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Original subtitles

GALERIA STOKER APRESENTA "Visão Noturna"

É uma apreciadora de música?

- Sim. - Dá pra notar.

Sabia que ele tocava nas ruas?

- Sim. - Eu me lembro, de quando era criança.

- É? - É.

Você é mesmo boa de conversa, sabia?

Sim.

Vem sempre aqui?

Sempre que quero uma bunda.

Ah! Isso é assustador.

Acho que desprende uma certa sensualidade.

- Você acha sexy? - Sim.

Eu acho que ele esculpe a morte.

E é sexy?

- Depende do ponto de vista. - Susan!

- Que bom que veio. - Oi, Carl.

Já se conheceram?

Sim. Mas não fomos apresentados.

- Essa é Susan Ritter. - E marido.

- Como sabe que somos casados? - Sou Diane.

- Diane, gostaria de uma bebida? - Sim.

Com licença.

- Lee, eu também quero. - Claro.

Quem é essa Diane?

Uma boa cliente.

Você se cortou.

- Não é meu. - Como não?

É de um gato.

O encontrei ferido na rua e não podia deixá-lo assim.

Então, cuidei dele.

Me fale sobre ela.

Prefiro falar sobre você.

E como ele está?

Está bem.

Eu gosto de você.

Adivinha, querida.

Diane nos convidou pra passar o final de semana na sua casa, no deserto.

- Eu gostaria que ambos fossem. - Suzy adoraria. Ela ama o sol.

- Terá mais do que o suficiente. - Legal, né?

Como está a água?

O que você quer?

- Só estou de passagem. - É bom.

Porque esta banheira não é grande o bastante pra nós dois.

Ora, vamos, me dê um pouco de espaço.

O que está fazendo?

- Ainda estou esperando aquela bebida. - Que bebida?

Oh! É isso?

Eu esqueci. Qual o problema?

- Ela é bonita, não é? - Susan, só conversei com ela.

- Ela deve ter um corpo perfeito. - Sim, provavelmente.

E você vai ter a oportunidade de descobrir, não é?

Ok, façamos o seguinte:

Vamos deixar pra lá e ficar em casa.

Tem certeza que pegou o caminho certo?

Veja o mapa você mesma.

Achei que seria diferente. Parece mais Palm Springs.

Não ultrapassamos um carro faz milhas.

Não sei o que dizer.

Último Posto por 50 milhas

Pode nos atender?

Desculpe, não posso.

Só quero um pouco de gasolina.

Não ponho gasolina.

É tão complicado pôr gasolina por aqui?

Ouça, cara, eu sou mecânico, uma pessoa treinada.

E pessoas treinadas não põem gasolina.

Foda-se!

Você tem um belo idiota ali.

Coloque 20 pra mim.

Bem deserto por aqui, hein?

É um deserto.

Procuro uma casa, que pertence a Diane...

- Qual o sobrenome, querida? - Como eu vou saber?

Não tem muita gente por aqui. Conhece a casa?

Dinheiro ou cartão?

Cartão.

Pode nos mostrar o caminho?

Continue em frente. Em seguida, a primeira à direita.

Espero que o deserto não faça isso com todo mundo.

Eu sabia que não devíamos ter vindo.

Tem bastante sol. Pode melhorar seu bronzeado.

- Eu deveria começar a voltar. - Não. - Por que não?

É muito longe.

Ouça...

Um carro.

Tem certeza que vão rebocar o carro?

No deserto, ajudamos uns aos outros.

Será bem cuidado.

- Como sabia onde estávamos? - Sorte.

O importante é que nos encontrou.

Desculpe, não quero nada disso.

- Juan pode fazer uma salada. - Vamos, Suzy, prove.

- Eu não gosto de filé tártaro. - Como sabe se não provar?

Lee, eu já provei. Eu não gosto do sabor de carne crua.

Susan não tem que comer nada que não goste.

Juan irá preparar uma salada.

Obrigada, Diane.

- Você é pontual. - Sempre às ordens.

Siga-me.

Você já dirigiu um buggy?

Não, mas gostaria de tentar.

Não há dois iguais. Veja o meu.

É lento pra dar partida.

De início precisa de um pouco de manipulação.

Mas quando se aquece, realmente ganha vida.

Aí você tem que tomar cuidado. É difícil de controlar.

Sim, precisa ceder.

E então você tem a impressão de que ele dirige você...

enquanto você se move no ritmo dele, para cima e para baixo, dentro e fora...

pelas dunas.

