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O passaporte do Larry chegou.
Os voos est�o confirmados.
Vou fechar a casa e poderemos ir esta noite.
Ele est� a fumar erva. Consigo sentir o cheiro.
Isso � basicamente o que o Larry faz.
Tira-lhe as drogas, Boyd.
Quero o organismo dele limpo.
Larry.
A minha mulher tem uma surpresa para ti.
O teu passaporte chegou.
Tu vens connosco.
Isso � incr�vel, meu.
Nunca estive no �rctico.
Bem, nunca sa� da Calif�rnia, mas...
Tens de parar com a erva, Larry.
Como?
Os c�es no aeroporto sentem o cheiro.
A alf�ndega vai ver que a tua identidade n�o bate
com o passaporte que compr�mos e voltas para a cadeia.
Ok. Credo!
Ok, Boyd.
O que te parece?
Sempre achei que isto � criancice.
- O qu�? - O quadro do crime,
as fotos, o fio.
- Parece um jardim de inf�ncia. - Temos uma tempestade grande.
- "Tundersno". - O que � o "tundersno"?
Trov�es e rel�mpagos...
numa tempestade de neve.
� mesmo mau.
E se 9 semanas n�o bastarem, n�s voltamos.
Voltar para qu�?
At� agora ainda n�o sei
como o governador Munk morreu.
Ent�o, vamos voltar.
Ele atirou-se pela janela do escrit�rio.
Eu n�o o matei. O xerife Anderssen n�o o matou.
Uma turba da cidade com tochas acesas
e forquilhas n�o o matou.
Ele matou-se a si pr�prio.
Aceita. Por favor.
Volto aos fatos.
Um homem sem f�sico, com 110 Kg,
atirou-se atrav�s de uma janela de vidro.
Um homem de 110 Kg alucinado com muscimol.
V� l�, Ingeborg, andamos �s voltas com isto,
e persistes nessa... merda...
sobre uma...
turba vingativa.
Estavam todos pedrados com muscimol?
� essa a tua teoria?
"Detective Inspectora-Chefe Myklebust."
N�o vamos ficar �ntimos, Eric,
s� porque vou para casa amanh�.
Acredita, n�o tenho nenhuma vontade
de ficar mais �ntimo contigo ou do teu...
irritante macaco tot�!
Ingrid?
"Macaco tot�"?
Tamb�m queres o fio?
"Turba vingativa."
Turba vingativa, turba furiosa.
� tudo a mesma porra de conto de fadas.
Vingativa implica motivo, Eric.
De repente, h� um motivo para a morte do Munk.
S�o as tuas palavras.
Qual � o problema, Olaf?
Aproxima-se.
- Feliz Dia Harvey! - Feliz Dia...
- Que merda � esta? - O Dia Harvey.
- � tradicional. - Nunca ouvi falar disso.
� uma nova tradi��o.
Tira essa rid�cula cabe�orra de coelho.
N�o � um coelho, � um duende!
Tira-a!
Queres estragar o Dia Harvey para aquelas criancinhas?
N�o te vais aproximar de nenhuma criancinha.
Tira-a!
Que se passa contigo?
A cidade inteira sabe o que �s, Markus Husekleppe.
Sai daqui ou chamo a pol�cia.
Ningu�m gosta de ti!
Miser�vel cretino!
A DCI Myklebust decidiu
que o governador Munk foi assassinado.
Quem o matou?
A turba vingativa matou-o.
De onde tirou ela essa ideia?
De mim.
S� consigo pensar em "vingan�a".
Foram 650 horas de entrevistas.
E entre eles... Ketil Blaksdvedt, Axel, Hong, Lars.
At� eu saber que mataram o Munk,
porque o Munk matou a Hildur.
Dan, aqueles homens fizeram o que eu devia ter feito.
Eles amavam a Hildur.
Eles vingaram-na.
Tu est�s a pensar...
que se realmente amavas a Hildur...
tu mesmo terias matado o Munk.
Todo o tempo que estivemos aqui
nunca ningu�m mencionou a palavra "vingan�a".
- Sobre o governador Munk? - Sobre o governador Munk.
Quem � que a disse?
Eric. Hoje.
Disse "turba vingativa".
Quando lhe disse isso, n�o conseguiu olhar para mim.
Dois hamb�rgueres Harvey Feliz.
Hamb�rgueres Harvey Feliz?
N�o est�o no menu.
S�o especiais.
Hoje � o Dia Harvey em Fortitude.
- E recomenda-os? - N�o seriam muito especiais
se n�o os pudesse recomendar, pois n�o?
E isso seria uma pena,
n�o seria, Harvey?
O Harvey � invis�vel?
Sim.
