All language subtitles for People You May Know (2017)(Produc.LA PANDA)

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Original subtitles

- Muito bem, est�s pronto? - N�o gosto das vossas caras.

Antes de veres isto, tens de saber que vem com todo o nosso amor...

Deem-mo j�. Vamos acabar com isto.

Joe, d�-lhe o raio do presente. Estou com sono.

O Rodrigo tem sono. Vamos a isto.

Muito bem. Meu Deus!

Pessoal!

Aqui vai ele... Est� bem, esperem pelo Rodrigo.

Est�s pronto? Consegues ver?

- Consigo. - Meu Deus. Aqui vamos n�s.

Credo.

Ouve, n�s sabemos. N�s sabemos, sim.

Mas n�s pedimos a um novo artista na baixa...

- Para fazer isto. - Dissemos-lhe o que quer�amos.

Ele concordou.

Sim, mas � �bvio que ele fez o que ele queria.

Pelo bem da arte, acho eu.

Interessante.

Ent�o, estes... Estes s�o voc�?

- Pois. - Sim.

Este sou eu.

E aquele � o Rodrigo.

N�o sou nada eu.

�s tu, �s. E aquela coisa ali � a Delia.

- Achas mesmo que sou eu? - Sim. Olha para o cabelo.

Consigo ver isso.

Pois.

S� uma pergunta.

Onde estou eu?

TALVEZ OS CONHE�AS

TOM NOVA IORQUE

Estava prestes a desligar.

Estava deitado.

Aqui ainda � de noite, querida. Passa-se alguma coisa?

N�o se passa nada. O pessoal foi-se embora e eu queria ficar a s�s contigo.

Como foi o jantar?

Pobre Herbert.

Foi t�o estranho.

N�o nos passou pela cabe�a inclu�-lo no quadro.

- Sabes que mais? - O qu�?

Acho que bebi uns copos a mais.

A ideia era ele olhar para o quadro e pensar em n�s.

Ele tamb�m faz parte do grupo, certo? Esperavas o qu�?

O que vais fazer?

Sabes como fico quando bebo.

Sim, tenho esperado o dia todo para te contar uma coisa.

Vou a S�o Francisco muito em breve.

Podemos encontrar-nos l�.

O qu�?

� um bocado cedo demais para isso, n�o achas?

Sim, est� bem.

- Quando? - N�o sei, mas mantenho-te informado.

Parece-me bem.

Fixe. Est� bem, coelhinho, estou morto.

Falamos mais tarde. Boa noite.

- Boa noite, querida. - Est� bem, boa noite.

Tive uma reuni�o com o meu chefe, hoje. Lembras-te de Chicago?

Lembro.

Merda. Diz-me que n�o te vais embora.

N�o, n�o me vou embora.

Foi outra pessoa.

Provavelmente o sobrinho do primo do cunhado do presidente

ou algo igualmente est�pido.

Isso � �timo.

�timo?

Quer dizer, podes ficar. De qualquer forma, nunca gostaste de Chicago.

Como vai o teu romance?

- Para ser sincero, est� a ser dif�cil. - Porqu�? Como?

Ando um bocado distra�do.

E quanto mais stressado ando, menos escrevo

e quanto menos escrevo, mais dif�cil � para mim limpar a minha mente.

O que te tem distra�do tanto?

N�o sei.

N�o queres atender?

N�o. Ligo depois.

- Nem sabes quem �. - � a minha m�e.

- Deixa-me dizer "ol�". - N�o! N�o atendas.

Quando foi a �ltima vez que fizeste sexo? Porque agora est� muito tenso.

Acredites ou n�o, j� passaram umas semanas.

Isso sou eu quando tenho muita sorte.

Para ti ou � um ou dois por dia. �s vezes tr�s por dia.

Bem, j� n�o � assim. As coisas mudaram.

- H� algo que n�o me tenhas contado? - N�o.

S� n�o me apetece.

Pronto. Assim h� mesmo algo que n�o me contaste.

N�o, a s�rio... N�o h�.

Acho que estou apenas farto dessa merda toda.

Boa.

Ol�.

Ol�.

Desculpa. N�o h� nada que possa fazer.

N�o conseguimos arranjar um bom candidato, tenho de ficar aqui at� l�.

Fant�stico. Quanto tempo?

Uns tr�s ou quatro meses.

Tr�s ou quatro meses?

N�o h� a� ningu�m que possa tratar disso? Preciso de ti aqui, Rod.

Eu sei. Pe�o desculpa por isso.

A s�rio? N�o parece.

- Como assim? - N�o sei.

Andas muito distante ultimamente.

N�o tornes isto mais dif�cil. Claro que estou distante.

Estou a 10 000 quil�metros. Achas que � f�cil para mim?

N�o tem a ver com a dist�ncia, Rod.

Sinto que foges.

Sabes, uma semana antes de irmos ao m�dico, foste-te embora.

Mal fal�mos disso.

N�o podemos continuar a agir como se n�o fosse nada. Tens de falar comigo.

N�o h� nada para falar. � o que �.

N�o � nada. H� outras op��es.

Podemos passar por isto, mas estarmos afastados n�o ajuda.

Por favor, Delia. Tenho muito com que lidar.

� tarde. Vou deitar-me. Tem sido um dia dif�cil.

Est� bem. Boa noite.

Amo-te, Delia.

Estou a fazer o meu melhor. A s�rio.

Tamb�m te amo.

Boa noite.

Boa noite.

Ol�, coelhinho.

O que est�s aqui a fazer?

As coisas em S�o Francisco demoraram menos tempo, ent�o...

Pensei vir surpreender-te.

Posso entrar?

Anda c�.

Para qu�?

Anda l�.

N�o tenhas medo.

Quando me vais deixar?

Para de falar.

VAMOS CONTINUAR A BRINCAR

Recebeste o meu presentinho?

Recebi, seu pervertido.

At� tive um sonho molhado.

Bem, coelhinho, acho que dev�amos avan�ar um pouco mais.

O que � isto, a sequela das 50 Sombras?

N�o, isso � uma treta. Isto � real.

Desculpe, mestre.

Vejo que mudaste a minha foto preferida.

Quase contei ao Herbert sobre hoje � noite.

Porque farias isso? Pensei termos concordado n�o contar a ningu�m.

Ol�, querida.

O que andas a fazer?

Sabes, estava a pensar.

E se for buscar uma garrafa de vinho e passar por a� logo � noite?

Sim, n�o, estou bem. � s� que...

Sabes, � sexta � noite e como estamos sozinhos,

pensei jantar com os meus amigos pelos velhos tempos.

Sim. Est� bem.

Boa.

Vejo-te depois.

Adeus.

Tr�s ou quatro meses? � uma vida.

O que est� ele mesmo a fazer l�?

A firma dele est� a expandir-se na Europa e v�o come�ar em Madrid.

Uma vez que o diretor financeiro do Rodrigo � espanhol...

Puseram-no, temporariamente, a supervisionar

e a recrutar novos candidatos e essa treta toda.

� uma tarefa um bocado longa.

- Pelo menos, tem l� a fam�lia. - Eu tamb�m sou da fam�lia, sabes.

Muito bem, sabem que mais? Tanto faz.

Como ele disse, � o que �.

Vamos brindar.

A n�s. Amigos para sempre. Aqui. Para sempre.

E todo o sempre.

Aqui, para sempre. Muito bem.

Excepto eu ir num cruzeiro no outono como prenda de anivers�rio para mim.

Ainda posso fazer isso?

