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Posso ver?
Coletaram cinco esp�cies desconhecidas, mas elas fugiram da tripula��o.
Olhe com os olhos.
Voc� est� bem?
Por que n�o mantivemos nossos nomes quando nos criaram?
Porque somos um segredo.
S�o todos codinomes.
Por que Peter Pan? Por que n�o pudemos escolher?
N�o sei. Acho que � porque os Meninos Perdidos n�o crescem.
Mas nos colocaram em corpos de adultos. Nem todos s�o meninos. Metade s�o meninas.
Por que a Wendy � a Wendy?
Ela foi a primeira.
Nibs � um bom nome.
No livro, chamam Curly de "Picles".
- Ele sempre se mete em encrenca. - Pelo menos ele participava da a��o.
O Tootles perdia os melhores momentos porque sa�a antes da hora.
Sil�ncio.
Kirsh.
Eu sei de tudo pelas imagens. Isso n�o � mais uma miss�o de resgate.
Quero que protejam o local,
coletem vidas alien�genas e tragam elas pra estudarmos.
Chefe, por mais que eu queira�
- Senhor, eu acho� - N�o quero ouvir esse papo.
Um trilh�o de d�lares em pesquisa caiu no nosso colo.
A Yutani fez merda. E n�s fazemos o qu�? Devolvemos as armas biol�gicas pra ela?
Senhor, em algumas semanas lan�aremos um produto que mudar� o mundo.
- Chefe, s�o muito perigosas� - Por favor.
Temos um laborat�rio de quarentena. Voc� mesmo falou.
S�o cinco esp�cies. Vamos isol�-las pra fazer uma pesquisa completa.
E as crian�as?
Tem tr�s comigo. Est�o indo bem at� agora.
Inclusive a Wendy?
- Kirsh? - N�o, ela foi procurar o irm�o.
- Ent�o ela est� por a� sozinha. - O Slightly foi com ela.
Ele � uma crian�a. Mandei voc� vigiar ela.
Com todo o respeito, houve uma colis�o, e queremos conter uma invas�o alien�gena.
Achei que voc� fosse melhor do que os homens, mas s� ou�o desculpas.
Traz ela aqui. Agora.
A Wendy est� l� fora? Com todas essas coisas?
Joe!
J�
Joe.
Joe!
N�o, Marcy!
- � uma armadilha! - Joe!
- N�o! - Joe!
Joe.
N�o.
Marcy.
- Nossa! - Te achei.
- Te achei. - Marcy, tem que sair daqui.
Ele vai voltar.
Marcy.
- Marcy! - Qu�?
Fica atr�s de mim.
- Sou o soldado. Voc� � crian�a. - N�o mais.
Marcy.
- Ser� que� - N�o.
Por que ele fez isso?
� �cido.
Temos que sair.
Voc� est� bem?
Marcy.
Marcy.
Marcy.
- O que est� fazendo? - N�o sei!
Joe, a porta!
Vai at� a porta!
Joe!
Pronto?
Agora!
Marcy!
Marcy!
Marcy!
Estou indo!
Vai.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
Marcy!
Marcy.
N�o.
N�o.
Marcy, voc� vai ficar bem.
Voc� vai ficar bem. Marcy. Estou aqui, t� bom?
Fica comigo. Fica�
Wendy?
Mano!
Finalmente. O Kirsh est� atr�s de voc�.
Que susto, cacete!
- Qual � a sua? - O que est� fazendo?
T�.
Desculpa, mano.
Est� assustador l�, porra.
- Voc� disse porra. - Voc� disse cacete.
Acredita que estamos numa nave?
Sim, no subsolo, que � um lugar idiota pra colocar uma nave.
Espera.
O que s�o aquelas coisas?
Ovos, eu acho.
- Cara. - O qu�?
- O qu�? - Cara.
- Vimos insetos espaciais. - Insetos espaciais?
- Eles bebem todo o seu sangue. - O qu�?
E a� vimos uma coisa muito estranha.
- Tipo um monstro olho-polvo. - Polvo?
- N�o acredito que perdi isso. - Mano.
Ele atacou a Nibs.
- Qual � - Assim�
- Tipo� - Cara�
- Parecia filme. - Droga.
Mano. Espera.
