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Anteriormente em White Collar...
Os Burke v�o para Washington.
Tamb�m tenho novidades. Concorri � National Gallery.
Acabaram de ligar a oferecer-me trabalho.
Chega de encarregados, de casos, de pulseiras.
Falei com um advogado. Uma recomenda��o tua � fundamental.
O "C�dex Mosconi".
Se este livro � um puzzle, talvez estas sejam as suas pe�as.
- Verifica as p�ginas. D� uma de "Rain Man". - Feito.
� o �dolo de Sita.
O �dolo tinha olhos feitos de diamantes raros.
O diamante Hope. Estamos � procura do g�meo.
Os s�mbolos do Mosconi n�o s�o uma mensagem.
S�o n�meros!
Chama-se Rachel Turner.
� a principal suspeita do homic�dio
do Curtis Hagen e do agente David Siegel.
Neal, est� apaixonada por ti.
Est� presa por homic�dio.
Estou impressionada, Neal. Foi bem jogado.
- Qual � a amea�a? - Vemo-nos em breve.
- Fala o agente Burke. - Peter, o que se passa?
A Rebecca evadiu-se.
Temos um detido em fuga. Repito, detido em fuga.
A prisioneira RK4431 n�o est� mais na sua cela.
A pris�o Metropolitana denuncia a fuga de uma
suspeita armada e perigosa, nas proximidades.
Nome: Rachel Turner, tamb�m conhecida como Rebecca Lowe.
� uma esp�cie de mensagem? "Tudo o que podes fazer, eu tamb�m posso"?
Duvido.
Saiu pela porta principal em uniforme... Como j� o fizeste.
Bem, n�o feri ningu�m para fugir da pris�o.
A carcereira est� em estado, mas sobreviver�.
- Quando aconteceu? - Enquanto estava no p�tio,
ontem, na hora de exerc�cio f�sico.
Usou um estetosc�pio que tirou da enfermaria para estrangul�-la.
Trinta segundos depois estaria morta.
A Rebecca foi ex autoridade.
Tem as compet�ncias de um agente bem treinado.
Com os instintos de uma criminosa.
Esta � a nossa especialidade, Neal, tua e minha. Vamos refazer os passos.
A primeira jogada durante a fuga. Qual seria?
Em fuga, a primeira coisa que faria seria mudar o aspecto...
R�pido corte de cabelo, tingir o cabelo.
Quereria ser invis�vel.
E tamb�m precisaria de se movimentar. Procuraria um carro.
Mas h� algo que n�o bate certo, algo...
algo estranho.
Tamb�m precisaria de novos documentos. A quem iria aqui em Nova Iorque?
N�o precisa de ir ter com ningu�m.
� uma profissional e como todos os profissionais t�m uma bolsa de fuga.
- J� temos a dela. - Bem, subestimei-a.
Algu�m assim t�o bom teria v�rias, prontas a usar.
Carta de condu��o,
passaporte, moeda...
Ter� tudo o que precisa.
Mas, se fosse ela, n�o deixaria a cidade sem a �nica coisa que quero.
- O diamante. - Sim. Matou o Siegel,
usou e assassinou o Hagen, manipulou-me e a todos na minha vida para chegar a ele.
N�o passas tudo isto por nada.
Ol�, June.
J� vamos.
Gra�as a Deus, Gra�as a Deus.
Tentei ligar ao 112.
Que, como todos sabemos... � uma farsa. A s�rio, n�o h� necessidade.
Para que s�o todos estes sapatos de sola alta a mais?
- Disseste que a Rebecca estava aqui. - Que aconteceu?
Estava a dormir, mas ouvi um barulho.
Deve ter entrado pela varanda. N�o a vi.
Estava a deixar-te uma mensagem quando...
N�o sei.
Ele deixou-me inconsciente.
O m�nimo que posso fazer � preparar um ch�.
Algo mais forte.
Agentes,
querem um caf�?
Sim, d�em-nos um momento.
- Obrigado, June. - De nada.
O que se passa com o teu bra�o?
D�i-me desde que acordei.
� uma marca de agulha.
- Ela injectou-te alguma coisa? - Pode ter sido tiopental s�dico.
