All language subtitles for Companeros

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew Download
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean Download
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Fuja ping�im,

mas se insiste, tenho que te p�r uma bala na sua cabe�a.

E terei que escolher outro alvo,

pois j� tem uma caverna no lugar do seu c�rebro.

Quando nos conhecemos, o buraco na cabe�a do Vasco era at� maior.

Nessa hora, ele era apenas pobre.

Um dos muitos desgra�ados que viviam no M�xico, quando

Porf�rio Diaz

tentava qualquer coisa para ganhar a presid�ncia pela quinta vez.

E as suas t�ticas n�o eram das mais simp�ticas.

- Em quem vai votar? - Porf�rio Diaz.

Ricardo Vuelta.

- Em quem vai votar? - Eu voto contra Diaz.

Encostem-no � parede!

Pap�!

Pelot�o! Carreguem armas!

Apontem!

Fogo!

E voc�, em quem vai votar?

Em quem poderia votar um cara como eu?

N�o me respondeu � pergunta. Em quem vai votar?

Voc� � surdo ou qu�?

Desculpe, general?

Eu quero saber em quem vai votar. Verme!

Responde-me!

Viva o M�xico!

Viva a revolu��o!

Viva o nosso Xantos!

Viva o nosso Xantos!

Quem foi o corajoso que iniciou a rebeli�o?

Bom trabalho, filho. Como se chama?

Me chamam de Vasco, porque eu uso sempre este chap�u.

E j� que os meus pais eram bascos...

o meu pai limpava latrinas, na Espanha.

Ele chegou aqui com grandes id�ias.

Queria introduzir a id�ia de casas de banho publicas a pagar.

Mas esteve tantas vezes com putas que gastou o dinheiro todo

e tornou-se funcion�rio nas casas de banho em San Bernardino.

Conhece bem San Bernardino?

Bem? Claro, nasci l�.

Muito bem, Vasco.

Seja l�der dos meus homens. Eles s�o gente com coragem.

Lidere-os ao ataque! Conquiste San Bernardino!

Destrua os Regulares! Aniquile os Xantistas!

- Esta falando comigo? - Sim, com voc�!

Eu agora te nomeio meu tenente e comandante com poderes totais!

Ao Vasco!

Viva o M�xico!

Viva a revolu��o!

Viva Vasco!

O Vasco ainda n�o sabia, mas para um trabalho t�o perigoso,

Mongo nomearia sempre um novo tenente.

O General chegaria sempre quando tudo tivesse terminado.

E isso tamb�m aconteceu em San Bernardino,

onde os conquistadores estavam ocupados celebrando a sua vit�ria...

foi nessa hora que eu cheguei.

Quieto, compa�ero! Porque est� vestido assim?

De que lado est� voc�? Aonde pensa que vai?

Que voc� faz com essa carro�a? O que est� l� dentro?

Porque est� fazendo tantas perguntas? Mate-o logo!

O seu amigo tem raz�o, compa�ero.

Quando est� prestes a morrer, voc� n�o deve fazer tantas perguntas.

Bom trabalho, Vasco! � tudo pela gl�ria do M�xico!

- Bom trabalho, Vasco! - Onde est� ela?

Porque est� t�o chateado?

Gosta de como disparo?

Gosta de como disparo?

Voc� � um deles? Ent�o tenho que te revistar.

Sim! Vai e revista-a!

Bravo, Vasco!

Desculpe-me. Lamento muito.

Vamos, atira nesse porco!

Hei, olhem! H� um ping�im em San Bernardino!

Vamos ver se o ping�im gosta de bananas.

Vem, aqui. Vem c�, vem c�.

Vem ao tio. Toma esta banana.

Com licen�a, podiam-me dizer quem atirou esta casca de banana?

- Fui eu, porqu�? - Oh, foi voc�?

Isto � para voc�. Toma.

- Para mim? - Faz de contas que voc� ganhou numa aposta.

Por favor, pode-me dizer qual � o melhor hotel da cidade?

O melhor hotel da cidade? Bem, aqui s� h� um.

Cheira a mijo, mas a gente se habitua.

Obrigado. � um verdadeiro cavalheiro. Estou muito grato.

� vontade, � vontade, sr. Deus o aben�oe. Deus o aben�oe.

� vontade, � vontade.

Vasco, porque acha que ele te deu esse d�lar?

Porque o palha�o estava assustado.

Estou � procura do General Mongo. Onde o posso encontrar, por favor?

O General Mongo est� ocupado, dirigindo uma revolu��o.

Ou n�o reparou?

Eu ouvi uns tiros e vi uns corpos, mas...

pensei que era costume local.

Queria o melhor quarto, e um banho quente, por favor.

N�s s� temos um, e j� foi ocupado por aquele senhor, logo ali.

Ele deve ser importante, o senhor, logo ali.

Sim, ele � um dos oficiais do General Mongo, o mais forte.

- Como se chama? - Quem?

- Aquele. O forte. - Pepito. Pepito Tigrero.

Pepito.

Pepito Tigrero. Aqui estamos!

Agora que o quarto est� livre, prepare um belo banho para mim.

E onde vai Pepito Tigrero ficar?

No hospital.

Por favor, desculpe-me.

A sua m�e � uma prostituta, o seu pai � um malandro,

e o seu av� � um homem com um c� enorme.

O que � que disse?

Vou explicar. A sua m�e � puta, o seu pai � ladr�o,

e o seu av� � mal car�ter.

Como se atreve?

Eu, generosamente, poupei a sua irm�.

Agora j� me conhecem. Digam ao General Mongo que o Sueco chegou.

Prazer em v�-la de novo, menina.

Embora eu prefira conviver com garotas bonitas em privado.

J� que a conversa morreu, vou tentar relaxar um pouco.

Espero que isto n�o incomode.

Ou talvez haja outra coisa que eu possa fazer?

Pode juntar-se a n�s.

E porque faria isso?

Porque estamos do lado da raz�o.

Isso nem sempre � uma boa raz�o.

N�s, os Xantistas, lutamos pela justi�a e pela liberdade.

A nossa causa � justa.

Ouvi dizer isso em todos os pa�ses onde vendi armas.

Voc� podia n�o vender armas ao Mongo.

