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Porque o nosso planeta é o nosso tesouro mais precioso,
para termos um futuro melhor,
para sermos um só,
vamos unir-nos pelo mundo.
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BACONFIELD, EUA NOVA NOVA ORLEÃES
Vamos! Vamos lá!
Ainda não podemos entrar.
Agora.
Chamada.
- Johnson? - Aqui!
Estão todos.
Chefe, recebemos uma chamada sobre a presença de reféns
nesta fábrica de pão de hambúrguer.
Vieram os melhores. Tudo sob controlo.
O McWalter?
Está tudo controlado.
Cuidado!
Eu estou bem.
- Estás bem? - Sim.
É bom ter capacete.
Liga ao McWalter.
Não, deixe-me ligar ao Stevenson.
McWalter, vem ter à esquina da 144 com a Pizza Street.
Não, vá lá!
Porque o odeias tanto?
- Não odeio! - Mente!
Temos visões diferentes deste trabalho.
E é muito brando com ele.
Quando ele está no terreno, destrói metade da cidade,
e não parece importar-se.
Ele age mais como um descontrolado
do que um agente secreto.
Miranda, há quem trabalhe atrás da secretária, como tu,
e há pessoas como o McWalter.
Os teus relatórios são ótimos.
Bem apresentados, bem escritos.
Mas, graças a ele, os americanos vivem num país livre
onde podem consumir muito,
destruir o planeta e matar-se lentamente.
Por isso, sim, posso deixar passar algumas coisas.
Está a fazer um dónute à volta de um dónute!
Miranda.
Não enlouqueças, para variar.
Se enlouquecer significar salvar a América…
McWalter, vai salvar os reféns.
Ponham os telemóveis em modo avião, porque o voo para salvar…
Estou a ir.
Não queremos morrer, somos só pães.
Gostam de cometer crimes?
Não é nada bonito.
- Toma. - Obrigado.
- Brincadeiras. - Não te mexas!
- Tudo bem? - Sim, e contigo?
Raios partam!
Olá, cabrão.
Vamos a isso!
Raios partam!
Foi sem querer.
Então, estão todos mortos?
Que pena.
Podem ter querido levar-nos os pães,
mas não esperavam uma sandes de punho.
Excelente, McWalter.
- Os pães estão bem? - Sim.
Estão "pão-tásticos".
Estava à tua espera.
A partir de agora, deixe essa pessoa ir de imediato.
Não mudaste, McWalter.
Conheço-te?
Espera, a sério?
- Não me reconheces? - Nem um pouco.
Se reconhecesse, dar-te-ia um abraço.
E ela? Reconhece-la?
Tracy.
Querida.
- O que fazes aqui? - Trabalho aqui.
Sim.
Sim.
Foi por isso que ataquei esta fábrica.
Para que viesses.
Achava que entendias.
Há quanto tempo?
Desde os 17 anos.
Está a falar a sério?
Ele tem problemas de memória. Não tem culpa.
Bem… O que queres?
Matar-te.
- Matar-me? - Sim.
Na boa, Tracy. Vai correr tudo bem.
Obrigada, precisava de ouvir isso.
Quando morreres, poderei completar o meu plano para destruir…
Não!
Tracy!
Tracy, meu amor. Querida.
Lembras-te de quando fui refém no telhado de uma fábrica de pão
e disseste que ia ficar tudo bem?
Foi há um minuto.
- Eu estava lá? - Sim.
Promete-me que resolverás este problema de memória, porque…
… um dia, vais meter-te em sérios…
… sérios problemas.
O quê?
Não!
FIZ TUDO BEM UMA BIOGRAFIA
CHORA A MULHER: MCWALTER PENDURA O SEU UNIFORME
10 MESES DEPOIS
Querida.
Estás pronto?
- Posso entrar? - Não!
- Vou entrar. - Não! Para!
AVES
Vá lá…
O que estás a fazer?
- Espera. - Cheira bem.
- Para. - És tão bonita, querida.
- Posso ficar? - Não!
- Vou já. - Eu amo-te.
És um idiota. Para.
Para, por favor. Meu amor.
O que estás a fazer?
Querido, por favor, para.
Vá lá, para.
Já chega…
Interrompemos a programação para uma reportagem especial.
Notícia de última hora. Acabou de acontecer.
O mundo está em choque.
Aconteceu outra explosão ontem à noite em Pequim.
A quarta explosão esta semana.
Depois da Austrália, da Hungria e da Venezuela.
Detonações cataclísmicas
criaram enormes crateras
que estão a libertar um fumo verde perturbador.
Claro que as centenas de vítimas são lamentáveis,
mas o que é preocupante para as autoridades
é o mistério por trás destes crimes.
Serão ataques terroristas?
Se sim, quando é que alguém os reivindicará?
E quem?
Muitas perguntas, poucas respostas, se houver alguma.
De acordo com as nossas fontes, as autoridades têm um suspeito.
Polícia! McWalter, saia!
Agora!
Por favor!
Devagarinho!
Isso. Devagar, na nossa direção!
Malta, há outras formas de me pôr a trabalhar.
Desculpa pela relva. Estacionámos muito mal!
Bem-vindos à NUS!
A Nova Unidade Especial.
Era por esta porta que o McWalter,
herói nacional, entrava nas instalações todas as manhãs
antes da morte da mulher.
Por precaução, por favor, finjam apenas tirar fotos.
Desculpa, o meu espanhol é mau.
Desde que conheci o McWalter que fomos ver
todos os jogos das Aves em casa.
Há 14 anos que não faltava um.
Mas, ontem, não estava lá.
Imagino.
Esperem por mim!
Desculpem. Com licença.
- Ele não sai. - Muito bem.
Tu, na NUS antes do meio-dia? Bom trabalho.
- É um recorde. - Mais um.
Sabes que todas as agências de segurança
estão em alerta por causa destas explosões?
Não quero saber.
O engraçado é que, em cada cena,
encontrámos algo interessante.
As tuas impressões.
Austrália, as tuas impressões.
Sul da Hungria, as tuas impressões.
Venezuela, as impressões dos pés.
Mãe Que bom que o apanhaste
Ontem.
Pequim.
