All language subtitles for The.Gringo.Hunters.S01E11

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Original subtitles

Como conheces o Chendo?

� o pai do meu filho, mas j� n�o estamos juntos.

Soltem-na!

Muito obrigado. O povo est� muito empolgado.

Ter uma casa � um sonho para eles.

Chumbou no teste, Bernal.

... por adulterar provas no caso do Cuauht�moc Lozano.

Est� suspenso.

Quem raio pensas que �s?

Sei o que est�s a fazer, cabr�o.

� o Secret�rio da Seguran�a. Pode fazer o que quiser.

- V�o-se lixar! - O Chendo conhece estes tipos?

Disse-me que me ajudaria a procurar o Yahir.

Amigo.

O que aconteceu na Sonhos Sem Fronteiras?

Disseram-me que fui adotado por uns malditos gringos.

Mas prenderam-me. Havia mais mi�dos.

- Faziam-nos o que queriam. - O padre Murphy sabia disto?

Ele mandou-me para l�. Era o padre Murphy que nos escolhia.

N�o h� ningu�m melhor.

N�o h�... Topeka, Topeka, Top...

Sou luz, sou...

- Est� bem. Obrigada. - Senhoras e senhores, recebam

a Leslie Drexel!

Obrigada!

Muito obrigada!

Ol�!

Est� bem. Acalmem-se.

Obrigada a todos por terem vindo.

Sei que alguns de voc�s sabem isto de cor,

por isso, repitam todos o que eu disser!

Sou um �man irresist�vel.

Sou um �man irresist�vel!

Por tudo aquilo que me pertence!

Por tudo aquilo que me pertence!

Por divino...

- Merda! V� l�, meu! - Meu!

H� uma raz�o

pela qual os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres.

Sabem porqu�?

- N�o! - N�o! Qual �?

Informa��o.

H� apenas tr�s anos, estava desempregada

e s� quando comecei a compreender as criptomoedas

� que toda a minha vida mudou.

Est� bem? Peguei nos meus �ltimos dois mil d�lares

e transformei-os em dez mil.

E depois em 100 mil d�lares!

E depois em milh�es!

Sim! E isto n�o foi em mais de 20 anos.

Isto foi apenas nos �ltimos tr�s anos!

E quero mostrar-vos como faz�-lo! Sim!

- Sim! - Onde est� ela?

- Aqui! - Quem procuram?

O que se passa?

Ela est� no palco!

E tu!

E tu!

Sim!

- Vamos. - Sim!

Que caralho se passa?

O FBI est� aqui.

Foda-se! Vamos!

Onde est� a Leslie Drexel?

V�o por ali. V�o.

- Por onde? - Aqui serve.

N�o h� ningu�m melhor!

N�o h� ningu�m melhor.

Pare!

Ponha as m�os no ar, raios!

N�o se mexa! Onde est� ela?

N�o sabia! N�o fazia ideia. N�o sei dela.

- Por favor! N�o sei de nada. - N�o � ela!

N�o sabia. Com calma, por favor.

Ponha as m�os na cabe�a!

- N�o se mexa! - N�o disparem.

- Onde est� a Leslie Drexel? - Foda-se!

Foda-se! Merda!

CA�ADORES DE GRINGOS

- Como pode algu�m vender crian�as? - Filho da puta!

Vivemos num maldito antro. N�o h� d�vida.

Ele deveria cuidar delas.

N�o pode andar � solta. Temos j� de o apanhar.

Tamb�m precisamos do tipo nos EUA.

Por isso, queremos dar-lhes todas as provas contra o Murphy nos EUA,

para obter o mandado de deten��o.

Sim, mas j� viste como fazem as coisas c�.

Um telefonema do Meyer e vais-te embora no dia seguinte.

- Est� bem. - Bom dia.

- Foi bom. Bom dia. - Bom dia.

Bem!

Felizmente, j� tratam da Rainha das Criptomoedas.

Sim.

