All language subtitles for Balalaika (1939)

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Original subtitles

"BALALAIKA"

UM VILAREJO NO SAGRADO IMP�RIO RUSSO

PERTO DE ST. PETESBURG, 1914

-Os cossacos! -Os cossacos!

Entrem na casa!

Cavalguem, cavalguem!

O amor est� esperando Cavalguem, cossacos, cavalguem!

Homens em couro Viajando bem

Suados e Selados bastante bem

Vinhos e mulheres Se ligam para sempre

Vinho com creme de leite E nunca

Cavalguem, cavalguem! Cavalguem, cossacos

O amor est� esperando Cavalguem, cossacos, cavalguem!

Cavalguem, cavalguem! Cavalguem, cossacos

O amor est� esperando Cavalguem, cossacos, cavalguem!

Espada e adaga Tiro e balas

Atirando com os canh�es Bastante bem

Quando atr�s de mim E acima de mim

Achar algu�m que me ame

Cavalguem, cavalguem! Cavalguem, cossacos

O amor est� esperando Cavalguem, cossacos, cavalguem!

Cavalguem para o Norte Al�m da estrela do Norte

Cavalgue para o Sul e para seu Amor abaixo da Estrela do Sul

Cavalgue para o Leste E encontrar� o sol nascente

N�o! Cavalgue para onde Exista sol para todos

Balalaika!

Balalaika!

Balalaika!

CAF� BALALAIKA

Amor e uma lareira N�o para mim

Lama e humildade N�o para mim

Damas ador�veis Seis e sete

L�bios deliciosos

Estou no c�u

Lutar pelo czar

� uma vida pelos bravos

Lutamos pelo czar

Porque somos os bravos

Esses drinques

Que tomamos com nossos Cora��es nas alturas

Nenhuma outra vida Nenhuma vida melhor

Do que a vida pelo czar

Suas altezas honradas, senhoras e senhores...

tenho grande prazer em orgulhosamente apresentar...

a �ltima edi��o a nosso entretenimento...

uma jovem, que tenho certeza que amar�o.

Um cisne, uma pomba, Lydia Pavlovna Marakova.

Fico enojado da minha irm� cantar para um bando de b�bados.

Calma, meu filho, temos de viver...

e temos sorte de ter trabalho.

O amor � meu jogo

E eu o jogo bem

Pois amanh� quem sabe

Hoje � noite eu vibro

Hoje � noite eu canto

Mas se eu me cansar amanh� Quem � o culpado?

Nunca a vi antes. Deve ser nova por aqui.

Ela deve ser nova em qualquer lugar.

Mas positivamente teve a honra de me agradar.

Sozinha um tempo

Depois finalmente achar Com quem come�ar

O amor � meu jogo

A aposta � alta

Antes de nos separarmos Ganho seu cora��o

E depois adeus

Sou Tanya, Tanya

Estou no seu cora��o

Sou Tanya!

N�o sorria quando Um cavalheiro est� passando

Esse sorriso pode Ganhar seu cora��o

E vai faz�-lo sofrer

Sou Tanya, sou Tanya

Comporte-se Sen�o voc� vai ver

N�o me conte Nenhuma mentira

Tanya, Tanya

Tanya, Tanya

Tanya, Tanya

N�o me conte mentiras

Tanya, Tanya

N�o me conte...

Nicky! Nicky! Nicky!

-Sua Alteza! -Viu a garota que cantava?

N�o, sim, Sua Alteza.

Uma deusa, senhor. Ela � uma verdadeira deusa.

Traga a deusa para a terra. Diga que os oficiais da Guarda...

Cossaca requisitam sua presen�a imediatamente.

Sim, Sua Alteza.

Quem � voc�?

O mensageiro da alegria Lydia Pavlovna...

meu amo viu seu rosto e humildemente pede...

que honre seu grupo com sua presen�a.

Pode poupar o f�lego, sou s� a empregada.

Inconceb�vel!

Dois milagres da beleza sob o mesmo teto?

Uma figura divina.

O rosto como o de um girassol.

Olhos como ostras adormecidas.

E essa boca...

com um peito arfante vermelho.

Voc� pretende conquistar falando assim?

Meu amo conquista, por que n�o pode funcionar para mim?

A que horas termina o servi�o?

Eu tenho um namorado.

E eu milhares. Mas hesito?

Deixe o soldado Nicky Popov ser julgado por Corte Marcial...

ser baleado e estragar sua carreira militar...

tudo por umas horas de felicidade para voc�, minha pombinha.

-Sabe dan�ar? -Se sei dan�ar?

V� estas medalhas?

S� uma � por coragem. O resto � por dan�ar.

Em uma hora estarei lhe esperando a� em frente.

Estarei l� em meia hora.

Os oficiais da Guarda Cossaca pediram para se juntar a eles.

E voc� decidiu se juntar de imediato?

Lydia Pavlovna, os oficiais da guarda ordenam que v� l�.

Nada menos que um pr�ncipe ou um conde.

Eu s� come�o por gr�-duques...

e n�o gosto de ser atacada por espadachins b�bados.

Se n�o for v�-los, nunca mais cantar� em St. Petesburg.

V�o espalhar a not�cia. V�o arrebentar meus m�veis.

-Chame a pol�cia. -A pol�cia ir� ajud�-los.

Lamento.

Voc� e seu pai s�o orgulhosos demais.

Ele devia conduzir uma orquestra sinf�nica...

voc�, cantar �pera, e seu irm�o, aquele pianista...

mas todos v�o passar fome, sem meus rublos.

-Por que trazer minha fam�lia? -N�o os trago, eu os expulso.

Hoje � noite. Todos voc�s.

O maestro de quintal, o g�nio do piano...

-a cantora de cal�ada. -Espere...

eu vou.

Senhores, senhores da guarda...

o rouxinol est� orgulhoso em conhecer a �guia.

-Lydia! -Ela � divina.

-Linda! Linda! -Encantadora.

N�s a saudamos com vinho nas m�os e cora��es a seus p�s.

-S�o gentis demais. -O que disse?

-Beba, Lydia! -Mas est� esmagando minha m�o!

Sergei est� esmagando sua m�o!

-N�o consigo respirar! -Senhores, senhores, d�em-lhe ar.

Lydia, � um costume do regimento.

A honra da ta�a da qual beber ser� a favorecida.

Lydia! Lydia! Lydia!

Mas como posso escolher entre tantos?

Ter� de escolher um de n�s por autodefesa.

-Ent�o, de quem � essa? -Do pr�ncipe Karagin.

-Deve ser do Karagin. -Onde ele est�?

Ele n�o est� aqui.

Eu vou me arriscar com o pr�ncipe Karagin.

Sa�de!

Dance a Balalaika

E h� m�gica No vinho borbulhante

E mais m�sica suave Vai brilhar

Tenho um encontro

Dance a Balalaika

Quem sabe que �xtase A noite vai trazer

Que ador�vel melodia Nossos cora��es cantar�o

Antes que a noite acabe

Eu ou�o um violino

Um violino cigano

E quando toca estranhamente

Eu sei que eu perten�o

� Balalaika

Eu caio a seus p�s

Quando os cora��es S�o jovens e cheios de vida

Eu tenho um encontro

E sabe que pertence

Na Balalaika

Eu caio a seus p�s

Quando os cora��es S�o jovens e cheios de vida

Eu tenho um encontro

Bravo! Bravo!

