Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
A FACE DA CORRUPÇÃO (1968) AKA PERVERSA OBSESSÂO
Argumento
Compressa.
Compressa.
Pode fechar.
Dr. Harris, pode vir cá fora?
Cinco horas, John. Não sei como consegue.
Correu às mil maravilhas. Mais um sucesso.
É estranho, Steve. O sucesso aumenta o receio de falhar.
Produção
Realização
- John Rowan. - O que é que fazes aí?
Lynn, querida. lnfelizmente adormeci.
- Esqueceste-te? - Do quê?
Da festa! A festa do Mike Orme.
lnfelizmente esqueci-me, querida. Estou um pouco cansado.
Insisto que vás.
Prometeste que ias. Muitas raparigas bonitas.
Dança, música...
Sabes que não te resisto.
- Está bem, até logo. - Adeus.
- Estás a estragar a minha cara. - lsso é impossivel.
A minha cara pública, a maquilhada.
Prefiro a cara privada, limpa e a brilhar.
- Temos de ir, o Mike está à espera. - Não vai sentir a nossa falta.
Por favor, John.
Uma breve aparição,
com o consentimento de Sir John... Rowan.
- Não tinha visto esta e é linda. - Não tinhas visto?
Mike!
Só um minuto, está bem?
- Lynn, querida. - Olá, querido.
O que faz uma rapariga como tu num lugar destes?
- Este é John Rowan. John, é o Mike. - Como está?
- É uma invasão? - Esta câmara fez-me famosa.
O John é cirurgião.
Veio ao sitio certo para ser despedido.
Kate, prepara-lhe uma bebida.
Quero mostrar-te algo.
Quer uma bebida? Uisque? Dubonnet?
Não, obrigado.
Jo!
Fica com isto, sim?
- Já tenho uma. - Bebe mais uma, querida.
O que se passa com aquele John Rowan, o famoso cirurgião?
Vou casar-me com ele.
- Por causa do titulo? - Por causa do homem.
- Tem a mesma profissão? - Desculpe?
- Também é fotógrafo? - Não.
Eu sou modelo fotográfico, sabe?
- E a tua carreira? - As carreiras acabam, querido.
O casamento é para sempre. Pelo menos é o que dizem.
Mas o que dizem é mentira, minha cara.
Sabe o que ele me disse?
''Vendeste a alma por um prato de sopa.''
O que é sopa?
- Desculpe? - Sopa.
É uma dieta básica. Para os antigos israelitas,
era semelhante ao arroz para os chineses.
Mas eu nâo gosto de comida chinesa.
Talvez de costeletas.
Já esteve no Texas?
Nâo, nunca estive no Texas. Mas já fui a Nova lorque.
Operei lá.
O senhor é médico!
Como é a sua respiraçâo boca a boca?
Força, é divertido. lsso mesmo, meninas.
Olá, querido. Estás a gostar da festa?
Lynn, tive um dia cansativo e tenho uma cirurgia de manhã.
- Nâo podemos ir? - A festa ainda mal começou.
- O que queres, Kate? - Que me tires uma fotografia.
Kate, tem calma. Se vou fotografar alguém, serás tu.
- Diverte-te com a tua Kate. - Podemos ir?
- Mas eu quero ficar. - Por favor, vamos.
Não estragues a festa, querido.
''Não estragues a festa, querido.''
- Kate, fazes-me um favor? - Claro.
Vai brincar para outro lado. Vamos.
lsso mesmo. Vai ser óptimo.
- Primeiro eu! - Sai da frente.
- Eu, eu! - Tem calma, Kate.
Pára, Kate! O que é que se passa?
Estás linda. Tragam almofadas.
Deita-te, querida.
Deixa ver essas pernas lindas.
Lindo. Vá, mais uma.
Põe-te em posição. lsso mesmo, sem vergonha.
Mostra-me mais. Tu consegues.
Estás a chegar lá.
Está lindo.
Agora vamos exagerar.
Abre o vestido. Nâo sejas timida.
Tira-o.
Michael, já chega.
- Quero fotografá-la. Não demora. Vamos embora.
- O senhor pode ir! - Está a dar espectáculo.
