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O CRIME DA ESTRADA (1948)
735 da rua principal, est� certo.
- Mike Carter vai chegar? - Sim.
Uma pequena nota contra um pequeno segredo.
Uma coruja vivia na floresta. Ela sabia ouvir e permanecer em sil�ncio.
Sim, Tenente?
Mike Carter j� chegou?
- Ainda n�o, mas acho... - Eu n�o me importo.
Diga a ele que quero v�-lo quando chegar.
- Sim, Tenente, eu direi. - O que Carter quer?
Se eu pudesse ler pensamentos n�o estaria aqui.
Vamos, Doris. Do que se trata?
J� sabe que Mike e o tenente n�o s�o bons amigos.
Isso n�o � nada de novo!
Gra�as a sua coopera��o.
Ol�, Mike!
- Como vai? - Onde esteve?
- J� estiveram numa guerra? - N�s est�vamos colaborando.
- T�m certeza? - Pergunte ao sargento Burch.
- Quando vai nos levar ao beisebol? - Na semana passada ganhamos.
- Por que n�o nos vem ver amanh�? - Amanh� n�o posso.
Se n�o se meteram em problemas, domingo eu os levo ao jogo.
- Trato feito, n�o se esque�a! - At� logo!
V�o na sombra.
Falando em beisebol, os Los Angeles ganharam ontem � noite. deve-me 9 paus.
- Mike... - A n�o ser que lhe espere o jogo desta noite
e que arredonde.
Preocupe-se com outras coisas e deixe as apostas.
- Que quer? - O Tenente Borden est� lhe procurando.
- Com delicadeza. - Por que ser� hoje?
- Fique aqui, Kelly, talvez seja not�cia. - N�o pensaria em mat�-lo?
Deixe se se meter em meus sonhos.
Bom dia, Tenente!
Um passarinho me disse que quer me ver. O que eu fiz agora?
Ter pouco conhecimento, como sempre.
Usar a for�a em vez do c�rebro...
Com que autoridade estourou ontem � noite o clube da Rua Rexford, 32?
Informaram-me que Fred Portman estava na cidade!
Portman? Esse n�o se atreve a vir a esta parte do pa�s.
- Eu o vi... - Tem certeza?
Parecia ele. Entrou no clube, mas n�o pude peg�-lo.
Genial. Parecia ele!
Assim entrou l� sem mandato nem autoridade...
N�o havia tempo. Pensava que se fosse ele, poder�amos pular essa papelada!
Escute-me bem.
Eu tenho a mesma vontade de pegar Portman que voc�,
mas obede�a �s ordens de uma vez e n�o pretenda dirigir o show.
Pois n�o entendo. Esse lugar � um antro de apostas ilegais,
uma cobertura para todos bandidos da cidade!
- Qual � o problema? - Nada, que importa?
S� que a brigada antidrogas tinha planejado uma batida
e com seu aparecimento os voc� os queimou!
Bem, �timo.
� melhor que v� ver o chefe, devo-lhe uma explica��o.
N�o precisa. J� falei com o Capit�o Wayne.
Voc� j� n�o trabalha aqui. Est� suspenso.
J� se encarregou de dar sua vers�o, n�o?
Sim, j� lhe livrei muitas vezes, mas desta vez n�o.
Tinha esperado tempo para uma oportunidade assim, n�o � Borden?
Desde que entrei neste departamento.
Conhe�o muitos policiais como voc�, Carter.
Pode se fazer de duro na rua, mas aqui n�o.
Agora saia daqui, agentinho valent�o, antes que eu lhe expulse.
Parem! Param os dois!
O que � isso, Carter? culminar com insubordina��o?
Se eu puder explicar.
O Tenente Borden tem sido bastante indulgente sobre o ocorrido.
� que acha pouco uma suspens�o?
Parece-me perfeita, Capit�o, mas que seja definitiva!
Vamos, v� por ela!
A� est�!
Perd�o, voc� � Mike Carter, n�o �?
- Sim, e voc�, que vende? - Bem, digamos que eu compro.
- Importa-se que me sente? - J� estou bem acompanhado.
Tentei entrar em contato em seu apartamento, � muito importante.
Continue falando, estou escutando.
- Conhece o nome de Gene Dysen? - Sim, da empresa Carnes Continental.
Gosto muito das salsichas.
- Eu sou sobrinho de Gene Dysen. - Parab�ns.
Sr. Carter, eu falo s�rio!
Sinto lhe interromper na partida, mas � algo urgente.
Tenho raz�es para acreditar que a vida de Gene corre perigo.
Entendo. Sinto lhe decepcionar, mas j� n�o estou mais na Homic�dios.
