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Original subtitles

Passaram dez anos,

e chego ao mesmo monte onde pensei vir a descansar para sempre.

Por favor,

afastem-se, isto s�o apenas gases

ou talvez pior.

Antes que os olhos se fechem para sempre,

voltarei a ver a minha Joanie Stubbs.

Dar-lhe uma prova

de amor e arrependimento,

da Calamity Jane para a sua querida.

E tamb�m na campa do Wild Bill.

Tenho uma bolha na n�dega esquerda, um diabo a ferver.

GRANDE HOTEL CENTRAL

DAKOTA DO SUL, 1889

FESTEJOS DA FUNDA��O DO ESTADO

TABERNA, ABERTO

Bom dia, patr�o.

Chamem a coxa. Jewel!

- O que foi? - Vem c� cima.

Tenho coisas ao lume, Al.

Quando acabares de queim�-las.

- Bom dia, Doutor. - Bom dia, Al.

� vontade? � como est�s?

Porqu�? Quer dan�ar?

- Para que � aquilo? - Para fazer postes telef�nicos.

J� n�o temos disso que chegue?

O plano � p�r linhas para todos os neg�cios.

Acompanhar os novos tempos.

Sentes-te indisposto, comandante?

Dou meia passada, j� n�o � o que era.

E emagreceste, n�o foi? Alguns quilos?

E est�s mais p�lido tamb�m.

Credo... D�-me um tiro, doutor.

Escolhe o dia da semana, Al.

Que diferen�a faz o dia, porra?

Quero que digas o nome.

� quinta-feira, seu espantalho amaricado.

� sexta-feira.

A confundir sexta com quinta-feira. Guarde-me j� uma sepultura.

A temperatura est� dois graus acima do normal.

Tens as fei��es carregadas e a tez amarelada.

At� outros desenvolvimentos,

vais abster-te da bebida.

- Sob conselho? - N�o, n�o.

N�o tentes ser divertido nem insolente.

Nem te metas onde n�o �s chamado.

Enquanto faz o mesmo comigo?

Fizeste asneira com o f�gado, Al.

Foi isso que fizeste, maldi��o.

A n�o ser que sejam cegos, j� sabem que ele est� doente.

Ainda h� um minuto, eu dizia ao Dan:

"O patr�o est� com mal aspeto. Indisposto."

E voc� n�o parece indisposto, seu maldito asno?

Ele deve abster-se de todo o tipo de bebidas

at� que seja avaliado e diagnosticado.

N�o vai ser pera doce controlar o Al, porra.

Sabe que ele procurar� a bebida na rua.

Voc�s n�o podem permitir.

� mais f�cil dizer do que montar e andar.

Ent�o enforquem-no, cara�as.

Rebentem-lhe com a cabe�a. Para n�o perdermos tempo.

Acordou com os p�s de fora.

Sra. Ellsworth. Sou o Charlie Utter.

Mas que surpresa grandiosa, ap�s tanto tempo.

Igualmente, Sr. Utter.

Estarei a atrever-me, Sra. Ellsworth,

ao perguntar-lhe se regressa por motivos financeiros?

Motivos financeiros, sim.

A minha participa��o no Banco de Deadwood,

que � uma institui��o em expans�o.

H� poucos anos, Sra. Ellsworth, aquela falta de modos

teria resultado numa li��o de cortesia.

A minha gratid�o

cont�nua pela maturidade arduamente adquirida.

Sofia, um cavalheiro deseja renovar o cumprimento.

Charlie Utter a cumprimentar a Menina Sofia,

para quem 10 anos passaram como que ao estalar dos dedos.

Ol� para si tamb�m, Sr. Utter. � �timo rev�-lo.

Obrigado.

Seria um prazer transport�-las para Deadwood no meu carro.

E um prazer para n�s, pelo transporte e boa companhia.

Venham.

Espero que tenhamos chegado a tempo dos festejos.

Querida, deseja ajuda com a bagagem?

� muito gentil. N�o � preciso.

- Presumo que ficar� na cidade. - Desculpe?

H� pre�o que possamos oferecer por essa informa��o?

O senhor confundiu-me.

- Aqui est�s. - Ol�.

Procuro transporte. Posso pagar.

O Dakota do Sul casou com os Estados Unidos.

Est�o a prestar aten��o.

- Bom dia. - Bom dia, pap�.

O cl� Bullock est� pronto para os festejos?

Est�s pronto, marido?

Considerando que as visitas incluem o senador da Calif�rnia.

Para festejar? Sim, estou.

Estou tentada a acreditar em ti.

Panquecas da funda��o do estado a sair!

Abram alas.

Pronto, pequenote.

� resoluto o pequeno, como o pai.

� uma virtude na tua opini�o.

Senhor, aben�oai estas d�divas que vamos receber

e dai-nos gra�a para enfrentar com bom senso os desafios,

sejam quais forem as provoca��es de homens inferiores ou maldosos.

- �men. - �men.

�men.

Neste dia dos festejos da funda��o do estado,

honramos um homem que, com uma generosidade sem par,

se dedicou � nossa comunidade de Deadwood.

Apesar de j� n�o residir entre n�s,

ele tem agora como lar a Calif�rnia.

Ele concentra os seus interesses consider�veis

em minera��o e propriedades

aqui em Deadwood, no Dakota do Sul.

Pe�o-vos que recebam comigo

o Excelent�ssimo Senador J�nior do estado da Calif�rnia,

George Ambrose Hearst.

Bom dia a todos.

E um grande obrigado ao Presidente Farnum

pelas generosas palavras de boas-vindas.

Comove-me bastante

regressar volvidos tantos anos,

para testemunhar as mudan�as

ocasionadas pelo tempo,

pelo engenho e pela criatividade.

Apesar de ningu�m negar os factos e os custos de um passado

que n�s aqui reunidos vivemos juntos...

... uma parte do qual ainda tem de ser medido em sangue.

Por�m, a comunidade de Deadwood entra na sua idade adulta...

Que elevados ficam os nossos esp�ritos,

seu bandalho assassino, trai�oeiro e ladr�o.

... desembara�ados e determinados,

uma parte vital do rec�m-fundado estado do Dakota do Sul

e deste estado, uma parte vital do nosso belo pa�s.

Restam dois quartos por ocupar no hotel, Trixie.

Com o cortejo ainda em pleno curso.

Parab�ns ent�o, Sr. Star. A ti e ao Xerife Bullock.

Talvez queiras assinalar o momento batendo-me com um tijolo.