Dê cá isso! Qual é o seu problema? Saia daqui.
Qual é o seu problema?
Essa máquina é muito cara.
Chamem uma ambulância e tragam um cobertor. Depressa!
Dr. Piper, venha imediatamente às Urgências, por favor.
Dr. Piper chamado às Urgências.
Dr. De Rougemont à Cirurgia.
Dr. De Rougemont chamado à Cirurgia, por favor.
- Steve, como é que ela está? - Salvámos a vista.
- E a cara? - A cirurgia plástica ajudará, claro.
Meu Deus! Devia ter-me deixado ajudar.
- John, não estava em condiçôes. - Podia ter feito algo.
Fizemos todos os possiveis. Agora só nos resta esperar.
John, o que aconteceu à Lynn?
- É parente? - Sou a irmã dela. O que aconteceu?
Sou o Dr. Harris.
lnfelizmente, houve um acidente.
Um foco caiu na cara da sua irmã.
Não!
- Posso vê-la? - Ainda não, está inconsciente.
- Mas ela vai ficar bem? - Estamos a fazer o que podemos.
- Dêem-me licença, tenho de voltar. - Obrigado, Steve.
John, o que aconteceu?
A festa ficou descontrolada.
Lynn, está tudo bem.
- Tem calma. - Este pesadelo...
Eu sei. Mas agora estás acordada.
O meu pesadelo não termina quando acordo.
Devias tomar outro comprimido para dormir.
Comprimidos, medicamentos...
Porque nos trouxe ele para aqui?
O John está a fazer o que pode. Não parou desde o acidente.
Ele ama-te.
- De certeza que, com o tempo... - Não me mintas.
Sabes a verdade.
Acabou.
Não acabou.
- O John disse... - Pára.
Não sou criança.
Não voltarei a ser como era.
lsso é ridiculo. É melhor tomares um comprimido.
Deixa o frasco aqui.
Por favor.
Não, Lynn. Sabes que nâo posso fazer isso.
Não deves desistir tâo facilmente.
Ainda nem começaram os enxertos. Vais ficar boa.
Sabes quão longo é esse processo?
Quão doloroso?
Tenta dormir.
Se tomar um comprimido,
promete-me que estarás aqui quando acordar.
Prometo.
Como está ela?
A dormir novamente, mas estou preocupada com ela.
John, está a ficar obcecado, aqui fechado com estes livros velhos.
Tem de enfrentar a realidade e voltar ao trabalho.
Agora, este é o meu trabalho.
''Um tecido vivo pode ser restaurado sem a dor de vários enxertos.''
Os cirurgiões plásticos começam a redescobrir os avanços dos egipcios,
há milhares de anos.
Com o conhecimento e técnica actuais, é possivel restaurar a sua beleza.
Pode restaurar o rosto, mas e o seu estado mental?
John, pediu-me que deixasse os comprimidos com ela.
Receio que esteja a enlouquecer. Já pensou nisso?
Claro que pensei!
Sei o quanto está a sofrer.
Porque pensa que faço tudo isto?
Val, por favor, deixe-me sozinho. Tenho de me concentrar.
- Por favor, John... - Val, deixe-me sozinho!
Peço desculpa. Perdoa-me?
Creio que há esperança.
Uma verdadeira esperança.
Obrigada, John.
- Trouxe-lhe comida, John. - Obrigado.
Há dias que nâo se alimenta bem.
A Lynn está acordada?
Vou vê-la. Finalmente, tenho boas noticias para ela.
Ainda bem, ela tem de se animar.
lsto deve ajudar.
- Nâo vai comer? - Mais tarde.
Olá, Lynn. Como estás?
- O que tens ai? - É uma cobaia.
Reproduzi os teus ferimentos nela.
- Queimaste-a de propósito? - Claro.
John, como podes ser tão cruel?
Tive de experimentar. Ouve com atençâo.
Descobri uma cura, um processo completamente novo.
Olha, o animal está outra vez normal.
- Normal? - Não tem qualquer problema.
E no meu caso?
Resultaria, John?
- Será possivel? - Sim, Lynn. Tenho a certeza.
Descansa.
SALA DE AUTÓPSlAS
- Boa tarde, Sir John. - Olá, Bert.
