Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Comiss�rio, converse um pouco comigo.
Amanh�.
Onde ele est�?
Ali.
Ele ainda est� sendo procurado pela pol�cia?
Sim, est�.
E sua condi��o mental?
Inst�vel. Por vezes temos at� que
coloc�-lo em isolamento.
A esc�ria do mundo.
Imagino quantos enlouqueceram enquanto estavam aqui.
- Comiss�rio, eu n�o vejo o que eu. - N�o se incomode. N�o estou interessado.
N�o estou aqui para discutir a dire��o de uma institui��o mental. Est� claro?
Quero seus documentos em ordem e eu o quero fora daqui.
� pegar ou largar.
Bom dia, Comiss�rio.
- Ele sair� em dois dias. - Como conseguiu?
- Fique longe dele. - Pensando muito?
J� pensei por muitos anos. Agora parei de pensar. Dirija.
Dinheiro!
Acha que tem flores na caixa?
N�o gostaria de dizer.
Uma maleta ele est� saindo?
N�o seja est�pido, Cammino!
� sua �ltima chance de peg�-lo.
N�o.
Vamos voltar para o escrit�rio.
Comiss�rio! Tudo correr� bem at� as 6 horas,
depois tome cuidado com algu�m que n�o fala a verdade!
Pegou o caminho errado, adivinho!
Ah, Comiss�rio, esperava mais respeito do senhor.
Afinal, quem sonhou com a identidade do criminoso de Pennisi?
E quem viu nas cartas onde o artigo roubado
no crime de "Monte dei Veghni" estava escondido?
- Voc�! - Sim!
Vamos parar por aqui. Agora vamos! Vamos!
- Ent�o, Rascal, alguma novidade? - Tudo tranquilo, Comiss�rio.
Agora esperamos.
Juiz interroga Ferdinando Lomunno
A noite do crime
Lomunno � libertado
Provas insuficientes no caso Lomunno
- Ele j� deveria estar aqui. - Est� tudo congestionado.
H� um seguran�a aqui querendo falar com o Sr. Lomunno.
Muito bem.
No final do corredor � esquerda. O escrit�rio do Sr. Lomunno fica atr�s de uma porta grande.
Mam�e, mam�e, est�o atirando! Em quem est�o atirando?
O que foi isso? Veio dos escrit�rios da constru��o.
Ele est� armado! L� est� ele! � um guarda!
Socorro!
- � um guarda! - O que ele est� fazendo? Fugindo?
Chame a pol�cia!
Ele est� morrendo! Chamem uma ambul�ncia! Uma ambul�ncia!
Sim, Via Plebiscito, sim.
Como? Comiss�rio, houve um tiroteio na Via Plebiscito.
Quem �? Ah, policial Barbato, sim!
Repita Via Plebiscito.
Comiss�rio acho que foram quatro.
- Quatro o qu�? - Mortos.
Viatura "ama", viatura "liberta", sigam para a Via Plebiscito.
- Todos para c� com as ambul�ncias! - Vamos!
Um est� no canteiro e outro est� ali.
Schiro, isole a �rea!
Bom dia, Comiss�rio.
Podemos trabalhar? Podemos come�ar?
Espere, espere.
Ele n�o est� aqui.
Por que ele n�o est� aqui?
N�o entendeu?
- Algu�m o alertou, � isso. - Mas quem?
Ei! Tire fotos bonitas de LiPuma!
Fique tranquilo, Comiss�rio, faremos um bom trabalho.
Quem pode ter sido?
N�o sei, mas conseguiram e ele fugiu.
Chamou o procurador?
Um disfarce.
Sim. Como descobriu?
O cabelo � muito comprido. Ele j� foi identificado?
Bom dia. Sou o Comiss�rio Giacomo Bonavia.
Traini. Escrit�rio da Procuradoria.
Esse � Michele LiPuma, um famoso assassino.
O que houve?
Conhece Ferdinando Lomunno, o empreiteiro magnata?
Sim, j� ouvi falar.
� a secret�ria dele.
LiPuma chegou disfar�ado e pediu a ela para falar com Lomunno.
Quando ouviu os tiros, ela fugiu.
De qualquer maneira, o disfarce era para dar alguns segundos de vantagem a LiPuma.
Mas n�o funcionou bem,
porque estavam esperando por ele do outro lado da porta.
Do outro lado da porta? Quer dizer de Lomunno?
Sim. Lomunno e LiPuma j� foram parceiros,
mas se desentenderam depois que Lomunno abusou da irm� de LiPuma.
Eles j� tentaram matar um ao outro mais de uma vez.
A aut�psia de LiPuma mostrar� mais que buracos de bala.
Lomunno sabia que um dia LiPuma tentaria vingar-se entendeu?
Por isso seus homens estavam esperando por ele.
Mas LiPuma veio daqui, ao inv�s dali, e pegou-os de surpresa.
Vincenzo Arlotta, de Trapani.
Parece que pegou LiPuma por tr�s.
Depois disso, parece que foi baleado por acidente pelos pr�prios colegas.
Daqui at� a porta fogo cruzado.
Cadeira de Lomunno.
E aqui est� um velho conhecido, Dano Gaschetta de Salemi.
Procurado por duplo homic�dio h� dois anos.
Ainda n�o identificamos este.
Sua metralhadora emperrou.
Todos de fora da cidade e recentemente contratados.
Me sinto parcialmente culpado por isso.
Lomunno tinha dois guarda-costas profissionais de confian�a.
Eu os prendi h� uns dois meses.
Quando um figur�o como Lomunno fica sem prote��o,
come�a a ter problemas respirat�rios; ele fica tenso.
Ele precisava de ajuda tempor�ria, ent�o contratou m�o de obra barata.
Bem d� para ver o estrago que fizeram.
Dois matadores profissionais na pris�o e tr�s amadores mortos.
Em resumo, m�ximo resultado com o m�nimo esfor�o.
Bom trabalho, Bonavia!
Como voc� n�o conhecia Lomunno?
Como pode ser?
Ele circula pelas altas rodas, ainda que seja um assassino.
Por que n�o prend�-lo?
- Disse algo engra�ado? - Mais ou menos.
Vou repetir a pergunta: por que n�o prend�-lo?
Porque n�o quero fazer papel de idiota outra vez,
considerando que j� o prendi tr�s vezes antes.
- Falta de provas? - Como?
Perguntei se foi por falta de provas.
Por falta de tudo.
Sabe quanto esta selva de pedra j� custou?
400 bilh�es.
E 59 vidas.
63, contando os de hoje.
Esses s�o os que est�o no cemit�rio.
A maioria est� enterrada aqui. no cimento.
Mas o que far�, arrebentar metade da cidade?
- Onde voc� mora, afinal? - Aqui na vizinhan�a.
Cuidado. Um dia desses voc� vai abrir a torneira e sair� sangue.
Ver� algo em uma rachadura na parede,
vai raspar e o que vai encontrar? Um dedo, ou um olho.
Mora em uma cobertura?
Tenho tr�s quartos no segundo andar. Por qu�?
Parece pequeno.
Voc� ver�: um dia desses um amigo vir�
e te oferecer� uma cobertura em �timas condi��es. Passa confian�a.
Tem certeza que Lomunno n�o estava no meio do tiroteio?
Arriscando a pr�pria vida? Ele tem gente que � paga para isso.
Kay, voc� pode ir.
Est� bem. Est� tudo em ordem.
De qualquer maneira arriscarei me fazer de idiota outra vez.
Voc� me d� um mandato e eu o prenderei.
Tem certeza de que foi obra de Lomunno?
Se ele sabia que LiPuma estava atr�s dele
por que ele n�o avisou a pol�cia? Obrigado.
Acha que foi uma armadilha? N�o me parece.
Vou expedir uma intima��o para interrogar Lommuno. Veremos o que ele tem a dizer.
Se quiser posso dizer o que ele dir�.
Cuidarei do interrogat�rio de Lommuno. Se receber minhas ordens para prend�-lo,
n�o faltar�o provas.
Envie-me o relat�rio o mais r�pido poss�vel, e a ficha de Lomunno. At� logo.
At� logo, Mr. Traini.
V� se danar, seu.
merda!
Qual � a gra�a?
Comigo? Nada, chefe. Est� frio, s� isso.
