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FAZENDA ZUBIETA CASANARE
Que a festa continue!
Continue!
Quem manda aqui?
E o Barrera, onde est�?
Est� por aqui? Por que se esconde?
Apare�a Barrera! Apare�a!
Toquem, toquem!
Tamb�m vim para jogar.
Quero jogar porque tenho minhas libras para apostar.
N�o morda, � de verdade.
Eu mesmo vou depen�-lo!
Voc� n�o vai ganhar nada.
Quem � voc�?
Clarita!
O senhor pode entrar.
De onde vem o senhor?
De longe.
Que misterioso.
E a carne pode ser comida?
Quando quiser.
E quem � voc�?
Eu sou Zubieta, quem manda aqui.
Fique � vontade, senhor.
Sou s�cio do Franco, o cliente dos mil touros.
E se quiser, pago em dinheiro.
Clarita, traga um conhaque para servir ao meu amigo vaqueiro.
Mas voc� tem que buscar os touros.
Sim, vou buscar meus vaqueiros bem montados
e n�o vou deixar que Barrera os leve para Vichada.
� assim que se fala!
Gostei de voc�!
Aqui voc� pode comprar todo o gado que quiser.
Um bom gado. Sa�de, amigo!
Arturo Cova.
- Cova? - Cova?
A VORAGEM
O mundo n�o acabou.
E essa dor vai passar, menina Griselda.
E esse filho vai fazer o poeta mudar de ideia.
N�o quero nada com esse poeta.
Voc� est� certa, menina.
Dever�amos dar o fora daqui.
Ei! Mas com a menina gr�vida assim, n�o � uma ideia boa.
Vichada ainda fica muito longe.
Vou preparar algo para voc�s comerem, para as dores do corpo e da alma.
Aqui ou em outro lugar, vamos criar o menino juntas.
Barrera vai cuidar de n�s.
Eu vou cuidar de voc�.
Bom!
Bom, agora, sim, vamos jogar.
Cad� o ouro que deixei aqui? Quem foi que roubou?
Nenhum ladr�o. Eu guardei para voc�.
Foi voc� que apontou uma faca para meu menino.
Malcriado, atrevido.
O Sr. Cova deve ser respeitado.
Sr. Cova, venha comigo.
N�o d� aten��o aos pe�es, um senhor como voc�. Fique tranquilo.
Seu ouro ser� recuperado. N�o se preocupe.
Ent�o, o senhor volta hoje?
N�o, amigo Zubieta. Eu vim beber e jogar, dan�ar e cantar.
- Isso! - Ent�o chegou onde merecia.
� uma honra que n�o merecemos.
O Sr. Cova � uma das gl�rias deste pa�s.
Como assim?
Voc� sabe montar, la�ar, tourear, agarrar?
O que voc� quiser.
� assim que gosto das pessoas, Clarita. Sirva um u�sque para meu amigo.
Sr. Barrera...
Sa�de.
Sr. Cova...
estas moedas s�o suas.
Aqui n�o se perde nada. Somos pessoas honradas.
Voc� mente.
J� n�o s�o minhas,
s�o da Clarita.
O qu�? Aprenda com ele!
� uma felicidade conhecer um verdadeiro cavalheiro.
Vamos ao que o senhor veio.
Clarita, traga-me os cachitos de Santa Pol�nia.
J� vou.
Amigo de Sabana Alta
O senhor vem jogar comigo
Eu aposto o que o senhor quiser
Pois meus dados, sim, s�o bons
Isso!
Jogue, jogue!
Nove, os sapatos.
Vamos, poeta.
- Dez! - Dez.
Vamos em 150 touros.
Vou apostar mais cem novilhos.
Ei! Tem certeza?
Deixe. Por que voc� tem medo?
Se eu ganhar, pode contar com 50.
Jogue.
Dez!
L� est� meu touro.
Ele tirou doze! Tirou doze, viu?
Sa�de, poeta!
Sa�de!
Rapaz, voc� tem sorte.
Vamos aos 250 touros.
Obrigada, ouviu?
Agora com voc�.
