição.

Como se sentem?

Deviam ter medo de nós no segundo dia.

Ouçam! Vão lavar a loiça.

- Chefe! - Oui, chefe!

Muito bem, chefes, faltam 45 minutos.

Quarenta e cinco! Entendido!

- Isso é… - Yuzu.

Excelente. Posso usar para o curd.

Como vamos cozinhar estas vieiras?

- Não vamos cozinhá-las. - De todo.

- Vão ser curadas? - Sim.

- Como estão as vieiras? - Ótimas.

Sinto-me bem em relação à equipa.

Vou fazer o melhor molho tártaro.

- Vai ser incrível. - Podes crer.

Estou a ver como estão todos, para ver se alguém está mesmo atrasado.

Estão todos bem.

Chefes, sei que têm o tempo contado,

mas é imperativo manterem-se organizados.

- Entendido, chefe. - Sim, chefe.

Chamo-me Lance Nitahara.

Muito bem, malta, está quase. Não sejam maus.

Sou professor aqui há quase nove anos.

Ensino o essencial da culinária e sou firme no que toca a regras.

Que estás a fazer agora?

A juntar tudo para a salada Niçoise.

A cortar batatas, vou chamuscar estas.

Vai ser algo mais clássico ou uma interpretação?

Quero surpreender com as sementes de sésamo.

Faço muitos trabalhos de chefe-viajante.

Adoro o Havai. Tento lá ir sempre que posso.

Quis incorporar um pouco do amor pelas ilhas.

Sinto que Bocuse gostaria que incorporássemos

um pouco da nossa própria identidade.

- Sem pressão. - Nenhuma, certo?

- Falamos de Paul Bocuse. - Estamos na meca das artes culinárias.

- Estamos. É verdade. - Sem pressão.

Max, como está a tua massa?

- Boa. - Hoje vais treinar os antebraços.

Faço massa quase diariamente.

Toda a minha família é italiana, e a minha mãe é de Itália.

É a minha praia. Estas mãos adoram massa.

- És formada em culinária pelo CIA. - Sou.

Pelo CIA. É de loucos estar de volta.

Passei algumas dificuldades.

Estive muito doente por muito tempo

e quase me impediu de vir para o CIA.

Tive de abdicar da minha admissão por uns tempos.

Tive um acidente de carro grave aos 18 anos.

Fiquei presa entre dois carros.

E lembro-me de dizer a mim mesma uma e outra vez

que se conseguisse superar aquilo iria aproveitar ao máximo.

Prometi.

E quando cheguei ao CIA,

tinha uma perspetiva muito diferente sobre o que procurava ganhar.

E aqui estou eu agora e posso viver o meu sonho.

O meu objetivo é aproveitar as oportunidades que surgirem.

Ainda bem que estás aqui hoje.

- Obrigada, chefe. - Muito bem.

- A ir. - Oui.

Estás bem?

Sabes uma forma mais rápida de tirar estas escamas?

- Ou deixas ficar? - Tens de filetar o linguado.

De uma só vez?

O lado de baixo é sempre o mais difícil.

Sim, consigo sentir.

Estão todos a falar, Michelin isto, Michelin aquilo.

E eu do tipo: "Fixe."

- Nunca tinha trabalhado com linguado. - Certo.

Não venho de restaurantes muito sofisticados.

Faço comida afro-sulista.

Mas vindo do sul e tentando dar um toque francês,

acho que me vou destacar, não estou intimidada.

Estou a fazer um fumet de potlikker,

peguei na minha base de potlikker, torrei algumas espinhas do linguado,

atirei-as para o caldo.

E depois tenho o meu linguado com crosta de farinha de milho.

Deixo o peixe falar por si.

- Como está a pele? - Boa.

Vou manter a pele, fritá-la, usá-la como textura.

Sim!

Se alguém precisar de ajuda, avise-me.

- Oui! - Estou aqui para vocês.

Decidi fazer um bolo de polenta

com trigo-sarraceno para um toque terroso.

Ligeiramente cítrico e, depois, terroso.