Vou repetir: guarde essa hist�ria para voc�.
J� estamos com isso at� o pesco�o, e quero que fique fora disso.
N�o, Comiss�rio. Sou como uma trepadeira: onde eu grudo, eu fico.
Os jornais.
Al�?
- Sr. Traini? - Sou eu.
Estou com o Sr. Malta na linha para voc�.
Ol�, Traini.
Bom dia, Excel�ncia. Como vai?
Bem.
Esse tiroteio na Via Plebiscito foi um verdadeiro massacre!
Mais de 100 tiros foram disparados.
Haviam quatro buracos de balas no corpo de LiPuma, sendo duas fatais.
Quando ele saiu do manic�mio?
Como?
Perguntei quando ele saiu do manic�mio.
Quem?
Bem, LiPuma. Quer dizer que voc� n�o foi informado?
Quem � o encarregado da investiga��o?
Comiss�rio Bonavia.
Ah, o melhor homem para isso. Introvertido, teimoso e muito eficiente!
Ele n�o disse nada sobre o manic�mio?
Sim, est� no relat�rio que ele me enviou. Michele LiPuma, preso em 1964.
O documento de interna��o foi assinado por sua irm�, Serena LiPuma.
E quando ele saiu?
H� dois dias!
Como me explica por que um homem como aquele foi solto,
sendo evidentemente um anormal?
Os m�dicos o acharam s�o.
Veja, voc� mal foi transferido
e j� est� com um caso complicado nas m�os.
Diga, como vai sua m�e?
Est� melhor, mas ainda precisa de um tempo para se recuperar.
Ela ainda est� na Su��a?
Sim, em Lausanne.
E voc�? Como vai a mudan�a para o apartamento novo?
Muito bem, obrigado.
D� lembran�as � sua m�e quando escrever a ela.
E em rela��o ao caso, como pensa em proceder?
Interrogarei Lomunno amanh�.
Parece que algu�m n�o gostou da liberta��o de Lomunno.
Lomunno se colocou no meio do caminho. Entendeu?
Quer dizer que algum antigo rival tentou mat�-lo?
Tanta viol�ncia aponta para isso.
Tem algu�m aqui para v�-lo.
Ah, Lomunno?
N�o, seu advogado.
Mande-o entrar.
Cuidado! Ele � uma raposa!
Advogado Canestraro.
Sinceramente, n�o o esperava.
Sei que esperava Lomunno.
Mas ele n�o pode comparecer.
Ele deu entrada num hospital.
Ele est� em choque, depois do tiroteio.
Ah, e em que hospital ele est�?
N�o sei.
Bem, descubra o hospital e diga que quero interrog�-lo.
Lomunno sofre uma tentativa de agress�o violenta.
S� precisamos saber qual era sua rela��o com os tr�s assassinos.
Aqueles que estavam com metralhadoras, esperando por LiPuma.
N�o conseguimos descobrir quem eram. Deixarei isso claro:
N�o sabemos quem eram.
Al�m disso, Lomunno n�o tem medo de ser investigado.
Ele respeita a lei.
Mas ele ainda teme ser morto.
LiPuma foi enviado para mat�-lo.
Felizmente, Lommuno n�o estava no escrit�rio, sen�o estaria morto.
O que o faz pensar que LiPuma foi enviado at� l�?
Dado o passado de ambos, eu diria que LiPuma tinha motivos suficientes para odiar Lomunno.
Com certeza. Ent�o abriram a jaula do tigre e o tigre saiu para comer.
Quer dizer que se quisesse livrar-se de nosso bem-sucedido construtor,
era s� voc� tirar LiPuma do manic�mio?
- Eu? - Sim, ou quem quer que seja.
S� posso expressar minha surpresa
que um psicopata assassino tenha sido libertado t�o facilmente.
Muito bem.
N�o tenho nada mais a declarar, Sr. Procurador.
Diga ao seu ciente que se ele n�o se apresentar, expediremos um mandado de pris�o.
E que garantias podem oferecer para proteger sua vida?
Uma escolta policial.
Mas seria melhor n�o informar a pol�cia.
Acha que se a not�cia vazar ela pode ganhar asas,
para depois voltar na forma de balas?
N�o � segredo que meu cliente est� na lista negra de certos policiais.
Est� se referindo �s vezes que foi preso pelo Comiss�rio Bonavia?
Tr�s pris�es, para ser exato.
A resposta da corte foram tr�s libera��es. Deixarei sua consci�ncia julgar.
O que o Comiss�rio Bonavia poderia ter contra Lomunno?
Bem poderiam ser muitas coisas.
Um homem pode guardar rancores, apesar de seu amor � justi�a.
Nesse caso, se acha que Bonavia � t�o perfeito.
O que acha? Diga algo a respeito dele.
Acho que � necess�rio avaliar um oficial p�blico at� mesmo por sua vida particular.
E isso quer dizer.
Bonavia tinha uma amante, jovem o bastante para ser sua filha.
Isso n�o � crime.
Claro que n�o. Claro que n�o.
Ou�a, Sr. Procurador.
Pe�o que esque�a as regras desta vez,
e seja gentil a ponto de visitar meu cliente, que est� em choque.
- Amanh� de manh�? - Obrigado. Foi um prazer.
Seria uma honra acompanh�-lo pessoalmente.
Bom dia.
Ligue para o escrit�rio do Sr. Malta.
Uma raposa!
Lomunno est� disposto a falar comigo amanh�, mas ele pediu para visit�-lo.
Ele n�o quer que a pol�cia saiba onde ele est�.
Por qu�?
O advogado disse que Lomunno acha Bonavia tentar� peg�-lo.
E se for verdade?
Bem, Lomunno tem medo que a pol�cia divulgue informa��es que possam prejudic�-lo.
Qual � a sua opini�o, Traini?
Fico com ele, ainda que sua desconfian�a em Bonavia me incomode.
O mais importante � ouvir o que Lomunno tem a dizer, o mais r�pido poss�vel.
Claro, a investiga��o � prioridade.
Bem, eu o autorizo a prosseguir. E o manic�mio?
Irei at� l� hoje com Bonavia.
Clinicamente falando, n�o havia raz�o para mant�-lo aqui.
� mesmo? Na sua opini�o ele estava curado?
- Ele j� recebeu alguma visita? - Ningu�m.
- Nem sua irm�? - N�o. Ela enviava algumas encomendas.
Aqui diz que h� seis meses LiPuma tentou estrangular seu colega de cela.
Foi um epis�dio �nico. Nunca mais se repetiu.
Gostaria de falar com esse colega de cela.
Voc� me prometeu outro dia! Por que n�o quer falar comigo?
- N�o sou perigoso. - V� com calma. Est� suando.
N�o eu n�o transpiro. Choro pela pele.
- Onde ele est�? - Na pr�xima cela.
Mas digo, que agora n�o � uma boa hora.
Devo abrir?
Quem � esse em meu quarto?
Por que est� aqui? O que quer? V� embora!
Esse da� est� bem. Mas os outros? S�o todos cuz�es!
Voc�! Quem � voc�?
Sou s� um oficial de justi�a.
Meu nome � Giuseppe Lascatelli. N�o � um nome importante?
Por que n�o responde? Por que est� quieto? Responda-me!
Acalme-se, Pepe.
Est� bem, General.
Conhece o Comiss�rio Bonavia?
Ah, e como!
Costumava a lhe passar todas as informa��es quando estava infiltrado.
T�m montes de estricnina, ent�o colocam estricnina no caf�,
e eles se livraram de um chefe, um espi�o. E tamb�m se livraram de um "aspargo".
Quem?
Como assim, "quem"? N�o est� ouvindo o que estou dizendo?
Chega, Pepe.
Ele est� falando de gente que foi envenenada na cadeia.
Continue.
Havia um cano debaixo do ch�o da pris�o.
C�vamos um buraco e come�ou a jorrar petr�leo.
Como um g�iser.
Mimi "a Fada", ele costumava a vender para a gente. Muito bonito da parte dele.
E como ele saiu?
Com o "aspargo".
Com o qu�?!
Que l�ngua esse cara est� falando?
Ele vem aqui e despreza minhas revela��es c�smicas!
Vou quebrar a cara dele! Diga ao oficial o que faz conosco!