Falei com pessoas do FBI.

- Disse que t�m o nosso apoio. - Sente-se.

J� nos enviaram informa��es.

Como estamos?

Diz-nos, Cami.

A Leslie Drexel � uma das fugitivas mais procuradas pelo FBI.

Fundou a TrueCoin, um esquema em pir�mide que defraudou pessoas

em mais de 50 milh�es de d�lares. Est� em fuga desde 2019.

Ainda defrauda, mas discretamente. � imposs�vel de rastrear.

O FBI confirmou que a Drexel esteve na Cidade do M�xico em 2020.

Creem que se instalou c�.

H� uma semana, a irm� da Leslie, Dorothy,

foi a Canc�n e entrou num spa.

Supostamente, continua l�,

mas o FBI confirmou que foi de avi�o para Tijuana h� uma hora.

Suspeitam que possa vir ao casamento da irm� Leslie.

Planeamos segui-la no aeroporto para ver se ela nos leva � fugitiva.

- Certo. Mantenham-me a par de progressos. - Sim, senhor.

Muitos olhos estar�o a observar-vos.

E n�o permitirei erros.

Por favor, parem!

Acalma-te, homem.

Sei que sentes que est�s a morrer, mas n�o est�s, est� bem?

Vamos levar-te a um s�tio onde ter�s ajuda.

Temos de lhe dar uma dose urgentemente.

A abstin�ncia disto faz-te querer arrancar a pele.

Queres comprar-lhe fentanil?

- Sim! - Cala-te!

Hero�na, inalada ou fumada, ser� mais leve para ele.

Concordo! Sim!

Preciso de algo! Qualquer coisa!

Se o levarmos a um hospital ou a um centro de reabilita��o,

vamos revelar a nossa localiza��o.

Eu sei, meu.

Deem-me algo ou n�o testemunharei.

V�o-se lixar! N�o testemunharei!

Ouve. Conheces algum vendedor de confian�a?

Alto! Pol�cia!

Para tr�s!

- Calma! - N�o se mexam, cabr�es.

Tamb�m somos pol�cias!

N�o fiz nada!

- Vamos! - Porque o levam?

Socorro! N�o!

Anda, cabr�o!

N�o o podem levar assim!

- Somos pol�cias, idiotas. - Para onde o levam?

De que o acusam?

- Para tr�s. - Socorro!

Vamos!

Levaram o Yahir.

- O qu�? - N�o pudemos fazer nada.

Espera, meu. Quem raio foi?

O Ortega est� dois passos � nossa frente.

Temos de conseguir ser n�s a segui-lo.

Sim, seguir o Secret�rio da Seguran�a. Esquece, Nico.

Temos de mandar a Camila.

N�o h� outra op��o.

O que foi?

- N�o sei se consigo. - Sim!

�s pr�xima dele, ele confia em ti e deu-te o trabalho.

N�o sei se ele confia em mim.

Ele confia em ti.

Mas o que querem? Querem que lhe ponha um GPS?

- Mais do que isso. - Mais?

Temos de saber o que planeia e com quem.

- Tudo o que diz. - Com quem fala.

Ponho-lhe um microfone?

- Sim. - V�rios.

- Onde puderes. - Em todo o lado.

- Precisamos da tua ajuda. - Sim.

Se me tivessem dito isto antes,

teria resultado, pois ele faz anos hoje e fui convidada, mas n�o confirmei.

- Fant�stico! - Temos microfones.

- Quantos? - O Archi tem mais cinco.

Quem vai ficar de vigia?

- Relaxa. - N�o h� problema.

Fica descansada.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE TIJUANA

N�o achas que pusemos a Camila numa posi��o...

N�o sei, inc�moda?

N�o � demasiada press�o?

Estou preocupado.

Ela vai sair-se bem, meu.

Confia.

Tens raz�o.

Confio, mas preocupo-me.

Aten��o, ela vai sair.