- Ele � um bandido. - � por isso que paga bem.

Voc� � como os outros estranhos, desprez�veis e sem perd�o.

N�o vamos exagerar. Para mim, � tudo uma quest�o de pre�o.

Se fizerem uma oferta melhor, as armas s�o suas.

N�s somos majoritariamente estudantes.

E estamos lutando para defender os pobres. N�s n�o somos ricos.

Estudantes ou bandidos, isso para mim n�o importa.

Mandem-me o seu l�der.

Se oferecer mais que o Mongo, podemos chegar a um acordo.

O nosso l�der � prisioneiro dos Gringos.

Prisioneiro? Como assim?

Enquanto Madero, Villa e Zapata estavam lutando contra Diaz,

n�s, que seguimos o Professor Xantos,

come�amos a nossa pr�pria revolu��o nestes territ�rios.

Mas quando Mongo e os seus bandidos chegaram, o nosso l�der

foi para os EUA, � procura de ajuda para a nossa causa, a causa

da liberdade e da justi�a. Ok, � bastante claro.

E o que aconteceu depois disso?

A Am�rica sabia que se o Professor regressasse,

perdiam os interesses no petr�leo mexicano.

A pretexto de o protegerem, eles prenderam-no em Forte Yuma.

J� est� l� h� seis meses.

� in�til, nada o vai acordar.

O ping�im bate com for�a, hem?

Se ele � assim t�o forte, n�o acho que ele tenha dado esse d�lar com medo.

Vasco!

Mataram dois dos nossos homens, na esta��o.

Dizem que foi o gringo.

Vamos.

Hei, est� acontecendo alguma coisa na pra�a!

Anda, pela janela.

R�pido! Se te descobrem aqui, vamos ficar em apuros!

Olhem logo ali! Algu�m vai fugindo!

Viva Xantos!

Trabalhar de gra�a costuma me dar azar. Anda.

Ele gritou "Viva Xantos!", antes de cair.

Est�o saindo do quarto do ping�im.

Estou ficando nervoso.

Sai da cama ou transformo-a no seu caix�o.

Se est� nervoso por causa do meu interesse na garota, est� � vontade.

Sabe muito bem porque estou aqui.

Est� planejando ajudar os Xantistas.

Se aqui no M�xico, o que fa�o, � chamado de planejar...

P�ra de perder tempo, Vasco. Ele � um Xantista. Vamos mat�-lo!

Sim, vamos mat�-lo! Cale-se!

� acusado de matar dois dos nossos homens, na esta��o.

Nega isso?

Se entendesse o ditado latino "Mors tua vita mea",

entenderia porque o fiz.

Mas acho que n�o assistiu a aulas de Human�sticas.

Por isso � melhor ir chamar o General Mongo.

Ele � um bom amigo meu e est� � minha espera.

O que est� � sua espera � algo completamente diferente, vai ver.

- Levem-no! - Se mexa!

- At� mais logo. - Mais depressa!

Sim, at� mais logo. N�o fique preocupado.

Os mexicanos n�o te servem?

Mas eu tenho um tratamento especial para as da sua esp�cie.

Ping�im, que coisa era aquela do "morsel two and vita mea"?

Diga de novo. N�o me lembro.

Eu gostaria de Ihes explicar que, como cidad�o estrangeiro,

tenho direito a prote��o do Embaixador do meu pa�s.

- Mas acho que n�o vale a pena. - Voc� tem raz�o.

Foi o que pensei.

E o General? Ele chegou?

N�o, mas chegou a hora de morrer.

Est� fazendo um grande erro.

J� te disse, o General � meu amigo. Foi ele que me chamou.

Quando o General est� fora, sou eu que mando aqui.

Vai ver que belo truque temos preparado para voc�.

Bom, me ou�a...

se me falar porque me deu este d�lar,

eu asseguro que voc� morre logo. N�o te deixo sofrer.

N�o vai querer saber isso. Vai se sentir muito mal.

Voc� vai se sentir muito pior, disso te asseguro.

Comecem mal levante a m�o.

As minhas m�os est�o ocupadas. Algu�m que me coce o nariz.

Povo do M�xico!

Est�o prestes a assistir ao esmagamento da cabe�a

deste filho de um ping�im!

- Pelo General Mongo, ataquem! - Vamos!

Livrem-se desse ferro-velho! Tirem-no da�!

Tirem-no da�!

Como se atreve a insultar a carro�a do General? Seu merda!

Est� despromovido, filho da puta!

Tem sorte em apenas te retirar o posto e n�o a cabe�a!

Sai da minha frente e n�o me apare�a mais!

- Sai da minha frente, j� disse! - Claro, General.

Claro, claro. Saio j�, imediatamente.

Onde est� o Sueco?

Vou enforcar a todos se n�o me trazem vivo, agora!

Mongo, meu amigo, n�o sabe o quanto senti a sua falta.

Por San Bernardino, para mim a sua vida vale menos que lixo.

O governo do Diaz � uma lixeira.

E eu n�o quero saber dos grandes ideais Xantistas.

Eu espero melhor, de uma revolu��o.

Eu quero uma grande quantia de dinheiro.

E j� que o dinheiro est� trancado num cofre sueco,

� preciso um sueco para o abrir, um corno como voc�.

Eu partilho dos seus nobres ideais, General.

Mas porque precisa de um cofre para ficar rico?

Tem toda a cidade para saquear. Basta vender a est�tua.

� antiga e vale montes de massa.

Voc� � maluco!

Nenhum mexicano se atreveria a p�r a m�o naquela rel�quia sagrada.

N�o. Voc� vai ajudar-me a conseguir o dinheiro.

Eu digo que precisamos dele para comprar as suas armas, e dividirmos.

Eu Ihe dou um ter�o do saque e fico com o resto.

Vai ser o �libi para enganar a todos. Que tal?

Muito engenhoso.

O que houve? O que est�o esses idiotas fazendo?

Est�o agindo como animais! Parem de atirar! N�o vai ajudar!

Este maldito cofre cont�m todas as riquezas da nossa na��o.

Mas os meus homens nunca ser�o capazes de o abrir.

Se quer receber pelas armas, abra-o voc�.

Sabe como abri-lo, n�o sabe?

Ent�o?