Nos deixa trancados neste lixo!
E bate na gente. Seus filhos da puta! Filhos da puta!
Calma, Pepe. Fume um cigarro.
� triste por aqui. Por que n�o trazem umas mulheres para c�?
Nem as bichasse divertem por aqui.
Era amigo de LiPuma?
O mundo deveria pertencer a pessoas generosas como ele.
Ele deu uma banca de jornais ao meu filho porque era meu amigo.
Eles o deixaram aqui, os m�dicos o deixaram aqui porque
Lomunno e sua irm� o queriam fora do caminho. Malditos!
- � melhor pararmos. - Est� bem.
Quero falar com ele a s�s.
Era um informante da pol�cia, n�o � verdade?
Vamos, Pepe, coragem.
Coce atr�s da minha orelha primeiro. N�o estou aguentando.
LiPuma sabia que voc� era informante, certo?
Um dia ele me disse: Bonavia � seu amigo.
ent�o diga-lhe que n�o sou louco.
Disse n�o e ele tentou me estrangular.
Continue.
Bonavia veio me fazer algumas perguntas. Eu disse.
O que disse? Vamos.
O que disse?
"Deixe LiPuma sair."
E o que ele disse?
"Imposs�vel" foi o que ele disse.
Obrigado, Pepe.
Vamos?
Quem libertou LiPuma, Bonavia?
Os m�dicos e declararam curado. N�o acredita nos m�dicos?
De qualquer maneira, diga: quem s�o os inimigos de Lomunno?
Metade da lista telef�nica mais ou menos.
Quem voc� colocaria no topo da lista?
Seus rivais na constru��o: Madonna, Norvese, Chiaracarne.
Todos esses e seus parentes querem ver Lomunno falido ou morto.
- Quer um pouco? - N�o, obrigado.
Falando em Lascatelli.
Gostaria de conversar a s�s com ele, porque a presen�a da pol�cia poderia intimid�-lo.
Entendo, n�o sei a diferen�a, mas se est� dizendo.
Ele disse que LiPuma mal podia esperar para sair, para tentar matar Lommuno.
Pode ser, mas com certeza n�o foi Lascatelli quem informou Lomunno
que LiPuma queria mat�-lo disfar�ado de seguran�a,
j� que ele n�o sabia quando e como LiPuma atacaria.
Ent�o quem informou Lommuno?
Talvez eu esteja enganado, mas acho que voc� est� pensando
que isso foi uma vingan�a pessoal por causa da irm�.
Ent�o acha que LiPuma foi s� um fantoche da irm�?
N�o h� provas disso.
- Mas ela poderia ser suspeita? - � poss�vel.
� poss�vel que esse massacre n�o tenha sido um incidente isolado,
que os prop�sitos eram muito maiores que uma vingan�a pessoal,
que envolve gente importante, conflitos de interesses e bilh�es de liras.
- Devemos falar de pol�tica? - Por que n�o?
Est� vendo aquele homem sentado naquela mesa?
De roupa clara e bigode, e uma express�o que parece dizer:
"O que tenho a ver com isso? Sou inocente!"
- Est� falando de Sua Excel�ncia, o Prefeito Nicotra? - Exatamente. E � sua direita,
com os �culos grossos, � o Parlamentar Grisi.
E � sua direita est� o presidente do banco regional, Santa Croce,
com o presidente da Comiss�o de Obras.
Lembre-se disso: Comiss�o de Obras. S�o a chave de tudo.
Um caf� e a conta, por favor.
Tamb�m h� um lugar vago na mesa. Adivinhe quem est� faltando?
Lomunno.
Exato. Devemos continuar?
H� uns dois anos Nicotra e Lomunno fizeram um acordo,
antecipando o grande neg�cio que viria junto com o novo plano de desenvolvimento urbano.
Vamos deduzir que Lomunno comprou uma quantidade enorme de terras a pre�o de banana,
Digamos 300 liras por metro quadrado?
� a� que o Prefeito entra em cena.
Usando impostos e a m�quina p�blica, em motivo aparente,
abastece a �rea com �gua, eletricidade, esgoto, asfalto, etc.
Ent�o, o valor sobe de 300 por metro quadrado para 4000?
Mas o contribuinte n�o tira nenhum proveito disso.
N�o encontrar� nenhuma escola ou hospital naquela �rea.
O bolo ser� divido entre o Prefeito, nosso membro do Parlamento,
o presidente da Comiss�o de Obras, Lomunno, o banco que financiou a empreitada e outros poucos.
N�o h� riscos, porque se algu�m tiver alguma obje��o,
primeiro ser� avisado, depois amea�ado, e se n�o for o bastante, ele desaparece.
O que a pol�cia est� fazendo em rela��o a isso?
Realizando pris�es quando podem. O que os tribunais est�o fazendo?
Expedindo senten�as, quando h� provas suficientes.
Desde quando temos evid�ncias suficientes em nossos tribunais?
Se quiser uma vis�o mais ampla da situa��o, eu poso d�-la, mas.
tome cuidado com essa investiga��o. � um caminho tortuoso.
� um caminho que seguiremos juntos.
Nosso ponto de partida ser� o tiroteio na Via Plebiscito.
Talvez n�o possamos mudar o mundo, mas nosso trabalho hoje
� encontrar e puir os respons�veis.
Come�aremos interrogando os m�dicos do hospital,
os inimigos pessoais de Lomunno e seus rivais na constru��o.
E que seu advogado, Canestraro, tem a dizer?
Que Lomunno est� escondido e ningu�m
sabe quem s�o os tr�s que mataram LiPuma.
Ele diz que h� gente querendo mat�-lo, mas n�o diz quem s�o.
Disse a Canestraro que ele deveria avis�-lo
que se ele n�o aparecer para o interrogat�rio, pedirei um mandado de pris�o.
Voc� o estar� prendendo pela quarta vez.
E quem ir� libert�-lo?
Ningu�m, se fizermos bem o nosso trabalho.
Um homem naquela mesa estava tentando nos distrair h� alguns minutos.
Desculpe, tenho que ir.
Bonavia!
Quero falar com Serena LiPuma.
Tentamos encontr�-la. N�o tivemos sorte.
- Continue tentando. - Certamente.
- Nenhuma not�cia de Lomunno? - N�o.
Quando ele aparecer�? Realmente o assustou.
Sim, ele est� apavorado. Talvez at� demais.
- E como vai a conversa com Traini? - Veremos.
Um homem pode me matar, o Procurador pode me mandar para a cadeia,
o homem que me matou pode ir para a cadeia, mas o Procurador sempre sai livre.
Veremos o que � melhor para ele.
N�o entendi. Melhor para qu�?
N�o s� os assassinos podem matar. Um procurador tamb�m sabe se livrar de problemas.
Traini? Ele est� envolvido com eles?
Chamando todos os carros. Sigam imediatamente para Bucciaria.
Est� bem. O que est� acontecendo l�?
Tentativa de roubo. O suspeito est� em uma igreja. H� relatos de que esteja armado.
Ele n�o fez nada, ele � um bom garoto! Deixe-o em paz!
Calma! Deixe-me passar! Calma, calma!
- Onde ele est�? - L� dentro.
- Ele atirou em algu�m? - N�o, mas disse que vai.
- Fiquem longe ou eu atiro. - Acalme-se.
- V� embora. - N�o passa de um merdinha!
O que est� fazendo?
- Voc� atirou? - N�o.
- Amea�ou algu�m? - N�o.
Comiss�rio, a multid�o est� se exaltando.
Devo chamar refor�os?
N�o seja est�pido!
Calma! Calma! N�o est� acontecendo nada. Calma.
Ele nem tem uma arma.
Ele estava s� brincando. Para tr�s! Calma!
Para tr�s! Calma!
Saiam do caminho! Saiam do caminho! Vamos.
E voc�, est� olhando o qu�?
Que profissionalismo.
Acabou!
Para casa!
- Tem um f�sforo? - Sim.
Gostaria de ter visto Traini aqui, com seu terno caro.
- Nicola, quando voc� saiu? - M�s passado, Comiss�rio.
Agora voc� sabe que � ilegal
grampear telefones sem autoriza��o judicial?
Principalmente se o telefone pertence ao Procurador!