O qu�? Tu num cruzeiro? Sozinho?

Sim.

Fui a uma m�dium e eu... Estou a seguir o conselho dela.

Uma m�dium ?

Uma m�dium aconselhou-te a ir num cruzeiro gay ?

Pronto.

Ela disse que eu iria encontrar o meu verdadeiro amor

no momento e lugar mais inesperados.

E uma vez que nunca iria num cruzeiro gay na minha vida toda,

pensei que n�o poderia haver lugar mais inesperado

onde o encontrar, certo?

- N�o, isso � estranho! - Estranho.

N�o �! Pessoal!

Acreditem em mim, adoraria viver a minha vida de forma espont�nea

sem expetativas, como o Joe sempre que abre a porta a um novo tipo.

Pronto. Aqui vamos n�s. Ouve.

Quando o tipo certo entrar pela porta, saberei.

Sim? Ou perdeste-o, porque te estavas a preparar para o pr�ximo?

Muito bem, sacanas.

V�, deem-me os vossos pratos.

Tenho de encontrar uma prenda para a minha assistente antes de quarta.

T�m alguma ideia?

Herbie, porque n�o lhe d�s o teu quadro?

- Assim podes livrar-te dele. - Para!

Adoro o quadro. Quantas vezes vos tenho de dizer? Adoro-o. A s�rio.

Herbert, est� atr�s da porta do quarto!

Ainda n�o encontrei o lugar certo!

Bem, ent�o dev�amos brindar a esse quadro magn�fico.

A uma prenda de anivers�rio magn�fica e art�stica.

Parab�ns!

� arte!

Adoro esta m�sica! Anda!

Como aquilo ali.

Olha o que tenho.

N�o, o Rodrigo matava-me.

Herbert, v�s o Rodrigo aqui?

- Merda! � forte! - � boa, n�o �?

Adoro-te!

Gosto desta nova dan�a.

- Muito bem. - Olha.

D�-me l� esses.

- Est� tudo � roda. - Pois.

- Vou para casa. - N�o. Anda c�.

Leva-o para ali. Deixa-o descansar durante umas horas.

- S� dez minutos. - Est� bem.

Adoro esta m�sica.

Diz-me uma coisa.

Fui mesmo a �ltima?

E a primeira, e a �nica. Tu sabes.

Sabes do que mais gosto em ti?

Sim, os meus l�bios e rabo.

Bem, sim, mas n�o.

Foi o qu�o serena me fazias sentir.

Ningu�m me fez sentir assim depois de ti.

Fico contente por ouvir isso.

Eu n�o estou.

Odeio perder-te.

N�o me perdeste.

V� l�. Sabes o que quero dizer.

Estava um farrapo.

- Querida. - Estava.

Tamb�m foi dif�cil para mim.

Mas olha...

O tempo sara todas as feridas.

- Odeio essa express�o. - Eu tamb�m!

Odeio-a.

Ol�, querido.

Ol�. Ainda est�s zangada comigo?

N�o. Nunca conseguiria ficar zangada contigo.

Desculpa pela outra noite.

Sei que tamb�m � dif�cil para ti. �s vezes, consigo ser muito ego�sta.

N�o, n�o �s.

Prometo que esta ser� a �ltima vez que estaremos afastados tanto tempo.

Se n�o entendem, que se lixem.

Arranjo outro trabalho. J� n�o quero saber.

Querida, o que se passa?

N�o, nada. Amo-te e tenho saudades tuas, s� isso.

A s�rio? Est� tudo bem?

Sim. Estou s� sens�vel.

Como est� a tua m�e?

A m�e.

Ela est� convicta que devo trazer uma geleira com comida comigo.

Ela diz que est�s muito magra nas fotos.

Bem, adoro-te, m�e.

Eu sei. J� lhe disse que os da alf�ndega iriam ficar content�ssimos.

E o teu sobrinho?

O Miguelito. Irias ador�-lo.

T�o gorducho, com aquela carita.

A minha irm� diz que ele tem os meus olhos.

Como foi o jantar com os rapazes na outra noite?

Foi bom. Nada de especial.

Sabes, jantar, beber, fazer coisas parvas.

Sabes...

Tenho saudades deles.

Sim, eles tamb�m t�m saudades tuas.

Temos todos.

Muito bem. Tenho de ir trabalhar.

Sim, e eu tenho de me deitar.

O que foi?

Esta treta � inacredit�vel. Nem nos deitamos ao mesmo tempo.

N�o penses nisso. O tempo passa depressa.

Boa noite. Amo-te.

Eu � que te amo.

TOM NOVA IORQUE

- O que se passa, coelhinho? - Liga a c�mara. Quero ver a tua cara.

N�o, por favor. Acabei de acordar. O que se passa?

Porque deixaste de me ligar?

- Quebraste as regras, companheiro. - Que regras?

N�o sejas crian�a.

Concord�mos n�o contar a ningu�m.

N�o contei!

Sabes, na verdade, c� no fundo... N�o quero que saibam.

Sinto vergonha.

Vergonha de qu�?

Do que achas?

Desta situa��o est�pida.

N�o sejas dram�tico. J� fal�mos disto.

DELIA TELEM�VEL

M�s not�cias: n�o volto mais a S�o Francisco.

O qu�?

Porqu�?

Cancelaram o meu trabalho a�.

Merda! Ent�o o que vamos fazer?

Vem a Nova Iorque.

Podias trazer a m�scara.

Estou a ficar duro s� de pensar em ti com ela. Vamos brincar.

Espera.

O que se passa?

Falei-te da minha ex-namorada?

Obrigada.

- Ol�. - Ol�.

Como est�s?

- N�o muito bem. - Pois.

Eu tamb�m n�o.

O Herbert sabe?

Quando acordei, ele j� n�o estava.

Ainda n�o falei com ele.

Acho que n�o. Ele teria dito alguma coisa.

Pois. Tens raz�o.

O que vamos fazer?

Sinto-me horr�vel por causa do Rodrigo.

N�o acredito que lhe fizemos isto.

N�o lhe vou contar.

- Tens a certeza? - N�o tenho a certeza de nada.

Mas sei que ele n�o entenderia.

E que isto o destruiria, por isso...

Desculpa. Credo, fiz asneira.

N�o devia ter trazido aquela merda. Depois n�s...

Bebemos tanto. Era...

Eu sei. Ouve, sabes que mais? N�o, n�o foi intencional.

Ambos sabemos disso.

N�o podemos voltar e reparar isso. Por isso, vamos esquecer isto

e seguir em frente.

Seja o que tiver de ser.

Certo.

Nem por isso, n�o �? N�o est� nada certo nisto.

PORTA TELEM�VEL

- Bom dia. - Ol�.

Est� quase pronto.

N�o posso demorar. Tenho de estar no aeroporto �s 12 h para ir para Boston.

Trabalhas muito, meu amigo.

Mas tenho de trabalhar, se me quiser reformar aos 40

e criar os meus dois filhos lindos por nascer

com o meu futuro marido perfeito.

Meu Deus. Acho que ainda me d�i a cabe�a da noite passada.

N�o fales nisso.

O que foi?

Disseste para n�o falar "nisso".

Apenas, sabes, ficaste t�o mocado

e tivemos de te levar para a cama da Delia.

Desmaiaste por completo, n�o desmaiaste?

Desmaiei, sim. Porqu�?

S� estava a perguntar.

Levantei-me uma vez para ir � casa de banho.

Mas j� n�o estavas.

Tenho de te contar uma coisa um pouco embara�osa.