Eu j� sei, ficamos sabendo h� v�rios dias.
Bem, n�o perde tempo!
- Telefone ao Capit�o Wayne na... - N�o nos interessa a pol�cia.
Gene age de uma maneira um pouco exc�ntrica.
- N�o quer que se torne p�blico. - Sinto muito, n�o me interessa.
Eu pensei que talvez 2.000 d�lares fosse um bom adiantamento.
Trabalharia como se fosse um guarda-costas.
2.000 d�lares? � um bom sal�rio para um guarda-costas!
J� sabe, sua vida corre perigo.
Ent�o procure outro. H� muitos detetives particulares.
Preferimos algu�m como voc� que um detetive da pol�cia!
- Est� lhe incomodando? - N�o, v� embora imediatamente.
- Sr. Carter, n�o pode... - Pois eu j� fiz.
- Precisa de ajuda, Mike? - Est� tudo bem.
Adeus, Sr. Dysen.
Corra, corra idiota! Corra!
Tome antes que esfrie!
N�o sou muito boa dona de casa, mas...
- Est� brincando? - N�o. Talvez assim controle esse g�nio.
A qualquer pessoa que n�o seja voc�, daria asco.
- Que lhe faz pensar que n�o me d�? - Deveria lhe dar.
Ainda que agora as coisas v�o mudar.
Vou procurar outro trabalho.
N�o se preocupe, se as coisas n�o sa�rem bem, podemos empenh�-lo.
Isso eu pus a� e da� n�o sai!
Aonde vai, Mike?
Que � isso? H� algu�m a�?
Que houve? Sempre p�em propaganda por baixo da porta!
- Parece-lhe propaganda? - N�o, mas n�o est� nada mal!
Sim, querida, acho que n�o poderei lhe levar ao cinema. Depois eu telefono.
- Aonde vai? - � casa dos Dysen, em Pasadena.
Vou devolver isto e quebrar o nariz de algu�m.
Esse mau g�nio...
Voc� j� me conhece eu nunca me meto em brigas!
Depois eu telefono.
Gostaria de falar com o Sr. Frederic Dysen.
N�o est�, n�o h� ningu�m em casa.
Um momento, Dr�cula. Se n�o est�, eu esperarei.
- Senhor, n�o pode entrar! - Acredita nisso?
Tenho 2.000 convites carimbados.
- Que est� havendo, Peter? - Sinto muito, Sra. Connie.
Ele entrou � for�a.
Quem � voc�?
O que quer?
- Procuro Fred Dysen. - Senhor, eu disse que n�o est�!
E que � isso de entrar assim na casa alheia?
Calma, Connie. � o Sr. Carter. Mandei que o chamassem.
Sabia que reconsideraria. Alegro-me que tenha vindo.
Olhe, devolvo-lhe sua isca.
N�o sei o que cheira pior: voc� ou o trabalho que me oferece.
Mantenho o que disse. E me deixe em paz, entendeu?
Um momento, Carter. Pensei que se viesse, eu poderia lhe explicar!
- Por que tanto barulho? - Desculpe, tia Gene.
Estava comentando com o Sr. Carter sobre o trabalho...
- Voc� � Gene Dysen? - � a propriet�ria da empresa.
Freddie, suponho que me dir� o que � isso!
Acabo de dizer que n�o estou � sua disposi��o.
� minha disposi��o? N�o entendo!
- � muito simples. - Entre, por favor.
Tia Gene, me preocupa. Precisa de algu�m que lhe proteja.
Tentei convencer que seja seu guarda-costas.
Guarda-costas?
J� viu que n�o me interessa,
...nem a voc�. � melhor manter isso em mente tamb�m.
Olhe, n�o gosto da sua atitude nem de suas insinua��es!
Eu n�o preciso de nenhum guarda-costas.
E, em todo caso, contrataria um com melhor educa��o.
Bem, todos de acordo.
Um momento.
Connie, poderia terminar as cartas?
Sim, Sra. Dysen.
Um xerez?
Nunca bebo, obrigado.
Quase t�o aconchegante como a Esta��o Central.
- Qual � o seu primeiro nome? - Michael C., com "c" de Cornelius.
Por qu�?
Queria lhe compensar pelos problemas que lhe causamos.
N�o me deve nada, esque�a.
Voc� n�o presta contas a ningu�m, certo? Porque ele se recusa a trabalhar para mim?
N�o gosto dos seus m�todos.
Um par de amea�as e segue um policial at� um jogo.
Amea�as?
Ele lhe contou tudo?