� um Svenson, modelo de roda. Refor�ado, triplo a�o alem�o.

Tem uma combina��o especial.

Pesa mais de duas toneladas. Nem Deus conseguiria abrir.

A �nica maneira � saber a combina��o.

Deve haver algum gerente ou funcion�rio que a saiba.

Ou mataram a todos?

Todos exceto um, o Professor Xantos. Est� em Yuma, agora.

Mas como o podemos trazer aqui?

N�o � imposs�vel.

Eu cuido disso.

Eu vou a Yuma. E trago Xantos at� San Bernardino.

Claro! Que bom!

Com esse dinheiro, estamos no bom caminho para a vit�ria!

Obrigado, Sueco. Obrigado, em nome da nossa amada p�tria.

De nada. Dividimos o tesouro � minha maneira. Ao meio.

Tr�s para mim, uma para voc�.

� pegar ou largar, General. Concorda?

Fique seguro que confiamos em voc� totalmente. V�, ent�o!

V�! Volte com o nosso inimigo!

- General Mongo. General Mongo! - Confiamos em voc�.

Desculpe a intromiss�o.

Posso?

Eu posso ser apenas um monte de merda. Mas e voc�?

Voc� vai confiar num cara que matou dois dos nossos homens?

E se for um espi�o?

Ele tem raz�o, Mongo!

Que mais podemos fazer?

Como � estrangeiro, ele � o �nico que pode atravessar a fronteira.

Qualquer mexicano seria parado.

N�o um mexicano acompanhado por um cidad�o de um pais neutro.

Porque n�o vem comigo?

Pode vigiar-me, e ajudar-me, tamb�m.

Certo!

Eu n�o serei seu criado! Eu n�o vou servir um ping�im est�pido!

Entendo. Tem medo.

Hei, calma. Acalmem-se os dois.

Ande, Vasco. O Sueco n�o queria te ofender.

Al�m disso, chamou ele de ping�im. Agora est�o quites.

Se quer mesmo lutar com ele,

podem sempre faz�-lo quando voltarem.

Estou oferecendo a voc�s a oportunidade de ganharem de volta o seu posto

e todos os privil�gios associados ao posto.

Vai com ele. Ajuda-o.

Nunca tire os olhos de cima dele.

E traz esse bastardo, Xantos!

Estou pedindo que o fa�am pelo vosso General...

pelos vossos companheiros...

pela revolu��o.

- Se insiste, ok. - Viva a revolu��o!

Um calor destes n�o mata ping�ins?

Bem, confort�vel � que n�o �.

Agora pode me dizer porque me deu este d�lar.

N�o acho que este seja o momento certo.

Bom dia, Tenente.

Quem � voc�? Para onde vai?

Eu me chamo Yodlaf Peterson.

Sou cidad�o sueco, a caminho de Hermosillo, para pegar um trem para os EUA.

Aqui tem o meu passaporte.

E ele, quem �?

O meu criado.

Siga, Sargento.

Esta � uma �rea de opera��es.

Devemos fotografar e registrar todos os que n�o t�m documentos.

- Estamos � sua disposi��o. - Oh, n�o. � s� para ele.

Um bom sistema de controle.

Ok, Vasco. Deixe-os tirarem a fotografia.

- Tirar o qu�? - Muito bem, desmontem! Agora!

Sim, voc�. Vamos, desmonta!

Tenha paci�ncia, Tenente. Ele � s� um campon�s ignorante.

Vamos, Vasco. � f�cil. � s� ficar em frente do pelot�o.

Claro. Claro, claro.

Um pouco mais para a direita.

V� para a esquerda. Mais um pouco...

ainda mais, mais. Mais um pouco.

A� mesmo. Agora, n�o se mexa.

Pronto?

Um. Dois. Tr�s.

Voc� � um idiota!

Uma vi�va?

Deve ser triste para voc� ter que viajar e dormir sempre sozinha.

Eu n�o estou sozinha. Estou viajando com estes.

Do seu falecido marido?

N�o, s�o minhas. Fiquem onde est�o e ponham as m�os no ar.

- N�s n�o magoamos ningu�m. - Se n�o nos obrigarem!

Ningu�m se mexe!

J� chegamos?

N�o, � um assalto.

N�o temos outro modo de conseguir dinheiro.

Mas n�o � para n�s.

N�s n�o somos bandidos.

N�s somos revolucion�rios.

E estamos lutando pela liberdade do nosso pa�s.

Viva a liberdade!

Pode ser uma revolucion�ria, e at� uma safada, mas n�o � nada mal feita.

O que devemos fazer com estes dois?

O sueco, logo ali. Ele j� nos ajudou.

Mas o outro � um dos tenentes do Mongo.

- � melhor dispararmos! - N�o! Vamos antes enforc�-lo.

N�o. O Professor Xantos nos ensinou a n�o usar viol�ncia.

Matar este bandido sem julgamento coloca-nos ao mesmo n�vel dele.

Claro, ela est� certa. A senhora est� certa, meus amigos. Nada de viol�ncia!

Calado!

Cuidado. N�o me fa�am arrepender de ser generosa.

Parem-no! Parem-no! Ele est� roubando o trem!

Ping�im! Espera por mim!

Ping�im!

Vamos matar! Compa�eros!

Vamos!

Vamos para Yuma! Para Yuma! Ajudem.

Filho da puta.

Hei, John, ou�a isto.

Escapou um mexicano desconhecido, depois de matar brutalmente 8 homens.

Com a ajuda de Yodlaf Petersen, um cidad�o sueco.

H� uma recompensa de 2000 pesos pela captura destes dois homens.

Foram vistos pela ultima vez a caminho do Texas, no trem que roubaram.

Como disse que se chamava o sueco?

O sueco, Yodlaf Peterson. Porqu�, conhece ele?

N�s conhecemos ele, Marshall?

N�s conhecemos ele muito bem.

O Marshall vai dar sinal da chegada do trem.

Vem aqui fora, John.

Eu vi o Marshall voando por al�m.

E aonde voc� for, ele vai.

Yodlaf! Que bela surpresa.

- � bom ver voc� de novo, John. - O prazer � todo meu.

Nunca pensei que desceria daquela cruz em que te preguei.

Mas desci, como v�.

O John e eu encontramos alguns problemas em Cuba.