Diane, eu acho que quero dirigir seu buggy.

Acho que posso te ensinar.

Eu acho que é o bastante. Estou indo para a cama.

O que se faz a noite por aqui?

Dormir, principalmente.

Bem, se não tem mais nada...

Vou providenciar tudo amanhã. Eu prometo.

- Eu espero que sim. - Boa noite, Diane.

O rapaz está aqui.

Vou gostar dele?

Tem a mesma idade de Victor.

Você é bom para mim, Juan.

Pare!

Isso machuca!

Acho que pegou o cara errado.

Se não quer a mim, talvez prefira ele.

O que foi isso?

- Provavelmente um coiote. - Parecia quase humano.

As vezes parecem.

Lee, tenho medo.

Vem aqui.

Vamos lá...

- Lee? - O que foi agora?

Esse lugar... eu não sei... é esse quarto...

e aquele espelho lá.

É quase como se estivessem nos observando.

Alguém está.

- Quem? - Você, minha pequena voyeur.

Não acha que é estranho aqui?

Você tem um guarda-costas.

Eu prometo cuidar bem de você.

Por favor...

Eu só não estou afim.

Não!

- O que foi? - Um sonho. Nada.

Vá em frente, me conte.

Estávamos na cama, no meio do deserto...

fazendo amor e alguém te levou embora.

O que foi?

Eu estava tendo o mesmo sonho.

Mas era você que me afastava.

Quem está aí?

Bom dia. É quase de manhã.

Quem quer ver o deserto...

precisa sair cedo antes que o sol fique muito forte.

E não esqueçam de se vestir.

Eu não quero ver o deserto.

Suzy, você nunca quer fazer nada.

Estou vestida o suficiente, Diane?

Lembre-se, isso é o deserto. O sol pode ser destrutivo.

Você não é exatamente uma amante da natureza, Diane.

Eu sou. Mas o sol pode te machucar se você deixar.

Há quanto tempo essa mina foi fechada?

- Quase um século. - Por que foi abandonada?

Alguns mineiros começaram a desaparecer. Organizaram buscas...

Desaparecer?

- Morreram ou foram mortos. - Pelo que?

Alguns achavam que foi uma pessoa.

Outros, devido às feridas dos mortos, achavam que foi um animal raivoso.

Mas uns poucos pensavam que não era nem homem, nem animal...

- O que era? - Quem sabe?

Essas feridas, como eram?

Todos os mortos tinham grandes cortes na garganta.

Prontos?

Há muitas passagens através da mina.

Fiquem juntos. Não quero perder vocês.

Não se preocupe, não vai.

- Desculpa. - Você está bem?

Diane?

Diane!

Diane?

Que túnel devemos ir?

Querida, quero que espere aqui. Vou tentar encontrá-la.

Se não conseguir, vou voltar. Não quero que vá a lugar algum.

Entendeu?

Susan... Susan...

Lee!

Diane!

Graças a Deus, é você!

Parecia alguém se afogando, Susan. Eu não queria te assustar.

Minha lanterna apagou. Eu não podia ver nada.

Juan deve tê-las deixado no sol. Não devia, acaba com as baterias.

- Não me ouviu chamando você? - Eu tinha ido muito longe, eu acho.

Precisava ir pro outro túnel.

Mas olhe o que eu encontrei. A mesma pedra do meu colar.

Uma pedra de sangue. Não pude resistir. Precisava tê-la.

Não há vida sem sangue.

E aqui está ele, preso para sempre nessas pequenas veias vermelhas.

Podem ir.

- Eu não quero ver mais nada. - Quer ir para a casa?

Não, eu vou tomar sol. Posso fazer isso aqui.

- Se importa se formos? - Tudo bem por mim.

O que vai querer, senhora?

Sabe, era aqui que os mineiros vinham para descansar e se distrair.

Ah é?

Mas faziam mais do que beber aqui.

O que mais faziam?

Isso...

Jesus! Uma cobra!

Susan, não mexa um músculo.

Ela te mordeu!

- Precisamos abrir a ferida. - Calma, querida, vai ficar tudo bem.

Tente relaxar.

Se eu não sugar o sangue, o veneno vai se espalhar.

Coragem, querida, relaxe.

Não se preocupe, eu vou cuidar de você.

Você tem muita sorte. Não é grave.

Obrigada pelo que fez.

Quando se vive no deserto, aprende-se o que fazer.

Juan me mostrou.

Aqui uma mulher precisa de um homem como Juan para ajudá-la.

- A quanto tempo está com você? - Desde que era criança.

