All language subtitles for The.Lost.Days.2025.1080p.WEB.H264-CBFM

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Levanta-te!

Levanta-te.

Sra. Agu, Nkem.

Tenho uma boa not�cia.

O Dr. Madsen enviou-me o resultado do raio-X

e� o crescimento parou.

Est� em remiss�o.

Conseguimos.

Conseguiste, m�e.

Conseguimos as duas.

- Obrigada, Sr. Doutor. - Gra�as a Deus.

Vou pedir-lhe que regresse a Londres

para fazer mais um raio-X com o Dr. Madsen

daqui a seis meses.

Eu trato da marca��o da consulta.

Parab�ns.

HOSPITAL DE COPTIC

Bem-vinda, senhora.

Sim! Obrigada.

O almo�o est� pronto?

O chef est� pronto quando quiser.

Que bom!

Amaka, por favor.

Podes preparar-me um banho?

Quero refrescar-me antes de comer.

Sim, senhora.

Detesto estas escadas, m�e.

Eu�

Sim, entra.

Ol�, m�e.

Ol�, meu amor.

Como te sentes?

Estou �tima.

Feliz.

Mais que feliz.

E tu?

Estou feliz.

Estou s� a processar a not�cia.

Atende.

N�o vale a pena, m�e.

Filha, devias falar com ele.

E dizer-lhe o qu�?

N�o tenho nada para lhe dizer.

Vou mesmo divorciar-me.

H� sempre algo a dizer.

Acredita em mim.

Acredita.

N�o, n�o.

� muito citadino.

Pedi-te uma roupa simples, Amaka.

Ol�, m�e.

Ol�, querida.

O que se passa?

Vou�

Vou viajar.

T�o cedo?

De certeza que j� recuperaste?

J� vivi com medo demasiado tempo.

Agora est� na altura de ir viver e vai correr tudo bem.

Est� bem. Ent�o, onde vais?

A Londres?

A Paris, Nova Iorque, LA?

- Ao Dubai� - Vou a casa.

� aldeia?

Quando achamos que vamos morrer, come�amos a pensar na vida.

O que �?

Fala.

N�o sei, achava s� que�

Pensava que n�o gostavas da Nsukka.

Por causa do pai, da fam�lia dele e dos problemas que tiveram.

Mas a fam�lia nunca deixa de o ser.

Nunca.

Certo.

Ent�o, quanto tempo vais ficar l�?

Uns dias.

Talvez uma semana.

E vai correr bem.

Enquanto estiver fora, pensa no que disse sobre o Victor.

A vida � demasiado longa e demasiado curta para a passares a sofrer e zangada.

Ok

Est� bem, m�e.

Adoro-te, m�e.

Tamb�m te adoro.

Aqui!

Kolawole.

Ol�.

Chisom.

�s mesmo tu?

E se vieres aqui dar-me um grande abra�o para teres a certeza?

Meu Deus!

H� quanto tempo! Olha para ti.

Envelheceste bem.

Bem� tu tamb�m. A s�rio.

Est�s a viver bem.

Chisom.

O que fazes aqui?

N�o tenho direito a uma rece��o � Chisom?

Nada de: "Chichi, vamos entrar"?

"Chichi, queres sopa de pimenta e�" O que mais?

Vinho de palma.

Vinho de palma e sopa de pimenta?

Anda.

Aqui tens.

Obrigada.

Que bom!

Ent�o�

Desististe de decorar a casa em 1986.

Est� muito�

� vintage.

Sim.

Isso � que foram bons tempos.

O que fazes aqui?

Vim ver como estavas.

Eu? Porqu�?

N�o posso visitar um velho amigo?

Passados 30 anos.

J� se passou tanto tempo?

Chisom, eu contei.

Trinta anos, uma vida.

Sim.

E agora a vida est� muito mais curta.

N�o quero desperdi�ar nenhuma.

Ent�o, est�s reformado?

Sim, estou. Sim.

Os meus p�sames pela Ronke.

Obrigado.

Isso j� foi�

Foi h� dez anos.

Sim.

E n�o voltaste a casar?

E tu? Como est� o teu marido?

Morreu h� cinco anos.

Que pena! Lamento.

Lamentas mesmo?

Como est�o os teus meninos?

Est�o �timos.

Est�o �timos.

E tu?

Tenho uma filha, a Nkem.

Ela� Ela � um amor.

Tem um nome bonito.

Sim.

Onde est�o os teus filhos?

Isto � uma discoteca sequer?

S� vim porque gosto disto.

- Detesto essa discoteca. - Isso j� passou.

Sr. Kola,

- onde est� o meu dinheiro? - Gbo-gbo.

Gbo-gbo, que brincadeira � esta?

Gravaste no meu est�dio e n�o pagaste.

E, passado tanto tempo, ainda tens a lata de me pedir a tua m�sica?

Est�s a dizer que n�o me conheces? Qual � o teu problema?

Qual � o teu problema?

- Est�s a gozar? - Ent�o, enlouqueceste?

- Meu, sai daqui. O que queres dizer? - Qual � o teu�

Isto est� delicioso.

J� n�o comia disto h� tanto tempo.

Sopa de pimenta fresca?

Sopa com pimenta acabada de apanhar.

Apanhada por ti.

N�o foste tu que a apanhaste?

Chisom,

n�o achas que est� a ficar tarde?

Para voltares a Lagos, quero dizer. Para n�o apanhares tr�nsito.

Estava a pensar ficar aqui.

Desculpa?

Se n�o te importares, claro.

A mulher rica quer ficar aqui comigo em 1986?

Se � suficiente para ti, tamb�m � para mim.

Aqui tens.

Obrigada.

N�o � bem aquilo a que est�s habituada.

Est� �timo.

- Tens a certeza? - Sim.

� que o hotel ao fundo da rua era capaz de ser mais confort�vel.

Kolawale, s� preciso disto.

Bem, ent�o�

Est� bem.

Trouxe uma coisa que tem de ir para o frigor�fico.

Sabes onde fica a cozinha?

Claro que sei.

Eu limpo o sebo a quem se meter comigo.

Kola.

Pai.

O que � isto? O que aconteceu?

Deixa-me ver.

� uma coisa pequena, pai.

- O qu�? - N�o � nada. H� comida, pai?

Est�s a pedir comida? Que disparate � esse?

Andaste outra vez a lutar.

Ainda h� pouco te paguei a fian�a na pris�o.

O que queres, pai?

N�o lutei, ca� da mota.

Ca�ste?

Sim, pai.

Ol�, Kola.

� a Chisom, uma velha amiga de Lagos.

Sim. E este � o Kola, o meu filho.

� um prazer conhecer-te finalmente.

Sim.

A Chisom vai ficar connosco at�

Algum tempo.

Algum tempo. Vou ficar uns tempos.

A s�rio?

Quero agradecer-te por partilhares a tua casa comigo.

Vou deixar-vos falar.

- Pai! - Sim?

O que faz aquela mulher no quarto da m�e?

� o �nico quarto livre da casa.

Certo, e porque � que ela n�o fica no meu quarto e eu no da m�e?

Kola, o teu quarto n�o � digno nem para ratazanas.

Escureceste as paredes todas com aquela porcaria que fumas.

Pai, ouve�

N�o te vou dizer para n�o trazeres uma mulher para casa.

�s um homem viril.

Mas n�o a ponhas no quarto da m�e. N�o gosto nada disso, pai!

- N�o gostas? - N�o, n�o gosto.

Mas quem �s tu?

N�o, Kola. Quem julgas que �s?

Foste tu que constru�ste esta casa?

