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Original subtitles

Sincroniza��o: FMGRM

Eu vendo caos, esc�ndalo, homic�dio e desgra�a.

Cristo, como vendo.

Eu vendo rec�m-nascidos e mortos.

Vendo destro�os da magn�fica cidade de Nova Iorque �s pessoas.

Eu vendo jornais.

Obrigado pelo seu tempo. Sim?

Porter. Tenho um tiroteio e um inc�ndio.

- Vitimas? - Pelo menos dois.

O Paul disse algo sobre um mi�do.

Vou a caminho. Obrigado.

Estou sempre a correr para o local onde o mal aconteceu.

Chego depois do perigo passar,

assistindo a uma dist�ncia segura, procurando um �ngulo,

aquela pequena ruga, o bater do cora��o,

que vos faz meter a moeda e retirar o jornal.

Com tr�s prazos por semana,

estou sempre � procura de uma boa hist�ria.

Eu vi o fumo e olhei l� para cima.

Foi quando o Demetrius saltou por aquela janela.

Ele estava a arder todo o lado.

E segurou no Vernon.

E o Demetrius vinha a cair, a cair, a cair...

Via que ele ia cair em cima do beb�.

E pouco antes do Demetrius chegar ao ch�o,

ele fez uma esp�cie de salto e aterrou de costas.

E ele levantou o beb�, como se...

Agora consigo perceber que ele fez aquilo de prop�sito.

O que fizeste?

Corri e apanhei o Vernon.

E vi o Demetrius ali.

Ele n�o ia safar-se,

porque aterrou de costas, daquela maneira.

Ol�, pequenote.

Lamento o que tenha acontecido a ti e ao teu pai.

Est�s bem?

N�o, n�o, n�o... Ele ainda n�o fala.

Cair, cair, cair...

Obrigado pelo teu tempo.

Foi voc� que os ajudou, a encontrar aquela menina?

Eu escrevo uma coluna para um jornal di�rio.

Por outras palavras, sou uma esp�cie em extin��o.

Costumava pensar que as minhas hist�rias podiam fazer a diferen�a.

Agora, s� espero que cheguem para alimentar a minha fam�lia.

Hoje em dia,

8 milh�es de crian�as, t�m iPhones e publicam os seus v�deos no You Tube,

como se estivessem, de facto, a relatar e a comentar algo.

A minha mulher diz que pare�o um velho a falar.

Vou entrar para uma reuni�o longa. Deves chegar a casa antes de mim.

Temos que pagar � Josephine.

E, por favor, lava as panelas e frigideiras que deixas sempre para mim.

- T�m que ficar de molho durante a noite. - Ai sim?

- Sim. - A s�rio?

- Foi o que a tua m�e te disse? - Tenho que desligar, querida.

- Espera! Porter... - O que �?

Lembraste-te do teu "smoking"?

Sim, mas n�o quero ir.

V�o estar todos a engraxar o Hobbs...

Se eles est�o mesmo a pensar em cortar a tua coluna, � bom que v�s.

Eu sei que � um observador, Sr. Wren, mas � feio ficar a olhar.

Desculpe. Eu estava s�...

a tentar descobrir de onde a conhecia.

- Mas vejo que me reconheceu. - Pela sua foto extravagante.

Aquela que sai na minha coluna?

A sua express�o presun�osa � irritante.

Foi...

tirada no ano passado, nos momentos finais da minha juventude.

Antes de deixarem de usar a c�mara de filmar?

Desculpe.

Algu�m ainda l� jornais?

Bem, eu tenho alguns f�s da edi��o impressa.

Disseram-me que me mandam "tweets".

Acho que o fazem sobre o quanto � fant�stico...

a sensa��o do papel, o cheiro da tinta.

"Hashtag" -coluna-bem-escrita.

Eu gosto da sensa��o do papel.

E a sua coluna, Sr. Wren, est� sempre muito bem escrita

e num estilo cl�ssico.

Mas pergunto-me, se n�o ser� deprimente para si

estar em todos esses lugares, logo ap�s algo horr�vel ter acontecido.

Deve ter visto tantas coisas horr�veis.

Vi umas quantas.

As pessoas parecem abrir-se consigo.

Deve ter habilidade para fazer as perguntas certas.

Normalmente, as pessoas querem contar a algu�m e...

eu estou l� no momento certo.

Ora, est� a ser modesto.

O que a traz � festa?

O Banco do meu namorado Charlie

fez um neg�cio qualquer com a empresa

e acho que comprou o seu Jornal.

Agora trabalham todos para o Hobbs, acho eu.

"Todos" significa a humanidade? Sim.

Est� grato por ter um emprego que lhe paga para olhar para as pessoas?

Olhe...

Eu lido com mentirosos, todos os dia.

Mas estou aqui no meu tempo livre, portanto...

se isto vai levar a algum lugar, v� directa ao assunto.

� complicado. Leva algum tempo a explicar.

Podemos sair j� e ir para o meu apartamento?

Fica apenas a 15 quarteir�es daqui.

O Charlie n�o viria.

� sobre a morte do seu marido?

- Porter Wren, n�o �? - Sim.

Tem que vir falar com o Mr. Hobbs.

Ele est� bastante ansioso para conhec�-lo.

Com licen�a.

Este � Porter Wren.

O jornalista de investiga��o que encontrou a menina.

Com licen�a, Sr. Hobbs. Mr. Porter Wren, senhor.

O jornalista de investiga��o famoso, que agora escreve o artigo.

A s�rio?

- Sim? - Acho que as coisas podem acontecer.

Se for prudente e esclarecer a situa��o.

Que maravilha!

O convite continua de p�?

Sim.

Entre.

Quero mostrar-lhe isto.

- Certo, era disto que est�vamos a falar. - � por onde come�amos.

- � por onde come�amos? - Sim.

- Outra bebida? - Porque n�o?

PROVA

Para ajud�-lo a atravessar as portas do inferno.

Isto � um relat�rio da pol�cia.

Poupou na �gua t�nica e no gelo.

Quero-o b�bado, para saber se est� � altura ou n�o.

Sabe que pode ter muitos problemas por ter estes arquivos?

Os detectives nem deixam os outros policias verem estas coisas.

- Eu sei disso. - Muito bem.

Ent�o, "Simon Crowley foi encontrado nos escombros de um edif�cio demolido.

Em redor do corpo estavam, pequenos peda�os de jade.

A pol�cia n�o faz ideia de como ele foi l� parar,

devido ao muro alto com arame,

nem pode determinar a causa da morte, devido aos..."

�s escavadoras e aos ratos. Pode diz�-lo.

Eu li o relat�rio 17 vezes.

Lamento.

"O cineasta, mundialmente famoso, parece incapaz de sorrir."

Claramente.

"Em v�rias horas de entrevista, percebi que Simon Crowley..."

Obrigado.

"...n�o �, particularmente, uma pessoa simp�tica

e nem se importa se o percebermos.

Na sua busca de grandes filmes,

de mulher atr�s de mulher e cigarros, por essa ordem, a simpatia � irrelevante".

Cr�tica mista.

Ganhou Melhor Realizador?

Melhor argumento original.

Parece que � o que d�o, quando querem dar "Melhor Realizador", mas n�o podem.

Ainda n�o conseguiram descobrir como ele foi ali para.