� uma espingarda de ca�a.
Dan, algu�m est� a atirar nas pessoas na rua principal!
Ele est� no telhado!
Entre. Fique abaixado.
Procura uma entrada pelo telhado.
Eu vou pelo outro lado.
Largue ou atiro a matar.
Eric!
Seu sacana!
N�o! N�o atire!
� o meu pai!
O que est� a fazer?
Vivem orcas nestas �guas.
A apenas 20 metros de onde dormimos.
Eu sabia que gostarias disto.
Vou dar uma olhada na garagem.
Est� bem.
Que raios � uma orca?
Uma baleia assassina.
Sabes do que eu gosto?
Tetas assassinas.
� disso que eu gosto.
Quando as orcas se banqueteiam com uma baleia que mataram...
devoram sempre a l�ngua primeiro.
Vai ajudar o Boyd, sim?
Quando ele voltar para a cidade, poderemos ficar sozinhos.
Boyd, onde est�s?
Eu entendo, mas � uma loucura total...
- Caf� preto. - O qu�?
- Eu n�o quero caf�. - O qu�?
Bebe, Michael!
Falhou por meio metro!
- N�o atirou nela. - Como sabes?
Ele nem sabe quem ela �.
Bem, houve um atentado contra uma investigadora s�nior.
- N�o foi um atentado.. - E atirou no xerife tamb�m.
Se ele quisesse atirar no Dan, O Dan estaria morto.
E estaria se o Lennox n�o estivesse t�o b�bado.
Sei que quer que eu ignore isto, mas n�o sei se podemos.
Ficam felizes deixando o b�bado da cidade andar por a�
- a atirar...? - Ele n�o � o b�bado da cidade!
O tempo todo. Dia e noite.
O teu pai fica bebe at� cair.
Bem, vou obter o depoimento do Michael Lennox.
Eric disse que concluiu que o Munk foi assassinado?
Eu j� sabia isso h� algum tempo.
N�o vi nada nos interrogat�rios que suporte isso.
N�o � o que todos dizem, que importa.
� tamb�m o que n�o dizem.
O que quem n�o o diz?
- Todos. - Ent�o, baseaste a tua conclus�o
no peso esmagador do que ningu�m disse.
Querem acus�-lo de tentativa de homic�dio.
Tu tiraste-me o meu casaco.
- Est�s com frio? - H� uma garrafa nele.
N�o podes beber aqui, Michael.
Deixa-me sair.
Por que estavas a disparar a tua espingarda?
Sabes quem ela �?
Algu�m.
Uma policia.
Sabes por que est� aqui?
- N�o. - A Ingrid n�o te contou?
N�s n�o conversamos muito.
Precisas de...
dar um depoimento.
Ok.
Vai-te lixar, Eric.
Conversamos quando estiveres s�brio.
Havia um urso.
O qu�?
Um urso.
Entrou na escola.
Eu vi-o e fui buscar a minha arma � camionete.
Um urso.
Eu matei esse urso...
antes.
O urso voltou.
Talvez n�o possa ser morto.
Est�s em boas m�os, Larry.
Boas m�os.
O meu marido j� fez isto antes.
Desculpa-me, mas tens de estar bem acordado
durante o procedimento.
Tudo bem.
P�e os fluidos dele na centr�fuga.
- Tens a certeza? - Tenho.
Tenho a certeza.
Detective Inspectora Myklebust.
Soube que vai partir amanh�.
- E n�o prendeu ningu�m? - Sim.
H� uma barreira de sil�ncio.
Inteir�mo-nos dos teus problemas, Markus.
Aquele assunto horr�vel com a rapariga gorda.
Shirley n�o era "a rapariga gorda".
As pessoas podem ser muito discriminadoras.
E ningu�m gosta de um proscrito.
O que queres dizer?
Um denunciante.
Algu�m que n�o liga � opini�o p�blica
e est� pronto para fazer a coisa certa.
Tomar uma posi��o contra a multid�o.
Pensas que sou est�pido?
N�o, sr. Husekleppe. N�o pensei nisso um momento.
Poderia haver uma recompensa em troca de informa��es.
O que tem para dar que eu possa querer?
Temos algo em mente que sabemos achar� aceit�vel.
Vimos que se candidatou, Markus.
A carta que escreveu.
A carta para Oslo.
Queimei as coisas todas dele.
Que bom, Boyd.
Ainda bem.
Qual a dose que se auto aplicou?
135 miligramas.
- E a dilui��o? - 80%.
Credo, Elsa!
� o bastante para levantar um morto.
Como te sentes?
Mais forte.
J� me sinto mais forte.
A pele est� a formigar.
Do que precisas, querida?
Bem...