Lá, encontrámos um cabelo com o teu ADN, unhas
e uma pequena quantidade de fluido corporal por identificar.
COZINHAR BEM
Hoje, vamos fazer uma receita de frango com ervas…
Segundo os especialistas, as bombas foram ativadas no local.
Onde estavas ontem?
O tua memória está a falhar?
Não acredito.
Ontem, como toda a gente,
estive no jogo das Aves em Baconfield.
Mas o que acho é que, desde que saí da NUS,
têm andado na merda.
Acho que percebeste mal.
Percebi bem.
Achamos que és responsável pelos ataques.
- As provas são incriminatórias. - Então, enganei-me.
Levem-no para interrogatório.
- Não vou. - Eu sabia, McWalter.
O teu lugar não é com a polícia.
És perigoso, convencido e irresponsável.
Mas isso já acabou.
Todos verão quem realmente és.
Não és herói. Não tens escrúpulos.
Não fazes ideia de como são os meus escrúpulos.
Aqui, bem no fundo de mim.
Mais cedo ou mais tarde, tudo se saberá.
E depois, vai…
Fazia parte do plano dele. Por isso é que não saía da carrinha.
Não, Sorkin.
Não faça isto. Fique comigo, Sorkin!
Fique comigo!
McWalter!
Sim?
McWalter! Para!
Vá lá, abre!
Está quase.
O meu carro!
Merda, o capacete!
Vamos lá.
A minha mota!
A minha águia!
Obrigado, Daniel. Foi por pouco.
McWalter, já lá vai algum tempo.
É verdade.
Sabes que podes sempre contar comigo.
Não esperava menos.
Que engraçado, Mac.
- Devo-te uma, Daniel. - É verdade.
Hoje, a NUS explodiu.
E os números são maus: 14 mortos, 36 feridos,
incluindo o Capitão Sorkin que está agora na UCI.
E é um choque para todos
ouvir que o homem por trás deste ataque é o agente estrela da NUS,
McWalter.
Já não há qualquer dúvida.
McWalter é o terrorista responsável pelos atentados
em todo o mundo, esta semana.
O antigo ícone dos média é agora procurado
pela polícia de todo o mundo.
É um choque imenso, a raiva cresce nas ruas de Baconfield.
McWalter, que idiota!
Compreendo a vossa desilusão.
McWalter, que idiota!
ELIMINAR PRAGAS E O MCWALTER
Podem ter a certeza de que farei tudo para encontrar e prender o homem que agora é…
FUMAR MATA. E O MCWALTER.
… o inimigo público número um.
E assistimos, em direto, à destruição da Ponte McWalter
- pela câmara municipal. - Já.
Sr. Presidente, não podíamos ter removido a placa com o nome dele?
Ou mudado?
McWalter, que idiota!
MCWALTER: INIMIGO PÚBLICO N.º 1
McWalter, que idiota!
DANIEL ÁGUIA
TRACY - MORTA
PAI - SEM NÚMERO
MÃE - SEM NÚMERO
MIÚDA SENSUAL 4 - A LIGAR
Ligou para a Miúda Sensual 4. Por favor…
Quem está aí?
Ouviste aquilo?
- Quem está aí? - Sou eu, o McWalter.
- McWalter? - Estou atrás do caixote do lixo.
Merda, porque gravámos aquilo?
Não tenham medo. Estou de robe e calças de pijama.
- Isso é muito específico. - McWalter, aparece!
Porque não vêm aqui?
Para de me abanar, eu canto.
Estou atrás do caixote do lixo.
Para. Para com isso!
Isso doeu, meu. Pede desculpa.
- Tens pés grandes. - Mãos no ar!
Há um negro na rua.
Raios! Estamos a caminho!
Vamos receber o nosso bónus de Natal!
McWalter? Vem comigo.
- Não me reconheces? - De todo.
Pollux. Somos colegas.
Pollux…
Já lá vão dez anos.
Não.
McWalter, que idiota!
Estaremos seguros aqui.
Onde é que estamos?
Em minha casa.
Está imunda.
Rastreei o teu telemóvel. Desliga-o e remove o chip.
Vamos safar-te disto.
Não há "nós", na verdade.
Sou o único que acredita que és inocente.
- Salsicha? - Não, sou raeliano.
Que se passa, Pollux?
Isto parece uma armadilha.
Se fosse, não seria tão óbvio.
Toda a gente pensa que fui eu. Não percebo.
Sabes o que acho, segundo o que penso?
Nem sabes falar. Vamos fingir que não ouvi nada.
É como quando experimentas batom.
Quando experimentas numa loja,
experimentas e devolves,
mas o teu ADN não sai.
O que os terroristas tinham de fazer era pegar nele
e colocar o teu ADN nos locais do crime.
É totalmente plausível. Mas não me lembro de ter feito isso.
Claro, o teu lobo temporal está danificado em várias áreas,
o que te impede de aceder a quase todas as tuas memórias.
Costuma acontecer após um choque pós-traumático na infância.
Sabes que pensei?
Não é bem assim, mas diz lá.
Pensei que alguém estava a fingir ser tu.
- Porquê? - Ficas com as culpas deles, não eles.
Maquiavélico. Só posso dizer isso.
E está a resultar. Estão a culpar-te e a eles não.
Maquiavélico. Só posso dizer isso.
Se queres recuperar a tua vida, tens de ir atrás dela.
Descobre quem é o responsável, detém-no
e voltas a ser o herói que toda a gente admirava.
Como?
As quatro bombas usaram o mesmo processo termorreativo.
Eles usam Smegma.
Foi concebido como um adesivo comum
que transformaram num explosivo. Mostra grande conhecimento científico.
Felizmente, só há uma fábrica que fabrica a Smegma,
e é no Paístão,
um país minúsculo no meio do oceano.
Vai lá, entra nas instalações.
Recolhe provas
para descobrir quem fez os explosivos e identifica os terroristas.
Por agora, sou o único com esta informação,
mas não vai durar muito. Usa-a a teu favor.
Arranjei-te um lugar no próximo voo.
Usa as tuas habilidades de camuflagem para passares despercebido.
Um homem chamado Yuri vai buscar-te lá.