Vou nos seus 250 touros
e mais 200 libras.
- Isso, sim! - Boa!
Jogue.
Quem n�o arrisca, n�o petisca.
Onze!
Em sua homenagem, estimado poeta.
Doze.
O que vem f�cil, vai f�cil, Cova.
Doze.
Doze.
- Outra vez doze. - Que trapaceiro.
S�o falsos, Zubieta.
Rato, Narciso Barrera!
Socorro! Ajudem, ajudem! Socorro!
N�o me deixem sozinho! N�o me deixem sozinho!
Canalha!
Cuidado com a luz!
Senhor...
N�o saia! N�o saia, porque v�o te matar.
Aquele bandido veio me matar...
e roubar o Sr. Zubieta!
Ontem � noite ele estava bisbilhotando!
Soube por Miguel, que se op�s ao crime e me denunciou a emboscada.
Maldito Barrera!
O que esperam para prender esse assassino miser�vel?
Canalha, voc� vai me pagar!
Tudo bem.
- �gua. - Sim.
�gua.
Tome.
Gra�as ao amigo.
Se n�o fosse pelo amigo, eu n�o estaria aqui contando a hist�ria.
Voc� estava cert�ssimo. Olhe, esses s�o os dados do Barrera.
Falsos! S� saem doze.
Patr�o, n�o pod�amos nos aproximar por causa dos tiros.
Isso voc� tem que me explicar, por que ent�o eu tenho voc�s?
Nos mataram todos, e a�? E quem atirou em Cova?
V�o dizer ao Barrera que n�o apare�a por aqui,
para isso ele tem uma tenda.
Que se v�! Ou n�o sabe para que servem as estradas?
Sen�o, o amigo est� esperando por ele com uma carabina, s� para avisar!
Justo e divino juiz,
ouve minhas s�plicas, atende meus pedidos,
escuta minhas peti��es e d�-lhes uma resposta favor�vel.
Tenham olhos e n�o me alcancem, tenham m�os e n�o me tentem.
Que assim seja.
Tenham ouvidos e n�o me ou�am.
- Fique calmo. - N�o se deixe abater pela dor.
Eu vou cur�-lo, com outra ora��o.
Fique calmo, fique calmo.
Mauco sabe de medicina.
� ele que mata os vermes por aqui e cura os animais e as pessoas.
Fique calmo, ele vai cur�-lo. Fique calmo, quieto.
Que desalmado te feriu por minha culpa?
Quer descansar no meu joelho?
Se quiser, preparo uma limonada para a febre.
Compensa tentar.
Ou preparo um caldo de filhote de pombo para voc� ganhar for�as.
Olhe para mim, poeta.
Olhe, Zubieta te deve 250 touros,
Barrera, seis libras e guardei 28 para voc�. Para voc� saber.
Tudo para voc�.
Por que est� me dizendo isso, rapaz?
Acha que estou te ajudando por interesse?
N�o, voc� ganhou isso.
Isso n�o � meu.
Isso n�o � meu. Eu n�o quero.
S� quero voltar para minha terra.
Envelhecer l�. Morrer � meu destino.
Barrera ficou de pagar a viagem para a Venezuela
e, em compensa��o, abusa de mim.
Em contrapartida, Zubieta...
Zubieta quer se casar comigo.
Sei que ele vai me levar a Ciudad Bol�var
para conhecer minha avozinha.
Confiando nessa promessa, estou aqui h� dois meses.
Estou b�bada h� dois meses.
Sabe o que senti quando vi voc�?
Sabe o que pensei quando vi voc�?
Eu vi voc� chegar em seu cavalo, gritando, com a espingarda, dando tiros.
"Esse � meu homem."
Voc� morre como meu homem.
O que Arturo estar� fazendo?
Quer que eu v� descobrir?
Talvez j� tenha passado a crise de "vem-vem".
Ele vai trazer a desgra�a de volta para esta casa, Tiana?
J� isso, n�o sei responder.
E, se ele quisesse vir, j� teria vindo.
S� estou dizendo. Nem tudo � branco, nem tudo � preto.