O soro da verdade?
Posso estar sob influ�ncia dele.
Infringiste alguma lei recentemente?
Absolutamente nenhuma.
- Certamente n�o foi soro da verdade. - E se lhe contei a minha descoberta?
Ele pode ter feito progressos. Pode j� ter o diamante.
Rachel.
Ou continuo a chamar-te Rebecca?
� in�til tentares manter-me em linha. Isto � uma simples troca.
N�o fa�o acordos contigo
O diamante em troca da vida do teu amigo.
- O qu�? - Dei-lhe uma dose letal de veneno.
Muito em breve vai come�ar a ter sintomas. Daqui a cinco ou seis horas
estar� morto.
- Est�s a mentir. - Podes lev�-lo ao hospital, se quiseres.
Quando os m�dicos terminarem os exames, � muito que ele estar� morto.
D�-me o que eu quero.
- N�o consegues fazer o trabalho sujo? - Est�o pessoas � minha procura.
� melhor encontrares tu o diamante. Em troca, dou-te o ant�doto.
Deixa uma mensagem neste n�mero quando o tiveres. E Neal...
� bom voltar a ouvir a tua voz.
White Collar S05E13 "Diamond Exchange"
Traduzido por: * Maston * nunotr * * PaulaCoelho *
Revisto por: * Maston * Sincronia por: * ItalianSubs *
* Team LegendasProject * Vem saborear as nossas pipocas
O Presbyterian n�o � longe. Se formos agora...
- Nada de cl�nicas de morte. - � um hospital.
V�o colocar-me um c�digo de barras antes da primeira gota de soro.
- Moz, tenta ser razo�vel. - Porque perdemos tempo a discutir?
Estamos prestes a descobrir o g�meo do diamante Hope.
A tua vida est� em jogo.
A Rebecca deve estar a fingir.
Sinto-me
absolutamente
bem. - N�s conseguimos encontrar o ant�doto.
Vou levar-te imediatamente ao hospital.
O diamante � o ant�doto e precisas da minha ajuda para encontr�-lo.
Quem sabe mais sobre as tradi��es ma��nicas do que eu?
Muito bem. P�e-me a par.
O Neal disse que fizeste uma grande descoberta com os s�mbolos?
- Sim. - Calma.
Temos olhado para eles como letras, quando dev�amos v�-los como n�meros.
- N�meros de onde? - Um velho sistema num�rico Hindu,
que deve ter inspirado Mosconi, tendo em conta a origem do diamante.
Fazemos ideia do que significam?
Estou a trabalhar, mas � dif�cil. Estes �ltimos dois,
n�o sei o que s�o.
S�o os �nicos que n�o correspondem.
S�o coordenadas.
Temos 14 n�meros.
Sete e sete numa ordem precisa.
- Latitude e longitude. - Pode ser.
E estes dois s�mbolos que n�o consegues decodificar,
provavelmente s�o os pontos cardeais.
Acho que o Mosconi estava a dizer-nos onde escondeu o diamante.
Vou introduzir os n�meros, come�ando pelo nordeste.
- Quirguist�o. - � improv�vel que o diamante
esteja na rep�blica parlamentar que menos gosto.
Eles ainda t�m um costume
chamado casamento por captura.
- Parece-me familiar. Tento o sudoeste. - Continua a procurar.
Leva-nos algures no Chile.
O Mosconi nunca teve hist�ria l�.
Tenta noroeste.
� uma fortifica��o de pedra.
- Em Queens. - Pera.
Provavelmente constru�da pelos ma�on.
O Forte Totten foi constru�do em 1862 para a Guerra Civil.
Ent�o existia quando o Mosconi esteve em Nova Iorque.
Se eu tivesse um diamante valioso a precisar de ser guardado,
que lugar melhor para isso do que um edif�cio militar?
Vou avisar o FBI de que vamos verific�-lo.
Vamos.
Certo.
Olha,
era o Peter.
H� um problema com o amigo do Caffrey.
� s�rio.
Aconteceu algo ao Mozzie?
Foi envenenado pela Rebecca Lowe.
Por agora est� bem, mas parece que s� lhe restam algumas horas.
Est�s bem?