- Veremos, chefe! - Parece muito ambicioso.

É tudo o que direi. Sim.

- Estou aqui para isso. - Certo.

Vou fazer este belo peito de pato

que deduzo que seja daqui, de Hudson Valley.

Depois, vamos fazer um puré de maçã com açafrão.

Conheço a técnica francesa.

Esta escola basicamente ensina-nos essenciais da cozinha francesa.

Torrado e tostado.

Só espero que tudo corra bem.

- Chefes, faltam 25 minutos. - Sim, chefe.

Max, como está a massa?

Há algo que…

Acho que a temperatura, até nesta divisão, está demasiado quente.

A massa ainda está húmida para passar pela máquina.

Vai pegar.

Muito bem, Equipa Bocuse, não percam a concentração.

Entendido, chef!

- Vamos lá. - Se precisarem de ajuda, digam, sim?

Obrigada, chefe. Muito bem, vamos mudar a abordagem.

Estás bem?

Vou fazer com que resulte.

Esta é uma grande competição com muito dinheiro em jogo.

Não sei o que vou fazer. Vou descobrir.

Nove minutos!

Entendido.

Nove minutos!

O que achas?

Um pouco salgado demais, ligeiramente.

Oui.

Meio que fiz asneira.

Não estou muito satisfeito com o perfil de sabor.

- O sal preocupa-me. - De certeza que vai saber bem.

- Está demais ou falta? - Demais.

Estava a tentar perceber como vou melhorar a consistência.

Alguém tem azeite?

Tenho aqui. Também tenho óleo de alho.

Deixa-me nervoso,

mas quanto mais trabalho nisto, melhor vai ficar.

Tive de dar a volta. Perdão, chefe.

Zach, tens o atum pronto?

Estou a tratar disso. É a seguir.

Isto é diferente de outras competições culinárias

devido ao nível de cozinha e profissionalismo que tem de haver.

- Vieira, como estás? - Estou ótima, chefe.

- És a primeira. - Sim, chefe.

O único prato que me preocupa é o da Keyana.

Vamos rezar para que corra bem.

É a primeira coisa que os jurados vão ver da equipa.

Agora, tem de ser… Que seja lindo como eu.

O prato dela é o que define a fasquia

e o nível para a nossa equipa, e quero que a fasquia seja alta.

Gosto.

- Então… - Vêm aí para servir.

Entendido, vêm aí para servir.

Bem, aqui estamos.

Muito bem, estamos prontos?

Eu vou? Eu vou.

Com licença. Adeus, chefe. Desculpem!

Bolas.

- Olá, chefe. - Olá.

- Olá. - Olá.

Olá, chefe.

Chamo-me Keyana.

O que fiz para vocês são vieiras cruas e um leche de tigre.

- Muito obrigado. - Obrigada. Desfrutem. Adeus.

Acho que ela não provou estas vieiras antes de as servir,

pois não estão frescas o suficiente para serem servidas cruas.

Podia ter chamuscado.

Deve ter começado com o prato que queria fazer e forçou-o.

Desculpem. Estava nojento. Não consegui comer.

Meu Deus.

Muito bem.

Hoje, preparei-vos um bife tártaro Wagyu,

um pouco de crostini e trufas frescas.

O bife tártaro estava muito bem feito.

- Sim. - Só estava extremamente salgado.

- Muito salgado. - Sim.

Hoje à vossa frente, temos um belo atum chamuscado

com crosta de sementes de sésamo e um pouco de sal preto havaiano.

- Fantástico. Obrigado. - Fiquem bem.

Temos azeitonas kalamata e óleo de sésamo torrado.

Isto parece uma salgalhada. Nada disto faz sentido.

Não estou a gostar, de nada.

Max, a tua massa?

Vou cortar à mão. Tive de dar a volta.

Estava a cozinhar a massa e vi que a forma como a cortei à mão resultou.

Está a cozer bem.

Garantam que cozinhamos bem.

É para ganhar, certo?

Estou a prestar atenção ao timing,

porque não quero uma textura gomosa.

Max, falta muito para saíres?

