All language subtitles for _vmt-nlights-xvid

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

LEGENDA TRX/BRIO AGOSTO DE 2009

Estar distante faz com que eu me d� conta...

de que preciso tomar o controle sobre a minha vida.

Preciso fazer mudan�as. Mudan�as permanentes.

- Ol�. - Ol�.

Desculpe ter me adiantado tanto.

Est� com fome? Acho que sobrou um pouco de carne seca.

Talvez tenhamos que nos abrigar. Esperar a tempestade passar.

Bem-vindo � Lunacy, Nate. Lunacy, Alaska.

- � bom ouvir uma voz, Prefeita Hopp. - S� Hopp, como o coelho.

- Um trago? - N�o, obrigado.

Bem, se espera uma banda ou uma parada de boas-vindas,

pode ficar desapontado. S� fazemos isso no Dia dos Fundadores.

- Botas legais... - �, obrigado.

- Isso n�o foi um elogio. - Est� frio, n�o?

Frio? Querido, frio � quando suas bolas se partem como pingentes de gelo.

Isto aqui � quase agrad�vel.

Pensei em lev�-lo para cidade, instalar voc�.

Considerando que amanh� � v�spera de Ano Novo,

talvez voc� queira comprar alguns extras que precise...

antes que a cidade feche as portas por alguns dias.

Podemos parar no Ray, se quiser. � o supermercado.

- Quer? - Perd�o?

Parar para alguns extras.

- N�o. Obrigado. - Tudo bem.

- Vamos. Vamos andando. - Est� bem.

� aqui que voc� vai ficar.

Ent�o o Chal� � hotel, bar, restaurante e clube social.

Parado nesta �poca do ano, exceto pelos nativos.

No ver�o � que ver� as coisas esquentando com os turistas.

Bem, o seu quarto faz parte do contrato de trabalho.

Se decidir morar em outro lugar, � por sua conta, certo?

Ei, Bing! Ainda n�o est� falando comigo?

Este aqui � Nate Burns.

- "Cheechako". - Sim.

Isso significa "forasteiro". Mais ou menos.

Bing est� zangado comigo porque n�o dei a ele o seu emprego.

Na verdade, provavelmente est� mais zangado com voc�. Melhor se acostumar.

Talvez voc� devesse ter contratado algu�m daqui.

Bem, n�o. Lunacy � um lugar pequeno, Nate. Precisamos de um forasteiro.

Algu�m que n�o tenha liga��es com o resto de n�s.

� o �nico jeito do trabalho ser feito.

"N�o cague onde voc� come". Vamos, � logo aqui em cima.

� ele?

Recue, Charlene. S� o estou levando para o quarto dele.

Pode partir para o ataque depois que eu tiver ido embora.

- Ela queria o trabalho tamb�m? - Charlene?

- N�o. S� vai querer levar voc� para a cama. - Desculpe-me?

Bem, voc� � um cara bonit�o, Nate...

e as escolhas s�o meio restritas no inverno.

Embora ela n�o seja t�o exigente.

N�o, Charlene � dona do Chal�. Ela herdou do velho Hidel.

Voc� est� bem longe de Baltimore, Nate.

Espero que saiba em que se meteu.

Ou�a. As pessoas v�o perguntar por que decidiu deixar a cidade grande

para ser chefe de pol�cia no meio do nada.

N�o contei a ningu�m o que aconteceu com voc�.

As pessoas v�m para c� por todo o tipo de motivos.

- N�o se sinta obrigado a compartilhar. - Obrigado.

- Bem, estarei por a� se precisar de mim. - Est� bem.

- Botas legais. - Assim me disseram.

Sou Nate Burns.

- Voc� �... - Otto Gruber.

Delegado Gruber, senhor.

Deixe-me adivinhar. Voc� queria o cargo tamb�m.

Eu me candidatei.

H� algu�m na cidade que n�o quisesse?

- Delegacia de Pol�cia. - Chal�. Irm�os Mackie.

Sim, certo. Estou a caminho.

Irm�os Mackie.

- Isso � um c�digo para algo? - Voc� vai ver.

Vou arrebentar voc�!

- Ei, ei, ei, ei! - Levante-se! Levante-se!Levante-se!

Ei, ei!

J� chega. Ei, chega!

- Quem diabos � voc�? - O novo chefe de pol�cia.

- O "cheechako". - Aprendeu r�pido!

- "Mestre Invenc�vel", seu idiota! - Quer ver o "Mestre Invenc�vel"?

"Mestre Invenc�vel" foi o melhor filme de Jackie Chan de todos os tempos!

"A Hora do Rush", cara.

Ouviu isso? Ouviu a tremenda ignor�ncia?

- Quer ver a ignor�ncia? - Certo. Sabe o que? Otto, algeme-os.

- O que? Vai prend�-los? - Isso mesmo.

Por que?

Ou�a, os irm�os Mackie batem um no outro desde crian�as.

- � normal. - �. Esta noite � v�spera do Ano Novo.

Esta noite � para festejar e amar.

Voc� n�o acha, Nate?

Est� bem. Eis aqui o que farei.

V�o pagar 100 d�lares de multa � Charlene por criar dist�rbio em p�blico.

- Cem pratas? - Cada um.

E se n�o for pago at� a meia-noite, mando Otto atr�s de voc�s. Entendido?

Entendido?

- Est� bem. - Bom.

Voc� tem cem pratas?

Sabem, pessoalmente, acho que o melhor trabalho de Chan foi "Opera��o Condor".

"Opera��o Condor"? Esse � o seu pior filme.

Aquele homem vai se dar mal.

Nate Burns... Max Hawbacker. Trabalho para "O Lun�tico".

N�o � ele. "O Lun�tico" � o jornal semanal. Ele � Ed Woolcott.

- Chefe... - Ol�.

Creio que j� conheceu Bing. Ele e Ed trabalham na C�mara Municipal.

A pol�tica produz estranhos parceiros de cama.

Como assim, "estranhos parceiros de cama?

L� vamos n�s!

Quer dizer que podemos trabalhar juntos apesar de nossas diferen�as, Bing.

Sim, apesar de voc� ser um tremendo falastr�o.

- Ali�s, votei contra sua contrata��o. - Est� bem.

N�o � nada pessoal, Nate. � s� que, sabe, Lunacy � uma cidade de veraneio.

Desperd�cio de dinheiro contratar um chefe de pol�cia em tempo integral, mas quem sabe?

Talvez voc� prove que o falastr�o est� errado.

Sim, Ed tamb�m � presidente do banco e tem dificuldade em soltar a sua grana.

Esta � a minha esposa, Carrie.

- Prazer em conhec�-lo. - Ol�.

Ei, Ed est� lhe dizendo eu n�o deveria ter contratado voc�?

- Ainda se ressente por eu ser prefeita. - N�o, n�o me ressinto por isso.

Eu apenas nem sempre concordo com o modo como dirige as coisas.

Ent�o, Nate, que tal uma entrevista uma hora dessas?

Sabe, n�o acho que os seus leitores ficar�o t�o interessados...

� verdade que voc� levou um tiro no ano passado?

Ei, Chefe! Qual tal uma dan�a! Vamos! Venha dan�ar com uma velha senhora.

- O que? Alguma coisa que eu... O que? - Por que voc� fez aquilo?

Lamento por aquilo. Max deve ter andando pesquisando.

Ele geralmente n�o � de espalhar boatos.

Apenas d� um tempo. As pessoas s� precisam conhecer voc�.

N�o sei... Quanto tempo se leva para se tornar um nativo?

Bem... est� vendo o John ali?

Ele veio para c� h� 22 anos...

...para dar aulas na escola. Ele � o novato.

Pelos menos era, at� voc�.

Bem, uma bebida me cairia bem. Quer uma bebida?

- Claro. - Sim.

Botas legais.

- O que h� de t�o errado com minhas botas? - Nada.

Se voc�, sabe, for esmagar uma ma�� em Vermont.