Ent�o, se eu te transferir de volta ao departamento,
acha que pode trabalhar discretamente?
Ainda n�o desistiu, n�o �?
Ainda quer saber quem alertou Lomunno? Bem, claro que posso trabalhar nisso.
Quem o avisou e de onde veio a ordem.
Descobriremos. Para o seu bem.
Traini est� mentindo. Ele disse que Lomunno n�o sai de seu esconderijo.
O que ele acha que sou, aquele filho da puta?!
Por aqui,por favor.
Pode passar.
Ah, � muita gentileza, Sr. Procurador, desviar-se de seu caminho por mim.
Me sinto salvo aqui. De certo modo, � como se fosse minha casa.
Meu cliente patrocina esta institui��o para �rf�os.
Ele mesmo teve uma inf�ncia dif�cil.
Ei, vamos! N�o quero que o Procurador pense
que voc� est� tentando me converter num santo!
N�o mere�o. Por favor.
Ent�o, aqui estou. Uma v�tima predestinada.
Gra�as a Deus, porque a morte � algo feio.
Bem, estou � disposi��o para responder suas perguntas, Sr. Procurador.
Por que LiPuma estava atr�s de voc�? Era por causa de sua irm�?
Acho que sim.
Ou por algum ressentimento de neg�cios do passado?
N�o. nunca fiz nenhum neg�cio com esse tipo, LiPuma.
Por�m, quando ele ficou perigoso, voc� colocou LiPuma num manic�mio.
Foi a irm� dele que o internou.
Ela era sua amante naquela �poca?
Sim, mas ela fez tudo por sua pr�pria vontade.
Quem o avisou que LiPuma estava solto, e que queria mat�-lo?
Quem me contou? Se eu soubesse teria pedido prote��o policial.
Ningu�m nunca chama a pol�cia.
Que pena. De qualquer maneira, ningu�m me avisou de nada.
Nem conhecia os tr�s homens que morreram com LiPuma.
Seu advogado sugeriu que Bonavia parece ter algo contra voc�. � verdade?
Com certeza, � inveja.
Porque eu ganho muito dinheiro enquanto ele ganha uma mis�ria.
Ent�o ele me espiona, vigia minhas propriedades,
e de vez em quando, inventa uma acusa��o e me prende.
Sinto pena dele, mas entendo.
Entende e sente pena dele? Por qu�?
Porque ele cresceu sozinho, sem alegrias.
Algumas pessoas afogam as m�goas no vinho. Ele afoga na justi�a.
Ele � perigoso.
Que bobagem, Sr. Advogado!
Ent�o, contrariando seu advogado, voc� n�o tem medo dele?
Tenho inimigos maiores.
Est� se contradizendo.
Seu advogado disse que estava se escondendo por medo da pol�cia.
E agora disse que n�o tem medo da pol�cia!
Ent�o, do qu� tem medo?
Tentaram me matar. Agora tenho medo de qualquer coisa.
Mas n�o h� motivo para ter medo.
Mesmo que me garanta que um Comiss�rio agiu mal.
Voc� � um cidad�o. Sou seu Procurador. N�o se esque�a disso.
Voc� � meu o qu�?
Procurador.
E eu o defenderei como a qualquer outro cidad�o, se necess�rio.
Homens como voc� renovam nossa f� na lei.
Voltando � discuss�o.
Se quer saber quem me quer morto,
vou dizer que h� peixes maiores que Bonavia.
os neg�cios?
N�o vou acusar ningu�m, mas pense um pouco.
Que libertou LiPuma usou dinheiro Muito dinheiro.
Entendo. O que mais ode me dizer?
S� o que acabei de dizer.
- Que �? - O que eu disse.
E que n�o � muito. N�o chegamos a nenhuma conclus�o, n�o �?
Bem, o que queria? Sou a v�tima aqui.
Por isso quero cuidar de voc�.
N�o saia da cidade e fique � disposi��o.
N�o tenha d�vidas.
Ao seu dispor.
E obrigado por fazer tudo isso por mim, Sr. Procurador.
Quem � esse Traini? O que ele est� procurando?
Ele � inofensivo.
� f�cil falar, mas ele pode esbarrar no acordo de zoneamento.
- Ah. - E voc� � o respons�vel, Ferdinando.
A sujeira que voc� nos meteu! Metralhadoras por todos os lados.
Est� tentando come�ar uma guerra civil?
E o que eu deveria ter dito? Por favor, fique � vontade e me mate?"
Eu li as manchetes, e n�o quero ter nada a ver com isso.
Nem os outros. Est� claro?
Diga uma coisa, Senador. Como chegou � sua posi��o?
Foi por causa de meus homens, vila por vila, que voc� ganhou 200.000 votos.
Eu te ajudei ontem, e posso te prejudicar amanh�.
Quem voc� pensa que �, Senador?
Ele vai para Montecitorio, faz discursos,
d� entrevistas para a televis�o, mas quem � voc�?
Passou dos limites e jogar� pelas minhas regras.
Acalme-se, Ferdinando.
Se o jogo te incomoda, caia fora. V� devagar. V� para a oposi��o.
Para cada um que cai fora, tenho mais dez para entrar.
Mas voc� n�o quer sair da sua confort�vel cadeira, n�o �?
V� com calma, Ferdinando!
Voc� tamb�m, e o presidente do banco, e o Prefeito!
Acalme-se, garot�o, est� bem?
Agora o que pensa de mim?
Quem te avisou que LiPuma, disfar�ado de seguran�a, estava vindo te matar?
Chute.
O manic�mio o estava espionando?
Ou voc� espionava Bonavia?
Ou talvez um de seus amigos?
S� duas pessoas sabem disso: Deus e eu.
Lomunno! Voc� enlouqueceu, Lomunno?
Estou aqui tentando investigar Bonavia, e voc� o absolve.
No que est� pensando ao acusar seus concorrentes,
quando n�s dois sabemos que eles n�o est�o envolvidos?
Qual � o seu problema? Acha que o Procurador acredita em tudo o que eu digo?
Se eu quiser que ele pense "branco", � melhor eu dizer "preto".
Traini n�o � idiota. Deixe-o ter a satisfa��o de achar
que o que quer que ele descubra saiu da sua cabe�a
com forma��o universit�ria.
Vamos deixar a procuradoria trabalhar em suas id�ias,
deixe-o fazer as conex�es, juntar as pe�as.
Ah, j� voltou? Voc� a levou para minha casa?
- Ela n�o queria vir. - Ent�o onde ela est�?
Ela est� na esquina da Via Ruggero 7.
Venha, venha, j� vamos embora.
Bons garotos! 10.000 liras para quem ganhar!
Serena! Entre Espere.
- Ol�, Serena. - Boa noite.
Gostaria de lev�-la a outro lugar,
porque n�o � bom para mim ser visto na rua. Por enquanto.
O que fiz para te deixar assim?
Seu irm�o tentou me matar, n�o � como se eu o tivesse libertado!
At� esqueci que ele existia.
Pode ter certeza que depois de mim ele iria atr�s de voc�.
O nome na senten�a que o condenou, seis anos atr�s.
Voc� me encorajou. Esqueceu disso?
est� tudo acabado de qualquer jeito. N�o h� motivo para revirar o passado.
Muito bem, vamos esquecer isso. O que est� pensando?
Por que queria me encontrar?
Tem que ir a Cleveland, visitar seus parentes. Eu pago.
Por qu�?
Porque tem gente tentando me pegar,
e podem vir atr�s de voc� para us�-la como isca para me apanhar.
Mas como eu seria �til para eles?
Possuem muitas maneiras de conseguir o que querem.
Vamos dizer que � mais seguro para voc� ir embora.
E quando voltar, cuidarei para que tenha um novo apartamento,
na Via Le Strasburg, ou perto do mar; onde voc� quiser.
Mais uma promessa, querido Ferdinando, para eu juntar � cole��o.
Oh, n�o seja assim.
Temos que voltar a confiar um no outro de novo, Serena.
Temos que reavivar aquela coisa que t�nhamos um pelo outro.
Se quiser dar uma chance, podemos ir ao nosso velho restaurante em Mondello,
e passaremos tudo a limpo.
Prometo que n�o h� nada com o que se preocupar.