- Como esperava que aceitasse... - Eu lhe disse que n�o queria fofocas.
� s� um louco inofensivo, n�o tem por que se alarmar!
Volto a pedir desculpas. Tem certeza que n�o quer o cheque?
Com certeza. Boa noite.
Um conselho, Sra. Dysen.
Se as amea�as s�o s�rias, d� parte � pol�cia, para isso ela existe.
A prop�sito, s�o muito competentes.
Ol�, linda!
- Que houve? - Atiraram pela janela.
Est� bem, Sra. Dysen? Peter, traga �gua!
Fique a�, quero falar com voc�
- N�o vai olhar no jardim? - N�o, seja quem for, j� foi embora.
Pode chegar para o lado?
- Voc�s dois podem ir. - N�o vai lhe interrogar?
N�o tenho motivo, foi l� de fora.
Parece que, quem tenha sido, n�o conhece muito sua casa.
- V�? Apontou para o espelho. - Por qu�?
Deixe-me lhe mostrar uma coisa.
Quer se sentar nessa cadeira um momento?
Venha, Connie. Fa�a o que disse.
Obrigado, por aqui.
Sra. Dysen?
Olhe por aqui.
Quem quer que disparasse n�o teria lhe visto,
mas sua imagem no espelho, pensou que estava do outro lado.
Uma dedu��o muito astuta, Sr. Carter, mas n�o compartilho.
Claro que era um louco que nos queria assustar,
o espelho foi uma mera coincid�ncia.
Igualmente, tia, teria que deixar que o Sr. Carter ficasse.
Bobagens! N�o preciso de nenhum guarda-costas!
A Sra. Dysen tem raz�o.
Esta noite n�o acontecer� mais nada e est� se preocupando.
- N�o sabemos. - N�o se preocupe.
Eu vou me deitar e voc� tamb�m deveria, Connie.
Bom, tudo arranjado. Tente evitar os espelhos.
Espere, Carter.
Minha tia n�o percebe o perigo que a amea�a.
Fique, por favor. S� esta noite. Nem saber� que est� aqui.
Vai ver se assim vale a pena.
Est� certo, Freddie, finalmente me convenceu.
- Fazendo horas extras? - Solte-me, est� me machucando!
- D�-me. - N�o sei do que fala!
Das balas que acaba de tirar da parede.
- Tentava ajudar. - Ajudar, a quem?
Que lhe importa? Pensava que a senhora n�o queria guarda-costas.
Trabalho para Freddie. Voc� n�o queria que eu aceitasse, n�o �? Por qu�?
- Para mim n�o importa de nenhuma maneira. - Pois pareceu alegar-se!
- Teria que me alegrar? - Quanto tempo trabalha aqui?
O suficiente para n�o responder a besteiras as quatro da madrugada.
Vou sentir sua falta.
CAIS DE EMBARQUE
Ei, Borden, que...
Que h� com voc�, querido? O que houve?
- Bastante. Mataram Borden. - Borden? Oh, Mike!
Sim, e parece que eu serei o bode expiat�rio.
- De que est� falando? - Quem fez isso me incriminou bem.
Fizeram como se eu tivesse matado e, ao ir esconder o corpo,
tivesse parado o carro na linha do trem.
Por qu�? N�o entendo!
Nem eu tampouco.
Mas sei que o mataram e vou investigar quem foi!
- E voc� pode me ajudar. - Claro, que posso fazer?
Bem, v� ao escrit�rio logo que poss�vel
pegue os prontu�rios de Borden dos casos dos dois �ltimos anos.
Mas como vou lhe entregar?
Vamos ver, sabe aquele sal�o de jogos que tem na Terceira?
- Grave um disco e deixe l�. - Est� certo.
Bem, grave os que forem necess�rios.
Diga-me tudo que fez, todos seus casos.
- Passarei para peg�-lo. - Com vai apanhar?
- Sua cara sair� na primeira p�gina... - N�o at� que fa�am a aut�psia.
N�o acabar�o at� meio-dia, assim tenho algum tempo.
Olhe, deixe as c�pias para o Sr. Nolan.
- Estar�o l�, Mike. Digo, Sr. Nolan. - Est� bem.
E agora vou � casa dos Dysen perguntar uma coisa a tia Gene.
Espere, eu lhe levo. Parecer� menos suspeito se lhe acompanhar.
Mesmo um detetive pateta como voc� deve saber.
Est� certo.
V� ao escrit�rio e pegue os arquivos. Telefonarei t�o logo puder.
- Tenha cuidado, Sr. Nolan. - Fique tranquila, os Nolan t�m sorte.
Doris...
Obrigado.
