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Original subtitles

O GRANDE FOT�GRAFO

- Senhor Roberto Alvirez? - � aqui.

Assine aqui, por favor.

O que �, Pablo?

Um telegrama, senhorita.

Onde est� o meu pai?

Na biblioteca, senhorita.

Um telegrama de Raul, olhe!

Qu�mica Nuclear �tomos - El�trons

"Testes conclu�dos satisfatoriamente."

"Sucesso absoluto. Prepare-se para o trabalho intenso."

"Chegarei s�bado �s 11 horas. Abra�os para Diana."

Raul Penagos.

Agora poderemos nos casar, papai.

Jamais duvidei que Raul teria sucesso.

No entanto, me parece incr�vel, a bomba Z, uma realidade.

O que eu n�o daria para que j� fosse s�bado.

Ama-o tanto assim?

Sim. Olhe, amo tanto quanto a voc�, mas de outra forma.

Aqui � o 13.

Sim, chefe...

Trata-se de Penagos.

Sim, chega ao aeroporto no s�bado de manh�.

Descobriu a f�rmula da Z.

- Espere novas instru��es. - Certo.

Voc� conhece bem o nosso engenheiro Penagos, n�o �?

Sim, chefe.

S�bado ir� esper�-lo com eles e o levar� onde combinamos...

para que nos conte detalhes daquela linda f�rmula.

Pode deixar, chefe.

Se por ventura as coisas derem errado ent�o...

Entendi.

Mas n�o esque�a que a isso s� devemos chegar...

em caso extremo. O que importa ao meu pa�s...

- � conseguir a bomba Z. - Sim, chefe.

Vou me comunicar com nossos agentes em Chicago...

para que eles avisem por telefone o Sr. Alvirez...

que Penagos chegar� no domingo em vez de s�bado.

Entendi.

Voc� entre em contato com Presser...

para facilitar o rapto com o nosso homem.

E n�o esque�a que a recompensa estar� � altura...

- dos resultados que obtivermos. - �timo!

Nesta data o nosso amigo Penagos falar� tudo que sabe.

O que Raul est� fazendo parece uma guerra de nervos.

Acalme-se, acalme-se, ele ter adiado a viagem por um dia...

n�o tem nenhuma import�ncia.

Amanh� ele estar� ao seu lado. O Pablo n�o est�?

N�o, senhor.

Ele pediu para ter folga hoje.

Achei estranho que n�o viessem me receber.

Espero que a doen�a do Sr. Alvirez n�o seja grave.

N�o, mas a Srta. Diana preferiu n�o deix�-lo sozinho...

por isso me mandou.

O carro est� aqui.

Para a casa, Fulen.

Onde estamos? O caminho n�o � este.

O que significa isto?

N�o se mexa.

DOIS MORTOS E UM FERIDO EM GRAVE ACIDENTE

O CONHECIDO ENGENHEIRO E CIENTISTA RAUL PENAGOS

FICA GRAVEMENTE FERIDO EM MISTERIOSO ACIDENTE

Diabos! Porque n�o foi com ele?

Agrio falou que se fossemos mais de dois...

- poderiam suspeitar... - In�teis, idiotas!

Que ningu�m reclame os corpos daqueles imbecis.

� preciso deixar a tempestade passar, ouviram?

Sim, chefe.

Enquanto isso procurarei um jeito de conseguir a f�rmula...

daquele Penagos.

Raul, sou eu, Diana.

Sil�ncio que o g�nio pode ser descoberto.

Est� delirando, papai?

Receio que seja algo mais do que um simples del�rio...

- n�o �, doutor? - Exato, venham comigo.

O trauma causado pela forte pancada...

provocou a perda de mem�ria e possivelmente algo mais grave.

Loucura, doutor?

Ainda n�o podemos dizer nada, no momento...

sua interna��o numa cl�nica de doen�as mentais � necess�ria.

CL�NICA DE DOEN�AS MENTAIS

DIRETOR DR. LEOC�DIO SALDIVAR

- Nenhuma novidade? - Nenhuma, doutor.

E o paciente Raul Penagos?

Desde que o deixamos passear sozinho pelo jardim...

ele acalmou-se completamente.

O que eu falei? Nessas coisas eu n�o erro nunca.

N�o se sentindo vigiado...

se transforma no ser mais inofensivo do mundo.

Ent�o pretendiam trancar o g�nio?

Pobres ignorantes.

Um louco, que horror.

Minha Senhora de Guadalupe, que susto nos deu!

Ora essa, eu n�o sou t�o feio assim.

� que est�vamos lendo que tem um louco � solta na rua e...

E da�? � s� sair l� fora e voc� encontrar� muitos...

- Eu mesmo... - N�s j� t�nhamos notado.

Eu mesmo j� encontrei uma por��o deles.

Bem, vamos logo, temo muito o que fazer.

E eu tamb�m, eu s� vim em car�ter profissional.

Sabe o que �, Chelito, eu trouxe provas das fotos.

� mesmo? Ent�o, sa� bem?

Para ser sincero, n�o saiu t�o bem assim.

- N�o? - Mas, devo dizer...

que mal, tamb�m n�o saiu. Por isso eu trouxe as provas.

Mas n�o saiu nada.

Por isso, trouxe as provas, para ver que n�o saiu nada.

Para ver que n�o minto. Mas tampouco n�o saiu nada.

Mas se voc� olhar direito...

veja isto aqui, est� vendo esta �rvore?

N�o � �rvore, � uma luz que entrou e estragou tudo.

E esta aqui parece um bosque, tem at� ovelhas...

s�o manchas do hiposulfito que n�o pegou.

Mas isto est� menos borrado, como pode ver.

Estava t�o ansiosa para ver essas fotos.

E eu tamb�m, mas n�o se preocupe...

quando tiver uma folga, v� at� l� em cima...

e eu tirarei umas fotos bonitas, com 3 ou 4 focos de luz...

uma boa maquiagem que nem voc� mesma vai se reconhecer.

Assim que tiver uma folga, irei v�-lo.

Eu j� vou indo porque sabe como o Sr. Ole �...

Quando eu n�o estou ele se perde. At� mais.

At� mais tarde.

FOTOGRAFIA DAGUERRE

Vamos ver como anda aqui o "deve".

Temos, muito bem, cinco, cinco e zero.

Zero � zero, vamos indo bem.

Um � um. O zero continua sendo zero.

Ora essa, pode-se saber por onde voc� andava?

Aqui, Sr. Ole, aqui ao lado, porque fui mostrar...

as provas para a Srta. Consuelo.

Ela gostou?

N�o muito. Porque, sabe, elas sa�ram meio escuras.

Consegue-se distinguir o vulto, mas houve distor��es.

Tem uma coisa assim, uma esp�cie de...

o senhor diz est� certo, mas n�o � vulto e n�o � mancha...

- eu acho que erraram na dose. - Voc� cada dia est� pior.

Porque, Sr. Ole?

N�o aprende, estraga o material e sempre chega atrasado.

- Mas chego, n�o �? - Na sua hora, n�o.

Na sua n�o, mas na minha sim.

Olhe aqui, porque n�o madruga?

� sadio e al�m disso n�o h� nada t�o lindo...

- como ver o nascer do sol. - � mesmo, nisso tem raz�o.

Mas o sol sai em cada hor�rio que for�a a minha natureza.

N�o tenho tempo de discutir com voc�.

Vou sair. Se aparecer algum servi�o f�cil...

fa�a-o, mas n�o v� deixar o est�dio sozinho.

E quando eu fiz isso?

O senhor cismou comigo, porque faltei 2 dias...

pois fui tirar o meu t�tulo, temos esse direito...

e � preciso cumprir com o dever c�vico.

Veja, eu como cidad�o tenho esse direito...

faltei dois dias por isso, e tr�s dias porque?

Por causa do cansa�o da fila que enfrentei.

E quatro dias, porque?

Para estudar o plano pol�tico do candidato, porque � preciso.

Mesmo que depois ele n�o fa�a nada, de qualquer jeito...

tenho que estar a par de tudo. Em que pa�s acha que estamos?

Agora se me demite, por eu cumprir com o meu dever...

pois muito bem, que seja, mas sua consci�ncia vai pesar...

por n�o ter cumprido. N�o. Sr. Ole...

� preciso agir direito, fora isso quando eu faltei?

Falamos depois.

No meu anivers�rio, dia de vacina...

Ora, o louco tamb�m est� aqui.

Desculpe, n�o quis assust�-lo.

N�o, acontece que aqui diz que um louco fugiu.

Um louco fugiu?

Sim, mas est� muito longe, n�o se preocupe.

� que tenho muito medo de loucos. O senhor �...

Louco, eu n�o sou.

Quis dizer o fot�grafo. O senhor n�o � fot�grafo?

Sou mais que um fot�grafo, sou o artista da lente.

- O que deseja? - Seis fotos 6x4.

Seis vezes 4 � 24, vai sair barato.

Ser� em branco e preto, a cores, ou como der?

Como acha que sairei mais atraente?

Se eu lhe falar, vai ficar brava...

� melhor faz�-las e assim evitaremos complica��es.

Certo, como quiser.

Garanto que ficar� contente. Vamos ao est�dio?

Aqui, por favor. Como vai quer�-las?