Mais cedo poria um anel no teu dedo.

N�o sem antes vermos se o beb� sobrevive.

Sendo esse, para ti, o �nico prop�sito do matrim�nio.

Estaremos inundados no milagre de uma rameira da minha idade

ficar gr�vida? - Ent�o, porque n�o usar um sinal?

Vestir vermelho da cabe�a aos p�s?

Por favor, Trixie, n�o deves sair � rua.

Pedi limonada com raspas de gelo, como gostas.

Descansa.

Acabei de acordar, porra.

Descansa.

GELO

Cabr�o assassino e desnaturado.

� Senador Hearst?

Sua excel�ncia?

Neste d�cimo anivers�rio em que foram chacinados,

remeto-vos, Senador, os cumprimentos memoriais

do mineiro Ellsworth e da prostituta Jen.

Apenas dois de sabe Deus quantos matou

enquanto enriquecia.

Ter-me-� falhado a sua nomea��o para um posto de autoridade?

Ter-me-� falhado a sua, seu cabr�o de cabe�a calva?

Sr. Hearst?

E n�o � verdade, senhor, que s�o os ladr�es e assassinos,

os esventrados e mortos na lama,

que d�o for�a ao membro que tem nas ceroulas?

Porque n�o seguir em frente e imolar-se?

Nem me esquecerei de sublinhar

a semelhan�a que tem a sua fu�a, vista daqui,

com uma rata de risco ao lado.

Presidente Farnum! Isto �...

- A Trixie n�o perdeu o jeito. - Pois n�o. O tempo n�o muda isso.

Esse paneleiro manhoso

infiltrou-se nos assuntos do nosso acampamento.

E voc� n�o � a vil personifica��o

de uma rameira e vadia desbocada?

Como voc� � de um traste assassino...

O que te falta fazer, Trixie?

Atirares-te das escadas?

Condenar o bem-estar do nosso filho?

Pelas l�grimas de Jesus!

O que foi?

Algo n�o est� bem, como ter�s previsto, porra.

- Estaremos prontos para o m�dico? - Vai busc�-lo.

Eu portar-me-ei bem.

Xerife.

Sr. Utter, ol�.

Ol�, meninas.

Cumprimentos do Tio Charlie.

� �timo v�-los de novo.

Sra. Bullock, lembro-me t�o bem das suas aulas de leitura.

A Sra. Ellsworth e a sua filha precisam de um quarto.

Disse-lhes que o melhor hotel � aquele.

Talvez instalar a Sra. Ellsworth numa suite

seria o mais atencioso para o dono do hotel fazer.

Pois seria.

Sra. Ellsworth, havia um quarto dispon�vel?

Parece que conseguimos o �ltimo.

Deve ser o meu dia de sorte.

Acompanho-a l� acima.

Tendo o senhor vivido tanto tempo na minha mem�ria, xerife,

� uma grande felicidade v�-lo de novo.

N�o � menor felicidade para mim v�-la, Sra. Ellsworth.

Como se um sonho ganhasse vida para tomar f�lego.

Falei demais.

Prometi que n�o o faria, mas sabia que o faria.

Porque n�o escreveu sobre a sua chegada?

N�o sei bem.

Estou a ver.

Pergunto-me, Sr. Bullock, se, apesar de involuntariamente,

terei perturbado alguma coisa.

De todo.

� um prazer rev�-las �s duas.

O que foi?

Nada, m�e.

Bullock. Xerife.

O homem que eu procurava.

Podias ter-me avisado do regresso da Sra. Ellsworth.

- Tamb�m fiquei surpreso. - Pelo menos,

n�o p�-la no meu maldito hotel.

Se j� acabou com as reprimendas,

tenho assuntos mais exigentes para falar.

Sou todo ouvidos, Charlie.

O Hearst quer comprar a minha terra.

Acena com uma soma avultada atrav�s de terceiros.

Vem pessoalmente hoje.

- E est�s disposto? - Com a minha idade,

seria tolo n�o aproveitar algum.

O que o Bullock, com essa cara feia, parece n�o aprovar.

O seu amigo Bullock calcula que, se o Utter vender a terra,

n�o ter� nada para fazer para al�m de vaguear na taberna.

Porque raio venderia ele

aquilo que passou a vida a tentar comprar,

e n�o o guardaria para seu proveito?

O Hearst n�o merece a tua terra, Charlie.

Nem devo esquecer de lembrar-te

da tend�ncia que ele tem para trapa�as.

Antes das negocia��es,

eu estaria errado em falar com o Hearst?

E n�o querer�s arranjar-me umas fraldas tamb�m?

N�o fa�as dos amigos desconhecidos, Charlie.

Recusa, sem desagrad�-lo.

Come�ando por dizer que fico muito grato e comovido,

mantenho que melhor atingirei o meu prop�sito

ao falar por mim.

Vem jantar connosco hoje.

Maravilhas o meu rapaz a tirar moedas das orelhas.

Melhor truque seria sacar as notas do Hearst do cu.

Esperamos-te �s 7h, tio Charlie.

Obrigado, Bullock, pela preocupa��o.

Bom dia, Menina Rec�m-Chegada.

Ser� voc� o operador do estabelecimento?

Chamo-me Al. Swearengen � o resto.

Se n�o fica enfastiada com trava-l�nguas.

Chamo-me Caroline Woolgarden.

Imagino que seja t�o dif�cil

de dizer como o seu.

Caroline Woolgarden. Como manteiga.

Sou nova na cidade e gostaria de arrendar um dos seus quartos.

Avistam-se trastes. D�-me licen�a, Menina Woolgarden?

Apresenta-se...

... George Hearst, o Excelent�ssimo.

Um colosso dos neg�cios, senador da Calif�rnia,

que, desde a �ltima vez que nos cruz�mos,

passou de for�a

para uma for�a ainda mais forte.

Mesmo tendo-o a apresentar-me, calculo que me reconhe�am

neste acampamento, Sr. Swearengen.

Esta manh�, tomaram-me

e em grande medida,

por um incompetente.

O senhor? Um incompetente?

Como seria poss�vel?

Volvidos v�rios anos, devo lembrar-lhe

que fui atacado, baleado

e quase morto por uma rameira,

cujo nome, se alguma vez o soube, agora se perdeu para mim.

Lembro-me vagamente do assunto.

A rameira sem nome lan�ou-se numa demanda por vingan�a.

E quase conseguiu.

Ou seja, ela tentou assassinar-me.

Para n�o usar eufemismos.