Vendemos mercadoria defeituosa aos rebeldes.

Para salvar a minha vida, tive que o culpar de tudo.

John, como saiu dessa confus�o?

Devo ao Marshall.

Ele � o �nico que n�o me abandonou.

Ele libertou-me do prego que me prendia � �rvore.

Como? Puxou o prego com o bico?

N�o, ele comeu a minha m�o. Olha.

Bem, essas coisas acontecem.

Foi bom ver voc� de novo, Marshall. Mas agora tenho que ir.

Voc� n�o vai a lugar nenhum.

Ele � seu.

J� chega.

Querem voc� vivo ou morto.

E j� que tenho escolha, naturalmente, eu prefiro

a primeira hip�tese.

N�o me leva a mal, n�o �?

N�o. Eu sei ag�entar piadas.

Voc� fica aqui e faz companhia

at� ao momento final, Marshall.

Bastante quente, h�?

Vasco, mata a droga desse animal!

Irritou ele. � um ping�im, devia entender,

ele fica chateado se o tratam assim.

Mais tarde ou mais cedo,

todos os filhos da puta encontram um fim brutal.

Me desce daqui!

Se acalme, se acalme.

Morre em paz. N�o fique preocupado.

Eu vou guardar isto sempre, como recorda��o de voc�.

Calor dos diabos!

Ent�o e a revolu��o?

O que aconteceu aos seus ideais? E � sua miss�o com o Mongo?

- Quer? - N�o, obrigado.

Xantos! Temos que o levar para San Bernardino para abrir o cofre.

A revolu��o precisa daquele dinheiro, compa�ero.

N�o consegue tirar o Professor de Forte Yuma sozinho.

Ajude-me a descer, Vasco.

Ajude-me a descer! N�o suporto mais!

Ok, ok, mas...

primeiro...

tem que jurar...

por San Bernardino...

que esta � a ultima vez que tenta me enganar.

Eu juro, pelo Santo que quiser.

N�o v� a lado nenhum.

Voc� � cat�lico?

Claro que sou cat�lico.

R�pido! Fuja!

Oh, Deus! Oh, Deus!

Que droga est� fazendo?

Tenho vertigens! Tenho medo! N�o consigo! Oh meu Deus!

O que quer dizer, tem vertigens?

V�, fuja! A corda est� me sufocando!

Te enganei, h�?

Vertigens? Eu?

Olha para isto. Pro diabo com as vertigens. Olha s�.

Bom trabalho, compa�ero.

Se alguma vez for � Su�cia, te apresento � minha irm�.

Olhos lindos, azuis como o c�u, como s� voc� tem.

Ping�im, n�o est� morto! N�o �? N�o brinque!

Ent�o e a revolu��o? Ping�im!

Ping�im, o sangue est�-me subindo � cabe�a.

Est� tudo escurecendo! Ping�im, socorro!

O pe�o move-se, e cheque-mate.

V�, sr Rosenbloom?

No xadrez, at� a pe�a mais fraca pode ganhar �s mais fracas.

Quando se tem princ�pios, tudo � poss�vel.

- N�s apreciamos princ�pios. - E estamos aqui para o ajudar.

Estamos preparados para investir muito dinheiro na sua causa.

A natureza humana j� me surpreendeu muitas vezes com generosidade s�bita.

Mas a experi�ncia ensinou-me que os ricos nunca emprestam aos pobres

sem pedir nada em troca.

Apenas queremos uma garantia

que continuaremos tendo o que sempre tivemos at� aqui.

Reconhecimento dos nossos direitos por qualquer governo que esteja no poder.

O que quer dizer?

Assine um contrato de 99 anos dando-nos os direitos sobre o petr�leo

e n�s ajudamos voc� a regressar ao M�xico e a ganhar a sua revolu��o.

Temos os meios para isso.

A revolu��o mexicana n�o precisa da ajuda de ningu�m para triunfar.

Agora saiam daqui!

As suas t�ticas s�o doentias. Me d�o nojo.

Dezessete. Preto.

Como se joga a isso?

Aposta-se num numero. Se cair l�, ganha-se 36 vezes a aposta.

S�rio?

Tente.

Me parece bem.

- Treze, vermelho. - A�, a�.

- Posso jogar em qualquer numero? - � s� escolher.

- Noventa e nove. - N�o pode apostar no noventa e nove!

Me disse que podia apostar no numero que eu quisesse!

Eu quero noventa e nove, se n�o quer jogar, dou-Ihe um tiro.

Mas o noventa e nove n�o existe.

N�o me disse qualquer numero que eu quisesse?

Por favor, diga a ele que esse numero n�o existe.

Eu Ihe dou um numero diferente, compa�ero.

O sortudo vai ganhar.

Somos dois, n�o somos?

Ent�o vamos apostar no numero dois.

Mas se perdermos, dir� porque me deu aquele d�lar, ok?

Certo.

- Que diabos disse? - Umas palavras m�gicas para nos dar sorte.

Trinta e tr�s. Preto.

Lamento, rapazes.

E lamento por voc�, companheiro.

Sim, este assunto pode levar a um desconforto mortal.

Eu fiz um erro. Que est�pido! O numero vencedor � o dois.

Este � o seu dia de sorte. Vejamos. Um, dois, tr�s...

- Trinta e seis. Trinta e seis d�lares. - Claro.

Senhores, as mesas fecharam.

Al�m disso, h� algo de errado com o meu nariz!

� melhor ir tratar dele. Boa tarde, boa tarde.

Da pr�xima vez, apostamos no 99, para ganharmos mais dinheiro.

Talvez.

Esse dinheiro me pertence, querido.

Em Dallas, disse que precisava dele para o funeral da sua tia.

Em San Antonio, precisava tirar o seu cavalo do penhor. Em Wichita...

Wichita foi a melhor noite. Inesquec�vel!

Estou ficando nervoso.

Compa�ero, deixe-me te apresentar Zaira, a bela Zaira,

espantosa Zaira. A �nica loura completa que conhe�o.

E voc� � o �nico Sueco que conhe�o. E com sorte, ser� o ultimo.

Se fosse voc�, jovem, andava com melhor companhia.

Esta � a sua chance de uma nova experi�ncia!