3/4 de busto ou de corpo inteiro?

Apenas de busto.

Sempre colocamos um pouquinho do rosto.

Sente-se.

- De perfil ou de frente? - De frente, senhor.

Que pena, porque tem um perfil de dar inveja � frente...

e uma frente que � �nica.

Ent�o tire umas de perfil, um dia posso precisar.

Pode cometer um crime e ir para a cadeia...

e l� fotografam muito mal.

Escute eu n�o quero ter nada com a pol�cia.

Eu dizia o mesmo, e ca� tr�s vezes. Por favor.

Quietinha.

- O que est� fazendo? - Estou procurando o �ngulo.

- O bom? - O melhor, pois todos s�o bons.

- Permita-me. - E agora?

Estou retocando, eu sempre retoco antes para ganhar tempo.

N�o se mexa, fique como est�.

Por favor, cruze as pernas e erga um pouquinho o vestido.

Mas o que as pernas tem a ver com o busto?

Tem muito a ver. Fotografo o busto, mas capto toda...

a "circunfer�ncia imaginativa".

Os fot�grafos sul-realistas, tem que fotografar...

o que n�o se v� mas que deveria ser visto.

Coisas assim que se sente, � como quem diz...

a 3a dimens�o. N�o se mexa.

- Acabou a luz? - N�o.

Aqui dentro ficou muito escuro.

O que houve?

Ora, deixaram com a tampa. Agora sim, quietinha.

Sorria. Assim, quietinha.

N�o se mexa, para n�o sair "desfocalizada".

Com seu olhar para mim, "impressionativo". Isso.

- Pronto. - Tirou de perfil?

N�o precisa, viramos as de frente...

e sair�o melhor do que a encomenda.

- Ent�o est� certo. - Venha comigo.

Fa�a 6x6.

- N�o vai querer "amplifica��o"? - N�o.

- Pode deixar algum sinal? - Quanto?

- 25 pesos. - Quanto custam as fotos?

25 pesos.

Se preciso deixar 25 pesos, que sinal � esse?

Sinal de que j� pagou.

- Seu nome, por favor. - Ana Maria Mendes.

Ana Maria... Solteira ou casada?

- Vi�va. - Assim � melhor. Endere�o?

Bismoya, 87.

- Mora sozinha? - Sozinha.

- Seu telefone, por favor. - 21-45-58.

21-45-58.

Telefone residencial ou comercial?

Residencial.

- A que horas posso telefonar? - Para que?

Para que veja como ficaram e se precisam de retoque.

S�o para documento e n�o precisam de retoque.

Virei busc�-las hoje � noite.

N�o se incomode, se quiser eu posso lev�-las...

porque isso de retoc�-las � coisa do sindicato.

N�o se incomode, virei busc�-las, obrigada. Bom dia.

At� logo, beleza.

Vamos ver como foi o movimento.

D�bito, cr�dito.

Entraram 25... e levamos cinco.

4, 3, 8, 6 est�vamos com 18.

4, 3, 2 e levamos, 10.

Mas como vai notar...

� melhor colocar os 10 e levarmos 20.

4, 3, 8, 18, 23.

Por via das d�vidas, para n�o haver encrenca.

Correto.

- Bom dia. - Bom...

- O senhor � o fot�grafo? - Se � para a senhora...

Se � para mim, o que?

Se � para a senhora estou as ordens.

Quero algumas fotos minhas para d�-las ao meu marido.

- � uma vingan�a, n�o �? - N�o, porque?

N�o se ofenda. Do que gostaria?

Gostaria de alguma coisa assim.

Eu tamb�m, mas com essa roupa vai parecer um fantasma.

N�o seja grosseiro.

Que culpa tenho se voc� chegou tarde quando distribu�ram as caras?

Cale-se, atrevido, ter� que se ver com meu marido...

quando ele souber que me insultou.

Seu marido? Mas conseguiu mesmo casar ou falou para...

- me intimidar? - Vai conhec�-lo...

e ver� que eu tenho quem ponha a cara por mim.

Ent�o que a ponha todos os dias, porque hoje esqueceu.

Grosso!

A grossura tem cura, mas a senhora...

- E que morreram os queimados! - N�o chegaram a tempo os bombeiros.

Idiota!

O que houve com ela?

Creio que achou caro o pre�o das fotos.

Se ela soubesse o pre�o do papel e dos filmes.

Foi o que eu falei, mas n�o entendem...

e ainda por cima ficam xingando.

Algum servi�o?

6x6 para documento, mas n�o deixaram sinal.

- Bom dia. - Bom dia. Trouxe a minha fatura?

- Sim, senhor. - Quanto temos no caixa?

Deixe-me ver, Sr. Ole.

Assim por cima, deve ter uns 30 e tantos.

- N�o d�. Tem troco para 100? - N�o.

Olhe, v� at� o sal�o da Dona Of�nia e veja se ela troca.

- Volto em um instante. - Sente-se, fique a vontade.

Dona Of�nia, meu patr�o falou se tem troco para 100 pesos.

N�o, filho, eu n�o vejo uma dessas h� muito tempo.

� melhor ir at� o bar, l� com certeza tem troco.

Obrigado, Dona Ofe. Nossa!

- Muito servi�o, Chelito? - N�o tanto quanto gostaria.

Mas n�o se descuide, tire a m�o da mo�a da�...

ou ficar� com reumatismo.

- Esse rapaz � seu namorado? - N�o.

Tem troco para 100 pesos, Sr. Florentino?

Acho que sim, vamos ver.

Aqui est�.

- Obrigado. - E os 100 pesos?

Est�o aqui.

O troco sim, mas e a nota que ia me dar?

- Eu j� dei, Sr. Flore. - Para mim n�o deu nada.

Come�ou a complica��o. Olhe a� direito.

Eu j� olhei, veja se a nota n�o est� no seu bolso.

No meu bolso n�o tem nada, acha que eu n�o olhei?

Eu a entreguei, ainda falei e o senhor me disse tudo bem.

- Olhe no colete. - Eu n�o tenho nada, procure.

S� lida com b�bados e n�o devolve o troco.

- � esta? - Pois �!

Est� vendo! Eu bem que falei.

N�o me diga?

- Sou eu. - Vai fechar.

Eu...

Vamos homem, � para hoje.

Que est�pido, n�o viu que ia fechar?

- Eu achei que... - N�o achou nada!

Est� vendo? Veja se n�o d� mais palpite.

Eu? O que foi que eu falei?

N�o falou para n�o colocar a pedra?

Porque voc� ia colocar o seis, n�o sabe jogar?

Fica s� prejudicando o jogo de seus amigos, n�o �?

Mais ou menos.

Se o parceiro est� jogando as brancas...

ent�o repita as brancas para que esse baixinho fique sem a��o...

e este magro maldito n�o se recupere.

Quer que joguemos voc� e eu?

Quero sim, pode se sentar. Voc� e eu contra estes dois.

�timo. Tome nota do jogo e beba o que quiser...

porque esta rodada n�s vamos ganhar.

Qual a aposta? A bebida?

E a comida. Florentino, um salgadinho, tr�s past�is...

e uma torta para levar! Permita que eu misture?

Esperem, ainda n�o, devolvam.

At� a abertura � nossa. Jogue rapaz.

- Gosto das brancas. - Eu tamb�m.

Dupla.

Est� errado. Acha que sou bobo?

- � isso a�, mais uma branca. - E outra.

Agora ficou dif�cil.

- Pois eu quero ver. - Est� aqui, o seis.

O seis, repetiu o seis.

Qual eu vou jogar? Quero ver se tem desta, rapaz.

Peguei voc�, n�o?

Pare de olhar minhas pedras. Vai, cinco.

Cinco, eu tenho.

Com licen�a, meu ajudante esteve aqui...

para trocar uma nota de 100?

Sim, mas isso foi h� uma hora.

Ser� que aconteceu algo com ele?

Tudo � poss�vel, ele � t�o distra�do que...

Bem, at� amanh�.

Acha que aconteceu alguma coisa?

N�o, as m�s not�cias n�o se fazem esperar.

Vaso ruim n�o quebra.

� que com essa hist�ria do louco perigoso que fugiu...

Mais louco do que ele? Pare de se preocupar.

Vai fechar.

Voc� passa, voc� tamb�m passa, vamos ver.

Tr�s brancas, nem olhe, voc� vai passar, jogo eu sozinho.

Dupla, seis, um.

Um momento, vejamos o que me conv�m, � isso a�...

Voc� que abriu, n�o �?

Ent�o vamos l�, meu parceiro tem... eu sei l� o que ele tem.

Quero ver qual o desfecho desta encrenca, rapazes.

Vou faz�-los sofrer um pouco.

Sim, Delegado, mas acho que n�o deve ser t�o dif�cil assim...

encontrar um doente. Como?

� f�cil identificar um louco.

� claro, � uma quest�o de opini�o.

Est� certo, espero que sim, obrigado.

O que ele disse, papai?

Que existem loucos que parecem normais...

e normais que est�o loucos, n�o conseguiram encontr�-lo.

Pobre Raul.

Acalme-se filha, ainda n�o est� tudo perdido, tenha f�.

Quem temos na casa dos Alvirez?

A n�mero 27, chefe, ela est� como empregada.