J� dei a minha opini�o. N�o gosto.

Se n�o gostas do que fa�o na minha casa, podes ir embora.

Fumaste alguma coisa?

Como te atreves a falar assim comigo?

Tu.

- Est�s louco? - Pai�

N�o digo para n�o trazeres mulheres, s� n�o gosto de as ver no quarto da m�e.

J� falei. N�o gosto.

Kola?

Kola!

Volta aqui! Kola!

Chisom.

Estou bem.

Certo, vou buscar-te um candeeiro.

- Vou buscar um candeeiro. - Obrigada, isso era �timo.

Entra.

Desculpa, lamento muito.

Que bom!

Assim ficas melhor.

Est� tudo bem.

Estou l� fora se precisares de alguma coisa.

- Obrigada. - Sim.

Kola.

Kola.

A Chisom � s� uma amiga.

Pai, achas que sou idiota?

Como assim?

Sei quem est� em nossa casa.

A m�e contou-me.

O que � que a tua m�e te contou?

A m�e disse que aquela mulher igbo era com quem te ias casar.

Mas os teus pais n�o deixaram porque �s iorub� e ela � igbo.

- N�o � verdade? - Tens raz�o.

Foi por isso que casaste com a m�e.

Kola, � verdade.

A tua m�e disse-te a verdade, n�o mentiu.

Mas j� se passaram 30 anos.

Crescemos todos e estamos a envelhecer.

Est� bem?

Ela veio s� visitar-me.

Pai, n�o me protejas.

N�o a convidaste?

N�o!

Ela apareceu de surpresa.

Kola,

sei que sentes falta da tua m�e.

Eu tamb�m.

N�o h� um �nico dia

em que n�o pense nela.

Pai.

Pai.

N�o te posso dizer para n�o namorares. N�o tenho esse direito.

J� passaram mais de dez anos

e nunca te vi com outra mulher.

Tentas, pai. Mas n�o�

Kola.

Kola.

Ko�

� verdade.

A Chisom que est� no quarto

� a mulher com quem me ia casar,

mas a tua m�e�

A Aderonke!

Ela foi a melhor coisa que me aconteceu.

N�o h� nada neste mundo que eu quisesse

que ela n�o me tenha dado at� morrer.

Nenhuma mulher vai substituir a tua m�e.

Tem calma.

Ol�, K.

Ent�o? Olha para ti.

Est�s muito bonita.

Obrigada.

Estava a pensar fazer uma boa caminhada at� � aldeia.

Vais precisar de um guia.

Sou uma mulher simples.

N�o tenho dinheiro para essas coisas extravagantes.

Conhe�o um guia muito bom.

Sim, passou aqui a vida toda.

Ele � caro?

Muito.

Mas a primeira excurs�o � de gra�a.

Vamos?

- Desculpa, � a minha filha. - Est� bem.

Ol�, amor.

- N�o me ligaste. - Esqueci-me, desculpa.

Adoro-te.

Adoro-te.

- � a tua filha? - Sim, estava preocupada.

Est� sempre preocupada comigo.

Isso � bom. Tens uma filha muito boa.

- Vamos? - Sim.

Vamos.

Estou?

Ol�, meu.

O que se passa?

Desculpa incomodar, mas preciso de falar contigo.

Meu, por favor,

n�o tenho dinheiro para te dar.

Mano, n�o estou a ligar para pedir dinheiro.

- Certo, ent�o o que �? - O pai trouxe uma mulher para casa.

O pai trouxe uma mulher para casa. Lembras-te da mulher de que a m�e falou?

A Chisom, ou l� como se chamava?

Quem?

Aquela mulher igbo

com quem o pai ia casar.

Ela est� em nossa casa, est� a dormir no quarto da m�e.

J� disse ao pai que n�o gostava.

N�o est� bem p�r uma mulher no quarto da m�e.

Est�s a gozar?

Achas que te ia mentir?

Estou a v�-los agora a passear juntos.

Bem, a casa � dele.

N�o importa.

Ele n�o pode substituir a m�e s� porque a casa � dele. Ela n�o gosta.

A m�e n�o disse que n�o gostava.

N�o faz mal. Ela n�o precisa de dizer.

N�o precisa. N�s sabemos, n�s percebemos.

Tem calma, espera. Deixa-me pensar nisto.

N�o uses isto como desculpa para fazer merda.

Kola? Est�s a perceber?

Sim, percebo.

- Cuidado. - Sim.

Cuidado.

- A� � frente? Aqui? - Sim.

- Aqui? - Sim. Podes sentar-te ali.

- Obrigada. - Sim, eu ajudo-te.

Sim.

Isto � t�o agrad�vel.

Porque � que a vida n�o pode ser sempre assim?

Chisom, diz a verdade. Porque vieste aqui?

Estive quase a morrer.

Tive cancro.

O qu�?

Linfoma n�o-Hodgkin.

J� estou bem.

Sabes, foi�

O tratamento que fiz�

Deixa-nos as unhas negras e�

Depois�

V�s?

Aparecem-nos manchas pelo corpo todo.

E depois�

Isto � o pior.

Chisom.

Credo!

Chisom.

J� estou bem.

Estou bem, mas isto fez-me perceber que�

Ia morrendo sem corrigir o meu maior erro.

Lamento.

Lamento muito.

Lamento que as coisas n�o tenham corrido bem no passado.

�ramos novos.

E os nossos pais fizeram o que acharam correto.

Dev�amos ter fugido.

Isso foram ideias loucas de um jovem tolo.

Passei todos os dias a pensar no que a vida poderia ter sido.

Serias pobre.

Muito pobre.

- Sim. - Seria feliz.

Deixei o medo for�ar-me a cometer um erro terr�vel.

Chisom.

A minha mulher�

A minha mulher passou a vida inteira�

� a criar esta fam�lia.

Achas que posso conhecer o Moses antes de ir embora?

O Moses.

O Moses�

� est� a trabalhar no duro em Lagos.

Sim. E eu�

Duvido que ele queira deixar tudo s� para vir conhecer�

� uma velha amiga.

Compreendo.

Sim?

Sabes�

Vai haver um festival.

Em breve.

Se ainda estiveres aqui, podemos ir juntos.

Isso era �timo.

Sim.

O Moses tamb�m vai?

CHISOM AGU NAMED EMPRES�RIA DO ANO

CHISOM AGU PERDE O MARIDO

Meu amor,

n�o te zangues. O que se passa contigo?

� o quarto da minha m�e.

Porque � que ele fez isto?

Eu sei.

N�o faz sentido.

N�o te zangues.

Kola.

Tawa.

Tawa.

- O que �? - Aproxima-te.

Meu amor.

Minha mulher.

Minha alegria.

Minha pomba.

O que se passa?

Ouve,

quando fores minha mulher�

Tua mulher?

N�o quero que te aconte�a nada de mal, Deus nos livre.

O que me pode acontecer?

Mas se acontecer alguma coisa, n�o quero outra mulher.

N�o vai acontecer nada.

O que se passa contigo?

Tenham l� calma.

Tenho de ir.

Vemo-nos depois, est� bem?

Tudo bem? Vemo-nos depois.

Est� bem.

Boa!

Joga.

Meu, ela � toda boa.

�s o piorio.

�s o piorio. Joga l�!

Ol�, chefe.

Isto � muito grave!

N�o podemos fazer nada.

- O que aconteceu? - O que �?

Cobraram-nos 5000.

- Sr. Kola. - S� por peixe.

Bem-vindo, senhor.

- H� quanto tempo, senhor. - Desejo-lhe sa�de.