É o meu contacto. Estivemos juntos na academia.
Ele é como um irmão. Pinámos.
Chamas-te Wesley Davidson, 29 anos,
do Michigan. Tens dois filhos, um é bipolar.
- Posso vê-los? - Não.
Porque me estás a ajudar?
Não consigo expressar o quanto te admiro como homem
e como defensor da liberdade.
Mas devo dizer que,
quando penso em ti, fico entesado…
Não ouvi o que disseste.
Entusiasmado. A tua energia inspira-me.
Recarrega as minhas baterias que são drenadas por este mundo a que…
… não pertenço.
Vai, McWalter. O teu destino aguarda-te.
Não, essa porta não!
Foi ele que a comprou.
Está tudo bem?
Rastrear uma substância misteriosa
para identificar uma organização criminosa responsável por atentados
enquanto investigo os motivos para provar a minha inocência?
Nasci para isto.
Bem-vindos ao Paístão.
O país mais pequeno e mais pobre do mundo.
Uma pequena terra árida no meio de um oceano frio e poluído,
o seu clima é normalmente tépido e cinzento.
Se ficar na capital, Capitalistão,
dê um passeio pela Rua Principal,
desfrute da atmosfera amigável
e prove uma especialidade culinária, a especialistão,
uma sumptuosa sanduíche de pão
acompanhada pelo tradicional sumo de pão.
Estou satisfeito.
PAÍSTÃO: ALGUMA HISTÓRIA
Há muito, uma fenda vulcânica subaquática abriu-se no centro,
enfraquecendo a crosta terrestre
e causando desastres naturais pelo mundo.
Para conter estes distúrbios,
os países ricos do planeta forçaram o Paístão
a fechar a fenda com uma rolha muito grande.
Ao manter e operar esta rolha muito grande,
os paistaneses mantêm o resto do mundo seguro,
sacrificando-se completamente.
Está na hora de dizer "Até logo", ou "Até logo-stão",
com o nosso belo hino nacional.
Este vídeo promocional é-vos oferecido pelas Indústrias Smegma.
Sumo de pão, Sr. Davidson?
McWalter.
Olá.
Ele ouve-nos?
De acordo com um estudo, sim.
E os fóruns na Internet?
Ele tem sida.
Chefe, vamos encontrá-lo.
Vou vingar a sua memória, juro.
Ele não está morto.
Ainda não.
Há uma boa hipótese de ele acordar.
É quase certo.
Nunca se sabe.
Certo. Temos de encontrar aquele sacana
o mais depressa possível, sim?
Desculpem o atraso, estava a trair-vos.
Não. Estava no metro. É completamente diferente.
Fechem a cidade, fechem tudo,
fronteiras, aeroportos, estações, tudo.
Liguem aos agentes no estrangeiro. Terá deixado um rasto.
É o agente secreto menos secreto.
- E o reconhecimento facial? - Aqui!
Apanhei-o.
A imagem não é clara, mas acho que é ele.
É uma tarte de flan.
Não sei, mas gostava de ir ver.
Senhora, encontrei-o.
No aeroporto,
um tipo disfarçado de mexicano com um sotaque horrível.
Muito parecido, quase racista, é ele.
E apanhou um voo para o Paístão.
Paístão.
Vamos.
Não vemos a tarte?
Vamos.
Vamos a isso.
PAÍSTÃO
O avião de Boston explodiu no ar. É uma pena.
As low-cost não prestam.
Olá. És o Yuri?
EU SOU O YURI
Sim.
Prazer em conhecer-te.
- Bem-vindo ao Paístão. - Obrigado.
Eu trato disso.
- Tu conduzes? - A sério?
- Sim, estar bêbedo. - Está bem.
Leva o meu chapéu. Cuidado, é muito grande.
Belo carro.
É um híbrido?
Adoro esta marca. Vamos.
Cagaste no carro?
- Sim, eu cagar. - Foi o que pensei.
Imagino que o Pollux te contou tudo.
Sim, porque eu sou o Yuri.
- E então? - E o quê, cabrão?
Alguma instrução ou informação para mim?
Conduz, vais ver.
CARTA DE CONDUÇÃO
APELIDO: RI NOME PRÓPRIO: YURI
DIA DE NASCIMENTO: SEGUNDA-FEIRA
Conheces bem o Pollux?
Thierry, sai da frente!
Não.
Obrigado.
Amigos interessantes, Pollux.
A letra "D".
Yuri?
Olá, McWalter, tudo bem?
Sim, e tu?
Nem por isso.
Tenho de ir à fábrica da Smegma.
- Tens informações? - Sim.
É uma fábrica muito…
… grande.
Só isso?
A fábrica também é muito…
- … bonita. - Certo, adeus.
Espera, McWalter.
Olha o que eu tenho.
É um documento superconfidencial sobre a fábrica.
Encontrarás toda a informação de que precisas.
Estou a cagar sangue!
Isto é inútil. Tem um bom dia.
Não sejas assim. Espera! McWalter…
Não me deixes morrer sozinho.
Não vais morrer.
Está bem, vais morrer.
O Pollux deu-me uma lista
de armas e equipamento para a tua missão.
- Está num saco… - Ótimo.
Podes parar de me interromper? Vou morrer!
Yuri, por favor.
Não suporto comportamento tóxico.
Vá lá, Yuri.
- Fita adesiva. - Sim.
E uma banana.
- E armas? - Não tive tempo.
A lista era longa.
Foquei-me no essencial.
- O que é isto? - É uma tradição.
Quando perdemos toda a esperança,
comemos um biscoito desses.
E lá dentro, há um bilhete
que te dará conselhos valiosos.
Farei bom uso dele.
E, se vires o Pollux,
diz-lhe que…
… era o melhor amigo que já tive
e que penso nele a toda a hora. Pinámos.
- Ele contou-me. - Ele disse-te? Boa sorte.
McWal…
Ter.
Descansa em paz, Yuri.
MOCHILA DA XERIFE
POLÍCIA
Olá. Prazer em conhecê-los.
Temos muito respeito pela NUS.
- Algum sinal do McWalter? - Talvez.
Achamos que o vosso tipo passou por aqui.
Talvez possamos vir de carro da próxima vez.
