All language subtitles for The.Gringo.Hunters.S01E12

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Original subtitles

Lembras-te do caso do "Mochadedos"?

Quando o Temo chegou com a equipa inteira, o Ortega matara toda a gente.

A hist�ria do Ortega nunca convenceu o Temo.

Deparei-me com algo importante.

Tens de me passar esse caso, Temo.

S�o pessoas poderosas.

J� passaram 15 anos...

Se sobrevivemos � morte da Mariana, sobrevivemos a tudo.

As balas que mataram a Mariana Meyer-Rodr�guez

vieram de uma arma que foi limpa. N�o foi bem limpa.

- Tinha as impress�es do Ortega. - H� provas disso?

Ponho-lhe um microfone?

Tenho apoiado um cabr�o que trafica crian�as.

Vais encarregar-te pessoalmente daquela maldita unidade.

O teu pai nem tem o meu sangue.

Se n�o fizeres exatamente o que te digo,

eu mato-o.

Tr�s, seis, noventa e quatro. Informem da situa��o. Escuto.

Recuem todos.

Vamos!

Dois � frente!

Chamem uma ambul�ncia.

Quieto!

Alto!

N�o te mexas!

- Fica quieto. - Para.

N�o te mexas! Fica quieto!

Quieto!

CA�ADORES DE GRINGOS

Nico.

Nico.

Ent�o, como vai isso?

- Ent�o? - Comandante.

- Ol�! - Como te sentes?

Estou s� um pouco atordoado, mas acho que estou bem, certo?

Felizmente, a bala passou de rasp�o.

Obrigado por virem, idiotas.

Avisaste a Vale?

Decidimos esperar at� acordares.

- � melhor falares com ela, n�o �? - Sim.

Nem sei o que dizer.

Borraste-te de medo?

N�o se riam, idiotas.

Foi s� um arranh�o.

- Juro, tiveste muita sorte, Nico. - Mesmo.

Passou um carro da pol�cia e os imbecis fugiram.

O cabr�o do Ortega mandou-os matar-me.

- O guarda ainda est� l� fora. - Sil�ncio.

PODE HAVER MICROFONES. CUIDADO!

Temos de o tirar daqui.

O que se passa?

Liga essa porcaria.

Nem pensar.

Foda-se! Que merda � essa?

O que foi? Foi o que surgiu quando a liguei.

Cuidado.

- Camila. - Merda!

Ent�o, mi�da?

Microfone.

- Tudo limpo. - Boa.

- Fixe. - �timo.

Cami, ligaste-me?

Liguei-te de volta, mas n�o chamou. Tudo bem?

Sim, desculpa. N�o te podia ligar de volta.

Conseguiste colocar o microfone?

- Sim. - O que ouviste?

Ouvi-o a falar com o Meyer-Rodr�guez. Est�o em conluio.

Foda-se!

- Eu sabia. - Contou-lhe tudo sobre o padre Murphy.

Mataram o Yahir.

O qu�?

E aquela coisa ainda est� a gravar?

N�o, o transmissor est� desligado. N�o sei se o encontraram ou...

Como assim?

Cheguei a casa e liguei-te logo, mas n�o te encontrei.

N�o sabia o que fazer. Apaguei a grava��o e parti o telem�vel.

Mas porqu�?

O qu�? Partiste o telem�vel?

Cami, verificaste-o?

Ouviste tudo?

- Desculpem. Lamento. - O qu�?

- Merda! - Camila.

N�o te preocupes, Camila. Tudo bem.

Deverias ir buscar um telem�vel descart�vel ao escrit�rio

e, se surgir alguma coisa, liga ao Cri ou � Gloria.

- Foi um dia intenso. - Sim, Cami. Relaxa.

Vem a� algu�m!

O Collado.

- Boas. - Ent�o?

Soube do sucedido e vim ver o Bernal.

Est� vivo.

Por agora, n�o �s da unidade. Sai, por favor.

Collado.

� meu amigo.

Sai.

- Collado. - V� l�.

At� breve.

Como est�s? Dizem que tiveste muita sorte.

� o que dizem.

E n�o sabes quem fez isto ou porqu�?

N�o fa�o ideia.

Poder� ter que ver com o Cuauht�moc Lozano?

N�o sei, mas acho que n�o.

A Secretaria atribuir-te-� seguran�a enquanto a investiga��o � conduzida.

N�o ser� necess�rio.

- Acho que n�o voltar�o a tentar. - Est� bem.