Um minuto.

Ouve, tu consegues, miúda.

Estou nervosa, sem dúvida,

mas luto contra esses nervos e confio nos meus dotes e capacidades.

Hoje, fiz-vos a minha versão de um fettuccine Alfredo de cogumelos.

A massa é-me querida. Aprendi a fazê-la com a minha avó.

- Foi um prazer conhecer-vos. - Igualmente.

Uma massa simples à base de creme de cogumelos é deliciosa,

mas sabe a massa embalada.

- Sim. - Está um pouco pegajosa. Sim.

O maitake estava cozido demais.

Essa parte foi a minha favorita.

Teria ficado feliz com isso.

Muito bem.

- Courtney, está lindo. - Obrigada.

Todos os lados estão bem. Ponham direito.

Preparei-vos um linguado com crosta de farinha de milho,

e fumet de potlikker no fundo.

Quis voltar às minhas raízes. Sempre gostei de verduras. Amo potlikker.

De beber, tipo sopa.

- É reconfortante. - Sim, é mesmo.

Não há dúvida de onde vens e do que fazes, do início ao fim.

Usaste todas as partes deste peixe, isso é tão sulista.

É tão bonito. Obrigada por partilhares.

- Muito obrigada. - Muito bem.

Quando ela disse fumet de potlikker…

Nunca tinha ouvido essas duas coisas juntas.

Então, o fumet é como um caldo francês clássico, muito leve.

E o potlikker é o líquido em que se coze a couve.

E isso é o elixir do sul.

O facto de ter juntado as duas coisas é muito inteligente.

A Courtney sabe cozinhar.

- Sim. - Sim.

Agora é uma competição.

- Prontos para o próximo prato? - Sim, estou pronto.

Vamos.

Estou muito orgulhoso do prato que acabei de fazer.

Parece Paul Bocuse num prato.

Sei que eles procuram excelência,

e estou pronto para isso.

- Chefe. - Olá.

Olá. Hoje preparei-vos um peito de pato assado de Hudson Valley

com framboesas em conserva e um clássico puré de maçã superfrancês.

- Eras o líder da equipa? - Sim.

- Como foi a experiência? - Boa.

Demo-nos muito bem. Entendemos os nossos pontos fortes.

E queria garantir que o talento e os dotes de todos eram mostrados.

Muito obrigado. Foi um prazer.

De todos os pratos que vimos,

este parece-se mais com o que podes ver no restaurante de Paul Bocuse.

É muito classicamente francês, mas com uns toques contemporâneos.

É mais leve, Paul Bocuse tornou a comida mais leve,

que ainda era intensa e substancial.

Achei o puré de batata muito amanteigado.

Deem-me um balde deste puré de batata e fico feliz.

Ele entende claramente a comida de Paul Bocuse.

- Chefe, agora é um creme de manteiga. - É?

É difícil destacares-te entre 21 chefes, especialmente no primeiro dia.

Está tudo bem, chefe?

E está tão suave.

Os jurados são peritos. Se não estiver perfeito, não sirvas.

Eles vão saber se está bom.

Isto está lindo.

Muito bonito.

Estou tão feliz por vos alimentar hoje.

Fiz um bolo de polenta com trigo-sarraceno,

um creme de manteiga de merengue suíço com fava de baunilha

e um curd de funcho yuzu, e açúcar de sementes de funcho.

Isto está lindo.

- Muito obrigada! - Adeus.

O interior e a textura deste bolo estão perfeitos.

E adoro o toque de extravagância, quase parece uma flor.

A textura do creme de manteiga, aquele toque de ácido.

Acho que é uma sobremesa muito refinada.

É assim que comemos na Califórnia. As coisas são refinadas, mas rústicas.

Francis, queres resumir

como achas que a Casa de Bocuse esteve neste teste?

Tem piada, falas dum grupo jovem de chefes

que deviam canalizar a inspiração de um chefe

que mudou o mundo 30 anos antes de eles nascerem.

Tivemos uns grandes sucessos e uns não tão bons.