- Eles sabem o que �? - N�o. Nem uma pista, � um mist�rio.
E acho que n�o t�m tempo para esperar pelos exames sangu�neos.
Deixa-me verificar os relat�rios recentes da pol�cia sobre roubos
em consult�rios m�dicos, farm�cias ou laborat�rios, desde a fuga da Rebecca.
Ela teve de ir buscar as toxinas em algum lugar.
Muito bem. Aqui est�o.
Alguns arrombamentos. Um assalto numa loja de conveni�ncia em Williamsburg.
- Agress�o em Midtown. - Este � interessante.
O qu�? Farmac�utica Hanawalt?
Parece algum tipo de estufa.
Muitos medicamentos prescritos s�o extra�dos de plantas venenosas.
- Ocorreu ap�s o laborat�rio fechar. - Pode ser isto.
Segundo isto, a pol�cia est� no local e eu tamb�m devia estar.
- Queres ir? - Se precisares de mim, chama.
Peter Burke, FBI.
O meu colega, Neal Caffrey. O meu... Mozzie.
Agente Burke, certo. Ligaram do seu escrit�rio a avisar que vinham.
Sou o Hopper. Alan Hopper.
Guarda Florestal Hopper. O que se passa?
Acreditamos que esteja aqui uma informa��o vital
que nos poder� levar � captura de um fugitivo.
- Estamos com bastante pressa. - Entendido.
Vamos tirar um vil�o das ruas.
A estrutura recebeu o nome de Joseph Totten,
oficial do Ex�rcito dos EUA e engenheiro conhecido como o pai das fortalezas.
- � principalmente feio de granito. - Bem, teve de fazer altera��es
quando o canh�o foi introduzido.
Penso que agora � connosco. Muito obrigado pela sua coopera��o.
O que puder fazer para ajudar.
Sabe, se pudesse coordenar com o meu escrit�rio
e manter-me a par de qualquer desenvolvimento, seria perfeito.
Vou imediatamente para o telefone, chefe.
Muito bem.
Vamos come�ar a procurar. O Mosconi deve ter deixado alguma pista.
H� milh�es de esconderijos neste lugar. Precisamos de alguma orienta��o.
N�o vejo nenhum sinal ou pista.
Continuem a procurar. N�o podemos desistir agora.
"Morrer n�o significa nada, mas viver derrotado e sem gl�ria
"significa morrer a cada dia".
- Napole�o? - Um homem resoluto,
que nada impediria de encontrar o g�meo do diamante Hope.
E a n�s tamb�m n�o.
Est�s bem?
Sim, perfeitamente bem.
Est� apenas um pouco quente.
A minha pulsa��o est� um pouco acelerada.
Provavelmente � apenas do calor.
Podemos ter de o arrastar ao hospital. A espernear e a gritar, se necess�rio.
Ele diz que se sente bem.
O Moz insistiu em vir. Foi uma decis�o dele.
Mas compreende que considero-o mais do que um recurso.
Recurso? Achas que estou a aproveitar-me dele?
Sim, acho que far�s o que for preciso para apanhar a Rebecca.
33.
33 o qu�?
33 passos.
A escada em espiral, Peter.
Acabaste de lhe chamar Peter?
A quem, ao Engravatado?
- Talvez seja pior do que eu pensava. - Os sintomas est�o a manifestar-se.
As respostas � que est�o a manifestar-se.
De acordo com os ma�on,
a escada em espiral era considerada uma escala teol�gica.
Escala?
Sim, representa uma ascens�o.
De uma esfera de consci�ncia mais baixa para uma mais alta.
Temos de subir!
Moz, segura-te ao corrim�o.
26...
27, 28, 29...
30.
N�o vejo nada.
Mas tenho a certeza de que o Mosconi queria mostrar algo.
- Mostrar o qu�? - N�o sei!
Pronto, pronto, acalma-te.
Acalmo-me?
Estou a horas de dar ao S. Pedro uma nota para passar os port�es.
A calma n�o � uma op��o.
Os ma�on podem controlar o mundo, mas n�o o meu destino.
Eles est�o em toda a parte.
O olho omnividente da nota de d�lar,
o Monumento de Washington,
a capa do �lbum "Dangerous", do Michael Jackson.