Comunique-se com ela para acharmos...

um jeito de entrar na casa.

J� que n�o fomos capazes de encontrar Penagos...

vamos tirar de Alvirez, tudo que ele souber.

Entendi, chefe, vamos.

� voc�?

Acho que sim, aqui est� o troco dos 100 pesos.

E pode-se saber onde diabos voc� foi trocar a nota?

Fui no bar, mas apareceu um investigador e falou...

que a nota era falsa, pediu para acompanh�-lo � delegacia...

colheram as minhas impress�es "vegetais"...

pegaram meu depoimento, perdi um temp�o...

e perdi 20 pesos que foram pegos pelo escrevente...

eu vi, mas se reclamasse teriam me trancado de novo.

Lamento pela noite ruim que voc� passou.

- Nem tanto, houve cada jogada. - Como?

Quase sa� de madrugada.

Ainda bem. Vou fotografar um casamento, n�o demoro.

Bom descanso.

Eu n�o vou dormir, vou trabalhar.

Por isso mesmo, fique descansado...

- comigo aqui, est� tudo bem. - Assim espero.

Nossa, outra vez o louco.

" O demente Penagos continua fugitivo".

"A pol�cia n�o tem nenhuma pista, e tamb�m duvida-se"...

"de que a brilhante corpora��o consiga encontrar o indiv�duo"...

"e desvendar o mist�rio que cerca o caso Penagos".

"Vende-se uma cama"... O que isso me interessa?

- A que horas chega o noivo? - Este aqui � o meu marido.

Ent�o levante-se, n�o est� mais na igreja.

N�o senhor, estou de p�.

Veja que interessante, mandou faz�-lo sob medida?

Foi assim que Deus o mandou.

Por falta de escolha. Entram no est�dio, pois acho...

que devem estar com muita pressa e Sr. Ole n�o est�.

Sim, estamos indo para Acapulco, 15 dias de lua-de-mel.

Estou achando que este pinguim n�o vai aguentar.

Entrem no est�dio.

Como v�o querer a foto, personalizada...

- ou em grupos de um e meio? - Juntinhos, n�o �, meu amor?

- Sim, benzinho. - Sente-se, por favor.

O Senhor aqui.

Grudadinhos. Carinhosos e expressivos.

De m�os entrela�adas. O senhor mais grudado.

N�o coloque demais o nariz para n�o entrar na boca.

Mais para cima. N�o alcan�a, vou dar um jeito.

Agora sim, grudadinhos, felizes...

� uma lembran�a de fam�lia, lembrem disso.

Felizes, o senhor, cara de felicidade!

N�o seja sonso. Onde achou este projeto de homem?

Mais felicidade, rapaz. Vou lhe mostrar como �.

Repare bem. Segure suavemente a noiva entre seus bra�os...

e apaixonadamente vai aproximando-a aos poucos...

para que ela sinta o calor e... estou incomodando?

N�o, continue.

Depois bochecha com bochecha, e olhar apaixonado...

para que ela sinta o calor de quem ser� seu companheiro...

pelo resto da vida. Entendeu?

- Sim, senhor. - Estamos bem?

- Muito bem. - Ent�o, aperte o bot�o.

Pronto.

Quando ficar�o prontas?

Se sair ileso da lua-de-mel, quando volta de Acapulco.

- Est� certo, bom dia. - E muito obrigada.

Sabe que estou aqui para servi-la.

Se precisar, estou as ordens. Divirta-se muito...

brinque com as marolas e n�o se queime demais.

- Adeus. - Adeus.

Conseguiu fotograf�-los?

Claro, estou achando que a noiva sair� muito bonita.

Que bom. Deram algum sinal?

Pouquinho, mas antes isso do que nada.

Ainda bem. Olhe, leve esta c�mera para consertar.

E que consertem o disparador.

Estou gastando em conserto mais do que ela vale.

Se est� ruim, pode d�-la para mim. Usarei em minhas...

- experi�ncias. - Pague o conserto e ela � sua.

Obrigado, Sr. Ole.

- Tem algu�m a�? - Quem �?

- Quero ver o fot�grafo. - Pode entrar.

Em que posso servi-lo?

Riu de minha esposa quando ela falou que eu daria as caras?

- Eu? - Sim.

Acho melhor voc� ter uma cara reserva, pois vou arrebent�-la!

Mas o que � isso? N�o fui eu, socorro!

Que barbaridade e porque foi a briga?

N�o houve briga, n�o tiver chance nem de reagir.

Selvagem, aproveitador.

O que foi, Sr. Ole?

Veja como acabam as grosserias!

Claro, o senhor � grosso, j� lhe disse tantas vezes,

Nem todos aguentam voc�. Aguento porque me pagam e...

As grosserias s�o suas: Fez isso a uma mulher...

- e o marido bateu em mim. - O marido, mas porque motivo?

Saia daqui, v� embora, eu n�o quero v�-lo mais!

- Mas, Sr. "Olito"... - V� embora, est� despedido!

- Ou�a, Sr. "Olito", eu... - Venha comigo, por favor.

Lamento que tenha perdido o emprego, mas conseguir� outro.

N�o se preocupe, Chelito, afinal vou abrir um neg�cio pr�prio.

Se quiser iremos ao cinema hoje a noite e conversaremos.

V� at� em casa, eu lhe apresento a minha m�e...

- e vejo se ela deixa. - A que horas � o jantar?

O jantar? L� pelas 8:30.

Para n�o chegar de surpresa, e dar trabalho para a sua m�e.

- Que horas voc� disse? - L� pelas 08:00.

Ent�o chegarei as 7:30, tomarei um aperitivo...

ficarei a vontade e conhecer todo mundo.

Bem, at� mais tarde.

Sr. Ole � muito delicado, a surra foi grande...

e a marca do olho, n�o vai sair mais.

Certo, Chelito, at� mais.

Adeus, Sr. Ole, ele desmaiou.

A quem procura?

O senhor mesmo. Eu tamb�m sou jardineiro e quero saber...

como faz para conseguir rosas t�o deslumbrantes.

- S�o enxertos. - Achei que eram suas.

N�o, s�o do professor Alvirez, se esperar um pouquinho...

vou lhe mostrar alguns exemplares.

Eu gostaria.

N�o me canso de admirar estas rosas.

Devem ter-lhe custado muito, o pre�o est� nas nuvens.

Estas estavam um pouco mais abaixo, entrando � direita.

Entrando onde?

Entrando � direita no mercado, porque do outro lado...

est�o os frangos e a verdura, e � uma coisa que...

- Mais um peda�o de bolo? - Sim, para acabar minha cerveja.

Inteiro para evitar desperd�cio.

Isso a� cortado, acho que � figo, pode por um? Obrigado.

Como sua casa � bonita. Eu bem que moraria aqui.

- Gostou mesmo? - � claro.

Embora que, o �nico defeito da minha casa � estar longe...

do centro, da ind�stria, da Bolsa...

das coisas que eu lido, das minhas "amplifica��es".

E tamb�m o senhorio � uma chatea��o...

essa hist�ria de recibo, e insistem com o recibo...

se eu deixo de pagar um tempinho...

vamos dizer um ano, vem as indiretas e as exig�ncias...

isso n�o � justo, n�o daria mesmo para deixar de pagar.

Os senhorios n�o tem culpa, � que os donos das casas...

s�o abusados e sem-vergonhas.

Exatamente, falou bem, uns sem-vergonhas.

Falei para o meu senhorio, se eu fosse um vagabundo...

e ele n�o tem nada com isso, mas um rapaz como eu...

de presente inst�vel e futuro ignorado, merece confian�a.

- E o que houve? - Mandou carregadores em casa.

Colocaram todos os m�veis na rua.

E o que mais me irritou, foi que n�o tiveram considera��o...

com as coisas de valor, pertences de fam�lia...

- patrim�nios hist�ricos. - O senhor tem muitos?

Demais, Eu tenho uma c�moda que pertenceu a um tal Lu�s XV...

- que � uma joia "arquitet�nica". - Que interessante.

- E tenho um arm�rio... - Tamb�m Lu�s XV?

Esse � um pouquinho maior, � XV e meio.

O senhor toma caf�?

Quando sou convidado, quantas x�caras trouxerem.

Vou pegar.

Ou�a, por favor, traga mais uma cervejinha gelada...

para terminar o bolo que est� um pouco duro.

Com todo prazer.

Escute, ela � muito simp�tica e uma �tima pessoa...

quem casar com ela levar� um tesouro.

Tesouro de mulher e tesouro de dinheiro...

porque temos as nossas economias.

N�o me diga.

Aquilo que o meu marido deixou e que eu guardo...

para quando ela casar.

E isso quanto d�? Bem, n�o importa, deixe para l�.

Mas veja s�, ela com seu dinheiro e eu lutando...

digamos que s� falta um bom administrador...

que n�o � por estar na minha presen�a...

mas onde o encontraria melhor?

- Jantou bem? - Jantei muito bem.

N�o fale para me agradar.

N�o, � sincero, e vou demonstr�-lo...

vindo amanh� � mesma hora.

Amanh� n�o planejaram ir ao cinema?

mas n�o iremos sem jantar, � sess�o dupla.

Estaremos lhe esperando.