Com licen�a.

- Obrigado por ter vindo. - Obrigado.

V�o querer acabar comigo.

V�o ligar tudo isto ao Temo.

- V�o us�-lo para limparem as m�os. - Sim.

O que raio fazia aqui o Collado?

Veio apenas para ficar bem na fotografia.

N�o est�s a salvo aqui.

Temos de agir.

At� amanh�, amigo.

Quem s�o aqueles tipos?

VI DUAS PESSOAS SUSPEITAS A ENTRAR, T�M DE SAIR DA�, AGORA.

E tu, imbecil? Quem te envia mensagens?

O que vais fazer, imbecil?

Saiam agora, malta.

O TIPO � PORTA � ESQUERDA. SAIAM.

V� no WC.

Est� vazio.

Raios partam!

Boa noite.

Vamos, v� l�!

Trouxe-te roupa.

N�o vou aguentar outro funeral, Nico.

Por favor, t�m de partir.

J� sabes que a minha m�e n�o quer deixar a casa.

N�o quero partir porque quero tentar algo contigo, Nico.

Tu e eu.

Mas preciso de ti vivo.

N�o vais parar, certo?

Encontrei isto na cave dos meus av�s.

Quem l� estava, deixou-os l�.

IGREJA DE S�O JORGE

O teu pai n�o ia � Igreja de S�o Jorge?

Sim.

O Terry Davis foi morto l�.

N�o sabia que conhecias esses truques, mano.

Padre, acho que � melhor se n�o souber.

- Se precisarem, estarei na reitoria. - Obrigado.

Obrigado, padre.

- O que est� a� escrito? - Nada.

Nomes, bancos, contas banc�rias, moradas, telefones.

Deixa-me ver.

N�o me lixem!

Estes s�o os nomes de todas as crian�as que traficaram.

O Terry guardou isto como um seguro de vida.

N�o deu grande resultado.

Temos de apresentar o caso � Anne para obter um mandado de deten��o.

V�o rolar muitas cabe�as em ambos os lados da fronteira.

Isto � lixado.

E isto estava mesmo perto de n�s.

Foi por causa deste caderno que mataram o Temo.

Um mescal, por favor.

Obrigado.

C�us, Nico!

Como est�s?

Bem, foi s� um arranh�o.

Temos o Murphy.

Este � o caderno do padre Terry Davis.

Aparentemente, era o respons�vel por vir ao M�xico buscar as crian�as.

Est� tudo a�.

Nomes dos compradores, contas banc�rias, n�meros de telefone e moradas.

Anne, � importante que, assim que tiveres o mandado de deten��o,

a envies logo � Gloria, para o Ortega n�o reparar.

Tem muito cuidado.

E se nos encontrarem?

Ningu�m te vai encontrar porque ningu�m anda � vossa procura.

Estou a ser cautelosa, s� isso.

Porque n�o vens?

Porque estou a acabar o trabalho, querido.

- Envias-me mensagens? - N�o querias f�rias?

Por favor. E a m�e?

Ela j� sabe.

Estar� na esta��o de Mexicali para vos levar ao rancho do av� Chuyo.

Se me puseres ao lado dela, vamos discutir.

- Adoro-te, querida. - Adoro-te.

Porta-te bem para a tua m�e n�o me chatear.

Fica bem.

- Obrigada. - Adeus. Fica bem.

Tapa esta mata, meu.

- Adoro-te. - Adeus, m�e.

Vamos.

- Onde est�o os outros? - Dividiram-se para tratar dos casos.

Fico aqui para o caso de surgir algo. Posso ajud�-lo?

N�o.

"CA�ADOR DE GRINGOS" BALEADO SOBREVIVE

CHAMADA TERMINADA

O que se passa?

O teu amigo padre Murphy era um lobo em pele de cordeiro.

Bem...

Se sabes algo sobre ele, usa isso.

Porque n�o est�s a jogar?

Passa. Passa-lhe a bola.

Estava a pensar no caso que aconteceu em Sonora.

Lembras-te? Aqueles agentes que foram prender um padre ped�filo

e acabaram por ser linchados pelos vizinhos.

- Ent�o? - Oxal� n�o nos aconte�a.

S� h� uma entrada.

Tens a certeza?

Fixe. Sim.

Aquele cabr�o n�o nos vai escapar.

O que foi?

Acabaram de emitir um mandado de deten��o contra ti.

Filhos da puta!

Nico, todos os pol�cias da cidade te procuram.