Desculpe te fazer andar, mas n�o consegui estacionar mais perto.
- Ferdinando, voc� quer me matar, n�o �? - Quer parar com isso? Vamos logo.
Sim voc� realmente quer me matar!
Venha c�! Qual � o problema?
Callisto, Callisto, espere!
Quer que a gente v� ao apartamento dela?
N�o, ela sabe melhor do que ningu�m que n�o deve voltar l�.
Temos que encontr�-la, n�o importa como.
O Presidente da Comiss�o Anti-M�fia declarou
que as investiga��es sobre as conex�es entre
a m�fia e o mundo pol�tico, ser�o conclu�das em breve.
O relat�rio ser� enviado ao Parlamento assim que estiver pronto.
Um importante membro da Comiss�o declarou:
"N�o tomaremos nenhuma atitude antes da entrega do relat�rio."
Isso � melhor que uma com�dia.
Est�o dizendo as mesmas coisas que disseram quando nos conhecemos.
"O povo espera que sejamos os mais severos poss�veis."
Este � Michele Cammino. Srta. Lina Paladino.
- Prazer em conhec�-lo. - O prazer � todo meu.
- Com licen�a. - Claro.
N�o h� motivos para rir, Cammino.
Ent�o.
Vida, morte e milagres do Procurador Sr. Traini!
Deve ser um garoto mimado; sempre fala com a m�e na Su��a.
Ela est� num hospital, mas n�o sabemos porqu�.
Um rapaz ligou e quis marcar um encontro com ele.
- Um rapaz? - Pode ser um veado?
Est� falando de um personagem importante. Ao menos chame-o de homossexual!
- J� vai? - Est� tarde.
- At� amanh�. - Tchau.
Voltemos �s pobres alega��es.
Um veado?
N�o, n�o acho. Vamos.
Ele chamou o Juiz Malta, para dizer que se encontraria com Lomunno.
Lomunno acusa seus concorrentes de terem libertado LiPuma.
E disse algo de mim?
"Bonavia � um neur�tico.
Ele persegue Lomunno por inveja, mas Lomunno n�o o considera perigoso.
Malta autorizou Traini a investigar a vida particular de Bonavia.
Entretanto, ele foi alertado para agir discretamente,
uma vez que Bonavia � um funcion�rio p�blico e representante do estado."
O que mais?
Malta autorizou Traini a grampear seu telefone.
Infelizmente, o centro de vigil�ncia deles � mais eficiente que o nosso.
Bem, n�s tivemos a id�ia primeiro.
N�o sabem o que devem procurar. N�s sabemos.
Algo mais?
Schiro falou com Traini.
Schiro?
Por qu�?
Ele pediu a Traini para encontr�-lo no local do tiroteio.
- O velho Schiro! - Ele � um merda!
O que diabos Schiro tem contra mim?
Ele nunca te perdoou pelo relat�rio que impediu sua promo��o.
Que relat�rio?
Quando ele espancou aquele estudante durante o tumulto na universidade.
- Nem me lembrava mais disso. - Farei aquele puto falar.
N�o far� nada, entendeu?
"Fa�a constar: em 7 de mar�o de 1962, a quantia de 2.600.000 liras foi depositada anonimamente.
Bonavia retirou a quantia no dia seguinte."
- Obrigado. - De nada.
Siga-me, por favor.
Um lugar perfeito para um crime, n�o acha?
Bem, se voc� diz.
J� ouviu falar de Gianpaolo Rizzo, o ativista sindical?
N�o.
Bem, ele n�o era meu irm�o ou meu parente. Nem mesmo meu amigo.
Ele era mais que isso para mim.
Era um homem que eu admirava.
Quando ele saiu de sua vila para se juntar � pol�cia,
ele permaneceu aqui para ajudar os mais fracos.
Sabe o que significa ser um ativista sindical por aqui?
H� anos, todos est�o legitimados por lei a receber sal�rio m�nimo!
Lomunno est� enganando todos voc�s. Isso n�o pode continuar! Do que t�m medo?
As ovelhas t�m medo, mas isso n�o as livra dos lobos.
Quanto mais medo tiverem, � mais prov�vel serem comidos pelos lobos.
Ent�o por que se escondem em suas casas, atr�s das cortinas?
Conhe�o todos voc�s, mesmo que se escondam.
E sei que est�o todos comigo.
Lomunno rouba os trabalhadores, e enriquece com nosso suor.
Dizemos que ele � o pai que nos d� o p�o que nos alimenta.
Mas ele s� nos joga as migalhas!
Que tipo de pai � esse que nos deixa famintos,
e usa seu poder para nos demitir quando bem entender?
Ele n�o pode fazer isso, de acordo com a lei.
Que lei � essa ent�o?
Se ele diz que temos que trabalhar 14 horas por dia, trabalhamos 14 horas por dia.
Se ele diz que as crian�as devem ganhar 1.000 liras por semana, s�o s� 1.000 liras.
Se ele diz "voc� est� despedido", � isso e acabou.
Voc�s alimentam seu poder com medo.
Se n�o exigirmos nossos direitos, quem nos dar�? Ele?
Aqui est� ele: Don Ferdinando Lomunno,
tentando me fazer calar. Ele acha que vai se livrar de mim.
Ou�am com aten��o. Seremos n�s a deix�-lo tremendo de medo.
N�o trabalhem mais em seus canteiros. Amigos, entremos em greve agora!
Ningu�m deve voltar a trabalhar antes que ele negocie conosco.
O contrato deve obedecer a lei.
Quem voc� est� tentando converter?
Est� tentando encher a cabe�a dessas pessoas honestas com suas id�ias est�pidas.
Parece um malandro!
E eu ainda n�o terminei.
Se algu�m cospe para cima, acerta a pr�pria cara.
Explora os pobres que n�o t�m nada para comer.
S�o os verdadeiros criminosos por aqui!
Enfie um dedo na barriga e veja s� o que sai: merda!
O que est� esperando? Prenda o atirador!
O primeiro a deixar a pra�a perderia a pr�pria cara. Rizzo sabia disso.
Ent�o ele ficou l�, ferido, deitado na pra�a por horas,
arriscando sangrar at� a morte.
Esse epis�dio transformou Rizzo num her�i, mas ser um her�i nem sempre � uma recompensa.
Se ficarmos juntos, os faremos fugir como coelhos.
Aqui est� um amigo que apareceu para me cumprimentar.
Mas ele tamb�m � policial, e como meu chamado de greve n�o foi aprovado,
ele veio me prender. N�o � mesmo, Giacomo?
Tenho que lev�-lo a Palermo. O juiz vai liber�-lo com uma advert�ncia.
Uma advert�ncia? Uma advert�ncia dizendo.
Para cuidar da pr�pria vida e n�o perturbar a ordem p�blica.
Foi � escola. Por que entrou para a pol�cia?
Acha que � a �nica maneira de ganhar respeito de gente "importante"?
Acredito na lei.
Mas vai me prender assim mesmo? E n�o me diga que � seu dever.
Quantas provas precisa antes de prender Lommuno?
� s� uma quest�o de tempo.
Est�o do mesmo lado: Voc�, o policial, e ele, o bandido,
ambos a servi�o dos ricos!
Com o passar dos anos pensei muito no que Rizzo disse, e n�o consigo esquecer.
E quanto mais penso nisso, mais vergonha tenho.
J� sentiu algo parecido?
J� sentiu que era s� uma ferramenta,
sempre � disposi��o de quem quer que tenha o poder?
Um policial anarquista? Isso � contradit�rio, Bonavia.
Nunca pensou que talvez esteja defendendo leis injustas?
N�o devemos questionar a lei, mas.
Defend�-la. Sim, eu sabia que diria isso.
Mas digamos que amanh� a lei mude e nos digam que temos que praticar tortura.
N�o seja rid�culo.
Sim, a tortura foi abolida, mas n�o afeta a quest�o fundamental.
Usaria tortura se a lei permitisse?
Mas voc� est� usando um exemplo extremo!
Est� bem ent�o. Qual � o seu limite?
Quanta injusti�a voc� estaria disposto a cometer em nome da lei?
Se continuar, eu te prenderei!
S� estava me referindo �s id�ias de Rizzo.
Deixe-me falar com ele.