A Lydia! E � sua sociedade vital�cia na Balalaika!

Aos cossacos imperiais!

-Meu pai era um cossaco. -Uma filha do regimento.

-Ele morreu lutando com cossacos. -Onde ele morreu?

Nas ruas de Kiev, lutando contra oper�rios de uma f�brica.

Que morram t�o gloriosamente quanto ele!

� lembran�a do meu corajoso pai!

-Des�a da�! -N�o, daqui posso v�-los todos.

-Se eu descer... -S� poder� me ver.

Sibirsky!

Mas conhe�o seu rosto. Vai conhec�-lo melhor daqui!

-Cap. Sibirsky, �s suas ordens. -Cap. Sibirsky...

sabia que um dia o conheceria.

Eu espero encontr�-la toda a minha vida.

-N�o fale assim. N�o comigo. -Por qu�? O que eu disse?

-Diga, o que eu disse? -N�o, eu vou embora.

O que foi que eu fiz? N�o pode ir assim!

O nome n�o lhe significa nada? Marakova?

Acho um belo nome.

Ent�o esqueceu Masha Pavlovna Marakova?

Minha pequena Mashinka, que morreu de cora��o partido?

� sua culpa, partir o cora��o de Mashinka.

N�o tem considera��o?

Como vou saber? Posso lembrar de todos os nomes delas?

-Eu o odeio! -Eu tamb�m.

N�o, fui eu. Eu estraguei tudo!

-Eu vou, adeus. -N�o, fique.

Por favor. Sinto muito. Eu vou.

Adeus, que voltemos a nos encontrar...

em circunst�ncias mais felizes.

Sua Alteza, espero que tenha gostado de nosso rouxinol.

Uma garota encantadora. Mas conhece o pai dela?

-Claro, Sua Alteza. -O que foi morto com os cossacos?

N�o, Sua Alteza, o que conduz minha orquestra.

A sua orquestra?

Betov, diria que essa garota era infeliz?

N�o, ela � t�o feliz quanto uma pomba.

Canta o dia todo.

Mas � uma intelectual, aprendeu a escrever e ler.

Isso n�o � bom. Traz encrencas.

O problema, Sua Alteza � que gosta...

de certa classe de clientes inferiores e daquelas m�sicas.

Eles preferem cerveja a vinho.

Boa noite. Voltem sempre.

N�o sei porque ela escondeu isso. � burra.

Talvez ela seja inteligente e voc� seja est�pido.

Senhores, algum de voc�s gostaria de uns rublos?

-Sim, Sua Alteza. -Voc�, quero a roupa emprestada.

-Outra x�cara de ch�. -Tenho um cozido de ganso...

-por 20 centavos. -N�o, ch�, por favor.

Sua fam�lia est� atrasada, hoje � noite.

H� uma festa no Balalaika. Podem tocar l� at� o nascer do sol.

At� quebrarem todas as ta�as e n�o ter mais de onde beber.

Os cossacos!

Est� guardando o banco para algu�m?

N�o.

Est� guardando o sal para algu�m?

Boa sorte para n�s dois. Obrigado de novo, irm�.

Nunca mais vou incomod�-la, mas...

com todo o respeito, pode me emprestar o card�pio?

Cozido de ganso. Por toda a R�ssia!

-O que vai ser? -Champanhe, com a ajuda dos santos.

Com a ajuda dos santos vai sair 7 rublos.

Fantasticamente barato. R�pido!

Pare! N�o ouviu? A champanhe vem vindo.

N�o tomo champanhe com estranhos.

O que bebe com estranhos?

Nada, fico de boca fechada.

Que sacril�gio. Seus dentes s�o um tesouro nacional.

H� um nome para pessoas como voc�.

Por que n�o perguntou antes? Peter Feodorovich Taranda.

Sou das prov�ncias, vim para estudar voz...

e depois de tr�s dias que tento saciar minha sede...

com uma gota de bondade humana...

-Voc� � esquisito. -Voc� tamb�m �.

Aquele homem, Slaksi, � estranho.

1 30 milh�es de russos s�o estranhos. Neve demais.

Neve por toda parte.

-Sete rublos. -E duas ta�as.

� meu anivers�rio. Minha tia sempre manda dinheiro nesse dia.

-N�o sei porqu�. -E caviar.

-1 rublo o prensado, 2 o fresco. -No meu anivers�rio...

caviar fresco, nobre amigo. Por uma hora ao ano, sou milion�rio.

� nossa amizade.

Certo, brinde � amizade com ch�, n�o champanhe.

-Ao amor, n�o ama algu�m? -Isso � da sua conta?

Rezo por ele. Terei de mat�-lo, mas vou rezar por ele.

-Nove rublos. -E quanto a mo�a deve?

-Por favor, n�o. -Mas � meu anivers�rio.

9 rublos e 40 kopecs e ande logo...

-porque n�o � meu anivers�rio. -Paz, irm�ozinho.

Vejamos.

Devo ter deixado meu dinheiro no meu casaco.

-Essa � boa! -Mas n�o � nova.

Que incr�vel, n�o tenho um kopec comigo.

Caro amigo, ter� de deixar na conta como um bom crist�o.

Posso confiar em voc� por um cozido de ganso, n�o isso!

Pago amanh� de manh�. 1 0 rublos e �leo de Kazam para meu �cone.

Deixe a conversa para o diretor da cadeia. Nathan, os guardas!

Espere, eu pago a conta. Com sua permiss�o.

� uma santa.

Amanh� lhe dou 9 rublos e 40 kopecs.

-Sem �leo de Kazam para meu �cone? -Um gal�o!

-Ser�o 1 0 rublos ou nada. -N�o acredita em mim?

Pode terminar a garrafa, eu paguei por ela.

Cuidado com a garota que escolher para seus truques.

Pode precisar mais do dinheiro, que voc� da champanhe.

Como lhe trazer o dinheiro sem ter seu endere�o?

N�o tenho dinheiro para encontr�-lo de novo.

Que mulher!

Meu amigo, outra garrafa de champanhe.

O qu�?

E com cada um dos oito buqu�s, um cart�o dizendo:

''Seu Peter, de Petersburg, meu amor fiel e eterno.''

E mande uma ordem especial de rosas czarina...

para Masha, Pessotchniav, 91 .

N�o importa o pre�o. Quanto mais caro melhor.

E um cart�o diferente para as rosas czarina...

dizendo: ''Para a Masha de Nicki, do Nicki da Masha''.

Mande a conta para a Sua Alteza. E n�o esque�a da minha parte.

Desculpe, Sua Alteza.

Quem � o Nicki da Masha?

Estou mandando os buqu�s de rotina...

para Vera Stepanov, Sonya Sorova, e Vera Vestova.

Quem e o qu� � Masha?

Conheci-a ontem, Sua Alteza.