Elas n�o v�o aguentar o inverno daqui, � s� isso.

- Meg Galligan. - Nate Burns.

- � um prazer finalmente conhec�-lo. - Finalmente?

Sim, sinto como tivesse visto voc� em toda a parte desde que cheguei aqui.

Bem, n�o faz muito tempo que chegou aqui e isto � Lunacy.

Voc� v� todo mundo em toda a parte.

Ent�o voc� � o novo chefe, hein?

- Gostaria de dan�ar? - Claro, talvez daqui um minuto.

Vamos! Meg n�o vai se importar. Vai, Meg?

N�o, claro que n�o. Eu nunca me importo.

Ora, Meg, n�o fa�a assim! Meg, � v�spera de Ano Novo...

- Talvez depois, hein? - Est� bem.

A� est�, Nate.

O que acabou de acontecer?

Bem, elas t�m o que se poderia chamar de problemas.

- Meg � filha da Charlene. - Filha dela?

- Que idade ela tinha quando a teve, 12? - Bem, 20, na verdade.

Mas o pai de Meg, Pat Galligan, se mandou em 1994,

sem sequer se despedir.

E Charlene fez o melhor que pode para criar Meg sozinha.

Mas, sabe, �s vezes as pequenas coisas que s�o esquecidas

podem totalizar um mundo inteiro de dor.

- Prefeita... - O que?

- Gostaria que conhecesse os Walkers. - Sim, certo. Com licen�a.

- Gostaria de brindar ao Ano Novo? - N�o, obrigado. N�o gosto de champanhe.

Isso � quase n�o-americano...

O que? N�o. N�o beber cerveja � n�o-americano.

- E ent�o, j� dormiu com minha m�e? - Desde ontem? N�o.

Charlene e eu temos valores diferentes. Eu os tenho.

Entendi. Algu�m j� lhe contou a trist�ssima hist�ria de Meg Galligan.

Papai foge, ela se torna uma solit�ria e a m�e dela se torna a piranha da cidade.

Isso n�o � uma m�sica sertaneja?

Ent�o, o que est� fazendo aqui, Burns?

Bem, Aparentemente, agora, esperando meus globos oculares congelarem.

Voc� n�o vai durar at� a primavera.

Voc� � sempre t�o direta?

Ou�a, s� estou dizendo que h� dois tipos de gente que se d� bem aqui.

Os turistas e os locais.

E os turistas chegam em junho e v�o embora no outono.

Os nativos, eles se comprometem.

E eles est�o geralmente fugindo de alguma coisa.

N�o sou turista. Tenho um contrato.

Um contrato! Isso � importante.

De que voc� est� fugindo?

N�o, n�o. N�o vou lhe mostrar o meu at� que me mostre o seu.

Ei, escute.

- O que � aquilo? - Aquela � a aurora boreal.

O melhor espet�culo do inverno, mas em geral est� frio demais para se apreci�-la.

Imaginei que esta noite seria uma boa exce��o.

�, j� ouvi falar dela, j� vi fotos, mas isso n�o � como nas fotos.

Sim. As melhores coisas nunca s�o.

Sabe, h� muitos mitos sobre a aurora boreal.

Um deles diz que a luz vem do reino dos mortos.

E quando ela pisca rapidamente,

s�o amigos e familiares mortos tentando contatar os parentes vivos.

Dez, nove, oito, sete, seis, cinco...

- Parece que somos s� voc� e eu. - � um fim de ano melhor do que esperava.

- N�o pretendia assustar voc�. - N�o, voc� n�o me assustou.

- Eu assusto voc� um pouco. - N�o, n�o assusta.

Mas, sabe, n�o estou... N�o estou procurando...

Um relacionamento? Sim... Nem eu.

� s� um bando de caipiras comemorando com tiros.

Sim, talvez, mas ainda tenho que verificar.

Claro que tem. Voc� tem um contrato.

Apenas pensei que, sob essa carapa�a de seriedade, voc� seria um pouco divertido.

- Eu sou divertido. - N�o, n�o �.

Voc� � o tipo de cara que se encolhe quando uma garota o beija.

Voc� � esse cara. Esse cara n�o � absolutamente divertido.

� melhor voc� ir.

Feliz Ano Novo!

Bom dia.

Ouvi dizer que poderemos ter pancadas de neve hoje.

Imagine! Neve no Alasca! Obrigado pelo boletim meteorol�gico.

Senhor? Posso ajud�-lo em alguma coisa?

Sim, bem. Costum�vamos cham�-los de 1410. Formul�rios de relat�rio de autua��o?

Sabe, os Mackies, eles me fizeram pensar sobre isso.

Onde voc� os guarda, esses formul�rios de autua��o?

Departamento de Pol�cia de Lunacy, xerife Gruber.

Devagar, Linda, n�o consigo entender. H� quanto tempo?

Certo. N�o, n�o. Eu ligarei para voc�.

Temos um problema.

A m�e de Stephen disse que ele e o amigo partiram na quinta-feira.

Eles se dirigiram � montanha No Name para fazer escaladas.

Aqui est� o in�cio da trilha.

Dois dias de caminhada provavelmente os colocariam aqui na Face Norte.

Isso nos d� umas 6 horas para ach�-los e tir�-los antes da frente fria chegar.

Isto � tarefa nossa, tirar pessoas das montanhas?

Se n�o o fizermos, esses garotos com certeza v�o morrer.

Neve na cidade significa temperaturas abaixo de zero nas montanhas.

- Como subimos at� l� em cima? - S� uma maneira.

Quieto! Quieto, Cujo! Quieto, garoto! Tudo bem. Tudo bem.

Rocky, venha.

Bom menino. Est� tudo bem.

- O que quer, Nate? - H� dois garotos presos...

na montanha No Name e tem uma tempestade se aproximando.

E voc� quer que eu o leve de avi�o at� l� em cima?

Sim. Voc� � o �nico piloto da cidade.

- N�o, n�o sou. - Otto disse...

Certo. Otto. Cara engra�ado, esse Otto!

O outro piloto est� fora da cidade.

Voc� levar� horas para reunir o pessoal da Estadual,

- ent�o n�o seja t�o pateta, pe�a logo. - Eu pedi.

N�o, n�o pediu. Fez com que eu fosse volunt�ria.

- Grande diferen�a. - Pateta?

- E voc� ainda n�o me pediu. - Deus, voc� � dif�cil! Vai ajudar?

- Por favor? - Claro, Nate. Ser� um prazer.

Tome. N�o quero voc� vomitando por todo o meu avi�o.

Estou bem.

Voc� fez isso de prop�sito!

- Ent�o, por que voc� � piloto? - Em parte devido ao DNA.

Meu pai sempre me ensinou a olhar o c�u e ver todas as possibilidades.

- Por que � policial? - Gosto das regras.

- Por que n�o estou surpresa? - N�o significa que n�o as viole.

- Ei! Estou vendo um deles. - Bem aqui!

Pode pousar?

Ei!

- Aqui � Romeu-Hotel-Yankee. - Prossiga.

- Sim, Otto. Encontramos um dos garotos. - Entendido.

- Ei, voc� � Stephen Thompson? - Sim.

Chefe Burns.

- Fico feliz em v�-lo. - Certo.

Temos que tirar voc� daqui antes da tempestade. Onde est� o seu amigo?

Ele est� com o cara morto.

- Onde? - Por aqui.

- Onde? - D�-me a sua lanterna.

Olhe!

Meu Deus!

Esse � o meu pai!

Certo. Bem, diga-lhe que estarei l� o mais breve que puder.

- Precisa de ajuda? - N�o.

Est� bem. Tenho que voltar para a delegacia.

O sargento Coben, da Pol�cia Estadual, telefonou.

Quem est� te impedindo?

Ele estava igualzinho a como era h� 15 anos quando partiu.

- Bem, o frio preservou seu corpo. - Ele nunca telefonou, nunca escreveu.

Faz alguma id�ia de como � isso quando se � uma crian�a?