Não, a polícia paistanesa não tem veículos.
Há muito pouco crime aqui,
por isso, não nos pagam. Somos voluntários.
Mas encontraram uma pista muito depressa.
Tivemos sorte.
O meu filho mudou-se para aquele monte de areia.
- Tenho 41 anos! - Gorbatshov Propaniev.
O pior canalha do mundo.
Tem 1,8 m, 110 kg, 36 anos, passou 12 anos na prisão.
Até aos 12 anos. Nasceu lá.
Terminou o secundário.
Sem filhos, uma casa em Vermont,
e uma marisqueira no Wyoming.
Fechou no ano passado.
Nove funcionários perderam logo o emprego,
incluindo ela, a Kareen Van Houten.
Quem será ela, perguntam?
A prima da Avril Lavigne.
- Conhecia-o? - Não.
São só dois corpos seguidos, é triste.
São muitos corpos.
Foi esfaqueado. Não sabemos nada dele.
Como é que o ligou ao McWalter?
Com calma.
BUSCAR MCWALTER AEROPORTO
Não tivemos de fazer muito.
Sinceramente, temos tido sorte vezes sem conta.
Quero todas as câmaras de vigilância
no cruzamento, para ver aonde ele foi.
Que raio é esta fábrica?
Um mimo?
É o meu dia de sorte.
Senhor?
Largue esse taco de basebol!
Não o quero magoar.
Só tenho algumas perguntas.
Dá-me o taco.
Diz-me o que aconteceu aqui.
Sei que a fábrica devia estar a funcionar em pleno,
mas este sítio parece só ser bom para guardar mijo.
Estou a ver.
Isto refresca-te a memória?
Está bem, mais devagar.
Este sítio costumava estar cheio de alegria e felicidade.
Mas num dia triste de outubro, veio um homem
com vários guarda-costas
que tinham todos a letra "D" tatuada no braço.
Como o Yuri falso.
Ele comprou a empresa, explorou demasiado o depósito
e tratou os trabalhadores como escravos.
Depois, a fábrica fechou
e tu ficaste aqui, parado como um merdas.
Porque fechou a fábrica se era tão produtiva?
É bom que não desperdices o meu tempo.
McWalter…
Dir-me-ias se fosse uma cilada?
Já o disse antes, mas espero que não desperdices o meu tempo.
O registo de atividade.
Não há registo de venda de Smegma.
Então, ele usou o stock para fazer as bombas.
Tenho de encontrar o "D".
Como é ele?
No dia da aquisição,
chegou numa limusina banhada a ouro,
rodeada pelos seus lacaios.
Para! Aproxima um pouco.
Mais. Mais.
Não consigo ver a cara dele.
É só isso? Merda!
Espera. Os lacaios dele, mostra-me a cena outra vez.
Ele não. Também não.
Esse também não.
Esse. O que atirou ao ar?
Uma ficha de casino.
Está bem. Encontra todos os clubes de jogo da cidade.
Quais permitem pessoas não brancas?
Blackjack.
É para lá que vou.
Obrigado, mimo.
Espere, onde estão as imagens?
Sim, um minuto.
- Viste alguma coisa? - O quê?
Viste um tipo a ir por ali?
Olhei para ali a manhã toda!
Lamento, as imagens são inúteis.
Vamos voltar para os Estados Unidos.
Obrigado, foi um prazer. Divertimo-nos imenso.
- Não vamos embora. - Sugiro
que vasculhemos o sul da cidade com uma rede.
Outra equipa deixará algumas migalhas no lado norte em locais estratégicos.
Se funciona com peixes, deve funcionar com criminosos.
Muito bem, vamos!
Quer uma bebida?
- Quero um Sex on the Beach. - Há água.
Está bem.
- Com gelo? - Sim, por favor.
- Não temos. - Excelente.
Desculpe, há aqui muita gente
que tem tatuagens nos braços?
Acho que sim.
Tatuagens pequenas, como letras…
… do alfabeto.
Como um "A" ou um "D"?
Ou um "D"?
Ou um "D", por exemplo?
Não faço ideia, mas sei que os nossos clientes gostam de discrição.
Que jogos se jogam aqui?
Jogos de sociedade.
Pedra, papel, tesoura.
- Um. - Dois.
- Um. - Dois.
Não.
Senhoras e senhores, o jogo privado vai começar.
Esta é uma mesa privada.
Então,
que jogo é este?
- Verdade ou Consequência. - Ótimo, é o meu jogo preferido.
Gosto de consequências e adoro a verdade.
Comecemos o jogo.
- Verdade ou consequência? - A última.
Repete: "O rato roeu a rolha" sem dizer um palavrão.
O rato roeu a rolha…
O rato roeu a rolha…
O rato roeu a rolha…
- O rato roeu a merda… - Eliminada.
- Verdade ou consequência? - Verdade.
Se quiséssemos meter-nos em negócios ilegais,
com quem devemos falar aqui?
És muito curioso.
Sou Capricórnio.
Já tiveste uma ereção na aula?
Aqui, calamo-nos e jogamos.
Ou vamos embora.
Verdade ou consequência?
Verdade.
Já te vieste alguma vez?
Sim.
Na colónia, no Nevada.
Já agora, tiveste notícias do Da… Dom… Dam?
O tipo que todos conhecemos
que gosta de fábricas que produzem coisas "espaciais".
- É "especiais", não "espaciais". - Certo.
Consequência.
Mostra-nos as maminhas.
- É uma pena. - É a final, cavalheiros.
Eu escolho por vocês.
Aposto tudo.
É consequência.
Beijem a vossa pilinha.
Eu desisto.
Bem jogado.
- Parabéns. - Obrigado.
Chefe, o McWalter encontrou o esconderijo.
- Fazemos alguma coisa? - Não.
Deixa-o vir ter connosco.
Matei tantos homens esta semana.
Que bom para ti, tens tanta sorte.
Não matei ninguém, estava com a minha família.
E adoro matar.
Malta, vou fazer uma caça ao homem esta semana. Quem alinha?
Eu alinho!
E tu, estás interessado?
Bem…
Vamos lutar esta semana.
Patrice.
Com licença.
