All language subtitles for The.Gringo.Hunters.S01E09

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Original subtitles

Suspeitam que o Bernal esteve envolvido no homic�dio?

N�o, mas o Nico passou dos limites

e come�ou a liderar uma investiga��o paralela n�o autorizada.

V�o ver por onde o telem�vel andou e vais tornar-te suspeito.

Como novo diretor da Pol�cia Estatal,

tens de seguir o protocolo correspondente.

Queres?

Vemos o Chapman.

Rende-te!

O Chapman est� morto.

Para alguns de n�s, demor�mos anos a perceber que fomos abusados.

Todo este esfor�o tem de come�ar a dar resultados.

Nico, algu�m entrou na casa.

Estas coisas s�o de gente m�.

Bom dia.

- Demoraste. - Finalmente, mano.

Como est�s, Archi?

Bem, estou a recuperar.

Deverias descansar.

Sim, deverias.

Bem, recebemos dois casos.

O primeiro caso �

o John Fitzgerald Kennedy.

Ele foi morto h� s�culos, certo, chefe?

Oswald.

Ele chama-se JFK,

mas n�o tem nada que ver com o ex-presidente gringo assassinado.

Era uma piada.

Age como um rapper g�ngster e faz espet�culos, por vezes.

� procurado por homic�dio qualificado de um membro de um gangue rival.

Est� armado e � perigoso.

Publicou tretas numa conta falsa nas redes sociais.

Fiquem atentos a pistas sobre a localiza��o dele.

- Sim, chefe. - Vamos ao segundo caso.

Tay e Tony Walton.

Drogados.

Viciados em hero�na e, agora, tamb�m em fentanil.

S�o culpados de v�rios delitos menores,

cometidos para obterem guito para o v�cio.

S�o procurados por rapto dos pr�prios filhos, de oito e cinco anos.

O que quer isso dizer?

Levaram-nos de um lar de acolhimento.

� um caso priorit�rio porque h� crian�as em risco.

A Camila e tu, Archi, v�o come�ar a investiga��o.

Sim, chefe.

Bom dia.

- Bom dia. - Bom dia, comandante Collado.

Parem tudo o que est�o a fazer. Temos outra prioridade.

Hoje todos voc�s v�o realizar um teste de confian�a.

A minha prioridade como novo chefe da pol�cia

� a confian�a na minha equipa.

Hoje v�o fazer uma s�rie de testes para ver se est�o aptos fisicamente,

psicologicamente,

e moralmente para serem da minha equipa.

Da mesma maneira, ser�o investigados

para garantir que nenhum de voc�s est� ligado ao crime organizado.

Como pode pensar que temos liga��es ao crime organizado, chefe?

Olhe l�, o meu �nico dever � informar-vos

de que os resultados destes testes

podem levar a admoesta��es administrativas,

como suspens�es e demiss�es permanentes dos vossos cargos.

E, caso isso venha a surgir, acusa��es criminais.

N�o sei se sabe, mas j� fizemos esses testes h� algum tempo

e somos competentes.

Por isso, cheg�mos aqui.

N�o fui claro, certo?

Estou a avisar-vos,

n�o pe�o a vossa opini�o.

N�o ter� de fazer o teste.

Liam, pode ajud�-la com a investiga��o ap�s os testes f�sicos.

CA�ADORES DE GRINGOS

Bom dia.

Est�o aqui para eu fazer uma pequena verifica��o superficial.

Abra.

Urinem aqui.

� para o teste de drogas.

AMOSTRA TOXICOL�GICA

Tem de o fazer � minha frente.

Tenho algo para vos dizer.

Ficaram lixados e queimaram os c�es da Mar�a e da Silvia.

O qu�?

N�o pode ser.

Como est�o elas?

Muito assustadas.

Podemos vigi�-las � vez.

Agora est�o num lugar seguro.

V�o para casa dos pais do Temo.

Mas, por enquanto, temos de interromper a investiga��o.

- O qu�? - N�o as podemos p�r em risco.

Mas n�o podemos parar a investiga��o.

Sabemos que o Murphy mente.

Temos de descobrir sobre o abuso.

Apesar de n�o fazermos ideia daquilo em que nos metemos.

N�s sabemos, meu. Estamos perto de saber quem matou o Temo.

Porque achas que nos obrigam a fazer estes testes?