Embara�osa?

Segurares na pila quando urinavas,

para n�o estragares as unhas falsas no Halloweenie, isso � embara�oso.

Sei que te vais passar.

Deixa-me adivinhar. � sobre algu�m de quem somos muito pr�ximos, certo?

N�o.

N�o?

Lembras-te do tipo de Nova Iorque que conheci na net?

O gira�o que te pediu para ires ter com ele

e depois de teres comprado o teu bilhete de avi�o,

disse-te que pensou melhor e que n�o estava preparado.

- Esse tipo? - Sim. Ele tinha uma explica��o.

Mas sim, � esse.

E?

Ainda falo com ele.

Estou chocado. D�-me um momento para recuperar enquanto me recomponho.

V�, continua.

Acho que estou apaixonado por ele.

Isso � pat�tico? � pat�tico.

�, sim. Mostra-mo.

N�o. Ele matava-me.

Contar a algu�m... V�s? Sinto-me mal. Sinto que tra� a confian�a dele.

A confian�a dele?

- Coitadinho. - Herbert, n�o est�s a ajudar.

Queres a minha ajuda?

Muito bem, ent�o talvez devesses crescer

e ter a coragem para me contar o que realmente importa

e n�o esta treta sobre um tontinho

que se apaixonou por algu�m da internet que nunca conheceu.

D�-me algo novo, Joe.

Porque est�s t�o perturbado?

Eu vi-vos, Joe!

A ti e � Delia no sof�, todos nus e amiguinhos.

Espera. N�s n�o...

N�o? E acima de tudo, queres que me sinta como um idiota?

Estavas a pensar em qu�?

� a tua ex e a mulher de um dos teus amigos mais pr�ximos.

- Eu sei! - Por amor de Deus!

Fizemos asneira, est� bem? Eu sei.

Sinto-me mal por isso e n�o consigo deixar de pensar nisso.

N�s est�vamos b�bados e mocados.

E s�... Aconteceu. E pronto.

N�o sei o que queres que fa�a agora.

N�o te contei, porque me sinto envergonhado.

Boa. Devias sentir-te.

Por baixo da mesa, os p�s dela em meias de seda,

procura uma falha, atrevida, entre as pernas.

Um anel luminoso e caro brilha no dedo dela,

contrastando com aqueles pontos...

Sexy

Est� tudo bem?

Est�.

Sim, s� me distra� com o raio do som.

Est� bem.

V� l�, meu. O que se passa?

Nada. Desculpa.

Vim do outro lado da cidade e � isto que recebo?

- N�o leves a peito. N�o �s tu. - Meu, n�o quero saber.

- Espera. - O que foi?

Deixa-me levar-te � porta.

N�o te incomodes.

Ultimamente n�o paras de me surpreender, coelhinho.

Primeiro comes a ex-namorada e agora isto. Gosto.

Queres ser mau?

Molha o dedo. Isso mesmo.

Mostra-me o que consegues fazer com ele.

Sim. V� l�, cachorrinho. Isso mesmo.

Sabes do que gosto. V� l�. D�-me mais um dedo.

Sim, isso mesmo.

Sim. V� l�, cachorrinho.

Acaricia os tomates.

Sim. Ata esse cinto � volta do pesco�o.

V� l�, puxa-o.

V� l�. Fecha o fecho da boca.

� isso. V� l�, mauz�o. N�o tenhas medo.

� isso. V� l�. Vai! Sim!

Vais-me mostrar esse esperma. Mais. Mais apertado.

V�, d�-me esse esperma. V� l�.

Vai. Sim.

Vai. Sim!

Muito bem. Boa noite.

- Ele gosta de ti. - Suzanne Sugarbaker! Meu Deus!

- Desculpa. - Queres que tenha um enfarte?

- N�o te queria assustar. - O qu�? O que � isso?

� o meu amigo Pancho. � muito simp�tico. Queres tocar-lhe?

N�o, passo.

- Confia em mim. - Ele vai morder-me?

N�o, eu disse-te, ele gosta de ti.

Susan Sarandon! Vou matar-te.

- Est� tudo bem. - A s�rio?

Sim. Podes tocar-lhe.

Est� bem.

- A�. - Estranho.

Ele � rugoso. Espinhoso.

Estavas � espera de qu�? � um r�ptil.

O que estavas a dar al�m?

Trabalho num abrigo de animais local.

Temos uma angaria��o de fundos no domingo.

Fixe.

E o que fazes mesmo l�?

Fa�o voluntariado no tempo livre.

Ent�o, que fazes no resto do tempo?

Trabalho numa cl�nica veterin�ria em Beverly Hills.

Impressionante. �s t�o novo.

Tens algum animal?

Tive um peixe quando tinha oito anos.

Muito bem.

N�o posso tomar conta de animais, porque n�o tenho tempo.

N�o quero deixar um c�o sozinho durante 14 horas.

Catorze horas? Ent�o � melhor arranjares um gato.

- Sou o Nicholas, j� agora. - Sou al�rgico. Sou o Herbert.

Prazer em conhecer-te, Herbert.

Igualmente.

Que fazes aqui? Fazes caminhadas?

N�o. Sim, �s vezes.

Gosto mais de outros desportos.

Mas agora estou � espera de um amigo.

Que outros desportos?

- Comprei uma nova raquete de raquetebol. - Meu Deus. Adoro raquetebol.

- Jogo isso desde crian�a. - A s�rio?

- Sim. - � bom saber.

- Ol�. - Joe!

- Desculpa o atraso. - N�o faz mal.

Este � o Nicholas.

E aquele � o Pancho.

Que lagarto giro.

- Na verdade � um drag�o barbudo. - Um drag�o?

Como a Khaleesi.

O Nicholas � veterin�rio em Beverly Hills.

Isso � excelente.

Na verdade, n�o sou. Trabalho na rece��o.

Mas ainda assim... � excelente.

Dev�amos ir.

Est� bem.

Prazer em conhecer-vos.

N�o queres o meu n�mero?

O teu n�mero?

Sim. Para podermos sair e jogar.

O que queres dizer com "jogar"?

Raquetebol.

- Pois. Meu Deus. - Sim.

Sim, claro. Gostaria muito.

- D�-me o teu telem�vel. - Aqui tens.

Toma. Nicholas.

Obrigado.

Adeus, Nicholas. Adeus, Pancho.

- Perdi alguma coisa? - N�o consigo falar. Vou desmaiar.

Tenho de organizar o meu arm�rio.

- Ol�. - Ol�.

- Queres beber alguma coisa ou...? - N�o, estou bem assim. Obrigada.

O que se passa?

Estou... Estou gr�vida.

A s�rio?

Isso � fant�stico! Quer dizer...

� o que voc�s queriam!

- N�o era? - Sim.

Estava com dificuldades em engravidar, ele foi fazer um teste antes de Madrid.

Mas h� quanto tempo...?

Joe, ele � est�ril.

O que queres dizer?

O que achas que quero dizer?

Merda.

Merda!

Merda!

Isto n�o est�... N�o est� a acontecer.

Mas est�, Joe.

Est� bem, tens...?

- Tens a certeza? - Absoluta.

- Ele sabe? - N�o. Ningu�m sabe.

O que vamos fazer?

Gostava de o ter.

Queres t�-lo?

� a minha �nica hip�tese de ser m�e

e parece que significa alguma coisa isto ter acontecido, n�o achas?

- O Rodrigo ter� de compreender. - O que � que ele vai entender?

N�o entende que dormimos juntos, mas que est�s gr�vida j� entende?