CASA DE CHILD

- Têm 45 minutos. - Sim, chefe.

FALTAM 45 MINUTOS

Quem se sente atrasado? Alguém?

Não, só nervosa.

No início, houve hesitação por eu ser o líder da equipa.

Não sou um tirano. Sou muito aberto. Só quero ganhar.

Mas sobretudo manter a comunicação.

Cortaram e curaram o vosso peixe?

Está a curar. Vou lavá-lo com água gelada.

Lindo.

Todos tinham uma boa noção do que queriam fazer.

Só queria fazer o que pudesse para ajudar.

Têm de elevar a fasquia, certo?

Sim, chefe.

Chamo-me Dwayne LiPuma. Dediquei-me a ensinar culinária.

Achei que queria ser guarda-florestal, andar a cavalo.

Não resultou. O cavalo era demasiado grande para mim.

Então, 38 anos depois nesta indústria, continuo forte e a adorar isto. Sim.

- Ajudem-se comunicando. - Sim, chefe!

Gostava que o meu pai estivesse aqui.

- Posso ajudar? - Por favor. Obrigada.

- Obrigada. - Está bem.

Que estás a fazer?

Estou a fazer a lagosta com a casca.

Vou fazer uma manteiga de lagosta rápida.

Excelente. Organização total. Adoro o que ouço. Continua.

Lagosta e baunilha quebram barreiras,

mas ainda mantêm uma tradição francesa muito clássica.

Muito Julia Child. Além disso, há muita manteiga.

Vou dar o meu toque. Vou fazê-la espumosa.

O estilo dela de quebrar as regras agradou-me muito.

Vim para os Estados Unidos com 14 anos.

Ter de deixar o meu país, a minha casa e família

para seguir a carreira que eu quero tem sido muito difícil.

Mas sei que foi pelo melhor, pois quero deixar os meus pais orgulhosos.

Quero mostrar-lhes que vale a pena.

Mas isto está saboroso.

Certo. Tenho todas as minhas ervas, frisée, menta, salsa.

Estou a fazer uma marinada de tomate muito simples.

Quero incorporar o espírito da Julia.

Queres provar?

É algo muito simples

que honra a mensagem dela,

de que é algo que podemos fazer em casa.

É o melhor tomate que já provei o ano todo.

Deixa isso falar por si. Não lhe faças grande coisa.

- São muitos limões, Peter. - São, chefe.

Estou a pensar numa tarte de lima com crosta de bolacha para sobremesa.

- Garante que é brilhante e viva. - Por isso precisamos dos limões.

O meu primeiro emprego foi na cozinha, pois cresci com muita fome, muito pobre,

e foi muito fixe encontrar um emprego que também me alimentava.

Não andei na escola de culinária, mas aos 25 anos,

era chefe executivo dum restaurante reconhecido pela Michelin.

E trabalhar numa cozinha parece-se muito com o que me mandaram fazer aqui.

Alguém precisa de raspas de limão antes de eu os espremer?

- Eu aceito algumas. - Entendido. Lindo.

Queria incorporar a minha cultura, estou a fazer um vinagrete de manga.

A minha família é do Haiti,

grande parte da nossa cozinha é, de certo modo, baseada na francesa.

E é divertido.

A minha herança haitiana influencia muito a minha comida.

Tiro muita influência em termos de tempero e sabor.

Temos flores comestíveis?

- Sim! - Está bem.

Apesar de o prato ser simples,

espero que os jurados reparem que é muito saboroso e ousado

e não a salada típica que já comeram.

Que seja bom e bonito.

Vinte minutos, pessoal, certo?

- Vinte minutos, chefe. - Oui!

Sam, estás bem?

- Precisas de algo? - Não.

Ela está a ajudar-me com o gaspacho.

Já está dourado por causa do calor.

Sinceramente, acho que podes ter de recomeçar.

Se estiver em Westport, Connecticut, estou confiante.

Lá sabem que sei cozinhar.

Mas ao cozinhar com estas pessoas, fico nervoso.

Sabes que mais? Vou pôr espuma do outro lado.