- Est� tudo bem? - Obrigado.

- Senhora. - Cuide-se.

- H� quanto tempo, Sr. Kola. - Bom dia.

- Bem-vindo ao mercado. - Sr. Kola.

Bem-vindo ao mercado, Sr. Kola.

- Tudo bem? E a fam�lia? - Ol�. J� digo.

- Est� tudo bem. - E a fam�lia?

- Toda a gente se conhece. - Sr. Kola.

- Sim? - Deus me ajude.

- Senhora, est� a dever-me uma coisa. - Sr. Kola.

- Toda a gente te conhece. - Sim.

Achava que ia passar despercebida.

� imposs�vel.

- Sr. Kola. - Tudo bem?

- Como est�? - Boa tarde, senhor.

- Sim. - Que belo dia!

Ainda gosta de carac�is?

- Quanto quer pelo tecido? - Lembras-te?

Claro. Olha.

- Como podia esquecer? - Quanto �?

Senhora, a quanto est� a vend�-los?

- Vinte por� - Boa tarde.

- Tawa! Como est�? - Muito bem, senhor.

- Ainda bem. - Boa tarde, senhora.

- Ol�. - N�o podemos comprar.

� muito grande.

� a namorada do Kola.

Bolas.

- Vinte? - Vinte.

Crian�a consagrada, Deus aben�oou-me.

A rosa de ABK floresce lentamente

Deus est� sempre comigo

O CAC faz 20 anos, aleluia

Estamos cada vez maiores

DG, est� demais.

- Boa, meu. - Est� demais.

- Juro. - �s bom demais.

Meu amor.

Minha pomba.

Minha querida.

Estou bem.

Como est�s?

- Tive saudades tuas. - Estou bem.

Onde foste?

Fui ao mercado.

Como est�s?

Estou bem.

- Como est�s. - N�o lhes ligues.

N�o lhes ligues.

- Como est�s? - Hoje est�s mesmo bonita.

Olha para ti, meu amor.

Para com isso.

Tens alguma coisa para mim?

Fala comigo.

Pronto, vou embora.

Vou fazer um ewedu muito bom e pur� de batata-doce como gostas.

Tawa! Tawa, d�s cabo de mim!

Queres casar com outra, ou qu�?

J� disse, � contigo que vou casar.

Hoje est�s t�o bonita.

Deixa-me olhar bem para ti.

Para com isso.

Vi o teu pai no mercado com aquela mulher de que falaste.

A mulher � t�o bonita.

O qu�?

Juro.

Tawa, como assim?

Viste o meu pai e a Sra. Chison no mercado?

Sim! Estavam a fazer compras.

Acho que o teu pai gosta dela.

Pai!

K-tunez, o que �?

O que �? O que � que eu disse?

- Tawa, vai para casa. Vemo-nos depois. - O qu�?

- O que �? - Vai. Vemo-nos depois.

Kola?

Kola, o que se passa?

Kola!

K-tunez.

K-tunez!

Surpresa!

Anda c� cumprimentar-me. Est� tudo bem contigo?

Olha para ti.

- Quando chegaste? - H� pouco.

Queria fazer uma surpresa.

- A s�rio? - Est� algu�m em casa? O pai?

� por causa dele que estou zangado.

Sabes quem � que o pai levou ao mercado?

- O pai levou aquela mulher ao mercado? - Juro.

Agora que est�s aqui vais ver

a forma como eles agem juntos.

Tem calma.

Enervas-te muito depressa. Calma.

Tens de viver com calma.

N�o � assim t�o grave.

Esquece isso, o que me trouxeste?

Onde est� a tua mala?

N�o toques nas prendas do pai.

Calma.

- Esquece l�. - Trouxe-te uma coisa.

Calma, j� disse que tens uma prenda. N�o te preocupes. Quando vires�

- Quando vires� Calma. - Confio em ti.

Confia.

Os meus ossos est�o a ficar gastos, j� n�o consigo fazer isto.

N�o digas isso.

- Mos-mos. - Bem-vindo, pai.

Quando chegaste?

H� pouco.

N�o disseste que tinhas muito trabalho em Lagos e n�o podias vir?

Queria fazer uma surpresa.

Que bom!

Boa tarde.

Sou o Moses.

Boa tarde.

Sou a Chisom Agu, uma amiga do teu pai.

- Prazer em conhec�-la. - � maravilhoso conhecer-te.

Como est� a correr o trabalho?

Bem, gra�as a Deus.

- Tenho muito trabalho. - Imagino.

Vamos sentar-nos.

- Chisom. - Vou buscar �gua fresca para n�s.

Obrigado.

Anda c�. Anda sentar-te.

- Pai! - N�o sejas tolo.

O que �? Ele � esquerdino?

Sim. Sim, �.

A minha filha, a Nkem, tamb�m � esquerdina.

A s�rio?

- Sim. - Tamb�m come com a m�o esquerda?

Sim.

Isto est� muito bom.

V�s?

Devias vir c� mais vezes.

Tenho o trabalho, pai.

Eu sei.

Vais ficar para o festival?

A Chisom vai ficar para o festival.

Vou tentar, pai.

Muito bem.

O teu pai disse-me que trabalhas numa empresa de petr�leo.

Sim.

� uma empresa pequena.

E a senhora?

O que faz?

Tenho algumas empresas.

Isso � incr�vel.

Ent�o, vai ficar c� muito tempo?

Acho que vou ficar mais algum tempo do que estava a prever.

Se n�o te importares.

Acabei de decidir isso.

Bem, espero que goste da sua estadia.

Vou gostar de certeza.

Este rapaz�

Meu.

Ainda fumas disto?

Por falar disso�

Trouxe-te uma prenda.

O que � isto?

Porque � que me envergonhas sempre?

�s um tolo.

Vai com calma.

J� lhes fizeste a graxa toda?

N�o metas nojo, meu.

Certo.

N�o vais partilhar?

Queria que a m�e estivesse aqui.

Sim, eu tamb�m.

Sabes que o pai gosta dela, certo?

Sim, ela � muito simp�tica.

Acabaste de chegar e ela j� te hipnotizou.

N�o � isso, meu.

Tem calma.

S� acho que a Sra. Chisomago vai fazer muito bem a pai.

Meu, isto est� forte.

N�o sentes nada?

- N�o est�s habituado. - Pareces uma chamin�.

- N�o est�s habituado. - Porra!

- Eu ensino-te. - Est�s louco?

Isto � t�o bonito!

� incr�vel, n�o �?

Como envelhecemos e perdemos a beleza.

Depois apreciamos como a natureza consegue manter a beleza dela.

O que est�s a dizer?

Ainda �s bonita.

Muito bonita.

Vamos sentar-nos.

Quase disse ao Moses hoje de manh�.

Eles t�m de saber a verdade, principalmente o Moses.

Chisom.

T�nhamos concordado.

T�nhamos concordado.

Fizemos uma jura.

E passei os �ltimos 30 anos arrependida.

Manter esse segredo destruiu-me, Kolawole.

E odiei-me tanto

que o meu corpo se virou contra mim.

Quando tive cancro, achei que era Deus a castigar-me pelo que fiz.

Pelo que fizemos.

E aceitei-o.

Alterei o meu testamento.

Deixei metade ao Moses.

Decidi que, j� que n�o estive presente na vida dele,

podia ajud�-lo de alguma forma depois de morrer.

Mas superei o cancro.

Sabes que mais?

Soube que tinha uma segunda oportunidade.

Uma oportunidade para corrigir os meus erros.

Foi por isso que vim c�, Kolawale.