Meus olhos encontraram os dela...

os dela os meus, nossos olhos se encontraram e entendemos.

-Outra nova? -Nova em folha, por assim dizer.

E voc� est� exibindo seus sintomas habituais.

Sua Alteza, � ela.

-Uma boa garota, imagino. -� seu �nico defeito.

Pelas car�ssimas rosas czarinas, ficar� confinado ao quartel...

por 30 dias e noites.

Por 30...

30 noites?

Minha Masha pode esquecer seu Nicki.

Aten��o!

Agrade�a a gentil puni��o.

Agrade�o a gentil puni��o.

Sua Alteza disse 30 dias?

Se insistir, posso dizer 60.

-60 me matariam. -Certo, comece a morrer.

-Peter? -Sim, senhor?

-Meu garoto. -Que bom v�-lo, pai.

Por que n�o veio me ver quando voltou das manobras?

Viria se seus cabelos tivessem a cor do milho da Ucr�nia...

se seus olhos tivessem o azul do Volga.

Entendo. Qualquer filho organizaria um jantar...

e a apresentaria a seu pai.

N�o se tivesse o meu pai.

-Peter? -Sim, senhor?

Houve algo incomum durante as manobras?

Algum tumulto entre os seus homens?

S� a necessidade natural de bebida e companhia feminina.

Algum problema?

Centenas destes panfletos foram achados com um de seus homens.

VOC�S S�O O EX�RCITO, CONTRARIEM KARAGIN, O A�OUGUEIRO

Temos de descobrir quem as est� imprimindo.

PROFESSOR MARAKOV AULAS VOCAIS E INSTRUMENTAIS

Quantos pap�is tem, Anton?

-O bastante para 6 ou 7 mil. -Precisamos de mais.

O comit� central espera a quantia usual para cada semana.

SOLDADOS! VOC�S S�O O EX�RCITO

CONTRARIEM KARIGIN O A�OUGUEIRO

O ch� est� pronto!

O ch� est� servido, com o p�o fresco.

-Esqueceu a chaleira. -Sim, senhor.

Quem � este homem, Masha?

� um primo. Passou aqui para me ver.

Outro primo?

Desde ontem � noite, sou o �nico primo.

Entendo. Como se chama?

Nicki Papov, dos cossacos. Voltei das manobras.

Temos de v�-lo mais. Gostamos de soldados.

-� claro. -Quando s�o amigos...

-gostamos de faz�-los felizes. -Suponha que um soldado...

precisasse de uns rublos para abrir um restaurante.

Isso n�o � felicidade. Felicidade � liberdade...

fraternidade, paz.

-Sim, senhor. -� um peda�o de madeira?

N�o liga para a individualidade? Pela liberdade?

Bem, n�o conhe�o o significado da liberdade.

Mas, se tiver algo a ver com comida boa, sou a favor.

Masha, nossos amigos v�o ficar para o jantar.

-Todos? -Sim. Sabe, algo simples.

Est� certo. Vamos, vai me ajudar.

Deixa sua l�ngua correr com voc�.

E se esse homem nos delatar?

Algu�m est� vigiando a casa.

-� Peter Taranda. -Quem �?

-Eu o conheci. -Quando?

-Ontem � noite. -Ele a escolheu?

Sei cuidar de mim. N�o vamos pular sobre cada sombra.

H� sombras que t�m uma mais escura por tr�s.

-N�o se p�em n�meros nas casas? -Placas de bronze. � o progresso.

E o zelador vende a placa de bronze por vodca.

Isso � a R�ssia.

Uma combina��o perfeita. Qual � o n�mero 91 ?

L�.

-Ele � inofensivo. -Como sabe?

Talvez seu servi�o seja parecer inofensivo.

Disse que acaba de chegar para aperfei�oar sua voz.

Talvez alegue ser cantor, para se misturar a n�s.

N�o vai. Eu me livro dele.

Venham. Estamos ensaiando.

Sauda��es e tudo de bom, pombinha.

-Por que veio? -N�o me esperava?

-N�o mora aqui? -Como me achou?

N�o � dif�cil achar um rouxinol do Balalaika.

� meu dever chamar a pol�cia. Aqui se comete alta trai��o.

-Alta trai��o? -Contra Beethoven.

Est�o assassinando a m�sica dele.

Deixe meu pai se preocupar com isso, Peter Taranta.

-Lembrou do meu nome. -Por 1 0 boas raz�es.

Abra sua m�o.

1 , 2, 3, 4, 5, sei que s�o 1 0...

mas posso pagar em presta��o?

-Certamente. Mande pelo correio. -Mas me responda uma pergunta.

-Onde posso lev�-la para jantar? -Quer dinheiro emprestado?

N�o desta vez.

Ganho muito dinheiro copiando partituras em Moscou.

N�o estou interessada em seus problemas financeiros.

Tenho outros interesses. Meus problemas sentimentais.

Sempre fala tanto?

-Compre meu sil�ncio. Jante comigo. -N�o.

D� para saber em 2 min se � um estudante de canto.

Fa�a-o entrar.

Certo. Vamos nos garantir.

Desculpe, filha, pensei que sua visita tivesse partido.

-Estava para partir. -Prof. Marakov!

Muito prazer, sou Peter Taranda, vim para ter aula de canto.

Querida, deixa um amante da m�sica na porta?

Entre no meu est�dio e conhe�a meus companheiros m�sicos.

Estavam ensaiando. E t�o lindamente.

Um pequeno recesso n�o ir� afetar.

Quer que eu fique Lydia Pavlovna?

Tem uma raz�o para recusar a hospitalidade do meu pai?

N�o.

Por favor.

Ol� a todos.

Meu filho Dimitri.

Quero que conhe�am um m�sico, um tenor.

-N�o exatamente, um bar�tono. -Muito interessante.

-Como se chama? -Peter Taranda.

-� de? -Volochisk.

Eu sou de Volochisk.

Qual? H� tr�s que eu conhe�a.

De qual �?

Ao sul de Moscou. A mesma?

Precisamente. A nova ou a velha?

A velha.

Eu sou da nova. Na outra margem.

Parece conhecer bem St. Petesburg.

N�o, eu pergunto � pol�cia e � gente boa.

Principalmente � pol�cia secreta.

Imagino que sim, eles tamb�m t�m de ganhar a vida.

-N�o vejo a necessidade. -Eles ganham bem?

Pergunte a eles.

Desculpe. Tem de ser afinado.

-Tente o outro. -Eu n�o ia tocar.

S� curiosidade?

Com licen�a, eu fiz umas anota��es na partitura.

Perd�o. Vou p�r as m�os nos bolsos.

Sou um bom juiz de vozes. Deixe-me ouvir a sua.

-N�o mere�o tanta aten��o. -Merece toda a nossa aten��o.

O papai n�o costuma pedir que estranhos cantem, nem eu.

Acha que posso?

� dif�cil saber pela forma de seu nariz.

Eu posso dizer qualquer coisa pela forma de seu nariz.

O que vai cantar?

-Espl�ndido, jovem! -Magn�fico.

Tem voz mesmo.