� uma carrinha cinzento-escura com matr�cula do Texas.

Repito, carrinha cinzento-escura com matr�cula do Texas.

Entendido. Estamos a v�-la.

Vai sair. Vamos apanh�-la.

Vou sair do estacionamento. Estou atr�s dela.

- Escuto. - Entendido.

Vamos.

Acelera, beb�.

O Temo morreu a tentar desmantelar isto.

Achas que o mataram?

Era a �nica maneira de o calar.

Ainda n�o sei bem como,

mas o Ortega teve algo que ver com o homic�dio dele.

O Gildardo? A s�rio?

Toda a nossa investiga��o aponta para isso.

Como denunciamos o Secret�rio da Seguran�a?

N�o o podemos denunciar at� termos provas s�lidas.

N�o acredito nisto.

Eram �timos amigos.

Bem,

eram �timos amigos at�...

- Lembras-te do caso do "Mochadedos"? - Quem?

Eras uma crian�a.

Claro. Foi a opera��o em que o Temo e o Ortega

apanharam os que raptaram e mataram a filha do Meyer-Rodr�guez.

As coisas n�o correram como o Temo planeara.

O Ortega adiantou-se.

Quando o Temo chegou com a equipa inteira,

o Ortega matara toda a gente.

Sozinho.

A hist�ria do Ortega nunca convenceu o Temo.

Ele disse alguma coisa? Fez queixa?

Sim, ele falou com o chefe da pol�cia que estava no comando,

mas impediram-no logo e disseram-lhe que o Estado precisava de her�is.

O Temo teve de aceitar a medalha dele com o Ortega.

Quem era o chefe da pol�cia nessa altura?

V�ctor Cisneros.

Que descanse em paz.

N�o sei se podes perguntar a mais algu�m.

Estou?

Obrigada por teres feito caf�.

De nada. Est� tudo bem?

Mais ou menos. N�o paro de pensar no que aconteceu.

O sucedido ontem foi grave.

� normal estares perturbada.

Se n�o tivesses aparecido, ele ter-me-ia matado.

Mas est�s viva. Vais ficar bem.

Se calhar, tiravas uns dias para o digerir.

E tu? Est�s feliz por voltar a ser pol�cia mesmo sem distintivo?

- Ligo-te quando acabar. - Vamos.

- Sim, senhor. - Com quem falavas?

Com ningu�m.

Andas meio estranho, p�.

Est� a entrar.

Cri, vai para a outra sa�da, mesmo � nossa frente.

Entendido.

A carrinha dele est� toda lixada.

Dever�amos procurar o Murphy, certo?

Sim, dever�amos fazer mais, mas temos de trabalhar para n�o nos tramarem.

Se n�o apanharmos a Leslie, o Collado n�o nos sai de cima.

Sim.

Ali est� ela. V�.

Avisa-o.

Cri, ela troca de carro.

Entra num carro preto com matr�cula da Calif�rnia.

L� vai ela. Segue-a.

� isso. J� a temos.

Cri, qual � a situa��o da irm� da fugitiva?

Est� a entrar numa casa muito chique. N�o sei a quem pertence.

N�o vejo agentes de seguran�a nem c�maras.

Escuto.

Entendido.

N�o, pelo contr�rio, tem de ser rent�vel.

Onde vamos arranjar dinheiro para ajudar aquelas pessoas?

Pessoas que passaram a vida inteira em condi��es deplor�veis.

Sem banhos, sem �gua pot�vel. � tr�gico.

Que trabalho not�vel! Ouvi o que disseram no hospital

e, na verdade, fiquei comovida.

Obrigada.

O meu irm�o foi raptado.

Foi devolvido em p�ssimo estado,

mas vivo.

Isto � algo que nunca deveria acontecer a ningu�m.

No nosso caso, pelo menos, fez-se justi�a.

Foi tudo gra�as ao Ortega.

Ele teve tomates para travar a onda de raptos daquela altura.