Certo. E agora com licen�a, mas eu s� vou beber a cerveja...

e logo depois irei embora, amanh� � a inaugura��o...

do meu est�dio e terei que estar em forma. Sa�de.

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Corpo inteiro para que apare�a o rev�lver, n�o �?

Nada disso, � para credencial, acabei de ser promovido.

- Nota-se. - Como devo ficar?

Eu acho que como quer que fique...

n�o vai deixar de parecer suspeito.

Como �?

� melhor de frente para o rev�lver n�o aparecer...

O que tem de errado?

Para o senhor nada, mas para os outros, sabe como �...

eu falo para que n�o se note. Levante o rosto, por favor.

Isso.

Ter� um ar assim como o de Napole�o.

Para que n�o saia "brilhoso", permita-me.

Correto.

Vamos l�, sorria.

Cara de felicidade, pense nos ganhos das futuras propinas.

Vamos l�, aqui est� o passarinho.

Mas sorria, n�o fa�a essa cara de idiota.

Escute aqui...

Quieto porque sai tremido. Vamos.

Pronto.

Pronto, jovem, s�o seis pesos em preto e branco.

Este sou eu?

A c�mera n�o mente, pode ser que ela o tenha favorecido.

O que?

� isso a�, n�o � a primeira foto que eu tiro.

Pois repare bem nesta daqui, porque poderia ser a �ltima.

Ent�o fui favorecido, n�o �?

N�o muito, mas n�o sei como saiu o cachorro...

porque eu focalizei o senhor, a n�o ser que tenha se mexido.

Veja s�, que cachorrinho simp�tico...

al�m do mais, se eu tirar seu chap�u e o colocar no cachorro...

- ningu�m vai notar a diferen�a. - Escute aqui...

agora vai saber quem eu sou.

Mam�ezinha.

- Tudo pronto? - Sim, chefe.

A 27 abrir� a casa de Alvirez.

- Voc� Felot, ficar� vigiando. - Certo, chefe.

Voc�s entrar�o na casa comigo. A que horas nos esperam?

Depois das 7:00. Ela falou que a essa hora o jardineiro j� foi.

Ent�o j� sabem, as 6:30, todos aqui.

Entendi. Vamos.

Vai mesmo se casar com aquele rapaz?

Eu n�o sei, mam�e, ele ainda n�o me falou nada.

- Mas falou para mim. - Verdade?

Estou contente, achei que ele nunca se decidiria.

- Que horas s�o? - Quase 8:00!

Deve estar chegando.

N�o se mexa.

N�o ia cort�-la, s� queria ver se era enxerto.

- Ande ou atiro. - Porque? N�o exagera.

Ande.

Solte-me, solte-me!

Onde est�o os documentos que Penagos trouxe?

Eu n�o sei.

Se insistir em n�o falar, ir� presencia o lindo espet�culo...

da sua filha subindo ao c�u e ao senhor...

daremos um passaporte para o inferno.

Vejamos, qual a sua resposta?

E n�o sei do que est� falando.

Isso n�o � jeito de me convidar para entrar.

Quem � esse homem?

N�o sei chefe, eu estava l� fora e o vi rondando a casa...

peguei-o no jardim.

Quem � voc� e o que procura aqui?

� isso que eu digo, quem sou eu e o que procuro aqui, nada.

Voc�s n�o me conhecem, nem eu a voc�s.

E como est�o brincando de mocinho e bandido...

brincadeira que eu n�o gosto, se fosse amarelinha...

ficar�amos aqui, mas est�o me esperando para jantar...

ent�o, eu me retiro: N�o me segure!

� melhor ficar, Sr. Marcheda.

Sim, amigo Marcheda, n�o adianta esconder.

Quem � ele?

O assistente de Penagos. Talvez o �nico que sabe...

onde est� a f�rmula da bomba Z.

Mas o que est� querendo comigo, mo�o?

O senhor me conhece? Eu conhe�o o senhor?

Ent�o � o assistente de Penagos?

Mas que confus�o � essa?

Diga o que sabe, amigo Marcheda, se n�o falar...

ser� ruim para n�s todos.

N�s? Com voc�s, porque eu n�o tenho nada com isso.

Segurem-no!

Vai cantar?

Como posso cantar se est�o me sufocando.

Solte-o!

Falassem antes, vamos brincar, vamos cantar...

vamos nos divertir, eu vou buscar o viol�o.

Dessa brincadeira eu gostei.

Esta brincadeira � muito boa.

- D� um jeito nele e falar� logo. - N�o, n�o fa�a isso.

- Vai falar? - Vou sim.

Solte-o!

Comece a falar.

Fale para ele n�o apertar tanto, est� me sufocando.

Isso � tudo?

Acha pouco? Ent�o que aperte o senhor para ver o que � bom.

- Tor�a-lhe o bra�o! - N�o...

Tor�a-lhe o bra�o!

Quietos!

Tenho na m�o uma bomba Z. Depende de voc�s que tudo...

v� pelos ares. Por mim tudo bem.

Mas por mim tudo mal, eu quero ficar fora desse assunto.

Sil�ncio! N�o somos crian�as, Alvirez.

Pode jogar a bomba quando quiser.

N�o, chefe, por favor, � uma bomba mesmo...

eu vi explodir uma igual quando fizeram os testes.

- Certo, o que o senhor quer? - Desamarrem minha filha.

Obede�am!

Voc�s n�o. O Sr. Marcheda far� isso.

Vou busc�-lo.

Sr. Marcheda, por favor, n�o perca tempo...

desamarre minha filha.

Vou desamarr�-la, mas depois ter� que me esclarecer tudo!

Primeiro aqui em cima, por favor, esta corda...

- Est� machucando o meu busto. - Com prazer, senhorita.

Veja s�, estes danados amarraram para valer...

deram la�o de marinheiro.

Agora desarme esses bandidos.

Pode deixar. Vejamos, voc�. O que mais tem a�? Quieto.

O que mais tem a�?

Veja isto, dinheiro para comprar armas.

N�o desta vez. O que est� olhando, n�o gostou?

E voc� est� olhando o que?

N�o queria ser esperto comigo? Eu sou homem...

aqui e onde quiser.

Bob�o. Voc� torceu meu bra�o, n�o �?

Condenado, voc� me paga. Porque n�o bate agora?

Telefone para a pol�cia.

Sim, mas eu estou fazendo tudo, o senhor n�o faz nada...

s� fica a� de est�tua da liberdade.

N�o posso, estou com a m�o ocupada, telefone logo.

Um momento, prefiro morrer a cair em m�os da pol�cia.

Se a chamarem, darei uma ordem e os meus homens...

cair�o sobre voc�s.

N�o ter� outro jeito a n�o ser explodir a bomba.

O senhor e sua filha, ter�o o prazer de morrer conosco.

Est� certo, desta vez voc�s ganharam.

Mas espero que tornemos a nos ver, muito em breve.

- Conte com isso. - Espere!

- A bomba, a bomba. - Vamos.

Desculpe pelo que eu fiz fazendo-o passar por Marcheda...

mas precisava distrair a aten��o deles e pegar a bomba.

Eu compreendo, mas o senhor abusou.

Filha, quer nos trazer um c�lice de conhaque?

Isso � muito bom para o susto, acalma os nervos.

E agora diga-me, de que forma posso lhe mostrar...

- o meu agradecimento? - Pois olhe aqui, senhor...

- Alvirez. - Olhe aqui, senhor Ramires...

Alvirez.

D� na mesma. Sr. Godinez, o que eu queria lhe dizer...

� que n�o tem nada para me agradecer.

Entrei, pois, fui for�ado a uma situa��o...

e o que n�o gostei foi dessas brincadeiras...

isso de torcer o meu bra�o.

Eu podia ter revidado e garanto que ia ser bem dolorido.

S�o brincadeiras muito pesadas.

Mesmo assim, que tal uma quantia em dinheiro?

De forma alguma, senhor Cortines. Muito obrigado.

Seja como for, gostar�amos que levasse uma lembran�a...

em retribui��o por esta noite.

Lembran�a maior do que aconteceu esta noite?

Uma bela confus�o.

Mas o que vale � que eu me sa� bem, ele torceu meu bra�o...

e n�o aguentou.

Mas, se voc�s insistem muito, tem uma coisa que eu aceitaria.

O que?

Bem, eu n�o gostaria que pensassem que sou abusado...

mas se n�o fosse muito pedir, que tal esse colarzinho?

Para sua esposa?

N�o precisamente, ainda n�o chegamos l�...

ela est� me cercando, mas eu vou devagar e ela...

aonde vai achar outro partido como eu?

- Escute, � coisa boa? - � de ouro, n�o se preocupe.

N�o quero que leve um risco e apare�o o lat�o.

Leve-o e tomara que ela seja t�o feliz com ele...

- como eu gostaria de ter sido. - O que houve com ela?

� que minha filha ia se casar, mas o noivo...

- O de sempre, fugiu com outra. - N�o, algo mais doloroso.

- Foi pego em algo sujo? - N�o, mas porque n�o senta?

Diana, sirva mais um c�lice de conhaque.

Traga logo a garrafa para n�o ter que ir e voltar.

- Vamos beber mesmo. - Sente-se, sente-se.

Estava dizendo, Sr. Bermudez.

Ouviu falar do caso do engenheiro Penagos?