Eu n�o lavei a lou�a.
Estarei uma cris�lida quando voltares.
Eles n�o entraram no avi�o. O Myklebust ainda est� aqui.
Ela foi at� a escola e falou com o Markus.
Ent�o, o Markus...
vai dar-lhes nomes.
E um desses nomes...
ser� Lars Ulvinaune.
Achas que o Lars � o elo fraco?
Acho que o Lars � demasiado honesto para este mundo.
Est�s bem, Dan?
Acabei de beber uma dose bem grande de muscimol.
Ok.
Tem cuidado.
Vem c�, beldade.
Doutora Khatri.
- Est�s ocupado, Lars? - Estou.
A "tundersno" despejou muita neve na ba�a.
Faz tempo que n�o via isto.
Oh. O tempo est� louco.
Sim. O meu limpa-neves est� cansado.
- Pode fazer um feriado? - Ele bem que podia.
- N�o, quis dizer tu, Lars. - Eu?
N�o tenho tempo para feriados, Petra.
Os agentes de Oslo v�o interrogar as pessoas de novo.
- Que pessoas? - Tu devias sair da cidade.
- Devia? - A tua cabana de ca�a. Ca�ar.
E o nev�o?
A neve vai virar lama.
- � mesmo? - Agora.
Esta noite.
- N�o fa�as merda. - Ok.
Estava no centro c�vico quando o governador morreu?
N�o. N�o estava no centro c�vico quando ele caiu.
Eric, precisamos de um lugar seguro e confidencial
para interrogar os principais suspeitos.
Que porra � essa de principais suspeitos?
A Sala de Interrogat�rio Um.
Voc� assinou o livro de condol�ncias da governadora Odegard.
Podemos estabelecer as horas.
Eu assinei o livro...
- ...horas antes. - Horas antes do qu�?
- Lars? - N�o.
N�o, eu n�o estava no centro c�vico.
Lars Ulvinaune est� vacilante.
Se perguntam algo que n�o pode responder sem mentir,
d� para ver que lhe causa dor.
- Ele treme. - N�o acredita em mim?
- Onde encontramos o Lars Ulvinaune? - N�o, eu n�o estava l�. N�o.
- Eu n�o estava l�. - No dep�sito de neve.
Aten��o Sr. Fersen e sr. Blacksdvedt,
fiquem na cidade e dispon�veis para o interrogat�rio.
O que...
O que significa isto?
Significa que vamos precisar de mais fio.
Eu tento ser.
Ent�o, � isto.
Lars? Est� aqui?
Sr. Ulvinaune?
Est�o � procura do Lars?
Sim.
Sabe onde o encontrar?
Sim, sei.
O Lars foi ca�ar.
Foi ca�ar para onde?
Na imensid�o.
Vukobejina. Onde os lobos fodem.
Estamos a chegar l�.
Tudo.
N�o s� o governador Munk.
A rapariga desaparecida, Elena Ledesma.
O jovem electricista, Vladek Klimov.
Eu sei.
O Dan Anderssen est� metido em tudo.
Este lugar �...
Este lugar � o territ�rio de morte pessoal dele.
Eu nunca...
No meu tempo de servi�o, nunca vi...
Achas que est�o todos a proteg�-lo?
N�o.
N�o.
Acho que est�o todos com medo dele.
Falaremos com Lars, do limpa-neves. � o elo fraco.
Quando ele ceder, d�-nos o resto da turba.
Quando os tivermos, d�o-nos o Dan Anderssen.
- Hong Mankyo n�o est� em casa. - E na loja?
Ele saiu h� duas horas e tamb�m n�o est� no Blue Fox.
O que foi?
H� algu�m no escrit�rio da Hildur.
Que raios estava fazer ali?
Queria ver se conseguia...
- Nada. Eu s� queria... - S� o qu�?
S�...
familiarizar-me com o ambiente...
antes de tornar a minha situa��o p�blica.
De que raios est�s a falar?
Disto.
"Confirmado na posi��o de cidad�o respons�vel,
"com autoridade e poderes de governador em exerc�cio
"at� que seja feita uma nomea��o definitiva."
Tenho a certeza de que Oslo vos informar� a todos oficialmente.
Provavelmente amanh�, talvez, ou...
- Oslo nomeou Markus. - � o nosso novo governador.
Isto � uma loucura.
Pessoas a viver num frio congelante.
� uma loucura total. �...
Elsa?
Merda...
Procuras por mim, Boyd?
- Depois de todo este tempo... - Eu...
Elsa...
Ei. Sou eu.
Estou a ouvir.
H� mais um. O quinto deste rebanho.
N�o h� d�vidas. As crias est�o menores este ano.
Tens a certeza?