O lugar estava todo trancado e ele n�o tinha chaves com ele.

Qual � a hist�ria dos peda�os de jade?

N�o fa�o ideia.

Pode dar-me o meu casaco, por favor?

Espero que n�o se sinta como se lhe tivesse feito perder tempo.

Aqui tem o meu n�mero.

Quando o port�o se fecha, o meu trabalho e a cidade

ficam do outro lado do muro que circunda a nossa casa escondida.

A Lisa e eu apaixon�mo-nos por esta casa, quando nos cas�mos.

H� algo nela por ter sobrevivido centenas de anos. Como um segredo.

Manteve-me honesto.

Noutro lugar qualquer, esta casa era irrelevante.

Mas, em Manhattan, � um milagre.

A minha fam�lia dorme c� dentro,

a salvo dos perigos destas ruas escuras.

Isolada do mundo de Caroline Crowley e do seu marido famoso morto,

que n�o podiam entrar neste lugar secreto.

A n�o ser, � claro, que os trouxesse comigo para casa.

- Refizeste-o ontem? - Aconteceu tarde de mais.

Pap�-p�ssaro!

Guardei-te parte do vestido de casamento.

Tudo bem. Eu trato disso. Obrigado.

"Guardou o Melhor Salto Para o Fim"

Cita��o cl�ssica do treinador de gin�stica.

Viste o que puseram como t�tulo?

O Pulitzer est� � espera.

Eu gostei.

- Est�s bem? - Vou ficar, daqui a umas horas.

Ontem � noite n�o vieste para casa a conduzir, pois n�o?

N�o. Deixei o carro no estacionamento.

Ol�. Com licen�a.

Sally, anda. Tens que vestir-te.

- Tommy, vamos. - Nunca!

- Bom dia, Josephine. - Tommy?

- Eu n�o quero ir. - Tommy!

Tu tamb�m.

N�o me d�s pontap�s.

Apanhei-te!

- Tome-o l�. - � melhor vires comigo.

Tenha aten��o ao rabo dele.

Josephine, se pudesse limpar a casa hoje, seria �ptimo.

Talvez pudesse lavar a loi�a e as panelas no lava-loi�a.

Ela est� sempre a ignorar-me.

Ouve. Tenho uma cirurgia importante amanh� � noite, portanto...

No poderei ir ao jantar com o Lorca e o Cabot.

Eu n�o vou sem ti.

J� alter�mos a data umas quatro vezes.

Lamento. � uma visita do embaixador iraniano com uma emerg�ncia.

Vamos parar de fingir que � efectivo termos uma vida sexual.

O qu�?

Agendar uma sa�da � noite?

Precisas de boleia para algum lado, Sr. Resmung�o?

- Sim. - Para onde vais?

Para o Upper West Side.

Veste-te.

Bom dia.

Gosto da menina com a multid�o, mas preciso de algumas cita��es.

Vou contactar a m�e dela. Estou a tentar localiz�-la.

- Obrigado, Bobby. - At� logo.

Meu Deus!

"...a oportunidade s� bate � porta uma vez."

Estou?

Fala Porter Wren.

Ol�, Porter Wren. Como est�?

- Deu-me um drunfo, ontem � noite? - N�o, n�o dei.

Por que est� a ligar-me?

"A oportunidade s� bate � porta uma vez"?

Ol�.

Subi no elevador com o Leonardo DiCaprio.

Ele tem um amigo aqui em cima.

Ent�o, diga-me l� como conheceu Simon.

Eu tinha uma vida cansativa de menina bonita, em Nova Iorque.

N�o tinha dinheiro.

Tinha desistido de L. A. passado um ano e mudei-me para aqui.

Eu arranjava apartamentos para pessoas ricas

sem rendimento est�vel ou lugar para viver.

E tinha acabado de ser despedida,

por recusar um encontro com o meu patr�o advogado imbecil.

Eu atendia os telefones na firma dele.

Tinhas um estendal no quintal quando eras mi�da?

Desculpe?

Com cal�as...

T-shirts e cuecas penduradas no quintal?

Um estendal.

- Sim, na verdade, tinha. - Eu tamb�m.

N�o gostava da minha roupa interior pendurada l� fora,

para os outros mi�dos verem.

Mas gostava do soutien, da m�e do meu amigo.

- Certo. - Pendurado no estendal.

Ele pagou-me umas bebidas e...

tivemos uma conversa incr�vel sobre as nossas inf�ncias e os nossos pais.

Eu sabia quem ele era. Reconheci-o de imediato.

- Ele era muito inteligente. - Caroline...

Vou fazer-te uma pergunta maluca, mas � a s�rio, n�o � uma piada.

Est� bem.

Quero casar contigo.

Eu sei que agora parece uma maluquice.

Mas tinha-me sentado ali a pensar que teria que sair de Nova Iorque

e aparece este ser humano enigm�tico, esquisito e brilhante.

- Sim. - Santo Deus!

Ent�o, conheceu-o num bar.

- Cristo! - Ele pediu-a em casamento e aceitou.

Tudo em menos de uma hora?

Algumas horas, mas... sim.

No dia seguinte, recebi um encomenda dele,

que continha uma Pen e um anel de noivado.

Quer ver o v�deo?

Claro.

Ol�, Caroline.

Ol�!

Tenho estado a pensar em ti, desde que te deixei h� pouco.

Estava a pensar nos nossos, votos de casamento e tudo o mais.

E em como os votos normais s�o:

"aceito"e isso eu n�o aceito, na verdade.

Por isso, decidi que quero fazer-te os meus votos a ti aqui, agora,

neste minuto exacto.

E eu n�o fa�o ideia do que vou dizer.

Mas quando acabar, ser�o os meus votos para ti, est� bem?

Depois de me despedir de ti, fui jantar com a Jessica Chastain.

Ela quer entrar no meu...

pr�ximo filme "Strange Day".

E ela parece-me bem. N�o houve nada de errado na conversa.

Ela foi muito inteligente, engra�ada, enfim...

Mas ela n�o �s tu, Caroline.

Eu n�o senti aquele...

"clique"com ela.

Senti o "clique"contigo.

Senti o "clique".

Quando estava no liceu,

tinha um emprego como ajudante de restaurante na "Village".

O caf� do Dante. Mas isso foi...

foi uma coisa importante para mim.

Ganhei algum dinheiro e comprei a minha primeira c�mara,

e podia observar a pessoas todas!

Havia uma modelo muito bonita, que come�ou a aparecer.

O nome dela era Ashley Montgomery.

Eu guardava as beatas dela,

com uma mancha de batom perfeita,

com um leve tra�o do seu perfume.

Quando chegava casa, deitava-me nu na cama

e despejava as beatas sobre o meu corpo,

at� mesmo debaixo da minha l�ngua

e no meu rabo, uma vez, enquanto me masturbava.

- Eu n�o achava isto estranho. - Desculpe...

Isto ainda � o seu pedido de casamento?

- �. - Eu tinha a certeza que nunca...

seria amado. Nunca.

Jurei que, se alguma vez...

tivesse uma oportunidade com algu�m que eu amasse,

iria aproveit�-la, de imediato. E quando te vi hoje,

vi uma mulher que podia aproveit�-la, que podia ficar comigo,

que podia dar-me para tr�s, se tivesse que faz�-lo.