Eu vivi acreditando que o assunto havia sido resolvido.

E eu estava satisfeito com essa cren�a.

Mas agora percebo que fui ludibriado.

A rameira que voc� apresentou no caix�o n�o era a atiradora.

Mas o senhor optou pela perspetiva maior e a longo prazo, senador.

A qual depende de instalar linhas telef�nicas pelas plan�cies,

de reconhecer interesses em comum e de trazer o futuro para eles.

Uma breve ilustra��o do que digo...

A brevidade existe

no seu report�rio?

Eu fiz uma oferta sobre a terra do Charlie Utter.

Esta manh�, chegou madeira para constru��o.

Estamos confiantes, ent�o?

Apoie a minha proposta de compra para a propriedade do Utter.

Use a sua posi��o para influenciar os outros,

e desistirei de qualquer retalia��o contra a rameira,

a rameira gr�vida, que me atacou.

Que invulgarmente direto, senhor.

Explore a sua natureza profunda, Sr. Swearengen.

Caminhe com o futuro.

- Como correu, Al? - Bem, como pareceu?

Podem trazer a Trixie,

para dar-lhe uma li��o de sil�ncio e virtude.

Entendido, patr�o.

Jesus Cristo! Nossa Senhora!

Estamos prontos para ajud�-la, mas voc� � que tem de fazer for�a.

E n�o lhe pare�o estar a faz�-lo, Tia Lou?

Fala Dan Dority pelo Al. Ele quer falar com a Trixie.

A Trixie n�o est� a receber, por mais que queira.

Podes dizer ao Al que daremos not�cias

deste lugar assim que pudermos, porra.

Est� bem. Entendido, doutor.

For�a mais uma vez, Trixie. � agora.

Agora, estamos a chegar l�.

Muito bem.

Est�s a ver o material dele? Tiveste um rapaz.

Um rapaz.

D�-lhe uma palmada no traseiro.

Trixie...

Ol�, Joshua.

Que Deus te aben�oe.

A Menina Calamity Jane Cannary.

Charlie Utter.

Algu�m apostou que voltarias para casa numa caixa.

Vim buscar a Joanie Stubbs.

C�us!

Como descreverias a situa��o da Menina Stubbs?

N�o a vendo frequentemente,

diria que a Joanie Stubbs partilha de tristeza e des�nimo,

como qualquer um de n�s.

Sup�e...

Sup�e, Charlie,

que uma pessoa tinha interesse nessa situa��o...

Qual seria a forma certa de abordar esse assunto?

Talvez dizer

que tens pensado nela, esperando...

.... que, se ela alguma vez pensou em ti,

os seus pensamentos tamb�m fossem af�veis.

Escreve-me isso para eu repetir, cabr�o.

Tu sabes o que dizer, Jane.

O que fazer.

Sei desafiar-te para um copo.

E podes lev�-la contigo.

- Um copo. - Que se lixe um copo.

Vai procurar a tua mi�da. Vai atr�s dela.

Gostaria de ter uma palavra, ou com a ger�ncia

ou com alguma mi�da que n�o esteja de costas

nem de pernas no ar.

Se queres a patroa, a Joanie est� l� em cima.

- Est� ocupada? - N�o vi.

- Bem... - N�o vimos.

Jane Cannary de visita � Menina Stubbs.

Ficaria grata se n�o disparassem.

T�m espa�o que chegue?

Parece que nos desenrascamos.

E se eu e a Deennie sa�ssemos daqui, Joanie?

N�o queremos sarilhos.

Que sejas bem chegada, Jane.

- Bem-vinda a casa. - Vai-te lixar.

Ponham-se na linha.

Passou muito tempo desde que te vi.

N�o fui eu que parti para ver o pa�s e o mundo.

Est�vamos fartas uma da outra na altura.

N�o me lembro de o ter dito.

For�a. Diz o que tens a dizer.

Estou admirada por encontrar-te de volta aqui.

Ficaria grata se te abstivesses de comentar

sobre o meu paradeiro e afazeres.

Se queres rixa, podemos faz�-lo.

As rixas s�o inadequadas para mo�as da minha idade.

O Charlie Utter disse que est�s melhor.

Ai sim? O Charlie disse?

Ter�s de andar muito drogada para conviveres

com aqueles cabr�es miser�veis.

Uma nova atiradora antiga saiu.

Creio que o jogo acabou quando ela saiu da mesa.

Estes hectares de pl�cer que s�o sua propriedade, Sr. Utter,

captaram a minha aten��o.

Os batedores que enviou antes foram claros nisso.

As pessoas cuja opini�o eu respeito

avaliam o valor desta propriedade em 3500 d�lares.

Parece que sou o resistente solit�rio

na caminho do progresso.

Como forma de abreviar as nossas negocia��es

e talvez para gerar alguma boa vontade,

eu ofere�o 500 d�lares acima.

Ofere�o-lhe...

... 4000 d�lares em dinheiro vivo.

O meu pai ensinou o seu filho...

Ou ensinou-lhe � pancada, melhor dizendo...

... que se, antecipadamente,

prev�ssemos que as povoa��es se instalariam,

dev�amos comprar hectares a pre�o razo�vel, desenvolv�-los,

e ficar com eles at� o mercado estar maduro.

E, um dia, poder�amos acordar e descobrir

que t�nhamos feito um investimento respeit�vel.

O seu pai j� era virado para o progresso.

E agora, aqui est� o filho dele a confirmar a previs�o do pai.

Contraditoriamente,

o homem podia nutrir

certos sentimentos especiais,

favorecer um certo terreno,

um rio...

... a serpentear pela floresta, como este.

Vou recusar a sua oferta, Sr. Hearst,

agradecendo-lhe o seu tempo e aten��o.

A minha experi�ncia ao longo do tempo tem revelado

que costumo ser eu a iniciar uma negocia��o

e a dizer quando ela acaba tamb�m.

Talvez ser lixado esta manh�, no cortejo,

por uma mulher da taverna, o tenha deixado eri�ado.

N�o foi o aplauso que esperava no seu regresso ao acampamento.

Proferir essa aprecia��o n�o � da sua compet�ncia.

Ainda assim, proferi-a, porra.

Qualquer alma nas redondezas

com alguma semelhan�a a uma morsa

levante a m�o a m�o direita.

Tu, Tom Nuttall, levanta a m�o direita,

ou faz beicinho e sopra.

Que esfor�o lastim�vel.

Bem-vinda a casa, Jane.