Sr. Secret�rio da Seguran�a, � sua sa�de.

Sa�de! Esta � a vossa casa.

Sa�de, Gildardo!

Sa�de, Sr. Governador!

Com licen�a.

Cunhado, que bom terem chegado bem!

Obrigado pelo convite.

- Querida. - Parab�ns.

Deram-me a tarde para poder vir � festa.

� melhor que o fa�am, n�o?

- Parab�ns, cunhado. - N�o era preciso!

Sabes como te estamos gratos.

Bebemos isto daqui a pouco.

Entrem, por favor. Esta casa � vossa. Est� tudo delicioso.

- Comam e bebam. - Obrigado.

Estou esfomeado, querida. Vou ver o que encontro.

Somos donos desta casa. N�o � incr�vel?

NOIVA OU MORTA

AMO-TE

Esse diamante � enorme!

Leslie!

Ainda bem que est�s aqui. N�o teria este dia sem ti.

- Aqui tens! - Bela casa!

- Pavimento em m�rmore italiano. - Sim, lindo.

Vejo copos vazios.

- Podem encher, por favor? - Sim, senhora.

- Aqui est� outro. - Quem � este?

- Tira um copo e uma palhinha de p�nis. - Obrigada.

- Claro. N�o me importo! - � um p�nis min�sculo!

- Les! Pareces feliz! - Sim!

Est�s segura aqui?

Sim, quero dizer, o M�xico tem sido incr�vel.

Com dinheiro suficiente, fazes as coisas � tua maneira.

Com dinheiro,

at� o c�o dan�a.

O que acabaste de dizer?

O dinheiro manda.

- Eu pergunto-lhes. Talvez saibam algo. - Fixe.

Ouve. N�o andes por a� a namoriscar, meu.

Olha para ele!

Ent�o, Nico?

Gloria, ainda tens aquele contacto no arquivo municipal?

N�o, n�o lhe quero pedir um favor.

Porqu�? De que precisam?

Tenho de ir. J� te ligo.

Tudo bem, Lobato?

O que fazes aqui?

O Collado mandou-me como apoio.

Mas n�o pedimos apoio.

Apenas sigo ordens.

- Certo. - Qual � a situa��o?

Temos de confirmar que � a fugitiva antes de a prendermos.

- E agora? - Ele segue ordens para nos apoiar.

Raios!

Tira o distintivo e esconde a arma.

O que te disseram?

A senhora disse que uma herdeira inglesa chamada Agnes Maxwell vive naquela casa.

Mudou-se para o M�xico

e, amanh�, vai casar-se com o seu namorado mexicano,

que � muito mais novo. Palavras dela.

Ela tinha vontade de conversar.

Fixe.

N�o, n�o ser� poss�vel.

Al�m disso, n�o t�m mandado.

Sim, mas somos cidad�os. Temos direito � informa��o, p�.

Sem uma carta oficial n�o podem entrar.

- Poderias ajudar... - Gostas de d�lares?

J� v�m tarde, imbecis.

Aqui n�o aceitamos subornos.

� melhor irem andando. V�o l�.

Est� bem. Obrigado.

Porque lhe ofereces dinheiro?

Est�s de mau humor...

Deviam ter-me dito que eram amigos da Gloria.

PESQUISAR:

RESULTADOS DA PESQUISA

� este, certo? Confidencial.

CONFIDENCIAL

- "Cinquenta, setenta." Por ali, certo? - Sim. Vamos.

� aqui.

ARQUIVO CONFIDENCIAL PROTEGIDO

V� l�.

Eu protejo-te.

Nove, um, seis, sete...

Ol�! Sim, � este.

Archi! Despacha-te, meu.

SERVI�O ESPECIAL DE INVESTIGA��O

Despacha-te.

- Armando Valenzuela. - Meu!

Sai!

Est� feito. Vamos.

- Encontraste-o? - Sim.

O que tens?

Tenho um nome.

J� n�o discuto.