Malta, doem-me as costas. Estou corrompido até ao osso.
Malta, quem quer lavar dinheiro?
A entrega está a chegar. Temos de nos preparar.
Ser lacaio é um trabalho tão fixe.
Podes crer.
Então, isto é Smegma.
Após as ondas de choque causadas pelas bombas de McWalter,
que ainda está em fuga, os cientistas soaram o alarme.
Terramotos poderosos e perigosas mudanças eletromagnéticas
acontecem por todo o mundo.
Estas anomalias estão a criar movimentos perturbadores
das placas tectónicas. Há mais a seguir.
Todos fazem a mesma pergunta agora.
O homem por detrás disto
só quererá aterrorizar o mundo
ou quererá destruir a civilização?
A primavera está a chegar e as cerejas…
Está bem. Entendido.
- Temos algo. - Já te ligo.
Tivemos muita sorte.
A minha nora vendeu cola aos guardas-costeiros. Encontrámo-lo.
Somos os campeões mundiais da sorte!
Continuamos a ter sorte!
Não te mexas.
Conheço-te?
Sou o McWalter e toda a gente me conhece.
O que é isto?
- Uma arma elétrica. - O quê?
Tens de a carregar. Só há uma bala.
Tento ser amigo do ambiente.
Como a recarrego?
Puxas o gatilho, vais buscar a bala
- e recarregas. - Parece complicado.
É mesmo.
Mas todas as ações contam
para salvar o planeta.
Não percebo.
McWalter, para o barco!
Sai do veículo, mãos no convés!
Não!
Vamos!
Cabrão!
Sai da frente!
Mãos no ar!
Mãos no ar. Temos de ir mais rápido.
É uma questão de vida.
Um capitão não abandona o navio.
Já passei por muita coisa e nunca saí desta cabine.
Naveguei em todos os oceanos,
todos os mares, todos os rios.
Lagos, riachos,
quedas de água, enseadas,
poças, tanques, piscinas,
- piscinas grandes, médias… - Certo.
Peço desculpa!
Merda!
Preciso de mais potência.
A toda a velocidade.
Ela aproxima-se.
Palhaço.
É muito arriscado. Temos de parar e voltar.
- Não! - Vou vomitar.
Vamos continuar!
Merda!
Vamos!
Vou vomitar!
Para de fazer isso!
Estão mesmo atrás de nós.
Mais potência.
Está avariado.
Raios partam!
Vamos apanhá-lo.
A toda a velocidade!
O Pollux deu-me uma lista de armas e equipamento.
Está no saco.
Sim!
Não sabia que os porcos gostavam de bananas.
Pensava que só gostavam de dónutes.
Sim, é claro.
Não te ouço, o sinal é mau.
Claro, vamos fazer isso, sim. Bom dia.
- Bom dia. - O que foi?
O Sorkin está acordado.
Ele espera-te no seu gabinete do hospital.
- A sério? - Sim.
Chegou ao seu destino.
ILHAS DOS BERMUDOS
Mano.
Tive saudades tuas
e da tua cara estúpida.
Que raio, pessoal? Larguem as armas, vá lá!
- Apontava para a vespa. - E eu.
- Eu também. - Sim.
- Estava a fazer o mesmo. - Está bem!
Uma vez, um amigo foi picado na língua.
- Eu também. - E eu! Sim!
Ele tem razão. Pode ser muito perigoso.
Um descafeinado!
- Duas chávenas. - Duas!
A caminho. Duas chávenas de café!
Estou tão feliz por te ver, mano.
Tu primeiro.
O que estás a fazer?
É açúcar, biscoito, café e depois bebes.
Ias fazer biscoito e açúcar em vez de açúcar e biscoito.
O único tipo que vi a fazer isso era um agente infiltrado americano
que investigava as nossas atividades criminosas.
És um agente infiltrado a investigar as nossas atividades criminosas?
- Não! - Ainda bem.
Vamos lá.
A nossa bebida preferida, mano.
Olha, o Drogan está aqui.
Vai ficar feliz por te ver.
Drogan, com um "D"?
Com "D", mano.
Cala-te, estou a olhar para os barcos.
Cuidado, bomba!
E ela? Reconhece-la?
Tracy!
Ele está vivo.
Tudo bem?
Olá!
- Olá, bonitão. - Não.
Tudo bem, meu?
Tudo bem?
Porque me está a ignorar? O que fiz?
Não leves a peito. Não sabes o que as pessoas estão a passar.
És muito sensível, Richard.
Baconfield?
PAÍSTÃO
MUNDISTÃO
Mundistão!
Sou eu.
Que raio estou a fazer?
Mano.
A mão amiga que está desaparecida há séculos.
Quando é que isso aconteceu?
Bomba!
As bombas, fui eu?
O lobo temporal está danificado em várias áreas
o que te impede de aceder às tuas memórias.
- Eu fiz isso? - Uma bomba.
És responsável por estes ataques. As provas são incriminatórias.
Não posso crer.
Eu disse-te que a tua memória te meteria em sarilhos.
Sabes o que tens de fazer.
Finalmente, já não era sem tempo.
- Chefe, está bem? - Sim, sinto-me melhor.
Lamento pelo McWalter. Estivemos quase a apanhá-lo quando…
- Você ligou. - O McWalter é inocente.
Temos imensas provas. De que mais precisa?
- Então. - Uma história.
A história do McWalter não é de terrorismo.
É de um miúdo abandonado pelos pais.
Um órfão que passou por tantos traumas
que dedicou a vida a proteger os outros.
Ele nunca magoaria ninguém.
Sinceramente, está em negação. Prove-me que ele é inocente
ou continuarei a pensar que ele é culpado.
Prove-me que estou errada
e acreditarei em si.
O que tenho é o meu instinto.
E nunca se enganou em relação ao McWalter.
E, se me permites,
devias seguir o teu instinto de vez em quando.
Bem, temos um homem para apanhar.
Porque nunca está do meu lado?
Nada do que faço chega para si.
Não precisas de apanhar o McWalter para encontrares o teu lugar, Miranda.
Os sismos intensificam-se. Os continentes começam a separar-se.
Mais uma explosão e tudo irá colapsar.