- Vou fazê-lo. Começar em força. - Assim é que eu gosto.

Eles fazem todos espumas e mousses

e nitrogénio líquido e tudo isso.

Quem não está bem com a preparação?

Ainda não está forte o suficiente.

Sabe muito pouco a ervas

e acho que tenho de misturar ervas frescas e coar novamente.

Deixa-me ir ter contigo.

- Sabe a água de cão. - Estou a ir. Não te passes.

O chefe Sam está inseguro quanto aos seus perfis de sabor e ao seu palato.

Parece água salgada.

Adiciona mais manjericão, mais menta, tritura e coa de novo.

Isto precisa de muito mais sabor.

Podes ajudá-lo?

Ele ainda está a trabalhar no caldo e acho que está sobrecarregado.

- Sim. Eu ajudo. - Obrigado.

Boa ideia. Adoro. Adoro que estejas a pensar assim.

Obrigado.

Serão avaliados individualmente, mesmo sendo uma equipa.

Sim, chefe!

Aqui vamos nós.

Cuidado. Quente.

- Consegues? - Sim.

- Peter. - Sim, chefe.

Para o que estás a fazer. Vem cá.

Sim, chefe. Desculpa.

Karla, tenho uma preocupação.

Com o que coaram o caldo?

Com um pano.

Estou preocupado com isto, comigo,

pois sou altamente alérgico a detergentes.

Fizeste isso, vais dar isto a alguém para comer,

há a hipótese de pormos alguém doente.

Não sei onde aprendeste isso. Não se faz aqui.

Têm de tomar uma decisão.

- Sim, chefe. - Obrigado. Sim.

- O que coaste com aquele pano? - A manteiga.

Podes refazer?

Podes transformar essa manteiga nisso ou em algo parecido?

Sim.

Quatro minutos.

Isto é aterrador.

Estou nervosa com o molho,

pois misturar manteiga quente com natas pode fazer com que o molho se separe.

É muito provável que possa não resultar.

Tenho medo.

Vai ser apertado.

Chefe, preciso de ti primeiro.

- Vejam o tempo! - Serve-o, por favor.

Imaginem que dão esteroides à síndrome de impostor,

é isso que eu sinto.

- Tem bom aspeto. O que achas? - Lindo. Espero que saiba bem.

Sempre trabalhei sendo a pessoa mais nova e tendo de provar o meu valor.

Isto é o que vais levar primeiro. Segue a tua comida.

Estou muito assustado.

Estou assustado.

Conheci a Julia Child antes de vir para cá

e foi ela que disse:

"Vai para o Culinary Institute of America. É Harvard da culinária."

- E isto meio que fecha o ciclo. - Sim.

Olá!

- Olá, tudo bem? - Tudo.

Tínhamos a Julia Child, queríamos que tudo fosse simples, mas bem cozinhado.

Excelente.

Temos um gaspacho de ervas

com frutos e vegetais de verão, tomate, pepino, chalota e melancia.

- Muito obrigada. - Obrigado.

Gosto da ideia porque devia ser fresco.

Do que não gosto…

A temperatura não está bem, isto devia estar muito frio.

- Certo. - Sim.

Faltam os cortes de faca porque não estão lá.

Que prato tão simples.

Num trabalho simples, tem de estar tudo perfeito.

- Não é Julia Child. - É pico de gallo.

Muito bem.

Temos um tomate marinado muito simples,

um pouco de azeite, crème fraîche, e algumas ervas sazonais por cima.

- Obrigada. - Obrigado, chefes.

- É bom que seja um tomate épico. - É, não é?

Isto demora duas horas a fazer?

Não. Isso demoraria 15 minutos.

Vamos eliminar gente hoje.

Tens uma hipótese e é isto que nos vais dar.

- Aqui vamos. - Vamos lá.

À vossa frente têm uma salada de ervas,

e fiz um vinagrete de manga.

O rabanete em conserva e as ervas acrescentam brilho e frescura.

Teria todo o gosto em pedir e comer isto,

mas isto é uma competição.