� como se n�o fosse ele mesmo.
Vai para l�.
Tudo bem, menina.
Se voc� quiser, vou procur�-lo.
E digo que voc� n�o pode viver sem ele.
Voc� parece uma alma penada.
N�o.
Se ele quiser vir, que venha.
E que venha r�pido,
porque a viagem para Vichada j� est� pr�xima.
Para Vichada.
Falta acertar algumas coisas com Barrera.
Menina...
Esse menino vai ter um futuro melhor l�.
Pelo que dizem,
Vichada � como o para�so.
FAZENDA ZUBIETA DIAS DEPOIS
E Barrera?
Est� na tenda dele.
E voc�, at� quando vai ficar aqui?
At� terminar o neg�cio que vim fazer.
Sabe se ele voltou para La Maporita?
- Quem? - Barrera.
N�o.
O que voc� quer? O que quer?
Preciso falar com o Sr. Arana.
Falar o qu�? O Sr. Arana n�o fala com qualquer um.
Fora!
Fora!
Aten��o! Alguns presentes da Casa Arana
para os bem comportados e os mais r�pidos.
Seringueiros!
Todos j� conhecem a generosidade do novo patr�o.
O Sr. Arana formou uma empresa
e � dono dos seringais de La Chorrera e El Encanto.
� preciso trabalhar, � preciso quebrar as costas,
arrancar as tripas, se for preciso,
mas tamb�m � preciso obedecer,
� preciso ser submisso.
Tr�s coisas b�sicas para que n�o haja acidentes.
Os presentes j� foram distribu�dos.
Quem pegou, bom, quem n�o pegou...
vai ter que esperar, vai ter que ser paciente.
Agora, tamb�m vai ser realizada uma expedi��o
para subjugar as tribos andoques
e trazer o maior n�mero poss�vel de mo�as ind�genas.
Tudo isso gra�as ao Sr. Arana. Um aplauso!
- Viva Arana! - Viva!
Viva o senhor!
Clarita, n�o custa nada propor para ele jogar.
Rapaz, o que voc� quer?
Clarita, voc� sabe que mesmo que a porca seja branca,
a pata � sempre preta.
- Ent�o eu digo a ele. - Isso.
Mas se o poeta n�o quiser, o que vai fazer?
Como voc� vai cumprir com Barrera e Fidel?
Primeiro, o mais importante.
Mas que seja como se fosse coisa sua.
Tute, eu ganhei, seu velho trapaceiro! J� estava na hora.
Bom, ent�o me sirva um gole.
O que voc� est� fazendo? N�o, n�o, n�o.
Sabe que eu gosto morno.
Voc� � mesmo safado!
Outro gole.
Estava molhado Parecia que tinha chovido
S�o l�grimas da minha amada Que desta vez me deixou
Senhor...
Prepare tudo, que vamos levar os touros.
Rapaz, o que est� fazendo a�?
O sol pode irritar sua ferida. Venha para c�, para a sombra.
Voc� est� com a boca seca. Quer �gua?
J� me sinto bem.
Assim eu gosto, poeta,
porque os jovens n�o podem ficar de cama.
Queria perguntar sobre os touros. Que pre�o vai pedir por eles?
- Que touros? - Os do neg�cio com Franco.
� que com Franco n�o chegamos a nenhum acordo.
Ele me ofereceu uma propriedade que n�o vale nem um peso como garantia.
Mas como voc� vai me pagar � vista,
ent�o pegue o gado, se tiver cavalos para peg�-lo...
e depois colocamos o pre�o.
Est� bem.
E quando vai pagar ao Cova os 250 que ele ganhou de voc�?
Que 250, Clarita?
Os 250 touros que ele ganhou na aposta! Voc� ganhou 250 touros e me deve 50...
Duzentos e cinquenta touros! Caramba!
Uma pergunta, poeta, e se voc� tivesse perdido?
Claro que teria pagado, mas voc� carrega todo esse dinheiro?
- Porque isso � at� perigoso. - Tenho com que pagar. Relaxe.
O que � isso? Voc� n�o � o �nico rico aqui.