Tens de desaparecer.

Este s�tio est� abandonado h� uns dez anos.

N�o sei bem quanto tempo. O meu tio Adrian tem cuidado dele.

Ali est� uma.

- Ali. - Obrigado.

Agradece-lhe por nos ajudar.

- Vejamos. - Estou?

Nico, apanh�mo-los.

Estou com a Gloria. Vou p�r-te em alta-voz.

Quem �?

- Ol�, Anne. - Ol�, Glo.

O juiz assinou os mandados de deten��o contra o Murphy e os outros.

O FBI persegue esta rede de pedofilia h� algum tempo.

Faltava esta pe�a. Vou envi�-los.

Fant�stico! �timo, Anne.

S� temos de nos coordenar.

Tamb�m acho que � importante que venhas para c�

e nos apoies com o Ortega, pois ele anda muito chato.

Muito bem, vou j� para a�.

- Obrigado, Anne. - Obrigada!

- Adeus. - At� breve.

A deten��o do Murphy ser� p�ssima para o Meyer e Nova Tijuana.

- Sim. - O problema vem depois disso.

O maldito Ortega tentar� lixar-nos, um a um.

Acho que poder�amos tentar convencer o Armando a testemunhar

sobre o que nos disse da arma que matou a Mariana Meyer-Rodr�guez.

Aquele tipo? N�o disseste que estava maluco?

- � a nossa melhor op��o. - N�o, nem pensar.

Provocamos um esc�ndalo e o custo pol�tico obriga-o a sair.

Raios, Nico!

N�o � muito, mas � o que h�.

Pelo menos, h� um cobertor e tal.

N�o saias daqui.

N�o saio.

Muito bem.

Podia ter vindo sozinho.

Nem pensar, Archi. O velhote detesta-te.

Sr. Armando!

- Quem s�o e o que fazem aqui? - S� queremos falar.

N�o vos conhe�o. O que querem?

Ontem fal�mos na sua cozinha. Somos da Unidade de Coordena��o Internacional.

- Comandante Nicol�s Bernal. - Liam Taylor.

- Os ruivos d�o azar. - O Gringo!

J� te disse que n�o gosto da tua cara.

Lembre-se,

falou-nos do caso do "Mochadedos".

Sr. Armando,

s� queremos que o Ortega pague.

N�o s� por ter matado a Mariana Meyer-Rodr�guez,

mas por ter matado o Temo Lozano,

o seu amigo!

Tudo para encobrir uma rede de pedofilia.

Acho que vale a pena ser baleado por isso, certo?

Faria o mesmo.

Senhor,

estamos aqui reunidos

para batizar o Edwin, na presen�a de Jesus.

Pelo mist�rio desta �gua consagrada,

conduzi, Senhor, este Vosso filho ao renascimento espiritual,

para que alcance a vida eterna.

Por Cristo, nosso Senhor.

�men.

Oremos.

Pai Nosso, que estais no C�u,

santificado seja o Vosso nome.

Venha a n�s o Vosso reino.

Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no C�u.

O p�o nosso de cada dia nos dai hoje.

� agora. H� poucas pessoas, mas h� crian�as.

Est� bem.

N�o podemos pedir refor�os agora. Estamos sozinhos.

- Querida Virgem, ajudai-nos, por favor. - Beto, pelos flancos.

- Vamos dar o m�ximo, certo? - Sim, senhor.

CENTRO COMUNIT�RIO SONHOS SEM FRONTEIRAS

Jesus, que fez os surdos ouvirem e os mudos falarem,

permite-nos ouvir a Sua palavra.

Qual � o limite

que torna uma pessoa imperdo�vel?

A dada altura,

Jesus amaldi�oou Deus

por O ter abandonado na cruz, por�m,

tem de haver morte para haver ressurrei��o.

- �men. - �men.

Boa tarde.

Como posso ajudar?

Elliot Murphy, somos da Unidade de Coordena��o Internacional.

Est�s preso.

- Como? Porqu�? - Nem pensar!

Isto � um erro! Tem de ser!

- Claro! - Padre, podemos ajud�-lo.

N�o. N�o te preocupes. Acalma-te, por favor.

O que se passa?

Est� tudo bem.

Vamos sair calmamente para n�o chamar a aten��o. Entendido?

Venham. L� para fora.

E o que te chamam?

Porque imagino que ningu�m te chame Liam Taylor. A� mesmo.

Chamam-me Archi.

Archi?

