All language subtitles for La Vendetta di Spartacus 1964

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Original subtitles

NO OUTONO DE 73 A.C., ROMA VIVEU A SANGRENTA REVOLTA DOS ESCRAVOS

LIDERADA POR SPARTACUS. DEPOIS DA �LTIMA BATALHA

OS PRISIONEIROS FORAM CRUCIFICADOS.

AGORA SPARTACUS E SEUS HOMENS ESPERAM UMA MORTE LENTA E CRUEL.

A VINGAN�A DE SPARTACUS

Spartacus est� vivo! Foi libertado.

Est� vivo!

-Vejam! -Spartacus foi libertado. Venham.

Libertaram Spartacus. Venham comigo.

-Spartacus est� vivo! -Est� vivo!

Contem a todos. Spartacus foi libertado.

Uma boa not�cia. Libertaram Spartacus da cruz.

-Spartacus est� conosco! -Viva!

Ou�am!

Spartacus est� vivo! Est� vivo!

Spartacus est� conosco!

Spartacus est� vivo!

-Seremos livres! -Seremos livres!

� verdade! Spartacus fugiu.

Spartacus precisa de n�s.

-Temos esperan�a. -� verdade, ele foi libertado.

Spartacus fugiu?

Voc� soube? Spartacus nos chama.

Falam de Spartacus como de um semideus.

Eu o vi em Pomp�ia combatendo na arena.

-Como ele �? -Cruel, muito cruel.

-Tamb�m souberam? -Mataram mais dez soldados.

Dez? Centenas!

O Senado foi convocado de urg�ncia.

Os prisioneiros de Mamertino se rebelaram.

Os gladiadores abandonaram os alojamentos.

Em Irpinia tiveram um grupo numeroso de rebeldes.

Dois pres�dios em Sannio est�o lotados.

Querem que a rebeli�o se propague?

Justamente por isso.

Licino Crasso � mais adequado.

J� derrotou Spartacus e o far� de novo.

Dois anos...

A guerra durou dois anos.

E se Spartacus tivesse sido mais audacioso, n�o estar�amos aqui.

Precisamos de um homem mais decidido que Crasso.

Isto � uma manobra,

mas n�o conseguir� impor sua vontade!

� Roma que quer Lucio Emilio Trasone!

Trasone j� est� designado!

-Lucio Emilio Trasone! -Sim, Trasone!

Trasone!

Por que demoram tanto?

J� deveriam ter decidido!

"� f�cil, � simples. Somos a maioria."

Mentiras!

Eles s� sabem mentir!

Pol�ticos!

Bando de traidores e...

N�o se agite tanto, F�lvio...

me d� mais calor.

Como consegue ficar calmo? N�o entendo.

O que quer entender?

� como todos os militares.

Se tiver a confian�a do Senado,

ser� f�cil me encarregar de Spartacus.

Voc� fala demais. N�o parece meu filho.

N�o entende que...

Eu sei, mande-o entrar.

Vencemos, Trasone. N�s os vencemos.

Sente-se, deve estar cansado.

Sim, foi dif�cil.

Queriam reeleger Crasso...

S� quero saber quem votou contra mim?

N�o quero saber quem votou contra mim.

Mas meus inimigos s�o inimigos de Roma.

N�o sou um militar...

mas talvez para domar a revolta dos escravos...

ser� melhor usarmos da pol�tica...

do que da arte militar.

Quem comandar� as legi�es?

J� escolhi o homem que dirigir�, sob meu controle...

a opera��o militar contra Spartacus.

Se quer impor seu filho F�lvio...

pe�o que sua escolha seja votada pelo Senado.

� verdade. � preciso a aud�cia de um jovem para combater Spartacus.

E n�s propomos Caio Rutilio.

-� um �nico capaz... -Eu aprovo

a proposta de Tarquino Feliciano.

Caio Rutilio fica com o comando das legi�es.

-Por que Trasone voltou atr�s? -N�s vencemos.

Este � um verdadeiro romano.

O comando foi dado a Rutilio.

Rutilio!

Spartacus foi resgatado ferido gravemente.

Isto segundo nossos informantes.