Temos de dizer ao Moses que eu sou a m�e dele.

Por favor.

Preciso disto.

Moses.

Moses.

Senhor!

Quero que venha comigo ao rio.

Vamos pescar.

E a Sra. Chisom?

Ela vem?

N�o se sente bem.

Quer descansar.

Kola, anda.

Vamos pescar.

Pai, isto est� mau.

Hoje n�o h� peixes.

Tens de ter paci�ncia.

V�o aparecer. Andam por a�.

Andam por a�. V�o aparecer. Pescar�

Pescar ensina-nos a ser pacientes.

Est� bem?

Pai, come�aste outra vez.

Eu ouvi.

Lembras-te quando te implorava para ir pescar contigo?

E a m�e nunca me deixava.

Depois, eu fazia greve de fome

e ela dizia:

"Eu n�o matei a minha m�e e tu n�o me vais matar a mim."

- Aquela mulher� - N�o havia ningu�m como ela.

Sim.

Pai,

quando � que a Sra. Chisom vai voltar para Lagos, mesmo?

Sim, j� est� aqui h� muito tempo. Est� na altura de voltar.

- Moses, o que achas? - E se te calasses?

Quem julgas que �s?

A dizer-me quando � que as pessoas podem vir para a minha casa

e quando t�m de sair?

Pai, tem calma.

N�o. Tenho calma?

Tu sa�ste de casa, trabalhas no duro,

tens vida pr�pria

e deixas o teu pai orgulhoso enquanto que ele anda por aqui

a estorvar-me na minha casa.

Qual � o problema? Sou o �nico que vive em casa do pai?

Est�s sempre a dizer que vivo em tua casa? Aquilo � uma casa?

Os teus amigos constroem mans�es para os filhos em Lagos.

- Cala-te, Kola! - N�o me voltes a dizer isso.

- Pai, ainda cais. - Deixa-me�

Deixa-me cair.

Deixa-me cair para aquele idiota saber que foi ele que me matou.

Deus nos livre, pai. N�o digas isso.

Gastei tanto dinheiro convosco,

dei-vos uma educa��o.

E ele fez alguma coisa?

N�o.

Estudou alguma coisa?

N�o.

S� sabe estorvar.

S� diz disparates!

Este meu filho ingrato.

Constru� uma mans�o para o Moses?

N�o andaram os dois na mesma escola?

E tu ficaste aqui a fazer figuras tristes,

a achar que a culpa foi minha.

- N�o� - Pai, por favor.

N�o te zangues, ele n�o sabe o que diz.

N�o fales por mim, meu. Eu sei o que digo.

� m�nima provoca��o, � o Moses isto e aquilo.

Toda a gente sabe que o pai gosta mais de ti.

� verdade.

Nada do que digo agrada ao pai. Nada.

Tu espirras e ele elogia-te.

Se fosse eu, insultava-me. O que querem?

- Tive culpa de nascer? - Que conversa � essa?

Meu, interpreta como quiseres. N�o tenho nada a ver com isso.

N�o tenho nada a ver.

Est�s a ver? V�s?

V�s como ele perdeu o ju�zo?

Este rapaz perdeu o ju�zo.

Aquelas coisas que ele fuma toldaram-lhe o ju�zo.

Pai, achas que o filho pr�digo n�o fuma?

V� se te calas!

- O qu�? - Ou�am.

Pai, quero saber quando a mulher vai sair do quarto da m�e. N�o a quero ver mais.

N�o tens o direito de perguntar isso.

- Disseste mesmo isso, Moses? - Sim.

A mim?

Com o pai aqui falas muito bem, n�o �?

J� me ouviste, Kola. Para.

Para com isso.

Tu n�o tens culpa.

- Pesquisaste e viste que � boa mulher. - Qual � o teu problema?

Agora est�s do lado dela, n�o �?

- Que pesquisa? - N�o � nada, pai.

Pai, ele n�o te contou?

Desculpa.

Ele pesquisou a mulher.

Pai, n�o � como ele diz.

� s� Sabes como �.

Estive s� a ler umas coisas sobre ela.

S� para saber.

- N�o tens o direito de fazer isso. - Sim, mas�

Queria s� saber�

N�o! Algu�m disse que eu precisava que cuidassem de mim?

Disse?

Tem bom aspeto.

Sim, est� quase pronto.

Sim.

N�o percebo porque est�s t�o zangado com o Moses.

Ele fez s� o que qualquer filho faria.

At� estou orgulhosa dele por ter tomado essa iniciativa.

Ele n�o tem nada que se meter na minha vida, Chisom.

Pareces o teu pai.

N�o pare�o nada.

Desculpa.

Est�s a fazer uma tempestade num copo de �gua.

Era disso que eu n�o gostava nele.

Est�s a exagerar muito.

Porque � o Moses e ele�

N�o � por isso.

Traz o prato.

J� est� bom.

Ent�o,

n�o conseguiste falar com o Moses hoje,

quando vais fazer isso?

Se eu falar com ele.

Sabes que � importante para mim.

Chisom.

Eu tentei.

E olha no que deu.

Um barco cheio de homens zangados.

- O qu�? - Um barco cheio de homens zangados.

Arranjaste peixe para o jantar.

Sim, arranjei peixe para o jantar.

- Vinho de palma fresco. - Sim.

Muito bom.

- Deve ser. - N�o se arranja em Lagos.

Veio direto de Ajura.

Certo.

Vou falar com o Moses sobre o festival.

Satisfeita?

Satisfeita.

Bom dia, Kola.

Kola.

Quero falar contigo.

Que seja r�pido.

Sobre o desentendimento

que tiveste com o teu pai.

N�o estou a perceber.

Quero que saibas que n�o estou contente

por a minha presen�a estar a criar problemas

entre ti e o teu pai.

Isso tem uma solu��o f�cil.

Kola, espero que acredites quando digo que n�o vim para prejudicar esta fam�lia.

Seria incapaz disso.

A minha m�e disse-me que a senhora ia casar com o meu pai,

mas ele acabou por casar com a minha m�e porque os pais deles n�o deixaram.

Ela disse que o meu pai lhe implorou

para fugirem juntos, mas n�o aceitou.

Nem sabia que ela sabia isso.

A minha m�e era uma mulher boa.

N�o h� ningu�m nesta vida que goste de mim

como a minha m�e gostava.

Nada do que eu fizesse a fazia gostar menos de mim.

Ela podia lutar por mim, at� morrer por mim.

Tiveste uma boa m�e.

As m�es fazem isso pelos filhos.

A �nica coisa que a deixou infeliz nesta vida foi o meu pai am�-la mais a si

do que a amava a ela.

- Kola, ouve. Lamento, mas� - Estou?

Sim, j� vos vi. J� vou.

Kola, temos de falar.

Tenho de ir.

Kola, � importante.

Kola.

- Salve, Ogun! - O protetor!

- Salve, Ogun! - O protetor! Temos a vida feita!

Bom dia, pai.

Pai, n�o fiques zangado.

Perdoa-me, por favor.

Fiz aquilo porque achei que era o mais correto.

Mas, agora que pensei nisso,

percebi que passei dos limites.

Desculpa.

Pai.

Ent�o, o que descobriste quando espiaste a minha velha amiga?

Pouca coisa.

Ela � muito rica.

Tem empresas e � vi�va.

E tem uma filha.

O que ias fazer depois de a teres espiado?

Bem, tendo em conta a pessoa que �,

ela n�o tinha necessidade nenhuma de ficar aqui contigo,

mas ficou na mesma.

Deve querer dizer que veio aqui em busca de algo

mais valioso para ela do que dinheiro.