�s id�ntico, meu.

Muito bem, Archi, picareta e p�.

Vamos para ali.

Apanharam o Murphy.

Esquerda.

Aonde vamos, Sr. Armando?

A ca�adeira e a p� n�o auguram nada de bom.

Caminha!

Basta!

Vejamos, Liam.

Cava ali.

Ligar�o a �gua e a luz em breve?

Vem a� o Formiga.

O padre Murphy... a pol�cia. Anda!

Para onde o levam?

- Deixa-os trabalhar, Carmen. - Raios!

- Para onde levam o padre? - Merda!

- O gangue vem a�, temos de ir. - Vamos.

- Afastem-se! - N�o vamos deixar que o levem.

- Cuidado. - Protege-me, Beto.

Acalmem-se, sim?

N�o o v�o levar!

- Com licen�a. - N�o o podem levar.

N�o v�o levar o nosso adorado padre.

Relaxem, meu. Relaxem.

- N�o o podem levar! - Quietos para a foto.

- Acalmem-se. - Avisamos o Meyer, padre?

Temos um mandado de deten��o contra ele.

Se interferirem, podem ser presos por obstru��o.

N�o o v�o levar!

Querem proteger um ped�filo?

Pronto. Este senhor est� acusado de vender e explorar sexualmente crian�as nos EUA.

- J� sabem! - Abuso infantil?

- � mentira! - Diga-lhes.

O padre � um santo.

Ele � um santo!

Esse homem � um santo!

Diga-lhes!

N�o sou nenhum santo!

Como Deus, nosso Senhor, que sacrificou o Seu pr�prio filho

para nos salvar a todos.

Nunca toquei numa crian�a.

Nunca!

- Como assim? - Veem?

Pouco tempo depois de come�ar a Sonhos Sem Fronteiras,

os donativos pararam.

Tive de fechar dois abrigos.

Estava a ver os meus meninos a morrer!

Naquele momento, decidi sacrificar alguns para salvar os restantes.

Essa � a minha cruz!

Pensam que Deus n�o sofreu quando viu o Seu filho na cruz?

Ele sacrificou-o para...

- Idiota de merda! - �s mentiroso!

Porque o fizeste?

- Um maldito padre! Como? - Violador!

�s um abusador, cabr�o!

Afasta-te dele! N�o!

Deixa-o! Ou�am!

Maldito padre!

Quietos!

Acalmem-se! Parem!

Ningu�m tem de se magoar.

N�o � convosco.

Acalmem-se.

LOUCO

Vamos lev�-lo!

- Vamos. - Vamos continuar.

- Mexam-se! - Esse cabr�o merece ser preso!

Este homem est� acusado de vender e explorar sexualmente crian�as nos EUA.

Diga-lhes!

� mentira.

Amei cada uma das crian�as que sacrifiquei!

- O qu�? - Eu nunca...

Senhor, que porra estamos a fazer?

J� est�s cansado, Liam?

Ou�a, senhor.

Pode pousar a ca�adeira, certo?

Est� a deixar o gringo nervoso.

N�o fiques nervoso.

N�o est�s a cavar a tua pr�pria sepultura. Se tivermos sorte, � a do Ortega.

- Despacha-te, Liam. - N�o me lixes, meu. Ajuda-me.

Aqui est�.

� uma c�pia dos relat�rios da bal�stica e do local do crime.

Como os obtive indevidamente antes de terem sido tornado confidenciais,

n�o t�m valor legal.

- Mais algu�m sabe que tem isto? - Se soubessem, estaria enterrado aqui.

Com a situa��o atual, n�o o podemos proteger.

Olha.

N�o estou cego.

N�o me falta um bra�o e n�o sou idiota.

Esta � a �nica prote��o de que preciso.

- Obrigado. - Obrigado, senhor.

Liam!

Sabes encarar uma piada, ruivo.

Obrigado, senhor.

Obrigado!

E ent�o? Divulgamos isto � imprensa?

N�o, h� uma maneira melhor de usar isto para lixar o Ortega.

Ele j� deve saber que apanharam o Murphy.

O tempo corre. Temos de nos despachar.

- Secret�rio Ortega! S� um minuto. - Ortega!

A justi�a nunca ser� feita?

Est� envolvido?

Carvajal.

Que merda vem a ser esta?

Secret�rio. Parab�ns.

A sua equipa esteve muito bem.

Obrigado, Anne.

Vemo-nos em San Ysidro.