Este � o meu entusiasmo...

e o meu pavor.

O meu cora��o vibra pelo teu, Caroline.

O meu cora��o sombrio pelo teu cora��o sombrio.

Este � o meu voto, Caroline.

O meu voto para ti.

Esta m�sica faz-me pensar em ti.

Cas�mos, secretamente, em Nova Iorque, tr�s dias depois.

Mostrou uma verdadeira afei��o por mim.

Nos primeiros 6 meses fomos surpreendentemente felizes juntos.

E nessa noite, quando...

quando o Simon n�o veio para casa, fiquei preocupada.

Mas n�o chamei a pol�cia, porque sabia que o Simon iria ficar chateado.

Passaram-se tr�s dias e ficou bastante claro,

que algo estava errado.

Olhe, Caroline...

Se a pol�cia n�o consegue descobrir como ou porqu� o Simon morreu,

eu, sinceramente, acho que n�o consigo.

Mas descobriu aquela menina.

As pessoas n�o lhe contam todos os tipos de coisas?

Sinceramente?

Descobri aquela menina por engano.

Foi pura sorte. N�o mere�o qualquer cr�dito por isso.

As pessoas contam-me hist�rias, principalmente.

Eu nunca as pressiono.

Elas s�...

me contam porque querem ser conhecidas.

Parece estar � procura de outra coisa.

Devia saber que, ao vir c� hoje, eu iria pedir a sua ajuda.

A menos, claro, que tenha havido outro motivo para vir at� c�.

Tenho que ir.

Pode dar-me, o meu casaco, por favor?

Bolas...

Merda...

Caroline?

Ol�?

Sou eu.

Esqueci-me do meu telem�vel.

- Meu Deus! - Desculpe! Desculpe!

Desculpe. Lamento imenso.

O que est� a fazer aqui?

Lamento imenso. Esqueci o meu telem�vel.

Pregou-me um susto do cara�as.

Como entrou aqui?

Eu vi o c�digo. Desculpe.

Estava a observar-me?

Desculpe, eu...

Gostou de me observar, n�o foi?

N�o pude evitar. Lamento.

Estava a pensar em si.

Tenho que ir. Eu...

Est� bem. Adeus, "observador".

Ainda bem que teve uma boa vis�o.

Sabe que tinha raz�o?

A oportunidade s� bate � porta uma vez.

Estou a ver-te, Caroline.

Estou a ver tudo.

Tommy, eu preciso da esponja.

Preciso da tua cara.

Preciso da tua cara. S� um instantinho.

Pai-p�ssaro!

- Como est� a minha fam�lia? - Tommy, eu preciso da esponja.

- Ol�. - Ol�, querido.

Um beijinho para ti.

Acho que o Tommy voltou a fazer xixi na banheira.

Thomas!

Querido, podes cuidar dele? Obrigada.

� a minha deixa, depois de urinar na banheira?

Como foi o teu dia?

Atarefado. E o teu?

Lento.

Tive um desejo estranho de visitar o local do edif�cio demolido,

onde o corpo do Simon tinha sido encontrado.

O 537 East, na Street 111th era agora apenas um lote vago.

E n�o tinha respostas para as perguntas que me perturbavam.

O Simon morreu nos escombros ou estava no edif�cio, antes de ser demolido?

E se ele estava no edif�cio, porqu�?

E como entrou l�, se n�o tinha a chave?

No pr�dio ao lado, o zelador Luis,

n�o tinha nada a acrescentar desde a investiga��o, h� 17 meses.

Sabe de alguma raz�o por que a v�tima teria a chave?

Claro. Muitas raz�es. � uma cidade grande.

Obrigado pelo seu tempo.

Com a minha culpa avassaladora a crescer,

precisava de algum tempo para repensar nisto tudo.

Disse a mim mesmo, que n�o voltaria a ver a Caroline.

E, no entanto, quando ela ligou,

disse-lhe que iria ter com ela para almo�armos.

Eu n�o me sinto culpada.

De facto, Porter, eu at� me sinto sozinha.

Tenho o Charlie, mas n�o posso falar com ele sobre tudo.

O Simon...

� um assunto tabu.

O Charlie j� come�ou a procurar casas, em Nova Jersey.

Cerca branca, jardim nas traseiras...

Dois filhos e meio?

�s o �nico com quem posso falar sobre isto.

E h� algo que gostaria de te mostrar hoje, agora,

se ainda tiveres tempo para mim.

- Tens dinheiro neste Banco? - N�o.

Tenho c� o Simon.

Isto � um pouco de tudo o que o Simon era.

Vou precisar que entendas isto.

O Simon foi muito infeliz, a vida inteira.

Ele andava sempre em busca da verdade.

Em cada um destes v�deos, existe alguma verdade...

que ele sentia orgulho em ter capturado.

E se ele n�o ficava satisfeito, deitava fora.

Costumava tratar isto como um filme original de uma c�mara.

Nunca os reutilizou ou copiou.

Gostava deles como sendo, totalmente, individuais,

como uma �nica fonte da verdade.

Est� bem. Ent�o, qual vemos primeiro?

Eu n�o vou ficar.

Desculpa. J� os vi todos tantas vezes. � cansativo.

Vou avis�-los, j� que vais ficar aqui algum tempo.

Est� bem.

Obrigada, Porter.

� um dos momentos, mais estranhos da minha vida.

Liga-me, quando acabares.

Est� bem.

Ali est� uma.

- Encosta, encosta... - J� encostei, Max!

O que se faz hoje � noite? Estou com frio e sozinha, aqui fora.

- N�s tamb�m estamos sozinhos. - A volta ao mundo s�o 200.

- Gostas dela, Billy? - Muito feia para mim.

- N�o posso gastar tanto. Desculpa. - Ela n�o � feia! Ela �, �...

� simples, talvez... Indescrit�vel, gen�rica...

Parece que est�s interessado.

Podia estar interessado, muito interessado...

Como se chamam? Como se chamam?

Billy. Simon.

- V� l�, Billy e Simon. - Eu gosto dela! Entra.

N�o sei por que gosto dela, mas gosto. Entra.

Ela disse qualquer coisa...

- Ela disse qualquer coisa... - Ol�!

Simon?

Podes deixar-me entrar?

Eu mudei a fechadura.

Tudo bem Abre a porta.

Primeiro, tens que responder-me a tr�s perguntas.

Gaita, Simon, deixa-me entrar. Tenho que fazer xixi.

Tr�s respostas sinceras, � tudo o que pe�o.

Primeira pergunta.

Quando estou em L. A, quantas vezes te masturbas?

Vai-te lixar! Abre a porta.

Cristo! Todos os dias, pelo menos, uma vez.

Pergunta dois. J� fantasiaste em estares com o Billy?

Sim.

Terceira pergunta, por favor.

Pergunta tr�s. Quando, finalmente, encontraste o teu pai biol�gico,

qual foi a �ltima frase que ele te disse?

Vai-te lixar! N�o fa�o mais este jogo.

A s�rio? A escolha � tua.

Ora, tu j� sabes a resposta a essa pergunta.

Doente de merda, abre a porta!

- Ganhei. - Meu Deus!

Ele disse: "Tu n�o �s minha filha.