- Não o via aqui há meses. - Estive fora.
Creio que tem uma jovem que é minha paciente.
Uma paciente sua? Jovem?
Não, senhor. A menos que seja esta.
- É Miss Alice Webber? - Sim, é ela.
Teve um acidente de viação.
Mas foi minha paciente vários meses antes.
Diagnostiquei-lhe um tumor do tálamo.
Quero realizar a autópsia.
Então deve ter havido um engano.
O Dr. Harris vai realizar a autópsia às três horas.
O Harris nâo pode vir e pediu-me que o substituisse.
Muito bem.
- Mais alguma coisa? - Não, obrigado.
- A menos que queira ajudar. - Não, senhor.
Estou na hora de almoço. É um almoço tardio. Dê-me licença.
Ele não disse o que ia fazer, mas disse que o senhor sabia de tudo.
Pode ir.
Sabe o que está a fazer? Quebrou todas as regras éticas.
E está a pôr em risco a minha autópsia.
Morreu porque uma costela lhe furou o coração.
- O que é que fez? - Tirei-lhe a hipófise.
Abriu todo um novo campo, Steve.
Creio que descobri uma nova forma de controlar o sistema endócrino,
para auxiliar o crescimento de tecidos.
- Descobriu como destruir a carreira. - Steve, desaperte-me isso.
Não há nada que me possa dizer que não tenha dito a mim mesmo.
Sei muito bem o que estou a fazer.
Devia denunciá-lo, John.
Devia, mas não o farei.
Mas se voltar a fazer algo assim, terei de o denunciar.
Palavra, John.
lrei denunciá-lo à Ordem dos Médicos.
Removi a hipófise da cabeça do corpo da morgue.
Deixe.
John, não o consigo ajudar.
Val, não teria pedido a sua ajuda se não tivesse a certeza de que o faria.
Sei que é capaz.
Subir.
Está bem?
De certeza?
Bisturi.
Fórceps.
Está bem?
Compressa.
Compressa.
Testa.
Está bom.
Compressa.
Esta é a parte crucial.
Tenho de cortar com um laser. Ela não sangrará muito.
O computador controla a profundidade de corte do laser.
Compressa.
Seringa.
O fluido controla o crescimento de tecidos no sistema endócrino.
Penso.
John, precisa de mais alguma coisa?
Ela está a dormir confortavelmente. Eu fico com ela, pode descansar.
E a cara dela?
Ela ficará bem, Val.
Deixe-me ficar com ela. Durma um pouco.
Vá para a cama.
Está bem. Boa noite.
Boa noite.
- Olá. - Dr. Harris, prazer em vê-lo.
- Entre. - Obrigado.
O John foi muito misterioso. Como está ele?
- Muito bem. - E a sua irmã?
Vai ver.
Steve, ainda bem que pôde vir. Significa que estou perdoado.
Queria que visse a nova Lynn.
Olá, Steve.
Mas... é incrivel!
Posso?
Não é incrivel, é brilhante.
Parece a pele de uma criança.
Não é maravilhoso?
Steve, senta-se aqui?
John, tem de publicar isto. Tem de me contar o que fez.
Talvez faça isso.
Nâo antes do jantar, por favor.
John, é espantoso.
Usou a hipófise e o tálamo de uma morta.
Correu um grande risco, John.
Ainda não sabemos o suficiente sobre o sistema endócrino.
Como pode conhecer as consequências?
Resultou. A secreção funciona normalmente.
Mas durante quanto tempo? E efeitos secundários?
Steve, fiz com que a Lynn voltasse a ser como era.
É a única coisa que me interessa.
Agora só precisa de repouso, uma viagem maritima deve fazer-lhe bem.
- Vamos estar fora algumas semanas. - Não é maravilhoso?
Um cruzeiro de três semanas nas Caraibas. Que inveja.
Eu própria me invejo. Mais brande?
Obrigado.
Não quero mais, querida. Queres um pouco?
Steve, a Val ficará sozinha em Londres enquanto estamos fora.
- Espero que se possam encontrar. - Será um prazer.
Um brinde a um cruzeiro maravilhoso.