- Joaqu�n. - Que merda se passa, Ortega?

Quero-te no meu gabinete.

- Explico-te depois. - Como raios estragaste isto tudo?

Fizeram-no pelas minhas costas.

Est�s a lixar-nos, filho da... O governador est� a ligar-me. J� te ligo.

Juli�n, como est�s?

Antes de dizeres alguma coisa, sei que se armou uma grande confus�o,

mas d�-me uma oportunidade e eu resolvo tudo na boa.

Nem o Papa pode resolver isto. Vamos parar Nova Tijuana indefinidamente.

Espera a�.

N�o tomemos decis�es de que nos possamos vir a arrepender, Juli�n.

Esta � uma chamada de cortesia.

Juli�n.

Estou?

Temos de nos distanciar publicamente do Murphy hoje.

Uma mensagem do Larry.

Seu grande monte de merda!

Vou atr�s de ti com tudo o que tenho. Vai-te lixar!

Acabou tudo, n�o foi?

Por agora.

N�o temerei mal algum.

- Porque v�s estais... - Caluda.

- Basta. - Cala o raio da boca!

Que raio est�s a fazer, cabr�o?

Vai.

Est�o a prender os c�mplices da rede.

Obrigada, Anne.

Arrasaste, a s�rio.

- � pena o Nico n�o estar aqui para ver. - � assim.

N�o paramos por fugitivos.

Sim.

Obrigada.

O cabr�o est� morto por dentro, n�o?

- Depois do que fez... - Sim, por isso, tamb�m.

Mas, se beijas este ch�o, meu, est�s morto.

Basta, meu.

O que achas? Ser� condenado � morte?

S�o mentirosos!

Quem nos proteger�? J� destru�ram a Cartolandia!

J� destru�ram as nossas casas!

J� estamos nas ruas!

A culpa � deles!

A Cartolandia era nossa!

Eram as nossas casas!

CUMPRAM A PROMESSA

Onde vamos viver agora? Onde vamos viver?

Conhecidas as acusa��es contra o padre Murphy,

os residentes de Cartolandia sa�ram � rua

para protestar contra o empres�rio Joaqu�n Meyer-Rodr�guez

por abandonar as pol�ticas de Nova Tijuana,

j� que prometeu habita��o e servi�os sociais.

Meyer foi afetado pelo esc�ndalo do tr�fico de menores,

liderado pelo pr�prio padre Murphy.

A deten��o foi poss�vel gra�as ao testemunho de v�rias v�timas.

Senhor, o Nicol�s Bernal quer v�-lo.

� da Unidade de Coordena��o Internacional.

Deixa-o entrar.

Deixem-no entrar.

Boa noite.

O que achas, Rafa?

Este homem � o agente que derrubou o padre Murphy

e arruinou Nova Tijuana.

Sem mais nem menos.

N�o vim para falar disso.

Como posso ajudar?

Talvez aches isto interessante.

Revela o que realmente aconteceu � tua filha Mariana.

Fazem parte dos documentos que desapareceram

para encobrir que o Ortega recebeu dinheiro do Mochadedos.

A� tens as provas

de que o Ortega matou a tua filha.

Que merda � esta?

Qualquer um pode falsificar isto.

N�o estou aqui para te convencer.

Tira as tuas pr�prias conclus�es.

Sigam aquele cabr�o e n�o o percam de vista.

Joaqu�n.

Sabes que podes contar comigo

para tudo.

Entre. Ele est� � sua espera.

Fecha a porta.

O que se passa?

O teu pai � um idiota a esconder-se.

Por isso, vais dizer-me onde raio est� o Nicol�s Bernal.

Ou a tua m�e vai reunir-se hoje mesmo com o imbecil do teu pai.

- Foda-se! - Onde est� a Camila?

N�o sei, meu. Liga-lhe.

Ol�. O que aconteceu ao Meyer?

Acho que n�o acreditou em mim.

Voc�s v�m?

O qu�? N�o. Estamos no escrit�rio.

Recebi uma mensagem do novo telem�vel da Camila para nos encontrarmos aqui.

Era algo importante.

- Espera um segundo. Ela atende? - N�o atende.

N�o encontramos a Cami. Passa-se alguma coisa. Saiam da�.

Temos de sair daqui.

Vamos, mano.

A Camila enviou-lhe uma mensagem a dizer que �amos para l�.

Raios!

Deixem-me ver no chat de grupo se partilhou a localiza��o dela.

Ela enviou.