- Eu devia estar l�. - E a Wendy?
- Cara! - O qu�?
Um alien�gena de 4 metros pegou o irm�o dela de l�.
Ela entrou no modo ca�adora e foi atr�s dele.
- Sozinha? - Ela falou pra eu ficar. Eu teria ido.
�.
O que acha que tem nesses ovos?
N�o tem galinhas.
- Olha isto. - Olha voc� isto.
- Virem-se. - Eu�
Devagar.
Larguem as armas.
- N�o temos armas. - �, n�o d�o pra gente.
- Est� tudo bem. - N�o est�.
Afastem-se dos ovos.
Devagar. Venham at� mim.
Onde estamos?
Como assim? Numa nave.
N�o, onde? Que cidade?
� uma cidade de Prodigy. Come�a com S.
Nova Si�o.
- �. - Nova Si�o. Isso.
�.
Esta nave � sua? Voc� caiu?
- Deve ter do�do. - Doeu?
Sil�ncio.
Parecem duas crian�as.
- N�o somos crian�as! - �, n�o somos.
N�o somos crian�as.
O que est�o fazendo aqui? Vieram pegar o esp�cime?
- � confidencial. - Confidencial.
Isso, � confidencial.
Tudo bem.
Imaginem um cen�rio.
Voc�s s�o o chefe de seguran�a de uma nave.
De uma nave de pesquisa espacial.
E essa nave encontra algo
em uma lua distante.
Ovos.
Espera, estes ovos?
Isso. Esses ovos n�o s�o como ovos normais.
Quando os levam � nave, eles eclodem.
E monstros saem deles.
Voc�s os viram, imagino.
Os monstros.
- Eu acho� Desculpe, n�s� - Acho que devemos�
T�, desculpe�
Vamos embora.
Nesse cen�rio, voc�s sentem uma coisa
quando os monstros v�m, e voc�s n�o podem�
Voc�s n�o ajudam.
Transferindo dados.
CARREGAR ARQUIVOS COPIAR ARQUIVOS
Talvez estejam sentindo agora.
Quando a M�e diz que a vida da tripula��o n�o importa,
e s� a recompensa importa.
Quando ouvem os gritos e a �nica coisa que podem fazer � se salvarem.
Voc� � um rob�?
N�o seria legal? Ser todo m�quina em vez do que sou.
As piores partes de um homem.
Transfer�ncia de dados em 78%.
Ent�o�
O que voc�s fariam?
Nesse cen�rio.
Machucariam os outros ou deixariam que fossem machucados?
Seguiriam essas ordens?
- N�o, tipo� - S�o pessoas m�s?
Isso importa?
Importa. Tipo�
Se fosse pra proteger algu�m, como um amigo ou�
Como nossos pais.
Isso. Como nossos pais.
Transfer�ncia de dados em 93%.
Voc�s n�o sabem.
Isso � poss�vel?
N�o sabemos o qu�?
Seus corpos s�o claramente sint�ticos, mas acham que t�m pais.
- N�o. � s� porque n�s� - N�o. N�o conta pra ele.
N�o contar o qu�?
- Nada. - Transfer�ncia de dados em 98%.
Noventa e nove.
Cem.
Transfer�ncia de dados completa.
Dados apagados da fonte.
N�o contar o qu�?
Quando uma m�quina n�o � m�quina?
- Me solta. - Quando uma m�quina n�o � m�quina?
Solte-o.
- Ele est� armado. - Estou vendo.
Voc�s est�o na minha nave.
Esta nave, sendo bem claro, � um objeto, n�o um local.
� uma bola que foi jogada no quintal do vizinho.
Eu sou o vizinho, ent�o a nave pertence a mim agora.
- Voc� � Prodigy? - Trabalho para a Prodigy.
- N�o falo com mensageiros. - E voc� � rei de que pa�s mesmo?
Voc� � o pai?
Como?
Esses sint�ticos acham que t�m pais. Voc� � o pai?
N�o estamos aqui para falar sobre o que sou, Sr. Morrow.
Eu li o manifesto.
Chefe de seguran�a. �nico sobrevivente. Ciborgue.
Perdeu muitos amigos, n�o foi?
N�o tenho amigos.
Todos precisam de amigos.