Sim, � claro, caso do engenheiro Penagos...

aquele que raptou a noiva, depois matou os sogros...

e fugiu com a madrinha.

N�o, o engenheiro Penagos ia ser o meu genro...

e � o inventor da bomba Z.

Isso mesmo, aquela bomba Z, aquele da bomba...

o bombeiro muito popular.

N�o, � qu�mico. Aqueles bandidos o atacaram, ele ficou demente...

e tivemos que intern�-lo.

Mas fugiu do sanat�rio e ningu�m sabe onde ele est�.

Nossa! Senhor Tinoco o conhaque vem vindo.

Eu n�o quero mais.

Os dois s�o para mim, fa�o isto para ganhar tempo.

Quer dizer que "Penaguinhos" perdeu...

A raz�o.

Ou seja, ele n�o bate bem!

Infelizmente. Aqueles bandido que o senhor viu...

pretendem se apossar da sua descoberta...

a f�rmula do explosivo mais potente que j� existiu...

para entreg�-la a uma outra na��o.

N�o diga? Ent�o meu colega Pena...

- Colega? O senhor � qu�mico? - Qu�mico nuclear?

- N�o, eu sou daqueles outros. - Quais outros?

Daqueles outros qu�micos em fotografia.

Veja s�, ainda ontem, preparei um banho...

que eu mesmo fique surpreso.

� que estou fazendo algumas experi�ncias...

ent�o coloquei "prussiato" vermelho com hiposulfito...

e �cido meio "calc�mico".

Ent�o eu dou jeito de que pegue cor...

para dar a ideia de terceira dimens�o.

que � o que me interessa, que seja de impacto, que seja...

Devem ser fotos �timas.

Espere a�, ent�o comecei a por a placa e revelar com calma...

para n�o haver atropelo, e n�o sair esfuma�ado...

que � o que me interessa...

ent�o tirei a placa e precisava ver...

- O que? - Tudo preto.

N�o saiu absolutamente nada.

Depois eu reparei que havia uma esp�cie de raio...

ent�o vi que peguei uma tempestade...

ficava bonito, uma vis�o noturna.

Mas n�o era nada disso, fui eu que fiz um tremendo...

risco ao tirar a placa, e foi no que deu.

Todo mundo fracassa alguma vez.

J� teve a sua dose, mas lutou e venceu e nessa vit�ria...

encontrou a sua desgra�a.

N�o fique assim, n�o desamine.

Numa dessas um dia destes o seu "Louc�dio" aparece.

O Senhor acha?

� claro que sim. E n�o sei porque, mas tenho o palpite...

que ainda vou encontr�-lo.

Eu ando muito na rua e tem tanto louco por a�.

S� espero n�o me confundir, mas garanto que vou traz�-lo.

Deus queira. Vou trazer uma foto para que o conhe�a.

Bom conhaque, senhor Gutierrez.

� franc�s.

Foi por isso que eu enrolei a l�ngua.

Este � Raul.

Mas aqui n�o se percebe que ele � louco.

Ainda era normal.

N�o sei n�o, repare bem na retina do seu olho...

ela n�o tem brilho, mas a "menina"...

Isto n�o � uma "menina", � mais uma senhora idosa.

Repare aqui tamb�m a sua express�o...

ele est� meio assim como querendo, podendo mas...

logo se v�, ele j� estava predisposto.

N�o, ao contr�rio, era um homem muito inteligente.

- Mesmo? - Vai nos ajudar a procur�-lo?

Eu prometo.

Traga-o de imediato, sem comentar com ningu�m.

Fique tranquilo, Sr. Figueroa, e agora eu vou porque...

Chelito est� me esperando e ela tem um g�nio miser�vel.

Venha nos visitar sempre, devemos-lhe a vida.

Nem tanto, fiz o que pude, mas tenha cuidado...

com aqueles malfeitores, porque s�o perigosos...

e eu n�o estando aqui, a coisa pode ficar feia.

At� logo e muito obrigado por tudo.

At� logo "Gutierrito".

O cora��o me diz que esse rapaz vai encontrar Raul.

Sim, minha filha, ele vai ach�-lo, n�o desespere.

O que ter� acontecido, j� passa das 09:00.

Sabe-se l� por onde andar�.

O que n�o entendo � o seu interesse...

n�o sei o que viu nele.

Eu tamb�m n�o, mam�e, mas ele tem um grande cora��o.

Isso e o apetite s�o as �nicas coisa que ele tem.

N�o creia, ele tamb�m tem ideias, ambi��es.

Tenho certeza que acabar� vitorioso na vida.

O que houve com voc�? Est�vamos preocupadas.

Primeiramente, boa-noite.

E "segundamente", aqui tem umas rosas que cortei para voc�.

Muito obrigada.

E minha m�ezinha linda como est�?

Muito zangada, Fiz uns past�is mas sabe Deus...

como estar� a estas horas, todos ressecados.

Apenas mudaram de nome, s�o "panquecas".

Quem que fez "panquecas" para o seu menino lindo?

Pare de ser dengoso.

Achamos que tinha acontecido algo.

E n�o se enganaram, aconteceu mesmo.

O que foi?

Durante o jantar eu conto, porque estou com uma fome...

Vou esquentar tudo.

O que acharia de fechar os olhos?

Para que?

Obede�a os mais velhos e ter� sucesso na vida.

Pode abrir.

Venham sentar antes que tudo esfrie novamente.

Enquanto comemos o ensopado, eu conto o que aconteceu.

E porque entrou naquela casa?

Eu n�o entrei, "me entraram", e se n�o fosse esperto...

teriam levado esta comida ao cemit�rio.

Que aventura.

Seja como for, comportou-se como um her�i.

Na verdade n�o tive muita escolha.

mas se achar o "Louc�dio", a� sim, v�o soltar o dinheiro.

E poderemos nos casar. Desculpe.

Chelito, voc� estaria disposta a construir um lar comigo?

Se bem que lar n�s j� temos, porque vir�amos morar aqui.

Trarei minha c�moda, o arm�rio � muito grande.

Mas isso de casar � s�rio?

Voc� n�o ouviu, ou quer que limpem seu ouvido?

Ent�o permite que eu a beije?

Eu s� fui beijada pelo meu marido.

A senhora j� passou do ponto, falei da sua filha.

Isso � com voc�s, mas existem coisas que eu prefiro n�o ver.

Pois n�o sabe o que est� perdendo.

ABERTO PODE ENTRAR

Pode sorrir. Sorria, n�o se acanhe.

Feito "cowboy, rapaz. Passarinho.

Sorria, voc� tem uma cara de louco que...

Louco eu? Louco eu?

Um momento, homem!

Mestre. Mestre querido. G�nio dos g�nios.

�pice da ci�ncia, pir�mide do saber.

Estou achando que � o pr�prio...

Desculpe por n�o t�-lo reconhecido antes...

castigue-me, mestre. Seu parente?

N�o, parente de uma d�vida que n�s vamos cobrar.

- Venha comigo, meu "Louc�dio". - Sim, vamos ver a bomba.

A bomba e os bombeiros, venha comigo.

O que conseguiram saber?

A casa est� vigiada e a pol�cia nos procura.

A policia n�o me preocupa, o importante � achar o Penagos.

Dediquem 24 horas do dias para ach�-lo.

- Mantenham-me informado. - Sim, chefe.

N�o! N�o se aproximem, n�o mexam no g�nio.

- Para tr�s! - Raul sou eu, n�o me reconhece?

Fora daqui, eu n�o a conhe�o!

Calma!

Calma, calma, n�o se irrite, n�o se irrite, acalme-se.

Mestre, � o senhor?

O pr�prio em pessoa, meu querido disc�pulo.

Expulse todos eles, mande-os embora.

Que ningu�m o incomode, o g�nio n�o pode ser perturbado.

- Saiam! - Que caso interessante, vamos.

Eles j� foram, agora deite-se, descanse e ir� se sentir melhor.

O senhor deita comigo?

Mas isso n�o vai dar, mocinho.

Eu tenho muito medo de dormir sozinho.

E eu tenho muito medo de dormir acompanhado.

- E se o bicho pap�o me pegar. - Assustamos ele.

Vamos dormir.

Durma, meu menino durma j�.

Porque o bicho pap�o est� vindo

E da cara dele vamos ca�oar

E este menino lindo que nasceu de dia

Quer que o levem para comer melancia

E este menino lindo vai dormindo aos poucos

Porque acordado j� n�o tem mais coco.

� um caso interessante. Rejei��o coletiva...

com exce��o de uma determinada pessoa.

E o que vai fazer, Doutor Saldivar?

Isolar o doente e que ele s� tenha contato...

com a pessoa que ele aceita.

Consegui faz�-lo dormir. Ele ronca demais.

O senhor � o nosso benfeitor.

A d�vida que temos consigo, � muito grande.

Se quiser podemos liquid�-la logo, n�o tenho...

mais nada a fazer aqui.

O louco est� a�, decidam o que fazer com ele.

� que gostar�amos de lhe pedir mais um favor.

O senhor quer que eu o acorde?

N�o, n�o � isso.

O Sr. Penagos s� fica calmo, quando est� ao seu lado.

Isso � verdade, eu percebi, e sabe porque?

� que ele respeita a minha for�a "hipn�tica".