Tiveste duas horas e meia e… Fizeste uma salada.

Dá-me algo que me vá deixar espantada.

Lindo.

Fiz uma cura cítrica neste belo salmão.

Também fiz puré de funcho e cenoura.

Muito obrigada.

É disto que estamos a falar. Ele usou o tempo sabiamente.

Mostrou muitas técnicas aqui. As diferentes texturas.

Não tem nada de chato.

Fiz pato em molho béarnaise com puré de batata e legumes de verão.

Bon appétit.

Acho que acertou em cheio na simplicidade dos ingredientes.

O pato está bom e crocante, caramelizado.

Julia Child num prato.

- Como está a lagosta? - Está pronta.

Consegui recuperar da situação.

O Peter foi muito prestável quando tive de refazer o meu molho.

A ideia dele ajudou-me a chegar à meta.

Comecemos a empratar.

- Mas tenho medo. - Rezamos.

Os jurados podem ter essa questão em consideração na avaliação.

- Olá. - Olá!

Chamo-me Karla Perez.

Fiz uma lagosta escalfada em manteiga com molho de manteiga e baunilha

e apimentei-a com óleo de pimenta.

- Lindo. - Como foi a liderança na cozinha?

No início, não gostei muito. Não era o meu tipo de líder de equipa.

Pensei que ia correr mal, que ele não nos ia ouvir.

Mas ele acabou por ser muito prestável.

Lindo. Obrigado.

Foi um prazer conhecer-te.

Ela acertou em cheio nisto.

A baunilha e a manteiga… E ela é da Venezuela,

logo, adicionou o seu toque.

É tão decadente, tão delicioso, tão amanteigado.

É mágico para mim.

Vou chorar. Desculpem.

Pus demasiada manteiga na crosta.

Queimei-a.

O que vamos fazer é… Vamos empratar…

- Aquilo vai ficar por baixo do merengue. - Ótimo.

Se virem a versão da minha tarte de lima no meu Instagram comparada com esta,

é medíocre.

Sinto que a minha liderança foi muito forte,

mas não estou muito entusiasmado com a forma como a sobremesa saiu.

Este é o nosso prato final e este é o nosso líder de equipa.

- Excelente. - Olá.

- Olá. - Olá.

Achei que, como líder, devia ter a tarefa mais difícil.

E a sobremesa costuma ser dos aspetos técnicos mais difíceis e complicados.

Então, temos uma tarte desconstruída de lima.

O amarelo é o curd de lima.

Os crumbles são a crosta da bolacha.

E no meio, temos uma espuma de merengue italiano.

Como foi o resto da refeição?

O que achaste?

O prato de que menos me orgulho é o meu.

Por favor, não se acanhem.

Deem--me feedback e digam onde podemos melhorar.

- Obrigado. - Ora essa.

- As bolachas sabem a queimado. - Sim.

Concordo contigo, no que toca à textura, podia ser mais refinado.

Gosto que ele tenha entendido a importância

da responsabilidade na liderança.

E o que disse ele?

"Digam-me do que não gostaram para poder aprender e fazer melhor."

Adoro essa atitude. É o que queremos ver na próxima geração de chefes.

Como achamos que se saiu a Casa de Child?

Se fosse a um restaurante e pagasse por isto,

iria embora a sentir que faltava requinte.

Julia Child, embora simples, era generosa e… Ela é um abraço.

E acho que nos faltou mesmo ela.

Acho que houve umas… Umas duas pessoas que se destacaram,

sabem, que eu vejo a passar à próxima ronda.

Muito obrigada por terem vindo. Gostei tanto disto.

- Obrigada por nos receberem. - Muito obrigado.

Não há ninguém melhor para nos ajudar a ser os nossos olhos e ouvidos

do que os chefes que aqui trabalham diariamente.

- Olá. - Olá a todos.

Eles sabem o que aconteceu nos bastidores.

Adorámos muitos dos pratos da Casa de Bourdain.

Quem se destacou?

Primeiro, o Andrew, o capitão da equipa.

Chegou-se à frente, organizou-os, falou-lhes muito claramente.