Seus pais vivem aqui também?

- Seus pais morreram na reserva. - Então sua família o criou?

Sim, ele é como um irmão para mim.

Agora, a melhor coisa pra você é a soneca do meio-dia.

Eu sempre descanso na parte mais quente do dia.

Obrigado, Diane.

- Podemos ir pra casa agora, se quiser. - Não, estou começando a gostar daqui.

- Sim? - Estou procurando um amigo. Seu nome é Cliff.

- Ele veio trabalhar aqui ontem à noite. - Ninguém veio ontem.

Tem certeza? Era hora do jantar.

Ninguém veio ontem à noite!

Lee? Diane?

Tem alguém aí?

Diane?

Não toque nisso!

Você é um verdadeiro cão de guarda, Juan.

Diane disse que cresceram juntos. Como era a família dela?

Não havia família. Só Diane.

Ela me acolheu.

Então deve ser mais velha que você.

- Onde está meu marido? - Com Diane.

Turismo.

- Por que estamos aqui? - Você vai ver.

Diga-me, poderia viver no deserto?

Eu não, e não sei como você consegue. Sempre viveu aqui?

Sempre.

Que desperdício!

Eu partiria, se pudesse. Na verdade, odeio o sol.

Então, por que ficar?

Porque meu marido está enterrado aqui.

- Quando ele morreu? - Uma semana após o casamento.

- Já pensou em mover o corpo? - Não posso.

Quando ele morreu, fiz os índios prepararem o funeral.

Porque eles sabem como preservar os mortos.

- Algo relacionado ao deserto? - Sim.

Se ele deixar esse ar seco, virará pó.

Fala dele como se ainda estivesse vivo.

Os mortos podem viver se você quiser.

Não, boneca. Quando está morto, está morto.

Vida é para os vivos.

Você é Diane, não é?

Sim.

O cara na sua casa não me deixou vê-la.

- O que você quer? - Saber onde está Cliff.

- Quem é Cliff? - Ele trabalha no posto de gasolina.

Veio aqui ontem à noite trabalhar no seu buggy, mas nunca voltou.

E ele anda sóbrio esses dias então deve ter algo errado.

Meu buggy estava estranho ontem, mas foi alarme falso.

Liguei para o posto antes do jantar e avisei pra não mandarem ninguém.

Cliff disse que estava vindo pra sua casa.

Bem, ele não veio.

É um túmulo novo, não é?

Como vou saber? Não sou coveiro.

- Se divertiu esta tarde? - Foi legal.

Estava errada sobre Diane. É uma mulher notável.

- Ela sabe como usar uma faca. - Sim, não doeu nada.

Isso é porque você é durona.

Lembra que Diane disse que sua família criou Juan.

Sim.

Esta tarde, Juan me disse que Diane não tinha família...

- que ela o criou sozinha. - E daí?

Daí que Diane é muito mais velha do que parece.

Eu não acho que Juan é muito de confiança.

- Boa noite, Suzy. - Boa noite.

Suzy?

Mas que diabo está fazendo?

E você? Pensei que estava dormindo.

- Com Susan. - Como pode comer isso?

Você comeu carne crua ontem.

Sim, mas isso é fígado cru.

Nunca notou que alimentam gatos com fígado cru?

- Gatos são animais. - Nós também.

Isso não devia nos assustar. Tentamos tanto esquecer.

Por que lutar contra?

- Contra o quê? - O animal em você.

Deixe que eu levo.

Deixe-me ajudar, querida.

Por que Juan não fez isso?

Eu quis ajudar.

Vamos tomar café na sala. Será um piquenique dentro de casa.

- Café? - Sim.

Diane, preciso do número do posto. Vamos partir esta tarde.

- Não acho que possam. - Por quê?

Amos telefonou hoje cedo. A peça que encomendou não chegou.

Como hoje é domingo não chegará até amanhã.

- Preciso voltar, tenho que ver um cara. - É simples: ligue para cancelar.

- Talvez eu possa. - Claro que pode.

E mal chegamos aqui. Seria rude sair correndo.

Sabe, Diane, este lugar é fascinante.

Eu vi coisas aqui que nunca tinha visto antes.

- Então vão ficar? - Claro.

Ótimo! Terei vocês dois por mais uma noite.

Divirtam-se por agora, porque preciso sair um pouco.

Ok, eu sumi ontem à noite.

- É o que queria ouvir, não? - Sim.

- E não vai jogar na minha cara agora? - Claro.

Como poderia te culpar por algo que eu mesma poderia fazer?