Isto � diferente, n�o podemos esconder.

N�o lhe podemos fazer isto.

Fazer-lhe isto? J� est� feito, Joe.

Est� bem.

Ouve, eu estou...

Quer dizer, eu...

Quero que penses muito, muito bem nisto.

Isto � uma decis�o que ir� mudar as nossas vidas para sempre.

E n�o podemos voltar atr�s.

Eu sei. Eu sei isso.

E eu... Pensei muito bem nisto.

Acredita.

Quantas vezes disseste que vinhas aqui?

No m�nimo, 2 vezes por semana.

Adoro este lugar. E pouca gente o conhece.

Sim, � lindo.

O fumo sobre a baixa � inspirador.

Faz-me sentir mesmo saud�vel.

Bem, � o que �.

As pessoas nesta cidade gastam tanto dinheiro em produtos org�nicos,

mas n�o querem saber do ambiente.

T�o congruentes, certo?

J� te apercebeste de quanta energia gastam sem necessidade?

Por exemplo, todos os edif�cios iluminados o dia todo.

� inacredit�vel, meu. N�o querem saber.

N�o partem as suas unhas pintadas de 20 d�lares

a desligar o raio de um interruptor.

Obrigado pelo aviso.

- A s�rio? - Estava a brincar. Mais ou menos.

Mas j� pensaste que podem deixar as luzes acesas por raz�es de seguran�a?

Queres dizer, por raz�es de medo?

Tretas. Bem-vindo aos EUA.

T�o apaixonado.

N�o te via h� algum tempo. N�o tens estado online .

Sim, n�o me apeteceu.

Voltaste para ela, n�o foi?

J� n�o queres estar comigo. Eu sabia.

"Estar comigo?" N�o brinques comigo.

O que se passa?

Fico triste por te ver assim.

N�o me est�s a ver.

V� l�, coelhinho. Diz-me o que se passou.

A Delia est� gr�vida.

De mim e quer ter o beb�.

Meu.

Sim, estraguei tudo.

Estou completamente perdido. N�o sei o que fazer.

E � isso.

Bem... N�o te vou dizer o que devias fazer.

S� sei que gostaria de estar a� para te confortar.

Abra�ar-te-ia e mordiscava a tua orelha...

Tu implorar-me-ias para parar e ambos rir�amos.

E depois far�amos amor e, de manh� bem cedo, fugir�amos para o Polo Norte

e mostrar-te-ia as luzes do norte.

E perceberias o qu�o pequenos somos e como tudo se torna insignificante.

Pois. Essa hist�ria � boa.

Mas n�o faria o problema desaparecer.

Mas tu poderias.

N�o sou esse tipo de pessoa.

Bem, ela tomou a decis�o dela.

� �bvio que n�o quer saber da tua.

N�o a conheces.

N�o, mas tu �s um bom rapaz, coelhinho.

O que quer que fa�as, ficar� tudo bem.

Acredita em ti e segue o cora��o.

Posso fazer-te uma pergunta?

E prometes, por uma vez, responder sem evitar a resposta?

N�o sei.

Sim ou n�o? N�o aceito "n�o sei".

N�o sei.

Sim ou n�o?

Sim.

Aonde vamos?

Bem, podemos ir para o Polo Norte, acabei de te dizer.

V� l�.

Fala a s�rio e responde.

Respondo ao qu�?

Eu disse-te. N�o estou nessa.

Devia ter parado isto.

Ent�o porque n�o paraste?

Se eu soubesse.

- H� algo em ti que me prende. - N�o tenho nada de interessante.

Por favor! N�o me venhas com "N�o te mere�o. Sou um peda�o de merda."

� pat�tico.

N�o disse isso, mas... Muitas pessoas imaginam coisas que n�o estou a oferecer.

N�o estou a imaginar nada.

Eu... Gosto de falar contigo. Sabes disso.

Na noite em que recebi o pacote com a m�scara, sonhei contigo.

Vieste c�.

Fizemos sexo pela casa toda como animais.

Mas foi mais do que um sonho.

Foi t�o real. Acordei transpirado e exausto.

Nesse momento soube que n�s nunca ser�amos t�o reais como aquela noite.

- Foi quando devia ter parado. - Olha...

Est�s assoberbado e confuso com o que se passou e n�o pensas claramente,

por isso toma um comprimido, vai para a cama, tem uma boa noite de sono

e amanh� falamos. Vais sentir-te melhor.

Nunca nos vamos ver pessoalmente, n�o �?

Lembras-te daquele tipo que vimos nas not�cias,

a fugir do tsunami num carro?

Pensei que se tivesse um carro melhor, a onda grande n�o o teria atingido,

mas ele s� tinha um de segmento C e por fim a onda engoli-o.

N�o te estou a perceber, Joe.

Tamb�m tenho um segmento C.

N�o estou preparado.

Eu tamb�m n�o estou.

Tu querias uma crian�a.

De certa forma est�s.

Porque est�s t�o zangado comigo?

Para ser sincero...

N�o acho que isto seja justo.

Justo?

Sim. Justo, Delia. Justo para mim.

Tinha a minha vida.

Podia n�o ser uma vida exemplar, mas foi a que escolhi

e depois n�s cometemos um erro e o meu mundo fica todo virado do avesso.

Achas que o que est� a crescer em mim � apenas um erro?

Acho! Claro que �.

Que mais �, Delia?

Nunca teria escolhido isto. Nunca. Tu terias?

N�o. Claro que n�o.

Mas aconteceu, por isso temos de o enfrentar.

Estou a enfrent�-lo. Estou aqui.

Fazemo-lo por tua causa. N�o quiseste saber da minha opini�o. N�o � justo.

Joe, j� te disse. N�o tens responsabilidades aqui.

N�o posso esconder a cabe�a num buraco como uma avestruz!

- Claro que tenho responsabilidades. - N�o, na verdade, n�o tens.

Cai tudo sobre mim.

Podes desaparecer ou ir para o inferno

ou fazeres o que quer que fa�as,

mas n�o me culpes por algo que fizemos juntos, est� bem?

N�o fizemos isto juntos.

Dormimos juntos.

Nada mais.

N�o vais acreditar no que aconteceu.

Lembras-te daquele tipo do casamento da Lorraine? O que comentou sobre...

A Delia est� gr�vida.

Espera. O qu�?

N�o.

Est� gr�vida? N�o pode estar.

O Rodrigo est� em Espanha h�...

N�o pode ser.

A s�rio?

Meu Deus!

N�o. A s�rio?

Meu Deus!

Merda!

Cara�as! O Rodrigo sabe?

Ela foi v�-lo.

J� l� deve ter chegado.

Porcaria.

Ela est� a pensar t�-lo.

O qu�? T�-lo?

- E tu? - Estou chocado. N�o consigo...

- Merda! - Podes parar de gritar comigo?

Desculpa. S� que...

Acho que tamb�m estou a tentar processar isto.

O que raio vai ela dizer ao Rodrigo?

- Ol�. - Meu Deus. O que fazes aqui?

Quando chegaste? Porque n�o me disseste?

Queria fazer-te uma surpresa.

Tive tantas saudades tuas.

Estou prestes a ter um enfarte.

- Conseguiste. Entra. - Est� bem.

Pessoal... Estes s�o os meus colegas, a Raquel e o Daniel.

- � a Delia, a minha mulher. - Prazer em conhec�-la, Delia.

- Prazer em conhec�-la. - Prazer em conhec�-la a si.