Estamos aqui.
O degrau 33.
O n�mero m�gico.
O n�vel mais alto de conhecimento.
- Porque n�o consigo v�-lo? - Moz!
Agora eu vejo.
Ent�o?
Moz.
Seja o que for, est� em circula��o h� cerca de quatro horas.
- V�o fazer exames na urg�ncia. - Ele n�o tem tempo para exames.
Vai para o hex�gono.
Encontra o meu ant�doto.
Liguei para a Elizabeth.
Ela vai ficar no hospital contigo.
N�o vais ficar sozinho. Entendido?
Temos de o levar agora.
Quando caiu, ele viu algo.
Sim, ele disse: "Agora eu vejo".
Ele estava a olhar para o tecto.
- Este � o hex�gono que ele viu. - � feita de tijolos, n�o de granito.
� diferente do resto da fortaleza.
Um hex�gono significa algo para os ma�on?
N�o que eu me lembre.
Eram mestres da geometria, mas a forma por que eram obcecados, era o tri�ngulo.
Seis tri�ngulos formam um hex�gono.
Se considerarmos os seis tri�ngulos, todos se encontram no mesmo ponto.
O Moz disse que tudo tinha a ver com a ascens�o.
O degrau 33, o n�vel mais alto do conhecimento.
- Achas que temos de subir mais? - Acho que temos de ir ao telhado.
Ela est� a brincar connosco. Sabia que �amos localiz�-la at� ali.
Levar� dias a testar tudo isto.
At� l�, qualquer que seja, ser� listada como a causa da morte.
Linda e inteligente que chegue para enganar o Caffrey. At� a mim enganava.
Pois, a mim tamb�m.
Ali, acho que vi algo.
V�s como ela se afasta da c�mara e depois volta a aparecer?
- Vamos ver o que h� ali. - Est� bem.
Tenho quase a certeza de que estamos por cima de onde est�vamos.
- � um antigo poste para a bandeira. - Ideias sobre o que pode significar?
Quando este forte estava operacional, eles usavam as bandeiras
para decidir o melhor �ngulo para disparar os canh�es.
Como sabes isso?
Us�mos bandeiras nos treinos com armas de fogo em Qu�ntico.
Essencialmente, isto � uma b�ssola
que gira 360 graus.
Est� tudo relacionado com os graus. 33 para alcan�ar o conhecimento.
- O que queres dizer? - Acho que temos de olhar a 33 graus
desta posi��o.
Se o norte verdadeiro corresponde a 0 graus,
ent�o, 33 graus aponta para
ali. Aquela constru��o.
Reparas em alguma coisa?
Sim, � de tijolo e � um tri�ngulo.
Isto era o armaz�m da p�lvora.
Provavelmente o local mais vigiado de todo forte naquela �poca.
O que encontraste?
Esta parte da parede n�o � de tijolo.
� barro.
Mas parece tijolo.
- � duro o suficiente. - Alguns materiais alcalinos
podem endurecer com o tempo.
Especialmente quando s�o revestidos com �leo.
�leo, �leo de pintura?
O Mosconi era um grande artista.
Acho que pintou sobre o barro para que ningu�m se apercebesse
num primeiro ou num segundo olhar.
� um acabamento falso.
H� algo por detr�s desta parede.
- Ainda tens o teu conjunto de roubo? - Sempre.
Queres fazer as honras?
Encontr�mo-lo.
N�o sei quanto a ti,
mas eu sinto-me bastante iluminado neste momento.
� a Mona Lisa das gemas. Todos os museus e coleccionadores a querer�o.
Quanto � que vale?
60 milh�es.
Ou a vida de um careca paran�ico.
Foi para a caixa de mensagens.
Rebecca, encontrei-o.
Estou a segur�-lo neste momento.
- Rebecca? - Sabia que o encontrarias.
Onde fazemos a troca?
A fonte no canto nordeste do Parque Washington Square. Daqui a uma hora.
Eu recebo a pedra, tu o ant�doto e
o Mozzie viver� para pontificar mais um dia.