E o que achas que �?

Veio � tua procura, obviamente.

O que mais poderia ser?

Moses.

Os anci�es dizem:

"Quando repreendemos um filho com a m�o direita,

puxamo-lo para n�s com a esquerda."

Sabes o que significa.

Ent�o, est�s perdoado.

Obrigado, pai.

O festival � daqui a poucos dias.

Vais ficar aqui ou�

� vais voltar para o trabalho?

Vou ficar aqui.

Muito bem.

Ol�, m�e.

Quando voltas?

Em breve, meu amor. Em breve.

Em breve n�o � uma data, m�e.

Est� bem, que tal daqui a duas semanas?

Duas semanas?

M�e, passa-se alguma coisa que n�o me est�s a dizer?

Tem calma, filha. Estou bem.

V�s? Olha.

N�o pare�o feliz?

Pareces.

M�e, espera. Que quarto � esse?

Estou?

- O qu�? - Estou?

M�e?

Sim.

Chega.

Levamos este.

Estou bem assim para o festival?

�s a mulher mais bonita da aldeia.

Que querido!

O que est�o a fazer?

Todas as fam�lias t�m de levar alguma coisa para o festival.

Este ano, vamos levar vinho de palma.

- Vamos levar isto ao pal�cio. - Estou a ver.

Para os rituais do festival.

Depois, voltamos aqui

- para te levar � pra�a da aldeia. - Est� bem.

Para a cerim�nia oficial.

E onde est� o Kola?

Ele arranja sempre maneira de ir para o festival.

Costuma ir com os amigos. Encontramo-nos l�.

Est� bem. Ent�o, tenho os dois homens mais bonitos

da aldeia para me levar ao festival.

Chegaram.

Esperem!

Est�o a ver isto? � o nosso pai, o Kolawole!

J� chega! Akolawole!

Se procuram uma pessoa de bom cora��o

Quando o veem ficam satisfeitos

Alegria

Alegria

Estamos cheios de alegria

O destino deu-nos alegria

Deus deu-nos alegria

A vida � boa

Aquilo que nos traz � doce

Alegria

Estamos cheios de alegria

O destino deu-nos alegria

Deus deu-nos alegria

Vamos celebrar e dan�ar

Chisom?

Chisom.

N�o est� aqui.

Sra. Chisom.

Ela n�o est� aqui?

V� no quintal.

Sra. Chisom.

Sra. Chisom!

Sra. Chisom!

- Sra. Chisom! - Moses.

N�o a encontraste?

J� viste no quintal?

Kola.

Pai, o que foi?

N�o percebo.

Quando fomos ao festival,

deix�mos a Chisom aqui.

Agora que voltamos,

n�o a encontramos.

Pai, talvez�

Ela pode ter voltado para Lagos, ou isso.

- Pai. - Est�s bom da cabe�a?

Que disparate est�s a dizer?

Pai.

Por favor.

Pai, por favor.

Pe�o, por Deus.

Pe�o em nome de Deus!

N�o, por favor!

N�o me magoes, por favor.

Dou-te o que quiseres.

Abre isto.

J� disse para abrires.

Deus nos livre.

Ouve.

Coitada da mulher.

Pai, e a fam�lia da Sra. Chisom?

N�o lhes vais ligar?

Vou ligar-lhes.

Traz-me o telem�vel.

- O telem�vel? - Eu ligo.

Vou ligar-lhes. Vai para a esta��o.

- Nkem. - Nkem. Eu sei.

Vai para a esta��o. O Kola conhece toda a gente desta floresta.

- Sabe onde procurar. - O Kola?

- Kola! - Est� ali.

- Kola. - Pai.

Onde estavas?

Despacha-te.

- Vai, despacha-te. - J� estamos a ir.

Pai, lamento.

No outro dia, estava a brincar. N�o sabia que isto ia acontecer.

Ouve, esquece isso.

Depois falamos disso. Despacha-te, mas �. Tens de a encontrar.

- Tens de a encontrar. - Sim, pai.

Veem? Obrigado, j� est�o aqui.

Obrigado. Que Deus vos ajude.

Ajudem-me a encontr�-la.

- T�m de a encontrar. - Sim, senhor.

- R�pido. - Vamos.

Obrigado. Fico grato.

- � a Nkem. - Eu sei. Vai para a esta��o.

- A esta��o? - N�o te preocupes.

Est� bem.

Ol�, m�e.

Fala a Nkem Agu?

Quem fala?

O meu nome � Moses.

Moses Kolawale. Estou a ligar de Abeokuta.

� sobre a sua m�e.

O que se passa? O que aconteceu?

Porque tem o telem�vel dela?

Lamento, mas a sua m�e desapareceu.

Isso � imposs�vel.

Ela�

N�o pode ser.

Se�

- Se isto � uma brincadeira� - Nkem, por favor. Lamento,

mas n�o � nenhuma brincadeira, nem uma partida.

Vou ligar � pol�cia.

O meu pai j� vai a caminho de l�.

O meu irm�o est� � procura dela.

Prometo que vamos fazer tudo para a encontrar.

Achei s� que devia saber.

Isto � a s�rio.

� mesmo a s�rio?

Lamento, mas �.

Meu, o que se passa?

Ela est� aqui, est� bem.

Quando vens para fazermos a chamada?

Despacha-te.

O pessoal est� a ficar aborrecido.

Traz �lcool contigo.

Faz-nos esse favor.

- Kola, ent�o? - Pai.

O que se passou?

N�o a foste procurar?

O que fazes aqui?

Pedi a umas pessoas para procurar no rio, pai.

Muito bem, mas e tu?

E tu? N�o vais?

Vou procurar no monte e nas grutas, pai.

Est� bem, despacha-te. Muito bem.

R�pido, Kola.

Obrigado.

Muito obrigado. A s�rio.

Muito bem.

- Quando � que ela disse que chegava? - Est� quase.

Espera!

Ʌ

Parece ser ela.

Nkem?

Bem-vinda, filha.

Sou o Sr. Kolawole, mas chame-me Baba Kola.

Este � o meu filho, o Moses.

Ol�, preferia que nos conhec�ssemos noutras circunst�ncias.

H� novidades?

Ainda n�o, mas h� pessoas � procura por todo o lado.

E a pol�cia?

Onde est� a pol�cia?

- Onde est� a pol�cia? - Espera. Calma, Nkem. Calma.

Est� toda a gente a ajudar. Toda a gente.

A pol�cia tamb�m nos est� a ajudar.

Toda a aldeia de Siun est� zangada

com o que aconteceu � tua m�e.

- Tem calma, sim? - Nem todos.

Nem todos.

Quem a levou n�o est�.

Onde est� a minha m�e? Quero ver a minha m�e!

Pai, acho que devias ficar aqui.

Caso haja novidades.

- Sim. - Eu levo-a � pol�cia.

Boa ideia.

Sim.

Nkem, tem calma.

Vamos encontrar a tua m�e.

Ouviste? Prometo.

Vamos encontr�-la.

Sim?

� melhor irem depressa.

Eles n�o t�m a situa��o controlada.

As pessoas est�o � procura, o meu irm�o est� � procura.

E ele conhece este s�tio melhor do que ningu�m.

Calma, vamos encontr�-la.

A minha m�e n�o est� bem.

Ela�

Estou assustada.

Estou�

� assustada.

Eu sei.

Vamos tentar manter-nos positivos, est� bem?

N�o te preocupes. Vamos encontr�-la.

Estou?

Moses.

- Sra. Chisom. - D�-me isso.

- D�-me isso. - Espera.