- O Rodrigo n�o para de falar de si. - Cala-te!

Vamos jantar para celebrar.

Ela deve estar esfomeada. Aposto que n�o tens nada no frigor�fico.

- � simp�tico, mas... - Vou ligar ao Antonio para reservar.

Daniel, ela acabou de aterrar. D�-lhe um momento.

- Sim, talvez noutra altura. - Est� bem. Vou deixar-vos a s�s.

A s�rio que n�o se importam?

Claro que n�o. Vemo-nos amanh� no escrit�rio.

- Prazer em conhec�-la. Bem-vinda. - Obrigada.

Obrigado, pessoal.

At� amanh�.

Ol�.

- Senta-te. - Est� bem.

Queres beber ou comer alguma coisa?

N�o.

N�o acredito que est�s aqui.

Gosto do teu apartamento.

- Obrigado. Eles pagam a renda, sabes. - Um b�nus.

Onde est� a tua mala?

Est� no hotel.

O qu�?

Temos de falar.

Tamb�m n�o � muito f�cil para mim.

F�cil? Para ti? E o que devo eu fazer?

Bater-te nas costas e felicitar o Joe?

Sabes que mais?

Devia ligar � minha m�e e contar-lhe que vai ter um neto

da bicha do ex-namorado da minha mulher, porque n�o lhe consegui dar um?

� assim que devem ser as coisas?

Est�s a punir-me? � isso?

Est�s a punir-me, porque n�o sou homem suficiente para ti?

Meu Deus, n�o!

Lamento imenso.

Amo-te tanto.

Amas-me? Tu amas-me? Amas-me uma ova!

S� aconteceu uma vez?

- Diz-me. - Sim, claro. Foi s� uma vez.

Est�vamos b�bados e fomos est�pidos. Sentimo-nos os dois muito mal.

Ent�o porque o fizeste? Porque raio fizeste isto?

Nunca te quis magoar. Entende isso.

Entender? O que raio devo eu entender?

Que nunca o deixaste de amar?

Que temos vivido uma mentira durante estes anos todos?

Porque dirias isso?

Ainda me amas, Delia?

Nunca deixei de te amar e tu sabes.

Mas amas-me a s�rio?

Claro que amo.

Ent�o, n�o tenhas este beb�.

O qu�?

Vamos adotar ou a uma cl�nica.

O que quiseres.

Mas n�o tenhas este beb� e mostra-me que n�o foi planeado.

N�o me pe�as isso.

Sabes o quanto quero este beb�,

mas claro que n�o foi planeado.

Nunca te magoaria assim, intencionalmente.

Nem acredito que pensarias isso de mim.

Amo-te tanto.

Preciso muito de ti ao meu lado.

E eu percebo. Percebo que estejas muito zangado comigo.

Mas, por favor, imploro-te.

N�o me pe�as para me livrar deste beb�.

Por favor, Rodrigo.

N�o quero que estejas aqui, quando voltar.

E o que vais fazer, querido?

N�o sei.

S� quero fugir e fugir e...

Mas ao mesmo tempo sinto-me paralisado.

Tenho fugido durante a maior parte da minha vida e, acredita, n�o ajuda.

N�o te posso dizer o que fazer.

Mas esta pode.

Escuta-a.

Assunto: Ol�, meu amigo

Ol�, Rodrigo...

Como est�s?

Espero que estejas bem.

Dev�amos ter ido para Boston. Devia ter aceite o raio do trabalho.

Pois, como se o problema fosse a cidade.

N�o, o problema sou eu. N�o lhe conseguir dar o que quer.

Mas ela ficaria longe dele.

Rodrigo, o que est�s a fazer?

- N�o teria acontecido se... - Chega!

Tens sido um marido exemplar. Honesto e trabalhador.

Deus n�o quis que tivesses filhos. � dif�cil, eu sei.

Mas n�o tentes justificar as a��es dela.

S� quero perceber porqu�.

Porque a negligenciaste.

Fechaste-te em ti mesmo.

Como o teu pai fez comigo.

S�o parecidos nisso.

N�o te entendo. Est�s a defend�-la?

N�o... S� Deus sabe o que lhe era capaz de fazer.

Nunca teria feito isto ao teu pai.

Claro que n�o. Ele podia dar-te um filho.

Parte-me o cora��o ver-te assim.

V�, di-lo. Sei que queres diz�-lo.

- O qu�? - Que a devia deixar.

Que devia ficar em Espanha. Esquec�-la.

N�o. Nunca diria tal coisa.

Mesmo que pense que seria o melhor a fazer.

- O melhor? - Sim, o melhor.

Que mais podes fazer?

Voltar com ela?

Perdoar os dois e criar o filho como se fosse teu?

N�o sei. N�o consigo pensar bem agora.

� por isso que te estou a dizer.

Aquela crian�a, pobrezita. N�o pode ser culpada de nada.

Terias de pensar se conseguirias ser um bom pai para ele.

N�o � s� n�o ser do nosso sangue.

Sempre que lhe deres de comer,

brincares com ele, levares � escola ou mesmo olhares.

Vais-te lembrar de onde ele vem.

N�o vais esquecer isto com o tempo, nem cri�-lo como um filho, porque n�o � teu.

Ainda pior. Ela n�o quer que seja.

- Porque dirias isso? - Pergunta-lhe.

Olha.

Quando o teu pai me pediu desculpa por aquilo com a francesa,

eu disse-lhe que o perdoava.

Porque o amava muito.

E foi por isso que lhe disse para se ir embora.

N�o conseguia aguentar.

� dif�cil perdoar algu�m que n�o amas.

� mais dif�cil ainda perdoar e continuar a amar algu�m da mesma forma.

Vou preparar-te um Cola Cao.

Ol�.

Ol�.

- Entra. - Obrigado.

Queres ch�, caf�?

Ch� seria bom.

Ent�o... Tens andado escondido.

Como tens... Como tens estado?

Estou bem.

Como vais?

Bem, na maioria das vezes.

Fico enjoada mais vezes do que gostaria.

Nem consigo olhar para um ovo estrelado e n�o aguento o cheiro da canela,

mas fora isso, sabes...

Pois.

- Canela. - �, n�o �?

- Isso � mau. - Eu sei.

Fico contente por te ver.

Falaste com ele?

N�o e tu?

Ele n�o me responde �s chamadas.

Ele vai voltar?

Pediu-me para arrumar as coisas dele e mand�-las para Madrid, por isso...

Como te sentes em rela��o a isso?

Tenho saudades dele, gostava mesmo que ele aqui tivesse,

mas n�o o posso censurar, por isso...

Eu percebo.

Como vai o tsunami?

N�o estava...

N�o estava zangado contigo, Delia. Era comigo.

S� precisava de algum tempo para perceber isso.

Estou a perceber.

N�o estar�s sozinha nisto.

Obrigada.

� muito importante para mim.

Acho que tamb�m n�o lidei muito bem com isto.

Tinhas raz�o. Devia ter-te ouvido tamb�m.

Teria mudado alguma coisa?

Ent�o, vais contar-lhe tudo?

Quer dizer, como, eu sou o...

Sim. Que mais posso dizer? N�o posso mentir � minha fam�lia.

N�o, claro que n�o. N�o queria dizer isso. � s� que...

- N�o vai ser f�cil. - Eu sei.

- Queres que v� contigo? -N�o. N�o queres estar l�.

Certo. Avisa-me se mudares de ideias.

Obrigada, mas acho que � algo que tenho de fazer sozinha.