- Bem, pode parar de culp�-lo. - N�o � ele quem eu culpo.

Que �timo! Charlene. Agora tenho que contar a ela.

Sargento Coben? Chefe Burns.

- Certo. - Ol�.

- Como vai voc�? - �timo.

Que bom. Percebo que isto � um conflito de jurisdi��es.

Sim, levarei o corpo de Pat Galligan para Anchorage este noite.

- Precisarei que assine esta libera��o. - Do que est� falando?

O corpo de Galligan foi achado fora dos limites da cidade. A jurisdi��o � nossa.

Bem, o assassinato pode ter ocorrido na montanha,

mas as chances s�o de que o assassino provavelmente seja local.

E voc� tem provas neste sentido?

Fui detetive de homic�dios numa cidade mil vezes maior que esta.

Minha prova � o meu instinto.

Sim. Bem, agora voc� � um policial de cidade pequena em Lunacy, Alasca.

E este caso � meu.

Voc� est� certo.

Boa sorte, sargento.

Voc� est� me deixando louco. Mas acho que est� blefando, ent�o vejo voc�...

O que � h�? Voc� parece mais s�ria que de costume.

John, pode nos dar licen�a?

Deve ser ruim, se n�o podemos ter testemunhas.

M�e! Por favor...

�, tudo bem. Tenho mesmo que dar notas a uns trabalhos. Vejo voc� mais tarde.

- Tenho que lhe contar uma coisa. - Est� bem.

- Ai, meu Deus! Voc� est� gr�vida? - N�o.

- Doente? - Apenas me escute.

� sobre o papai.

Bem, se ele telefonou pedindo dinheiro,

- ele pode esquecer. - Ele est� morto.

Ele est� morto h� muito tempo.

Ele estava numa caverna no alto da montanha No Name.

Algu�m enfiou uma picareta de gelo no seu peito e o deixou l� para morrer.

Ele foi assassinado? Quando?

Talvez logo que partiu. Talvez h� 15 anos.

Meu Deus! Meu Deus! N�o, n�o, n�o, n�o! Pat. Pat! Pat!

Ele n�o nos abandonou?

- Estava morto este tempo todo? - Sim.

As pessoas disseram que o viram... Outra mulher.

- Pat! Pat! - Tenho que ir.

Meg, Meg, Meg, Meg, por favor! Por favor! Fique, por favor!

- Por favor, fique. Por favor, fique! - N�o posso. N�o posso.

Pat Galligan tem sido uma sombra nas nossas vidas.

Ele partiu e n�o o recordamos com afei��o.

N�s o acusamos de ser um covarde, de abandonar a fam�lia...

Bem, teremos que viver com remorsos por t�-lo julgado mal.

Talvez jamais saibamos o que aconteceu naquela montanha.

Mas, enquanto sofremos...

Bem, podemos nos lembrar de Pat como nosso amigo e por que o am�vamos.

Ent�o, a Pat Galiigan! Que possa finalmente descansar em paz.

- Ao Pat! - Pat.

Pat.

Parece que isto est� sendo muito duro para Max. Eles eram chegados?

- Ningu�m era chegado a Pat. - Como Charlene est� reagindo?

N�o deveria perguntar a ela?

Bem, notei que passa muito do seu tempo livre l� no "Chal�".

- Gosto da comida. - �, eu tamb�m.

Mas n�o como l� toda noite.

Ou�a, Charlene est� arrasada como todos n�s.

Todos n�s faz�amos essa id�ia do Pat, quem ele era e o que ele fez.

Agora a nossa hist�ria coletiva mudou.

Aconteceu que est�vamos errados em estar t�o zangados.

- Quem era ele? - Pat?

Charmoso e ousado.

Cheguei aqui uns anos antes de ele ir embora.

Se ele lhe pedisse para fazer alguma coisa, voc� faria,

pois era sempre algo que voc� n�o teria coragem de fazer sozinho.

Mas um homem que tem o que os outros cobi�am, tamb�m faz inimigos.

Bem, e o que ele tinha?

Informalidade e falta de ambi��o lhe permitiam fazer o que lhe agradasse.

Pat, ele apreciava outras mulheres de tempos em tempos quando estava fora.

- Isso n�o � ser um bom marido. - Ele n�o era marido de forma alguma.

Ele e Charlene jamais se casaram.

Um conselho, chefe.

Em Lunacy, as coisas n�o s�o do jeito que parecem ser.

- Perd�o. Estava procurando... Ol�! - Ol�.

Ol�. Eu deveria ter telefonado. Desculpe.

Este � Jacob. Jacob, este � Nate, o novo chefe de pol�cia.

- Tenho que ir. - Certo. Pegarei aquele livro, certo?

- Importa-se se eu entrar? - N�o. Entre.

Ent�o, voc� mora em Lunacy?

Tenho um lugar aqui. A maior parte do tempo estou voando.

Voc� � piloto tamb�m.

Meg disse que foi voc� quem achou o pai dela.

Sim. Voc� o conhecia?

Sim. E no que me diz respeito, Pat Galligan recebeu o que merecia.

Aqui est�.

Obrigado.

- Cuide-se. - Certo.

Vejo voc� em breve.

Rocky, ou�a, est� tudo bem. Rocky, tudo bem.

- Quer tirar o casaco? - N�o. Estou congelando.

Ent�o... Voc� e o Jacob, hein?

Sim, ele toma conta de mim. Tipo como meu segundo pai.

Ele e o meu pai eram melhores amigos. Antigamente.

Foi ele quem me ensinou a voar.

N�o pensou que estiv�ssemos juntos, pensou?

- Como eu ia saber? - Viu como ele � velho?

Bem, algumas mulheres gostam.

Ent�o � por isso que est� aqui, para pesquisar a minha vida social.

N�o. O sargento Cobern, da Pol�cia Estadual, vai lhe telefonar.

Ele est� preocupado com a minha vida social?

Ningu�m est� preocupado com ela.

Coben precisa de uma declara��o.

O assassinato do seu pai � jurisdi��o da Pol�cia Estadual.

O que? Como assim? O assassino est� provavelmente aqui em Lunacy.

Por que est� aqui realmente, Nate? Podia ter me ligado sobre Coben.

Sim. Voc� n�o esteve no vel�rio.

- Ent�o ficou preocupado comigo? - N�o.

- Voc� parece preocupado. - Eu estava interessado.

Sabe, as pessoas disseram coisas boas sobre o seu pai. Voc� deveria ter ido.

Eu estava exatamente onde deveria estar.

Mas acho gentil que se interesse.

E ent�o, o que a faz pensar que o assassino est� em Lunacy?

Meu pai partiu em novembro de 1994.

Ningu�m vai escalar no final outono...

a menos que confie em quem o acompanha.

- Ele tinha que conhec�-los. - Eles?

Uma escalada do No Name no inverno teria precisado de pelo menos tr�s.

Meu pai era ousado e impulsivo,

mas ele jamais o teria tentado com menos de tr�s.

E nunca teria ido com um estranho.

Essa � a segunda vez que algu�m diz que seu pai era ousado.

O que mais se recorda sobre ele?

No dia em que partiu, era de manh� bem cedo.

Eu estava na cama. Ele veio para me dar um beijo de despedida.

De que me recordo?

Sua bochecha estava fria e ele tinha cheiro de cedro.

Ele era engra�ado.

Fazia truques com cartas e costumava ler O Pequeno Pr�ncipe para mim.

Eu esqueci que voc� era apenas uma crian�a quando ele partiu.

Sabe, voc� � mais esperto que a Pol�cia Estadual.

Voc� deveria estar cuidando deste caso.

Vim para c� para fugir de casos como este.

Por que?

Levei um tiro no ano passado e o meu parceiro...

...meu melhor amigo, foi morto.

- O que houve? - Foi... Foi complicado.

�timo! Ent�o n�o vou lhe perguntar sobre as suas complica��es...

e voc� n�o me pergunta sobre as minhas.