Quanto tempo se viaja em dois dias?

50, talvez 60 milhas.

E se continuarmos aqui, chegar�o � �frica.

Rutilio n�o est� perdendo tempo e n�s...

Os rebeldes n�o poder�o escapar.

Toda a regi�o est� sendo rastreada.

Vigiada metro por metro.

Colocaremos patrulhas nas estradas, cruzamentos e pontes.

Em frente.

Tem algum rebelde entre voc�s?

O que estamos esperando?

N�o d� para atravessar?

-Est� com pressa? -Claro que estou.

Faz 5 anos que estou fora de casa.

-De onde vem? -Espanha.

Ainda est�o em guerra?

N�o, demos um jeito nos rebeldes.

Agora temos que dar um jeito nesses.

-Os seguidores de Spartacus? -Sim.

Obrigado, isso n�o � problema meu.

V� aquela colina? Minha casa fica tr�s dela.

J� cumpri meu dever. Agora ajudarei meus pais.

Salve, Brutus.

-O que eles querem? -Procuram Spartacus.

Sonham at� de noite.

Des�am das carro�as. Homens e mulheres.

Venham todos, mexam-se.

Mostre sua cara.

Prendam aquele escravo.

PERTEN�O A TIBURZIO LEVE-ME A ELE

Cintia!

Voc� n�o � Cintia?

Pai.

Olhe!

-Leve o cavalo para tr�s da casa. -Certo.

-Marta! Marta! Marta! -O que foi?

-Vamos, r�pido. -O que aconteceu?

Os romanos! -Marcello!-

Marcello!

R�pido, tem que sair daqui.

Ele est� ferido. Para onde vai?

J� se arriscaram demais por mim.

O cavalo est� atr�s.

Mas voc� precisa do cavalo.

Voc� precisa mais agora.

Por que se meteu com aquela gente?

R�pido.

Meu filho! Meu filho!

O que quer?

Onde ele est�? Onde o escondeu?

-Quem? -Voc� n�o sabe?

Que sangue � esse?

Responda!

Ordeno que responda.

Ele estava l� atr�s.

-Solte-a, covarde. -Levem-nos para fora.

Aos cavalos!

Pegamos este escondido atr�s da casa.

-O que fazemos com ele? -Junte aos outros. E n�o tenha piedade.

Soltem-me. Tenham piedade.

Piedade! Piedade! Piedade!

-M�e. M�e. -Meu filho

Marcello!

Marcello!

M�e!

Val�rio!

Est�vamos esperando voc�.

L�vio... quem fez isso? Por qu�?

Os soldados... Os soldados...

de Trasone.

L�vio!

L�vio!

Quem � voc�?

Esta � minha casa. Quem matou minha fam�lia?

-Voc� � irm�o de Marcello? -Por que os mataram?

Porque matamos os rebeldes e quem os ajuda.

Assassinos!

L�vio!

N�o!

Cintia!

Ent�o n�o estava enganado.

Era voc�.

O que faz aqui?

O que procura?

Responda!

Voc� � uma escrava.

N�o, Val�rio. N�o sou mais uma escrava.

Aquela vida acabou. Seu irm�o me libertou.

Meu irm�o! Que fugiu em vez de defender a fam�lia!

Covarde. Um rebelde como voc�.

Voc� n�o pode entender.

Esteve fora muito tempo.

N�o sei por que Marcello fugiu.

Nem sab�amos que estava vivo.

Vim avisar sua fam�lia para fugir.

Mas o destino quis que...

eu chegasse tarde demais.

V� embora!

Voc�s s�o os respons�veis.

Minha fam�lia morreu por sua causa.

N�o, os romanos os mataram.

E como eles, milhares.

N�s s� quer�amos salv�-los e nos vingaremos.

Os romanos!

Salve-se, eu suplico.

E Marcello?

Conseguiu fugir.

Mas fizemos justi�a com a fam�lia.

N�o!

N�o era isso que eu queria! Eu o queria!

Vivo ou morto!

Mas por qu�? O que ele fez? O que quer dele?

� �dio ou medo que o faz querer tanto?

Voc� tamb�m teria medo se soubesse a verdade.