Est� alguns anos atrasado.
Foi ali que o mataram.
Lomunno!
Um garoto ouviu a explos�o.
Lomunno usou dinamite para selar o t�mulo de Rizzo, 30 metros para baixo.
Demoramos dois dias e duas noites para cavar o solo.
Ent�o achamos o corpo.
N�o era o rosto de um cad�ver.
Era o rosto de um homem que nunca conheceu a justi�a,
e que nunca conheceria.
Ent�o, em uma tarde de domingo, eu prendi Lomunno. Tinha uma testemunha.
E Lomunno sabia que o garoto o havia visto?
Suspeitei que sim, ent�o pedi para vigiarem o garoto.
Mas � claro que me tomaram como vidente.
Surgiu a not�cia que eu havia requisitado um guarda e algu�m desconfiou.
N�o!
Ao menos acho que foi assim.
Naturalmente disseram que o garoto escorregou,
mas havia marcas de dedos em seu pesco�o.
E o que a aut�psia mostrou?
- N�o tive acesso ao relat�rio. - Isso � absurdo! Vou checar os arquivos.
- N�o pode. - Por que n�o?
Ele desapareceu.
E tr�s anos depois, mais derramamento de sangue.
Levei Lomunno a julgamento em fevereiro de 1964. Tinha as evid�ncias necess�rias.
N�o eram s�lidas. Eu li o relat�rio.
L� dizia que o j�ri foi amea�ado?
� imposs�vel. Teria havido um novo julgamento.
- Sei que foram amea�ados. - Prove!
N�o posso provar! Conclus�o: Lomunno � inocente.
Ah, Bonavia! Temo que ao inv�s de dormir � noite, voc� fique acordado elaborando suas fantasias.
Acha que se voc� est� convencido, os outros tamb�m est�o. Mas eu n�o!
Entretanto, devemos ficar com os fatos. Rizzo, por exemplo.
Voc� o mencionou e quer justi�a r�pida.
Um criminoso n�o quer justi�a para fazer justi�a.
Quer o contr�rio, e � a� que est� errado.
N�o pode questionar a lei. N�o � nosso trabalho question�-la.
Ela deve permanecer intacta.
Como oficial da lei, voc� deve cumpri-la, n�o critic�-la.
Conclus�o?
Obede�a a lei e confesse.
Confessar o qu�?
Se voc� tem algum respeito pela justi�a,
deve confessar que foi voc� quem libertou LiPuma, sabendo que ele mataria Lomunno.
Como posso me acusar? Talvez possa me ajudar.
Eu j� te direi. Primeiro: voc� rapidamente reconheceu o corpo de LiPuma.
Ele estava disfar�ado, com a cabe�a cheia de sangue e escondido na grama.
Ningu�m poderia t�-lo reconhecido assim, e voc� n�o estava t�o pr�ximo.
At� disse "tire fotos de LiPuma". Essas foram suas palavras.
Segundo?
Quando est�vamos no manic�mio um homem reclamou
por voc� n�o ter conversado com ele no "outro dia".
Por que foi at� l� dois dias antes de LiPuma ser solto?
Terceiro?
Dois dias depois de sua visita, LiPuma foi solto.
Quarto?
Estava por tr�s da tentativa de homic�dio.
S� o motivo permanece um mist�rio.
Talvez voc� seja um fan�tico com um delirante senso de justi�a.
Um policial que liberta um assassino porque n�o confia nos tribunais.
Mas eu duvido. Sempre fui cauteloso com moralistas.
- N�o me convence, Bonavia. - Ent�o?
Poderia ser um c�mplice, trabalhando para um dos rivais de Lomunno.
Vendido ao submundo por dinheiro!
Estava sonhando ou delirando quando surgiu com esse conto de fadas?
O que disse? Disse que eu poderia ser um c�mplice contratado?
Diz que tenho fantasias? Nunca poderia ter sonhado com essa.
Vamos recapitular. Diz que os rivais de Lomunno agiram da seguinte maneira:
Lomunno n�o respeita acordos. Vamos nos livrar dele. Como? Simples!
Tem um chefe de pol�cia que pode fazer o trabalho para n�s.
N�o custa muito e tem os meios necess�rios para fazer o servi�o, certo?
O que quer agora?
Mas se fui pago para matar Lomunno,
tamb�m h� gente que te pagou para salvar Lomunno dessa pessoa, ou seja, eu!
- Escute aqui ou. - J� sei. ou vai me prender.
S� tem uma coisa que quero saber, Excel�ncia:
De que lado voc� est�? E n�o minta para mim!
E voc�? De que lado voc� est�?
Estou do meu pr�prio lado, e posso provar.
Diz que fui pago para libertar LiPuma. Muito bem. Prenda-me.
Vamos! Prenda-me! � o que quero.
Ent�o descobriremos quem mandou matar Lomunno e porqu�.
Aquele homem ser� meu companheiro de cela, e aquele homem ter� uma cara honesta como a sua.
Gostaria de v�-lo tentando dormir no meio da sujeira!
Est� bem. Mas voc� n�o vai escapar dessa Bonavia!
Luta com suas provas e eu luto com cal�nia.
Quanto mais inacredit�vel for, mais sentido far�.
N�o seja rid�culo. Do que poderia me acusar?
N�o confunda as coisas. Eu disse cal�nia, n�o acusa��es.
Que cal�nia?
Aquela que voc� esconde de todos. Que sua m�e est� louca num manic�mio na Su��a!
O qu�? minha m�e � idosa, ela est� em repouso.
Sei, sei. Mas vou dizer que est� mentindo.
E por quem fui acusado? Por um homem cuja m�e � louca.
Talvez seja heredit�rio.
Agora estamos quites, n�o �, Traini?
Ent�o direi que voc� � bicha!
Calma. N�o fique nervoso!
Que voc� corrompe menores. Voc� foi visto com um garoto, Pietro Delia. Certo?
- Ele � um �rf�o que eu. - Oh, sei, sei disso.
Ele � filho de um amigo falecido e voc� o ajuda com os estudos.
Ah, parece que voc� � mesmo surdo. Disse cal�nia!
E sou o primeiro a admitir.
Preciso de cal�nia. Sabe por qu�?
Porque quando me investigaram, estavam a ponto de ir atr�s de seu passado,
e descobrir que voc� j� sujou as m�os trabalhando para Lomunno.
Agora, que outros v�cios voc� tem? Jogo? Drogas?
J� basta! Vai para a pris�o pelo resto da vida.
S� porque eu falei de cal�nia?
N�o! Pelos crimes que cometeu.
E seu crime n�o vai diminuir s� porque outros cometem crimes maiores.
Traini!
O que quer?
N�o duvide. Vou fazer o que eu disse.
Est� bem. Quando tiver provas eu te prenderei.
Direi que fui ao manic�mio checar a condi��o dos internos.
Faz parte do meu trabalho, n�o �?
- Veremos. - Est� bem.
Quanto aos 2 milh�es.
Usei para desenterrar o corpo de Rizzo.
Fui � Procuradoria primeiro, mas eles recusaram.
Procure o arquivo, n�mero 24.
Vendi a casa do meu pai. Roubei minha pr�pria fam�lia.
Bem, voc� ter� que provar o que est� dizendo. Adeus!
Via Mazzini, 14 horas. Um homem abordou um garoto que brincava com os amigos,
e colocou-o num carro, onde outros c�mplices aguardavam.
O carro fugiu em alta velocidade.
O sequestro foi testemunhado por um capataz e um empregado da fam�lia.
Socorro! N�o! N�o!
Pare! Pare!
Socorro! Chamem a pol�cia!
Parem aquele carro e chamem a pol�cia!
18 horas. O garoto foi libertado ileso, nos arredores da cidade,
nas proximidades do aeroporto Bocca di Falco.
O garoto foi libertado, Comiss�rio.
Libertado! Ent�o eles s� queriam assustar algu�m.
At� a meia-noite tudo bem, tudo tranquilo, doutor.
Por que o pr�prio pai n�o deu queixa?
- N�o sei. - Ele tem inimigos?
- Bem, n�o sei. - Ele � rico?
- Ele tem dinheiro. - O que ele faz?
Ele � supervisor m�dico do manic�mio.
Schiro!