Sou apenas um iniciante. N�o espero grandes resultados.

-Com a ajuda de um professor... -Aceita?

Obrigado. N�o, perd�o.

Obrigado.

Nicki?

Esqueceu seu velho colega de escola, Peter Taranda?

A gente o chamava de ''meio lento''.

Peter Taranda.

-N�o, Peter Taranda! -Sim, Peter Taranda!

Entre tanta gente, logo o Peter Taranda!

Achava que tinha morrido.

-� de Valachisk, tamb�m? -Eu?

-Claro que �. -Claro que sou.

Ele tocava o sino da igreja e eu cantava no coro, lembra?

Ainda os ou�o.

Um deles estava rachado. Lembra?

-Quem poderia esquecer? -Quem pode esquecer?

Pensar que eram estranhos e s�o todos camaradas.

Nicki era mais que um camarada, n�o, Nicki?

Era mesmo. Sempre o tirava das confus�es.

Ele tamb�m era mulherengo na �poca?

Teresa e Odrina. Lembra da Ana Balofa?

-Ana Balofa? -Lembra da garota com os...

-Como ela o amava! -N�o me lembro disso.

Todas as garotas de Vala... Vala... eram... loucas por ele.

Chamavam-no de Rei Salom�o.

-N�o mudou muito? -N�o, � um matador.

Loiras, morenas, todas em Vala... Vala...

Eu tenho de ajudar minha prima Masha.

Esta � Masha. Bonita, n�o?

-T�o bela quanto rosas czarinas. -Sim, bela quanto...

aceita?

Eu o verei e teremos uma longa conversa.

Tenho certeza que sim.

At� mais, Pete.

Bem, a vida � cheia de surpresas.

Minha maior surpresa foi sua voz, seu lugar � na �pera.

-Eu n�o, voc�. -Talvez...

achava isso, uma vez.

Da� chegou a Balalaika. Cantar para oficiais b�bados.

Atrav�s de nuvens de fuma�a e tilintar de ta�as de champanhe.

Um dia, Pavlovna, vai cantar na �pera Imperial. Profetizo isso.

Sua opini�o, mas minha irm� nunca ter� a chance de cantar na �pera.

N�o aceitam comuns, s� os nobres.

Meu filho est� certo. Ele � das prov�ncias, n�o sabe.

A garota s� tem chance se for apoiada por um conde ou pr�ncipe.

� dif�cil de acreditar nisso.

�PERA IMPERIAL

Vossa senhoria.

Idiota. N�o, Sua Alteza, eu n�o...

meu secret�rio estava... Sim, Sua Alteza. Sim.

Sabe que pularia no fogo para lhe ser �til.

Mas o que pede � imposs�vel!

J� tenho 60 pessoas a mais na �pera...

todas femininas e amigas de patronos distintos.

Que sejam 61 , Danchenoff, ela tem uma bela voz.

Eu sei, � o que todos dizem. Posso sugerir talvez...

um colar de p�rolas ou uma pequena tiara?

Seu velho est�pido...

n�o estou lhe dizendo que ela tem um talento genu�no?

Se n�o lhe fizer um teste, vou a� arrancar cada p�lo de seu bigode.

-Quero p�r sangue novo a�. -Se Sua Alteza ouvisse!

Seus desejos, no que me diz respeito, s�o ordens sagradas.

Mas eu recebo o sal�rio dos diretores...

que n�o permitem favores dos rouxin�is imperiais.

Vou lev�-la, e trate de estar a�.

E nada de seus truques baixos.

Por anos, dirigi a �pera com o melhor...

agora, nos meus anos de decl�nio, come�a isso.

Quem � esse pelicano rid�culo?

Sacril�gio. � Sua Senhoria lvan Danchenoff.

Se ele sorri, � a gl�ria...

se ele franzir os cenhos, volta � escurid�o.

Est� resolvido, entramos e voc� o faz sorrir.

N�o...

voc� vai na frente. Quando sorrir, eu vou.

-� um rouxinol ou um rato? -Um rato.

-Vamos. -N�o, Peter.

-Tenho a artista, exijo um teste. -Mande o pedido por escrito.

N�o mando minha garganta pelo correio.

Chame lvan Danchenoff imediatamente.

-Ele vai mand�-lo para a cadeia. -� onde eu canto melhor.

Vai chamar ou n�o?

Tirem-no daqui. Tirem-no daqui.

Muito bem. Danchenoff! Danchenoff!

Saia j� daqui! Sua Alteza!

Sou bar�tono. Peter Feodorovich Taranda.

Um humilde cantor, �s suas ordens.

Lydia Pavlovna Marakova, soprano.

Solicitamos um teste.

N�o daria um teste ao primeiro-ministro sem marcar.

Eu o ouvi cantar e n�o o culpo.

E n�o vou participar de suas brincadeiras.

Brincadeiras?

Ouviu, Lydia, chamou nossas vozes de brincadeiras.

Se n�o ouvi-la cantar, vai lastimar enquanto viver...

o que pode n�o ser por muito tempo.

Idiota.

-Peter, vamos. -Ir? Acabamos de chegar.

Eu seguro o empres�rio e voc� canta para ele.

Eu me recuso a ouvir � for�a...

mas vou ouvi-la cantar. Se souber cantar...

o que eu duvido.

Vamos, o que estamos esperando?

Muito obrigado, senhoras e senhores, almo�o.

Maestro, n�o os dispense por favor, temos um teste.

-O que quer cantar? -Eu n�o sei.

Tanto faz. Toquem algo de Carmem e depressa.

Segundo ato, do come�o. Tudo bem com a senhora?

Que voz! Estupenda, n�o, maestro?

Pode cantar mais alto?

Sim, ela pode.

Os Bo�mios usavam

Seus instrumentos Com toda a for�a e paix�o

E esta atraente algazarra

Fascinava as Ciganas!

Ao ritmo da can��o

Ao ritmo da can��o

Ardentes, loucas Inflamadas

Elas se deixavam Inebriadas

Levar pelo turbilh�o!

Ao ritmo da can��o

Ao ritmo da can��o

Ardentes, loucas Inflamadas

Elas se deixavam Inebriadas

Levar

Pelo turbilh�o!

Ele se lan�a Entra, ataca

Um cavalo cai Arrastando um picador

Bravo touro! Grita a multid�o

O touro vai, vem E ataca de novo

Abanando suas bandarilhas

Corre furioso, a arena

Est� cheia de sangue

Vamos a salvo Saltamos as grades

V�... � sua vez agora

Aten��o, em guarda

Aten��o, em guarda

Toureiro, em guarda

Toureiro, toureiro

E sonha combatendo

Que um olho negro o fixa

E que o amor o aguarda.

Toureiro

O amor

O amor te aguarda!

Ah! Te amo, Carmem

Sim, te amo, Carmem

Sim, nunca amei

Ningu�m como voc�

Ah! Te amo!

Sim, te amo!

Sil�ncio! Eu n�o os contrato para aplaudir...

mas para serem aplaudidos.

Possivelmente, eu n�o sei.

Peter, voc� ouviu? Temos uma chance.