E agora que n�o temos mais nada para dizer,

voc� quer fazer sexo?

- Desculpe-me? - Sexo, Nate.

Sabe, sexo quente, molhado...

...tipo esquecer todos os nossos problemas.

� b�sico. � primitivo. � gostoso e tem baixas calorias.

�, aposto. Agrade�o a oferta.

Voc� nunca se diverte?

� apenas sobre isso que estou falando, Nate. Divers�o.

Acho voc� bonitinho. Voc� me acha gostosa.

O que a faz pensar que acho voc� gostosa?

Pelo modo como est� olhando para mim neste momento.

Voc� vai vestir a parka vermelha?

- Espere. Faz isso com todos os caras? - N�o. Sou extremamente seletiva.

- Quarto? - Sof�.

Est� bem.

Voc� disse que ele caiu.

Concordei em ficar de boca fechada pelo dinheiro...

porque eu pensei que tivesse sido um acidente.

Mas voc� o matou e eu participei disso.

Ei...

"N�o posso mais viver com isso. Perdoem-me. Matei Pat Galligan".

"E agora me juntarei a ele no inferno". Max Hawbecker

Vou chamar os rapazes da Pol�cia Estadual.

Ele saiu na noite passada.

N�o sei, por volta das 10:30.

Disse que tinha que cuidar de algo.

- Max tinha um rev�lver? Um. 22? - Nate, todos t�m uma arma no Alasca.

�. Uma calibre. 22. Mas por que ele se mataria com ela?

O que voc� estava fazendo aqui?

Max me telefonou ontem de manh�.

Ele estava escrevendo uma mat�ria sobre meu pai e queria uma entrevista.

- H� quanto tempo Max tinha o jornal? - Desde 1994.

O mesmo ano em que Pat Galligan desapareceu.

- Pat e Max eram amigos? - Sim. Foram escalar umas poucas vezes.

- Algum motivo para Max querer matar Pat? - Onde quer chegar com isto?

Algum motivo?

Carrie, Max deixou um bilhete no seu computador.

Vou mostr�-lo para voc�, mas isto n�o vai ser f�cil.

Isso � uma mentira... Uma mentira horr�vel...

Max nunca machucaria algu�m em sua vida. Como ousa?

Max nunca matou ningu�m.

Se quer saber sobre Max,

ent�o deveria saber que ele me ensinou a dan�ar m�sicas lentas,

para que eu n�o parecesse uma imbecil no meu primeiro baile.

Ele me deixava trapacear jogando Monop�lio.

Ele preencheu tantas outras partes da minha vida enquanto eu crescia,

mas voc� n�o queria falar sobre Max. Voc� queria acus�-lo.

Lamento se n�o aprova.

Como p�de falar com ela daquela maneira?

Isto �, tem alguma id�ia do que aquela mulher est� passando agora?

Sim, na verdade, tenho. Sei como � perder algu�m.

Seu parceiro.

Ah, sim, mas est� certo. Voc� n�o quer falar sobre isso.

Voc� prefere pegar todos esses sentimentos e tranc�-los.

Olhe, se quiser se envolver, envolva-se.

Caso contr�rio, comece a fazer as malas.

Chefe Burns.

Sim, na verdade ela est� bem aqui.

Certo. Eu o farei. Obrigado.

Era o sargento Coben, de Anchorage.

Precisam saber o que fazer com os restos mortais do seu pai.

Chefe...

- Ei, Meg! - Burns. Burns!

O que posso fazer por voc�, Sr. Woolcott?

Algu�m invadiu minha cabana de pesca

e roubou minhas varas de pescar e meus molinetes.

Por que n�o vai � delegacia e pede ao Otto para fazer uma ocorr�ncia?

Eu realmente agradeceria se voc� se ocupasse disso.

- Eles eram muito caros. - Tenho certeza que sim, Ed.

Sabe, acho que n�o est� sentindo import�ncia deste momento, Nate.

Estou lhe pedindo um favor.

N�o pe�o favores a muita gente, ent�o preste aten��o.

Sabe, s� numa cidade pequena um roubo insignificante...

tem preced�ncia sobre a morte do jornalista local.

O que?

Max est� morto?

Ed... Ed, sinto muito...

Horr�vel o que houve com Max! Voc� est� bem?

N�o.

Por que Max mataria papai! N�o faz sentido!

N�o, n�o faz.

Se Max tivesse matado papai,

ent�o por que n�o teria deixado a cidade, em vez de se estabelecer...

e esperar que algu�m encontrasse o corpo com uma picareta no peito?

Sempre pensei que Pat estivesse em Anchorage.

Por que Anchorage?

Na v�spera dele partir, n�s tivemos uma briga.

Disse-lhe que t�nhamos que nos mudar, que ele tinha que arrumar um emprego.

Ent�o ele partiu para Anchorage.

- Deve ter decidido ir escalar depois. - Voc� deveria contar isso a Nate.

Voc� tem uma quedinha por ele, hein?

Enfim, eles precisavam saber o que fazer com o corpo do papai.

- O que voc� acha? - N�o me importo. Eu...

N�o acho importante o que aconte�a com o corpo dele.

Claro que importa.

- Como conseguia am�-lo, Charlene? - O que?

Voc� pensou que ele a tinha deixado.

E depois de tantos anos, voc� ainda o amava. Vi isso na sua cara.

Pat era tudo para mim.

S� se encontra isto uma vez.

Ent�o era por isso que voc� dormia com todo mundo?

Por causa dos seus sentimentos duradouros pelo meu pai?

Voc� n�o faz id�ia o que � amar algu�m tanto assim...

e ser completamente rejeitada.

- Sim. Fa�o alguma id�ia disso. - Eu nunca rejeitei voc�.

Voc� e eu somos mais parecidas do que voc� pensa, Megan.

Dormi com um monte de homens porque nunca pude confiar em um s�.

Voc� os evita pelo mesmo motivo.

Que seja. Apenas pense sobre o lance do corpo, est� bem?

Ele deve ter contratado um piloto.

Se ele foi direto de Anchorage para a No Name, deve ter voado at� l�.

Pat deveria ser cremado.

Voc� estava certa.

Eram tr�s deles l� no alto da montanha.

Seu pai deu apelidos a eles.

Pat era Luke Skywalker, acho que Max era Han Solo,

e a terceira pessoa era Darth Vader.

- Como sabe disso? - Pelo di�rio do seu pai.

Voc� deveria l�-lo. Ele escreve sobre a escalada.

- Diz que estavam chapados com bolinhas. - Onde conseguiu isso?

Pol�cia Estadual. Eles devolveram os objetos pessoais do seu pai.

- Eles encerraram o caso. - De que est� falando?

Bem, Max confessou. Fim da hist�ria.

Para que eles precisam de um assassinato de 15 anos atr�s?

E quanto � justi�a? Justi�a seria bom.

E voc� disse que o di�rio prova que Max n�o matou meu pai.

N�o, prova que seu pai estava chapado e curtia Guerra nas Estrelas.

Ent�o � isso? Fim de jogo? Voc� apenas aceita isso e segue adiante?

- O caso n�o � meu. - Certo.

Vamos dizer, para efeito desta conversa, que o caso fosse seu.

- O que pensaria? - N�o importa.

Importa para mim.

N�o acho que Max foi o assassino.

Certo, se Max n�o foi o assassino, ent�o por que cometeria suic�dio?

Voc� n�o acha que foi suic�dio.

Vi Max no vel�rio. Ele parecia arrasado.

Acho que ele nem sabia que Galligan estava morto at� acharmos o seu corpo.

- Somos uma cidade pequena. - E isso quer dizer...?

Quer dizer que � o auge do inverno. O �nico meio de chegar aqui � de avi�o.

Sabemos quem chega e quem sai.

Voc� � o �nico que chegou aqui desde a morte de Max.

A menos que o tenha matado...

...foi um de n�s.

Isto n�o � sobre voc� ter rebocado aquele carro,

- e voc� sabe disso. - Ent�o � sobre o que?