- E ao seu sucesso, John. - Obrigado, Steve.
Que seja duradouro.
- Eu sei. Aceita um café? - Adoraria.
- Recebeu um telegrama. - Telegrama?
Deve ser da Lynn e do John.
Não são más noticias, espero.
Não sei bem. Vêm para casa. Chegam amanhã.
Porque não terminaram o cruzeiro?
Não sei, ainda faltam dez dias.
Espero que não haja qualquer problema.
- Querida, bem-vinda a casa. - Não me toques.
- Qual é o problema? - O problema?
Obrigado, senhor taxista.
Quero morrer!
- Pára! - Não aguento isto!
- Tem calma. - Não aguento...
Não consigo viver assim.
As pessoas olham para mim.
Afastam-se quando vêem a minha cara.
Não posso fazer nada nem ir a lado nenhum.
Não sabes como é. Olha para mim!
- Eu sei, querida. - Não sabes!
Como podes saber?
John, tens de fazer algo para me ajudar.
Prometeste.
Está bem. Senta-te.
Vai ficar tudo bem, Lynn.
Confia em mim.
Da última vez usei tecido morto.
Tem de ser tecido vivo de um humano.
Vai ficar tudo bem, querida. Prometo.
Amo-te, Lynn.
Venha! Suba as escadas, número 2 no primeiro andar.
Sim.
Empurre a porta.
Vamos entre querido. Você chegou na hora certa.
Você parece um ladrão noturno, vestido como um estripador.
Ora vamos querido, tire sua roupa! Eu vou te fazer feliz.
Estou bem assim!
Bem, já que é tímido sobre isto.
Hey!
Você não vai embora! Onde está o meu dinheiro?
Talvez haja algum aqui dentro.
Onde está o meu dinheiro?
Nâo posso pedir ajuda à Val. Terás de te preparar.
Quem era ela?
lsso importa?
lrá resultar?
Desta vez tem de resultar, Lynn.
Tem de resultar.
Sentiste? lsso mesmo.
Colabora. Lindo, muito bem.
Olha para o copo. Adoras isso.
Vais ter sucesso. Mais uma.
Bebe um pouco. Lindo.
Vai mudar de roupa.
Lynn!
É fantástico, Lynn.
Olha só. O médico é um génio.
Ainda bem que pensas isso. Quando começamos a trabalhar?
Não tinhas desistido da carreira?
Tenho de trabalhar. Tenho algo a provar.
- Ao médico? - A mim mesma.
Só me vou embora quando concordares.
Porque não falamos disso ao almoço?
Não posso almoçar contigo. Vou às compras com a Val.
Então jantamos.
Ainda estás com o médico?
Lynn, este regresso...
Regresso? Do que estás a falar?
Não pensas que podes continuar onde ficaste, pois não?
O teu médico é um génio, mas eu não.
Estiveste afastada imensos meses.
lsso é ridiculo. Foram poucos meses.
- Ouve, Lynn. - Não, ouve tu.
Olha para a minha cara. Está como sempre esteve.
Dá-me trabalho e dentro de semanas voltarei a estar onde estava.
Onde estavas?
Fui eu quem te pôs lá!
Não te esqueças disso. E quando me desprezaste,
deitaste tudo a perder. Estás acabada.
Eu criei-te.
Pensas que me criaste?
Eu é que te criei, querido.
A minha cara.
Quem és tu? Câmara, luzes, lentes...
Eu fui a única coisa que tiveste.
A minha cara.
Olá, querido.
- Gastei uma fortuna. - Parece que sim. Eu levo isso.
Val, o Steve ligou e quer que lhe telefone.
- Que bom. - Vai descansar, querida.
Que dia!
Sabes que hoje um homem se meteu comigo?
Disse que era uma das mulheres mais bonitas que já vira.
Deveria ficar com ciúmes?
Não, orgulhoso.
Estou?
Afinal, deste-me esta beleza.
E estou muito agradecida.
Trouxe-te um presente.
- Qual é? - Este. Abre.
Visto que não me deixas trabalhar, deves ser tu a fotografar-me.
Preferes que seja assim, não?
Nâo quero voltar a falar com o Mike, embora ele me tenha telefonado.