Mas n�o posso contar agora.

Meu pai dizia que n�o existia

dois irm�os como voc� e ele.

E agora voc� o despreza.

Est� errado. Marcello n�o merece.

-Sabe por que ele fugiu? -N�o me interessa.

Ent�o n�o pode conden�-lo.

Os soldados queimavam o trigo, levavam os rebanhos...

para impedir que Spartacus e seus seguidores se abastecessem.

Levavam mis�ria, fome e sofrimento por toda parte.

Os camponeses e escravos

se rebelaram e se uniram a Spartacus.

E seu irm�o ficou do lado deles.

Dizia que tinham raz�o, que era justo.

Porque nascemos todos iguais e ningu�m deve ser escravo.

Ningu�m!

Sofremos e lutamos por 2 anos.

Mas �ramos livres. Livres.

Ent�o...

tudo acabou. Spartacus foi preso pelos romanos.

Crucificado.

Disseram: "Escravos, voc�s ser�o sempre escravos!"

Mas n�o!

Spartacus est� vivo.

Ele voltou, nos chamou!

E n�s ouvimos.

Temos grupos por toda parte.

Agora somos em muitos, mais fortes que antes!

Voc� n�o mudou.

Obstinada e impulsiva, como quando crian�a.

Agora � uma mulher.

A vida n�o lhe ensinou nada.

Ensinou-me a sofrer, Val�rio.

Ensinou-me a entender que s� quem � livre n�o sofre.

Estou livre! Estou livre!

-De onde veio? -Era de Giulio Liberiano.

Trabalhava 18 horas por dia. Ele nunca estava satisfeito.

-Em quantos eram? -Mil e quinhentos.

-Onde est�o os outros? -N�o sei o que houve com eles.

-Sabe lutar? -N�o, mas aprenderei.

Muito bem.

E voc�?

N�o pode responder. Cortaram sua l�ngua.

Vai se vingar, eu prometo.

Qual � o seu nome?

Sou Marsillio, escravo de Flavio Tautone.

Aqui n�o existem escravos,

somos todos iguais. Por isso nos rebelamos.

-Sabe lutar? -N�o vejo a hora.

Spartacus vir� aqui?

Sim, depois que reunir os outros grupos.

Diga-lhe que estamos com ele.

Ele sabe disso.

Arminio.

Com tanta gente, logo ficaremos sem trigo.

Fale com Muzio, ele sabe o que fazer.

Como se chama?

N�o se lembra de mim?

Astorige!

Lutamos no anfiteatro de Pola.

-E eu o feri. -E eu tamb�m.

Devolva minha ovelha.

Voc� � o chefe, n�o �?

-Que ovelha? -A que me roubaram.

O patr�o a quer de volta, sen�o vai me bater.

Onde ele est�? Vamos dar um jeito nele.

N�o importa, eu lido com ele.

Faremos uma coisa: voc� me leva junto e me d� um cavalo.

-Um cavalo? -Sim, este.

Bela troca! Um cavalo por uma ovelha.

Uma ovelha?

Cintia est� chegando.

N�o se preocupe mais com a comida.

Cintia... voc� demorou.

Tem guardas por toda parte.

Quem � ele?

� irm�o de Marcello. Quer se unir ao nosso grupo.

Se fosse voc�, tiraria este uniforme. Me d� nojo!

Parem.

Agora aceitamos desertores?

Fizemos de tudo para salvar sua fam�lia e Marcello.

Se ele estiver vivo,

vir� para o acampamento.

Pode ficar, mas lembre-se:

aqui somos todos amigos, mas impiedosos com traidores.

Muzio.

O que acha do nome Scipione?

Fique de olho nele. Esta noite leve-o com voc� ao moinho.

Se veio para saber onde estamos, tentar� fugir.

Est� bem.

Trigo!

Quietos.

Vamos, vamos!

Que barulho � esse?

S�o aqueles malditos ratos que comem todo meu trigo?

Tem algu�m vindo!

Mas...

N�o s�o ratos!

N�o s�o ratos!

Parem!

Ladr�es! Ladr�es! Socorro! Socorro!

Ladr�es!

Vamos, rapazes.