Agora, desaparece da minha vista, a menos eu..."

A �ltima coisa que ele disse.

A �ltima coisa que ele disse foi:

"a menos que queiras fazer-me uma mamada".

Queres encomendar comida?

Que raio se passa contigo?

- Sim? - Sr. Wren?

Fala Waldon Campbell do escrit�rio do Sr. Hobbs.

Ele gostaria de reunir-se consigo, imediatamente.

Ele pr�prio?

Merda! Sai da frente!

Merda!

BeIa vista.

Mr. Porter Wren!

Cronista dos problemas das pessoais.

Boa tarde, senhor. Ainda bem que veio.

Por favor, sente-se.

Uma vez que gostaria de discutir, um determinado assunto,

sente-se.

Est� a ter um caso com a Miss Caroline Crowley.

- Isso n�o � da... - Por favor, pe�o-lhe que n�o interrompa.

Miss Crowley t�m-me enviado um v�deo

num cart�o digital, de uma c�mara.

� o mesmo, todas as vezes.

- O que cont�m? - Algo...

muito comprometedor.

- Ela pede dinheiro em troca? - N�o, n�o! N�o h� pedidos.

Psicologicamente, ela � muito esperta, sabe?

Tem a certeza que � ela quem os envia?

Ela � a �nica que, logicamente, poderia estar na posse disso.

Est� bem. Ent�o, eu pergunto-lhe sobre isso.

E se ela me disser que n�o enviou?

E se eu for ver nas coisas dela e n�o encontrar?

E a seguir?

A seguir, o senhor vai continuar.

Fa�a acontecer.

- Olhe, isto � uma loucura. - � meu funcion�rio.

E eu posso demiti-lo e substitu�-lo,

no tempo que demoro a atar os meus atacadores.

Estou a par das suas finan�as.

O seu sal�rio s� chega para cobrir a sua hipoteca

e a sua mulher financia tudo o resto.

O despedimento viria com acusa��es de peculato

e um longo e moroso processo judicial,

que obrigaria o banco a penhorar aquela sua casa encantadora.

- Posso vender a casa, Mr. Hobbs. - Poder� ter que faz�-lo,

quando a sua mulher, perturbada com a not�cia do ser caso,

operar algu�m com menos habilidade, do que o normal.

Os processos por neglig�ncia s�o a ru�na de muitos m�dicos bons.

Sim, sim...

� a� que vai encontrar motiva��o.

� famoso pelas sua per�cia em investiga��o.

Encontrou a menina na floresta, quando os melhores detectives falharam.

Muitos holofotes, fazem com que se retire para o conforto da coluna.

Agora � um mercen�rio. Precisa de um desafio.

J� foi bom.

E, agora, ter� que voltar a s�-lo...

para mim.

Tive uma paciente engra�ada que foi visitar-me, hoje.

Foi?

Queixava-se de artrite reumat�ide b�sica.

Mas tu �s cirurgi�.

Eu sei, mas ela insistiu que deixaria de ser vista.

Fiquei surpresa, porque ela s� tem... 28 anos. E � muito bonita.

Ali�s, ela podia ter sido modelo.

Mas enfim... Examinei-lhe as m�os e...

ela n�o tem artrite.

O que tem ela?

Nada.

As suas m�os est�o perfeitamente saud�veis.

- Mas ela estava com dores? - � o que ela afirma. Mas eu vi-a...

a mexer na mala, na sala de espera, quando sa� para a chamar.

E ela n�o seria capaz de fazer aquilo, com o que estava... a descrever-me.

Al�m disso, quando as pessoas est�o mesmo com dores,

imploram-me por algo mais forte, do que podem comprar ao balc�o.

E ela nem me pediu nada.

Ent�o, achas que ela estava a inventar?

Eu sei que estava.

- Parece maluca. - N�o era.

Bem, n�o consigo falar mais sobre m�os.

Preciso de outras partes.

- Quem �? - Ningu�m.

"Porter: tenho que ver os v�deos do Simon, amanh�. Avisa o Banco."

Pai.

Pai? � uma caixa velha que est� a reparar?

N�o, � um g�nero diferente, de uma dessas marcas novas.

Pai, quanto tempo estiveste no sindicato da manuten��o de elevadores?

Sim. Quando deixaste o Dakota do sul para localizar...

Simon?

Cristo! Porra, Simon!

Simon, acorda.

Merda! Porra, Simon!

Meu Deus!

Merda!

112. Qual � a sua emerg�ncia?

Preciso de uma ambul�ncia.

O meu marido tomou uma "overdose" de comprimidos para dormir.

Sim, � o 411, na 3� Street, apartamento 12.

Por favor, venham depressa! N�o!

N�o lhe sei dizer se ele est� a respirar ou n�o.

Merda!

Mande uma ambul�ncia! Credo, Simon!

Acorda.

Simon?

Simon?

V� l�...

- Apanhei-te - Foda-se!

- N�o posso acreditar que vieste! - Que raio se passa contigo?

Grande merda!

- Foste incr�vel. - N�o tem piada o que fizeste!

Este gajo � marado.

- O que fizeste? - Foi incr�vel!

Chamei uma ambul�ncia, porra! Parvalh�o!

Querida? Isso foi...

Estou a servir-te uma bebida.

Cuidado com os drunfos.

N�o devias estar a trabalhar na tua coluna, neste momento?

A coluna est� feita.

� interessante?

Se pelo facto de poder ser a mais apressada, at� hoje.

Policia morto a tiro, em casa, com a pr�pria arma,

� frente da filha de 12 anos.

Um acidente, � claro.

Merecem melhor, do que o tempo que lhes dei.

Acho melhor dizer-te que tenho um assunto a tratar aqui.

Eu tamb�m tenho.

Talvez possamos guard�-los para mais tarde.

Meus Deus! Vou para o inferno.

Diz-me porque fazes sexo comigo.

N�o.

Diz-me como � diferente do que com a tua mulher.

N�o.

A tua mulher � atraente, certo?

Aposto que sabes a resposta a isso.

Aposto que sei.

- Foste... - Sim.

-...ao consult�rio dela? - Fui. Sim.

Porqu�?

Estava curiosa.

Ela percebeu que estavas a mentir.

- Sim, acho que sim. - N�o tem piada.

Foi algo, incrivelmente, est�pido que fizeste.

Desculpa.

- N�o era o que eu queria. - Bem...

Ela � inteligente, Caroline.

Ela � muito, muito inteligente.

- Mais do que eu? - Sim.

Como sabes?

Porque ningu�m � mais inteligente do que a minha mulher. Confia em mim.

Acredita em mim.

Nunca mais voltes a entrar em contacto com ela.

Nunca mais.

Entendeste?

Sim, entendi.

Muito bem.

Agora, vou fazer-te uma pergunta.

Est� bem.

Ela � boa na cama?

Sem d�vida.

Ela ama-te e tu ama-la?

- Sim, muito. Sim. - Ent�o, qual � a diferen�a?

A menos que tenhas filhos, � dif�cil de entender, acho eu.

Tenta.

Depois de termos os filhos,

a morte mete-se no meio.

Entendes?

De certa forma, tomas consci�ncia de que vais morrer.

Eu n�o sentia isso, antes de ter filhos.

O que acontecer� se, um dos meus filhos morrer?