Bing, chamamos Chefe Burns, chamamos Otto.

Para que os chamaram?

- Juro por Deus, vou atropelar voc�! - Voc� n�o vai a parte alguma.

� uma via p�blica, Bing.

Agora, escute, aqui somos todos amigos.

No m�nimo, nos conhecemos h� tempo demais para perder a cabe�a por algo assim.

O que est� havendo?

Vou lhe mostrar o que est� havendo, chefe.

Esse � meu equipamento de pesca e ele roubou.

Isso � uma balela!

Onde conseguiu este equipamento?

- Eu achei. - Voc� achou?

Sim. Eu estava enganchando aquilo, e vi isto na traseira do meu caminh�o.

- Simples assim? - Simples assim.

- Certo. Venha, vamos. - N�o vou a lugar algum com voc�.

Preciso do seu depoimento, Bing. Vamos.

Ei!

- Eu s�... Eu s�... - Abaixe o rifle!

- Abaixe-o! - S� estou pegando.

Abaixe a droga da arma, Bing!

Eu ia lhe dar a droga do depoimento!

N�o queria deixar o rifle armado na cabine do meu caminh�o.

- Vai prend�-lo? - N�o.

- N�o? - Ou�a, Ed, pegou suas coisas de volta, certo?

- Ainda faltam minhas luvas e minha faca. - Vou mandar um alerta geral.

N�o precisa ser sarc�stico, Burns.

Vou multar Big por resistir � pris�o. Mas quanto a roubo, n�o tenho provas.

E parece uma bobagem que ele tenha vindo

com uma hist�ria t�o idiota como "eu achei", a menos que tenha achado.

Voc� � uma piada como servidor da lei, sabe disto?

Voc� vai lamentar essa decis�o. E voc� tamb�m.

O que vai fazer? Cancelar o meu cart�o ouro?

Est� bem. J� chega.

A� est�, Bing.

Ei, espere a�.

Voc�s alguma vez escalaram com Pat Galligan?

Otto me disse que o caso foi encerrado. Se foi encerrado, n�o sou suspeito.

Todo mundo foi escalar com Pat.

Mas isso � algo que s� se fazia uma vez.

Deixe-me adivinhar. Ele era ousado.

Este � ele. Este � meu pai.

Eu esperava um "Sid Vicious", pelo jeito todos falaram sobre ele.

Cara... Sua m�e era gostosa!

Sabe, para uma m�e, ela era gostosa. Esta � Hopp?

Sim, e o marido dela.

Ele morreu h� uns dois anos. Ele era prefeito. Ela assumiu.

Jacob.

Ed Woolcott...

o falastr�o.

Ed � o Ed.

Embora eu tenho ouvido que ele era bem doid�o antigamente.

Ah, �? Qu�o doid�o?

Alguns dizem que ele repartia o cabelo para direita, em vez da esquerda.

- E qual � a rixa dele com o Bing? - Bom dia.

Quando Bing iniciou seu servi�o de reboque,

ele pediu um empr�stimo a Ed.

Ed recusou e Bing vem pagando � sua m�e nos �ltimos 15 anos.

- Bing tem m�e? - Sim.

Max... Carrie.

Os irm�os Mackie.

Aqui est� John.

- A� est�, Charlene. - Obrigada.

Vejo voc� na pr�xima semana.

Precisa de ajuda? J� peguei. Pronto.

Otto. Ele est� sorrindo. Eles tem dentes.

Deus, isto � uma loucura.

Esta gente � como minha fam�lia e um deles matou meu pai e Max.

Sabe, Charlene disse algo.

Disse que, quando meu pai partiu, ele foi para Anchorage.

Ela nunca soube que ele foi escalar. Algu�m deve t�-los levado l� de avi�o.

- Jacob. - N�o, Jacob teria me contado.

- Tem certeza? - Confio nele.

Est� bem.

Bem, o que seu pai estava fazendo em Anchorage?

Jogando, provavelmente. Sempre sobrava para Charlene.

Deus! Passamos todo esse tempo discutindo sobre por que ele partiu.

N�o tinha nada a ver com ela.

Ou comigo.

A culpa � extenuante, n�o �?

Aliment�-la. Mant�-la.

O que aconteceu em Baltimore, Nate?

N�o tem nada a ver conosco.

Se n�o pode me contar, ent�o n�o existe "n�s".

Primeiro, voc� tem que lidar com o seu passado.

A quil�metros de dist�ncia de lugar algum,

e tudo em que consigo pensar � no quanto eu quero estar em casa.

Sinto falta da m�o pequenina de Meg na minha, de passear com ela,

de olhar para o c�u e pensar em todas as possibilidades.

Ela � a minha possibilidade.

Eu era casado...

e minha mulher estava me traindo.

No dia em que descobri, liguei para o meu parceiro.

Precisava de algu�m com quem conversar, com quem beber.

Fiz com que ele deixasse a fam�lia para vir tomar conta de mim.

Ao chegarmos ao bar, estava havendo uma transa��o de drogas no beco de tr�s.

N�s... Bem, poder�amos simplesmente ter virado as costas,

mas eu fiz com que entr�ssemos.

O traficante atirou duas vezes em mim e matou meu parceiro.

Eu estava no hospital durante o seu enterro.

- Nate, sinto tanto... - Ele morreu por minha causa.

Tornei a esposa dele vi�va.

Sabe, eu amava aquelas pessoas e destru� a vida delas.

Nem mesmo retornei os telefonemas dela,

ent�o eu sei o que � culpa.

A culpa me comprou uma passagem s� de ida para o Alasca.

- Voc� n�o pode viver assim... - O que mais existe?

Quero que saiba que n�o fa�o isso para qualquer um.

�... Sabe o que? Voc� � uma garota que sabe usar o queijo!

N�o � s� o queijo. � como fica tostado por igual.

Este � o segredo?

Ei, obrigada por me dar o di�rio do meu pai.

- Leitura interessante? - Acho que voc� sabia que seria.

O estranho com as cicatrizes � que voc� � ferido,

mas quando fica curado,

a �rea em torno da ferida se torna muito mais forte.

Telefone para ela. Telefone para mulher do seu parceiro.

O que me diz da gente sair um dia desses?

- Como um encontro? - Sim. Vamos! Nosso primeiro encontro.

E faremos alguma loucura. Sabe, jantar e cinema ou algo assim.

Vou verificar a minha agenda.

Sabe o que � isto?

Isto � um dos momentos perfeitos da vida.

� o sandu�che.

Poder�amos ir ao cinema, ou poder�amos tricotar meias.

Ou poder�amos rejuntar o banheiro... Isso � sempre divertido.

Voc� teve uma visita ontem?

Ouvi Rocky latindo ontem � noite.

Eu ia sair e dar uma olhada nele, mas a� ele parou.

Sim, bem, seja quem for que esteve aqui, conhece o Rocky,

e o conhece bem o bastante para mant�-lo calado.

Parece que algu�m quer se manter informado sobre o chefe de pol�cia.

Algu�m esteve nos espiando...

Voc� disse que Max comprou o jornal logo depois que seu pai desapareceu.

Sim. Suponho que ele tenha ganho algum dinheiro.

- De onde? - N�o sei.

Acho que est� na hora de eu come�ar a fazer o meu trabalho...

antes que mais algu�m seja morto.

Segundo os registros da escola, esteve fora a maior parte de novembro de 94.

- Tirei uma licen�a. - Isso parece meio estranho,

um professor tirar licen�a no meio do ano escolar.

J� deu aulas para o ensino m�dio?

Novembro de 1994?

Droga, nem mesmo me lembro do que fiz na semana passada!

Nem eu.

-1994? Est�vamos colocando o novo cofre. - Voc� fez isso pessoalmente?

N�o, claro que n�o.

Ent�o n�o pode dar conta de cada dia de novembro?

Posso dar conta de cada dia. S� n�o posso dar conta da sua suspeita.

N�o acha que escalei a Sem Nome com Pat...