Acabem com eles! Matem todos!

Vamos, n�o tenham piedade.

Na cabe�a! Na cabe�a! Acerte!

Golpe baixo! N�o vale, � proibido.

Acabem com eles!

Os outros! R�pido!

R�pido! Vamos!

Deem a li��o que merecem!

Levantem-se!

Os romanos! Vamos!

Socorro! Socorro!

O que foi, velho?

Os rebeldes roubaram todo meu trigo.

Fugiram daquela parte! Prendam-nos!

R�pido!

Vamos.

Vamos.

-Onde est� Val�rio? -Ele fugiu.

Vamos.

Ladr�o!

Por que � idiota? N�o entende?

Voc� � escravo e n�s queremos libert�-lo.

Defende o trigo do patr�o e em troca apanha.

Vive sendo espancado.

N�s somos seus amigos!

Entendeu agora?

Voc� me convenceu.

Est� chegando uma carro�a!

Uma carro�a!

Arminio, Val�rio trouxe o trigo.

-Viva! -O trigo!

-E ele? -Ele se convenceu.

�timo, ajude a descarregar.

Rutilio prometeu vit�ria sobre Spartacus

e seus seguidores... e nos dar�.

Manter� a promessa.

Rutilio � um grande comandante, sabe conduzir uma guerra.

Teve nossa confian�a e fez por merecer.

Merecia mais que meu filho F�lvio.

Mas nossas casas queimam, nossos bens s�o destru�dos.

As pessoas vivem com medo.

-Por qu�? -Os soldados est�o

sob as ordens de um homem de grande capacidade.

Mesmo assim Spartacus e seu bando continuam...

a incendiar nossos vilarejos, a saquear nossos dep�sitos...

a matar nossos soldados.

Explicaram-me que numa guerra assim,

o ex�rcito regular, mesmo que em n�mero superior,

mesmo que melhor comandado...

est� em desvantagem. Eles contam com o elemento surpresa...

melhor conhecimento da regi�o, e com o fato...

de decidir quando conv�m combater em campo aberto...

e quando � mais prudente retirar-se. Mas resta um fato.

Rutilio n�o venceu nenhum encontro com os rebeldes.

-Rutilio � um traidor. -� verdade!

Rutilio deve ser destitu�do.

Eu aceitei a nomea��o de Rutilio...

para que n�o pensassem que queria nomear meu filho.

Mas agora...

Roma precisa de um l�der de valor!

Chega de Rutilio.

Nestas condi��es � imposs�vel lutar.

Eles t�m informantes por toda parte.

N�o seria porque voc� n�o � bom neste tipo de guerra?

Acha que � melhor do que eu?

Que m�rito tem al�m de ser filho de Trasone?

Mensagem do Senado.

Do Senado, � urgente.

Seu pai passou o comando para voc�.

Agora veremos do que � capaz.

Os rebeldes levaram todas as minhas ovelhas.

N�o posso voltar. Meu patr�o vai me matar.

-Quantas eram? -Umas vinte.

Parece que atacar�o o comboio que chega hoje.

O menino disse que ouviu enquanto combinavam.

Mas eu n�o confiaria. Aqui � cheio de rebeldes.

� verdade.

Vamos, conte o que sabe.

Fale! E n�o minta!

� uma crian�a. N�o dev�amos ter deixado.

Ele se ofereceu, insistiu.

-Sabia que era arriscado. -Por isso mesmo.

Foi um erro deix�-lo ir.

L� est�o eles.

O menino conseguiu. Eles ca�ram.

S�o em muitos.

Vamos.

L� est� a caravana.

Vamos.

Est�o chegando. Tinha raz�o, menino.

Vamos!

Abriguem-se!

Vamos!

N�o, Val�rio!

Pare! � um ref�m importante. Spartacus pode precisar dele.

Muzio! Vinho para todos!

Mais!

Est� preocupado com o qu�?

Esta noite os romanos v�o lamber as feridas como c�es.

Muzio, tamb�m quero.

Eu tamb�m quero.

Um brinde a Val�rio.

� m�rito dele estarmos em festa esta noite.

Obrigado por encontrar um homem que na minha aus�ncia...