O Ortega quer lixar-nos e est� tudo a ficar demasiado perigoso.

Temos de parar.

Como fez esta cicatriz?

Com licen�a.

� da minha cesariana, agente.

Parece que fui cortada por um bandido?

Um presente do hospital p�blico.

Parece haver mais carniceiros do que m�dicos l�, certo?

E o que significa essa tatuagem?

Nada, coisas est�pidas de mi�dos.

Que comece o interrogat�rio.

N�o � um interrogat�rio.

- N�o �? - S� queremos validar a tua sa�de mental.

Fala-me da tua inf�ncia.

A minha inf�ncia...

Bem, vi o meu pai a ser morto.

Ser� que se lhe pode chamar inf�ncia, depois disso?

A minha m�e teve-me era muito nova. Tinha 15 anos.

Criou-me sozinha,

num bairro de Mexicali chamado Valle del Pedregal.

N�o sei se conhece.

Os mi�dos jogam � apanhada, mas o apanhador tem um picador de gelo.

E o teu irm�o?

O que tem?

Fez o necess�rio para vos sustentar, certo?

Mesmo que fosse algo ilegal.

N�o sei, psic�loga.

Mas dizem que j� n�o faz isso h� muito tempo.

E o teu pai?

Conheceste-o?

N�o.

Tornaste-te pol�cia para procurares um pai?

� verdade, n�o �?

E encontraste-o?

Sim.

O Temo.

Encontraste-o e perdeste-o.

Como te sentes com isso?

Tiveste um desempenho excecional na For�a A�rea.

Porque sa�ste?

Porque percebi que n�o era para mim.

Como entraste na pol�cia?

Devido ao Cuauht�moc Lozano.

Est�s em grupos de redes sociais de direita dos EUA.

Acho que � um grande pa�s.

- �s contra o governo? - N�o.

Num caso recente, um dos fugitivos morreu depois de o alvejares.

Pode dizer que o matei, est� bem? Tenho no��o disso.

N�o tens outro incidente semelhante no registo. Como te fez sentir isso?

A n�vel pessoal, como � a tua rela��o com o teu marido?

Ex-marido. Tem o processo, certo?

Seguimos caminhos diferentes, como pode ver.

Ele fez as suas escolhas e eu trabalho aqui.

O que fizeste quando descobriste que o teu marido se envolveu em crimes?

Eu tinha 16 anos, por isso, nada. N�o fiz nada.

Descobri quando o prenderam.

Vives numa casa enorme em Playas.

Deve ser cara. Vives acima das tuas possibilidades?

Vivo como quero viver.

Sentes que foi injustificado?

N�o.

Era um fugitivo perigoso.

Estava treinado e armado. N�o era f�cil.

Esta necessidade de te exibires...

N�o ser� porque escondes alguma coisa?

N�o sei.

Diga-me. A especialista � voc�, certo?

Ao ver como vives,

algu�m poderia pensar que est�s metido em atividades corruptas.

Est� a acusar-me de algo?

Tens pesadelos recorrentes ou pensamentos obsessivos?

Mais ou menos.

Parece que um N e um M est�o entrela�ados nesta tatuagem.

N de Nicol�s e M de...

Mara Salvatrucha.

Qu�o s�rio levas o teu trabalho?

Muito a s�rio.

Parece que n�o.

M de...

Mar�a.

A filha do ex-comandante Cuauht�moc Lozano?

Se sabe, porque me pergunta?

Se o Temo era como um pai para ti,

a Mar�a n�o era como uma irm�?

Mar�a, ele vai acordar.

O que quer saber?

O que achava o Temo da vossa rela��o?

No in�cio, n�o gostou.

E depois?

Depois tamb�m n�o.

Foi por isso que acab�mos.

E agora?

Gosto muito de ti, Nico.

Mas n�o me caso com o meu pai.

Agora somos amigos.

Preocupa-te a necessidade de teres de voltar a matar?

Sim.

Terei de reportar isto aos teus superiores.

Cresceste sem pai.

Agora, o teu filho cresce sem pai.

Sim.

Como te faz sentir isso?

Culpada?

Raios! Devo sentir-me culpada pelo que ele fez?

- Escolheste-o. - Tinha 16 anos, j� te disse.

E, agora que j� n�o tens 16 anos,

n�o te preocupa que o teu filho repita o mesmo padr�o criminoso

de todos os homens na tua vida?