A s�rio! No outro dia, lemos uma entrevista a um ator...

Como se chama?

- Quem? - A do cabelo comprido.

O que mata toda a gente porque mataram o c�o dele.

N�o importa. Ele diz que chegou a uma idade em que...

Aquele carro est� a parar.

Outra convidada?

Deve ser a prima pobre com aquele carro, n�o?

N�o, � um gajo.

� imposs�vel vir como convidado. Acho que vem trabalhar aqui.

Ent�o, mano?

- Vieste trabalhar aqui? - Somos pol�cias.

N�o estou a fazer nada de mal. Vim trabalhar aqui. Sou o stripper.

Ouve. N�s pagamos-te, gorjeta inclu�da, e n�o tens de fazer nada. Fixe, n�o �?

- Ol�. - Ol�.

- Venho dan�ar na festa. - O que tens no saco?

� de brincar. Faz parte do espet�culo.

- For�a. - Entre.

Pode trocar de roupa aqui.

Obrigado.

Eu tamb�m, mas com a minha mulher.

Siga-me, por favor.

- Preciso dele. - Volto j�.

N�o acreditas em mim?

Deve ser algo grave para n�o me dizer l� fora, certo?

Conto-te depois.

Anda misterioso, Sr. Secret�rio.

N�o vou demorar muito tempo.

Por aqui, senhor.

Meu, �s como o maldito padrinho.

Nem na tua festa descansas.

PROPRIEDADE PRIVADA N�O PASSAR

- Ele vive aqui? - Segundo o processo.

Ainda est� quente.

Viva!

Tentas lixar o meu caf�?

- N�o, senhor. - N�o gosto que toquem na minha comida.

- Quem vos mandou? - Ningu�m, senhor.

Somos pol�cias.

Somos da Unidade de Coordena��o Internacional.

Queremos falar consigo sobre um caso que teve de supervisionar.

Tu n�o pareces pol�cia.

E tu nem pareces mexicano.

Mostra o distintivo.

Tiraram-nos, senhor.

Estamos suspensos.

Como est� o Temo?

Acho que n�o est� muito feliz por estar morto e enterrado.

Na verdade,

fui suspenso por investigar o homic�dio dele.

S� h� dois tipos de pol�cias suspensos.

Os idiotas que foram apanhados em algo corrupto,

ou os idiotas que n�o fizeram parte de algo corrupto.

De que tipo �s tu?

O Beto enviou mensagem.

"Confirmo. A noiva � a fugitiva. H� dois guardas e n�o vejo c�maras."

- Vamos. - Espera! Temos de esperar pelo Beto.

Depois podemos entrar.

O Collado deu ordens.

Confirmada a identidade, prende-se.

N�o! Espera. Relaxa. N�o trabalhamos assim.

Al�m disso, ela � americana. A deten��o � nossa.

Algu�m chamou um pol�cia?

O "Mochadedos" virou a cidade do avesso.

A opera��o foi uma confus�o.

Foi uma confus�o porqu�?

O qu�?

Estava a falar da opera��o, senhor.

Porque achas?

O que aconteceu?

- Tens pressa ou qu�, louro? - N�o, senhor.

Lembra-se de algum pormenor dessa opera��o?

Sim.

Os agentes do caso,

de repente, tornaram-se her�is.

Mataram todos os raptores e salvaram alguns dos ref�ns.

At� tinham gringos

e a filha do Joaqu�n Meyer-Rodr�guez.

Por�m, ela foi morta.

N�o gosto de gringos.

N�o sou gringo, senhor.

Sou mexicano, tal como o senhor.

N�o gosto da tua cara.

Guardou algum arquivo de investiga��o ou documentos relacionados com o caso?

Tenho tudo.

Aqui.

E vai ficar aqui.

�s vezes, queria mesmo ter m� mem�ria

para n�o me lembrar de todas as merdas que sei.

Para viver tranquilo.

Sr. Armando.