Soube levar nosso povo para a vit�ria.

Obrigado, amigos.

Ouviu, Scipione? Todos disseram que fui corajoso.

Mas para voc� posso confessar. N�o imagina o medo que passei.

Mas tem coisa que � melhor manter entre homens. N�o acha?

Tome, festeje voc� tamb�m. Amanh� n�o ter� mais.

Tome. Arminio mandou.

Queria que estivesse cheio? Estamos de guarda.

Devagar!

N�o se esque�a de fazer a troca.

Quer um pouco?

Por que me olha assim? Por que n�o diz alguma coisa?

Vim fazer a troca e o encontrei morto.

Por que n�o acredita em mim?

-Levem-no. -N�o sei de nada, juro!

N�o sei de nada. N�o fui eu!

N�o fiz nada. Me soltem!

-Morte. -N�o fui eu!

N�o creio que seja culpado, teria fugido.

Se n�o � culpado, � respons�vel.

Confiei o prisioneiro aos dois.

Sabe o que isso significa?

Que agora os romanos saber�o onde estamos.

Temos que partir agora, nos arriscando em plena luz do dia.

Em frente!

Em marcha!

Toda vez que aposto na sua capacidade, s� me decepciona.

Caiu numa armadilha feito um rato.

-Foi uma emboscada. -Eu sei. Sei de tudo.

Mas n�o sabe como consegui escapar.

� incr�vel. Ainda n�o consigo explicar.

Eles me amarraram. Dois homens se revezavam na guarda.

-Sabe disso tamb�m? -Fora alguns detalhes.

Ent�o tem um infiltrado l�.

Que intui��o sutil.

Agora v�. Volte para seus soldados.

E fazer papel de palha�o? N�o!

Vai, sim! Far� o que eu mandar.

Acha que assumiu o comando por seus m�ritos?

-Comprei meio Senado. -Com que dinheiro?

Tem gente que tem muito a perder se Spartacus triunfar.

Eu defendo seus interesses.

E eles me recompensam bem, pois precisam de mim.

Sei que sou um boneco nas suas m�os, mas voc� � na deles!

Preciso deles agora.

Com seu apoio...

chegarei muito alto, e depois os esmagarei.

A estrada est� livre.

Vamos com essa carro�a. N�o se separem.

Em frente. R�pido!

Vamos. Temos que achar um lugar seguro antes de anoitecer.

Estrada liberada.

Vamos, logo vai anoitecer.

Temos que nos apressar!

Venham, r�pido.

Parem.

Parados.

Venham.

Venham.

Vamos.

Devagar.

Vamos.

Vejam em que estado ele est�.

-Deve ter perdido muito sangue. -Quem ser� ele?

Marcello!

� meu irm�o.

O que houve?

Por que pararam?

Encontramos o irm�o de Val�rio. Est� ferido.

Coloquem-no na carro�a. N�o podemos parar.

Pobre, Marcello. Nem me reconheceu.

Coragem, vai ficar tudo bem.

Mais devagar.

Amanh� cauterizamos o ferimento.

-Ele vai conseguir suportar? -N�o temos escolha.

D� um pouco a ele.

-Como ele est�? -Mais morto do que vivo.

Amanh� cedo veremos.

Pelo menos vai sofrer menos, se n�o morrer antes.

-Recuperou a consci�ncia? -N�o. E acho que n�o recuperar�.

-V� embora. -Calma.

V� embora. Voc� quer me matar.

O que est� dizendo? Sou eu, Val�rio.

Seu covarde. Voc� nos traiu. Vamos fugir.

Vamos nos esconder na planta��o!

Deixe-me!

Sou Val�rio, seu irm�o.

Meu irm�o? Onde estamos?

Onde estamos?

Est� seguro agora, com seus amigos.

N�o me reconhece? Sou Val�rio.

-Finalmente! -Fique calmo.

Meu fim chegou.

Mas tenho que lhe dizer uma coisa antes de...

Mas quero dizer s� a voc�.

Spartacus... eu o conheci.

Era um homem justo.

-Queria... -Eu j� sei de tudo.

Fez bem em segui-lo.