Olhe, psic�loga.

Sou uma boa m�e

e tamb�m sou uma boa pol�cia.

Leia o meu processo.

Temos de nos apressar antes que o Collado me chame para a entrevista.

Diz aqui que devem viver e viajar numa carrinha velha.

As �ltimas tr�s vezes que os viram foi em Playas.

Conhe�o um tipo chamado Cuija.

� o traficante da zona.

Se aqueles gajos andam a snifar, ele sabe onde est�o.

Bernal.

Preciso de si no escrit�rio o dia todo.

Raios! Porqu�?

Vai fazer testes mais rigorosos.

H� algum problema com isso?

For�a, ent�o.

Ent�o, Mar�a?

Nico, algu�m invadiu e esteve na casa dos meus av�s.

- O qu�? - Algu�m vivia l�. N�o sei.

Os vizinhos dizem que, h� um m�s, v�rios homens mascarados invadiram.

Havia vidros partidos e portas arrombadas.

- E havia uns desenhos esquisitos. - E onde est�o?

Estamos no Swap Meet Siglo XXI, Nico.

Cum cara�as! N�o posso sair daqui agora. Vou ver quem posso mandar para a�.

Olha, vou mandar o Cri. Mantenham-se calmas.

- Agente. - O que foi?

Preciso que v�s buscar rapidamente a Mar�a e a Silvia.

Ao Swap Meet, em D�az Ordaz.

- Conheces? - Sim.

Ent�o, toca a andar e leva-as para um local seguro.

Est� bem.

Sei para onde as levar. Eu aviso-te.

Obrigado.

- Vou investigar o JFK, chefe. - Muito bem.

MOTEL LA PUERTA

Aqui estar�o seguras.

Este local pertence a uns familiares, por isso, se precisarem de algo, pe�am.

J� sabem, qualquer coisa, a qualquer hora, est� bem?

- Obrigada, Cri. - Liguem-me se precisarem de algo.

Eu levo a vossa bagagem. For�a.

- Obrigada. - V�o buscar a chave.

Tudo bem, Alonso?

Procuro algu�m que tenha tido um problema, uma m� experi�ncia,

ou tenha sofrido abusos na Sonhos Sem Fronteiras.

Conheces quem queira falar sobre isso?

Sim. Oficiosamente. J� sabes.

N�o, Sa�l. S� preciso de um nome...

N�o tens de te envolver, est� bem?

SA�DA

N�o. Estou a investigar isto sozinha.

Est� bem. Assim faremos, Abril. Assim faremos.

Se souberes de algu�m, estarei aqui alerta.

N�o. Obrigada, mi�da. Obrigada. Muito bem.

Agora, tudo vai melhorar.

J� viste como o novo local vai ser fixe.

SONHOS SEM FRONTEIRAS

Cri?

Como est� a Mar�a?

Muito obrigado, Cri.

Ainda estou aqui � espera.

Continuem a analisar as redes do JFK. O Beto que te ajude.

E ent�o? O que se passa, Camila?

Pronto, mas com muito cuidado, sim?

Quando encontrarem os drogados, ficam encarregados dos filhos deles, sim?

Muito bem.

Mantenham-me informado, est� bem?

Tudo bem, Gloria? O Cri j� levou a Mar�a e a Silvia para um local seguro.

Olha,

liga-me, pode ser?

Tenham cuidado, est� bem?

Ent�o, Bernal?

V�o deixar-me sair ou qu�?

Era o que eu mais queria.

Mas adivinhe. N�o ser� poss�vel.

Houve algumas inconsist�ncias nos teus testes.

Sim?

Segundo o protocolo, ter� de fazer um teste de pol�grafo.

Avisaremos quando estivermos prontos. Continue � espera.

Olha l�.

� sobre os testes.

Pensei em faz�-los voluntariamente, mas assustei-me.

Porqu�?

Quando entrei no Dep. de Intelig�ncia,

fiz os testes e tentei esconder o meu autismo.

E foi p�ssimo.

Porque o tentaste esconder?

Sempre que as pessoas descobrem, tratam-me de forma diferente.

Ouve, Cami.

N�o tem nada que ver,

mas sei como � ser tratado assim.

Quando era mi�do, usei muitas subst�ncias e...

As pessoas tratam-nos de forma diferente quando sabem que somos viciados.

Estou nervoso com o teste de drogas porque...