Uma inscri��o que proponho, t�mulo sobre um caix�o.

"Neste lugar...

... Bill Hickok foi assassinado de modo criminoso.

Os seus miolos feitos em peda�os pelo cobarde Jack McCall.

Por debaixo deste edif�cio tamb�m,

os dias vindouros dar�o repouso aos restos mortais

de Jane Ardis Cannary,

conhecida como Calamity, para os desconhecidos.

E para Bill Hickok,

com sua boa amiga.

No lugar

da sua morte lastimosa

possa o esp�rito de Jane fazer guarda,

visto que n�o conseguiu faz�-lo em vida."

Para ser sincero, Jane,

a tua instala��o mortal e em degrada��o sob este edif�cio

n�o me parece ser um chamariz para o neg�cio.

Porque n�o tens cabe�a para o neg�cio, Tom.

Nem cara bonita para servir.

Ent�o, porque n�o esvaziar os cemit�rios,

colocar cad�veres nas mesas

e aumentar a tristeza no geral?

� uma p�ssima ideia.

Vai-te lixar, Arty.

O que est�s a vender, Wu?

Swedgin.

Tu, diz-lhe.

Ele tem rem�dio para ti.

A tua cor n�o est� boa.

- Mengyao, queres trabalhar? - Sim, Sr. Swedgin.

Que bom.

Quero que leves este bilhete

ao Sol Star, para entregar � sua senhora Trixie.

No Hotel Bullock Star, do outro lado da estrada.

- Percebeste? - Quanto me vai pagar?

Pagamento ap�s regresso e verifica��o do trabalho conclu�do.

Agora, espera l� fora pelo teu av�.

Espera l� fora.

Sim.

Swedgin, beba o ch�.

Bebe tu o ch�.

N�o!

Ainda corto essa garganta de chinoca

e te atiro da janela com o outro.

E pe�o conselhos de sa�de enquanto cais.

Porra de Wu.

Volta para o teu beco, porra.

Porra de ch�.

Estou a fazer algo de errado?

Parece que vi um fantasma,

por te pareceres

com uma rapariga que trabalhava aqui.

Ela tinha pernas rijas como eu?

Ela era bonita.

Ela tinha o cabelo mais dourado e o sorriso mais doce.

Ela tinha uma pequena falha aqui.

Dava com um homem em doido.

Pelo menos, a mim.

Jen...

Era o nome dela.

A Jen foi-se embora?

Sim, foi.

Passou para outra.

Sabes para onde foi?

N�o estava a dizer-te a verdade, Caroline.

Ela morreu.

A Jen morreu.

Foi m� sorte.

Apanhada no meio de uma situa��o que n�o lhe dizia respeito.

"Uma alma excecionalmente doce", disse o padre.

E n�o estava errado.

Parece que tenho o trabalho feito mesmo antes de come�armos.

O levantamento prematuro � uma maleita que me afeta h� muito.

Mais de uma hora atrasado, o Charlie.

Talvez o tenha pressionado muito sobre o Hearst.

Talvez se tenha distra�do a conversar.

Devia dar de comer �s crian�as.

Vou procurar o Charlie.

- Boa noite, xerife. - Procuro o Charlie Utter, Jane.

N�o o vi esta noite.

Fazes-me um favor?

Procura na cidade. Se encontrares o Charlie,

diz-lhe que a minha esposa ficou zangada com ele.

- Pode contar com isso. - Harry. Comigo.

A minha gota est� a dar sinais.

Levo um dos jovens?

- Eu vou contigo, Bullock. - N�o, estou de p�.

Estou de p�.

Aquele � o cavalo do Charlie.

Come�a por ali.

Tem cuidado.

H� quanto tempo est�s aqui fora?

A melhor parte da minha vida, parece-me.

Vens procurar o Charlie Utter comigo ou n�o?

�s vezes, ele joga �s cartas na taberna nova.

S� sei isso porque o provocava por n�o vir aqui.

Ent�o, mostra o caminho.

Charlie.

Charlie Utter!

Charlie.

- Para fora. M�os � vista. - N�o disparem.

O que fazes aqui, Samuel?

S� vim buscar a minha cana de pesca.

E estou a pedir-vos que n�o me matem.

- N�o fui eu, senhor. - Do que est�s a falar?

Bullock!

Meu Deus do C�u.

Traz-lhe um cobertor, Harry.

- N�o fui eu, xerife. - Quieto.

Gostaria que o Sr. Hearst soubesse que espero para falar com ele.

O Charlie Utter est� morto, Sr. Hearst.

Assassinado.

Sabemos por m�o de quem, xerife, foi morto o Sr. Utter?

Voc� puxou o gatilho ou pagou pelo servi�o?

Encaro isso como uma cal�nia, senhor,

destinada a incitar-me.

E n�o � meu desejo ser provocado.

A sua suposi��o acusat�ria � minha pessoa

do assassinato do Sr. Utter exp�e-me

a uma difama��o e desd�m vergonhosos.

Quero que se retrate.

Ou prepare-se para receber a��es da minha parte,

como reprimenda.

E que forma assumir� a reprimenda do senhor?

Sendo o cabr�o assassino que �.

- Bullock. - Trato de ti daqui a pouco.

Charlie Utter.

Dispensem um pensamento a um homem bom que morreu.

Fechem a casa. O bar encerrou.

Ponham-se a andar!

Aprendi a import�ncia desse olhar entre ti e o Hearst.

Um u�sque para o xerife.

N�o quero beber, porra.

Bullock, n�o te resta muito tempo para p�r os assuntos em ordem.

Aplicados a eles, deves nomear os prop�sitos a que darias primazia.

Ou me entregas ou n�o, Al.

N�o serei lixado a meio.

O Hearst passou por aqui a querer fazer tr�guas.

Acenou com dinheiro e influ�ncia, em troca da vida da Trixie.

Planeava espalhar linhas telef�nicas pela terra do Utter.

A madeira corrobora a sua pretens�o.

Quando ele to transmitiu, o que disseste?

- Deixei a oferta suspensa. - Para que fim?

Alguma vez pensaste, Bullock, em n�o ir direto a uma coisa?

N�o.

Qual � a jogada, Al?

Isso gostava eu de saber.

Matar o Charlie Utter muda o jogo.

Digamos que tenho uma testemunha ocular.

Quem?

O Samuel Fields.

O General Preto � testemunha de qu�?

Testemunha em como mataram o Charlie Utter.

E por isso, tamb�m precisa de ser assassinado.

� revelia da administra��o jur�dica.