Roma mudou, n�o � mais a mesma da nossa inf�ncia.

N�o era isso que queria dizer.

Aquela noite, com Arminio e os outros...

eu tamb�m estava.

N�o pod�amos deixar...

deixar que Spartacus morresse na cruz...

sem ao menos tentar salv�-lo.

Arminio disse...

Passamos dois anos ao lado de Spartacus...

sofrendo e lutando.

Os melhores de n�s sacrificaram suas vidas...

e Spartacus est� morrendo na cruz.

Spartacus � s�mbolo de liberdade. Se ele morrer, ela acaba.

Milhares de escravos se unir�o e voltar�o a lutar...

quando souberem que Spartacus est� livre e os chama.

Querem se arriscar comigo?

Vamos salv�-lo.

Quando o pegamos, seu corpo estava frio, inanimado.

Pensei que era tarde demais. Mas podia estar enganado.

N�o havia tempo, t�nhamos que ser r�pidos.

Queria parar no caminho para me certificar.

N�o podia. T�nhamos que nos afastar.

Ent�o, quando chegamos e abrimos a carro�a...

jamais esquecerei, Spartacus j� estava morto.

T�nhamos salvado um cad�ver.

Seu rosto estava transformado.

Inchado, apavorado.

Choramos e o enterramos. O que mais pod�amos fazer?

Arminio partiu antes de todos.

Disse que era perigoso irmos todos juntos.

Que era melhor irmos de dois em dois.

E ordenou que nos encontr�ssemos no lago, no lugar de sempre.

Esperamos por ele.

Esperamos por ele.

Nada. De repente...

Procuraram por mim o dia todo...

acreditando que estava morto, foram embora.

E eu me afastei. Estava muito ferido.

N�o confiava em ningu�m.

Fui para casa, n�o tinha outro ref�gio.

Achei que n�o me procurariam ali. Estava longe havia dois anos.

Mas eles descobriram.

Algu�m nos traiu.

Val�rio, onde est� voc�?

Estou aqui, ao seu lado.

N�o o vejo.

Os outros est�o mortos.

Eles os mataram. N�o sobrou...

ningu�m.

Val�rio.

Voc� tem que me vingar.

Tem que se vingar!

Marcello est� morto.

Morto, como Spartacus.

Ou�a, Arminio.

Quero o nome do traidor. Fale!

Se acha que fui eu, pode me matar.

Mas antes preciso dizer uma coisa.

Spartacus j� estava morto quando o tiramos da cruz.

Mas todos pensam que est� vivo. S� assim poderemos vencer.

Sem Spartacus, ningu�m teria nos seguido.

Ele era uma lenda, um mito que n�o podia morrer.

Os chefes sabem a verdade.

Mas todos guardam o segredo.

Ningu�m entre n�s tem a autoridade e o prest�gio de Spartacus

que possa assumir seu lugar. Por isso ele deve continuar vivo.

Aquela noite, mandou que os homens o esperassem no lago.

Mas os soldados romanos apareceram e os massacraram.

Quem os enviou l�?

N�o posso imaginar.

Os romanos n�o os d�o tr�gua.

Tentamos apagar as pistas, mas foi in�til.

Quando cheguei, os romanos j� estavam l�.

O que podia fazer? Tentar ajudar e morrer com eles?

Preferi viver...

para continuar a lutar.

N�o acredita em mim?

N�o sei.

Sempre odiei quem tem medo de dizer a verdade.

N�o devemos desistir porque Spartacus est� morto.

Agora temos mais um motivo para continuar.

Vingar Spartacus.

Talvez tenha raz�o. Mas acredite, foi preciso esconder a verdade.

Agora n�o � mais.

Quero falar com os outros chefes.

Partiremos ao amanhecer.

N�o v�.

Tenho que ir.

Tenho que descobrir se Arminio � um traidor...

se � respons�vel pela morte do meu irm�o.

Se for ele, matar� voc�. Tenho muito medo.

-Se lhe acontecer algo... -Ficarei atento, n�o se preocupe.

-Tenho medo... -Espero estar enganado.

N�o me acontecer� nada. Eu voltarei.

Fique atento. N�o posso perder voc�.