Tudo bem, Steve. Adeus.
O resto do equipamento chega depois.
- Que equipamento? - Luzes, tudo.
Temos de tirar fotografias que nos deixem orgulhosos.
Afinal, sou a tua obra-prima.
Exactamente.
Nunca saberemos como agradecer.
- O que queria o Steve? - Vem buscar-me para jantar.
- Que bom. - Perguntou como estavas.
Disse-lhe que agora estás bem.
O que lhe disse?
Falei-lhe da recaida da Lynn.
Fiz mal?
Claro que não, querida. Porque não deveria o Steve saber?
É quase da familia.
Não sei.
Tenho a certeza. Anda, querida.
Vamos experimentar os vestidos novos.
Tem um passatempo novo?
A ideia foi da Lynn. Ela vive para a câmara.
Como é que ela está? A Val disse que teve uma recaida.
Nada grave. A Val preocupa-se de mais.
Foi apenas uma pequena infecçâo.
É um assunto complicado. Tenho feito algumas pesquisas.
Parece que Keppering, na Alemanha, tentou fazer algo semelhante.
Os métodos dele não são duradouros.
Também leio as revistas médicas.
Durante um tratamento prolongado,
o paciente sofreu pressão mental devido à repetição constante.
A teoria de Keppering está ultrapassada.
- Tenciona publicar o que descobriu? - Eventualmente.
É o seu dever, John. Além disso...
- Está pronto? - Olá, Val.
- Está com bom aspecto, Lynn. - Obrigada.
Os Armstrong esperam-nos às oito, é melhor irmos andando.
- Boa noite, Lynn. - Boa noite.
Divirtam-se.
- Lamento sair assim. - Não faz mal.
Não chegamos atrasados, fica perto.
- Boa noite, John. - Até logo, Val.
Podemos continuar a conversa noutra altura.
Boa noite.
Boa noite, John.
- O que se passa, querido? - É por causa da rapariga.
''Novas pistas no homicidio da rapariga decapitada.
A Policia acredita que o assassino tinha conhecimentos médicos.''
- Vê. - Não quero ver.
Não têm outro assunto.
Não têm noticias e o editor foi buscar uma história antiga.
Mas devem saber algo.
Sabem que o assassino tinha conhecimentos médicos.
Querido, sabes como são os jornais.
Jornalismo. Nâo significa nada. Esquece isso.
Esquecer...
Querido, porque não vamos para a casa de Seaford?
Ficamos lá uma semana, ou o tempo que for necessário.
Seria bom poder afastar-me.
Então?
Há alguma degeneração.
Mas nâo é visivel a olho nu.
Quanto tempo falta para que seja visivel?
Uma semana. Um pouco mais, talvez.
Uma semana?
Dá tempo para preparar uma operaçâo, agora que o equipamento chegou.
Não posso fazer isso, Lynn.
Não outra vez.
Como assim?
Jurei preservar a vida, nâo acabar com ela.
Juraste uma única coisa.
Nunca poderia esquecer isso, mas uma nova operaçâo é desnecessária.
Desnecessária?
Amo-te, Lynn. Quero casar-me contigo, agora.
Porquê?
Por culpa? Por pena?
Nâo tenhas pena de mim, John.
Pensas que seria feliz se tivesses pena de mim?
Também te amo.
Dependo completamente de ti.
E quero sentir-me segura contigo.
Mas a cicatriz estaria sempre presente.
Quero poder esquecer.
É a única solução.
É mesmo.
Lynn...
- Sabias que a Val telefonou hoje? - Como está ela?
Muito entusiasmada. O Steve pediu-a em casamento.
Não é uma noticia maravilhosa?
É.
- Não estás contente? - Claro que estou, por eles.
Nâo me agrada muito ter o Steve por perto.
- Gin, querida? - Nâo.
Prefiro uisque.
Querido, olha.
Chega aqui.
O que foi?
Na praia. Uma rapariga.
Vês a mochila? Deve andar à boleia.
Que pena, parece estar sozinha.
Querido, porque não vais falar com ela?
Parecia ser uma boa ideia. Dizem que há liberdade na estrada.
Por isso parti.
Mas não correu bem.