M�e?

M�e, onde est�s? Est�s bem?

A sua m�e est� connosco.

Ligamos daqui a uma hora com as nossas exig�ncias.

Quem fala?

D� o telefone � minha m�e.

- Quero falar com a minha m�e j�! - Sil�ncio!

Deixa-me falar com ele.

Senhor, por favor.

Podemos falar com a senhora, por favor?

Fa�am o que mandarmos e n�o lhe vai acontecer nada.

Se fizerem alguma coisa est�pida,

ou se ouvirmos a sirene da pol�cia�

Est�o avisados.

N�o! O que vais fazer?

Ouviste o que ele disse.

Achas mesmo que um homem qualquer � espera de abastecer

vai ajudar a tua m�e?

Ouve, conhe�o o meu pai.

Ele saber� o que fazer.

Temos de ir ter j� com ele. Eles deram-nos uma hora.

N�o temos tempo.

Confia em mim, est� bem?

Vamos recuper�-la.

Mas temos de ir agora.

Eles disseram uma hora.

H� duas horas, disseram uma hora.

Deve ser pela hora do mato.

A minha m�e n�o vive pela hora do mato.

Devia ligar ao inspetor-geral.

- Espera. - Pai, deixa-me falar com eles.

Est� bem. P�e em alta-voz.

Estou?

Queremos 50 milh�es de nairas.

Se pagarem, n�o acontece nada � senhora.

Se n�o�

� muito dinheiro.

Acham que somos est�pidos?

Esta senhora � rica.

Cinquenta milh�es.

Se n�o�

Espere, por favor.

- Diga. - Se querem os 50 milh�es,

t�m de garantir que a Sra. Chisom n�o est� ferida.

Estou?

- Estou? - M�e! M�e, est�s bem?

Est�s bem?

Estou bem.

N�o me magoaram. Estou bem.

Estou bem.

M�e?

M�e?

Cinquenta milh�es.

Em dinheiro vivo!

Fico � espera.

Estou?

Cinquenta milh�es.

N�o h� problema.

Consigo arranjar 50.

N�o, dev�amos avisar a pol�cia.

Sim, sem d�vida.

Porque n�o podemos ir entregar tanto dinheiro

- a uma voz. - � a vida da minha m�e

- que corre perigo. - Mais um motivo para n�o fazer isso.

Pai, eles disseram-nos para n�o fazer isso.

N�o temos experi�ncia com isto.

Consigo arranjar 50 milh�es.

- Nkem. - Consigo.

O problema n�o � arranjar os 50 milh�es.

Temos � de recuperar a Chisom.

Pai, com todo o respeito,

e se a pol�cia estiver a colaborar com os raptores?

J� aconteceu.

Ent�o, se ela consegue o dinheiro, � melhor fazer isso para lhes pagarmos.

Falar � f�cil.

Ou�am, queremos todos o mesmo, certo?

Recuperar a Sra. Chisom ilesa.

� como disseste, pai. Vamos concentrar-nos nisso.

Onde � que ela vai? Aonde vais?

Ol�.

Ol�.

Ouve, eu�

Quero que saibas que a vamos recuperar.

- Tenho medo. - Eu sei.

Tenho�

Tenho medo.

Eu sei.

Vai ficar tudo bem.

Prometo.

N�o quero perder a minha m�e.

- Por favor. - Come.

Por favor.

J� houve algum desenvolvimento com as negocia��es?

Ouvi a chamada e quero s� saber

porque sei que � o chefe aqui.

Come!

Por favor, acabei de me curar de um cancro

e preciso de medicamentos.

Por favor. Pe�o-lhe.

Kola.

Kola.

Kola.

Kola, ouve. Ouve.

Kola, ouve.

Kola.

- O que aconteceu? - Nada!

O que �?

Desculpa.

Est� tudo pronto, n�o te preocupes.

Ol�.

- Ol�. - Como est�s?

O que achas?

Sabes que mais?

Vamos.

Anda comigo.

Ouve, tenho os dois telem�veis. Podemos estar em qualquer lado.

Se, ou quando ligarem, estaremos prontos.

E se ficarmos aqui sentados�

N�o sei.

E conhe�o um s�tio muito bonito.

Confia em mim.

De carro?

Abriste o carro?

Sim.

O Kola disse que o meu pai conheceu a tua m�e aqui.

Tens saudades dela?

Da tua m�e.

Muitas.

A minha m�e � a �nica coisa que tenho neste mundo.

O meu pai morreu.

O meu marido deixou-me por outra mulher.

� um idiota.

Acho que sabia que ia acontecer, pensando bem nisso.

Na verdade, quando soube,

j� estava preparada.

Fiquei t�o feliz.

T�o feliz.

E agora isto.

N�o posso perder a minha m�e.

Agora n�o e n�o assim.

Passaram�

� dez anos desde que perdi a minha m�e.

E, mesmo assim�

� a dor nunca desaparece.

Sentimo-la sempre.

S� aprendemos a viver com ela.

Lamento. Pela tua m�e.

Ouve, a minha m�e morreu,

mas a tua n�o.

O que queres dizer?

Estou?

Temos o dinheiro. Para onde o levamos?

Se queres ver a tua m�e viva,

leva o dinheiro para um edif�cio que n�o foi acabado

com uma porta azul, em Ajura.

Ajura?

- Est� bem. - Depois de fazerem isso,

encontramo-nos no cruzamento perto do monte.

Podes vir buscar a tua m�e.

Percebido.

Se n�o virmos o dinheiro, mat�mo-la.

Calma.

Como est� a senhora� Estou?

Mas, como sabemos?

Ouviste o que ele disse.

Est� tudo bem.

N�o sei.

Talvez seja melhor pensarmos noutro plano.

- Talvez seja melhor eu levar o dinheiro. - O plano mant�m-se.

Levamos o dinheiro.

Obrigada.

Moses.

- Pai? - Fica perto do telefone.

Est� bem?

Se eu ligar, tens de vir a correr.

- Ouviste? - Sim.

Certo.

Merda!

� esta a porta azul.

Estou?

O que �?

J� pegaste? Viste o que tinha?

�timo! Tawa, meu amor.

Confio em ti. Fazemos assim:

pega no dinheiro, sim? Faz como combinamos. Vou ter contigo.

Sim, eu vou ter contigo.

Confio em ti.

Kola, tudo bem?

Ol�, meu. Est� tudo pronto.

- Tens o dinheiro, certo? - Sim, foi como disseste.

Mas�

Precisava de falar de uma coisa.

- O que �? - Naquele dia em que me ligaste,

a Sra. Chison ouviu o meu telem�vel a tocar.

Ela descobriu que eu estava envolvido.

O qu�? E s� me dizes agora?

Tem calma.

Irritas-te com facilidade.

E n�o � caso para isso? Que merda � esta?

Isto � um desastre!

Meu, n�o tem import�ncia.

N�s resolvemos isto.

Est�s a ver?

Era por isto que n�o te queria envolver nisto, nem os teus amigos drogados.

Voc�s n�o t�m ju�zo.

N�o podemos ter pontas soltas.

Calma, mano. Eu disse que resolvia.

Exato, Kola.

Resolve tu isto.

Porque n�o vais libertar aquela cabra velha.

Ela n�o pode ser nossa ref�m para sempre.

N�o disse que ia ser ref�m, pois n�o?

Meu, isso j� � demais.

Quando me falaste do plano, n�o era para a matar.

O plano nunca foi matar ningu�m

at� tu fazeres asneira, est� bem?

Tu � que nos puseste nesta situa��o.

� a �nica sa�da.