...e enfiei uma picareta nele!

- Ele tinha o dobro do meu tamanho. - Mas n�o o do seu marido.

Isso � algo nojento de me dizer sobre um homem que voc� nem conheceu!

Tamb�m nem conheci Galligan. Voc� conheceu.

Ent�o est� certo.

Ent�o vai me procurar se lembrar de algo sobre qualquer �poca de 1994?

- Bom dia, Nate. - Charlene...

Ent�o... soube que voc� anda dormindo com Meg.

Est� bem. O que h� entre voc� e a Meg?

Voc�s sempre dizem o que pensam?

Bem, exceto uma para a outra.

Pegue leve com ele.

Algu�m levou Pat Galligan de avi�o para o alto daquela montanha.

N�o teria uma id�ia de quem foi?

- N�o. Mas posso perguntar por a�. - Eu agradeceria muito.

Todos estes anos e voc� nunca teve um caso com a Charlene?

N�o. E se voltar a me perguntar algo assim,

n�o serei t�o educado.

Jacob, qual � o segredo com o cachorro?

Como � que ele n�o rosna nem late quando voc� est� por perto?

- Qual � o seu segredo? - Talvez ele apenas goste de mim.

�...

�... Sinto que perdi uns pontos no meu QI assistindo esse filme.

Acho que Rocky perdeu alguns e ele est� sentado no caminh�o.

O poder do cinema.

Charlene deve estar ocupada esta noite.

- John sempre teve uma queda por ela? - Sim!

Mesmo quando ela estava com o seu pai?

Sim.

Bem, acha que isso era suficiente para querer tirar Pat do caminho?

Certo. Ent�o aqui est� uma id�ia.

Que tal esquecermos esta noite que toda a cidade � suspeita?

- Digo, � o nosso primeiro encontro. - Claro.

Adoro primeiros encontros! H� tanto mist�rio...

Vou ganhar um beijo no final da noite?

Acho que teremos que ver como ser� o resto da noite.

- Tenho um favor para lhe pedir. - Envolve lo��es?

N�o. Tem uma coisa que preciso fazer com Charlene.

Acha que poderia cuidar de Rocky por alguns dias?

Um encontro e voc� est� me confiando o seu c�o!

- Sim. - O que temos, um relacionamento?

Isso � simplesmente revoltante!

- Ei! O que est� havendo? - Algu�m massacrou um pobre c�o.

Meg...

Meu Deus! � o Luke, o c�o dos Thompson.

Stephen Thompson.

- O garoto que resgatamos da montanha? - Sim.

Essas coisas s�o minhas. Onde as encontrou?

As luvas sob um carro; a faca, enfiada no peito do c�o dos Thompson.

O que, o Luke? Isso � revoltante!

Bing. Pegou meu equipamento de pesca. Deve ter pego essas coisas tamb�m.

Qualquer um poderia estar com a faca. Voc� poderia t�-la usado.

- Eu? - Sim.

S� estou tentando mostrar a diferen�a entre especula��o e fato.

- Bem... que tal impress�es digitais? - Vou checar, mas n�o tenho esperan�as.

Ou�a, vou ter que ficar com estas coisas por algum tempo.

Sim, naturalmente.

- Acha que Bing fez isso? - N�o.

Ele esteve no Chal� bebendo a noite inteira.

H� provavelmente uma d�zia de pessoas que o viram l�.

Sim, � uma tremenda arma��o. � �bvio demais.

Faz um longo tempo desde que estive neste lugar.

Jamais gostei muito de acampar.

Mas Pat me fez mudar de id�ia. Eu amava vir aqui com ele.

Apenas n�s dois.

- Voc� foi concebida aqui. - Certo. Obrigada. Informa��o demais.

� bom saber que n�o foi na traseira de um caminh�o num lugar qualquer.

Voc� era tudo para ele, Meg.

A raz�o dele viver, dele existir... A felicidade dele.

Voc� significava mais para ele do que tudo na vida.

Se ele foi embora, foi por minha causa, n�o sua.

M�e, ele n�o foi embora por causa de nenhuma de n�s duas.

Ele foi embora porque n�o podia ficar.

- Como sabia que papai era o cara certo? - Eu simplesmente sabia.

Ele me fazia rir. Ele era t�o engra�ado!

Eu simplesmente soube.

Sabe, se estiver se apaixonando, gostaria de saber por voc�,

n�o pelo cara do mercado.

- N�o falei nada sobre me apaixonar. - Nem precisava dizer.

- Vamos fazer isto? - Claro.

Tenho tentado pensar em algo significativo para dizer.

N�o sou muito religiosa.

Lembra-se daquele livro que papai costumava ler para mim?

O Pequeno Pr�ncipe. Voc� adorava o fato de haver um piloto nele.

Sim...

Tem essa parte em que o pequeno pr�ncipe est� morrendo

e ele diz para n�o ficarem tristes quando ele partir,

pois ele vai estar vivendo em uma estrela e rindo.

� assim que gosto de pensar nele.

Uma risada, vivendo l� longe no espa�o sideral.

Creio que � dessa maneira que ele ia querer que nos lembr�ssemos dele.

Adeus, papai!

Bom! Voc� pode morrer de fome. Acha que eu me importaria?

Enganei voc�. Olhe s� para voc�! Voc� n�o � t�o dur�o.

Ei, Rocky! Rocky, Rocky! Bom menino! Bom menino.

Desculpe. Meg n�o est�. S� estou tomando conta do cachorro.

Esta � novidade!

- Voltar� em alguns dias. - Ent�o voltarei depois.

Voc� estava certo.

Algu�m levou Galligan e sua equipe de avi�o para o alto da No Name.

- O nome do piloto era Paul Singer. - Como o cantor?

Sim.

- Como entro em contato com ele? - Ser� dif�cil, a menos que seja m�dium.

Paul foi morto a facadas em Anchorage uma semana depois daquele v�o.

E isso n�o � tudo.

Descobri que Galligan ganhou 25 mil d�lares...

jogando p�quer antes de ir escalar.

Max apareceu com 3 mil d�lares em dezembro de 1994.

Ent�o, ou Max matou Galligan pelo dinheiro,

ou a terceira pessoa na montanha matou Galligan,

pegou os 25 mil e ent�o pagou ao Max para ficar calado.

- Do que est� falando? - E meu instinto me diz que n�o foi Max.

O que significa que o assassino ainda est� por a�.

Podemos fazer o estacionamento fora da 2� Avenida, atr�s da livraria.

- Isso aumenta o custo em mais 20%. - Veja...

- Posso interromper? - Ol�, Nate.

- Ol�. Estamos numa boa? - Por enquanto...

Como posso ajud�-lo?

Na verdade, soube que estava aqui. Tenho um pergunta de banco.

� sobre uns anos atr�s.

Bem, tenho uma extensa mem�ria quando se trata de banco.

Bom. Tenho uma fonte...

que diz que Pat Galligan ganhou uma pilha de dinheiro jogando cartas.

- Sim, Pat adorava jogar poquer. - Sim, ele adorava.

- Joguei com ele mais de uma vez. - Voc�? Um jogador?

Sabe, n�o sou t�o careta quanto pensa. J� tive uma moto, sabe.

Sim, voc� era um doid�o.

De todo jeito, Pat, sempre jogava com apostas pequenas.

- N�o posso imagin�-lo ganhando alto. - Bem, minha fonte diz o contr�rio.

Agora, ele mandou dinheiro para o seu banco antes de sua �ltima escalada?

N�o, n�o que eu me lembre.

Ent�o, Pat n�o colocou dinheiro no banco...

e Max comprou o jornal algumas semanas mais tarde.

Jacob tamb�m deu a entrada no seu primeiro avi�o naquela �poca.

Bing comprou o seu primeiro reboque.

� muito dinheiro correndo em Lunacy.

E aqui estamos tentando imaginar onde vamos achar dinheiro...

para contratar o novo professor.

John est� saindo nas f�rias da primavera. Ele me contou ontem � noite.