Ela n�o vai permitir.
Ela gastou bilh�es no que tem nesta nave. Vidas de pessoas. Eles pertencem a ela.
Se n�o tomar cuidado, voc� vai pertencer a eles.
N�o!
Vasculhamos o local do acidente. Nada do ciborgue.
- Ela vai� - S� um segundo.
Quero revis�o do firmware.
A equipe esquel�tica vai procurar microfraturas.
A culpa � minha.
- N�o �. Ela fez uma escolha. - Ela � uma crian�a.
Sou respons�vel por ela.
Ele fez uma escolha, n�o voc�.
E ele � o chefe, mas mandar um prot�tipo de US$ 1 bilh�o
- a um local de acidente � - O qu�?
Nada.
- �, nada. - N�o.
O que ia dizer?
A empresa � sua. Pode fazer o que quiser.
Coragem, vai.
Chega.
Agora j� foi.
E nossa menina foi t�o corajosa.
Nem acredito, mas ela sofreu muito dano.
Por favor, nos deixe trabalhar.
- Pode salvar ela? - Estou fazendo testes.
- Ela me ouve? - N�o.
O Kirsh suspendeu o hardware dela. Era mais seguro.
Estou preocupado com isto aqui, t�?
Cuidado.
Fascinante.
Podem ir.
Muito bem, pessoal.
Valeu a pena?
O qu�?
Arriscar o trabalho de uma d�cada em algo novo.
Minha nossa. Voc�s est�o debochados hoje.
Achei que ficaria animado.
Com tudo que h� pra explorar.
Novas formas de vida.
Com �cido no lugar de sangue.
Como um pa�s desconhecido.
E aqui est� voc�.
Um cientista.
- Fora. - Ei.
Fora.
Ei.
- Que porra foi essa? - � um parasita.
O xenomorfo p�e ovos,
que esperam uma vida org�nica se aproximar para eclodir uma protocriatura.
Como sabe disso?
Vi mais cedo com o seguran�a.
O corpo no tubo criog�nico foi morto por dentro.
As protocriaturas devem ter gestado em um hospedeiro humano.
Como voc�.
Tranque tudo.
S� sint�ticos t�m passagem livre.
Voc� est� no comando.
Como quiser.
Estamos encrencados?
Por qu�?
Voc�s fizeram algo?
N�o, senhor. Fizemos exatamente o que nos mandaram.
Falem do seguran�a que voc�s encontraram.
Bom, ele tinha uma�
Tinha uma faca no bra�o.
Isso, tipo um bra�o rob�tico,
e ele amea�ou o Slightly.
N�s dois, na verdade.
- Mas era o meu pesco�o. - Ele ia me matar depois de te matar.
- A� ele� - Sil�ncio.
N�o o encontramos l�.
Ele pode ter escapado pelo cord�o.
Estamos analisando as imagens das suas c�meras de retina.
Nossas o qu�?
Seus olhos.
Gravamos tudo que voc�s veem.
Fala s�rio.
Acho que n�o gosto disso.
Tem uma coisa que n�o entendi.
O que ele sussurrou para voc�?
No final.
Ele disse: "Quando uma m�quina n�o � m�quina?"
Est� bem.
Por enquanto, � s�.
Mas v�o achar ele, n�?
Ele n�o vai�
N�o vai o qu�?
Sei l�.
Tipo, vir nos matar enquanto dormimos.
Claro que n�o.
Este � um local seguro no meio do oceano.
N�o.
Confiem em mim.
Ele estar� morto ou preso at� o fim do dia.
Obrigado.
A Prodigy � o futuro.
A Prodigy � para sempre.
A Prodigy �
Weyland-Yutani.
C�digo de seguran�a: 871. Palavra-chave: Falc�o.
Aguarde.
Sr. Morrow.
Quem �?
Est� com meus esp�cimes?
Preciso falar com a Yutani.
Tenho autoriza��o.
Aqui � ela.
Entendo. Sim.
Voc� conhecia minha av�.
Faz 65 anos, Sr. Morrow.
Eu comando a empresa hoje.
Enfim, onde est�o minhas criaturas?
Capturadas, mas tenho os dados.
Que �timo, mas n�o � o bastante. Elas sobreviveram?
Sim. Fomos sabotados.