- Obrigada, Sr. Nolan. - At� logo.
- Queria ver Gene Daysen. - N�o est�.
- Ent�o com o mordomo. - Tamb�m n�o est� aqui!
Isto est� ficando rotina.
- E Peter? - Com a Sra. Dysen.
Por aqui eu entrei.
Carter, que faz aqui?
- Trabalho aqui, lembra-se? - Sim, claro.
E por que se surpreende tanto em me ver?
Mas pensei que estava procurando minha tia. Onde ela est�?
Ia lhe perguntar o mesmo.
Deve estar fazendo algum neg�cio. Costuma sair, e muito cedo.
Cedo como �s quatro da madrugada?
�s quatro horas? Com certeza voc� a seguiu.
- Sim, mas me perdi pelo caminho. - Espero que esteja bem.
Voc� me decepcionou. Esperava que cuidasse dela aonde quer que ela fosse!
Fique tranquilo, se eu n�o a encontrar devolverei o dinheiro.
- E Connie? Quero falar com ela. - Acho que foi ao mercado.
- Toma conta da casa. - E confia nela, claro.
- Claro, ela � muito leal a Gene. - Bem, vamos nos ver depois.
- Aonde vai? - Tenho que comprovar uns detalhes.
Poderia me deixar um dos carros?
O meu n�o estava muito bem esta manh�.
- Est� certo. Pegue o carro grande. - Obrigado. Ter� not�cias minhas.
COMPANHIA CONTINENTAL ALIMENTOS EMBALADOS
PERIGO
Saia da�!
Quer se suicidar? Que quer?
Procuro Gene Dysen, sabe onde ela est�?
Oh, quem voc� procura! O chefe � Fenton.
Sim, � esse?
- Sim. - Parece ocupado.
Eu esperarei.
- Que m�quina interessante! - Sim, muito interessante.
- Pegou um no ano passado. - Deve ter sido bonito!
Sim, era um inspetor, escorregou e caiu em cima.
Krueger! Quem � este?
- Que faz aqui? - Diz que trabalha para Gene Dysen.
Isso mesmo!
Voc� trabalha no mundo da carne?
De alguma maneira, eu a mantenho quente. Sou guarda-costas.
- Guarda-costas? - A secret�ria me conhece.
Est� certo, espere aqui.
- Que faz? - Vitela em conserva.
Introduzimos a salmoura na carne com isto
e depois curamos, pondo nesta cuba com mais salmoura.
Bom dia, Connie. Continua fazendo horas extras?
Chama-se Carter, diz que Freddie lhe pagou para vigiar a casa.
Obrigado pela promo��o. E Gene Dyson, est� por aqui?
- Por que teria de estar aqui? - N�o tem um escrit�rio aqui?
- N�o, controla a empresa de casa. - N�o tem por que lhe responder.
- N�o veio esta manh�? - J� lhe disse que n�o est� aqui.
V� brincar de guarda-costas por a� e nos deixe trabalhar!
Fenton...
pegue o espanador!
N�o se canse, Connie.
�LTIMAS EDI��ES
DETETIVE DE LOS ANGELES V�TIMA DE ASSASSINATO
GRAVE SUA VOZ
- N�o tem uma amiga para Harry? - Ser� dif�cil, com t�o pouco tempo.
Bem, posso dizer a Clorice.
Dan�a muito bem e � muito alegre!
Perd�o, uma mo�a deixou uns discos para o Sr. Nolan?
N�o me diz nada. Se quiser troco, lhe dou.
Como lhes dizia, Clorice � divertid�ssima.
Tem muito sucesso, assim n�o sei se poder�.
Como meu amigo, tamb�m tem muito sucesso, e para rir...
Perd�o, tem certeza que n�o deixaram uns discos?
Senhor, j� lhe disse que n�o sei. Se quiser troco, lhe dou.
Si Clorice j� saiu, tenho outra amiga, Hazel.
Esses discos s�o muito importantes, pode olhar atr�s da vitrine?
Ou�a, n�o queremos confus�o, mas se continuar insistindo, encontrar�.
Tenha calma, marinheiro. S� quero esses discos e pronto.
- Obrigado, Zenia. - Sabid�o!
- Queria algo? - Deixaram uns discos para Nolan?
Nolan? Ah, sim, Um bocado!
- Obrigado, e onde posso escut�-los? - A cabine est� vazia, onde quiser.
Obrigado.
Muito bem, Sr. Nolan Vamos l�.
Come�ando 1946, em 1� de janeiro,
Borden prendeu um motorista que fugiu, Clarence Robelink
De 3 a 8 de janeiro, vigil�ncia noturna de rotina.