De qualquer forma, tudo...

interfere com o... sexo.

� complicado.

Estiveste com ela, desde a nossa �ltima vez?

Sim, ontem � noite.

Pensaste em mim, enquanto estavas com ela?

Sim.

Pensaste em mim, n�o por te sentires culpado.

Sim.

Estavas a fod�-la, mas, na realidade, pensavas em foder-me a mim?

Sim.

Olhas para a tua mulher, enquanto a fodes e pensas:

"Vou ficar contigo at� morrer"?

Sim.

O que sentes quanto a isso?

Sinto conforto e medo, ao mesmo tempo.

Amas-me?

Desde o primeiro instante em que te vi.

Em que est�s a pensar?

A tentar decidir se � melhor...

bisbilhotar o teu apartamento, enquanto n�o est�s c�...

Ou perguntar, directamente, onde est�.

Onde est� o qu�?

O Hobbs espera que lhe entregue um v�deo, que cr� que tu lhe envias.

Merda!

O que foi?

Meus Deus, n�o acredito nesta merda!

- Cristo! - O que foi?

Eu queria que procurasses esse v�deo para mim.

O qu�?

J� procurei no meu apartamento todo, no meu computador.

Eles observam-me em todo o lado. T�m-me amea�ado com todo o tipo...

N�o tenho muito tempo e queria que me ajudasses a encontrar esse v�deo.

Sabes o que est� nesse v�deo?

Nunca o vi, mas estava l� para a grava��o, sim.

V� l�, n�o me venhas com tretas.

Se n�o �s tu quem envia esse v�deo ao Hobbs, ent�o, quem �?

N�o sei.

Esperava que tamb�m pudesses descobrir isso.

Est� bem.

Ou talvez queiras partilhar comigo, o que raio se passa.

N�o � bom.

Tens de entender que...

o Simon estava sempre a testar-me.

Tornei-me numa experiencia, cient�fica para ele.

Eu estou disposto a fazer, tudo o que pedires,

desde que n�o se envolva magoar algu�m.

Se estiveres disposta a fazer qualquer coisa que eu pe�a.

Vai-te foder, Si. Eu consigo igualar-te.

Consegues?

- Ent�o, vais aceitar o desafio? - Vou.

O que queres que eu fa�a?

Quero que segures na m�o de algu�m, enquanto estiver morrer.

Desafio aceite.

Quero que fa�as sexo...

com...

algu�m muito inesperado.

Desafio aceite.

Vou precisar de uma prova.

Se vais mesmo jogar este tipo jogo, vai ficar muito...

interessante. Vai ficar...

emocionante.

Mais ou menos...

N�o sei, talvez n�o me esteja a explicar.

O qu�?

Ent�o, ele saiu com a c�mara para estar com algu�m.

Quando morressem no hospital ou algo assim.

E eu sa� para fazer sexo com algu�m...

"muito inesperado."

Significa?

Significa, tipo um motorista de t�xi, ou uma mulher que n�o o fa�a,

porque isso � muito previs�vel para o Simon.

Sabes, eu tive sempre de recuar.

Simon tinha um modo de me obrigar...

a querer mostrar-lhe tudo,

s� para ver se era suficiente.

Sentei-me na entrada para pensar.

Podia ter ido para o Mayor's Place, para a Gracie Mansion.

Pensei apanhar um dos Yankees.

E, entretanto, o Hobbs entrou.

Pensei t�-lo reconhecido, de uma reportagem da CNN,

sobre a sua �ltima mega aquisi��o, fus�o, sei l�...

Mas n�o tinha a certeza.

O paquete confirmou que ele era o bilion�rio

e, mil d�lares depois, deu-me o n�mero do quarto dele.

E tu gravaste tudo.

Sim, foi f�cil.

Pus a minha c�mara a espreitar da carteira, que deixara em cima da mesa.

Na manh� seguinte, o Simon foi � minha carteira,

tirou o cart�o de mem�ria, e nunca me deixou v�-lo.

E tamb�m nunca cumpriu com a parte dele do desafio.

E eu odiei-o por isso. Tomei um banho, durante 3 horas.

Prometi a mim mesma,

que n�o voltaria preocupar-me com o que o Simon pensava de mim.

Ent�o, ele viu o v�deo, passou-se e tivemos uma grande discuss�o.

E depois de ele morrer, pensei que o...

que o v�deo estaria na colec��o dele e n�o estava.

Porqu� eu?

Ora...

Sabes que �s perfeito para isto.

Ent�o, tudo isto... entre n�s...

� s� para te ajudar a resgatar um ficheiro de v�deo?

Diz-me!

Sim.

- Perdoas-me? - N�o!

Nem a mim!

Tens que entender que, no in�cio, pedi-te ajuda.

Depois, conheci-te e gostei mesmo de ti.

Porter, tens que acreditar em mim.

O Hobbs est�, seriamente, interessado em agarrar este v�deo.

Ele vai tirar-me tudo.

Sabes, est�s a dizer um monte de coisas,

mas n�o est�s a contar-me o que eu preciso de saber.

- Eu contei-te tudo. - N�o.

Existe um motivo para o Hobbs estar t�o obcecado,

em obter esse cart�o de mem�ria.

Porque, um tipo da idade dele, ficaria orgulhoso em ter a prova,

de que fodeu mulher t�o jovem e bonita como tu, sem ter que pagar.

E se o Simon te mandou fazer sexo com algu�m,

existe uma raz�o para ele ter ficado t�o chateado, quando viu as imagens.

Por isso, diz-me a verdade. Agora.

- Ou eu vou-me embora. - Contei-te tudo, juro.

Juro.

Por favor, ajuda-me.

Porter, por favor, ajuda-me.

Porter, por favor!

- Wren? - Est� bem, est� bem...

O que posso fazer por voc�s, nesta noite encantadora?

D�-nos o ficheiro.

- Ainda n�o o tenho. - Tens a certeza disso?

Acabaste de vir do apartamento dela.

- Mas que raio? - Por que n�o atendes o telefone?

Queres vend�-lo a outra pessoa?

N�o sei.

Achas que podes meter-te com o Hobbs?

N�o deixes que voltemos c� amanh� e encontr�-lo em tua casa, parvalh�o!

Por favor, por favor...

"INSEGURO EM CASA"

Credo!

Estou �ptimo.

- Que raio aconteceu? - Estou �ptimo. Fui assaltado.

Era s� uma quest�o de tempo.

Fui est�pido. N�o guardei a carteira, enquanto estava no t�xi.

E fui assaltado.

Desculpa.

� s� uma quest�o de tempo.

Assustas-me, quando dizes isso.

Desculpa.

Bom dia.

Tens uma esposa furiosa, tens sangue na urina

e ainda tens a coluna para fazer.

Mas, em vez de fazeres o teu trabalho,

vasculhas e encontras o pai do Simon Crowley, o Frank.

Vive num lar de idosos, em Queens.

Sr. Crowley?

Ol�. Sou amigo da Caroline.

Esperava que pudesse ajudar-me.

O Simon deixou consigo um cart�o de mem�ria de uma c�mara de v�deo?

Sabe, um cart�o de mem�ria?

"MANUTEN��O DE ELEVADORES FUNCION�RIO DO M�S"

Sr. Crowley?