Aqui quem perde, paga.
Clarita! Cale a boca, estamos falando de coisas de homens.
N�o se engane.
Amanh� � domingo
e voc� vai me dar a revanche na briga de galos.
Agora vamos fazer o C.
E quem � essa Clarita?
Uma venezuelana que j� dormiu com todo mundo na fazenda do Zubieta.
E parece que j� se envolveu com seu marido.
Ela conseguiu o que voc�s n�o conseguiram.
Escute, Tiana...
O que voc� est� fazendo a� em vez de preparar a comida para a gr�vida?
Estou ensinando-a a ler e escrever.
E n�o estou com fome.
Papagaio velho n�o aprende a falar, menina.
Tiana, � s�rio. Primeiro o mais importante.
Depois continua perdendo tempo.
Obrigada, menina.
Depois continuamos.
Menina, Clarita � uma cadela no cio.
Ela n�o se meteu com Fidel, porque sabe que ele � casado
com uma tigresa que lhe arranca os olhos com uma garra.
Que Arturo fa�a o que quiser. Ele j� est� morto para mim.
N�o quer me ensinar?
Talvez seja eu quem acabe fazendo os poemas.
Estou me sentindo mal.
- Vou me deitar. - Descanse, menina. Eu espero.
"Prezado Sr. Cova,
que poder maligno tem o �lcool que humilha a raz�o humana...
rebaixando-a � torpeza e ao crime?
Como pude comprometer
a mansid�o do meu comportamento...
em uma discuss�o que enlouqueceu minha l�ngua
a ponto de ofender com palavras sua dignidade?
Se eu pudesse publicamente me jogar aos seus p�s
para que me pisasse antes de me perdoar as ofensas repreens�veis,
acredite que n�o demoraria em implorar-lhe essa gra�a.
Aqui estou, envergonhado e doente,
amaldi�oando os ultrajes passados que, felizmente,
n�o chegaram a manchar nem mesmo a merecida fama de que voc� goza.
Beijo seus p�s, fervorosamente,
seu admirador infeliz...
Narciso Barrera."
Diga que, quando me encontrar, vai saber onde termina a adula��o dele.
Sim, senhor.
Miguel, voc� vai ficar a�?
O que diz a carta?
N�o fala sobre o que ele te deve?
Ou sobre o tiro? Porque foi ele que te feriu.
Ele � um covarde.
N�o, ele n�o � covarde.
Ele est� planejando algo.
Voc� quer se vingar do Barrera?
Sim.
Podemos soltar os touros que ele tem no curral.
Os touros que ele ganhou do Zubieta. S� precisamos solt�-los.
Esta noite?
Quando voc� quiser.
Voc� ficou com medo?
Achei que voc� n�o fosse vir.
Siga-me.
Vamos, vamos.
- Voc� tem certeza, Clarita? - Tenho, sim.
Cuidado!
Droga!
Prendam todos! R�pido!
- Prendam! - Andando!
Calma, calma.
Quem fez isso vai me pagar, vai se dar mal comigo.
Maldita seja! A culpa � minha que o gado se assustou?
O Sr. Barrera quer vir aqui discutir com voc� o que aconteceu ontem � noite.
Diga a esse maldito que n�o quero mais v�-lo.
N�o quero mais problemas.
Ele me deu ordem para recolher o gado.
Fa�a o que quiser.
Para mim, foi o esp�rito do falecido Juli�n Hurtado
que apareceu no curral e por isso o gado se assustou.
Na outra noite, ele apareceu na beira da savana,
com uma lanterninha na m�o
e andando no ar, acima do ch�o.
E por que n�o aproveitou para perguntar,
em nome de Deus, o que ele queria?
Porque ele apagou a luz e desapareceu.
Ent�o foi voc� que cavou as ra�zes das alfarrobeiras?
Se eu te encontrar fazendo isso, te dou um tiro.
N�o se brinca com essas coisas.
Continue brincando com fogo.
M�e, cheguei!
Oi, filho! Demorou tanto para acompanhar um crist�o que ia embora?
Mas foram s� dois dias. E onde est� todo mundo?