Bem, isto � repentino. Por que ele est� saindo?

Sei l�. S� disse que era hora.

Sim, eu estava certo. � um pr�dio tombado, ent�o n�o podemos mexer.

- N�o. - Mas pode p�r uma varanda na frente.

- N�o, n�o pode p�r uma varanda na frente. - Sim, descobri que pode.

Ol�?

Ol�?

Perdeu alguma coisa?

Eu bati.

E quando n�o atendi, resolveu entrar?

Vida de cidade pequena.

- O que voc� quer? - Soube que est� indo embora.

- N�o sabia que era um crime. - N�o disse que era.

Charlene sabe o que sente por ela?

Pat sabe o que sentia por ela?

- Preciso falar com um advogado? - N�o sei. Precisaria?

Voc� estava no cinema na outra noite.

- Sim, assim como muita gente, inclusive voc�.

Mas eu n�o enfiei uma faca no cachorro dos Thompsons.

Nem eu.

Eu tinha sentimentos, fortes sentimentos por Charlene.

N�o me adiantou nada depois que Galligan se foi.

Foi assassinado.

Quer saber onde eu estava em novembro de 1994?

Estava no Arizona visitando a minha irm�.

Estava tentando ficar longe do que sentia por Charlene.

Voltei e Pat j� tinha ido embora.

Sabe, demorei muito tempo para entender...

que Charlene nunca me ver� por quem eu sou.

Ela apenas me ver� pelo que eu n�o sou. Pat.

Quem, a prop�sito, eu n�o matei.

Como p�de ficar todos estes anos...

e ver Charlene ficar com outros homens?

Eu tive a minha chance, mas n�o agi.

Estava s� t�o preso no meu medo de ser magoado...

que n�o pude ver o que eu estava perdendo.

E agora, apenas � tarde demais.

Al�? Al�?

Susan?

- Nate? - Sim.

- Est� ai? - Onde voc� est�?

- Alasca. - Alasca? Est� de brincadeira.

Sim, deveria ter ligado h� muito tempo. Sabe, eu queria.

Eu nem sei o que dizer. Sinto muito.

Sei que destrui a sua vida.

Nate, um viciado em ext�se de 24 anos destruiu a minha vida.

Voc� era o mocinho. � por isso que est� no Alasca?

Deus, voc� � um idiota.

Tire o seu rabo do gelo e volte para casa.

Se quiser compensar a sua culpa, venha pintar a minha casa.

Sim, claro. N�o se ainda estiver pensando em pint�-la de verde.

Certo. Est� insultando o meu estilo? Insulto a 3 mil milhas de dist�ncia?

Falando em estilo. Sabe que vi na semana passada? Carmichael.

- Quem � este? - Lembra daquele tira magrelo dos Costumes?

- S�rio? - Est� do tamanho de um est�dio.

- Ei, rapazes. O que � isto? - Alce.

- N�o pode nos multar por ca�ar, Chefe. - Eu n�o ia.

Mas est�o bloqueando o cruzamento. Tirem o caminh�o.

- "Cheechako". - Eu ouvi.

Certo, acalme-se.

Tudo bem. Ei, ei, ei, ei.

Isto � um beijo?

� isto que est� fazendo. Minha nossa!

- Afinal, voc� � s� um grande piegas. - Ol�.

Deixo voc�s sozinhos uns dias e � isto que acontece?

Voltou cedo.

Ei, lindo. Saia daqui. V� tomar ar fresco. D�-me um tempo com ele.

- Pensei em fazer uma surpresa. - Bem, estou feliz. Senti a sua falta.

Trouxe-lhe um presente.

Voc� me trouxe um presente? O que me trouxe?

Olhe s� estas!

Ei, n�o fa�a pouco da minha inten��o.

N�o, n�o estou. Digo, sabe, estas n�o s�o botas.

Estas significam que voc� me quer por perto...

por muito, muito tempo.

- Talvez. - Bom.

Ent�o, case-se comigo.

Eu sabia. Eu sabia mesmo.

D� a um cara sexo gostoso e comida quente...

e agora ele a pede em casamento.

Eu amo voc�.

N�o acha que o casamento pode estragar tudo?

Eu amo voc�.

Droga. Eu amo voc� tamb�m.

Tem alguma coisa com Rocky.

- Meg, o que est� fazendo? - Protegendo o meu cachorro.

- Est� bem, d�-me a arma. - Voc� tem a sua pr�pria arma!

Rocky!

Rocky, afaste-se. Rocky, volte.

Rocky, venha aqui! Agora. Venha aqui!

O que est� fazendo?

Algu�m atraiu este urso aqui com carne de alce.

Quem fez isso sabia que Rocky ia encurralar o urso.

E se Rocky ficasse encurralado, ent�o...

- Ent�o voc� viria atr�s dele. - N�o.

Eu n�o deveria estar aqui. Quem sabe que voc� tem um 9mm?

- A cidade toda. - Exatamente.

Com este tipo de arma, um urso enraivecido teria estra�alhado voc�.

Algu�m contava com isto.

Ou�a, eu...

- Tenho uma coisa que quero dizer. - Est� bem.

Desde que papai se foi, eu...

Apenas diga, Meggie.

Eu sempre pensei que, se ele me amasse bastante...

- ... ele teria voltado. - Querida.

Eu pus esta culpa em voc�.

Eu culpei voc� por eu ficar s�, por ele ter ido embora.

O que entendi recentemente...

...� que voc� poderia ter partido, mas n�o o fez.

Voc� ficou. Voc� me deu esta cidade como uma fam�lia.

Eu nunca fiquei realmente s�.

- Sabe, Nate me pediu em casamento. - O que voc� disse?

Eu... eu acho que n�o disse.

O que, voc� n�o respondeu?

Eu ia responder. S� n�o tive uma chance.

- Voc� o ama? - Sim.

Ent�o case-se com ele e segure este sentimento pelo resto da sua vida.

- Segure com for�a. - Eu vou tentar.

Sabe, tudo o que sempre quis era que voc� fosse feliz.

Por que n�o quer a mesma coisa para voc�?

- John est� se mudando. - Eu sei.

M�e, ele ama voc�.

Ele � um bom sujeito. Faria qualquer coisa por voc�.

Isto � alguma coisa.

Mas � o suficiente?

Acho que isto depende de voc�.

- Sim? - Nate?

S� um segundo.

Meg me contou as boas novas. Estou feliz pelos dois.

E se voc� partir seu cora��o, eu mato voc�.

Bem, obrigado pelo aviso.

- N�o estou brincando. - Est� bem.

- Certo. - Ei, Charlene.

Sei que voc� e Pat brigaram antes dele ir embora,

mas ele teria voltado.

Quando se faz o que eu fa�o, fica-se conhecendo a v�tima.

�s vezes muito melhor do que as pessoas que o conheceram vivo.

- E Pat teria voltado. - Obrigada.

Esta foi a coisa mais gentil que algu�m j� me disse.

Especialmente algu�m que n�o est� tentando tirar as minhas cal�as.

- Est� bem. Voc� � engra�ada. - Ora, obrigada.

Bem, estas coisas demoram. Eu sei. Ei, Nate.

Sim, eu sei. Eu mesma ouvi em toda a cidade.

Acho que voc� est� exagerando. Sim. Reuni�o.

Sim, eu falarei com ele. Certo. Bom.

Volto j�.

John, espere. Espere.

O que voc� quer de mim? Voc� me ama? Ama?

Eu quero amar voc�. Eu quero. Eu...

Se voc� ficar, eu tentarei.

Veja, esta � a diferen�a entre voc� e eu.

Eu sei que amo voc�, mas n�o posso esperar mais.

N�o posso ficar sentado ali, enfiado em um livro,

fingindo que n�o me magoa...

quando voc� leva outro para a cama.

N�o haver� outro.

Eu prometo.

Pensar que voc� vai embora est� partindo o meu cora��o.

Por favor. Por favor, n�o v�.