Em 9 de janeiro, encarregou-se do caso Stepniak e do caso Lobo.
O Stepniak se encerrou com o suic�dio do assassino em um tiroteio.
O Lobo fui preso em 6 de fevereiro
e entregue �s autoridades federais.
De 7 de janeiro a 1� de mar�o,
o tenente Borden vai ao Hospital do Bom, Samaritano devido a fur�nculos.
Voltou no dia 3 de mar�o
e assumiu com o sargento Zeiler o caso Sheldon, Distrito de Wilshire.
De 22 de dezembro a 8 de janeiro de 1947,
o assassinato de Ferguson, Hollenbeck Heights.
Caso encerrado com a pris�o e condena��o de K. H. Thompson.
19 de janeiro, pris�o de Marty L�pez,
procurado por ser testemunha ocular
do assassinato de Alberto Scarella, um andarilho.
N�o estou aborrecendo, n�o � Sr. Nolan?
Em 24 de janeiro, outro motorista b�bado que fugiu, Albert T King.
5 de junho de 1947,
encarregou-se da investiga��o do assassinato de Elysian Park
entre duas gangues de jovens.
Substitu�do em 12 de junho pelo Capit�o McCafferty,
enviado a Kansas City para a extradi��o de Otto J Hamm.
Voltou a Los Angeles em 18 de junho e ficou na vigil�ncia noturna.
Em 5 de junho investigou a morte do inspetor de carnes Alex Stone,
na empresa Carnes Continental, investiga��o de rotina.
Ou�a! Isso n�o � da fam�lia Dysen?
Sim!
Isso eu acredito. Bem, me parecia.
Assim vou ler todos os detalhes.
Em 3 de julho, Stone, inspetor,
caiu sobre uma serra el�trica e morreu.
Investiga��o de rotina, assinado, Borden.
A investiga��o concluiu que foi uma morte acidental.
Parece que Stone era m�ope, quase cego.
N�o comunicou a seus superiores por medo que o aposentassem.
Borden entregou a declara��o de um oculista.
Os pertences de Stone, enviados ao familiar mais pr�ximo,
Adam Stone, irm�o,
Rua McFadden, 1543, S�o Pedro.
Ap�s esse caso, Borden tirou suas f�rias anuais.
Quando voltou, Mike Carter foi destinado a Homic�dios,
e da� voc� continua, eu estou exausta.
Eu tamb�m.
Eu sei, querido. Eu tamb�m amo voc�.
- V� pela avenida para Pasadena. - Est� bem.
E agora as not�cias locais.
A pol�cia procura por toda a cidade o Tenente Mike Carter,
acusado pelo estranho assassinato do Tenente Borden.
Que bom! Agora at� os policiais se matam entre si!
Sim, cada dia a coisa est� pior.
N�o pode p�r alguma m�sica?
- Claro. - Obrigado.
Foi lhe procurar na f�brica esta manh�.
Procurar-me?
Voc�! Que faz aqui? N�o sabe que a pol�cia lhe procura?
- Se acha que vai nos implicar... - Fique tranquilo, Freddie.
Onde estava desde quatro da madrugada?
- E o que lhe interessa? - Bastante.
N�o lhe falou do nosso contrato?
- Contrato? De que fala? - Sinto muito, tia.
Naquela noite estava preocupado com voc�. Sei que n�o queria, mas...
...eu disse a ele que ficasse. - Idiota.
- Gaste meu dinheiro em coisas melhores. - Ainda n�o sei porque saiu �s quatro horas.
Sempre saio �s quatro quando vou ao matadouro, mas isso n�o lhe importa.
- N�o foi ao matadouro quanto eu lhe segui. - Seguir-me?
Sim, at� o distrito industrial de Los Angeles.
� l� onde pego Wilson, meu gerente.
N�o lhe parece estranho que uma mulher v� a um matadouro a essas horas?
Para nada?
O diretor da nossa empresa sempre escolhe a carne pessoalmente,
por isso a empresa Dysen � l�der todos esses anos.
Costumava ir com meu pai desde pequena e continuei fazendo depois que ele morreu.
Fico com isso por enquanto...
Agora que sabe tudo sobre minha tia, vai embora ou chamo a pol�cia?
Freddie, espere!
Ora, � muito comovedor!
Como tanta considera��o com um suposto assassino?
J� sabe o que a Sra. Dysen pensa sobre as fofocas.
E voc� n�o tem direito de envolv�-la em seus problemas!
No ano passado morreu um inspetor em sua f�brica de salsichas.
- O que tem a ver com voc�? - Ainda n�o tenho esclarecido.