Ei, Suzy?

Suzy, eu estou aqui. Não finja que não.

Diane não me excita. É uma esquisitona do deserto.

E eu sou um esquisitão da Suzy.

Quer ver o que ela me mostrou ontem?

Sim! Qualquer coisa que Diane te mostrou eu também quero ver.

Então vêm.

Sabe mesmo ver através de mim.

Pode ter certeza.

Vem.

Saia daqui!

Você precisa de mim.

Não é de você que preciso.

Por que matou seu marido?

Eu tentei deixa-lo em paz.

Então por que casou com ele?

Por que você fica comigo?

Porque...

não posso te deixar.

Você está sofrendo, precisa de alimento.

Preciso mais e mais agora.

Algo está acelerando dentro de mim.

Deixe-me ajudá-la. Eu consigo alguém para você.

Pegarei alguém do meu povo.

Você é bom para mim, Juan.

Você sempre foi bom para mim.

- É o quarto que morreu em 1870. - Deve ter sido um ano ruim.

Lembra o que Diane contou sobre as mortes na mina?

- Lee, vamos pra outro lugar. - Não tenha medo, todos aqui estão mortos.

Suzy, venha ver isso!

- Pode ter sido um animal. - Nenhum animal mata daquele jeito.

- Vocês viram alguém por lá? - Não.

Diane, tem uma coisa que não entendo.

A lápide diz que seu marido morreu em 1875.

- Calma, Lee. - Não, ele está certo.

Eu estranharia também.

Veja, aquele originalmente era o túmulo do bisavô de Victor.

Ele que morreu em 1875.

Anos atrás seu corpo foi roubado por ladrões de túmulos.

Quando Victor morreu, eu o enterrei no túmulo vazio.

Por que alguém roubaria um túmulo?

Bom, há uma velha crença por aqui de que pessoas são enterradas com suas jóias.

Mas se queriam as jóias, pra que levar o corpo?

Eu não sei.

Por que não tem terra sobre o túmulo de seu marido?

Porque se o ar seco não o alcançar ele vai se deteriorar.

Diane, e se as pessoas ainda acreditam nessa história de jóias...

e Juan surpreendeu alguém roubando o túmulo de seu marido?

Talvez. Talvez até mesmo um membro de sua tribo.

Podem ser muito brutais.

Juan se tornou um pária quando passou a viver aqui.

Ele deu tanto por mim.

Fez mais do que jamais saberei e nunca terei chance de agradecer.

O que estamos esperando? Vou chamar a polícia.

Não.

É minha responsabilidade, Lee. Vou cuidar disso.

Com licença.

O que está te incomodando?

Eu não acredito em nada que ela disse, aí que está.

E isso de ar seco na sepultura?

Ela me falou algo sobre transformar o marido numa múmia.

- Que o ar do deserto o preserva. - Que bizarro.

Isso é besteira.

Eu acho que seus sentimentos por Juan são reais.

Eu me pergunto se ela tem sentimentos.

Está realmente mal com dela.

Sabe, a noite em que a conhecemos...

É de um gato.

Depois, na noite passada...

Você comeu carne crua ontem.

O que tem ontem à noite?

Nada. Assim que o carro estiver pronto, nos mandamos.

Não foi nada.

De qualquer modo, isso foi no meu sonho.

- Posto de Serviço. - Aqui é Lee Ritter.

- Meu carro está pronto? - Não.

Deveria estar pronto esta manhã. Você conseguiu a peça?

Que peça?

- A peça que pediu. - Não precisa de peça.

Então, o que está esperando?

A mulher que ligou disse para esperar pra começar.

- Que mulher? - Ela não disse.

- Escuta, quanto vai demorar? - Não antes de amanhã.

Eu preciso hoje!

Cara, eu não gosto de gritos. E meu mecânico não está por aqui.

Susan?

- Se divertindo? - Sim.

Diga-me, a quanto tempo você e Lee são casados?

Quase dois anos.

Dormiu com outros homens desde então?

Eu não acho que seja da sua conta, Diane.

- Lee é fofo, mas... - Mas?

Não é muito observador, não é?

Susan, já notou o quanto os homens nos invejam?

Invejam como?

O prazer que temos, que só nós podemos ter.

Não podemos impedir. É só nossa natureza, é como somos.

E no fundo de seus corações, eles nos odeiam por isso...

porque nunca saberão como é.

Susan!

Eu quero falar com você.

A sós.

- Arrume as malas. - Qual a pressa?