Sa� com a Ema, h� umas semanas, e ela ofereceu-me MDMA e eu aceitei.

O pior � que estava limpo h� v�rios anos.

Se s� consumiste um pouco h� umas semanas, pode n�o aparecer no teste.

Sim, mas se aparecer, v�o suspender-me ou despedir-me

e serei lixado.

Est� bem, mas ainda n�o sabes isso.

� aqui.

Chano, o que tens para mim?

Encontrei algu�m que talvez saiba algo sobre os abusos.

Cruzei-me com um amigo que anda com a Patrulha Espiritual.

Os tipos que andam por a� a apanhar drogados e a lev�-los?

Sim, s�o esses. � um drogado que j� foi apanhado v�rias vezes.

Chama-se Yahir.

Diz que foi adotado pela Sonhos Sem Fronteiras.

Era �rf�o e, aos 13 anos, levaram-no para os EUA para ado��o,

mas ele fugiu e voltou.

- Mas j� estava traumatizado e viciou-se. - Yahir.

Sabes onde posso encontrar este tipo?

Ele n�o tem casa.

Vagueia pelo antro de chuto de S�nchez Taboada.

- S�nchez Taboada. - Tem cuidado l�. � perigoso.

Ent�o, maldito Cuija?

Maldito Archi.

Como est�s, meu?

Ou�am!

Este tipo era como meu filho. Conhe�o-o desde que era mi�do.

Pedia-me ajuda quando se metiam com ele.

Olha. Desapareceste.

O que te traz de volta?

Procuramos uns gringos.

Olha.

Viste-os?

Apareces depois destes anos todos e queres que os denuncie?

Agora sou pol�cia.

Esta � a minha colega.

Seu cabr�o.

Raios!

Vejam isto, idiotas!

Devolve-ma, Cuija. N�o brinques, meu!

Glock. Nove mil�metros.

- Saiam, imbecis. - Cuija!

- Isto vai ficar feio. - Chega, meu!

Est� carregada, meu. Para!

Devolve a arma!

Cuija, por favor!

Acalmem-se os dois!

� uma arma da pol�cia. Devolve-a.

Acalma-te. Acalma-te, Camila!

Acalma-te, mi�da.

N�o fa�as nada est�pido. Estamos s� a brincar.

Devolve-a!

Para, meu! Para, Camila! Acalma-te.

Baixa a arma, por favor. Baixa-a!

Acalma-te, relaxa.

Ouve, Cami.

Acalma-te. Ele � sempre assim.

Baixa a arma.

Baixa-a, por favor.

Guarda-a.

Foda-se, cabr�o!

Era s� uma piada.

Conhece-los ou n�o?

Esses gringos vivem numa carrinha.

Estacionam sempre na pra�a abandonada.

� tudo o que sei.

Obrigado, meu.

Devo-te uma, meu.

Deves-me v�rias.

- Adeus, mi�da. - Obrigada.

Est�s bem?

Sim.

- Ol�! - O que se passa, bonit�o?

� s� uma chamada r�pida. Queria ouvir a tua voz, sinceramente.

E pedir desculpa por ter desaparecido assim.

Imagino que lides com um caso dif�cil.

Vou a um s�tio e queria que me fizesses companhia.

Obrigada por atenderes. Sei que est�s a trabalhar.

Quero ver-te.

At� penso num menu para cozinhar para ti.

Tamb�m quero voltar a ver-te.

� �timo ouvir a tua voz. Ent�o, at� breve.

Est� decidido. Entendido.

Beijos!

Beijos!

Vamos ver quando libertam o Nico.

Como �, pessoal? Diretamente de Baixa Calif�rnia.

Convido-vos para a La Par�bola esta noite.

- Olha. - O meu mano JFK vai l� estar.

JFK? N�o parece nada presidencial.

V� l�.

N�o � maneira de as crian�as viverem.

N�o podem estar longe.

Sou o comandante Cabello.

Vou fazer-lhe o teste do pol�grafo.

Vou fazer-lhe algumas perguntas e s� tem de responder "sim" ou "n�o".

Vamos come�ar.

Chama-se Nicol�s Bernal?

Sim.

Tem 37 anos?

Sim.

Querida!

Aonde vais?

Loira?

Loirinha!

Traz umas malditas bebidas para a mesa!

Sim, aqui.

Olha. Ali est� ele.