O homem morreu, a investiga��o demonstrou que foi um acidente!
Enxergava mal, mas n�o disse a ningu�m com medo de ser despedido.
- Com o Departamento de Pol�cia. - N�o, n�o pode, daqui n�o!
Departamento de Pol�cia.
- Pe�a para homic�dios. - Nem pense!
Fa�a o que digo. Quer que eu v�, ou n�o?
Ramal 229.
Com Homic�dios, por favor. Ramal 229.
Al�?
Al�, sou o Sr. Nolan, da empresa dos jogos de tecidos.
Ah, sim, de que se trata?
Lembra-se daquele material que tocava?
Quero mais detalhes, se puder.
Sim, sei exatamente a que se refere,
mas n�o poderei at� depois das cinco.
Est� certo, traga o material para casa de Adam.
Encontrar� o endere�o junto do material.
Bom.
Muito obrigado.
O que foi tudo isso?
Vou costurar uns tecidos para um amigo meu.
- Se j� terminou com o telefone... - Sim, sim. eu j� vou.
Certamente quer o seu carro, est� na Terceira, vai ver,
est� estacionado na frente de um hidrante.
Ei! Pegue!
- Vamos, jogue! - Est� bem.
Esta vai com for�a!
ADAM STONE CONSERTAM-SE BARCOS
- Tem algu�m em casa? - Eu estou em casa!
- Quer alguma coisa? - Sim, procuro Adam Stone.
- Seu eu mesmo. - Responderia umas perguntas?
Sim, eu conserto tudo. de iates at� botes.
Tenho certeza, mas n�o queria lhe perguntar sobre isso,
mas sobre seu irm�o Alex.
- Que h� com Alex? - Sou policial.
Que queria saber?
Suponho que o Tenente Borden tenha falado com voc�.
Borden? N�o.
Quem � esse?
- Nunca ouviu falar em Borden? - A verdade � que n�o.
Ele se encarregou da investiga��o quando seu irm�o morreu.
Veio um policial, mas n�o sei se era um tenente.
- Trouxe-me os pertences de Alex. - Compreendo, ainda os tem?
- Est�o no quarto de tr�s. - Posso dar uma olhada?
Venha por aqui.
Est�o aqui.
S� esta mala com alguma coisa. Naturalmente, eu as queria.
A POL�CIA PROCURA MIKE CARTER
DETETIVE EXPULSO
N�o deixou muito, algumas roupas que dei ao Ex�rcito da Salva��o.
Ora, ele deixou pouco sim.
- Que � isto? - Passava o tempo assim, era seu hobby.
Estas eram suas ferramentas.
- � um trabalho muito meticuloso. - Estou vendo.
V� esse de quatro velas?
Ele me deu h� alguns anos. Tem muitos detalhes.
Bom trabalho!
Estava trabalhando neste quando morreu.
N�o chegou a acab�-lo, n�o era muito soci�vel, muito pelo contr�rio.
Passava a maior parte do seu tempo livre fazendo esses barcos.
Bem, eu lhe agrade�o. Obrigado por tomar seu tempo.
- N�o importa. - At� logo.
Telefonista? Ligue-me com a pol�cia.
Doris, voc� � genial. Tem certeza que ningu�m lhe seguiu?
N�o creio. Escute, falam de voc�.
Segundo o �ltimo boletim,
Mike Carter, procurado pelo assassinato do Tenente Borden,
foi visto esta manh� na zona leste da Terceira,
Joe Torok, taxista, informou que o levou a Pasadena.
Com certeza tem que aguentar todos os da Homic�dios.
- Trouxe-me aquilo? - Demorou a conseguir.
Veja, 5 de julho, Borden, Stone,
serra el�trica Carnes Continental,
veredicto, morte acidental,
m�ope, enviou declara��o, Adam Stone, S�o Pedro.
Depois, f�rias anuais. � tudo, n�o?
Tudo que havia.
E se descobrirem que eu levei, estaremos no mesmo barco.
Logo vai devolver, querida.
O barco! Um momento! � isso a�! O barco!
- Que barco? - O que estava fazendo.
N�o v� que todos que est�o implicados
dizem que o homem tinha uma m� vis�o?
Olhe o relat�rio, incomodaram-se inclusive de procurar um oculista!
E da�?
Em seu tempo livre fazia barcos em miniatura!
Tinha que ter uma vis�o muito boa!
Talvez tivesse feito antes de perder a vis�o!
Tinha um meio de saber no que trabalhava quando morreu.
Algu�m fez muito para que o m�dico legista dissesse que foi morte acidental.