As previsões são assustadoras. Será o fim do mundo.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS CONTINENTES: A SITUAÇÃO É CRÍTICA
Chefe, desculpe, mas parece mesmo que está a sofrer.
Já disse que estou bem.
- Está a sangrar. - Como queiras.
Não esperem por mim!
Chegarei quando chegar.
Cuidado, o semáforo está vermelho.
Vou ficar bem…
Chefe, está bem?
- Miranda… - Sim?
Vem ajudar-me.
Miranda…
Chefe!
Chefe…
Miranda, encontra-o.
Dá-lhe uma oportunidade de se explicar.
São mais fortes juntos.
O McWalter tem muitos defeitos,
mas não é um mentiroso.
Nunca teria perdido aquele jogo.
Chefe, fique comigo.
Um fã das Aves nunca faria mal a uma mosca.
Se eu não tiver um lugar VIP…
Sr. Presidente, o caixão vai para aí.
Queridos irmãos,
queridas irmãs,
estamos aqui hoje para prestar um último tributo
ao homem que era um pai amoroso,
um marido carinhoso,
um colega de trabalho excecional,
um executivo com um ótimo portefólio.
A morte dele deixa um grande buraco nos nossos corações.
Vamos unir-nos, amigos.
Vamos unir-nos contra a única pessoa
responsável por este dia tão triste.
Aquela assassina, Miranda Velasquez.
- Assassina! - Vá lá.
- Assassina! - Assassina de um raio.
O semáforo estava vermelho.
Obrigada.
Nós, as Aves, voamos alto,
sempre mais alto.
Os nossos adversários estão tramados.
Eu rendo-me.
Sou culpado.
Eu coloquei aquelas bombas e aterrorizo o mundo.
A minha memória defeituosa escondeu-me a verdade,
mas agora não tenho escolha.
Devia estar na prisão.
Com mexicanos.
- Eu trato disso. - Obrigado.
Aperta as algemas, por favor.
Não confio em mim mesmo.
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA
O McWalter foi preso.
Após uma caça ao homem por todo o mundo,
entregou-se hoje no funeral de Valéry Sorkin.
O mundo está agora a salvo.
Não há mais criminosos nem bombas.
Os especialistas e sismologistas
terão de encontrar uma solução para ressolidificar os continentes
e esquecer esta situação terrível.
O novo diretor da NUS, Pollux Gershwin,
convidou-nos para a sua nomeação.
À NUS!
À NUS!
Terminou? Posso levantar?
Sim.
Leve isto também. Não preciso.
Ele era o homem que o mundo inteiro admirava.
McWalter, o maior agente secreto dos EUA.
Um herói que se tornou um pária.
Uma ascensão gloriosa seguida de uma queda devastadora.
Uma história que chocou a América.
Um homem destroçado a vaguear nu pelas ruas de Baconfield.
Parem-no! Ele vai afogar-se!
Virar-se-ia para o terrorismo.
O que aconteceu para transformar este herói nacional num criminoso?
Pause isso.
Tem sorte em dar para fazer isso.
12 DE SETEMBRO
Não devias estar aqui, Miranda.
O que fazes aqui?
Ainda não temos um escritório novo
e o Wi-Fi é muito bom.
Está calmo até às 16 horas.
Não achas que a NUS merece melhor?
O que é que tu queres?
- Temos de libertar o McWalter. - Sim, está bem.
A 12 de setembro, as Aves estavam a jogar em casa
contra os Insetos.
Eu sei. Comeram-nos.
O McWalter nunca falhou um jogo. Desde a adolescência.
Nessa noite, ele estava no estádio. Repara.
Está a lutar com a mascote da outra equipa.
Nesse dia, às 20h08, uma bomba explodiu em Pequim.
A 12 de setembro, às 20h08,
o McWalter estava a urinar na mascote dos Insetos.
Foi expulso e perdeu o jogo.
Repara. Tenho as imagens. Ele urina e é expulso.
Claro que é expulso.
Ele não colocou aquela bomba.
E as outras bombas?
Fingimos que nunca existiram?
Creio que encontraremos provas da inocência dele.
Neste momento, temos de libertar o McWalter.
Se outra bomba explodir,
os efeitos serão irreversíveis.
Precisamos dele.
Ele é o melhor, tu sabes.
Ele era o melhor.
És rápido a mudar de lado.
Eu teria dado tudo ao McWalter.
Mas agora que ele é diferente do que eu projetava sobre mim nele,
o meu amor tornou-se um ódio grande e desejo-lhe o pior.
O mundo está em perigo.
O verdadeiro culpado ainda está à solta.
Queres tornar isso público
e causar pânico generalizado sem verificar as provas?
- Então, não farás nada? - Tenho trabalho para fazer.
Precisas da tua força. Nós precisamos de ti.
Vim para te tirar daqui.
McWalter, estás bem?
Bomba.
Bomba!
Bomba!
Bomba!
Só penso nisso.
De manhã à noite.
- Sabes a minha palavra preferida? - Não.
- Bomba. - Está bem.
- Em que penso? - Em partir?
- Na palavra bomba. - Sim.
- O meu filme preferido? - Sei lá. A Bomba?
- Não. James Bomba. - Despachemo-nos.
- A minha cidade preferida? - Já sei. Bombaim.
Sou um bombófobo.
Não, és um bombófilo.
- Bombófilo. - Se gostas de bombas…
- Gosto de bombas. - Vamos lá.
Não, não vou a lado nenhum.
Porque eu sou o bombista.
Não, não és. És inocente. Tenho provas.
Não és o bombista!
Não te lembras, mas confia em mim.
Julguei-te mal.
Só queria pedir desculpa.
Não faças isso com a língua.
- Bem, vamos lá. - Não vou a lado nenhum.
Controla-te, vá.
Deixa-me fazer bombas!
Está bem, não sou o bombista.
Consegues correr?
Sim.
Vou estacionar.
Bom trabalho.
Sei que exagerei um pouco.
Encontremos pistas antes que o Pollux chegue.
Não percebo.
Era eu nas fotos, com as bombas.
O que mais viste no Paístão?
Sei que tens uma memória defeituosa,
mas qualquer pormenor ajuda.