Temos, Sua Senhoria?

Talvez com um pouco de trabalho.

Como, talvez? Vai lhe dar um papel na �pera, n�o?

-Papel? -N�o vai?

-Com quem acha que est� falando? -Com voc�.

Vai lhe dar um papel na �pera ou n�o?

Mas ela...

Sim, � claro!

Apresente-se para os ensaios �s 9h.

-N�o fala s�rio. -N�o tenho tempo para isso!

Vir� ou n�o?

-N�s viremos. -N�s quem?

Ouviu-o, tem uma bela voz.

Como a de um pepino. Precisa amadurecer na estufa.

-Sua Senhoria � louca. -Quem � louco?

Meu pai diz que...

1 40 mil pessoas, e ela quer que eu ou�a o que o pai dela diz.

Mas � contra a religi�o desestimular um cantor.

V� e fa�a sua voz ser preparada e volte.

Obrigado, Sua Senhoria.

Amanh�, �s 9h em ponto.

Muito obrigado, voltem sempre.

Troika Inn.

lvan, � Karagin, vou jantar com uma amiga.

Tudo estar� como sempre.

O jantar de sempre, no seu quarto de sempre.

Posso perguntar se ela � loira ou morena?

Loira, Sua Alteza. E rosas pink?

E lvan, meu nome hoje � Peter Taranda.

Um nome que garante. Conte com minha discri��o.

Obrigado.

Gostaria que esta estrada durasse para sempre.

-Quem disse que n�o? -Continuamos para ver?

-E perder nosso jantar? -Comida. Peter, n�o tem alma.

Pare perto da placa.

Viramos � direita e estamos l�.

-Por favor, vire � esquerda. -Mas o Troika Inn � � direita.

Eu sei, mas quero ir para a esquerda.

-Mas o jantar foi encomendado. -N�o pode ser...?

N�o pode ser cancelado. Eu encomendei especialmente.

T�m uma comida milagrosa e m�sica maravilhosa.

Claro, mas n�o podem esperar 5 min?

Por que n�o disse 5 min?

Vamos ver se conseguimos em tr�s.

Espero que as rodas n�o soltem.

Est�o bem presas.

H� tanto pelo que viver. Deliciosa escapada.

Deliciosa Lydia.

Cuidado, vamos virar.

Quem? Eu ou os cavalos?

Pare aqui, Peter. Chegamos.

-Vai � igreja? -S� por um momento.

M�e querida, algo maravilhoso me aconteceu...

e queria que fosse a primeira a saber.

Eu vou cantar na �pera.

Como voc� sempre desejou.

E isso n�o � tudo.

Foi Peter Taranda que me ajudou.

Conhec�-lo foi uma das mais belas coisas da minha vida.

Ele � t�o bom.

Meu cora��o est� feliz esta noite, m�e.

Por que n�o me disse por que queria vir aqui?

N�o sabia se entenderia.

Quando algo maravilhoso me acontece, como hoje...

quero que minha m�e saiba.

De algum jeito, a sinto mais pr�xima.

E vamos ao Troika Inn.

Tenho uma id�ia melhor, vamos para St. Petesburg.

Acabamos de vir de l�.

Podemos voltar �s luzes, m�sica e alegria?

-O que lhe deu? -Nada.

Por que sempre fazer a coisa convencional?

Porque viemos jantar no Troika...

n�o quer dizer que n�o podemos jantar em St. Petesburg.

A vida deve ser cheia de surpresas.

Certamente �, com voc�. Mas quero ir ao Troika Inn.

Entre, entre. Bem-vindo.

Sr. Peter Taranda, est� tudo em ordem.

Sigam-me, por favor.

-� encantador. -Obrigado.

N�o est� contente de n�o termos voltado?

-Vamos jantar no terra�o? -�timo, lvan, jantaremos.

No terra�o? Mas seu jantar o espera no seu quarto particular.

-Quarto particular? -Qual? Eu n�o pedi nenhum.

N�o? Esses telefones do campo...

s�o t�o barulhentos.

Oh, sim, eu lembro que encomendou tudo especial.

Gostaria de ver o que encomendou.

Vamos subir, por favor.

Bem, que bonito!

Eu sabia que a mo�a iria gostar...

e como poderia ser diferente? Sabe...

o velho imperador vinha do pal�cio para encontrar...

sua linda...

N�o devo ser indiscreto.

-Nos disse tudo. -Deixe explicar.

Devo achar romance fora da janela, tamb�m.

-O velho imperador me dizia... -Cale a boca e saia.

-Algum problema? -Saia, saia.

Foi tudo um erro.

Parece esbanjamento para um pobre estudante.

N�o sou um pobre estudante, sou um estudante rico.

Est� sempre me surpreendendo. E esta � a maior surpresa.

N�o imaginava que pudesse arrumar algo assim t�o bem.

Privacidade completa, rosas, champanhe.

Lydia, eu n�o...

O que sabe sobre este tipo de coisa?

Os homens s�o idealistas.

D�o sua vida para proteger a honra de uma mulher.

-De outra pessoa. -Quer dizer que voc�...

Claro que fui levada a quartos particulares antes.

Foi? Ora...

e eu pensei...

Ent�o, nada foi desperdi�ado. �timo.

L� embaixo tem uma orquestra que tocar� m�sica rom�ntica...

ao meu sinal. Certo, toquem.

Suas rosas vieram de Petesburg.

Por sorte me esforcei...

mas n�o sabia que tinha de concorrer com outros.

-E este como foi? -Voc� se distinguiu.

-Posso ir? -Ir?

Todos me deixaram, quando viram que...

eu n�o apreciava quartos particulares.

Lydia, espere.

Fui muito tolo. Perdoe-me, eu pensei que...

A culpa � minha. Assim que vi este quarto...

eu vi porque queria me levar de volta...

e isso me deixou feliz. Mas fiquei brava...

porque achava que era diferente, e �.

Por isso o provoquei e o magoei como me magoou.

Mas agora estou pronta para voltar.

Mas eu n�o estou pronto para deix�-la ir.

N�o antes que me diga que me ama...

porque � o que tem me dito.

E nunca mais a deixarei partir.

Quem est� mandando flores para o meu patinho feio?

Um tolo, � claro.

Um tolo esperto para encantar minha filha.

-D� para notar? -Brilha.

Ouvi dizer que os l�rios do campo s�o as flores certas.

� o que Peter deve ter ouvido.

Feodor Blesky est� fora, bebeu vodca de novo.

-Fa�a-o entrar. -J� entrei.

S� queria lhe dizer, lvanovich, que foi maravilhoso.

Dimitri ser� o maior homem da R�ssia.

Ele esteve com voc�?

Claro. Ele � luminoso. � disso que eu gosto.

Um homem iluminado.

-Onde ele est�? -Na grande pra�a.

-Est�o ouvindo-o e ovacionando-o. -Quem o est� ovacionando?

A multid�o, e est� aumentando e ficando mais ruidosa.

Centenas de pessoas. Todos os oper�rios da f�brica.

E Dimitri est� amea�ando o poder com dinamite.