- Est� bem, vou a caminho. - E Neal,
se houver algum truque ou se vir algum agente do FBI e sabes que verei,
eu desapare�o e o teu amigo ter� uma morte lenta e dolorosa.
Mal posso esperar para te ver.
- O que est�s a fazer? - A requisitar unidades de refor�os.
N�o, n�o podemos correr o risco.
� uma troca simples. Damos-lhe o diamante, ela d�-nos o ant�doto.
O que te faz pensar que vai cumprir a promessa?
N�o far� nada para me magoar. Isso inclu� deixar o Moz morrer.
Com o diamante, ficamos no controlo. O controlo � fundamental nos criminosos.
Conhe�o o comprador que ela vai contactar, consigo encontr�-la.
�s um perito em ser um criminoso, eu sou perito em captur�-los.
Podemos salvar o Mozzie e devolv�-la ao lugar onde pertence.
Fala o agente Peter Burke. Declaro um estado de alerta t�ctico.
A fugitiva Rebecca Lowe encontrar-se-�
em Washington Square Park dentro de uma hora.
Instalem um per�metro invis�vel a dois quarteir�es do parque.
Quero observadores em todos os telhados.
- Espera. - Mas...
ningu�m entra no parque.
Ningu�m. Percebido?
� demasiado simples.
Diz-lhes que estou a caminho.
A Rebecca � mais inteligente que isso. Ela deve ter outro plano.
De novo correcto, Neal.
M�os � vista, agente Burke.
Tu tamb�m, Neal. M�os ao alto.
Mexa-se, Burke.
Caminhe.
- Apanhei-te com a guarda em baixo. - N�o � a primeira vez.
J� agora, belo corte de cabelo.
Esta sou a verdadeira eu. D�-me a sua arma, agente Burke.
Lentamente.
N�o h� problema.
Pode sempre contar com o amor para ofuscar
o pensamento cr�tico. Primeiro comigo, depois com o Mozzie.
- Duvido que consigas perceber. - Ficarias surpreendido.
Peter, n�o o fa�as.
N�o fa�a nenhum truque, agente Burke.
Matar um federal n�o me mant�m acordada de noite.
D�-lhe.
� belo ver o quanto o Neal se preocupa com o homem que o acorrentou.
Os telem�veis, de ambos.
Ent�o...
tem uma arma de reserva, agente Burke?
Mostra-me o diamante.
Espectacular.
Cumpri a minha parte do acordo. Agora diz-me qual � o ant�doto.
Vou faz�-lo, juro.
Assim que estiver segura fora da cidade.
- N�o era esse o acordo. - � agora.
Vamos.
Entre, Burke.
Uma �ltima coisa...
Agora percebo o que as pessoas querem dizer quando dizem que sentem formigueiro na pele.
Nunca te incomodei antes.
�s o meu escuteiro dos vigaristas.
Sempre preparado.
Vai. Entra.
N�o podemos parar-te agora, diz-nos qual � o ant�doto.
Um erro que nunca mais vou cometer � subestimar-te.
Adeus, Neal.
Podias divertir-te muito.
Ricinus communis.
A ricina � produzida das suas semente. Deveras letal.
Baseado nas impress�es, parece que passou algum tempo a traficar esta planta.
Pode haver oportunidade, a menos que pense que somos est�pidos para segui-los at� aqui.
Sim, � isso que me preocupa. Muitas pegadas � volta desta.
Sim, mas nenhuma ali.
E parece que a terra foi remexida.
Atropos beladona, geralmente conhecida como beladona mortal.
Ent�o � venenosa?
Bastam duas bagas ou uma folha para matar um homem adulto.
A Rebecca foi treinada pelo MI5, mas n�s aprendemos de algu�m muito mais sorrateiro.
- O Caffrey. - � uma divers�o.
Sim, estava a tentar levar-nos at� aquelas plantas e longe desta.
As coisa est�o a complicar-se bastante. Ele acha que � um certo Marchese de Grouchy,
e est� a falar com o Napole�o.
Na realidade, esse era o nome General do Napole�o na batalha de Waterloo.
Pensamos que ela administrou ao Mozzie atropos beladonna.
Diz ao m�dico para lhe administrar uma droga chamada fisostigmina.