Foda-se! H� imensa gente.

Sim, meu.

Mas n�o te preocupes. O tipo vai dar tudo e apanhar a borracheira.

Depois apanhamo-lo.

Beto.

�s vezes, este trabalho � uma treta, n�o �?

Estar aqui a beber cerveja sem �lcool.

Sim. Tem de ser, n�o �?

�s vezes, sim.

Partilhou informa��o confidencial com a Marshal Anne

sobre o funcionamento da Unidade de Coordena��o Internacional?

N�o.

Traiu o seu pa�s

ao partilhar informa��es confidenciais ou sens�veis com outra pessoa?

N�o.

Tijuana, como �, caralho?

Sim, quero ver essas m�os no ar, Tijuana.

N�o nos querem ouvir

S� quero dinheiro

Nunca � demasiado

Caminho sobre cobras nas ruas onde cresci

Com um machete ou uma arma N�o importa, n�o podes tocar, olha

A consumir marijuana Diretamente de LA at� Tijuana

Aqui est� calor, mas amanh� vai nevar

N�o h� amor pela oposi��o Sou s� eu contra o mundo

N�o h� competi��o

Garante que �s capaz Antes de fazeres uma proposta

Pois do lugar ningu�m me vai tirar

Com a minha vida n�o v�o brincar

O meu gangue!

Mando lixar a pol�cia!

Continuem!

Sem amor pelos porcos

Sem amor pelos porcos

E sempre que pensarem em falar Calem-lhes a boca

N�o direi nada

Porque as pessoas falam Quando est�o preocupadas

N�o vou fazer nada Se n�o estiveste na luta connosco

Tijuana, como �, caralho?

Sim.

- Yo. - Yo.

O meu gangue.

Vais pedir um desejo? Talvez.

�s mesmo querida.

- Ol�. - Ol�.

Quem � que faz anos?

A nossa pequena Micky.

Ela faz seis anos.

Parab�ns.

Sentem-se e comam uma fatia de bolo. Quantos mais, melhor.

Deem-nos um segundo. J� voltamos.

O que est�s a fazer?

O que se passa?

- O que vais desejar? - Sim.

Que estranho!

N�o achas que � um erro separ�-los assim?

S�o dois desejos.

Merecem uma segunda oportunidade.

Parecem felizes.

Quero dizer, precisam de um banho, mas � �bvio que se amam.

N�o somos n�s que decidimos isso.

Apenas cumprimos ordens.

Ouve, Cami.

Quando tinha 11 anos, percebi que os meus pais me tinham raptado

e a minha m�e era drogada.

Mas juro-te que preferia ter ficado com ela.

Apesar das drogas e tudo.

- O que vais desejar? - Lembra-te de pedir um desejo.

Archi, a tua hist�ria n�o � igual � deles.

E agora �s pol�cia.

Tens uma obriga��o.

- Acho que est� na hora. - Acho que deverias.

For�a! Est� na hora.

Tay e Tony Walton.

Unidade de Coordena��o Internacional.

- N�o. - S�o procurados por rapto parental.

Estamos aqui para vos deportar e colocar os mi�dos no lar de acolhimento.

Estamos limpos h� quase uma semana.

S� queremos uma hip�tese de voltarmos a ser uma fam�lia, por favor.

Lamentamos, mas temos de vos levar. Por favor.

Vai ficar tudo bom.

- Muito bem, malta. Est� na hora de ir. - S� um minuto.

Vamos.

Est� a andar.

John Fitzgerald Kennedy,

� procurado por homic�dio na Calif�rnia.

Est�s preso.

Maldito Eminem de merda. Tenho a tua arma.

Tu � que disseste, pendejo. Sou procurado na Calif�rnia, n�o aqui.

- N�o me digas! A� vem o JFK! - Agora n�o!

A� vem ele!

Pol�cia!

Pol�cia! Afastem-se.

PARQUE P�BLICO

Foda-se!

Foda-se!

Raios!

- Vai-te lixar! - Beto, contorna-o.

Dou-lhe um tiro no raio da cabe�a.

- Quieto! - Para tr�s.

Para tr�s, caralho!

Para tr�s!

Afasta-te, foda-se!

- Para tr�s. Eu mato-a. - Quieto.

Eu mato-a, caralho!

Para tr�s!

- Eu mato-a. Para tr�s. - N�o te mexas!

Afasta-te, caralho!