Diz que est� no escrit�rio, mas tem o telem�vel desligado.

Estar� a Cami a enganar-nos?

- Rece��o. - Ol�, mano.

Ent�o, Cri?

Viste a Camila Martinez a sair do escrit�rio hoje?

Espera, deixa-me ver.

Entrou esta manh�. N�o h� registo de sa�da.

Deixa-me sair!

Quantos carregadores tens?

S� tr�s.

Dois carros.

Vamos.

Est�s bem?

- Desculpa. - O que aconteceu?

O Ortega trancou-me aqui. Tive de lhe dizer onde estava o Nico.

Vamos pela porta de tr�s.

Cubram as posi��es.

Vamos, Nico!

- Atr�s, Archi! - Protege-me!

- Protege-me! - Eu protejo-te!

Vai!

- Vai! - A ir!

Mexe-te, comandante!

S�o demasiados!

Avancem!

�ltimo carregador!

Eu protejo-te! Vai!

A ir!

S�o demasiados!

Sigam-me!

Cuidado!

Eu protejo-te!

Vai!

Depressa, comandante!

H� outra sa�da. Eu protejo-te.

Estamos lixados, comandante.

Odeio gringos, mas sempre gostei de ti, meu.

Vamos, avancem.

Foi um prazer servir consigo.

Vai!

Est� fechada!

Aproximam-se muito, meu.

Por aqui!

H� um atr�s.

Vamos!

Chegaram refor�os.

Est� ali um!

Beto!

Cri!

- Protege-me! - Depressa!

Mexe-te!

Fujam!

Est�o cercados!

J� percebo porque te protegeu o gordo.

�s t�o teimoso como ele era.

Vais acabar como ele.

Como ele, n�o.

Porque estou a ver a tua cara.

Mandaste algu�m mat�-lo, cabr�o.

N�o tiveste tomates para o olhar nos olhos.

Vamos l� dar-nos a esse prazer.

O interior est� seguro.

Vigiem a porta.

O que se passa, Joaqu�n?

J� estou a tratar deste cabr�o.

Diz-lhe porque estavam as tuas impress�es na arma que matou a filha dele.

Cala-te, imbecil!

N�o sei que merda diz ele.

Ele derrubou Nova Tijuana.

Ali est� o Mochadedos.

Agente.

J� viu?

Uma semana na manchete.

NAS M�OS DO GANGUE DO MOCHADEDOS

- Isto � meu? - Sim. Est� contado.

- Tiraste a venda, idiota. - �amos � casa de banho.

N�o!

- Nico! - Archi!

- Alto. Quieto. - Archi.

M�os para cima! Quero v�-las.

Quieto!

Archi.

Est�s bem, meu?

- A cintura dele, Beto. - Est�s ferido?

- O Archi est� bem? - Archi?

Archi.

Ele est� bem. Nico, est�s bem?

N�o tinhas outra op��o, Cami.

Fizeste o que tinhas de fazer.

Ouve.

N�o est�s sozinha.

Bem, j� est�.

Todos prest�mos declara��es.

SECRET�RIO DA SEGURAN�A GILDARDO ORTEGA ASSASSINADO COM O SEU ESQUADR�O DA MORTE

- Andava a faltar isto, certo? - Sim.

Maldito Temo.

Vamos.

Vamos descansar.

Ol�.

Ol�.

De que te ris?

N�o me estou a rir, estou a sorrir.

Se quiseres, podes beijar-me.

Depressa, Beto. N�o a encontras ou qu�?

Vamos.

Magoaste-me, p�.

Mano, tenho a m�o pesada...

Vamos comer alguma coisa.

- Pagas tu. - Sim, claro. Est�s sem trabalho.

Estou desempregado.

Ou�am, esperem.

O que aconteceu?

H� um caso novo, meu.

- Nem pensar. - Sim.

Outro?

Merda! � verdade.

- Triplo homicida e a pista � boa. - �amos sair para jantar!

Michael Waters. Usou o cart�o de cr�dito num Casino Royal, em Agua Caliente.

Eu abro aqui.

N�o pode ser poss�vel.

Ol�.

O facto de termos partilhado um inimigo

n�o nos torna amigos.

Vemo-nos por a�.

Nico, deixa-te de brincadeiras. Anda.

INSPIRADO NO ARTIGO DO THE WASHINGTON POST "CA�ADORES DE GRINGOS" DE KEVIN SIEFF

Legendas: Ricardo Duarte

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