"Lisa: Emerg�ncia! Liga-me! 112!"

Ele est� bem?

Est� bem, vou a caminho.

Vou a caminho.

Qual � a gravidade?

Eu mesma examinei a ferida.

A bala atravessou o m�sculo.

Vai deixar cicatriz,

mas n�o ser� profunda.

O que significa isso?

Significa que ele nunca ter� contrac��o absoluta no m�sculo,

que deveria ter.

- E a Josephine? - Atingiu-lhe a r�tula esquerda.

Vai precisar de cirurgia e reabilita��o. Vai demorar, pelo menos, um ano.

Que raio aconteceu?

O que aconteceu?

Ela veio na ambul�ncia com as crian�as.

Mas o policia que estava a tentar saber o que se passou,

disse que ela foi muito incoerente.

Disse que um homem for�ou a entrada em casa, com uma arma

e que procurava alguma coisa.

Sabes quem era o homem?

Fa�o um boa ideia.

N�o irei deixar os meus filhos fazerem parte disto, Porter.

- N�o. - Pap�?

Sally-p�ssaro! N�o chores, querida. Vem c�.

Sally-p�ssaro! Vai ficar tudo bem.

- Como cheguei aqui? - Querido, tu est�s bem.

Conto-te depois.

Vou levar as crian�as para casa da minha m�e.

Senta-te, querido.

E o bra�o dele?

Precisam deste quarto.

Ele teve alta. Pode viajar. Vou cuidar bem dele.

- Cuidado com esta coisa. - Pap�?

- Vens para casa da av�? - �s menino t�o bom.

- N�o nesta viagem, querida. - Porqu�?

- Anda, querida. - Deixa-me acompanhar-vos at� � rua.

Preferia que n�o. N�o sei se vou conseguir conter a minha raiva at� l�.

Anda, querida.

Quando o nosso filho � atingido por uma bala, n�o h� nada a perder.

Tinha que chegar ao Hobbs.

E sabia, que a �nica forma, era atrav�s do porteiro dele, o Campbell.

Estava com medo do que o meu desespero pudesse.

Abre a outra porta.

- Leve a minha carteira! - Cala-te! Entra.

Entra.

- Meu Deus! - Mexe-te!

N�o me mate, por favor!

Sabes quem eu sou?

- N�o. - Sou o Wren.

Porter Wren.

Os teus capangas deram um tiro ao meu filho, esta tarde. Sabias isso?

Em qual gaveta est�o as facas mais afiadas?

Meu Deus, n�o! Por favor!

Em qual gaveta?

Agora, liga ao Hobbs.

N�o posso. Ele est� em Londres.

N�o...

Agora, vamos dizer-lhe para retirar os seus capangas.

Ele est� indispon�vel. Juro!

Come�a a pensar, Campbell.

O meu filho tem tr�s anos.

Ele � um anjo perfeito. � inocente.

Tudo bem! Espere, espere, espere...

0-11-44-955

646-7287.

- Hobbs, Hobbs... - Campbell?

- Desculpe acord�-lo... - Hobbs, fala o Porter Wren.

Hoje, um dos seus capangas invadiu a minha casa

e alvejou o meu filho de tr�s anos e a ama dele.

Est� a ouvir-me, seu cabr�o?

Se n�o retirar os seus capangas,

farei mil c�pias daquele v�deo e irei envi�-las a todos os jornais,

as todas as esta��es de televis�o, no mundo.

Serei um cabr�o dum selvagem!

N�o me importo. Estou-me a cagar!

Irei ao fundo numa bola de fogo gloriosa

e vou lev�-lo comigo, seu badocha de merda!

Retire os seus capangas, imediatamente!

Tem um limite de 24 horas, Sr. Wren. O que acha disso?

Se n�o me entregar o v�deo original,

quando voltar a Nova Iorque, amanh� � noite,

os seus problemas actuais ser�o agravados, para meu prazer,

comparado com a realidade em que se encontra.

N�o sei como ele chegou l� a cima, mas conseguiu.

- � muito engra�ado. - Pai? Pai?

Diga-me outra vez como se faz andar o elevador, com o comando.

Com o teclado, atr�s do painel.

Sobremesa, Frank?

O atalho r�pido, o atalho para reiniciar ou...

O atalho para reiniciar.

Precisas dele para completares o circuito.

- A c�mara irrita-me. - O que foi? O que se passa?

- O Frank n�o gosta da c�mara. - Eu sei. Eu tenho que...

Vou para fora, esta noite, durante algum tempo

e quero film�-lo, est� bem?

Pronto, vou-me embora. Tenho que ir.

Tenho que ir buscar os medicamentos para o Irv.

Sra. Segal, preciso de mandar fazer uma chave.

Pode ir consigo � loja de ferragens?

- Claro que podes. - Obrigado

Pai?

Pai, agora vou despedir-me, est� bem?

Est� bem.

- Adeus. - Eu tamb�m.

- Est� bem. - Sra. Segal?

Importava-se de nos dar um minuto?

Um momento pai e filho.

Obrigado.

- Adeus. Diga adeus. - J� disse.

Est� bem.

Pai?

Eis o que eu quero que saiba. Quero que saiba, que eu nunca...

o culparia pelo que aconteceu.

Pelo que aconteceu � m�e, est� bem?

E...

aconte�a o que acontecer agora ou esta noite,

n�o quero que se culpe.

Est� bem?

E veja isto, as vezes que precisar.

At� aceitar que esta � a verdade, est� bem?

Adoro-o, pai.

Pronto.

A Sra. Segal no v�deo tinha que ser Norma Segal.

Um nome que eu reparei no livro de visitas, no Lar.

Ela visitava Frank Crowley, duas vezes por semana.

Localizei-a numa morada, em Queens.

E, tal como o Frank Crowley, eu estava a ficar sem tempo.

E ela era tudo o que me restava.

Est� algu�m?

Est� algu�m?

FATURA Empresa de Simon Crowley

"Visitas do cuidador... 500 d�lares"

"DESEMBOLSOS incorridos em seu nome... 5 mil d�lares"

Meu Deus, saia!

Saia! Saia! Vou chamar a pol�cia!

- Por favor, n�o, n�o... - Vou chamar a pol�cia!

- N�o, por favor. - N�o, n�o lhe toque. N�o!

- Saia! Saia! - Tome.

Por favor, n�o me fa�a mal. Por favor, saia.

Sra. Segal, estou desesperado.

Por favor, lamento ter entrado, em sua casa sem permiss�o,

mas n�o sei o que est� errado.

Preciso da sua ajuda, a Sra. Segal. Por favor.

Conhece-me? Como me conhece?

Eu conhe�o-o?

Sou Porter Wren. Sou um...

Escrevo uma coluna num jornal.

Estou a arriscar a minha carreira, ao dizer-lhe quem sou.

Por favor, confie em mim.

Eu leio-o sempre.

N�o estou aqui pelo jornal.

Prometo que n�o irei escrever sobre isto. Eu...

Estou a tentar ajudar a Caroline.

Se pudesse, apenas, responder-me a algumas perguntas,

ficar-lhe-ia muito grato. Certo?

O Simon era um amigo de fam�lia?

Sim. O Simon era o melhor amigo de inf�ncia do nosso Michael.

- Quando eram pequenos. - Sim?