Fisostigmina?
T�m a certeza?
N�o.
Mas � o melhor que conseguimos.
Disseram para administrar uma droga chamada fisostigmina, j�. Imediatamente!
Isso � para envenenamento por beladona, ainda n�o sa�ram os resultados das an�lises.
- Doutora, por favor. - Os efeitos secund�rios podem ser graves.
convuls�es, batimento card�aco irregular, epilepsia. N�o o farei sem os resultados.
- Pode ser tarde demais. - Vou apressar o teste � beladona.
Por essa altura pode j� estar morto!
Administre-lhe! Administre-lhe, j�!
Preparem 50 mg de fisostigmina, mas tenham de preven��o lorazepan e epinefrina
para o caso de reagir mal.
Merci.
J� te vi a tirares umas algemas em menos de um minuto sem nada.
Pois. Quando est�o nos meus pulsos.
� um velho truque que uso quando est�o a ser colocadas.
Dilata-se as veias e os m�sculos dos pulsos e m�os,
e quando os descontrais, as algemas ficam largas.
J� te disse mais do que devia sobre o meu mundo.
- Pensei que ias abandonar esse mundo. - Bem, n�o preso a uma pulseira.
- � tudo o que tens? Um truque antigo? - A n�o ser que tenhas um clip.
Afasta-te, Houdini. Vou tirar-nos daqui.
Se soubesse que ias optar por uma solu��o mais elegante.
Vai resultar. Agora chuta.
Aos tr�s, est� bem?
- Em equipa. 1...2...3... - Pois. 2...3...
Est�s a ouvir?
- � a forma mais inteligente de sair daqui. - Sim, que � normalmente a que ela adopta.
Agente Burke!
Muito bem...
- Tinhas raz�o. - Agente Burke!
Agente Burke?
Agente Burke.
- A sua mulher ligou. - � sobre o Mozzie?
Sim, senhor. Foi-me dado o recado que lhe foi administrado um ant�doto.
Est� a reagir ao tratamento.
- D�-me o seu telem�vel, imediatamente. - Aqui n�o temos rede, senhor.
- Temos de ir para a frente. - Vou atr�s da Rebecca.
- Espera por mim. Vou chamar refor�os. - N�o h� tempo.
O que podes fazer para par�-la?
Dando-lhe uma raz�o para ficar.
Rebecca!
N�o te aproximes mais. Desta vez n�o ser� de rasp�o.
H� lugar para os dois naquele helic�ptero?
Um diamante pode comprar-nos um belo castelo na Cro�cia.
Podemos viver como reis.
Parece perfeito.
O FBI n�o nos est� a ouvir. Somo s� n�s.
E aquele helic�ptero pode levar-nos para onde desejarmos.
Quantas vezes pensas que vou cair nessa?
N�o me queres.
Deixaste isso muito claro.
Acho que vais ficar na mesma.
Porque haveria de ficar?
Porque n�o te vais embora sem o diamante.
A que te referes?
Verifica o teu bolso.
V�.
Nada melhor para te dizer "amo-te"...
como um tijolo.
Seu...
filho da m�e.
Foi apenas um passo de magia, nada de especial.
Talvez o teu pensamento cr�tico tenha ficado nublado.
Amo o qu�o bom �s.
Odeio o qu�o boa �s.
- D�-me o diamante. - N�o posso.
Neal, n�o me obrigues a matar-te.
Tirarei do teu belo cad�ver.
J� n�o est� comigo.
Onde est�?
Todos os agentes de autoridade local e do do FBI de Nova Iorque v�m a caminho.
Sim, senhor. Irei coordenar tudo.
- Acabaste de matar o teu melhor amigo. - N�o, o Mozzie est� a recuperar.
Parece que est� livre de perigo.
E tu ficaste por terra.
Onde vais?
Foi-se embora, e n�o vai voltar.
Deve ter ouvido pelo r�dio.
Todos os agente de autoridade de Nova Iorque v�m a caminho, neste preciso momento.
Ent�o vou trocar-te pelo diamante.
Vais tirar-me daqui,
de uma forma ou de outra.
Rebecca...
tens de perceber quando acaba.
�s vezes...
tens de parar de fugir.