Se o Hearst n�o segue a lei, porque h�s de segui-la tu?

Como hei de interpretar o olhar que tens na fu�a, Bullock?

O meu trabalho n�o � seguir a lei, Al.

O meu trabalho � interpret�-la

e depois, faz�-la cumprir em conformidade.

Deves aconselhar devidamente o teu parceiro.

Para seguran�a da m�e e da crian�a.

O Sol e eu trataremos disso.

O Hearst n�o demorar� a honrar os rigores da sua natureza p�trida.

Ele querer� uma resposta.

Eu entrego a tua resposta.

A porra de um telefone na minha casa.

A taberna � um santu�rio.

Qualquer homem que se preze sabe o valor de ser incontact�vel.

Quer que chupe a sua verga agora, Sr. Swearengen?

O que mudou desde h� pouco, quando recusei a oferta?

Pare�o subitamente robusto? Desembara�adamente ereto?

Eu ando indisposto. Fora de servi�o, de atividade.

E cada vez mais esquecido do que este neg�cio s�rdido significava.

Muito do qual eu queria esquecer.

Anda c�. Anda.

Deixaste cair isto h� pouco.

Verdadeira ou n�o, estimo-a muito.

Isso � uma moeda comemorativa de ouro, no valor de 14 d�lares.

Posso perguntar quem era a mulher que gritava da varanda do hotel?

Algu�m que n�o receia morrer.

E algu�m que voc� quer que viva.

Essa � a quest�o. Quando eu morrer, quem vos protege?

O Judeu far� o que � preciso? Ou o Bullock?

Valha-me Deus.

Ser� que tenho sentimentos por ela?

Serei um cabr�o t�o perdido, com esta minha idade?

Faz-me querer chorar,

como me faz lembrar do meu pai.

N�o pendures os teus parentes ao meu pesco�o.

� uma noite triste.

H� algo a arder.

Meu Deus...

Eu tenho mesmo sentimentos.

Ao Charlie Utter.

N�o chegaram a chamar a Trixie por mim.

Ontem � noite, enviaste o pequeno Wu com um bilhete para recuar.

Ai enviei?

O m�dico n�o est� convencido de que possas sair da cama.

O m�dico tem direito � sua opini�o, mas n�o a tagarelar

sobre o que diz respeito ou n�o aos meus planos, porra!

Estou encharcado.

O que fazes fora da cama, Al?

Mas que porra de chatice.

Santo Deus!

Devo uma despedida ao Charlie Utter.

Cara�as, Al.

Ora bem.

Dan!

Podes faz�-lo? Uma m�o cheia de terra por cada um de n�s?

Ao Charlie Utter.

Tens de caminhar sozinho

N�o h� mais ningu�m

O Sr. Utter deixava-me atravessar a terra dele e pescar no ribeiro

que separa o terreno dele do Sr. Hearst.

Ele passou, um quarto de hora depois do segundo peixe,

esperando eu que me perguntasse como ia a pescaria.

Ouvi um tiro de espingarda e sa� a correr.

- Saberias identificar o atirador? - N�o, senhor.

N�o saberia...

... porque n�o o vi.

Por seres quem �s.

Tendo a cor que tenho, sim, gostava de poder faz�-lo.

Dir-lhe-ei isto apenas uma vez.

Vou permitir-me ter esperan�a que n�o os deixe enforcar-me

por algo com o qual n�o tive nada a ver.

Ningu�m quer linchar-te neste momento, Samuel.

E, se olhares bem para mim,

saber�s que ter�o de matar-me antes de poderem faz�-lo.

Fico feliz por ouvi-lo diz�-lo, xerife.

E arranje-me um bom advogado.

Perd�o pelo atraso. A gota agravou-se. Estava no m�dico.

Ultimamente, ou�o muito sobre a tua gota.

Parece um diabo

a picar-me com uma forquilha pequena.

Como corre isto?

Arranje-me um bom advogado, xerife.

Eu estava nas margens

Do rio

A olhar

Para o mar turbulento da vida

Quando vi um velho navio

Que navegava

Anda, Jane. Est� na hora do enterro do Charlie.

Lembras-te de quando o Bill morreu?

O Charlie estava t�o triste que n�o conseguiu ir ao funeral?

E lembro-me que tu mal conseguias p�r um p� � frente do outro,

mas n�o ias deixar de despedir-te do Bill Hickock.

Quando Sol Star e eu cheg�mos a esta comunidade,

o Charlie Utter foi o primeiro a estender a m�o em cumprimento.

Ao longo do tempo, eu e o Sol fizemos uma amizade com o Charlie

que enriqueceu as nossas vidas.

Se bem me lembro, ele era bondoso e justo.

E tenho a certeza de que nunca o vi desistir.

� justo

que seja enterrado na terra pela qual passou a vida a trabalhar.

O Charlie foi-nos roubado de modo criminoso e...

Foi-nos roubado demasiado cedo.

Pedimos uma pausa pela alma de um homem bom,

para pedirmos ao Senhor que o leve para casa.

Nenhum homem me defendeu como o Charlie fez.

E sem que ele se gabasse disso.

- �men. - �men a isso.

Cavalheiros.

O senador Hearst espera-nos.

Quarto n�mero nove.

Eleitores do cabr�o da Calif�rnia,

n�o mere�o bons modos?

J� mencionei que sirvo a comunidade como presidente da c�mara,

apesar de ser um cargo essencialmente titular?

Mas os factos s�o factos.

Recompensas bem merecidas, ainda que modestas, senhores.

Um trabalho bem feito.

Se diz que esta recompensa � modesta,

rezo para que se lembre de n�s quando viver � grande.

De certeza que n�o vos viram?

N�o havia um olho humano em l�guas.

Ele parece estar a perder a cabe�a, Dennis.

- Por ali. - Mas que porra?

Eu vi um pescador no terreno, mais cedo nesse dia.

Um sujeito de tez escura, a chapinhar no ribeiro.

Faz-me pensar se aquilo de h� pouco foi um artif�cio.

As minhas fontes dizem que o xerife recolheu uma testemunha.

Eu paguei por uma execu��o ao n�vel de excel�ncia profissional.

Foi-vos dada a miss�o

de empreender uma determinada tarefa.

Era escusado dizer

que deveriam tratar de quaisquer complica��es

que pudessem surgir.

Era parte do contrato, sim.

Eles t�m algu�m na pris�o,

que, por uma margem consider�vel, n�o me agrada.

Sugiro enfaticamente que tratem disso.