Venha, e faremos um relat�rio completo.
Quem � Prodigy?
Uma empresa rival comandada por uma crian�a.
Posso peg�-las de volta.
Sei como entrar l�.
N�o, j� fez o bastante. Venha para casa.
N�o tenho casa. Fui embora h� muito tempo. Todos que conhe�o morreram.
- Sim. Bem, devia ter lido seu contrato. - N�o estou reclamando.
S� estou falando.
Essas criaturas s�o o trabalho da minha vida.
E vou recuper�-las.
A Prodigy � o futuro.
A Prodigy � para sempre.
A Prodigy � hist�ria.
Est�o examinando ela agora. Imagino que tenha vindo aqui por isso.
Vim relatar a miss�o na qual nos mandou.
Mandei a Wendy numa miss�o.
Mas ela quebrou.
Ent�o aqui est� voc�.
Ela � sua favorita.
Quem disse?
Gente inteligente n�o faz perguntas idiotas.
Ela � minha favorita porque foi a primeira.
Meu pai sempre jogava fora a 1� panqueca.
Voc� nos criou aqui?
Criei. Isso te incomoda?
N�o.
Nem todos gostariam disso.
Virar artificial de repente.
Sem sangue.
Sem cora��o.
Sem coc�.
Tudo bem, se eu puder viver para sempre.
Mas isso�
Isso te incomoda?
A Wendy ser minha favorita?
N�o. S� acho que est� errado. Sou a melhor.
S�rio? Por qu�?
Ela s� se importa com o irm�o idiota. Mas eu penso em coisas.
Que tipo de coisas?
O mundo.
- Como melhor�-lo. Tenho ideias. - Que tipo de ideias?
Nem pensar. Se eu contar, vai roub�-las.
Verdade.
Um dia, posso ser voc�. Talvez mais do que voc�.
Mas ela n�o liga para isso.
E voc� nos deu este c�rebro enorme,
ou HD, sei l�.
Mem�ria.
Aprendi franc�s.
- Quando? - Semana passada.
Pedi para o Arthur subir todas as aulas.
Sabe o que � um prod�gio?
Claro. Uma crian�a g�nio.
Isso.
Mas o que as pessoas n�o entendem � que o que as tornam g�nios � o fato
de serem crian�as.
Porque crian�as t�m acesso
a um mundo de imagina��o infinita.
Como eu.
Como voc�.
� o seguinte.
Vou te dar alguns livros pra ler,
algumas grava��es pra ouvir, algumas coisas nas quais pensar.
Depois podemos nos reunir
e brincar.
- O que acha? - Quer dizer que sou sua favorita agora?
N�o.
Mas voc� est� na disputa.
Voc� descobriu?
Minha charada.
Eu descobri a sua.
Quem �?
Quando uma m�quina n�o � m�quina?
N�o quero falar com voc�.
Eu sei. Desculpe se o assustei antes. Ainda n�o tinha descoberto.
TRIUNVIRATO VIRA AS CINCO
Voc�.
- Tem como eu compensar? - Me deixa em paz.
Por favor.
Me pergunte como descobri.
Descobriu o qu�?
Sua charada.
Como um ser sint�tico pode ter pais?
N�o posso falar disso.
Disse a crian�a ao estranho.
N�o sou crian�a.
Vou perguntar uma coisa. Quantos anos voc� tem?
Eu sou pai, sabia?
Um pai.
Eu era. Eu tinha uma filha.
Ela odiava uvas-passas.
Preciso ir.
Claro. Sim.
- Conversamos amanh�. - N�o!
N�o. Quer dizer, n�o posso.
Sabe, voc� me disse algo muito s�bio antes.
Voc� se lembra?
"Todos precisam de um amigo."
Quer ser meu amigo?
Por favor?
T� bom.
Obrigado. Estou me sentindo bem melhor agora.
Durma com os anjos.
Ol�?
Quando vamos pra casa?
Voc�s n�o v�o.
Peguei um ovo de aproximadamente 54cm de largura.
Tem 77cm de altura.
Aproxime-se do ponto de incis�o.
T, pegue o tubo de suc��o.
Se tentar escapar, aspire.
CORPORA��O PRODIGY
Legenda: Giovanna Meneghini
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