Gra�as a Deus. N�o conseguiria enfrentar a tua m�e.

A s�rio? Imbecil!

� verdade.

Detesto isto. Detesto tanto isto.

Sai da�. Est�s todo transpirado.

Deixa-me em paz. Estou a morrer.

- Uma grande tareia, presumo. - Ele � bom.

� mesmo. T�o bom.

Leva o teu tempo, companheiro.

Mas estou melhor!

- O qu�? - Ganhei.

Ganhei o jogo. Sou o melhor.

- Espera. Ganhaste? - Sim.

Bem, ele pode ter-me ajudado um pouco.

Quer dizer, foi a primeira vez que joguei, mas sou bom.

Eu sabia.

Parab�ns, companheiro.

Convidou-me para jantar.

Que mais h� de novo? N�o � o teu primeiro encontro.

Estou assustado. � no apartamento dele.

- E ent�o? - Sabes o que significa.

Sei. Significa que vais jantar

com um tipo de que gostas e o seu lagarto.

E depois, talvez, se n�o estragares tudo por falares demais,

vais divertir-te. S� isso.

Ele � t�o sexy, giro e esperto.

E � t�o... Preocupa-se com o ambiente e os animais.

E � um ativista.

Meu, n�o quero ser mal educado, mas � s� um rapaz da rece��o.

Sabes que mais? � isso. N�o vou.

N�o aguento. N�o vou... Sabes que mais? Sou inseguro que chegue.

N�o preciso de me despir, nem que ele se comece a rir.

- Est� bem. - � isto.

Meu amigo, vais tirar o teu rabo transpirado do meu sof�,

vais para casa e tomar um duche.

Vais vestir os teus boxers mais sexy e vais a casa do Nicholas.

N�o tenho tempo. Tenho de trabalhar.

Vais pagar a minha terapia, sabes disso?

Claro que vou. Vai-te embora.

S� tenho de dizer

que n�o tenho tanta experi�ncia com rapazes como tu

e n�o digo isto como um insulto. N�o mesmo.

Mas... Nunca senti isto por nenhum rapaz antes.

E...

Sei que ele pode ser demasiado novo para mim.

E que � "s� um rapaz da rece��o".

E... Pode ser um bocado maluco.

Mas no outro dia

fomos � 20� angaria��o de fundos para salvar-o-que-quer-que-seja

e houve este momento onde ele ia a andar � minha frente

e ele para e vira-se

e pega na minha m�o e diz: "cuidado".

Depois continu�mos. Foi s� isso.

Foi t�o simples.

Mas...

Ele toma conta de mim, Joe.

Nunca me senti assim em rela��o a ningu�m.

S� queria dizer isso.

- E � um drag�o barbudo. - O qu�?

O Pancho.

� um drag�o barbudo. N�o gosta que lhe chamem lagarto.

Diverte-te.

Tom Barnett atualizou a sua foto de capa 44 min

Amigos

Tens muitos amigos...

tendo em considera��o que n�o est�s no Facebook

Desculpa, conhe�o-te?????

Mas que raio?

Ele n�o me reconheceu.

Amigos 1 em comum

Ol�, Philo.

Como vais? Bem.

Tenho uma pergunta r�pida.

Vejo que �s amiga de um Tom Barnett no Facebook.

J� o conheceste pessoalmente?

Austin.

Texas.

N�o. Estou...

Estava s� curioso.

Sim.

Sem d�vida.

Sim, em breve. Muito em breve.

Sim, adoraria ver-te. Est� bem.

Abra�os.

Adeus.

Isto n�o est� a acontecer. N�o est�...

N�o � poss�vel.

Tom Nova Iorque

O que se passa, coelhinho?

Liga a c�mara.

Estou feio. Preciso de um corte. Noutra altura.

Quero ver-te agora. Liga-a.

- O que se passa? - Liga o raio da c�mara!

Calma, amigo.

O que se passa?

Liga-a!

N�o.

Porque n�o?

Acho que j� sabes porqu�.

Seu filho da m�e!

Joe, ouve. Ouve-me, por favor.

Que importa quem eu sou? Fugiu-me ao controlo desde o in�cio.

Desde o in�cio que te queria contar, mas foi-se arrastando.

Lamento, a s�rio. Desculpa-me, por favor. Preciso de ti.

- Vai-te lixar! - Preciso de ti.

Vai-te lixar!

Uma cerveja.

Obrigado.

Ol�, sou o tipo da outra noite.

Desculpa ter-te confundido

com outra pessoa.

Pensava que eras outra pessoa.

Queria que soubesses

que h� algu�m a fazer passar-se por ti.

Andou a enganar-me durante algum tempo.

Ol�, desculpa, meu.

N�o consigo entender como � que as pessoas conseguem fazer isso.

Isto p�e-me furioso, n�o posso fazer nada.

Lamento imenso.

E nunca te lembraste de ir procurar o nome dele no Facebook por curiosidade?

N�o, ele disse que n�o tinha um perfil, por isso nunca procurei.

E ele ligou a c�mara. Quer dizer, eu vi-o.

Juro.

Delia, queres desligar a luz da cozinha?

- A s�rio? - N�o h� l� ningu�m. Para qu� o gasto?

Est� bem. Desculpa.

Obrigado.

E nunca pensaste que os v�deos pudessem ser roubados?

N�o. Sabia que roubavam fotos, agora v�deos.

Sabes que mais? Sou t�o pat�tico.

N�o. Quer dizer, ouve, n�o � por nada.

� dif�cil acreditar que nunca tenhas suspeitado de nada.

Nunca falaste do trabalho nem da vida privada dele.

- Nunca ligaste a c�mara. - Eu sei.

Percebi que algo parecia estranho. Era como se tivesse possu�do.

Acreditei em tudo o que me disse.

"O pior cego � o que n�o quer ver."

- �men. - Acho eu.

- Desculpem. - O que � isso?

Pelo menos, � uma boa hist�ria.

Sabes que mais?

Que se lixe esse sacana solit�rio e pat�tico.

Sim. Que se lixe o sacana.

- Que se lixe! - Exato.

- E Feliz Natal! - Feliz Natal!

- �s Golden Girls. - Pois, precisamos de mais uma.

Ela vem a�.

E nunca te lembraste de ir procurar o nome dele no Facebook?

� dif�cil acreditar que nunca tenhas suspeitado de nada.

Nunca pensaste que os v�deos podiam ser roubados?

"O pior cego � o que n�o quer ver." Pelo menos, � uma boa hist�ria.

Pedidos de Amizade Tom Barnett: Confirmar

O que vais fazer no fim de semana?

Pouco. Vou ficar em casa.

A escrever.

Ultimamente, tenho estado muito inspirado.

Tenho de aproveitar as minhas musas estarem perto.

Isso � �timo. Adoro ouvir isso.

Sim. E devo agradecer-te.

Como disseste, foi uma boa hist�ria. Acho que tinhas raz�o.

Quer dizer, criativamente, tudo o que tem acontecido tem sido bom.

Decidi escrever a minha hist�ria de amor falsa.

Isso � excelente. Fant�stico.

Quer dizer, foi uma ideia muito boa.

No fim, al�m de ti, terei de agradecer �quele filho da m�e.

- N�o te atrevas. - Ol�, pessoal.

- Ol�. - Ol�, querido.

Essa garrafa est� aberta?

Tinha sede.

Est�s b�bedo?

N�o. Bem, talvez um bocadinho.

Estou a celebrar.

Est�o a olhar para o novo vice-presidente dos recursos humanos.