Como havemos de entrar no escrit�rio do xerife

e verificar a veracidade dessa alega��o?

As minhas fontes afian�am que n�o ser� f�cil,

mas tamb�m n�o ser� imposs�vel.

Estou a ver.

Este assunto adicional, se levado a cabo com sucesso,

render� a cada um de voc�s...

... mais 50 d�lares.

Agora estamos a falar.

- O preto pescador. - Tem de ser bem feito.

Santo Deus!

Uma palavra como senhor, Sr. Farnum.

Ontem � noite, propriedade minha foi v�tima de fogo posto.

Assim ouvi dizer, senador. Que not�cias terr�veis.

Envie esta nota de encomenda. O fornecedor � em Lead.

Diga ao homem

para fazer entregas semanais at� nova ordem.

Por tel�grafo, senhor?

H� um telefone p�blico mesmo aqui fora.

D� o salto, Sr. Farnum. O futuro aguarda.

A fila prolonga-se, senhor.

J� viu a multid�o em fila?

Ainda que possa empatar o progresso, ele n�o pode trav�-lo.

Todos os neg�cios neste territ�rio prosperam

em resultado direto das comunica��es.

N�o temos poder de decis�o

quanto ao ritmo a que a modernidade avan�a.

Eu sou apenas o seu ve�culo,

um humilde soldado de infantaria.

A sua inevitabilidade � a verdade...

O que tem, raios, para mexer os p�s t�o incessantemente?

A degrada��o da idade.

Fugas indesejadas.

Voc� � uma criatura desprez�vel.

N�o � o primeiro a diz�-lo.

V� l� fora e fa�a a chamada.

Demorarei o menos poss�vel.

- Agora. - Sim, senhor.

Os p�ssegos s�o para as reuni�es dos anci�os.

Vamos ter um leil�o. N�o � a mesma coisa.

J� pensaste em arranjar um passatempo, Dan?

Essa tua boca espertalhona vai relegar-te para a cozinha.

� in�til abordar o Hearst assim. Ele n�o vai gostar, mas...

Seria uma pena n�o reconhecer o que est� em jogo,

avan�ar e morrer est�pido.

Odeias acabar como um parvo, n�o �?

O Charlie Utter n�o acabou assim.

O essencial � que te lembres de fazer a tua parte.

Algo mais, xerife? Um pedido de lavandaria?

Eu aviso-te.

Onde tens andado, Bullock?

Mesmo ao cimo da rua, Al.

Cara�as.

Meu Deus! Uma voz?

Ol�, a� dentro.

Estou a telefonar para a cidade de Lead!

Fala o presidente de Deadwood, E. B. Farnum,

relegado para mo�o de recados do senador George Hearst,

a telefonar para as Madeiras Lead em nome do senador.

O preto vai ser assassinado antes de eu acabar.

C�us. Tenho de falar com o Bullock.

Boa noite, e bem-vindos ao leil�o das propriedades de Utter.

Iremos prosseguir sob a supervis�o do banco de Deadwood.

As descri��es das parcelas e das suas dimens�es

est�o na brochura dispon�vel.

As primeiras licita��es para as propriedades

de Charlie Utter.

O banco de Deadwood � o deposit�rio.

Come�am em 2500 d�lares. Os incrementos posteriores

ser�o de 100 d�lares sobre a licita��o anterior.

N�o fui feito para tal complexidade.

Quem ir� abrir para a parcela um,

come�ando em 2500 d�lares?

Tenho uma licita��o de 2500 d�lares

para propriedade muito desej�vel do falecido Sr. Utter.

Quem subir� comigo para 2600?

- Dou 2600. - Eu apoio-te, parceiro.

Uma oferta cautelosa.

Dou 2700.

Ap�s qual o Hearst agarra o touro pelos cornos.

Tr�s mil.

Nem me faltam opini�es mais fortes.

- Dou 3100. - Dou 3200.

O xerife veio num cavalo de Troia?

- A oferta � de 3200 d�lares. - Dou 3300, por favor.

Dou 3400. E se conhece o seu limite, xerife,

vamos despachar isto,

para eu poder ultrapass�-lo

e todos podermos jantar a horas decentes.

- E 3400, vai uma... - Dou 3500.

N�o fez jus � sua pretens�o.

- Estamos bem, senador? - Dou 3600.

Dou 3700.

Dou 3800.

Dou 3900.

Temos 3900, vai uma...

O Sr. Hearst enviou-nos.

� de dia, porra.

O problema n�o � nosso.

Como queres fazer isto?

As chaves est�o na secret�ria. Neste lado da cabe�a.

- Dou 4300. - Dou 4400.

- Seth. - Ou�o 4500?

Dou 5000, raios.

Isso deve afugentar os turistas.

- Dou 5500. - Dou 5600.

- Dou 6000. - Dou 6100.

Dou 7000 d�lares.

Dou 7200.

Dou 7300 d�lares.

E mesmo que continue, senhor, dar� por si sem companhia.

Tenho 7300 d�lares pela propriedade de Utter.

Vai uma...

S�o 7300, vai duas...

A terceira vez.

Vendido � distinta e desembara�ada Sra. Ellsworth

por 7300 d�lares.

� Sra. Ellsworth.

Tu honraste o Charlie hoje.

- Bullock. - Com a sua licen�a.

O que foi, E.B.?

- Tens a certeza? - Sim.

Dan.

- Fiquem a�. - Entendido.

H� quanto tempo?

N�o saberia dizer-te.

- Levaram o Samuel. - Xerife!

Aconteceu algo mau! Venha!

Deixem-me ir, e o chinoca vive.

Mengyao!

Vais morrer se fizeres isso.

Prendes-me por bater no preto que matou um homem branco bom?

- Voc�s mataram o Charlie Utter. - Quem diz?

Sou eu...

Sou eu que o digo.

Foi ele, Bullock, que matou o teu amigo.

Seth.

N�o o mates!

Cuida do Samuel.

Wu, d� aquele cabr�o de comer aos porcos.

Venham busc�-lo.

George Hearst! Sai c� para fora!

George Hearst!

Sai c� para fora agora!

Identifiquei quem contrataste para matar o Charlie.

Perdeu finalmente o ju�zo, Xerife.

Diz quem foi. Vamos!

Aponta para ele.

Ele contratou-nos.

Quem contratou?

Estamos prontos, xerife?

Justi�a e piedade em medidas justas? Sente-se mais homem?

Assegure a pr�xima encomenda de madeira.