A sua mem�ria pode ajudar-nos muito.

Dizem que os ruivos d�o azar.

N�o procuramos apenas o assassino do Temo.

Tamb�m investigamos um gangue que vende crian�as aos Estados Unidos

para as explorar sexualmente.

Acreditamos que o Ortega est� a encobri-los.

Por mais que quisesse ver o cabr�o do Ortega a cair,

o que n�o disse fica por dizer.

Levo-o para a sepultura.

Est� nas suas m�os ajudar aquelas crian�as.

Se n�o quiser,

a culpa � sua.

Vieste irritar-me na minha pr�pria casa?

� melhor irem.

E, se voltar a ver-vos aqui,

daqui n�o saem.

Viste como ele ficou quando falei do Ortega?

- Isso irrita-o, n�o �? - Sim.

Espero que n�o nos denuncie.

Mesmo que saiba ou fale, quem acreditar� nele?

Apressa-te. Ele pode aparecer, alvejar-nos e pendurar as nossas cabe�as como trof�us.

Acho que n�o quer ver a tua cara de gringo todos os dias.

As balas que mataram a Mariana Meyer-Rodr�guez

vieram de uma arma que foi limpa.

A mesma que foi usada para matar alguns dos raptores.

Contudo, devido � pressa,

n�o foi bem limpa.

Essa arma

tinha as impress�es do Ortega.

H� provas disso?

Os registos foram apagados e queimaram as provas originais.

Onde raio pus estas...

Obrigado, Sr. Armando.

Os agentes da Unidade de Coordena��o Internacional

andavam a investigar

a morte do comandante deles.

E isso

levou-os ao Murphy.

E ent�o?

Sabes a que se dedica o padre querido quando ningu�m est� a ver?

N�o, isso n�o me compete.

Acontece que os agentes

entrevistaram um drogado de S�nchez Taboada.

E este homem informou-os de que o padre Murphy

est� envolvido, h� muitos anos,

numa rede de tr�fico de crian�as.

Os meus agentes j� est�o a investigar,

mas parece que o tal drogado � uma das v�timas.

N�o te pedi para o investigares bem?

Fiz transfer�ncias

das minhas contas pessoais para a Sonhos Sem Fronteiras, Ortega.

- Fiz campanha com este cabr�o. - Vamos acalmar-nos, Joaqu�n.

J� fizemos o drogado desaparecer e acho que ningu�m sentir� a falta dele.

E eles

n�o t�m provas.

Ainda n�o.

Tenho apoiado um cabr�o que trafica crian�as.

Esta informa��o n�o sai daqui.

Vais encarregar-te pessoalmente daquela maldita unidade, ouviste?

- J� estou a tratar disso. - Esta investiga��o acabou.

E quero que fique muito claro. Se n�o a pararem, paramos n�s.

Nova Tijuana est� ligada � pior merda do planeta.

Vais encarregar-te pessoalmente daquela maldita unidade.

Parte do teu trabalho ser� informares-me do que acontece a� dentro.

Acham que sou uma espi� por o Ortega ser meu tio?

N�o ter� de fazer o teste.

Lembra-te de para quem trabalhas.

Ol�!

Venho para a festa.

- N�o se espera mais ningu�m. - Quietos.

- N�o podem entrar! - Quieto. No ch�o.

N�o diga nada.

M�os atr�s das costas.

Calma.

- Sentamo-nos aqui. - Quieto.

Tira as cal�as!

Sim, por favor!

Sim!

Apanha essa. Sim!

- Vai, Leslie! - A festa acabou.

- Pol�cia! - Sil�ncio!

- Isto � do espet�culo? - Sil�ncio!

- Todos no ch�o! - N�o se mexam!

N�o � um espet�culo.

Porque n�o...

N�o v�s que est�o desarmados? S�o civis! O que te deu?

Merda! Cabr�o!

Malditos anos.

- Leslie! - Merda!

- Leslie! - Para!

Leslie!