E para o seu momento de gl�ria, seu garanh�o latino.

Desculpa, mas ela n�o � a sua mulher?

Sim, mas este tipo de coisas n�o importa aos suecos.

Zaira, vou a um encontro. Mant�m este garanh�o com voc�.

Esta � uma oportunidade que n�o deve deixar fugir por entre os dedos.

Deixa comigo.

Acha que pode me resistir?

Posso tentar.

Xantos � muito famoso.

Os EUA t�m que libert�-lo em breve, para evitar um esc�ndalo internacional.

Se regressar a salvo ao M�xico, e ganhar a revolu��o,

perderemos todas as nossas concess�es.

� um risco que n�o podemos correr, John. N�o podemos deixar que aconte�a.

Sabe qual � o pre�o.

Dez mil d�lares,

a serem pagos quando o trabalho estiver completado.

Mas trouxemos um pequeno agrado como adiantamento.

Um presente muito bem vindo.

O trabalho ser� feito.

John, o Sueco se foi! Algu�m o libertou.

Marshall, est� ficando velho!

- Ela � loura completa! - O que aconteceu?

Foi um choque muito grande, acho.

� melhor lev�-lo. Tenho que chegar ao Forte a tempo.

O Comandante convidou-me para a sua festa de anivers�rio.

Eu e as minhas garotas. Temos de entrar depois do anoitecer e sair antes da manh�.

Para proteger o prest�gio e a reputa��o do Ex�rcito dos EUA.

Eu ajudo protegendo o prest�gio do Ex�rcito dos EUA.

O que houve nessa cabe�a, Sueco?

Sargento! Eh, Sargento!

Sai da frente!

- Ah, est� aqui. - Boa noite, Sargento.

- O grupo do costume? - Sim, como de costume.

Eu nunca a vi antes.

Pois �. Claro, me esqueci. Ela � nova.

N�o vamos perder tempo. Vai experiment�-la quando nos visitar.

Est� bem, espero por isso.

Abram o port�o!

Esquadr�o, aten��o! Esquerda, hop! A passo, em frente, marche!

Aqui est�o elas.

Muito bem. Finalmente.

Bem vindos ao Forte, menina Zaira. Mais bonita do que nunca.

E voc�, Capit�o, galante como sempre.

Para onde est�o olhando? Para as barracas. V�o para a cama!

Desobstruam o largo, vamos!

Feliz anivers�rio!

Felicidades! Sa�de!

Jimmy, eu sei que tem um convidado muito importante aqui no Forte.

Quem, o Professor Xantos?

Est� l� em cima. � um velho intelectual, e n�o se interessa por jovenzinhas.

Fogo! Fogo! Depressa, soem o alarme!

Alarme! R�pido! Tragam os baldes!

Formem uma corrente! Tirem os cavalos para fora!

Logo ali, mexam-se! R�pido, r�pido.

Tirem todos os cavalos dos est�bulos.

R�pido, r�pido!

Com licen�a, sr, mas estamos em fogo.

Sim, pois estamos, querido.

N�o entende, o Forte est� ardendo!

- O qu�? - Fogo! Est� alastrando!

Chamem os Bombeiros de Yuma City, depressa!

Aten��o! Ou�am todos! O Forte est� ardendo!

Evacuem o edif�cio. Saiam, depressa! Depressa! Saiam, saiam.

O alarme! O alarme!

O alarme! O alarme!

Fogo! Fogo! O Forte est� ardendo! Tragam carro�as de �gua!

Temos um inc�ndio infernal, aqui.

Ping�im!

Vai para o tanque.

Zaira!

- Onde est� ele? - L� em cima.

- E o Professor? - Eu cuido dele.

Ande para fora e ajude os outros.

- Espera! Quem � voc�? - N�o h� tempo para explica��es.

As pessoas est�o � sua espera, eles precisam de voc�.

Tem que sair daqui.

Eu regressarei ao meu pa�s legalmente, n�o como um fugitivo,

mas como um homem que ganhou a sua liberdade sem viol�ncia.

�s vezes � preciso usar da viol�ncia.

N�o! Apresente-me um s� caso onde a viol�ncia seja necess�ria.

Este caso.

O que aconteceu? Onde est� a �gua? Droga!

Eu vou encher o tanque, Sargento!

Ok, mas saia! Continuem! Mais r�pido! Vamos apagar este fogo!

Vai, cavalo!

Vasco, vem c�! Agarra-o.

Ele pesa uma tonelada.

Enfia-o todo l� dentro. Continua. Continua.

S� mulheres como voc� � que valem alguma coisa. Obrigado.

Vamos, cavalo. Anda.

Hei, espera!

Adeus, loura!

As coisas est�o se compondo.

Agora ser� mais f�cil pegar o Xantos.

Como se sente, Professor?

Eu acho que ele � mudo. N�o disse uma palavra desde que saiu do Forte.

Professor, porque est�o aqueles idiotas t�o ansiosos para matarem voc�?

Que diabos � que Ihes disse?

Diga-nos o que Ihes disse, e veja como n�s reagimos.

Aposto que o coitado � surdo-mudo.

N�o, ele ouve e fala. S� que n�o da mesma maneira que voc�.

Voc� n�o � mexicano, n�o �?

N�o. Sou sueco.

Eu acho que ele � cego. Nem sequer v� que voc� � estrangeiro.

De Estocolmo.

Quer-me dizer o que pretende fazer comigo, agora que me libertou?

Ele quer entreg�-lo ao Mongo, para ser fuzilado.

Suponho que tenha motivos mais s�rios que esse fan�tico.

Por certo, eu � pelo dinheiro.

Pelo menos, � mais razo�vel. Mas isso depende do montante.

Digamos metade do que est� no cofre de San Bernardino.

Mais uma palavra nessa linguagem e eu atiro sobre os dois.

Se acalme, Vasco. O Professor conhece a minha l�ngua.

Est�vamos falando do meu pa�s.

N�o quero saber disso! Falem numa l�ngua crist�. Na minha!

N�o h� raz�o para ficar exaltado. Em vez disso, fica com o primeiro turno.

Eu vou dormir um pouco.

Sim, vou fazer isso.

N�o me interessa o que ele disse. Eu sei porque o tiramos da pris�o.

Eu sei porqu�.