Suponho que voc� acredita que um crach� o protege

de certas consequ�ncias inconvenientes.

Tanto quanto ser senador o protege a si de ir para a cadeia.

Diz ao cabr�o para baixar a arma.

Para dentro, agora.

- Fui alvejado, porra. - E viver�s, porra.

Parab�ns pelo n�mero crescente de baixas.

N�o me orgulho disso.

Hei de ir atr�s de si, xerife.

N�o espero outra coisa, senador.

Sr. Hearst?

Segura no teu filho e embala-o at� dormir.

D�-lhe o leite dos biber�es.

- Muda-o quando ele se aliviar. - Espera. Trixie, aonde vais?

Primeiro, o Al chama com urg�ncia.

Depois, envia este bilhete a dizer o contr�rio.

Mas que porra, Sol?

N�o � meu.

Danos colaterais, nada mais.

De quem � esse sangue?

De quem matou o Charlie. Ele est� morto.

- O Judeu corre �s armas. - Trixie, acalma-te.

Ent�o, fica com ele.

- N�o! - Por amor de Deus.

Vou falar com o Al.

O nosso beb� ficar� com o pai por 20 minutos,

sem mais discuss�o.

Sairei pelas traseiras do hotel, sorrateira como um rato,

e entrarei no Gem de vi�s.

Ser�s est�pida e irrespons�vel.

E serei as duas coisas, sacana judeu,

para sair pela porta.

Isso est� a moer-te inteiro, rapaz?

Chegou o melhor rem�dio.

Que escolha fizeste, ao mostrar-te ao Hearst.

Quaisquer problemas que tenha causado

deveram-se � chegada iminente do beb�.

Tirei a vida daquela jovem rapariga para salvar a tua.

Por favor, n�o repitas isso.

O rosto da Jen assombra-me.

N�o foste tu que a degolaste

e engendraste um plano que quase nos matou a todos?

Que Deus tenha piedade de mim.

N�o mere�o um minuto de felicidade

que o meu filho me deu ao vir ao mundo.

Eu escolhi-te, sua cabra maluca.

Olha para a confus�o que me arranjaste.

N�o sou merecedora, Al.

Eu devia estar naquele caix�o, n�o ela.

Se queres morrer, permite-me fazer as honras.

Todos n�s somos assombrados pelos pensamentos.

Faz amizade com o fantasma, pois ele n�o vai desaparecer.

Lamento.

Por tudo.

Os c�us abrem-se, ela expressa contri��o.

Um novo beb� no acampamento.

Um menino lindo.

Como havia de ser, nascido de tal m�e.

- Tentaste impedi-la? - N�o pude fazer nada.

Santo Deus.

O Swearengen era o �nico que sabia que o Samuel estava preso.

Ele pode ser muitas coisas, mas n�o � um bufo.

No estado em que est�, talvez tenha esquecido a conversa.

� pedir muito que fiques longe de apuros?

N�o, Bullock. N�o � demasiado.

Eu farei isso.

O Al n�o est� em si.

Fraco como nunca o vi.

Re�ne algumas coisas.

Passaremos a noite na casa do Bullock.

Longe do centro da cidade.

Detesto fugir dele, Sol.

Pelo nosso filho.

Quais s�o as chances de ele acordar?

Est� gravemente ferido do espancamento.

Tem uma rutura no ba�o,

sangue na barriga.

E as chances de morrer?

Todas as hemorragias acabam por parar.

Dev�amos casar amanh�, Sol.

N�o devemos esperar que o Al aguente.

E n�o iremos trocar votos sagrados escondidos num esconderijo.

Estou livre o dia todo.

Bonito servi�o.

Uma atua��o digna de se ver.

Mijei-me todo, porra.

Quando faltarem 20 minutos para a cerim�nia,

e no mesmo intervalo que se segue,

n�o haver� fornica��o no estabelecimento.

Porque o segura ela?

Porque eu sou a noiva, e � o meu dia especial.

Toca a ajudar, raparigas.

Tornem o lugar apresent�vel.

Talvez fa�a dela minha esposa.

N�o vai casar com um homem que podia ser pai dela.

P�s as m�os delicadas no meu semblante,

o pulso cheira a jasmim.

Ela costurou-me os buracos da alma com agulha e linha.

- Abriste a carteira para tal? - Que vis�o sombria do mundo, Dan.

Pe�o-lhe que me esclare�a

sobre a passagem espiritual que me espera, doutor.

Eu vejo-nos como cole��es de c�lulas.

Cada uma delas agrega uma vida mais pequena dentro de n�s.

O tempo abranda...

... e, finalmente, para.

� esse o estado das minhas c�lulas, doutor?

N�o h� a certeza absoluta de ser esse o caso.

N�o quero prolongar a degrada��o, doutor,

nem o estertor. N�o quero morrer como um miser�vel.

Para mim, � a partida que � ingl�ria,

a porra da arrog�ncia delirante.

� tua esperan�a ir ao casamento?

� a minha determina��o.

Ent�o, muito bem.

Abre a boquinha.

Eu fico com ele.

Acreditas que nasceste para ser rameira?

Talvez fa�a aquilo para que sirvo.

Quanto tempo te fariam trabalhar at� pensares mesmo isso?

Trixie.

Temos um compromisso l� em cima.

Espero que estejas orgulhoso, a espirrar-me na fu�a.

� a b�n��o do Senhor a cair sobre ti, Al.

� Ele a inclinar-se para beijar-te a face.

N�o me resta muito tempo para grandes salamaleques.

O que achas de eu te deixar o estabelecimento?

N�o estou a sugerir que terias de gerir mulheres.

Eu s� o sanciono com carinho.

Faz um sal�o de baile, se quiseres.

E que tal elefantes de circo, para criar novidade?

Um sal�o de baile n�o � m� ideia, Trixie.

Tens a� um homem bom,

com cora��o, alma

e cabe�a para saber que teve sorte

na mulher que tomou por companheira.

Um bom exemplo para a crian�a igualar.

O serm�o � gratuito.

Com a tua licen�a.

Devias pensar em candidatar-te a presidente.

Visto que os in�teis nos ultrapassam em n�mero.

Hei de pensar nisso, Sr. Swearengen.

Essa ideia

� o meu presente de casamento para ti.

Obrigado.

Soube que estavas aqui.

Este era do Charlie.

Agora � teu.

Ele havia de querer isso.

Depois de aceitar o que o Cy me deu,

rezei para n�o acordar.