Sim. Querida, vamos � Rua South Figueroa, 4024
para ver um tal Briller.
Vou atend�-los j�.
- Est� com uma mulher! - E da�?
- N�o gosto nada disso! - Cale-se, fa�a que entre aqui.
Em que posso lhe ajudar?
Costumo ter dor de cabe�a e pensei que talvez precise de �culos.
Entre na sala de exames.
Sente-se ali.
Apoie a cabe�a e relaxe.
Olhe para aqui.
Um amigo me recomendou que viesse, tinha bastante dioptrias.
Sim?
Sim, chamava-se Alex Stone.
Que pena o que aconteceu, n�o �?
Sim.
Quanto diria que tinha?
Tape um olho e leia a linha de baixo.
A, P, E,
O, R,
X, Y, Z.
- Que houve? - Teve sorte?
Est� me estrangulando!
- A receita n�o est� l�. - Que me diz?
Onde est� a receita dos �culos de Alex Stone?
Faz um ano que morreu, n�o guardo infinitamente!
Quem est� atr�s disso tudo? Que � este que veio atr�s de mim?
� um cliente, ele lhe reconheceu. Voc� � procurado por assassinato!
Sim, e quem lhe disse que eu ia vir? Quem?
- Deixe-me respirar! - Est� bem.
Vamos, r�pido!
Tem algu�m a�? Entrou alguma coisa no meu olho!
Sente-se, por favor. O doutor vem j�.
� melhor apoiar a cabe�a e fechar os olhos.
N�o vai demorar.
Segure a toalha para n�o cair, o doutor vem j�.
Como vai, Sra. Heffelmeyer? O doutor vem j�, entre e se sente.
N�mero 61, c�mbio
Turismo negro, sem licen�a
C�digo 3
N�mero 61, c�mbio
N�mero 4, aviso
Robert, verifique a reposi��o.
Todas as unidades, Mike Carter visto em S�o Pedro.
Todas as unidades
N�mero 51, c�mbio
N�mero 18, c�mbio
N�mero 7, c�mbio
- P� na estrada, querida. - Aonde vamos?
"Angeles Lentes e Companhia, 1911 West Washington."
� o fornecedor de lentes de Briller,
ter�o uma c�pia da receita de Stone.
- Ou espera isso. - Eu acho que espero.
� nossa �ltima oportunidade,
a no ser que voltemos � f�brica dos Dysen.
- Que mais pode encontrar l�? - Nada, seguramente.
A n�o ser que o vigia nos diga se houve algo estranho depois de fechar.
Algum movimento estranho.
� muito tarde, j� fecharam!
Bem, acrescentarei o roubo �s minhas outras fa�anhas.
N�o, querida.
Para que se arriscar, ser� mais f�cil um s�.
Est� certo, eu lhe espero. N�o, melhor ainda,
irei � f�brica dos Dysen e falarei com o vigia.
� melhor que n�o, n�o quero que v� sozinha.
Vou lhe dizer o que pode fazer: volte e espere que eu diga alguma coisa.
E se encontrar a receita? Que far�?
Se for o que acho, voltarei a casa dos Dysen e esclarecerei tudo.
Espere. N�o se esquece de nada?
Obrigado, Sr. Nolan.
Levante as m�os!
Nossa! Quem disse isso?
Roubando um lugar cheio de vidrinhos,
e o Banco de Los Angeles a dois blocos.
� que se perdeu na escurid�o?
Olhe, n�o � nenhum roubo. Estava procurando esta receita.
Ora! Uma receita? Deveria ter entrado em uma farm�cia!
- Olhe a� atr�s! - Esse truque n�o funciona!
Passou a hist�ria com os carros puxados a cavalos.
J� prendi ladr�es muito mais sabidos que voc�!
- Demonstrarei que n�o sou ladr�o. - Afaste-se do telefone!
- Deixe-me, eu lhe aviso, n�o tente! - Talvez tenha raz�o.
Solte-me, est� preso!
Digo que est� preso!
Vai me pagar! Abra!
Eu lhe aviso! Nem tente!
Departamento de Pol�cia? Com Homic�dios, por favor.
Ramal 228, o escrit�rio do Capit�o Wayne.
Al�?
Carter! Mike, onde est� Localize a chamada!
N�o se incomode, n�o precisa. Vou lhe ver na casa dos Dysen, em Pasadena.
Isso mesmo o da carne empacotada. Terei resolvido o caso de Borden.
Mike, Carter...
Mike!
At� logo, vov�! Diga que �ramos seis!
Deixe-me sair se sabe o que lhe conv�m. Est� preso!
Est� preso!