Para me fazerem matar pelo General Mongo.

N�o! � por causa do cofre.

O General Mongo quer o dinheiro para financiar a revolu��o.

Ele � um homem de a��o. N�o acredita em palavras tontas, como voc�.

Est� enganado. Mongo vai abandonar voc�s mal atinja o seu objetivo.

N�o conhece o Mongo. Todos sabem o que ele quer.

Primeiro, os camponeses ficam donos da terra.

Segundo, os trabalhadores ser�o donos das f�bricas onde trabalham.

E todas as riquezas do M�xico ser�o divididas entre os pobres.

E todos como voc�, os que sabem ler e escrever,

ser�o queimados com os seus livros, acredite em mim!

Onde est�o eles?

Eu n�o sei, mas se quiser, posso ir � procura?

Muito engra�ado!

Ainda est� quente, John. N�o podem estar longe.

Isso � bom.

Entendido? Eles vir�o � sua procura quando te ouvirem gritar.

Esta toupeira est� esfomeada. Ela n�o come � uma semana.

N�o sei onde est�o. N�o consigo ver nada.

Que engra�ado.

Estava dormindo, n�o vi nada.

Quando tiver comido todas as ra�zes, vai come�ar tentando sair da ratoeira.

As suas garras s�o t�o fortes que cava o ch�o com bastante facilidade.

Ela n�o vai ter grandes problemas com a sua barriga.

Continua. � o maluco do Vasco com um dos seus ataques de riso.

- Sozinho? - Sim, acontece muitas vezes.

N�o parece normal. Talvez dev�ssemos voltar e apanh�-lo.

N�o h� raz�es para alarmes. Anda.

Ping�im! Ping�im!

Nunca acreditaria que ele risse assim, sozinho, sem nenhuma raz�o.

Est� bem, n�o acredite em mim, mas v� aquele falc�o logo ali?

Significa que h� algu�m com o Vasco que � melhor evitarmos.

- Pela nossa sa�de. - Ent�o est�o a tortur�-lo.

Se nos apanharem, tamb�m nos ir�o torturar. Por isso, continua mexendo!

N�o! Eu n�o vou a lado nenhum.

Porque se importa com uma filho da m�e que o quer entregar ao Mongo,

para o matar?

Nenhum homem tem o direito de fazer julgamentos sobre outros homens.

E todos os erros podem ser corrigidos.

N�o quero saber da sua filosofia.

O que me interessa � voc� e o dinheiro que significa para mim!

- D�-me esses �culos! - Porqu�?

A �nica maneira de libertar um camarada

� pegar aquele maldito p�ssaro.

N�o entendo como isso pode libertar o Vasco.

O falc�o � um animal muito curioso.

Ele h� de descer para ver o que � que est� brilhando.

E quando o seu dono ver que ele n�o aparece,

ele vir� � procura dele.

Professor, o casaco, r�pido!

O Marshall j� os deve ter encontrado. Fica aqui e vigia-o.

N�s vamos ver o que houve.

Ag�enta-o quieto. Quando o Vasco parar de gritar, deixe-o ir.

- Okay? - Sim, okay.

Deus! N�o suporto mais isto!

Ping�im! Ping�im! N�o me deixe aqui!

Pro diabo com o Mongo! Viva Xantos! Viva Mongo! Viva qualquer um!

Oh, meu Deus, estou morrendo! Oh, meu Deus! Oh, Deus!

Oh, meu Deus! Oh, Deus! Oh, meu Deus! Ping�im!

Ping�im, vai se foder!

Aqui est� ele.

N�o os encontrou? N�o fique preocupado. Ainda � o meu melhor amigo.

Continua andando!

Se sabia que queria te entregar ao Mongo,

porque o convenceu a salvar-me?

Se continuarmos viajando juntos, vamos aprender muito.

� o Rio Grande.

Estamos no M�xico.

Me fez uma pergunta � pouco.

Agora vou te responder.

Eu insisti em te salvar porque n�s pertencemos � mesma terra.

Consegue entender isso?

N�o sou t�o est�pido como acha.

Eu tamb�m tenho uma pergunta, embora n�o sejamos da mesma terra.

Como vamos passar por aqueles soldados?

Nada de novo a relatar, sr.

Dupliquem a guarda. Destruam todos os revolucion�rios,

estejam eles com Xantos ou com Mongo.

A ningu�m � permitido cruzar a fronteira. Entendido? A ningu�m.

Sim, sr.

Que estranho!

Estas tartarugas s�o de origem tropical,

e encontram-se sempre perto de �gua.

Como � que conseguiram viajar para t�o longe do rio?

Olhe! Ali h� mais.

S�o bastante raras no M�xico.

Aposto que n�o t�m l� na Su�cia, n�o �?

�. Voc� tem sempre raz�o, Professor. E ent�o, qual � a sua id�ia?

Meus amigos...

- ... encontrei uma maneira. - Para qu�?

O Professor vai aqui.

Claro, e n�s?

Para onde vai, Padre?

Enterrar o nosso adorado p�roco na nossa adorada terra.

- Qual � a sua ordem? - San Bernardino.

Est� bem, deixem-nos passar.

Procurado.

Professor nosso o que est� a� dentro, fique quieto e aprecie a viagem.

Apenas um barulho, qualquer um, e acabamos encostados � parede.

Por amor de San Bernardino, am�m.

Este � o nosso setor.

Se seguirmos � letra o plano do General,

dentro de um m�s todos os revolucion�rios estar�o destru�dos

- Onde � que v�o, Padres? - Enterrar o nosso adorado p�roco.

Est� bem, deixem-nos passar.

S� um momento. Parem!

Sargento. Vamos ver o que h� nesse caix�o.

Sim, sr.

Vamos, voc�s dois! N�o ouviram isso?

Coronel, � meu dever inform�-lo

que o nosso p�roco foi vitima de uma doen�a infecciosa, c�lera.

N�o posso arriscar espalhar esta epidemia pelas minhas tropas.

Deixem-nos passar. Sigam caminho! N�o deixem ningu�m tocar no caix�o.

Por nenhuma raz�o!

Vem, irm�o. Vamos buscar o nosso p�roco.

� melhor queimarmos o caix�o,

assim n�o h� chance de contamina��o.

assim n�o h� chance de contamina��o.