- Calma. - Afasta-te, raios!

Deixa-a ir!

Afasta-te, caralho! Afasta-te.

Deixa-a ir!

Mas que merda! Eu mato-te, raios!

Foda-se!

Tira as m�os de cima de mim!

N�o eras um bandido, cabr�o?

- Seu fracote. - Larga-me!

- Sim, pois. - N�o me toques!

O Temo ajudou-o a entrar na Unidade de Coordena��o Internacional?

N�o � assim t�o simples.

Eu disse-lhe que s� podia responder "sim" ou "n�o".

Sim.

Acho que sim.

Testemunhou algum ato de corrup��o sob o comando do Temo?

N�o.

Participou em algum ato de corrup��o sob o comando do Temo?

N�o.

Sabia que o Temo tinha uma conta banc�ria secreta?

Essa conta � uma treta.

Sim ou n�o?

N�o.

N�MERO DESCONHECIDO: PERGUNTA SOBRE A MORTE DO TEMO

TEMOS DE O APANHAR.

Avisa-me quando acabarem os testes para levarmos os mi�dos para a fronteira.

Liam Taylor!

Colega.

J� n�o precisar� de fazer o teste. O teste toxicol�gico deu positivo.

Deixe-me ver os resultados.

Positivo. Anfetaminas. Soa-lhe familiar?

V� para casa, senhor.

Filho da puta!

O que disse?

Nada.

Bem me pareceu.

O que aconteceu, Beto?

Tinhas o maldito rapper na tua mira, meu.

Eu tinha-o distra�do.

Ele podia ter-me matado. Ou � mi�da.

Porque n�o disparaste?

N�o sei.

Matar o tipo da Patrulha Fronteiri�a afetou-te mesmo.

Meu, aquele tipo ia matar-nos.

Fizeste o que tinhas de fazer.

A psic�loga disse que preciso de terapia.

Tenho de a fazer, sen�o, v�o suspender-me.

Ou podem despedir-me.

Temos de resolver isso.

Porque, como o Temo dizia:

"Nesta unidade, as vidas dos outros est�o nas nossas m�os."

Sabe as consequ�ncias de alterar um local do crime?

Sim.

Combinou encontrar-se com o Temo no local onde ele foi morto?

Sim.

Combinou encontrar-se com ele l� porque escondiam alguma coisa?

N�o.

Est� a esconder alguma coisa sobre o homic�dio do Temo?

N�o.

Tirou-lhe o telem�vel quando viu o corpo do Temo?

N�o.

- N�o, m�e! - Largue, senhora.

- Cuida da tua irm�. - Senhora. Basta.

- M�e. - Est� tudo bem, querido. At� breve.

- Vemo-nos muito em breve. - N�o!

- Adoro-te. - N�o!

- Ol�, querida. - N�o.

M�e! Pai!

- At� breve. - Querida. Vem c�.

- M�e! Pai! - Querida.

Est� tudo bem.

Est� tudo bem.

O que foi, Mar�a?

Est� tudo bem?

Sim, estamos bem.

Falei com a minha m�e, Nico.

E queremos mesmo descobrir o que aconteceu.

T�m a certeza?

Podemos continuar a investigar,

mas isto vai tornar-se mais perigoso.

Queremos saber quem o matou e porqu�.

Mas tens de tratar disso, Nico. N�o confio em mais ningu�m.

Muito bem.

Por enquanto, fiquem a� e n�o atendam chamadas desconhecidas.

Est� bem.

Yahir!

Yahir!

O que queres, mi�da?

Ouve.

O Yahir est� a�?

N�o h� aqui Yahir nenhum. Pira-te daqui!

Mi�da! O que perdeste?

O que perdeste?

O que procuras, mi�da?

Vem c�!

- Gloria? - Nico.

- O que foi? - Fiz uma estupidez.

- O qu�? - Sou idiota.

- Entrei em S�nchez Taboada. - Foda-se, Gloria!

V� a localiza��o!

- Enviei-ta. Por favor! - Mi�da.

- Vou j�. - Depressa, Nico. Est�o a encurralar-me.

- Depressa. - Olha!

- Aguenta. - Depressa!

Falo contigo!

INSPIRADO NO ARTIGO DO THE WASHINGTON POST "CA�ADORES DE GRINGOS" DE KEVIN SIEFF

Legendas: Ricardo Duarte

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