A Alicia est� trancada, chorando porque o poeta foi para a fazenda.
Aquele coitado quase perdeu a cabe�a, filho.
Nesta casa quase aconteceu uma trag�dia.
Oi, Antonio!
- E Fidel? - O homem foi para o pasto.
Nos separamos em Tame e ele me mandou buscar os cavalos e Cova.
Leve a mala dele, que j� est� pronta.
N�o o quero ver por aqui.
Venha, filho, coma algo. Acabou de chegar e est� com fome.
N�o, que fome?
V� ao rio e traga peixe para esses dias em que n�o vai estar
e n�o nos deixe morrer de fome.
Antonio, agora tenho que implorar para voc� fazer as coisas?
� para hoje.
Melhor n�o mexer com a l�ngua dos santos, Tiana.
Se Cova a quer, que venha busc�-la, se ele se acha t�o esperto.
Isso j� deve estar mostrando ao Fidel que � um covarde.
Tome, tome, tome!
Voc� dormiu, Zubieta, n�o vai dan�ar?
Voc� sabe que eu dan�o muito bem, mas a campestre.
Eu j� vi voc�, velho malandro. Vamos l�!
- Essa coisa est� me incomodando. - Que coisa?
Essa coisa est� me incomodando, voc� sabe.
Para voc�, eu dan�o o que quiser.
Esta! Esta � para voc�.
Vamos l�.
Se o apaixonado fosse
Se o apaixonado fosse O homem mais entendido
Saberia o nome da dama
Saberia o nome da dama E a cor de seu vestido
Muito obrigado.
Clarita! N�o me sacaneie.
Viemos apostar, n�o me venha com tanta coisa.
Bom, vamos ao que viemos!
Amigo Zubieta!
Aposto os 250 touros que ganhei nos dados.
S� uma condi��o: Eu vou no vermelho.
Amigo poeta, aposto com prazer,
mas essa condi��o n�o aceito, mesmo que venha de voc�.
Vou apostar 100 novilhos no galo.
Vamos l�, quem tem medo?
Quem tem medo?
- Aposto dez touros pelas minhas libras. - Dez touros.
A aposta est� feita.
Solte-os, filho da m�e!
Solte o galo!
Enfie o bico, canaguay, enfie o bico!
- Pique! - Enfie o bico, canaguay!
Na cabe�a! Na cabe�a, onde d�i.
Enfie o bico, canaguay!
Enfie o bico, canaguay!
Isso! A� est�!
E o que aconteceu com seu bra�o?
Um animal. Nada grave.
E as not�cias do rancho?
Voc� n�o vem de La Maporita?
Venho diretamente de Tame.
Dom Rafo manda abra�os. Ele continuou a viagem sem complica��es.
Franco!
Zubieta.
Descarregue. Descarregue ali na cabana.
Espero voc� para tomarmos uma bebida.
Amanh� mesmo vamos recolher os touros que negociamos.
Que touros? Eu...
Eu n�o negociei touros com ningu�m, n�o assinei nenhum papel.
Acho que est� confuso, amigo.
Desculpe interromper, parente.
Ent�o pague o dinheiro que ganhei de voc�.
Foi isso que vim falar. N�o vou pagar essa aposta.
Meu galo enlouqueceu, deram quinina nele.
O que eu tenho a ver?
O Sr. Barrera me mandou apostar contra voc� justamente por isso:
para provar que voc� n�o joga limpo.
N�o o deixe mal com o Sr. Cova.
Isso voc�s resolvem depois.
Agora preciso que voc� me explique o neg�cio,
para que fique claro de uma vez.
Voc� est� se enganando se acha que pode brincar comigo.
Franco, voc� veio me matar?
Vim buscar o gado que voc� me vendeu.
Para isso trouxe os vaqueiros.
Vou lev�-lo custe o que custar.
Voc� achou que eu estava falando s�rio?
Franco! Eu estava s� brincando.
Cara, eu tenho suas vaquinhas reservadas para voc�.
N�o, � seu. Eu sou um vaqueiro de palavra.