-V�o prend�-lo. -Vou com voc�.

Um de voc�s, todos voc�s, vivendo suas vidinhas.

Temos direitos. Somos seres humanos!

N�o servos!

Um homem morreu em Sarajavoj.

Chamem-no de m�rtir, do que quiserem...

mas o tiro que o matou ressoar� no mundo todo...

nos garantindo reconhecimento!

N�o ser� o primeiro, nem ser� o �ltimo.

Eu lhes digo: A R�ssia pertence ao povo!

-Deve estar louco! -Os cossacos! Os cossacos!

Guardas!

O pr�ncipe Karagin, entre todos os cossacos!

Pr�ncipe Karagin!

Eles fazem qualquer coisa.

Agora tenho certeza.

Meus p�sames, camarada.

A morte de seu filho foi uma perda para todos n�s.

Obrigado.

E para voc�, Lydia. Sentimos muito.

Obrigada. Por favor, sente-se.

-Viu o pr�ncipe Karagin? -N�o irei v�-lo de novo.

Soubemos que cantar� na �pera pela primeira vez...

-na ter�a � noite. -Nunca cantarei na �pera...

Temos outros planos.

Na ter�a nos interessam duas pessoas no camarote:

General Karagin e seu filho, o pr�ncipe Karagin.

Eles entram, mas n�o saem.

-Manterei minha filha fora disto. -Pretende discutir com o partido?

Venha, sente-se.

Ter�a-feira, � noite, eu vou cantar.

E pode ter certeza que o Gal. e seu filho estar�o l�.

Aconselho que n�o perca tempo...

-Eles est�o a�? -Sim, senhor.

Capit�o, sou o m�dico dos Marakov.

At� logo, Lydia. At� logo.

Sabe por que estou aqui?

-Foi um jantar encantador. -N�o � por essa raz�o.

Podemos falar a verdade?

N�o temos mais segredos, Sua Alteza.

Sabia que n�o falaria comigo, se soubesse quem eu era.

Foi assim que come�ou.

Sinto muito.

Por que, Alteza? N�o cantarei na �pera na ter�a?

-Por tudo o que fez por mim? -E isso � tudo que importa?

N�o falou de cora��o na estalagem?

Falei. Eu o amei tanto quanto disse que amava.

E agora? A verdade, Lydia.

Olhe nos meus olhos.

Eu a amo mais do que disse que amava.

Mas devo lhe dizer algo.

Seu debut ser� o �ltimo dia que Peter Karagin...

a ouvir� cantar.

Por qu�?

Vou sair do Ex�rcito, acabo de avisar o meu pai.

Por qu�?

Oficiais russos n�o podem se casar com garotas como voc�.

Isso mostra o que o Ex�rcito vale. E eu amo o Ex�rcito.

Isso mostra o quanto voc� vale.

Peter!

Seu pai estar� com voc�?

Comigo, no camarote.

Por favor, n�o v�.

Por qu�? Estou ansioso de ouvi-la cantar.

-N�o v� e n�o deixe seu pai ir. -Por qu�?

Ficaria nervosa demais. N�o conseguiria cantar.

-Medo de palco? -Isso. Posso fracassar.

N�o posso arriscar que n�o se orgulhe de mim.

-N�o pode entender? -Mas n�o ir� fracassar.

Fracassaria, se voc� fosse.

Estou apaixonada demais.

Esqueceria meu papel, eu apenas seria Lydia.

S� o veria. N�o v� isso, querido?

-Bem... -Por favor!

Est� certo.

-Promete? -Prometo.

Nenhum de voc�s ir�? Sua palavra?

Eu juro.

E veja em meus olhos se eu te amo. Olhe.

Fiquei arrasado, Excel�ncia, quando cancelou o camarote.

-Meu filho cancelou. -E ele n�o vem?

N�o, est� no quartel.

O velho rato est� na ratoeira, mas onde est� o ratinho?

O GOVERNO DO KAISER DECLAROU GUERRA AO EFETIVO SAGRADO

A PARTIR DE HOJE, �S 7 D A NOITE - 1� DE AGOSTO DE 1914

Compatriotas, uma mensagem do mais profundo significado...

ao nosso pa�s acabou de chegar a mim.

A Alemanha declarou guerra contra a sagrada R�ssia.

-O que est� esperando? -N�o posso, n�o agora.

A R�ssia vai precisar deles, mais do que de n�s.

Oh, Peter...

gra�as a Deus est� bem.

-E seu pai? -Vai se salvar.

Pegaram o homem que deu os tiros?

-Ainda n�o. -Gra�as a Deus, voc� est� bem.

Est� tremendo.

Estou bem, tudo est� bem. Tive tanto medo.

N�o h� o que temer.

N�o, nada. Nada mesmo.

Peter, vamos nos afastar daqui. Vamos nesta noite...

-vamos, por favor. -Sou um soldado, n�o entende?

Mas prometeu dar baixa.

Quando eu voltar, iremos embora juntos.

Vamos nos casar. Duas pessoas comuns.

Quem �?

Alteza, temos ordens do Gal. Karagin.

-Os assassinos foram achados. -�timo.

Um deles � pai de Lydia Marakova.

-O qu�? -N�o h� erro.

Nossas ordens s�o de prender Lydia Marakova imediatamente.

Esperem.

Agora n�o h� mais mentiras entre n�s.

Voc� n�o � uma destas pessoas.

Sou, Peter, sempre fui.

-Tentou salvar minha vida. -Apenas um momento de fraqueza.

Porque te amava, mas n�o muda minhas convic��es.

Lydia, estas pessoas a for�aram a juntarem-se a elas.

N�o, acredito no que eles acreditam.

At� assassinato?

Entrem, por favor.

-Tudo silencioso, cabo? -Tudo, Sua Alteza.

� vontade.

Feliz Natal. O pr�ximo, celebraremos em Petrogrado.

Dizem isso h� tr�s.

Urso velho, continue sorrindo.

Vou tentar, Excel�ncia.

Feliz Natal, Nicki.

E muitos deles, Excel�ncia.

Todos os luxos da temporada em um pacote.

Nicki, voc� � um g�nio. Duas latas de abacaxi.

E uma de caviar.

Estava guardando isso h� semanas.

E eu guardo esta garrafa das balas h� meses.

Maravilha.

-Nunca se sente s�? -N�o, senhor.

N�o pode culpar uma pequena guerra que me tornou sargento...

e � Sua Alteza, um coronel.

-Alguma carta? -Somente uma para mim.

De minha esposa. Mandou foto do garoto.

-Como est� Masha? -Ela est� bem.

Gostaria de ver a foto?

Ora, ora, ora.

O garoto parece com o pai, n�o acha?

-Que pena! -� mesmo, n�o?

E ela diz aqui:

''Nosso filho recebeu um belo presente de Lydia Marakova''.

Pobre garota. Desculpe, Excel�ncia.

O que h� com Lydia Marakova?

Sua Alteza a libertou da pris�o, n�o?

Sim, senhor.

Mas me parece que teria sido melhor do contr�rio.

Ela tem passado por maus bocados.