E acho que tamb�m devemos queimar estes padres contaminados.

Eu acho que eles ficariam felizes por acompanhar o p�roco nesta ultima viagem.

E agora?

Professor, quando come�armos a atirar, salte para o vag�o vermelho.

� a �nica chance de nos salvarmos.

- Preparado? - Vamos!

Vasco, acelera!

Apanhem-nos!

Droga, est� preso!

Mais depressa! Acelera!

Conseguimos, Vasco! Acabaram os problemas!

Oh Deus!

Embora!

Porcaria, John. Deve ter sido aqui um mergulho.

�. Direitinho ao inferno, espero.

Cuidado! N�o se mexam. O p�ssaro pode denunciar-nos.

O que faremos agora?

Eu arrumo aquele p�ssaro.

Hei, guarda-me uma perna. E bem passada.

Primeiro tem que pedir por favor. Mas eu nunca fa�o favores a ningu�m.

Oh, bom...

ent�o espero que se engasgue.

J� � tempo de entender que este � o meu pa�s, e eu fa�o o que me convir.

Se n�o gostar, sabe para onde pode ir.

Se acalme. O nacionalismo sempre foi um sinal de medo e inseguran�a.

Eu n�o tenho medo de ningu�m, Professor. Entende isso?

Foi uma grande crueldade matar aquele p�ssaro.

� um Vulture Loricatus. � bastante raro e tem uma intelig�ncia quase humana.

� por isso que sabe a merda!

Bem, pelo menos posso d�-lo �s tartarugas. Est�o morrendo de fome.

As tartarugas est�o morrendo de fome? Pro caralho mais as tartarugas.

Eu n�o como h� dois dias!

Com o General Mongo, isto nunca aconteceria. Nunca!

Talvez ele estivesse aliciando voc�s, ao aliment�-los.

N�o, a mim n�o.

- Pergunte a ele. - Isso n�o � verdade.

Como?

V� perguntar a ele.

Na Su�cia, n�s pedimos por favor, mas eu n�o quero fazer favores.

Eu vou fazer entender. Entendido?

Jovens, por favor. Se quiserem lutar, pelo menos fa�am lealmente.

Bebe, v�, bebe!

Voc� pediu.

Professor!

Porra, desapareceu!

Onde est�o os outros dois?

Est�o ocupados digerindo o Marshall.

� verdade. Eles assaram-no, e depois comeram-no.

Onde est� o Professor Xantos?

Professor, vai contar-me onde est�o?

Mesmo que soubesse, n�o o dizia.

Muito bem.

Coronel, este homem � procurado pelo seu governo, e tamb�m pelo meu.

Ele cometeu assassinatos, roubos, e acima de tudo, trai��o.

Por isso, exijo que seja executado imediatamente.

O nosso ultimo beijo.

Contente agora?

Eu sei que n�o aprova isto, Lola.

Xantos tamb�m seria contra.

Ele nos ensinou que nunca h� uma raz�o para matar.

Eles n�o nos v�o dizer onde est� o Professor. E porqu�?

Porque eles o assassinaram!

E v�o pagar com as vidas! V�, d� a ordem de atirar!

N�o, a decis�o � sua. Voc� d� a ordem de atirar.

Compa�eros, preparem-se para disparar!

Ou�a, antes de morrer, diga porque me deu este d�lar.

Porque n�o quer viver?

Diga, Vasco. Onde est� Xantos?

Eu digo. Mas primeiro precisamos que largue essas armas.

Aqui est� outra.

Compa�eros, estamos no caminho certo.

Toma, faz um tufo aqui, quando o cabelo crescer.

Faz uma sopa.

Hei, Sueco, o que � que estas tartarugas t�m a ver com o Professor?

J� ouviu a hist�ria do Polegarzinho? Ele deixava um rastro de migalhas de p�o.

O Professor faz o mesmo.

Em nome da Republica do M�xico e de Porf�rio Diaz,

voc�, Professor Vitaliano Xantos,

� considerado culpado de assassinato, roubo, rebeli�o e, acima de tudo,

trai��o. A execu��o ser� imediata.

Prossiga, Capit�o.

Pelot�o! Um passo em frente!

Carreguem!

Preparados! Apontar!

Ping�im!

Aqueles soldados que matou para me salvar eram seres humanos.

E matar um ser humano, mesmo que seja seu inimigo, � um crime.

N�o foi isso o que eu sempre Ihe ensinei? N�o foi?

O que dever�amos ter feito? Ficar quietos e v�-lo morrer?

O poder da nossa cren�a � que n�o temos medo da morte.

N�s n�o precisamos de armas para triunfar.

Rapazes, nunca se esque�am deste princ�pio.

Se a causa por que lutam � uma causa justa,

- ... podem ganhar sem viol�ncia. - Mas os outros t�m rifles!

E quando tiverem morto a todos, tamb�m morrem os nossos ideais!

E a nossa revolu��o nunca triunfar�!

Olhem! Rifles, pistolas, facas, muni��es!

Voc�s n�o s�o melhores que o General Mongo! N�o t�m moral.

Palavras n�o nos convencem, Professor!

Temos que responder � viol�ncia com viol�ncia!

Responder de outra maneira � covardia!

Desculpem-me.

Parece que me tornei velho demais.

E voc�s s�o todos muito jovens.

At� pode ser...

que o seu modo de pensar seja mais atual que o meu.

Mas a minha consci�ncia acha tudo isto revoltante.

Lembram-se?

Meu Deus! Guardou todo este tempo!

Perto do meu c�rebro, para me lembrar de voc�s.

Eu n�o te entendo mesmo.

Voc� n�o gosta de mim, n�o �?

Eu n�o gosto de bandidos.

Bom tiro, General!

Mesmo na cabe�a!

Mexam-se!

Sobe, Xantista! Usa os seus m�sculos!

Se chegar aquela arma antes de te atingir pelas costas,

ter� a honra de lutar com o grande General Mongo.

Vamos ver o que consegue fazer.

Ele vai acabar como todos os outros, General.

� um jogo cruel que n�o leva a lado nenhum.

Tem um cora��o mole, M�o de Pau.

Pode chamar-me de senhor. Gosto mais assim.