Chega de falar ingl�s.

N�o �s desta aldeia?

N�o matamos visitas. � tabu.

Meu.

Escolhe uma.

Uma abomina��o ou a cadeia.

N�o posso fazer isso.

Tudo bem.

Tudo bem.

Kola, n�o saias da�.

E n�o a deixes ir a lado nenhum.

Eu trato disto.

Onde � que ela est�?

- Onde est� a minha m�e? - Nkem, tens de ter paci�ncia.

Temos de ter calma.

Temos de esperar para� Temos de�

Certo�

Joga, meu.

�s o �nico que sei que faz batota.

N�o fa�o batota. Tu � que n�o sabes jogar.

- Escondeste isso no bolso. - Eu ensino-te.

N�o me podes ensinar. N�o sabes como se faz.

Joga.

K-tunez.

Aben�oado, o que se passa?

J� temos o dinheiro.

Isso � fant�stico!

Vamos fazer assim: voc�s v�o embora.

Eu trato do resto.

K-tunez, n�o � dinheiro a mais para levar contigo?

- Calma. - Cinquenta milh�es.

- Podemos confiar nele. - Sim.

Podemos.

- Somos amigos. - Sim.

Aben�oado!

Cinquenta milh�es!

Certo.

Foi gra�as a voc�s.

- Adeus. - Meu amigo.

- Vamos l�. - Vamos.

K!

K-baba!

Kola.

Kola, o que �?

N�o fales.

Vou libertar-te.

Querem que eu te mate, mas n�o te odeio assim tanto.

N�o gosto de ti, mas n�o �s m�.

Obrigada.

Os sapatos.

Quando te libertar, vai direta para casa.

N�o fa�as desvios.

O meu pai e a tua filha est�o � tua espera no cruzamento.

Vai.

- E tu? - N�o te preocupes comigo.

Vou pegar no dinheiro e fugir. Nunca mais me v�s.

N�o v�s embora.

Juro que n�o digo a ningu�m.

O teu pai adora-te.

Gostava que fosse assim simples.

Vai!

- Onde � que ela est�? - Ela � forte. Fugiu.

Deixaste-a fugir?

N�o, ela � que se escapou.

Porque �s t�o in�til? S� tinhas um trabalho. Est�s bem?

- Sabes por onde foi? - N�o sei.

- Calma. - Sabes por onde foi?

- O que queres fazer? - Se n�o a encontras�

Est�s � procura de qu�? Calma.

N�o, meu.

Porque � que a queres matar?

Calma, mano.

Calma, mano!

�s um idiota.

Moses!

Levanta-te!

Lamento.

Moses.

O que � isto?

- O que est�s a fazer? - Cala-te.

Tu n�o �s assim.

- N�o me conheces. - N�o �s assim.

- Moses, por favor. - Cala-te.

- Cala-te. - Sou a tua m�e.

Sou a tua m�e.

- Desculpa. - Achas que sou est�pido?

Achas que sou est�pido, n�o �?

Achas que n�o sei que vais dizer qualquer coisa para te safares?

Mas mentir e dizer que �s minha m�e? Isso � rid�culo.

Achas que acredito nessa merda?

- � verdade. - Para.

- N�o � mentira. - Para.

- Mentira! - Vim aqui por ti.

Vim � aldeia para te ver.

Fui eu que te dei o nome de Moses.

Tive de te abandonar.

Lamento.

- Tive de te deixar. - Est�s a mentir.

- Para, �s uma mentirosa. - Moses�

- Tive de te deixar. Desculpa. - Mentirosa. Para.

- N�o mintas. - N�o � mentira.

Sou a tua m�e.

Est�s a mentir.

Afasta-te.

Afasta-te. Mentirosa.

Credo!

Se fizesses o que pedi, isto tinha acontecido?

�s sempre t�o idiota.

- M�e. - Chisom.

- M�e. - Chisom.

M�e, est�s bem?

Est�s bem?

- M�e. - Meu Deus!

Moses.

Consegues levantar-te?

- Moses, por favor. - Ajuda-a a levantar-se.

Pega nesta m�o.

Desculpa.

Moses!

A tua perna.

Cuidado.

Come�a a falar.

N�o vou dizer nada sem um advogado.

Quando a Sra. Chisom veio para a nossa casa,

sinceramente, n�o gostei dela.

Disse isso ao Moses.

Ele disse-me que a vida lhe corria mal, que tinha sido despedido.

Disse que dev�amos planear isto juntos. Tinha receio que o nosso pai descobrisse.

Foste tu que planeaste isto?

Responde!

Achas que estou a brincar?

- Ent�o, o plano foi do Moses. - Juro.

O plano foi dele, n�o foi meu.

O plano era raptar a Sra. Chisom

e pedir dinheiro.

Quando entregassem o dinheiro, �amos libert�-la.

S� quer�amos assust�-la para ela voltar para a casa dela.

Mas ele tentou mat�-la!

Quando ela soube que eu estava envolvido,

disse ao meu irm�o que tinha sido exposto.

Disse-lhe que a dev�amos libertar, mas o Moses n�o quis saber.

Sei que ele tinha receio que o nosso pai descobrisse

que ele tinha sido despedido por ter roubado.

Mas n�o admitiu que o fez.

O Moses�

Sr. agente,

eu sou a ovelha negra,

mas toda a gente adora o Moses.

Gostam todos do Moses.

Mas sinceramente, Sr. agente, ele � muito manipulador.

O Moses � manipulador.

Sr. agente, por favor.

O que vai acontecer agora?

- Sai da frente. - Que menino bonito!

Ponha-o aqui, Sr. agente.

- Ainda temos espa�o que somos magras. - Muito espa�o.

N�o urinei o dia todo.

Sai-me da frente. Quero comer p�o.

- Sr. agente. - S� p�o? At� vais comer akara.

Ent�o?

Pensava que t�o cedo n�o �amos a um hospital, m�e.

Nkem, desculpa ter-te preocupado.

- Sabes� - N�o faz mal, m�e.

Quando chegarmos a casa, quero que me�

Nkem, n�o vamos para casa.

Ainda n�o.

Mas, m�e�

Ouve, Nkem.

Tenho de te contar umas coisas.

Podes ouvir?

Tenho escolha?

Pai.

Pai.

Como est� a Sra. Chisom? Ela est� bem, pai?

Pai, n�o fiques zangado, por favor.

Foi sem querer, s� queria ajudar.

Ajudar o Moses. N�o sabia que ia acabar assim, pai.

Pai, n�o fiques zangado, por favor.

- Kola. - Estou a ouvir.

- Kola. - Estou a ouvir, pai.

- Quantas vezes te liguei? - Tr�s vezes.

Tr�s vezes, pai.

Sabes qual � o maior medo de um pai?

� que os filhos sejam uns falhados.

E ainda pior � quando esse medo se concretiza.

Passei tantos anos

a pensar como te poderia ter educado para seres um homem melhor.

O nosso povo tem um prov�rbio.

Um corpo nunca � pesado ao ponto de o seu dono n�o o carregar.

Mas este fardo, esta responsabilidade

tornaram-se t�o pesados.

Acho que me v�o deitar ao ch�o.

E depois temos o teu irm�o, o Moses.

Era tudo�

Tudo o que um pai poderia querer que o filho fosse.

Trabalhador,

bem-sucedido, honesto.

Honesto.

Fui t�o palerma.

Que palerma!

A �nica coisa no meio disto tudo que me d� alguma paz�

� � a vossa m�e n�o estar aqui para ver isto.

Pai, n�o digas isso.