- N�o o deixem fechar! - N�o!

Vai!

Ali est� ela!

N�o!

Para!

- Leslie! - Ouve!

Para o carro!

Leslie!

- N�o te mexas. - Sai do carro!

- Sai. - Tenho dinheiro.

- Est� bem, segue-me. - Est� tudo bem.

Por favor, sai, v� l�.

Est�o a lixar o melhor dia da minha vida!

Leslie, o que fa�o?

- Liga ao Harold! E ao advogado. - Est� bem.

Lamento imenso!

Seu filho da puta!

Para este primeiro passo, propomos duas receitas diferentes

para fazer um desmaquilhante facial.

O primeiro � feito com farinha de trigo

e uma colher de ch� de Multani Mitti.

S� uma colher de ch�. O Multani Mitti...

- Ol�! - P�.

Andas muito paranoico.

Assustaste-me.

- N�o sabia que ias ficar. - Queres que saia?

N�o me estou a queixar.

Como est�s?

Trouxe pipocas.

N�o havia mais nada.

Est�o boas?

Cancelei o trabalho.

N�o me sentia bem a ir para casa sozinha.

Na verdade, n�o posso continuar a fazer o mesmo.

Bem, podes fazer o que quiseres.

Podes ser oncologista,

fabricante de tacos,

astr�loga,

lixeira.

Tens muita piada.

Estiveste muito bem como informadora!

Apanhaste aquele realizador tarado

e o outro idiota.

N�o me deram um caso assim at� estar um ano na unidade.

Achas que te v�o deixar voltar?

Foda-se!

Espero que sim. Sen�o, n�o sei o que vou fazer.

Podes fazer o que quiseres.

Podes ser advogado ou lixeiro.

Palha�a.

O n�mero que marcou est� indispon�vel.

Por favor, tente...

Gloria, acabei de chegar a casa.

Ouvi algo muito importante.

N�o sei se � seguro dizer-te assim.

� que...

DISPOSITIVO BLOQUEADO

O que fazes aqui a esta hora?

Estava a caminho de casa e queria dizer ol�.

Estava a acabar de fazer o jantar. Entra.

N�o fiques a� fora.

� uma honra para n�s ter-te aqui. Muito obrigado.

Ficas para jantar? Preparo-te alguma coisa?

Olha quem est� aqui, Cami.

Sabes que mais? Aceito um ch�.

Com muito gosto, cunhado.

Ol�, tio.

Senta-te, Camila.

O que aconteceu?

Esqueceste-te disto.

No meu gabinete.

N�o � meu.

Mais algu�m ouviu a grava��o?

H� de camomila, canela, lim�o...

Camomila, cunhado. Se tiveres um pouco de leite, agrade�o.

Claro.

D�-me o teu telem�vel.

De certeza que n�o a enviaste a mais ningu�m?

Sim.

Se me estiveres a mentir, saberemos.

N�o a enviei a mais ningu�m porque achei que n�o era seguro.

Olha, Cami. A minha irm� foi como uma segunda m�e para mim.

� por isso que estamos a ter esta conversa.

Por�m, o teu pai...

... nem tem o meu sangue.

Por isso, se n�o fizeres exatamente o que te digo,

eu mato-o.

Aqui est� o ch�.

Aqui est�.

- Obrigado. - Cuidado, est� quente. Fiquem a s�s.

N�o, tenho de ir.

Que bom.

Deverias estar muito orgulhoso da Cami.

Ela tornou-se uma grande mais-valia.

Est� a aprender muito depressa.

Na verdade, vim dizer-lhe

que, doravante, vai trabalhar diretamente para mim.

� verdade?

Vou-me embora, cunhado. Muito obrigado.

N�o, obrigado pela oportunidade.

Vamos!

INSPIRADO NO ARTIGO DO THE WASHINGTON POST "CA�ADORES DE GRINGOS" DE KEVIN SIEFF

Legendas: Ricardo Duarte

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