V� para a casa do coordenador do manic�mio e vigie-a permanentemente. V�.
- O que est� fazendo? - Por qu�?
Quem �?
Comiss�rio, sou eu, Mimi "a Fada".
O que quer, querida?
Sei onde est� Serena LiPuma.
Tem certeza?
Com certeza! Se for a um bar chamado "Del Bosco".
Maldi��o! Fique aqui, volto logo.
Desculpe Comiss�rio. Desculpe.
Respeito o Comiss�rio porque � um homem honesto.
Ainda acho que est� louco.
�? Bem, voc� n�o entende os homens.
Aqui est�.
- Onde ele est�? - Est� escrito aqui.
Saia j� daqui. Os Carabinieri est�o vindo!
- Mas por qu�? - Saia, eu disse. Vamos!
Meu Deus, por qu�?
Serena.
Serena?
Qual � o problema? Serena!
- Pare! - Socorro! Socorro!
Serena! Do que tem medo?
N�o se lembra de mim? Sou o Comiss�rio Bonavia.
Sim.
Sim.
Vamos. N�o pode ficar aqui. Vamos.
- Onde fica esse lugar? - Ali.
Ent�o, o que ser�?
O cego, o surdo e o mudo, para viver 100 anos em paz!
Isso � besteira, especialmente no seu caso.
Viu e ouviu! S� a id�ia de testemunhar
n�o os deixar� dormir esta noite.
- N�o sei de nada. - Nada?
Ent�o estava se escondendo por nada? Estava com medo por nada?
Ficou apavorada s� de me ver.
Achou que eu fosse mat�-la. Ent�o, por que n�o volta para casa?
- N�o posso. - por que n�o?
- L� n�o � seguro. - Ent�o v� para outro lugar.
Onde? Como posso ir se todo meu dinheiro est� no apartamento?
Lembre-se de uma coisa. N�o importa onde v�, se eu posso ach�-la, eles tamb�m podem.
Pense nisso. Adeus.
Comiss�rio Bonavia!
Pode explicar como o Comiss�rio Bonavia sabia que seu telefone estava grampeado?
- Ele provavelmente grampeou seu telefone, senhor. - Meu?
J� aconteceu muitas vezes antes.
- Voc� sabe, eles fazem o que podem. - Quero provas.
Sim, senhor.
Desculpe o inc�modo, Dr. Traini.
Sou Palumbo, administrador deste edif�cio.
Venha.
Pedimos sua permiss�o para apresentar
uma pequena proposta de seu interesse.
O inquilino que iria ocupar nossa cobertura
desistiu por problemas familiares.
Agora est� vaga, e pensei em mostr�-la ao senhor.
A cobertura?
Minha condi��o econ�mica n�o me permite
manter um apartamento como esse. Entende?
Com o aluguel que paga, poderia facilmente comprar o apartamento.
O que mais interessa � quem compra. A pessoa � o mais importante.
E o financiamento?
S�o oito ambientes aqui. Cozinha, banheiro ir� custar uma fortuna.
Se nos permite, pode fazer um empr�stimo junto � nossa empresa,
com pagamento facilitado por 20 anos.
Sabe quanto ganha um magistrado da minha posi��o?
Sim, mas o que importa, repito, � a pessoa.
Uma pessoa que ofere�a garantias de seriedade e moralidade,
E isso vale milh�es hoje em dia.
Obrigado. Talvez eu aceite.
Tenho que pensar a respeito.
- A quem pertence o edif�cio? - Oh, uma sociedade su��a.
Tem certeza?
Eu os vi muitas vezes juntos.
Lembra-se do que disseram?
Sempre falavam de terras e transa��es de bilh�es de liras.
Falaram em se livrar de algu�m?
- Sim. - Quem?
Melillo, o arquiteto.
Trancha, o propriet�rio das terras.
E outros.
Deixe-me olh�-lo outra vez.
- Quem? Ele? - Sim.
N�o ligue para ningu�m, especialmente para mim. Meu telefone est� grampeado.
E n�o abra portas ou janelas a n�o ser que ou�a a senha primeiro.
Direi "Monte Pellegrino".
Entendeu? Monte Pellegrino.
E mantenha o volume baixo.
N�o gosto de televis�o.
Bem, mantenha o volume baixo de qualquer jeito.
Quando vou testemunhar?
N�o sei. Pode demorar ainda.
Trarei algumas revistas, roupas, cobertores,
e o que mais precisar, est� bem?
Tem algu�m.
que queira telefonar?
Um homem?
Sim.
N�o, � muito perigoso. Ningu�m deve saber que est� aqui.
N�o fa�a nenhuma besteira,
como ligar para um namorado, est� bem?
Est� bem. e n�o quer que eu fa�a, eu n�o fa�o.
Muito bem, Serena.
Boa noite.
Boa noite.
Aqui, Bonavia!
Sabia que o Tenente Cammino tinha
grampeado o telefone de Traini ilegalmente?
Por que pergunta a ele? O que ele tem a ver com isso?
Cammino alega que trabalhava sozinho, em nome de outras pessoas.
Deixe-o falar.
H� um m�s, dois homens me ofereceram dinheiro,
para que eu gravasse as conversas telef�nicas do Sr. Traini.
Parecia um dinheiro f�cil, ent�o eu aceitei.
Uma vez por semana eu deixava um envelope com as transcri��es num bar.
No dia seguinte deixavam um envelope com dinheiro para mim.
- Isso � tudo. - E devemos acreditar nisso?
- Essa � a verdade. - Jura pela Virgem Maria?
Juro, Sr. Superintendente.
Levem-no!
Comiss�rio, perdoe-me se tra� sua confian�a.
Precisava do dinheiro, entende?
D�vidas, mulheres, um monte de v�cios.
Fora!
Temia grampear meu telefone, n�o �?
Acreditou que um magistrado pudesse ser negligente com suas obriga��es.
Nega ter grampeado meu telefone?
N�o, se voc� admitir ter grampeado o meu.
Onde est� Serena LiPuma?
Voc� a viu ontem.
Mimi "a Fada" nos deu essa informa��o.
Posso dizer que n�o consegui encontr�-la,
e que a informa��o estava errada, n�o posso?
Por que est� sendo evasivo?
Cabe a voc� provar se digo a verdade ou n�o.
Esse � o acordo, n�o �?
N�o � melhor que os criminosos que diz perseguir.
Seu plano para matar Lomunno � fruto de uma mente criminosa.
Seu amigo Rizzo com certeza n�o o admiraria pelo que fez.
Soldado Schiro, fa�a-os entrar.
Estes homens admitem que voc� encontrou erros
nas contas da institui��o e que amea�ou denunci�-los.
Foi assim que consegui a liberta��o de LiPuma.
N�o faz�amos id�ia do que estava por tr�s,
nem quais eram suas inten��es!
Como pode acreditar nesses dois merdinhas?
Roubam dos pr�prios pacientes,
s�o dois trapaceiros, eles mesmos admitem.
Mas n�o s�o assassinos!
Vieram voluntariamente porque n�o queriam ser implicados.
Vieram voluntariamente porque n�o tinham escolha
depois da tentativa de sequestro do filho do doutor.
N�o sabia disso? Traga-me o relat�rio desta manh�.
Nossa criada est� hist�rica, ela come�ou a gritar por socorro
porque algu�m convidou meu filho para ir ao circo.
O pobre homem estava t�o assustado que fugiu.
Veja como est� assustado.
Est� apavorado pensando no que podem fazer com ele.
O que quer que tenha dito, n�o se sustenta num tribunal, Traini.
Pode ir.
Darei in�cio aos procedimentos penais contra voc�, Bonavia.
Como quiser.
Mas voc� n�o tem provas para expedir um mandado de pris�o.
O Procurador Geral decidir� isso.
Por favor, me espere aqui.
O Bedu�no foi preso de novo.
O que ele fez agora?
Roubou alguns sapatos, como sempre.
Bom dia.
Deixe-me ver.
Sola de musselina! Lindo! Experimente.
Sente-se e experimente.
Vamos.
Ligue para 22622 e diga que vou me atrasar para o jantar.
Bom, bom agora ponha o outro.
- O que acha? - Bem.
D� uma volta com eles!
Est�o confort�veis? Como se sente?
Cansado.