Isso � fant�stico! Parab�ns!

No escrit�rio de San Diego.

Est� bem. Espera l�.

- Como assim, San Diego? - � para onde me v�o transferir.

Acho que ser� uma boa mudan�a de ambiente para mim.

Logo agora que conheci algu�m por quem me estou a apaixonar.

N�o v�s. Fica.

Fico? N�o posso ficar.

Tenho trabalhado tanto por isto durante tanto tempo.

N�o posso recusar agora.

S�... N�o posso.

Merda.

Gosto de Brenda.

- O qu�? - O qu�?

Brenda.

� uma menina. O m�dico disse-me hoje de manh�.

Meu Deus! � uma menina?

O que se passa?

Nada, eu estou...

Eu, eu estou...

Meu Deus!

- A minha primeira sobrinha. - �, n�o �?

Brenda.

- Adoro. - Eu tamb�m.

Ol�?

- Aqui em baixo. Vou contar-lhe. - N�o. Agora?

Talvez... Ol�! Lembras-te do Joe, certo?

- Sim. - Ajuda-me.

- Esta � a Delia. - Ol�.

Nicholas, Delia.

Posso ir buscar uma bebida?

- Estou bem. Obrigado, Delia. - Est� bem. Ent�o, Joe...

- Podes ajudar-me na cozinha? - N�o, n�o podes.

- Posso, sim. - Est� bem.

- J� voltamos. - Est� bem. Adeus.

- Espera. - Aqui.

Sim, senta-te.

- Est�s bem? - Sim.

Ent�o, que se passa?

Direto ao assunto, presumo.

Querias ver-me na hora de almo�o, por isso achei que seria importante.

Sim, mais ou menos.

Vais adotar um gato?

N�o. Sabes que sou al�rgico.

Vou deixar L.A.

- Espera, o qu�? - Sou al�rgico.

Dentro de semanas, v�o transferir-me para San Diego.

- Queres que...? - N�o, obrigado. Diz s� alguma coisa.

Sabes que estive em casa na semana passada.

Mas n�o te disse que foi a primeira vez em dez anos.

� estranho quando se volta a casa, mas j� n�o � a tua casa.

Quando sais da tua terra e depois voltas n�o � a mesma coisa.

N�o, quer dizer, literalmente, j� n�o � a minha casa.

N�o... O que queres dizer?

Conheci um rapaz no secund�rio, o Luke.

Ele era um ano mais velho.

Foi o primeiro.

Meu Deus.

Estava t�o apaixonado e ele tamb�m.

Conheces o Cintur�o B�blico, certo?

Digamos que a minha cidade � a fivela.

H�... H� tanta press�o.

E... O Luke n�o conseguiu aguentar, por isso...

Desistiu de mim.

Voltou para as raparigas

e fez o que era esperado de um filho de Deus.

� t�o triste.

Bem, foi a escolha dele.

Mas n�o pensei que conseguiria ultrapassar isto.

Perdi muito peso.

Passava as noites no quarto a chorar.

Sim, tamb�m consigo ser dram�tico.

A minha m�e preocupava-se comigo, por isso perguntava o que se passava.

Uma noite, decidi contar-lhe tudo.

E assumi-me.

Depois, antes de o meu pai chegar a casa,

ela foi at� ao meu quarto, p�s algumas das minhas roupas numa mala

e pediu-me para sair.

E � isso.

Sem dizer mais nada. Sem deitar uma l�grima.

Era cerca de meia-noite.

Inverno.

E eu s� tinha 16 anos.

Ela... Deitou todas as minhas coisas fora.

Os meus pertences, a minha mob�lia. Tudo.

Depois trancou o meu quarto e queimou...

... todas as fotos da minha vida.

Da minha inf�ncia.

Anivers�rios, f�rias.

Tudo.

Isso � horr�vel.

Foi.

�.

Lamento imenso.

Ent�o, porque voltaste agora?

A minha tia ligou-me.

A minha m�e est� muito doente.

� a minha m�e, Herbert.

Tenho de estar l�.

Quero estar l�.

N�o estou a usar isto como chantagem emocional. N�o quero que tenhas pena.

Estou a contar-te, porque...

�s a primeira pessoa de quem me senti pr�ximo o suficiente para contar isto.

N�o sei porqu�. Contei apenas.

N�o sei o que dizer. Apenas...

O Luke tomou a sua decis�o.

A minha m�e tomou a dela e agora...

Est�s a tomar a tua.

Tenho de ir. Est� a ficar tarde.

Sabes, tenho de confessar.

�s vezes ainda acordo a meio da noite

e sinto-me a fugir.

Sabes, ainda me � dif�cil acreditar

que isto est� tudo a acontecer.

Mas esta noite, ap�s ver a cara da Delia, apesar do que aconteceu...

Quando me disse...

N�o sei, � como se fosse mesmo verdade.

Como se ela aqui tivesse.

Estou t�o contente por aquela menina ser minha.

Fico contente por ouvir isso.

Adoraria poder ter tido filhos meus.

Mas sabes que mais?

Tomar conta de todos voc�s � trabalho suficiente.

Meu Deus!

O que foi?

- � ele. - Quem?

�...

� o Tom.

O tipo de Nova Iorque.

- Quer dizer, de Austin. O verdadeiro. - Quem?

N�o sei exatamente o que se est� a passar,

mas talvez devesses ir falar com ele.

Vai l�.

- Ol�. - Ol�.

Sou... Sou o Joe.

Ol�. Tom. Prazer em conhecer-te.

Este � o meu namorado, o Bobby.

- Ol�. - E esta �...

- Ol�. - Como vais, meu?

Estou bem. Estou...

N�o quero responder a isso. Eu...

Lembras-te de h� algum tempo te terem mandado uma mensagem no Facebook

a alertar para um rapaz que o enganou?

Sim, claro que me lembro. Eras tu?

Era.

- Um mundo pequeno, n�o? - Sim.

Bem, temos amigos que vivem aqui em L.A., vimos visit�-los �s vezes.

Algu�m fingiu ser eu na internet

e enganou-o.

- Meu. Lamento ouvir isso. - Sim, isso � uma desilus�o.

Sim, � uma desilus�o.

Eu...

� t�o estranho estar aqui contigo.

N�o fazes ideia de quem sou.

�...

� muito para assimilar.

Ol�, eis o meu escritor preferido.

- Como est�s? H� tempo que n�o te via. - Sim.

- Desde o casamento da Lorraine. - J� foi h� algum tempo. Como vais?

Estou bem. Estou a tomar uma bebida depois do jantar com estes parvos.

- Conhece-los? - Sim. Acab�mos de nos conhecer.

Sabes, ele foi enganado online .

Algu�m a fingir ser o Tom.

- Sabias? - O qu�?

Sim. Acreditas?

- Sim, n�o era como... - N�o foi nada.

Falaram demais e s� disseram tretas.

Certo. Neste fim de semana vou dar uma festa em minha casa.

Devias vir.

Talvez. Tenho muito que fazer.

- Por isso, talvez... - Aberra��o. Est� bem.

Devias vir, de qualquer forma.

Leite e Chocolate, vamos.

Vou deixar-vos ir. Olha...

Foi muito bom conhecer-te pessoalmente.

Tamb�m gostei de te conhecer. Pareces ser um bom rapaz.

Cuida-te, sim?

Ol�, foi muito bom conhecer-te pessoalmente

apesar das circunst�ncias.

J� agora, tu e o teu namorado formam um casal fant�stico.

Abra�os!