Liberdade? Eu era muito livre.
Eles são simpáticos,
mas não gostei de ser partilhada.
Basicamente, sou mulher de um homem só.
Adoro isso. É educativo e útil.
Obrigada.
Os beatniks são boas pessoas, mas nenhum deles parece ser asseado.
- Não tem familia? - Nem por isso.
Tenho uma tia algures.
Sabe no que pensava quando o seu marido foi falar comigo?
Estava a pensar no mar, em nadar para bem longe...
Mas eu não sei nadar. Queria esquecer tudo.
Queria chegar à lrlanda ou a um lugar desconhecido.
Morreria afogada.
Foi isso que eu pensei.
Quando o seu marido apareceu, pensei que se estava a atirar a mim.
''Eu e a minha mulher adorávamos que almoçasse connosco.''
Primeiro pensei que não haveria mulher nenhuma
e que o almoço seria servido na cama.
Entâo porque veio?
Pensei:
''Que se dane, pelo menos é asseado.''
Ainda bem que não o fez.
Não fiz?
Que não nadou para longe.
- Seria bom se ficasse algum tempo. - Está a falar a sério?
Óptimo!
lmporta-se que coma mais fiambre?
Claro que não.
Nâo, Lynn. Ela nâo.
- Porque não? - É nova e tem a vida pela frente.
Eu também!
Ela é perfeita.
Nâo tem familia nem amigos. Ninguém sabe onde está.
A outra era prostituta. Tinha uma vida complicada.
Pelo menos é assim que tento justificar a sua morte.
Mas esta não.
Ela disse que se ia matar. Ela tomou essa decisâo.
Pelo menos assim a morte dela será útil.
Podes justificar isso, não podes?
Não, Lynn. Nâo posso.
Ela não.
Não o farei.
Está bem. Se não fazes, faço eu.
A sério, vou matá-la!
Silêncio, Lynn!
- Ela deve ter ouvido. Desapareceu! - O quê?
Fiz uma sanduiche. Espero que nâo se importem.
Claro que não.
Peço desculpa pela camisa de noite. Cola-se muito ao corpo.
- Há algum problema? - Boa noite, Terry.
Boa noite.
Rik!
Entra pela janela.
Rik, não gosto desta situaçâo. É arrepiante.
Passa-me o leite.
Como assim, arrepiante?
- Ele esteve no meu quarto. - E depois?
Está bem, mas com a mulher perto?
- Talvez sejam swingers. - Não, é mais do que isso.
Vigia-me. Vejo-o a olhar para mim, onde quer que vá.
Não gosto disso.
Esquece isso. Onde estão as coisas?
Ainda não pude procurar. Já te disse, ele vigia-me.
Ela deve ter jóias algures.
Só a vi de fato de banho, e quem usa jóias com o fato de banho?
O Georgie pensa que é um óptimo plano.
Uma casa isolada e os amigos nâo telefonam.
Diz que podemos ganhar muito aqui, mas só se fizeres bem o teu trabalho.
Não quero saber o que o Georgie diz. Não gosto disto e nâo vou ficar.
Ouve!
- O que estás a fazer? - Vou sair.
- O Georgie não vai gostar. - Prefiro enfrentar o Georgie.
- Espera. - Larga-me, Rik.
- Não temos muita pressa, pois não? - Agora não, Rik.
Há semanas que não estamos numa cama.
Saimos antes que amanheça.
Terry, o pequeno-almoço está pronto.
Terry?
- O que se passa? - A porta está trancada.
Dá-me um minuto.
Terry!
Entrei pela janela. Estava aberta. Desta vez, foi-se mesmo embora.
O que vamos fazer?
Tens de operar, depressa!
Comboio para Brighton, paragem de Lewes.
Comboio para Brighton.
Fechem as portas.
Fechem as portas, por favor.
Caramba, tenho de sair aqui. Com licença.
Fechem as portas.
Fechem as portas.
- Aqui está, minha senhora. - Prefiro uma para não fumadores.
- Então esta, minha senhora. - Obrigada.
Sangue.
O porteiro viu.
Quando encontrarem o corpo, vai lembrar-se de mim.
Vamos sair daqui, depressa.