Eu vi o Drogan.
O tipo que morreu a matar a tua mulher?
Porque morreu mesmo a matar a tua mulher.
- Filho da mãe! - Motoqueiro!
O McWalter fugiu. A Miranda Velasquez ajudou-o.
Voltem a calçar os sapatos, vamos!
Pensa no ambiente, raios!
Está aí alguém?
Raios partam!
Está bem.
Filho da mãe!
Vai tu. Doem-me as mãos.
Para!
Raios!
É melhor se tu… Obrigada.
O que é isto?
McWalter, não!
Velasquez, mãos para cima!
Estás presa.
Agora, vamos voltar ao ponto de partida do nosso agente favorito.
À vossa esquerda, o Orfanato Internacional de Baconfield,
onde o McWalter viveu quando era mais novo.
McWalter.
Será o teu nome, meu querido.
- Olá. - Olá.
Como é que te chamas?
Drogan.
Careca, vamos apanhar-te!
Careca idiota!
Cabeça de cu!
Onde está ele?
Não, deixa-me ir!
- Cara de cu idiota! - Deixa-me ir!
Para, por favor!
Ninguém te vai proteger.
Por favor!
Eu não fiz nada!
- Larga-o! - Para!
- Deixa-o em paz! - Para!
- Vou matar-te! - Larga-o!
Saiam daqui!
Não te preocupes, proteger-te-ei sempre.
Se sairmos daqui, fá-lo-emos juntos.
Gosto deste.
Nós ficamos com ele.
Chamo-me Drogan. Sou do Paístão.
- E tenho um projeto. - Ter cabelo?
Um projeto, um ideal.
Libertar o meu país do domínio ocidental
e torná-lo o centro do mundo.
Um mundo novo!
Livre de toda a desigualdade.
Mas, para isso, preciso de uma mãozinha.
A mão amiga que desapareceu há séculos.
Limpa a tua careca com ela!
E, com esta mão,
vou mudar o mundo.
Será um mundo perfeito!
E vou chamá-lo Mundistão!
Ou Olhodocustão!
Desaparece, idiota!
Sai daqui.
- Vai lavar o cabelo. - Gosto dele.
Parece o Kirikou.
Está bem, Tracy. Nós levamo-lo, mas tens de cuidar dele.
- Tracy… - Vamos.
Meu Deus, casei com a minha irmã?
McWalter!
Prometeste que não me deixavas.
- Tu prometeste! - Toma, Drogan.
Fica com o chapéu, para não gozarem contigo.
- Vamos. - McWalter!
- Nunca te esquecerei. - McWalter!
- Drogan! - McWalter!
É estranho porque, apesar de todo o caos,
todos os destroços parecem convergir para este local.
Efetivamente, há ali alguma coisa.
É o Paístão.
O Drogan é de lá. Ele está por trás de todos os ataques.
Sim, está vivo e o plano dele é claro.
Ele quer destruir o mundo. Podem prender-me,
mas, se querem salvar o mundo, não o façam.
Não o prendam. Deixem o McWalter falar.
A sério? Mal tive de te convencer.
Quando estavas no fundo do poço, gostei de te rebaixar,
mas voltaste a ser um herói e quero voltar a admirar-te,
esquecer-me de mim e pôr-me em perigo psicológico.
Boa. O Drogan planeia isto desde criança.
E não acabou.
Ainda há o grande final dele.
Ele vai reativar uma fenda vulcânica
que está contida há séculos.
Como sabes isso?
Estivemos juntos no orfanato.
Falou-me do projeto dele e lembrei-me.
Lembraste-te?
Sim. A minha memória voltou ao normal.
Posso dizer o nome de todas as pessoas aqui.
Laquisha, Jacqueline,
Dickwill, Chansey,
Dwayne, Johnson, Mario, Luigi,
Pipo, Kennedy,
Bobango e David.
Não acertaste um, McWalter.
Certo, mas lembrei-me do que importa.
Bem, esqueçam os vossos egos por um minuto.
Vamos?
Não vou a lado nenhum sem a Miranda Velasquez.
- Soltem-na já. - Velasquez.
É um prazer ver-te, McWalter.
- A quem o dizes. - A ti.
A mim?
Muito bem, vamos para o País…
Foi rápido.
PAÍSTÃO
Para mim, não, Miranda.
Alguém tem de proteger o planeta.
A MANSÃO DO DROGAN
Mano.
Porque te escondes com esta mulher?
Pinávamos.
ESTAVAM A PINAR
Está bem.
Que raio de roupas são essas?
Não podem ir à festa assim.
Parecem dois merdosos.
Caras de cu.
Caras de cu que cagam.
Merda, cu.
Boa noite.
Boa noite, como está?
- Bom dia. - Na verdade, é de noite.
Boa noite.
Boa noite.
Boa noite. Boa noite.
- Pollux, escutas? - Sim.
- Estou aqui. - Tenta passar despercebido.
Os seguranças estão atentos.
Não te preocupes, escondi-me na entrada. Ninguém me consegue ver.
Tal como uma câmara térmica, sou indetetável.
O McWalter não é o único mestre do disfarce.
Por acaso, tem um cigarro?
Claro que tenho.
Que merda!
Boa noite, meus caros amigos.
Sejam bem-vindos.
Estamos aqui esta noite
para celebrar o novo mundo.
Mas, primeiro, gostaria
de vos agradecer pelos vossos donativos.
Todos os vossos donativos já foram usados
para colocar as bombas
que explodiram em todo o mundo
e o reduziram a escombros.
E esta noite, vamos juntar as ruínas deste mundo
na nossa querida nação, o Paístão,
para criar
o Mundistão.
E o meu país terá finalmente acesso a todos os recursos
que lhe foram retirados injustamente.
Da Estátua da Liberdade à Grande Muralha da China
e à FNAC de Grenoble,
tudo agora
pertencerá ao Mundistão.
Espere, não percebo.
Não queria nada disto. Não era "Todos Unidos Pelo Mundo"?
Não propriamente.
TODOS UNIDOS PELO MUNDISTÃO
Pensei que era uma gralha.
Eu também, mas não nos atrevemos a falar.
Agora, vamos acordar um velho amigo.