Continuaram amigos?

O Michael afogou-se quando tinha oito anos.

O Simon continuava a vir c� todos os dias depois da escola,

porque o Frank estava a trabalhar e a m�e j� tinha falecido.

Tornou-se numa esp�cie de filho substituto, por assim dizer.

A senhora ia visitar o Frank Crowley, o pai do Simon

e facturava � empresa, certo?

Sim. A firma do Simon enviava-nos 2 mil d�lares por m�s,

assim que ele come�ou, a ganhar dinheiro,

porque queria cuidar de n�s.

Eu sentia-me muito desconfort�vel com a situa��o.

Achava que dev�amos merecer o dinheiro.

Por isso, visitava o Frank duas vezes por semana, no Lar.

O Frank e eu fic�mos mais pr�ximos, ao longo dos anos.

Ent�o, comecei a facturar a empresa pelas visitas,

enviando facturas em papel timbrado do Irv.

Quer... Quer sentar-se

e ir l� para baixo?

Claro.

- Desculpe. - Isto foi muito assustador.

- Lamento. - Sim.

E os outros pagamentos de 5 mil d�lares?

Isso � outra coisa.

O Simon disse que tinha um trabalho para mim,

pelo qual pagaria 5 mil d�lares.

Disse-me para facturar � empresa e enviar algo a um terceiro.

Disse para fazer a factura em papel timbrado, como fazia antes.

Era... um cart�o de mem�ria, de uma c�mara?

Sim, era um cart�o de uma c�mara de v�deo.

Deu-me uma caixa cheia com essas coisas em pl�stico.

N�o sei o que cont�m. N�o as vi.

O Simon disse-me que, se precis�ssemos de dinheiro,

para seguir as mesmas instru��es, enviar uma pelo correio

e facturar � empresa. Foi not�vel.

Not�vel...

Sra. Segal, preciso dessa caixa com as c�pias.

N�o, n�o... O Simon obrigou-me a prometer que n�o dava a ningu�m.

N�o, n�o... Continua a facturar � empresa.

S� n�o pode continuar a envi�-las.

A s�rio?

Porque cheguei � �ltima

e estava a pensar como faria mais.

Eu preciso desse cart�o de mem�ria.

� uma coisa muito pequena.

N�o fa�o ideia do que possa conter.

Sou muito mais pesado do que devia ser.

E sou totalmente incapaz de uma fun��o sexual normal.

N�o consegue fazer sexo?

Existem outras coisas na vida.

H� algo que n�o est� a contar-me.

Bem...

N�o tenha vergonha.

Pode contar-me tudo, eu aceito e guardo segredo.

Bem...

Bem, aconteceu h� muito...

h� muito tempo.

Muito tempo para guard�-lo dentro de si?

Era ver�o, antes do meu ultimo ano na universidade,

e eu decidi trabalhar num cargueiro.

Eu era filho de um dos homens mais ricos da Austr�lia.

Aceitei o trabalho, para irritar o meu pai.

Enfim, tivemos uma semana em terra, em Marselha.

Algo me diz que existe uma mulher envolvida nessa hist�ria.

T�o bonita como tu.

Era a prostituta mais cara de Marselha

e eu fiz algo, atrozmente, est�pido.

E o que �?

Bem, apaixonei-me por ela.

E dei-lhe o meu �ltimo franco apenas para poder...

olh�-la nos olhos por... mais alguns minutos.

Partiu-me o cora��o, dizer-lhe adeus.

Beijei-a, disse-lhe que a amava

e desci pelas ruas escuras, at� ao porto.

De repente, uns...

marinheiros habituais de Marselha...

meteram-se comigo, e bateram-me... bastante.

Um deles espetou-me uma faca... na virilha, pelo menos...

Pelo menos, uma d�zia de vezes. E eles...

E deixaram-me a morrer. - Meu Deus!

Bem, a minha masculinidade foi gravemente ferida.

Na verdade...

De facto...

fui mutilado.

Fui aos melhores m�dicos do mundo, mas algumas coisas...

Algumas coisas n�o se conseguem reparar.

Tinha 20 anos.

Posso ver?

Santo Deus, � muito embara�oso.

Por favor.

Mostre-me.

Mostre-me.

N�o sentes repulsa por mim?

N�o.

Acho que � amoroso.

Agora, gostava de contar-lhe uma hist�ria, que nunca contei a ningu�m.

Quando eu era crian�a, queria muito um cavalo.

E todos os dias, pedia o cavalo ao meu padrasto.

Implorava-lhe tanto...

Santo Deus...

Isso � horr�vel.

Eu quero...

Eu quero fazer uma coisa...

por ti.

Gostava...

tanto...

de te beijar...

num...

lugar especial.

Estou...

Estou autorizado...

a faz�-lo?

N�o me importo, se disseres que n�o.

Est� autorizado.

- Tens a certeza? - Tenho.

Sr. Wren, podemos comportar-nos como cavalheiros, desta vez?

Sou muito mais pesado do que eu devia ser.

E sou, totalmente, incapaz de uma fun��o sexual normal.

Gostaria de lhe fazer tr�s perguntas.

For�a.

Era a Miss Crowley que enviava estes cart�es de mem�ria?

N�o.

Ent�o, quem era?

Uma mulher inocente, que recebia ordens do Simon Crowley.

- Ela viu o conte�do? - N�o.

- E o senhor? - Isso s�o quatro perguntas.

Por favor, satisfa�a-me.

E eu irei partilhar algo consigo.

Sim, eu vi o v�deo.

Sou ou n�o uma linda vista?

Tenho aguentado isto, durante muito tempo.

E, no esp�rito do "tudo est� bem, quando acaba bem",

gostaria de lhe dar isto.

Tivemos acesso ao apartamento da Sra. Crowley

e tenho a certeza que ela suspeita de algo.

- Suspeita. - Procur�vamos o v�deo

e vimos todas as suas chaves,

e identific�mos todas, excepto essa.

Podia t�-la deixado l�, vir-me embora

e tentar endireitar a minha vida.

Mas ainda haviam muitas perguntas sobre a morte do Simon.

E a verdade, � que esta chave podia desvendar os segredos da Caroline.

Ela era um mist�rio, do qual n�o conseguia afastar-me.

Posso ajud�-lo?

� o Porter.

Antigamente, eu entregava carv�o em ambos os edif�cios,

atrav�s desta cave.

A porta ao lado, do que demoliram, era id�ntica � do meu pr�dio.

Sabe, ambos os edif�cios s�o, exactamente, iguais.

A equipa de demoli��o inspeccionou o elevador antes de mand�-lo para a cave?

O do lado j� estava na cave. N�o precisou de descer.

E os policias que investigaram a morte de Crowley,

n�o puderam revistar o elevador, pois n�o?

Porque ele estava debaixo de 6 metros de escombros.

O que iriam eles procurar?

� apenas um elevador.

Atirem a corda!

EXTINTOR DE INC�NDIO

Por que tens comprado leite, ultimamente?

Eles v�o demolir isto, amanh� de manh�.

Podemos ser r�pidos?

Isto � assustador.

Tudo bem?

Sim. Vou esperar l� em baixo.

- Isto � muito estranho. - Anda c�.

Caroline?

Vem falar comigo.

Por que o elevador n�o est� a funcionar?