Ent�o v� embora!
Isso � um truque, n�o �?
Pietrucco, hoje me sinto como se o mundo estivesse de cabe�a pra baixo.
Vamos, v�! Caia fora!
mas Bonavia � um comiss�rio de pol�cia. N�o podemos evitar a incrimina��o?
Acho que n�o.
Ele obstruiu as investiga��es ao esconder Serena LiPuma,
uma testemunha chave. Ele � um fan�tico.
Se n�o h� alternativa, prossigam.
Mas acho inconceb�vel um oficial da lei
fazer algo assim por dinheiro.
Bem, n�o fique surpreso.
J� tentaram me subornar.
Como assim?
Me ofereceram uma cobertura e um grande empr�stimo,
praticamente de presente.
De quem?
N�o sei.
E por qu�?
N�o sei se estavam me agradecendo por processar Bonavia,
ou se estavam pedindo para parar de investigar os outros.
Que outros?
Surgiram fatos graves envolvendo a administra��o p�blica.
Veja, Traini, voc� foi designado para investigar
o tiroteio da Via Plebiscito.
Veja, Excel�ncia: o tiroteio, Lomunno,
especula��o no mercado de constru��o,
suborno de pol�ticos e funcion�rios p�blicos. Est� tudo conectado.
Logo terei as provas.
Um escritur�rio desonesto?
Mais alto.
Um oficial?
O Prefeito.
V� com calma, Traini. Seria muito f�cil
criar um esc�ndalo que envolva toda a m�quina do governo,
e mine a confian�a na institui��o.
Justi�a mas com cautela.
Eu o manterei informado.
Continue cavando. at� o fundo.
Est� suspenso, Bonavia. Isto � uma ordem.
Aqui est� minha confiss�o. Eu especifiquei
que Cammino agiu sob minhas ordens.
Ele agiu de boa f�.
Schiro, sentido!
Ei, adivinho!
Qual � o hor�scopo de hoje?
- Totalmente favor�vel. - Sem derramamento de sangue?
N�o, tudo est� em paz hoje, senhor.
Onde est� o Comiss�rio Bonavia? Onde est� o Comiss�rio Bonavia?
Ele acabou de sair!
Ligue para o escrit�rio de Lommuno agora.
Escrit�rio de Lomunno? Aqui � da pol�cia.
Onde est� o Sr. Lomunno?
- Ele saiu sozinho? - Sim, senhor.
Disseram que Lomunno n�o est� no escrit�rio.
Aqui � o Procurador Traini. Onde est� Lomunno?
Sr. Lomunno est� almo�ando.
Em que restaurante?
"Lungo Mare", acho.
Precisamos de 10.000 votos para Sua Excel�ncia Grisi.
Vamos conseguir. O primeiro que n�o fizer seu trabalho direito
estar� muito encrencado, entendeu?
E 5.000 em Campo Reale.
5.000? Parece muito. Como faremos isso?
Isso � um problema? Assuste as mulheres, sempre funciona.
Ah, que belo dia!
Estamos fechados.
Ferdinando.
Outra vez.
- Veja, � o Comiss�rio. - Bem-vindo, Comiss�rio.
� uma comemora��o, Comiss�rio.
Tenho novidades. Sabe que v�o me prender?
Isso quer dizer que far� companhia a dois amigos meus.
Dois amigos que voc� jogou na pris�o.
Ferdinando, voc� se lembra do nome daquele ativista sindical?
De que diabos est� falando?
Aquele que te apavorou na vila.
- Comiss�rio! - Ah, Rizzo!
O que est� fazendo?
Estava bem aqui.
Tinha acabado de comer.
estava relaxando.
Comiss�rio Bonavia acabou de se entregar.
Traini, o Comiss�rio Bonavia acabou de se entregar.
Boa noite, senhor.
Boa noite.
N�o, n�o, espere um pouco.
Se tivesse confiado em mim, eu teria te tirado dessa encrenca com uma pena m�nima.
Indiciamentos na c�pula pol�tica da cidade
- Que provas voc� tem? - Documentos falsificados ratificados pela corte.
Ordem de pris�o para o Prefeito
Levarei o Prefeito e os outros a julgamento.
N�o vai funcionar. Existe uma maneira melhor.
- E qual seria? - Mate todos.
N�o sabe o que diz.
Nunca me senti melhor.
Respiro livremente agora.
Me sinto liberto depois de 10 anos de vergonha, agora passo a bola para voc�.
- Ser� um julgamento exemplar. - Que testemunhas tem?
- Serena LiPuma, por exemplo. - N�o conte com ela.
Ela testemunhar� a meu favor porque sabe que n�o mato por dinheiro,
como tentar�o provar que fiz.
- Isso � besteira! - O que foi que disse?
Disse que isso � besteira! Chega de palha�ada.
Isso � vergonhoso.
Diga onde est� Serena LiPuma. Preciso encontr�-la.
Quando poderei ver Cammino?
Isso � contra as normas e voc� sabe disso.
Quem �?
O Procurador diz que est� retornando sua liga��o.
Vamos. O Procurador est� esperando para falar com voc�.
N�o, senhorita. N�o feche a porta.
Agora podemos conversar.
Por que est� fazendo isso, senhorita?
N�o, por favor!
- Por que est� assustada? - Estou esperando um beb�.
- Sou seu amigo! - Estou esperando um beb�, por favor!
- Vamos venha c�. - N�o, n�o!
O que est� fazendo? N�o tenha medo.
Venha, eu te cubro.
Meu advogado me disse. que pode me libertar.
Mas eu disse que podia esperar um pouco.
Tenho algo a fazer.
N�s te faremos companhia.
Matou um bom homem.
Acha que n�o tem que pagar por isso?
Bonavia, o Procurador quer v�-lo.
Vamos, Bonavia.
Serena LiPuma desapareceu.
Se isso for um truque para descobrir seu endere�o.
Seu endere�o fica em Contrata Sciulla, Via Valeria.
Ela mesma me chamou depois de ver na TV que havia sido preso.
Eu mesmo falei com ela. Ela me deu seu endere�o.
Mas quando cheguei l�, o lugar estava vazio.
Estamos procurando por ela por toda parte.
� in�til ela j� est� morta.
Nunca encontrar� o corpo.
Al�m de voc�, quem mais sabia onde ela estava escondida?
Onde voc� estava quando Serena telefonou?
No escrit�rio de Sua Excel�ncia Malta.
- Ele estava l�? - Claro.
Ent�o o que est� esperando?
Voc� enlouqueceu?
Por qu�?
Um alto magistrado! Voc� est� acusando um alto magistrado?
N�o disse isso.
Ent�o o que quer dizer?
Enquanto estava ao telefone, Malta estava presente.
Logo depois, a �nica testemunha desaparece.
- N�o permito que insinue. - N�o estou insinuando nada!
Malta pode ser totalmente inocente,
mas por que n�o investig�-lo como investigou o Prefeito e os outros?
Por que eles e n�o Malta?
As pessoas perder�o a confian�a na justi�a.
Se a justi�a for feita, eles ter�o confian�a.
Eu j� entendi!
Infelizmente voc� n�o far� nada fora das regras.
Farei.
N�o, voc� nem aceita a id�ia de que
um magistrado possa estar envolvido num crime.
Farei. Tenho que fazer.
Precisar� de todas as circunst�ncias extenuantes em seu julgamento.
- Se eu sobreviver. - O que quer dizer?
Na pris�o, as leis s�o outras, Sr. Traini.
Confie em mim. Farei o meu melhor.
- Como � sua cela? - Individual.
- Que tal a comida? - Fant�stica.
Darei not�cias em breve.
Bom dia, senhor.
Bom dia, senhor.
Sr. Traini.
- Bem? - Bom dia.
- Falou com ele? - Sim.
Vamos libert�-lo, n�o �?
O que est� fazendo? H� algo errado?
N�o � nada, � s� o meu est�mago.
- Excel�ncia, bom dia. - Bom dia.
Bom dia. Bom dia.
Caro Licuno, n�o se preocupe com aquele problema.
Cuidarei de tudo para voc�.
- Obrigado, Excel�ncia. - Bom dia, Excel�ncia.
Perdoe-me por um momento.
- Claro. - Claro.
Algum problema?
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.