- Steve, tens a certeza? - Ouvi no rádio do carro.
Um corpo decapitado encontrado debaixo do banco do comboio.
- Em Seaford? - Na linha de Seaford.
Val, há demasiadas coincidências.
Em Londres, a Lynn recupera de forma espantosa.
Vão para Seaford e volta a acontecer.
Dois corpos decapitados e a hipófise encontra-se no crânio.
Por favor, não.
Ele deve estar louco.
Sempre foi obcecado pela Lynn.
Ela não deve saber o que se passa.
Temos de ir lá imediatamente para a afastar dele.
Ela já sofreu demasiado, não se pode envolver.
Há algum comboio?
Parte um comboio para Seaford de hora a hora.
Vou informar-me.
Não, chama o táxi. Eu ligo para a estaçâo.
- Tenho de esperar até amanhâ. - Porquê?
Olha para as minhas mãos. Nâo consigo.
Não podemos esperar. Tens de o fazer já.
Não consigo.
Relaxa.
Preparaste a hipófise?
Não, não preparei.
Então faz isso agora.
Por mim.
Está bem, Lynn.
Olá, voltei.
A Terry viu tudo. Segure-a!
Bebendo desta forma! Você precisa estar pronto para me operar amanhã!
Por favor, John, preciso de você.
Para quê? Para matar?
Para matar mais?
Quantas vezes tenho de matar?
Temos o que precisamos.
Só mais uma vez.
E depois mais uma e outra vez.
Não, Lynn.
Não posso. Acabou. Nâo o farei.
John, imploro-te.
Não. Não, Lynn.
Está bem, vou chamar a Policia.
- A Policia? - Digo-lhes que estás louco.
Em quem pensas que vão acreditar? Em ti ou em mim?
Não quero saber.
Acredito que estou louco. Vê bem o que fiz.
Chama a Policia.
O que disseram?
Chamar a Policia?
O que é que estão a fazer aqui?
Groper, o telefone.
Rik.
Sandy.
Queria o telefone?
Gostaste, não?
Ele parece um animal.
Faz o que lhe dizem, sem fazer perguntas.
Não és responsável, pois não, Groper?
Se lhe pedir que magoe alguém, ele magoa.
Ele gosta de magoar.
Não queremos problemas.
Ela não está aqui, Georgie.
Vejam no outro quarto.
Já viu o que está ali dentro?
O que é aquilo?
O meu marido é médico. Faz trabalho de investigação.
Ele é médico, Georgie.
Aposto que faz operaçôes secretas.
Aposto que faz.
A Terry disse que era bonita.
Tinha razâo.
Sâo amigos da Terry?
lsso explica tudo.
Explica o quê?
Ela disse que tinha fugido de homens nojentos!
Devia ter-vos reconhecido.
Ouviste, Rik? Ouviste o que a tua mulher diz de ti?
Fez bem o papel dela. Onde está?
A Terry é sua mulher?
Ela chegou ontem, passou cá o dia e depois foi-se embora.
- E levou o relógio do meu marido. - A que horas se pirou?
Pirou?
Saiu daqui.
Nâo faço ideia.
Depois do jantar, não foi, John?
Mentirosa.
É mesmo.
Às duas da manhã,
o senhor apanhou-a com um copo de leite e uma sandes.
Faz qualquer coisa, John!
Vá lá, Johnnie, faça qualquer coisa.
Saiam! Saiam!
A Terry saiu ontem à noite porque a assustaram.
Eu assustei-a ainda mais,
por isso ela voltou.
A Terry estava a preparar tudo. Íamos assaltar-vos.
Onde está a Terry?
Saiam! Saiam já!
Deixem-na em paz!
O cavaleiro acordou.
A rapariga voltou.
- Onde está agora? - Não sei!
Eu digo! Eu digo!
Pára.
O meu marido meteu-se com ela, por isso mandei-a embora.
- Assim está melhor. - A Terry nâo olhava para ele.
Olhou para os outros todos.
Muito bem, revirem a casa.
Óptimo!
- Nâo precisam de destruir a casa. - Groper.
Muito bem, mostre-nos onde está tudo. Dinheiro, jóias, bens valiosos.