Eu cumpro minha palavra. Pelo amor de Deus.
A lei � para todos.
Pague o que deve ao Sr. Barrera e ficaremos em paz.
Venha, vou pagar.
Diga ao Barrera que ele se ferrou comigo.
Porque eu tenho palavra.
Se ele � mesmo corajoso, venha me encarar!
Diga isso na minha cara!
O que voc� est� fazendo aqui?
Por que n�o partiu esta manh� com o pessoal?
Porque eu sou um batedor, aquele que abre caminhos.
Voc� parece um safado.
Eu vi voc� em El Encanto.
Eu sou daqui.
Acaso toda esta regi�o pertence ao mesmo dono?
Voc� � o mesmo sem-vergonha que, em vez de cortar �rvores,
desenhava as mesmas letras em todos os troncos.
Acha que eu n�o percebi?
3 ANOS ANTES
Agrade�a que te perdoaram.
Tiana, aqui est� a �gua.
Obrigada, menina.
Voc� tem planos de ir para Vichada?
Menina...
Um dia, o menino que voc� tem nas entranhas vai perguntar pelo pai.
Poderia dizer que ele est� l�.
Pense melhor e n�o siga os passos da Griselda,
que est� mais louca do que um porco perseguido.
Menina, pense bem.
Use a cabe�a, menina.
Uma coisa � ir a Vichada acompanhada de um homem
e outra muito diferente � ir � sorte, gr�vida, neste mundo.
Essas plan�cies t�m muitas miragens, que no final s�o apenas isso, miragens.
Mas eu n�o preciso de nenhum homem para me proteger.
Al�m disso, n�o tenho muitas op��es.
N�o precisam de um homem?
Ent�o para que o Barrera?
N�o, o que tem o Barrera?
Tiana...
Ser� uma honra ter uma mulher como Alicia na viagem.
Pode contar com isso, Griselda.
N�o queremos que ningu�m saiba at� estarmos longe.
O que Cova fez comigo n�o se repete.
O poeta perde facilmente os modos. Que decep��o.
Ele me declarou inimigo,
apesar das demonstra��es de admira��o que lhe dei.
Miguel avisar� quando for hora de partir.
Estou morrendo de vontade de sair daqui.
D� meus cumprimentos a Alicia. Diga que comigo ela ter� um futuro
em que a riqueza n�o � apenas uma palavra que enfeita um verso
em um poema.
Voc� est� dizendo que Barrera o atacou trai�oeiramente?
Sim.
Fidel? Fidel!
O que voc� vai fazer? N�o, v� para l�.
Vou mostrar ao Barrera que o poeta n�o est� sozinho.
Voc� n�o vai a lugar nenhum, guarde isso. Guarde isso!
Ande, guarde!
N�s j� tivemos nossa vingan�a.
N�s soltamos os touros.
Fidel, preciso lhe confessar algo que aconteceu e estou muito arrependido.
O que aconteceu?
O que foi?
Eu agredi a menina Griselda.
Ela desrespeitou voc� ou sua esposa?
N�o.
Fiquei b�bado com uma bebida muito forte e agredi as duas.
Eu � que mere�o levar um tiro.
Voc� deve estar certo. E se n�o estiver, concordo com voc�.
Acho melhor voc� n�o ir � corrida de touros.
Essa ferida pode infeccionar.
Os cavalos j� t�m os melhores vaqueiros.
Por que n�o me disse que tinha esposa?
N�o importa, Clarita.
N�o vamos falar dela, voc� e eu.
N�o importa.
Aqui est� seu ouro.
� seu, dei de presente.
N�o quero. N�o quero nada seu.
- Pelo menos, por seus cuidados. - Quem me dera que tivesse morrido.
Diana, m�sica!
Estou cansada de ficar aqui!
Alguns usamos as palavras como espadas afiadas
para ferir, subjugar, manipular.
Outros, tecem-nas como uma ponte entre almas, para salvar,
para resistir.
N�o se deve recuar na vida diante de nenhum conflito,
pois s� os enfrentando de perto sabemos se a tempestade tem fim...
se a dor tem rem�dio.
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