Sua cabra insens�vel, n�o voltes a falar-me assim.

Quero dizer que j� n�o sinto isso neste momento.

Tu...

... beijaste-me e disseste: "Prometo n�o ceder

por mais triste que fique."

Ou n�o digas nada. Beija-me e n�o digas nada.

Muito bem. Ent�o...

Trouxeste-me � mem�ria que beijas muito bem.

E tu continuas a mascar alca�uz.

� o meu 12� menor pecado.

Quando a hora chegar, tenho 14 057 d�lares no colch�o,

que ir�o dividir em partes iguais.

Se houver rixa entre voc�s, desejar�o que n�o houvesse inferno,

porque eu voltarei para cortar-vos as gargantas.

- N�o quero o teu dinheiro. - Pois.

Pronto.

Cavalheiros,

podemos n�o aparecer como quadrig�meos?

Aben�oado sejas por estares de p�,

por me levares pelo teu bra�o

e por seres um homem que marca presen�a.

O resto n�o importa.

Passagem segura para todos.

�s uma estampa, menina.

Significa qualquer coisa.

Dou tr�s voltas?

Regressas sempre.

N�o fui feita para fugir.

Retid�o.

Amor e bondade.

Justi�a.

Em toda a minha ignor�ncia,

eu desconhe�o o c�digo destas pr�ticas,

mas espero que a breve cerim�nia seja respeitadora do juda�smo.

Muito bem, reverendo. Um "excelente" pelo esfor�o.

Aben�oado, meu filho, e obrigado pela compreens�o.

- O serm�o acabou. - � tudo.

Agora, pe�o � jovem Sofia

para trazer as alian�as nupciais.

Pelos poderes de ambas as religi�es e pr�ticas,

pronuncio o Sol e a Trixie marido e mulher.

O seu marido devia beij�-la?

Ou vai dormir na rua.

Estive a pensar. Talvez gostasse de ver o mundo.

Por exemplo, como � a Fran�a?

N�o sei. Nunca quis v�-la at� este momento.

Uma ocasi�o feliz.

Pap�.

A senhora est� bem?

Vamos decidir o que fazer com aquela terra.

Por Deus e todos os santos no C�u,

por uma vez na vida, resiste ao impulso da palavra.

Como testemunha

perante o meu rec�m-nascido da minha esperan�a em recome�ar,

rezo para que nos abstenhamos de lixar mais a vida um do outro.

Vivamos em paz e sossego.

Parece-me, Sra. Star,

que, ao avan�ar em busca de concilia��o,

se resigna a uma infelicidade

semelhante a uma esp�cie...

... de execu��o.

Estes dois cavalheiros s�o xerife e delegado

de uma cidade vizinha, trazidos para representar

os meus interesses. O xerife Laraby, de Lead.

Temos um mandado de pris�o para Trixie Star

por tentar matar o Sr. Hearst. - Saiam daqui.

Cede, filho, ou ficar�s desgra�ado.

N�o sou seu filho.

E o senhor n�o manda no futuro.

Creio que sou o seu �nico herdeiro.

Voc�s n�o t�m jurisdi��o aqui.

Suponho que estes dois n�o saibam dos crimes que cometeu aqui,

principal suspeito da morte do Sr. Utter.

Vai prender-me de novo, xerife Bullock?

- Por quantos minutos, desta vez? - Vamos descobrir juntos.

- Apertado nos pulsos. - Caluda.

Se v�m � minha cidade, v�o ao meu escrit�rio primeiro,

como faria um homem da Lei que se desse ao respeito.

Pe�o desculpa pela interrup��o. Continuem a festa.

Sorria, senador Hearst.

Antes de o prender,

mal n�o faria dar-nos um momento com o Sr. Hearst,

falando por Charlie Utter, que partiu do nosso seio.

O que se passa? O que decorre?

Este senador dos Estados Unidos da Am�rica

encomendou o assassinato de Charlie Utter, sem remorso.

Sem oferecer repara��o, sem qualquer mem�ria, porra.

Arranco-lhe a cabe�a, se isso lhe ajudar a mem�ria.

Quem atirar a seguir, ser� repreendido.

Controle a sua gente, xerife.

- Cale-se, porra! - Cabr�es!

Ningu�m responde a ningu�m, fazem o que querem.

� isso mesmo!

Vamos embora. Vamos.

Deixem-nos acabar.

Deixem-no em paz.

Nossa Senhora...

Ou terei de prend�-los a todos.

J� vi que chegue.

Chamem o m�dico, porra.

Vamos deixar o cabr�o em agonia.

Agora, Jane!

H�s de morrer no meio da rua, como o meu pai morreu.

V�o para casa.

Concluiu a sua exibi��o impotente?

N�o, creio que n�o.

� testemunha, senador, de que o xerife quer mat�-lo.

Cuidado com quem vem atr�s de ti.

- Ele ia balear-te na nuca. - Jane.

Seu filho da m�e, Harry.

Foi o Bill que entrou em mim.

Ele protegeu-nos.

N�o, Jane. Foste tu.

A B�blia, xerife,

diz que o Senhor escolhe para Suas testemunhas

aqueles que menos se esperam.

Deveras?

O senhor devia saber,

antes daquilo que aconteceu, o Sr. Utter

parecia-me um homem diferente.

Como se lhe tivesse sa�do um peso dos ombros,

O que mais dizem sobre as testemunhas do Senhor?

O que mais?

Apesar dos seus defeitos,

elas testemunham a Sua gl�ria prodigiosa.

Ele cantou no seu momento final.

"Eu caminho no vale."

Era uma alegria ouvi-lo e v�-lo.

A cantar.

Se �s capaz de obedecer, n�o quero que me deixes.

N�o deixarei, Al.

Se for preciso, eu e a Jewel cuidaremos de ti.

Pedi que trouxessem o pequeno.

Ouvi-te cantar no outro dia. Julguei que esfaqueavas um sapo.

Se quiseres, Al, posso massajar-te os p�s.

As minhas m�os tremem, mas resulta.

Ent�o, pode ser.

A Matilda da valsa A Matilda da valsa...

Vem dan�ar a valsa comigo, Matilda.

Apareceu uma ovelha Para beber do po�o

Apareceu o jornaleiro E agarrou-a com alegria

E ele disse Enquanto a guardava no saco

Vem dan�ar a valsa comigo, Matilda.

Cheguei a casa.

Pai Nosso,

que estais no C�u...

E Ele que fique por l�, porra.

Tradu��o Joana Lima Martins

Acertos sun

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