Não nos quer mostrar?
No quarto.
- Lynn! - Groper, vigia-o.
Pára.
Desarrumar tudo é o que tem piada.
- O que é isto? - É um laser.
Prefiro as jóias.
Pode ajudar-me, Georgie.
Onde estâo?
Preciso de um tratamento médico urgente.
- Feito por mim? - De uma operação na cara.
- O meu marido recusa-se a fazê-la. - Porquê?
lsso nâo importa,
mas o Georgie pode ajudar-me, obrigando-o a operar-me.
Porque faria isso?
Por dinheiro. Quer as minhas jóias.
Não tenho nada aqui, mas tenho imensas em Londres.
Fique com isto.
Tenho muito mais, prometo.
Dou-lhe tudo o que quiser, mas ajude-me.
Assim está melhor.
Então, o que tem na cara?
Sentido!
Tenho fome. Mais alguém quer comer?
Já comia qualquer coisa. E tu, Groper?
À vontade. Vou ver o que há no frigorifico.
Não! Não se aproxime do frigorifico!
Não é boa ideia negar comida a viajantes cansados.
Encontrou algo bom?
Ele é um canalha.
É médico, não há dúvida.
Sabem o que ele fez?
Arruinou-lhe a cara e deu-lhe cabo da beleza.
- Não vejo problema nenhum. - Aparece de repente.
Tem que ver com os tecidos.
Tenho novidades para si, doutor. Vai operá-la.
- Não seja imbecil. - Ela explicou-me tudo.
Pegue na seringa e pode começar.
Não sabe o que diz. Não tenho nada preparado.
- Então prepare. - Não posso!
Quer apostar?
Groper!
Trá-lo para aqui.
- O que é isso? - A anestesia.
lnjecção na veia. Continue.
Vigia-o.
É uma...
É horrivel.
- Se fez aquilo, o que fez à Terry? - Tirem-me daqui.
Não, Georgie. Temos de saber o que ele fez à Terry.
Vou descobrir. Aquele doido vai falar.
Groper, agarra-o.
Seu assassino lunático, onde está a Terry?
Está morta.
Morta?
- Não me diga que nâo sabia. - Ele matou-a.
- Juro que nâo tive culpa. - Ela juraria qualquer coisa.
Matou a minha mulher? A minha Terry?
Onde é que ela está?
Onde está?
Onde está?!
Está na praia.
- Vou matá-lo! - Não o magoe!
Ele matou-a. Não faça isso!
Eu mostro onde ela está.
Rik, vai com ela.
Vou ajustar contas com ele.
Quando voltar, vai obrigá-lo a operar-me, não vai? Prometeu.
Groper.
Louco desgraçado!
Conte-me tudo!
Onde é que ela está? Onde a deixaram?
Lá em baixo, entre as pedras.
No precipicio.
Onde? Não a vejo.
Ali. Veja.
- Consegue vê-la? - Nâo.
Na base do penhasco.
Porque não relaxa?
Groper, não.
Onde está o Rik?
Está na praia. Deixei-o lá com a Terry.
A Terry, John.
Foi horrivel. A maré estava a subir.
- Tivemos de a tirar da água. - Esteve dentro de água?
- Claro que estive. - Porque não está molhada?
- Estive na praia. - Mentirosa!
Groper, não. Vai com a Sandy e chamem a Policia.
Nâo te preocupes comigo, chama a Policia.
Sente-se.
- A Terry estava na água. - Esteja calada! Fale com a Policia.
Conte-lhes as suas mentiras.
São os dois malucos!
Médico...
O que estás a fazer? Afasta-te. Vais matar-nos a todos.
Afasta-te!
Vou matá-lo!
John.
Olá, querido. Estava a ver que não chegavas.
Peço desculpa. Estava mais cansado do que pensava.
Mike.
Espera um pouco, querida.
- Olá, Lynn. -Olá, Mike.
- Mike, este é John Rowan. - Como está?
A câmara dele tornou-me famosa.
Kate, prepara-lhe uma bebida.
Como é a sua respiração boca a boca?
Nâo estragues a festa.
Abre o vestido. Tira-o.
Já chega. Michael, já chega.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.