Vagando pelo pa�s, cantando de caf� em caf�...

e, ainda assim, lembrou-se de mandar um presente para meu...

Desculpe. Sinto o cheiro de algo queimando.

-Disse a ele? -N�o ficaria mais feliz.

-Feliz Natal. -Feliz Natal.

-Nicki? -Sim, senhor?

-O que est� cozinhando? -Um prisioneiro gordo, senhor.

Tem coisa boa nesse cheiro.

O que �?

Bem, Excel�ncia, � borsche de Natal, com carne.

-Que tipo de carne? -Quase uma carne.

Cozido de Cavalaria.

N�s os cavalg�vamos, agora os comemos.

Vodca?

Senhores, apelo para que esperem pelas damas.

Apelo negado, nenhuma dama merece que se espere tanto.

-Eu apelo que esperemos Peter. -Apelo aceito.

Vodca, quantas lembran�as!

Aquelas noites quentes de primavera. Aquelas luzes de Neva.

Nossos sussurros sob as �rvores.

As mo�as do Balalaika.

Novas garotas contando mentiras antigas...

que aumentavam seus olhos.

Ei, voc�, atento! Estava dormindo.

N�o, senhor. Desculpe, n�o dormia, pensava, Sua Alteza.

-Pensava em qu�? -Em minha mulher. Recebi carta.

Esperou a noite toda na fila do p�o, nada ganhou para as crian�as.

� esta guerra.

-Tente lembrar disso. -Sim, Sua Alteza.

Temos um encontro

Que garota!

-Feliz Natal, Excel�ncia. -Feliz Natal, coronel.

-Feliz Natal. -Feliz Natal.

Sentem-se, senhores.

� de verdade.

-Espere um pouco. -Por favor.

-lvanovich? -Sua Alteza?

-Feliz Natal. -Sua Alteza...

-Mas era a �nica garrafa. -Isso � um presente de Natal.

Senhores, outro Natal est� conosco.

Pudera dizer o mesmo pelos camaradas que...

partilharam nossa mesa na �ltima noite de Natal.

Mas estamos em guerra, e s� podemos dizer que...

estamos um ano mais perto daquela vit�ria gloriosa...

pela qual eles galantemente morreram.

Bebamos � sagrada R�ssia.

-O que � isso? -Os austr�acos.

Mas o Natal deles foi h� duas semanas.

Est�o cantando para n�s.

� contra os regulamentos ler isso.

-O que diz? -N�o sabe ler?

Claro, mas n�o as palavras grandes.

Camaradas:

''Tumultos varrem Petrogrado, Conrad e Moscou.

Larguem as armas, a R�ssia � de voc�s.

Voltem para o seu peda�o de terra.''

Moscou, Petrogrado, diz isso?

Cabo, cate esse lixo.

Fa�a um fogo grande que o QG possa ver.

Sim, Excel�ncia. Mas � noite de Natal.

Muito bem, senhor.

Senhores, o QG nos ordenou um ataque surpresa.

-�s 21 horas. -Cortamos o tel�grafo e vamos.

-Feliz Natal. -Essas s�o as ordens.

Por causa disso. N�o culpo o QG.

Passem as ordens para todos os homens.

-Boa sorte, Alteza. -O mesmo para voc�, Nicki.

Bem, apague as luzes.

-Todos a postos, vamos atacar. -Vamos atacar.

Vamos atacar na Noite de Natal.

A postos, vamos atacar.

-Por qu�? -Eu n�o sei.

Vamos atacar.

-Vamos atacar. -N�o dev�amos ir.

Boca calada. Vamos atacar.

Certo, vamos atacar.

58, 59, 60.

Atacar!

Atacar.

Mandei atacar.

Atacar.

A R�ssia foi apossada por nosso povo.

Temos Moscou, Kiev, Odessa!

A guerra acabou.

Os cossacos venceram.

Brindem aos oficiais.

N�o h� mais oficiais!

T�xi! T�xi!

-Para onde vamos agora? -Para casa. Meus p�s doem.

Temos tr�s dias para ver Paris, e seus p�s n�o impedir�o!

Motorista, um lugar para dan�ar, mas muito chique.

N�o esteve na Fran�a, se n�o esteve no Balalaika.

-E o que veremos l�? -Ver�o a R�ssia.

Monsieur Aidam, bem-vindo ao Balalaika.

Ningu�m liga para meus pobres p�s.

Feliz Ano Novo para voc�, Dantenov!

Obrigado. Deseje-me um novo par de botas...

que lhe desejo um novo par de pneus.

Seu traje para a festa de hoje � noite.

Quanto teve de pagar para passar?

-5 francos. -5 francos?

-5 francos? -Exato.

5...

Pode ser na semana que vem, estou com dinheiro.

Trago sua mulher, � uma noite ruim para andar.

� um bom sujeito, Sibirsky.

Um pobre que tem carro, mas ia trazer a Jeanette mesmo.

-Por favor, a melhor mesa. -N�o temos mesas ruins, madame.

-Como � a comida aqui? -A melhor do mundo.

Cozida e servida pela nobreza da R�ssia, senhor.

-E deve ser um gr�o-duque. -Sou propriet�rio. Nicki Popov.

Sargento dos cossacos, do governo imperial.

Algo do tipo de um general americano.

Esse � por conta da casa.

Posso recomendar nossa especialidade?

Halla Balalaika, Borsche, Peroshki, shashki.

Parece tudo muito cheio de osso.

Achava que comiam caviar na R�ssia.

Comemos. � o nosso pirulito nacional.

Vamos querer caviar. Um balde dele.

Sim, madame.

Suponho que seja um sult�o.

Sou o ma�tre de vinhos, madame. �s suas ordens.

Olha isso, Masha.

Mais uma hora e outro ano ter� passado.

-Conseguimos nosso restaurante. -Conseguimos.

Mas de certo modo, n�o � como esper�vamos.

-Como assim? -Sempre esperava que...

serv�ssemos � nobreza...

e agora, � a nobreza que serve a n�s.

Mas hoje � noite, vamos servir-lhes de novo.

Sim, eles s�o nossos amigos.

� verdade, todos os nossos amigos est�o aqui.

Todos menos um.

Quer dizer Lydia.

Ele pensa a todo segundo nela.

Quando as sombras Da melancolia caem

Meu cora��o tamb�m Fica melanc�lico

Quando eu ou�o a luz chamar

E a luz � alegre e brilhante E nova

� a Balalaika

Quando h� m�gica No vinho brilhante

E m�sica suave No c�u de velas

Eu tenho um encontro

� a Balalaika

Quem sabe o �xtase Que a noite pode trazer

Que ador�vel melodia Meu cora��o pode cantar

Antes que a noite acabe

Meu cossaco, venha cantar de novo...

para a pequena Lilly.

Deve ser um pr�ncipe?

Sua suposi��o.

N�o ligue para a minha esposa, est� um pouco alta.

� isso, uma pequena alteza.

Olha que belas medalhas. Onde as comprou?

Eram uma pechincha durante a guerra.

-Quanto quer por todas? -N�o est�o � venda, madame.