Pai, n�o digas isso. Por favor, pai.

Pai, perdoa-me. N�o digas isso.

Pai!

A Sra. Chisom � mesmo minha m�e?

- Pai. - Pai. Por favor.

Por favor.

Por favor.

Est� bem.

Vou dizer-te.

Moses.

Vou dizer-te.

Sabes�

Eu era novo.

Era novo quando conheci a Chisom.

Sim, era jovem e apaixonado.

E tu, Kola� Conheci a tua m�e, a Ronke,

um m�s depois de os nossos pais nos obrigarem,

a mim e � Chisom, a separar-nos.

A Aderonke era iorub�.

E�

Os meus pais aceitaram-na e cas�mo-nos.

Mas a Chisom voltou.

Ela voltou,

gr�vida e sozinha.

Ela n�o queria que os pais soubessem.

A Aderonke,

Deus a tenha,

soube logo o que fazer.

Sim.

Ela escondeu a Chisom na nossa casa

e quando nasceste� Moses, quando nasceste,

a Chisom teve de voltar a estudar e�

A Ronke ofereceu-se para te criar, para ficar contigo,

para cuidar de ti.

Como se fosses dela.

Fizemos o que achamos melhor.

Sim.

E a Ronke amou-te do fundo do cora��o.

Sim.

Ela amou-te.

Tal como tinha prometido.

Mentiste-me, pai.

Sim.

E mandaste a minha m�e embora.

Sim.

Ent�o, n�o sou o �nico mentiroso

- desta fam�lia. - Moses, cala-te!

N�o! Deixa-o!

N�o � verdade, pai?

Moses.

- Kola. - Pai.

- Pai. - Ou�am-me bem.

Fiz o melhor que pude por voc�s.

Agora fa�am o resto.

Pai, por favor.

Pai, por favor.

- Pai, por favor. - Bonit�o, porque est�s a chorar?

- Pai, por favor. - N�o chores.

- Eu disse ao agente para te p�r aqui. - Sr. agente, traga-os para aqui.

Est�s a partir-me o cora��o. N�o chores, est� bem?

- Pai. - Eu cuido de ti.

Eu cuido de ti.

Kolawole.

Ol�, Moses.

Ou ser�: "Ol�, irm�o"?

Senta-te.

Mandei-te sentar.

Porque fizeste isto?

Confiei em ti.

At� gostava de ti.

Ent�o, diz-me. Porque fizeste isto?

Nem todos temos a sorte de nascermos ricos, pois n�o?

- Ser pobre n�o � desculpa. - Como � que sabes?

J� experimentaste?

� que eu j� e n�o gostei muito.

Viste como vive o meu pai, como vive o meu irm�o.

Diz-me, gostavas de viver assim?

� que eu n�o queria viver mais assim.

Por isso, esforcei-me muito. Fartei-me de estudar

e consegui sair de l�.

At� fiz algo da vida.

Mas depois tiraram-me tudo.

Ningu�m te tirou nada.

Falei com o teu patr�o e ele disse-me como mentias,

como vivias,

como o enganaste e o roubaste.

Foi assim que a tua m�e te educou?

- Foi assim que a tua m�e� - N�o fales da minha m�e!

O que �? Achas que ia ficar orgulhosa ou com vergonha?

Raptaste a minha m�e.

Tentaste mat�-la.

Foi o que fizeste.

E, ainda pior, meteste o teu irm�o nisto

e tentaste fazer dele um assassino.

E quando ele provou ser um homem melhor do que alguma vez ser�s,

tentaste mat�-lo.

Sabes, quando cheguei aqui,

achava que ia odiar-te,

desprezar-te e maldizer-te.

Mas, na verdade, o que sinto � pena.

Pena pela tua m�e.

Pelas tuas duas m�es.

Cuidado.

Cuidado, entra.

O que quero agora � tomar um banho

e depois quero ir ver os teus filhos.

Desculpe

Preciso de ir ver os teus filhos.

K.

Posso sentar-me contigo?

Chisom.

Pe�o muita desculpa.

N�o precisas de pedir desculpa.

- Os meus filhos fizeram-te isto. - Ele tamb�m � meu filho.

Look.

Kolawole.

Um pai n�o deve julgar os filhos

quando ele pr�prio j� pecou.

- Eles fizeram� - Fizeram�

Fizeram algo imperdo�vel.

Cometeram um grande erro.

Um erro? Isto?

Fizeram m�s escolhas.

N�o, tentaram matar-te.

Sim.

Sim, e eu n�o vim aqui para matar esta fam�lia.

Vim aqui para curar uma ferida profunda que tinha dentro de mim.

E at� agora ela s� aumentou.

Chisom, isto n�o � uma ferida.

Isto � um crime. Um crime.

E eles v�o pagar por ele.

Vai fazer-se justi�a.

Mas eles n�o podem enfrentar isto sozinhos.

Precisam do pai ao lado deles.

E da m�e.

Se eles me quiserem.

Se tu me quiseres.

Eu?

Kolawole.

Tudo o que sinto aqui dentro, tudo,

quer cuidar dos nossos filhos.

Agora a nossa responsabilidade � concentrarmo-nos neles.

Juntos.

Percebes?

Podia ter deixado o cancro levar-me.

Era o que queria.

Mas depois a Nkem ficava sem m�e

e a �ltima mem�ria que teria de mim seria de uma mulher

que se rendeu ao medo.

Uma m�e que desistiu da vida e dela.

Kolawale, n�o permitas que a �ltima mem�ria

que aqueles rapazes t�m do pai seja a de um pai que desistiu deles.

Ol�, meninos.

Kola.

Ol�, filho.

N�o saiam daqui.

Sentem-se.

Sentem-se, por favor.

Como est�?

Ferida, mas est� a passar.

Como � que voc�s est�o?

Desempregados.

Falidos.

Frustrados na pris�o.

E perdemos o nosso pai, pelos vistos.

O teu pai ensinou-te a ser ego�sta?

- Isso � t�o baixo. - Ele ensinou-me muita coisa.

Ensinou-te a culpar os outros pelos teus erros?

Ensinou-te a achar que a tua vida

era mais importante do que a dos outros?

A afundares-te e levares o teu irm�o contigo?

Ensinou-me muita coisa.

Ensinou-me a mentir.

E tu tamb�m.

Sim.

E pe�o desculpa.

Desculpa ter-te abandonado.

Desculpa n�o ter voltado mais cedo.

Moses, desculpa

n�o ter ficado aqui para ser uma m�e melhor.

N�o �s a minha m�e.

Ainda n�o.

Mas ainda vou a tempo.

E se me ajudares, Moses, posso aprender.

E podemos compensar os dias todos que perdemos.

Como?

Diz-me como.

O mais prov�vel � que fique preso dez, 15 ou at� 20 anos.

E ele tamb�m.

Ent�o, como vamos fazer isso?

Se isso acontecer, venho aqui todos os dias

durante esses dez anos, vinte anos, ou quanto tempo for.

Conhe�o pessoas.

E se eu sou capaz de perdoar,

talvez os tribunais tamb�m sejam.

Farias isso por mim?

Faria isso pelos dois.

Pelos meus dois filhos.

Kola.

Kola, se me aceitares.

Kola.

Desculpa, mano.

Estraguei tudo.

Sim.

Se nunca me perdoares, eu percebo.

Faz sentido.

S� quero que saibas que lamento.

Pelo menos, j� n�o sou a �nica ovelha negra da fam�lia.

�s t�o est�pido.

� como ela disse,

�s a minha fam�lia.

Sim.

Pai.

Venham.

Venham.

Venham.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.