Se pudesse morar com ele por algum tempo...

numa casa de sa�de at� conseguirmos que ele melhore.

N�o ser� poss�vel, porque quem eu vou por � frente do est�dio?

Al�m disso estou juntando dinheiro para o meu casamento.

N�o perderia nada, ofere�o-lhe 100 pesos por dia...

pagar-lhe as despesas do casamento...

e al�m disso um extra para que possa ter um futuro tranquilo.

O futuro tudo bem, mas e o presente, quem resolve?

O Senhor sabe o que seria ficar com um louco dia e noite...

e numa dessas ele me estranha e parte para cima de mim?

N�o, isso n�o � coisa que anima muito.

Ser� por pouco tempo.

Temos certeza que Raul ficar� bom logo.

Certo, mas saibam que fa�o isso n�o por interesse.

mas por patriotismo.

Al�m disso porque gosto muito da senhorita e do "Gusmancito"...

nem se fale, imagine, eu ser interesseiro?

� muito feio, n�o �? Falou 200 pesos, n�o?

- Sim, exatamente. - Bem, ent�o conte comigo.

Muito bem, chamarei uma ambul�ncia...

e hoje mesmo ficar�o instalados.

"E depois que Ros�lia ficou curada para sempre..."

"de sua curiosidade, Gracioso a amou muito..."

"tiveram filhos maravilhosos a quem deram como madrinhas..."

"fadas poderosas para que os protegessem..."

"contra o mau olhado e flu�dos negativos".

Lindo! � uma bela hist�ria e com muita for�a desde o come�o.

Todos estes livros de ci�ncia s�o interessant�ssimos.

Quer que eu leia outro, mestre?

N�o, por hoje chega.

Vou sair para tomar um pouco de ar e j� volto.

Vai lhe fazer bem. Hoje amanheceu bem mais calmo.

- N�o estou bem disposto? - Est� �timo.

Eu acho que logo estar� recuperado de vez.

Eu tamb�m.

J� que vai tomar ar, por favor, traga-me um pouco...

aquele que mandaram ontem est� acabando.

Vou lhe trazer, mas fique aqui, eu j� volto.

Ficarei aqui, conversando com a minha secret�ria.

- Com quem? - Minha secret�ria, Srta. Nelson.

- A senhorita quem? - A senhorita Nelson.

- Onde ela est�? - Aqui mesmo.

Desculpe por eu n�o t�-la apresentado ao senhor.

Perdoe-me. Ela � simp�tica.

Hoje veio com roupa esporte, mas � muito s�ria.

Muito s�ria. Sim, senhorita, o mestre.

Manancial de sabedoria, meu conselheiro, meu pai.

- N�o, n�o. - Sim, sim.

N�o, olhe aqui...

A senhorita Nelson � minha secret�ria, minha confidente...

e minha amiga. Devo a ele tudo o que sou, senhorita.

Sente-se, vamos ler uma hist�ria, muito engra�ada.

Trata-se da desintegra��o do �tomo a marteladas...

e sua rela��o com as vitaminas polifac�ticas.

Que coisa!

Vejamos, senhorita, repita, repita essa parte.

O que diz sobre os discos voadores?

Segure estes pratos, por favor.

Com cuidado.

Eu volto j�.

Finalmente chegou. Entre, todos est�o lhe esperando.

- Ol�. - Como vai o senhor?

Como tem passado, senhor "Churchill".

Olhe, eu n�o sou...

Entendo, respeitarei o seu disfarce, ent�o com licen�a.

Diga-me, quem � este velhinho?

N�o ligue para ele, est� meio louco...

pensa que todo mundo � Churchill.

Que pena, e n�o parece, t�o l�cido, t�o correto.

� realmente uma judia��o, ele desconhece...

que eu sou o verdadeiro Churchill.

Venha, vou apresent�-lo.

Tenho o prazer de lhe apresentar o senhor Mendieta...

- Senador e presidenci�vel. - Muito prazer, jovem.

O Senhor joga bilhar?

De vez em quando, s� para me distrair.

Ent�o pegue este taco e veremos se � bom.

- Quer colocar o giz? - Sim, para n�o escorregar.

- Eu saio primeiro. - Porque, meu presidenci�vel?

Porque me d� na telha.

Ora, assim com "educa��o", tudo bem.

Que barbaridade, � a primeira vez que erro em 20 anos.

� a sua vez e saiba que n�o est� nada f�cil.

- Eu jogaria nos quatro cantos. - N�o � melhor bola a bola.

N�o ligue para esta "bola de loucos"...

e jogue como quiser, mas logo.

Certo, eu vou jogar, mas acho que nos tr�s cantos n�o...

aqui tem uma sinuca, n�o senhor, vou jogar nessa, na outra, � isso.

- Acertou. - Incr�vel, fant�stico.

- Ele consegui! - Conseguiu mesmo!

E as pr�ximas, � sua sa�de. Planto aqui, para colher ali.

Fant�stico! Deslumbrante!

O Senhor � um verdadeiro fen�meno.

Com o senhor n�o d�, eu n�o jogo mais.

N�o ligue para eles, cavalheiro, aqueles loucos...

s� servem para perturbar. Venha comigo.

S� vou acertar meus pontos.

Vamos jogar canastra. Sente-se.

N�o imagina o quanto � duro estar no meio dos loucos.

A senhora cuida deles, n�o �?

Sim. Certamente um deles falou que � Churchill?

Sim, um que � bem ajeitadinho, mas ele n�o �.

� claro que n�o, eu que sei, pois sou a...

Rainha da Inglaterra.

Corte, por favor. N�o � certo fazer uma dama esperar, corte.

- 100 pesos a batida, n�o? - Como quiser.

Ontem tive um dia terr�vel, perdi 300 mil pesos.

Espero poder recuper�-los com o senhor.

Pois ent�o vamos ver, minha rainha.

Que cartas horr�veis, com certeza os coringas...

est�o com o senhor. Eu s� tenho tomates.

O meu n�o est� l� muito bom.

O doutor Saldivas est� lhe chamando.

Ora, � s� come�ar a jogar e voc�s vem perturbar.

Continuaremos depois.

Acho que este "�s" � seu.

� melhor que n�o o vejam.

O rapaz que cuida dele est� vindo...

e ele poder� lhes dizer como est� reagindo.

- Chamou, doutor? - Onde estava?

Jogando canastra com a Rainha da Inglaterra.

- O senhor Churchill estava l�? - Pois haviam dois.

Um que n�o � e um outro que diz que � mas tamb�m n�o �...

agora quem est� pior de todos � aquela louca velha...

que acha que � a rainha, aquela est� doida mesmo.

- N�o diga isso, ela � uma dama. - Existem damas loucas.

� que aquela dama � minha esposa.

Ah, que coisa!

Informe os nossos amigos como est� o Sr. Penagos.

Eu pe�o licen�a, mas � meu hor�rio de visitas.

Como est�?

Muito bem, obrigado, s� que com tanto louco assim...

- fica-se confuso. - Falo de Raul.

Eu acho que ele est� bem pior.

Eu o deixei lendo um livro com sua secret�ria, Srta. Nelson.

Nem livro, nem secret�ria, nem Srta. Nelson, o que me diz?

Meu Deus, ele n�o vai se curar nunca?

Como que n�o? � muito f�cil.

Se uma pessoa est� louca, por causa de uma pancada...

leva outra pancada e fica bom. Ontem fizeram isso.

E ele sarou?

N�o deu para saber porque quando falaram com ele...

n�o respondeu, se queixava, hoje cedo o levaram coberto.

Acho que bateram forte demais.

Tomando cuidado, poderiam experimentar com Raul?

Qual o problema?

Al�m disso o louco � seu, voc�s sabem o que fazem...

podem decidir o que quiserem.

N�o, eu prefiro esperar. Enquanto h� vida, h� esperan�a.

E ele � mesmo uma �tima pessoa.

Ontem no almo�o, levaram frango.

Ele comeu os ossos e deu a carne para mim...

� um sujeito maravilhoso.

Poder�amos v�-lo sem que ele nos visse?

Isso � s� com o doutor.

Falarei com ele. Voc� vem, filha?

N�o, eu n�o aguentaria.

N�o se preocupe, "Dianita".

� que me sinto t�o triste e sozinha.

Sozinha n�o, mo�a, voc� tem o seu pai e tamb�m tem a mim...

que sou seu amigo. Tudo tem jeito na vida.

E "Penaguitos" n�o � o �nico homem da terra, existem outros.

Mas eu amo Raul.

Sei disso, mas porque ficar com um louco...

quando existem outros bem sadios?

� que ele foi o meu primeiro amor.

Mas foi um amor muito louco.

Al�m disso, voc� n�o sabe se o segundo...

pode ser melhor do que o primeiro.

Digamos que voc� est� apenas no primeiro...

e n�o se iluda porque o "Louquinho" j� est�...

�s voltas com a Srta. Nelson.

Talvez seja verdade, n�o sei.

Mas eu n�o posso deixar Raul neste momento.

Eu n�o digo que seja neste momento...

pode levar o tempo que quiser, eu n�o tenho muita pressa...

hoje � ter�a-feira, podemos sei l�, quinta-feira � a minha folga...

se combin�ssemos algo e voc� fosse compreensiva...

quem sabe poder�amos nos entender.