Isto é um comando.
E isto…
Isto é uma correia Drogan.
Uma alça Dragon.
Uma correia Drogan.
- A alça… - Não quero perdê-lo.
Senhoras e senhores,
tal como esta fenda vulcânica que a natureza nos ofereceu tão generosamente
e que tem estado adormecida há tantos anos,
esta noite, o Paístão vai acordar.
O meu iate!
Não tenham medo.
Não tenham medo.
Estão seguros aqui.
Tenham calma. Relaxem.
Respirem e desfrutem do espetáculo.
Todos, levantem as mãos
- Reggae - Bem-vindos ao novo mundo
- Rasta - Obrigado, Drogan, pelo Mundistão
Obrigado, Drogan, pelo Mundistão
McWalter, temos de fazer algo.
- Certo, depois do refrão. - Não, McWalter.
Vou buscar o comando. Temos de fechar a fenda.
- Tratas do Drogan. - Está bem.
- Pollux, vens comigo. - Certo.
Chego em cinco segundos.
Não, eu vou lá ter.
Drogan.
Como estás vivo? Matei-te.
A medicina.
É tudo o que posso dizer, é tudo…
A medicina. Há coisas que nos ultrapassam.
Surpreendente.
Depois de me…
… abandonares,
eu fiquei sozinho.
Todos continuaram a gozar comigo porque eu não tinha nada.
E, um dia, também me apaixonei.
Pela ciência.
Pela vida.
Pela Terra.
Pela biologia.
Sim, pela biologia.
É melhor do que estar apaixonado pela irmã.
Foi minha mulher antes de minha irmã.
Pelo contrário.
Acho que se conhecem.
O filho da mãe.
Deixa-me apresentar-te.
McWalter, este é…
WacMalter.
Não… Gosto disso. WacMalter?
Gosto. Chamei-lhe "clone do McWalter".
Não foi uma ideia brilhante criar uma cópia do melhor agente do mundo?
O McWalter é imortal, o McWalter é imparável.
Ninguém pode parar o McWalter.
Exceto ele próprio.
Como é que me clonaste?
- Foi assim tão simples? - Ciência.
A medicina, na verdade.
- Só isso. - Porque me fizeste isso?
Éramos como irmãos.
Prometeste que deixávamos o orfanato juntos.
- Tu traíste-me. - Sim.
Mas porque rebentaste com a NUS?
Talvez só para te ouvir dizer isso em voz alta.
- Não sais daqui vivo. - Pareço-te preocupado?
Filho da mãe.
Inacreditável.
Inacreditável.
Já saí. Tenho o comando.
Larga o comando.
Ou dou-te um tiro com a minha arma.
Um…
Não pode ser. Estás a bloquear tudo o que eu faço.
Sou como tu, mas melhor.
Conheço os teus movimentos.
Até este?
Dois…
Estás a contar muito devagar.
- Três. - Vamos!
Mano?
Deixa-a, Drogan.
Vá lá.
Então, McWalter, estás com medo de disparar?
Isto traz-te recordações?
Vá lá, McWalter, tu consegues.
És o melhor agente do mundo.
Sinto muito, Drogan.
Lamento ter-te abandonado. Eras um irmão para mim.
Provavelmente, nunca recuperarei da morte da minha mulher,
mas compreendo que a tua vingança veio do teu sofrimento.
Então, é assim.
Peço desculpa.
Se tivesses dito isso mais cedo…
O quê?
Eu nunca teria…
Não teria cometido todos estes crimes.
Não teria aterrorizado o mundo.
Teria começado de novo
e aceitaria como os outros me veem.
Sinto que perdi tantos anos.
É uma loucura que uma única palavra possa mudar a tua vida.
A sério?
Mas a tua careca estúpida não vai mudar.
Continuas careca, mesmo com cabelo, seu monte de merda.
Vou apontar-te esta arma outra vez, Miranda.
- McWalter? - Careca estúpido.
Não sou careca.
- És, sim. - Esperem, então tenho dois irmãos?
Não propriamente.
Este homem é o meu clone. O Drogan criou-o.
Foi o meu clone que colocou as bombas.
E agora, trabalhamos juntos.
- Certo. - Porque não trocaste de lugar?
Pedes desculpa e ele usa o comando.
Nunca peço desculpa e isso não vai mudar agora.
- Seu careca estúpido. - Não sou careca!
E os inocentes que vais matar?
Eles não fizeram nada.
Porque são inocentes.
Que aconteceu ao jovem Drogan?
Aquele menino doce, gentil e careca.
Transformaste-o num monstro.
O Mundistão tem de existir e tu sabes disso.
- Não irei mudar de ideias. - Polícia. Parem!
Não vale a pena disparar, é blindado…
Não, não é. Passou de um lado ao outro.
É só um protótipo.
Ouve, Drogan.
Tens um cabelo fora do sítio.
Não!
Está orgulhoso de mim, Sorkin?
Não vi. O que aconteceu?
Segui o meu instinto.
Não vi isso, desculpa.
Wac, fica comigo.
Wac!
Wac, fica comigo!
Fica comigo.
És o melhor clone que já tive.
Salvámos o mundo, Wac.
DOIS SÃO MAIS FORTES DO QUE UM
Miranda, Pollux. Que surpresa.
- Uma boa surpresa? - Diz-me tu.
McWalter, precisamos de ti.
Fui banido da NUS, certo?
Sim,
mas não da RATA.
RATA.
Resposta a Ataques Terroristas Armados.
Orgulho-me de ser a diretora desta nova agência
que combate todo o tipo de crimes.
Parabéns, Miranda.
- Não paras. - Não.
O crime não tira férias.
Então, o crime nunca esteve nas Bahamas.
- Ou em Biarritz. - Pois é.
Obrigado, Miranda,
mas isso ficou para trás.
Disse que era a minha última missão.
A propósito, esta é a minha última missão.
Não me lembro disso.
Eu também não.
Deve ter sido cortado.
Então, adorava.
Mas com uma condição.
Acompanhem-me.
Tenham cuidado.
- Está bem. - De nada.
Não vou a lado nenhum sem eles.
McWalter.
Legendas: Paulo Martins
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