E achei o prato dele delicioso.

Fiquei impressionado.

A Alicia parecia muito confiante.

O prato dela estava fantástico.

O prato da Alicia…

Se não fosse o Andrew, ela não teria conseguido.

O que teria acontecido se ele não a tivesse ajudado?

Teriam comido pepino com sumo de morango.

E ananás.

Não, o ananás foi a substituição.

- Meu Deus. - Então foi o Andrew?

- Isso era o prato todo. - O prato todo.

- Era ananás caramelizado. - Ele disse-lhe como o cortar.

Não.

Disse-lhe para pôr o creme de manteiga com o creme azedo, o molho, a hortelã.

O prato foi do Andrew.

Na minha própria equipa, a Equipa Child,

havia certos pratos que eram tão simples

que não sei mesmo o que fizeram com o tempo deles.

Chegam até aqui e fazem algo tão simples,

e nem estão sob pressão.

Não há muito a criticar porque nada foi feito.

A chefe Karla teve um grande contratempo comigo.

Ela estava a fazer uma manteiga de lagosta com baunilha.

Depois, pegou no pano ao lado

e decidiu coar o caldo com aquele químico.

Como remediou isso?

- Ela aguentou bem. - Está bem.

O líder do grupo interveio e deu-lhe uma grande ajuda.

Saiu melhor do que o que ela tentava fazer.

Estava delicioso.

Gosto do chefe Peter. Foi um dos que se destacou.

Se fosse eu a contratar, escolheria o Peter.

- Concordo. - Podem apostar nele.

Ele vai aparecer e dar tudo,

e será um ótimo jogador de equipa.

Falemos da Casa de Bocuse. Quem achas que é uma estrela neste grupo?

Com base no pacote completo?

- O Joaquín. - Sim.

Obviamente, um ótimo cozinheiro.

E teve a liderança e a iniciativa de dar ajuda a quem precisava.

E a Courtney?

Eu diria que é uma ninja,

porque estava calada e só trabalhava.

Mas acho que ela sabe cozinhar.

Para nós, é muito claro que alguns destes chefs

têm o que é preciso para passar à fase seguinte.

Mesmo que não tenham dado o seu melhor hoje, vê-se que conseguem, certo?

E há outros que realmente não são bons o suficiente.

E também há muitas estrelas,

e temos de descobrir quem brilhará mais.

Procuramos a voz de uma geração, e o que está em jogo?

Quinhentos mil dólares.

Chefes, os jurados decidiram

quem pensam ter as competências para ter sucesso na competição.

Vocês são 21.

Mas apenas 12 vão avançar na competição.

Alguns destacaram-se e ganharam a chave dos dormitórios e as jalecas do CIA.

Carlton, quem passou no exame de admissão?

De entre todos vocês,

houve três que se destacaram.

E são…

Os líderes.

Andrew.

Peter.

E Joaquín.

Parabéns. Podem vir buscar as vossas jalecas.

- Bom trabalho, chefe. - É um privilégio ter a jaleca.

- Estiveste bem. - Obrigado.

Estão a arriscar ao deixar que alguém que não tem educação formal

represente a sua prestigiada instituição.

Logo, quero fazer tudo o que puder para provar que estão certos.

O próximo chefe que se destacou hoje é…

A Courtney.

Vamos, Courtney!

Vamos!

Agradeço.

- O teu prato estava fantástico. Tão bom. - Obrigada.

O próximo chefe que se destacou hoje é…

A Javauneeka.

Parabéns.

Sidney.

Obrigado. Agradeço.

- Abby. - Vamos, Abby!

Vamos!

- Khan. - Ilke.

Bom trabalho.

Nikki.

London.

Sinto-me fantástico.

Estar ali à espera foi tão stressante.

Resta uma jaleca para esta noite.

Significa que só há mais um lugar na competição.

Estou muito nervosa, pois quero muito ficar aqui para competir.

Passar à próxima ronda significaria tudo para mim.

O último chefe a passar à próxima fase é…

Legendas: Rita Mendes do Carmo

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