Qual � a sua resposta?

O doutor insiste em que n�o o vejamos.

Talvez seja melhor mesmo.

Obrigado por tudo, e cuide bem dele.

- Fique tranquilo. - Adeus.

Aqui � do sanat�rio para doentes mentais e "psquiatros".

Quem cuida do senhor Penagos sou eu, o que deseja?

Falo por parte da Srta. Consuelo.

Sua m�e ficou doente de repente.

Qual seria? A sua. A sua n�o, a dela.

- Pede que v� at� l� depressa. - Estou indo neste momento.

Doutor, me d� licen�a, minha sogra est� morrendo...

e n�o sei quanto ela vai deixar, nem nada, custava avisar?

Pode ir.

Certo, assim que ele chegar, j� sabem.

Espero por voc�s hoje � noite no lugar combinado.

At� mais.

Entre, meu amigo, como tem passado?

Eu vou indo, mas pelo visto voc�s v�o muito bem.

N�o podemos nos queixar. Que surpresa, n�o �?

Pois � mesmo uma surpresa, porque eu vim para ver...

Sim, a Srta. Consuelo, sua noiva.

Onde ela est�?

Esperando para ver se voc� � homem ao ponto de resgat�-la.

Apenas me digam onde ela est� e se tocaram nela...

Calma, que n�o � para tanto.

Tire a m�o, voc� n�o me conhece.

Primeiro vamos ver se nos entendemos.

Sabemos que Penagos est� aos seus cuidados...

e que obedece em tudo.

Ent�o, ser� f�cil voc� sair com ele hoje � noite �s 8:00.

N�o muito longe, apenas at� o port�o do sanat�rio.

Em troca disso n�s devolveremos a sua noiva.

E se eu disser que n�o?

Como n�s somos muito gentis, a devolveremos do mesmo jeito.

Isso muda tudo.

- Mas com certeza, sem cabe�a. - Sem cabe�a, n�o!

Como posso lhes entregar um homem de quem cuido...

por quem sou respons�vel, eu n�o entregarei nada.

N�o se preocupe, n�o brigaremos por isso.

Diga ao chefe que ele se recusa.

Um momento! N�o seja fofoqueiro!

Eu n�o falei isso! Voc� falou �s 08:00 em ponto?

Alguns minutos a mais ou a menos...

tamb�m n�o queremos que seja um cron�metro.

Est� certo, estarei l� �s 15 para �s 08:00.

Daqui a meia hora saberemos o quanto...

o seu noivo a ama, senhorita.

Para isso eu n�o preciso esperar meia hora.

Mas eu sim. Seria uma pena que tivesse que morrer t�o jovem.

- Faltam tr�s minutos. - Eu sei.

Ele vai sair. Jamais permitiria que matassem a noiva.

Agora sim, mocinho, vamos.

Estou achando que fomos enganados.

J� se passaram cinco minutos.

L� vem ele.

� disso que eu gosto, que os homens tenham palavra.

A mim voc� n�o engana, esse n�o � Penagos.

Como n�o? Nossa, trouxe o sujeito errado.

- Eu vou buscar o certo. - R�pido! N�o ficarei esperando.

Venha, deputado.

O que houve com voc�, "Penaguitos"?

Olhe que peixes t�o bonitos, mestre, acabei de pesc�-los.

Peixes coisa nenhuma, venha. Vamos brincar de bombeiro.

Sim, eu sou a mangueira, n�o �?

Mas n�o se molhe, suba.

Est� voltando.

Agora sim, � ele.

Toma l� d� c�, onde est� Chelito?

- Vamos busc�-la, entrem. - Entre, "Penaguitos", depressa.

N�o, um momento, falta a Srta. Nelson.

L� vem ela.

Depressa Srta. Nelson, temos um inc�ndio.

Vamos Srta. Nelson, mas para l�, mais para l�.

Quero que se acalmem e tamb�m lhes garanto...

que se o caso est� nas minhas m�os...

praticamente n�o h� mais perigo.

Muito obrigado, delegado.

Mas tem certeza que aqueles bandido n�o tentar�o...

nada contra Penagos?

N�o se preocupe, eles me conhecem e sabem...

que comigo n�o se brinca.

Eu sou radical quando tomo uma decis�o.

N�o tocar�o em um s� fio do cabelo do Sr. Penagos.

Ora essa! J� temos aqui o Sr. Penagos.

Minhas sauda��es, engenheiro.

N�o o provoque, porque vai ficar furioso...

e a� ningu�m o segura.

� para isso que voc� est� aqui, para acalm�-lo.

N�o, senhor, eu o trouxe e levo minha Chelito...

- O trato foi esse. Vamos? - Voc�s ir�o quando eu disser.

Acha mesmo isso?

O Senhor j� me conhece, olhe aqui, vou lhe avisar uma coisa...

esta encrenca acabou e eu j� estou indo.

Repito que vai ficar at� eu mandar.

Est� muito engando porque quando eu digo que vou...

eu fico!

Ficamos, minha rainha?

Quem se atreve a bater no mestre?

N�o toquem nele, precisamos dele vivo.

Acalme esse louco ou atiro na mo�a!

- Calma, Penagos, solte o mo�o. - Sim, mestre.

- Penagos, bata nele. - Que goza��o � esta?

N�o � goza��o, � s� para ver como ele est� amestrado.

"Penaguitos", bata de novo!

- A mo�a pagar� por tudo isso. - Bato de novo, mestre?

Pode bater.

Agora sente-se, Penaguitos e fique quietinho.

Segurem este louco! E as estes dois, tranquem-nos!

Porque v�o me trancar? Esperem a�...

- Andando! - Eu vou sozinho.

Ande logo. Tranquem bem a porta.

Lamento pelo senhor, nem a loucura o salvar�.

Se n�o falar, ir� para o outro mundo carregando seu segredo.

Tinha certeza que viria me salvar.

Quero ver quem ir� nos salvar.

N�o me importo em morrer, se morrermos juntos.

N�o � assim. Podemos morrer separados e na hora certa.

Esses homens procuram uma bomba, n�o?

Sim, uma bomba que eu n�o sei direito...

� uma bolinha, olhe, como esta.

Uma bolinha como esta, a bomba, a bomba.

J� sei.

Olhe igualzinha � bomba, vou falar com eles...

e logo estaremos na rua.

Andou tanto com loucos que ficou louco tamb�m.

Veremos.

Porque esse esc�ndalo?

Quero falar com o chefe agora mesmo.

Traga-o aqui, Lepka!

Espere.

Do que se trata?

- Ser� que lembra disso, jovem? - N�o se aproximem!

- � uma bomba! - Vejo que tem boa mem�ria.

Acharam que pegariam o rato na ratoeira, mas se enganaram.

- Agora � a nossa vez. - O que est� pretendendo?

Primeiro que desamarre o engenheiro Penagos.

Desamarrem-no!

Obrigado, mestre.

Quieto ou vou solt�-la. Bata neste intrometido.

Agora vamos.

Quieto, quieto.

Segure um pouco.

- Enferrujou. - Voc� o matou, animal!

Mestre!

Amarrem-no de novo!

Segure sua bomba, jovem, ela pode servir...

para que voc� e sua noiva se distraiam. Tranquem-nos!

N�o me segure, pare de me puxar, pare com isso.

Est� doendo muito?

Deram-me uma pancada que perdi todas as ideias.

Voc� quem �? Digo, onde estamos?

No mesmo quarto que antes.

N�o fomos muito longe, a coisa agora ficou feia.

- Tenho uma ideia. - Outra vez?

Esta sim � boa, me d� um peda�o de papel, depressa.

- Este serve? - Sim. E o l�pis?

- O que vai fazer com o papel? - Vai ver.

Entendi, jog�-lo pela janela para ver se algu�m o encontra.

Acertou, pegue isto e venha comigo.

D�-me a patinha.

V� alguma coisa.

N�o, est� muito escuro, n�o consigo ver nada.

� claro que est� escuro, est� de noite.

Posso jog�-la?

Se n�o jogar eu jogo voc� no ch�o, voc� est� pesadinha.

N�o seja est�pido, vai atrair a pol�cia.

Foi s� para assust�-lo, eu achei que...

N�o � preciso, o engenheiro falar�...

sem a necessidade de assust�-lo, n�o � verdade?

Assustar-me, porque?

Que casa � esta?

Quem s�o voc�s? Porque me amarraram?

Desculpe, engenheiro, estes homens...

n�o entendem de gentilezas. Desamarrem-no!

Sim, agora eu lembro, me sequestraram...

lutei com eles, houve o desastre, depois...

n�o sei.

Depois o senhor perdeu a mem�ria.

Mas parece que com a pancada que acabou de levar...

a est� recuperando para felicidade sua e nossa.

O que eu tenho a ver com voc�s?

- O que querem de mim? - Oferecer-lhe duas alternativas.

A morte ou a riqueza, pode escolher � vontade.

N�o sei o que quer dizer.

Um milh�o em troca da f�rmula.

Ou uma morte n�o muito agrad�vel que digamos.

A f�rmula n�o conseguir� nunca.

Eu compreendo que, a principio, a ideia seja chocante.

Mas eu tenho m�todos infal�veis.