N�o, Dougal, estes vitelos s�o pequenos.
Aqueles vitelos ali ainda est�o piores.
De qualquer forma,
vou esperar este tipo acordar e ir-me embora.
H� um desenvolvimento muscular significativo na coxa e flanco?
�, n�o est� nada mal. � bem carnudo.
Ent�o, tr�-lo para casa.
� melhor fazer isto antes que acordes, bonit�o.
E se estiverem todos juntos nisto?
- Quem? - A cidade inteira. Todos.
- Tipo "Os Carros que Devoraram Paris"? - Que carros?
Meu Deus!
Os jovens t�m o conhecimento na ponta dos dedos
e mesmo assim n�o sabem nada.
Pode ser.
Ou talvez sejas uma solteirona azeda
que n�o encontrou um homem que a suporte,
porque �s uma dessas espertinhas inflex�veis.
Sim, bem,
vais dormir esta noite com uma solteirona azeda, rapaz.
O que est�s � procura?
A avalia��o psicol�gica original do Dan Anderssen.
� t�o sem sincronia com o homem que vejo.
Talvez ele tenha mudado.
As pessoas n�o mudam.
No f�gado do indiv�duo, o teste inicial confirmou
que a reac��o mais significativa � infesta��o parasita
- foi a capacidade de regenerar... - Sai daqui!
...o tecido danificado...
Est�s a ouvir isto? Ouviste o que ela sabia?
- Est� tudo bem... - Maldita Khatri!
- Tudo bem. Calma.. - Sabes o que isto significa?
Est� tudo bem. Calma.
Estou aqui, estou aqui.
Est� tudo bem.
Os �ltimos padr�es de regenera��o de tecidos
chegam a quase 95% no f�gado do indiv�duo.
N�o posso viver assim, Vincent.
Eu sei. N�o podes. Arranjamos uma forma melhor de...
N�o. N�o, Vincent.
Eu n�o posso viver assim.
Natalie, todos que foram infectados por este parasita
mataram algu�m para transmitir a infec��o...
N�o o Dan Anderssen.
O Dan foi crucificado e as m�os dele sararam.
O Dan entrou na �gua congelada
- e saiu sem qualquer dano. - A que custo?
N�o sabemos o pre�o que o Dan Anderssen paga.
Que pre�o � este?
Aleijada. Cega. Impotente.
Natalie.
Natalie, os parasitas, vespas, larvas,
est�o mortos e desapareceram.
N�s enterr�mo-los. Tu e eu.
Meu Deus.
- E se n�o foram... todos? - Meu Deus, n�o.
Meu Deus...
E se um s� esp�cime
fosse preservado em suspens�o criog�nica?
N�o posso acreditar nisto.
Eu n�o vou...
N�s destru�mo-los, juntos. Tu e eu. E agora tu...
Tu... que raio de maluquice...
Um novo tecido hep�tico cresceu e substituiu totalmente
o tecido que eu removi.
Este grau de regenera��o de tecidos
n�o tem precedentes na minha experi�ncia.
Torsten...
Na verdade, eu tenho um algu�m, sabes?
Algu�m?
Sim. Seja l� como se chame.
N�o algu�m.
Quem n�o me acha uma solteirona velha de cara afiada.
- Annie Burgess. - O qu�?
� uma patologista forense.
Como raios sabes sobre a Annie?
Ingeborg, todos sabem.
Todo o departamento sabe.
- Isso �... - Ei.
Todos n�s achamos �ptimo.
Annie � um tesouro.
Um tesouro?
Aqui � o m�ximo que a posso trazer com esta luz, chefe.
Na verdade, �.
Annie Burgess � um tesouro inestim�vel.
Ei, raios!
Ei, eu ajudo-o.
V�-se lixar! Sacana!
- Cara de c�! - Ei meu. Eu o ajudo.
H� fumo a sair da chamin�.
�s tipo um detective florestal,
num lugar selvagem, com t�cnicas de rastreio
e pistas sobre chamin�s.
Lars!
Bom dia, sr. Ulvinaune!
Bom dia, Lars.
- Merda. O meu telefone? - Est� a carregar.
- Merda. - Para que quer o telefone?
- Para gravar a entrevista. - Use o meu.
Lars Ulvinaune, precisamos conversar consigo.
Temos te conversar, Lars. Sabemos que est� a�.
PR�XIMO EPIS�DIO
- O que est� a fazer? - O qu�?
Esta � uma cena de um crime.
Antes de eu chegar aqui,
- era uma selvajaria de merda... - Tipo?
E voc� n�o parece ser suficientemente velha.
Sou mais velha do que voc� pensa.
:: Adapta��o ferneiva ::
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