Quero ir l� para baixo.

Anda, vem falar comigo. Sou o teu marido.

Vem conversar connosco.

Por que tens o meu cavalo?

� um artigo de interesse matrimonial, n�o achas?

Este velho tesouro tem cerca de mil anos.

O teu telem�vel n�o vai funcionar, amor. Tirei o cart�o SIM em casa.

E pu-lo debaixo da tua almofada.

� feito de Jade, da Dinastia Zhang.

E descobri que vale mais ou menos, 1,8 milh�es d�lares

Ent�o, � �bvio que o Sr. Hobbs te apreciou muito.

Ele apreciou-te com a l�ngua, n�s sabemos disso.

Ele deve ter apreciado a hist�ria do cavalinho que lhe contaste,

para te dar um presente como este.

Fez-te sentir como se tivesses um pai a s�rio?

Fez-te sentir segura, Car?

Conta-me a hist�ria.

N�o vou contar-te a hist�ria.

- Est� fechado. - Estamos de sa�da.

N�o, estamos aqui. Todas as portas est�o trancadas, querida.

Merda!

N�o sa�mos, enquanto n�o me contares a hist�ria,

da mesma forma que lhe contaste a ele.

Est� bem.

Bem...

Acho que vamos passar a noite aqui.

A s�rio, estou preparado para esperar a noite toda.

Tenho o meu leite.

E...

se n�o me contares a hist�ria at� de manh�,

podemos ser demolidos, juntamente com este pr�dio.

E os nossos corpos podem ser esmagado pelos escombros

e seremos comprimidos em p�.

Nunca irei contar-te aquela hist�ria, est� bem?

Nunca.

Porra, que merda est�s a fazer?

Estou a partir o cavalo caro.

Esta chave...

traz o elevador de volta. Portanto...

- D�-me a chave. - D�-me a hist�ria.

N�o. D�-me a chave, Simon.

Na verdade, essa � uma chave do nosso correio.

Esta chave, � a �nica que abre o cadeado do teu tornozelo.

Que tal a hist�ria, agora?

- Odeio-te! - Amo-te!

Quanto mais resistires, mais dif�cil ir� ser. Portanto, conta-me a hist�ria.

N�o?

N�o?

Certo. Por causa disso, vou beber o meu leite aqui.

Eu tenho praticado a beber leite.

Vais ajudar-me a engolir as chaves.

Simon, n�o...

N�o engulas a chave.

Por favor, n�o. Por favor. Por favor, para!

Agora, tu controlas o teu destino.

Conta-me a hist�ria para n�o mandar o elevador para baixo.

Porque, se o mandar para baixo para a cave,

n�o h� forma de descer e tu ficares aqui.

Eu n�o vou contar-te a hist�ria. Por isso, para, por favor!

�ltima oportunidade. Vou come�ar por ti.

Quando eu era pequena...

- Por favor, n�o. - Eu queria um cavalo.

Conta a hist�ria e eu n�o pressiono este bot�o, est� bem?

N�o quero contar a hist�ria.

N�o! Para!

A tua hist�ria pat�tica vale mesmo isto?

N�o, por favor, para! Para o elevador!

Conta-me a merda da hist�ria!

Por que n�o est�s a parar esta coisa?

Est� bem. Quando eu era pequenina, queria um cavalo.

- Muito bem. - Pedia ao meu padrasto, todos os dias.

- Merda, para! - Muito tarde! Adeusinho, adeusinho...

Muito bem. Eu mandei parar.

Tinha a certeza que me dirias mais cedo.

Enfim, sim... O meu padrasto, todos os dias, pedia-lhe...

E?

Cristo!

Simon?

Por favor...

Estou?

Por favor, diz-me que encontraste a grava��o do Hobbs

e que a devolveste - Devolvi.

O qu�? A s�rio?

Onde estava?

Desculpa, n�o posso falar agora.

Podemos tomar o pequeno almo�o?

Gostaria muito.

- Ol�. - Ol�.

Andaste a rebolar na lama?

� uma longa hist�ria.

Bem, eu gosto de hist�rias longas.

Antes de me contares tudo, h� algo que eu gostaria de te mostrar.

Parab�ns.

Obrigada.

Eu tamb�m tenho umas coisas para te mostrar.

� lindo.

O que �?

N�o me mintas, Caroline.

O Simon atirou-o e partiu-se.

Sim.

Usaste o cadeado do teu tornozelo para trancar a porta da cave,

para que ningu�m encontrasse o corpo. - Porter...

Sabias...

Ficou tudo gravado.

Cada segundo.

Cada momento.

Isto � uma c�pia para ti.

O original est� num lugar que nunca ir�s encontrar.

Se alguma vez contactares a minha mulher, de alguma forma...

Entendo.

Mant�ns-me em cheque.

Contas-me a mim?

A hist�ria do cavalo?

Quando eu tinha nove anos,

queria muito um cavalo.

E o meu padrasto Ron,

n�o queria dar-me um.

E a minha m�e era t�o impotente na rela��o,

que nem sequer se preocupava em argumentar por mim.

Com o aproximar do meu anivers�rio, eu costumava implorar.

Implorava pelo cavalo.

E cada vez que eu implorava, o Ron dava-me uma chapada na cara.

E isso s� me fazia implorar mais, no dia seguinte.

Uma noite, ele entrou no meu quarto

e disse que, se eu mantivesse a sua visita em segredo

e... se fizesse o que ele quisesse,

que me compraria um cavalo pelo meu anivers�rio.

E isto durou cerca de uma semana.

E quando o meu anivers�rio chegou, n�o havia nenhum cavalo.

Ent�o, naquela noite, quando ele entrou no meu quarto,

disse-lhe que ia contar � minha m�e o que ele me tinha feito.

E ele prometeu-me...

que mantinha a sua parte do acordo...

e que haveria um cavalo � minha espera, no dia seguinte.

Feliz anivers�rio, Caroline.

Aqui est� o teu cavalo.

Por que procuraste no elevador?

Acho que me querias que o fizesse, Caroline.

Adeus, Caroline.

N�o te v�s embora assim. Diz-me alguma coisa.

Fica bem.

Como puderes.

A tristeza de quem fui e de quem eu sou agora,

� mais forte quando vejo a minha mulher e os meus filhos.

Eu nunca contei a verdade � Lisa,

preferindo deix�-la imaginar o pior de mim.

Acho que ela decidiu que, o que existia dentro de mim agora,

era escuro, feio e era melhor deixar onde estava,

desde que n�o estivesse perto dela, nem das crian�as.

O estava eu a fazer aqui?

Talvez porque me fazia sentir mais seguro,

saber que a Caroline estava muito longe de mim.

Como se eu n�o fosse o �nico respons�vel,

pelos destro�os do meu casamento.

Talvez, v�-la na sua nova vida, me trouxesse um desfecho.

Talvez me sinta, estupidamente, sentimental, como o idiota que sou.

Como o velho jornalista me disse, no meu primeiro dia:

"� tudo uma s� hist�ria, rapaz.

� tudo uma grande hist�ria."

Ripadas por: n0Te

Realiza��o

Baseado no romance de

Argumento

Produ��o

MANHATTAN NOCTURNE

Tradu��o e Legendagem Elisa Pires de Carvalho

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