Vamos sair daqui. Falei com o cara do posto,

lembra que Diane disse que cuidaria de tudo?

Ela não cuidou de nada!

Está tentando nos manter aqui e acho que o cara do posto está ajudando.

- Não está ficando um pouco paranóico? - Não, não estou!

Eu não gosto desses sonhos que estão se tornando reais.

Que dizer pra você. Você conseguiu o que queria, e agora vamos embora?

- E o que você quer? - Ficar aqui um tempo.

Eu acho que quer ela.

Talvez queira. Que te parece?

Onde está aquela vadia?

Diane!

Feche a porta.

Essa cama...

Liguei para o posto. Você mandou não consertarem o carro.

- Você tem medo de mim, Lee? - Não.

Então, por que fica tão longe?

Me diga... o carro... Por quê?

Você não entende?

Deveria depois da outra noite.

Eu quero você aqui comigo.

Não posso ficar. Eu preciso ir embora.

Por um tempo, ao menos.

Desde aquela noite, na galeria...

Desde então, eu sabia que queria você.

Faminta por você pelo quanto pudesse tê-lo.

Você não quer partir. Você não quer.

Não.

Não, eu...

Lee...

Sabe quem sempre esteve enterrado naquela sepultura?

Seu marido.

Sim, somente ele.

Eu sou muito, muito velha. Se importa?

Não.

Você me quer também?

Oh! Sim...

Diane?

Lee?

Lee! Onde você está?

Lee!

Onde está Lee?

Foi ao posto saber sobre o carro.

Algo errado?

Sua cama!

Esse som!

Feche a porta, Susan.

Tem nos espionado daquela sala, não é?

Sim.

Por quê?

- Você não sabe? - Não.

Deveria.

Você fez a mesma coisa na outra noite.

Aquilo foi diferente. Foi um acidente.

Poderia ter ido embora, mas não o fez.

Eu vi Juan, Diane, naquela sala.

- Lee acha que você o matou. - Sim.

- Mas você o amava. - Sim.

Ele ficará conosco agora, para sempre.

Conosco?

Eu quero você aqui comigo, Susan.

Desde aquela noite, na galeria... desde então...

Eu sabia que queria você.

Faminta por você pelo quanto pudesse tê-la.

Fique comigo.

Sim.

- O que foi isso? - Nada.

Susan!

Volte!

Decida, vai subir ou não? Tenho coisas para fazer.

- Você vai assim? - Eu esqueci meu casaco.

Eu tenho um ali atrás, se quiser.

Não precisa me agradecer por parar.

Desculpa. Obrigado.

- Fugindo de onde? - Lugar nenhum.

Você estava lá, com ela?

Não tem muito a dizer, não? Como vou saber onde quer ir?

Aonde possa pegar um ônibus para Los Angeles.

- Alô? - Carl, é Suzy.

Você tem que me ajudar, por favor, ela está atrás de mim.

Do que está falando, Suzy. Quem está atrás de você?

A mulher que conhecemos na sua casa, Diane!

Eu sei que parece loucura, mas ela é um vampiro. Ela matou Lee.

Suzy, que diabo é tudo isso?

Não faça perguntas!

- Ajude-me! - Ok, venha pra cá.

Não posso, ela me segue por toda parte. Vai me matar também.

- Onde você está? - Na rodoviária.

Estarei aí em minutos.

Peguem-na! Peguem-na!

O sol!

Me ajudem a tirar sua capa!

Por quanto tempo dormi?

Algumas horas.

A polícia já encontrou Lee?

Sim.

E outras vítimas também.

Não vão querer me interrogar?

Amanhã, Susan.

Carl? Quão bem conhecia Diane?

Muito bem.

- Não era só uma cliente? - Sim, era só uma cliente.

- Mas me contou algumas coisas. - O que?

Ela sofria de uma rara doença sanguínea.

Seu corpo não podia fabricar o próprio sangue.

Então precisava de transfusões regulares.

Era principalmente por isso que vinha pra cidade.

Por que ela matou Lee?

E como explica seu medo de cruzes e do sol?

Eu suponho que ela surtou.

Talvez precisasse tanto de sangue que se convenceu que era uma vampira.

Então agia como tal.

E quanto aos sonhos que Lee e eu tivemos que se tornaram reais?

Como explica isso?

Eram seus sonhos, Suzy.

Como você explica?

Esta faca é igual a de Diane.

Sim, eu vendi uma pra ela. Só há cinco dessas.

Itens de colecionador.

Ela me cortou com isso.

Carl!

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