Esquente o ferro das confiss�es.

Ora, n�o seria m� ideia que os pombinhos...

testemunhassem o espet�culo. V� busc�-los.

Antes de come�ar quero que saiba, que o m�todo...

que vou empregar com o senhor n�o falhou nunca.

Pare de continuar perturbando o meu louquinho...

numa dessas fica zangado e eu pagarei as consequ�ncias.

N�o se preocupe, seu amigo n�o est� mais louco.

- Como que n�o est� louco? - Ele mesmo poder� lhe dizer.

- � verdade, "Penaguitos"? - E o senhor quem �?

Est� me estranhando, engenheiro?

N�o sabe quem eu sou depois de ter cuidado tanto de voc�.

Quem o ninava, quem fazia dormir...

quem lhe dava a comida, quem lhe dava seu copo de leite...

quem lhe dava banho, quem alegrava Diana...

para ela n�o ficar triste, quem?

Diana, o que sabe sobre ela?

N�o lhe aconteceu nada, est� bem?

E como! Se n�o fosse por eu estar comprometido...

n�o sei o que teria acontecido.

Como se atreve? O nome de Diana � sagrado, Diana � minha!

Pare de gritar, n�o seja mal agradecido.

Mestre, mestre. Onde o senhor estava?

Eu o estive procurando.

Voc� sabe que este sujeito mandou nos trancar.

Como se atreveu a trancar o mestre?

Miser�veis!

� o senhor. O que disse sobre Diana, onde a viu?

De novo! Ou deixam ele como estava...

- ou paro de brincar. - Onde est� Diana?

O Senhor a ver� logo, engenheiro...

acabou de me dar uma grande ideia.

Tragam o senhor Alvirez e sua encantadora filha.

N�o, o senhor n�o far� isso porque...

E assim que o senhor agradece uma gentileza?

N�o tem vontade de ver sua noiva?

Aqui n�o.

Lamento por n�o dispor de melhores acomoda��es.

Sem-vergonha, miser�vel, n�o � homem para...

e voc� viu o que deu por falar demais?

- Estava melhor como louco. - O senhor falou dela primeiro.

Mas s� de passagem e voc� insistiu de novo...

quando ningu�m mais se lembrava e voc�, perguntando.

Que esp�cie de noivo � voc� que pergunta a um estranho...

se a noiva est� como estiver e a�...

Olhem para ele, como �?

Sim, delegado. Penagos, o engenheiro Penagos.

Sim, senhor, fugiu junto com o rapaz que cuidava dele.

Mas doutor, n�o � poss�vel.

E n�o tem ideia para onde foram?

Se soubesse n�o estaria lhe incomodando...

e gostaria que mandasse seus homens procur�-los.

O que? N�o, eu n�o sei.

Tomarei provid�ncias. �s suas ordens, doutor.

Ligue para o Professor Alvirez.

Tem um catador de pap�is querendo lhe falar, delegado.

Mande-o embora, aqui n�o tem nada.

Quem fala? O senhor Alvirez, por favor.

- O que, quando? - O que foi?

Sequestraram o Sr. Alvirez e a sua filha...

uma empregada est� ao telefone.

- Pergunte se ela sabe quem foi. - Voc� sabe quem foi?

Sabe, sim senhor.

Voc� parece bobo. Fa�a-a contar o que houve.

Quem foi? Ela diz que alguns sequestradores.

Desligue.

Os Alvirez sequestrados, Penagos fugitivo pode ser coincid�ncia...

mas... aqui tem algo estranho, muito estranho.

Desculpe, delegado, o catador diz que o assunto � urgente.

- O que ele est� querendo? - Trouxe uma bola, delegado.

Isto � goza��o?

N�o, delegado, ele trouxe uma bola e um bilhete que diz...

- que � muito importante. - Mande-o entrar.

Ent�o, o que tem para me falar?

Eu estava catando, porque sou catador, �s suas ordens...

como meu pai e meu av� que tamb�m eram catadores.

E o que eu tenho a ver com sua fam�lia de catadores?

� que enquanto catava, me acertaram uma bolada...

que veja s� o meu olho, e aqui est� a bola e o bilhete...

com alguma coisa escrita.

N�o entendo nada, nota-se que quem escreveu isto...

mal sabe escrever.

Pois que seja lido por algu�m que mal saiba ler.

Muito boa ideia, leia voc�.

"Prezado senhor. Estamos presos, o louco, Chelo e eu.

Venham depressa ou nos matar�o.

"Gratifica��o � vista. Seu enquanto estou aqui. Eu".

Brincadeira, isto s� pode ser de um louco.

Sim, senhor.

Espere a�, isto n�o � t�o confuso quanto parece.

Porque o louco, pode ser o nosso louco.

Eu, quem cuida dele e a noiva... � melhor tirar a d�vida.

Voc� viu de onde veio a bola?

Sim, chefe e se quiser posso lev�-lo.

Como eu n�o iria querer. Avise as patrulhas.

- Pronto, Lepka? - Quase, chefe.

N�o pensou em nada?

Eu tenho algumas ideias mas n�o s�o boas.

- Pense em uma que d� certo. - Voc� acha que � f�cil.

J� sei. V� isto?

Outra vez a bolinha, voc� n�o aprende, n�o �?

N�o, Chelito, esta sim � uma grande ideia...

uma coisa que n�o falhar�, uma super-ideia.

Bem, engenheiro, o senhor vai falar, sim ou n�o?

V� em frente, Lepka.

N�o, pare! Se o engenheiro n�o quer falar...

pergunte ao seu assistente, ele conhece a f�rmula...

- mas n�o machuquem minha filha. - N�o ser� uma artimanha?

Minha vida e a da minha filha garantem...

- a verdade do que eu disse. - Tragam o assistente.

- Saia, querem lhe falar. - Da parte de quem?

Saia, eu falei.

O professor Alvirez garante que o senhor...

- conhece a f�rmula da bomba. - Qual o seu objetivo?

Ningu�m acredita que esse rapaz seja meu assistente.

� preciso distra�-los com algo.

Trouxe uma bomba para nos salvar no momento certo.

O senhor vai falar?

M�ezinha! Sobre que assunto?

O Senhor sabe sobre o que?

N�o grite comigo que eu n�o sou seu gato.

Precisa me dar licen�a para falar com o engenheiro...

e com o professor, para esclarecer algo...

sobre a f�rmula, a respeito das "rea��es rotativas da rea��o".

Est� bem.

Vou jogar uma bola no seu bolso, veja o que faz para ver se cola.

- Mas eu trouxe uma de verdade. - Ent�o o senhor ter� duas.

J� pegou os dados?

- Peguei, jovem. - Fale.

- Estou falando. - Diga o que sabe.

- O que sei de que? - Aquilo que ia me dizer.

- Dizer sobre o que? - Pegue o ferro!

O que houve com a bomba?

Agora eu n�o sei qual � a verdadeira.

Ou fala, ou queimamos os olhos de sua noiva.

- N�o, isso sim, a bomba. - De que bomba est� falando?

O Senhor n�o queria a f�rmula da bomba?

Vejamos, fale, traga papel.

30 gramas de �cido "sulfurado".

- � sulf�rico. - Este � outro.

15 gramas de hiposulfito de 15.

40 gramas de p�lvora em cubos para que n�o embole.

30 gramas de acetona, misturada com manteiga.

Uma d�zia de bombinhas para fazer barulho.

Dois montinhos de erva de bicho. 15 permanganato vermelho.

- 15 gramas? - 15 centavos...

tem que dar um montinho deste tamanho.

- Ponha meio quilo de aveia. - Aveia?

A aveia � para que d� liga, depois mistura-se ao azeite...

de coco e uma cereja no meio.

Eu n�o acredito que o azeite de coco...

tenha nenhuma propriedade explosiva.

Eu tamb�m n�o, mas seu cabelo fica com brilho.

Est� debochando de mim?

- O senhor n�o pediu a f�rmula? - A f�rmula da bomba!

Falasse antes, eu lhe dei uma f�rmula para queda de cabelo.

Agora sim, Lepka!

N�o, ela n�o, ela n�o!

Quietos, se algu�m se mexer, morreremos todos.

Cuidado!

Este truque j� est� batido, revistem esse palha�o.

Cuidado!

Ele tem mais uma bolinha, chefe.

� a bomba, segure-a!

- Cale-se idiota. Jogue-a. - N�o, � a bomba.

Pegue, para que brinque enquanto assiste o show...

porque agora sim � para valera, vamos l�, Lepka.

O que � isso?

- A pol�cia, chefe! - Bloqueiem a entrada!

N�o fique parado, jogue esse lixo fora.

Como vou jog�-lo, � a bomba.

Por isso mesmo, jogue-a fora!

N�o... cuidado!

Cuidado!

Abram, � a pol�cia, abram logo, em nome da lei.

- Rapazes, arrombem a porta! - Vamos l�!

Agora sim esconda-se, Chelito, come�ou o tumulto.

Mestre, cuidado, para que n�o machuquem o g�nio.

Entre logo na briga!

Acho que bati no delegado.

Agora voc�s.

Vejamos, um sorriso, por favor.

Isso mesmo, agora beije a noiva.

- N�o, a sua noiva. - Fale claro, rapaz!

Legendas - Kilo

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