Tudo tem um pre�o. N�o liga para dinheiro?

Certamente, tenho uma velha queda por milh�es.

Vai gostar da minha gorjeta.

N�o me chute por debaixo da mesa.

Todo esse brilho me lembra um pr�ncipe.

Deve concordar que at� um pr�ncipe precisa comer.

Aceite isso pelo que �. Gostei de seu canto.

Obrigado, senhor. Madame.

� a Balalaika

Vou esperar at� que o dia comece

Onde os cora��es s�o jovens Enquanto toca a Balalaika

Eu tenho um encontro

PARA A ORQUESTRA

Desculpem, mas est�o fechando cedo, hoje.

Mas mal passam das onze e meia.

Sentimos muito, mas hoje � o Ano Novo da R�ssia.

E estamos dando uma festa particular.

Mas gostar�amos de participar.

-Mas receio que... -N�o podemos?

1 mil francos.

Talvez possamos abrir uma exce��o.

Receio que n�o. Agradecemos, mas...

hoje s� os velhos amigos est�o convidados.

Mal neg�cio...

mas boa id�ia. Feliz Ano Novo.

Obrigado, monsieur.

Era uma nota de 1 000 francos.

Queimou meus dedos tamb�m.

Afinal, o que � uma nota de 1 000 francos?

Acendo um charuto com ela. Se tivesse um charuto.

Cuido da porta. Vista-se para a festa, antes que sua esposa chegue.

Voc� tem sorte de n�o ter uma esposa.

Quer dizer, tem sorte.

Monsieur e madame Balkanof.

Alexei e madame Passagevivsky.

Princesa Natalia Vedronka.

Capit�o Sibirski, da guarda imperial. Madame Sibirski.

Ol�, meus amigos. Michael, como vai?

Jeanette, est� linda. Feliz Ano Novo para voc�s.

Feliz Ano Novo. Meu caro Sergei.

Conhece minha esposa, Jeanette? Cap. Pavloff.

Encantado.

Se n�o tivesse conhecido meu marido antes, teria sido voc�.

Cigarros?

Madame, Excel�ncia, a melhor marca da R�ssia.

-''Merci'', Nicki. -Sempre �s suas ordens.

''Ma cherie'', quero que conhe�a uns amigos meus.

Monsieur e madame Danchenoff.

Bem-vindo, monsieur. Obrigado.

At� mais tarde.

Jeanette, esse � o famoso Danchenoff...

da �pera de Petesburg.

Michael, me falou de sua voz maravilhosa.

-Canta para n�s depois? -Cantar, vou tentar...

mas eu n�o acho que vai pedir de novo.

Que honra, madame. Mas que belas j�ias!

Receio que sejam s� c�pias, menina.

Comemos as originais. Indiretamente.

Senhoras, senhores. � vontade.

Sua Alteza, pr�ncipe Morodin.

Sua Alteza.

Nicki, cigarros!

Sua Excel�ncia n�o pegou os cigarros?

Eu... n�o.

Neste caso, sirva-se.

Pegue mais.

Minha querida princesa, como est� o ramo das flores?

Florescendo, Sua Alteza. E como est� sua alfaiataria?

Excelente, excelente.

Corto cal�as agora, sem mover um m�sculo.

-Cigarros, Excel�ncia? -Charuto.

Sim, Sua Alteza.

Que bela crian�a.

Capit�o, o ramo dos t�xis est� progredindo?

Progredindo, Sua Alteza, ganhei mais que 50 francos, hoje.

E uma vez deu 5000 acres por uma d�vida de jogo.

Isso foi na R�ssia.

Eu j� tive tr�s chefs franceses, e dois doceiros vienenses.

Isso foi na R�ssia, tamb�m.

Eu j� comandei a guarda do pr�prio czar.

Agora ela me comanda.

Isso � a Fran�a.

�, R�ssia, como poderemos esquec�-la?

As noites de ver�o no Neva.

Os grandes c�us sobre as plan�cies.

As torres douradas das igrejas.

E do jeito que a neve chegava de repente em novembro.

E como os camponeses cantavam na noites...

chegando em casa em suas pesadas charretes.

A R�ssia era doce.

� l� onde est� nosso cora��o

Toquem em mem�ria da Terra que chamo meu lar

Mas meu destino ser� vaguear

Passada � a gl�ria dos dias Dourados que conhecemos

Como um conto de fadas Que nunca se realizar�

Parece que nunca conheceremos

Nossa felicidade

Vivendo numa terra

De sonhos

R�pido, pegue as velas para os desejos de Ano Novo.

M�sica!

Entre!

Perd�o, procuro madame Nicki Popov.

Lydia!

Mashinka!

Lydia Pavlovna, deixe-me olhar para voc�.

Quando chegou a Paris, como nos achou?

N�o deve chorar.

Sempre choro, quando estou feliz.

Masha, onde est� voc�, onde est�o...

Nicki, olhe.

-Nicki. -Lydia Pavlovna Marakova.

Isso � maravilhoso. Isso � �timo!

-Nicki, pare, ela est� cansada. -Estou t�o feliz. Veio nos ver.

Est�o esperando as velas.

E...

-� Lydia Markova, Sua Alteza. -Sim, eu sei.

Estou contente em v�-la, minha querida.

H� felicidade em sua voz.

Mas n�o em seu cora��o.

S� voc�, Lydia Pavlovna pode lhe dar isso.

� seu e meu

O ontem � uma bolha no vinho

O ontem � uma bolha no vinho

O ontem � uma bolha no vinho

Excel�ncias. � quase meia-noite.

Peguem suas velas Olhem para o espelho

e fa�am seus desejos.

Pronto, Sua Alteza.

Perfeito.

Espelho, espelho Ou�a meu apelo

Mostre meu Verdadeiro amor para mim

Luz de vela que brilha

Mostre meu amor para mim Nesta noite

Ou�a nossa voz

-Champanhe? -Sim, por favor.

Espelho, espelho Ou�a meu apelo

Mostre meu verdadeiro Amor para mim

Luz de vela que brilha

Mostre-me meu amor Para mim, nesta noite

-Que tal eu? -Ou�a nossa voz

Quer provar?

Eu sei quem � meu verdadeiro amor.

Sabe? Quem �? Exijo saber quem �.

Quem dos senhores?

-� voc�, querido. -Quem, eu?

Era o que eu temia.

-Feliz Ano Novo. -Feliz Ano Novo.

Venha!

Espelho, espelho Ou�a meu apelo

Mostre-me meu verdadeiro Amor para mim

Luz de vela que brilha

Mostre meu amor para mim Nesta noite

Madame, me d� a honra desta dan�a?

Sua Alteza!

D�-me esta honra, tamb�m?

-Voc�, Nicki. -Eu?

-Sim, voc�. -Sua Alteza.

Que privil�gio nos reuniu?

Bem, meu amor, vamos virar o rel�gio?

Nesta noite ador�vel N�s dan�amos

E as estrelas v�o Sempre brilhar

Toda a minha vida Esperei este momento

-Em que fosse minha. -Em que fosse meu.

FIM

LEGENDAS: jmedeiros17

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