� bonito aqui.
Bem, a folha de uma planta manda-me abaixo,
o fruto de outra...
revigora-me. O ciclo da vida.
Achas mesmo que devias estar a beber isto logo depois de Waterloo, Grouchy?
Ordens do m�dico. Fui instru�do a beber muitos l�quidos.
Ent�o, onde est� essa gema pela qual quase patinei?
� verdadeiro?
N�o faziam falsos assim t�o bons em 1886.
Posso tocar-lhe?
Sabem, depois de ter ordenado o lapidar do diamante Hope,
o Louis XIV usou-o no seu dedo mindinho.
Ele tinha dedos enormes.
Ent�o este diamante � o nosso bilhete...
para uma vida boa? - Pois, quem � o propriet�rio?
O meu dever como agente federal, � entreg�-lo ao Departamento de Estado.
Ainda bem que te sentes melhor, Moz.
- Est�s pronta? - Sim.
Esse diamante n�o foi feito para estar envolvido em vidro � prova de bala
com uma data de turistas em cal��es espantados a olh�-lo.
� melhor do que estar escondido por detr�s de uma parede.
Adeus.
Adeus.
Obrigado em teres dado numa de "La�os de Ternura" para com a m�dica.
Foi divertido.
Aquele diamante � nosso, Neal. Vamos recuper�-lo.
- Queres roubar o Departamento de Estado? - Bem, ainda n�o chegou l�.
� a nossa sorte grande. Era suposto ficarmos orientados para a vida,
de um modo perversamente leg�timo.
N�o h� motivo para irmos atr�s dele de forma ileg�tima.
V�, Moz.
- Isto nunca se tratou de dinheiro. - Claro que n�o, mas podemos...
Achas que se desaparecer, o Peter n�o saber� onde procurar em primeiro lugar?
A minha liberdade vale mais do que tudo o que aquele diamante pode comprar.
Claro que vale.
Mas...
a tua liberdade ainda te ilude.
- Estou em sarilhos? - N�o.
Nada de sarilhos.
- A Rebecca fugiu novamente? - N�o vai a lado nenhum, nunca mais.
Ent�o o que se passa?
Foi-me atribu�do um novo encarregado? Quem � o agente sortudo?
Ningu�m.
Bem, tu n�o �s de certeza.
Ainda parece que vais para algum lado.
Liguei ao Bruce para Washington.
Coloquei-o a par da tua captura da Rebecca Lowe.
Disse-lhe que merecias a tua liberdade.
Peter...
Ele concordou.
Vai reunir-se com o director do FBI para dar in�cio ao teu processo de liberta��o.
Assim que assinar,
s� fica a faltar uma chamada para o Procurador Geral para finalizar.
Quando?
S� deve demorar alguns dias.
Mas... h� uma condi��o.
Qual?
Visitares-me e � El em Washington com frequ�ncia.
Serei o h�spede que nunca mais se vai embora.
E se n�o mantiveres a tua promessa,
se descobrir que efectuaste uma simples partida,
vou deixar o meu agrad�vel emprego e vou ca�ar-te.
Como nos velhos tempos.
Com o mesmo resultado final.
- Pronto. - Pois.
- Vemo-nos em Washington. - Podes crer.
N�o obter o diamante muda tudo.
Bem, encontr�-lo ajudou a comprar a minha liberdade. E isso � tudo.
Excepto que estar�s falido, e sem um cheque do governo para pagar a renda.
- N�o sabes como isso soa bem. - N�o te preocupes.
H� muita pesca grossa ao largo � espera de ser apanhada.
Para mim acabou, Moz.
Vou deixar essa vida.
- Poupa-me. - Estou a falar a s�rio.
Chega de trabalhos. Chega de met�foras piscat�rias.
Neal,
se n�o �s um criminoso...
ent�o quem �s?
� isso que quero descobrir.
Sabes que j� passou cinco anos da �ltima vez que estive em Paris?
Banguecoque, Istanbul... quando a minha pulseira desaparecer, podemos ir.
Est� bem, e se, enquanto l� estivermos, passar uma baleia,
podemos atirar-lhe um arp�o.