Eu te amo.

Eu te amo.

Mas agora tem algo mais importante...

e voc� me fez entender isso.

Nada mais � importante para mim. Nada importa...

al�m de voc� e da sua vida.

Sempre o amei, desde que era crian�a.

Mesmo sem saber.

Agora, enlouque�o s� em pensar em te perder.

N�o v�, Val�rio. N�o v� com Arminio.

Fique comigo.

Logo vai se arrepender do que disse.

N�o quero v�-la chorar. Voc� n�o � uma mulher que chora.

Voc� j� ajudou bastante. Temos o direito de...

Escolher ser livre, n�o �?

A liberdade tem um pre�o.

E �s vezes pode custar a vida.

Se Arminio voltar sozinho...

diga a todos que ele � um traidor.

At� logo.

Est� pronto, Val�rio?

Esperarei por voc�.

� voc� o traidor!

Marcello est� morto. Agora s� ele sabe de tudo.

N�o viver� muito.

Podem me matar, mas logo descobrir�o...

e pagar� pelo que fez.

N�o morrer�. Ser� julgado. Eu nomearei o j�ri.

Levem-no.

Vamos, mexa-se.

Vamos.

Fique satisfeito, F�lvio. Ele pagar� pela vergonha que o fez passar.

Ele assumiu o comando na minha aus�ncia.

Voltei a tempo para ajud�-lo escapar.

E quer que eu agrade�a?

Neste mapa tem uma estrada marcada.

A estrada para a Ba�a de Vulci.

Quero que todos os rebeldes estejam reunidos l� em dois dias.

Como farei isso em t�o pouco tempo?

Diga que Spartacus os espera.

N�o est�o ansiosos para v�-lo?

Tome o vinho.

Arminio!

-Salve, Arminio. -Sa�de!

Alguma not�cia?

Chegou o momento. Spartacus quer se encontrar com todos.

Cada de voc�s levar� seu grupo para a Ba�a de Vulci.

Vamos nos encontrar em dois dias.

O lugar est� cheio de soldados.

Para chegar � ba�a temos que atravessar lugares descobertos.

Viajem � noite.

N�o adiantar�, somos em muitos para passarmos despercebidos.

Se nos descobrirem, matar�o todos n�s.

Ser� dif�cil nos defender com mulheres em crian�as.

Se Spartacus quer nos encontrar, deve ser importante. Temos de ir.

-Se � vontade de Spartacus... -Em dois dias estaremos l�.

O que aconteceu?

Vamos!

Vamos.

R�pido.

Arminio mandou levantar acampamento.

Vamos.

R�pido.

Vamos.

Arminio mandou levantar acampamento.

-E Val�rio? -N�o sei, n�o o vi.

Arminio mandou levantar acampamento. Vamos.

Onde est� Val�rio?

Voc� ouviu a ordem? V� com os outros!

-Voc� o matou. -N�o sabe o que diz.

Traidor! Voc� o matou. Contarei a todos quem voc� �.

Ficou louca?

Escute! Os romanos o pegaram, eu consegui escapar.

Sinto muito se n�o acredita, mas vai apodrecer num po�o!

Eu mando aqui...

e conv�m ficar do meu lado.

-Soltem-me! -Arminio! Onde voc� est�?

Gra�as a Deus est� vivo.

-Os romanos lhe pagaram bem? -Ficou louco? Prendam-no!

Tudo bem, prendam-me! Matem-me!

Est� � uma ordem de Emilio Trasone.

O que mais ele ordenou?

Voc� me acusa? Voc� � o traidor.

Matem esse homem!

Quer me impedir de contar a todos o que fez!

Espi�o!

Espi�o traidor!

Em quem acreditam, nele ou em mim?

Se algu�m se aproximar, eu o mato.

-Estou bem. -Aquele covarde pagar�!

Arminio fugiu!

Vamos, r�pido!

-Os cavalos. Vamos atr�s dele! -Parem!

Arminio merece morrer, e n�s o mataremos.

Mas lembrem-se, est�o aqui para lutar.

Para conquistar a liberdade.

Est�o aqui porque Spartacus os chamou.