Conhece algum modo mais divertido de os matar, senhor?

N�o, mas conhe�o um modo mais �til.

Voc� quer o Xantos, mas os que enviou o tra�ram.

- Est� mentindo. - John nunca mente.

Especialmente, quanto fala s�rio.

Eles n�o Ihe trazem o Xantos, mas aqueles estudantes, sim.

N�o vejo como.

S� precisa Ihes dizer, que enforque a todos

se ele n�o se entregar a voc�.

Bem esperto. Pode resultar.

Mas qual � o seu interesse nisto?

� pessoal.

E dez mil d�lares.

Sabe, � preciso pensar na velhice.

Muito bem, Professor. Vamos l� resolver isto.

Voc� me d� tudo o que est� naquele cofre em San Bernardino,

E eu estou disposto a passar para o seu lado.

Posso ser-Ihe bastante �til, com a minha falta de escr�pulos.

Est� bem, se � s� isso o que pede,

� isso o que vai ter.

O nosso l�der, General Mongo, mandou-nos dizer

que temos 20 estudantes ref�ns.

Se o Professor Xantos n�o se entregar a Mongo at� amanh�,

eles ser�o enforcados. Entendido?

Amigos, o amanh� ainda vem longe, mas por agora

eu sugiro que larguem as armas e comecem a rezar pelas suas almas.

Eles tinham raz�o sobre se tornar um traidor nojento.

Voc� e esse porco sueco!

Vasco!

Larguem as armas.

Eles t�m uma bandeira branca.

Professor...

Mongo e eu j� surramos muita gente que trazia uma bandeira branca.

Agora � diferente. Voc� n�o � mais um bandido.

Digam ao Mongo que eu estarei l�.

Ok, Professor! Estaremos � sua espera. Adeus!

N�o v�, Professor. Por favor. Eles matam ele!

N�o fique preocupado.

Eu falo com o Mongo e tento convenc�-lo.

Eu sei o que ele quer de mim.

N�s vamos com voc�. Sem as nossas armas.

N�o. Isso seria um erro. Um grande erro.

E talvez um massacre in�til.

Eu quero a sua palavra de honra de que n�o me seguem.

� o seu velho professor pedindo a voc�s para obedecerem, uma ultima vez.

Damos a nossa palavra de honra.

Obrigado.

Obrigado.

Muchachos, v�o deix�-lo ir assim, sozinho?

Quer dizer, ele � velho, coitado. Aqueles caras matam ele.

N�s demos a nossa palavra de honra.

Ent�o n�o v�o porque deram a sua palavra de honra?

Sim.

Sabem de uma coisa?

Eu n�o tenho honra.

M�o de Pau tinha raz�o, General. Vasco e o Sueco nos tra�ram.

- E Xantos? - O Professor, ele est� a caminho...

sua Excel�ncia.

Sozinho?

Sozinho, meu General.

Olhem, a� vem Xantos.

Deixa comigo. General Mongo! O Professor quer falar com voc�!

- Est� ferido? - N�o. O d�lar me salvou.

Ele � todo seu.

N�o, n�o. N�o me mate. Eu n�o fiz nada de errado.

Eu sempre fui seu amigo. Voc� sabe disso, Vasco...

e voc� tamb�m, Sueco. N�o quero saber da revolu��o.

Eu s� quero algum dinheiro, � s�. S� que n�o resultou.

Acabei. Estou acabado. Olha! Levem as minhas armas. N�o me podem matar.

N�o podem matar um homem desarmado! Tenho medo. N�o! N�o quero morrer!

Vasco! Deixe-o. J� houve mortes demais em San Bernardino.

Obrigado. Obrigado.

Obrigado, Professor.

Viva a revolu��o!

Viva Xantos! Viva a revolu��o!

A combina��o do cofre, Professor.

Viva o M�xico.

Viva o M�xico.

A nossa terra, o nosso gr�o, o nosso suor.

Eu n�o menti. Toda a nossa riqueza est� a�.

Se ficarem conosco, ter�o a sua parte.

Lola, o que houve?

Temos que nos casar primeiro.

- Okay, vamos nos casar. - Mas n�o temos padre.

Ele � mais importante que um padre.

Mas n�o tenho v�u. Preciso de um v�u para me casar.

Eu Ihe dou um v�u.

Toma isto.

Vamos ajoelhar-nos.

Voc�, Vasco...

qual � o seu nome verdadeiro?

Modesto Servando Irureta Goyena.

Voc�, Modesto Servando Irureta Goyena...

chamado Vasco.

...chamado Vasco, me toma como sua mulher, at� ao fim da sua vida?

Sim.

Jura por San Bernardino.

Juro por San Bernardino.

Ping�im...

...lamento...

mas n�o posso te deixar ficar com ele. Ele � importante demais para n�s.

Eu tamb�m lamento, compa�ero.

Mas nunca saio de m�os abanando.

Um s� tiro.

Um s� tiro.

Quando a Lola tocar o sino, certo?

Est� bem.

Ou�a...

agora pode contar-me porque me deu este d�lar.

Eu apostei que dava um d�lar, ao chegar a San Bernardino,

ao primeiro palha�o que encontrasse.

Compa�ero, encontrei a voc�.

O jogo ainda n�o acabou.

Acabou para voc�, mas n�o para mim!

- Eu tenho tr�s balas na minha arma. - Tr�s. Tantos quantos voc�s s�o.

E desta vez, eu n�o vou errar.

Agora somos quatro. Nada de truques, Americano.

Eu nunca matei ningu�m...

mas vou matar agora, a menos que largue essa arma.

Professor!

Para o ch�o!

Professor!

N�o estava carregada.

Professor Xantos! Professor Xantos!

Os soldados v�m a�! Os soldados v�m a�!

Professor!

Ping�im!

Vai nos deixar agora?

Um homem como voc� deveria ficar e lutar conosco.

Com o qu�? Com as armas que estavam naquele vag�o?

Ou com os ideais daqueles garotos?

E porque n�o?

Fica conosco, compa�ero.

Pode ser um her�i, se lutar pela nossa causa.

Juntos vamos conseguir.

Mas se eu ficasse...

teria que me devolver esse d�lar.

Compa�eros!

Vamos lutar, compa�eros!

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.