Bem-vindo!

Fico feliz por teres vindo.

- Ol�. - Como est�s?

Bem. Como vais?

- Ol�. - Ol�.

- C� estamos outra vez. - Parece que sim. Como vais?

Estou bem.

- Onde est�...? - O Bobby falador?

- Esse mesmo. - Foi embora ontem, teve de ir trabalhar.

Bem, vamos l�, sacanas.

- O que � isto? - Apenas absinto.

Apenas?

Anjo, isto � ambr�sia.

A bebida dos deuses.

A forma mais r�pida de tocar o c�u.

- Vamos a isto. - Sa�de.

Meu Deus.

- J� volto. - Est� bem.

Por favor.

- Ol�. - Ol�.

- Est�s a divertir-te? - Sim e tu?

Tamb�m.

- Conheces a Philomena? - Conhe�o, sim.

Trabalhei num restaurante durante algum tempo, quando vivi aqui. Adoro-a.

O que achas? � t�o novo, nem sei se me vou dar ao trabalho.

- Ol�. - Sou...

Vou buscar mais um copo da bebida dos deuses.

- At� logo. - Est� bem, amigo.

Sim, entra.

- O que se passa? - Como vais?

Bem.

Vais dormir

sem te despedires do teu amante irreal?

Anda c�. Est�s bem?

Bem...

Considerando que me apaixonei por ti...

E agora est�s, finalmente, � minha frente

e a minha mente est� a tentar perceber que este "tu" n�o � o outro "tu".

Que o outro "tu" nem sequer existe

e este "tu" �...

Nem sequer me conhece.

Al�m disso, est� tudo bem.

N�o fa�o ideia do que disseste.

Estou t�o mocado.

Anda c�. D�-me um abra�o.

Espero ver-te outra vez em breve.

Sim, eu tamb�m.

Tens de me dizer, se alguma vez fores a Austin.

Sim, direi.

Cuida-te.

Tu tamb�m.

J� agora, Joe...

Nunca tive oportunidade de responder � tua mensagem.

Tamb�m foi um prazer conhecer-te.

...porque aquele beijo de despedida na bochecha

seria o mais perto que ele alguma vez estaria dele.

FIM.

LIVROS

- Tens tudo? - Acho que sim.

Sou um acumulador? De onde veio tanta coisa?

Vou p�r isto no banco da frente, porque � muito fr�gil.

Obrigado. Obrigado por isso.

Vai ficar tudo bem. Vais ver.

Obrigada.

Cuida-te, por favor, e liga-me quando chegares.

Sim, m�e.

- Vais-me ter l� dentro de semanas. - � bom que venhas.

E lembra-te, n�o compliques as coisas.

Sabes do que estou a falar.

Muito bem, pessoal. Cuidem-se.

Adoro-vos.

- Adoro-te. - Adoro-te.

O que fazes aqui? Como � que sabias que partia hoje?

- E a esta hora? - Para de falar.

Beija-me.

Ouve-me.

S� vou dizer isto uma vez.

Est� bem.

Vou parar de falar e falas tu. Vou ficar calado.

- Casas-te comigo? - Espera. O qu�, agora?

- Ele pediu-me em casamento. - O qu�? Isso � bom.

- �timo! Vai! Por que esperas? - Vai!

Mas... Vou mudar-me para San Diego, agora.

Literalmente, agora. Como � que vamos fazer isto?

- E o teu trabalho? - Pedi transfer�ncia.

T�m l� outra cl�nica e eles aceitaram-me.

Meu Deus.

Mas n�o pode ser assim t�o f�cil, certo?

Quer dizer, temos de falar disto.

Eu s�...

Nunca pensei...

Sim.

Sim! Claro que sim!

Vou casar-me com ele.

Sinto-me gorda, feia e pesada.

Voc�s, mulheres, dizem sempre isso quando sabem que � o oposto.

Est�s mais bonita do que nunca.

Est� bem. Como queiras.

J� agora, quanto tempo falta?

S� oito semanas.

O tempo voou.

Mal te apercebeste.

Sim, talvez n�o te tenhas apercebido.

Tenho saudades dele. Ele teria sido t�o bom pai.

Eu sei.

Tamb�m acho que sim.

Adeus.

Dorothy. Ol�.

N�o. Estava s� a cozinhar. N�o te preocupes.

DELIA TELEM�VEL

Sim, ainda aqui estou.

J� acabaste.

O que achas?

A s�rio? Est�s a...? Est�s a falar a s�rio?

Sim.

Amanh� estarei l� logo de manh�.

Obrigado. Obrigado, Dorothy.

Adeus!

Boa!

Boa!

Ol�.

Merda. Meu Deus. Est� bem.

N�o. Est� bem.

Relaxa. Respira fundo. Vou a caminho.

� o pai?

N�o.

Sim, sou.

Como correu?

Felizmente, correu tudo bem.

A beb� nasceu mais cedo do que esper�vamos

e vamos mant�-la numa incubadora para observa��o durante uns dias.

Para ver como se desenvolve.

E a m�e?

Ela est� bem. Perdeu algum sangue e ainda est� um bocado fraca.

- Mas ela vais ficar bem? - Vai, sim.

S� precisa de descansar.

Pode v�-la amanh�.

Obrigado, doutor.

TALVEZ OS CONHE�AS DE JOE SANDERS

Ol�, Herbie. Como est�s, meu amigo?

Que bom.

Desculpa mais uma vez n�o ter ido ao teu casamento.

Pois.

Ouve, porque n�o vens com o Nicholas visitar-me numa segunda lua de mel?

A s�rio? Ent�o, como lua de mel?

V� l�. Faz uma pausa.

Sei que adoras Madrid e eu quero conhecer o Nicholas.

N�o, vou ficar aqui durante algum tempo.

Como � que ela est�?

E a beb�?

Quatro meses!

Meu Deus! O tempo voa.

Sim, estou bem.

Na verdade, estou fant�stico.

Sim.

Isto � divertido!

OL�, DENTRO DE SEMANA VOU VOLTAR A L.A. GOSTARIA DE TE VER.

Ol�, m�e...

Ol�!

Ol�, monstrinha.

N�o lhe chames isso.

Como correu a reuni�o?

Muito bem. As vendas est�o a ir bem.

Ouviste isto, Brenda? O teu tio vai ficar rico.

Contei � minha m�e.

O qu�? O que lhe contaste?

Um pouco de tudo. Sem entrar em muitos pormenores.

Porqu�? O que disse ela?

Primeiro, repreendeu-me

e chamou-me irrespons�vel.

E disse que n�o esperava que as coisas acontecessem assim.

"Esperava que as coisas acontecessem." Ela ainda tem esperan�a.

N�o sei. Talvez.

Mas est� feliz por ser av� e isso � por tua causa.

Av�? O que � que isso significa?

� �bvio que � a av� biol�gica, mas n�o devias ser o tio Joe?

Bem, estava a pensar e...

Sim, n�o sei se � uma ideia louca.

- Se... - A resposta � "sim".

Espera. A resposta � "sim"?

S� para clarificar, n�o estou a pedir-te em casamento.

Senhor, sei o que me est�s a perguntar, est�pido.

Sabes que mais, monstrinha?

Ela foi sempre a preferida da av�.

Foi a �nica que ela conheceu.

Ela podia n�o ter gostado de ti.

- O qu�? - A tua m�e nunca gostou de mim.

N�o � verdade, tot�.

� verdade, sim.

- Tens a certeza? - Tenho.

Legendas: Cl�udia Bil�

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