Um baleia n�o � um peixe, por isso esta met�fora � aceit�vel.
O Monet continuou a pintar mesmo depois de ter ficado cego.
O Mick Jagger vai continuar a fazer digress�es at� cair morto em palco.
Tens de continuar a fazer no que �s bom.
Uma das muitas diferen�as entre mim e o Mick Jagger
� que serei preso novamente se continuar.
Aquele diamante era suposto ser a nossa reforma.
O Engravatado tirou-nos isso.
Est� a ajudar-te a obter a liberdade, mas...
com um futuro sem as melhores coisas.
Para ti...
� como cortar-te o oxig�nio.
Paris sem dinheiro.
N�o � a cidade das luzes.
Querida, a que horas vem a carrinha da mudan�as amanh�?
�s oito horas.
Achas que estaremos prontos?
Bem, essa � a beleza dos prazos: temos de estar.
Vou atacar l� em cima. N�o h� desculpas para n�o me ajudares.
Fala o Peter Burke.
Ol�, Bruce.
Est� um tempo perfeito para usar cal��es.
Assim que me livrar da minha pulseira, vou comprar cem pares.
Ainda bem que pudeste vir.
- Porque est�s com essa cara? - Senta-te.
Est� bem.
J� percebi, vais fingir estar s�rio...
e dizer-me como o director do FBI e o Procurador Geral discutiram o meu caso
e como n�o era t�o f�cil como pensavam.
Devia ter sido.
Fingir nunca foi o teu forte.
A chamada para o Procurador Geral nunca aconteceu.
O director do FBI reviu o teu cadastro.
Disse ao Bruce que estragaste qualquer oportunidade de uma redu��o de pena...
por causa da tua fuga para Cabo Verde o ano passado.
E tudo o que fiz depois n�o importa?
Pelos vistos importa bastante.
Temos o registo mais alto de deten��es do FBI.
- Pois. - O Bruce pensa que
a verdadeira raz�o para n�o te libertar � por seres um activo muito importante.
O FBI n�o te quer perder.
Lixei-me a mim pr�prio.
Se n�o fosses bom,
teriam anulado o teu acordo e enviado de volta para a pris�o.
Ent�o o jogo estava viciado?
N�o, isto n�o � um jogo.
Tudo �.
N�o fa�as nenhum disparate, Neal.
Isto ainda n�o acabou.
Est�s bem?
Qu�o desapontada ficarias se n�o nos mud�ssemos para Washington?
O que se passa?
O meu pedido para a liberta��o do Neal foi negada.
Querem que ele cumpra a pena ao servi�o da Divis�o de Crimes Financeiros.
Isso n�o � justo, ele mereceu!
Exactamente como me sinto.
E...
agora n�o queres ir para Washington.
� s� burocracia, El.
Quero dizer, tipos sentados � secret�ria a tomar decis�es sobre as vidas de outros,
sem fazer parte diariamente dessas vidas.
N�o � para mim.
Bem, querido, se...
se � isto que sentes que deves fazer, ent�o...
claro que compreendo.
Talvez eu possa...
ir e vir.
Podemos...
falar todas as noites e...
pode ser divertido reencontrarmo-nos aos fins-de-semana.
Se � isso que sentes que precisas de fazer.
Querido, trata-se da National Gallery.
� uma oportunidade �nica!
N�o estavas � espera que desistisse do emprego s� porque mudaste de ideias.
N�o estava.
N�o.
Portanto a moral desta hist�ria... o Engravatado n�o � de confian�a.
A culpa n�o foi do Peter.
Que tu saibas, mas a s�rio, qual � a diferen�a?
Engravatados mesmo com outro nome continuam a ser o inimigo.
A pergunta �, o que fa�o agora?
Decifrei a tua antiga pulseira, posso fazer o mesmo com esta.
Mas a verdadeira pergunta mant�m-se...
queres que o fa�a?
Quero a minha liberdade.
A qualquer custo.
D�-me uma semana, e voltaremos ao activo.
Tenta ser mais cedo.
Reabastece o teu bar.
Ou�a.
Porque me segue?
Quem � o senhor?
Estou prestes a ser a �nica pessoa no mundo que sabe onde voc� est�.
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