Tem uma reuni�o de emerg�ncia da C�mara Municipal esta noite.

Eu preciso avis�-lo.

Temos algumas preocupa��es sobre como voc� lidou com fatos recentes.

Ou�a, tivemos mais encrenca aqui desde que contratamos voc� do que antes.

Tivemos um assassinato, um suic�dio um c�o sendo morto.

Sim, n�o vamos nos esquecer do equipamento de pesca roubado.

Foi um erro contratar voc� ou, quanto a isso, outro de fora.

Bem, n�o, os motivos para buscar fora eram v�lidos.

Bem, pode ser.

Mas alguns dos contraventores desta cidade...

eles acharam que isto era uma esp�cie de desafio.

- Ei, n�o estamos recebendo tanta aten��o. - � verdade.

- Posso dizer uma coisa? - Sim.

Seus problemas n�o come�aram quando voc�s me contrataram.

Come�aram h� 15 anos atr�s quando algu�m matou Pat Galligan.

E quem matou Galligan ainda est� aqui.

E � a mesma pessoa que matou Max Hawbacker.

- Ora, vamos. - N�o, Max se matou de culpa.

Bem isto � o que o assassino quer que voc�s acreditem.

Esta � conversa de doido

Jurei proteger e servir esta cidade e isto � exatamente o que ou fazer.

Assim, a partir de hoje, estou reabrindo o caso de Max Hawbacker como homic�dio.

- O que? Vamos! - Est� bem, est� bem, est� bem.

Ou�a, n�o temos tempo para perder com isto.

- Vou colocar a mat�ria em vota��o. - Agora, espere um minuto.

Proponho que o Chefe Burns seja imediatamente dispensado.

- Ele tem um contrato, Ed. - Aquele a favor?

- Contra? - J� basta.

- O "sim" ganhou. Voc� est� fora. - O que?

- Ora, vamos. - N�o podem fazer isto.

N�o podem fazer isto. Voc�s o atropelaram.

Todos, apenas acalmem-se! Ordem! Ordem, por favor!

- Chefe. - N�o mais.

Sinto muito. O que h�, Stephen?

- Luke era o cachorro dos meus pais. - Sim, eu sei. Lamento isto.

De todo jeito, eu fiz algo. Algo que n�o devia.

Tirei isto da caverna.

Estava ao lado do corpo.

Meu pai n�o tinha orelha furada. Nem Max.

Vou me certificar que a Pol�cia Estadual receba isto. Obrigado.

Vai se certificar que a Pol�cia Estadual receba?

- O que h�? Voc� s� vai ir embora? - Fui despedido, Meg.

Ent�o, sim, posso ir. N�o h� nada mais que me segure aqui.

Pedi que se casasse comigo, voc� ainda n�o me respondeu.

N�o posso responder at� saber onde voc� quer estar.

Voc� ligou para ela. Voc� ligou para a esposa do seu parceiro.

- Sim. - Bom.

Bom. Ent�o n�o est� mais aqui por omiss�o. N�o est� fugindo.

Eu amo voc�, Nate.

Amo voc� mais do que pensei que pudesse amar algu�m.

E quero ver voc� feliz. Ent�o, se Baltimore o faz feliz, ent�o v�.

Fique l�.

Mas se ficar, fique e lute. E lute com for�a.

- Alguma coisa? - N�o. Vou olhar novamente.

Sei que vi este brinco.

Estava certo que estava em uma destas.

Vamos.

Esta realmente n�o � uma boa hora.

- Meg? - Vi que voc� e John conversaram.

Aqui est�.

Sabia que tinha visto. Este foi quem matou o seu pai.

L� v�o eles.

- Est� bem, por favor, Meg, v� para casa. - N�o vou sair at� que o prenda.

Eu o conhe�o a vida toda e ele matou o meu pai e Max.

Certo. Bem, teremos que esperar por Coben.

Ele deve chegar aqui assim que a parada estiver terminando.

Ent�o, vamos s� ficar sentados e esperar para entregar o suspeito?

- Sim. Ningu�m se machuca hoje, entendem? - Burns.

- Meg! Meg! - Burns!

- Burns! - Nate!

Estamos no meio do Dia dos Fundadores, pelo amor de Deus.

Est� bem, o que est� havendo?

- Chamei Coben para prender o assassino de Pat. - Quem?

Como chegou aqui t�o r�pido?

Estava em um atropelamento a menos de uma hora daqui.

Certo. Eis o que vamos fazer.

Ou�a, vai ter que esperar at� a parada terminar.

Tem gente demais aqui para arriscar que ele veja voc�.

Espere um minuto. Voc� n�o foi despedido?

Digo, se algu�m est� encarregado aqui, � o seu delegado.

Esque�a isto. Lunacy tem muita sorte de ter Burns aqui.

Concordo.

- O que eles est�o fazendo aqui? - �timo. Que droga � esta?

Coben, eu disse, ningu�m aparece at� a parada terminar.

Ei. Eu decidirei quem aparece...

quando aparecem, est� bem?

Abaixem-se! Abaixem-se!

No ch�, no ch�o, no ch�o!

Afaste-se! Jogue a sua arma e afaste-se!

Afaste-se!

Eu a matarei, Burns. Sabe que sim.

- Que diabos est� fazendo? - Cale-se!

Onde voc� vai, Ed? Onde voc� vai?

N�o se preocupe com isso. Preocupe-se com ela.

- Colocarei um bala bem na sua cabe�a. - Sim, como fez com Max?

Ou�a, eu fiz o que tinha que fazer.

Isto �, � assim que se sobrevive por aqui, n�o �?

Voc� n�o vai escapar desta. Vou derrubar voc� ai mesmo.

Se n�o soltar a sua arma, voc� vai mat�-la,

exatamente como matou o seu parceiro.

- N�o consegue viver com isto, consegue? - Mas eu consigo.

Meg!

Voc� me conhece, seu miser�vel.

Se machuc�-la, eu mato voc� como um animal doente.

- Voc� matou o meu pai. - Meg. Para tr�s.

- N�o vou deixar que a leve. - Eu tamb�m n�o, mas solte a arma.

Ei!

- Meg! - Meg! Voc� est� bem?

Se algu�m vai morrer hoje, ser� voc�.

- Que diabos est� fazendo? - O meu servi�o. Esta � a minha cidade.

Solte a arma, seu filho da m�e!

Voc� est� maluco, Burns. Voc� nem � daqui!

Meg? Meg!

- Algeme este covarde. - Um prazer, Chefe.

Vamos, Ed.

Voc� est� bem? Querida, voc� est� bem?

Chame um m�dico.

M�e, acalme-se. Estou bem.

Carrie, voc� est� bem?

- Voc� est� bem? Foi atingida? - N�o, estou bem.

A bala arranhou o meu bra�o, mas, Deus, d�i um bocado.

Sim, conte-me isto.

Ei, nunca mais fa�a uma coisa desta de novo.

Ed trocou de advogados hoje. Arranjou um figur�o de fora.

sabe, ele agora alega que matou o seu pai em leg�tima defesa.

Que Pat ficou maluco com as drogas e o atacou.

E o dinheiro?

Sim, alega que ganhou as 22 mil pratas que apareceram de repente na sua conta...

...em novembro de 1994.

- �timo. - Ei, n�o se preocupe.

Temos os Mackies que lhe venderam a carne de alce.

E sem falar, eu n�o sei...

de todos que tem fotos no celular dele atirando em voc�.

Ele vai cumprir tempo.

- Vamos passear pelo rio. - Parece bom.

Podemos nos deitar e fazer amor at� que fique fraco para andar.

Agora, isto parece melhor ainda.

- Voc� pode congelar. - O frio?

J� n�o � t�o ruim. Acho que estou finalmente me acostumando.

Nada mal para um "cheechako".

Voc� n�o � mais isto. Voc� � um de n�s.

- Nunca me disse se casaria comigo. - Sim, certo. Isto.

Sim.

Sim.

Sim.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.