Mas a realidade � outra...

porque Spartacus est� morto.

-N�o � poss�vel. -� um absurdo.

Devemos permanecer unidos, e devemos vingar Spartacus.

Um momento, amigos,

Spartacus morreu na cruz, o resto � inven��o de Arminio.

E Arminio nos vendeu a Trasone desde o come�o.

Arminio nos deu um mapa para chegar � Ba�a de Vulci.

Mandou nos reunirmos com os outros. Disse que Spartacus nos esperava.

Nossos companheiros v�o ao encontro da morte.

Trasone estar� esperando na Ba�a de Vulci.

-Temos que salv�-los. -Para a Ba�a de Vulci!

Salvaremos ou morreremos!

Vamos nos dividir em grupos.

Tentaremos avis�-los antes que cheguem l�.

Voc� era pescador, n�o? Pode conseguir um barco?

Teremos um barco. Conseguirei um.

Certo. Leve as mulheres e as crian�as.

Deixe todos na Ba�a de Circe e fique esperando.

Se Deus quiser, embarcaremos juntos em dois dias.

E sairemos em busca de um pa�s livre.

Val�rio!

Quero ficar com voc�!

Vamos!

-Eu suplico. -N�o, Cintia.

Todas as esposas querem ficar com os maridos...

mas voc�s precisam se salvar.

N�o quero deix�-lo.

Voc� me disse uma coisa que jamais esquecerei.

"S� quem � livre n�o sofre."

E eu n�o quero que voc� sofra.

Quero me lembrar de voc� como est� agora. Sem l�grimas.

Isto me dar� muita for�a.

Vamos, n�o temos tempo. Temos que ir!

Seguindo o curso do rio, os homens de Terenzio se posicionar�o aqui.

Seu grupo atacar� por tr�s.

Marcos, voc� se posicionar� nas colinas ao norte.

A cavalaria vai acu�-los no vale. Partam imediatamente.

-Vamos por aqui, voc�s por ali. -Vamos!

Vamos, vamos!

Eles est�o chegando.

-Voc�s os encontraram? -N�o.

Eles est�o 4 horas na nossa frente. N�o foi poss�vel.

N�o podemos abandon�-los.

Quem n�o quiser enfrentar os soldados de Trasone, pode ir embora.

Quem vai para a Ba�a de Vulci comigo?

-Eu vou. -Eu tamb�m.

-Conte comigo. -Estamos com voc�.

Para mim Spartacus n�o est� morto. Ele n�o pode morrer.

Por que est� aqui? N�o faz parte do acordo.

Segui suas ordens. Todos os rebeldes est�o na Ba�a de Vulci.

Todos?

Sim. A esta hora seu filho j� os exterminou.

Agora � sua vez de manter o acordo. Quero o que me prometeu.

N�o tenha pressa. Primeiro tenho que me certificar.

Vamos ao encontro do meu filho.

Quero ser o primeiro a abra�ar o vencedor.

Guarda!

Um cavalo e minha escolta.

Os soldados de Trasone est�o vindo!

Tinha certeza de que cumpriria seu dever de soldado.

Mas queria celebrar nossa vit�ria aqui.

Mantive a promessa. Voc� viu.

Olhem bem para estes mortos.

Todo inimigo de Roma terminar� assim.

Vejam!

Em p�!

-Vamos! -Levantem-se!

Atacar!

Atacar!

Trasone!

Spartacus, n�s o vingamos.

Vamos para a Ba�a de Circe.

Vamos! Todos para a Ba�a de Circe.

-L� est�o eles. -Vejam!

Est�o salvos!

Cintia!

Val�rio, meu amor.

Venha! O que foi?

Nosso barco!

Estamos livres!

Voc� viu?

Estamos salvos.

Somos livres.

N�s conseguimos.

Nunca mais nos separaremos. Nunca Mais.

Ser� diferente com nossos filhos.

Nascer�o livres e viver�o felizes.

J� disse que n�o pode lev�-lo no barco. Tem que deix�-lo aqui.

Voc� ouviu? N�o querem voc�.

Vamos.

Adeus, Scipione.

Voc� tamb�m est� livre.

FIM

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