COMPANHIA CONTINENTAL ALIMENTOS EMBALADOS
Eu me encarreguei do vigia, levar� umas horas para voltar a si.
Parece-me que � muito arriscado.
Esse guarda-costas pode chegar a qualquer momento.
Tem medo que lhe interrompam e deixa a porta aberta!
O que voc� tem esta noite?
� esta estupidez, a de sempre enquanto isso, Roma incendeia.
Est� ficando nervoso, Fenton. � perigoso.
Eu j� sei, ningu�m est�!
Perdoem-me que lhes interrompa, mas tinha que falar com voc�s.
Temos sido muito permissivos com voc�, n�o quero chamar a pol�cia.
J� n�o acredito que queira cham�-la, mas pode ser que ela queira.
Prova A: Alex Stone. Reconhece o nome?
Porque se n�o se lembra do inspetor que morreu em sua f�brica h� um ano,
porque tinha uma vista ruim e caiu sobre uma serra el�trica e morreu.
Esta receita demonstra o mal que tinha na vista.
De 20 a 25, praticamente normal.
Ent�o acha que foi assassinado?
- N�s vamos ter que enfrent�-lo, Connie. - Enfrentar o qu�?
Freddie acha que Fenton acrescentou �gua na carne para que pesasse mais.
Boa observa��o A diferen�a seria para ele, n�o �?
Exato, e Freddie acha que poderia chegar a milhares de d�lares.
Mas matar... Ele nunca...
- Que rela��o Fenton tem com ela? - � seu irm�o.
Esteve na pris�o de San Quentin e lhe demos trabalho quando saiu.
Entendo.
Tudo se enquadra.
O inspetor chegou em uma hora errada e o empurraram contra a serra.
Depois subornaram o Tenente Borden para que parecesse um acidente,
mas ele tinha um arrependimento e o mataram.
Voc� j� tem o resultado todo, n�o?
N�o se lembra que voc� � o suspeito do assassinato de Borden?
Eu s� sou o bode expiat�rio.
Sabiam que eu tinha problemas com o tenente e me escolheram.
Escolheram? Acha que tem mais algu�m com Fenton?
Eu acho, � justamente quem me contratou.
Que rela��o Freddie tem na empresa? � s�cio ou o qu�?
N�o, eu sou a propriet�ria e lhe pago um sal�rio.
Ou�a, n�o acreditar�...
Al�?
Mike, estou na f�brica dos Dysen. Freddie est�...
Que houve?
Al�?
Al�, Doris?
Doris?
Al�?
- Freddie est� na f�brica? - Talvez, disse que ia descer.
� a pol�cia. Eu a chamei. � o inspetor Wayne, v� abrir.
Capit�o! Carter levou seu carro!
Que lhe parece? E o telefone?
- Vou buscar um cigarro. - V� depressa, viu?
Sim, est� nervoso esta noite, sim.
Se f�ssemos sensatos, estar�amos escondidos. Carter n�o � como Borden.
Borden era muito ambicioso, esse era seu erro.
Voc� se preocupa demais, esse � o seu.
Por certo, deve ter trazido uma arma?
N�o. Para qu�?
S� queria saber.
Foi um golpe de azar par voc� ter falado na �ptica.
A que se refere?
Sem Carter, poder�amos ter continuado com isto indefinidamente.
Foi uma iniciativa de proveito.
Vai me dar pena ver como se acaba.
Mas que h� com voc�?
Que est� fazendo?
Freddie, precisa de mim!
N�o vai escapar!
Claro que preciso de voc� e vai me ajudar.
J� disse a Gene que suspeito de voc�, e aqui est�.
- Com a m�o na massa. - Confie em mim!
Tudo est� muito claro. Quis chamar a pol�cia, mas voc� me atacou!
Voc� matou Stone, e Borden, porque estavam lhe chantageando!
- Eu tinha que me defender! - Mas, Freddie, somos amigos!
- Somos s�cios! - A sociedade est� desfeita.
Quem � voc�? Que faz aqui?
Mike! Cuidado!
Voc�s dois, por ali! Venham, vamos!
- Mike! Est� bem? - Sim, estou bem.
- Muito bem, Carter, vamos. - Espere, leve-o tamb�m!
- Wayne vai querer falar com ele. - Bem, prendam-no. Venham, vamos!
Adeus aos dois. A prop�sito, aonde v�o em lua de mel?
Eu queria ir a Honolulu, mas Doris quer assistir ao campeonato.
- E ent�o? - Combinamos.
Assistir ao campeonato.
O que pegaram? O que pegaram?
Bastante. Toda uma vida.
N�o me diga!
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL- 3
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